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sábado, 26 de janeiro de 2013

Família leva corpo errado de hospital em Porto Alegre

A família da dona de casa Maria de Fátima Machado, 58 anos, morta na terça-feira (22) por causa de um acidente vascular cerebral, recebeu o corpo de outra pessoa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
 
O incidente ocorreu na quarta-feira (23). Um filho da mulher foi ao hospital retirar os restos mortais, mas passou mal e não fez o reconhecimento.
 
Quando estava levando o caixão para Parobé, a 70 quilômetros da capital gaúcha, recebeu um telefonema do hospital informando do erro e teve de voltar para desfazer a troca.
 
Em nota, o hospital reconheceu que houve uma "falha" e disse que tomou todas as medidas necessárias para reparar a situação.
 
O corpo foi sepultado nesta quinta-feira em Parobé.
 
Fonte R7

Especialistas dos EUA sugerem suspender pesquisas médicas com chimpanzés

Os Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos(NIH) devem suspender quase totalmente o uso de chimpanzés em pesquisas biomédicas, recomendaram pesquisadores independentes destas instituições, segundo um documento publicado em seu site na internet.
 
Estes especialistas do "Conselho dos Conselhos dos NIH" defendem que seja mantido um grupo de 50 chimpanzés - ao invés de 450 - que possam eventualmente ser usados em pesquisas, especificando que estes animais devem ser mantidos em condições apropriadas (grandes espaços, acesso ao exterior).
 
Antes de ser aprovadas pelo diretor dos NIH, Francis Collins, estas recomendações deverão ser objeto de uma consulta pública por 60 dias.
 
Os NIH já tinham aceitado, em dezembro de 2011, as recomendações do Instituto Americano de Medicina (IOM), que concluiu pela inutilidade das experiências biomédicas com estes animais.
 
Na ocasião, os NIH "informaram à comunidade científica que aceitariam as recomendações do Instituto de Medicina (IOM) e que, consequentemente, não financiariam mais nenhum novo projeto de pesquisa que utilizasse chimpanzés" enquanto se elaboram novas regras.
 
Os institutos também decidiram reexaminar todas as pesquisas em curso utilizando chimpanzés, que são raras. Dos 94 mil projetos de pesquisa financiados em 2011 pelos NIH, apenas 53 foram realizados com os animais.
 
Os Estados Unidos são o único país industrializado a utilizar primatas na pesquisa médica, sobretudo para a hepatite C, a Aids e a malária.
 
A União Europeia proibiu formalmente o uso destes animais em laboratórios em 2010, seguindo o exemplo de Japão, Austrália e outros países.
 
Após a confusão provocada entre organizações de proteção dos animais pela devolução, em 2010, de 14 chimpanzés a um laboratório de pesquisa no Texas (sul dos EUA), os NIH aguardaram as conclusões dos especialistas consultados pelos Institutos de Medicina.
 
"Se no passado os chimpanzés foram muito úteis na pesquisa médica, seu uso atualmente não é necessário na maior parte das pesquisas médicas", concluíram.
 
Os especialistas consideram que em certos domínios - como a genética comparativa entre os macacos e os humanos ou as doenças infecciosas emergentes -, o uso de chimpanzés ainda pode ser indispensável.
 
Mas, segundo os NIH, não é um consenso a necessidade de se manter os chimpanzés para a pesquisa de uma vacina contra a hepatite C.
 
Em 2011 havia 937 chimpanzés disponíveis para a pesquisa nos Estados Unidos, dos quais 450 financiados pelos NIH e os outros em laboratórios privados.
 
Fonte R7

Maternidades de SP limitam acesso de doulas durante parto

De acordo com a assessoria de imprensa do Grupo Santa Joana,
a comunicação não deve ser levada em consideração, por se
tratar de um "erro de comunicação interna".
O Hospital e Maternidade Santa Joana e a Maternidade Pro Matre, ambas do Grupo Santa Joana, em São Paulo, limitaram o número de acompanhantes da gestante durante o parto para apenas uma pessoa.
 
Na prática, a medida, que passou a valer a partir de 21 de janeiro, restringiu o acesso das doulas ao hospital.
 
Doulas são profissionais que acompanham as gestantes antes, durante e depois do parto, oferecendo suporte emocional às mães.
 
Esta semana, uma comunicação interna do Grupo Santa Joana, que informava que a entrada de doulas não seria mais autorizada nas duas instituições a partir do dia 21, foi reproduzida nas redes sociais por ativistas que defendem o parto humanizado.
 
De acordo com a assessoria de imprensa do Grupo Santa Joana, a comunicação não deve ser levada em consideração, por se tratar de um "erro de comunicação interna".
 
A instituição afirma que a limitação do número de acompanhantes "visa, exclusivamente, manter os menores índices de infecção hospitalar das maternidades" e que "a própria gestante determinará quem a acompanhará no Centro Obstétrico, podendo sim ser sua doula, caso seja solicitado".
 
Fonte R7

Nova técnica para tratar câncer de pulmão inoperável é apresentada na Espanha

Um novo sistema que demonstrou eficácia no tratamento do câncer de pulmão que não pode ser operado foi apresentado nesta quinta-feira por um grupo de pesquisadores espanhóis.
 
Representantes do Instituto Catalão de Oncologia (ICO), na cidade de Hospitalet de Llobregat, perto de Barcelona, apresentaram os resultados do sistema criado em 2008 e aplicado em 70 pacientes.
 
A radioterapia estereotáxica extracranial (SBRT) consiste em uma técnica de máxima precisão que permite aplicar elevadas doses de radiação em uma área muito delimitada sem propagar tecido saudável. "O erro é de um milímetro", disse o responsável pelo Serviço de Oncologia Radioterápica do ICO, Ferran Guedea. Isto é possível graças à sincronização da máquina de radioterapia com a respiração do paciente.
 
"Aplicar radioterapia a um osso, por exemplo, é relativamente simples, mas o problema é aplicar a radioterapia a um órgão que se movimenta, como o pulmão", afirmou Guedea.
 
Nos 43 primeiros resultados da nova técnica, a sobrevivência aos dois anos foi de 79,10%, mais que o dobro da radioterapia convencional. Já o controle local do tumor é de 96,4%. Ferran Guedea declarou que "o câncer de pulmão é diagnosticado em estádios iniciais e o tratamento fundamental é a cirurgia, para extirpar o tumor.
 
Mas há casos em que isto não pode ocorrer por contra-indicações do paciente".
 
A coordenadora assistencial da unidade de Câncer de Pulmão do Hospital de Bellvitge e do ICO, Susana Padrones, lembrou a vinculação do câncer de pulmão ao tabagismo "o que nos faz ter problemas associados, como por exemplo o EPOC", que pode descartar os pacientes de realizarem uma cirurgia.
 
Os resultados levaram os responsáveis do ICO a ampliarem a técnica a outro tipo de tumores, como os de fígado, metástases óssea, suprarrenal e de próstata.

