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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fitoterápico reduz peso em até 10%, constata pesquisa da USP Phytoterapic reduces weight by up to 10%, research notes, USP in Brazil

Lilian Ferreira
Do UOL Ciência e Saúde

Em meio à discussão sobre o banimento de remédios para emagrecer (à base de sibutramina e dos anorexígenos anfetamínicos), um novo insumo feito a partir de uma erva que existe no Brasil promete combater a obesidade sem trazer riscos. Segundo pesquisa da USP, o tratamento com substrato da ilex sp reduz o peso de mulheres em 10,35% e de homens em 5,35% em um mês.

O teste pré-clínico foi realizado com ratos, mas os resultados devem se repetir em seres humanos, acredita Maria Martha Bernardi, professora do departamento de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP.

O extrato, que recebe o nome comercial de PholiaNegra, é um composto de fórmula manipulada, vendida mediante prescrição médica. Ela deve ser tomada antes da refeição. Sua principal ação é retardar o esvaziamento do estômago, o que gera uma sensação de saciedade por mais tempo, e, assim, a perda de peso.

“A principal vantagem da PholiaNegra é que ela não age no cérebro, por isso não causa vício, e não apresentou toxicidade. O principal desafio hoje é achar algum remédio efetivo no emagrecimento, mas que não mate e não vicie”, explica Bernardi.

A planta contém metilxantinas e saponinas, responsáveis pela perda de peso, e também o cafeiol, ácido cafeico e clorogênicos, além de um elevado valor de orac, que lhe conferem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

Estas propriedades, assim como uma comparação com a sibutramina, são os próximos passos do estudo da USP.

Pesquisa

Quarenta ratos, 20 machos e 20 fêmeas receberam ração hipercalórica por 1 mês. Depois disso, já com sobrepeso, eles foram divididos em quatro: 10 machos e 10 fêmeas formaram o grupo de controle e os demais receberam o extrato de PholiaNegra também por 1 mês. A alimentação passou a ser normal e equilibrada.

A análise do ganho de peso semanal dos ratos mostrou que os machos apresentaram redução no ganho de peso nas duas primeiras semanas de tratamento com o insumo, com perda de peso nas duas semanas finais de tratamento. Já entre as fêmeas, na primeira semana de tratamento, não houve diferença no ganho de peso entre os animais do grupo controle e experimental, porém, a partir da segunda semana, a perda de peso foi acentuada nas ratas que tomaram o extrato.

Durante o tratamento não foram observados sinais de toxicidade como pelos arrepiados, cianose, depressão, morte etc.

MPF: presença de bisfenol deve ser indicada no rótulo MPF: the presence of BPA should be indicated on the label in Brazil

São Paulo - A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo ajuizou ação civil pública, com pedido de liminar, de efeito nacional, para que a Justiça Federal obrigue a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a regulamentar, em um prazo máximo de 40 dias, que fabricantes informem, ostensiva e adequadamente, a presença de bisfenol-A nas embalagens e rótulos de produtos que contenham essa substância em sua composição.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a substância já está proibida no Canadá e na Costa Rica. O bisfenol é um componente amplamente utilizado para produção de plásticos usados em mamadeiras e embalagens de alimentos em geral. Estudos científicos recentes demonstraram que ele pode causar doenças cardíacas e câncer.

Para o procurador Jefferson Aparecido Dias, autor da ação, a regulamentação existente limita-se apenas a disciplinar o limite de migração de bisfenol em cada alimento, nada dispondo sobre informações a serem prestadas aos consumidores. Segundo ele, "a incerteza da situação, aliada ao possível risco de danos graves à saúde humana, notadamente aos bebês e às crianças, exige um quadro explícito de informação e orientação adequados ao consumidor nas embalagens de produtos que contêm tal substância dentre seus componentes", afirmou.

Solange Spigliatti

Anvisa pode obrigar fabricantes a informar presença de bisfenol em seus produtos

Por: Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
Publicado em: 11/02/2011

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo ajuizou ação civil pública, com pedido de liminar, de efeito nacional, para que a Justiça Federal obrigue à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a regulamentar, em um prazo máximo de 40 dias, que fabricantes informem, ostensiva e adequadamente, a presença de Bisfenol A (BPA) nas embalagens e rótulos de produtos que contenham essa substância em sua composição.

O Bisfenol A é componente amplamente utilizado no mercado para produção de plásticos usados em garrafas, copos e mamadeiras para bebês, embalagens de alimentos em geral e também no revestimento interno das latas de comida e bebida. Pesquisa recentes demonstraram que o BPA pode causar câncer de mama e de próstata, diabetes, problemas cardíacos, puberdade precoce e infertilidade.

A Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana responsável pelo controle de alimentos e remédios tem demonstrado grave preocupação com a utilização da substância naquele país. Na União Europeia (por exemplo, na Dinamarca), Canadá e Costa Rica a utilização do BPA já é proibida em razão da sua potencial nocividade à vida e à saúde humana.

Inquérito

Em julho de 2010, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo instaurou um inquérito visando apurar os riscos do Bisfenol A à saúde. A Anvisa foi questionada sobre a substância e respondeu que estava ciente sobre os estudos da agência norte-americana a respeito dos riscos à saúde e, principalmente, sobre o possível efeito do BPA no sistema neurológico de fetos, bebês e crianças.

A agência também informou ter editado a Resolução RDC 17, de 2008, que regulamenta o uso de substâncias plásticas destinadas à elaboração de embalagens e equipamentos em contato com alimentos.

O inquérito apurou ainda que a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal já aprovou um projeto de lei 159/2010, que proíbe a comercialização de produtos que contenham em sua composição o bisfenol A.

Mamadeiras

Uma das maiores preocupações é que o bisfenol A é muito utilizado na fabricação de mamadeiras, o que exporia a riscos recém-nascidos e crianças, mais vulneráveis que os adultos. Para o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, Jefferson Aparecido Dias, autor da ação, a regulamentação existente limita-se apenas a disciplinar o limite de migração de BPA em cada alimento, nada dispondo sobre informações a serem prestadas aos consumidores.

De acordo com o procurador, “a incerteza da situação, aliada ao possível risco de danos graves à saúde humana, principalmente aos bebês e às crianças, exige um quadro explícito de informação e orientação adequado ao consumidor, sobretudo nas embalagens de produtos que contêm tal substância dentre seus componentes”, afirmou.

Dias ainda ressaltou que o direito a informação não é apenas uma questão de saúde pública, mas também um direito do consumidor que está pagando por produtos que podem vir a causar danos irreparáveis. Por isso o MPF também pede multa de, no mínimo, R$ 100 mil por dia de descumprimento caso a liminar seja concedida e esta não seja cumprida.

Componente de embalagens plásticas pode aumentar risco de diabetes tipo 2 Component of plastic packaging can increase risk of type 2 diabetes

Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo

Substância química utilizada em certas embalagens de plástico, inclusive mamadeiras, o bisfenol-A (BPA) já foi acusado de elevar o risco de doenças cardíacas, câncer e problemas de fertilidade. Agora, um novo estudo associa o componente ao diabetes tipo 2.

A conclusão, publicada na “Nature Reviews Endocrinology”, partiu da revisão de mais de 90 estudos que envolvem o BPA e outros componentes químicos tóxicos ao organismo.

Roedores alimentados com uma dieta acrescida de BPA desenvolveram resistência à insulina e perderam a capacidade de manter níveis normais de glicose – um sinal de alerta para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. E um estudo feito em 2010 indicou que ratas prenhas transmitiram esse risco aos filhotes.

Pesquisas similares envolvendo seres humanos apresentaram poucos resultados consistentes. Porém, uma análise feita nos EUA entre 2003 e 2004 com quase 1.500 pessoas mostrou que indivíduos com presença de BPA na urina tinham cerca de três vezes mais risco de ter diabetes tipo 2.

