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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Telehomecare: alternativa rentável

Apesar de distante, é possível estabelecer uma relação de confiança entre paciente e equipe médica, ofertar atendimento ágil, eficaz e de menor custo

Disposição para pagar, cada vez mais, por serviços personalizados de saúde e bem-estar, principalmente por meio de tecnologias baseadas na internet, caracteriza o perfil dos consumidores contemporâneos. A constatação é de pesquisa feita pela consultoria Frost & Sullivan, que estima que em 2015 a indústria de tecnologia em saúde movimentará US$ 121 bilhões na América Latina.

A integração entre as tecnologias de informação e os processos de comunicação tem revolucionado a organização dos sistemas de saúde no mundo. O futuro da Saúde parece estar atrelado a um conceito chamado eHealth, que utiliza de forma eficiente e efetiva as Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde (TICSs).

E, dentro deste “guarda-chuva”, estão aplicações como Prontuário Eletrônico do Paciente, Sistemas de Gestão Hospitalar, Sistemas de Telemonitoramento Remoto (TeleHealth), ou mesmo soluções como o Registro Nacional de Saúde são alvo de quase todas as nações que estão conseguindo ganhos de gestão e redução de custeio em seu “ecossistema assistencial”, segundo o consultor internacional em estratégias de utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde (eHealth) Guilherme S. Hummel.

Na opinião de Josier Vilar, presidente da Pronep, empresa de medicina domiciliar, o monitoramento remoto (home care) é uma alternativa bem sucedida ao modelo hospilacêntrico brasileiro. “O hospital ser a porta de entrada do sistema é um erro. Não há recurso para dar suporte a esta estrutura. A atenção em domicílio, utilizando os recursos possíveis e existentes, é o que deve ser feito”, afirmou Vilar em painel sobre e-health, realizado durante a Feira Hospitalar.

Para um atendimento de telehomecare padrão é preciso profissionais especializados no modelo de atendimento – um dos maiores desafios do mercado, segundo gestores -, boa conectividade entre o paciente e a equipe terapêutica via internet ou linhas telefônicas, além do auxílio de dispositivos móveis que medem as funções fisiológicas dos pacientes, bem como aparelhos que facilitam a troca de informações entre os profissionais como tablets e smartphones.

A telehomecare desempenha um papel importante no cuidado de doentes crônicos e deficientes físicos. Dentre os benefícios listados por líderes de empresas de home care estão: diminuição de visitas domiciliares pela equipe terapêutica, menor tempo para avaliar um paciente, evita retrabalhos, maior conforto ao paciente, redução de custos, entre outros.

De acordo com a presidente da Dal Ben Home Care, Luiza Dal Ben, a avaliação da família e do respectivo domicílio, levando em consideração aspectos como saneamento, ventilação, luz, telefone, acesso, entre outros, é fundamental para o início da assistência. “Se os requisitos não atenderem os padrões básicos, nós não atendemos”, afirma de forma categórica Luiza.

A conscientização do paciente em relação ao serviço é de extrema relevância. “O paciente precisa entender a importância de passar as informações à equipe”, diz Luiza. Por isso, tal necessidade exige um preparo específico para que a equipe de home care, de característica multidisciplinar, consiga estabelecer essa relação de confiança. “Sofremos de um apagão profissional nesta área, pois a formação do Brasil é voltada para o hospital”, alerta.

Fonte SaudeWeb

Hospitais poderão pagar dívida ativa com serviço de saúde

Conforme o texto, o hospital ou clínica que pleitear o benefício deverá apresentar o programa de prestação de serviços

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira (30) o Projeto de Lei Complementar 525/09, do deputado Felipe Maia (DEM-RN), que faculta às instituições de saúde a redução de até 20% de sua dívida tributária por meio da prestação de serviços médicos, clínicos e hospitalares em benefício da população de baixa renda.

A norma abrangerá exclusivamente os créditos públicos inscritos na Dívida Ativa da União e está restrita à hipótese de execução fiscal já ajuizada. A proposta altera o Código Tributário (Lei 5.172/66).

O parecer do relator, deputado Eleuses Paiva (PSD-SP), foi pela aprovação da matéria. “A proposta permitirá ao Estado recuperar valores cujo recebimento mostra-se cada vez mais improvável, ao mesmo tempo em que ampliará a oferta de serviços de saúde à população carente”, argumenta. “A medida é uma quitação de dívidas: saneia-se parte de dívida social do Estado em troca de parcelas da Dívida Ativa de instituições capacitadas para a prestação de serviços de utilidade pública”, complementou.

Regras
Conforme o texto, o hospital ou clínica que pleitear o benefício deverá apresentar o programa de prestação de serviços, a ser homologado pela autoridade administrativa responsável pela instituição do crédito tributário, e pela autoridade do órgão público de saúde em que o serviço será prestado.

A aprovação do plano de prestação de serviços suspenderá o andamento da execução fiscal relativamente à parcela do débito incluída no mesmo, assim como a prescrição. Porém a execução fiscal prosseguirá, caso haja atraso na execução dos serviços por três meses corridos ou cinco alternados.

A proposta institui, ainda, que o valor dos serviços prestados será calculado tendo por base a tabela utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário.

Fonte SaudeWeb

37% dos casos de câncer para este ano têm a ver com o tabaco

Levantamento do Instituto Nacional de Câncer mostra ainda que os homens brasileiros podem perder até dez anos de vida por conta de tumores malignos causados pelo uso do cigarro

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão veiculado ao Ministério da Saúde, aponta que 37% dos casos de câncer previstos para 2012 podem estar relacionados ao tabagismo, apesar de ser a primeira vez que o país registra menos de 15% na prevalência de fumantes, de acordo com as informações do Vigitel (pesquisa telefônica do Ministério da Saúde).

O Dia Mundial Sem Tabaco de 2012, no Brasil, baseou-se no tema “Fumar: faz mal pra você, faz mal pro planeta”. O mote foi adaptado da proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a realidade do país enfocando os danos causados pela cadeia de produção do tabaco e os malefícios à saúde da população.

“O país já alcançou muitos avanços na luta contra o tabagismo, mas o número de casos novos relacionados ao fumo é preocupante. É preciso regulamentar definitivamente a lei dos ambientes 100% livres do tabaco e dar mais um grande passo em prol da saúde dos brasileiros”, diz o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, em nota.

Quando avaliados por região, os percentuais dos cânceres causados pelo tabaco, comparados com todos os casos novos para esse ano, ficam em 45 %, nas mulheres e 34% nos homens do Norte do país; 43% no sexo masculino e 35% no feminino do Sudeste; 40% nas mulheres e 35% nos homens do Centro-Oeste e, 35% do sexo masculino e 40% do feminino na Região Centro-Oeste do país, conforme a tabela abaixo:

Sexo           Norte    Nordeste    Centro -Oeste    Sudeste    Sul
Masculino   34%     33%             35%                    38%         43%
Feminino    45%      38%            40%                     33%         35%

*Cânceres causados pelo tabaco comparados com todos os casos novos 2012 -Divisão de InformaçãoINCA

“Observar as informações do recorte das doenças tabaco-relacionadas nos dá a dimensão do que é o desafio do combate ao câncer. É importante que os gestores visualizem o impacto do tabaco nos casos novos de câncer para melhorar mais ainda as estratégias de prevenção”, explica a gerente da Divisão de Informação do INCA, Marise Rebelo.

Outra conclusão do estudo do INCA é que se consideramos uma expectativa de vida até os 80 anos, os brasileiros podem perder até seis anos potenciais de vida e, as brasileiras, até cinco anos, devido a alguns tipos de câncer tabaco-relacionado. No Sul, essas informações chamam ainda mais atenção, pois são até dez anos perdidos, pelos homens e, seis pelas mulheres; e no Sudeste, oito anos, entre o sexo masculino, e cinco entre o feminino.

Apesar da queda significativa no número dos fumantes brasileiros, o percentual de mortalidade por câncer tabaco-relacionado ainda é alto. O câncer de pulmão, por exemplo, é responsável por 37% das mortes por câncer na região Sul, entre o sexo masculino. Nas outras regiões, também entre os homens, esse tipo de tumor é responsável por 30% da mortalidade por câncer.

Entre as mulheres, na região Sul, o tumor de pulmão é o que mata mais dentre todos os cânceres: 24%. O câncer de cólon e reto, que também sofre influência do tabagismo, representa 20% das mortes por câncer na região Sudeste.

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+ 20, em junho, para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas, o INCA lembra que além dos danos à saúde (como diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, dentre mais de 50 doenças diretamente relacionadas ao tabagismo), ao longo da cadeia de produção do tabaco há fatores que afetam o meio ambiente e toda a sociedade: desmatamento, uso de agrotóxicos, agricultores doentes, incêndios e poluição do ar, das ruas e das águas.

