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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Atraso da menstruação pode ser consequência de maus hábitos

Foto: Reprodução
Excesso de atividade física e má alimentação interferem diretamente no ciclo
 
O ciclo menstrual dura de 25 a 35 dias em média para a maioria das mulheres, e tende a ser mais desregulado nos primeiros dois anos de menstruação, tempo que demora para ele se corrigir completamente.
 
No entanto, muitas mulheres já experimentaram pequenos atrasos ou até mesmo mudanças constantes de ciclo - que nunca devem ser encaradas como normais.
 
"A primeira suspeita para atrasos na menstruação sempre deve ser a gravidez para casos de mulheres férteis e ativas sexualmente", explica o ginecologista Luciano Pompei, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.
 
Excluída essa possibilidade, existe uma série de maus hábitos - e até mesmo doenças - que podem levar ao atraso da menstruação.
 
Confira quais são as suspeitas: 
 
mulher praticando ginástica - Foto: Getty ImagesExcesso de atividade física
Praticar exercícios pesados em grande frequência pode não só atrasar a menstruação, como fazer com ela pare completamente por um determinado período. "Isso acontece porque o corpo gasta muita energia com as atividades e, assim, não entra no período fértil", diz a ginecologista Paula Marcovici de São Paulo. A prática de atividade moderada estimula o organismo a liberar endorfina - substância relacionada ao bem-estar que reduz o estresse e ajuda a regularizar a menstruação. Um treino pesado favorece o aumento da prolactina - hormônio que prepara a mulher para a amamentação, provocando falhas na menstruação. "O excesso de atividade física pode levar até à falta da menstruação (amenorreia), que ocorre em 2% a 4% da população feminina geral, mas pode acometer de 3% até 66% das atletas", explica o ginecologista Joji Ueno, do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera, em São Paulo.  
 
mulher comendo muito pouco - Foto: Getty ImagesDietas muito restritivas
São dois os mecanismos que podem explicar o atraso da menstruação por conta de dietas muito restritivas, afirmam os especialistas. "Se você começa a fazer uma dieta muito restritiva para perder peso, o corpo entende que está havendo alguma dificuldade e corta funções menos vitais para se preservar, como a atividade reprodutiva, buscando os nutrientes que faltam no sangue", explica o ginecologista Luciano Pompei, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo. Mudanças no ciclo ou mesmo a amenorreia são comuns em mulheres com anorexia nervosa, por exemplo. "As dietas muito restritivas também podem alterar o sistema responsável pelo equilíbrio hormonal reprodutivo, causando diminuição da ovulação e liberação exagerada da progesterona, inibindo a menstruação", afirma o ginecologista Joji. Os hormônios responsáveis pela ovulação são comandados pela hipófise, que por sua vez é orientada pelo hipotálamo - ambas áreas do nosso cérebro.  
 
mulher estressada  - Foto: Getty ImagesEstresse
Se você estiver sob um estresse muito grande, seu corpo irá inibir a sua ovulação, pois ele entende que você não está em condições de perpetuar a espécie. "Uma mulher sujeita a um estresse muito grande não irá ovular, e portanto não irá menstruar", explica o ginecologista Luciano. Alguns episódios que podem levar a falta de ovulação são acidentes de carro, mortes na família ou receber uma notícia ruim. "O simples estresse mais prolongado também pode causar alterações na ovulação, mas é mais difícil de medir e identificar, ao contrário dos eventos mais traumáticos", afirma Luciano. "Se a pessoa estiver com graves problemas emocionais, é importante que ela procure um psicólogo para ajudá-la a manter o nervosismo sob controle", afirma a ginecologista Paula.
 
mulher roendo as unhas - Foto: Getty ImagesAnsiedade
O nervosismo causado pela espera de um evento importante ou acontecimento muito esperado também pode levar ao atraso da menstruação. "Essa ansiedade irá afetar o hipotálamo e a hipófise, que mandará mensagens de alerta para o ovário, impedindo a ovulação", diz a ginecologista e obstetra Lucia Marinaro Colon, do Hospital e Maternidade Rede D?Or São Luiz. "O estresse e a ansiedade podem causar a amenorreia hipolâmica, causada por alterações hormonais inclusive do cortisol", explica o ginecologista Joji. "A eliminação do estresse faz a atividade hormonal retornar ao normal."
 
mulher com excesso de peso - Foto: Getty ImagesExcesso de peso
A obesidade interfere no ciclo menstrual devido a grande quantidade de gordura nos tecidos. "Os hormônios femininos são metabolizados e armazenados no tecido adiposo", diz a ginecologista Lucia. "O excesso de tecido adiposo pode interferir no funcionamento da hipófise, desregulando o ciclo", completa o ginecologista Luciano. Muitas dessas pessoas com obesidade mórbida com a presença ou não de doenças conjuntas acabam corrigindo esse problema com uma cirurgia bariátrica. 
 
mulher com insônia na cama - Foto: Getty ImagesSono insuficiente
Alterações abruptas do sono, como mudanças repetidas de fuso horário ou insônia, podem causar um desequilíbrio hormonal e alterar o ciclo menstrual, principalmente se a falta de sono estiver acompanhada de estresse e ansiedade. "Essa, no entanto, não é uma das causas mais comuns de alteração do ciclo menstrual, devendo ser investigada após a exclusão de outras possibilidades", declara o ginecologista Luciano. 
 
Médico - Foto: Getty ImagesAlerta para doenças
Se você apresenta alterações constantes no ciclo menstrual - pelo menos três ciclos - e seu teste de gravidez deu negativo, o melhor a fazer é procurar um ginecologista. Problemas na tireoide, ovários policísticos, mioma uterino e endometriose são algumas doenças relacionadas à falta de menstruação. Todas as alterações significativas do ciclo menstrual devem ser comunicadas ao ginecologista "Deve-se ter em mente que toda mulher tem que menstruar normalmente, e se isto não estiver ocorrendo, deve-se diagnosticar a causa", alerta Joji Ueno. "É importante lembrar que a menstruação pode apontar alguma doença, quando apresenta sinais de anormalidade, que vão desde o aumento, diminuição ou aparência do fluxo", completa Lucia Marinaro.  
 
Minha Vida

Tuberculose: esclarecemos sete dúvidas sobre a doença

Ela é responsável pela morte de 1,3 milhão de pessoas ao ano no mundo
 
A tuberculose é a maior causa de morte por doença infecciosa em adultos.

De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde, cerca de 8,6 milhões de pessoas desenvolveram tuberculose em 2012 e 1,3 milhões morreram da doença. As estatísticas no Brasil também não são animadoras: segundo o Ministério da Saúde, o Brasil ocupa o 15º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo. No país, são notificados anualmente 85 mil casos novos. Além disso, são registrados cerca de 6 mil mortes por ano em decorrência da doença. 
 
A seguir, o pneumologista Frederico Leon Arrabal Fernandes, médico responsável pelo Laboratório de Função Pulmonar do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas FMUSP (InCor), esclarece as medidas preventivas, diagnóstico precoce e tratamentos para o combate à doença. 
 
