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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Miopia pode ser corrigida com laser apenas quando está estabilizada

Alguns pacientes sofrem progressão do problema por tempo indeterminado
 
Por Dr. Alfredo Tranjan Neto
 
É comum encontrarmos crianças no período escolar que começam a anotar incorretamente as informações da lousa e o rendimento na escola começa a cair. Muitos pais repreendem o filho, mas não se dão conta do problema. Um certo dia, a professora passa pela carteira do aluno e percebe anotações erradas no caderno e desconfia que ele tenha miopia. Em seguida, os pais são notificados e o diagnóstico é confirmado pelo oftalmologista.
 
A miopia se deve a um alongamento do globo ocular por seus pólos anterior e posterior. Ou seja, o olho míope é aquele que tem o diâmetro anteroposterior superior ao normal, assim o paciente tem a dificuldade em enxergar objetos que estão longe. A doença se origina também devido ao aumento da curvatura da córnea, ou também ao início da catarata, ou a espasmos da acomodação. Todas essas causas produzem um aumento da refração do cristalino.
 
Em situação normal, os raios de luz focam ou convergem em nível da retina, graças ao poder de acomodação do cristalino. Nos olhos míopes, há o diâmetro anteroposterior acima do normal, ou seja, são mais longos. Então os raios luminosos não focam na retina e sim antes desta. Com isso, faz com que não se veja bem um objeto à distância. Se este objeto estiver perto do olho, tem-se uma visão normal, mas se estiver distante, tem-se uma visão borrada.
 
Ela ocorre normalmente na fase de crescimento da criança e se estabiliza no fim da juventude ou início da fase adulta, por volta dos 18 anos de idade. Porém, existem casos raros de miopias progressivas que evoluem mesmo após 20 anos de idade. Nestes pacientes diagnosticados, a correção pode ser através de óculos, lentes de contato ou cirurgia refrativa, mas só se pode pensar em cirurgia quando a miopia estiver estabilizada há pelo menos um ano.
 
Há casos raros da miopia não estabilizar, são as chamadas malignas, que evoluem para altos graus da condição. Nestes pacientes, deve-se ter um acompanhamento rigoroso com seu oftalmologista, com avaliação de fundo de olho.
 
Para as crianças que não chegaram à idade adulta, é recomendada a utilização dos óculos ou de lentes de contato de pacientes, que necessitam de lentes corretivas com elevados graus, sendo adaptadas mesmo em crianças pequenas. Já a indicação estética ou para a prática de esportes ocorre quando o jovem manifesta desejo de usá-las e tem condições de cuidar delas.
 
A cirurgia corretiva é indicada após um ano de estabilização, e hoje é muito segura, sem riscos e com resultados excelentes, corrigindo até nove graus da doença. O laser altera o formato da córnea e melhora a forma pela qual a luz é focada ou refratada pelo olho. Também remodela o formato da córnea e, pelo ajuste do feixe de luz do laser, trata altos graus de miopia e o disco corneano é recolocado na sua posição original.
 
O procedimento ambulatorial dispensa internação. Os pontos também são dispensáveis pelo alto poder de aderência natural da córnea. Muitos pacientes relatam melhoria da visão no dia seguinte à cirurgia e retornam à sua vida normal em um ou dois dias.
 
Minha Vida

Formato e cor da vagina raramente indicam uma doença

Great Wall of Vagina Panel 1
Foto: Jamie McCartney
The Great Wall of Vagina Panels
Cirurgias na região podem causar perda da sensibilidade e prejudicar vida sexual
 
Por Dr. Fabio Laginha
 
Não é incomum ouvirmos relatos de pacientes que sentem dificuldades com o próprio corpo, achando inúmeros defeitos que só elas observam. Existe na nossa sociedade um controle da beleza de forma ditatorial e qualquer coisa fora deste padrão deixa de ser bonito ou normal.
 
 Quando o assunto é a região genital feminina, a situação fica ainda mais complexa. Isso porque não existe um padrão de cor, tamanho e proporção dos grandes e pequenos lábios. É importante salientar que, na grande maioria dos casos, essas características não apresentam relação direta com o prazer, higiene ou dificuldades durante a relação sexual. 
 