“Basta manter um cigarro aceso para poluir o ambiente. A fumaça do cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo arsênico, amônia, monóxido de carbono (o mesmo que sai do escapamento dos veículos), substâncias cancerígenas, além de corantes e agrotóxicos em altas concentrações. Imagine a quantidade de toxicidade que várias pessoas fumando deixam no nosso planeta”, diz a coordenadora da Divisão de Tabagismo do Inca, Valéria Cunha.

Os agricultores são vítimas de doenças causadas pelos pesticidas e pelo manuseio da folha de tabaco (doença do tabaco verde, com sintomas que incluem náusea, vômito, fraqueza, dor de cabeça, tonteira, dores abdominais, dificuldade para respirar e alteração na pressão sanguínea).

“Dentre as crianças e adolescentes de 5 a 15 anos envolvidas em atividades agrícolas na região Sul do Brasil, 14% trabalham no cultivo do tabaco, ficando expostas a grandes quantidades de agrotóxicos, o que é bastante prejudicial à saúde”, explica o médico pneumologista da Divisão de Tabagismo do INCA, Ricardo Meirelles.

Nos países em desenvolvimento, o desmatamento devido ao plantio e secagem das folhas do tabaco corresponde a 5% do total. Para cada 300 cigarros produzidos, uma árvore é sacrificada. O fumante de um maço de cigarros por dia consome duas árvores em um mês. Ainda que as zonas desmatadas sejam reflorestadas, não são refeitas as condições naturais quanto à flora e à fauna da mata virgem. O desmatamento está associado ainda a surtos de doenças infecciosas, e à erosão e destruição do solo.

Pelo menos 25% dos incêndios rurais e urbanos são causados por pontas de cigarros. Os filtros, por sua vez, estão carregados de materiais tóxicos que podem demorar mais de cinco anos para se decompor. Há contaminação do solo e bloqueio dos sistemas das águas e esgoto.
As pontas de cigarros são levadas pela chuva para rios, lagos, oceanos, matando peixes, tartarugas e aves marinhas que podem ingeri-las.

Fumo passivo
Estudos revelam que entre pessoas expostas ao fumo passivo há risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão, 30% mais risco de sofrerem doenças cardíacas e 25% a 35% mais riscos de terem doenças coronarianas agudas. Além disso, a propensão à asma e à redução da capacidade respiratória é maior neste grupo.

No Brasil, pelo menos, 2.655 não-fumantes morrem a cada ano por doenças atribuíveis ao tabagismo passivo. O que equivale dizer que, a cada dia, sete brasileiros que não fumam morrem por doenças provocadas pela exposição à fumaça do tabaco.

*Com informações: Assessoria de Imprensa do INCA

Fonte SaudeWeb

SAMU/SP recebe acreditação internacional

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência da capital paulista passou por um processo de modernização. Certificação foi alcançada em dez meses

O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU,) da cidade de São Paulo, recebeu nesta quinta feira (31), o certificado de acreditação como centro de emergências médicas de excelência. A unidade de atendimento da capital paulista é a primeira da América Latina a receber esta acreditação. A certificação foi concedida pela International Academies of Emergency Dispatch.

Essa acreditação é a consagração de um processo de modernização pelo qual o SAMU vem passando nos últimos três anos. Cujo objetivo foi melhorar o suporte tecnológico do serviço e agregar mais humanização a ele.

Segundo o coordenador do SAMU em São Paulo, Coronel Luiz Carlos Wilke, nos últimos três anos, toda a central de atendimento passou por uma reformulação tecnológica, da mesma forma que as unidades de resgate, que foram equipadas com sistemas de geolocalização, inteligência artificial, comunicação por sistema de rádio digital e protocolos de triagem para estabelecer a prioridade das chamadas de emergência. “Na parte de humanização, todo o atendimento em nossa central 192.”

O novo serviço de triagem adotado pelo SAMU é o Priority Dispaych, usado em cerca de quatro mil cidades do mundo e possibilita um sistema de triagem mais eficiente, feito por meio de um questionário específico e também que o atendente transmita informações que podem auxiliar o usuário do serviço. “Isso permite que o atendimento comece exatamente na hora em que a ligação é feita. O solicitante da emergência pode ser orientado a dar um suporte à vítima enquanto a ambulância não chega”.

Outra mudança no serviço de atendimento móvel, proveniente de toda a evolução tecnológica das unidades e novos protocolos foi a redução no tempo de atendimento, que passou a ser inferior a dez minutos, aproximando-se do tempo gasto pelas unidades de resgate do corpo de bombeiros de São Paulo.

“Essa certificação nos enche de orgulho”, afirma o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que participou da cerimônia de entrega do certificado, na sede do SAMU/SP. Para ele, o selo mostra o quanto o serviço de urgência avançou em excelência e tecnologia.

SAMU/SP

•1,2 mil atendimentos por dia
•125 ambulâncias
•36 motocicletas
•73 bases
•146 médicos
•323 enfermeiros
•1,2 mil auxiliares de enfermagem
•670 motoristas
•150 técnicos auxiliares de regulação médica

Fonte SaudeWeb

UCB compra 51% da farmacêutica da Meizler Biopharma

A aquisição da companhia belga está bastante ligada à estratégia de crescer sua participação nos mercados emergentes

A biofarmacêutica belga UCB anunciou a aquisição de 51% das ações da Meizler Biopharma, companhia brasileira que comercializa produtos farmacêuticos de alta complexidade.

O acordo prevê pagamentos relacionados ao desempenho dos próximos anos e ainda, como opção, a aquisição futura dos demais 49% das ações. As empresas decidiram não divulgar os valores da transação.

De acordo com Roch Doliveux, CEO da UCB, a parceria está bastante ligada à estratégia estabelecida pela companhia para crescer nos mercados emergentes.

“A decisão da sociedade se deu especialmente pela infraestrutura local da Meizler. A América Latina é um mercado importante para UCB, em especial o Brasil, que deve se tornar o 5º maior mercado farmacêutico do mundo”, explicou Doliveux.

Avi Meizler, fundador da Meizler Biopharma, acredita que a troca de conhecimentos e experiências entre as duas empresas irá beneficiar os pacientes brasileiros que vivem com doenças crônicas severas.

Fonte SaudeWeb

SUS pode oferecer entorpecentes para pacientes oncológicos com dor intensa

O projeto prevê a criação, pelo Poder Executivo, de um Programa Especial de Dor Oncológica, por meio do qual os medicamentos seriam distribuídos gratuitamente aos pacientes cadastrados

Está pronto para inclusão na pauta do Plenário o Projeto de Lei 3887/97, do Senado, que prevê o fornecimento de analgésicos, entorpecentes ou substâncias correlatas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), para os pacientes com câncer acometidos por dor intensa e constante.

Esse projeto integra a lista de propostas prioritárias entregue pelo presidente da Câmara, Marco Maia, aos líderes partidários.

A proposta cita seis medicamentos, mas prevê a possibilidade de inclusão de outros pelo Ministério da Saúde. Os medicamentos citados são morfina, petidina, codeína, tramadol, buprenorfina e naloxone. Todos são opioides (substâncias sintéticas ou não com ação semelhante à do ópio, mas que não derivam dele).

O projeto prevê a criação, pelo Poder Executivo, de um Programa Especial de Dor Oncológica, por meio do qual os medicamentos seriam distribuídos gratuitamente aos pacientes cadastrados. Essa determinação ao Poder Executivo foi excluída do projeto por meio de emenda supressiva aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, por ser considerada inconstitucional (um Poder não pode criar atribuição para outro).

A CCJ aprovou outra emenda supressiva, retirando do projeto um artigo que dizia: “Revogam-se as disposições em contrário”. Esse artigo é ilegal (os projetos precisam especificar as disposições legais que regovam).

Se as alterações forem consideradas emendas de mérito, o projeto voltará para o Senado. Se forem consideradas emendas de redação, o projeto seguirá para sanção presidencial.

Laudo
Conforme o projeto do Senado, os medicamentos contra dor intensa serão entregues mediante a apresentação de laudo médico, com validade de cinco anos. O laudo deverá ser assinado por um médico e pelo diretor clínico da instituição ou hospital onde se processa o tratamento.

Os pacientes deverão cadastrar-se em programa especial de controle da dor oncológica, mediante apresentação do laudo médico. Os cadastros relacionados a esse programa especial serão enviados ao Ministério da Saúde para sua consolidação no nível nacional.

Conforme o projeto, o porte, o transporte, a cessão, a doação, a troca, a manutenção em estoque ou a venda irregulares dos medicamentos integrantes desse programa submetem os infratores às penas da Lei 6.368/76, sobre prevenção e repressão ao tráfico de drogas. Essa lei foi revogada em 2006.

Apensados
Depois da aprovação do projeto pela CCJ, em junho do ano 2000, foram apensados à proposta outros quatro projetos, que deverão receber parecer em Plenário. Se forem incorporados ao texto, este precisará voltar ao Senado.

