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terça-feira, 5 de maio de 2015

Como o conceito de saúde mudou ao longo dos anos


Foto: Paul Rogers / The New York Times
Mudanças transformaram também as formas de enfrentar as doenças
 
Como saber se uma pessoa é, de fato, saudável? Em 1948, a OMS estabeleceu a definição de saúde como "um estágio de bem-estar físico, mental e social e não só a ausência de doenças ou enfermidades". Por esse conceito, milhões de pessoas de todas as idades seriam reprovadas, tornando "a maioria de nós não saudável praticamente o tempo todo", como observou Richard Smith no blog BMJ, em 2008.
 
Só que os padrões de doença mudaram de 1948 para cá. A maioria das pessoas está envelhecendo com problemas crônicos e deficiências, mas continua independente. "A antiga definição minimiza o papel da capacidade humana em lidar com desafios físicos, emocionais e sociais da vida de maneira autônoma e não reconhece que as pessoas são capazes de viver com uma sensação de bem-estar e realização mesmo quando sofrem de uma condição crônica ou deficiência", escreveu Machteld Huber e suas colegas no BMJ, em 2011.
 
Eles também observaram que a habilidade para continuar a participar da sociedade pode ser mais importante do que medir ganhos na saúde. A capacidade de lidar com as moléstias pode ser uma medida mais importante e realista que a recuperação completa.
 
Isso nos leva a uma análise séria de tudo o que fazemos para descobrir, tratar ou enfrentar os problemas de saúde. A crença atual de que a medicina tem o potencial para prevenir quase todos os males ou detectá-los tão incipientes que sempre é possível uma cura, conseguiu "medicalizar" a vida moderna e elevar os custos da assistência médica a níveis insustentáveis.
 
Também levou H. Gilbert Welch, professor da Escola de Medicina de Dartmouth, em New Hampshire, a escrever Less Medicine, More Health: 7 Assumptions That Drive Too Much Medical Care (Menos Remédios, Mais Saúde: 7 Suposições que Levam ao Tratamento Excessivo). No livro, ele afirma que muita gente está servindo de cobaia de forma excessiva e aleatória, sujeitando-se a tratamentos de que não precisa e, com isso, expondo-se a procedimentos que causam mais mal que bem.
 
Ele sugere foco na redução de grandes riscos, basicamente ignorando os médios e pequenos.
 
— Muitos riscos à saúde de que se ouve falar são exagerados. Intervenções para reduzir riscos médios criam tantos problemas quanto os que resolvem — diz.
 
Talvez a "suposição" mais polêmica de Welch seja a que afirma que detectar um possível problema de saúde incipiente é melhor do que esperar até que apareçam os sintomas. A eficácia dos exames em pessoas assintomáticas talvez seja um dos temas mais controversos na medicina moderna.
 
Welch defende também que, às vezes, o diagnóstico precoce só faz com que o tratamento se estenda por mais tempo. "A ação nem sempre é a opção correta", escreve. O problema, obviamente, é saber quando é seguro monitorar a doença e tratá-la só se progredir.
 
— É essencial para a saúde não se tornar obcecado por ela. Assistência médica em excesso não ajuda a pessoa. Precisamos de mais cautela com a medicação quando estamos bem. É preciso avaliar as opções e não necessariamente adotar a mais radical, que pode também resultar em piores sequelas — disse Welch.
 
A definição da OMS
Se não é o tratamento médico moderno, o que realmente define a saúde de uma pessoa? A OMS hoje reconhece que os seguintes fatores podem ter efeito até maior em nosso estado do que o acesso e uso do serviço de assistência médica:
 
— Renda, status social e educação; quanto mais altos, mais saudável
 
— Ambiente físico: água potável, ar puro, ambiente de trabalho sadio, casa segura e comunidade bem planejada
 
— Rede de apoio social, incluindo família, amigos e comunidade
 
— Genética, que influencia a expectativa de vida e o risco de desenvolvimento de determinadas doenças
 
