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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Distúrbios psicológicos podem ser desencadeados por experiências negativas

Apesar de terem sido feitos com ratos, os estudos trazem informações úteis para entender o comportamento humano
 
Sozinha, a predisposição física nem sempre é suficiente para causar um problema de saúde. Fatores ambientais também têm um importante papel na perturbação do organismo, dando início a uma cadeia de reações que levam a todo tipo de sintomas.
 
Duas pesquisas publicadas nesta semana na revista Science mostram que essa combinação também parece valer no caso dos distúrbios psicológicos que comprometem o comportamento de indivíduos em grupo. Os experimentos ainda reforçam que há uma classe de hormônios que, quando combinados com experiências traumáticas, levam ao estresse social: os glicocorticoides, envolvidos na resposta do corpo a situações extremas.

A liberação desses esteroides no organismo depois de experiências estressantes, como sentir medo ou irritação, provoca um desequilíbrio que diminui a presença das dopaminas, neurotransmissores que promovem a sensação de prazer.
 
Para entender como essas duas substâncias se relacionam, os autores de um dos estudos modificaram geneticamente ratos para que eles não tivessem receptores de glicocorticoides nos neurônios que produzem a dopamina. O objetivo era verificar se os hormônios do estresse freavam a produção do neurotransmissor ligado ao prazer.

Caso essa hipótese estivesse certa, os ratinhos modificados não apresentariam mudança de comportamento depois de sofrerem estímulos negativos. O efeito, no entanto, foi o oposto. Depois de serem submetidos a 10 dias de agressão imposta por outros animais, eles mostraram sinais de ansiedade e se recusaram a interagir mesmo com ratos mais dóceis. “Os dados sugeriam que o hormônio podia agir nos neurônios que produzem dopamina.
 
Muito rapidamente, nós soubemos que isso estava errado, pois esses animais tiveram uma aversão social e aumentaram a ansiedade depois da agressão”, explica François Tronche, da Universidade Pierre e Marie Curie, na França, principal autor da pesquisa.
 
Fonte Correio Braziliense

Pesquisadores da UFMG criam vestimenta que corrige problemas posturais

Pedro Guatimosim mostra modelo para o qual foi pedida a patente: sete anos de pesquisa dedicados à elaboração do protótipo (Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Pedro Guatimosim mostra modelo para o qual foi pedida
a patente: sete anos de pesquisa dedicados à elaboração do protótipo
O material pode ajudar atletas a melhorar a performance e corrigir problemas ortopédicos
 
Muitas criações tecnológicas têm como fonte de inspiração a natureza. Esse ramo da ciência, conhecido como biomimética, foi adotado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para criar uma roupa capaz de melhorar a postura e os movimentos de pacientes e otimizar a performance de atletas.
 
A vestimenta, que, por sua aparência, ganhou o apelido de Homem-Aranha, é baseada na tensegridade, propriedade e estrutura presentes em vários organismos que usam a tração e a compressão de forma combinada para proporcionar estabilidade. Com pedido de patente enviado ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), a roupa pode estar disponível para esportistas na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.

“O que tem de muito atual é que, antes, a visão da anatomia era fragmentada. Agora, comprova-se que tudo é interconectado”, destaca o professor Thales Rezende de Souza, do Laboratório de Análise de Movimentos do Departamento de Fisioterapia da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG.
 
O especialista enfatiza o impacto da descoberta sobre a comunidade científica: “É um divisor de águas. Antes visto como segmentado, agora é preciso ver o corpo na forma de redistribuição de tensão. Existe conexão do ombro de um lado com o quadril do outro. E se antes os tecidos eram vistos como frouxos (moles), sabe-se agora que são pré-tensionados”.
 
Fonte Correio Braziliense

Médicos no Rio Grande do Sul defendem vacinação universal contra Gripe A

Vacinação contra a Gripe A : imunização do ano passado oferece pouca proteção para surto atual já que o vírus é mutável.
Foto: Elza Fiúza/ABr
Vacinação contra a Gripe A : imunização do ano passado oferece
 pouca proteção para surto atual já que o vírus é mutável
Apesar de nota do MS tranquilizando os que pretendem viajar para os EUA e Canadá, surto pode atingir brasileiros, diz sindicato
 
O Sindicato dos Médicos no Rio Grande do Sul (Simers) voltou a alertar para a necessidade de vacinação universal contra gripe, não cobrindo apenas grupos de risco. A advertência foi feita após o surto de gripe que atinge os Estados Unidos e o Canadá e que deixou os brasileiros com viagens marcadas para estes países em alerta.
 
Os quase 30 mil casos confirmados nos EUA são de um vírus do tipo H3N2, uma variante do da Gripe A (H1N1). O Brasil não tem como impedir que o surto atinja os brasileiros, alerta o presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes.
 
Quem estiver viajando e apresentar sintomas como febre acompanhada de tosse ou dor na garganta e dor de cabeça deve procurar imediatamente atendimento médico para que o profissional avalie a necessidade de prescrever antivirais específicos.
 
Em 2012, o Sindicato Médico do RS já defendia a antecipação do início da vacinação para abril e a imunização universal. " Queremos que toda a população seja vacinada e não apenas os grupos considerados de risco, já que foram confirmados muitos casos em jovens" , defende o presidente.
 
Argollo adverte ainda que mesmo quem foi imunizado no ano passado tem pouca proteção para este surto, já que o vírus da gripe é mutável. Enquanto a vacina para este tipo de vírus não chega, para quem for viajar ou permanecer no país, a recomendação é prevenir, evitando contato com doentes, lavando as mãos com sabão e higienizando com álcool gel e proteger a tosse e o espirro com lenço descartável.
 
Fonte isaude.net

Rato mutante abre portas para tratamento de defeito de nascença comum em homens

Andrew Pask, líder da pesquisa
Foto: Morenus/UConn Photo
Andrew Pask, líder da pesquisa
Análise genética dos animais revelou mutação em um gene que codifica um RNA essencial para o fechamento normal da uretra
 
Cientistas da University of Connecticut, nos EUA, descobriram uma raça de camundongos mutantes que produzem filhotes machos com um defeito de nascença conhecido como deslocamento da abertura da uretra no pênis ou hipospádia.
 