Os apensados são:- PL 5024/01, do ex-deputado José Carlos Coutinho (RJ), que é semelhante ao projeto do Senado e cita os mesmos medicamentos, sem o inconveniente de criar atribuição para o Poder Executivo;

- PL 3997/08, do ex-deputado Dr. Pinotti (SP), que estabelece o tratamento com o medicamento Trastuzumab para o câncer de mama;

- PL 2878/11, da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), que tem o mesmo objetivo do projeto do Senado, sem citar medicamentos. Conforme a proposta, o Poder Executivo, por meio do Ministério da Saúde, padronizará os tratamentos e medicamentos a serem utilizados em cada estágio evolutivo da doença. Esse tratamento será revisto a cada ano;

- PL 3125/12, da deputada Flávia Morais (PDT-GO), que estabelece prazo de 30 dias para a realização de cirurgia, pelo SUS, em pacientes com diagnóstico de câncer.

Fonte SaudeWeb

Comércio e descarte irregular de lixo hospitalar é crime

Comissão de Assuntos Sociais aprova criminalização da venda, importação e descarte irregular de lixo hospitalar. A matéria segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania para decisão terminativa

A venda, a importação e o descarte irregular de lixo hospitalar poderão ser tipificados como crime, com pena de reclusão de dois a quatro anos e multa. A mudança no Código Penal é prevista em projeto de lei do senador Humberto Costa (PT-PE) aprovado nesta quarta-feira (30) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A matéria (PLS 653/2011) segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), na qual receberá decisão terminativa. O presidente da CAS, senador Jayme Campos (DEM-MT), sugeriu que a CCJ encaminhe o projeto à comissão especial de juristas que atualizam o Código Penal.

No que se refere à importação ilegal de resíduo hospitalar, a proposta prevê pena de reclusão de dois a seis anos, combinada com multa. Essa penalidade poderá ser aumentada em um terço na hipótese de o material conter resíduos de tecido humano, restos orgânicos, substância química ou agente infeccioso.

O mesmo acréscimo será aplicado a quem usar meios fraudulentos para ocultar ou dissimular a origem ou a natureza do material. Em casos admitidos pela autoridade sanitária competente, a proposta permite a reutilização do material hospitalar pela própria instituição que o produziu.
Apesar de representarem pequeno percentual do volume diário de lixo produzido no Brasil (cerca de 1%, em São Paulo), os resíduos hospitalares constituem alta periculosidade, ressaltou Benedito de Lira.

– São resíduos potencialmente infectantes, provenientes de contato com excretas e secreções de pacientes, tecidos humanos descartados em operações cirúrgicas, agulhas de injeção, lâminas de bisturi, sobras de análises de laboratório, rejeitos radioativos, medicamentos vencidos e águas servidas nas atividades executadas nos hospitais, entre outros elementos – destacou Benedito.
O senador Paulo Davim (PV-RN) lembrou que resíduos hospitalares provenientes dos Estados Unidos (46 toneladas) e da Espanha (19 toneladas) chegaram recentemente aos portos de Suape (PE) e de Itajaí (SC). O senador observou que esse tipo de material pode trazer fungos e bactérias que comprometam a saúde dos brasileiros.

Benedito de Lira ainda observou que a Resolução 35//2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/ 2010) já disciplinam a destinação dos resíduos da área de saúde. No entanto, destacou, na prática esses resíduos são descartados de forma irregular.

– Isso mostra que a legislação ambiental brasileira referente à destinação de resíduos sólidos, por mais avançada e moderna que seja, não está sendo suficientemente coercitiva para coibir práticas que põem em risco a saúde da população – avaliou.

Fonte SaudeWeb

Fuja de quatro hábitos que afetam o seu DNA

Cigarro, álcool, exposição ao sol e alimentação inadequada modificam nossos genes

Alguns hábitos, como fumar, alimentação inadequada e a grande ingestão de álcool podem prejudicar o funcionamento de nosso organismo. Só isso já os coloca na lista de inimigos da saúde. Mas os malefícios não param por aí. Consumir algumas substâncias pode ainda mudar a expressão de alguns de nossos genes, aumentando as chances de doenças como câncer e infertilidade. "Alguns hábitos, como o fumo, podem modificar algumas sequências de nosso DNA. Enquanto outros aumentam as chances de certos genes causadores de doenças se manifestarem", diz o imunologista Luiz Vicente Rizzo, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Fique longe do cigarro
A lista dos malefícios que o cigarro traz à nossa saúde é extensa. O que muitos fumantes não sabem é que muitas das mais de 1500 substâncias tóxicas encontradas no cigarro podem não só alterar o funcionamento do DNA, como também causar algumas mutações, ou seja, criam alguns genes que não eram para existir naturalmente.

Segundo um estudo feito pela Universidade Cornell, em Nova York, o fumo, tanto o passivo quanto o ocasional, cria genes causadores de câncer nas células pulmonares. "O cigarro não só interfere nas funções dos pulmões, mas também cria genes que dão origem a células cancerígenas. Um estudo no estado americano de Nova York mostrou que 100% dos casos de câncer de pulmão de uma determinada população foram causados pelo cigarro", explica Luiz Vicente Rizzo.

Além disso, uma pessoa que para de fumar não tem os seus genes normalizados, só impede que novas anomalias surjam.

Exposição ao sol só com FPS
Ficar muito tempo exposto ao sol também entra na lista de inimigos dos genes, por isso que a incidência de câncer de pele é maior entre aquelas pessoas que não se protegem da radiação solar. O câncer de pele está entre os que mais matam no mundo. De acordo com Instituto Nacional do Câncer, embora o câncer de pele seja o tipo de câncer mais frequente, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, quando detectado precocemente este tipo de câncer apresenta altos percentuais de cura.

Alimentação e álcool
A alimentação feita de forma consciente não é um problema. "Nenhum alimento natural afeta o funcionamento e a expressão dos genes malignos. Mas em alguns lugares, a água e o solo onde são produzidos alguns alimentos estão contaminados com metais pesados, como mercúrio e chumbo", diz o especialista.

Esses metais intoxicam as células e aumentam as chances de desenvolver câncer e podem ser encontrados em praticamente qualquer tipo de alimento. Por isso, antes de comprar um produto, verifique se ele foi produzido por fornecedores de confiança e que tenham selo de qualidade e aprovação da Anvisa.

O álcool, diferente do cigarro, precisa de maiores quantidades para causar danos ao nosso DNA, principalmente na região do fígado. Mas o seu consumo deve ser controlado para evitar problemas como cirrose e câncer de fígado.

Transmissão para os filhos?
Em relação à hereditariedade dos problemas, o especialista Luiz Vicente Rizzo afirma que as mulheres não passam para os filhos as alterações no DNA que desenvolveram durante a vida, a não ser que esses hábitos sejam frequentes durante a gestação. Já os homens têm probabilidade de causar alguns problemas para a criança. "Ao contrário da mulher, que já nasce com seus óvulos formados, os homens produzem espermatozoides constantemente. Fumar, ficar exposto a fumaça de carros, tomar anabolizantes e ingerir muito álcool altera os genes dos espermatozoides e consequentemente passa alguns problemas para os filhos", diz o imunologista.

Amigos dos genes
Se alguns maus hábitos agem como vilões ao nosso DNA, algumas medidas podem fazer com que genes causadores de mutações não se manifestem. "Entre os hábitos que agem a favor de nossos genes estão a prática de exercícios físicos e uma alimentação rica em antioxidantes e fibras", diz o imunologista.

Um estudo feito pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostrou que pacientes que sofriam com câncer de próstata e passaram a ter uma dieta rica em vegetais, com quantidades controladas de gorduras e faziam tratamentos para controlar o estresse, tinham o organismo mais propenso a lutar contra o câncer. Segundo os cientistas isso aconteceu porque essas medidas diminuíram a atividade dos genes ligados ao surgimento de tumores.

Os exercícios também têm papel fundamental na hora de controlar a expressão de genes causadores de doenças. "Está comprovado que o excesso de gordura no corpo aumenta as chances de que alguns genes relacionados à origem de cânceres se manifestem. Por isso, ficar em forma é benéfico aos genes", diz Luiz Vicente Rizzo.

Um estudo feito pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos mostrou que uma alimentação balanceada ajuda a diminuir o avanço do câncer de próstata. Os médicos recrutaram 30 pacientes com câncer de próstata em estágio inicial e os submeteram por três meses a um programa que incluía dieta rica em vegetais e pobre em gorduras, exercícios moderados, técnicas de controle do estresse e participação em grupos de apoio. Logo em seguida veio a constatação por meio de moderníssimos exames de DNA: essas medidas diminuíram a atividade de genes ligados ao surgimento de tumores e aumentaram a ação daqueles envolvidos na capacidade do organismo de enfrentá-los. O que ajudou a brecar a evolução do problema.

Fonte Minha Vida

Humor: Dói muito?

