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sábado, 6 de setembro de 2014

Cinco sinais de que você não está preparado para ser chefe

Getty Images: O chefe é a figura com a pior fama no escritório. Mas será que você
seria melhor do que ele?
O chefe é a figura com a pior fama no escritório. Mas será que você seria melhor do que ele ocupando um cargo de liderança? 

Quem nunca falou mal de um chefe? Por ele ser arrogante, por lhe sobrecarregar de tarefas, por dar sinais de que não sabe o que está fazendo ou simplesmente porque o “santo não bateu”. A figura mais temida do escritório é assunto de muitas conversas na área do cafezinho e, normalmente, nunca é boa coisa. No entanto, quando você se tornar chefe, será que vai ser tão melhor assim?

De acordo com um estudo da consultoria global de gestão de negócios Hay Group, realizado a partir de informações de 3.089 líderes brasileiros, 63% não conseguem criar um bom clima em suas equipes. Isso porque, ainda hoje, a maioria das empresas não investe no desenvolvimento das competências de liderança de seus funcionários. Isso afeta diretamente a produtividade das equipes e, consequentemente, os resultados das organizações.

Felizmente, para a diretora de Gestão de Carreiras da Right Management, Simone Leon, a tendência é que as empresas invistam mais na criação de bons gestores, apesar de ainda existir uma grande lacuna a ser preenchida. “Ainda falta preparar o gestor de negócios que consegue desenhar estratégias, um plano prático, enxergar o papel de cada colaborador na entrega dessa estratégia e fazer o desdobramento das metas individuais”, observa.

Mesmo que a companhia para a qual você trabalha não seja uma das que já prezam pela boa qualidade dos gestores, talvez seja a hora de fazer uma auto avaliação e descobrir se você tem ou não as características de um bom líder. 

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Veja abaixo os sinais de que você não está preparado para ser chefe:

1 - Você quer ser promovido pelo status
Mudar de cargo não é uma premiação e, por mais que a ideia de delegar tarefas lhe pareça tentadora, ser líder é muito mais do que isso. “Normalmente, a expectativa de ter um aumento de salário, de benefícios e ter um outro status cega os profissionais. Ele acha que é só isso que vem com o novo cargo”, comenta Simone.

A promoção é um depósito de confiança que a companhia faz no profissional, acreditando que ele tem a capacidade de entregar mais resultados e motivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Consequentemente, a cobrança passa a ser maior. Portanto, é preciso desejar ser um líder quando se tem plena consciência de que tem capacidade para isso, não pelo simples prazer de chefiar.

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2 – Você não tem uma visão macro do negócio
Para o especialista em RH, Rodrigo Evangelista, da Hprojekt, um bom ponto a ser observado para saber se você está pronto para liderar é o seu grau de conhecimento sobre o negócio. Na maioria dos cargos operacionais, o profissional volta a sua atenção para os detalhes técnicos da sua tarefa, limitando a sua visão a uma pequena parte da empresa.

É comum que gestores de primeira viagem tenham dificuldade de ampliar a sua visão. O ideal é que o profissional deixe que o seu time se encarregue dos detalhes e passe a gerenciar pensando no impacto dos seus resultados na estratégia de negócio da empresa como um todo. Porém, um líder

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3 - Você não gosta de pessoas
Ser um bom chefe não significa ser o melhor amigo do seu funcionário, mas também não há liderança efetiva se você não souber nem ao menos o nome do seu subordinado. Uma de suas principais funções será justamente a de administrar pessoas e, para isso, é preciso ter um mínimo de interesse em conhecer a sua equipe e as capacidades específicas de cada um, de forma natural.

Ao se aproximar mais dos funcionários, além de criar um ambiente mais agradável, o gestor conseguirá delegar as tarefas certas para cada perfil de profissional, aumentando a produtividade. “Se for uma pessoa mais analítica e observadora, eu vou delegar atividades mais técnicas. Se for comunicativa, eu vou passar atividades voltadas para negociação”, exemplifica Evangelista.

Além disso, ele também terá a oportunidade de identificar os pontos fracos de seus liderados e pensar em como desenvolver estas novas capacidades.

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4 - Você não lida bem com burocracia
Por mais criativo e despojado que seja o seu emprego, sempre há regras a serem seguidas – desde as leis trabalhistas, como o direito a férias, pagamento de horas extras, até mesmo as políticas de conduta da própria empresa. Se você boceja só de pensar em ter de lidar com isso, talvez seja melhor não aceitar uma promoção a chefia.