1- Qual é a causa da tuberculose e de que forma ela é transmitida?
A tuberculose é causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis. Essa bactéria pode ser transmitida de uma pessoa para outra através da tosse. Ela também pode estar dormente no organismo de um indivíduo, e ficar ativa quando existe a queda da imunidade. 

2- Como é feito o diagnóstico da doença?
Pessoas que apresentam sintomas como tosse, emagrecimento, febre baixa e sudorese noturna persistindo por mais de duas semanas devem ser examinadas. Em longo prazo, pode haver a falta de ar e progressiva dificuldade para respirar, tosse com sangue (hemoptise) e até a morte. Uma radiografia de tórax pode orientar o diagnóstico que é confirmado pela coleta de escarro e pesquisa do bacilo.  
 
3- Quais órgãos são afetados pela doença?
O órgão mais afetado é o pulmão, mas a tuberculose pode afetar diversos outros sistemas e áreas do organismo como os ossos, podendo causar fraturas espontâneas e dor, a pele, levando a lesões que podem virar úlceras, o sistema nervoso central, o que pode causar meningite levando a dores de cabeça e, eventualmente, confusão mental e coma. Além disso, o intestino pode ser atingido, prejudicando a absorção de alimentos e causando obstrução intestinal, os olhos e a retina, causando perda parcial ou total da visão. Habitualmente, a tuberculose extra-pulmonar acomete quem tem algum comprometimento acentuado da imunidade e costuma ser associada à doença pulmonar.

4- Quais são os tratamentos disponíveis para a tuberculose?
Ao contrário do que se pensa, tuberculose tem cura. A tuberculose é tratada com antibióticos específicos controlados. O tratamento utiliza quatro medicações associadas por dois meses e, depois, dois antibióticos por mais quatro meses. Esses remédios são combinados em um comprimido para facilitar a aderência ao tratamento. Quando a doença atinge outros órgãos como ossos e sistema nervoso central, ou quando o paciente tem alguma deficiência na imunidade, no caso da Aids, por exemplo, o tratamento deve ser estendido por nove até 12 meses.

5- O que acontece se este tratamento for interrompido?
Quando interrompido, o paciente volta a desenvolver sintomas progressivos, passa novamente a transmitir a doença e ela pode adquirir resistência aos medicamentos antimicrobianos, sendo necessário aumentar a quantidade de medicação e o tempo de tratamento total.
 
6- A tuberculose, depois de curada, pode voltar a aparecer no mesmo paciente?
Quando adequadamente tratada, o paciente é considerado curado. Mas a chance de ficar novamente doente é igual a de alguém que nunca teve a infecção.

7- Como prevenir a tuberculose?
Medidas de saúde pública, como rastrear e diagnosticar precocemente os portadores de tuberculose e seus contactantes para iniciar o tratamento o mais rápido possível é a melhor forma de cortar a corrente de contágio da doença. Para ter a ideia da eficácia disso, em menos de duas semanas de tratamento adequado, o paciente já não transmite mais o bacilo.
 
A melhoria das condições de vida, como saneamento, habitação, manter hábitos de higiene e alimentação adequados também são formas de prevenir a doença. Pessoas que vivem em condições precárias, por exemplo, em aglomerados e má condição alimentar estão mais suscetíveis a contrair e desenvolver a tuberculose. Uma forma de garantir um diagnóstico precoce e tratamento adequado desta doença é procurar um pneumologista ou um posto de saúde caso tenha sintomas respiratórios que persistam por mais de duas semanas. 
 
Minha Vida

Disciplina é importante na Páscoa das crianças

Páscoa da garotada
Porções adequadas de chocolate e brinquedos seguros garantem o bem-estar deles
 
A ansiedade é enorme por parte das crianças que esperam o dia em que um certo coelhinho da Páscoa passa para deixar os ovinhos de chocolate. Os pais escolhem os chocolates a dedo. Mas, muitas vezes, a guloseima pode trazer surpresas desagradáveis para o bem-estar da garotada.
 
O pediatra e nutrólogo, Fábio Ancona Lopez, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) explica que o grande problema é a quantidade ingerida do alimento. "O chocolate é altamente calórico. Nele, há substâncias estimulantes capazes de gerar a falta de sono na criança.

Além disso, o corante e o cacau usados no produto também podem provocar reações alérgicas na pele, deixando-a vermelha e irritada". 
 
Controle as quantidades
Para não prejudicar a saúde dos pequenos, o ideal é distribuir pequenos pedaços do chocolate às crianças ao longo dos dias, evitando que comam tudo de uma vez só. Caso elas recebam de presente muitos chocolates, guarde-os para ir entregando aos poucos, sempre observando a data de validade do produto. "30 gramas de chocolate por dia é uma quantidade que não trará problemas", afirma o especialista.
 
Os pais dos pequenos com diabetes devem seguir os mesmos cuidados especiais do dia a dia, respeitando as restrições ao açúcar e optando pelas versões dietéticas. "Quanto ao número de lactose presente em um ovo pequeno de chocolate (50g), não chega a ser agressivo a uma criança que tem intolerância. Mas é bom evitar", diz Fábio.

Outro alerta aos pais é em relação à versão light e diet dos chocolates da Páscoa. Não convém trocá-los pelos normais, mesmo que eles contenham menos ou nenhum açúcar, porque a gordura é maior. O importante é ter disciplina e não amolecer quando eles fizerem aquela carinha de quero mais. 
 
Recheio divertido
Se o chocolate já faz a cabeça das crianças o ano inteiro, os brinquedos e os apetrechos que acompanham os ovos fazem a alegria da garotada. Mas o cuidado com os objetos surpresas, que vem dentro do produto, é imprescindível.

Geralmente, os brinquedos são pequenos e podem conter peças fáceis de serem soltas, tornando-se um meio fácil para acidentes. "Se acontecer de a criança engolir uma peça, por exemplo, deve ser levada ao hospital", diz o pediatra.

Os pais também devem checar se o produto possui o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e a frase: "Contém um produto ou brinquedo certificado pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade".

A marca de conformidade do Inmetro assegura para o consumidor que os produtos passaram por ensaios e atendem a norma de segurança do brinquedo. Feito isso, a Páscoa da garotada tem tudo para ser um sucesso. 
 
Minha Vida

Saltos altos podem causar problemas de circulação e varizes

Foto: Reprodução
Esse tipo de sapato faz com que o músculo da panturrilha trabalhe menos, prejudicando o retorno do sangue
 
Por Dr. Ivan Benaduce Casella
 
A suposta associação entre o uso prolongado de sapatos de salto alto e queixas vasculares, tais como edemas (inchaços), dores ou o aparecimento de varizes é antiga e frequentemente volta a ser motivo de questionamentos por parte das mulheres. 
 
Primeiramente, é necessário apresentar dois fatos para que se possa entender por que o uso de sapatos de salto alto poderia interferir na circulação das veias das pernas: 
 
Fato 1: A contração dos músculos das pernas, particularmente os das panturrilhas, é o principal mecanismo responsável por deslocar o sangue das pernas para as veias maiores do abdome, e daí de volta ao coração. 
 
Fato 2: O salto alto modifica o caminhar de suas usuárias, fazendo com que a musculatura das panturrilhas seja menos utilizada, o que certamente resulta em congestionamento do sangue nas veias da perna e aumento focal da pressão sanguínea nestas veias. 
 