Entenda como cada forma de consumo do tabaco é prejudicial à saúde

Charutos, cachimbos e narguilés apresentam tantos riscos quanto o cigarro

O Dia Mundial sem Tabaco,comemorado ontem (31 de Maio) serve para incentivar as pessoas a abandonar um vício que só traz malefícios. De acordo com a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada pelo Ministério da Saúde, o percentual de fumantes no país passou de 16,2% em 2006 para 14,8% no ano passado. De acordo com o Ministério, é a primeira vez que esse índice fica abaixo dos 15%.

No entanto, é comum os fumantes largarem o cigarro industrializado e partirem para outras formas de consumo do tabaco, como charutos, cachimbos, narguilés e cigarrilhas, que também são perigosas. "As pessoas tem uma ideia de que apenas cigarro industrializado é que faz mal, porém todas as formas de fumo são derivadas do tabaco e nenhuma delas é segura ou isenta de dano", afirma a psicóloga Sabrina Presman, conselheira da Associação de Estudos sobre Álcool e Drogas.

As doenças relacionadas ao tabaco são diversas: aumento do ritmo cardíaco, infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral, angina, elevação do colesterol ruim (LDL), menopausa precoce, gastrite, úlcera gástrica, enfisema pulmonar, bronquite crônica, doença obstrutiva arterial periférica, tromboangeite obliterante, obstrução progressiva das artérias que pode culminar em amputação e câncer no fígado, rins, coração e pulmões, além dos sintomas agudos como irritações nasais, na garganta e nos olhos, tonturas e dor de cabeça. Entenda como cada forma de consumo de tabaco é nociva à saúde e largue de vez todos os vícios!

1. Cigarro industrializado
De acordo com o pneumologista Elton Rosso, consultor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, todo componente do cigarro é nocivo à saúde. Além disso, as concentrações de nicotina costumam ser menores do que as de outras formas de consumo do tabaco, sendo necessário fumar mais cigarros para abater o vício, ou seja, ter contato com ainda mais componentes tóxicos.

Cigarros ditos mentolados, que são aqueles com sabor, como menta e cravo, também devem ser evitados. Elton Rosso afirma que os aditivos presentes nesse cigarro não amenizam o efeito nocivo do tabaco, mais ainda não é possível medir as consequências do consumo desses aditivos. "Não sabemos como esses produtos são adicionados ao tabaco, já que é uma informação confidencial", afirma o pneumologista. "Por isso, é difícil dizer quais são as consequências da ingestão dessas substâncias."

2. Narguilé
Um estudo da Universidade de Brasília (UnB) afirma que uma sessão de narguilé de 80 minutos equivale a nada menos do que fumar 100 cigarros. De acordo o pneumologista Elton, o fumo utilizado no narguilé contém as mesmas substâncias tóxicas do tabaco - nicotina, alcatrão, monóxido de carbono e metais pesados. "No entanto, ele possui uma concentração maior de nicotina, tornando o risco de dependência maior", diz.

Além disso, o usuário de narguilé pode tornar-se rapidamente fumante de cigarro, porque fica viciado facilmente na nicotina. "Ao contrário do que dizem, a água do narguilé não filtra a fumaça, somente a deixa mais fria, o que inclusive potencializa o aparecimento de doenças", declara o pneumologista. Enfraquecimento dos dentes e câncer na boca são os principais males decorrentes do narguilé, sendo que os riscos de desenvolver problemas de saúde são iguais aos do cigarro, ainda que a pessoa não fume com frequência.

3. Cachimbo
"A imagem do cachimbo está associada no inconsciente das pessoas como símbolo de elegância e gerador de inteligência, comportamento que pode levar ao vício", diz Elton Rosso. O cachimbo é feito com a mistura de dois tipos de tabaco, a Nicotiana tabacum e a Nicotiana rústica, e não é envolvido em papel ou qualquer outro aditivo, salvo os fumos para cachimbo que contêm sabor.

Fumantes de cachimbo podem achar que correm menos riscos porque não estão tragando a fumaça, mas o pneumologista Elton afirma que "há evidências científicas de que, mesmo sem a pessoa tragar, tanto o charuto quanto cachimbo podem ser tão nocivos quanto o cigarro". As chances de a pessoa ficar viciada em cachimbo não são muito diferentes das do cigarro e esse tipo também está associado ao aumento da mortalidade por câncer de pulmão, laringe, esôfago e outros graves problemas na cavidade oral.

4. Charuto
Quem fuma charuto apresenta um aumento de 45% no risco de desenvolver doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e 27% mais chances de sofrer de doenças cardíacas. "O charuto mantém as folhas do tabaco inteiras e não possui filtro, intensificando os danos", diz Elton Rosso.

A conselheira Sabrina Presman, da Associação de Estudos sobre Álcool e Drogas, explica que a folha usada no charuto é queimada ao sol, diferente dos cigarros industrializados, nos quais a folha é queimada em um forno a altas temperaturas. "Essa diferença altera o pH da folha, fazendo com ela seja absorvida pela mucosa da boca em vez de pelo pulmão", explica Sabrina. Por conta disso e pela falta de filtro, o risco de o fumante desenvolver câncer de boca aumenta em relação ao cigarro industrializado.

5. Cigarro de palha
Também conhecido por palheiro, pó ronca ou paiol, o cigarro de palha é artesanal e muito presente na cultura brasileira, sendo comum encontrá-lo em regiões rurais, onde as comunidades tradicionais ainda preservam o costume de montar o cigarro com o fumo de corda picado. Em áreas urbanas, o cigarro de palha é montado com o fumo industrializado à venda, que é equivalente ao fumo do cigarro.

A diferença desse tipo para o cigarro industrializado é que o fumo é envolto em palha em vez do papel e não possui qualquer tipo de filtro, sendo a forma mais nociva de inalação da fumaça." A palha não permite a passagem de ar de dentro para fora do cigarro e torna as tragadas mais intensas e concentradas", afirma Sabrina Presman. O consultor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia Elton Rosso complementa que um cigarro de palha equivale a fumar três cigarros industrializados, elevando portanto o risco de dependência e aparecimento de doenças como câncer de pulmão, rins e estômago, além de infarto agudo do miocárdio e enfisema pulmonar. 

6. Cigarrilha
Esse tipo de fumo é como uma versão mais curta e estreita do charuto. Ao contrário dos cigarros, que são envolvidos em papel, as cigarrilhas são envolvidas em folhas de fumo. "Os teores de nicotina deste produto são mais elevados, desencadeando maior dependência e mais chances de desenvolver doenças relacionadas ao tabaco", afirma Elton Rosso. De acordo com o pneumologista, não se fala muito nesse tipo porque o consumo não é tão comum quanto o do cigarro. "Mas devem ser evitados da mesma forma", lembra.

7. Fumo de corda
Chamado também de fumo de rolo ou fumo crioulo, o fumo de corda é um tipo de tabaco torcido e enrolado, normalmente utilizado para confeccionar cigarros de palha, mas que também pode ser consumido mascando-se pequenos pedaços. As folhas são enroladas para formar a corda, que é curada ao sol durante 60 a 90 dias e torcida várias vezes. "Quando mascado, o fumo de corda libera a nicotina diretamente na mucosa da boca do usuário, aumentando o risco de câncer nessa região", explica Elton Rosso. Os níveis de dependência são iguais aos do cigarro de palha, tanto na sua forma mascada quando inalada

8.Folha de tabaco
Tabaco de mascar é um tipo de produto consumido pela colocação de uma porção do tabaco entre a bochecha e a gengiva ou mascando essa porção com os dentes. Ao contrário das outras formas de fumo, a folha deve ser mecanicamente esmagada com os dentes para libertar o sabor e nicotina. "Os níveis de zinco, chumbo e polônio são encontrados em maiores quantidades nessa forma de consumo, aumentando os riscos de câncer no geral", diz o pneumologista Elton. Os riscos de vício também são mais elevados, já que a nicotina é liberada diretamente na mucosa bucal do usuário.

Fonte Minha Vida

.Sobreviventes de câncer na infância podem sofrer mais com depressão na vida adulta

Estudo afirma que acompanhamento psicológico precipitado pode fazer a diferença na vida dessas pessoas

Adultos que tiveram câncer quando crianças podem ter mais chances de apresentar problemas emocionais e menor qualidade de vida por causa dos efeitos físicos causados pela radioterapia, afirmam os pesquisadores da Northwestern University (EUA). Os resultados do estudo foram publicados no Journal of Clinical Oncology.

Os autores recolheram dados na instituição Childhood Cancer Survivor, a fim de avaliar os efeitos que as cicatrizes, a desfiguração e a perda de cabelo - resultados do tratamento contra tumores - acarretavam em mais de 14 mil adultos que sobreviveram a um câncer na infância. Essas pessoas foram comparadas aos irmãos que não tiveram a doença.

