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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Por que é preciso ler o rótulo dos alimentos?

erika rotuloConhecer a composição dos alimentos que consumimos é passo importante rumo à alimentação saudável

Edulcorantes, maltitol, aspartame e umectante. Você sabe o que são estas substâncias? São ingredientes de um produto industrializado. Um número elevado de ingredientes e, sobretudo, a presença de ingredientes com nomes pouco familiares, que não usados em preparações culinárias, indicam que o produto pertence à categoria de alimentos ultraprocessados. Por isso é muito importante aprender a ler o rótulo daquilo que consumimos. Saber desde a composição e as informações nutricionais até os avisos dos fabricantes.

A relações públicas, Patrícia Marques, já fez disso um hábito. Aprendeu a ler minuciosamente as embalagens antes de comer qualquer produto. E o que ela ganha com isso? “Tem muito alimento que parece ser saudável e na verdade não tem nada de saudável. Eles escondem isso com a embalagem. Têm produtos que você acha que não têm açúcar, gordura hidrogenada e na verdade é uma bomba calórica. Eles se disfarçam.”, destaca.

Depois que começou a conhecer os ingredientes dos produtos, a Patrícia retirou alguns alimentos da dieta dela, principalmente os que têm sódio em excesso. “Veio por cuidado mesmo, pra saber o que estou consumindo. Quem não tem a curiosidade de saber o que são esses nomes acaba consumindo algo ruim pra saúde. Tem que ler o rótulo dos alimentos! Você cria esse hábito e te ajuda a fazer as escolhas certas. Se comer errado, tem consciência do que está consumindo”, ressalta.

Conhecer a origem dos alimentos
Conhecer a composição daquilo que comemos é ainda mais importante para quem tem algum tipo de alergia alimentar. É o caso do fotógrafo Maurício Zanin, que não pode comer arroz ou derivados. Para evitar transtornos, há anos ele passou a ler os rótulos antes de comer qualquer coisa. “Tem uma quantidade de ingredientes colossal que pode te fazer mal e você não percebe. E você só vai saber quando tem uma reação alérgica forte.

A partir de então, eu, minha mãe, minha esposa, antes de comer, lemos o rótulo”, conta. Zanin lembra que há alguns anos os rótulos eram pouco interessantes e não traziam tantas informações como hoje. A legislação trouxe exigências para a indústria alimentícia. “Ainda têm aqueles mais claros e com letras pequenas. Ai se eu não consigo ler o rótulo eu não como o alimento. Imagine antes, quando não tínhamos o rótulo, quantas crianças não morreram de alergia sem saber o motivo”, lembra o fotógrafo.

A escolha dos alimentos
A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa, aconselha que criemos o hábito de ler as embalagens dos produtos. “O rótulo nos permite identificar entre os alimentos, qual deles têm menos sódio, menos açúcar, menos gordura. Quais têm ou não conservantes, de preferência os que não tenham. Se têm ou não glúten, para aquelas pessoas quem têm doença celíaca. O rótulo nos permite identificar se o produto está vencido ou não, quando observamos o prazo de validade do alimento”.

Outra dica da Michele é evitar alimentos com aditivos, edulcorantes e conservantes. “Quanto mais dessas substâncias que têm nomes esquisitos, pouco familiares, que não temos em casa, menos saudável o alimento é. Por isso precisamos optar por produtos orgânicos e preferir alimentos in natura ou minimamente processados. Além de limitar o consumo de alimentos processados e evitar os ultraprocessados”, ressalta.

Como ler os rótulos


Cabem às empresas que produzem alimentos se adequarem às normas de rotulagem dos produtos. É possível denunciar embalagens que não seguem a legislação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br, para a Vigilância Sanitária mais próxima, ao Procon ou Ministério Público.

Acesse aqui conteúdo da Anvisa sobre a rotulagem de produtos

Fique atento à lista de ingredientes dos alimentos industrializados! Para saber mais sobre esse assunto, leia o Guia Alimentar para a População Brasileira .

Erika Braz, para o Blog da Saúde

Seleção natural está eliminando Alzheimer, colesterol alto e asma, diz estudo

Mal de Alzheimer, colesterol alta e asma estão sendo constantemente eliminadas do grupo genético humano pela seleção natural, revelou o primeiro grande estudo deste tipo

A análise dos planos genéticos de 150 mil britânicos e 60 mil americanos descobriu que as variações associadas às doenças diminuíram visivelmente no espaço de apenas duas gerações. Os pesquisadores acreditam que os homens com doença de Alzheimer tendem a ter menos filhos e que tanto os homens quanto as mulheres com a condição são menos capazes de cuidar de seus netos. Isso afeta a sobrevivência e limita a proliferação desses genes defeituosos.

Ao mesmo tempo, os traços genéticos associados à boa saúde e ao aumento das chances de sobrevivência são mais propensos a serem transmitidos, tornando-se cada vez mais comuns no grupo genético humano. Isso significa que, em teoria, doenças comuns devastadoras, como o mal de Alzheimer, podem ser efetivamente eliminadas da espécie humana dentro de alguns mil anos.

A equipe de pesquisa, das Universidades de Cambridge e Columbia, disse que seu novo estudo mostrou como a atual “revolução” genômica agora lhes permite ver a teoria evolutiva darwiniana na prática. “É um sinal sutil, mas encontramos evidências genéticas de que a seleção natural está ocorrendo nas populações humanas modernas”, disse Joseph Pickrell, geneticista evolucionista da Universidade de Columbia e um dos autores do estudo.

Os pesquisadores analisaram a completa composição genética de 210 mil pessoas do UK Biobank e do Kaiser Permanente, na Califórnia, usando a idade dos pais dos participantes quando estes morreram para explicar a falta relativa de pessoas idosas no estudo. Eles perceberam que as pessoas com uma variação no gene ApoE4, ligado à doença de Alzheimer, tendiam a morrer bem antes das pessoas sem ela.

Outra tendência significativa captada pelo estudo foi uma queda, começando na meia idade, na frequência de uma mutação no gene CHRNA3, associado ao tabagismo pesado em homens, indicando uma maior taxa de mortalidade nesse grupo. O estudo descreveu como “surpreendente” que apenas duas mutações genéticas comuns poderiam desempenhar um papel tão importante para influenciar a sobrevivência, e que o fato de que não existiam mais mutações indicava que haviam sido naturalmente “selecionados”.

“Os homens podem ter filhos até na velhice, e mesmo que uma pequena fração deles o faça, ao longo do tempo, isso pode ser um efeito para a seleção agir”, disse Hakhamenesh Mostafavi, que liderou a pesquisa. “Por exemplo, se os homens com ApoE4 tiverem 0,1% menos filhos em média do que os homens sem ele, isso seria suficiente para que essas variantes sejam removidas rapidamente pela seleção natural”.

R7