Dito isto, fica mais fácil compreender por que os sapatos de salto alto interferem na fisiologia da caminhada e da circulação. Além dos efeitos circulatórios, ao andar com saltos a mulher altera os grupos musculares normalmente requisitados, diminuindo a atividade dos músculos das pernas e aumentando-a nos músculos das coxas. Ainda o centro de gravidade do corpo fica alterado, podendo influenciar na postura. Algumas pacientes que usam salto continuamente chegam a apresentar encurtamento dos tendões de Aquiles (localizados nos calcanhares). 
 
Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto pesquisou o impacto do uso de sapatos de salto (salto agulha e plataforma) da circulação de voluntárias jovens e evidenciou que nestes casos o sangue apresentava maior tendência a se acumular nas veias das pernas, o que em longo prazo poderia repercutir na saúde destes vasos. O efeito também ocorre em saltos menores, mas com menor intensidade. 
 
Apesar das evidências científicas, até hoje não se comprovou de forma definitiva que mulheres que usam sapatos de salto alto apresentem maior incidência de varizes de membros inferiores que as que utilizam sapatos baixos. É importante lembrar que as doenças venosas das pernas são de caráter multifatorial, isto é, causadas por diversas variáveis, tais como fatores genéticos, tipo de ocupação profissional e outros. 
 
Naturalmente, mulheres que usam o salto ocasionalmente estão menos expostas a problemas do que aquelas que, por opção pessoal ou necessidade profissional e/ou social, usam o salto diariamente por longos períodos. 
 
Uma forma de amenizar o impacto circulatório do uso do salto é realizar exercícios físicos simples, que podem inclusive ser feitos no trabalho, de maneira discreta. Movimentos de flexão e extensão dos pés (feitos na posição sentada, como se estivesse pisando intermitentemente no pedal do acelerador do carro) utilizam a musculatura das panturrilhas e, assim, melhoram o retorno do sangue para o coração. O uso de meias elásticas, desde que devidamente orientado por um cirurgião vascular, também pode aliviar sintomas em algumas pacientes. 
 
Minha Vida

Depilação masculina pede cuidados especiais com método e aplicação

Veja qual procedimento é melhor para cada parte do corpo e como evitar irritações
 
Embora no passado a depilação tenha sido tratada como um hábito majoritariamente feminino, hoje em dia a prática está sendo adotada também por homens que procuram cuidar melhor da higiene, ou mesmo aqueles que possuem pelos excessivos em determinadas partes do corpo, como costas e peito, e sentem-se incomodados com isso. No entanto, são necessários cuidados diferentes para a depilação masculina, principalmente porque os pelos em geral estão em maior quantidade e são mais grossos do que os femininos.
 
Confira quais os métodos mais recomendados e os cuidados essenciais com a pele: 
 
Lâminas de barbear - Foto: Getty ImagesLâminas de barbear
As lâminas de barbear são o método mais usado pela ala masculina na região da barba. Além de ser uma opção econômica, pode ser muito eficiente se o processo for realizado com os devidos cuidados. É importante que ela seja sempre trocada, para evitar infecções e que sejam usados os produtos certos para evitar irritações na pele. A lâmina pode ser um problema para quem tem pelo encravado na região. Nesse caso, a solução é buscar outra alternativa, como a cera e a depilação a laser.

De acordo com a cirurgiã plástica especialista em pele Kátia Haranaka, da Sociedade Brasileira de Laser, as lâminas não são as mais indicadas para remover pelos de outras regiões da pele masculina, como peito, costas, região íntima e axilas. Elas não eliminam o pelo da raiz e podem provocar coceiras e irritações com mais facilidade. "Além disso, é um método que causa desconforto, pois o homem precisará repetir várias vezes na mesma semana", explica a especialista. Esse método é mais indicado para homens que não têm um acúmulo grande pelos, sendo mais prático e barato. "Nesses casos, a opção também é escolher outros procedimentos, como laser ou cera", completa.  
 
cera - Foto: Getty ImagesCera quente ou fria
Em ambos os casos, aplica-se a cera na pele e retira os pelos pela raiz. "A cera quente provoca menos dor que a fria, por dilatar os poros no processo, facilitando a retirada dos pelos", explica a cirurgiã plástica Kátia. Como os pelos masculinos tendem a ser mais grossos que os da mulher, esse tipo de depilação pode ser ainda mais dolorosa - não sendo, portanto, recomendada para áreas mais sensíveis como peito, rosto e área íntima. "Não saia sem passar um filtro solar na área depilada, pelo menos enquanto perdurar a vermelhidão do local, pois se pegar sol, vai manchar", alerta Kátia Haranaka. Também é importante que a cera não seja reaproveitada, pois essa prática pode causar infecções ou irritações locais. "Deve-se ter cuidado com a cera quente que, quando não usada corretamente, pode causar queimaduras locais", completa a dermatologista Ana Carolina Amaral, da Sociedade Brasileira de Dermatologia e preceptora do setor de Cosmiatria da Pós-Graduação do Santa Casa de Misericórdia, do Rio de Janeiro. Também vale lembrar que o procedimento precisa ser repetido a cada 15 ou 20 dias. 
 
depilação com roll-on - Foto: Getty ImagesDepilação com cera roll-on
Neste procedimento é aplicada uma cera morna, e a depilação é feita com ajuda de um aparelho em forma de roll-on. "Pelo fato de a cera estar morna, não é um procedimento que queime a pele, mas ainda sim é muito dolorido", diz a cirurgiã especialista em pele Kátia. O método é normalmente indicado para pernas e braços, que são áreas mais resistentes à dor e correm um menor risco de sofrer irritações. O intervalo de tempo para repetir o procedimento em geral é o mesmo da depilação com cera quente e fria, podendo variar entre 15 a 20 dias. 
 
homem fazendo depilação - Foto: Getty ImagesDepilação a laser
Esse método é recomendado para pessoas que têm uma concentração muito grande de pelos. Também é recomendado para homens que sofrem com os pelos encravados (foliculite) na região da barba. Dependendo do número de sessões, é possível apenas deixá-los mais finos em menor volume, ou então uma depilação definitiva. "O laser soft light é indicado para todos os tipos de pele, da negra à clara e permite que o paciente retome suas atividades logo após a sessão", afirma a cirurgiã plástica Kátia. É indicada uma sessão ao mês até que você se sinta confortável com a espessura e quantidade dos pelos. No entanto, é importante lembrar que a região da barba sofre com muita influência hormonal, que provoca o crescimento de alguns pelos no local - por isso a depilação a laser no rosto quase nunca é definitiva. "A dor é um fator limitante para os homens, pois os pelos, sendo espessos, provocam muita dor nas primeiras sessões", diz. "Mas uma pomada anestésica ajuda a resolver o problema."
 
homem retirando os pelos da sobrancelha com pinça - Foto: Getty ImagesPinças e threading
Esses procedimentos também retiram os pelos pela raiz, sendo que o threading utiliza uma linha para puxar os pelos. São comumente usados no nariz, nas orelhas e nas sobrancelhas. Ambos são demorados e tendem a ser um pouco dolorosos, mas são eficazes e os pelos podem demorar até 30 dias para nascer novamente. "Os pelos que estão na parte interna do nariz não devem ser retirados pela raiz, pois servem de proteção para o órgão, evitando que sujeira e bactérias entrem no organismo", explica a cirurgiã plástica Kátia. "Nesse caso, o melhor é usar uma tesoura própria para retirar pelos."
 
