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domingo, 5 de outubro de 2014

Xiaflex, o remédio para corrigir pênis torto

Homens americanos com uma doença que provoca uma curvatura no pênis agora têm mais uma opção de tratamento, o remédio
 
A Administração de Drogas e Alimentos americana (FDA) aprovou a droga para tratar a doença de Peyronie, uma condição que causa uma curvatura no pênis que pode tornar mais difícil para os homens atingir ereções, ou pode tornar as ereções dolorosas.
 
A curvatura é causada por tecido cicatricial sob a pele do pênis, sentida como um nódulo, e pode se desenvolver após lesões no pênis, como um vaso sanguíneo rompido durante o sexo ou atividade atlética. Esses pequenos traumatismos podem resultar em cicatrizes que interferem na ereção.
 
Estudos mostram que existe uma associação dessa enfermidade com doenças reumatológicas, diabetes e uso de betabloqueadores para controlar a hipertensão arterial. Embora não se possa afirmar que seja hereditária, parece que a incidência é maior em homens da mesma família.
 
Não está claro exatamente quantos homens têm a doença de Peyronie, mas estima-se algo em torno de 1 a 3%. Esse número pode ser subestimado porque alguns homens podem não saber que têm a doença, ou não assumir que a têm.
 
Tratamento com Xiaflex
Em 20% dos casos, as placas (cicatrizes) desaparecem espontaneamente, sem tratamento algum, em um ano e meio a dois anos.
 
Quando o problema persiste, alguns medicamentos que agem no metabolismo das células produtoras da fibrose apresentam bons resultados. Esses fármacos já estavam sendo utilizados para tratar a doença, mas tinham sido aprovados para outras condições.
 
Agora, os homens têm mais uma opção para curar a curvatura, o Xiaflex, a primeira droga a ser aprovada especificamente com a finalidade de tratar a doença de Peyronie.
 
Segundo a FDA, o medicamento é destinado para os homens que têm um nódulo no pênis que resulta em uma curvatura de pelo menos 30 graus sobre a ereção. Pensa-se que Xiaflex rompe o tecido conjuntivo que causa a deformidade.
 
A FDA baseou sua aprovação em dois estudos clínicos controlados com 832 homens com doença de Peyronie, que foram acompanhados por um ano. A droga reduziu significativamente a curvatura do pênis e os sintomas da doença, em comparação com um placebo.
 
Os efeitos colaterais mais comuns foram hematoma peniano (acúmulo de sangue sob a pele), inchaço e dor peniana. No entanto, a droga pode ter efeitos secundários graves, incluindo fratura do pênis. Por esta razão, os médicos devem ser submetidos a uma certificação antes de prescrever o fármaco.
 
Por enquanto, o remédio foi aprovado somente nos EUA, mas as empresas responsáveis pela droga (BioSpecifics Technologies Corp e Auxilium Pharmaceuticals Inc) iniciaram três parcerias para o desenvolvimento e comercialização deste medicamento em outros países. A Pfizer tem os direitos na Europa e Eurásia, a Asahi Kasei Pharma Corporation tem direitos no Japão, e a Actelion Pharmaceuticals Ltd tem direitos no Canadá, Austrália, Brasil e México.
 
A Actelion espera receber aprovação para comercializar o Xiaflex por aqui durante os próximos 12 meses.
 
Cirurgia
Outra opção para tratamento da doença de Peyronie é cirurgia.
 
Geralmente, a operação só é feita quando são esgotadas outras possibilidades de cura, depois de dois anos de evolução da doença e quando a alteração prejudica a atividade sexual, o que ocorre em menos da metade dos casos.
 
Existem duas técnicas cirúrgicas que podem ser usadas para corrigir a curvatura: a primeira tenta compensar o desvio fazendo uma prega no corpo cavernoso do lado oposto àquele em que se situa a placa (a desvantagem é que isso pode interferir no tamanho do pênis, que fica menor), e a outra consiste em fazer uma incisão em forma de H para liberar na placa, colando um enxerto no local da lesão. Em 90% dos casos, os resultados são satisfatórios. O pênis é corrigido sem comprometer a capacidade de ereção do homem.
 