 As exigências cada vez maiores do mundo moderno têm feito com que a mulher observe também essa região e estabeleça um novo padrão de beleza. Além dos cabelos, rosto, seios, formas, dentes, unhas e cílios, chegou a hora e a vez da vulva, que é a designação da área na entrada da vagina.
 
Alguns fatores levaram à maior observação e exposição desta área, como:               
 
- A depilação radical que, hoje em dia, deixa mais regiões expostas. Os pelos formam uma camada de ar criando proteção local. Aparar e tirar excessos, mantendo uma faixa em volta dos grandes lábios seria o ideal. O raspar com lâminas ou cera quente levam ao aparecimento de inúmeras micro lesões de pele, além de traumas pelo atrito das roupas, que podem favorecer o aparecimento de infecções secundárias. A depilação a laser diminui esses problemas e pode ser definitiva, dependendo da pele e cor dos pelos
 
- O crescimento, permissividade, divulgação e consumo da indústria pornográfica (sem entrar no mérito de ser contra ou a favor), com censores que selecionam modelos brancas, esculturais, mostrando as regiões genitais róseas, simétricas, sem pelos, beirando o infantil e ingênuo
 
- Toda uma indústria de sabonetes, perfumes, lencinhos, absorventes e cremes focadas neste segmento que, de uma maneira subliminar, mostram que uma genitália feminina pode ser feia, suja, com uma umidade "não normal" e com odor pouco agradável que "deve ser tratado". Com isso, pode-se estimular um excesso de higiene e fazer com que a mulher perca a proteção natural da pele, contribuindo para o aparecimento de infecções ou alergias
 
- As roupas e biquínis arrojados devem ser mais colados para que a silhueta, inclusive com calças jeans, mostre a proeminência dos grandes lábios
 
- Não é incomum o uso de editores de imagem para ajustar vulvas em que os pequenos lábios não sejam róseos, simétricos, que não ultrapassem os grandes lábios ou que o clitóris fique muito aparente.
 
Com isso, vemos um sem número de mulheres inconformadas com a cor, tamanho, ou simetria da vulva, criando uma falsa necessidade de tratamento e insatisfação com o próprio corpo.
 
Quando a anatomia da vulva realmente é um problema?
Durante a formação embrionária da região genital, podem acontecer mal formações e anormalidades do desenvolvimento da vulva, vagina, útero, vias urinárias e intestino. Estas, mais graves, podem levar a mulher a riscos, e por isso devem ser avaliadas, discutidas e tratadas com profissionais competentes. Essas, entretanto, são a minoria entre as pacientes, cujas queixas mais frequentes têm fundo estético.
 
A maior queixa que observamos são as hipertrofias e assimetrias dos pequenos lábios. Devemos lembrar que eles, principalmente a parte superior que recobre o clitóris, apresentam maior sensibilidade e contribuem para o prazer durante a relação. Muitas cirurgias estéticas são apenas amputações grosseiras e podem diminuir a sensibilidade local. Algumas técnicas podem ser mais eficazes, reduzindo a possibilidade de perda desta sensibilidade. Portanto, antes de se submeter a qualquer procedimento de labioplastia (cirurgia que reduz os grandes e pequenos lábios ou muda a sua forma) informe-se bem sobre as opções.
 
A segunda queixa igualmente frequente é a respeito da coloração da região. Em nossa cultura, o loiro é belo. Como nossa população é na maioria morena, o acúmulo de melanina nesta região faz parte da nossa genética. A fricção de roupas ou da própria pele, depilações, infecções, diabetes, gestações e a idade podem piorar este quadro. Estas manchas podem ser atenuadas com laser, cremes e outros produtos indicados por especialistas.
 
A terceira queixa é a diminuição da gordura dos grandes lábios com o envelhecimento. Esta mudança pode ser atenuada pelo preenchimento da área com gordura de outra parte do corpo.
 
O tamanho do clitóris também aparece na lista e a causa deve ser investigada, pois pode estar relacionada a problema hormonal, uso de hormônios ou anabolizantes. Existem cirurgias que podem diminuir sem a perda da sensibilidade local.
 
Em resumo, é nesta região onde se concretiza a relação sexual. Muitos problemas com o corpo, com a sexualidade e seu desenvolvimento, abusos na infância e outras questões se escondem por trás de uma queixa puramente estética, de higiene ou de conforto. E isso independe do nível socioeconômico e cultural.
 
