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domingo, 11 de maio de 2014

Falta de exercício é o maior fator de risco para doenças cardíacas em mulheres acima de 30 anos

Reprodução
Mulheres acima de 30 anos sedentárias tem maior propensão
às doenças cardíacas
A falta de exercício é o maior fator de risco para o aparecimento de doenças cardíacas em mulheres acima de 30 anos, revelou um novo estudo
 
A pesquisa foi feita por cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália, com mais de 30 mil mulheres do país nascidas nas décadas de 20, 40 e 70.
 
Eles constataram que o tabagismo teve o maior impacto sobre o risco de doenças cardíacas em mulheres abaixo de 30 anos.
 
No entanto, à medida em que elas ficavam mais velhas e abandonavam o cigarro, a falta de atividade física passou a ter influência dominante sobre o aparecimento de problemas ligados ao coração.
 
A foi publicada na revista científica British Journal of Sports Medicine.
 
Segundo os cientistas, as autoridades de saúde devem continuar encorajando as pessoas a deixaram de fumar, porém deveriam também se concentrar em promover a prática da atividade física.
 
'Precisamos de um maior empenho das autoridades no sentido de manter as mulheres de meia-idade ativas para que elas possam chegar à velhice mais saudáveis e praticando exercícios físicos', disse à BBC Wendy Brown, professora do centro para a pesquisa sobre o exercício, atividade física e saúde da Universidade de Queensland.
 
Brown sugere às mulheres fazer exercícios diários de pelo menos 30 minutos para reduzir os riscos de problemas cardíacos.
 
'Garanto que qualquer mulher que faça pelo menos 30 minutos de exercício físico por dia vai sentir grandes melhorias em sua saúde', diz Brown.
 
'Só a prática de atividade física reduz em 50% o risco de doenças cardíacas', acrescenta ela.
 
Os pesquisadores afirmam ainda que se todos as mulheres acima de 30 anos na Austrália seguissem as diretrizes recomendadas de exercício físico, cerca de 3 mil vidas poderiam ser salvas por ano no país.
 
Brasil
Dados recentes do Ministério da Saúde apontam um aumento no número de brasileiros que incorporam os exercícios físicos à rotina.
 
Entre 2009 e 2013, segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), cresceu de 30,3% para 33,8% a proporção de pessoas que realizam atividade física no período de lazer.
 
Os homens são os mais ativos: 41,2% praticam exercícios no tempo livre, enquanto que, em 2009, o índice era de 39,7%.
 
Entretanto, o aumento da prática de exercícios entre as mulheres foi maior, passando de 22,2% para 27,4% no mesmo período.
 
Ainda assim, mais da metade da população - 50,8% - está acima do peso ideal - destes, 17,5% são considerados obesos.
 
A pesquisa Vigitel ouviu cerca de 23 mil brasileiros maiores de 18 anos que vivem nas 26 capitais do país e no Distrito Federal.
 
BBC Brasil / R7

Casos de bronquiolite aumentam no outono e internam quase 50% dos bebês de até 3 meses

Foto: Reprodução
Especialistas ensinam mães a identificar e driblar a doença no filho
 
Antes mesmo de completar o primeiro mês de vida, em abril deste ano, o pequeno Mateus, de dois meses, passou cinco dias internado em decorrência de uma doença muito comum nesta época do ano: a bronquiolite. Até receber a confirmação do diagnóstico no pronto-socorro, a mãe Natália Baccarin conta que não sabia o motivo de seu bebê estar com a respiração cansada e ofegante.
 
— Descobri o que era bronquiolite quando meu filho mais velho Pedro [um ano e sete meses] apresentou a doença uma semana antes de o Mateus ser internado. O Pedro pegou o vírus na escola e transmitiu para o irmão que, por ser recém-nascido, precisou ficar no hospital em observação.
 
A respiração ofegante e cansada foi apenas um dos sinais que fizeram a mãe desconfiar que a saúde de Mateus estava debilitada.  
 
— Além disso, percebi também que quando ele regurgitava após a mamada tinha catarro junto, sem falar que ele dormia muito. Os sintomas são facilmente confundidos com os de um resfriado.
 
Segundo a pneumonologista pediátrica Regina Terse, da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), o quadro clínico da bronquiolite é caracterizado pela presença de secreção nasal abundante e clara, obstrução nasal e tosse seca.
 
— Em dois terços dos casos, há febre baixa. Após três a sete dias do início do quadro, também é possível observar um aumento na frequência respiratória (taquipneia), com aparecimento de chiado no peito.
 
A bronquiolite afeta geralmente crianças menores de dois anos, com pico de incidência nos primeiros seis meses de vida, ressalta o pneumonologista pediátrico Joaquim Carlos Rodrigues, responsável pela Unidade de Pneumologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.
 
— A doença aparece com mais frequência entre março e agosto, ou seja, nos meses de outono e inverno. Ela costuma afetar os recém-nascidos exatamente porque eles ainda não têm o sistema respiratório totalmente formado, logo estão mais vulneráveis a contrair o vírus.
 
Em 80% dos casos, a bronquiolite é causada por um vírus chamado VRS (sincicial respiratório). Como o próprio nome da doença sugere, o processo inflamatório ocorre nos bronquíolos, que são as menores vias aéreas do trato respiratório, dificultando a passagem de ar nos pulmões.
 
Regina, que também é coordenadora do departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFBA (Universidade Federal da Bahia), explica que o diagnóstico é essencialmente clínico, ou seja, baseado no relato da mãe.
 
— Não é necessário fazer raio-X de tórax ou exames laboratoriais para diagnosticar a doença. A radiografia só é recomendada na suspeita de complicações e piora do quadro.
 
Embora tenha tratamento, a médica avisa que a mortalidade pode chegar a 37% em crianças com doenças associadas, como imunodeficiências, doenças crônicas pulmonares ou cardiopatias congênitas.
 
— Como não há vacina para prevenir a bronquiolite, estes bebês com maior risco têm indicação de uma medicação injetável que só vai promover a proteção durante o período de circulação do vírus. São cinco doses, uma por mês, que reduzem o risco de internação. A medicação é cara, cerca de R$ 1.000 cada dose, por isso a restrição de indicar apenas pacientes crônicos.
 
Apesar de ser uma das principais causas de internação hospitalar no primeiro ano de vida, com o aumento da faixa etária a maioria dos bebês pode ser tratado em casa, enfatiza a especialista da SBP.
 
—Até três meses, 48% dos bebês internam. Entre três e seis meses, este número cai para 28% e acima de um ano somente 1% a 2% ficam no hospital.
 
Quando tempo a doença dura?
Assim como a gripe e o resfriado, a bronquiolite incomoda a criança durante cinco a dez dias e em menos de 10% dos casos se estende por mais tempo. Segundo Rodrigues, o tratamento depende do estágio do quadro clínico.
 
— A criança pode precisar apenas de inalação e hidratação ou uso de oxigênio, broncodilatadores, ventilação assistida e fisioterapia respiratória.
 
Mateus não precisou ficar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas passou cinco dias no hospital em observação com uma rotina de seis sessões de fisioterapia por dia para ajudar na respiração e na eliminação do catarro.
 
— Fiquei internada junto com ele porque estava amamentando e, claro, preocupada. Quando recebemos alta médica, embora aliviada, confesso que fiquei com medo dele piorar porque ainda não estava 100%. No hospital, temos todo o suporte de enfermagem e médicos, em casa não.
 
Drible a bronquiolite
Assim como Mateus pegou a bronquiolite do irmão mais velho, qualquer bebê está sujeito a contrair o vírus se entrar em contato direto com fluidos nasais ou gotículas no ar de alguém que esteja doente e espirra ou tosse sem proteger a boca com um lenço de papel.
 
Para afastar o vírus, o médico do Instituto da Criança diz que a regra número um é lavar as mãos antes e depois do contato direto com o doente. Outra dica importante é evitar passear com bebês muito novos em locais fechados e com aglomeração de pessoas, como shopping.
 
— A fumaça de cigarro também é prejudicial. Além disso, criança doente deve ficar afastada da escola e dos amiguinhos.
 
O médico acrescenta que o aleitamento materno é importante para prevenir a doença e fortalecer o sistema imunológico do bebê.
 
— A amamentação é fator de proteção, assim crianças que mamam no peito têm menor risco de contrair a doença. Já as que apresentaram bronquiolite na infância e têm histórico familiar de asma estão mais propensas a desenvolver a asma no futuro.