Embora os autores digam que são necessários estudos epidemiológicos mais amplos para estabelecer a conexão entre o BPA e a doença, eles argumentam que já existe evidência suficiente para recomendar que a substância seja evitada.

Combate à resistência microbiana é tema do Dia Mundial da Saúde Combating antimicrobial resistance is the theme of World Health Day

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A proliferação das bactérias e de outros microorganismos resistentes à maior parte dos medicamentos requer atenção por parte dos governos e das autoridades médicas. É com esse alerta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu o combate à resistência microbiana como tema do Dia Mundial da Saúde deste ano, comemorado hoje (7).

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o avanço desses microorganismos ameaça a eficácia de vários tratamentos e cirurgias, como o de câncer e o transplante de órgãos. Além disso, a resistência microbiana deixa as pessoas doentes por mais tempo, eleva o risco de morte e torna os tratamentos caros. No ano passado, foram registrados, pelo menos, 440 mil casos de tuberculose multirresistente e 150 mil mortes em mais de 60 países.

O uso indiscriminado dos antibióticos é apontado como a causa principal para o surgimento das superbactérias. Desde a descoberta da penicilina, o antibiótico é a grande arma da medicina contra as doenças causadas por bactérias. Com o uso intenso e frequente desse tipo de remédio, as bactérias criaram mecanismos para contornar a ação do remédio, que passa a ser incapaz de matá-la, como explica o imunologista e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Glacus Brito.

“Os antibióticos estão cada vez mais incompetentes no sentido de eliminá-las”, disse ele. As superbactérias circulam, principalmente, dentro dos hospitais. Por isso, pacientes internados em unidades de terapia intensiva ou com saúde muito debilitada ficam mais suscetíveis à infecção.

Para a OMS, o combate passa pelo controle da prescrição de antibióticos, o desenvolvimento de novas drogas e a higienização das mãos, principalmente por parte dos profissionais de saúde. No entanto, estudos internacionais mostram que grande parte dos profissionais não segue a orientação, ou seja, não adota o hábito de lavar as mãos com água e sabão antes e após atender um paciente ou de algum procedimento cirúrgico. As justificativas são as mais variadas, como falta de tempo, estrutura ou intolerância aos produtos de assepsia.

O álcool em gel tem sido uma opção de higienização dentro dos hospitais. No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatório o uso do produto em unidades de saúde públicas e particulares. O diretor-geral do Hospital de Base do Distrito Federal, Julival Ribeiro, conta que os suportes com o produto podem ser afixados nos corredores, leitos e enfermarias, facilitando o acesso aos profissionais, visitantes e acompanhantes. “A bactéria não voa. Eu brinco que ela pode voar por meio das mãos, podendo ser levada de um paciente para o outro. É um ato simples e que salva vidas [higienizar as mãos]”, destaca o diretor.

Para enfrentar a resistência microbiana, o ozônio pode ser uma alternativa. O imunologista Glacus Brito desenvolveu uma pesquisa em que já conseguiu matar dez tipos de bactérias resistentes depois de ficarem cinco minutos expostas ao ozônio.

“O ozônio pode ser uma grande alternativa no controle dessas bactérias. A ação do ozônio é diferente do antibiótico. Ele rompe, fura, queima e destrói a parede da bactéria”, explicou. Dentro de dois meses, o pesquisador e sua equipe devem iniciar os testes de desinfecção de salas de cirurgia e leitos com vaporização de ozônio.

Laboratório anuncia novo estudo em saúde respiratória Lab announces new study on respiratory health

por Saúde Business Web

06/04/2011

Pesquisa avaliará o uso de terapias combinadas para tratar a Dpoc em 21 países, incluindo o Brasil

O laboratório Nycomed Pharma anunciou nesta quarta-feira (6) a realização de um estudo clínico global com o objetivo de avaliar os benefícios do medicamento Daxas associado às terapias combinadas para tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Dpoc). O medicamento é antiinflamatório de uso oral que reduz a frequência das exacerbações em pacientes que sofrem de Dpoc.

Segundo o estudo, aproximadamente 2 mil pacientes, em 21 países (incluindo o Brasil), utilizarão o remédio durante o período de um ano, juntamente com outros medicamentos convencionais. Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em fevereiro de 2011, o Daxas chegará ao mercado brasileiro ainda no primeiro semestre deste ano para auxiliar o tratamento da Dpoc.

A OMS informa que as doenças respiratórias matam cerca de quatro milhões de pessoas por ano e todas são tratáveis e podem ser prevenidas. Segundo o DATASUS, a doença mata 33 mil pessoas por ano no Brasil e deve se tornar a terceira causa de morte até 2030 em todo o mundo.

Operadoras contestam argumento dos médicos

por Saúde Business Web

06/04/2011

Veja resposta da FenaSaúde em relação aos problemas apontados pelos médicos na relação com os planos de saúde

Boa parte das operadoras do Brasil são afiliadas da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e, por meio dela, tem se manifestado em relação aos problemas apontados pela categoria médica na relação com os planos de saúde. Nesta próxima quinta-feira (07), os médicos do Brasil que atendem à saúde suplementar vão parar suas atividades. Em resposta ao movimento, veja o parecer da FenaSaúde.

"A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), entidade que congrega 15 grupos de operadoras de planos de saúde, informa que o reajuste médio do valor das consultas médicas praticado por afiliadas da Federação entre 2002 e 2010 variou entre 83,33% e 116,30%.

Os índices são significativamente superiores à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) no mesmo período, que foi de 56,68% - colocando as empresas afiliadas à FenaSaúde entre as que pagam os maiores valores de consultas e honorários aos médicos que optaram por integrar suas redes credenciadas e/ou referenciadas. Estes valores são reajustados anualmente nas datas-bases acordadas nos contratos em vigor.

A satisfação dos beneficiários de planos de saúde com os serviços prestados foi atestada em pesquisa inédita do Datafolha/IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) concluída em março. O levantamento revela que 80% dos beneficiários avaliam positivamente os serviços prestados, e que 95% tiveram as solicitações para realização de procedimentos médicos autorizadas nos últimos doze meses. O levantamento, realizado em oito grandes regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre e Manaus) mostra também que 70% dos beneficiários que tiveram as solicitações de autorização de procedimentos negadas compreenderam as razões da negativa. Figuram entre essas razões cumprimentos de períodos de carência previstos em contrato e ausência de cobertura quando se trata de contrato anterior à Lei 9656.

O alto índice de satisfação apontado pela pesquisa demonstra que o setor de saúde suplementar atende os beneficiários com qualidade e eficiência.

A FenaSaúde informa ainda que suas associadas buscam constantemente aperfeiçoar o relacionamento com os médicos e que, nesse momento, encontra-se sob negociação um modelo de remuneração apresentado recentemente num fórum promovido pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)".

Veja a pesquisa Datafolha/IESS que avalia atuação dos planos de saúde na íntegra:http://www.iess.org.br/PesquisaDatafolhaIESS.pdf

Canadá tem vagas para enfermeiros Canada has vacancies for nurses

por Saúde Business Web

06/04/2011

Nos próximos anos, mais de 110 mil profissionais devem ingressar no setor em Quebéc
In coming years, more than 110,000 professionals should join the industry in Quebec
Profissionais com diploma em Enfermagem encontram promissoras perspectivas de trabalho no Québec (Canadá). Estimativas do governo apontam que, nos próximos anos, mais de 110 mil profissionais devem ingressar no setor, considerado estratégico no mercado de trabalho local. A remuneração anual gira em torno de US$ 51 mil.

O programa de imigração do Québec procura trabalhadores qualificados e o processo de seleção tem duração média de um ano, um dos mais rápidos do mundo. Os critérios incluem diploma na área, experiência profissional, conhecimento de francês (idioma oficial do Québec) ou disposição em aprendê-lo antes de imigrar e preferencialmente idade até 35 anos. Aqueles que já possuem família - cônjuge e filhos - são especialmente bem-vindos.

