Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Verão esconde uma série de riscos à saúde que não podem ser ignorados

O verão é tempo de sol, calor, pouca roupa e muito suor. Mesmo com todas as promessas de prazer, é uma época também propícia a inconvenientes. No clima descontraído das férias, fica fácil esquecer pequenos cuidados de saúde. Além do repetidamente recomendado uso obrigatório do filtro solar, especialistas falam  sobre outras providências igualmente importantes para garantir que a viagem não tenha turbulências.

O culto à pele bronzeada, símbolo da estação mais quente do ano, por exemplo, é um convite ao exagero. “No verão, a pitiríase alba é muito comum, principalmente em crianças e adolescentes”, comenta o dermatologista Erasmo Tokarski, referindo-se às manchas brancas que surgem no rosto por falta de filtro solar.

Além de manchas, micoses costumam atazanar banhistas distraídos. Tokarski explica que o uso prolongado de roupas de banho molhadas é o principal responsável pelo inconveniente. “O fungo gosta de locais úmidos e quentes, por isso, a micose costuma aparecer na virilha”, completa o médico. Segundo ele, os homens são os que mais passam pelo problema. “Pode dar em todo mundo, mas acho que os homens são mais desleixados com isso”, arrisca. Desfilar com chinelos molhados também não é uma boa ideia: frieiras, pano branco (manchas brancas no tronco) e bicho geográfico podem aparecer. Se não tratadas, as micoses aumentam, se espalham e podem até tornar-se contagiosas. “Se for entre os dedos, pode evoluir para erisipela (infecção bacteriana que atinge a derme profunda e o tecido gorduroso), infecção na perna e fungos nas unhas.”

A boa notícia é que tanto as frieiras quanto a micose têm fácil tratamento. Arriscar soluções caseiras para amenizar a coceira, contudo, não é indicado, uma vez que podem aumentar a proliferação dos fungos. “Se a pessoa estiver com o bicho geográfico, pode colocar gelo e esperar a área congelar por alguns minutos, para o micróbio morrer”, ensina Tokarski. “Para todos os outros casos, é importante ir ao médico para que o profissional indique o melhor antifúngico.” Bebidas com frutas cítricas, como a caipirinha ou o suco de laranja, também podem ocasionar manchas na pele. Quando em contato com o sol, explica o médico, os resíduos que podem ter ficado na boca ou em algum outro local da pele após a ingestão desses ingredientes reagem com a luz solar — e resultam em manchas escuras, tratáveis com pomadas à base de hidrocortizona (anti-inflamatório derivado do hormônio cortisol, usado no tratamento de alergias).

“Atletas” de verão
Além do bronzeado, uma grande preocupação de quem vai para a praia ou piscina é poder passear sem se preocupar em esconder os quilos a mais. O problema é que muitos deixam para se ocupar dos exercícios físicos somente no verão — e acabam trocando qualquer possibilidade de ter um corpo mais sarado por lesões e machucados. De acordo com uma compilação de 14 estudos publicados em agosto deste ano no Journal of American Medical Association (Jama), quem pratica atividade física esporadicamente tem 2,7 vezes mais chances de ter problemas cardíacos. “Indivíduos com mais de 40 anos e com colesterol alto ou diabetes correm mais riscos”, completa o educador físico Pedro Aguiar.

O afã de exibir um corpo em forma pode, também, ter consequências sérias. Pedro diz que o uso de esteroides e anabolizantes cresce bastante durante o fim de ano, uma vez que as substâncias permitem que os usuários tenham resultados muito mais rápidos do que se estivessem apenas treinando na academia. “A pessoa pode perder de dois a três quilos de massa magra em dois meses. Na academia, demoraria pelo menos um ano”, compara. O educador físico explica que, como grande parte dos anabolizantes têm cafeína e outros elementos estimulantes na composição, as drogas agem diretamente no sistema nervoso central — o que eleva a estimulação do sistema cardíaco e do metabolismo, aumenta o músculo cardíaco e pode levar ao infarto até mesmo o mais jovem dos “atletas”.

Lesões e machucados também entram na lista de desvantagens dos atletas de fim de semana. “A falta de aquecimento pode fazer com que a pessoa torça ou rompa ligamentos”, exemplifica Pedro. Foi o que aconteceu com Fábio Hissao Harala, 23 anos. Na agenda semanal do estudante, os sábados eram reservados para as partidas de futebol com os amigos, sem grandes preocupações. “Eu só ia, jogava e voltava para casa, nem me aquecia”, conta. Um passe de bola mal calculado, contudo, rendeu a Fábio o rompimento dos ligamentos cruzados da parte posterior do joelho esquerdo. Algumas ressonâncias e exames de raios X depois, Fábio foi informado pelos médicos de que não pode mais jogar bola. “Precisarei fazer uma cirurgia e ficar de repouso seis meses”, detalha. “Jogo bola de teimoso, mas pretendo entrar na academia ano que vem.”

Fonte Correio Braziliense

Silicone: Taxa de ruptura de implantes PIP é maior que o previsto

O principal grupo britânico de cirurgia estética, Transform, registrou uma taxa de ruptura dos implantes de mama encomendados à empresa PIP "sete" vezes maior que as estimativas divulgadas até agora no Reino Unido, informou o Sunday Telegraph.

Essas cifras explicam a decisão das autoridades britânicas de abrir uma investigação sobre os riscos das próteses PIP, fabricadas na França e que estão no centro de um escândalo mundial.

A PIP chegou a produzir 100 mil prótese ao ano, exportando 84% da produção, principalmente para a América Latina (Venezuela, Brasil, Colômbia e Argentina, principalmente), Espanha e Grã-Bretanha, mas no começo de 2010 a firma entrou em colapso ante as reiteradas denúncias de rupturas de suas próteses. Segundo o Sunday Telegraph, desde 2006, um em cada 14 implantes colocados pela Transform partiu-se.

Fonte Correio Braziliense

Aprenda a lidar com emergências com crianças e idosos

Guia escrito pelo médico Drauzio Varella ensina como as pessoas devem proceder em caso de acidentes. Em casa, crianças são as maiores vítimas, com 100 mil ocorrências por ano, segundo o Ministério da Saúde

Uma emergência costuma provocar pânico — e é justamente essa reação descontrolada que pode fazer com que qualquer incidente torne-se uma questão de vida ou morte. De um simples ferimento a uma parada respiratória, é consenso que todas as urgências devem ser resolvidas com calma. É preciso, porém, saber como agir. Segundo os especialistas, a segurança de saber o que fazer pode mudar completamente o resultado de um acidente. É o “momento de ouro”, quando, além de não entrar em pânico, a pessoa tem que decidir quais cuidados adotar antes de encaminhar uma vítima para o pronto-socorro ou enquanto aguarda, no local, a chegada de ajuda especializada.

Para o médico Drauzio Varella, autor do livro Guia prático de primeiros-socorros, lançado pela editora Claro Enigma, é comum as pessoas pensarem que os primeiros cuidados são responsabilidade apenas de um médico.

“Mas isso só é verdade quando desconhecemos o que fazer em cada situação, seja o caso de uma simples torção, seja quando se trata de queimadura, choque, intoxicação, convulsão, afogamento ou parada cardíaca, entre tantas outras possibilidades”, explica.

