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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cura da tuberculose exige seis meses de tratamento sem interrupção

Tratamento para curar a tuberculose não pode ser interrompido
Estado do Rio de Janeiro lidera o ranking de casos da doença no Brasil 
 
O Rio de Janeiro lidera o ranking de Estados brasileiros com o maior número de casos de tuberculose no País. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, em 2012 foram registrados 14.039 casos da doença, o que representa 15% do total do País.
 
Segundo o pneumologista Luiz Francisco Ribeiro Médici, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, um dos grandes desafios de combater a doença é manter o tratamento até o fim. Devido aos efeitos colaterais da medicação, como enjoo, vômito, indisposição e mal-estar, muitos pacientes costumam abandonar o tratamento no meio do caminho.
 
—A interrupção do tratamento favorece o surgimento do germe multirresistente do Bacilo de Koch [bactéria que causa a tuberculose].
 
A tuberculose, — doença contagiosa que afeta inicialmente os pulmões, avançando para outros órgãos como rins, ossos e cérebro —, atinge principalmente as populações que vivem em condições precárias de moradia e alimentação, como as de rua e a carcerária. Outras vítimas da doença são pacientes com o sistema imunológico deficiente, como os portadores de HIV.
 
O pneumologista explica que a transmissão ocorre de pessoa para pessoa via gotículas de saliva contendo o agente infeccioso.
 
— O risco de transmissão se torna maior durante contatos prolongados em ambientes fechados e com pouca ventilação.
 
O médico avisa que tossir por mais de três semanas, com ou sem catarro, é o principal sintoma da tuberculose.  Neste caso, ele orienta, é importante procurar um especialista e, caso o diagnóstico seja confirmado, o tratamento deve ser iniciado imediatamente.
 
— É fundamental seguir a orientação médica e não interromper o tratamento, que dura cerca de seis meses. Só assim, o paciente é curado.
 
Para prevenir o quadro, a primeira atitude é aplicar a vacina BCG logo após o nascimento do bebê. Para evitar maior escala de contaminação, a população deve contar com a orientação dos profissionais da saúde, além de buscar melhores condições de vida.
 
Dados da tuberculose no Brasil
A tuberculose no Brasil representa a terceira causa de morte por doenças infeciosas. O País está entre os 22 que concentram o maior número de casos no mundo. São cerca de 70 mil novos doentes e cinco mil mortes ao ano.
 
Em 2011, dados do Ministério da Saúde revelaram que o número de casos de tuberculose reduziu em 3,54%, no entanto, a doença ainda preocupa as autoridades e os especialistas.
 
Fonte R7

Programa Saúde Não Tem Preço beneficiou mais de 16 milhões de pessoas

Dilma Rousseff ressaltou que subiram de 550 para 800 os tipos de
 medicamentos gratuitos distribuídos em hospitais e postos de saúde
Mais de 700 mil pessoas no País tiveram acesso a medicamentos para asma
 
O Programa Saúde Não Tem Preço — que oferece remédios gratuitos à população — beneficiou 16,4 milhões de brasileiros. Segundo a presidenta Dilma Rousseff, somente no caso de medicamentos para asma, incluídos na lista de gratuidade das farmácias populares em junho do ano passado, 781 mil pessoas em todo o País tiveram acesso ao remédio, o que contribuiu para que as internações no SUS (Sistema Único de Saúde) em razão do problema respiratório caíssem 16% no período de um ano.
 
— A asma é a segunda principal causa de internação de crianças de até cinco anos no SUS. Com a distribuição gratuita desses remédios, em um ano, tivemos 20 mil internações a menos no SUS por conta da asma. Cada internação que evitamos, com a distribuição gratuita de remédio, é mais qualidade de vida que levamos ao paciente e à família do paciente.
 
Dilma Rousseff lembrou que o Saúde Não Tem Preço também distribui sem custo para a população remédios para hipertensão e diabetes. Para retirar os medicamentos, disponíveis nas farmácias da rede Aqui Tem Farmácia Popular, o paciente precisa apresentar a carteira de identidade, o CPF e a receita médica dentro do prazo de validade. O programa Farmácia Popular também oferece remédios com 90% de desconto.
 
Ainda durante o programa, a presidenta Dilma ressaltou que, desde o início do governo, subiram de 550 para 800 os tipos de medicamentos gratuitos distribuídos nos hospitais e nos postos de saúde, incluindo remédios para tratamento de câncer, hepatite, reumatismo, hemofilia e Aids. Segundo ela, alguns desses medicamentos custam até R$ 20 mil a dose mensal.
 
A presidenta destacou, como parte dos esforços para diminuir o custo aos cofres públicos desses produtos de última geração, a inauguração, hoje (13), em Itapira, no interior de São Paulo, da nova unidade de uma fábrica de medicamento para o tratamento do câncer.
 
— Ela foi construída com base nessa parceria da iniciativa privada e com financiamento do BNDES, o nosso Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, e da Finep, a nossa Financiadora de Projetos de Pesquisa. Cada parceria para a produção de medicamentos que nós fechamos com o laboratório significa mais remédios de qualidade e, óbvio, uma importante economia para o Ministério da Saúde.
 
Como exemplo positivo, que já rendeu economia de recursos públicos a partir da produção de medicamentos no Brasil, ela citou a vacina contra o HPV, vírus responsável por 90% dos casos de câncer do colo do útero no país. A vacina será oferecida de graça, a partir do ano que vem, a meninas de 10 e 11 anos.
 
— Graças à parceria que fechamos este ano para a fabricação da vacina aqui no país, conseguimos baixar o preço de cada dose para R$ 30, que é o menor preço do mundo. Com isso, nós vamos conseguir imunizar mais de 3 milhões de jovens no ano que vem.
 
Fonte R7

PM quer reduzir número de fumantes na corporação

Segundo a entidade, 30 mil policiais são fumantes; cerca de 80% conseguiram parar
 
A Polícia Militar de São Paulo, em parceria com a Santa Casa de Misericórdia, lançou a campanha Sem Nicotina, com o objetivo de reduzir o número de policiais fumantes. Para o pneumologista Igor Polônio, coordenador do ambulatório de tabagismo da Santa Casa de Misericórdia, 30 mil policiais militares no Estado são fumantes. Desde 2010, 250 PMs foram atendidos pelo programa com a meta de abandonar o vício e melhorar a qualidade de vida e a saúde.
 
— Nos primeiros dias a irritabilidade é grande, mas o esforço vale a pena. Isto acontece com todos os fumantes que param e esta é uma transição comum e normal.
 
O tratamento inclui acompanhamento com um equipe multidisciplinar, que envolve médico, psicóloga e nutricionista. Os policiais passam por uma entrevista, fazem exames laboratoriais, trabalham em grupo e recebem também atendimento individualizado.
 
Além de trabalhar o corpo e a mente, eles são incentivados a cuidar da alimentação e ingerir líquidos. Cerca de 80% dos policiais conseguem parar de fumar. Depois dessa fase, eles são atendidos em consultas semanais durante um ano.
 
O Cabo PM Moisés Nunes foi um dos beneficiados com o programa. Além de abandonar o vício, ele garante ter melhorado os hábitos alimentares.
 
— Minha alimentação é leve e equilibrada. Além disso, me tornei adepto à prática de exercícios físicos.
 
Consumo de cigarro
Segundo dados do Ministério da Saúde, o vício do cigarro atinge 15 milhões de brasileiros. Desse número, 80% dos fumantes gostariam de parar. O governo também calcula que no País, aproximadamente 200 mil pessoas morrem por ano em decorrência do tabagismo.
 
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo federal irá investir R$ 12 milhões em medicamentos, ações preventivas e treinamento pessoal. O intuito é conseguir que o Brasil, até 2022, reduza a proporção de fumantes no País de 15% para 9%.
 
Fonte R7

Atividade cerebral desvenda mistério das experiências de quase morte

Cérebro funciona até 30 segundos depois que o fluxo sanguíneo é interrompido, diz estudo
 
Pode existir uma explicação científica para as intensas experiências de quase morte, tais como ver uma luz brilhante, que algumas pessoas contam vivenciar após sobreviver, por exemplo, a uma parada cardíaca, afirmaram cientistas. 
 