R7

Conheça a dieta dos amidos resistentes e sua estrela, a banana verde

A banana verde é fonte de prebióticos, que irão nutrir nossa flora microbiana intestinal, e simbióticos, que aumentam a quantidade de bactérias benéficas ao nosso corpo como os lactobacilos.
Thinkstock
A banana verde é fonte de prebióticos, que irão nutrir nossa flora microbiana
 intestinal, e simbióticos, que aumentam a quantidade de bactérias benéficas
 ao nosso corpo como os lactobacilos
Nem todo carboidrato é o vilão das dietas. Em alguns casos ele pode até ser o mocinho, em especial aqueles que possuem em sua composição o amido resistente. Entre eles estão a batata, a mandioca, o inhame, o cará e, em especial, a banana verde

O amido resistente não é digerido pelas enzimas gástricas e é facilmente eliminado pelo bolo fecal com parte da gordura e açúcar digeridos. Alguns estudos mostram que esse amido é favorável à redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos, por aumentar os meios de excreção e redução de gordura.

Ele também desempenha um efeito semelhante ao das fibras porque provoca a sensação de  saciedade mais rapidamente e resulta em um maior controle da glicose no sangue, aumento da concentração de colecistocinina (hormônio que interfere na saciedade), diminuição na absorção de gorduras e aumento do trânsito intestinal. Todos esses efeitos irão interferir numa perda de peso eficaz e saudável.

“Para ser resistente, o amido deve ser cozido ou aquecido. Sob alta temperatura, ele sofre o processo de gelatinização que garante o efeito emagrecedor. Os alimentos devem ser consumidos 30 minutos antes da refeição e com um copo de água, que dará a sensação de saciedade”, explica o endocrinologista e proprietário do Spa Posse do Corpo, Alfredo Cury.

Já a nutricionista Andréa Santa Rosa, membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional, alerta que é preciso ter cuidado na escolha de qual tipo de carboidrato será ingerido, já que o benefício do emagrecimento se restringe apenas aos que possuem em sua composição o amido resistente.

Nada em excesso
“A quantidade também é algo relevante a se destacar, tudo que é em excesso não traz boas consequências para nosso corpo. Também é importante incluir outros nutrientes, presentes nas carnes magras, gorduras de boa qualidade, verduras e legumes, além de evitar o consumo de gordura saturada, trans e hidrogenada, carboidratos refinados e açúcar”, afirma Santa Rosa.

Segundo a nutricionista, a ingestão de alimentos fontes de amido resistente, principalmente da banana verde que se destaca nesse quesito, também está associada à prevenção de doenças crônicas como o câncer, diabetes, dislipidemias, doenças coronárias e obesidade.

O amido resistente é um colaborador na perda de peso e não apresenta efeitos colaterais, podendo ser utilizado por todos os pacientes durante tempo indeterminado, garante o nutrólogo Edson Credidio, doutor em ciências de alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Para uma perda de peso segura e saudável, o ideal seria emagrecer quatro quilos por mês, mais do que isto o cérebro pode estranhar e ativar mecanismos para segurar as gorduras”, recomenda Credidio.
 
Banana verde
Alguns subprodutos podem ser preparados com a banana verde cozida, como a biomassa, que vem se tornando muito popular no país. É importante que ela esteja totalmente verde e tenha sido o menos exposta à climatização possível. Peça ao seu fornecedor para trazer um cacho fresquinho. Excelente para qualquer faixa etária, sem contraindicações a não ser para pessoas que possuem alergia à fruta.

Fonte de prebióticos, que irão nutrir nossa flora microbiana intestinal, e simbióticos, que aumentam a quantidade de bactérias benéficas ao nosso corpo como os lactobacilos. Também é rica em ferro e vitamina A, que auxilia no crescimento e sistema imunológico da criança, e potássio, que ajuda no aprendizado da criança.
 
Dicas de como introduzir o amido resistente ao dia a dia:
 
Tadeu Brunelli/UOLReceita Biomassa de Banana Verde

Ingredientes:
1 cacho de banana verde não climatizada
 
Água
 
1 limão

Modo de fazer:
 
Em uma panela de pressão, coloque água até a metade e deixe ferver.
 
Quando chegar ao ponto de fervura, coloque as bananas com casca higienizadas, tomando o cuidado para nenhuma parte da polpa estar aparecendo.
 
Assim que a panela começar a fazer pressão, espere mais dez minutos e desligue o fogo.
 
Não acelere o processo de resfriamento da panela, como, por exemplo, colocá-la sob água fria. Deixe esfriar naturalmente.
 
Após o esfriamento e, saída de toda pressão, tire as cascas da banana e bata a polpa no liquidificar ou em uma centrífuga até virar uma pasta.
 
É essencial que a polpa seja liquidificada ainda quente, caso contrário ela irá endurecer e não vamos conseguir o ponto de pasta.
 
Acrescente gotas de limão para não escurecer a biomassa.

Validade:
Na geladeira ela possui validade de uma semana.
 
Caso opte por congelar, escolha embalagens de vidro temperado ou forminhas de gelo de silicone.
 
No freezer possui validade de três meses.

ThinkstockAveia
A aveia é rica em betaglucana, uma potente fibra que irá retardar a entrada do açúcar, presente nos alimentos, na corrente sanguínea.

Excelente opção para os diabéticos, evitando os picos insulínicos.

Pode ser consumida com frutas, iogurtes, sopa ou até com a biomassa de banana formando um mingau

ThinkstockFlocos de milho sem açúcar com suco cítrico
Deixe os cereais em contato com suco cítrico por cerca de cinco minutos.

Esses sucos são ricos em antioxidantes, assim, será formada uma camada protetora no amido deixando-o ainda mais resistente,




ShutterstockMassa fresca e seca de macarrão ou tubérculos como batata doce, batata baroa, cará e inhame

Deixar ½ xícara de água do cozimento junto com o alimento cozido.

Deixe esfriar e leve à geladeira até o dia seguinte.

Só escorra a água quando for comer.

O processo de cozimento e depois resfriamento faz o amido do alimento se tornar resistente.

A água na qual foi cozido o alimento, quando em contato direto com ele, aumenta a gelatinização do amido aumentado sua resistência.

UOL

Banana verde e plantas podem ser úteis contra inflamações intestinais

Entre os principais resultados está a descoberta de que uma dieta com farinha de banana nanica verde pode impedir a inflamação intestinal em roedores
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Entre os principais resultados está a descoberta de que
uma dieta com farinha de banana nanica verde pode impedir
a inflamação intestinal em roedores
Uma pesquisa realizada no Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), constatou a eficiência de produtos naturais derivados da flora brasileira no tratamento das doenças inflamatórias intestinais (DII), como a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn. O estudo apresenta ainda novos marcadores moleculares que podem ampliar a compreensão que se tem dessas doenças, cuja etiologia ainda é desconhecida
 
"Trata-se de um projeto que consideramos audacioso por estudar tanto a doença em si, priorizando alvos moleculares da ação de fármacos clássicos, como alvos farmacológicos para novos produtos, como as cumarinas naturais e algumas plantas medicinais", disse Luiz Claudio Di Stasi, responsável pela pesquisa "Doença inflamatória intestinal (DII): novos marcadores moleculares e atividade anti-inflamatória intestinal de fármacos e produtos de origem vegetal", realizada com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
 
Entre os principais resultados está a descoberta de que uma dieta com farinha de banana nanica verde pode impedir a inflamação intestinal em roedores.
 
"Consideramos a importância da microbiota intestinal na proteção contra o processo inflamatório para propor o estudo de alguns produtos naturais adicionados à dieta, que reunissem a capacidade de modular a microbiota intestinal previamente e agissem na prevenção das recidivas dos sintomas da retocolite ulcerativa e da doença de Crohn", disse Di Stasi.
 
O grupo coordenado pelo pesquisador estudou vários agentes prebióticos – fibras que servem de "alimento" para as bactérias intestinais benéficas, ajudando a organizar a flora intestinal –, como a polidextrose e as fibras da banana nanica (Musa spp AAA) verde, do jatobá-do-cerrado (Hymenaea stigonocarpa) e da taboa (Typha angustifolia).
 
O extrato da casca do caule do jatobá-do-cerrado e a farinha da polpa da fruta apresentaram ação anti-inflamatória em ratos com inflamação intestinal induzida por ácido trinitrobenzeno sulfônico (TNBS). De acordo com os resultados publicados no Journal of Ethnopharmacology, "os efeitos farmacológicos estão relacionados à presença de compostos antioxidantes no extrato, como flavonoides, taninos condensados e terpenos na casca e na polpa de frutos de jatobá-do-cerrado".
 