A ideia de criar um manual foi justamente para conscientizar as pessoas de que as providências em caso de emergência, além de fundamentais, não passam de um conjunto de medidas práticas e bastante simples, ditadas pelo bom-senso. São procedimentos que podem e devem ser aprendidos por pessoas de todas as idades, tendo em vista que acidentes ocorrem em qualquer lugar e de forma imprevista. “Conhecendo os primeiros socorros em geral, sentimos menos medo de enfrentar a adversidade e nos tornamos mais capazes de cuidar dos outros e de nós mesmos”, afirma o autor da obra.

Nas situações mais complicadas, essas ações de primeiros-socorros têm como objetivo manter a pessoa viva; nas demais, ajudam-na a se recuperar mais rapidamente. Quando, contudo, não se pode ou não se sabe fazer nada, o mais importante é chamar ajuda imediatamente. “Ao chamado, explique com calma como e onde o acidente ocorreu”, ensina o presidente da regional de Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Breno Figueiredo Gomes.

Ele acredita que, além do bom-senso de encaminhar o acidentado rapidamente para um local onde possa receber ajuda especializada, é importante saber registar os mínimos detalhes do ocorrido, levando aos especialistas o máximo de informações para auxiliar no atendimento feito pelo médico de emergência.

Mesmo que grande parte das situações de urgência exijam treinamento, o médico afirma que a simples familiaridade ou a capacidade de reconhecer situações de risco fazem toda a diferença, como é o caso do acidente vascular cerebral (AVC). “Se a pessoa, de repente, não consegue falar, não movimenta os braços e entorta a boca para um dos lados, deve ser encaminhada com urgência, para uma unidade de atendimento. Assim, as chances de sobrevivência e de não haver sequelas são muito maiores”, diz.

Ambiente doméstico
Se os acidentes não têm hora para acontecer, eles tampouco excluem nenhuma faixa etária. Em casa, onde ocorrem a maioria das emergências, crianças e idosos costumam ser as principais vítimas. O motivo é que as residências não são projetadas para as necessidades desses dois grupos, como alerta a pediatra Eliane de Souza, coordenadora da Clínica Pediátrica do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, o maior de Minas Gerais e referência na América Latina no atendimento de politraumatismos.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 100 mil crianças e adolescentes, até 14 anos, são hospitalizadas todos os anos vítimas de acidentes como quedas, queimaduras e sufocamento. O mais preocupante: quase 90% dessas lesões poderiam ser evitadas.

Os tipos variam conforme a idade e a etapa de desenvolvimento. As quedas, bastante comuns em escadas, lideram as causas de atendimento médico até 9 anos. As queimaduras, em geral, são as maiores responsáveis por acidentes domésticos com crianças de até 4 anos. Por isso, conserte fios desencapados, mantenha ferros de passar bem guardados e afaste os pequenos da cozinha enquanto alguém usa o fogão. Além disso, opte pelo álcool gel no lugar da versão líquida.

Já as intoxicações por plantas são mais comuns entre os menores de 9 anos. A dica para prevenir esses acidentes é pesquisar sobre os tipos de planta que você têm em casa para saber se são tóxicas ou não.

Um dos cômodos da casa que mais atrai os pequenos é o banheiro. Afinal, lá estão todos os tipos de frascos de produtos de higiene, das mais variadas cores e tamanhos, além de remédios, alicates e lâminas de barbear. Sendo assim, é fundamental deixar os itens mais perigosos trancados, longe do alcance de crianças. Em relação aos medicamentos, vale a mesma regra.

A pediatra Eliane afirma que, antes mesmo de pensar em primeiros-socorros é preciso pensar em prevenção de acidentes. No caso de crianças, uma regra básica é nunca deixá-las sozinhas. “Elas são muito curiosas e, em algumas etapas do desenvolvimento, não têm coordenação motora ou visão de profundidade. Além de olho vivo, é preciso mantê-las longe do perigo.”

Fonte Correio Braziliense

Remédios antigos: Morfina


Morfina produzida pelo laboratório Squibb , utilizada durante a Segunda Guerra Mundial,
Em embalagem prática, era só retirar o protetor e podia ser injetada para
aliviar as dores dos ferimentos causados durante os combates.

Barbatimão

Resumo
Barbatimão: planta medicinal utilizada há muito tempo pelos indígenas, é encontrada no cerrado brasileiro. Tem ação anti--séptica, cicatrizante, antibacteriana e antifúngica.

Observações
Além de ser usado para fins medicinais, o barbatimão é muito usado na construção civil, os taninos retirados da casca são empregados no curtume de couros e no artesanato, e das cinzas da madeira é extraído a decoada, que substitui a soda castiça na fabricação de sabão.

Nomes
Nomes em português: Barbatimão, Iba-timão, barba-de-timão, Uabatimô, casca da virgindade, yba timo (indígena).
Nome latim: Stryphnodendron adstringens(Mart.) Coville , Stryphnodendron barbatimam
Nom inglês: Barbatimão
Nome francês: Barbatimão
Nome alemã: Barbatimão
Nome italian: Barbatimão
Nome espanhol: Barbatimão

Família
Leguminosae-Mimosoidae

Constituintes do barbatimão
Taninos (ácido gálico, elágico, flobafeno), prodelfinidinas( precursores dos taninos condensados ),galocatequina, epigalocatequina, goma, matéria corante, sacarose e dextrose.
Partes utilizadas
Casca

Propriedades do barbatimão
Anti-séptico, cicatrizante, antibacteriano, antifúngico, tripanocida (ainda não comprovado em humanos).

Indicações do barbatimão

Para uso interno (infusão,chá)
- Gastrite, úlcera e dor de garganta.

Para uso externo (gargarejo,pulverização do pó, banhos de infusão)
- Tratamento de feridas
- Hemorróida
- Gonorréia
- Gengivites
- Leucorréia, candidíase, infecções vaginais.

Efeitos secundários
A ingestão de infusões e extratos de barbatimão em alta dosagem e por um longo período podem levar a irritação gástrica.

Contra-indicações
Não há registro na literatura de contra-indicação para o uso da casca de barbatimão.

Já as vagens e sementes são contra-indicadas para gestantes. Estudo feito com animais mostrou que a ingestão de extrato da semente de barbatimão prejudica a gestação.

Interações
Desconhecidas

Toxicidade
Estudo feito com animais mostrou que a administração de extrato de barbatimão em um período prolongado, produz efeitos tóxicos, como diminuição da massa corpórea, involução do timo, aumento da glicose plasmática e aspartato aminotransferase.

Preparações à base de barbatimão
- Pó, chá, tintura, creme, sabonete íntimo e sabonete convencional.

Onde cresce o barbatimão?
A árvore do cerrado brasileiro, ocorre do sul do Pará até São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Fonte criasaude.com.br

Portugal: Operação a menina portuguesa em Espanha "correu melhor do que o esperado" - hospital

O transplante de fígado a uma criança portuguesa de um ano, realizado hoje em Madrid, "correu muito bem, melhor do que o esperado", disse à agência Lusa fonte da unidade de transplantes do Hospital La Paz.