— Gênero: homens e mulheres enfrentam riscos de saúde diferentes em diferentes fases da vida
 
— Comportamento pessoal e habilidade de enfrentar dificuldades, além de fumo, consumo de bebidas alcoólicas, hábitos alimentares, atividade física e forma de lidar com o estresse

Zero Hora

Cientistas descobrem nova ligação entre diabetes e Alzheimer


Foto: Naeblys / Shutterstock
Aumento da glicose causou alteração em ratos
 
Uma ligação única entre diabetes e Alzheimer, que fornece mais evidências de que uma doença que tira a memória das pessoas pode estar relacionada a taxas elevadas de açúcar no sangue, foi descoberta por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Washington em St. Louis, nos Estados Unidos. O estudo foi publicado na segunda-feira no Journal of Clinical Investigation.
 
Enquanto muitos estudos anteriores apontaram o diabetes como um possível contribuinte para a doença, a nova pesquisa — em camundongos — mostra que a glicose elevada no sangue pode aumentar rapidamente os níveis de beta amilóide, um componente-chave para a formação de placas cerebrais em pacientes com Alzheimer. A constituição dessas placas é considerada um condutor inicial do conjunto complexo de mudanças que causa a doença de Alzheimer no cérebro.

— Nossos resultados sugerem que o diabetes, ou outras condições que tornam difícil controlar os níveis de açúcar no sangue, pode ter efeitos nocivos sobre a função cerebral e agravar doenças neurológicas, como o Alzheimer — disse a autora do estudo, Shannon Macauley. — O elo que descobrimos pode nos levar a metas futuras de tratamento que reduzam esses efeitos.
 
Para entender como a elevada taxa de açúcar no sangue pode afetar o risco de Alzheimer, os pesquisadores infundiram glicose nas correntes sanguíneas de ratos criados para desenvolver uma condição da demência. Nos jovens sem placas no cérebro, duplicar os níveis de glicose no sangue aumentou os níveis de beta amilóide no órgão em 20%. Quando os cientistas repetiram o experimento em ratos mais velhos que já tinham desenvolvido placas no cérebro, os níveis de beta amilóide aumentaram em 40%.
 
Os pesquisadores também estão investigando como as mudanças causadas pela elevação dos níveis de glicose afetam a capacidade de regiões do cérebro para trabalhar em rede uma com as outras e para executarem tarefas cognitivas.
 
Zero Hora

Impressora 3D fabrica prótese de traqueia e salva a vida de três crianças

Prótese de traqueia cresce e se adapta ao corpo com o passar do tempo
Leisa Thompson/UMHS via Reuters
Prótese de traqueia cresce e se adapta ao
 corpo com o passar do tempo
Kaiba, Garret e Ian tinham apenas 2 anos quando uma impressora 3D salvou suas vidas
 
Os pequenos nasceram com uma rara e grave anomalia nas vias respiratórias. Para salvá-los, tiveram que abrir suas traqueias e lhes enfiar um tubo pelo qual podiam respirar graças a um ventilador mecânico. Três anos depois, os meninos já estão em casa. Tudo graças a uma tala impressa que cresceu com eles até que seus brônquios reduzidos fossem fortes o suficiente.
 
Com um programa de desenho por computador, a fabricação por impressão em camadas oferece a possibilidade de personalizar quase qualquer coisa, um aspecto que a torna muito interessante para a medicina. Mas com as crianças há um problema: elas crescem muito depressa. Para elas, são necessários objetos que possam mudar com o tempo e adaptar-se a seu crescimento. É a quarta dimensão, ou impressão em 4D.
 
Com esse enfoque, um grupo de especialistas americanos liderados pelo professor de otorrinolaringologia pediátrica da Universidade de Michigan Glenn Green esteve testando implantes com biomateriais feitos com uma impressora 3D. Escolheram um poliéster que se degrada com o passar do tempo. Os pesquisadores o testaram em ratos e porcos.
 