tesoura - Foto: Getty ImagesQuando compensa aparar?
Se você não quer depilar completamente os pelos, mas sente que eles incomodam, uma opção é apenas aparar com uma tesoura própria para essa finalidade. "É aconselhável aparar os pelos das axilas e os pubianos, ajudando a manter a higiene local e diminuindo os odores", diz a cirurgiã plástica Kátia. 
 
homem passando creme no rosto - Foto: Getty ImagesEvite irritações
Apesar de existirem diferentes tipos de depilação, alguns cuidados devem ser tomados para todas elas, de forma que a pele não fique irritada. "Antes de tudo, é primordial manter a pele hidratada e preferir fazer a depilação após o banho, pois os poros estarão dilatados, favorecendo a remoção dos pelos", diz a dermatologista Ana Carolina. Principalmente para os casos de depilação com lâmina, a pele deve estar sempre úmida ou molhada no momento da depilação, evitando irritações. "O ideal é evitar água muito quente antes e depois da depilação, pois a bucha, a espuma e a água quente ressecam e retiram a camada de proteção da pele", explica a cirurgiã Kátia. As especialistas afirmam que os melhores produtos para depilação são géis ou loções compostas com substâncias calmantes.
 
"Além disso, produtos com baixa concentração de ácido salicílico e enxofre ajudam a diminuir o risco de foliculite e pelos encravados, afirma a dermatologista Marcia Linhares. "No caso de muita vermelhidão e afecções pré-existentes, podem ser usados cremes à base de corticoides e antibióticos." Outro ponto essencial é o uso do filtro solar, principalmente no rosto, orelhas, pescoço, colo e dorso das mãos.  
 
Minha Vida

Homens adquirem personalidade dos próprios pais aos 38 anos, diz estudo

Reprodução
Rir de próprias piadas ou gostar de regar a grama são alguns dos sintomas. Pesquisa foi realizada com 2 mil adultos do Reino Unido
 
Dormir no sofá, acreditar que qualquer música moderna é igual ou ser o único a rir das próprias piadas são sintomas de que um homem virou o pai, segundo um estudo que situa este momento aos 38 anos.
 
O estudo divulgado nesta quinta-feira (17) foi encomendado pelo canal de televisão britânico Gold. Depois de um trabalho com quase 2 mil adultos, o resultado enumera 30 sinais que anunciam a mudança na vida do britânico médio, mas que soam universalmente familiares.
 
Além dos indícios já citados também são mencionados ter a própria cadeira, um modo particular de dançar - que inclui tocar bateria ou guitarra imaginárias -, não conhecer nenhum artista do Top-40 e passar mais tempo no banheiro.
 
Outros sinais da catástrofe etária: envergonhar os membros mais jovens da família e achar divertido, falar muito alto no telefone, obsessão com a temperatura, gostar de regar a grama, reclamar da música alta e preferir os livros de história. Questionar o argumento de um filme - "isto é impossível"-, ou trocar com mais frequência os sapatos são outros.
 
"O futuro é brilhante para os homens: dormir mais, ter a própria cadeira, soltar-se na pista de dança e achar divertido. Parece que os 38 representam a idade em que os homens perdem oficialmente as inibições", disse Steve North, diretor geral do Gold, canal dedicado às comédias.

G1

Estudo afirma que vírus ebola presente na Guiné é de nova cepa

Trabalhadores da área da saúde trabalham em área de isolamento para pessoas infectadas pelo ebola na Guiné (Foto: Cellou Binani/AFP)
Foto: Cellou Binani/AFP
Trabalhadores da área da saúde trabalham em área de
isolamento para pessoas infectadas pelo ebola na Guiné
Para cientistas, vírus não surgiu de focos de infecção conhecidos na África. Mais de cem pessoas morreram devido à doença na Guiné e na Libéria
 
O vírus ebola, que desde janeiro deixou mais de cem mortos na Guiné e na Libéria, é uma nova cepa, o que indica que não se originou de focos de infecção conhecidos na África, indica uma equipe de especialistas.
 
"Esta análise sugere que esta cepa viral na Guiné, a 'Guinean EBOV', evoluiu em paralelo às cepas na República Democrática do Congo (RDC) e Gabão a partir de um recente ancestral comum."
 
"Portanto, não foi introduzida posteriormente na Guiné", concluem estes cientistas, cujos trabalhos foram publicados na última edição da revista "New England Journal of Medicine".
 
Suspeitas iniciais
Inicialmente, as autoridades de saúde pública haviam evocado a possibilidade de uma infecção na Guiné pelo vírus ebola do Zaire, antigo nome da RDC.
 
Vírus Ebola (Foto: CDC)
Foto: CDC Vírus Ebola
De acordo com os autores do estudo, os primeiros casos de ebola na Guiné apareceram provavelmente em dezembro passado ou talvez antes, e o vírus circulou sem ser detectado por algum tempo. As pesquisas devem prosseguir para identificar a fonte animal do vírus.
 
Este novo vírus ebola provocou na Guiné menos casos de febre hemorrágica que as epidemias precedentes na África Central.
 
"Os sintomas clínicos dos primeiros casos eram principalmente febre, vômitos e diarreia severa. Não detectamos hemorragia interna na maioria dos pacientes no momento da coleta de amostras que confirmaram a infecção", indicam os autores do estudo, que analisam o sangue de 20 pacientes internados na Guiné.
 
taxa de mortalidade do vírus ebola na Guiné foi estabelecida em 86% entre os primeiros casos confirmados e 71% entre os casos suspeitos, segundo estes virologistas.
 
De acordo com a estirpe do vírus, a mortalidade ebola varia entre 30% a 90% dos casos. A propagação do vírus se dá pelo contato direto com pessoas infectadas.
 
Segundo esses cientistas, o surgimento do vírus ebola na Guiné "destaca o risco de outras epidemias nesta região da África Ocidental".
 
Os primeiros casos de febre ebola na África Ocidental foram registrados em 1994 na Costa do Marfim. Não existe vacina nem tratamento específico para esta infecção.
 
Seis cepas
O vírus ebola foi isolado pela primeira vez em 1976 ao norte do antigo Zaire, agora República Democrática do Congo. Até então, os cientistas haviam identificado cinco cepas diferentes, especialmente presentes na África Central. Agora, há seis.
 
A Guiné enfrenta desde o início do ano uma epidemia de febre hemorrágica viral, com 168 casos, dos quais 108 foram fatais.
 
O vírus se propagou para a Libéria, onde foram confirmados 6 casos de um total de 26 suspeitos.

