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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Solidão pode ser mais fatal do que a obesidade, afirma estudo

O isolamento social pode elevar o risco de morte prematura em até 50%, segundo estudo


A solidão pode ser um risco para a saúde tanto quanto a obesidade, de acordo com um novo estudo apresentado no congresso anual da Associação Americana de Psicologia. O estudo sugere que sentir-se solitário, isolar-se socialmente e viver sozinho aumenta o risco de morte prematura em até 50% – enquanto a convivência social poderia prevenir esse risco na mesma medida. De forma contrastante, a obesidade eleva o risco de morte antes dos 70 anos em até 30%.

Efeito da solidão
Pesquisadores da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, observaram 218 estudos, que envolveram, no total, cerca de 4 milhões de pessoas de vários países sobre os efeitos da solidão sobre a saúde. Apesar de não especularem sobre o que poderia causar essa relação de risco, pesquisas anteriores já identificaram uma associação entre a qualidade de vida – que envolve as relações humanas – e a expectativa de vida. Além disso, a solidão poderia prejudicar o sistema imunológico da pessoa.

Importância social
Para a autora do estudo, Julianne Holt-Lunstad, professora de psicologia da instituição, as pessoas deveriam preparar-se para a aposentadoria social assim como se preparam para a financeira – afinal, para muitos, o local de trabalho é a principal fonte de relações sociais. “A conexão social é amplamente considerada uma necessidade humana, crucial tanto para o bem-estar quanto para a sobrevivência”, disse a especialista. “Há evidências sólidas de que o isolamento social e a solidão aumentam significativamente o risco de morte prematura e a magnitude desse risco excede a de muitos indicadores de saúde.”

No estudo, os pesquisadores sugerem que habilidades sociais deveriam ser ensinadas na escola, assim como ser incentivadas pelos médicos, principalmente aos pacientes mais velhos. Pessoas em idade de aposentadoria deveriam planejar ou participar de encontros sociais, por exemplo. “Com um crescente envelhecimento da população, o efeito sobre a saúde pública só deverá aumentar. De fato, muitos especialistas sugerem que estamos enfrentando uma ‘epidemia de solidão’. O desafio que enfrentamos agora é como solucionar esse problema.”

Veja

Inteligência artificial acelera busca por novos medicamentos contra a ELA

Sistemas analisam dados em velocidade superior à capacidade humana em busca de possíveis remédios e terapias

Robôs de inteligência artificial estão acelerando a corrida para encontrar novos medicamentos para combater a esclerose lateral amiotrófica (ELA). A enfermidade, também conhecida como doença de Lou Gehrig, ataca e mata as células nervosas que controlam os músculos, provocando fraqueza, paralisia e, por fim, insuficiência respiratória.

Existem apenas dois remédios aprovados pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA para retardar a progressão da esclerose lateral amiotrófica, uma disponível desde 1995 e outra aprovada apenas este ano. Cerca de 140.000 novos casos são diagnosticados por ano globalmente e não há cura para a doença, conhecida por afetar o físico Stephen Hawking. — Muitos médicos a consideram a pior doença da medicina e a demanda não atingida é enorme — disse Richard Mead, do Sheffield Institute of Translational Neuroscience, que descobriu que a inteligência artificial já está acelerando seu trabalho.

Robôs
Softwares complexos que são executados por computadores poderosos — trabalham como super-pesquisadores incansáveis e imparciais. Eles analisam enormes bancos de dados químicos, biológicos e médicos, ao lado de resmas de artigos científicos, muito mais rápido do que humanamente possível, produzindo novos alvos biológicos e possíveis remédios. Um candidato a medicamento proposto por tais máquinas produziu recentemente resultados promissores na prevenção da morte de células do neurônio motor e atraso no início da doença em testes pré-clínicos em Sheffield.

Caso a pesquisa produza novos medicamentos, marcaria uma vitória notável para a inteligência artificial na descoberta de remédios, impulsionando as perspectivas de um crescente número de startups focadas na tecnologia. Estas empresas estão se baseando na premissa de que, embora os robôs de inteligência artificial não substituam cientistas e médicos, podem economizar tempo e dinheiro, descobrindo fármacos muito mais rapidamente do que os processos convencionais.

O Globo

A Microsoft quer dar um reboot na jornada do paciente

Fidelizar um cliente, todos sabem, é um investimento de longo prazo que se faz para que o pagador volte sempre ao caixa para lhe deixar receitas ao invés de trocar sua empresa pelo seu concorrente favorito.