Green e seus colegas conseguiram que a Agência do Medicamento dos EUA autorizasse os testes em crianças. Elas haviam nascido com traqueobroncomalácia, uma anomalia que fecha os brônquios cada vez que respiram. Escolheram três cuja vida corria maior perigo. Fizeram-lhes uma traqueostomia -- a colocação de um tubo no pescoço para respirar com ventiladores artificiais.
 
"Mesmo assim, sofriam constantes episódios que exigiam manobras de ressuscitação", acrescenta Green, que, assim como seus colegas, quis investir seu dinheiro para comprovar a eficácia da impressão 4D para tratar crianças doentes.
 
Kaiba tinha só 3 meses quando lhe fizeram o implante. Como os outros dois, não saía da UTI desde que nasceu. O que os pesquisadores fizeram foi escanear sua traqueia para ter uma imagem em três dimensões do problema. Com essa informação, puderam desenhar a tala com as dimensões necessárias para seu caso.
 
A degradação do material usado ao longo do tempo é ideal para crianças com traqueobroncomalácia.
 
O risco desaparece na medida em que a criança cresce. A partir dos 3 anos, os brônquios recuperam a força e são capazes de fazer seu trabalho sozinhos. Assim, trata-se somente de aguentar esse tempo.
 
O problema é que, como explicam na revista "Science Translational Medicine", não há dados sobre o ritmo de crescimento dos brônquios em crianças de tão pouca idade. Por isso precisavam de um material que crescesse com elas. E é outra propriedade da tala que imprimiram. Preso com sutura às paredes externas de cada brônquio, o material seguiu a chamada lei quadrático-cúbica, adaptando sua forma e ampliando seu volume na medida em que as vias respiratórias cresciam.
 
Com três semanas de implante, Kaiba livrou-se do ventilador e pôde voltar para casa. Durante uma série de revisões, os médicos comprovaram que o poliéster primeiro crescia com os brônquios para depois ir desaparecendo. Hoje com 3 anos e meio, Kaiba superou a doença.
 
O desenho digital e a impressão em 4D de biomateriais é questão de dias. É o caso de Garret, que tinha apenas 16 meses quando recebeu o implante. Tinha os dois brônquios afetados, por isso precisou de duas talas. "Nós nos reunimos numa quarta-feira, modificamos o programa e criamos o desenho na quinta e imprimimos na sexta", explica o professor de engenharia biomédica da Universidade de Michigan e responsável pela criação do implante, Scott Hollister.
 
Com Kaiba tendo cumprido seu sonho de ver pessoalmente Mickey Mouse, com Garret, o caso mais complicado, que só precisa se ligar ao ventilador quando vai para a cama, ou mesmo com o pequeno Ian, que acaba de completar um ano após o implante, os pesquisadores acreditam que sua história pode ser só o princípio de algo maior.
 
El País / UOL

Gripe X Resfriado: Saiba qual a diferença entre as duas doenças e como prevenir

Fonte: Doglikehorse
Foto: Doglikehorse
Quando se fala em gripe e resfriado, todo mundo pensa que é a mesma coisa. Apesar dos sintomas básicos, como nariz entupido, espirros e dores de cabeça e no corpo serem parecidos, gripe é totalmente diferente de resfriado
 
A gripe é uma infecção respiratória causada pelos vírus da família Influenza e resulta em febre acima dos 38 graus, além da sensação de mal estar muito intensa. Já o resfriado é causado por dezenas de vírus diferentes, como o Rinovírus, o Adenovírus e Parainfluenza.
 
Além de uma leve febre, não ultrapassando os 37 graus, a doença provoca uma leve dor de garganta.
 
Os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina concentram o maior número de casos de contaminação pelo vírus. Para evitar o contágio pela gripe ou pelo resfriado, o diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, explica que a população precisa ficar atenta a alguns cuidados.
 
“Devem dar muita atenção aos hábitos de higiene. A proteção da boca e do nariz, quando se espirra ou se tosse, de preferência usando lenço ou protegendo com o braço. Evitar proteger com as mãos, porque as pessoas se tocam muito com as mãos umas às outras. A lavagem de mãos frequentes é muito importante também. Essas são medidas bastante importantes. O Ministério da Saúde vem oferecendo a vacina para a gripe para as pessoas que tem maior risco de agravamento.”
 