O segmento de Enfermagem experimenta um processo de expansão e busca renovar e ampliar a mão de obra qualificada. É possível encontrar vagas em hospitais, laboratórios, centros de serviços comunitários, programas de educação em saúde ou serviços de assessoria em assuntos relacionados à prática da profissão. As jornadas de trabalho são de 40 horas semanais em média, dependendo da empresa contratante

Para utilizar o título de enfermeiro, é necessário ter concluído curso superior na área e ser membro da Ordem dos Enfermeiros do Québec. Os profissionais formados no exterior precisam passar por cursos de curta duração de reciclagem exigidos pelo Conselho, nas regiões de Montreal e Montérégie.

Apoio

O imigrante tem todos os direitos de um cidadão canadense, como assistência médico-hospitalar, previdenciária, além de outros benefícios extensivos a familiares (esposa e filhos). Não é permitido ao imigrante obter passaporte e participar das eleições. O programa não garante emprego, mas o governo auxilia o imigrante na busca por uma colocação no mercado de trabalho.

"Auxiliamos no ingresso ao mercado de trabalho tanto via elaboração de currículos e de cartas de apresentação, como também com o repasse de anúncios de vagas. Se necessário, há ainda aulas gratuitas para aperfeiçoamento do francês", destacou, em comunicado, a diretora do Escritório de Imigração do Québec em São Paulo, Soraia Tandel.

Ainda no Brasil, o candidato pode ser reembolsado em até CA$ 1.500 (aproximadamente R$ 2.570), referentes aos gastos com o aprendizado do francês em Alianças Francesas parceiras, após ser aceito no processo de seleção. Todos os selecionados saem do Brasil com o Visto de Residente Permanente, que permite morar e trabalhar legalmente no Canadá. Após três anos de residência, pode-se solicitar cidadania canadense e então obter passaporte.

Pfizer venderá fabricante de cápsulas por US$ 2,4 bi Pfizer will sell manufacturer of capsules for $ 2.4 billion

por Saúde Business Web
06/04/2011

Unidade Capsugel, de suplementos dietéticos, foi vendida para uma subsidiária da Kohlberg Kravis Roberts (KKR)

A farmacêutica Pfizer anunciou que fechou acordo para vender sua unidade Capsugel - fabricante de cápsulas para medicamentos e suplementos dietéticos - para uma subsidiária da Kohlberg Kravis Roberts (KKR), gestora de "private equity". As informações são do jornal Valor Econômico.

O negócio, no valor de US$ 2,375 bilhões, será pago à vista. A operação ainda está sujeita a questões regulatórias, mas as companhias esperam que seja concluída no terceiro trimestre de 2011.

Com os recursos dessa transação, a Pfizer informou que pretende fazer recompras de suas ações durante 2011. Essas operações somam-se às já anunciadas pela farmacêutica para o ano, no valor de aproximadamente US$ 5 bilhões. A empresa também informou em nota que quer buscar oportunidades de investimento.

De acordo com a Pfizer, a Capsugel produziu 180 bilhões de cápsulas e gerou cerca de US$ 750 milhões em receita no ano passado. Por conta da operação, a farmacêutica revisou sua previsão de receita para 2011 de US$ 66 a US$ 68 bilhões para US$ 65,2 a US$ 67,2 bilhões.

http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=77210

Médicos podem deixar planos de saúde se operadoras não aumentarem pagamentos

Profissionais protestam nesta quinta contra seguradoras de saúde

Se os planos de saúde não reajustarem os honorários médicos, esses profissionais podem deixar de atender pelas operadoras. Essa é a opinião de representantes das principais entidades médicas nacionais, que marcaram para esta quinta-feira (7) uma paralisação em todo o país para protestar contra as seguradoras de saúde.

De acordo com Cid Carvalhaes, presidente da Fenam (Federação Nacional dos Médicos), a possibilidade de descredenciamento em massa existe e já tem acontecido em alguns lugares.

- Se chegarmos a uma situação de absoluta intolerância das operadoras, não nos restará outra alternativa.

Para Hermann Alexandre von Tiesenhausen, conselheiro federal de medicina, a mobilização dos médicos podem recorrer ao descredenciamento com um opção no futuro.

- Num primeiro momento não pensamos nisso. A paralisação é um alerta para chamar atenção da população, mas outras estratégias podem ser adotadas, e pode até ser essa (o descredenciamento).

Foi o que ocorreu no final de fevereiro na cidade de Ivaiporã, no interior do Paraná, onde os 40 médicos do município pediram individualmente o desligamento dos planos. (http://noticias.r7.com/saude/noticias/medicos-de-cidade-paranaense-pedem-desligamento-de-planos-de-saude-20110223.html).

Apesar disso, Caravalhaes e Tiesenhausen concordam que a melhor estratégia para chegar a um acordo com as operadoras ainda é “perseguir o caminho do diálogo”.

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e a Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar, que reúne 15 operadoras) não possuem nenhuma informação a respeito do descredenciamento em massa de médicos.

A Fenam, o CFM e a AMB (Associação Médica Brasileira) são as entidades que encabeçam a paralisação dos médicos de planos de saúde. As atividades mais afetadas serão os atendimentos em consultórios e clínicas particulares. Já os hospitais que atendem pelas operadoras devem manter funcionando apenas os serviços de urgência e emergência. De acordo com a ANS, cirurgias não emergenciais, consultas, exames e internações deverão ser remarcados pelas operadoras. Caso contrário, essas empresas poderão ser multadas.

Uma das principais criticas dos médicos é o baixo valor pago pelas operadoras. Em São Paulo, a administradora de uma clínica especializada em doenças metabólicas e hormonais – que preferiu não divulgar o nome – afirmou ao R7 que o valor médio que um plano de saúde paga por uma consulta é de R$ 42,05. Já “o valor das consultas particulares gira em torno de R$ 300 no mercado”.

O conselheiro do CFM ressalta, no entanto, que o movimento não é exclusivo para pedir reajuste dos honorários médicos. Segundo Tiesenhausen, a paralisação também serve para alertar contra a interferência dos planos na autonomia dos médicos.

- Eu não posso ficar restrito a um plano que me diz se posso ou não pedir um exame.

Repasse aos clientes

De acordo com o advogado José Luiz Toro da Silva, presidente do IBDSS (Instituto Brasileiro de Direito da Saúde Suplementar), o problema das seguradoras de saúde é maior do que a questão da remuneração dos médicos. Ele afirma que é preciso repensar o modelo de saúde, para que os “planos tenham uma visão maior na prevenção”.

- A reivindicação dos médicos é justa. Mas a discussão tem que ser maior que isso. Não dá para pensar na remuneração sem pensar no modelo de saúde. [...] Qualquer aumento que seja dado, em algum momento será repassado aos consumidores.

Carvalhaes afirma, no entanto, que é possível reajustar os honorários médicos sem aumentar a mensalidade dos clientes.

- É só diminuir o lucro abusivo dos empresários. Nós entendemos que as mensalidades já são abusivas e permitem lucros exorbitantes.

Para Tiesenhausen, os reajustes têm sido desproporcionais.

- O reajuste das mensalidades é maior do que os repasses aos médicos.

A FenaSaúde informou, por meio de nota, que o reajuste médio do valor das consultas médicas praticado por afiliadas da federação entre 2002 e 2010 variou entre 83,33% e 116,30%.

- Os índices são significativamente superiores à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) no mesmo período, que foi de 56,68%.

De acordo com a AMB, existem 160 mil médicos atuando na saúde suplementar. Eles realizam cerca de 223 milhões de consultas por ano e acompanham 4,8 milhões de internações. Ainda segundo a AMB, os planos médico-hospitalares tiveram 129% de incremento na movimentação financeira entre 2003 e 2009, passando de R$ 28 bilhões para R$ 65,4 bilhões. O valor da consulta no mesmo período, diz a AMB, subiu apenas 44%.