A mulher deve discutir o caso com uma equipe multiprofissional que inclua um ginecologista, psicólogo ou sexólogo antes de pensar em cirurgias agressivas. Como o procedimento normalmente é irreversível, pode haver ainda mais frustração por não ter sido resolvido o problema psicológico de base. Vale lembrar que hipertrofias citadas não causam danos ou riscos para a mulher.
 
Apesar das cirurgias de preenchimentos e das labioplastias, cuja prática quadruplicou em alguns países nos últimos oito anos, não observamos um aumento significativo da felicidade e qualidade da vida sexual das mulheres nesta mesma proporção, muito pelo contrário.
 
Como diz Jessica Marie, dona da loja virtual Vulva Love Lovely, que confecciona produtos alusivos à genitália feminina: "As vulvas da indústria pornô são como os dragões: não existem no mundo real".
 
Antes de achar que você tem um problema, busque a avaliação de um profissional imparcial e tente identificar o que pode estar escondido por trás desta queixa. Leia mais nos sites abaixo. Recomendamos também uma olhada no painel de vulvas do artista plástico Jamie McCartney, que mostrou o quanto esta região pode ser diversificada, sem deixar de ser bonita!
 
Links e referências:
 
Minha Vida

Stand up paddle fortalece barriga, pernas e melhora a postura

Stand up paddle protege as articulações - Foto: Getty ImagesO esporte também protege as articulações e é bom para o sistema cardiorrespiratório
 
Cada vez mais comum nas praias, o Stand up paddle é o esporte que envolve o uso de uma prancha e um remo para se locomover no mar, rio, lago ou até piscina. O movimento é realizado em pé. Trata-se da atividade com prancha que mais cresce no mundo. Os registros mais expressivos da prática são do Havaí, na praia de Waikiki, em meados da década de 1940. O esporte chegou no Brasil há sete anos e logo conquistou muitos praticantes.

Afinal, os benefícios do esporte envolvem desde a queima de calorias e tonificação do abdômen e pernas até a sensação de bem-estar. Ele ainda pode ser praticado por boa parte das pessoas, inclusive os mais velhos. Conversamos com especialistas e listamos os principais pontos positivos e cuidados necessários ao realizar este esporte.  
 
Melhora o equilíbrio e a postura
Uma das questões mais trabalhadas pelo Stand up paddle é o equilíbrio, mesmo com a prancha mais larga e que permite maior flutuação que as tradicionais pranchas de surf. Ao melhorar este ponto, o risco de quedas diminui. "Quando a pessoa treina o equilíbrio, ela consequentemente melhora a postura, o que reduz a incidência de dores no corpo em decorrência das posições erradas", conta o educador físico Salvador Lamas, da Academia Bodytech.

Além disso, como o esporte atua bastante na musculatura das costas, ele contribui para que ao remar a pessoa deixe os ombros mais abertos.                      
 
Tonifica barriga e pernas
Por envolver a remada é comum pensar que apenas os braços serão exercitados no Stand up paddle, porém, não é o que acontece. "É um esporte muito completo, desenvolve desde a planta do pé ao braços", diz o educador físico João Renato de Moura Junior.

As pernas e o abdômen são exercitados durante a prática do esporte. "Isto porque ele envolve tentar se manter equilibrado em uma superfície instável, o que requer um grande trabalho das pernas, especialmente a parte interna das coxas. Também podemos dizer que quem faz o Stand up paddle tem a musculatura abdominal fortalecida", conta Moura Junior. 
 
Protege as articulações
O esforço para se manter equilibrado faz com que a musculatura profunda do corpo que é a responsável pela estabilidade seja fortalecida. "Essa musculatura normalmente não é muito exercitada, nas academias a mais trabalhada é a externa. Ao melhorar a musculatura profunda as articulações, tendões e ligamentos são beneficiados, pois ficam próximos dela e assim as chances de lesões são menores", explica Moura Junior.

As articulações contam com funções que variam entre a mobilidade e a estabilidade. "O joelho, por exemplo, precisa ser móvel, já a lombar é estável. O Stand up paddle trabalha toda essa sequência de mobilidade e estabilidade", observa Moura Junior.