O projeto também estudou várias concentrações da farinha produzida com o caule da taboa, planta aquática muito comum no Brasil, típica de brejos, manguezais e várzeas. Verificou-se que, quando a farinha compõe 10% da dieta, há uma redução na lesão provocada por DII, com efeitos nas aderências de órgãos adjacentes e na diarreia.
 
Esses efeitos estão relacionados à inibição de marcadores bioquímicos de inflamação colônica, como a atividade das enzimas mieloperoxidase, liberada em resposta a invasões microbianas, e fosfatase alcalina, que inibe o crescimento de bactérias intestinais que estimulam a inflamação e impedem a translocação de microrganismos para a corrente sanguínea, além de uma atenuação das atividades da glutationa, um antioxidante hidrossolúvel.
 
"A farinha do caule da taboa demonstrou ser tão eficaz quanto a prednisolona, fármaco do grupo dos anti-inflamatórios esteroidais utilizado atualmente no tratamento de DII, com a vantagem de não apresentar efeitos adversos e colaterais", destacou Di Stasi. Os estudos com a planta foram descritos em artigo publicado na BMC Complementary and Alternative Medicine.
 
Em outro grupo de experimentos, o projeto estudou diferentes cumarinas naturais isoladas e, entre os resultados, destacam-se os obtidos com a 4-metil-esculetina, princípio ativo presente nas folhas e raízes de diversas espécies de plantas, entre as quais as do gênero Mikania, que incluem diferentes plantas conhecidas no Brasil como guaco.
 
A pesquisa, publicada nos periódicos científicos Chemico-Biological Interactions e European Journal of Inflammation, demonstrou que a 4-metil-esculetina produz efeitos semelhantes aos da prednisolona, e seus efeitos protetores estão relacionados à capacidade de reduzir o estresse oxidativo do cólon e inibir a produção de citocinas pró-inflamatórias. A administração de metil-esculetina nos modelos da pesquisa exerceu tanto efeitos preventivos quanto curativos, de acordo com o pesquisador.
 
Novos marcadores
Como as causas das DII ainda não são claras, uma maior compreensão dos mecanismos que regulam a integridade da barreira intestinal e de sua função pode ajudar a entender o modo de ação dos medicamentos atuais usados para tratamento.
 
Diante disso, o trabalho também estudou como a expressão da enzima heparanase, do complexo proteico NF-kB, do gene hipoxantina fosforibosiltransferase (HPRT) e da proteína HSP70 afeta a inflamação intestinal induzida por TNBS em ratos e os efeitos anti-inflamatórios dos medicamentos alopáticos sulfassalazina, prednisolona e azatioprina, possibilitando o entendimento de novos modos de ação desses fármacos.
 
"Nossos resultados indicam que a heparanase, o NF-kB, a HSP70 e o gene HPRT são alvos farmacológicos que devem ser considerados nos estudos de novos medicamentos para tratar a inflamação intestinal, sendo alvos moleculares importantes que explicam alguns dos aspectos da etiopatogenia das DII", avaliou Di Stasi.
 
Os pesquisadores pretendem, agora, estudar algumas espécies de plantas alimentícias da Amazônia como potenciais produtos prebióticos, que podem ser usados como substrato de fermentação da flora benéfica do intestino com consequente aumento dessas bactérias e de seus metabólitos, que possuem atividade imunomoduladora e anti-inflamatória.
 
A ideia, de acordo com Di Stasi, é possibilitar a produção de alimentos funcionais, "agregando valor a esses produtos, que já possuem apelo científico e comercial, e ampliando as possibilidades de prevenção por meio de sua incorporação a uma dieta preventiva de recidivas dessas doenças".
 
O grupo também pretende aprofundar as pesquisas com as espécies já estudadas e com as da Amazônia para avaliar se a microflora intestinal foi modulada, assim como seus metabólitos, além de realizar estudos de sinergismos com fármacos envolvendo as espécies mais promissoras, apontando novos alvos moleculares, obtendo dados que podem continuar auxiliando na elucidação da etiologia das DII e indicando novas estratégias de tratamento e prevenção. 
 
UOL

Células-tronco regeneram tecido cardíaco de macacos, diz pesquisa da Nature

Passo a passo mostra enxerto de músculo cardíaco humano (verde fluorescente) sendo colocado, integrado e regenerando coração de macaco (vermelho)
Passo a passo mostra enxerto de músculo cardíaco humano (verde fluorescente)
sendo colocado, integrado e regenerando coração de macaco (vermelho)
Cientistas transplantaram com sucesso em macacos células do músculos do coração desenvolvidas a partir de embriões humanos
 
O resultado do estudo conduzido na Universidade de Washington, publicado na revista Nature desta semana, é um importante passo para o desenvolvimento de tratamentos para falência cardíaca.
 
Pesquisas anteriores com roedores já haviam apontado o potencial terapêutico de células do músculo cardíaco (cardiomiócitos) derivadas de células-tronco humanas na regeneração de partes doentes do coração. Ainda não se sabia, no entanto, se a técnica traria resultados semelhantes nos corações maiores dos primatas, ou se seria viável produzir cardiomiócitos em escala suficiente para o tratamento animais maiores. O estudo da Universidade de Washington prova que sim.
 
O pesquisador Charles Murry e sua equipe produziram 1 bilhão de cardiomiócitos a partir de células-tronco e os implantaram no coração de macacos que sofriam de falência cardíaca. Eles observaram significativa regeneração do tecido cardíaco danificado e perfeita compatibilidade eletromecânica dos cardiomiócitos enxertados com o coração dos primatas.
 
No entanto, em contraste com os estudos envolvendo roedores, os macacos tiveram episódios de arritmia, que precisa de acompanhamento e pode ser fatal. Os autores do estudo também recomendaram a condução de estudos mais amplos, que examinem os efeitos da técnica em casos de infarto (áreas onde houve a morte do tecido cardíaco), antes que a técnica seja explorada clinicamente.

UOL

Futuro dos transplantes: cientistas imprimem vasos sanguíneos em 3D

Artificial polymer vessel
Reprodução
Vaso artificial de polímero
Não falta mais nada: agora, vasos sanguíneos artificiais feitos em uma impressora 3D poderão em breve ser utilizados para transplantes de órgãos criados em laboratório
 
De milhares de pacientes que necessitam desesperadamente de um transplante de órgão, muitos inevitavelmente não o conseguem a tempo.
 
Para certificar-se de que mais pacientes recebam estas cirurgias que salvam vidas, pesquisadores em engenharia de tecidos de todo o mundo têm trabalhado na criação de tecidos artificiais e até mesmo órgãos inteiros em laboratório.
 
Mas, para um órgão artificial funcionar, ele precisa ser equipado com os vasos sanguíneos artificiais – tubos minúsculos e extremamente complexos, que nossos órgãos possuem naturalmente, usados para transportar nutrientes.
 
Até agora, a engenharia de tecidos tinha avançado na criação de tecidos artificiais, mas não conseguia supri-los com os nutrientes que tem que chegar através de vasos capilares.
 
Uma equipe alemã resolveu o problema, utilizando a impressão de 3D e uma técnica chamada polimerização multifotônica.
 
“As técnicas individuais já estão funcionando e estão atualmente na fase de teste. O protótipo para o sistema combinado está sendo construído”, disse Gunter Tovar, que lidera o projeto.
 
A tecnologia de impressão 3D tem sido cada vez mais utilizada em inúmeras indústrias, que vão de roupas a modelos de arquitetura e até mesmo chocolates.
 
Desta vez, a equipe alemã tinha uma missão de impressão muito mais desafiadora. Para imprimir algo tão pequeno e complexo como um vaso sanguíneo, os cientistas combinaram a tecnologia de impressão 3D com polimerização de dois fótons – brilhando feixes de laser intensos sobre o material para estimular as moléculas em um ponto de foco muito pequeno.
 
O material torna-se então um sólido elástico, o que permite aos pesquisadores criar estruturas altamente precisas e elásticas que seriam capazes de interagir com o tecido natural de um corpo humano.
 
Assim, os tubos sintéticos não são rejeitados pelo organismo vivo, e suas paredes são revestidas com biomoléculas modificadas
 
BBC / Hypescience

Vasos sanguíneos no olho mostram ligação entre poluição do ar e doenças cardíacas

Reprodução: Wikimedia Commons
A partir de um olhar mais atento aos vasos sanguíneos no olho, pesquisadores encontraram uma ligação entre a poluição do ar e as doenças do coração
 
A descoberta veio através da observação de uma fotografia digital dos minúsculos vasos sanguíneos localizados na parte de trás dos nossos olhos. Esses vasos são muito similares aos encontrados no coração, mas são muito mais fáceis de fotografar, porque eles podem ser medidos sem o uso de anestesia ou sondas.
 