Analisando os genes dos animais, a equipe descobriu uma mutação em um gene que codifica um RNA essencial para o fechamento normal da uretra. A descoberta abre portas para o tratamento desse defeito de nascença em humanos.
 
De acordo com os pesquisadores, este é o defeito de nascença mais comum humano a atingir bebês do sexo masculino e requer intervenção cirúrgica.
 
Existem outros ratos com defeitos no desenvolvimento genital, mas esse modelo de rato mutante tem características novas. "O que é único sobre o nosso camundongo é que sua mutação afeta somente fechamento uretral, o restante das características do animal são completamente normais. Este é um fenótipo muito mais discreto. Isso significa que o pesquisador pode se concentrar diretamente sobre a causa da hipospadia", afirma o pesquisador Andrew Pask.
 
Os estudos de Pask indicam que o RNA interage com uma proteína efrina. Proteínas efrinas são importantes em muitas vias de desenvolvimento fetal, incluindo aquelas que envolvem o fechamento dos tecidos, tais como a uretra e o palato oral.
 
O DNA que codifica este RNA está rodeado por locais que controlam a produção de RNAs que respondem ao hormonas sexuais estrogênio e androgênio. Isto sugere que a produção deste RNA é um passo importante no controle hormonal do desenvolvimento genital.
 
Produtos químicos que imitam os hormônios sexuais podem afetar a produção deste RNA essencial. Isso pode explicar por que a incidência de hipospádia aumentou recentemente em países desenvolvidos. A exposição da mãe a tais substâncias químicas pode afetar o desenvolvimento do feto do sexo masculino nas duas semanas críticas para o processo de fechamento da uretra.
 
Segundo os pesquisadores, a raça do rato é uma ferramenta única para revelar os genes envolvidos na via de desenvolvimento uretral. "Estamos esperando que possamos usá-la como uma ferramenta para descobrir como estes genes trabalham e como eles estão respondendo ao estrogênio", conclui Pask.
 
Fonte isaude.net

Unesp recruta casais para pesquisa sobre abuso de álcool no relacionamento

Participantes serão convidados a participar de duas entrevistas e, caso tenham interesse, poderão receber tratamento
 
Pesquisa da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Câmpus de Bauru, em São Paulo, busca compreender o relacionamento do casal e o abuso de álcool de um dos cônjuges ou parceiros. Para isso, casais nos quais um dos cônjuges ou parceiro (a) faça uso abusivo do álcool, sem uso de outras drogas, poderá se candidatar ao estudo.
 
Os casais serão convidados a participar de duas entrevistas e, caso tenham interesse, poderão receber tratamento na Unidade de Dependência de Drogas (EPM/UNIFESP). Os dados serão mantidos em sigilo pela equipe de pesquisadores, médicos e terapeutas das instituições acima referidas.
 
Segundo a pesquisadora responsável pelo estudo, Marianne Ramos Feijó, professora da Faculdade de Ciências da Unesp, sua pesquisa, ao tratar sobre relacionamento conjugal e abuso de álcool, de acordo com uma visão sistêmica, pretende compreender como a relação do casal é afetada pelo uso nocivo ou dependência de álcool e vice-versa, ou seja, como o relacionamento ruim (as brigas e violência) podem impulsionar/piorar a questão do uso daância. " Tal estudo objetiva subsidiar tratamentos e orientação à casais que enfrentam um ou os dois problemas (violência e abuso de álcool)" , diz.
 
A pesquisa terá mais duas etapas relacionadas à influência das relações com o trabalho no abuso de substância e nas brigas conjugais e como tais questões podem prejudicar o trabalho de um ou dos dois cônjuges. Parte destas etapas será realizada na FC, e a pesquisa, quando finalizada, poderá beneficiar a comunidade.
 
Os casais interessados deverão poderão obter mais informações e agendar a primeira entrevista pelo telefone (11) 5549-2500, com Andreza ou Regina. As entrevistas serão realizadas na UDED (R. Napoleão de Barros, 1038).
 
Fonte isaude.net

Desintoxicação alimentar: por que isso é tão importante para a saúde?

A rotina acelerada, horários apertados, a impossibilidade de se fazer as refeições em casa – comum nas grandes cidades, principalmente, as campanhas na mídia que nos convidam o tempo todo a provar uma guloseima. Tudo isso contribui para que frituras, alimentos ricos em cafeína, excesso de sal e de açúcar tomem conta do cardápio e comecem a causar uma certa agressão ao organismo.
 
Os métodos de desintoxicação interessam a todas as pessoas. As fontes de toxinas incluem aquelas produzidas pelo próprio corpo durante seu funcionamento normal. Por exemplo: as proteínas, que são utilizadas na construção e manutenção das células, devem ser quebradas para serem aproveitadas.
 
Nesse processo de quebra, o próprio organismo produz amônia, uma substância tóxica. Já as fontes de tóxicos externos incluem determinadas substâncias xenobióticas, que é denominada qualquer substância química ou molécula estranha no organismo, como aditivos alimentares, poluição, metais pesados, tais como: chumbo, mercúrio, cádmio, alumínio e diversos pesticidas organoclorados.
 
A sobrecarga desses tóxicos causam uma deficiência nutricional e hormonal, alteração nos neurostransmissores, estresse oxidativo, envelhecimento precoce, processo inflamatório, constipação intestinal, imunidade baixa, dificuldade para emagrecer devido à deficiência metabólica.
 
O resultado final desse estado crônico de intoxicação inclui vários sintomas, tais como: problemas digestivos, dores de cabeça, fadiga, unhas quebradiças, pele desnutrida, queda de cabelo, dores musculares, isônia, ansiedade, irritabilidade, menor capacidade de concentração, diminuição de memória, mau-hálito, anemia, hiperpigmentação na pele, câimbras, danos hepáticos, deficiência de minerais, cólica abdominal, entre outros.
 