G1

Aula de maquiagem ajuda a melhorar autoestima de mulheres com câncer

Mais de 1.500 mulheres já participaram de oficinas de automaquiagem realizadas em 12 instituições de São Paulo ao longo dos últimos 2 anos (Foto: Caio Kenji/G1)
Foto: Caio Kenji/G1
Mais de 1.500 mulheres já participaram de oficinas de
automaquiagem realizadas em 12 instituições de São Paulo
ao longo dos últimos 2 anos. Na imagem, a publicitária
Fernanda Baldoqui, 45 anos, recebe ajuda na hora de se maquiar
Curso gratuito atende pacientes em 12 instituições de SP. Cuidados com a vaidade ajudam na recuperação, diz especialista
 
O silêncio entre um pequeno grupo de mulheres reunido em uma sala do Instituto Paulista de Cancerologia, o IPC, em São Paulo é predominante. Desconhecidas umas das outras, elas evitam se olhar nos olhos e direcionar o campo de visão para os lenços enrolados na cabeça de algumas delas.
 
Estão ali porque passam por tratamento contra o câncer e participam de uma aula de automaquiagem gratuita. Com o passar dos minutos, o olhar de apreensão desaparece a cada passada de rímel, e a palidez da pele é substituída por tons avermelhados, graças a pinceladas de pó. O silêncio foi quebrado e as risadas dominam o ambiente.
 
A oficina, realizada em 12 hospitais de São Paulo e intitulada “De bem com você – a beleza contra o câncer”, pretende levantar a autoestima das pacientes com câncer. As professoras são maquiadoras voluntárias, e o objetivo é causar uma transformação física e emocional nas participantes, que, muitas vezes, querem se esconder ou são marginalizadas por estarem doentes.
 
O G1 acompanhou uma dessas aulas, realizada neste mês no IPC. Um grupo de 13 mulheres foi convidado a aprender técnicas que ensinam desde a criar uma sobrancelha com lápis até colocar um turbante e proteger a cabeça de sofreu queda de cabelo após passar por sessões de quimioterapia.
 
Realizado há dois anos, o projeto é inspirado em uma ação internacional criada em 1999 e que já atendeu mais de 700 mil mulheres ao redor do mundo. No Brasil, é promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal (Abihpec), que doa kits de maquiagem e cosméticos às participantes. Mais de 1.500 pacientes já foram atendidas.
 
Trauma eAutoestima
Emocionalmente abaladas após receberem o diagnóstico do câncer, muitas mulheres preferem se isolar por acharem que ficarão à margem da sociedade durante o tratamento, que pode envolver cirurgia, sessões de radioterapia e quimioterapia. Esses métodos podem impactar no seu visual, causando, entre outros sintomas, a alopecia (queda de cabelos).
 
O oncologista Ricardo Antunes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, explica que os cuidados com a beleza neste momento são uma oportunidade de valorizar a autoestima no enfrentamento das dificuldades de um tratamento oncológico árduo. "E tem resultados surpreendentes que se traduzem em um ‘viver melhor'", completa.
 
De acordo com Vera Bifulco, psico-oncologista do IPC, a automaquiagem melhora a autoestima e as relações interpessoais dessas mulheres, que "passam por uma troca de experiência muito grande". Segundo ela, é neste momento que a paciente "se sente ativa e percebe que enquanto há vaidade, há vida”.

'Divisor de águas'
Claudio Viggiani, diretor de responsabilidade social da Abihpec, explica que são mais de cem maquiadores voluntários que contribuem no projeto. Segundo ele, todos passam por um treinamento que aborda detalhes sobre o voluntariado e técnicas de maquiagem.
 
Um deles é a maquiadora Eduarda Sampaio, 22 anos, há dois anos no projeto. Duda, como é chamada, afirma que aprende muito nas oficinas. "O que mais elas falam é que gostam de ser lembradas. Isso traz felicidade a elas", explica.
 
A publicitária aposentada Fernanda Baldoqui, de 45 anos, que trata de um câncer no cérebro, participou da oficina e disse que foi um divisor de águas na sua vida.
 
"Me fez ver que as minhas parceiras, que passam ou passaram pela mesma situação que a minha, estão mantendo a fortaleza delas, a beleza delas. E eu tenho que manter a minha. Foi importante pra que eu começasse a me valorizar de novo", disse ela.

G1

Cérebro humano atinge máximo desempenho até os 24 anos


Cérebro humano atinge máximo desempenho até os 24 anos Misha Chisens/Stock.Xchng/Divulgação
Foto: Misha Chisens / Stock.Xchng/Divulgação
Embora mais lentos, participantes mais velhos desenvolveram
outras estratégias para compensar a perda da velocidade
 motora e cognitiva
Pesquisa constatou que declínio cognitivo começa bem antes dos 50
 
Se você estiver com mais de 24 anos, já atingiu seu pico em termos de desempenho motor e cognitivo, de acordo com um novo estudo da Universidade Simon Fraser, no Canadá. A equipe investigou quando começamos a experimentar um declínio relacionado à idade em nossas habilidades motoras e cognitivas e como podemos compensar isso.
 
Os pesquisadores analisaram os registros de desempenho de 3.305 jogadores de Star Craft 2 com idades entre 16 a 44 anos. Este é um jogo de computador competitivo de guerra e intergaláctico. Seus dados representam milhares de horas de movimentos estratégicos baseados em ações cognitivas em tempo real e realizados a partir de diferentes habilidades.
 
Os cientistas avaliaram, dentro do significado das informações, como os participantes reagiram aos seus adversários e, mais importante, o tempo que levaram para reagir.
 
— Os voluntários com 24 anos ou mais mostraram desaceleração em uma medida de velocidade cognitiva que é conhecida pela sua importância para o desempenho. Esta diminuição da cognição está presente mesmo em níveis mais altos de habilidade — explica o autor Joe Thompson.
 
No entanto, os jogadores mais velhos, embora mais lentos, parecem compensar empregando estratégias mais simples e usando a interface do jogo de forma mais eficiente do que os mais jovens. Isso os permitiria manter a sua habilidade, apesar das perdas de velocidade motora e cognitiva. Os mais velhos usavam, por exemplo, atalhos e teclas de comando sofisticados mais facilmente para compensar a velocidade de declínio na execução de decisões em tempo real.
 
— As evidências sugerem que as nossas capacidades cognitivo-motoras não são estáveis em toda a nossa vida adulta, mas estão em movimento constante, e que o nosso desempenho no dia-a-dia é o resultado da interação constante entre a mudança e a adaptação — esclarece Thompson.
 
O autor diz ainda que o estudo não nos informa sobre como o nosso mundo cada vez mais informatizado pode vir a afetar os nossos comportamentos adaptativos para compensar a queda nas habilidades motoras e cognitivas.
 
Zero Hora

Saiba quais são os benefícios de cada tipo de peixe para a saúde

Saiba quais são os benefícios de cada tipo de peixe para a saúde Ver Descrição/Ver Descrição
Foto: Reprodução
Almoço no feriado é ótima oportunidade para começar a incluir o alimento no cardápio
 
A Páscoa está chegando e é tradição servir peixe na Sexta-Feira Santa. O mais cotado é sempre o bacalhau, mas outras opções devem ser consideradas, principalmente quando pensamos no valor nutricional. Os peixes gordos de águas salgadas são fontes ricas de ômega 3. Embora pouco comentado, o DHA (ácido docosahexaenoico) é o principal tipo de ômega 3 e traz benefícios para a saúde ao longo de toda a vida, que vão desde o desenvolvimento das estruturas do cérebro e da retina, a partir da gestação, até a prevenção do declínio cognitivo na fase adulta.
 