Contudo, é preciso tomar cuidado, pois a execução errada do exercício pode causar problemas nas articulações. "Afinal o esporte envolve um movimento repetitivo que pode causar lesões quando feito de maneira errada, por isso é importante ter sempre a orientação de um educador físico", alerta Lamas.  
 
Fortalece os membros superiores
Braços, ombros e costas são trabalhados no Stand up paddle devido às remadas. "O esporte ajuda a fazer com que a parte superior do corpo fique definida", constata Lamas.

Porém, os ombros não irão ficar maiores. "Na musculação a pessoa pode controlar a carga que será colocada, já no Stand up paddle há um limitador da carga, sua sobrecarga é o remo ou o vento, não há nada mais. Por isso, a pessoa não ficará grande", explica Lamas.  
 
Queima calorias
A quantidade de calorias queimadas irá depender da intensidade e duração da pratica do esporte. Quando a atividade é realizada em locais mais desafiadores, com um pouco de onda, por exemplo, ou quando a pessoa rema por uma distância maior, mais energia será gasta.

Caso a pessoa seja sedentária a queima calórica no início também será maior do que quem já realiza uma atividade. "Ainda não há estudos sobre o gasto de energia com este esporte, mas dizem que praticá-lo com intensidade alta pode levar a queima de 400 calorias", estima Moura Junior.  
 
Bom para o sistema cardiorrespiratório
Assim como a corrida, natação, bicicleta, entre outros esportes, o Stand up paddle melhora o sistema cardiorrespiratório. "Isto ocorre porque da mesma maneira que os outros esportes, ele também segue um ritmo o que beneficia o coração e a respiração", explica Lamas. 
 
Proporciona bem-estar
Por ser um esporte praticado ao ar livre e geralmente no mar, o Stand up paddle proporciona bem-estar. Uma pesquisa realizada em 2006 pela Universidade de Chiba, no Japão, observou que pessoas que estiveram em um ambiente natural por 20 minutos contaram com uma concentração de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, menor do que quem ficou em locais urbanos. "No mar você vai ver cardumes de peixes, golfinhos, tartarugas, o ambiente é muito bom", afirma Moura Junior. 
 
Cuidados ao praticar
Quem for começar a praticar o stand up paddle deve contar com o auxílio de um professor de educação física que entenda do esporte. Além disso, é importante utilizar o colete salva-vidas, especialmente se a pessoa não sabe nadar ou não nada muito bem. "Procure se alimentar pelo menos duas horas antes da atividade e leve uma garrafinha de água para se hidratar. Passe o protetor solar e o boné e os óculos escuros também são ótimas opções", orienta Moura Junior.

Conhecer um pouco sobre o mar também ajuda, caso o esporte seja praticado neste local. "É legal entender como funciona o meio, ver a previsão de maré e vento, isto pode ser observado em sites ou aplicativos", diz Lamas.  
 
Minha Vida

Tudo sobre candidíase: Sintomas, tratamento e como se prevenir

Cuidar da saúde é algo extremamente essencial, sobretudo, do ponto de vista preventivo, entretanto, mesmo aplicando a filosofia preventiva, é importante saber que ninguém está livre de doenças e, por isso mesmo, todos devem ficar atentos ao menor sinal de enfermidades
 
Buscando sempre orientar os leitores que desejam saber um pouco mais sobre saúde, trazemos periodicamente uma série de informações orientadas ao assunto, e nesse artigo em especial, falaremos sobre a Candidíase.
 
A candidíase é uma infecção normalmente causada pelo fungo Candida albicans, ele age de modo a inflamar área que afeta, geralmente, genitália feminina.
 
Apesar de ser considerada por muitos como uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), o fato é que a Candidíase não é propagada exclusivamente através das relações sexuais, podendo ser transmitida através de qualquer tipo de contato. O fungo causador da doença, normalmente se desenvolve quando seu hospedeiro está com as condições de defesa baixa e escolhe a região genital pelo fato dela ser por natureza, quente e úmida, entretanto, há casos em que ele acaba se alojando no trato digestivo, vindo posteriormente a contaminar também a área genital.
 
Embora poucas pessoas saibam, a boca é outra das regiões onde o fungo pode se alojar, é esse tipo de doença que quando ocorre em bebês é chamada de “Sapinho”.
 