Então, de tempos em tempos, é preciso que se faça uma limpeza. O processo de desintoxicação envolve a retirada de alimentos industrializados do cardápio, além de alimentos refinados, ricos em sal, cafeína, açúcares e aqueles ricos em aditivos alimentares e gorduras prejudiciais à saúde. O objetivo é eliminar do cardápio, por alguns dias, tudo o que prejudica o organismo, causando inchaço, elevando as taxas de colesterol e triglicérides e propiciando o aumento de gordura corporal.
 
Isso é importante porque o corpo necessita passar por um processo de reeducação alimentar e de desintoxicação. Precisamos então, “zerar“ a memória celular e reprogramar o metabolismo para que atue a favor daquela nova programação.
 
Fonte Corposaun

Fobias podem ser empecilho social

O suor, taquicardia, sensação de desmaio e medo paralisante são alguns sintomas que podem determinar a diferença entre medo e fobia. O diretor, Mário Quirino afirma que a diferença está no nível de consciência. “O medo é uma característica negativa, instintiva e natural. É consciente. Já, a fobia é inconsciente. Um registro distorcido que gera pânico. A pessoa trava e entra em desespero. É preciso observar se o medo impede de fazer coisas normais, como entrar em elevador, ficar em locais altos ou viajar de avião. Quando o medo começa limitar a pessoa, é hora de procurar ajuda profissional”, alerta Quirino.
 
Um ponto importante está no cuidado que os pais devem ter para não passar seus medos aos filhos. As crianças não fazem aquilo que os pais falam, mas, sim, o que eles fazem. É um espelho do comportamento adulto. “Os pais devem alimentar a coragem, determinação e habilidade dos filhos. Isso reforçará o sistema de crenças da criança e o autoconhecimento”, observa Quirino.
 
Os profissionais que precisam lidar com o sentimento diário da aversão em seu cotidiano, encontraram uma forma de contornar o medo dessas pessoas, sem subjulgar suas reações. A atriz e palhaça Gyuliana Duarte é um exemplo. Desde 2007, ela trabalha em hospitais com o grupo Doutores da Alegria. “Apesar de o nosso trabalho ser direcionado às crianças, já houve situação em que uma funcionária do hospital tinha coulrofobia (medo de palhaço). Percebendo o problema, nossa reação foi não forçar o relacionamento e sim respeitar. Mas tínhamos ao mesmo tempo o objetivo de fazer com que ela perdesse este medo de palhaço.
 
Para iniciar nosso dia de trabalho tínhamos que passar ao lado de sua mesa e sempre a gente dava um sinal que iríamos passar por lá. Com a nossa frequência de trabalho, ela foi se acostumando com nossa presença e acabou entrando nas propostas de jogos que rolavam naquele pequeno trajeto de sua mesa. Dessa forma, criamos uma relação de confiança para ela saber que não aproximaríamos sem autorização. Depois de um tempo, ela conseguiu conviver normalmente conosco e, inclusive, um dia nos assustou ao sair de trás de um livro com um nariz de palhaço pronta para nos receber para mais um dia de trabalho.” explica Gyuliana.

O dentista também é motivo de pânico para muitas pessoas. A Sociedade Americana de Odontologia estima que três em cada dez adultos tenham medo de ir ao dentista. O implantodontista José Bernardes das Neves explica que isso acontece porque a consulta, geralmente, gera um desconforto ao paciente, por requerer muito tempo com a boca aberta e a utilização de materiais que causam estranhamento e, até, gastura. “Às vezes o paciente tem medo do profissional fazer movimentos bruscos e provocar dor repentina. Outras pessoas temem o material que utilizamos como pinças, brocas, alicates e o famoso motorzinho. Os instrumentos aumentam a ansiedade e a pessoa já antecipa a sensação de dor”, explica o especialista.
 
Ele alerta ainda que isso é motivo de preocupação entre os profissionais da odontologia, porque quando o medo impede a realização do tratamento, as consequências são drásticas para a saúde bucal da pessoa. “As pessoas passam anos adiando a consulta e, quando, finalmente, chegam ao consultório, constatamos que acumularam diversos problemas, exigindo um tratamento mais longo e complicado”.
 
A chamada odontofobia também deve ser trabalhada com uma relação de confiança entre dentista e paciente. Hoje, os alunos da odontologia são orientados a identificar e lidar com pacientes traumatizados, desenvolvendo métodos para acalmá-los. “Sempre explico para o paciente o que pretendo fazer antes de começar o tratamento, combinando alguns sinais para o caso de sentir dor ou medo. Isso o tranquiliza. Em caso de cirurgia de implante, se o paciente preferir, podemos fazer sedação endovenosa no consultório em vez da anestesia local. Assim a pessoa fica mais relaxada, com uma certa sonolência. Nos casos de fobia mais grave, a cirurgia pode ser feita no hospital com anestesia geral”, esclarece o implantodontista.
 
Fonte Corposaun

Cuidado, a osteoporose não apresenta sintomas!

Como o próprio nome indica, a osteoporose significa porosidade óssea, ou seja, é caracterizada pela descalcificação progressiva dos ossos. Isso acontece quando a quantidade de massa óssea diminui de forma substancial, tornando o osso oco e fino, sendo extremamente mais sensível a fraturas.
 
Segundo Dr. Del Roy, coordenador da área de ginecologia do Hospital Sepaco, essa descalcificação faz parte do processo comum de envelhecimento. As mulheres são mais afetadas por conta de fatores como a passagem pela menopausa e questões biotípicas, além disso, possuem ossos mais finos e leves que os homens, consequentemente, sofrem mais com este processo.
 
“A progressão da osteoporose ocorre de forma lenta, sendo praticamente imperceptível até que esteja em estágio avançado, onde as fraturas podem ocorrer, até mesmo, de forma espontânea”, explica o especialista.
 