Fonte R7

Passar fome ajuda a memória, diz pesquisa no Japão

Passar fome melhora a memória, garante um estudo realizado com moscas-das-frutas por um grupo de cientistas japoneses e especialistas do Instituto Metropolitano de Ciências Médicas de Tóquio.
 
Os experimentos, realizados com dois grupos de moscas, um sem alimentação e outro devidamente alimentado, demonstrou que a fome desperta um hormônio que reduz o açúcar no organismo e ativa uma proteína no cérebro capaz de ajudar a memória, informou a emissora "NHK". No entanto, os cientistas apontaram que moscas sem alimentação por mais de 20 horas demonstraram resultado inverso, ou seja, perda de memória.
 
Durante os experimentos, os cientistas expuseram os dois grupos de moscas a um tipo de cheiro e logo depois a descargas elétricas. No dia seguinte, aplicaram esse mesmo odor e outro diferente de forma simultânea.
 
O experimento determinou que 70% das moscas que não tinham sido alimentadas selecionavam diretamente o cheiro que não provocava os choques, enquanto as demais se mostravam indiferentes e incapazes de selecionar o odor sem descarga elétrica.
 
A equipe traça um paralelo dos resultados com os seres humanos, que contam com essa mesma proteína no cérebro, ainda que precise de mais tempo para tirar conclusões definitivas.
 
Desta forma, o estudo, que sefoi publicado nesta sexta-feira na prestigiada revista americana "Science", indica que o melhor horário de estudos seria antes das refeições.
 
Fonte R7

Atividades físicas diminuem o cansaço comum na gravidez

Nos primeiros meses de gravidez uma verdadeira revolução acontece no corpo feminino.

Tantas mudanças provocam sensação de cansaço e fadiga e para combater esses sintomas, comuns na mulher que espera um bebê é preciso dormir bem, ter uma alimentação equilibrada e fazer atividades físicas leves, com o devido aval do obstetra.
 
A caminhada e a natação são atividades indicadas, pois aliviam a sensação do cansaço e melhoram a circulação do corpo.
 
Outras atividades de baixo impacto, como alongamento e os exercícios dentro d´água também são recomendadas.
 
Nos três primeiros meses o óvulo fecundado está se ajustando ao útero e os exercícios, por melhorarem a capacidade física, diminuem a incidência do parto cesariana e de complicações, além de reduzirem o tempo de internação.
 
Mas, se não forem feitos com moderação, principalmente nos três primeiros meses, podem até provocar um aborto.
 
Fonte R7

Vacina contra doença celíaca está sendo testada

Pacientes portadores de doença celíaca dos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia estão sendo cobaias para testes de uma nova vacina que promete tornar o sistema imunológico tolerante ao glúten, usado para fazer pães, massas e biscoitos.
 
Quem sofre dessa doença costuma ter crises de vômito e diarreia sempre que ingere a substância.
 
A falta de glúten no organismo deixa o deixa carente de proteínas e minerais, o que enfraquece os ossos e pode provocar osteosporose. Estudos demonstraram que o câncer de intestino também aumenta.
 
No momento a cura para a doença celíaca ainda não foi encontrada, apesar de existirem remédios e dietas que ajudam a controlar os sintomas.
 
A nova vacina surge como esperança de cura. Ela foi desenvolvida depois que os cientistas identificaram 3.000 fragmentos proteicos do glúten que causam danos ao organismo. Esses fragmentos foram reduzidos a apenas três, que parecem explicar quase todos os casos de doença celíaca.
 
 A nova vacina possui pequenos fragmentos de proteínas que desencadeiam o sistema imunológico durante o processo de digestão. Por serem pequenos os fragmentos não são atingidos pelo sistema imunológico que vão aumentando gradualmente, permitindo uma aceitação aos níveis mais elevados do glúten.
 
Fonte R7

Terapia de Reposição Hormonal faz bem as mulheres

Muitas mulheres ainda hoje têm dúvidas se devem ou não se submeter à Terapia de Reposição Hormonal (TRH).
 
Mas, agora, uma pesquisa realizada na Dinamarca garante a segurança do tratamento e que a TRH pode proteger mulheres de doenças cardíacas, sem aumentar o risco de câncer.
 
Muito pelo contrário
O estudo revelou que mulheres que começam a Terapia de Reposição Hormonal no início da menopausa podem diminuir as chances de câncer, insuficiência e ataques cardíacos, coágulos no sangue e mortes prematuras. Participaram da pesquisa cerca de 1.000 mulheres na faixa etária entre 45 a 58 anos.
 
Metades das participantes iniciou o TRH logo no inicio da menopausa, sendo que o outro grupo não recebeu nenhum tratamento.
 
Dez anos depois do início da pesquisa, o dobro das mulheres que não receberam reposição hormonal tinha morrido ou sofrido insuficiência ou ataque cardíaco. O número de mulheres com câncer e que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC) também foi maior.
 
Fonte R7

Cientistas descobrem novas mutações do melanoma, um câncer fatal

Pesquisadores descobriram duas novas mutações genéticas que são responsáveis por provocar 71% dos casos de melanoma, um câncer de pele agressivo particularmente mortal, segundo trabalhos científicos divulgados na quinta-feira.
 
Estas mutações, detectadas na parte do genoma que controla os genes, não aos genes em si mesmos, se produzem nos tumores de um grande número de pessoas e poderiam muito bem ser os mais frequentes em melanomas que foram encontrados até o momento.
 
Esta descoberta, que foi objeto de dois estudos publicados na edição online da revista Science, poderia ajudar a entender melhor como se desenvolvem os melanomas e até mesmo outros tipos de câncer. Em última instância, isso poderia conduzir a tratamentos para prevenir o câncer o deter sua progressão.
 
Esta é a primeira vez que mutações vinculadas ao câncer são descobertas nesta vasta região do DNA das células cancerígenas.
 
Esta região é chamada de "matéria escura" do genoma, em alusão à matéria que formaria grande parte do Universo, mas continua sendo difícil de alcançar.
 
Um grande número de mutações presentes no câncer foram identificadas nas últimas décadas, mas se encontravam em todas nas demais regiões dos genes responsáveis pela produção de proteínas, explicaram os pesquisadores.
 
"Esta descoberta representa uma primeira incursão na 'matéria escura' do genoma do câncer", afirmou o doutor Levi Garraway, do Instituto do Câncer Dana-Farber, em Boston, o principal autor do estudo.
 
"É a descoberta das duas mutações mais comuns no melanoma, que poderiam conduzir à busca de um tratamento preventivo orientado a estas mutações", completou.
 
Os pesquisadores também informaram que estas mutações estão presentes nas células de câncer do fígado e bexiga.
 
Fonte R7

Cientistas transformam DNA em dispositivo para armazenar dados

Os britânicos anunciaram uma forma de utilizar uma seção do DNA para armazenar diversos dados

Cientistas britânicos anunciaram um salto na busca para transformar o DNA em uma forma revolucionária de armazenamento de dados.