Analisando os resultados, os estudiosos descobriram que os sobreviventes com a perda de cabelo persistente, no geral, tiveram um risco aumentado de ansiedade. As sobreviventes do sexo feminino com perda de cabelo tiveram ainda um risco aumentado de apresentar sintomas de depressão. Pessoas com desfigurações e cicatrizes na cabeça, pescoço, braço ou perna também tiveram um risco aumentado de depressão.

Segundo os pesquisadores, o estudo mostra que os tratamentos de câncer podem afetar a aparência física e interferir diretamente na qualidade de vida dos pacientes, até muito tempo depois de eles completarem 18 anos. Os especialistas reforçam a importância de um acompanhamento psicológico para as crianças com câncer desde o início do tratamento, visando minimizar o impacto das alterações na aparência dos pacientes.

"Quando recebi o diagnóstico de câncer de mama, o primeiro pensamento que veio à cabeça é que eu ia morrer", conta a representante comercial Joseane Dias, que teve de retirar as mamas. A costureira Ivanilde Rocha, de Uberlândia, teve o mesmo câncer de Joseane. "É uma fase da vida que deixa qualquer um triste, quase perdi os ânimos após ser aposentada por invalidez", comenta.

Apesar das dificuldades, ambas adotaram atitudes para combater os sentimentos negativos. Hoje, reconhecem que o câncer não é uma sentença de morte: estão curadas e compartilham a alegria de ter enfrentado a doença. Siga o exemplo delas e veja o que psicólogos e psiquiatras recomendam para não se deixar abater com o diagnóstico.

De olho nos sintomas da depressão
Diminuição do apetite, perda de peso, tristeza e melancolia, desânimo, sensação de incapacidade, falta de esperança, perda da autoestima, sentimento de culpa e até ideias de suicídio podem ser sinais de depressão - uma doença que também precisa de acompanhamento médico. A psicóloga Mariana Lima, da Oncomed, de Belo Horizonte, também conta que a tristeza excessiva pode interferir na imunidade da pessoa, prejudicando a resposta ao tratamento.

Ajuda profissional
O psicólogo pode ajudar o paciente a elaborar melhor a presença do câncer e a lidar com o cotidiano. "Fazemos uma trabalho individualizado para levantar quais questões relacionadas à doença são mais difíceis de encarar, como os efeitos colaterais do tratamento, a incerteza da cura, o medo da morte, entre outros medos", explica a psiquiatra e psicoterapeuta Sara Bottino, de São Paulo.

Terapia em grupo
Segundo a psicóloga Viviane Totina, do Hospital Amaral Carvalho, as conversas em grupo permitem aos pacientes trocar as suas experiências, facilitando a percepção de que não estão sozinhos. "Isso pode ajudar a encontrar novas possibilidades de vida mesmo após a descoberta do câncer", afirma.

Boas companhias
Família e amigos podem ajudar a identificar sintomas de depressão e verificar a necessidade de ajuda profissional. A psicoterapeuta Sara lembra que é importante encorajar o paciente, mas não deixar de reconhecer que, apesar de todos os esforços, ele pode ficar deprimido.

Fonte Minha Vida

Prefeitura Municipal de Piedade do Rio Grande - MG

A Prefeitura Municipal de Piedade do Rio Grande - MG realiza concurso para preenchimento de 42 vagas.

Inscrições:
Entre 12 e 22 de junho, na prefeitura (rua do Rosário, nº. 220, Centro) ou pelo www.magnusconcursos.com.br


Valor:
De R$ 25,00 a R$ 230,00

Remuneração:
De R$ 622,00 a R$ 6.293,84

Provas:
Prova objetiva: 8 de julho
Haverá prova prática para Motorista e prova de títulos para Professores.
Cargos:
Fundamental - Atendente de Saúde, Patroleiro, Motorista, Serviçal, Auxiliar de Sepultamento e Ajudante de Serviços Gerais;
Médio - Professor, Vigilante Sanitário, Atendente de Consultório Dental, Secretário Escolar e Agente de Administração;
Superior - Contador, Coordenador do Cras, Veterinário, Psicólogo, Enfermeiro ESF, Médico Pediatra, Médico Ginecologista, Médico Clínico Geral PSF, Médico Clínico Geral, Nutricionista, Fonoaudiólogo, Bioquímico, Odontólogo e Professor de Educação Física

Prefeitura Municipal de Jequié

A Prefeitura Municipal de Jequié realiza concurso para provimento de 237 vagas

Inscrições:
Até 7 de junho, pelo www.msmconsultoria.co
m.br ou até 6 de junho na Rua 15 de novembro, nº. 14-B Centro

Valor:
De R$ 50,00 a R$ 80,00

Remuneração:
De R$ 622,00 a R$ 1.293,08

Cargos:
Agente Administrativo, Agente de Trânsito, Arquiteto, Arquivologista, Assistente Social, Auxiliar de Ensino, Atendente de Consultório Dentário, Bibliotecário, Enfermeiro, Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Civil, Farmacêutico Bioquímico, Fiscal de Inspeção em Vigilância Sanitária, Fiscal de Obras, Fiscal de Tributos, Fonoaudiólogo, Guarda Municipal, Interprete e Tradutor de Libra, Instrutor de Braile, Instrutor de Libras, Médico, Museólogo, Nutricionista, Odontólogo, Operador de Central de Radiopatrulhamento, Pedreiro, Professor nas disciplinas de (Artes, Biologia, Pedagogia, Educação Física, Geografia, História, Inglês, Pedagogia - Anos Iniciais, Língua Portuguesa e Matemática), Psicólogo, Técnico em Contabilidade, Técnico em Edificação, Técnico de Informática, Técnico de Laboratório, Técnico de Radiologia, Telefonista, Terapeuta Ocupacional, Topógrafo e Visitador.

Provas
Provas objetivas: 17 de junho

Prefeitura Municipal de Colombo - PR

A Prefeitura Municipal de Colombo, Paraná, realiza seleção para preenchimento de 67 vagas

Inscrições:
De 4 a 6 de junho, na Rua Dorval Ceccon, nº. 664, 1º andar, Colombo Park Shopping, bairro Nossa Senhora de Fátima

Remuneração:
De R$ 2.500,00 a R$ 9.411,60

Áreas:
Unidades de saúde: Alexandre Nadolny, Atuba, São José, Jardim das Graças, Guaraituba, Jardim Cristina, Monte Castelo, São Domingos, Fátima e Liberdade), Prontos Atendimentos Maracanã e Osasco, CAPS AD, CAPS II e Ambulatório de Saúde Mental e Terapeutas Ocupacionais.

Seleção:
Haverá análise da documentação

Prefeitura Municipal de Brodowski - SP

A Prefeitura Municipal de Brodowski, São Paulo, realiza concurso para o preenchimento de 2 vagas

Inscrições:
De 28 de maio a 8 de junho

Valor:
De R$ 30,00 a R$ 50,00

Cargos:
Auxiliar de Campo, Médico Generalista, Merendeira, Professor de Educação Especial

Remuneração:
Entre R$ 690,00 e R$ 3.400,00

Provas:
Prova objetiva: 17 de junho

Instituto Municipal de Assistência a Saúde do Funcionalismo de São Bernardo do Campo - IMASF/SP

O Instituto Municipal de Assistência a Saúde do Funcionalismo (IMASF) de São Bernardo do Campo, São Paulo, realiza concurso para preenchimento de duas vagas e formação de cadastro de reservas

Inscrições:
Até 8 de junho, pelo www.quadrix.org.b
r

Valor:
R$ 40,00.

Cargo:
Oficial Administrativo

Remuneração:
R$ 1.238,00

Provas:
Haverá prova objetiva

Instituto Federal de Santa Catarina - IFSC (III)

O Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) realiza concurso para provimento de 141 vagas para os campi de Araranguá, Caçador, Campos Novos, Chapecó, Florianópolis, Indaial, Itapema, Joinville, Laguna, Palhoça, Palmitos, Porto União, São José, São Miguel do Oeste e Tubarão.

Inscrições:
Até 10 de junho

Remuneração:
De R$ 765,00 a R$ 1,3 mil

Cargos e vagas:
Professor Orientador: Especializações em Gestão Pública (47 vagas), Ensino de Ciências (30) e Gestão em Saúde (30);
Tutor a Distância: Especializações em Gestão Pública (6 vagas), Ensino de Ciências (6) e Gestão em Saúde (5);
Tutor Presencial: Especializações em Gestão Pública (6 vagas), Ensino de Ciências (6) e Gestão em Saúde (5).

Hospital Nestor Goulart Reis – SP

O Hospital Nestor Goulart Reis – SP realiza concurso para provimento de vaga para Médico.

Inscrições:
De 1º a 30 de junho, na Rua Pedro Frigeri, nº. 10, Santa Terezinha

Valor:
R$ 60,85.