Até agora, estudos anteriores já tinham indicado que as doenças cardíacas poderiam estar ligadas a poluição atmosférica, mas a nova pesquisa é a primeira a observar a relação entre poluição e vasos sanguíneos minúsculos, chamados microvasculaturas.
 
O estudo incluiu 4.607 participantes que não tinham histórico de doença cardíaca e tinham entre 45 e 84 anos. Os pesquisadores tiraram fotos digitais da retina e calcularam as partículas finas em suspensão no ar na casa de cada participante. Esse processo foi realizado por dois anos antes do exame do olho. A exposição a curto prazo também foi medida, através dos níveis de poluição no dia anterior ao exame oftalmológico.
 
A conclusão foi de que as pessoas saudáveis expostas a maiores níveis de poluição do ar tinham arteríolas mais estreitas na retina. Os níveis de poluição ao longo do estudo foram, em sua maior parte, abaixo do nível considerado aceitável, mas os vasos sanguíneos minúsculos ainda diminuíram a 1/100 do tamanho de um cabelo humano.
 
Pode não parecer muito, mas os pesquisadores advertem que é suficiente para indicar um maior risco de doença cardíaca. Se todas as microvasculaturas no corpo forem afetadas da mesma maneira, isso poderia levar a consequências graves na saúde, como um derrame ou um ataque cardíaco.
 
Ao comparar a exposição a longo prazo com a de curto prazo, o estudo mostra que os participantes com exposição de curta duração à poluição tinham vasos sanguíneos microvasculares de uma pessoa três anos mais velha, enquanto a exposição a longo prazo deixou os participantes com vasos sanguíneos microvasculares de uma pessoa sete anos mais velha.
 
Segundo os pesquisadores, esse tipo de mudança significaria um aumento de 3% no risco de doença cardíaca para as mulheres que vivem em áreas poluídas. A percentagem de aumento de risco para os homens ainda é desconhecida.
 
A relação descoberta entre largura microvascular e risco de poluição do ar abre as portas para observações epidemiológicas de mais eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos fatais com exposições superiores a poluição, e um mecanismo de verificação biológica.
 
O próximo passo é continuar estudando os efeitos a longo prazo, no mesmo grupo de participantes. O objetivo é ver se a poluição do ar provoca alterações nos diâmetros dos vasos ao longo do tempo, a fim de fornecer mais provas de que a poluição do ar provoca o estreitamento dos vasos sanguíneos minúsculos.

Hypescience

Como ver leucócitos no seu olho

Reprodução
Olhe para o céu em um dia claro e você pode observar pequenos pontos brilhantes e dispersos se espalhando ao seu redor
 
Caso você ainda não tenha notado este fenômeno, tente na próxima vez que as condições meteorológicas permitirem, ou use a imagem azul acima para imitar o céu. Esta gambiarra pode não ser boa o suficiente para todos, mas pode funcionar para alguns.
 
A boa notícia é que esses pontos não são alienígenas tentando fazer contato – a menos que os alienígenas possam se comunicar tanto pelo céu quanto através da tela do seu computador ou smartphone. Eles também não são estática, ou algum tipo de fada ou qualquer outro ser fantástico. Por fim, os pontinhos também não são alucinações – você está realmente vendo alguma coisa lá.
 
E o que você está vendo? Efetivamente, as suas próprias células brancas do sangue. O gif abaixo mostra a escala dos pontos e de mãos humanas.
 
File:Blue field entoptic phenomenon animation.gif
 
Nossos olhos têm um monte de diferentes partes – como o nervo óptico, a íris, a córnea e a pupila – e uma delas, a retina, age como receptor para toda a luz que entra. Como a maioria das outras partes do corpo, os nossos olhos precisam de sangue e do oxigênio que ele carrega.
 
Os capilares que levam o sangue para e ao redor do olho passam sobre a retina. E eles são muito estreitos – tão finos que as células precisam viajar em fila indiana através deles. Isto significa que há um fluxo quase constante de células vermelhas do sangue em nossas retinas. “Quase” constante porque os glóbulos vermelhos representam mais de 90% das células em nossa corrente sanguínea. Os glóbulos brancos e as plaquetas compõem o resto.
 
Os glóbulos vermelhos absorvem a luz azul, efetivamente lançando uma sombra sobre a retina. Mas os nossos olhos e cérebro “consertam” o problema, corrigindo as cores bloqueadas. Isso seria o fim da história, mas o fato é que, de vez em quando, um glóbulo branco aparece nas células capilares. Os glóbulos brancos deixam a luz azul passar, causando uma falta de correspondência de sombra, grosso modo, o contorno da célula, uma vez que passa sobre a retina.
 
Os capilares são tão estreitos que os glóbulos brancos, que normalmente são redondos, têm que se esmagar um pouco para passar, fazendo a diferença da ausência de sombra ser alongada. A luz adicionada não é corrigida, por isso vemos o branco glóbulo passar sobre a nossa retina – mas, felizmente, não estão fora de nossos corpos.
 
O efeito é chamado de “fenômeno entópico do campo azul”, ou fenômeno Scheerer, em homenagem ao oftalmologista alemão Richard Scheerer, que foi o primeiro a prestar atenção clinicamente a ele, em 1924, com “entópico” significando “dentro do olho”.
 
Então, quando quiser ver os leucócitos nos seus olhos, basta olhar para cima quando estiver dia e o céu não tiver muitas nuvens.
 
Hypescience

Teresina registra 90 casos de Aids e diagnósticos superam o ano passado

São 62 casos em homens e 28 em mulheres, entre elas quatro grávidas. No ano passado foram registrados 76 casos na capital piauiense
 
O número de casos de Aids registrados nos primeiros meses deste ano já supera o total de notificações feitas no ano passado. Segundo a Fundação Municipal de Saúde, já foram notificados 90 casos, sendo 62 em homens e 28 em mulheres, entre elas quatro grávidas. No ano passado foram registrados 76 casos.

Apesar dos avanços e tratamento após o diagnóstico, a doença ainda preocupa as autoridades em saúde no estado. A coordenadora de epidemiologia em Teresina, Amparo Salmito, acredita que os números são resultados de uma busca ativa que vem sendo nos últimos anos.

“Desde o ano passado os exames para a Aids foram democratizados e não há mais aquela espera pelo paciente com sintomas já procurando o serviço. Hoje os testes são feitos em empresas, em escolas, universidades e outros locais”, disse.

Há 13 anos um homem, que preferiu não ter a identidade revelada, convive com o vírus HIV. Natural de uma cidade no interior do Maranhão, ele acredita ter contraído a doença da ex- mulher. “Nos separamos e minha esposa sempre viajava para fora, São Paulo, Brasília e eu sempre ficava no interior. De repente, eu descobri que estava doente e só depois soube que ela também tinha a doença”, disse.

Para ele, o mais difícil no início foi se aceitar com a doença, mas aos poucos tudo foi se acertando. O apoio partiu de onde ele menos esperava. “Pensei que minha família seria contra, que ia perder meus amigos, mas foi diferente, bem ao contrário do que pensei”, disse.

Em pouco mais de uma década houve várias mudanças com relação ao diagnostico e tratamento da Aids. A medicação evoluiu e hoje garante mais qualidade de vida aos pacientes. Os testes que detectam o HIV estão mais acessíveis, o que pode explicar o aumento no número de casos confirmados nesse início do ano em Teresina.

O homem mostrado na reportagem faz tratamento e atualmente está bem de saúde e trabalhando.

G1

Copa vai coincidir com período em que dengue costuma diminuir

Estudo prevê que no máximo 59 visitantes estrangeiros terão a doença. Em anos anteriores, número de casos durante o período foi baixo
 
Gráfico dengue Copa (Foto: Editoria de Arte/G1)
 
O número de casos de dengue deve cair até o início da Copa do Mundo, o que representará um risco menor para os turistas que visitarão o país, segundo apontam especialistas. O evento vai coincidir com um período em que normalmente se observa uma queda sazonal da doença. Uma projeção feita por pesquisadores da USP e de outras instituições concluiu que, no pior dos cenários, haverá 59 ocorrências de dengue entre os 600 mil visitantes que o país deve receber durante a Copa.
 
Para se chegar a esse resultado, a projeção levou em conta a média de casos de dengue registrados nas cidades-sede no mesmo período da Copa – entre 12 de junho e 13 de julho – nos quatro anos anteriores. Além disso, considerou a estimativa do número de visitantes que o país deve receber e os possíveis roteiros escolhidos pelos turistas.
 