Veja o que é necessário para ser doador de órgãos See what it takes to be an organ donor in Brazil

Há possibilidade de fazer a doação em vida e com autorização familiar após a morte
There is possibility of living donation and with family consent after death

O caso do menino Patrick, de 10 anos, mostrou, mais uma vez, o valor do transplante de órgãos. Ele foi a primeira criança a receber um coração artificial no Brasil. A operação aconteceu há 15 dias no Hospital Nacional de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Agora ele permanece em recuperação no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do Instituto Nacional de Cardiologia, na zona Sul do Rio.

Patrick sofre de uma doença cardíaca rara (cardiomiopatia restritiva hipertrófica), que inflama o músculo cardíaco, causando problemas na circulação do sangue. Portanto, o transplante foi decisivo para mantê-lo vivo.

Casos como o dele e de tantas outras pessoas que precisam de transplante para sobreviver podem ser solucionados por meio da doação de órgãos.

Veja abaixo quais são os requisitos necessários para ser um doador em vida e após a morte. As informações são do Ministério da Saúde.

Principais requisitos

– Ter identificação e registro hospitalar.
– Ter a causa do coma estabelecida e conhecida.
– Não apresentar hipotermia (temperatura do corpo inferior a 35ºC), hipotensão arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do Sistema Nervoso Central
– Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante.
– Ser submetido a exame complementar que comprove a morte encefálica, caracterizada pela ausência de fluxo sanguíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral.
– Estar comprovada a morte encefálica. Nessa situação o cérebro está morto, tornando a parada cardíaca inevitável. Apesar de ainda haver batimentos cardíacos, que vão durar apenas algumas horas, o paciente não pode mais respirar sem os aparelhos.
- Necessária autorização da família. Pela legislação brasileira, a retirada de órgãos e tecidos de pessoas mortas só pode acontecer após a autorização dos familiares. Por isso, quem tem interesse em doar órgãos deve manter a família avisada.
– O passo principal para você se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte.
Órgãos que podem ser doados após morte cerebral

Órgãos que podem ser doados após morte cerebral
– Córneas (retiradas do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidas fora do corpo por até sete dias)
– Coração (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo seis horas)
– Pulmão (retirados do doador antes da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por no máximo seis horas)
– Rins (retirados do doador até 30 minutos após a parada cardíaca e mantidos fora do corpo até 48 horas)
– Figado (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas)
– Pâncreas (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas)
– Ossos (retirados do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por até cinco anos)
– Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue)
– Pele.
– Válvulas cardíacas

Para doar órgãos em vida
A compatibilidade sanguínea é primordial em todos os casos. Há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso. Os doadores vivos são aqueles que doam um órgão duplo como o rim, uma parte do fígado, pâncreas ou pulmão, ou um tecido como a medula óssea, para que se possa ser transplantado em alguém de sua família ou amigo. Este tipo de doação só acontece se não representar nenhum problema de saúde para a pessoa que doa.

- Ser um cidadão juridicamente capaz;
- Estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais;
- Apresentar condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a doação;
- Querer doar um órgão ou tecido que seja duplo, como o rim, e não impeça o organismo do doador continuar funcionando; " Ter um receptor com indicação terapêutica indispensável de transplante; e
- Ser parente de até quarto grau ou cônjuge. No caso de não parentes, a doação só poderá ser feita com autorização judicial.

Órgãos e tecidos que podem ser doados em vida:
- Rim;
- Pâncreas;
- Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);
- Fígado (apenas parte dele, em torno de 70%); e
- Pulmão (apenas parte dele, em situações excepcionais).

Quem não pode doar?
- Pacientes portadores de insuficiência renal, hepática, cardíaca, pulmonar, pancreática e medular;
- Portadores de doenças contagiosas transmissíveis por transplante, como soropositivos para HIV, doença de Chagas, hepatite B e C, além de todas as demais contraindicações utilizadas para a doação de sangue e hemoderivados;
- Pacientes com infecção generalizada ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas; e
- Pessoas com tumores malignos - com exceção daqueles restritos ao sistema nervoso central, carcinoma basocelular e câncer de útero - e doenças degenerativas crônicas.

Os potenciais doadores são identificados principalmente pelas centrais estaduais de transplantes, que em geral são avisadas pelos hospitais em que os pacientes estão internados de que aquele se trata de um caso de morte encefálica. Essas centrais fazem o encaminhamento para que os órgãos e tecidos sejam doados e cheguem até o receptor.

Governo obriga operadoras a remarcar consultas e garantir emergência durante paralisação

Médicos de planos de saúde prometem parar atendimento nesta quinta

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) disse nesta quarta-feira (6) que o atendimento à população não pode ser prejudicado por causa da paralisação que os médicos dos planos de saúde prometem fazer nesta quinta. Segundo a agência reguladora, as operadoras têm a “obrigação” de garantir a seus clientes o acesso aos serviços médicos.

As três principais entidades médicas nacionais (CFM, Fenam e AMB) marcaram para amanhã uma paralisação de 24 horas de todos os médicos do país que atendem por planos de saúde. Os serviços que serão interrompidos são os atendimentos em consultórios particulares. A paralisação não atinge o SUS (Sistema Único de Saúde) nem os serviços de emergências dos hospitais que atendem pelos planos de saúde.

Por meio de nota, a ANS informou que os serviços de urgência e emergência “devem ser garantidos aos beneficiários, não havendo justificativa legal para a suspensão de atendimento nesses casos”.

Com relação aos “atendimentos eletivos, as operadoras devem providenciar um novo agendamento das consultas, exames, internações ou quaisquer outros procedimentos com solicitação médica prévia, em tempo razoável, de forma a garantir a assistência à saúde de seus beneficiários consumidores”.

De acordo com dados da AMB (Associação Médica Brasileira), em todo o país existem 160 mil médicos que atendem por planos de saúde. Além disso, 45,5 milhões de pessoas (24% da população) possuem planos de assistência médica.

De acordo com a AMB, existem 160 mil médicos atuando na saúde suplementar. Eles realizam cerca de 223 milhões de consultas por ano e acompanham 4,8 milhões de internações. Ainda segundo a AMB, os planos médico-hospitalares tiveram 129% de incremento na movimentação financeira entre 2003 e 2009, passando de R$ 28 bilhões para R$ 65,4 bilhões. O valor da consulta no mesmo período, diz a AMB, subiu apenas 44%.

Segundo a Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), entidade que congrega 15 grupos de operadoras de planos de saúde, o reajuste médio do valor das consultas médicas praticado por afiliadas da federação entre 2002 e 2010 variou entre 83,33% e 116,30%.

Estudo diz que droga para calvos pode causar impotência prolongada Study says drug can cause impotence long bald

GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

A finasterida, droga mais usada contra a calvície, pode reduzir a libido e causar impotência mesmo após a suspensão do uso, segundo estudo da Universidade George Washington, nos EUA.

A pesquisa avaliou 71 homens entre 21 e 46 anos que se queixavam das reações. Segundo os autores do trabalho, publicado no "Journal of Sexual Medicine", os efeitos colaterais persistiam por 40 meses após a interrupção do tratamento, em média.

Foram observados impotência e perda da libido até seis anos após o uso, em um quinto dos pesquisados.

Para o endocrinologista Michael Irwig, um dos autores, os homens devem estar cientes do risco. "O estudo deve mudar a forma como médicos conversam com pacientes sobre a medicação."

No Brasil, assim como nos EUA, a bula da finasterida menciona a diminuição da libido e a impotência como efeitos colaterais, mas afirma: "Esses efeitos desapareceram nos homens que descontinuaram a terapia e em muitos que mantiveram".

A Merck Sharp & Dohme, que produz o remédio Propecia, à base de finasterida, contesta a metodologia do estudo.

A finasterida bloqueia a ação da enzima 5-alfa-redutase, que transforma o hormônio testosterona em DHT (dihidrotestosterona).