Os principais fatores que podem ser relacionados como facilitadores da osteoporose são: idade avançada, histórico familiar da doença, biótipo físico esguio, baixa ingestão de cálcio, histórico de diabetes e baixa exposição à luz solar.
 
Além disso, questões como a passagem pela menopausa, o hábito de fumar, ingerir altas quantidades de bebidas alcoólicas ou café e sedentarismo são fatores de risco.
 
As fraturas decorrentes da fragilidade dos ossos costumam ocorrer, com maior frequência, nos chamados pontos fracos do esqueleto, que devido à localização e ao esforço exigido tornam-se mais suscetíveis aos traumas. Estes pontos são: coluna vertebral – a grande maioria das fraturas nesta área ocorre na região torácica e não lombar da coluna; punho – por auxiliar no apoio e ser utilizado como meio de defesa na hora de quedas costuma ser bastante afetado; quadril – estas fraturas são de difícil cicatrização, podendo levar a invalidez; e fêmur.
 
Dr. Del Roy afirma ainda que a melhor forma de prevenção é a realização de exames preventivos com frequência. Segundo o especialista, ingerir alimentos ricos em cálcio, como leites e derivados, verduras de coloração escura, carnes magras e brancas, cereais e azeite virgem, entre outros, ajuda na reposição do cálcio perdido ao longo da vida.
 
Porém, para que o cálcio ingerido tenha realmente efeito no organismo é de extrema importância praticar atividades físicas leves e ficar exposto ao sol da manhã, que auxilia na produção da Vitamina D, responsável pela fixação do cálcio no osso.
 
A osteoporose não tem cura total, contudo, a medicina moderna já é capaz de controlar o problema, amenizando seus efeitos nos pacientes. É necessário realizar os exames recomendados por um médico para que o problema seja detectado ainda no começo, garantindo melhores resultados ao tratamento.
 
Fonte Corposaun

Alergias no verão: no calor, rinite e asma são as mais comuns

894326 sneeze Alergias no verão: no calor, rinite e asma são as mais comuns
O que tem preocupado os especialistas é o aumento dos
casos de alergia no país e no mundo
Verão é época de se proteger contra as alergias. Entre as manifestações alérgicas, as mais frequentes são a respiratória, como a rinite e a asma, e a alimentar.
 
“A rinite se caracteriza pela inflamação das vias aéreas superiores, que provoca espirros intermináveis, coceira no nariz e na garganta, coriza e obstrução nasal. Já a asma é uma inflamação crônica dos brônquios, que estreita a passagem de ar e dificulta a respiração. Os sintomas são tosse seca, chiado no peito, sufocamento e falta de ar”, explica Fátima Rodrigues Fernandes, alergista do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo.
 
Dados da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia), mostram que a asma atinge 10% da população brasileira, e a rinite, cerca de 35%. De acordo com um estudo do ISAAC (International Study of Asthma and Allergies), coordenado por Dirceu Sole, presidente da ASBAI, a rinite atinge aproximadamente 26% das crianças e 30% dos adolescentes brasileiros.
 
Alergia é diferente de intolerância alimentar
A alergia alimentar pode se manifestar ainda na infância, geralmente relacionada ao leite de vaca, mas é comum surgir também na idade adulta. Apesar de gerar alguma confusão, alergia é diferente de intolerância alimentar. Fátima Rodrigues Fernandes, alergista do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, explica que “a primeira está diretamente relacionada ao sistema imunológico, enquanto a segunda é causada por uma deficiência nas enzimas que causa os sintomas”.
 
O que tem preocupado os especialistas é o aumento dos casos de alergia no país e no mundo. Para Fátima, isso pode ser atribuído aos novos hábitos da sociedade. “Hoje, vivemos mais em ambientes fechados, pouco ensolarados, propícios para o acúmulo de ácaros, insetos e outros alérgenos. Outro fator, é o elevado nível de poluentes, que facilitam a sensibilização alergênica, além de funcionar como irritantes e desencadeantes dos sintomas.”
 
O alergista Fábio Castro concorda e afirma que “a própria evolução contribui para esse aumento dos índices de alergia. Hoje, por exemplo, comemos muito mais alimentos industrializados. Sem contar o estresse e os males da vida moderna”.
 
Automedicação também é problema
Já um problema que muita gente parece desconhecer é a alergia causada pela automedicação, principalmente de analgésicos e antiinflamatórios. Os sintomas mais comuns são urticária e angio-edema – inchaço súbito que pode afetar olhos, lábios, orelhas, pés, mãos e até a região genital. O maior perigo é quando esse inchaço atinge a garganta, o que pode causar sufocamento por edema de glote e levar à morte se não tratado a tempo.
 
Fonte O que eu tenho

Cefaleia em salvas atinge mais os homens e deixa indivíduo inquieto

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A cefaleia em salvas é mais comum em homens, ao contrário
 da enxaqueca
A cefaleia em salvas é uma forma de cefaleia primária que carrega algumas características clínicas muito particulares. É uma dor que tem este nome porque, em geral, as crises de dor se distribuem em um período de tempo (como uma salva de tiros, por exemplo).
 
Em outras palavras, o paciente pode apresentar inúmeras crises de dor durante dois ou três meses do ano e depois ficar meses ou anos sem ter nada, voltando a ter sintomas no futuro, novamente com dores restritas a um período do ano.
 
Nesse período em que o paciente pode apresentar dores (a chamada salva), ele experimenta crises de dor unilateral, em geral periorbitária, muito intensa, como se o olho estivesse sendo furado com um ferro em brasa. As dores são intensas a ponto de serem chamadas de cefaleias do suicídio.
 
As dores duram de 15 minutos a 3 horas e cessam espontaneamente, podendo recorrer em dias alternados até oito vezes ao dia. Durante o período da salva, é muito típico o paciente relatar dores desencadeadas por uso de álcool.
 