Um dos autores do estudo foi o infectologista Marcelo Nascimento Burattini, professor da Faculdade de Medicina da USP e da Escola Paulista de Medicina (Unifesp). Ele explica que a primeira etapa do cálculo foi estimar o risco de contrair dengue em cada dia de permanência no país, em cada cidade-sede. Depois, estimou-se a quantidade de estrangeiros em cada cidade, durante cada dia do mundial. Foram simuladas 32 opções de roteiro, levando em conta que um visitante pode querer acompanhar os jogos de seu time pelo país e permanecer durante mais tempo nas cidades com mais atrativos turísticos.
 
Levando em conta todas essas variáveis, o cálculo concluiu que, no pior dos cenários, haverá 59 infecções entre os 600 mil visitantes; no melhor dos cenários, haverá 3 casos. Na média, o número esperado de casos entre os estrangeiros é de 33. “Talvez a gente fique muito mais próximo do limite inferior porque assumimos que os turistas tenham o mesmo risco dos residentes”, diz Burattini. Segundo ele, os turistas podem ter hábitos que configurem um risco menor de infecção em relação aos moradores.
 
Em um roteiro simulado pela pesquisa em que o visitante passe 4 dias em São Paulo, 12 dias em Fortaleza (para acompanhar dois jogos), 4 dias no Distrito Federal, 8 dias em Belo Horizonte (também para acompanhar dois jogos) e 5 dias no Rio de Janeiro, o risco de contrair dengue seria de 0,0335%.
 
O especialista afirma que o pico de casos de dengue costuma ocorrer entre a 15ª e a 20ª semana do ano. A Copa terá início na 24ª semana de 2014. Um gráfico fornecido pelo Ministério da Saúde que mostra a sazonalidade da doença ao longo dos últimos cinco anos ilustra essa dinâmica (veja gráfico acima).
 
Mosquito da dengue aedes egypt (Foto: USDA/AP)
Foto: USDA/AP
Mosquito da dengue Aedes aegypti
Alerta
Em novembro do ano passado, o mundo passou a discutir os riscos de dengue durante a Copa do Mundo quando um artigo na revista “Nature” chamou a atenção para o problema. “A dengue pode ser um problema significante em algumas das locações dos jogos, e medidas preventivas são necessárias”, afirmou o professor de epidemiologia Simon Hay, da Universidade de Oxford, no artigo. O especialista enfatizou o risco mais alto de infecção por dengue em cidades como Fortaleza, Natal e Salvador.
 
Intitulado “A febre do futebol pode ser uma dose de dengue”, o artigo recomenda que turistas fiquem em acomodações com telas nas janelas e ar condicionado, que usem inseticida em ambientes internos e que vistam roupas que cubram os braços e pernas para evitar a picada do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
 
Sazonalidade
De acordo com o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho, o padrão do número de casos de dengue ao longo do ano é determinado principalmente pelas condições climáticas. “O mosquito se prolifera principalmente em temperaturas médias de 28 a 30ºC, com umidade relativa alta. Coincide de janeiro a maio no Brasil”, diz Coelho.
 
Ele afirma que, este ano, o topo da curva de ocorrências já foi alcançado. “Agora existe uma tendência de queda. A tendência é que, até o final de maio, haja uma redução importante”, diz.
 
Coelho observa que o país não será um ambiente isento do risco de doenças durante a Copa “Mas do ponto de vista epidemiológico, há um risco baixíssimo”.
 
Até o dia 5 de abril, o país havia registrado 215.169 casos de dengue no ano. Em 2013, o número de casos chegou a 1.470.487. “O cenário que temos este ano é bem melhor do que o cenário do ano passado”, afirma o coordenador.
 
Coelho lembra que o Brasil tem um programa de combate à dengue em caráter permanente e que, em outubro do ano passado, todas as cidades-sede da copa já haviam apresentado planos de contingência contra a dengue. “A dengue é uma doença endêmica no Brasil e, embora a gente esteja em uma situação tranquila, os cuidados precisam ser mantidos”, diz.
 
G1

Arábia Saudita anuncia mais 13 mortes por vírus Mers

 Estudo conclui que coronavírus Mers está infectando camelos do tipo dromedário há pelo menos 20 anos; segundo cientistas, eles podem estar infectando humanos (Foto: AP Photo/Kamran Jebreili, File)
Foto: AP Photo/Kamran Jebreili
Estudo concluiu que Mers infecta dromedário há pelo menos
 20 anos
Outros casos foram identificados na Jordânia, Egito, Líbano e EUA. OMS convocou nova reunião de emergência para terça-feira (13)
 
A Arábia Saudita anunciou 13 novas mortes ligadas à Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês), elevando para 139 o número de vítimas do vírus no reino. A Organização Mundial de Saúde (OMS) convocou uma reunião de emergência para terça-feira (13).
 
Em seu último balanço divulgado neste sábado (10), o ministério da Saúde informou a morte de seis pessoas portadoras do Mers - três jovens de 22, 26 e 35 anos falecidos em Riad, uma mulher de 68 anos e um homem de 78 anos em Medina e um septuagenário em Jidá, a capital econômica do país.
 
Em um comunicado anterior, o ministério lamentava a morte de sete pessoas: três homens de 94, 51 e 42 anos na região de Jidá, um homem de 74 anos em Taif, uma mulher de 71 anos e dois homens com 81 e 25 anos em Riad.
 
"Um número crescente de casos em diferentes países tem levantado questões", declarou um porta-voz da OMS, lembrando que o comitê de emergência realizou desde o início da crise quatro reuniões, incluindo uma em dezembro passado.
 
A Arábia Saudita é o país mais afetado pelo coronavírus, mas outros casos de infecção foram recentemente identificados na Jordânia, Egito, Líbano e Estados Unidos. De acordo com o último relatório da OMS publicado na quarta-feira (7), desde setembro de 2012, 496 casos foram confirmados em todo o mundo.
 
O Mers é considerado um "primo" mais letal - porém menos contagioso - do vírus responsável pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que deixou quase 800 mortos no mundo todo em 2003. O vírus provoca problemas respiratórios agudos, pneumonia e insuficiência renal de rápida evolução.

G1

Entenda como a baixa autoestima pode minar sua vida pessoal

Entenda como a baixa autoestima pode minar sua vida pessoal
Relações familiares, profissionais e sociais podem ser contaminadas
 
Quanto tudo vai bem, irradiamos alegria. É um "bom dia" dado com vontade, um sorriso ao pedir algo, um olhar interessado a quem vem conversar conosco. O empenho no trabalho é bom, as recompensas no amor são maravilhosas e os dias se tornam agradáveis. A sua felicidade reverbera e atinge até mesmo quem passa horas ao seu lado.

Estar de bem com a vida chama a atenção e até provoca uma certa inveja em quem não passa por um momento semelhante. Vivemos momentos de felicidade, e não sua plenitude. Sempre há algo a melhorar, um setor que é uma pedra no sapato. Seja um problema familiar, profissional ou de saúde, substituímos nossas preocupações quase o tempo todo. E aí entra o cuidado para não perder a autoestima. 
 
Não deixe o bem-estar escapar
Perder a autoestima pode acarretar uma série de riscos. O primeiro deles é o de não ter a mesma força de outrora para resolver as questões que se apresentam. De repente aquela pessoa feliz que você era vai se cansando e se deixa abater por críticas, sentimentos de culpa, vergonha, medos, insegurança, etc. "Quando estas sensações começam a dominar os pensamentos é possível notar uma queda no rendimento em todos os setores da vida", explica a psicóloga Doralice Lima.

O trabalho rende menos e não dá prazer. Em casa, o convívio familiar se torna um martírio, e a vontade de ficar o tempo todo na cama ou apenas com a TV como companhia aumenta. "O isolamento é sintomático e acontece em efeito dominó. Pode começar com a reclusão e terminar em depressão profunda", alerta a profissional. Ter a mente dominada por pensamentos negativos ajuda a desenvolver doenças. Tente lembrar das vezes que você teve febre, por exemplo. Geralmente ela surge depois quando você está passando por problemas pessoais ou profissionais que te desgastam. É uma forma do corpo gritar: "Não estou bem, olhe para mim". 
 
Consequências desastrosas
Caso a autoestima sofra uma queda e não seja recuperada, pode acontecer do rendimento cair tanto no trabalho a ponto de o chefe resolver que a demissão é a melhor alternativa. Em casa, os parentes percebem o comportamento mais arredio. Os amigos também não entendem que motivo levou aquela pessoa tão querida a não se misturar mais nos eventos que combinavam com tanto prazer. "Em pouco tempo uma vida social e profissional que foi conquistada pode desmoronar", diz a psicóloga.