O SUS oferece gratuitamente a vacina contra a gripe para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores da saúde; povos indígenas; gestantes e mulheres com até 45 dias após o parto; presos e funcionários do sistema prisional.
 
Também podem se vacinar pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais. Além da vacina, o SUS distribui medicamento para o tratamento da doença.
 
Quem sentir febre acima dos 38 graus, dor de cabeça e no corpo e uma intensa sensação de mal estar deve procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa.

Fonte: Victor Maciel/ Agência Saúde

Campanha de vacinação contra gripe






 
Cerca de 40 milhões de pessoas devem ser imunizadas contra a gripe no país a partir desta segunda-feira. A vacina é o principal método de prevenção contra as doenças respiratórias. Ela ajuda a reduzir as internações por pneumonias e o número de mortes por complicações da influenza
 
Os principais sintomas da gripe são febre, tosse, dor na garganta e dores de cabeça, muscular e nas articulações. A vacina contra gripe vai ser disponibilizada para crianças de seis meses a menores de cinco anos; idosos; trabalhadores da saúde, povos indígenas; gestantes e mulheres com até 45 dias após o parto; população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.
 
Também serão vacinadas pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, ressalta que a vacina é segura. “A vacina é muito segura. Ela evita complicações, ela evita internações e evita até 75% dos óbitos. Portanto, é decisiva essa mobilização nacional que começa no dia 4. No dia 9 de maio, sábado, mais de 60 mil postos estarão abertos em todo país para fazer a vacinação”.
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, lembra ainda que a vacina disponível para a população protege contra os principais vírus em circulação da gripe. “Nós temos o privilegio de poder contar na composição da vacina com os vírus que circularam no hemisfério norte, no inverno deles. Portanto, nós temos os três principais vírus, o H1N1, H2N3 e o B que são aqueles que compõem a vacina que está sendo fornecida para a nossa população. A mais moderna, a mais segura e, portanto, aquela com maior capacidade de proteção para a população brasileira”.
 
A principal forma de transmissão do vírus da gripe é pelo contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas por pessoas contaminadas ao falar, tossir ou espirrar. Por isso, o Ministério da Saúde orienta a população sobre os cuidados que devem ser tomados: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal. A campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe do Ministério da Saúde que começa na segunda-feira vai até o dia 22 de maio em todos os postos de saúde do Brasil.
 

Anvisa já aprovou dezoito novos medicamentos genéricos inéditos em 2015

O Diário Oficial da União publicou, nesta segunda-feira (04/05), o registro de dois novos medicamentos genéricos inéditos, cujas substâncias ainda não têm concorrentes no mercado. Com isso, apenas em 2015, a Agência já concedeu o registro de dezoito novas moléculas de medicamentos genéricos
 
Isso significa que os pacientes e médicos podem contar com novas opções de tratamento a um custo mais acessível, pois os genéricos chegam ao mercado com um preço menor que ao valor de tabela dos medicamentos de referência.
 
Um desses medicamentos é o genérico Bromidrato de Galantamina, usado para tratar a demência do tipo Alzheimer de intensidade leve a moderada, com ou sem doença vascular cerebral relevante. Os sintomas dessa doença, que altera o funcionamento do cérebro, incluem perda progressiva da memória, confusão crescente e problemas de comportamento que dificultam atividades diárias.
 
Outro genérico inédito registrado é o Cloridrato de Palonosetrona, utilizado para prevenir náuseas e vômitos que podem acontecer logo após recebimento de certos medicamentos anticancerígenos, na fase aguda ou tardia, ou após a recuperação da anestesia em cirurgias.
 
A concessão dos registros significa que estes produtos são cópias fiéis dos referências e que possuem eficácia e segurança comprovada.
 