— Há vinte anos, pouco se sabia a respeito dos benefícios dos ômegas 3 para a saúde humana, mas com o desenvolvimento de pesquisas muitos deles foram descobertos, por isso hoje são tão falados. O DHA, ainda um desconhecido para a maior parte das pessoas, é um lipídio estrutural do nosso organismo e seu consumo promove a saúde em qualquer idade. Peixes marinhos também são fontes de EPA (ácido eicosapentaenoico), outro tipo de ômega 3, que também contribui para a saúde cardiovascular, juntamente com o DHA — diz a nutricionista Cyntha Antonaccio.
 
A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) recomenda o consumo diário de 250 mg a 2 g de DHA + EPA para um adulto. Mas a quantidade de DHA presente no peixe varia. Salmão, cavala e sardinha, são peixes ricos em DHA, já o bacalhau por exemplo, tem uma quantidade muito pequena desse lipídio.
 
— O DHA é um lipídio, logo, peixes gordos tendem a serem mais ricos. Porém, ainda não é totalmente esclarecida a quantidade de DHA que o organismo aproveita a partir do consumo do peixe. De qualquer forma, recomenda-se consumir cerca de 2 porções de peixe marinho por semana— esclarece Cyntha.
 
Confira o quadro abaixo: 
 
Valores referentes a uma porção de 100 gramas do peixe cozido
Peixe
DHA
EPA
Salmão
751mg
537mg
Cavala
699mg
504mg
Sardinha (enlatada)
509mg
473mg
Pescada branca
235mg
283mg
Atum
232mg
47mg
Bacalhau  (do Atlântico)
154mg
4mg

Fonte: Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
 
Zero Hora

Atividades criativas podem melhorar desempenho no trabalho

Atividades criativas podem melhorar desempenho no trabalho José Doval/Agencia RBS
Foto: José Doval / Agencia RBS
Elas impulsionariam áreas como a resolução de problemas e o trabalho em grupo, diz estudo
 
Funcionários que exercem atividades criativas fora do trabalho podem descobrir que elas potencializam seu desempenho no trabalho, de acordo com um novo estudo realizado pelo psicólogo organizacional Kevin Eschleman, da Universidade de San Francisco, nos EUA. As tarefas parecem ter um efeito direto sobre fatores como a resolução criativa de problemas e o trabalho em grupo durante o trabalho.
 
O estudo examinou se a atividade criativa poderia ter um impacto indireto, proporcionando-lhes uma maneira de se recuperar das demandas do trabalho e restaurando-os através do relaxamento.
 
Na pesquisa, os trabalhadores estavam livres para definir as atividades que gostariam de realizar. Em estudos anteriores, Eschleman observou que as pessoas gastavam seu tempo criativo fazendo de tudo, desde escrever contos até jogar videogames.
 
— Eles geralmente descrevem esse tempo livre como uma experiência profunda que traz muitos benefícios. Também falam sobre essa idéia de auto-expressão e uma oportunidade para realmente descobrir algo sobre si mesmos que nem sempre é capturada — diz o autor.
 
A investigação incluiu dados sobre 341 empregados de uma grande pesquisa nacional que responderam perguntas sobre suas atividades durante o tempo livre e as suas próprias avaliações se eles tinham sido criativos no trabalho.
 
Ela também acrescentou um segundo grupo de 92 capitães da Força Aérea americana, que foram analisados em itens semelhantes. Porém, estes foram avaliados em suas performances de trabalho por colegas de trabalho e subordinados.
 
— A motivação intrínseca é parte dessa experiência única que vem com a atividade criativa — explica o cientista.
 
Eschleman sugere que os chefes podem incentivar seus funcionários a trazer suas atividades criativas para o trabalho, seja através da promoção de um concurso de preparo de bolos ou de decoração de seus escritórios. O acadêmico também disse que as empresas poderiam oferecer descontos para os estúdios de arte locais e outros pontos de venda para o trabalho criativo.
 
Zero Hora

Transplantes

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O que é
O transplante, também chamado de transplantação, é a transferência de células, tecidos e órgãos vivos com a finalidade de restabelecer uma função perdida.

De modo geral, há dois tipos de transplantes: o autólogo, cujas células, tecidos ou órgãos são retirados da própria pessoa e implantados em um local diferente do corpo; e o alogênico, que compreende a retirada de material de outra pessoa (doador) para ser implantada no paciente (receptor).

A maioria dos transplantes é realizada com a utilização de órgãos de indivíduos que morreram recentemente, embora em alguns casos o material possa ser retirado de um doador vivo – o que oferece um risco bem menor ao receptor. Contudo, nem sempre é possível encontrar um doador vivo e nem todos os órgãos do corpo podem ser retirados.

Além disso, uma questão importante é o risco de rejeição. Isso ocorre quando o sistema imunológico do receptor, responsável por combater as ameaças externas (bactérias, vírus, células cancerosas, por exemplo), não reconhece o novo tecido e passa a produzir anticorpos contra ele. Essa reação do organismo acaba causando a destruição do órgão transplantado e, em casos extremos, pode levar à morte.

Para evitar a rejeição, o transplante é realizado apenas após a verificação de compatibilidade de sangue e antígenos, ou seja, das moléculas do corpo capazes de iniciar a resposta imune. Quanto maior a compatibilidade dos antígenos do doador e do receptor, mais altas são as chances de o procedimento ser bem sucedido.

Mesmo que a compatibilidade seja alta, os tecidos são rejeitados. Por esse motivo, os pacientes devem se submeter a medicamentos imunossupressores permanentemente na maioria dos casos. Transplantes autólogos não oferecem risco de rejeição já que o código genético do material é o mesmo.

Tipos
Os transplantes mais realizados no mundo são os de medula óssea, rim, fígado, coração, pulmão e pâncreas. Podem ser também utilizados intestinos, córneas, pele, osso, válvulas cardíacas e tendões. Atualmente, equipes médicas internacionais têm tido sucesso no transplante de rostos e membros como mãos e pernas.

Pacientes com insuficiência renal podem se submeter ao procedimento como uma alternativa à diálise. Além disso, a doação pode ser feita por um doador vivo, já que cada indivíduo tem dois rins, e a retirada de um não acarreta mudanças significativas no organismo. A cirurgia envolve o enxerto do órgão, conexão dos vasos sanguíneos e do trato urinário do receptor.

O transplante de fígado é a única opção para indivíduos cujo órgão deixa de funcionar. Em alguns casos, é possível enxertar apenas parte (entre 20% a 60%) do fígado retirado de um doador vivo. Essa prática é mais comum quando o receptor é um bebê ou uma criança. Pela capacidade de regeneração do órgão, casos bem sucedidos mostram recuperação de até 90% do volume normal do fígado.

Procedimentos envolvendo o coração são indicados para pacientes que apresentam doenças cardíacas graves e não podem ser tratados com medicamentos ou outras cirurgias. Em casos em que uma doença pulmonar provocou lesão cardíaca, o transplante de ambos os órgãos é realizado de forma combinada. O pulmão pode ser de um doador vivo (apenas um lado) ou falecido (os dois lados). Com o objetivo de prevenir mais complicações decorrentes do diabetes, o transplante de pâncreas é realizado.