Cargo:
Médico - Clínica Médica

Remuneração:
R$ 1.862,64

Provas:
Provas objetivas: 22 de julho

Empresa Municipal de Saúde de Dracena - SP

A Empresa Municipal de Saúde de Dracena, São Paulo, realiza concurso para provimento de 3 vagas

Inscrições:
Entre 28 de maio e 3 de junho, pelo www.institutoathenas.com.br


Valor:
De R$ 25,00 a R$ 40,00

Cargos:
Auxiliar Administrativo e Técnico de Radiologia.

Remuneração:
De R$ 710,93 a R$ 1.420,00

Provas:
Haverá prova objetiva

Conselho Regional de Psicologia do Espírito Santo - CRP/ES

O Conselho Regional de Psicologia do Espírito Santo (CRP - ES) da 16ª Região realiza concurso para provimento de sete vagas

Inscrições:
Até 8 de junho, pelo www.quadrix.org.
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Valor:
R$ 30,00, R$ 45,00 e/ou R$ 55,00.

Cargos:
Assistente Administrativo, Assistente de Cobrança, Assistente de Compras, Assistente de Recursos Humanos e Assistente Financeiro e de nível superior, Psicólogo Técnico de Orientação, Fiscalização e Ética e cadastro de reserva para Auxiliar de Serviços Gerais e Assistente de Diretoria).

Remuneração:
R$ 747,00, R$ 1.099,44 e R$ 2.408,80

Provas:
Prova objetiva: 17 de junho

Câmara Municipal e Prefeitura de Mostardas - RS

A Câmara Municipal e a Prefeitura de Mostardas, Rio Grande do Sul, realizam concurso para o provimento de 43 vagas.

Inscrições:
Até 4 de junho, na rua Bento Gonçalves, nº. 1.020

Valor:
De R$ 31,00 a R$ 62,00

Cargos:
Superior - Cirurgião-Dentista, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Médico, Professor de Espanhol, Professor de Inglês, Professor Pedagogia Séries Iniciais, Professor Pedagogia com habilitação para Atendimento de Especialização de Educação Especial e Supervisor Escolar;
Médio - Técnico em Enfermagem, Monitor e Secretário de Escola;
Fundamental - Motorista de Ônibus.

Remuneração:
De R$ 685.16 a R$ 5.016,31

Provas:
Haverá prova escrita; prova de títulos para nível superior e prova prática para Motorista de Ônibus, Monitor e Secretário de Escola.

Garoto com câncer se veste de super-herói para combater a doença

connor
Connor prefere o Capitão América
Connor Whipp vê a doença como uma batalha e que seu desafio é vencê-la

Connor Whipp, de quatro anos, de Londres, na Inglaterra, se veste de super-herói para combater o câncer. Ele descreve a sua doença como “um monstro” que será combatido pelo “Capitão Connor”.

Para entender melhor essa “paixão” pelos super-heróis, a mãe de Connor explica:

— Essa ideia de se vestir de super-herói começou quando estávamos no hospital. Connor fez amizade com um menino que tinha leucemia e contou ao meu filho que ele tinha “bandidos” em seu sangue. Assim, Connor também disse que tinha um “vilão” em sua barriga.

Em janeiro deste ano, o garoto foi diagnosticado com câncer na neuroblastoma de alto risco, com 50% de chance de sobrevivência. No mesmo mês, ele passou por uma cirurgia e retirou um tumor do tamanho de um tijolo da barriga.

Para dar continuidade ao tratamento, os pais de Connor, Sarah Power, de 29 anos e Rik Whipp, de 28 anos, estão tentando levantar R$ 777 mil (£ 250 mil), para levá-lo aos Estados Unidos.

A mãe também conta que Connor vê a doença como uma batalha e que o desafio é provar que ele pode ganhar.

— Seus personagens favoritos são o Homem-Aranha e o Capitão América. Mas, ele também gosta do Homem de Ferro, Wolverine, Batman, O Incrível Hulk, Thor e do Darth Vader. Quando era mais novo, adorava o Buzz Lightyear e o Woody, do desenho Toy Story.

Ao perguntar sobre como ele se sente em relação à doença, Connor sempre demonstra otimismo.

Fonte R7

Odor corporal ajuda a identificar a idade dos seres humanos, diz pesquisa

Para os animais, o cheiro contribui na escolha do parceiro adequado

Descobertas revelam que o ser humano pode identificar a idade de outro humano a partir das diferenças do odor corporal.

Para o site Science Daily, o autor sênior Johan Lundstrom, neurocientista sensorial da Monell explica:

— Os seres humanos podem identificar, a partir dos odores corporais, a idade biológica, podem evitar indivíduos doentes, além de distinguir parentes de não parentes.

Cientistas teorizam que o odor corporal pode ajudar, também, os animais a escolher o parceiro adequado: machos mais velhos podem ser mais desejáveis, porque contribuem genes que permitem que os filhos possam viver mais tempo, enquanto as fêmeas mais velhas podem ser evitadas porque seus sistemas reprodutivos tendem a ser mais frágeis.

A partir de uma experiência feita, no Centro Monell, com odores corporais de pessoas de diferentes idades, concluiu-se que essa habilidade de identificar odores de pessoas idosas foi avaliada como menos intensas e menos desagradáveis em relação ao odor de pessoas de meia-idade e jovens.

Fonte R7

Após ser amputada, jovem supera doença que devora a pele e volta a falar

peleFoi preciso remover a perna, o pé e as duas mãos para salvar a vida da garota

Aimee Copeland, de 24 anos, de Geórgia (Estados Unidos), voltou a falar depois de um mês, quando deu entrada no hospital após contrair uma bactéria que começou a necrosar a sua pele.

A jovem desenvolveu esta infecção rara após sofrer um corte na perna ao cair em um rio, segundo o site da CBS News.

Devido ao machucado, sua condição piorou ao longo dos dias até que, finalmente, ela foi diagnosticada com Aeromonas hydrophila, uma bactéria que necrosa a pele. Para salvar a vida de Aimee, foi preciso amputar suas mãos, sua perna esquerda e o seu pé.

Após um mês de tratamento, o pai de Aimme, Andy Copeland, ficou feliz ao ver sua filha voltar a falar. No domingo, ao entrar no quarto, ele perguntou como Aimee estava se sentindo. As primeiras palavras que o pai ouviu da filha foram:

— É estranho voltar a falar.

Além de falar, Aimee voltou comer aos poucos, começou a respirar sem a ajuda de aparelhos e também consegue sentar na cadeira por conta própria.

Fonte R7

Tanorexia: Viciada em bronzeamento gasta R$ 87 mil e muda de cor

tannedEla, que tem tanorexia, já passou o equivalente a 66 dias se colorindo

Uma jovem de 24 anos está famosa nos Estados Unidos por um motivo preocupante: ela é obcecada por bronzeamento e chegou a desembolsar o valor equivalente a R$ 87 mil (até agora) para ficar assim, marrom.

Trisha Paytas começou sua obsessão por bronzeamento aos 14 anos de idade. Depois de sua mãe tê-la "zoado" por estar muito branquinha, resolveu dar de presente a filha uma sessão de bronzeamento artificial, como presente de aniversário.

Sua paixão contabilizou 66 dias de sua vida gastos em camas de bronzeamento, segundo o tabloide inglês The Sun. O precupante é que ela atingiu metade desse tempo antes mesmo de completar 17 anos, quando ainda era muito mais vulnerável à exposição dos raios ultravioleta.

A Dra. Bhertha Tamura, coordenadora do setor de dermatologia do Ambulatório Médico de Especialidades de Heliópolis, em São Paulo, explica que esta compulsão por ter a pele sempre queimada chama-se "tanorexia". "Tan" em inglês, significa bronzear, e dá origem ao termo para este vício que atinge principalmente as mulheres.

A médica explica que tanto no bronzeamento natural quanto artificial, estamos nos expondo aos raios que prejudicam a pele. Com tudo, submeter-se à uma sessão artificial é muito mais perigoso:

– O principal vilão causador do câncer de pele é o UVB, assim como UVA também é periogoso pois destrói as células da pele em nível profundo. Através da luz artificial, é possível escolher qual tipo de raio será emitido, inclusive aqueles que são bons para
tratamento de doenças, por exemplo. No bronzeamento, geralmente é feita uma enorme emissão de raio UVA, que bronzeia mais rápido. Porém, a exposição à essa quantidade imensa de UVA intensifica esses danos à pele.

Apesar de saber de todos os riscos, Trisha diz "Prefiro estar morta bronzeada e bonita do que viver e ser pálida".

A Dra. Bherta releva também que existem pessoas que compram medicamentos com objetivo de potencializar o bronzeamento. Os dermatologistas podem receitar vitaminas que ajudam nesse processo, mas sempre com ressalvas: usar protetor solar é indispensável, assim como tomar sol em horários que os raios são mais amenos.

Fonte R7

Menino de 12 anos passa por cirurgia para retirar peixe de 9 cm do pulmão

peixeAcidente ocorreu quando Anil Barela brincava com os amigos no rio

Anil Barela, de 12 anos, de Khargone, na Índia, passou por uma cirurgia para retirar um peixe de 9 cm do pulmão.