Em homens com folículos capilares mais sensíveis à ação da DHT, os fios de cabelo ficam mais finos e caem.

A dihidrotestosterona também atua na estimulação sexual. Ao inibir a produção desse hormônio, a droga pode interferir nessas funções.


SINAL AMARELO

Segundo o cirurgião plástico Marcelo Pitchon, especializado em implantes capilares, a pesquisa lança um "sinal amarelo" no tratamento da calvície. "Sempre se considerou que as funções sexuais voltavam ao normal depois de interrompido o tratamento", diz. "Agora, precisamos revisar o estudo."

Elaine Costa, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, não estranha os efeitos colaterais prolongados. "Bloqueando um hormônio, pode ser que ele demore a voltar ao normal."

Costa diz que os resultados reforçam a necessidade de analisar o custo-benefício do tratamento. "Cabe discutir se vale retardar a queda e perder um pouco da libido."

Segundo Jackeline Mota, que coordena a área de cabelos da Sociedade Brasileira de Dermatologia, finasterida é uma boa medicação para a calvície. "Mas, se o médico percebe que o paciente tem disfunção, melhor não usar."

China nega existência de nova variedade do vírus HIV China denies existence of new strain of HIV

DA BBC BRASIL

O Ministério da Saúde da China rejeitou na terça-feira a possibilidade de que uma nova variedade do vírus da Aids tenha surgido no sul e no leste do país.

A especulação surgiu depois que diversas pessoas começaram a relatar sintomas inusitados após terem tido relações sexuais sem preservativos.

No entanto, os testes de infecção pelo HIV deram negativo nessas pessoas, gerando temores de que houvesse surgido uma nova variedade do vírus.

O caso foi levantado pelo jornal de Hong Kong "Oriental Daily News", que relatou a existência de chineses com doenças não esclarecidas em partes do sul e do leste --incluindo a capital, Pequim, as cidades de Xangai e Cantão e a ilha de Taiwan-- e até mesmo fora da China, em Cingapura.

O porta-voz do Ministério da Saúde chinês, Deng Haihua, disse à imprensa estatal que essas pessoas parecem estar com problemas psicológicos, aos quais se referiu como "fobia da Aids", sugerindo que os sintomas físicos são decorrentes de uma doença imaginária.

SINTOMAS

Os pacientes relataram inchaço nas glândulas linfáticas, sangramentos, suor excessivo, dormência nos pés e nas mãos e até mesmo a presença de estranhos pelos na língua, mas nenhum obteve um diagnóstico conclusivo dos médicos.

O ministério disse que repetidos testes não indicaram a presença de HIV em nenhum dos que se disseram doentes e ordenou estudos sobre os casos nas cidades afetadas.

Apesar das explicações oficiais, muitos dos portadores dos sintomas dizem não estar convencidos da "fobia da Aids". Eles estão se reunindo em fóruns pela internet para discutir seus estados de saúde.

Gel vaginal pode reduzir nascimentos prematuros, diz estudo Vaginal gel may reduce premature births, study finds

DA ASSOCIATED PRESS

Um tratamento simples - um gel contendo hormônio vaginal-- pode reduzir significativamente o número de partos prematuros entre as grávidas que correm esse risco devido a um problema no colo do útero, informaram pesquisadores do governo dos EUA nesta quarta-feira.

Muitos fatores podem levar ao nascimento prematuro, mas o estudo é focado nas milhares de mulheres norte-americanas que desenvolvem um colo do útero muito curto. As descobertas podem levar mais médicos a iniciar a rotina de medição do colo uterino, utilizando um ultrassom fácil e relativamente barato no meio da gravidez.

"Nunca haverá 'a' solução para o nascimento prematuro", advertiu o pesquisador Roberto Romero do National Institutes of Health, que liderou o estudo. "Existirão diversas soluções e nós acreditamos que esta é uma importante."

O tratamento não está relacionado a uma injeção chamada Makena, um hormônio sintético de uso controverso devido ao seu alto preço. Essa droga é destinada a mulheres que já tiveram um bebê prematuro e agora estão grávidas novamente.

Mas as mulheres podem desenvolver o problema no colo do útero durante qualquer gravidez. A questão é se a aplicação do gel de progesterona natural --conhecido como Prochieve-- diretamente na área do problema pode evitar um parto precoce.

O tratamento funcionou, cortando pela metade a taxa de nascimentos prematuros antes das 33 semanas de gestação, período ligado ao risco de morte ou problemas de saúde a longo prazo, concluiu Romero, que conduziu o estudo em 44 centros médicos no mundo todo.

O estudo foi feito em parceria entre o NIH (Instituto Nacional de Saúde, na sigla em inglês) e o fabricante do gel --Columbia Laboratories Inc., que deve pedir a aprovação da droga na FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos) para as mulheres com o problema.

A empresa não informou o preço do produto, mas a progesterona vaginal já é vendida para o tratamento de condições diferentes, por cerca de US$ 20 a dose de um dia.

O estudo examinou 32.000 mulheres grávidas sadias e encontrou que 2,3% delas desenvolveram o problema, o equivalente a 100 mil mulheres dos EUA em um ano.

Em uma nova pesquisa, 458 mulheres com o problema receberam o gel de progesterona ou uma versão fictícia em um aplicador para uso diário, a partir do segundo trimestre da gravidez.

Cerca de 16% das mulheres que receberam o gel fictício deram à luz antes de 33 semanas, em comparação a 9% das que receberam o medicamento, disseram pesquisadores na revista "Ultrasound in Obstetrics & Gynecology".

As crianças nascidas das usuárias de progesterona também eram mais saudáveis, com menos desconforto respiratório e maior peso ao nascer. As mulheres analisadas não sofreram efeitos colaterais significativos.

SP tem exames gratuitos de dependência química e HIV nesta quinta São Paulo has free screening of chemical dependency and HIV on Thursday

Evento será realizado das 8h às 17h no Páteo do Colégio

Central de Notícias
São Paulo, 6 - A Secretaria de Estado da Saúde promove nesta quinta-feira, 7, testes gratuitos de HIV e dependência química na Feira da Saúde no Páteo do Colégio, em São Paulo, em comemoração ao Dia Mundial da Saúde.

O evento será realizado das 8h até às 17h, em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com a participação de profissionais do Centro de Referência Estadual de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) e do Programa Estadual de DST/Aids, órgãos da Secretaria.

Durante a programação, o visitante poderá avaliar seu risco de dependência do uso do álcool, tabaco e outras substâncias psicoativas, por meio do questionário Assist (Alcohol Smoking and Substance Involvement Screening Test), desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O teste identifica pessoas com risco de alcoolismo e outras dependências químicas, possibilitando o encaminhamento para tratamento em serviços especializados.

Os profissionais de saúde do Programa Estadual de DST/Aids, além de promoverem a prevenção com a distribuição de 30 mil preservativos, disponibilizarão testes rápidos para diagnóstico do HIV, com resultados prontos em cerca de 15 minutos. Também haverá entrega de folders sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e Aids.

Rio de Janeiro lidera estatística de casos graves de dengue no país Rio de Janeiro leads statistic severe cases of dengue in the country

Estado registrou aumento de 404% nos casos de dengue em comparação com o ano passado
State recorded 404% increase in dengue cases compared to last year
Agência Brasil

Brasília - O Rio de Janeiro lidera a estatística de casos graves de dengue e o segundo lugar no registro de mortes nos três primeiros meses deste ano. O balanço parcial do Ministério da Saúde, divulgado hoje (6), mostra que 19 pessoas morreram em consequência da doença. O Ceará, com 20 mortes, ficou em primeiro.

Por região, o Nordeste tem o maior número de mortes, 32. Em segundo lugar, aparece o Sudeste (27), seguido pelo Norte (20), Sul (10) e o Centro-Oeste (6). Mais de 100 mortes suspeitas continuam em investigação.