Uma seção de DNA criada pelo homem consegue armazenar montanhas de dados que podem ser congeladas a vácuo, transportadas e armazenadas, potencialmente por milhares de anos, afirmaram.

Os conteúdos são "lidos" decifrando-se o código genético - como é feito rotineiramente hoje - e transformando-os em código de computador.

"Nós já sabemos que o DNA é uma forma robusta de armazenar informação porque podemos extrai-lo de ossos de mamutes, que datam de dezenas de milhares de anos, para estudá-lo", afirmou Nick Goldman, do Instituto Europeu de Bioinformática (EBI) em Cambridge.

"Também é incrivelmente pequeno, compacto e não precisa de qualquer energia para armazenamento, além de ser fácil de transportar e manter", acrescentou.

O DNA, molécula da vida, é formada por uma dupla hélice de compostos - uma longa "escada" em espiral molecular, compreendendo quatro degraus químicos: adenina, citosina, guanina e timina, que se combinam aos pares. A citosina (C) combina com a guanina (G), enquanto a timina (T) combina com a adenina (A).

A sequência de letras compõe o genoma ou a estrutura química sobre a qual a vida é criada e sustentada. O DNA humano tem mais de três bilhões de letras, emaranhadas em pacotes de 24 cromossomos.

O projeto consiste em traduzir os dados genéticos para a linguagem binária do computador (0 e 1) e transcrevê-los em um código de "base 3" (ternário), que utiliza zeros, uns e dois.

Os dados são transcritos pela segunda vez como código de DNA, que se baseia em A, C, G e T. Um bloco de cinco letras é usado para um único dígito binário.

As letras são então transformadas em moléculas, usando produtos químicos de laboratório.

Segundo os cientistas, o trabalho não empregou DNA vivo, nem buscou criar qualquer forma de vida e, na verdade, o código feito pelo homem seria inútil para qualquer fim biológico.

"Não temos qualquer intenção de brincar com a vida", disse Goldman.

Apenas trechos curtos de DNA podem ser feitos, o que significa que a mensagem precisa ser cortada em pequenas seções de 117 letras, cada uma aderida a uma pequena etiqueta, como uma "comutação de pacotes" (técnica em que a mensagem é dividida e enviada em pequenos pacotes) na internet, o que permite que os dados sejam reagrupados.

Para provar sua teoria, a equipe codificou uma gravação em MP3 do discurso "Eu tenho um sonho", de Martin Luther King; uma foto digital de seu laboratório; um arquivo PDF do estudo de 1953 que descreveu a estrutura de DNA; um arquivo com todos os sonetos de Shakespeare; e um documento que descreve a técnica de armazenamento de dados.

"Nós baixamos os arquivos da internet e os usamos para sintetizar centenas de milhares de pedaços de DNA. O resultado parece com uma minúscula partícula de poeira", explicou Emily Leproust, da empresa americana de biotecnologia Agilent, que pegou os dados digitais e os utilizou para sintetizar moléculas de DNA no laboratório.

A Agilent enviaram por correio a amostra de volta ao EBI, na Inglaterra, onde os cientistas encharcaram o DNA com água para reconstitui-lo e usaram equipamento padrão de sequenciamento para desvendar o código. Eles recuperaram e leram os arquivos com 100% de exatidão.

O trabalho se segue a um avanço feito no ano passado, quando cientistas da Universidade de Harvard anunciaram ter armazenado 700 terabytes de dados - o suficiente para armazenar cerca de 70.000 filmes - em uma grama de DNA.

O novo método elimina o risco de erro na leitura do DNA, afirmam os cientistas, cujo trabalho foi publicado na edição desta semana da revista Nature.

"Nós pensamos, vamos partir o código em muitos fragmentos sobrepostos indo nas duas direções, com informação indexada indicando onde cada fragmento se encaixa no código geral, e fizemos um esquema codificado que não permite repetições", explicou Ewan Birney, co-autor do estudo.

"Desta forma, você precisaria cometer o mesmo erro em quatro diferentes fragmentos para falhar e isto seria muito incomum", emendou.

A informação se acumula maciçamente no mundo e o armazenamento de tantos dados é uma dor de cabeça. Discos magnéticos e ópticos são volumosos, precisam ser mantidos em ambientes frios e secos e são propensos a se degradar.

"A única limitação (ao armazenamento em DNA) é o custo", disse Birney, ressaltando que estes valores tendem a cair.

O sequenciamento e a leitura do DNA levam umas duas semanas com a tecnologia atual, portanto não seria recomendável para a recuperação instantânea de dados. Mas, seriam apropriados para dados armazenados entre 500 e 5.000 anos, como uma enciclopédia do conhecimento e da cultura humanas, por exemplo.
 
Fonte Correio Braziliense

Cientistas vão reiniciar os estudos acerca da gripe aviária

Ron Fouchier: 'O risco de um artigo ser mal utilizado é muito pequeno'
Ron Fouchier: "O risco de um artigo ser mal utilizado é muito pequeno"
A suspensão, há um ano, ocorreu em protesto à recomendação americana de não divulgar os resultados para evitar o uso por bioterroristas
 
Apesar de invisível, o vírus H5N1, causador da gripe aviária, não só existe como vem se modificando ao longo dos anos para aumentar a capacidade de disseminação. A ameaça latente pode se tornar realidade e evoluir para uma pandemia, caso o micro-organismo pegue a comunidade científica de surpresa.
 
Os estudos sobre as mutações genéticas do H5N1, contudo, ficaram um ano parados devido a uma automoratória decretada por 40 pesquisadores de três continentes, nenhum deles do Brasil.
 
O alvo do protesto foi uma recomendação do Painel Científico Consultivo para Biossegurança Nacional dos EUA, que aconselhou a não divulgação dos estudos. A justificativa era de que bioterroristas poderiam usar as informações para criar armas químicas, mas os cientistas interpretaram o ato como uma espécie de censura. Agora, em uma publicação conjunta nas revistas Nature e Science, eles anunciaram que vão voltar com as investigações, exceto nos Estados Unidos.
 
A retomada das pesquisas é considerada fundamental porque o vírus da gripe aviária pode ser mais devastador que o H1N1, que causou um surto de gripe suína em 2009.
 
A variante manifesta-se em aves e, eventualmente, pode ser transmitida para humanos, com uma taxa de mortalidade que chega a 60%. Uma vez infectada, porém, a pessoa não transmite o vírus para outra, o que praticamente elimina o risco de epidemias. No caso de mutações, contudo, o quadro pode ficar diferente.
 
Já existem três cepas do H5N1 em circulação, sendo que uma delas é a combinação entre as duas primeiras. Um dos estudos que ajudou a levantar a polêmica mundial sobre a divulgação de dados constatou que bastam 10 mutações para que o vírus seja transmissível entre humanos e outros mamíferos.

Nos Estados Unidos, o governo não se manifestou oficialmente e os cientistas que investigam o H5N1 no país ou com financiamento americano continuarão de braços cruzados. Entre eles, Yoshihiro Kawaoka, um dos principais pesquisadores das mutações do vírus.
 