ANVISA

"Brasil vive epidemia de dengue", reconhece o ministro Chioro

São Paulo tem mais da metade dos casos do país. Dos 745,9 mil casos, 401 mil ocorreram no estado paulista
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, confirmou nesta segunda-feira (4), na capital paulista, que o país enfrenta uma epidemia de dengue. “Nós temos 745.957 casos até 18 de abril. Sabemos que esse número aumentará. O Brasil vive situação de epidemia concentrada em nove estados, que são os que têm mais de 300 casos por 100 mil habitantes”, declarou, após participar de encontro na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) com empresas de biotecnologia. Ele destacou que apenas três estados tiveram redução dos casos de dengue neste ano em relação a 2014: Espírito Santo, Distrito Federal e Amazonas.
 
Chioro destacou que houve elevação em praticamente todo o país, na comparação com 2014, sobretudo, porque ele foi um ano “excepcionalmente bom” em relação à dengue. “Tivemos redução do número de casos, de ocorrências graves, dos óbitos. De certa forma, em algumas localidades, o bom ano passado fez com que se desarmasse a mobilização da sociedade e de algumas ações”, avaliou. Em relação ao mesmo período de 2014, houve aumento de 234,5%. O ministro comparou a situação deste ano também com 2013, quando no mesmo período haviam sido registradas 1,4 milhão de casos da doença. “Nós ainda temos uma redução de 48% [sobre 2013]”, disse.
 
São Paulo tem mais da metade dos casos do país. Dos 745,9 mil casos, 401 mil ocorreram no estado paulista, assim como as mortes (169 das 229 registradas no país). Em termos proporcionais, a pior situação é do Acre, com 1.064 casos por 100 mil habitantes, seguido por Goiás (968 por 100 mil/hab), São Paulo (911 por 100 mil/hab), Mato Grosso do Sul (462 por 100 mil/hab) e Tocantins (439 por 100 mil/hab). O ministro apontou que é fundamental olhar os estados, pois isso define o plano de contingência. “O fato de termos uma situação epidêmica nacionalmente, não muda em absolutamente nada o plano de contingência, a estratégia de controle, a gravidade”, reforçou.
 
O ministro explicou que a tendência é de diminuição da dengue, com a chegada do inverno. “Em alguns estados, isso já se observa. As temperaturas começam a cair e as medidas de controle estão funcionando”, apontou. Embora o frio ajude a diminuir o impacto da doença, as estatísticas ainda devem indicar crescimento. Isso ocorre porque as próximas divulgações incluirão o restante de abril e maio. Ele destaca que é preciso manter as ações de prevenção, mesmo com a diminuição dos casos. “É possível que em muitos estados se interrompa em definitivo, até o início do verão. Isso não significa que a dengue deixou de ser uma preocupação”, destacou.
 
Entre os fatores que explicam a situação epidêmica neste ano, além do desarme pelos bons resultados do ano passado, Chioro disse que os eventos climáticos anteciparam o início da doença. “Tivemos um adiantamento que nós não sabemos se vai ter encerramento mais rápido do que nos anos anteriores.
 
Vamos ter que esperar as próximas semanas”, apontou. Ele destacou ainda a crise hídrica, que favoreceu a armazenagem de água, sem a devida proteção. “No Nordeste, que tem intermitência no abastecimento, conseguíamos identificar maiores criadouros nos lugares onde as pessoas armazenavam água. No Sudeste, é um fenômeno novo. A gente percebeu aumento”, disse.
 
O ministro disse ainda que pediu prioridade à Agência Nacional de Vigilância Sanitária nos encaminhamentos relacionados à vacina contra a dengue. “Seria grande ganho para o Brasil e para mundo se chegássemos a uma vacina eficaz e segura. É a intenção do ministério, tanto que temos investimentos no Instituto Butantan, na Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz], no sentido de estabelecer parcerias para produção desta vacina, mas não podemos queimar etapas”, ponderou. Apesar de apostar na vacina como medida de prevenção, ele disse que considera um equívoco alimentar esperanças na população de que se terá uma vacina já nos próximos meses.
 
Agência Brasil / iG