Sintomas da Candidíase
A mulher deve ficar sempre em alerta quanto ao ardor vulvovaginal e aparecimento de inchaço nessa região, entretanto, o sintoma mais acentuado no início da doença tende a ser a coceira. Outros sintoma da doença são:
  • Corrimento esbranquiçado, grumoso e sem cheiro, algo que lembra leite talhado.
  • Dores ao ter relações sexuais ou ao urinar, e
  • Quaisquer outros incômodos constantes, como dores, ardores ou coceiras.
Vale ressaltar que todo e qualquer sintoma, deve ser precedido de tratamento médico especializado, a fim de obter o diagnóstico correto do problema.
 
Tratamento para a Candidíase
O tratamento para a doença é simples e indolor, e geralmente é feito através de creme vaginal e medicamento de uso oral, que geralmente é receitado não só à mulher, mas para o casal (caso a mulher tenha uma vida sexual ativa), a regra é válida mesmo que o parceiro não apresente sintomas da doença, afinal trata-se de uma doença passiva de contágio via relação sexual.
 
Higiene intima ajuda a evitar a Candidíase
Parece uma dica simples, mas o fato é que uma higiene bem feita pode ser extremamente útil para evitar a doença, o problema é que de acordo com uma pesquisa feita com 422 médicos, somente 3% das mulheres pedem orientação sobre como fazer a higiene pessoal corretamente, pelo que, muitas delas não a fazem de maneira satisfatória.
 
Veja 4 passos para uma boa higienização
 
1 – As regiões por onde o sabonete deve ser espalho são virilha, vulva, parte interna e externa dos pequenos lábios, jamais use qualquer tipo de cosmético na parte interna da vagina.
 
2 – Cuidado para não exagerar na limpeza, a lavagem tem que ser breve e com movimentos suaves para não irritar a região. Ao fazer a higiene o ideal é lavar primeiro a vagina e só depois a região anal, isso ajuda evitar contaminação.
 
3 – O sabonete ideal para a região intima são aqueles com PH ácido, e devem ser hipoalergênicos, estes não devem conter substâncias capazes de desequilibrar a flora natural. Vale a pena também evitar os sabonetes que faz muita espuma, eles podem remover a camada protetora da pele.
 
4 – Ao final da higienização deve-se evitar secar com toalha, o melhor é usar toalha de papel descartável, elas reduzem os riscos de contaminação por fungos e bactérias, uma vez que, absorvem melhor a umidade.
 
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Micose de pele, de unha ou na virilha: Veja como tratar da forma correta

como-tratar-micosesUm dos problemas de saúde mais comuns ao longo da história é o da micose, que nada mais é que uma infecção causada por fungos. Os fungos podem se alojar tanto no corpo humano quanto no meio ambiente, e geralmente optam por locais úmidos para fazer suas moradas
 
Uma infecção por micose pode ocorrer por diversos motivos, podendo se dar das mais variadas formas e nas mais distintas regiões do corpo. Diante da versatilidade desse tipo problema, por vezes é difícil atribuir-lhe uma causa específica, entretanto, sabe-se que algumas das causas comuns são o estresse, a má alimentação, a fragilidade do sistema imunológico e a falta de higiene pessoal adequada.
 
Apesar do incômodo que a micose tende a causar nas pessoas, o fato é que a doença não representa maiores riscos à saúde do indivíduo em uma primeira instância, entretanto, ainda assim, recomenda-se que a situação seja tratada com cuidado. Na sequência, traremos algumas recomendações práticas pra quem deseja lidar com esse tipo de problema.
 
O que é a micose?
Micose é o nome mais popularmente utilizado para descrever uma infecção causada por fungos. Vale ressaltar que existe uma infinidade de fungos, que por sua vez, podem causar infecções em partes diferentes do corpo, pelo que, é possível que o problema receba nomes diferentes dependendo da região onde se concentra.
 
No corpo humano na maioria das vezes os fungos preferem alojar-se nas células mortas, o que em tese justifica o fato de não oferecer maiores riscos à saúde, entretanto,  em determinadas circunstâncias elas podem acabar penetrando a pele, causando assim eventuais infecções concentradas nas regiões mais úmidas do corpo.
 
Os fungos podem espalhar-se pelo corpo por falta de tratamento adequado ou até mesmo pelo fato de a pessoa coçar a região na qual estão localizado e depois passar a mão em outra parte do corpo.
 