Em relação aos casos graves da doença, foram 1.064 notificações, número superior à soma de todos os casos graves registrados nas regiões Norte (498), Nordeste (315), Centro-Oeste (88) e Sul (47). Na Região Sudeste, foram 1.260 casos no trimestre.

Os casos de dengue subiram 404% no Rio de Janeiro no primeiro trimestre deste ano em comparação ao registrado no mesmo período do ano passado, passando de 6.231 para 31.412 notificações. O Amazonas apresentou a maior variação, equivalente a um aumento de 2.854%, de 1.247 casos, de janeiro a março de 2010, para 36.841, este ano. O Amazonas também teve o maior crescimento de mortes e casos graves na comparação com o ano passado, 1.100% e 944%, respectivamente.

O Ministério da Saúde constatou queda nacional no número de mortes, casos graves e notificações de dengue nos três primeiros meses do ano. A tendência é de declínio em todas as cinco regiões, com exceção do município do Rio de Janeiro, onde a epidemia deve continuar nas próximas semanas.

O aumento de casos da doença levou o governo do estado do Rio a promover uma mobilização contra a doença no último fim de semana. Agentes visitaram mais de 50 mil casas e orientaram 107 mil pessoas sobre a necessidade de acabar com locais propícios para criadouros do mosquito Aedes aegypti - transmissor da doença.

Morre aos 85 anos cientista que descobriu o vírus da hepatite B Dies at 85 scientist who discovered the hepatitis B virus

Baruch Blumberg sofreu um enfarte enquanto assistia a uma conferência
Baruch Blumberg suffered a heart attack while attending a conference
EFE

Washington, 6 abr - O cientista Baruch Blumberg, Prêmio Nobel de Medicina em 1976 por descobrir o vírus da hepatite B e primeiro diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa, faleceu aos 85 anos de enfarte, informou nesta quarta-feira a agência espacial.

A Nasa informou em comunicado que Blumberg sofreu um ataque do coração na terça-feira, 5 de abril, enquanto assistia a uma conferência sobre pesquisa lunar no Centro Ames de pesquisa da Nasa, em Moffett Filed (Califórnia).

O cientista foi reconhecido com o Prêmio Nobel de Medicina em 1976 por descobrir o vírus da hepatite B e, posteriormente, a vacina para a doença.

Blumberg dividiu seu prêmio com o doutor Daniel Carleton Gajdusek por seu trabalho sobre a origem e a propagação de doenças infecciosas virais.

O diretor do Centro Ames, Pete Worden, destacou em comunicado que "Barry Blumberg foi um bioquímico e grande pesquisador". "Era uma luz na comunidade científica e um grande humanista. Foi também um apoio e um amigo leal da Nasa, do Centro de Pesquisa Ames e do programa espacial do país".

Nascido em Nova York em 1925, Blumberg era membro do Centro Oncológico Fox Chase na Filadélfia desde 1964 e professor da Universidade de Medicina e Antropologia na Universidade da Pensilvânia desde 1977.

Em 1999 se transformou no primeiro diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa, cargo que ocupou até o ano de 2002. Desde 2005 era presidente da Sociedade Americana de Filosofia, a sociedade de conhecimento mais antiga do país, fundada em 1743.

"O mundo perdeu um grande homem", lamentou Daniel Goldin, que foi diretor da Nasa entre 1992 e 2001 e amigo pessoal do cientista. Além disso, destacou que "Barry", como era chamado carinhosamente, "salvou vidas através de sua pesquisa sobre o vírus da hepatite B".

"Também inspirou toda uma geração através de seu trabalho na construção do Instituto de Astrobiologia da Nasa", assegurou.

Quantidade de vírus HIV na secreção genital ajuda a calcular risco de infecção Amount of HIV virus in genital secretions help calculate the risk of infection

Quanto maior a concentração, maior o risco de transmissão do vírus da Aids
The higher the concentration, the greater the risk of transmitting the AIDS virus
estadão.com.br

Grande concentração do vírus da Aids nas secreções genitais foi relacionado a um maior risco de transmissão entre casais heterossexuais, de acordo com estudo norte-americano que será publicado na edição desta quinta, 7, da revista Science Translational Medicine.

O estudo ajuda a entender o mecanismo biológico a respeito da transmissão de pessoa para pessoa durante a relação sexual. Dados de dezenas de estudos e mais de 20 anos de pesquisa sobre o assunto também foram levados em consideração.

Os pesquisadores acreditam que seja possível desenvolver novos métodos de prevenção a partir dos dados coletados, uma vez que é possível avaliar os níveis de "infectividade" da pessoa.

O estudo contou com a colaboração de uma equipe internacional que trabalhou em sete países africanos: Botswana, Quênia, Ruanda, África do Sul, Tanzânia, Uganda and Zâmbia. Este é o maior estudo já feito sobre o HIV na região genital, 2.521 casais participaram da pesquisa. No início do estudo, um dos membros já tinha sido infectado enquanto o outro não apresentava sinais do vírus.

Os pesquisadores analisaram amostras da região cervical de 1.805 mulheres, incluindo 46 que transmitiram o HIV aos seus parceiros durante o estudo, e o sêmen de 716 homens, incluindo 32 que transmitiram o vírus para suas parceiras. Um estudo complementar confirmou que estas transmissões partiram dos participantes da pesquisa e não de terceiros.

O que os pesquisadores observaram é que quanto maior o nível de HIV nas secreções genitais, mais "infecciosa" é a pessoa. O risco crescia exponencialmente em uma escala logarítmica.

OMS adverte sobre o perigo da resistência aos remédios WHO warns of the danger of drug resistance

Preocupação é que infecções comuns deixem de ser tratáveis por causa do mau uso dos medicamentos
Concern is that common infections no longer be treated because of the misuse of drugs
EFE

Genebra, 6 abr - A menos que se tenha a consciência da importância da resistência aos remédios e se implemente um programa global e multidisciplinar para lutar contra ela, caminhamos em direção a um mundo sem antibióticos e outros remédios essenciais, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Vamos combater a Resistência aos Remédios. Se não atuarmos hoje não teremos uma cura amanhã", é o lema do Dia Mundial da Saúde 2011, celebrado nesta quinta-feira, 7.

"A mensagem da OMS é clara. O mundo está à beira de perder as curas (que são os antibióticos). Na ausência de ações protetoras urgentes, o mundo caminha em direção a uma era pós-antibióticos na qual muitas infecções comuns não terão cura", disse a diretora da OMS, Margaret Chan.

A agência de saúde das Nações Unidas alerta para um problema que está crescendo e que pode reduzir e inclusive acabar com a eficácia de muitos remédios, especialmente os antibióticos, cuja criação mudou a história médica.

A resistência aos remédios é um fenômeno biológico que ocorre quando microrganismos se tornam resistentes aos remédios que foram criados para matá-los.

A cada geração, os microrganismos resistentes voltam ainda mais dominantes até o remédio perder o efeito.

"O problema nunca vai desaparecer totalmente, porque é um fenômeno natural, mas é possível lutar para controlá-lo", explicou em entrevista coletiva Mario Raviglione, diretor do departamento de tuberculose da OMS.

Existem diversas causas que provocam a resistência a um remédio: o uso excessivo, o tratamento insuficiente na dose indicada e o mal emprego.

"O problema também recai na transmissão. Uma pessoa que desenvolveu resistência pode transmiti-la facilmente a outra pessoa se não se aplicarem os padrões básicos de higiene e proteção", acrescentou Raviglione.

O número de pessoas que morrem anualmente pela resistência aos remédios ainda não foi oficializado, embora se calcula que sejam "centenas de milhares ao ano", segundo Raviglione, contando, por exemplo, só 440 mil casos de multiresistência aos tratamentos contra a tuberculose.

"O fenômeno acelerou com o aumento da população mundial, com a extensão da longevidade que implica o aumento da ingestão de remédios para lutar contra mais doenças, com o aumento das viagens e das doenças imunodepressoras", assinalou Raviglione.