A operação cirúrgica "foi rápida, durou cerca de sete horas", disse a médica Helena Rosso, e a paciente portuguesa, Ashley Celeste Jaquite, "encontra-se bem", tendo recebido um fígado de uma dadora.

Ainda é prematuro saber quando a menina terá alta e poderá ser transferida para Portugal, disse.

Fonte Destak

Portugal: Quatro anos depois há menos cinco por cento de fumadores

Quatro anos depois da entrada em vigor da lei do tabaco houve uma redução de cinco por cento do número de fumadores, mas um em cada quatro portugueses ainda morre prematuramente, em parte devido ao tabaco.

E para a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, as notícias são animadoras: há menos fumadores em Portugal.

Um estudo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia indica que a lei do tabaco levou a que 5,1 por cento(%) dos fumadores deixassem de fumar e 22,3% diminuísse o consumo.

Fonte Destak

Portugal: Um coração com dias de vida que se "arranja" pela da televisão

Os mistérios do coração de um bebé de poucos dias, com uma cardiopatia congénita, podem ser desvendados a muitos quilómetros de distância através da telemedicina, um instrumento que evita deslocações desnecessárias e une os médicos que a utilizam.

No Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, uma das unidades de saúde de referência na área da cardiologia, a telemedicina é frequentemente utilizada e muito elogiada pelo diretor do serviço de cardiologia pediátrica, Rui Anjos.

Em entrevista à Agência Lusa, o especialista sublinha as vantagens desta técnica que, em poucos segundos, consegue reunir numa sala, e através de um aparelho de televisão, um especialista do Hospital de Santa Cruz e a equipa que, no Algarve, assiste uma bebé com três dias de vida, que nasceu com uma cardiopatia congénita.

Fonte Destak

Investigadora portuguesa premiada por comprovar que comer devagar emagrece

A velocidade com que ingerimos os alimentos tem influência no peso corporal e comer devagar tem resultados equiparáveis aos de uma cirurgia bariátrica, revela um estudo realizado por uma investigadora portuguesa que ganhou um prémio internacional.

A investigação premiada de Júlia Galhardo durou um ano e teve por base 500 jovens obesos que estavam a ser acompanhados no Hospital Pediátrico de Bristol, em Inglaterra, com o objetivo de estudar as hormonas que estão relacionadas com os hábitos alimentares.

São duas hormonas do sistema digestivo que circulam no sangue: a grelina, segregada pelo estômago e que induz a sensação de fome e o peptídeo tirosina-tirosina (PYY), segregado pelo intestino e que dá a sensação de saciedade.

Fonte Destak Portugal

Macau: Nove acusados de infringir nova lei de prevenção e controlo do tabagismo

Um total de nove pessoas, das quais quatro turistas do continente chinês, já foram acusados infringir a nova lei de prevenção e controlo do tabagismo, que proíbe fumar em espaços fechados ou cobertos como passagens de peões ou restaurantes de Macau.

Os dados, apresentados pelo Governo de Macau, dizem respeito às primeiras 19 horas de vigência da nova lei quando 70 agentes de fiscalização percorreram 359 estabelecimentos ou locais onde é agora proibido fumar.

Um total de nove pessoas, quatro das quais turistas e cinco residentes de Macau foram detetados a infringir a lei em estabelecimentos de comidas e bebidas (4 pessoas), em jardins (3 pessoas), sala de guarda de um prédio (1 pessoa) e numa passagem superior para peões (1 pessoa).

Fonte Destak Portugal

Autoridades de Guangdong identificaram tipo de vírus que provocou a morte a motorista de autocarro

As autoridades de saúde da província continental chinesa de Guangdong, sul do país, revelaram ter identificado o tipo de vírus que provocou a morte de um motorista de autocarro, mas a fonte da gripe não é ainda clara.

O recetor do vírus H5N1 foi uma ave, explicou em comunicado o Centro de Controlo de Doenças de Shenzhen, cidade costeira adjacente a Hong Kong, ao salientar que, embora seja altamente patogénico, o vírus não se transmite entre as pessoas pelo que os cidadãos não devem entrar em pânico.

A análise genética indica também que o vírus foi transmitido diretamente da ave para o ser humano.

Fonte Destak Portugal

Saiba como driblar a ressaca de final de ano

Especialistas dão dicas para amenizar alguns dos desagradáveis sintomas de quem passou da conta


Não é fácil administrar tantos compromissos sociais de final de ano. Para quem costuma beber nestas ocasiões, a tarefa parece ainda mais complicada. A odiada ressaca, provocada pela ingestão excessiva de álcool, é o ônus para quem sai da linha. Algumas doses a mais podem provocar um efeito devastador no organismo. Segundo o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), "o álcool é um depressor do Sistema Nervoso Central e age diretamente em diversos órgãos, tais como o fígado, o coração, vasos e na parede do estômago".

Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais. Por exemplo, uma pessoa acostumada a consumir bebidas alcoólicas sentirá os efeitos do álcool com menor intensidade, quando comparada com uma outra pessoa que não está acostumada a beber. Um outro exemplo está relacionado à estrutura física: uma pessoa de grande porte (considerando altura, massa muscular e gordura) terá uma maior resistência aos efeitos do álcool. Outros fatores estão associados ao metabolismo do indivíduo, vulnerabilidade genética, estilo de vida e tempo em que o álcool é consumido.

Mas, afinal, há como acordar sem ressaca, ou pelo menos minimizar os sintomas da bebedeira?

— Para ressaca não há remédio, mas a melhor forma de amenizá-la é hidratar constantemente o corpo — afirma o clínico geral André Negrão, do Hospital São Luiz, de São Paulo.

O ideal é dosar a quantidade de bebidas alcoólicas ingeridas. Porém, mesmo assim o álcool deixará resíduos, o que gerará mal-estar. Nestas ocasiões, o correto é optar por uma alimentação balanceada e pela ingestão de sucos de frutas. É aconselhável também que a pessoa faça uma refeição balanceada, inserindo no cardápio as saladas ricas em carboidratos, para dar sustância ao corpo.

— Outra recomendação é alternar o consumo de álcool com água ou com outros tipos de líquidos sem álcool — diz o especialista.

Ficar sem se alimentar durante a ressaca é um erro. Isso pode ocasionar a hipoglicemia, que surge com o passar do tempo e atua diretamente no fígado, órgão responsável pelo acúmulo e pela liberação de glicose para todo o organismo, provocando a redução de açúcar no sangue. Quando se ingere álcool com o estômago vazio, ele é absorvido mais rapidamente, fazendo com que as alterações ocorram de imediato.

Os sucos desintoxicantes são essenciais para limpar o organismo, mas devem ser equilibrados com alimentos que ajudam a eliminar os excessos. Dentre os líquidos recomendados estão água de coco, limonada sem açúcar, batida com folhas verde-escuras, como couve, agrião, rúcula e salsinha, que aumentam a função desintoxicante.

As refeições pós-ressaca devem ser leves, com pouca quantidade de gordura e ricas em água. Sopas e caldos são boas escolhas para esse período. Evitar alimentos muito salgados e ricos em gordura como carnes gordurosas e embutidos, como salame e mortadela, também ajudam.

— Os chás de boldo, limão ou capim limão também são benéficos nestes casos. Eles agem desintoxicando nosso organismo, especialmente o fígado — aconselha a nutricionista Suzana de Freitas.

