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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Estudo reafirma risco maior de câncer de mama em mulheres que usam anticoncepcional hormonal

Pílula anticoncepcional (Foto: Reprodução/Fantástico)
Pílula anticoncepcional (Foto: Reprodução/Fantástico)
No entanto, risco geral de ter câncer de mama ainda é baixo, por isso especialistas não recomendam deixar de tomar contraceptivo sem uma avaliação detalhada das opções disponíveis

As mulheres que usam atualmente ou usaram recentemente métodos anticoncepcionais baseados em hormônios têm um risco cerca de 20% maior de ter câncer de mama que as que não usam, embora o risco geral de ter a doença, para a maioria das mulheres, seja relativamente baixo, concluiu um novo estudo que analisou informações de 1,8 milhão de mulheres na Dinamarca.

Os anticoncepcionais mais antigos eram conhecidos por oferecer um maior risco de câncer de mama, mas os médicos esperavam que as novas formulações com menos estrogênio pudessem apresentar risco menor. As novas descobertas, relatadas no periódico “The New England Journal of Medicine”, mostram que não, e quanto mais tempo os produtos forem usados, maior o risco.

Os pesquisadores calcularam que a contracepção hormonal produziu um caso extra de câncer de mama para cada 7.690 mulheres por ano. Isso representa muitos casos, já que 140 milhões de mulheres usam anticoncepção hormonal em todo o mundo -- cerca de 13% das mulheres de 15 a 49 anos.

"Além do fato de que eles fornecem um meio eficaz de contracepção e podem ajudar mulheres com cólicas menstruais ou sangramento menstrual anormal, o uso de anticoncepcionais orais está associado a reduções substanciais nos riscos de câncer de ovário, endométrio e colorretal mais tarde na vida. Na verdade, alguns cálculos sugerem que o efeito líquido do uso de anticoncepcionais orais por 5 anos ou mais é uma ligeira redução no risco total de câncer ", disse Hunter.

Mas, à medida que as mulheres entram na faixa dos 40 anos, as alternativas não hormonais, como o DIU, podem ser melhores, disse ele. A maioria dos casos de câncer de mama foi observada em mulheres que usavam contraceptivos orais a partir dos 40 anos.

Dispositivo intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos alternativos aos hormonais (Foto: TV Globo/Reprodução)
Dispositivo intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos alternativos aos hormonais (Foto: TV Globo/Reprodução)

"Eu não acho que [nenhum médico] vai dizer para parar de tomar contraceptivos orais. Isso não é necessário e não é indicado pelos dados ", disse o Dr. Roshni Rao, chefe de cirurgia de mama em do Columbia University Medical Center em Nova York, que não estava envolvido com o estudo.

"Mas isso mostra um risco aumentado, então, para as pessoas que não têm uma ótima razão para tomar anticoncepcionais orais, ou são passíveis de alternativas, talvez elas devam pensar sobre isso".

Tais alternativas incluem um DIU de cobre, preservativos ou, se as mulheres já tiverem filhos, ligadura de trompas.

O novo estudo analisou todas as mulheres na Dinamarca de 15 a 49 anos que não tinham câncer, coágulos nas veias ou que tivessem feito tratamento para a infertilidade. As mulheres foram seguidas por quase 11 anos.

O aumento de 20% no risco de câncer de mama variou de acordo com a idade e com quanto tempo as mulheres usaram anticoncepcionais baseados em hormônios, incluindo pílulas, adesivos, anéis vaginais, implantes e injeções.

O risco foi 9% maior com menos de um ano de uso e 38% maior com mais de 10 anos de uso.

Por outro lado, entre as mulheres que usaram contraceptivos hormonais por períodos curtos, o risco aumentado de câncer de mama desapareceu rapidamente após o uso ter parado, disseram os pesquisadores.