Ron Fouchier, do Centro Médico Erasmus, revelou que o instituto também recebia contribuições financeiras dos EUA. Mas os estudos serão retomados em breve na Holanda porque parte do dinheiro envolvido vem da União Europeia, que viu mais benefícios do que riscos nesse tipo de pesquisa.
 
Fouchier reiterou o que tem falado há um ano: “O risco de um artigo ser mal utilizado é muito, muito pequeno, se não inexistente. Até porque o resultado dos primeiros estudos já foi publicado e não existe qualquer informação de que esses artigos tenham alimentado pessoas que estavam mal-intencionadas quanto ao uso desse tipo de vírus”.
 
Fonte Correio Braziliense

Programa Saúde Para Todos Copa é lançado nesta sexta-feira

Brasília - A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES) lançou nesta sexta-feira (25) o Programa Saúde Para Todos Copa. A ação tem como objetivo garantir saúde para as pessoas que irão trabalhar durante as copas das Confederações e do Mundo e os turistas que visitarão a capital nos dois eventos esportivos.
 
O programa é composto por ações que pretendem garantir medidas de prevenção, controle e promoção da saúde a todos. A subsecretária de Vigilância e Saúde da SES, Marília Coelho Cunha, diz que a meta do programa é proteger a população na realização destes grandes eventos. "Estamos implementando e reforçando ações de prevenção e promoção da saúde para manter a população protegida contra doenças", explica a subsecretária.
 
Serão realizadas quatro ações. A primeira consiste na certificação dos estabelecimentos comerciais que aderirem ao programa. Farmácias, drogarias, bares, restaurantes e hotéis da cidade passarão por fiscalizações higiênico-sanitárias para garantir a qualidade dos serviços prestados. Todos estes estabelecimentos receberão um selo de certificação.
 
A segunda é a distribuição de cartilhas com orientações de saúde, farmacêuticas e localização de serviços e de ambulância. O material terá símbolos internacionais para facilitar a comunicação. A vacinação é a terceira ação do programa e pretende proteger 95% dos trabalhadores que terão contato direto com os turistas. Funcionários do aeroporto, da rodoviária, de hotéis, feiras, bares, restaurantes e taxistas receberão a dose contra o sarampo, rubéola e caxumba. A ação terá início no próximo domingo (27) no Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek das 8h às 18h.
 
A quarta é intensificar as ações de saúde nos lugares de maior circulação de pessoas como shoppings, cinemas e teatros. O objetivo é sensibilizar a população quanto ao uso abusivo do álcool e quanto às doenças sexualmente transmissíveis (DST).
 
O subsecretário de gestão participativa da Secretaria de Estado de Saúde do DF, José Bonifácio Carreira, diz que Brasília será um exemplo em saúde durante os eventos esportivos. "Marcaremos um ponto importante porque vamos ter o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendendo dentro do estádio, agilidade na locomoção para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e Hospital de Base, além de treinamento de segurança aos funcionários do estádio para ensinar como prestar os primeiro socorros a vítimas de acidentes", disse o subsecretário.
 
Fonte Agência Brasil

Imperatória

Resumo
Imperatória: Planta medicinal com efeitos digestivo e diurético, indicada em casos de distúrbios digestivos ou dor de dente. É muitas vezes apresentada como um chá ou decocção.
 
Nomes
Nome: Imperatória
 
Nome latim: Peucedanum ostruthium
 
Nome inglês: masterwort
 
Nome francês: impératoire, benjoin
 
Nome alemão: Meisterwurz
 
Nome italiano: imperatoria
 
Nome espanhol: imperatoria
 
Família
Apiaceae
 
Componentes
Óleo essencial, cumarinas.
 
Partes utilizadas
Raízes (suco que pode ser extraído a partir da raiz de imperatória), rizoma.
 
Efeitos
Diurético, digestivo e estomacal.
 
Indicações
- distúrbios digestivos

- inchaço

- dor de dente (como raiz fresca)
 
Efeitos secundários
Possível alergia à exposição solar, peça conselhos ao médico ou farmacêutico.
 
Contra-indicação
Nenhuma conhecida.
 
Interação
Nenhuma conhecida.
 
Preparações
- infusão
 
- decocção
 
- cápsula
 
- pó
 
Onde cresce a imperatória?
A imperatória cresce facilmente nas montanhas, como por exemplo, nos Alpes (Europa). Mas também cresce em outras partes da Europa (Espanha) e Ásia (Rússia).
 
Quando colher?
-
 
Observações interessantes
A famosa Hildegard de Bingen (religiosa do século XII) já mostraram um grande interesse na imperatória. Hoje a imperatória é uma erva pouco conhecida, mas ainda possui efeitos promissores como uma possível ação para retardar a progressão da doença de Alzheimer (fonte: Gentiana, Jardim de Plantas Medicinais Leysin, do professor Kurt Hostettmann).

Fonte Criasaúde

Osteoporose

Definição
Osteoporose é o afinamento do tecido ósseo e a perda progressiva da densidade óssea e pode resultar de doença, deficiência alimentar ou hormonal ou idade avançada. Exercícios regulares e suplementos vitamínicos e minerais podem reduzir e inclusive reverter a perda de densidade óssea.
 
Nomes alternativos
Ossos finos

Causas, incidência e fatores de risco
A osteoporose é o tipo mais comum de doença óssea. Pesquisadores estimam que aproximadamente 1 em cada 5 mulheres americanas com mais de 50 anos tem osteoporose. Em torno da metade de todas as mulheres com mais de 50 anos de idade sofrerão uma fratura do quadril, do punho ou da vértebra (ossos da coluna vertebral).
A osteoporose ocorre quando o corpo deixa de formar material ósseo novo suficiente ou quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo, ou ambos.
 
O cálcio e o fosfato são dois minerais essenciais à formação normal dos ossos. Durante a juventude, o corpo usa esses minerais para produzir ossos. Se a ingestão de cálcio não é suficiente ou se o corpo não absorve quantidade suficiente de cálcio da alimentação, a produção de ossos e tecidos ósseos pode ser afetada.

À medida que você envelhece, o cálcio e o fosfato podem ser reabsorvidos de volta para o corpo a partir dos ossos e, nesse caso, o tecido ósseo torna-se mais fraco. Isso pode resultar em ossos quebradiços e frágeis, que são mais suscetíveis a fraturas, mesmo sem lesões.
 
Em geral, a perda ocorre gradualmente com o passar dos anos. Na maioria das vezes, a pessoa irá sofrer uma fratura antes de se dar conta da presença da doença. Quando isso ocorre, a doença já se encontra em um estado avançado, e o dano é grave.
 
As principais causas da osteoporose são uma queda no estrogênio em mulheres na época da menopausa e uma queda na testosterona nos homens. Mulheres com mais de 50 anos e homens com mais de 70 anos têm risco maior de osteoporose.
 