Inicialmente realizado para o tratamento da leucemia, e outras doenças do sangue, o transplante de medula óssea atualmente beneficia pacientes com outros tipos de câncer que se submetem a quimioterapias e radioterapias. Desta maneira, o líquido da medula é retirado antes do tratamento e posteriormente injetado no corpo para a recuperação. A medula óssea também pode ser obtida de um doador vivo compatível.

Curiosidades
No Brasil, o transplante de um órgão de uma pessoa já falecida só é realizado caso algum membro da família autorize o procedimento, mesmo que em vida o indivíduo manifeste o desejo de doar os seus órgãos após a morte. Por isso, é importante que a pessoa discuta a questão com os familiares sempre de forma que o tempo gasto com a retirada do órgão e transplante seja o menor possível.

O tempo máximo de preservação fora do corpo do coração e pulmão varia entre quatro e seis horas. Do fígado, de 12 a 24 horas, e dos rins até 48 horas. Pacientes com sangue tipo O demoram mais para receber órgãos, pois dependem de indivíduos com o mesmo tipo sanguíneo.

O primeiro transplante parcial de rosto foi realizado em 2005 para recuperar o rosto de uma mulher que tinha perdido nariz, lábios e queixo. Os médicos implantaram pele, gordura e vasos sanguíneos. Em 2010, o primeiro transplante total de rosto foi também bem sucedido com o enxerto de pele, músculos, nariz, lábios, maxilar superior, dentes, ossos das maçãs do rosto e da mandíbula. Transplantes de membros como mãos e pernas também já são realidade.

Estudos com transplantes de células pancreáticas saudáveis mostram que o método pode ser, futuramente, uma alternativa ao transplante total do órgão. Além disso, cientistas já conseguiram criar células do fígado a partir de células-tronco da pele que poderiam regenerar partes lesadas. Células adultas não musculares também já foram “reprogramadas” com sucesso para se tornarem células musculares cardíacas, mostrando ser possível converter qualquer célula do corpo um dia, induzindo a regeneração de um órgão ou defeito do corpo sem a necessidade de transplante.

Principais doenças relacionadas

- Alcoolismo (transplante de fígado em pacientes que estão abstêmios há meses)

- Cardiopatias (transplante de coração)

- Cirrose (transplante de fígado)

- Complicações por diabetes (transplante de rim e transplante de pâncreas)

- Diabetes (transplante de pâncreas)

- Doença arterial coronária (transplante de coração)

- Doença cardíaca coronária (transplante de coração)

- Doença de Chagas (transplante de coração)

- Doença hepática (transplante de fígado)

- Doenças pulmonares (transplante de pulmão)

- Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

- Fibrose cística (transplante de fígado)

- Hepatite C (transplante de fígado)

- Insuficiência renal (transplante de rim)

- Leucemia (transplante de medula óssea)

- Linfoma Hodgkin (transplante de medula óssea)

- Linfoma não-Hodgkin (transplante de medula óssea)

iG

'Coração de bolso' é alternativa para quem espera por transplante

Getty Images
Equipamento elétrico pode ser carregado durante a noite,
o que garante autonomia ao paciente
Uso é para pacientes com insuficiência cardíaca grave; sem cobertura de SUS e planos de saúde custo chega a R$ 300mil
 
Não tem muito como escapar: quem sofre de insuficiência cardíaca grave e precisa de transplante para sobreviver, aguarda cerca de um ano por um coração novo. Enquanto isso, é obrigado a ficar internado em UTI, recebendo medicações fortes e com uma máquina ao lado do leito, que faz as vezes do órgão com deficiência.
 
Mas um novo aparelho, ainda recente no Brasil, pode trazer um pouco mais de qualidade de vida nesse tempo de espera: é o "coração de bolso", um coração artificial que cabe em uma pochete. Mas, por enquanto, só está disponível a quem literalmente tem um "bolso" para bancar. O aparelho, que custa até R$ 300 mil, ainda não está disponível nem no SUS nem no rol de procedimentos obrigatórios dos planos de saúde. Para tê-lo, só pagando tudo particular. 
 
O Suporte Avançado de Assistência ao Ventrículo Esquerdo (LVAD, na sigla em inglês), como o aparelho é chamado, permite todas as funcionalidades daquele que atava o paciente à UTI, com a diferença de que pode ser levado a todo lugar.
 
“Já havia um coração portátil, que permitia que o paciente saísse da UTI, mas era ainda muito grande. Era preciso transportar as baterias em um carrinho, tipo esses de carregar malas em aeroporto”, explica Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia do Hospital do Coração (HCor).
 
Para implantar o coração portátil, o paciente passa por uma cirurgia. “É bem menos invasiva do que uma cirurgia clássica”, diz Pavanello. Com o aparelho implantado no coração, dois tubos saem para o lado externo do corpo, onde o coração é oxigenado. 
 
Diferente do marcapasso, que só estimula o coração eletricamente para regular o ritmo, o dispositivo portátil tem força para contrair e relaxar o órgão, impulsionado pela bateria, carregada no cinto do paciente ou em uma pequena pochete. O dispositivo, que é elétrico, pode ser carregado durante a noite, enquanto a pessoa dorme. Durante o dia, vida normal.
 
Cenário
A insuficiência cardíaca, segundo Pavanello, é a primeira causa de internação no Brasil, embora não seja a primeira de morte. “É a que mais ocupa leitos hospitalares no País”, explica. E a condição, que afeta principalmente o ventrículo esquerdo e deixa o coração fraco para bombear e sangue, se dá por várias razões: doenças nas artérias coronárias, no músculo do coração, processos inflamatórios e infecciosos, doenças das válvulas cardíacas (aórtica e mitral).
 
Um exemplo popular é o personagem de Reinaldo Gianecchini na novela Em Família, que sofre de uma doença que provoca a insuficiência cardíaca.
 
Quando o grau da insuficiência é mais leve, não se usa o coração portátil. Opta-se por pontes nas artérias coronárias, troca de válvulas do coração e correções dos músculos cardíacos. Quando todas as tentativas falham e é hora de pegar a fila para ganhar um coração novo, é que o "coração de bolso" entra em cena.
 
Uma opção que precisa levar em conta o risco de infecção. Os dois tubos que entram no tórax do paciente (para que o aparelho possa bombear o sangue do coração) precisam de extrema higiene e cuidado. A negligência escancara as portas para bactérias se instalarem.
 
iG

Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa semana que vem

Marcelo Camargo / Agência Brasil
Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa na
 próxima terça-feira (22)
Meta é imunizar pelo menos de 1,250 milhão de pessoas; campanha vai até o dia 9 de maio
 
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa na próxima terça-feira (22). No Rio, a Secretaria Municipal de Saúde, vai vacinar idosos, gestantes, crianças de seis meses a 4 anos, mulheres no período de até 45 dias após o parto, indígenas, presos, doentes crônicos e profissionais de saúde, uma população alvo que totaliza 1,563 milhão de indivíduos. A meta é imunizar pelo menos 80% de cada um dos grupos prioritários, o que representa cerca de 1,250 milhão de pessoas. A campanha vai até o dia 9 de maio.
 