De acordo com um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, aparentemente o cérebro continua funcionando até 30 segundos depois que o fluxo sanguíneo é interrompido.
 
Cientistas da Universidade de Michigan estudaram nove ratos de laboratório que foram anestesiados e, então, sujeitados a uma parada cardíaca induzida como parte do experimento.
 
Nos primeiros 30 segundos depois que seus corações pararam, todos demonstraram um aumento da atividade cerebral, observada em eletroencefalogramas que indicaram estados mentais altamente excitados.
 
— Ficamos, então, surpresos com os níveis de atividade.
 
Disse o autor sênior do estudo, George Mashour, professor de anestesiologia e neurocirurgia da Universidade de Michigan.
 
— De fato, na quase morte, muitas assinaturas elétricas conhecidas de consciência excedem os níveis encontrados no estado de vigília, sugerindo que o cérebro é capaz de realizar atividade elétrica bem organizada durante o estágio inicial da morte clínica. 
 
Resultados semelhantes em termos de atividade cerebral foram observados em ratos quando asfixiados, acrescentaram os cientistas.
 
— Este estudo nos diz que a redução do oxigênio ou tanto do oxigênio quanto da glicose durante uma parada cardíaca podem simular a atividade cerebral que é característica do processo consciente.
 
Explicou outra autora do estudo, Jimo Borjigin.
 
— Ele também fornece o contexto científico para as experiências de quase morte reportadas por muitos sobreviventes de paradas cardíacas.
 
Cerca de 20% das pessoas que sobrevivem a paradas cardíacas contam ter tido visões durante um período conhecido pelos médicos como de morte clínica.
 
Borjigin disse esperar que o mais recente estudo de sua equipe vá assentar as bases para estudos humanos futuros que investiguem as experiências mentais que ocorrem em um cérebro que está morrendo, inclusive o avistamento de luz durante a parada cardíaca.
 
A corrente científica dominante costuma considerar que o cérebro permanece inativo durante este período e alguns especialistas questionam quanto um estudo sobre ratos pode realmente revelar sobre o cérebro humano.
 
— Sabemos se os animais experimentam a 'consciência'? A maioria dos filósofos e dos cientistas ainda discordam sobre o que este termo diz respeito nos humanos, quanto mais em outras espécies.  
 
Afirmou David McGonigle, conferencista na Universidade Cardiff.
 
— Enquanto pesquisas recentes sugerem que animais podem de fato ter o tipo de memória autobiográfica que os seres humanos possuem - com lembranças que permitem nos situar em determinado tempo e espaço - em parte parece improvável que as experiências de quase morte sejam necessariamente similares entre as espécies. 
 
Anders Sandberg, pesquisador da Universidade de Oxford, descreveu a pesquisa como "simples" e "bem feita", mas pediu cautela ao interpretar os resultados.
 
— O EEG nos diz coisas sobre a atividade cerebral um pouco como ouvir o barulho do trânsito diz o que está acontecendo em uma cidade. Certamente é informativo, mas também uma média de grande interação individua. Não duvido que algumas pessoas vão alegar que seja uma evidência da existência de vida após a morte, o que é duplamente tolo. Experiências de quase morte são apenas experiências. Mas se alguém acredita nisso, então devíamos concluir que a vida após a morte inclui muitos ratos de laboratório.

Fonte AFP/R7

Sanofi Pasteur distribui 100 bolsas de estudo em vacinologia

A Sanofi Pasteur, divisão de vacinas do grupo farmacêutico francês, anunciou esta semana que concederá 100 bolsas de estudo para profissionais de saúde e alunos de pós-graduação da América Latina para o Curso Latino-Americano de Graduação em Vacinologia, ministrado pelo instituto mexicano Carlos Slim de la Salud.
 
O curso online em espanhol dura seis meses e conta com a participação de 20 instituições acadêmicas, sociais e de pesquisa.
 
O curso tem o aval acadêmico da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) e destina-se a profissionais e alunos de pós graduação na área de saúde, que atuam na região, no setor público e privado, interessados no desenvolvimento de vacinas, na implementação de novas estratégias de vacinação, na operação dos programas de vacinação e na introdução de novas vacinas, entre outros tópicos.
 
O próximo curso será iniciado em setembro. O prazo para inscrições vai até 29 de agosto. Mais informações podem ser obtidas com Tatiane Pimenta pelo telefone (11) 3759-6435 ou pelo email tatiane.pimenta@sanofipasteu
r.com.
 
Programa do curso

 1. Introdução à vacinologia

 2. Mecanismos de ação das vacinas

 3. Saúde Pública e vacinação

 4. O processo de desenvolvimento das vacinas

 5. Introdução de novas vacinas no calendário de vacinação

 6. Novas vacinas em desenvolvimento

 7. Vacinação em populações específicas

 8. Mobilização comunitária e comunicação social
 
Fonte SaudeWeb

Empresa paranaense aposta em solução para reduzir filas do SUS

Nagis Health, empresa do grupo Ecom, aguarda processos de licitação para fornecer UERs ao setor público; sob modelo de franquias, empresa espera comercializar 40 unidades no primeiro ano
 
Unidades de Exames Rápidos, capazes de realizar exames laboratoriais e de imagens – diagnósticos e de prevenção (checkup) – em minutos através de uma estrutura compacta (ou móvel), podem ser a solução para as intermináveis filas no Sistema Único de Saúde (SUS). Ao menos esta é a posta da Nagis Health, empresa do grupo Ecom, de Curitiba (PR).
 
Em entrevista exclusiva ao portal Saúde Web nesta segunda-feira (12), o diretor da empresa, Wagner Marques, afirmou que em apenas dois dias de prospecção de clientes na capital paulista, ele espera vender aproximadamente 40 UERs no Brasil, entre unidades fixas e móveis. Parte delas para o setor público, no qual entre 50% e 70% dos pacientes nas filas nas unidades de saúde esperam para apresentar exames simples aos médicos em consultas de “retorno”.
 
A Nagis, que apresenta a solução aos clientes desde o primeiro semestre, já aguarda o lançamento de processos de licitação em algumas localidades. Apesar de não apostar todas as fichas no setor público, a empresa observa esta lacuna para crescer.
 
“Criamos as UERs para serem baratas, viáveis, com capacidade de realizar exames com preço próximo ao valor do SUS, atualmente bastante defasado”, explica Marques, referindo-se à redução de custos possível através do sistema. Uma unidade fixa exige investimento inicial de R$ 300 mil, enquanto a móvel (montada na parte interna de uma van) sai por cerca de R$ 500 mil, valor “próximo do que custa um único equipamento de medicina diagnóstica comprado pelos hospitais”.
 
Segundo a empresa, as UERs podem funcionar dentro de policlínicas, clínicas médicas, hospitais e unidades de saúde públicas, como unidades básicas e unidades 24h. Alguns projetos estão sendo montados para atender secretarias de Esportes (para atender eventos esportivos), de Educação (escolas) e de Justiça. Neste último caso, explica Marques, a ideia é evitar as caras e perigosas operações de deslocamentos de detentos que precisem realizar exames.
 
Na área privada, a Nagis aposta que a solução possa acelerar iniciativas de medicina ocupacional, com exames detalhados de checkup sendo usados para pautar políticas de saúde corporativa. Segundo Marques, a empresa – que fez pedido de patente da tecnologia das UERs em 120 países – possui acordos de adoção na América Latina (Colômbia), e acordos prévios da Europa (Inglaterra e França), África (Angola) e EUA. “É um projeto internacional, com tecnologias de vários países incorporadas”, explica o executivo.
 
Em detalhes
O modelo de aquisição das UERs é o de franquias, chamado de Health Club. O custo inclui infraestrutura e o processo de capacitação dos profissionais que vão operar as unidades. A Nagis assume a responsabilidade pelo suporte à tecnologia da plataforma. Marques espera que o modelo seja “amplamente utilizado no Brasil, tanto na área pública, como na privada”.
 