Outras causas incluem:
  • Estar confinado a uma cama
  • Artrite reumatóide crônica, doença renal crônica, distúrbios alimentares
  • Tomar medicamentos corticosteroides (prednisona, metilprednisolona) todos os dias por mais de 3 meses ou tomar alguns anticonvulsivos
  • Hiperparatireoidismo
 
Mulheres brancas, especialmente aquelas com um histórico familiar de osteoporose, têm um risco maior de desenvolver a doença.
 
Outros fatores de risco:
  • Ausência de períodos menstruais (amenorreia) por longo período
  • Alto consumo de álcool
  • Histórico familiar de osteoporose
  • Histórico de tratamento com hormônios para câncer de próstata ou câncer de mama
  • Baixo peso corporal
  • Fumo
  • Baixa quantidade de cálcio na dieta
 
Sintomas
Não existem sintomas nos estágios iniciais da doença.
 
Os sintomas que surgem com o avanço da doença são:
  • Dor ou sensibilidade óssea
  • Fraturas com pouco ou nenhum trauma
  • Perda de estatura (por volta de 15 cm) com o passar do tempo
  • Dor na região lombar devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral
  • Dor no pescoço devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral
  • Postura encurvada ou cifose, também chamada de "corcunda de viúva"
 
Exames e testes
Teste de densidade mineral óssea (especificamente uma densitometria ou exame DEXA) mede quanto de material ósseo você tem. Seu médico usa esse teste para prever riscos de fraturas ósseas no futuro.
 
Quanto menor a densidade de um osso, maior é o risco de fraturas. Um exame ósseo, juntamente com o histórico médico de um paciente, é um procedimento útil para avaliar a probabilidade de uma fratura e a necessidade de um tratamento preventivo.
 
A densitometria óssea apresenta a vantagem de ser indolor e de expor o paciente a apenas uma pequena quantidade de radiação.
 
Para obter mais informações sobre quando o teste deve ser feito, consulte Exame de densidade óssea.
 
A tomografia computadorizada quantitativa (QCT), um tipo especial de tomografia da coluna que pode mostrar perda de densidade mineral óssea, pode ser usada em casos raros.
 
Em casos graves, um raio X da coluna ou dos quadris pode mostrar fratura ou colapso dos ossos. No entanto, raios X simples de ossos não são muito precisos para prever se uma pessoa tem probabilidade de ter osteoporose.
 
Se sua osteoporose for devido a uma condição médica em vez de simplesmente a perda óssea normal observada em idade mais avançada, você pode precisar de exames de sangue e urina.
 
Tratamento
Os objetivos do tratamento contra osteoporose são:
  • Controlar a dor decorrente da doença
  • Retardar ou interromper a perda óssea
  • Prevenir fraturas ósseas com medicamentos que fortaleçam os ossos
  • Minimizar o risco de quedas que possam causar fraturas

Existem vários tratamentos diferentes para osteoporose, inclusive mudanças no estilo de vida e uma variedade de medicamentos.
 
Medicamentos são usados para fortalecer os ossos quando:
  • A osteoporose tiver sido diagnosticada por um estudo de densidade óssea.
  • A osteopenia (ossos finos, mas não osteoporose) tiver sido diagnosticada por um estudo de densidade óssea, se tiver ocorrido uma fratura.
 
BISFOSFONATOS
Os bisfosfonatos são as drogas primárias usadas tanto para prevenir quanto para tratar da osteoporose em mulheres em pós-menopausa.
  • Os bisfosfonatos tomados por via oral incluem alendronato (Fosamax), ibandronato (Boniva) e risedronato (Actonel). A maioria é tomada por via oral, geralmente uma vez por semana ou uma vez por mês.
  • Bisfosfonatos tomados através da veia (de maneira intravenosa) são prescritos com menos frequência.
CALCITONINA
A calcitonina é um medicamento que retarda a taxa de perda óssea e alivia a dor nos ossos. Ela está disponível como spray nasal ou injeção. Os efeitos colaterais principais são irritação nasal pelo uso da forma de spray e náusea pelo uso da forma injetável.
A calcitonina parece ser menos eficiente do que os bisfosfonatos.
 
TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL
A terapia de reposição hormonal (TRH) ou estrogênica (TRE) não é muito usada atualmente para prevenir a osteoporose nem é aprovada para tratar de mulheres que já tenham sido diagnosticadas com essa doença.
 
Algumas vezes, se o estrogênio tiver ajudado uma mulher e ela não puder adotar outras opções para prevenir ou tratar da osteoporose, o médico pode recomendar que ela continue fazendo a terapia hormonal. Se você estiver considerando adotar a terapia hormonal para prevenir a osteoporose, discuta os riscos com seu médico.
 
HORMÔNIO DA PARATIREOIDE
A Teriparatide (Forteo) foi aprovada para o tratamento de mulheres em pós-menopausa que têm osteoporose grave e que estão sob alto risco de fraturas. O medicamento é ministrado através de injeções subcutâneas diárias. Você mesmo pode ministrar as injeções em casa.
 
RALOXIFENO
O raloxifeno (Evista) é usado para a prevenção e o tratamento da osteoporose. O raloxifeno é semelhante à droga tamoxifeno para câncer de mama. O raloxifeno pode reduzir o risco de fraturas da coluna em quase 50%. No entanto, ele parece não prevenir outras fraturas, inclusive as dos quadris. Ele pode ter efeitos protetores contra doença cardíaca e câncer de mama, embora sejam necessários mais estudos.
 
O efeito colateral mais sério do raloxifeno é um risco muito pequeno de coágulos de sangue nas veias das pernas (trombose venosa profunda) ou nos pulmões (embolia pulmonar).
 
EXERCÍCIOS FÍSICOS
Exercícios regulares podem reduzir a probabilidade de fraturas ósseas em pessoas com osteoporose. Estudos mostram que exercícios que exigem que os músculos puxem os ossos provocam retenção e possível ganho de densidade óssea.
 
Alguns dos exercícios recomendados incluem:
 
- Exercícios calistênicos – caminhar, correr, jogar tênis, dançar
 
- Exercícios de resistência – pesos livres, máquinas com peso, faixas elásticas
 
- Exercícios de equilíbrio – tai chi, ioga
 
- Pedalar bicicletas ergométricas
 
- Utilizar máquinas de remos
 
 
Evite qualquer exercício que apresente risco de queda ou exercícios de alto impacto que possam causar fraturas.
 
DIETA
Tome no mínimo 1.200 miligramas de cálcio por dia e 800 a 1.000 unidades internacionais de vitamina D3.
 
A vitamina D ajuda seu corpo a absorver cálcio. Seu médico pode recomendar um suplemento para fornecer o cálcio e a vitamina D de que você precisa.
 
Como a maioria das vitaminas, a vitamina D pode ser obtida na quantidade recomendada com uma dieta bem equilibrada, incluindo alguns alimentos enriquecidos ou fortificados. Além disso, o corpo fabrica vitamina D quando exposto à luz solar; recomenda-se que as pessoas exponham-se de 10 a 15 minutos à luz do sol três vezes por semana.
 