E quanto aos energéticos ou ao café que, segundo alguns acreditam, podem suavizar as implicações trazidas pelos excessos?

— Estes líquidos não fazem nenhum efeito neste processo de melhora, pois têm a substância cafeína e servem somente como estimulantes, não ajudando na luta contra a ressaca. Estas bebidas têm em comum a função de ativar o sistema nervoso — finaliza Negrão.

Dicas valiosas
:: Não beba de estômago vazio. A indicação é se alimentar antes, durante e depois de ingerir bebidas alcoólicas.

:: Evite alimentos pesados e sólidos: eles sobrecarregam o fígado, que, devido à ingestão de álcool, já está vulnerável.

:: Alterne bebidas alcoólicas com outros líquidos não alcoólicos, como água e sucos. Eles ajudam a diluir os efeitos do álcool e amenizar o mal-estar no dia seguinte.

:: Alimente-se pelo menos de duas em duas horas, principalmente de frutas. A pera é uma boa alternativa, pois além de ter poucas calorias, é rica em fibras e regulariza o intestino. A maçã também ajuda a eliminar as substâncias alcoólicas do organismo.

Fonte Zero Hora

Suor excessivo pode ser sinônimo de um distúrbio chamado hiperidrose

Problema pode surgir por razões emocionais ou em decorrência de doenças endócrinas


Nem sempre a culpa é só do calor. O suor excessivo também pode ser provocado por um distúrbio chamado hiperidrose, que afeta mais de 3% da população no mundo, segundo a Sociedade Internacional de Hiperidrose.

A hiperidrose é uma doença caracterizada pela transpiração excessiva, particularmente nas mãos (hiperidrose palmar) e nas axilas (hiperidrose axilar) sem que haja motivação aparente para que isso ocorra. É um distúrbio que afeta diretamente a autoestima das pessoas, inclusive crianças e adolescentes, podendo trazer consequências emocionais. O excesso de suor pode acarretar em problemas de isolamento social, ansiedade e depressão.

Existem tratamentos clínicos e cirúrgicos que amenizam ou eliminam os quadros de hiperidrose, desde o simples uso do antitranspirante até o procedimento cirúrgico. A toxina botulínica tipo A é outra alternativa que tem apresentado altos níveis de satisfação dos pacientes. Segundo a dermatologista, Ada Trindade de Almeida, a toxina botulínica permite tratamento rápido, eficaz e duradouro dos casos de hiperidrose localizada. A substância é aplicada superficialmente na área acometida pelo suor excessivo. Com o objetivo de atuar nas glândulas sudoríparas, ela bloqueia a liberação da acetilcolina nas glândulas que, por sua vez, reduzem a produção de suor.

O efeito da toxina botulínica é temporário, podendo variar entre seis e oito meses, dependendo da área tratada e do metabolismo de cada paciente, por isso o acompanhamento médico é necessário.

O distúrbio pode aparecer em decorrência de doenças como hipertireoidismo, diabetes, obesidade e alterações hormonais, é a chamada hiperidrose secundária. A hiperidrose primária tem características genéticas e está diretamente relacionada ao estresse e à instabilidade emocional.

Fonte Zero Hora

Confira os alimentos que ajudam na reposição de água e sais minerais perdidos na transpiração

Sanduíche natural, água de coco e suco de frutas são as pedidas para uma alimentação saudável em praias e piscinas


A chegada do verão registra um aumento médio de 20% no número de atendimentos em pronto-socorros e hospitais do Brasil devido a intoxicações alimentares, vômitos, diarreia, desidratação e mal-estar.Cuidados simples com a alimentação ajudam a evitar problemas de saúde nesta época do ano.

De acordo com a nutricionista Camila Marcucci Gracia, frituras oferecidas frequentemente em praias e clubes exigem atenção: a forma de armazenagem, higiene, odor e sabor do alimento devem ser observados para evitar problemas gastrointestinais. Alimentos gordurosos, bebidas alcoólicas e doces devem ser evitados.

— O ideal é consumir alimentos leves, de fácil digestão e que ajudem na reposição de água e sais minerais perdidos na transpiração em praias e piscinas. Sempre vale a pena levar água, sucos, frutas, lanches e biscoitos para praias ou clubes, especialmente com crianças. Além da economia, você garante a procedência e higiene dos alimentos — alerta a especialista.

Já no caso das crianças, quando é mais difícil inserir alimentos saudáveis nesses ambientes, o ideal é negociar um limite diário para o consumo de alimentos calóricos, ricos em gordura e açúcar.

— Os pais podem estipular a ingestão de um sorvete por dia. O ideal é não deixar as crianças comerem apenas petiscos e oferecer bastante água, frutas picadas, bolachas simples e lanches para que a alimentação fique mais equilibrada — recomenda Camila.

Dicas úteis

:: Praias
Verifique a temperatura dos alimentos — alimentos gelados devem estar gelados e, os que passaram por processo de cozimento devem estar inteiramente cozidos, sem pedaços crus. Verifique o cheiro e o gosto. Na dúvida, não coma. No caso de frituras, como pastéis, churros e porções, verifique como são armazenados os ingredientes desses alimentos e se os mesmos estão com boa aparência e odor adequados.

:: Clubes
Em clubes há a possibilidade de se realizar uma refeição mais equilibrada no almoço, pois muitos servem refeições. Para os demais alimentos, valem as mesmas recomendações da praia.

:: Sanduíche naturalÉ uma boa opção, mas verifique se ele é mesmo natural. Não tem sanduíche natural de salame com queijo. O sanduíche natural precisa ter coisas leves, como queijo branco, peito de peru, atum, frango e vegetais, como alface, cenoura, tomate etc. A maionese até pode ser colocada, mas tome o cuidado de verificar se o sanduíche está adequadamente refrigerado, embalado e fresco (dentro do prazo de validade).

:: Sucos de frutas
São boas opções, especialmente para as crianças, em substituição ao refrigerante. Deve ser intercalado com o consumo de água.

:: Amendoim
Amendoim e castanhas são alimentos que podem ser consumidos com moderação. Prefira os assados aos fritos (leia na embalagem). Embora saudáveis, são calóricos.

:: Água de côco
Pode ser tomada sem medo. É um excelente hidratante, rico em vitaminas e em sais minerais. Só verifique a higiene do carrinho.

:: Sorvete
Para a praia, o ideal são picolés de frutas à base de água, que são mais leves, hidratantes e menos calóricos do que os picolés à base de leite ou com chocolate.

:: Milho cozido
É uma fonte de carboidratos, como o arroz, pães e batata. Não há uma contraindicação ao seu consumo, mas como qualquer alimento rico em fibra deve ser muito bem mastigado. Além disso, verifique a higiene e limpeza do vendedor e do carrinho.

Fonte Zero Hora

Diálise peritoneal é alternativa à hemodiálise para oferecer maior qualidade de vida a pacientes renais crônicos

Ministério da Saúde promete R$ 1 bilhão em investimentos na área, até 2014


O Ministério da Saúde anunciou investimento até 2014 de R$ 1 bilhão no Melhor em Casa, programa que ampliará o atendimento domiciliar no Sistema Único de Saúde (SUS) a quem tem problemas renais. No caso dos pacientes renais crônicos, que frequentam o ambiente hospitalar ao menos três vezes por semana, a opção da diálise peritoneal representa mais comodidade e qualidade de vida.