Outro aspecto interessante é que acompanham as dores sintomas de ativação do sistema nervoso autônomo do lado da dor, e o paciente pode ter durante uma crise queda da pálpebra, constrição da pupila, entupimento ou coriza nasal, edema palpebral e vermelhidão na fronte.
 
Também é típico que o paciente fique extremamente inquieto durante uma crise, ao contrário do paciente com enxaqueca, que prefere ficar parado, longe de luz e som.
 
A cefaleia em salvas é mais comum em homens, ao contrário da enxaqueca. Atualmente, a diferença é de três homens para cada mulher, mas deve-se ressaltar que há algum tempo a prevalência era de mais de dez homens para cada mulher.
 
Esse aumento relativo do número de mulheres com cefaleia em salvas provavelmente se deve às mudanças do estilo de vida das mulheres, mais vulneráveis a estresse, jornadas de trabalho e com aumento de tabagismo entre elas.
 
O tratamento é voltado a aliviar as dores na hora da crise (com medicamentos ou com inalação de oxigênio a 100%) e usar medicamentos preventivos durante a salva. É necessário que um médico acompanhe o tratamento, naturalmente.
 
Fonte O que eu tenho

Concurso Governo da Bahia

O Governo da Bahia realiza seleção para preenchimento de vagas para a Secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos - SJCDH

Inscrições:
De 23 a 29 de Janeiro de 2013, na 4 Avenida do CAB, nº 400, Centro Administativo da Bahia, Salvador – BA

Seleção:
Haverá analise curricular, eliminatória e classificatória.

Cargos:
Assistência Social e Medicina.

Remuneração:
De R$ 2.281,14 a R$ 3.829,09

Concurso Governo de Tocantins

O Governo de Tocantins realiza seleção para preenchimento de 10 vagas para a Secretaria da Saúde do Estado do Tocantins (SESAU-TO)

Inscrições:
Até 23 de janeiro, na Escola Tocantinense do Sistema Único de Saúde (Secretaria Geral de Ensino), localizada na Quadra 606 Sul, APM- 07, Alameda Portinari, Palmas ou pelo www.saude.to.gov.br

Concurso Fundação de Atendimento Socioeducativo - Funase/PE

 A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), Pernambuco, realiza concurso para preenchimento de 48 vagas para Analista em Gestão Socioeducativo (AGSE) em Petrolina, Arcoverde, Garanhuns, Caruaru, Recife, Timbaúba, Abreu e Lima, Jaboatão e Cabo.

Inscrições:
Até 6 de fevereiro pelo www.upenet.com.br


Valor:
R$ 100,00.

Cargos:
Pedagogos (10), Psicólogos (18) e Assistentes Sociais (20)

Remuneração:
R$ 3.000,00

Provas:
Haverá prova objetiva

Concurso Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia - CAERD

A Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD) realiza concurso para preenchimento de 184 vagas

Inscrições:
Até 27 de janeiro pelo www.funcab.org


Valor:
De R$ 50,00 a R$ 80,00

Cargos:
Analista de Sistema de Saneamento nas áreas de Biologia, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia de Segurança no Trabalho, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Engenharia Sanitária e Geografia e Analista de Gestão e Negócios nas áreas de Administração de Empresas, Contabilidade, Direito, Economia, Pedagogia, Psicologia, Serviço Social e Analista de Sistemas; Agente de Sistema de Saneamento, Agente de Suporte à Gestão e Negócios nas funções de Técnico de Segurança no Trabalho, Técnico em Enfermagem e Técnico em Informática e Técnico em Saneamento nas funções de Eletrotécnico, Mecânico em Manutenção, Operador de Retroescavadeira, Técnico em Edificações, Técnico em Laboratório e Técnico em Química.

Remuneração:
De R$ 2.524,01 a R$ 3.365,35.

Provas:
Haverá prova objetiva; e prova discursiva para nível superior

Estudo vê desvantagem de tratamento do HIV com genéricos nos EUA

Médicos de lá temem que necessidade de tomar três comprimidos por dia, em vez de um, aumentaria o risco de que alguns pacientes percam doses
 
Um estudo americano está causando polêmica ao defender que o uso disseminado de medicamentos genéricos anti-HIV nos EUA pode fazer com que mais pacientes tenham problemas no tratamento.
 
No artigo, publicado no Annals of Internal Medicine, médicos do Hospital Geral de Massachusetts calculam que os medicamentos genéricos, que logo estarão à disposição da maior parte dos pacientes no mercado americano, podem representar uma economia de quase US$ 42.500 por paciente, mas também tendem a ser menos eficazes.
 
Um dos maiores problemas seria que o tratamento com genéricos nos EUA exige que sejam tomados três comprimidos por dia, em vez de apenas um, o que aumentaria o risco de que alguns pacientes percam doses. Segundo os médicos americanos, isso faria com que cada paciente tratado com genérico tenha em média 4,4 meses de vida a menos que os tratados com medicamentos tradicionais.
 
Polêmica
Para a organização Aidsmap, responsável por divulgar informações sobre HIV, porém, o modelo que serviu de base para a pesquisa é pouco confiável. Um porta-voz da organização também levantou a preocupação de que ela cause alarde entre pacientes sobre os genéricos, cujo uso continua sendo apoiado pela Aidsmap.
 
Especialistas concordam que os antiretrovirais genéricos deram uma grande contribuição para a contenção do HIV no mundo – particularmente nos países em desenvolvimento.
 
"O estudo não leva em conta o fato de que são as patentes dos medicamentos que impedem que pacientes tenham acesso a tratamentos mais simples e mais baratos (com genéricos)", disse Sharonann Lynch, assessora de políticas sobre HIV/AIDS do grupo Médicos Sem Fronteira.
 
"Versões genéricas da combinação (das três substâncias do tratamento anti-HIV) já existem em países em que patentes não bloqueiam seu uso por US$200 por ano – menos de 1% do seu custo nos EUA."
 