Muitas vezes, o gestor de cada equipe é quem fica encarregado de supervisionar se todos os seus subordinados estão trabalhando de acordo com as regras. Além disso, ele é uma ponte entre o funcionário e os outros setores. Assim, se alguém da sua equipe não recebeu um dos benefícios neste mês, por exemplo, você terá de se envolver, mesmo que não faça parte do setor financeiro.

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5 - Você acha que ninguém trabalha tão bem quanto você
Sabe aquele ditado “Se quer bem feito, faça você mesmo”? Com certeza não foi dito por um chefe. “Se você não confia que você pode desenvolver e orientar alguém a fazer tão bem ou melhor que você, você nunca vai poder ser um líder, porque você não vai mais poder fazer aquele trabalho, quem vai fazer está abaixo de você”, diz Simone.

No entanto, mesmo que você tenha identificado esses sinais em si mesmo, lembre-se que essas características são reversíveis. 

Pesquisa mostra que salário não garante engajamento de funcionários


Buscar desenvolver essas qualidades aumentará as suas chances de promoção e, quando isso acontecer, você estará melhor preparado para ocupar o cargo de chefia que tanto deseja. “É possível mudar. O medo do novo é normal. Você passa a ter responsabilidades pessoais e da sua equipe, então a ansiedade da pessoa tende a aumentar mesmo”, tranquiliza Evangelista.

iG

Obesidade não é o principal fator de risco para diabetes tipo 2, afirma estudo

Carlos Macedo/Agencia RBS
Pesquisa apontou que a escolha dos alimentos é fundamental para diminuir o
risco da doença
Pesquisa realizada na Dinamarca indica que não é o número de calorias, mas o que e quando comemos, que faz a diferença para a saúde 

Se você acha que a perda de peso é suficiente para prevenir a diabetes tipo 2, não tenha muitas esperanças. Uma nova pesquisa divulgada na edição de setembro da revista FASEB Journal, da Federação Americana de Biologia Experimental, sugere que uma pessoa não precisa estar acima do peso para desenvolver a doença.

O estudo comparou gêmeos geneticamente idênticos — um mais gordo que o outro — e descobriu que, depois de comerem uma refeição ao estilo fast food, as moléculas circulantes, incluindo aqueles relacionados à diabetes tipo 2, apareciam em ambos os indivíduos nos mesmos níveis. Esta descoberta sugere que o aparecimento deste tipo de diabetes é fortemente influenciado por fatores genéticos e/ou pela composição da flora intestinal.

— Nosso estudo contribui para uma melhor compreensão dos componentes genéticos e ambientais que influenciam diversos fatores de risco associados à obesidade e doenças metabólicas (por exemplo, diabetes tipo 2) — afirmou Matej Oresic, autor do estudo realizado no Centro Steno Diabetes, na Dinamarca.

O perfil dos voluntários escolhidos para a investigação foram gêmeos jovens e saudáveis, que diferiam em peso. Após comer a refeição, amostras de sangue foram recolhidas ao longo de várias horas. Os investigadores analisaram diversas moléculas pequenas  presentes no sangue, incluindo aminoácidos, ácidos graxos e ácidos biliares.

Os resultados mostraram que as semelhança genéticas entre os irmãos são um fator dominante na resposta metabólica após as refeições, independente do peso. Entretanto, quando em jejum, alguns fatores de risco aumentados foram identificados nos voluntários mais pesados.

— Quando alguém está acima do peso e com risco de diabetes, é comum dizer para a pessoa perder peso, e em determinado grau isso é válido. Este relatório, no entanto, mostra que uma caloria não é apenas uma caloria como alguns afirmam. Exatamente o que comemos e bebemos, e não somente o número de calorias, pode ser o fator mais importante para a saúde — complementa Gerald Weissmann, editor-chefe do The FASEB Journal.

Zero Hora

Banco nacional de leite materno é referência mundial

AP: Banco de leite materno brasileiro
Equipamentos nacionais e orientação adequada baratearam o custo da coleta e armazenamento, que hoje é modelo global 

Trinta anos atrás, as mulheres brasileiras pobres eram pagas para ceder seu leite materno, deixando suas próprias crianças em risco de desnutrição. Os equipamentos nos poucos centros de coleta de leite eram tão caros que limitava a capacidade do País de expandir o alcance desse programa.

Mas esse cenário mudou drasticamente, graças, em parte, a João Arigio Guerrade Almeida, químico que se transformou a rede do Banco de Leite Brasileiro em um modelo estudado por outros países e creditado por ajudar a diminuir dois terços da mortalidade infantil.