A diálise peritoneal é uma terapia renal alternativa à hemodiálise e está contemplada na portaria emitida pelo Ministério da Saúde que regulamenta e garante à população o acesso ao programa Melhor em Casa. Apesar de representar economia de 5% aos cofres públicos, de acordo com recente levantamento realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda é uma terapia subutilizada no Sistema Único de Saúde (SUS).

Até 2014, o objetivo do Melhor em Casa é alcançar a capacidade de atendimento para 60 mil pacientes, com mil equipes de atenção domiciliar e 400 equipes de apoio implantadas.

Diferenças entre a hemodiálise e a diálise peritoneal
Quando os rins falham, os produtos da degradação metabólica e o excesso de água podem ser removidos do sangue por meio da hemodiálise ou da diálise peritoneal. Na hemodiálise, o sangue é removido do corpo e circulado por meio de um aparelho denominado dialisador, o qual realiza a sua filtração. Na diálise peritoneal, o peritôneo, uma membrana existente no abdômen, é utilizado como filtro.

A hemodiálise e a diálise peritoneal, assim como o transplante renal, são custeadas na maioria dos casos SUS.

A diálise peritoneal é uma alternativa de tratamento para pacientes portadores de Insuficiência Renal Crônica. Diferente da hemodiálise, terapia que exige o deslocamento do paciente três vezes por semana para fazer o tratamento na clínica, na diálise peritoneal o paciente é treinado e realiza o procedimento em casa. Dessa forma, a pessoa fica livre para realizar suas atividades diárias normalmente.

No tratamento domiciliar, a solução de diálise é infundida na cavidade abdominal do paciente. Conforme o sangue circula pela membrana peritoneal, tecido semipermeável que reveste internamente o abdome, as impurezas e a água do sangue são absorvidas pela solução de diálise.

Fonte Zero Hora

Entenda por que comer arroz e feijão faz bem à saúde

Dupla compõe um importante arranjo de nutrientes


Para manter a tradição da população brasileira no consumo diário de arroz e feijão, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária — Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, está disponibilizando aos produtores as cultivares de arroz BRS Tropical e BRS Jaçanã; e as cultivares de feijão BRS Estilo e Pérola, para a próxima safra.

Juntos, arroz e feijão asseguram um excelente arranjo de nutrientes. O arroz contém metionina e o feijão, lisina — aminoácidos que compõem um importante perfil proteico. O arroz possui ainda várias vitaminas do complexo B, carboidratos, cálcio e folato (ácido fólico). O feijão, por sua vez, é rico em proteína, ferro, vitaminas do complexo B e demais minerais fundamentais para o bom funcionamento do organismo.

A parceria também é responsável por manter o equilíbrio no índice glicêmico. Enquanto o arroz pode ocasionar aumento nas taxas de açúcar e insulina, o feijão é responsável por conter esse efeito. A dica é colocar três colheres de arroz para uma de feijão.

De acordo com o Balanço de Oferta e Demanda da Conab, na safra 2010/2011, o Brasil consumiu 12,8 milhões de toneladas de arroz em casca e 3,6 de feijão.

Fonte Zero Hora

Implantes Mamários: Qual a melhor opção de prótese para aumentar os seios? Dúvidas ?

Turbinar seios às pressas para sambar no carnaval não dá certo, alerta cirurgião: com prótese recém-colocada, foliona só pode ficar na arquibancada. Grandes lipoaspirações também não devem ser feitas em cima da hora.

Das cirurgias mais comuns, a lipoaspiração é a que exige maior tempo de recuperação, explica o médico. Nesse caso, só pode “entrar na faca” agora quem quiser passar o carnaval em casa, descansando. “A lipoaspiração pode deixar equimoses [manchas roxas], e no pós-operatório a pessoa pode ficar mais inchada do que antes da cirurgia.”

Para quem vai à praia os cuidados também devem ser redobrados durante o pós-operatório. “O sol pode causar manchas definitivas. Além disso, o calor deixa o corpo mais inchado, tornando a recuperação mais demorada. O ideal é esperar de um a dois meses antes de usar o biquini.”.

De acordo com o cirurgião, apenas as pequenas retiradas de gordura podem ser feitas em cima da hora, pois não deixam grandes marcas. “São cirurgias em que se tira cem, duzentos mililitros de pessoas magras, que já têm um corpo legal.”

Seios
O implante de silicone nos seios pode até ser feito por quem vai cair na folia, mas a pessoa vai ter que assistir a festa da arquibancada, especialmente se a prótese de silicone for grande. “O resultado desse tipo de cirurgia é praticamente imediato. No dia seguinte já pode sair de casa, mas não pode fazer danças muito fortes, balançar muito, pois a mama está se adaptando ao novo formato. Ir para a passarela, só um mês após a cirurgia.”

Rugas
Mas nem todas as “recauchutagens” estão proibidas nesta época, conta o cirurgião plástico. Aplicações de botox, substância usada para retirar marcas de expressão, não exigem recuperação e podem ser feitas a qualquer momento.

Outra pequena intervenção permitida para quem deixa tudo para a última hora é o uso do ácido hialurônico. “Ele preenche sulcos, aumenta o lábio, aumenta o volume da bochecha. Se faz em consultório mesmo, não tem período de recuperação”, conta o médico.

Existe no mercado uma variedade muito grande de implantes mamários, há opções quanto ao tipo de preenchimento, à superfície e ao formato.

No Brasil geralmente são utilizados implantes preenchidos com gel de silicone de alta coesividade (como uma gelatina), o que significa que, mesmo que a camada de revestimento se rompa, o silicone não extravasará nem migrará para outra parte do corpo. Esses implantes são considerados muito seguros e estudos internacionais mostram evidências de que não há associação entre eles e doenças como câncer de mama e doenças auto-imunes.

Em alguns casos selecionados podemos dispor dos implantes preenchidos com solução salina (soro fisiológico). Quanto à superfície, temos disponíveis os implantes lisos, os texturizados e os de poliuretano, cada um com características e indicações particulares. Já o formato pode ser redondo, perfil anatômico (em forma de gota), perfil natural e cônico. Além dessas variáveis, ainda é preciso decidir se o implante deverá ser colocado sob a glândula mamária ou sob o músculo, e por qual via (pela aréola, pelo sulco ou pela axila).

Analisando todas as opções, percebemos que não há o melhor implante, e sim o melhor implante para cada caso específico, o qual somente poderá ser definido após avaliar o perfil corporal da paciente e considerar o seu desejo.

Atualmente o mais usual é a quarta geração de implantes, com o gel coesivo e a cobertura mais resistente, estes certamente duram mais que os primeiros, mas não há consenso sobre o número de anos. A recomendação da maioria dos médicos é que as pacientes sejam submetidas a exames anuais das mamas tanto para screening do câncer de mama quanto para avaliar a situação do implante. No caso de rotura, deslocamento ou outra alteração, a troca ou retirada do implante é programada sem urgência.