A assessoria de comunicações do Ministério da Saúde brasileiro também ressalta que a pesquisa foi feita com genéricos disponíveis nos EUA e seus resultados são restritos ao país – só podendo ser avaliados por quem tenha um entendimento amplo sobre os produtos e o funcionamento do mercado americano.
 
Segundo o ministério, no caso do Brasil, já há genéricos que combinam três medicamentos em uma única pílula e eles só entram no mercado após passarem pelo teste de bioequivalência da ANVISA, que comprova que têm a mesma eficácia.
 
Genéricos Medicamentos genéricos são cópias mais baratas de remédios de grandes farmacêuticas. Eles geralmente atuam da mesma maneira que os remédios de marcas tradicionais e contêm os mesmos princípios ativos. Hoje, o tratamento recomendado para pacientes recém-diagnosticados com HIV nos EUA é uma pílula que combina três antiretrovirais – tenofovir, emtricitabina e efavirenz.
 
O genérico de um medicamento que atua de forma semelhante a emtricitabina chegou ao mercado americano em janeiro de 2012 e um genérico do efavirenz é esperado para breve. Logo, os pacientes americanos poderão fazer um tratamento que combina essas duas drogas com o tenofovir.
 
"Esta é uma troca que muitos de nós achará difícil ou até impossível recomendar por questões emocionais e éticas", diz Rochelle Walensky, pesquisadora-chefe do estudo.
 
Rochelle admite, porém, que para os pacientes propensos a seguir à risca o tratamento com os três medicamentos, a opção entre o genérico e o medicamento de marca seria mais complexa – já que a eficácia do tratamento pode ser a mesma.
 
Dilema
Segundo Rochelle, a troca poderia ser mais aceitável se a economia feita pelo com genéricos fosse redirecionada para outros aspectos do tratamento, como o combate a hepatite C em pacientes que também contraíram a doença.
 
Apesar das reações negativas de muitos médicos, para Jason Warrier, da ONG britânica Terrence Higgins Trust, que apoia pessoas que contraíram HIV, a pesquisa é oportuna. Ele diz que cerca de 7,000 pessoas são diagnosticadas anualmente com HIV no Reino Unido e o custo de medicamentos está aumentando ano a ano.
 
"Com o sistema de saúde britânico sob uma pressão financeira sem precedentes, a propagação dessa epidemia é um desafio não apenas de saúde pública, mas para os recursos públicos", diz Warrier.
 
"Usar medicamentos genéricos seria um caminho para o serviço de saúde reduzir suas despesas, mas isso não deve ser feito às custas da saúde do paciente. Tudo o que compromete a eficácia dos medicamentos anti-HIV, ou torna as pessoas menos propensas a manter seus tratamentos, representa uma economia que não vale a pena."
 
Fonte iG

Idealizador do Fome Zero defende programa federal para o fim da obesidade

"É preferível correr o risco de errar com os pobres do
que ter certeza de acertar sem eles", diz Frei Betto
Frei Betto acaba de ser premiado pela Unesco pelos projetos desenvolvidos e diz que “no Brasil a fome é gorda”. Leia a entrevista
 
O escritor Frei Betto já deixou as digitais na luta contra a ditadura brasileira, no primeiro programa do governo Lula de combate à miséria, o Fome Zero, e agora é uma das vozes mais atuantes na briga para vencer um problema de saúde que afeta do sertão nordestino aos centros urbanos do Sul e Sudeste: a obesidade.
 
A contribuição dele “à justiça social, aos direitos humanos e à construção de uma cultura de paz universal” – na definição da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco)– foi reconhecida este mês com o “Prêmio Internacional José Martí”.
 
Em entrevista , o premiado líder de movimentos sociais e autor de 53 livros responde como o governo federal deveria atuar para combater o que ele chama de “fome gorda” brasileira.
 
Frei Betto ainda define que a atual política de internação forçada dos usuários de crack – em curso em São Paulo e no Rio de Janeiro – tem falhas e precisa ser menos “ao estilo Pinochet” (em referência ao ditador chileno Augusto Pinochet, morto em 2006). Leia a seguir a entrevista concedida por e-mail.
 
iG: O documentário Muito Além do Peso, do qual o senhor foi consultor , coloca em destaque a obesidade das crianças brasileiras. Atestar que um país sofre com o excesso de peso significa que a fome foi vencida?
Frei Betto: De modo algum. Quando eu trabalhava no Fome Zero (2003-2004), verifiquei que, no Brasil, a fome é gorda. Não encontrava, pelo interior, crianças esquálidas, magérrimas, como as fotos que vemos da África. E, sim, crianças barrigudas, cheias de vermes, com distúrbios glandulares, devido à falta de nutrientes essenciais. Assim, há crianças e adultos obesos e famintos, pois comem apenas um ou dois alimentos, como mandioca, o que caracteriza desnutrição.
 
iG: Na criação do Fome Zero, o combate à obesidade estava contemplado. Nos últimos dez anos, dados oficiais mostram um crescimento em progressão geométrica dos obesos no País. É preciso um plano, elaborado pelo governo, para lidar com este aumento?
Frei Betto: Os dados oficiais demonstram que, em nosso país, 30% das crianças apresentam sobrepeso, e 15% são obesas. O plano que o governo precisa estabelecer é proibir a propaganda de alimentos nocivos à saúde da população, principalmente das crianças, como refrigerantes, achocolatados, frituras, que contêm excesso de açúcar, gordura saturada e sódio. Países como o Chile, a França e o Reino Unido já restringem a propaganda de alimentos nocivos. No Brasil, o que a Vigilância Sanitária libera o Ministério da Saúde assume, gastando recursos altíssimos com doenças evitáveis.
 