A primeira unidade franqueada no País foi a Policlínica Capão Raso, em Curitiba (PR). As unidades – fixas ou móveis – são operadas por profissionais de saúde, como biomédicos e enfermeiros. Elas oferecem exames diagnósticos convencionais de sangue e imagem, além de exames de urgência, emergência e infectocontagiosos.
 
É possível utilizar as UERs para a realização de checkups auxiliados por um software avançado, que ajuda na detecção precoce e risco de doenças. Conectado à nuvem, o programa utiliza recursos de telemedicina e fornece protocolos de auxílio ao médico, recomendando as terapias mais adequadas de acordo com os resultados dos exames de cada paciente.
 
“O sistema calcula o grau de risco para determinadas doenças e o grau de certeza diagnóstica, fornecendo um dossiê completo do paciente”, explica Marques. O cruzamento de informações na nuvem auxilia na realização de exames complementares, além de informar o grau de risco ao qual o paciente está submetido e quais hábitos devem seguir para ajudar na melhoria da qualidade de vida.
 
Fonte SaudeWeb

Induzir o trabalho de parto aumenta risco de autismo nos bebês

Estudo revela que taxa da doença foi um terço maior nos meninos quando a mãe usou drogas para auxiliar o parto
 
Mulheres grávidas que precisam utilizar medicamentos para induzir ou acelerar o trabalho de parto têm maior risco de terem filhos com autismo, especialmente se o bebê é do sexo masculino. É o que mostra pesquisa realizada na Universidade de Michigan e da Universidade Duke, nos EUA.
 
Os resultados, publicados no JAMA Pediatrics, não provam causa e efeito, mas sugerem a necessidade de mais pesquisas, especialmente porque a indução do parto tem sido adotada com mais frequência nos últimos anos.
 
A indução do parto beneficia mulheres com problemas de saúde que representam um risco para elas e seus filhos. Estimular as contrações antes do início do trabalho de parto espontâneo e aumentar a força, duração ou frequência das contrações durante o parto evitam complicações, inclusive natimorto.
 
Neste estudo, os pesquisadores analisaram os registros de todos os nascimentos na Carolina do Norte durante um período de oito anos e combinaram 625.042 nascimentos com correspondentes registros de escolas públicas, o que indica se as crianças foram diagnosticadas com autismo.
 
O estudo mostrou que 13 em cada 1 mil meninos nascidos, e quatro em cada 1 mil meninas, desenvolveram autismo.
 
No entanto, a taxa foi um terço maior nos meninos quando a mãe precisou de drogas para induzir ou auxiliar o parto.
 
Segundo Simon Gregory, da Universidade Duke, houve uma grande quantidade de evidências conflitantes sobre o autismo e a indução do parto, mas este estudo foi o maior a olhar para o problema.
 
Os cientistas que realizaram este estudo ressaltam que mais pesquisas são necessárias antes que quaisquer conclusões possam ser tiradas.
 
Fonte isaude.net

Imagem da retina detecta pacientes mais propensos a sofrer derrame

Retina fornece informações sobre o estado dos vasos sanguíneos no cérebro.
Retina fornece informações sobre o estado dos vasos sanguíneos
 no cérebro
Fotografia do olho revela informações sobre o estado dos vasos sanguíneos no cérebro de pessoas hipertensas
 
A imagem da retina pode ajudar os médicos a avaliar se uma pessoa está mais propensa a desenvolver um acidente vascular cerebral (AVC). É o que revela estudo publicado pela American Heart Association.
 
Os resultados demonstram que a retina fornece informações sobre o estado dos vasos sanguíneos no cérebro.
 
De acordo com o líder da pesquisa, Mohammad Kamran Ikram, do Singapore Eye Research Institute, a imagem da retina é uma forma não invasiva e barata de examinar os vasos sanguíneos.
 
Em todo o mundo, a hipertensão arterial é o fator de risco mais importante para o AVC. No entanto, ainda não é possível prever quais os pacientes hipertensos têm maior probabilidade de desenvolver um acidente vascular cerebral.
 
Os pesquisadores acompanharam a ocorrência de AVC por uma média de 13 anos em 2.907 pacientes com pressão arterial elevada, que não tinham sofrido um acidente vascular cerebral.
 
Cada paciente teve fotografias tiradas da retina, a camada sensível à luz na parte de trás do globo ocular. Danos aos vasos sanguíneos da retina atribuídos à hipertensão, chamado retinopatia hipertensiva, evidentes nas fotografias foram classificados como nenhum, leves ou moderados / graves.
 
Durante o acompanhamento, 146 participantes sofreram um derrame causado por um coágulo de sangue e 15 por hemorragia no cérebro.
 
Pesquisadores ajustaram para vários fatores de risco para AVC, como idade, sexo, raça, níveis de colesterol, glicemia, índice de massa corporal, tabagismo e leituras de pressão sanguínea. Eles descobriram que o risco de acidente vascular cerebral foi 35% maior em pessoas com retinopatia hipertensiva leve e 137% maior em pessoas com retinopatia hipertensiva moderada ou grave.
 
Mesmo em pacientes sob medicação e que alcançaram um bom controle da pressão arterial, o risco de um coágulo de sangue foi 96% maior em pessoas com retinopatia hipertensiva leve e 198% maior em pessoas com retinopatia hipertensiva moderada ou grave.
 
"É muito cedo para recomendar mudanças na prática clínica. Outros estudos são necessários para confirmar nossos resultados e analisar se a imagem da retina pode ser útil para fornecer informações adicionais sobre o risco de AVC em pessoas com pressão arterial elevada", afirma Ikram.
 
Fonte isaude.net

Exercício pode ser o melhor remédio contra a doença de Alzheimer

Dr. J. Carson Smith, líder da pesquisa
Foto: University of Maryland
Dr. J. Carson Smith, líder da pesquisa
O exercício ativa função cognitiva em pessoas em risco de desenvolver Alzheimer, melhorando a eficiência da atividade cerebral
 
Exercício físico pode ser o melhor remédio para a doença de Alzheimer. Segundo estudo da University of Maryland~School of Public Health, o exercício melhora a função cognitiva em pessoas em risco de Alzheimer, aumentando a atividade cerebral associada à memória.

Liderado por J. Carson Smith, o estudo é o primeiro a demonstrar que o desenvolvimento de uma rotina de exercícios com idosos com comprometimento cognitivo leve (idade média de 78) melhorou não só recordação da memória, mas também o funcionamento do cérebro, medido pela neuroimagem funcional (fMRI). "Descobrimos que após 12 semanas de um programa de exercício moderado, os participantes do estudo melhoraram sua eficiência neural, basicamente, eles estavam usando menos recursos neurais para realizar a mesma tarefa de memória. Nenhum estudo usando as drogas disponíveis atualmente conseguiu resultados como este," afirma o pesquisador.

Dois grupos de idosos fisicamente inativos (variando 60-88 anos de idade) foram colocados em um programa de exercícios que incluía caminhadas sobre a esteira orientadas por um personal training. Os dois grupos, um com adultos com MCI e o outro com pacientes com função cerebral saudável melhoraram a sua aptidão cardiovascular em cerca de 10% no final da intervenção. Os dois grupos também melhoraram seu desempenho de memória, mostrando maior eficiência neural, enquanto envolvidos em tarefas de recuperação da memória.

A boa notícia é que estes resultados foram obtidos com uma dose de exercício consistente com as recomendações de atividade física para adultos mais velhos. Essas diretrizes norteiam os exercício de intensidade moderada (atividade que aumenta a frequência cardíaca faz a pessoa suar, mas não é tão intenso a ponto da pessoa não poder conversar enquanto realiza a atividade), com uma média semanal de 150 minutos.

Os exames com fMRI foram realizados antes e depois das 12 semanas de exercícios. Foi verificada uma diminuição significativa na intensidade de ativação do cérebro em onze regiões, enquanto os participantes conseguiam, em outra avaliação, lembrar com mais facilidades de nomes de pessoas famosas. As regiões do cérebro que tiveram melhor desempenho correspondia às regiões envolvidas na patologia da doença de Alzheimer, incluindo a região precuneus, o lobo temporal, e o giro para-hipocampal.
 