Siga uma dieta que forneça a quantidade apropriada de cálcio, vitamina D e proteína. Tal medida não irá interromper completamente a perda óssea, porém, irá garantir que haja uma reserva dos elementos que o organismo usa na formação e conservação dos ossos.

Obter cálcio suficiente para impedir o afinamento dos ossos ao longo da vida pode ser mais difícil se a pessoa tiver intolerância a lactose ou outro problema, como tendência a pedras nos rins, pois ela evita fontes de alimentos ricos em cálcio.

A deficiência de cálcio também afeta o coração e o sistema circulatório, assim como a secreção de hormônios essenciais. Há muitas maneiras de suplementar o cálcio, incluindo um número crescente de alimentos fortalecidos.

Alimentos ricos em cálcio incluem:
 
- Queijo
 
- Sorvete
 
- Verduras com folhas verdes, como espinafre e couve
 
- Leite desnatado
 
- Salmão
 
-Sardinhas (com espinha)
 
- Tofu
 
- Iogurte
 
INTERRUPÇÃO DE HÁBITOS PREJUDICIAIS À SAÚDE
Pare de fumar, se for o caso. Limite também o consumo de álcool. Álcool em excesso pode danificar seus ossos, bem como colocar você em risco de cair e quebrar um osso.
 
PREVENÇÃO DE QUEDAS
É essencial prevenir quedas. Evite medicamentos sedativos e remova os riscos domésticos para reduzir as chances de fraturas. Certifique-se de que sua visão esteja boa.
 
Fraturas no quadril, por exemplo, ocorrem como resultado de um trauma grande ou pequeno. Em pacientes idosos com ossos enfraquecidos pela osteoporose, traumas relativamente pequenos, e até mesmo caminhar, podem resultar em uma fratura do quadril.
 
Outras maneiras para prevenir quedas incluem:
 
- Evitar caminhar sozinho em dias chuvosos
 
- Usar barras na banheira, quando necessário
 
- Usar sapatos bem ajustados
 
MONITORAMENTO
Sua resposta ao tratamento pode ser monitorada com uma série de medições de densidade mineral óssea feitas anualmente ou a cada 2 anos. As mulheres que estão tomando estrógenos devem ser submetidas a mamografias de rotina, exames pélvicos e de Papanicolau.
 
CIRURGIAS RELACIONADAS
Não há cirurgias para o tratamento da osteoporose. No entanto, um procedimento chamado vertebroplastia pode ser usado para tratar de qualquer fratura pequena na sua coluna vertebral devido à osteoporose. Ele também pode ajudar a prevenir vértebras fracas de serem fraturadas pelo esforço dos ossos da sua coluna vertebral.O procedimento envolve injetar um cimento (cola) de endurecimento rápido nas áreas que estão fraturadas ou fracas. Um procedimento semelhante, chamado cifoplastia, usa balões para alargar os espaços que precisam de cola. (Os balões são removidos durante o procedimento.)
 
Expectativas (prognóstico)
Os medicamentos que tratam da osteoporose podem ajudar a prevenir fraturas, mas as vértebras que já entraram em colapso não podem ser revertidas.
 
Algumas pessoas com osteoporose ficam severamente incapacitadas como resultado de ossos enfraquecidos. Fraturas nos quadris deixam em torno da metade dos pacientes incapazes de caminhar independentemente.
 
Essa é uma das principais razões pelas quais indivíduos são internados em asilos. Ainda que a osteoporose seja debilitante, não afeta a expectativa de vida.
 
Complicações
  • Fraturas por compressão na coluna vertebral
  • Invalidez provocada por ossos gravemente debilitados
  • Fraturas nos quadris e punhos
  • Perda da capacidade de andar devido a fraturas nos quadris
 
Ligando para o médico
Ligue para o médico se tiver sintomas de osteoporose ou se desejar fazer uma triagem para detecção dessa doença.
 
Prevenção
O cálcio é fundamental para a formação e a manutenção saudável dos ossos. A vitamina D, que auxilia na absorção do cálcio, também é essencial. Seguir uma dieta saudável e bem balanceada pode ajudar você a obter esses e outros nutrientes importantes por toda a vida.Outras dicas para prevenção:
  • Evitar o consumo de álcool em excesso
  • Não fumar
  • Fazer exercícios regularmente
Vários medicamentos foram aprovados para a prevenção da osteoporose.
 
Referências
Cranney A, Papaioannou A, Zytaruk N, et al., Clinical Guidelines Committee of Osteoporosis Canada. Parathyroid hormone for the treatment of osteoporosis: a systematic review. CMAJ. 2006 4;175(1):52-59.Gass M, Dawson-Hughes B. Preventing osteoporosis-related fractures: an overview. Am J Med. 2006;119:S3-S11.Estrogen and progestogen use in postmenopausal women: July 2008 position statement of The North American Menopause Society. Menopause. 2008;15(4):584-602.Management of osteoporosis in postmenopausal women: 2006 position statement of The North American Menopause Society. Menopause. 2006;13(3):340-367.National Osteoporosis Foundation. Clinician's Guide to Prevention and Treatment of Osteoporosis. Accessed July 23, 2008. Available online at http://www.nof.org/professionals/Clinicians_Guide.htm
 
Fonte iG

Marcapasso cerebral é testado contra o Alzheimer

Médicos ajustam marcapasso em Kathy:
 esperança de conter o avanço da doença
Técnica conhecida como estimulação cerebral profunda tenta frear avanço da doença com pequenos choques em regiões específicas do cérebro
 
A coisa toda tem ingredientes de filme de ficção-científica: bombardear o cérebro de uma pessoa com pequenas correntes de eletricidade para tentar evitar a insidiosa perda de memória característica da doença de Alzheimer. E não é fácil. É preciso fazer pequenos furos no crânio do paciente para poder implantar minúsculos fios exatamente no ponto certo.
 
Uma mudança dramática está começando na decepcionante luta para encontrar algo que reduza o ritmo avassalador dessa epidemia: as primeiras experiências feitas nos Estados Unidos com marcapassos cerebrais para tratar o Alzheimer estão começando. Os cientistas estão olhando para além dos medicamentos em busca de novos – e muito necessários – tratamentos.
 
A pesquisa ainda está em fase inicial. Apenas algumas dezenas de pessoas em estágio inicial de Alzheimer estão sendo testadas em alguns poucos hospitais. Ninguém sabe se a técnica pode funcionar e, caso isso aconteça, por quanto tempo os efeitos podem durar.
 
Kathy Sanford foi uma das primeiras a se inscrever, assim que o estágio inicial de Alzheimer foi gradualmente piorando. Ela ainda vivia de forma independente, mandando lembretes para si, mas já não podia trabalhar. E os medicamentos habituais não estavam ajudando.
 