iG: Muitos especialistas e instituições creditam à indústria alimentícia a explosão da obesidade nacional e mundial. Algumas imposições ao setor industrial sobre a elaboração dos alimentos já começaram a sair do papel . Na sua avaliação, este é o caminho?
Frei Betto: O caminho necessário é controlar desde a fonte. Primeiro, proibindo a fabricação de alimentos com alto teor de sódio, açúcar e gorduras saturadas. Segundo, obrigando as escolas a fazerem educação nutricional. Na escola aprendemos muito, mas nem todo dia utilizamos o que aprendemos de matemática, de geografia, de química. No entanto, nos alimentamos várias vezes ao dia, sem noção da qualidade do que ingerimos e muito menos da reação do organismo ao alimento ingerido.
 
iG: A publicidade – infantil e adulta – tem participação e responsabilidade no aumento da obesidade?
Frei Betto: Muita participação e responsabilidade, porque cria hábitos de consumo desde os primeiros anos de vida. Está provado que, um alimento publicitado na televisão e na internet, tem aumento de consumo de até 134%. O massacre publicitário induz as pessoas a comerem pelos olhos, e não pela barriga.
 
iG: Na sua avaliação, o País precisa hoje de um programa ao estilo “Obesidade Zero?”
Frei Betto: Urgentemente, pois aumentam, sobretudo em crianças, casos de diabetes 2, cânceres, alto colesterol, distúrbios glandulares, em função da má alimentação. Nossas crianças estão sendo envenenadas, e ainda há escolas que abrem suas portas a redes de lanchonetes, o que é o mesmo que abri-las ao assassino portando armas. A diferença é que a alimentação inadequada mata a longo prazo e com mais sofrimento. Uma criança excessivamente obesa perde a autoestima, a identidade (é chamada de “gorda”), e fica deprimida.
 
iG: Falando agora sobre drogas ilícitas: em São Paulo está em elaboração, já com previsão de ser colocado em prática, um plano de internação compulsória dos usuários de crack. Qual a sua avaliação sobre a internação compulsória?
Frei Betto: Primeiro, é preciso implementar políticas de prevenção, reprimindo duramente o tráfico de drogas, em especial de crack. Segundo, a internação não deve ser compulsória, o consumo de drogas não pode ser criminalizado. Assim, há que fazer um trabalho junto aos usuários para convencê-los a se tratar, como faz a Igreja Batista na Cristolândiaem São Paulo. Na metodologia, mais Piaget (Jean Piaget, pensador do século XX, idealizador da psicologia da criança e que defende a abordagem multidisciplinar) e menos Pinochet (Augusto Pinochet, que governou o chile em poder ditatorial por 17 anos, considerado violento e autoritário).
 
iG: A maior parte dos tratamentos, clínicas e projetos de redução de danos para dependentes químicos está nas mãos de instituições religiosas. Esta atuação dos religiosos é positiva em quais pontos principais?
Frei Betto: É positiva se o usuário está aberto à proposta religiosa, o que não é o caso de todos. Portanto, as instituições religiosas não devem condicionar o tratamento à aceitação da fé. Salvar um ser humano, ainda que ateu, é exigência número um do principal preceito cristão – o amor.
 
iG Saúde: O senhor acaba de ser premiado pela Unesco devido ao “conjunto da obra”. Na sua trajetória, do que tem mais orgulho? Qual projeto que ainda não conseguiu colocar em prática, mas sonha fazê-lo?
Frei Betto: Este prêmio da UNESCO é mérito de todos os movimentos sociais com os quais trabalho há mais de 50 anos e que lutam por justiça, paz e direitos humanos na América Latina. Se tenho direito a algum orgulho, é com a minha coerência de vida. Tenho como princípio que é preferível correr o risco de errar com os pobres do que ter certeza de acertar sem eles. Quanto aos sonhos, apenas dois: viver o suficiente para escrever todos os livros dos quais estou “grávido” e – como sei que não participarei da colheita – prosseguir semeando o futuro de justiça e paz.
 
Fonte iG

Como não engordar em viagens

Hidratação: o corpo costuma "confundir" fome com sede.
Beber água evita calorias extras
Equilibrar o consumo de alimentos, bebidas alcoólicas e exercícios, mesmo nos dias de folga, mantém o corpo enxuto sem paranoias
 
Sair da rotina por alguns dias é saudável e ajuda a recuperar as energias, mas os irresistíveis excessos desse período resultam, também, em quilos a mais na balança.
 
Sentir a calça apertada e as blusas mais justinhas na volta da viagem pode ser um processo quase natural para algumas pessoas. De fato, pequenos coeficientes, dependendo da faixa etária, são facéis de eliminar.
 
Claudia de Oliveira Cozer, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, revela que está dentro do aceitável “ganhar” de dois a três quilos – ou até 5% do peso – durante o período de férias. Ao retornar, porém, o esforço, a dedicação e o suor serão necessários para equalizar o problema. A rapidez desse processo depende da variável idade.
 
"Depois dos 30 anos fica mais dificil converter rapidamente e voltar ao peso habitual. Aos 40, a dificuldade dobra e depois dos 50, triplica."
 
Apesar dos limites, medidas drásticas alimentam apenas as paranóias e em nada beneficiam o organismo, defende a médica. A especialista recomenda fazer uma dieta leve antes dos dias livres para que a “margem de erro” não seja tão pequena.
 
“Investir em exercícios é uma ótima alternativa. O que não resolve é abusar de métodos agressivos para emagrecer rapidamente. Vale um pequeno controle, cuidado e orientação.”
 
A suscetibilidade genética define os níveis de esforços e controles que cada um deve ter com seu próprio peso. Embora pouco contestável cientificamente, mudar a fatídica lógica do corpo (im)perfeito é possível e bastante viável.
 
Algumas medidas podem minimizar ou até zerar a gordura extra carregada na volta para casa. As palavras-chaves da viagem não deixam de ser tranquilidade e diversão. Entretanto, vale acrescentar à bagagem uma boa dose de equilíbrio e leis de compensação.
 
Jogo do contente
Sair da rotina não significa deixar de lado os cuidados com a alimentação regrada ou passar muito tempo sem comer. No dia a dia, é comum juntar o almoço e o jantar e resumi-los a uma refeição. A medida é uma autossabotagem ao organismo, revela Daniela Jobst, nutricionista funcional da clinica NutriJobst, de São Paulo.
 