Fonte isaude.net

Ferramenta ajuda a detectar delírio em pacientes hospitalizados

Ferramenta irá ajudar a identificar os pacientes que podem ser mais adequados para novas intervenções específicas de prevenção dos quadros de delírio
Foto: UCSF
Ferramenta irá ajudar a identificar os pacientes que podem ser
 mais adequados para novas intervenções específicas de prevenção
 dos quadros de delírio
Ocorrendo em um a cada cinco pacientes, o delírio aumenta o tempo de permanência no hospital e as taxas de mortalidade
 
Pesquisadores da Universidade da California San Francisco (UCSF) desenvolveram uma ferramenta que prevê, em dois minutos, o risco de um paciente sofrer de delírio durante o período de internação.

Mudança na cognição mental caracterizada por confusão e desorientação grave, o delírio ocorre em cera de um em cada cinco pacientes, um quadro que se desenvolve rapidamente e pode levar a maiores taxas de mortalidade e aumento dos custos de cuidados de saúde, prolongando a permanência do paciente no hospital.

A nova ferramenta é projetada para ser simples, eficiente e precisa, ajudando a identificar os pacientes que podem ser mais adequados para novas intervenções específicas de prevenção dos quadros de delírio.

"Estima-se que até um terço dos casos de delírio hospitalar poderiam ser evitados com intervenções apropriadas, mas essas intervenções não podem ser aplicadas a todos os pacientes," afirma Vanja C. Douglas, da UCSF.

"Nosso objetivo foi desenvolver uma ferramenta para prever o delírio usando elementos que poderiam ser avaliados rapidamente no ambiente acelerado de um hospital, disse Douglas. O procedimento pode ser realizado por uma enfermeira em dois minutos, e fornece uma alternativa clinicamente útil e prática para modelos de previsão de delírio já existentes.

O estudo foi realizado com 374 pacientes com mais de 50 anos que não apresentaram delírios no momento da internação. Os pacientes eram predominantemente brancos e viviam em casa. A pesquisa foi realizada entre 2010 e 2011 na UCSF e no San Francisco Veterans Affairs Medical Center.

Na admissão, os pacientes foram submetidos a uma entrevista estruturada envolvendo questões relacionadas às suas habilidades de base visual e auditiva, residência, tipo de dor, entre outros fatores. Eles foram classificados por enfermeiros de saudáveis a risco de morte, por seis dias, ou até que foram dispensados.

Os cientistas desenvolveram uma ferramenta que denominaram AWOL, que significa: idade (A); incapacidade de soletrar a palavra mundo de trás para frente (W); falta de total orientação espacial (O), e nível do quadro da doença de moderado a grave (L).

Os pesquisadores descobriram que indivíduos com pontuações mais elevadas AWOL eram mais propensos desenvolver delírio. Eles também descobriram que, inversamente, aqueles com baixa pontuação AWOL estavam em risco relativamente baixo, o que significa que a ferramenta poderia estratificar os pacientes em grupos de alto e baixo risco. Uma vez identificados, os pacientes com maior risco de delírio foram encaminhados para uma unidade hospitalar especializada na prevenção de delírio.

Os autores observaram algumas limitações do estudo: pacientes que não falam inglês foram excluídos por razões logísticas. De outro lado, pacientes com profunda afasia ou aqueles em abstinência alcoólica quando admitidos, apresentaram dificuldades nos resultados do novo teste.
 
Fonte isaude.net

Pesquisa realizada por 5 anos confirma benefícios do café para saúde

Café pode ser uma das principais fontes de antixoxidantes na dieta, se consumido de forma razoável
Foto: Valentyn Volkov/Stock Photo
Café pode ser uma das principais fontes de antixoxidantes na dieta,
 se consumido de forma razoável
Estudo do InCor revela maior atividade antioxidante no organismo e melhor desempenho em exercícios físicos
 
Análises realizadas nos últimos cinco anos com 150 consumidores de café pelos pesquisadores da Unidade de Pesquisa Café e Coração, do Instituto do Coração (InCor) revelaram maior atividade antioxidante no organismo e melhor desempenho em exercícios físicos.

Segundo um dos cientistas envolvidos na realização da pesquisa, o médico Bruno Mahler Mioto, os resultados mostram que o consumo habitual de café em doses moderadas pode trazer efeitos benéficos para a saúde e contribuir para a prevenção de doenças. Ele afirma que o estudo procura esclarecer dúvidas a respeito dos efeitos do consumo de café na saúde humana. "Já se sabe que a ingestão de altas doses de cafeína pode desempenhar efeitos deletérios na pressão arterial e na frequência cardíaca", diz. "Entretanto, esse efeito foi obtido em testes nos quais se utilizou cápsulas de cafeína pura, em que cada unidade equivalia a seis xícaras grandes de café", conta. "Quando se analisa o consumo habitual de café, os resultados obtidos são geralmente neutros ou positivos".

Os participantes do estudo inicialmente ficaram 21 dias sem ingerir café. Em seguida, tomaram café continuamente, 450 mililitros (ml) por dia, em dois períodos de 28 dias, sendo que em cada um deles variava a intensidade da torra do café (média ou escura). Em cada fase foram realizados exames de holter, colesterol, pressão arterial, testes de esteira e de reatividade vascular, entre outros. "As análises do plasma sanguíneo revelaram maior atividade antioxidante nos consumidores de café, seja com o café de torra média ou com o de torra escura", destaca Mioto.

De acordo com o médico, o café pode ser uma das principais fontes de antixoxidantes na dieta, se consumido de forma razoável. "A literatura médica também registra que o café tem efeito protetor contra diabetes", conta. Nos testes de esteira, os consumidores de café tiveram melhor performance atlética e maior tempo de exercício. "Este resultado foi verificado também nos pacientes coronáriopatas, que não apresentaram nenhum evento cardíaco adverso, como angina ou arritmias", acrescenta Mioto.
Prevenção de doenças

Outro benefício para a saúde associado ao café verificado na pesquisa é que a bebida não tem efeito negativo sobre a reatividade vascular, função endotelial associada à vasodilatação e a formação de radicais-livres. "Outros estudos demonstram que o café melhora a memória e atenção e, quando consumido na merenda escolar, pode melhorar o desempenho dos alunos", relata o médico. "Um estudo com 300 mil pacientes realizado nos Estados Unidos revelou que o café está associado a diminuição de mortalidade total, por doenças cardiovasculares ou mesmo devido à causas externas". De acordo com Mioto, a pesquisa do InCor tem demonstrado que o consumo habitual da bebida está associado à prevenção de doenças. "Uma pessoa que toma café habitualmente geralmente adquire tolerância à cafeína, impedindo que aconteçam efeitos adversos como palpitações e arritmia cardíaca, que podem ocorrer em consumidores esporádicos", destaca.

Todos os cafés testados levaram a um aumento discreto dos níveis de colesterol. "Numa próxima etapa do estudo, serão verificadas quais as subfrações aumentaram, e se são benéficas ou prejudiciais à sáude", diz o médico. O café com torra escura não teve impacto na pressão arterial, enquanto o de torra média causou discreto aumento, provavelmente sem nenhuma relevância clínica. "Imagina-se que a torra mais escura elimine substâncias (que não a cafeína) que influenciem na pressão arterial, visto que o consumo de café descafeinado também pode determinar discreta elevação da pressão".

As pesquisas são realizadas na unidade de pesquisa Café e Coração, do InCor. Os estudos têm a colaboração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic). "Já foram analisados 150 pacientes, a meta é chegar a 300", afirma Mioto. "Os participantes recebem cafeteira, filtros, medidores e garrafas térmicas, além de café com certificação de qualidade da Abic, de modo que não consumissem outros cafés durante o período de estudo". Os testes também deverão ser feitos com café do tipo expresso e com café descafeinado.
 
Fonte isaude.net

Equipe internacional identifica genes responsáveis por forma severa de epilepsia

Daniel Lowenstein (a dir.), do projeto EPGP da UCSF
Foto: UCSF
Daniel Lowenstein (a dir.), do projeto EPGP da UCSF
O estudo descobriu 25 novas mutações em nove genes-chave responsáveis pela Encefalopatia Epiléptica
 
Um grande estudo internacional sobre os genes envolvidos na epilepsia descobriu 25 novas mutações em nove genes-chave por trás de uma forma devastadora da doença durante a infância. Dois dos genes destacados no estudo atual (GABRB3 e ALG13) , nunca haviam sido associados com esta forma de epilepsia, e um deles já havia sido ligado ao autismo.