Acupuntura auricular ajuda a emagrecer

Uma boa notícia para quem quer emagrecer e não dispensa uma ajuda extra: em artigo publicado em 2013, pesquisadores da Universidade Kyung Hee (Coreia do Sul) mostraram que acupuntura auricular pode interferir positivamente no metabolismo e ajudar a pessoa a queimar mais calorias
 
A equipe testou três métodos (com cinco agulhas, com uma agulha e com agulhas removidas logo em seguida – placebo) em 91 voluntários. Ao longo de oito semanas, seguiram uma dieta específica (mas que não era voltada para perda de peso) e passaram por sessões semanais. Nos tratamentos “verdadeiros”, as agulhas permaneciam inseridas em pontos específicos de uma orelha durante sete dias; depois, eram retiradas, e outras eram inseridas na outra orelha.
 
Entre aqueles que passaram pelo tratamento com cinco agulhas, a perda de peso foi, em média, de 6,1% do total do peso do corpo; entre os que passaram pelo tratamento com uma agulha, a perda média foi de 5,7%; e, entre os demais (placebo), não houve perda significativa.
 
Além disso, houve uma redução na porcentagem de gordura corporal, mas apenas entre aqueles que fizeram o tratamento com cinco agulhas.
 
Os próprios autores reconhecem que o estudo é limitado, em especial por conta da escala relativamente pequena (do total de participantes, inclusive, 24 desistiram).
 
Contudo, considerando resultados de outras pesquisas sobre os efeitos da acupuntura, há motivos para apostar no tratamento como um aliado no combate à obesidade.
 
WebMD / Hypescience

Raio-X revela centenas de agulhas de ouro em joelhos de sul-coreana

Quando os médicos examinaram uma imagem do raio-X dos joelhos de uma mulher sentindo fortes dores articulares, eles descobriram uma mina de ouro: centenas de pequenas agulhas de acupuntura douradas tinham sido deixadas em seu tecido
 
An X-ray image of a patient's knees reveals acupuncture needles left in the tissue.
                                                Credit: The New England Journal of Medicine ©2013

 
Conforme publicado na revista “New England Journal of Medicine” na semana passada, a sul-coreana de 65 anos já havia sido diagnosticada com osteoartrite, uma condição na qual a cartilagem e os ossos dentro das articulações se degradam, causando dor e rigidez. Mas quando analgésicos e anti-inflamatórios não aliviaram sua dor nos joelhos e só causaram um desconforto no estômago, ela voltou-se para a acupuntura.
 
A acupuntura é uma prática médica alternativa que usa agulhas para supostamente estimular determinados pontos do corpo, para aliviar a dor ou para o tratamento de diversas doenças. No tratamento da mulher, as agulhas, que foram supostamente feitas de ouro, foram intencionalmente deixadas em seu tecido para a estimulação contínua, explica o relatório dos médicos.
 
No entanto, deixar as agulhas (ou quaisquer objetos) no corpo pode não ser uma boa ideia, conforme afirma o Dr. Ali Guermazi, professor de radiologia na Universidade de Boston (EUA), que não estava envolvido com o caso. Objetos estranhos deixados no interior do corpo podem levar a inflamações, abcessos e infecções.
 
Também poderia tornar mais difícil para um médico fazer a leitura de um raio-X. “As agulhas podem obscurecer um pouco da anatomia”, disse Guermazi. “O corpo humano quer se livrar do objeto estranho. Tudo começa com um mecanismo de defesa, por exemplo, inflamação e formação de tecido fibroso em torno do objeto”.
 
Agulhas deixadas no organismo também podem causar outros problemas. “O paciente não pode entrar em uma ressonância magnética, porque as agulhas deixadas no corpo podem se mover e danificar uma artéria”, acrescenta.
 
Pouca evidência apoia a ideia de que o tratamento de condições médicas com a acupuntura realmente funciona. No entanto, a prática é amplamente usada como um tratamento para a dor nas articulações. Ainda de acordo com o novo relatório, a inserção de pedaços de fios de ouro estéreis em torno da articulação é um tratamento para a artrite comum nos países Asiáticos.
 