O acidente, de acordo com o site Times of India, ocorreu quando o menino indiano estava no rio com os seus amigos e, em uma brincadeira de comer peixes vivos, engoliu um que foi direto para o seu pulmão esquerdo.


Sentindo falta de ar, Anil foi direto para o hospital e durante o exame de raio X foi detectado o peixe em seu pulmão. A cirurgia foi realizada em 45 minutos pelo médico Pramod Jhawar, especialista em broncoscopia.

Segundo Pramod, o peixe ainda estava vivo no pulmão, causando uma diminuição de 18% do nível de oxigênio no sangue em relação ao nível normal.

— É o primeiro caso deste tipo que nós nos deparamos dentro de 20 anos.

Fonte R7

EUA mantêm aborto seletivo de meninas

A Câmara dos Deputados dos EUA rejeitou ontem um projeto de lei para punir médicos que realizarem aborto seletivo por sexo, que costuma ser empregado para interromper a gestação de meninas.

O texto obteve 246 votos contra e apenas 168 a favor, em uma votação na qual era necessário o apoio de 290 deputados. A rejeição, entretanto, deveu-se menos ao mérito e mais ao conteúdo. O projeto permitiria a abertura de um processo criminal contra o médico pelos parentes ou marido da paciente. "Essa é mais uma intromissão dos republicanos no direito de escolha da mulher", atacou o deputado democrata Jim McDermott.

Autor do projeto, o republicano Trent Franks lembrou que a ONU, em 2007, condenara a prática no mundo inteiro. "Somos o único país avançado que não restringe esse tipo de aborto", afirmou Franks.

Fonte Estadão

Médica lança dispositivo que alivia dor da injeção

Reprodução
Dispositivo em formato de abelha alivia dor da picada de injeção
Pediatra estudou maneiras de amenizar o sofrimento do filho, que tinha fobia de agulhas

Amy Baxter é uma pediatra de Atlanta, nos Estados Unidos. Estudou na Universidade de Yale e também na Emory Medical School. Trabalhou em vários hospitais até que um de seus filhos desenvolveu fobia de agulhas.

Diante do escândalo que o menino costumava dar na hora de tomar injeções, Amy começou a estudar maneiras de aliviar a dor que as crianças sentiam com as agulhas.

A médica criou um dispositivo que batizou de Buzzy: uma abelha de plástico movida à bateria que vibra e gela o local da injeção. “A temperatura baixa confunde os nervos, que respondem com menos dor às picadas e a vibração ajuda a distrair a criança”, diz ela, que fundou a própria empresa que fabrica e comercializa a invenção.

Fonte Estadão

Estudo causa polêmica ao comparar Doença de Chagas à Aids

Artigo dos EUA vê problemas no controle da doença; especialistas dizem que comparação é 'forçada', mas serve para chamar atenção

O artigo científico Doença de Chagas: A Nova HIV/Aids das Américas causou polêmica ao sugerir que o mal transmitido pelo inseto popularmente conhecido como barbeiro esteja em franca expansão no continente.

O estudo diz que a doença ameaça até os Estados Unidos, onde imigrantes latinoamericanos seriam um dos potenciais focos de infecção.

Escrito por dez cientistas baseados nos EUA e no México, o artigo foi publicado no Journal of Neglected Tropical Diseases (focado em doenças tropicais negligenciadas por políticas de saúde pública) na última terça-feira.

Para os cientistas a situação da doença tropical no continente hoje em dia tem semelhanças com a epidemia de HIV registrada no início dos anos 1980. Falta de medicamentos, alto custo de tratamento (que se estende durante anos) e a transmissão por transfusão sanguínea seriam parecidos.

Também seria parecido o estigma em torno de grupos atingidos: pobres, agricultores e imigrantes, no caso da Doença de Chagas atualmente, e homossexuais, no caso da Aids há 30 anos.

O estudo destaca o fato de que em alguns países como Paraguai e Bolívia o estágio de controle e tratamento da doença continua sendo muito deficiente.

'Alarmismo'
Especialistas consultados pela BBC Brasil dizem que vários pontos da comparação não se aplicam a grande parte da região e que o cenário alarmante estaria restrito a países como México e Bolívia, onde a doença ainda não foi controlada.

João Carlos Pinto Dias, que já chefiou o Programa Nacional de Combate à Doença de Chagas brasileiro e é membro do Comitê de Doenças Tropicais Neglicenciadas da Organização Mundial da Saúde (OMS), diz que o "trabalho é válido e provocador", embora hajam comparações "forçadas".

"São formas de chamar a atenção para algo geralmente muito negligenciado", diz o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, que tem mais de 220 artigos científicos e sete livros publicados sobre o assunto.

Pinto Dias diz que é a comparação é "forçada" sobretudo por se referir aos anos iniciais da epidemia do HIV, quando a contaminação aumentava de forma exponencial. "No caso da doença de Chagas estamos longe disso. Não se trata de um momento de expansão".

Ele acrescenta que o Brasil está numa situação "bastante confortável", com uma diminuição drástica do contágio. "Nos anos 1970 tínhamos mais de 100 mil novos casos por ano. Hoje temos entre 150 e 200 novas contaminações anuais".

Em toda a América Latina são atualmente 8 a 9 milhões de infectados e no Brasil cerca de 2 milhões. Nos Estados Unidos vivem cerca de 300 mil pessoas com o mal de Chagas, em sua maioria imigrantes latinoamericanos vindos de regiões mais pobres.

Bolívia e México
O especialista explica que países como Brasil, Chile, Uruguai e partes da Argentina encontram-se em situação avançada de controle da doença. Outros como Colômbia, Equador, Honduras e Peru estão em estágio intermediário.

A situação descrita pelo estudo americano, de descontrole sobre as transfusões sanguíneas, falta de medicamentos e de políticas públicas e aumento dos casos, no entanto, se aplica à Bolívia e ao México.

"No caso boliviano, no final dos anos 1990 o governo obteve recursos do Banco Mundial e montou uma equipe ótima, mas com o passar dos anos as administrações subsequentes abandonaram o programa nacional", diz Pinto Dias.

"No México, desde 1949 cientistas e pesquisadores de renome vêm alertando o governo sobre a necessidade de se montar um programa consistente para conter a doença. Uma histórica falta de vontade política, no entanto, fez com que o país jamais montasse ações públicas para conter o problema", acrescenta.

O artigo americano aponta ainda o Paraguai como um dos países onde o combate à doença é deficiente, sobretudo pela falta do medicamento que pode levar à cura nos três primeiros meses após o contágio.

'Doença rara'
Para João Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o mal de Chagas já é considerado "doença rara" no Brasil.

"O que falta é a alguns países é alcançar o que o Brasil já fez. Precisam acelerar o processo de eliminação da transmissão vetorial e depois pela transmissão de sangue", disse em entrevista à BBC Brasil.

Barbosa diz que o contágio vetorial (por diferentes espécies do inseto barbeiro) foi considerado oficialmente eliminado no Brasil pela OMS em 2006.

Quanto às contaminações por transfusão sanguínea e congênita, de mãe para filho, os especialistas apontam para a idade média de 35 a 40 anos entre as mulheres, fora de idade fértil, e para um controle em bancos de sangue há mais de 20 anos, o que coloca o Brasil em posição confortável.

No país a principal forma de contágio atualmente é pela via oral, quando o barbeiro ou suas fezes contendo o parasita são moídas junto a sucos e alimentos.

Fonte Estadão

ANS muda regra de reajuste de plano de saúde para aposentado e demitido

Empresas poderão manter carteiras separadas para ex-funcionários, o que pode elevar o custo

SÃO PAULO - Entram em vigor nesta sexta-feira, 1º, as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para planos de saúde envolvendo aposentados ou demitidos sem justa causa. Agora, terão direito a fazer a portabilidade do plano sem cumprir novas carências. A forma de calcular o reajuste das mensalidades também muda, mas de uma forma controversa.

A resolução mantém a garantia de demitidos ou aposentados permanecerem no plano pelos prazos que já existiam, mas define critérios para evitar dúvidas.

Por exemplo: todas as pessoas demitidas sem justa causa têm o direito de permanecer como beneficiário do plano da empresa por até 2 anos, com a mesma cobertura. Para isso, o trabalhador deve ter contribuído com parte das mensalidades. Agora, vai assumir o valor integral. É preciso respeitar o limite mínimo de 6 meses e máximo de 2 anos.

Havia uma dúvida se o benefício era válido para funcionários que não tinham desconto em folha, mas pagavam uma coparticipação em consultas ou exames. "A resolução esclarece que só tem direito ao benefício o funcionário que contribuiu com o pagamento da mensalidade do plano com desconto em folha", diz o advogado Julius Conforti.

A regra também traz avanços para os aposentados que contribuíram com o pagamento do plano por mais de dez anos. Nesses casos, eles poderão permanecer como beneficiários do plano da empresa pelo tempo que quiserem, também assumindo o pagamento integral da mensalidade.