Há duas formas de encarar os percalços da vida: se fazendo de vítima frente a uma dificuldade ou arregaçando as mangas para resolvê-la e seguir adiante. Sempre prefira a segunda alternativa, recomenda a especialista. "Períodos de lamentação são comuns e remoer mágoas é natural. Mas esses momentos devem ser passageiros. A vida pode estagnar caso o comportamento passe a ser movido por rancores", explica a profissional.  
 
Atenção aos sintomas
Claro que ninguém é de ferro, e todos têm o direito de chorar quando se sentem sem forças de dar o próximo passo. Mas esse instante de fraqueza precisa mesmo ser momentâneo e não perpetuado. "Quem chegou aos degraus mais altos de grandes empresas tirou forças para vencer as barreiras que se impunham e para chegar onde chegaram rejeitaram o rótulo de fracassados que em alguns momentos poderiam ter recebido caso abaixassem a cabeça para as interpéries da vida", exemplifica a terapeuta. Segundo a profissional, encare tudo de frente e pegue a vida com as mãos, ou seja, não esperar por milagres é a forma mais sadia para manter a autoestima fora de perigo.
 
Minha Vida

O lado B dos isotônicos

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Isotônicos: bebidas não são indicadas a todos
Produto contém calorias e não deve ser consumido como se fosse água
 
Fazer exercícios físicos elimina aqueles quilinhos extras, mas nada de achar que emagreceu só porque depois de suar na esteira você saiu com dois ou três quilos a menos. Essa diferença nada mais é do que líquido perdido – e que deve ser reposto – durante a malhação.
 
Para restituir a hidratação, há quem tenha o costume de trocar a água pelo isotônico. A medida é indicada apenas para atletas, segundo conselho da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). E o consumo frequente deve ser prescrito por um médico ou nutricionista.
 
A bebida, chamada também de repositor hidroeletrolítico, é composta por carboidratos, sódio, potássio e minerais, e serve para repor estes nutrientes perdidos durante os exercícios.

“Os isotônicos têm uma formulação distinta, seus componentes aumentam e agilizam a absorção líquida no intestino e repõem os nutrientes eliminados na ginástica. Mas não há benefício real se consumidos sem necessidade”, diz Luciana Rossi, do Conselho Regional de Nutrição de São Paulo. Além disso, como contêm carboidratos, são mais calóricos e podem até favorecer o aumento de peso.
 
Por conta dessa composição diferenciada, as bebidas não devem ser consumidas por qualquer pessoa. “Elas contêm alto índice de sódio e quem segue uma ingestão controlada desse nutriente, deve evitar consumi-las, como pacientes com insuficiência renal ou hipertensão, por exemplo”, afirma Fernanda Bortolon, nutricionista da Unimed de Porto Alegre. Quem tem tendência a desenvolver pedras nos rins também deve tomar cuidado e beber com parcimônia.
 
A indicação dos especialistas, principalmente para quem tem restrições, é consultar um médico e prestar atenção ao rótulo que indica as propriedades da bebida. E sempre há opções de substituição. “Para quem prefere algo mais saudável, pode escolher água de coco, que é bem equivalente ao isotônico”, aconselha a nutricionista paulista.
 
Parâmetros de desidratação
Para saber se há a necessidade de uma hidratação mais intensa, os especialistas indicam alguns truques que podem ser facilmente aferidos. O primeiro deles é pesar-se antes e depois dos exercícios.
 
“Se a perda for superior a 2% do peso total, significa que a desidratação foi grave e essa pessoa pode fazer uso de um isotônico”, indica Luciana. Para Fernanda Bortolon, nutricionista da Unimed de Porto Alegre, verificar se o suor está muito salgado também pode ser uma forma simples de perceber a perda excessiva dos nutrientes.
 
A cor da urina no xixi feito após a ginástica também é um bom indicador para quem está num local sem uma balança. Ela deve ser límpida, com uma coloração amarelo brilhante, clara. Se estiver turva ou mais escura, é prudente investir na água.
 
Os perigos da falta de líquido
O primeiro sinal de desidratação é a sede. Mesmo que leve, já é um sinal de que o nível de água no corpo está abaixo do ideal para que ele realize suas funções plenamente.
           
Em um primeiro estágio de desidratação a boca e os olhos ficam secos. Na sequência, a pessoa sente mais dificuldade para realizar atividades corriqueiras, se sente mais pesada e experimenta redução do apetite. Uma desidratação aguda pode causar tontura, fraqueza, dor de cabeça e, em casos muito graves, levar à morte por falência renal.
 
iG

Alerta: Energéticos e isotônicos estão ligados a adolescentes pouco saudáveis

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Especialistas estão preocupados com consumo de isotônicos e
 energéticos entre adolescentes
Academia Americana de Pediatria faz ressalvas sobre a ingestão de isotônicos e contraindica o consumo de energéticos; mesmo assim, consumo triplicou nos últimos anos
 
O consumo semanal de bebidas energéticas e até mesmo de isotônicos por adolescentes tem relação com hábitos pouco saudáveis, como a alta ingestão de outras bebidas ricas em açúcar, o cigarro e o sedentarismo. Foi o que mostrou um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Minnesota e da Universidade Duke, ambas nos Estados Unidos.
 
Nos Estados Unidos, houve um declínio no consumo de refrigerantes e sucos de fruta, ao passo que a ingestão de isotônicos e de energéticos triplicou entre os adolescentes nos últimos anos. O alto teor de cafeína nos energéticos, bem como a quantidade de açúcar contida tanto nos energéticos e nos isotônicos tem gerado muita preocupação entre os profissionais de saúde.
 
Para entender melhor o comportamento de consumo dos adolescentes, os cientistas pesquisaram 2.793 estudantes de 14 anos em escolas públicas e privadas.
 
Eles analisaram peso e altura dos adolescentes, tabagismo, a frequência de consumo das bebidas, tipo de café da manhã, horas por semana dedicadas à atividade física, tempo jogando videogame e tempo destinado para ver televisão.
 
Os pesquisadores notaram que, embora o consumo de isotônicos esteja ligado a adolescentes com níveis mais elevados atividade física, há também um forte consumo entre adolescentes pouco saudáveis, que ingerem altas doses de bebida energética assim como de isotônicos, teoricamente uma bebida voltada para esportistas. 
 
"Notamos que, entre os meninos, o consumo semanal de bebidas esportivas foi significativamente associado com bastante tempo em frente à TV. Aqueles que consumiam regularmente isotônicos passaram cerca de uma hora a mais por semana assistindo TV em comparação com os que consumiam menos", disse a autora do estudo Nicole Larson, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, Minneapolis. "Os meninos que consumiram bebidas energéticas pelo menos uma vez por semana passaram cerca de quatro horas a mais por semana jogando videogame em comparação com aqueles que consumiam menos bebidas energéticas", completou.
 
A Academia Americana de Pediatria recomenda que isotônicos sejam consumidos por adolescentes apenas após exercício físico vigoroso, já as bebidas energéticas não devem ser consumidos por não oferecerem nenhum benefício à saúde dos adolescentes e por aumentarem os riscos para a super estimulação do sistema nervoso.
 
iG

Sete fatores que você nem imaginava que melhoram o sexo

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Alguns elementos que você nem imagina podem melhorar
a sua vida sexual
Hábitos diários e dicas preciosas ajudam a incrementar a experiência sexual
 
Você pode criar alguns hábitos para não cair na rotina ou dar uma impulsionada na vida a dois.
 
Quando isso é necessário, “é importante o casal se comunicar e chegar a um consenso. A responsabilidade é dos dois”, recomenda a sexóloga Carla Cecarello, fundadora da Associação Brasileira de Sexualidade (ABS).
 
Para ajustar os ponteiros, conversar é o ponto de partida. “O diálogo é muito importante.
 
A grande maioria dos casais não conversa sobre a sua intimidade”, diz Carla. Mas nem tudo se resolve na conversa. Outros fatores que você nem imaginava podem melhorar a vida sexual.
 
Veja sete deles abaixo:
 
1. Faça pilates
A atividade é ótima para fortalecer a pélvis e desenvolver mais controle nessa região. O ioga também é aconselhável por trabalhar muito a flexibilidade, facilitando a variação de posições sexuais.
 
Além disso, praticar atividades físicas aumenta a oxigenação do cérebro da mesma maneira que um orgasmo. Logo, quanto mais atividades você praticar, por mais tempo conseguirá manter uma relação e ter um orgasmo mais pleno.
 