Nos Estados Unidos, cerca de 3,1 milhões de adultos nos e 150 mil crianças foram tratadas com acupuntura, em 2007, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro Nacional de Saúde dos Estados Unidos para Medicina Complementar e Alternativa.
 
No Brasil, em 1999, existiam 20 mil acupunturistas e 5 mil médicos especializados, segundo o médico acupunturista Ysao Yamamura, chefe da disciplina de acupuntura do Hospital São Paulo, da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo).
 
Live Science / Hypescience

Hospital de Washington recebe paciente com suspeita de ebola

Suspeito de contrair o vírus viajou recentemente para a Nigéria. Paciente está isolado, segundo fontes do hospital
 
O hospital da universidade de Howard, em Washington, nos Estados Unidos, recebeu um paciente com possíveis sintomas de ebola nesta sexta-feira (3), informou a agência de notícias Reuters.
 
O paciente, que recentemente viajou para a Nigéria, está sendo tratado "com o máximo de cuidado" e está em condições estáveis. Ele está isolado, segundo uma porta-voz do hospital.
 
Libéria
O cinegrafista freelancer que trabalhava na Libéria para a NBC News e foi infectado com o vírus do ebola fez parte de projetos no país nos últimos três anos. Ashoka Mukpo, de 33 anos, havia sido contratado pela emissora na última terça-feira (30) para trabalhar como segundo cinegrafista para a médica e correspondente Nancy Snyderman. Ela está com outros três funcionários da NBC em Monróvia, de onde reporta sobre a epidemia.
 
Mukpo é de Providence, no estado de Rhode Island. Ele será transferido para os Estados Unidos para tratamento.
 
"O freelancer ficou doente com sintomas nesta quarta-feira, sentindo-se cansado e com dores no corpo", além de apresentar febre, acrescentou a emissora em sua página na internet.
Americanos infectados

 Desde que começou a epidemia de ebola na África Ocidental, os Estados Unidos já tinham recebido outros americanos infectados pela doença.
 
Foi o caso do médicos missionários Kent Brantly e Rick Sacra, além da trabalhadora voluntária Nancy Writebol. Infectados na Libéria, os três foram tratados nos Estados Unidos e tiveram alta recentemente.
 
O Instituto Nacional de Saúde americano (NIH) reportou ainda ter recebido outro médico americano que foi exposto ao vírus enquanto trabalhava em Serra Leoa de maneira voluntária.
 
Diagnóstico nos EUA
Nesta quarta-feira (1º), foi divulgado ainda o primeiro caso de ebola diagnosticado dentro dos Estados Unidos. O liberiano Thomas Eric Duncan saiu da Libéria rumo aos EUA no dia 19 de setembro, sem sintomas da doença.
 
Ele começou a apresentar sinais da doença quatro ou cinco dias depois de chegar ao país. No dia 26, procurou ajuda médica e no dia 28 (domingo) foi isolado no hospital no Texas Health Presbyterian em Dallas, no Texas, onde permanece internado em estado grave.
 
Mais de 3 mil mortos na África
O número de mortos pela epidemia de ebola na África Ocidental chegou a 3.338, de um total de 7.178 casos da infecção até o dia 28 de setembro. A informação foi divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira .
 
O número de novos casos caiu pela segunda semana consecutiva, mas a OMS alerta de que os dados não significam que a epidemia está perto de ter um fim, já que muitos casos continuam não sendo registrados.

G1

Parece saudável, mas não é

Muitas barrinhas vendidas como saudáveis têm açúcar, mel,
xarope de milho e até sódio
Do pão “integral” aos sucos de caixinha e barrinhas, nem tudo é o que parece. O nutricionista Rodolfo Peres ensina a identificar o que (realmente) estamos comprando e a escapar das “armadilhas” sob o rótulo de saudável
 
Você já comeu durante muito tempo um alimento e depois descobriu que ele não era nada do que imaginava?  Para saber o que realmente estamos comprando, não tem jeito, é preciso ler com atenção as tabelas nutricionais e ficar atento às “armadilhas” que estimulam o consumo de produtos aparentemente saudáveis.
 