“Quando o intervalo entre as refeições é longo, o organismo se manifesta de forma mais intensa, a fome é muito maior, por isso a reação é exagerada.”
 
Nessas épocas, vale instituir a lei da compensação. A teoria dos especialistas consiste em equilibrar um dia de excessos e permissões com outros de caminhadas, exercícios e alimentação mais leve, à base de saladas, frutas e grelhados.
 
“Se você exagerou em um dia, segure no outro. Não se permitia abusar todos os dias de folga. Escolha um dia para tomar aquele sorvete refrescante, não beba demais o tempo todo. O álcool tem uma caloria vazia, engorda e não tem nutriente algum. Faça um jogo que satisfaça o desejo daquele doce gostoso, bebida entre amigos, mas sem overdose.”
 
A proposta não exige tabela nutricional, apenas pressupõe certo planejamento ao incluir os alimentos mais calóricos.
 
“Essas gratificações que a comida gostosa provoca, unem as famílias e os amigos, não devem ser evitadas, apenas consumidas com moderação.”
 
Qualquer atividade física, desde que tenha uma duração mínima de 60 minutos também é extremamente benéfica para evitar o ganho de peso.
 
“Vale investir em caminhadas duas vezes ao dia, andar de bicicleta. Ou, ao menos, procurar conhecer os lugares a pé.”
 
A falta de hidratação do corpo faz o organismo confundir sede com fome. Daniela explica que quanto mais hidratado estiver, menor as chances de erro nessas situações. O ideal é ingerir de dois a três litros de água por dia, ou de 20 a 30 ml para cada quilo que o indivíduo tem.
 
“Muitas vezes, pensamos que estamos com fome, mas na realidade o corpo pede água.”

Alguns alimentos também podem estimular o metabolismo, como a vitamina C e A, presente em frutas, verduras e legumes. O complexo B, que pode ser encontrado nos cereais, arroz, pão, macarrão, farinhas – todos integrais –, provoca a sensação de saciedade, evitando petiscar ou exagerar nas refeições.

O ômega 3, presente nos peixes de água profunda, como sardinha, bacalhau, atum, arenque, salmão, cavalinha, é um nutriente que ajuda a queimar gordura, principalmente abdominal.

“Comer bastante peixe, sem fritura, é uma ótima escolha para manter o corpo enxuto e saudável.”
 
Fonte iG

Cuidar do jardim pode render um corpo mais em forma

Um banco do jardim pode se transformar num ótimo suporte
para fazer apoios
Arquiteta e especialistas em fitness dão dicas para transformar a jardinagem em malhação
 
O jardim pode ser uma excelente área de ginástica para quem é fã de malhação. Dependendo da área, é possível criar trilhas para caminhada, construir bancos que ajudam nos treinos e usar as árvores para o alongamento.
 
O simples ato de abaixar e levantar enquanto cava, planta ou transporta os vegetais de um lado a outro, já é uma forma eficaz de perder algumas calorias.
 
E o melhor: é possível personalizar o jardim e ajustá-lo ao seu nível de energia, com equipamentos como vigas e escadas para exercícios de condicionamento – eles são baratos e simples de fazer – além de apetrechos portáteis como rolos, cordas, halteres e bolas suíças.
 
“Se você tem equipamentos de recreação infantil, por exemplo, é fácil adicionar uma barra ou uma armação de corda para adultos em uma casa na árvore”, sugere Bunny Guinness, paisagista que dirige uma empresa de design de jardins perto de Peterborough, na Inglaterra.
 
A atividade de jardinagem em si também pode ser um queimador de calorias formidável, garante Bunny. Com a fisioterapeuta Jacqueline Knox, ela escreveu um livro sobre o tema: Garden Your Way to Health and Fitness (ainda sem tradução para o português).
 
A atividade física regular reduz o risco de muitas doenças, e a jardinagem pode ajudar nisso, afirma Margaret Hagen, uma educadora física da Universidade de New Hampshire.
 
“Usar o ancinho é mais ou menos como usar uma máquina de remo. Mexer uma pilha de adubo é semelhante a levantar pesos. Carregar um regador de 3,7 litros cheio de água em cada mão é como ter nelas dois halteres de aproximadamente 4 quilos. Empurrar um cortador de grama manual é como caminhar na esteira, só que muito mais interessante”, compara Margaret. E dá para queimar mais calorias ainda se forem acrescentados a essas atividades alguns exercícios como apoios, elevações na barra e agachamentos, por exemplo.
 
A professora dá algumas dicas básicas que não devem ser ignoradas, mesmo por quem está habituado a fazer exercícios:
  • Aqueça antes de começar, para evitar câimbras e dores nas juntas
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  • Estabeleça um ritmo e não se esqueça de bebr líquidos, especialmente se o jardim for ao ar livre e tiver sol
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  • Evite se curvar demais – isso força a coluna – usando cabos e extensões enquanto estiver nas atividades de jardinagem
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  • Opte por ferramentas de jardinagem leves e fáceis de manusear
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  • Trabalhe ergonomicamente, reforçando a boa postura e o equilíbrio
"Como alguém que já teve um problema nas costas, eu tento seguir o conselho do meu fisioterapeuta e ter o cuidado de me ajoelhar em vez de me curvar enquanto estou mexendo no jardim. Também me policio para levantar com os joelhos dobrados e as costas retas”, conta Margaret.
 
Não se esqueça de incluir a saúde mental no projeto paisagístico. Vale adicionar um canteiro de ervas que acalmam, fontes relaxantes de água e pequenas áreas de meditação.
 
Uma boa nutrição também é uma parte importante de qualquer pacote de fitness, e poucas coisas têm um gosto melhor do que um alimento servido fresco direto do jardim.
 
“Se na jardinagem você pode melhorar saúde e evitar o estresse, tudo se torna ainda mais gratificante”, diz a paisagista.
 
Fonte iG