2. Corte o cabelo ou inove o visual
Mesmo comprar uma roupa nova tem influencia positiva no desempenho na cama. “Cuidar de si mesma, se olhar no espelho e se achar bonita é importante. A pessoa fica mais confiante e se solta mais na hora do sexo”, explica Carla.
 
3. Espere menos
Para Isabelle Moura, terapeuta corporal especializada em sexualidade, a melhora da vida sexual começa quando deixamos de nos preocupar tanto com o sexo. Parece contraditório, mas não é. “Nas cidades grandes, é comum que o casal tenha falta de tempo de qualidade. Outro problema é a quantidade de expectativa que se coloca um no outro. Muitas vezes espera-se que seu parceiro o faça feliz, perceba suas necessidades”, comenta.
 
Portanto, para diminuir essa expectativa, é essencial ir com calma. Não precisa mudar tudo de uma só vez.
 
4. Intensifique o contato físico
Isabelle explica que uma massagem diária, sem conotação sexual, melhora muito a relação entre o casal. “Compre um creme ou óleo bem cheiroso. Todos os dias, antes de dormir, massageie seu parceiro por quinze minutos. Esse contato físico carinhoso libera hormônios como a endorfina, além de trazer intimidade para o relacionamento”, diz a terapeuta.
 
5. Liste do que você gosta e do que não gosta na hora do sexo
No que diz respeito à sexualidade, achar que existe uma regra é ilusão. Por isso, é importante saber o que agrada e desagrada na cama. Peça para o seu parceiro fazer o mesmo e depois troquem as listas. “É uma espécie de manual de instruções mesmo. Muita gente acha que o ‘óbvio é óbvio’, mas isso não é verdade. Compartilhar essas informações traz mais maturidade e intimidade para a relação, além de retirar a ansiedade de tentar adivinhar o que o outro gosta na cama”, comenta Isabelle.
 
6. Comidinhas podem tirar a relação da rotina
“Alimentos afrodisíacos não existem. O que encanta é o visual, a maneira como é arranjado. Flores comestíveis, frutas que remetem ao sexo são boas para encantar”, explica a sexóloga Carla Cecarello.
 
Isabelle concorda. Para ela, “afrodisíaco” é a maneira como se inserem os alimentos na brincadeira. “Pode passar o alimento pelo corpo do parceiro, fazer com que cheire, estimular os sentidos, dar de comer na boca, ou até morder um pedaço e colocar na boca de seu companheiro. Saborear é muito importante”. Uma dica é abusar de frutas sem cheiro muito forte e que não deixem pedacinhos nos dentes.
 
7. Olho no olho, respiração conjunta
Antes do sexo ou durante a penetração, sentir a genital de seu parceiro com mais calma é um prazeroso caminho para o orgasmo. A dica é parar os movimentos e respirar juntos, sem desviar os olhos um do outro. Nessa posição, focalize toda a atenção na região genital e experimentem mexê-la bem devagar. Para os homens, contraiam a base do pênis; para as mulheres, tentem apertar a musculatura da vagina. “Durante o sexo agitado, a percepção dessa área diminui, fazendo com que seja uma experiência incompleta. Sentir essa parte do corpo aumenta a possibilidade de um orgasmo pleno, além de aumentar a cumplicidade entre os dois”, finaliza Isabelle.
 
Delas

15 mitos e verdades sobre bebês prematuros

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Prematuros precisam de cuidados médicos especiais e estão
 mais vulneráveis a doenças
Especialistas esclarecem as principais dúvidas sobre bebês que nascem antes do previsto
 
Prematuros são bebês mais frágeis já que nascem antes do previsto e, algumas vezes, sem terem alcançado o desenvolvimento ideal dos órgãos. Existem muitas dúvidas que cercam essas crianças: todas precisam ficar mais de um mês no hospital? Podem ser seguradas pelas mães? Podem ser amamentadas no peito?

A evolução da medicina é capaz de confortar, mas não de acabar com todos os medos dos pais. O iG reuniu as questões mais recorrentes entre mães de prematuros. Especialistas consultados esclarecem o que é mito e o que é verdade quando o assunto é um bebê que nasceu antes dos ideais nove meses de gestação.
 
Todo prematuro é igual
Mito. Existem prematuros tardios e extremamente prematuros (que nascem com menos de 32 semanas). Segundo Victor Nudelman, neonatologista do hospital Albert Einstein, é possível cuidar de bebês a partir de 25 semanas, com peso próximo a 500 gramas. “A ansiedade da mãe de um bebê assim é diferente da mãe de um bebê de 34 semanas. Dependendo do grau de imaturidade, os bebês terão tempos e dificuldades completamente diferentes”, diz.
 
Bebês de 35 semanas são prematuros
Verdade. “Crianças que nascem antes de 37/38 semanas, por definição, são prematuros”, afirma a pediatra Heloisa Ionemoto, do Hospital Infantil Sabará.
 
A mãe não pode segurar o bebê prematuro
Mito. Segundo os médicos, as mães devem segurá-lo no colo, desde que com cuidado e sempre orientada pela equipe médica, como ressalta Jorge Huberman, neonatologista do Hospital Albert Einstein. A pediatra Heloisa lembra que há programas como o “Projeto Canguru”, no qual o contato físico entre pai/mãe e bebê prematuro ajuda no desenvolvimento. Mas vale lembrar que a incubadora é importante para manter o pequeno sempre aquecido.
 
O prematuro precisa passar mais de um mês no hospital
Depende. O risco de mortalidade e doenças específicas está inversamente relacionado à idade gestacional. “Quanto menor a idade gestacional, maior a chance de complicações. Os prematuros com mais de 34 semanas, de um modo geral, se saem muito bem, já os menores enfrentam mais dificuldades. Desta forma, estes bebês precisam de cuidados especiais que podem durar poucos dias a alguns meses, com necessidade de internação hospitalar”, esclarece Maria Otília Bianchi, neonatologista da UNICAMP.
 
Os órgãos do prematuro não estão prontos Verdade. Principalmente os pulmões, uma vez que ele fazia a troca de ar por meio da placenta. Por isso é muito comum ele apresentar dificuldades respiratórias, o que requer ajuda para assegurar os níveis adequados de oxigênio. Nudelman alerta para a necessidade de aparelhos que forneçam alguma pressão positiva para o ar entrar e medicações que mantenham o pulmão, ainda imaturo, mais aberto.

O prematuro não pode ser amamentado
Mito. Ele deve ser amamentado, porém não consegue sugar, por isso, a alimentação pode ocorrer por meio de sondas. De acordo com Maria Otília, o ideal é alimentar o bebê com leite materno ordenhado, mas pode ser necessário o uso de nutrição endovenosa. “Mesmos os prematuros maiores são sonolentos, sugam vagarosamente e não ganham peso”, explica.
 
Quanto menos aparelhos ligados no bebê, melhor ele está
Verdade. Isso significa que o corpo já consegue se manter aquecido sem a necessidade da incubadora, os pulmões estão suficientemente desenvolvidos para garantir o ar necessário, ele já consegue sugar e se alimentar sem ajuda de sondas.
 
Prematuros terão problemas para o resto da vida
Mito, embora prematuros extremos tenham mais chances de apresentar alguma complicação. “Casos graves, como falta de oxigênio ao nascer, por exemplo, podem deixar sequelas e por isso precisarão de acompanhamento prolongado”, aconselha Heloisa.
 
O prematuro não pode fazer todos os exames
Mito. Huberman afirma que o acompanhamento clínico e laboratorial, além de exames de imagem para verificar o crescimento e desenvolvimento do bebê são primordiais. A prevenção de doenças acontece graças à extensa bateria de exames.
 
Ele é mais vulnerável a doenças
Verdade. Principalmente as respiratórias.
 
As vacinas do prematuro são as mesmas do calendário nacional de vacinação
Verdade. “Mas o pediatra pode orientar de forma diferente, caso haja necessidade”, cita Huberman.
 
É impossível evitar a prematuridade
Mito. “Com um pré-natal precoce e muito bem feito, é possível detectar os indícios da prematuridade”, diz Huberman. As causas mais comuns do parto prematuro são hipertensão arterial, ruptura precoce das membranas amnióticas e infecções.
 
O desenvolvimento neurológico do bebê prematuro é diferente
Verdade. “Os prematuros ganham um descontinho, visto que consideramos a data provável para 40 semanas para avaliar as novas conquistas. Por exemplo, um bebê que nasce de 31 semanas ao completar quatro meses deve fazer o mesmo que um bebê não prematuro que completou dois meses”, conta Maria Otília. Porém, este “desconto” acaba quando se completa dois anos. A mesma regra é utilizada para peso e estatura, o que significa que ele tem um tempo a mais para buscar o que perdeu por nascer antes.
 