A primeira dica é sempre desconfiar dos produtos industrializados enriquecidos com vitaminas, minerais, fibras, etc., pois quase sempre a quantidade do componente benéfico desses alimentos é muito pequena. Além disso, o produto pode até fornecer doses de vitaminas e sais minerais, mas, na maioria das vezes, apresenta altos índices de gordura, açúcar e sódio. Essa tendência de alimentos enriquecidos leva a pessoa a acreditar que irá suprir suas necessidades nutricionais apenas com a alimentação industrializada, o que não é verdade.
 
As informações nutricionais contidas nos rótulo normalmente indicam uma porção do alimento. Na porção vem primeiramente o valor calórico, depois os carboidratos (açúcares), as proteínas, gorduras totais e, também, a quantidade de gorduras saturadas e trans. E como saber o que é uma quantidade alta ou baixa no produto? Ao lado dos valores de nutrientes na tabela, existe o %VD, que é o valor diário (%) daquele nutriente que o produto fornece em relação a uma dieta de 2.000 Kcal, considerada padrão para a maioria das pessoas.  Assim, se o VD de gorduras totais do produto é de 5%, significa que o produto fornece 5% do requerimento de gorduras totais de um dia.
 
Os produtos “diet”, “light” e “zero” sempre causam confusão na hora da compra. Um mesmo produto pode ser light, diet e zero, já que uma categoria não exclui a outra. Produtos “zero gordura” também não são livres de calorias. O mais importante é verificar no rótulo qual ingrediente foi reduzido ou retirado do produto (açúcar, gordura e/ou carboidrato). Alimentos com menos açúcar e gordura, geralmente, têm mais sódio para garantir um sabor agradável ao alimento.
 
Trocar refrigerante por suco parece um hábito saudável, mas isso vai depender do tipo de suco. Aqueles de caixinha podem ter tanto açúcar quanto um refrigerante, e ainda são cheios de conservantes. Fique atento à descrição dos ingredientes na tabela nutricional. Também observo muita gente tomando os chamados “ice teas” como se fossem água. Cuidado! A bebida pode ser ricas em açúcares e,  quase sempre, passam longe dos chás naturais.
 
Os isotônicos também merecem atenção na hora da compra. O sabor e a composição rica em sais minerais fazem com que muita gente troque a água por um isotônico. O isotônico não é uma bomba calórica, mas é quase equivalente a uma bebida adoçada com açúcar, como um refrigerante. Pode ser útil para hidratar atletas que realizam atividade física intensa, mas, mesmo entre eles, existem indicações específicas. Para repor uma eventual perda de sal mineral ou sódio, por um exercício leve/moderado, ainda não inventaram nada melhor do que a ÁGUA. Assistir televisão tomando isotônico “só porque ele é gostoso” não é uma prática recomendada!
 
Outras bebidas muito procuradas no calor são a água de coco e o caldo de cana. As duas são naturais e podem ser consumidas a vontade, certo? Errado! Apesar de nutritivas, são ricas em carboidratos (açúcar) e sódio. Sem a prática de exercícios físicos que justifiquem uma reposição energética, o mais indicado é beber com moderação.
 
A fruta açaí tem um ótimo valor nutricional, rico em gorduras monoinsaturadas e antioxidantes. O problema é que a polpa de açaí, vendida em lanchonetes e supermercados, é “turbinada” com açúcar e xarope de guaraná. Como se não bastasse, o famoso “açaí na tigela” também leva banana, granola, mel e, às vezes, até leite condensado (!). Procure comer a polpa natural da fruta, sem adição de nenhum conservante, e sem exagero. Apesar de saudável, consumida em excesso pode engordar.
 
O pão integral é feito com grãos que não passam por um processo de refinamento. Com as fibras preservadas, eles auxiliam na manutenção dos níveis de colesterol baixos e controlam os picos de insulina no sangue, aumentando a saciedade e facilitando o emagrecimento.  Só que a maioria dos pães e biscoitos, vendidos como integrais, não tem farinha integral na quantidade ideal. No rótulo deve estar escrito “farinha de trigo integral”, e não “farinha de trigo enriquecida com ácido fólico”. Verifique também o teor de fibras. Se a quantidade for de 0,2 a 0,5 gramas, desconfie. O pão integral de verdade tem de 3 a 5 gramas de fibras (a porção de 50 g).
 
