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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Falta de lei para postagens na internet pode incentivar alcoolismo

Imagem relacionadaEstudos mostram que postagens com fotos dos amigos no bar ou com propaganda de bebidas podem estimular o consumo de álcool entre jovens. Segundo especialistas, a falta de lei para esse tipo de publicação agrava o problema

Se os adultos que bebem excessivamente tentam esconder esse comportamento a todo custo, entre os jovens a coisa é bem diferente. Para eles, postar foto com uma lata de cerveja na mão, virando o copinho de pinga, brindando com os amigos ou até mesmo visivelmente embriagados parece um atestado de “gente boa”. O que poderia ser apenas uma tentativa de aceitação pelo grupo esconde, porém, uma armadilha perigosa. De acordo com pesquisas recentes, publicações sobre álcool nas redes sociais têm uma influência negativa sobre usuários, com aumento de consumo e de problemas associados à bebida, como faltas à escola e envolvimento em brigas.

Terra de ninguém, carente de mecanismos regulatórios, as redes sociais também são um poderoso outdoor para a publicação de anúncios de bebidas, sem as restrições impostas a outros meios eletrônicos - no Brasil, a tevê só pode veicular propaganda de destilados depois das 21h30, por exemplo. Além das postagens dos usuários, os especialistas em dependência química se preocupam com os efeitos sobre os mais jovens das campanhas de álcool exibidas em sites como Facebook, Twitter, Instagram e Youtube.

Estudiosa do tema, Theresa Marteau, diretora da Unidade de Pesquisa em Comportamento e Saúde da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, diz que 90% dos jovens de 15 a 24 anos e mais de 40% na faixa dos 6 aos 14 anos que acessam a internet têm perfil nas redes sociais. No Brasil, somente o Facebook é acessado por 69% dos usuários de até 29 anos. Uma pesquisa recente sobre anúncios de cervejarias publicada por Marteau na revista Alcohol and Alcoholism conclui que é preciso regulamentar a propaganda de bebidas para proteger os jovens. Propaganda, nesses casos, incluem vídeos promocionais, games, receitas e competições.

De acordo com Marteau, a natureza interativa desse tipo de anúncio faz dele mais efetivo do que a publicidade promocional. “Seja ou não deliberado, nossos resultados mostram que as crianças não estão protegidas do marketing on-line do álcool. Materiais interativos aumentam ainda mais o impacto da propaganda”, diz.

Muitas vezes, a melhor propaganda não é feita pelos anunciantes, mas pelos próprios usuários das redes. Seja no Facebook, no WhatsApp ou no stories do Instagram, as postagens dos jovens atribuindo valores positivos à bebida têm preocupado especialistas. “Se o consumo está associado à sensação de bem-estar e à adequação social, isso pode gerar a impressão de que, para se atingir esses mesmos objetivos, deve-se consumir álcool”, ressalta a psiquiatra Helena Moura, especialista em dependência química (leia Palavra de especialista).

A exposição a esse tipo de conteúdo é imensa, conforme um trabalho norueguês divulgado no mês passado na revista Addictive Behaviors. No maior estudo quantitativo sobre esse tema, os pesquisadores da Universidade de Bergen investigaram o contato de 11.236 universitários com posts a respeito de álcool gerados pelos próprios usuários das redes sociais. Os resultados mostram que 96,7% deles já haviam sido expostos a posts relacionados à bebida, sendo que, em 81% dos casos, a mensagem era positiva. Por outro lado, em apenas 40% das vezes, essa associação foi negativa. “Podemos supor que a frequência à exposição é um fator importante, à medida que exposições mais frequentes podem, particularmente, fortalecer interpretações sobre o uso de álcool”, destacaram os autores.

Para o presidente executivo do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), fundador e supervisor do Programa do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Universidade de São Paulo e professor titular da Faculdade de Medicina do ABC, Arthur Guerra, embora o fenômeno das redes sociais seja recente, o estudo norueguês é um forte indicativo do tamanho do problema. “Há pouquíssimos estudos sobre isso, mas o da Universidade de Bergen mensurou a relação de álcool e a exposição nas mídias sociais. E a grande parte do conteúdo reflete o aspecto positivo, de que o álcool é legal, faz você aceito pelo grupo”, afirma.

O médico lembra que essa associação sempre foi feita pelos jovens, mas diz que, agora, a exposição à bebida e a esse tipo de mensagem é muito mais frequente. “No meu tempo, o jovem tinha contato com o álcool quando saía para dançar e usava a bebida para perder a timidez. Nas redes sociais, o contato com a bebida é o tempo todo”, exemplifica. Para ele, as novas mídias exigem uma nova abordagem do assunto. “Não adianta dizer para o jovem que ele vai morrer por causa do álcool ou vai se tornar dependente. Deveria haver um esforço maior de informação, na linguagem dele.” Guerra acredita que os youtubers - apresentadores de canais no Youtube, seguidos por milhões de usuários - poderiam desempenhar esse papel. “Eles são lideranças e poderiam passar a mensagem de que, se você quer beber, que beba, mas de forma moderada”, afirma.