As Vantagens e Desvantagens de Corrigir ou "Turbinar" os Seios com Silicone
Colocar silicone nos seios não é tão simples quanto parece. Saiba mais sobre as técnicas e riscos dessa cirurgia

Apesar de o silicone nos seios ter virado moda nos últimos dois anos, o implante não é tão simples quanto parece. Colocar a prótese oferece os mesmos riscos que outras cirurgias. Por isso, antes de se submeter ao bisturi procure esclarecer todas as dúvidas com seu médico.

Neste material pesquisado na internet, especialistas falam sobre os tipos de cirurgia e de próteses, o tempo de recuperação e os riscos que o silicone oferece para quem ainda pretende amamentar.

Os tipos de cirurgia
A incisão para colocar a prótese de silicone pode ser feita em volta da aréola, no sulco sob o seio ou na axila. Cada médico prefere uma técnica. Já a posição do implante depende da constituição física da paciente. Se for magrinha e com pouquíssimo peito, a prótese deve ser colocada sob o músculo peitoral para um efeito mais natural, quando é chamada prótese retromuscular. A retroglandular, prótese implantada logo abaixo da glândula, é mais indicada para quem tem seios médios ou flácidos.

Três formatos de prótese
Redonda com perfil alto, redonda com perfil baixo e em gota. Esses são os três formatos de prótese de silicone que a candidata a turbinar os seios pode escolher. "Normalmente, médico e paciente decidem juntos, avaliando o desenho natural da mama e o resultado desejado", diz a cirurgiã plástica Edith Kawano Horibe, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A prótese redonda com perfil alto deixa o seio com mais volume e projetado para frente; a com perfil baixo é mais natural; e a terceira deixa o seio em formato de gota. Elas são envolvidas com silicone sólido que pode ser liso, texturizado ou revestido de poliuretano. Já seu interior, pode ser de silicone, gel ou soro fisiológico. Os tamanhos mais procurados são 195, 215 e 235 mililitros.

Como fica a cicatriz
Quanto mais elástica a pele, melhor a cicatrização. O corte no sulco mamário deixa uma cicatriz de cerca de 4 centímetros, que fica escondida pelo volume do seio. A incisão na metade inferior da aréola é quase imperceptível. Já na colocação da prótese via axila é feito um corte de 4 centímetros que fica disfarçado pelas dobras do tecido.

Seios exigem cuidados diários
A pele dos seios é muito fina e sensível, por isso sofre tanto quando há aumento de peso, com o efeito da gravidade e a gravidez. "Hidratá-los diariamente, desde a adolescência, ajuda a deixá-los mais resistentes, reduzindo os riscos de estrias e flacidez", explica a dermatologista Carla Goes Sallete, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mesoterapia. Cremes à base de semente de uva, colágeno e elastina são os mais indicados. "É importante aplicá-los com movimentos circulares", orienta a médica.

O uso de sutiã também é indispensável, pois evita que o peso distenda a pele. Outro aliado são os exercícios localizados. "Eles firmam a musculatura peitoral, que fica sob os seios, melhorando a aparência", explica a personal trainer Patrícia Carolina Jurvenson, da Fitness In - Consultoria em Programas de Qualidade de Vida.

Tempo na sala de cirurgia
A paciente é operada normalmente pela manhã e à tarde já é autorizada a voltar para casa. Alguns médicos colocam uma sonda para ajudar a desinchar a região e, nesse caso, aconselham que ela durma no hospital pelo menos uma noite. O tempo da cirurgia varia entre 1 hora e meia e 3 horas e o tipo de anestesia - peridural ou local com sedação - fica a critério do médico. Os preços do implante ficam entre R$ 5 mil e R$ 8 mil (dependendo dos honorários do médico, da equipe e do hospital).

Há contra-indicação?
O implante de silicone nos seios não é indicado para menores de 15 anos, pois até essa idade, geralmente, os seios não estão totalmente desenvolvidos. Mulheres com flacidez nas mamas, antes de colocar a prótese, têm de passar por uma plástica para retirar o excesso de pele - o que é feito na mesma cirurgia.

Dois meses sem fazer exercício
Terminada a cirurgia, o médico veste um sutiã reforçado na paciente. Ele pode ainda envolver o peito com uma faixa elástica, que ajuda a fixar o implante. Por um mês, todo esses 'curativos' só podem ser retirados na hora do banho, isso a partir do terceiro dia. A recuperação é dolorida e a volta ao trabalho é liberada em cinco dias. Para fazer sexo é preciso esperar cerca de duas semanas; um mês para dirigir; e dois meses para fazer exercícios peitorais, carregar peso e tomar sol.

Risco de rejeição
O organismo pode rejeitar a prótese, envolvendo-a em uma cápsula fibrosa, que vai endurecendo, deformando os seios e causando dor. Próteses com invólucros texturizados ou revestidos de poliuretano diminuem desse risco ocorrer. Caso a cápsula fibrosa se forme, o médico rompe a malha e troca o implante em uma nova cirurgia.

Amamentar com silicone. É possível?
É raro, mas há mulheres com silicone que não conseguem amamentar. O auto-exame também fica mais difícil, principalmente quando a prótese é retroglandular. "Ela fica atrás da glândula mamária e altera a sensibilidade dessa região, dificultando a identificação de nódulos por meio do toque", explica o médico oncologista Ricardo Caponero, de São Paulo. "Por isso, é mais seguro recorrer à ultra-sonografia mamária, que identifique nódulos e ainda informa se a prótese apresenta fissuras." Já a prótese retromuscular não compromete o exame. Outra desvantagem é a necessidade eterna da prótese. Depois de implantada, a prótese distende a pele e não há mais como voltar atrás. Caso a mulher queira remover o silicone, a mama fica flácida, murcha. Só dá para substituir o modelo anterior. E toda mulher com silicone deve trocar a prótese a cada dez anos.

Ninguém duvida que as próteses de silicone são mesmo capazes de tornar os seios ainda mais atraentes e harmonizar a silhueta feminina. Delinear um novo perfil, fazendo-se o uso deste recurso, é considerada uma tarefa simples e até mesmo rotineira entre os cirurgiões plásticos brasileiros, sem praticamente nenhuma contra-indicação.

Todavia, não deixa de ser importante saber o que acontece com a prótese de silicone depois de cinco, dez anos de uso, ou até mais. Outro ponto de referência é descobrir como se comportam, hoje em dia, as próteses que foram implantadas em um grande número de mulheres uma década atrás, quando nem todas as inovações tecnológicas do silicone encontravam-se disponíveis. Aqui, especialistas do assunto esclarecem às principais dúvidas sobre o assunto.

1- Quais os principais riscos das próteses de silicone?
Próteses de material inadequado ou mesmo de tamanho muito reduzido (inferiores a 165ml) são passíveis de serem rejeitadas pelo organismo e costumavam ser as principais causas dos problemas relacionados ao implante. “Durante a década de 70 e durante muito tempo, as próteses eram fabricadas com silicone líquido e revestidas por uma camada de silicone liso. Entretanto, esse tipo de prótese tende a formar ao seu redor uma cápsula dura e dolorosa que, às vezes, pode deformar as mamas, levando à necessidade de manobras freqüentes e dolorosas, que nem sempre resultavam em êxito”, explica o médico carioca José de Gervais, titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

2- Que outros riscos oferecem as próteses antigas, de silicone líquido?
De acordo com José de Gervais, além dessas próteses atuarem de maneira instável dentro do corpo, durante muito tempo previa-se sua colocação sob o músculo grande peitoral, visando a prevenção do rompimento do invólucro e o extravazamento do material. “Conseqüentemente, essa técnica resultava num efeito artificial. Os seios ficavam com o tamanho inferior ao esperado e não havia garantias de uma não reincidência do endurecimento.” O ideal, para quem ainda usa uma prótese de silicone líquido, as chamadas próteses lisas, é fazer a substituição por outra, mais moderna.