Cuidados com a micose
O melhor modo de cuidar para que não apareça a micose em nenhuma parte do corpo é cuidar bem da higiene pessoal, evitando também lugares e situações que possam favorecer à proliferação de fungos.
 
O tratamento contra a micose é longo e requer sempre persistência, além do acompanhamento de um médico dermatologista.
 
Precauções com o tratamento contra a micose
Um erro comum que muitos pacientes cometem é o de começar o tratamento e interrompê-lo antes do prazo recomendado pelo médico, isso geralmente leva ao retorno da micose após determinado tempo, uma vez que, os fungos tendem a ser persistentes, por isso, recomenda-se que o tratamento recomendado pelo profissional da saúde seja seguido à risca sempre.  O tratamento pode ser tópico com pomadas e cremes ou combinado com a ingestão de medicamentos antifúngicos.
 
Os Dermatologistas aconselham que quem sofre com micoses não pratique a automedicação, e que principalmente evitem pomadas à base de cortisona. Apesar desse tipo de pomada ser muito usada, ela tende a servir como alimento para os fungos.
 
Como evitar a micose
A principal forma de evitar a micose é através dos cuidados com a higiene pessoal, visto que, com a limpeza adequada é quase que impossível a contaminação por fungos.
 
Além de uma boa higienização, é necessário também secar bem o corpo especialmente após os banhos, é preciso ter cuidado especial ainda com as áreas do corpo que contém dobras ou cavidades, como por exemplo, entre os dedos das mãos e dos pés, na virilha, nas axilas, e na região abaixo das mamas.
 
Conheça agora alguns tipos de micose em diferentes partes do corpo
 
Micose na boca
O “sapinho” é uma das infecções por micose mais comuns na boca. O termo correto para esse tipo de infecção é candidose, pois, é causada pelo fungo cândida, que é o responsável pelas bolinhas brancas dentro e fora da boca.
 
Além da boca, esse tipo de infecção pode ocorrer também no intestino e nos órgãos genitais femininos e pode se desenvolver por contato com fungo alojado no próprio corpo ou por contato com outra pessoa que esteja contaminada com fungos.
 
Esse tipo de fungo pode aparecer em crianças desde o primeiro dia de vida, por essa razão é muito importante um cuidado rigoroso com a higiene do bebê, cuidando desde a higienização dos seios antes amamentar até o contato do pequeno com objetos e pessoas.
 
Micose no couro cabeludo
O fungo que mais comumente atinge o couro cabeludo é a “tinha”, e esse é um tipo de infeção que pode ocorrer em qualquer pessoa independente da idade. Esse tipo de infecção pode provocar a queda de cabelo na região afetada e vir acompanhada de descamação, vermelhidão e prurido.
 
O contato com animais domésticos ou pessoas que possuem esse tipo de infeção é a causa mais comum do problema. Outra forma de contágio por esse tipo de micose é o compartilhamento de objetos de cabelo, tais como escovas, pentes e acessórios.
 
Vale ressaltar que esse tipo de micose também pode afetar a parte da virilha ou mesmo os espaços entre os dedos dos pés e das mãos.
 
Micose nas unhas
Onicomicose subungueal distal e lateral é o nome da doença causada por fungos mais comumente nas unhas dos pés, mas que também pode ser observa nas das mãos.
 
A principal característica desse tipo de micose é o deslocamento da borda da unha, normalmente seu inicio se dá no canto da unha o que acaba deixando essa região oca, levando-a a uma formação de massa amarela na região.  A melhor forma de evitar essa micose é usar material de manicure e pedicure esterilizado, além de lixas e palitos descartáveis. Além disso é muito importante também evitar o uso de calçados fechados.
 
Micose nos pés
Pé de atleta é o nome mais popular da infecção causada nos pés por fungos, essa infecção pode aparecer também em outras partes do corpo como couro cabeludo e virilha.
 
O tratamento é feito à base de antimicóticos de uso local e geralmente o processo é longo, sendo extremamente recomendável o acompanhamento médico, que por sinal é quem prescreverá o medicamento adequado ao tratamento.
 
Micose na virilha
A virilha é uma das regiões mais úmidas do corpo e ainda fica o tempo todo coberta por roupas, tornando-se assim o ambiente ideal para a proliferação dos fungos. Pessoas que praticam esportes e natação possuem ainda maiores chances de desenvolver uma micose na virilha por passar muito tempo com a roupa molhada ou suada.
 