Além disso, não existem dados mundiais sobre o custo que envolve a resistência aos remédios, mas calcula-se que só na União Europeia o número alcança 1,5 bilhões de euros e nos Estados Unidos US$ 20 bilhões ao ano.

Algumas das ações que podem contornar a situação passam por políticas transversais implementadas pelos Governos, mas também ações concretas como um maior e melhor controle da prescrição dos remédios por parte de médicos e farmacêuticos, assim como a redução da automedicação por parte dos pacientes.

Além disso, se requer uma implicação maior da indústria agrícola e animal, dado que atualmente existe um uso em massa de antibióticos para tratar plantas e animais doentes, o que está provocando uma resistência, que pode, posteriormente, ser transmitida aos humanos.

"Em um momento de diversas doenças no mundo, não podemos permitir que a perda de remédios essenciais - curas essenciais para milhões de pessoas - se transforme na próxima crise global", concluiu Chan.

O que explica o nascimento de bebês gigantes? What explains the birth of big babies?

Três fatores são apontados como causas do problema. Diabetes gestacional é o mais comum e pode aumentar chances da criança se tornar um adulto obeso
Three factors are cited as causes. Gestational diabetes is most common and can increase chances of a child becoming an obese adult
Após nove meses de gestação, o bebê tem aproximadamente 3,5 quilos e mede de 45 a 50 centímetros. Há muitas exceções à regra, naturalmente. Mas poucas tão impressionantes como a de Gustavo, nascido com seis quilos e 54 centímetros no fim do mês passado, em Salvador, na Bahia. O bebê quase bateu o recorde do indonésio Muhammad, nascido com 8,7 quilos e 62 centímetros, em 2009 (leia outros recordes relacionados à maternidade). O que faz com que essas crianças nasçam assim tão grandes?

O obstetra Frederico Peret, especialista em gravidez de alto risco de Belo Horizonte, Minas Gerais, enumera três causas principais para o bebê nascer acima do peso comum. Uma é de ordem constitucional: se a mãe e o pai forem grandes, as chances do bebê nascer maior que o esperado, com aproximadamente 4,5 quilos, aumentam. Outra é a obesidade da mãe, que também pode colaborar para a obesidade da criança, pois levanta a possibilidade de uma anormalidade em relação à glicose no corpo. E esta segunda causa pode estar associada à mais importante a ser discutida: o diabetes gestacional.

Grandes e frágeis

“Se a mãe tem um nível de glicose elevado no organismo, a criança também vai ter”, diz Peret. De acordo com a pediatra Alessandra Cavalcante, do Hospital e Maternidade São Luiz, o metabolismo da mulher pode ter uma variação em relação à produção de insulina – hormônio responsável pelo controle da taxa de açúcar no sangue – durante a gravidez e, assim, o bebê pode correr o risco de nascer com o peso acima do normal. “São os bebês que chamamos de GIG – sigla de Grande para a Idade Gestacional”, diz. Mas não é habitual uma mãe com este tipo de problema ter um bebê com mais de 4,5 quilos.

Segundo Alessandra, é possível que uma criança nascida com seis quilos – como é o caso de Gustavo – tenha alguma alteração no próprio metabolismo. Peret explica o mecanismo. “O feto entende o excesso de glicose que chega até ele como energia; isso o faz produzir mais insulina, ocasionando o maior crescimento, já que a insulina é um hormônio anabólico”, diz. Com o metabolismo desregulado, estas crianças podem ser vítimas da hipoglicemia – diminuição do nível de glicose no sangue – ao nascer.

A alteração do metabolismo da criança a partir do diabetes gestacional da mãe pode até ser fatal. “Quanto mais a criança cresce dentro do útero, mais energia ela precisa. Muitas vezes a placenta não é suficiente para suprir aquela demanda”, afirma Peret. Além disso, de acordo com o ginecologista e obstetra Gustavo Kröger, especialista em reprodução humana da clínica GENICS – Medicina Reprodutiva e Genômica, nestes casos não adianta insistir no parto normal: se o bebê está acima de quatro quilos, a cesárea é a melhor opção.

Maternidade controlada

Desenvolver diabetes durante a gestação não significa ter o problema pelo resto da vida. Porém, Kröger diz que as chances existem. Há casos de mulheres diabéticas que só descobrem a doença durante a gestação, o que também traz riscos à saúde do bebê se o problema não for controlado. Por isso não se pode esquecer do exame de glicemia de jejum, normalmente realizado durante o pré-natal. O teste de tolerância oral à glicose também pode ser feito caso alguma alteração no organismo for apresentada no primeiro exame. E cuidar da alimentação é sempre altamente indicado.

Para evitar que o diabetes faça estragos durante a gestação, é preciso estar atenta aos riscos. “A mulher com histórico de diabetes na família ou com mais de 40 anos tem maiores chances de desenvolver diabetes gestacional”, alerta Peret. Se o problema já foi diagnosticado, será necessário fazer o teste de glicemia capilar periodicamente, para monitorar os níveis de glicemia do sangue. Uma consulta ao médico vai definir a necessidade de insulina e a dieta adequada.

O principal problema que o bebê costuma ter é a hipoglicemia ao nascer. “Depois da primeira semana de vida já não há tantos riscos à saúde”, diz Alessandra. Mas um quadro de diabetes gestacional não diagnosticado e, consequentemente, não controlado, segundo Peret, pode selar o destino do bebê e fazer com que ele se torne uma criança, um adolescente e um adulto obeso.

Estudo mostra ligação entre fumo e câncer de mama após menopausa

Pesquisa foi a primeira a examinar a interação entre fumo, obesidade e risco de câncer de mama em mulheres nessa fase da vida

Existe uma ligação significativa entre o fumo e o risco de câncer de mama na pós-menopausa, mas pesquisadores americanos relatam que tudo isso depende do peso corporal das mulheres.

De acordo com o novo estudo, o risco de câncer de mama foi mais alto que o normal entre as fumantes não obesas, mas esta forte associação não foi evidente nas fumantes obesas.

Os pesquisadores analisaram dados de 76.628 mulheres, entre os 50 e os 79 anos de idade, sem histórico de câncer. Todas elas estavam inscritas no estudo Women’s Health Initiative e foram recrutadas entre 1993 e 1998. As participantes foram acompanhadas até 2009.

As fumantes não obesas com índice de massa corporal (IMC) inferior a 30 apresentaram risco significantemente mais alto de câncer em comparação às não fumantes. As mulheres que foram fumantes por um período de 10 a 29 anos apresentaram um risco 10% mais alto, aquelas que fumaram de 30 a 49 anos apresentaram um risco 25% mais alto, enquanto que para aquelas que fumaram por 50 anos o mais o risco foi 62% mais alto. Entretanto, obesas fumantes aparentemente não apresentaram maiores riscos de desenvolver câncer de mama.

O estudo deve ser apresentado em Orlando no próximo domingo, durante o encontro anual da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer.

“Encontramos uma associação entre o cigarro e o câncer de mama entre as mulheres não obesas, o que é compreensível, devido aos componentes carcinogênicos presentes no tabaco. Entretanto, a mesma associação não foi encontrada entre o risco de câncer entre as mulheres obesas. O resultado foi surpreendente!”, disse Juhua Luo, professora do departamento de medicina comunitária da West Virginia University.

Luo adverte, porém, que as descobertas não devem ser interpretadas erroneamente. Ela enfatizou que pesquisas anteriores já haviam mostrado que a obesidade é um fator de risco para o câncer de mama na pós-menopausa.

“Este foi o primeiro estudo a examinar a interação entre o fumo, a obesidade e o risco de câncer de mama. A principal conclusão desta pesquisa é que estudos complementares serão necessários para confirmar os resultados”, disse Luo.

Como as descobertas serão apresentadas em um encontro médico, elas devem ser consideradas preliminares até serem publicadas em um periódico especializado.