3 – Quais as vantagens das próteses atuais?
Atualmente, as próteses utilizadas em implantes mamários são fabricadas para permanecer dentro do corpo por longos períodos. Elas são revestidas de poliuretano, material que consegue isolar eficientemente a prótese e evitar a ocorrência de contratura ou a chamada retração. “Os riscos de extravazamento do silicone do interior da prótese também foram eliminados, porque ele deixou de ser fluido para ser utilizado na forma de gel”, ressalta o cirurgião plástico carioca Hernani Medina, especialista em próteses e medicina estética.

O silicone recebeu tratamento especial, fazendo aumentar a sua adesividade. Em outras palavras, foi criado um sistema de atração de moléculas, fazendo com que o material do implante se auto-atraia constantemente, fazendo com que o gel se mantenha coeso em caso de rompimento acidental. Assim, as moléculas de silicone tornam-se incapazes de se espalhar pelo organismo, mantendo-se retidas no interior do elastômero (nome dado ao revestimento externo).

4- Em que casos é preciso realizar uma troca de prótese?
De acordo com o médico Hernani, mulheres que no passado receberam próteses lisas podem ter sofrido algum tipo de contratura em graus diferenciados com o passar do tempo, sendo necessário realizar a troca de prótese ou a retirada definitiva das mesmas. “O endurecimento das mamas por culpa do encapsulamento é avaliado em quatro níveis, sendo que no último deles, quando se verifica dor, deformação da mama e fibrose acentuada, a retirada ou a troca da prótese é uma exigência de saúde.”

5- Próteses de silicone, mesmo as mais modernas, podem provocar câncer de mama a longo prazo?
De acordo com o cirurgião plástico paulistano Marco Flávio Mastrandonakis, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do corpo clínico do hospital Albert Einstein, as próteses de última geração estão totalmente isentas do risco de provocar o câncer de mama. “Ao contrário, estudos recentes demonstraram que mulheres portadoras de próteses desenvolvem anticorpos poderosos na região da mama, capazes de impedir a formação e disseminação de células cancerígenas, uma vez que a imunidade local torna-se ainda mais eficiente”, explica. “Além disso, as mulheres que usam próteses ficam mais atentas às alterações observadas nos seios.”

6- Quais os cuidados básicos que uma mulher deve ter com suas próteses?
O cirurgião Marco Flávio Mastrandonakis adverte que apesar da segurança do implante há a necessidade de controle anual. “O teste de integridade das próteses é feito através de ressonância magnética ou ultra-sonografia e o resultado é absolutamente seguro. Do ponto de vista financeiro, é mais compensador para a paciente gastar com exames uma vez ao ano, do que realizar uma troca desnecessária de prótese antes do tempo”, afirma o médico. Finalmente, ele recomenda o uso de próteses de, no mínimo, 200 mililitros de silicone. “Próteses acima deste tamanho dificilmente serão rejeitadas pelo corpo da paciente, tornando os casos de contratura muito mais difíceis.”

7- Em que casos as próteses atuais precisarão ser trocadas no futuro?
Graças aos avanços tecnológicos, os especialistas acreditam que a troca da prótese, no futuro, se dará muito mais pela necessidade de correção de flacidez da pele e a conseqüente queda na posição dos seios do que por deformidades ou doenças provocadas pela prótese em si. Teoricamente, uma prótese atual pode ficar no corpo de uma mulher por mais de uma década, sem nenhum problema. De acordo com o médico José de Gervais, em caso de flacidez e perda da elasticidade da pele, pode ser necessária uma cirurgia reparadora e o realinhamento das auréolas. Neste caso, porém, a troca da prótese pode ou não ser efetuada, dependendo de seu estado e o gosto da paciente. “As mulheres mais maduras se beneficiam de novas próteses, enquanto as mais jovens dificilmente sentirão a necessidade de alterações antes de completar 10 anos de uso.”

8- Há algum efeito colateral no implante de silicone na mama? Ele pode ser retirado?
Todo corpo estranho introduzido no organismo forma uma cápsula fibrosa que o envolve, como um envelope. Esta cápsula, quando do implante de silicone de mama, por exemplo, habitualmente se contrai, diminuindo de volume e apertando a prótese. Esta contração pode ser mínima, leve, média e grave, causando deformação estética da mama, que fica com formato esférico e pode provocar dor local. Suspeitava-se que o implante de silicone na mama causasse câncer ou doenças reumáticas. No entanto, não há nenhuma comprovação médica a respeito. O implante de silicone de mama não só pode ser retirado facilmente como deve ser trocado, em média, a cada oito anos, pois, com o tempo, ele se desgasta e rompe. Há ainda o silicone líquido, injetável, que é absolutamente proibido e tem seu uso contra-indicado. Além de ser absorvido pelo organismo, ele pode mudar de lugar, causando grandes deformidades. O problema se torna ainda mais grave porque o silicone líquido infiltra-se nos tecidos orgânicos e é impossível removê-lo.

Fonte boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com

Psoríase na infância é sinal de perigo ao coração

Tratada como problema de pele, doença eleva risco de males metabólicos - e é agravada pela obesidade

Crianças com sobrepeso ou obesas têm até 80% mais chances de desenvolver psoríase, uma doença crônica, inflamatória e não contagiosa da pele. Independente do peso, no entanto, jovens diagnosticados com psoríase apresentam índices de colesterol elevados, um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Devido a essa relação entre peso, psoríase, colesterol e problemas cardiovasculares, uma pesquisa publicada no Journal of Pediatrics defende uma revisão na maneira como esses problemas são tratados. O risco de doenças cardíacas em pacientes com psoríase, por exemplo, começam na infância e, por isso, deveriam ser combatidos a partir dos primeiros sinais de elevação do colesterol.

“Isso significa que teremos de monitorar mais de perto os jovens com psoríase com o objetivo de evitar possíveis doenças cardíacas, especialmente se eles forem obesos”, diz Corinna Koebnick, coordenadora do estudo e pesquisadora do instituto Kaiser Permanente, na Califórnia. Segundo a especialista, ainda se sabe muito pouco sobre a psoríase em crianças, e a doença é frequentemente tratada como um problema de pele e não uma doença metabólica.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram dados de 710.949 crianças de diferentes etnias. Eles descobriram, então, que as chances de desenvolvimento de psoríase crescem 40% entre as obesas e quase 80% entre aquelas que sofrem de obesidade mórbida. Nos dois casos, a psoríase se mostrou quatro vezes mais severa ou mais disseminada pelo corpo do que entre crianças com peso adequado.