Esse tipo de micose é conhecida como tinha crural e seu tratamento pode ser relativamente curto, o processo de tratamento geralmente se dá através uso local de antimicóticos.
 
Dica para evitar fungos na virilha:
Ao lavar a roupa deixe-a secar ao sol ou secar totalmente à sombra, se preciso passe-a com ferro quente para ter certeza de que estão totalmente secas e livre de fungos.
 
Micose nas costas
Pitiríase é uma lesão com descamação, que ataca o tórax e costas por serem regiões oleosas, normalmente elas aparecem como manchas brancas e aumentam facilmente, principalmente porque as pessoas não levam a sério no início.
 
Quando a lesão está mais fácil de controlar o tratamento é feito à base de antimicótico local e uso de shampoo especial. Essa micose também é conhecida como micose de praia, pois, embora sua contaminação não se dê na praia, acaba ficando mais visível durante o verão quando a pele está exposta ao sol.

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Praticar exercícios físicos regularmente ajudam para uma boa memória

exercicios-fisicos-ajudam-a-memoriaHá muito tempo se fala a respeito da importância dos exercícios físicos para a saúde, entretanto, a cada dia que passa, aumenta o leque de benefícios que podem ser proporcionados por esse tipo de prática
 
Já na década dos anos 90, pesquisadores acreditavam que os exercícios físicos poderia trazer, entre outros benefícios, uma grande melhora no que diz respeito às funções cerebrais, à época, foi comprovado através de pesquisa feita com camundongos, que os animais que praticavam corridas diariamente registravam um significativo aumento nos números de células relacionadas à memória, isso comparando com os animais que não praticavam a corrida.
 
Na sequência você entende um pouco mais sobre como esse tipo de pesquisa tem influenciado a crença de cientistas em relação à boa saúde da memória associada à prática de exercícios físicos.

Desde que os cientistas obtiveram os primeiros resultados que mostravam uma melhora nas funções cerebrais com a prática dos exercícios, eles começaram a trabalhar para entender como os exercícios físicos podem melhorar a memória, realizando então pesquisas que tinham como base a prática de diferentes tipos de exercícios, tais como aeróbicos e de força.
 
A partir da realização de novos estudos, tanto com humanos, quanto com animais foi constatado que a pratica de atividades físicas melhora consideravelmente a memória, e graças a esses novos resultados das pesquisas, os idosos possuem agora um novo incentivo, já que é nessa fase que ocorre o declínio cognitivo.
 
Graças às últimas pesquisas, foi constatado que diferentes tipos de exercícios podem afetar de forma diferente o cérebro, um recente estudo foi capaz de deixar ainda mais clara essa questão.
 
No estudo realizado com humanos foram recrutados mulheres com idade entre 70 e 80 anos com comprometimento leve das funções cognitivas sendo consideradas como pessoas sob risco de demência, os voluntários participaram de atividades físicas duas vezes por semana.
 
Atividades como aeróbica, ou de resistência muscular com esses pacientes resultaram em melhoras no teste de memória, entretanto, houveram variações nas melhoras. As mulheres que praticaram apenas aeróbica tiveram uma melhora na memória verbal, enquanto que os de força revelaram melhoras na memória espacial.
 
Esses resultados estão totalmente de acordo com os resultados colhidos com a pesquisa feita com ratos que praticam exercícios de aeróbica e força, no caso dos ratos as melhores foram observadas depois de 6 semanas de exercícios.

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Falar com os bebês como se faz com adultos estimula seu intelecto

Grosby Group
Quando uma pessoa usa voz aguda ou canta consegue chamar
 a atenção do bebê
Segundo psicóloga, vocabulário também precisa ser de qualidade
 
Falar com os bebês como se faz com os adultos e usar uma sintaxe e um vocabulário complexos permite um melhor desenvolvimento de seu cérebro e lhes servirá para o aprendizado ao longo de toda a sua vida, afirmam os cientistas.
 
Na verdade, quando uma pessoa usa voz aguda ou canta consegue chamar a atenção do bebê, mas para que ele aprenda é preferível que se fale com a criança como se fosse um adulto.
 