Os resultados são os primeiros a surgir a partir de um conjunto de projetos de epilepsia genética conhecida como Fenômeno Epilepsia / Projeto Genoma (EPGP) e Projeto Encefalopatia Epiléptica (Epi4K), que foram lançados pelo National Institutes of Health (EUA), em 2007 e 2012, respectivamente, e envolve mais de 40 instituições em três continentes.

Enquanto UC San Francisco (UCSF) e Universidade Duke servem como centros administrativos, os projetos envolvem uma equipe de cerca de 150 cientistas de 25 especialidades, na esperança de trazer novos avanços para doença, hoje sem tratamento específico.

"As limitações no tratamento desta doença são muito grandes. Mais de um terço dos pacientes não são tratáveis com qualquer medicação, então a ideia de encontrar alvos específicos para drogas, em vez de uma droga que só "banha" o cérebro e pode causar trazer distúrbios para as funções cerebrais, é muito importante," disse Daniel Lowenstein, do projeto EPGP da UCSF.

A equipe global começou a estudar as formas mais graves da doença, conhecidas como encefalopatias epilépticas (EE), que afetam cerca de uma em cada 2 mil crianças, muitas vezes, antes de seu primeiro ano de vida. Muitas dessas crianças também têm outras deficiências graves, incluindo autismo ou disfunção cognitiva. Se existe uma participação da epilepsia na evolução destes quadros, ou vice-versa, são assuntos tratados em estudo paralelo.

"Sabíamos que havia algo acontecendo que era único para essas crianças, mas não tínhamos ideia do que era," disse Elliott Sherr, da UCSF investigador principal do Epi4K. "Em uma doença comum como a fibrose cística, é provável encontrar mais de uma criança em uma família afetadas. Neste caso, é muito raro ter mais de uma pessoa em toda a família com essa condição."

A falta de uma relação clara de herança genética, levou os cientistas a deduzirem que a condição estava sendo causada por mutações em determinados genes. Neste caminho, a equipe identificou crianças com duas formas clássicas de EE espasmos infantis e Síndrome de Lennox-Gastaut. Eles excluíram as crianças que tinham causas identificáveis de epilepsia, como acidentes vasculares cerebrais no nascimento, que são um risco conhecido para este grupo de doenças. Dos 4 mil pacientes cujos genomas estão sendo analisadas no Epi4K, 264 crianças se encaixam nessa descrição. A análise genética mostrou 439 novas mutações nas crianças, com 181 destas crianças com pelo menos uma mutação.

 
Fonte isaude.net

EUA aprovam novo medicamento para tratar infecção pelo HIV

UK-GLAXOSMITHKLINE-HIVDRUG:U.S. FDA approves GlaxoSmithKline s HIV drug TivicayComprimido é tomado diariamente em combinação com outros antirretrovirais e pode ser usado no tratamento de adultos e crianças
 
A Food and Drug Administration (FDA) aprovou um novo medicamento para tratar a infecção pelo HIV. Tivicay (dolutegravir) interfere com as enzimas que permitem a multiplicação do vírus.
 
O novo comprimido é tomado diariamente em combinação com outros fármacos antirretrovirais.
 
Tivicay está aprovado para utilização em uma ampla população de doentes infectados com HIV. Ele pode ser usado para o tratamento de adultos infectados pelo HIV que nunca receberam a terapia anti-HIV (sem tratamento prévio) e adultos infectados pelo HIV que utilizaram o tratamento antirretroviral.
 
A droga também pode ser usada em crianças com idades entre 12 anos ou mais com pelo menos 40 kg, sem tratamento prévio ou que já receberam terapia.
 
"Indivíduos infectados pelo HIV exigem regimes de tratamento personalizados para atender a sua condição e as suas necessidades. A aprovação de novas drogas como Tivicay aumenta as opções disponíveis", afirma Edward Cox, da FDA.
 
A segurança e a eficácia do Tivicay foram avaliadas em 2.539 participantes adultos inscritos em quatro ensaios clínicos. Os participantes foram aleatoriamente designados para receber Tivicay ou outras drogas, cada um em combinação com outros medicamentos antirretrovirais.
 
Os resultados mostraram que o regime de tratamento com Tivicay foi eficaz na redução da carga viral.
 
Um quinto ensaio estabeleceu a farmacocinética, a segurança e a atividade de Tivicay como parte do regime de tratamento para crianças infectadas pelo HIV com idades entre 12 anos ou mais.
 
Os efeitos colaterais mais comuns observados durante estudos clínicos incluíram dificuldade para dormir (insônia) e dor de cabeça.
 
Fonte isaude.net

Levantamento vê problemas de higiene em estúdios de tatuagem em SP

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas mostra que a maioria dos estúdios de tatuagem em São Paulo não adota práticas adequadas de higiene. Falhas na limpeza e na esterilização dos equipamentos e falta de vacinação dos profissionais geram risco de contágio por hepatite B e C, além de infecções bacterianas e virais.
 
O trabalho acompanhou a rotina de 71 estúdios de tatuagem de todas as regiões da capital paulista. Foram monitorados os hábitos de higienização dos materiais e os cuidados durante o procedimento, como a troca das luvas depois de manipular materiais não higienizados. O estudo também incluiu questionário para avaliar o conhecimento dos profissionais sobre o risco de transmissão de doenças e os métodos de prevenção.
 
De acordo com o levantamento, apenas 7% dos profissionais utilizam técnicas corretas para lavar as mãos antes e depois dos procedimentos e a minoria (35%) é imunizada contra hepatite B, apesar de saber dos riscos de contágio.
 
Outro problema apontado pelo estudo foi em relação à esterilização dos materiais. Dos 78% que declararam usar autoclave (aparelho de esterilização), 64% prepararam de forma incorreta o material antes de colocá-lo no equipamento.
 
"Eles têm estrutura para esterilizar, mas não sabem fazer direito. Não é má vontade, é desconhecimento mesmo", diz Jean Gorinchteyn, médico infectologista e um dos orientadores do trabalho. Para ele, os fiscais da vigilância sanitária deveriam orientar os tatuadores. "São procedimentos simples que teriam grande resultado contra infecções."
 
Sérgio Pisani, proprietário do estúdio Tattoo You e tatuador há 20 anos, concorda. "Deveria ter curso oferecido pela vigilância. Os cursos que existem são pagos e muita gente não faz", afirma.
 
O diretor da recém criada Associação de Tatuadores e Perfuradores do Brasil, Ronaldo Sampaio, diz que a categoria aguarda há mais de cinco anos a regulação da profissão. Um projeto de lei em trâmite no Congresso desde 2007 propõe tornar obrigatório o curso de biossegurança e primeiros socorros. "Isso é fundamental, eu vejo muito despreparo e é um risco para a saúde pública", afirma Sampaio.
 
Pisani diz, no entanto, que problemas de saúde entre os clientes são incomuns. Segundo ele, a tendência entre os profissionais é usar materiais descartáveis que diminuem os riscos de infecções.
 
Aparências enganam 
Apesar de todos os tatuadores visitados pela equipe do instituto usarem luvas e a maioria portar máscaras, a proteção não é garantida.
 
"O cliente não tem como saber, 80% dos profissionais fazem a desinfecção de forma errada", aponta o infectologista Gorinchteyn.
 
Pisani orienta o público a procurar estúdios com boa estrutura e desconfiar dos preços baixos. "Seguir as normas tem um custo, o material descartável é caro, esterilizar também", diz. Segundo ele, o fundamental é evitar tatuadores que trabalham em casa, sem estrutura apropriada, e conferir a limpeza do estúdio antes de decidir onde fazer a tatuagem.
 
O risco não é só para saúde. As próprias intervenções estéticas podem ser afetadas.
 