Os jovens diagnosticados com psoríase apresentaram ainda níveis de colesterol e de enzimas do fígado de 4% a 16% mais altos, a despeito do peso. “A psoríase pode levar a criança a desenvolver doenças metabólicas, como ocorre em adultos. Estudos como este são importantes para aprendermos qual a melhor forma de fazer os tratamentos primários nessas crianças", diz Amy Porter, coautora do estudo e pediatra do instituto Kaiser Permanente.

Adultos – Estudos epidemiológicos anteriores já haviam apontado que pacientes adultos com psoríase correm mais riscos de desenvolver problemas metabólicos, como diabetes, além de hipertensão, ataques cardíacos e derrame cerebral. Nos adultos, a obesidade foi ainda relacionada a riscos mais elevados de desenvolver a psoríase.

A obesidade, assim como a psoríase, tem relação com um aumento nos riscos de problemas cardiovasculares, síndrome metabólica e diabetes. “As duas condições, a síndrome metabólica e a psoríase, são caracterizadas por inflamações crônicas leves”.

Fonte boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com

Grávidas podem fazer ioga?

A prática do equilíbrio e a respiração ajudam a mulher a se preparar até para a hora do parto

Grávidas podem fazer ioga. “A ioga ajuda na manutenção do equilíbrio, da força muscular e da flexibilidade”, explica Tânia Scudeller, coordenadora do curso de Fisioterapia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ainda segundo a pesquisadora de fisioterapia em saúde da mulher, os exercícios de ioga ajudam a preparar o corpo feminino para as mudanças físicas da gravidez e para o momento do parto.

A professora de educação física Denise Vancea, da Universidade de Pernambuco, ressalta a importância da ioga e também do pilates para as futuras mamães. “Nesse período a mudança no centro de gravidade da mulher muda, o que pode desencadear problemas na coluna. Tanto a ioga quando o pilates trazem benefícios nesse sentido”.

A prática de ioga também foi recomendada por todos os ginecologistas e obstetras questionados sobre o assunto. “As posturas adotadas na ioga, aliadas às técnicas de respiração e relaxamento, promovem o bem-estar e preparam para a descontração no momento do parto”, destaca o ginecologista e obstetra da Faculdade de Medicina da USP, Roberto Eduardo Bittar.

Fonte Delas

Pode correr durante a gravidez?

Grávidas podem praticar corrida, mas com (muitas) restrições e apenas nos primeiros meses de gestação. Para quem já pratica a atividade, no início da gestação não há contra-indicações. Mas quem corre ao ar livre precisa redobrar a atenção para evitar quedas. “Com o evoluir da gestação, a gestante deve substituir a corrida por algo com menos impacto, como a caminhada e a hidroginástica”, afirma a ginecologista e obstetra Cláudia Garcia Magalhães, professora da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp).

A coordenadora do curso de fisioterapia da Unifesp, Tânia Scudeller, explica que a corrida é um exercício muito intenso, que exige bastante do sistema cardiovascular, o que pode ser um problema já que durante a gestação esse sistema também é sobrecarregado. “A somatória dessas duas demandas – corrida e gravidez – pode diminuir o fluxo de sangue para o feto e trazer prejuízo ao seu desenvolvimento”, alerta.

A orientação da educadora física Denise Vancea, professora da Universidade de Pernambuco, é trocar a corrida pela caminhada. “Caminhar durante a gravidez com regularidade, todos os dias, pode evitar o ganho de peso desnecessário, o que consequentemente diminui o risco do desenvolvimento de diabetes gestacional ou hipertensão”, informa a especialista.

Nem as atletas profissionais estão isentas dos cuidados. As corredoras gestantes precisam treinar com supervisão e ser acompanhadas com maior frequência pelo obstetra.

Fonte Delas

Pode fazer musculação durante a gravidez?

A gestante que já faz musculação deve consultar o médico e ajustar a intensidade do exercício

Grávidas que já fazem musculação podem continuar, mas devem consultar o médico. Segundo Tânia Scudeller, coordenadora do curso de Fisioterapia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e pesquisadora de fisioterapia em saúde da mulher, a musculação é uma modalidade considerada de médio risco para a gravidez. “Os principais perigos desse exercício são as lesões de ossos e músculos, redução de fluxo sanguíneo à placenta e, consequentemente, ao feto, aumento da pressão arterial e da temperatura corporal materna”, explica.
Portanto, mesmo se você faz o tipo ‘rata de academia’, consulte seu médico obstetra antes de ficar puxando ferro. “A gestante que já praticava musculação pode continuar, porém com cargas mais leves”, afirma a educadora física Denise Vancea, professora da Universidade de Pernambuco e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes. A especialista lembra ainda que o monitoramento da mãe e do bebê, durante o programa de exercício físico é de fundamental. “Se a gestante sentir qualquer desconforto, o exercício deve ser interrompido”, diz.

Já para quem sempre fugiu dos pesinhos, essa não é a hora de querer virar atleta. “Quem nunca praticou exercícios físicos deve iniciar com atividades de baixo risco: caminhadas, natação e hidroginástica”, orienta o obstetra e ginecologista Roberto Eduardo Bittar, professor da Faculdade de Medicina da USP.

Fonte Delas

Pode fazer blindagem capilar durante a gravidez?

Os médicos não indicam, pois não há testes conclusivos e podem ser usados compostos químicos sem que você saiba

É melhor evitar fazer blindagem capilar na gestação. Para Cícero Venneri Mathias, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), tudo o que não for de costume da gestante deve ser evitado. A terapeuta capilar Sheila Bellotti, proprietária do Centro Capilar Sheila Bellotti, do Rio de Janeiro, também chama atenção para os cuidados deste momento. “Qualquer procedimento químico, por mais natural e inocente que seja, deverá ter a aprovação do médico responsável pela gestante”.

Segundo a obstetra Fabiane Sabbag Corrêa, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, é preciso lembrar que tratamentos como amaciamento e escova progressiva costumam ter formol. Por não haver estudos a respeito da blindagem capilar, a segurança do tratamento é duvidosa.

Fonte Delas

Pode fazer tatuagem durante a gravidez?

Especialistas não aprovam e muitos tatuadores preferem negar o trabalho

Não, a gestante não pode fazer tatuagem. Segundo o obstetra Eduardo Cordioli, Presidente da Comissão de Urgências em Obstetrícia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), durante a gravidez a cicatrização está exacerbada e o resultado estético da tatuagem pode não ser o esperado. Podem surgir quelóides e os melanócitos, células que dão pigmentos para a pele, não atuam como de habitual.
Além disso, o ginecologista Cícero Venneri Mathias, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), aponta riscos caso a tatuagem não seja realizada corretamente: a agulha utilizada deve estar esterilizada, e, se a tatuagem não for feita em um lugar de confiança, a mãe corre riscos de contrair doenças como hepatite B e C, por exemplo.

A tatuadora Melissa Khouri, do estúdio de Tatuagem Tattoo You, em São Paulo, descarta estes riscos se a mãe procurar um estúdio profissional, com ambiente higienizado. Isso vale para todos, sejam grávidas ou não. No entanto, Melissa prefere não tatuar grávidas, assim como boa parte dos tatuadores, pois acredita que qualquer problema posterior poderá ser creditado à tatuagem. Portanto, é melhor esperar.

Fonte Delas