Em seguida, os médicos da Ohio State University explicaram em que consistia a esperança: a estimulação elétrica constante dos circuitos cerebrais envolvidos na memória e no raciocínio pode manter essas redes neurais ativas por mais tempo, essencialmente ignorando alguns dos danos da demência. Kathy decidiu que valia a pena tentar.
 
“A razão pela qual eu estou fazendo isso é que é realmente difícil de não ser capaz de lembrar as coisas”, disse Kathy, de 57.
 
O pai dela foi ainda mais direto.
 
“Qual é a nossa escolha? Participar de um programa de pesquisas ou sentar aqui e vê-la deteriorar lentamente?”, questionou Joe Jester, 78.
 
Poucos meses depois da operação de cinco horas, o cabelo raspado para a cirurgia cerebral estava crescendo novamente e Kathy disse que se sentia bem, apenas com um formigamento ocasional que ela atribui aos eletrodos. Um gerador movido a bateria perto da clavícula fornece energia a eles, enviando os pequenos choques pelo pescoço até o cérebro.
 
É muito cedo para saber como ela vai se sair; os cientistas ainda vão acompanhá-la por dois anos.
 
“É uma avaliação contínua, agora estamos otimistas”, é assim que o neurocirurgião Ali Rezai cautelosamente se manifesta.
 
Mais de 5 milhões de americanos têm Alzheimer ou demências similares, e esse número deve aumentar rapidamente na medida em que a geração baby boom envelhece. Hoje, os remédios disponíveis apenas aliviam temporariamente alguns sintomas e as tentativas de atacar a suposta causa da doença, um material que “entope” o cérebro, até agora não funcionaram.
 
“Estamos ficando cansados de não ter outras coisas que funcionem”, disse o neurologista Douglas Scharre.
 
Cérebro com Alzheimer e cérebro normal: "apagão"
em algumas áreas mostra ação da doença
A nova abordagem é chamada de estimulação cerebral profunda ou DBS (do inglês, deep brain stimulation). Embora ela não ataque a causa do Alzheimer “talvez consigamos fazer com que o cérebro trabalhe melhor” disse ele.
 
A implantação de eletrodos no cérebro não é algo novo. Entre 85.000 e 100.000 pessoas em todo o mundo já fizeram DBS para bloquear os tremores da doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento. Os choques contínuos acalmaram as células nervosas hiperativas, com poucos efeitos colaterais.
 
Os cientistas também estão testando se estimular outras partes do cérebro pode ajudar a melhorar a depressão ou a reduzir o apetite em obesos.
 
Foi em um desses experimentos que pesquisadores canadenses tropeçaram, em 2003, com a possibilidade de fazer algo parecido no Alzheimer. Eles começaram os choques elétricos no cérebro de um homem obeso e acidentalmente liberaram uma enxurrada de lembranças antigas dele. Seguir com a DBS também melhorou a capacidade de aprender do voluntário. Ele não tinha demência, mas os pesquisadores se questionaram se poderiam estimular as redes de geração de memória em alguém com esse problema.
 
Mas espere um minuto. O Alzheimer não apenas rouba as memórias. Ele eventualmente rouba a capacidade de fazer as tarefas mais simples. Como estimular um cérebro tão danificado poderia ajudar em alguma coisa?
 
Um cérebro saudável é um cérebro conectado. Um circuito sinaliza a outro para que ele ligue e recupere as memórias necessárias para, por exemplo, dirigir um carro ou preparar uma refeição.
 
Pelo menos no início da doença, o Alzheimer mata apenas determinados pontos do cérebro. Mas placas que caracterizam a doença funcionam como uma barreira, impedindo que o interruptor “liga” acione circuitos saudáveis mais distantes que estão desativados, explicou o Andres Lozano, neurocirurgião do Toronto Western Hospital, cuja pesquisa despertou todo esse interesse na DBS para o Alzheimer.
 
O plano era colocar os eletrodos em centros onde as vias cerebrais de memória, comportamento, concentração e outras funções cognitivas convergem, para ver se os choques reativavam os circuitos silenciados, acrescentou Rezai.
 
Lozano e equipe encontraram o primeiro indício de que isso é possível de fazer com a implantação em seis pacientes de Alzheimer no Canadá. Depois de pelo menos 12 meses de estimulação contínua, exames cerebrais mostraram um sinal de mais actividade em domínios específicos da doença. De repente, os neurônios nesses locais começaram a usar mais glicose, o combustível das células cerebrais.
 
“Antes da estimulação, a área parecia uma espécia de apagão. Nós conseguimos ligar as luzes novamente nessas áreas”, disse Lozano.
 
Embora a maioria dos pacientes de Alzheimer mostre um claro declínio na função cognitiva a cada ano, em um canadense que usa o implante há quatro anos ela não deteriorou, disse Lozano, advertindo que não há como saber se isso ocorreu devido à DBS.
 
Kathy faz o teste cognitivo: resultados, mesmo tímidos,
 deixaram a equipe empolgada
As evidências ainda são preliminares e serão necessários anos de estudo para provar algo, mas “esta é uma emocionante nova abordagem”, disse Laurie Ryan, da divisão de envelhecimento dos Institutos Nacionais de Saúde, que esta financiando um estudo de acompanhamento de DBS.
 
Pesquisas em andamento
Pesquisadores de Toronto se uniram com quatro centros médicos dos EUA – Universidade Johns Hopkins, Universidade da Pensilvânia, Universidade da Flórida e o Banner Health System do Arizona – para testar a DBS em uma parte do cérebro chamada de fórnix, um dos centros de memória, em 40 pacientes. Metade terá os eletrodos ligados duas semanas após a operação de implantação e o restante em um ano, numa tentativa de detectar qualquer efeito placebo da cirurgia.
 
Na Universidade Estadual de Ohio, Rezai está implantando os eletrodos em um local diferente, os lobos frontais, fazendo DBS em vias de cognição e comportamento.
 
Esse estudo vai ser feito com 10 participantes, incluindo Kathy Sanford. Uma cirurgia nas costas, feita em outubro, foi o primeiro passo de Kathy. Depois foi o momento de afinar como os eletrodos disparariam os choques.
 
Ela fez os testes de cognição e resolução de problemas enquanto o neurologista Douglas Scharre ajustava a tensão e a frequência, observando as reações da paciente.
 
A equipe comemorou com Kathy ao ver que as pontuações do teste subiram um pouco durante esses ajustes. Ela sabe que não há garantias, mas “se podemos vencer algumas dessas coisas, ou pelo menos obter alguma vantagem sobre elas, eu sou toda apoio.”
 
Fonte iG

Hábito de adiar esconde problemas

Daniel Oliveira/ Fotoarena
Geralmente, o procrastinador tem medo do resultado
e de uma avaliação pública
 
A mania de deixar tudo para depois vai muito além da preguiça e pode esconder o medo do fracasso. Veja se você é um procrastinador
 
A procrastinação assume perfis diversos. O procrastinador por criação de problema adia as tarefas para mais tarde porque acha que terá mais tempo. O procrastinador comportamental até faz listas e planos, mas não segue nada do que foi planejado. E o procrastinador retardatário faz várias coisas antes de cumprir uma tarefa determinada anteriormente.
 