A forma como é calculado o reajuste das mensalidades, porém, muda. A regra permitirá que as empresas contratem um plano diferente para manter ex-funcionários e aposentados – o que pode gerar distorções.

A ANS passou a exigir que a negociação tenha como base todos os planos de ex-empregados na carteira da operadora – o que, em tese, diluiria os custos. Assim, em vez de a operadora calcular o reajuste com base em 30 vidas de uma única empresa, ela terá de somar os demitidos e aposentados de todas as empresas.

Para Conforti, no longo prazo, esse cálculo pode se tornar inviável para aposentados. "Eles são os mais velhos e os que mais usam o plano. A diluição vai levar em conta o público que gera mais sinistralidade, o que poderá tornar a mensalidade alta."

Até mesmo Arlindo Almeida, da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa 240 operadoras, concorda que a mudança é um "presente de grego". "O aposentado vai pagar três vezes mais, porque os contratos serão por faixa etária. Hoje, o reajuste é diluído entre jovens e adultos. Quando você segrega, a sinistralidade vai ser maior, e o custo também." Na sua opinião, a operadora também pode perder com as novas regras. "Deve gerar judicialização, algo problemático."

Perguntas e respostas

1. Quem tem direito a manter o plano de saúde?
Aposentados que tenham contribuído com o plano empresarial e empregados demitidos sem justa causa.

2. Para que planos valem as novas regras?
Para todos os planos de saúde contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei 9.656, de 1998.

3. Há alguma condição mínima para a manutenção do plano?
Sim. Para ter direito, o ex-empregado deverá ter contribuído no pagamento do plano com desconto em folha e assumir integralmente a mensalidade após o desligamento.

Fonte Estadão

Estudo faz ratos paraplégicos voltar a andar

Pesquisa com roedores reforça a tese de que a medula espinhal tem a capacidade se regenerar, se for devidamente estimulada

Mais um motivo de otimismo para vítimas de lesões medulares. Pesquisadores na Suíça conseguiram fazer com que ratos paraplégicos voltassem a caminhar com as próprias pernas - e os próprios neurônios -, utilizando uma combinação de estímulos químicos e elétricos, associados a fisioterapia. Algo que os cientistas batizaram de "neuroprótese eletroquímica espinhal".

Os resultados, publicados na edição de hoje da revista Science, somam-se a vários outros produzidos por diversos laboratórios ao redor do mundo nos últimos anos, que, utilizando diferentes técnicas, estão tornando o sonho de "voltar a andar" cada vez mais factível para aqueles que perderam os movimentos por causa de algum acidente.

Neste caso, os cientistas causaram lesões em pontos específicos da medula espinhal de ratos, cortando-a não completamente, mas o suficiente para tornar os animais paraplégicos - sem movimento nas pernas traseiras.

A medula espinhal é como um cabo biológico de fibras óticas (os axônios dos neurônios) que transmitem impulsos elétricos do cérebro para todos os membros e órgãos do corpo. Quando essa fiação é cortada ou lesionada, os impulsos não chegam ao seu destino, e a pessoa perde os movimentos - ainda que restem algumas fibras intactas.

Por alguma razão não bem compreendida, a medula tem uma capacidade muito limitada - ou quase nula - de se regenerar por conta própria. Os estudos terapêuticos em andamento consistem em tentativas de estimular essa regeneração ou criar caminhos alternativos para que os estímulos do cérebro cheguem até os músculos - ou até algum mecanismo robótico externo capaz de executar os mesmos movimentos, por meio de interfaces homem-máquina.

A estratégia adotada pelos cientistas suíços foi estimular a reconfiguração e a formação de novos neurônios por meio de estímulos químicos e elétricos. Como preparação, injetaram na medula dos ratos um coquetel de moléculas que atuam sobre o sistema de neurotransmissores (como dopamina e serotonina) e, simultaneamente, aplicaram correntes elétricas estimulantes por meio de eletrodos.

Depois, submeteram os animais a uma rotina de treinamento voltada para estimular movimentos voluntários dos membros inferiores. Os ratos eram colocados num suporte mecânico móvel, no qual apenas suas patas traseiras tocavam o chão, enquanto estímulos elétricos eram aplicados ao seu cérebro.

Atraídos por uma isca de chocolate, em duas ou três semanas eles começaram a dar os primeiros passos, e logo já eram capazes de correr, subir escadas e desviar de obstáculos. Sempre com o apoio postural, mas por meio de movimentos voluntários, o que comprova a capacidade do sistema nervoso de se reorganizar e formar novas conexões para reestabelecer funções perdidas. Na prática, a capacidade de ser seu próprio eletricista.

"Essa é a Copa do Mundo da neurorreabilitação", diz Grégoire Courtine, da Escola Politécnica Federal de Lausanne, autor principal do estudo, em nota divulgada pela instituição suíça. "Estou falando de uma recuperação de 100% dos movimentos voluntários."

Ressalvas
Apesar do otimismo, é preciso coerência e paciência ao pensar em repetir os resultados com seres humanos. Há muitas ressalvas. Entre elas, o fato de que a maioria das lesões medulares em pessoas não é causada por rompimento, mas por compressão das fibras.

"O estudo é muito interessante e reforça a ideia de que a combinação de terapias pode abrir novas perspectivas no tratamento de lesões traumáticas da medula espinhal. A extrapolação dos resultados para seres humanos, porém, ainda requer cautela e um número maior de estudos", avalia o pesquisador brasileiro Tarcísio Barros, do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Fonte Estadão

Automedicação é coisa séria: nunca tome remédios por conta própria

Site com informações sobre efeitos colaterais de remédios é lançado na Europa

Foi lançado nesta quinta-feira (31) na Europa um banco de dados para informar o público e profissionais de saúde sobre casos suspeitos de efeitos colaterais de medicamentos.

De acordo com a EMA (Agência Européia de Medicamentos), A biblioteca online já contém informações relacionadas a 650 drogas.

"O lançamento do website realça a importância da vigilância farmacológica de reportar os efeitos colaterais dos medicamentos e de garantir a saúde pública dentro da União Europeia", afirmou a agência.

As informações vem diretamente da EudraVigilance, banco de dados de segurança da União Europeia.

O site reúne notícias de reações adversas submetidas por pacientes e médicos para autoridades regulamentadoras, além de relatórios de laboratórios farmacêuticos, legalmente obrigados a divulgar tais documentos para terem permissão para venda de remédios na Europa.

Inicialmente, as informações estão apenas em inglês, mas devem ser traduzidas para os outros 22 idiomas oficiais da União Europeia nas próximas semanas.

Fonte Folhaonline

Nova York quer proibir venda de refrigerantes com mais de 500 ml

Imagem de refrigerante de tamanho grande em rua de Nova YorkO prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, quer proibir a venda de refrigerantes e outras bebidas açucaradas em locais públicos, como restaurantes e cinemas, como medida de combate à obesidade da população. O veto afetaria somente as embalagens com mais de 500 ml.

 
Bloomberg falou sobre sua proposta em uma entrevista ao jornal "New York Times" desta quinta-feira (31), provocando reação imediata entre empresários que comercializam as bebidas.

"A obesidade é um problema de saúde nacional e, em todos os Estados Unidos, os responsáveis pela saúde pública se lamentam e dizem que isto é terrível", disse.

De acordo com dados oficiais, mais da metade dos adultos da cidade é obesa ou sofre com o sobrepeso. Uma pesquisa do governo mostra que um terço dos nova-iorquinos bebem uma ou mais bebidas açucaradas diariamente.

Segundo o prefeito, a cidade de Nova York não é de se lamentar, mas de tomar atitudes. "Penso que é o que o público quer que seu prefeito faça."

A proibição atingiria ainda as redes de fast food, os ginásios esportivos e estabelecimentos de venda de comida pronta, todos bem populares entre os norte-americanos. Mercados, mercearias e lojas de conveniência seriam exceção e poderiam vender as bebidas.

Na lista das açucaradas, estariam incluídos também os drinques energéticos e chás gelados.

O veto à venda não se estenderia a bebidas com menos de 25 calorias por 250 ml, como as águas vitaminadas, os chás gelados que não levam açúcar e os refrigerantes diet. Sucos e bebidas à base de leite --como milk-shakes-- também estariam de fora.

A previsão é que a proposta de lei vá para votação em junho deste ano e, se passar, entrará em vigor a partir de março de 2013.

A ideia precisa ter, antes, a aprovação do Conselho de Saúde. Ao que tudo indica, ela deve passar. Todos os membros foram indicados pelo prefeito de Nova York e o presidente do órgão é comissário no departamento de saúde da cidade.

Nos últimos anos, os refrigerantes foram banidos em algumas escolas, que proibiram a venda. Em algumas cidades, também não podem ser vendidos em prédios públicos.

Fonte Folhaonline