"Uma infecção bacteriana na região da tatuagem compromete o resultado", explica o infectologista do Emílio Ribas.
 
Estúdios com alvará de funcionamento ainda são minoria em São Paulo, segundo Sampaio. Ele estima que apenas um a cada 100 seja regular.
 
A vigilância sanitária municipal informou não ter conhecimento do estudo e se recusou a comentar. O órgão informou que a cidade tem 145 estabelecimentos cadastrados. Pisani estima, no entanto, que o número de tatuadores chegue a 5.000.
 
Fonte Folhaonline

Mulheres dizem não a tinturas e impulsionam indústria de cosméticos mais "limpos"

Editoria de Arte/Folhapress
Há cerca de nove anos, a escriturária Renata Perrotta, 57, do Rio, decidiu se libertar dos retoques semanais de tintura para cobrir os fios brancos.
 
"Resolvi dizer 'chega'. Hoje me identifico tanto com os cabelos brancos que, se pintasse de novo, deixaria de ser eu", conta.
 
 
Renata faz parte de um grupo de mulheres que abandonaram os produtos químicos no cabelo e adotaram um visual mais natural. "Eu assumi na boa, mas acho que a maioria tem vergonha."
 
Não deve ser o caso da presidente Dilma Rousseff, que, como afirmou à Folha, pretende se juntar ao clube e deixar a tintura de lado depois de deixar o cargo público.
 
O cansaço por ter que retocar as raízes brancas é um dos motivos alegados pelas mulheres, como Renata, para abandonar a química. O suposto malefício das substâncias químicas da tintura também pode ser um temor.
 
 
Hoje, porém, as tintas para cabelo são menos tóxicas do que antigamente, segundo Valcinir Bedin, dermatologista e presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo.
 
Segundo ele, há uma tentativa das empresas de fazer produtos mais seguros, sem os metais pesados que costumavam constar das fórmulas. Os lançamentos incluem ainda tintas sem amônia, que pode causar irritação.
 
Nas unhas 
Marcas de esmalte também têm se esforçado para fazer produtos menos tóxicos.
 
Tornou-se comum encontrar embalagens que exibam o aviso "3 free", ou seja, livre de formaldeído, tolueno e dibutilftalato. Os três compostos são solventes e substâncias usadas em pigmentos e que conservam e dão brilho ao esmalte, mas têm maior risco de causar alergias.
 
A designer gráfica Ana Vizeu, 34, precisou abandonar os esmaltes desde que teve uma reação grave no rosto por causa de uma substância do pigmento de esmaltes.
 
"Mas até base faz mal. É uma limitaçãozinha. Quando vou a uma festa, não tem jeito, acabo passando."
 
Francisco Le Voci, dermatologista e coordenador do departamento de cabelos e unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia, lembra que nenhum produto químico é inócuo.
 
"Às vezes não depende tanto da qualidade do produto, mas da sensibilidade individual. Por isso é sempre importante testar o produto em uma pequena área antes do uso maior, e isso vale principalmente para quem tem alergias", diz.
 
Fonte Folhaonline

Chulé: como se livrar desse mal

O nome técnico para o chulé é bromidrose. Na maioria dos casos,
 boa assepsia dos pés resolve o problema
 
Entenda o que causa o cheiro ruim nos pés, siga as dicas para eliminá-lo e nunca mais tenha vergonha de tirar os sapatos em público
 
Só de pensar no mau cheiro que os pés exalarão, há quem não tenha coragem de tirar os sapatos em locais públicos (um restaurante japonês, por exemplo) ou mesmo de dar uma relaxadinha nos calçados durante o expediente. O culpado por todo esse desconforto é o chulé – ou, se preferir chamar pelo nome técnico, a bromidrose.          
                          
O que causa o chulé é a combinação de suor com bactérias nos pés. “Isoladamente, o suor é composto por água e eletrólitos [sais minerais], e não tem cheiro. É natural em todo ser humano, todo mundo sua. O problema ocorre quando há bactérias no local, porque elas encontram na umidade o ambiente ideal para se proliferarem e produzirem aquele odor ruim”, explica a dermatologista Márcia Grieco, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.          
                          
É preciso entender, portanto, de onde vêm essas bactérias. Sua principal fonte está na má higienização dos pés. Quando os espaços entre os dedos não são lavados ou a secagem pós-banho não é feita adequadamente, as bactérias se acumulam nessa área e começam a agir, gerando chulé.
 
Aliado a isso, o hábito de manter os pés fechados em sapatos também beneficia o crescimento bacteriano. “Se os calçados forem de materiais sintéticos, como plástico ou borracha, a situação piora. Eles estimulam a sudorese, retêm completamente a umidade e viram colônias de bactérias”, diz o podólogo Aires Charão, da Clínica Quiropé.
 
Mas mesmo pés muito bem asseados e refrescados podem se tornar vítimas de chulé: isso acontece quando surgem frieiras nos dedos ou micoses nas unhas. Márcia afirma que “essas condições levam aos pés fungos e bactérias que só desaparecerão com a eliminação das infecções. Durante o tratamento, é normal algum cheiro forte se manifestar”.
    
Confira dez dicas da dermatologista e do podólogo para evitar ou eliminar o chulé e fique tranquilo nas próximas vezes em que for tirar os sapatos em público.
 
1. Dê atenção à lavagem dos pés
Assim como todo o corpo, os pés devem ser lavados com esponja ou bucha e sabonete. Os espaços entre os dedos precisam de uma dose extra de atenção, pois é lá que as bactérias gostam de se alojar. Esfregue bem todos os vãos.
 
2. Seque os pés muito bem depois do banho
Use dois pedaços de papel higiênico (um para o pé esquerdo e um para o direito) para enxugar os espaços entre os dedos – a toalha não absorve a umidade tanto quanto ele e, de toda forma, normalmente está úmida quando chega a vez de secar os pés. Uma secagem bem feita é meio caminho andado para evitar o alojamento e a proliferação das bactérias.
 
3. Use talco antisséptico para os pés
Para garantir que os pés fiquem realmente bem enxutos, passe talco antisséptico nos pés após a secagem com papel higiênico. Ele absorverá qualquer vestígio de umidade que possa ter sobrado nos vãos entre os dedos.
 
4. Permita que os pés “respirem”
Sempre que possível, tire os sapatos fechados e deixe os pés se refrescarem. Em casa, use chinelos ou sapatos arejados e confortáveis de pano ou de couro. Estes são os melhores materiais para a evaporação do suor dos pés.
 
5. Prefira as meias de algodão
O algodão permite que o suor dos pés evapore com mais facilidade e, assim, as bactérias que possam estar nos pés não tenham tempo de agir e criar chulé. Meias de nylon, por outro lado, tendem a reter o suor, criando o cenário ideal para a proliferação bacteriana. Evite-as o máximo que puder.
 
6. Não reutilize meias sem lavá-las
Depois de usadas, as meias carregam bactérias pelo menos do lado de fora (no caso de pés que tenham sido bem asseados e secos). Se elas não forem lavadas, as causadoras do mau cheiro se espalham pelo tecido e podem chegar, no próximo uso, aos espaços entre os dedos. É lá que o suor tende a se concentrar. Resultado: chulé.
 
7. Esterilize suas meias
É mais simples do que você imagina: passe as meias, pelo avesso, com ferro quente. Isso matará qualquer vestígio de bactéria que possa ter sobrado após a lavagem.
 
8. Não use o mesmo par de sapatos em dias seguidos
Não importa se é inverno ou verão, os sapatos ficam quentes e um pouco úmidos depois do uso e levam cerca de 24 horas para estarem realmente secos novamente. Se forem recolocados nos pés em um período mais curto que isso, levarão umidade aos dedos e propiciarão o ciclo já conhecido: bactérias no ambiente de que mais gostam para a proliferação e consequente produção do mau cheiro. Deixe os calçados descansarem em locais arejados e, de preferência, ensolarados.
 