Saúde Plena

Dores nas costas afastaram mais de 80 mil trabalhadores em 2017

Imagem relacionadaAs dores nas costas afastaram mais de 83,8 mil pessoas de postos de trabalho em 2017, segundo a Secretaria da Previdência do Ministério da Fazenda, ficando em segundo lugar no ranking das doenças mais frequentes entre os auxílios-doença concedidos pelo INSS

Dentro dessas, está a lombalgia, dor na lombar, parte mais baixa da coluna. Estudos recentes comprovaram que oito em cada 10 pessoas sofrerão com o problema em algum momento da vida.

O médico ortopedista, subespecialista em cirurgia de coluna Rodrigo Souza Lima explica que a lombalgia é mais frequente em mulheres, em torno de 60%. “Alguns autores associam essa maior prevalência no sexo feminino ao fato da mulher apresentar uma musculatura mais fraca que a do homem, tornando-se mais vulneráveis a fadigas”, argumenta.

Segundo Lima, pessoas na terceira idade também estão mais propensas a ter lombalgia. “Devido a um grau de fraqueza muscular maior e um desgaste das articulações, conhecido como artrose facetaria. Mas, atualmente pacientes cada mais jovens, por volta dos 30 anos, estão apresentado quadros de lombalgia, muitas vezes associada à prática inadequada de atividade físicas”, complementa.

De acordo com o médico, o sedentarismo é umas das principais causas da lombalgia. “O problema pode ser prevenido com exercícios físicos, alongamentos, fortalecimento da musculatura abdominal e dorsal, observando posturas corretas no dia a dia, e que devem ser feitas de forma contínuas e progressivas, sempre com orientações de um profissional”, destaca .

Tratamento
O especialista ressalta que as decisões sobre o tratamento para sua lombalgia devem ser feitas com cuidado. “Na maioria dos casos, há tempo suficiente para aprender sobre a condição e doença do paciente. As opções para tratamento são diversas, como o tratamento conservador que envolve a acupuntura, quiropraxia, exercícios, medicamentos, fisioterapia, RPG e pilates”, exemplifica.

Em casos mais sérios muitas vezes é necessário o tratamento cirúrgico, sendo indicado de acordo com cada doença, como explica o médico. “É importante sempre lembrar que cada doença é única e o tratamento é específico a cada patologia”, comenta.

“Dores sempre são um sinal de alerta e quer dizer que alguma coisa está acontecendo no nosso dia a dia de forma errada. É muito importante procurar um profissional especialista em cirurgias de coluna para evitar que um probleminha hoje se transforme é um problemão amanhã”, finaliza Lima.

Bem Paraná

Instagram tenta banir hashtags sobre medicamentos para inibir venda de opioides

Resultado de imagem para Instagram tenta banir hashtags sobre medicamentos para inibir venda de opioidesApós denuncias de perfis que estavam vendendo opiáceos livremente pelo Instagram, plataforma está ‘limpando’ as buscas para reduzir o problema

Se você pesquisasse “#Oxycontin”, nome de um analgésico opioide no Instagram acharia pelo menos 30 mil postagens relacionadas à hashtag apareceriam nos resultados. Entretanto, desde a última quarta-feira (11), nenhum resultado foi apresentado para quem fez a pesquisa. De acordo com o portal internacional Digital Trends , tudo isso aconteceu porque uma mulher chamada Eileen Carey denunciou por anos diversos perfis que estavam vendendo livremente opiáceos pelo Instagram . Agora, a plataforma está ‘limpando’ as buscas.

Em declaração, a rede social confirmou que as hashtags relacionadas aos medicamentos estão sendo tratadas com mais cuidado. Além disso, o porta-voz da empresa também disse que comprar ou vender medicamentos na plataforma é uma prática proibida. “Temos zero tolerância quando se trata de conteúdo que coloca em risco a segurança de nossa comunidade”, disse. Embora esse tenha sido o posicionamento oficial da companhia, o Digital Trends fez um teste e constatou que ainda há dezenas de milhares de posts relacionados a medicamentos que podem ser encontrados no app.

Decisão
Na semana passada, o comissário da Administração de Alimentos e Medicamentos, Scorr Gottlieb, convocou diversas empresas, entre elas o Facebook, para falar sobre as atividades ilegais que acontecem nas plataformas. Durante o encontro, Gottlieb apontou que as companhias estão relutantes em assumir um papel mais amplo de policiamento, mas que, essas propagandas e respectivas vendas são amplamente ameaçadoras para os usuários de redes sociais.

Vendas no Instagram
O Instagram anunciou em março, o lançamento de um recurso de compras na rede social, que facilita o processo de venda de produtos no Brasil . Com essa atualização, as lojas conseguem marcar itens disponíveis aos clientes em suas publicações orgânicas. Ao todo, mais de 200 milhões de contas visitam um ou mais perfis comerciais diariamente. Este novo recurso do Instagram funciona como uma vitrine para que as pessoas possam explorar e conhecer novos produtos das empresas que elas seguem. A funcionalidade vinha sendo testada desde o ano passado nos Estados Unidos.

Foto: Shutterstock

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