Por Istvan Camargo


Essa lógica vale para a indústria de bens de consumo e setores de serviços do mais variados…

Menos para o setor de saúde suplementar!

Engajar um paciente no ramo de saúde suplementar é um investimento que se faz para que o gastador suma da frente do caixa ao invés de deixar uma despesa salgada que poderia ser evitada.

É quase um programa de fidelidade ao contrário.

Enquanto no primeiro caso você gasta para ter o usuário perto da sua marca ou ponto de venda, no setor de saúde investe-se para que o sujeito não apareça – pelo menos não sem um bom motivo.

Para piorar, paira na cabeça de muitos gestores a sensação de que todo investimento feito para engajar um paciente em seus autocuidados pode vir a ser perdido caso o paciente mude de operadora no meio do caminho por um motivo fora de seu controle (como uma decisão do RH da empresa cliente).

Nesse caso o grande beneficiário acabaria sendo aquele concorrente favorito, que recebeu um paciente já tratado.

Engajar um paciente não é algo óbvio (óbvio mesmo é que temos um modelo controverso – e que não funciona tão bem quanto sonhamos).

Talvez seja por isso que as maiores promessas no campo de engajamento em saúde venham de empresas de fora do setor, já que ao menos estas estão livres da inércia que parece puxar o resultado das ações tradicionais sempre para baixo.

Já existem diversas empresas que utilizam tecnologias leves para interferir de forma personalizada, metrificada, coordenada e instantânea na jornada individual de legiões de pacientes ao redor o mundo.

Trata-se de gente especializada em disciplinas que – aqui entre nós – nunca foram o forte das empresas de saúde (como comunicação, usabilidade, datafication etc). Um nome que é velho conhecido de todos, e que tem feito novos avanços (e um tanto silenciosos) nessa área é a Microsoft.

É certo que a empresa não desperta hoje em dia o mesmo frisson que gente como o Google ou Facebook. Mas é inegável que sua presença é muito relevante na vida da maioria dos seres humanos (e como em Saúde a “presença” conta muito mais que o frisson, convém sempre saber o que ela está pensando).

Sua suíte para engajamento, lançada em 2007 já passou por diversas fases, incluindo a aquisição do legado da plataforma Google Health em 2011.

Na versão atual foi batizada com o nome de Health Vault Insights, combinando ingredientes cruciais para tornar a jornada do paciente mais assertiva, como Colaboracionismo, Cloud, Inteligência Artificial e Learning Machine.

Desde o final de maio o projeto passou a compor uma iniciativa ambiciosa da Microsoft chamada HealthCare NeXt, que também engloba os projetos Microsoft Genomics e Microsoft InnerEye.

E há cerca de 2 meses ela deu um passo importante para acelerar a obtenção de dados clínicos dos pacientes através da parceria com a Validic.

Apesar de sua conhecida associação com o mundo do fitness através da integração com apps como Apple Heath e GoogleFit – onde realiza análise de dados e permite a criação de programas personalizados de wellness que podem ser monitorados à distância – o foco atual da solução está voltado também para Planos de Saúde.

Assim as seguradoras americanas interessadas em turbinar seus frameworks de engajamento, podem planejar e distribuir programas de autocuidados para as populações assistidas (especialmente os crônicos) e realizar o monitoramento remoto desses grupos com base em dados (coisa impossível de ser feita por telefone).

Enfim, vivemos tempos curiosos. Empresas de transporte, como a Uber, não têm carros, redes de hospedagem, como AirBnB, não possuem hotéis, e empresas de saúde, como tantas que conhecemos, não sabem engajar pacientes direito.

Graças a Deus temos gente de fora do sistema, como a própria Microsoft, que está por perto para ajudar a empurrar o mercado para dentro do século XXI – já com um certo atraso.

Nossa saúde e a de nossos filhos será eternamente grata.

Istvan Camargo é especialista em engajamento de pacientes. Foi membro do Comitê Científico da Health 2.0 Latam e residente digital do Centro de Mídias Sociais da Mayo Clinic / USA. Atuou como Chief Innovation Officer do Grupo Notredame Intermédica. Realizou palestras sobre o tema em conferências como Social Media Week, Campus Party e HIS. Em 2012 fundou a primeira rede social de saúde do país onde tem realizado projetos para Laboratórios Farmacêuticos, PBMs, Grupos de Apoio a Pacientes, dentre outros, engajando grupos de pacientes das mais diversas patologias.

Saúde Business