Paralisação de médicos será parcial no Rio de Janeiro

Profissionais que atendem planos de saúde farão greve nacional nesta quinta-feira

Marcada para esta quinta-feira (7), a paralisação nacional dos médicos que atendem planos de saúde não é uma unanimidade na categoria no Rio de Janeiro.

Muitas unidades de saúde consultadas pelo iG informaram que as consultas marcadas com pacientes com planos de saúde serão mantidas. São os casos, por exemplo, da Casa de Saúde São José e do Hospital Adventista Silvestre, em Botafogo, na zona sul, da Maternidade Perinatal, em Laranjeiras, também na zona sul, e do Hospital Cemeru, em Santa Cruz, na zona oeste.

As unidades de emergência não sofreram alterações nos atendimentos com conveniados - caso, por exemplo, do Centro Pediátrico da Lagoa e da rede Amiu (Assistência Materno-Infantil de Urgência).

A situação deverá diferente, no entanto, no IBOL (Instituto Brasileiro de Oftamologia). A unidade hospitalar vai aderir à greve. Cerca de 400 consultas marcadas para esta quinta-feira foram canceladas na sede de Botafogo, na zona sul. Já as filiais da rede localizadas em Copacabana, na zona sul, e na Barra da Tijuca, na zona oeste, tiveram, cada uma, cerca de 70 cancelamentos de consultas com conveniados

No Centro Médico Botafogo, na zona sul da capital, que conta com 180 que atendem por convênio, pelo menos 70% dos profissionais garantiram que vão trabalhar amanhã, segundo a administração da unidade.

No Hospital Santa Cruz, um dos maiores de Niterói, na região metropolitana, alguns médicos que atuam no setor de ambulatórios e trabalham com convênios já anunciaram que não darão expediente amanhã.

Manifestação

Em meio a divisão da categoria, médicos que vão aderir ao movimento estão planejando realizar no início da tarde desta quinta-feira (7) uma manifestação em frente ao Centro de Convenções da Sul América, na região central da capital.

Médicos suspendem atendimento a planos de saúde nesta quinta

Apoiada pelas principais entidades médicas, paralisação abrange atendimentos em consultórios e cirurgias programadas

O Dia Mundial da Saúde, comemorado nesta quinta-feira, será marcado por uma paralisação de 24 horas no atendimento dos médicos credenciados às operadoras de planos de saúde em todo o País. Entidades que agrupam cerca de 160 mil médicos prometem a suspensão de suas atividades por todo o dia, em manifesto aos repasses feitos pelas operadoras de planos de saúde aos profissionais.

A paralisação, que tem apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e da Associação Médica Brasileira (AMB), está marcada para ocorrer em todo o Brasil e os médicos avisam que serão suspensas todas as consultas previamente agendadas, mas serão atendidos os casos de urgência e emergência. De acordo com a Associação Médica Brasileira, os pacientes receberam uma recomendação para remarcarem seus exames para outro dia. Mesmo assim, os pacientes que têm consultas marcadas para esta quinta-feira devem entrar em contato com seus médicos para se certificar que haverá o atendimento.

Os profissionais argumentam que os honorários pagos são insuficientes a uma adequada prestação do serviço médico. Em nota, a Associação dos Usuários dos Planos de Saúde do Estado de São Paulo (Aussesp) afirma que a paralisação é necessária para expor a exploração das empresas. “Isso causa uma fadiga no sistema, uma vez que os médicos são obrigados a atingir metas diárias de atendimento de até 30 consultas, para poder a cobrir suas respectivas despesas. Sem contar outros procedimentos necessários para conclusão de seus diagnósticos e tratamentos, também mal remunerados”. Em São Paulo ocorrerá um protesto pelas ruas do centro da capital. A concentração do movimento terá início às 9h, na rua Francisca Miquelina, 67. De lá, os manifestantes farão uma caminhada até a Praça da Sé.

Em Minas Gerais, há a expectativa que de aproximadamente 15 mil médicos paralisem suas atividades. De acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado (Sinmed-MG), existe a garantia de que serviços essenciais serão mantidos. O diretor do sindicato Márcio Bichara diz que serão suspensos atendimentos em consultórios e cirurgias programadas. "A orientação é de que a população não seja prejudicada", disse ele. O dirigente ainda destacou que em 30 dias será realizada uma assembleia. "Se não conseguirmos avanços com os planos, vamos radicalizar e partir para o descredenciamento. Não é justo em 10 anos repassarem 160% de aumento para os consumidores e os médicos terem tido um reajuste inferior a 60%", argumentou Bichara.

Nesta quinta-feira também haverá um ato público as 9h30, no Centro Clínico Sul, em Brasília. De acordo com o presidente da Associação Médica de Brasília (AMBr), Lairson Vilar Rabelo, o ato também é uma forma de defender um atendimento com mais qualidade aos cidadãos. “Devemos mostrar para a população que essa paralisação também é em beneficio dela, pois os planos de saúde interferem diretamente no trabalho do médico para a saúde do usuário”, disse. Segundo ele, as interferências criam obstáculos para a solicitação de exames e internações, pressão para a redução de procedimento, a antecipação de altas e transferências de pacientes. Os médicos estimam o aumento de R$ 60 a ser pago por consulta. Atualmente, a maioria dos planos de saúde paga entre R$ 25 e R$ 40 por consulta, podendo ter alteração nos valores de região para região.

Os planos e seguros de saúde no Brasil são responsáveis pelo atendimento de 45,5 milhões de pessoas. Por ano, são realizadas cerca de 223 milhões de consultas e 4,8 milhões de internações por meio de planos de saúde. Entre as reivindicações dos médicos ainda estão o pedido de autonomia profissional, o respeito às condições de trabalho sem interferência dos planos, o estabelecimento de um contrato de prestação de trabalho onde estejam claras as informações sobre formas de admissão e demissão dos médicos e a revisão periódica e anual do reajuste do repassa aos médicos.

Outra reclamação dos médicos é com relação ao papel da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão regulador dos planos de saúde. “O órgão de fiscalização é a ANS e ela não tem cumprido sua função fiscalizadora. O desejável é que a ANS cumpra sua função legal, estabelecendo as regras mínimas do contrato [firmado entre médicos e operadoras]”, reclamou Carvalhaes.

Em resposta, a ANS afirma que não tem como atribuição definir valores referentes ao pagamento das operadoras pelos serviços realizados por prestadores de serviços de saúde e que tem conduzido grupos de trabalho para tratar da remuneração de hospitais e honorários médicos para facilitar o diálogo entre as partes. “Quanto ao movimento que será promovido pela Associação Médica Brasileira, no dia 7 de abril, a ANS entende que é papel das entidades médicas lutar pelos direitos dos profissionais”, disse a agência reguladora, em nota.

Neste dia, a ANS informa que vai fazer o atendimento dos beneficiários dos planos de saúde normalmente por meio do Disque-ANS, cujo número é o 0800-701-9656 ou pela internet, no www.ans.gov.br.

Sobre a reclamação dos médicos com relação a sua função, a ANS respondeu que não regula a relação entre a operadora e os prestadores de serviço, no caso, os médicos. Mas o órgão vai lançar uma consulta pública, nos próximos dias, para receber contribuições e editar uma norma a respeito.

Já a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa os planos de saúde institucionalmente, afirmou que não faz parte de suas atribuições discutir a remuneração de servidores porque a diversidade de fatores (região, modalidades, especialidades médicas, carteira etc.), existente entre os 1.061 planos de saúde que operam no Brasil, é grande e essa remuneração é estabelecida entre cada uma das operadoras e o médico.

“É livre a negociação entre as partes sobre os serviços a serem prestados. A remuneração é variável tanto sobre os valores acordados como também sobre quaisquer outras particularidades do relacionamento entre operadoras de planos de saúde e seus prestadores de serviços”, afirmou a Abramge.

* com informações de Márcio Apolinário, iG São Paulo; Denise Motta, iG Minas Gerais, e Agência Brasil