9. Escolha sapatos que não “sufoquem” os pés
Couro e tecidos (na superfície, no forro, na palmilha e no solado) são os melhores materiais para os sapatos no que diz respeito a evitar chulé, pois eles permitem que o suor evapore com mais facilidade. E quanto mais aberto ou com frestas o modelo, melhor. Evite calçados muito fechados e de materiais sintéticos, como borracha e plástico. Eles estimulam a sudorese e retêm toda a umidade dos pés, dando as condições ideais para o surgimento de odores ruins.
 
10. Ao notar alterações na pele dos pés ou micose nas unhas, procure um médico
Frieiras e micoses levam fungos e bactérias aos pés. Nesse cenário, é normal ser gerado algum chulé enquanto as infecções não forem eliminadas, e o tratamento adequado só poderá ser recomendado por um médico após consulta individual. Portanto, nada de apelar para um remédio usado por um amigo ou parente para algo parecido. Cada caso é um caso.
 
Fonte iG

Após transplante de pulmão, homem nada 2,4 km em 'fuga de Alcatraz'

BBC
Os filhos de Maitland, Zander e Riley, acompanharam o pai
na travessia
Em 2008, Gavin Maitland se submeteu a um transplante duplo de pulmão que salvou sua vida
 
Em maio deste ano, para celebrar os cinco anos após a cirurgia, Maitland e seus dois filhos se juntaram a outros oito nadadores e desafiaram as águas frias e as fortes correntezas da Baía de San Francisco (cidade no oeste dos EUA), nadando os 2,4 km que separam a notória Ilha de Alcatraz do continente.
 
“Eu quero fazer a travessia entre a Ilha de Alcatraz e San Francisco a nado para comemorar meus cinco anos de vida”, Maitland anunciou à família em outubro do ano passado.
 
Maitland tinha muito o que celebrar. Estatísticas mostram que apenas 30% dos pacientes que se submetem a um transplante de pulmão continuam vivos dez anos após o procedimento.
 
Atualmente, o tempo médio de vida de um paciente que se submete a um transplante de pulmão nos Estados Unidos e na Europa é de cinco anos.
           
O diagnóstico
Ninguém sabe por que os pulmões de Maitland pararam de funcionar quando ele tinha 41 anos – ele nunca fumou e sempre praticou esportes. Segundo os médicos, foi um caso raro.
 
O patologista cuidando do caso de Maitland deu à doença um nome impronunciável. "É uma espécie de fibrose pulmonar", disse o médico, "onde o tecido pulmonar se torna duro e inútil." E a conclusão oficial foi que a causa da doença era desconhecida.
 
Maitland passou cinco anos com uma tosse que ninguém conseguia diagnosticar até o dia em que deitou no chão e não conseguiu se levantar.
 
As semanas seguintes foram marcadas por uma sucessão de más notícias. “Me disseram que eu só teria seis meses de vida e que a minha única chance de sobreviver era um transplante duplo de pulmão,” conta Maitland.
           
Depois de semanas de consultas, testes, e procedimentos, um médico do hospital telefonou e disse que Maitland não poderia sobreviver ao procedimento de transplante, e que eles não poderiam mais cuidar do seu caso.
 
Depois de meses de pesquisas, de contatos com outros hospitais e muitas rejeições, Maitland recebeu uma resposta positiva do hospital Duke University Medical Center, em Durham, no Estado da Carolina do Norte (leste do país), que o colocou numa lista de espera para o transplante de pulmão.
 
Maitland não precisou esperar muito tempo pelo transplante. A morte trágica de um jovem permitiu que ele pudesse "voltar a respirar fundo".
 
Segundo Maitland muitas pessoas se referem ao procedimento como um "segundo fôlego", mas os médicos responsáveis por transplantes enfatizam que o transplante de pulmão, assim como o de outros órgãos, não é uma cura, mas simplesmente a troca de uma condição aguda por outra.
 
Google
A travessia teve um total de 2,4 km
'The Alcatraz swim'            
Maitland, que sempre gostou de nadar, conheceu a competição The Alcatraz Swim (“A Competição de Natação de Alcatraz”, em tradução livre) por meio da professora de natação de seu filho.
 
Mas essa não foi a primeira competição na qual Maitland participou. Um pouco mais de um ano após a cirurgia ele competiu pela primeira vez num triatlo, e nadou 750 metros, pedalou 20 km e correu mais 5 km.
 
"A prática de exercício físico está diretamente relacionada a recuperação de pacientes que se submeteram a um transplante de pulmão," explica Maitland. "Depois da operação eu me exercitava até mais do que os médicos recomendavam."
 
Para a travessia, Maitland começou treinando três vezes por semana, por cerca de 20 a 30 minutos por dia, e gradativamente aumentou a intensidade e a distância. No período entre janeiro e abril, Maitland nadou todos os dias. E em maio ele estava pronto para encarar o desafio.
            
Final de sucesso
Na manhã de domingo, 12 de maio, os dez nadadores pegaram um barco para chegar a Alcatraz, onde entre 1933 e 1963 funcionou uma famosa prisão e que se tornou mundialmente conhecida com o filme estrelado por Clint Eastwood em 1979, Fuga de Alcatraz.
 
Nos primeiros 20 minutos, Maitland e seus filhos Zander, de 13 anos, e Riley, de 11 anos, nadaram praticamente juntos, enfrentando a água com temperatura de 13ºC. Então as crianças começaram a se distanciar.
 
Depois de meia hora, elas começaram a ficar impacientes, gritando à distância palavras de incentivo para o pai.
 
Quando estava a apenas 182 metros do continente, Maitland sentiu uma forte câimbra que paralisou suas pernas. Mas com a ajuda de um dos caiaques de apoio que acompanhavam os nadadores, Maitland saiu da água por alguns minutos, bebeu água, e logo voltou a nadar.
 
Depois de cruzar no caminho com um leão marinho, Maitland concluiu a travessia com sucesso, se juntando a seus filhos. Toda a travessia durou pouco mais de uma hora.
 
Maitland disse que possivelmente vai participar na competição de Alcatraz novamente no ano que vem, mas que antes deve atravessar a nado o estreito de Dardanelos, no noroeste da Turquia.
 
"O poeta inglês George Byron fez a travessia em 1810, e foi o primeiro nadador a fazer a travessia nos tempos modernos. Parece ser uma experiência incrível, apenas cerca de 5 km entre a Ásia e a Europa," conta Maitland.
 
Fonte iG

Britânico reverte diabetes com dieta de apenas 11 dias

AP
Mais de 371 milhões de pessoas são portadoras do diabetes
 no mundo, de tipo 1 e 2. Os maiores índices estão naquelas
nações em que o poder de compra aumentou
Com acompanhamento médico, o britânico seguiu uma dieta de apenas 800 calorias diárias e com isso teve sua glicemia controlada
 
Na Grã-Bretanha, mais um caso de sucesso na reversão do diabetes tipo 2 voltou a chamar a atenção para a teoria de que por meio de uma dieta de restrição calórica, feita por um período determinado de tempo, é possível se livrar da condição que afeta cada vez mais pessoas em todo o mundo.
 
O jornalista britânico Robert Doughty, de 59 anos, que até o ano passado estava entre os 371 milhões de portadores do diabetes no mundo, reverteu o quadro da própria condição com uma dieta de apenas 800 calorias por dia.
 
Num período de apenas 11 dias, Doughty enfrentou o duro regime de ingerir três doses diárias de shakes de reposição alimentícia com 200 calorias cada, somada a uma uma porção de legumes e vegetais de mais 200 calorias. Como parte da dieta, ele também teve que tomar um total de três litros de água por dia.
 
O drástico regime, que para efeito de comparação tem menos calorias do que apenas um dos lanches vendidos pela rede de fast food Mc'Donalds – o Big Tasty tem 843 calorias – não foi "nada fácil de enfrentar", contou o jornalista em entrevista à BBC Brasil.
           
"Frequentemente me sentia muito cansado... Uma noite, depois de ir ao teatro, quase não consegui subir as escadas da minha estação local de trem, e caminhar para casa parecia praticamente impossível. Também sentia muito frio, chegando a colocar quatro camadas de roupa no meio do verão, quando sentia meus dedos ficarem dormentes", disse o jornalista.
 