"O Brasil é realmente o líder mundial no desenvolvimento dos bancos de leite", diz Lisa Hammer, pediatra da Universidade de Michigan que fez parte de uma equipe de visita à rede no Rio de Janeiro, na última semana.

Relativamente incomum em grande parte do mundo, a doação de leite materno é comum no Brasil, onde a rede de bancos funciona quase da mesma maneira que os bancos de sangue – há um teste, seleção e armazenamento de leite, que é usado principalmente para alimentar bebês prematuros em UTI neonatais.

Quando uma mãe é incapaz de amamentar seu bebê, por causa de uma doença, dependência de drogas ou outros problemas, a rede entra em cena para oferecer leite de graça. No ano passado, foi recolhido leite de cerca de 150 mil mulheres, que alimentaram cerca de 155 mil bebês.

Alcançar tal sucesso não foi fácil. Almeida lembra os problemas que viu em sua primeira visita a um banco de leite do Rio de Janeiro, em 1985, no fim da ditadura militar que perdurou por duas décadas no País.

"O que eu vi me assustou", diz ele. O sistema contou com "doações" de mães com condições sócio-econômica baixas, que muitas vezes vendiam tanto leite que ficavam sem ter o suficiente para seus próprios filhos.

Almeida fez lobby para a proibição da venda de leite materno e buscou alternativas para os equipamentos importados caros. 
Máquinas de pasteurização que custam 25 mil dólares foram substituídas por máquinas de pouco mais de três mil reais, fabricadas no Brasil, aquelas que são usadas em laboratórios de análises de alimentos.

Vasilhas de maionese ou café solúvel foram esterilizadas para armazenar leite para congelar, substituindo os tubos e taças importados que eram responsáveis por um aumento de 89% dos custos operacionais em bancos de leite materno.

"Nós encontramos maneiras de adaptar o sistema à realidade de um País em desenvolvimento, sem comprometer a qualidade e a segurança do leite", diz Almeida. "Nós também mudamos o foco da criança com a mãe, transformando-a em protagonista”.

As mulheres brasileiras estão cada vez mais optando por amamentar. O Ministério da Saúde estima que mais da metade das mães agora amamentam exclusivamente seus filhos nos primeiros seis meses de vida. Nos Estados Unidos, essa taxa é de 16,4%, de acordo com o Centro de Controle de Doenças, mesmo que a amamentação seja amplamente vista como a melhor forma de nutrição para crianças.

O leite materno contém substâncias antimicrobianas e anti-inflamatórias que ajudam a prevenir doenças como a diarréia, que pode ser fatal para as crianças, e promover a saúde a longo prazo, de uma maneira em que as outras fórmulas à base de leite não conseguem. Os bebês prematuros que recebem leite materno frequentemente escapam de doenças intestinais perigosas, o que permite que saiam das UTI neonatais mais cedo.

Amamentar também permite que as mães evitem o uso de água – que pode estar contaminada – para preparar a mamadeira.

Desde 1985, a taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu de 63,2 por mil nascimentos para 19,6 em 2013.

"Para um pequeno investimento, estamos recebendo um grande retorno", disse Almeida. "Nós obtemos um aumento nas taxas de sobrevivência e de saúde em geral dos bebês, e isso culminou em economia da verba do Sistema de Saúde. Nós temos que atingir não somente mães de bebês prematuros, mas todas as novas mães, para ensiná-las a importância da amamentação”.

Campanhas públicas de conscientização apresentam as estrelas de novelas do horário nobre pedindo a novas mães para doarem leite. Call-centers e visitas domiciliares por técnicos treinados ensinam as futuras doadoras como bombear o leite, esterilizar frascos de vidro e manter o leite em congeladores domésticos. A coleta domiciliar – em algumas cidades, por motoboys, bombeiros ou até mesmo policiais - faz com que a doação seja mais fácil e abrangente.

"Quando eu descobri que estava grávida, eu sabia que queria ser uma doadora", diz Maria Tereza Aragão, designer que doou leite por cerca de cinco meses após o nascimento do filho, Bernardo. "No início, eu não sabia como fazer. Fiquei surpresa com o quão simples era e o quanto de apoio é prestado."

"É bom olhar para o seu bebê e saber que você está dando algo que vai ajudar um outro bebê, que é tão maravilhoso quanto o seu", explica ela, durante uma visita a uma maternidade no Rio de Janeiro, para ver sobrinha recém-nascida.