Mais de 200 salas de vacinação em todos os Centros Municipais de Saúde e Clínicas da Família estarão oferecendo a vacina, que protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado (H1N1; H3N2 e influenza B), como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). As unidades funcionarão de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. No sábado, (26), será o Dia de Mobilização Nacional contra a Gripe, quando serão montados postos de vacinação avançados em igrejas, centros comunitários, creches, entre outros locais.
 
A novidade da campanha deste ano é a ampliação do público-alvo infantil. Na campanha passada, apenas as crianças de seis a 23 meses recebiam a vacina. Este ano a faixa etária foi estendida até os 4 anos. As crianças precisarão tomar duas doses da vacina, sendo a segunda administrada nos postos de saúde 30 dias após a primeira. Para os portadores de doenças crônicas é necessária a apresentação de prescrição médica com a indicação do imunizante. Mulheres no pós-parto devem apresentar algum documento que comprove terem dado à luz no período previsto pela campanha.
 
A vacina é segura e é a melhor forma de evitar doenças graves, internações ou mesmo óbitos por complicações associadas à gripe. Estudos demonstram que a imunização pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. Pessoas febris, portadores de doenças neurológicas, com história de alergia grave relacionada a ovo e reação a doses anteriores devem consultar um médico antes de tomar a vacina.
 
Agência Brasil

30g de chocolate amargo ao dia reduz colesterol e risco de doenças vasculares

Getty Images
Atenção à quantidade: se consumir mais que 30 gramas por dia,
 o chocolate amargo não traz os benefícios citados
Revisão de todas as pesquisas sobre chocolate já publicadas revelou que o 60% cacau é o ideal para ser consumido
 
Com frequência o chocolate é demonizado. Ouve-se que ele faz mal, engorda, dá espinhas, entope as artérias do coração, causa gordura no fígado, piora gastrite e outras coisas. Não é mentira, mas segundo a nutricionista Vanderli Marchiori, uma revisão sobre todos os estudos já publicados sobre chocolate chegou em um consenso: ele pode ser bom sim, desde que a pessoa saiba como consumir.
 
Não adianta se enfiar em uma caixa de bombons e esperar que ele antioxide o corpo. O que vai acontecer depois desse exagero são os problemas já citados no início. Agora, se o consumo diário for de 30 gramas de chocolate amargo (60% cacau), pode-se esperar o que as pesquisas revelaram: uma melhora na disposição, funcionamento cerebral, redução da vontade de comer doces, redução do mau colesterol (LDL) e aumento discreto do bom (HDL), diminuição do risco de doenças vasculares, melhora no envelhecimento da pele e a antioxidação, que poderia evitar o câncer.
 
A melhora da disposição se dá por conta de que o cacau contém as catequinas, que são substâncias estimulantes. Além disso, ele é uma fonte de energia. A diminuição do colesterol ruim acontece também por causa das catequinas, grupo de fitoquímicos que roubam o colesterol do sangue e jogam para fora.
 
Segundo Marchiori, estudos também revelaram que o cacau melhora a transmissão do impulso nervoso no cérebro, melhorando o funcionamento dele. O risco de doenças vasculares é atenuado por causa dos polifenóis.
 
A nutricionista da Natue, Laís Coelho, diz que o chocolate ainda têm mais benefícios: faz as pessoas se sentirem bem. O nome dos compostos que fazem isso são complicados: metilxantina, teobromina e feniletinamina. Escondidos dentro de uma embalagem com conteúdo delicioso, essas substâncias do cacau ativam o centro do bem estar do nosso cérebro. “O cacau também contém triptofano, um aminoácido que induz a produção de serotonina – o responsável pela sensação de prazer”, explica Laís.
 
Para quem procura minerais como potássio, manganês, magnésio e cobre, que são fundamentais para o organismo, tem da páscoa uma boa fonte. Os chocolates são bem ricos.
 
Quando se trata de benefícios à saúde, o chocolate branco sai perdendo. Segundo Marchiori, ele não ajuda em nada. Como esse doce é feito somente com a manteiga do cacau, as propriedades funcionais não existem.

iG

Celebre a Páscoa com chocolate e sem espinhas

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Não precisa abrir mão do chocolate na Páscoa, mas faça
escolhas inteligentes para não se arrepender
Pode comer sem culpa, mas é preciso ter alguns cuidados com a limpeza da pele; saiba como escolher o chocolate mais saudável
 
Páscoa é tempo de celebrações religiosas, reuniões familiares e muito chocolate. Para as pessoas que têm tendência à acne, essa também é uma época que pode trazer problemas para a pele. Mas dermatologistas afirmam: com cuidados específicos é possível comemorar a Páscoa sem abrir mão do chocolate e sem comprometer a saúde e beleza da pele.
 
Embora não existam estudos científicos que comprovem uma ligação direta entre o consumo de chocolate e o aparecimento de acne ou espinhas, alimentos muito gordurosos e com alto índice glicêmico podem sim piorar o processo inflamatório da pele e aumentar a produção das glândulas sebáceas. O chocolate se encaixa nos dois casos: tem muita gordura e alto índice glicêmico.

Isso não quer dizer que o chocolate seja um alimento proibido. “O chocolate não é um vilão. É um alimento muito rico em flavonoides, que são antioxidantes e fazem bem para a saúde, inclusive da pele”, explica Camila Moulin, dermatologista e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para evitar o aparecimento de cravos e espinhas sem abrir mão do chocolate, o mais importante é a moderação. “Pode comer sem culpa, mas não coma mais de 100 gramas de chocolate por dia”, aconselha Camila.
 
É melhor dar preferência aos chocolates amargos, com maior concentração de cacau e menos gordura que as versões ao leite. O chocolate branco deve ser a última opção: não contém pasta de cacau, só a manteiga, e é o mais gorduroso de todos. “Chocolates com castanhas ou amendoim também têm mais gordura que os chocolates comuns, e devem ser evitados”, diz Carolina Marçon, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.
 
Além da moderação e de escolher o chocolate certo, preste atenção nos cuidados com a limpeza da pele. Lavar o rosto duas ou três vezes por dia ajuda a controlar a oleosidade. Deve ser usado um sabonete específico para o rosto, que pode ter ativos como ácido salicílico, extratos vegetais ou enxofre. Os cuidados devem ser constantes, e não apenas na época em que se come mais chocolate.
 
Se as espinhas já apareceram, mantenha os dedos longe delas. “Nada de espremer espinhas ou utilizar receitas caseiras”, alerta Edith Horibe, cirurgiã plástica PhD pela Faculdade de Medicina da USP. O tratamento da acne deve ser acompanhado por um médico. “Podemos receitar remédios via oral, pomadas e loções. Mas o tratamento de acne é individualizado, de acordo com a necessidade de cada um”, explica.
 
Limpezas de pele feitas por profissionais podem ajudar a recuperar a pele que já tem acne, mas devem ser recomendadas por médicos dermatologistas. “Como cada pessoa precisa de um cuidado específico, não é recomendável procurar diretamente um esteticista. O tratamento deve ser orientado por um médico”, alerta Edith.
 
Delas