O kani kama usado na preparação de sushis, saladas orientais e até como aperitivo, também engana muita gente. Em japonês, a palavra kani significa caranguejo, mas o que nós consumimos como “carne de caranguejo”, na verdade, é merluza misturada com amido de trigo, clara de ovo, açúcar, extrato de algas, aromatizantes de caranguejo, glutamato monossódico e corantes. Portanto, não se iluda com as baixas calorias desse prensado.
 
As barrinhas de cereais podem ser uma ótima opção para as refeições intermediárias porque são práticas e contêm fibras – nutrientes que aumentam a sensação de saciedade, dão energia e ajudam no funcionamento do intestino e na absorção de gorduras. Só que  muitas barrinhas vendidas como saudáveis têm açúcar, mel, xarope de milho e até sódio. Se você gosta de comer barrinhas de cereais, prefira as de frutas, que são menos gordurosas, e/ou com flocos de milho, aveia e castanhas.
 
O que muitas vezes encontramos nas prateleiras de supermercados, vendido como chocolate, na verdade, é um doce com sabor de chocolate, não chocolate.  De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, só é chocolate o produto que tenha pelo menos 25% de cacau. O chocolate anunciado como benéfico à saúde deve ser do tipo amargo, com no mínimo 70% de cacau. Quanto menor a quantidade de cacau, maior a quantidade de açúcar e gordura. Mesmo um chocolate amargo com mais de 80% de cacau, deve ser consumido moderadamente pelo seu alto valor calórico. O problema é que a maioria das empresas não informa no rótulo a quantidade de cacau do produto e a fiscalização deixa muito a desejar.
 
O peito de peru é um embutido metido a saudável. Apesar de ser visto como uma alternativa melhor do que o presunto, os dois têm a mesma quantidade de sódio e gordura. Para conservar o produto, as indústrias usam nitritos e nitratos, substâncias químicas nada saudáveis. Por isso, evite alimentos embutidos!
 
As sobremesas lácteas, tipo “petit suisse”, parecem iogurte, mas a maioria tem bem menos cálcio do que outras versões menos docinhas e gostosas. Quer dizer, não vale por um bifinho e nem por um iogurtinho.  É claro que as crianças vão querer essas sobremesas, mas sempre que possível troque por um iogurte natural batido com a fruta que a criança mais gosta e adicione um pouco de açúcar mascavo.
 
Na verdade, praticamente todos os alimentos industrializados possuem muitos aditivos, que embora não estejam na tabela de informação nutricional, são informados na lista de ingredientes do produto, sempre no final, nomeados de várias formas como antioxidantes, espessantes, estabilizantes, corantes, conservadores. São substâncias químicas que embora sejam adicionadas em quantidades bem pequenas no produto devem ser evitadas.
 
Na dúvida, compre a menor quantidade possível de industrializados, evite produtos com altas taxas de sódio, valor energético, gorduras saturadas e trans e dê preferência sempre aos alimentos naturais, ricos em vitaminas, sais minerais, proteínas, fibras e gorduras insaturadas.

Prologo Ativo

Como controlar colesterol e triglicérides sem remédios

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Colesterol: é possível controlá-lo sem remédios
Em muitos casos, uma dieta saudável basta para manter os dois em níveis seguros
 
Apesar de serem vistos como vilões, o colesterol e os triglicérides são dois tipos de gorduras essenciais para o organismo.
 
O primeiro é necessário para a produção de novas células, sais biliares, vitamina D e de hormônios esteróides – como testosterona e progesterona. Já o segundo tem como principal função regular a reserva de energia.
 
O problema é que em excesso ambos trazem prejuízos à saúde.
 
De acordo com a nutricionista Joana Lucyk, da Clínica Saúde Ativa, de Brasília (DF), a primeira medida para barrar a evolução dessa dupla é modificar a dieta. “Essa é a forma preferencial de tratamento”, afirma.
 