Segundo o psiquiatra norte-americano Bill Knaus em artigo publicado no “Psychology Today”, estes são os três perfis de quem tem mania de deixar tudo para depois. Mas, para a professora-titular da USP e terapeuta analítica comportamental Rachel Kerbay, a definição vai além.
 
Rachel trabalha há mais de 15 anos com o assunto e define o “autocontrole” – ou melhor, a falta dele – como a palavra-chave para entender este distúrbio. “O procrastinador quer sempre usufruir do resultado imediato. Não sabe planejar e criar condições para que as coisas aconteçam. Como ele segue só aquilo que é de seu interesse, perde o que poderia ganhar a longo prazo”, explica a professora.
 
Cada um com os seus motivos
É exatamente o que Carina Martins faz repetidas vezes. Redatora publicitária, ela precisa trabalhar em dupla com o responsável pela arte. Mas a fama de “deixar tudo para a última hora” já é bem conhecida entre os colegas e, no último emprego, chegou aos ouvidos do chefe. “Como eu também sou DJ, é muito fácil começar o dia procurando música e, quando me dou conta, passei o expediente inteiro fazendo outra coisa que não era o trabalho”, diz.
 
Carina também é do tipo que demora muitos dias para cumprir uma tarefa muito fácil, exatamente pelo grau de exigência ser menor. Só que quando o assunto é difícil, ela também trava. Daí o motivo é ter medo de encarar um desafio.
 
“Geralmente, o procrastinador tem medo do resultado e de uma avaliação pública. Daí o bloqueio e a decisão de não fazer nada. Para isso, ele encontra várias desculpas –muitas vezes externas, como tempo ruim, pouco dinheiro, falta de sorte – ou apela para a emoção para adiar os compromissos”, analisa Rachel.
 
O problema é que, na maioria dos casos, ele joga o trabalho para frente com a desculpa de que precisa de mais tempo para fazer determinado projeto, e nem por isso faz melhor. “Eu sempre falo, ‘semana que vem eu faço com mais calma’. Apesar da sensação ruim de angústia, acabo me enrolando de novo e dedico menos tempo do que o trabalho de verdade precisa. A saída, então, é o improviso”, confessa Carina.
 
Missão dada não é missão cumprida
Nesse nó de desculpas e enrolação, a preguiça – ao contrário do que muita gente acredita – não é a resposta do problema. É só ver a disposição da Carina para pesquisar música e fazer outras atividades que lhe dão prazer. Foi também o que concluiu Christian Barbosa, especialista em produtividade e autor do livro “Equilíbrio e Resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer”.
 
Christian elaborou uma pesquisa e perguntou a mais de 4 mil pessoas a seguinte questão: “você procrastina atividades ao longo da sua rotina?”. 97,4% dos entrevistados responderam “sim”.
 
De acordo com o levantamento, exercício físico, leitura, saúde e planejamento financeiro são as quatro coisas mais adiadas. Por outro lado, casamento, comprar apartamento, mudar de emprego e férias são aquelas que as pessoas realizam com mais facilidade. “Não há nada de errado em procrastinar de vez em quando, o problema é quando isso começa a ficar crônico e passamos a adiar frequentemente coisas que não poderiam ser adiadas”, define.
 
“De maneira geral, as coisas pessoais acabam sendo as que mais adiamos. Talvez porque na vida pessoal ninguém fique cobrando que você leia determinado livro ou organize seu armário. Mas, no trabalho, você tem chefe e clientes que esperam o resultado de sua produção”, ressalta Christian.
 
A falta dessa figura pode ser uma das razões que faz o estudante Marcio Vincler viver sempre no atraso. Há alguns anos, ele passou a trabalhar com a mãe. Como precisa de dedicação semi-integral na faculdade de veterinária, e ainda dá expediente em uma clínica, o tempo disponível para escritório é bem reduzido e as regalias são muitas.
 
Apesar de admitir que não se incomoda com as brincadeiras dos colegas, ele sabe o quanto esse comportamento cria rótulos. “Eu não consigo chegar no horário em nenhum lugar e as pessoas já contam com a minha demora”, diz.
 
Rir de si mesmo nem sempre é a melhor saída
A descontração dos procrastinadores vai embora quando é proposta uma sessão de fotos para ilustrar esta reportagem. Aí, a desculpa da imagem a zelar fala mais alto. Situação parecida viveu Christian Barbosa: se na primeira fase de sua pesquisa, que era anônima, não teve dificuldades, tudo mudou quando ele deu início à segunda etapa, que era procurar personagens e entender o dia-a-dia desse grupo. “Eles simplesmente sumiram. Ou pediam para trocar os nomes, a idade, a profissão. A principal preocupação era não ser mal visto pelos colegas de trabalho”, explica.
 
Mesmo assim, o procrastinador é mais tolerado no Brasil do que em outros lugares. “O que dita a cultura são os costumes, os valores de um grupo. E a nossa não é a do fazer, mas o de empurrar.
Temos um histórico de relações cordiais, em que os problemas se resolvem na base da amizade”, pontua Rachel Kerbauy.
 
Veja as orientações elaboradas por Christian Barbosa no livro “Equilíbrio e Resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer?” e fuja da enrolação:
 
1. Pense em algo que o coloque em estado de criatividade e foco para concluir rapidamente o que precisa ser feito.
 
2. Experimente começar fazendo coisas menores, de rápida conclusão, como arrumar uma gaveta em vez do armário inteiro.
 
3. Estabeleça rituais de recuperação de energia, algo que ajude a dar um gás quando sentir cansaço – como meditar.
 
4. Liste os fatores positivos e negativos de cada atividade a ser executada. Este exercício trabalha os dois lados do cérebro e ajuda a encontrar motivação.
 
5. O apoio de alguém de fora, como chefe ou um coach, é de grande ajuda para vencer a barreira da procrastinação.
 
6. Se a tarefa não é urgente, selecione um dia na sua agenda e reserve como se fosse uma reunião, com hora marcada para começar e terminar.
 
O presente é o momento ideal
A pergunta diante deste jogo de empurra-empurra é: há uma luz no fim do túnel? Sim. “É preciso mudar as ações, as habilidades e a fala. Ou seja, o jeito de fazer das coisas”, afirma Rachel. É o que também acredita Christian Barbosa. “Infelizmente, na vida nem sempre teremos apenas coisas interessantes para fazer. É preciso aceitar isso”, diz.
 
Segundo ele, em muitos casos, adotar uma estratégia de produtividade dá bons resultados. Outra dica valiosa é defendida por Rachel. “Planeje os compromissos, crie alternativas factíveis e avance aos poucos. A recompensa neste caso não é material. É o sentimento de dever concluído que dá impulso à mudança e se torna mais satisfatório do que o mal-estar de um comportamento procrastinador”.
 
Fonte Delas