A rede de bancos de leite materno, com 214 locais, é uma rara história de sucesso do Sistema Público de Saúde no Brasil. Essa rede tem ajudado a estabelecer programas semelhantes em mais de 15 países da América Latina e da África, bem como na Espanha e Portugal. O grupo da Universidade de Michigan procurou dicas para a criação de um banco semelhante no hospital da universidade, em Ann Arbor, nos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos há cerca de uma dúzia de bancos, que geralmente vendem o leite para cerca de quatro dólares a cada 30 mililitros, mais ou menos o custo de processamento e pasteurização das doações.

"Neste momento nos Estados Unidos, há muita ênfase para a divulgação do aleitamento materno. É impressionante que esse é o método preferido de alimentação, em detrimento a fórmulas comerciais", diz Hammer.

"Há vários recursos do governo, como marketing, publicidade e verba que estão sendo colocados para incentivar o aleitamento materno. Mas levando isso para o próximo passo, que é usar o leite doado para bebês em que as mães não estão aptas a amamentar, não é um conceito amplamente conhecido ou aceito”, diz ela. "Aqui no Brasil, há muito mais consciência."

AP / iG

O perigo do carvão ativado, a nova vedete das dietas detox

Reprodução/Juiceservedhere.com
Vai uma limonada de carvão ativado aí? Nos Estados Unidos uma companhia já

 oferece essa opção em sua linha de sucos. Atitude é questionável já que não
 existem estudos que provem eficácia
Uso deve ser restrito a intoxicação por substâncias tóxicas; na dieta, pode atrapalhar absorção de minerais e vitaminas

Diferente do carvão comum, aquele usado para fazer churrascos, o carvão ativado é conhecido há muito tempo por salvar vidas em caso de intoxicações. Vendido em cápsulas, ele tem o poder de “sequestrar” o agente tóxico e eliminá-lo pelas fezes, fazendo com que o corpo não absorva a substância perigosa. A novidade é que adeptos da dieta detox resolveram usá-lo com o propósito de desintoxicar o organismo.

A ideia pode parecer verossímil, mas não é verdade e pode ser muito perigosa. Segundo o nutrólogo Roberto Navarro, além de não haver estudos que provem qualquer eficácia do produto para o sucesso da dieta, o carvão ativado pode impedir a absorção de compostos importantes para o corpo, como as vitaminas e os minerais, e até impedir a ação de medicamentos. Ou seja, em vez de ajudar o fígado a mandar as toxinas embora, a pessoa está se desnutrindo e impedindo que remédios recomendados atuem no organismo.

Mesmo nos casos de intoxicação, é preciso usar com moderação, explica a nutricionista Cristiana Almeida Hanashiro, da Beneficência Portuguesa. Em doses elevadas, o carvão ativado também pode causar vômitos e desidratação. "As fezes podem ficar pretas, provocar diarreia ou intestino muito preso, e, em casos menos comuns, inchaço ou dor no estômago", explica Cristiana.

Pelo fato de o carvão ativado ser poroso, ele tem capacidade de coletar seletivamente gases, líquidos ou impurezas no interior de seus poros. “O carvão entra, atrai e absorve toxinas e produtos químicos desagradáveis e os leva para fora do corpo”, detalha Cristiana.

Para detoxificar basta alimentar-se bem
Navarro explica que cabe ao fígado a tarefa de "detoxificar" o organismo. Todos os dias as pessoas têm contato com substâncias tóxicas, seja pela alimentação (como os agrotóxicos), poluição ou outros meios. Essas substâncias, depois que caem no sangue, são direcionadas ao fígado, órgão responsável por reconhecer que elas são nocivas e inativar as toxinas, fazendo com que elas sejam eliminadas no suor, urina ou fezes.

Mas o fígado só consegue exercer sua profissão se tiver o apoio principalmente dos compostos sulfídricos presentes em vegetais verde escuros (couve, espinafre, brócolis, entre outros), cebola, alho e cogumelos comestíveis. Logo, quem não come bem atrapalha seu próprio fígado. 

Comer bem, portanto, já é ter uma dieta detox. Bem diferente de como são popularmente conhecidas as tais dietas detox, que pregam restrições alimentares mais severas e que podem trazer prejuízos sérios se realizadas por períodos longos. “A escolha adequada, a variedade e o equilíbrio do consumo dos alimentos aliado à atividade física pode levar à prevenção de doenças, manutenção da saúde e qualidade de vida”, resume Cristina. Simples assim.  

iG