A psicopedagoga Márcia Cristina da Silva Neves Luciano, 42 anos, de São Paulo, SP, é uma das que conseguiu reduzir as taxas de colesterol e triglicérides, que estavam no limite, só com a mudança de hábitos. “Optei por não tomar remédios. Por isso, passei a controlar a dieta fazer exercícios, como caminhada e Pilates”, diz.
 
Um dos principais desafios enfrentados por Márcia foi diminuir o consumo de massas – ela é fã confessa de pãezinhos e bolos. Para tornar o pecado mais saudável, ela trocou o pão francês tradicional por um feito com farinha integral e aveia. Nos pratos preparados em casa, também substituiu a farinha de trigo por sua versão integral. Com a ajuda de uma nutricionista ensinou a substituir o óleo de soja pelo azeite nas preparações, assim como a aumentar o consumo de frutas e legumes.
 
O café-da-manhã, que antes era feito às pressas, hoje é um momento sagrado para Márcia. “Aprendi que preciso fazer essa refeição em casa, tranquilamente. Assim não ataco a cesta de pães e as guloseimas servidas no trabalho pela manhã”, observa. Com esses pequenos ajustes, a psicopedagoga conseguiu, em aproximadamente 90 dias, fazer os índices de colesterol e triglicérides voltarem ao normal. Para seguir seu exemplo, aprenda mais sobre as duas substâncias e descubra quais alimentos são aliados na empreitada.
 
Colesterol
Enquanto uma parte dessa gordura é produzida pelo fígado, a outra chega por meio da alimentação.
 
No sangue, ela circula ligada a proteínas, formando partículas – as que mais se destacam são a LDL e HDL. “A principal diferença entre elas é que a LDL carrega o colesterol para os tecidos do organismo, enquanto a HDL o despacha para o fígado, onde acontece sua eliminação sobre a forma de sais biliares”, conta a nutricionista Fernanda Serpa, membro da diretoria do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional (CBNF).
 
É daí que vem a má fama da LDL: quando aparece em grandes quantidades, ele contribui para a formação de placas de gordura (ateromas). Essas, por sua vez, podem obstruir a circulação de um órgão importante, como o coração, levando a eventos como o infarto. Segundo Joana, há casos em que a genética do paciente leva a desequilíbrios nos níveis de colesterol. Nos outros, a alimentação costuma ser o grande gatilho para o surgimento do problema.
 
Portanto, para não ter surpresas desagradáveis ao se submeter ao exame de sangue (que deve ser realizado anualmente), é bom ficar de olho naquilo que coloca no prato. Alimentos de origem animal, por exemplo, são campeões em colesterol. Por outro lado, há aqueles que são verdadeiros aliados, pois ajudam a reduzir as taxas dessa substância no sangue.
 
Veja as orientações:
 
Não exagere em...
 
Carnes, especialmente as gordurosas, vísceras (fígado, miolo, miúdos), embutidos, peles de aves e asa de frango

Laticínios (leite integral, queijos amarelos, creme de leite, molhos gordurosos)

Frutos do mar (camarão, lula, etc.)

Manteiga (bolos prontos, tortas, massa folheada, biscoitos amanteigados)

Banha de porco

Sorvete, biscoitos recheados, leite condensado, chocolate (o branco é o pior) fast food e salgados (principalmente os folheados)
 
Inclua na dieta
 
Aveia: ela contém uma fibra que auxilia na redução do colesterol LDL. Segundo a diretora da Nutconsult, estudos demonstraram que pacientes que consumiam 3 gramas dessa fibra conseguiram uma redução de 8 a 23% no colesterol total. Para consumir esse valor, é preciso comer cerca de duas colheres de sopa cheias de farelo de aveia. “É no farelo que encontramos a maior concentração dessa fibra”, explica Fernanda.
 
Soja: a agência reguladora de alimentos e medicamentos FDA (Food and Drug Administration) sugere o consumo de 25 gramas de proteína de soja ao dia para evitar o aparecimento de doenças do coração, já que auxilia na redução dos níveis de LDL e colesterol total.
 
Fitoesteróis: essas substâncias são encontradas nos vegetais (como semente de girassol) e também barram a absorção de gordura da dieta, o que favorece a redução do colesterol. “É preciso consumir 1,6 gramas de fitoesteróis diariamente para observar uma diminuição de 8 a 15% nas taxas de colesterol”, informa Fernanda. Como eles não são tão abundantes assim nos vegetais, a indústria alimentícia decidiu isolá-los. Sendo assim, podem ser encontrados em produtos como margarinas e iogurtes.
 