Os DIUs com hormônios também parecem representar um risco, disse Morch, “então há muitas coisas a ter em conta ao decidir que tipo de contracepção usar. A contracepção em si é um benefício, é claro, mas este estudo indica que vale a pena considerar uma alternativa à contracepção hormonal, como o dispositivo intrauterino de cobre ou métodos de barreira, como preservativos ".

"Se comparado com outros riscos, como a obesidade e o excesso de peso, há mais risco com obesidade do que se você tomar alguns anos de contraceptivos orais", disse Rao à Reuters por telefone.

G1

Médico de família: aquele que cuida de todas as fases da vida

Ela entra na Unidade Básica de Saúde (UBS) às 8h e sai às 17h. Atende a vários pacientes no dia, desde crianças até idosos na melhor idade

“Nós atendemos a família, fazemos consulta desde o pré-natal, acompanhamos as crianças na fase de crescimento e desenvolvimento, nas consultas pediátricas também. Cuidamos dos idosos, adultos, da família toda”, descreve Gleice Anne Lubiana, médica da família no programa Mais Médicos. O ritmo de trabalho não é muito diferente de outros especialistas, a diferença é que o médico de família está preparado e se preocupa em atender a comunidade.

A doutora explica que o médico especializado em saúde da família se ocupa do diagnóstico, para orientar o paciente sobre medidas de prevenção e, se necessário, de tratamento. A finalidade dessa especialidade é conhecer e acompanhar as pessoas por toda a vida, dentro do seu contexto e das suas complexidades. “Atendemos por território, e para isso, contamos com os agentes comunitários para fazer o recadastramento das pessoas, ou seja, parte do papel do médico da família é saber onde o paciente mora”, explica.

Conhecer a casa, a família, os vizinhos e entender os problemas locais e como eles afetam a saúde dos que lá vivem faz parte da equipe da família. “Contamos com uma equipe multidisciplinar para acompanhar essas famílias, fazemos também visitas domiciliares quando necessário e fazemos o atendimento lá mesmo”, fala a doutora. A equipe que auxilia a médica é formada por uma enfermeira, técnicos de enfermagem e agentes comunitários. Juntos eles avaliam cada caso e, quando necessário, encaminha para a especialidade adequada.

Edson Fernandes, auxiliar de construção, por exemplo, foi marcar um exame para mulher que está com 4 meses de gestação. “Eu vim marcar uma prevenção para minha esposa e aproveitei para mostrar meus exames para doutora Gleice”, comenta Fernandes. Para ele, a vantagem de ter um médico para família é que ele também pode aproveitar as consultas do pré-natal da esposa para se consultar, fazer exames e se preparar para essa nova fase da vida.

Entre um paciente e outro, Gleice conversa com a equipe. “Quando uma mesma pessoa tem vários problemas ou algum agravo que não conseguimos resolver na Unidade Básica, encaminhamos para uma UPA ou hospital”, explica. Para Gleice, contar com uma equipe multidisciplinar é fundamental para conhecer a população e permite que os profissionais conheçam bem seus pacientes e sua área de atuação. “Você acaba criando um vínculo muito grande médico/paciente e conhece toda a família, é muito importante”, comenta a doutora sorrindo.


Equipe Saúde da Família
Uma UBS tem suas Equipes de Saúde da Família, que trabalha em uma localidade específica, contando com uma população que permanece mais ou menos a mesma, o que permite que os profissionais conheçam bem seus pacientes e sua área de atuação.

Uma unidade de Saúde da Família pode atuar com uma ou mais equipes de profissionais, dependendo do número de famílias a ela vinculadas. A recomendação do Ministério da Saúde é que uma equipe seja responsável por uma área onde residam de 600 a 1.000 famílias, com o limite máximo de 2.000 a 3500 habitantes. Mas esse critério pode ser flexibilizado em razão da diversidade das regiões, levando em conta fatores como densidade populacional e acesso aos serviços, além de outros fatores que variam de lugar a lugar.

Por Luiza Tiné, para Blog da Saúde