Os cuidados médicos devem ser diferenciados
Verdade. Heloisa aponta para a necessidade de assistência médica diferenciada e equipe multidisciplinar, principalmente para os nascidos com menos de 30 semanas. “No futuro, o pediatra poderá indicar outros profissionais, como fisioterapeutas e fonoaudiólogos, se necessário”, acrescenta Huberman.
 
O bebê prematuro precisa viver numa redoma de vidro
Mito. Após os cuidados extremos no hospital – e o ganho de peso e maturidade necessários para ir para a casa – os médicos sugerem que a família leve vida normal, sempre que possível: passeios, aleitamento materno exclusivo, contato com o mundo exterior, inclusive com outras crianças. “Manter as vacinas em dia, alimentação saudável e evitar o contato com pessoas doentes bastam”, diz Maria Otília.
 
Delas

10 verdades e mentiras sobre a queda de cabelo

careca
Foto: reprodução
A queda de cabelo é um dos maiores medos dos caras que são ligados na própria beleza. Na real, até os brucutus ficam meio bolados quando aquela entradinha tá mais parecendo a rodovia dos Bandeirantes do que a Avenida Angélica
 
Segundo dados da Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar, a queda de cabelo aflige 40% dos homens antes dos 35 anos. Com o começo da calvície vem as dúvidas: Meus cabelos estão caindo porque eu usei boné demais? Será que é só stress? Depois de cair esse poodle da minha cabeça, será que algum fio de cabelo voltar a nascer de novo?
 
Para ajudar você que está cheio de perguntas e nenhuma resposta, separei alguns dos maiores mitos e verdades sobre a queda de cabelo.
 
Confira:
 
1. Usar bonés faz cair os cabelos?
Não. O uso do boné não faz os cabelos caírem mas ele pode ajudar a agravar problemas que estão ligados diretamente à calvície como dermatite seborreica, eczema ou caspa. Culpa do abafamento que o couro cabeludo sofre e que faz com que ele produza mais oleosidade, proliferando os fungos.
 
Se você usa o boné muito apertado, pode acontecer também de os fios da frente da cabeça ficarem mais escassos e finos por causa da tração que as raízes sofrem. O ideal é usar boné com o cabelo seco e a cada uma hora tirar ele para dar uma arejada de cinco minutos no couro cabeludo.
 
2. Dormir de cabelos molhados faz mal?
Sim. Dormir com os cabelos molhados ajuda na retenção de água no couro cabeludo causando a proliferação de fungos, bactérias e da caspa. Seus cabelos acabam ficando mais oleosos, quebradiços e sua raiz fica mais fraca.
 
3. Usar gel faz os fios caírem?
Não. O gel funciona na superfície do cabelo e não afeta diretamente os folículos. Porém, evite dormir com o produto aplicado por dois motivos: os fios endurecidos podem se tornar mais quebradiços e o acumulo da substância pode ajudar a criação de caspa e seborreia.
 
4. Calvície é genética?
Sim, a culpa é do seu DNA. Cerca de 70% dos caras ficam carecas por fatores hereditários. Tanto do lado do seu pai, como da sua mãe. Então, pare de ficar reclamando só com o velho por suas entradas.
 
A queda de cabelo começa aos 18 anos, com o crescimento dos fios diminuindo de ritmo e a raiz atrofiando. Os cabelos ficam mais finos e começam a regredir na estradas, testa e no topo da cabeça.
 
5. Cortar muito o cabelo pode me deixar careca?
Não. A queda de cabelos está relacionada com a raiz. Apenas cortar ou aparar o fio não muda em nada.
 
6. Stress provoca queda?
Sim, o seu chefe pode realmente estar te deixando careca. Stress em excesso, cansaço, ansiedade e depressão causam alterações hormonais que podem levar ao problema.  Será que você pode cobrar da sua firma um implante capilar por lidar com um gestor babaca?
 
7. Lavar cabeça com água quente faz cair os cabelos?
Não. Porém, se você sofre de caspa ou de dermatite seborreica devem evitar a água quente. Ela estimula a produção de oleosidade, pode piorar a doença e influenciar na queda dos fios.
 
8. Mudanças na alimentação aumentam a perda de cabelo?
Sim. Você deve manter uma alimentação balanceada, rica em vitaminas, antioxidantes, proteínas, ferro, zinco e vitamina A e C. Aposte em cereais integrais, castanha do Pará, peixes, ovos e leite. Vai ajudar a manter os fios fortes.
 
9. Remédio para tratar calvície causa impotência?
Não. Apesar de determinadas remédios apresentarem esse sintoma na bula, o fato costuma ser muito raro. Os remédios contra calvície podem diminuir a mobilidade dos espermatozoides e reduzir a quantidade de esperma ejaculado.
 
10. Os cabelos voltam a nascer depois de começar a cair?
As vezes. O cabelo pode voltar a crescer se a queda tiver relacionada a stress ou doenças. Nos outros casos, quanto mais cedo você buscar um tratamento, melhor.
 
Manual do Homem Moderno

Redução de seis fatores de risco poderia evitar a morte de 37 milhões em 15 anos

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. Quanto mais idade, maior a chance de ter hipertensão
Estudo analisou impacto de redução do uso do tabaco, consumo de álcool, ingestão de sal, pressão arterial, nível de açúcar no sangue e obesidade em todo o mundo
 
Reduzir ou restringir apenas seis fatores de risco - como o uso do tabaco, de álcool, ingestão de sal, a pressão arterial, o nível de açúcar no sangue e a obesidade - poderia evitar mais de 37 milhões de mortes prematuras no período de 15 anos.
 
Isto porque isso reduziria a incidência de doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, câncer e diabetes - quatro das principais doenças não transmissíveis que mais matam no mundo.
 
Os dados são preocupantes.
 
Em 2010, 28,3 milhões de pessoas morreram dessas doenças no mundo. Logo, a diminuição de 37 milhões de mortes equivale a uma extinção de quase um ano e meio de mortes.
 
Veja quais são fatores que causam a hipertensão:
 
Álcool: abusar do álcool ou bebê-lo regularmente faz a pressão arterial se elevar
 
Gênero: até 45 anos, os homens lideram a lista de de hipertensos. Depois disso, se igualam às mulheres e, a partir dos 64, são elas quem sofrem mais
 
Genética: 90% dos hipertensos têm essa condição por razões hereditárias
 
Idade: as artérias ficam mais rígidas com o passar dos anos. Quanto mais idade, maior a chance de ter hipertensão
 
Obesidade: a médio e longo prazo, a obesidade estimula o sistema nervoso simpático, que manda uma substância que enrijece as artérias, causando pressão alta
 
Sal ou sódio: presente também em muitos alimentos embutidos, o sódio aumenta a retenção de líquido, aumentando o volume sanguíneo que eleva a pressão
 
Sedentarismo: falta de exercício físico contribui para o aumento da pressão arterial. Exercitar-se faz o contrário, ajuda a reduzir
 
Este é o primeiro estudo que analisou o impacto que a redução fatores de risco globalmente para reduzir as mortes prematuras por doenças não transmissíveis .Usando dados nacionais sobre as mortes e os fatores de risco e modelos epidemiológicos, pesquisadores do Imperial College London, Reino Unido, calcularam que a carga de cada um dos seis fatores de risco. 
 
No estudo foi calculado os resultados da redução de 30% (e uma redução mais ambiciosa de 50%) do fumo, 10% do consumo de álcool, 30% da ingestão de sal, redução de 25% da pressão arterial elevada além de travar o travar o aumento da prevalência de obesidade e diabetes.
 
No geral, os resultados sugerem que o cumprimento das metas para redução dos seis fatores de risco diminuiria a morte prematura por quatro das principais doenças não transmissíveis em 22% em homens e 19% para as mulheres em 2025 em comparação ao que eram em 2010. A redução ocorreria em todo o mundo, retardando pelo menos a morte de 16 milhões de pessoas com 30 anos de idade e 21 milhões naqueles com 70 ou mais.
 
Os autores do estudo preveem que os maiores benefícios virão pela redução da pressão arterial e do tabagismo. Eles calculam que uma redução mais ambiciosa de 50% na prevalência do tabagismo em 2025, mais do que a meta atual de 30%, reduziria o risco de morrer prematuramente por mais de 24% em homens e em 20% nas mulheres.
 
iG