Antioxidantes: eles (e aqui se destacam os flavonóides) podem inibir a oxidação das partículas LDL, diminuindo seu poder de obstrução de vasos sanguíneos. Os flavonóides são encontrados principalmente em vegetais verde-escuros, frutas (como cereja, amora, uva, morango, jabuticaba e maçã), grãos (linhaça, soja, etc), sementes, castanhas, condimentos e ervas (cúrcuma, orégano, cravo e alecrim) e também em bebidas, como vinho, suco de uva e chás.
 
Triglicérides
A nutricionista de Brasília comenta que o consumo elevado de carboidratos simples e refinados e bebidas alcoólicas pode fazer as taxas de triglicérides irem às alturas. Quando isso acontece, além de complicações cardiovasculares e diabetes, a pessoa fica mais sujeita a desenvolver pancreatite e sofrer redução dos níveis de HDL, aquela partícula considerada benéfica por facilitar a eliminação do colesterol pelo organismo.
 
A boa notícia é que ao adotar uma dieta uma dieta equilibrada, os efeitos positivos sobre os níveis de triglicérides não demoram a aparecer. “A resposta à modificação alimentar é muito mais rápida e fácil nesses casos do que naqueles de colesterol elevado”, compara Fernanda Serpa.
 
Aprenda como montar o cardápio:
 
• Não exagere no açúcar: dependendo do caso, vale substituí-lo por adoçantes;
 
• Limite a quantidade de carboidratos: não consuma em uma mesma refeição arroz, macarrão,  batata e farofa. “Opte por apenas uma fonte de carboidrato e, se possível, em sua versão integral”, sugere a diretora da Nutconsult, do Rio de Janeiro.
 
• Controle a ingestão de doces em geral, como refrigerantes, sucos em caixa já adoçados, sobremesas, balas, etc.
 
Inclua na dieta
 
Alimentos ricos em ômega 3
Fernanda conta que essa substância auxilia no controle e redução dos triglicérides e, por isso, deve fazer parte da alimentação. Para obtê-la, basta apostar em peixes, como cavala, sardinha, salmão, atum, bacalhau e arenque.
 
A recomendação, segundo a nutricionista, é de 180 gramas do alimento durante a semana. “Pode-se optar também por cápsulas contendo óleo de peixe. Mas, nesse caso, é importante procurar por um nutricionista ou médico para prescrição do suplemento”, observa.
 
Mão na massa
Muitas pessoas têm dúvidas de como incluir os alimentos citados no dia-a-dia. Por isso, Fernanda Serpa, diretora da Nutconsult Consultoria Nutricional, preparou algumas dicas práticas.
 
Prefira o farelo de aveia, pois é nele que está concentrada a maior parte da fibra solúvel responsável pelos efeitos redutores da absorção da gordura da dieta. A dose? Duas colheres de sopa ao dia podem ser usadas em cima de frutas (como a banana picada), da salada de frutas ou com feijão (substituindo a farinha). Outra alternativa é misturar o farelo a vitaminas.

A soja pode ser utilizada como proteína texturizada de soja (PTS). Assim, é possível usá-la no lugar da carne moída, depois de hidratada e refogada, ou em conjunto com a carne bovina para fazer a carne moída.
 
A quantidade de peixe recomendada é de 180 gramas por semana, o que corresponde a três porções pequenas ou duas porções grandes de peixe (sardinha, anchova, arenque, salmão, atum, etc).
 
Os fitosteróis são encontrados em margarinas e iogurtes enriquecidos. Nesses casos, a recomendação é de 20 gramas de margarina (1 colher de sopa) ou um pote de iogurte.
 
Os antioxidantes devem ser adquiridos por meio do consumo de quatro frutas ao dia e de vegetais e legumes no almoço e jantar (várias cores para adquirir diferentes fitoquímicos). Além disso, vale apostar em chá verde, suco de uva integral e farelo de linhaça.

iG