Doughty seguiu a dieta depois de procurar na internet estudos referentes ao diabetes tipo 2. Antes de começar o regime, ele procurou o pesquisador Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, autor da teoria da dieta de 800 calorias, além do próprio médico, de quem obteve o aval para cortar as calorias diárias.
 
Ele já havia tentando uma dieta considerada menos radical, com cerca de 1.500 calorias por dia, com a qual emagreceu, mas não reduziu a glicose no sangue para o nível adequado.
 
A teoria
O diabetes tipo 2 se desenvolve quando o pâncreas para de produzir insulina em quantidades suficientes para manter o nível normal de glicose no sangue. No caso do diabetes tipo 1 - também chamado de diabetes congênito -, o pâncreas para totalmente de produzir insulina, que precisa ser injetada no paciente.
 
Nos dois casos, sem o controle adequado, o nível de glicose no sangue alcança um patamar de risco, o que pode gerar a longo prazo diversas complicações nos rins, pressão arterial alta, perda parcial ou total da visão, problemas no coração, dentre outros males.
           
BBC
Robert Doughty: "foi muito difícil, mas consegui"
No caso da diabetes tipo 2, a condição está fortemente associada à obesidade, uma condição que se alastra em todo o mundo.
 
Foi justamente a associação com a gordura que intrigou professor Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, no norte da Inglaterra, quando iniciou seus estudos sobre o diabetes tipo 2 há dois anos.
 
Ele notou que pacientes que se submetiam à cirurgia para redução de estômago passavam por um período de transição, logo após a cirurgia, de redução drástica da quantidade de calorias ingeridas.
 
"Até se acostumarem com a redução do próprio estômago, os pacientes comiam muito pouco, porque se sentiam saciados muito rápido e tinham náuseas. Com isso eles perdiam muito peso, num espaço de tempo bem curto", afirmou Taylor em entrevista à BBC Brasil.
 
Passados alguns meses depois do emagrecimento, o pesquisador notou que a maioria dos pacientes que tinham diabetes tipo 2 tinham se livrado da condição.
 
Todos eles tinham algo em comum: haviam perdido uma grande quantidade de gordura na região abdominal.
 
Estudos preliminares mostraram, então, que esse tipo de gordura, localizada na barriga, próxima de órgãos como o pâncreas e o fígado, tinha uma associação com o desenvolvimento do diabetes tipo 2.
 
"Descobrimos que a gordura na região abdominal provoca uma reação metabólica que dificulta a digestão da glicose pelo pâncreas. A simples presença da gordura nessa região causa uma mudança no metabolismo, que dificulta a produção de insulina", explicou Taylor.
 
Ao fazer a relação entre calorias ingeridas, tempo gasto para perder peso e a quantidade de gordura perdida, principalmente na região abdominal, Taylor chegou à teoria da dieta de hiper redução calórica.
 
"Cada pessoa é diferente, mas notamos que a redução calórica para algo em torno de 800 calorias por dia causava a reversão do diabetes. Alguns pacientes demoram mais que outros, mas todos conseguem reverter a condição dentro de oito semanas", afirmou o pesquisador.
 
O estudo de Taylor foi divulgado em 2011, na publicação científica Diabetologia.
           
Riscos
A dieta das 800 calorias é considerada segura, mas precisa ser feita com acompanhamento médico, pois há vários riscos e fatores que devem ser levados em consideração.
 
De acordo Taylor, o primeiro passo é saber se o indivíduo está bem nutrido e não possui falta de vitaminas no organismo, principalmente o ferro.
 
Ele ressalta que a dieta de hiper restrição calória poderia ser um meio seguro de reduzir o índice de diabetes "até mesmo em países pobres, desde que todas as precauções sejam tomadas".
 
"Seria importante, porém, se tomar extrema precaução com pessoas que são mal nutridas, que devem ter os níveis de vitaminas e especialmente o ferro verificados antes de se iniciar a dieta. Ainda assim, seria muito barato prover suplementos vitamínicos para estas pessoas e continuar a recomendar a dieta para reverter o diabetes".
 
Curto prazo X longo prazo
O Brasil ocupa a quarta colocação no ranking dos países com maior índice de diabetes no mundo, com 13,4 milhões de portadores no país, o que equivale a 6,5% da população, de acordo com o último levantamento da Federação Internacional do Diabetes (FID).
 
Em primeiro lugar está a China (92,3 milhões), seguida da Índia (63 milhões) e Estados Unidos (24,1 milhões).
 
"Notamos que há uma relação direta entre aumento poder de compra e o crescimento de casos de diabetes no mundo. Em Países como o Brasil, China e Índia, onde a população está podendo consumir mais, o aumento do diabetes é tipo 2 é assustador", ressaltou o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Balduino Tschiedel, em entrevista à BBC Brasil.
 
Para Tschiedel, "a pesquisa britânica de hiper redução calórica na reversão da diabetes tipo 2 tem uma validade científica muito grande, porque vem a confirmar a importância da alimentação como fator fundamental no combate a doença".
           
No entanto, ele ressalta que manter-se livre da obesidade e consequentemente do diabetes tipo 2 por um longo período de tempo é o maior desafio.
 
"O maior problema está em manter uma dieta adequada por um longo período de tempo. Esse é o nosso maior desafio, porque envolve uma mudança comportamental muito difícil de ser alcançada num mundo em que a oferta de alimentos hiper calóricos é muito grande", explica Tschiedel.
 
Ele ainda ressalta que o esforço para combater a obesidade e o diabetes envolve uma ação conjunta de várias entidades.
 
"Nós, da Sociedade Brasileira de Diabetes, acreditamos que uma mudança nos hábitos da população só seja possível com um conjunto de medidas que envolvam o governo, sociedade civil e a mídia num esforço conjunto para conscientizar e educar as pessoas sobre a importância de se manter uma alimentação mais saudável e atividades físicas regulares", alerta.
 
No longo prazo, a eficácia da teoria do professor Roy Taylor ainda está sendo testada.
 
"Notamos em nossos estudos, que as pessoas que contraíram o diabetes tipo 2 há menos de quatro anos são as que melhor respondem ao tratamento da dieta de 800 calorias. Com mais de quatro anos, notamos que se torna mais difícil a reversão da diabetes tipo 2. Então, ainda é muito cedo para dizer que o mesmo método vá funcionar em pessoas que têm diabetes há muito tempo. Estamos tentando entender qual seria o melhor método para essas pessoas", disse Taylor.
 
PA
Especialistas citam a obesidade como principal "vilã" no
 desenvolvimento do diabetes tipo 2
Genética x hábitos
De acordo com estudos feitos na Universidade de Newcastle, a genética parece não ser mais um fator fundamental no desenvolvimento do diabetes tipo 2.
 
"Mesmo pessoas com tendência genética ao diabetes tipo 2 podem evitar o desenvolvimento da condição se mantiverem uma dieta mais restrita de açúcares e uma rotina de exercícios regulares. O mais importante é não chegar ao ponto de acumular gordura na região abdominal”, explicou o professor Taylor.
 
“Pessoas com histórico na família estão mais suscetíveis a desenvolver o diabetes tipo 2, porque isto é uma tendência genética. Mas o fato é que, qualquer pessoa pode desenvolver a doença pelo simples fato de acumular gordura, principalmente na região do abdômen. Então, hoje em dia, podemos dizer que as pessoas desenvolvem o diabetes tipo dois mais por hábitos alimentares inadequados e falta de exercício físico – com um estilo de vida sedentário – do que pela questão genética”.
           
O jornalista Robert Doughty disse que, apesar da dieta ter sido difícil de ser seguida, ele não desistiu porque acreditou nos benefícios.
 
"Durante a dieta, fiquei relembrando a mim mesmo os benefícios do regime pare reduzir a glicose no sangue. O fato dos portadores do diabetes tipo 2 terem 36% mais risco de morrer mais cedo e grandes chances de ter ataques cardíacos, aneurisma, danos na visão e problemas de circulação que podem provocar até esmo amputação de membros, e 50% mais chance de tomarem medicação para o resto da vida, foi meu grande incentivo".
 
Ele disse que sua maior alegria foi quando seu médico ligou e disse: "O seu diabetes se reverteu completamente, parabéns!".
 
Fonte iG