A psicóloga da Universidade Florida Atlantic, Erika Hoff, disse que não se trata apenas de acumular vocabulário, também é preciso que este vocabulário seja de qualidade.
 
— A palavra (dos pais) deve ser rica e complexa. Mais ainda: falar com os bebês reveste uma importância tal que as crianças que saem de meios em que a palavra é menos elaborada têm piores resultados escolares.
 
Essas diferenças também são evidentes nas estruturas cerebrais das crianças, segundo Kimberly Noble, neurologista e pediatra da Universidade Columbia de Nova York.
 
Noble e seus colegas compararam os cérebros de crianças que vivem em contextos desfavoráveis com os que têm pais com estudo superior e encontraram diferenças nos sistemas cognitivos que comandam a sociabilidade e a memória.
 
As diferenças mais flagrantes, no entanto, disseram respeito à parte do cérebro que condiciona o desenvolvimento da palavra.
 
— Ao crescer, as crianças saídas de ambientes mais abastados dedicam maior parte do seu cérebro a estas regiões.
 
Anne Fernald, psicóloga da Universidade de Stanford, expôs os resultados de um estudo realizado com um grupo de crianças falantes de espanhol de meios desfavorecidos.
 
Arnald gravou as conversas que as crianças ouviam durante um dia e se deu conta de que as crianças só escutavam conversas periféricas entre seus pais. O verdadeiro aprendizado, segundo ela, provém da palavra dirigida diretamente a eles.
 
AFP / R7

Fim do horário de verão pode causar estresse e perda do apetite, afirmam especialistas

Divulgação/ Mundo das Tribos
Insônia, estresse e irritabilidade são os problemas mais comuns
 com o final do horário de verão
Médicos dão dicas de como readaptar o corpo ao novo horário 
 
Na virada deste sábado (15) para domingo (16), termina o horário de verão e todos os Estados da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem atrasar o relógio em uma hora.
 
Para algumas pessoas, esta mudança tende a causar alterações no sono, irritabilidade, estresse e diminuição do apetite, afirmam especialistas.
 
De acordo com a professora de fisiologia da Santa Casa de São Paulo, Cristiane Lopes a maioria das pessoas leva poucos dias para voltar à rotina e ao padrão de sono normal. No entanto, outras necessitam de um tempo maior para regular o relógio biológico.
 
— Os sinais da má adaptação ao novo horário aparecem aos poucos. Pode começar com um cansaço excessivo, dores musculares e algumas vezes até insônia.
 
Cada pessoa tem seu próprio ritmo biológico e o responsável é o hormônio chamado melatonina. Esse hormônio é produzido naturalmente pelo organismo ao anoitecer com a alteração da quantidade de luz solar.
 
— Em dez dias, o nosso organismo processo está totalmente adaptado ao novo horário, mas crianças e idosos podem demorar mais tempo na adaptação. No caso da criança, isso ocorre pois seu sistema nervoso não está completamente desenvolvido e, nos idosos, por ele já estar fraco devido à idade.
 
Veja dicas e se adapte mais fácil
Uma das dicas para conseguir se adaptar melhor a mudança é controlar melhor os horários das refeições, de acordo com a diretora do HSPE (Hospital do Servidor Público Estadual), Vera Soibelman.
 
— Na primeira semana, as pessoas devem aumentar a ingestão de líquido e fazer refeições leves, mantendo o mesmo horário, assim o cérebro entende mais rápido possível a mudança.
 
Conforme sugestão da diretora, para acelerar ainda mais o processo, o ideal é dormir com as janelas abertas, pelo menos nos primeiros dias da alteração do horário, para que seja possível despertar com a claridade naturalmente.
 
Crianças
As crianças, com mais de quatro anos, por ainda não terem seu sistema nervoso completamente formado, tendem a sofrer mais. Por isso, é comum que nos primeiros dias elas demorem a sair de suas camas e tenha dificuldades para dormir.
 
— Enquanto os adultos demoram cerca de 10 dias, as crianças podem demorar de 12 a 14.

R7

Pesquisa mostra que vem aumentando o índice de idosos infectados pelo HIV

Em todo o país, cerca de 700 mil pessoas vivem com Aids

Repórter Brasil - TV Brasil

Agência Brasil

SP teria 46 mil casos de diarreia a menos com universalização do saneamento

Foto: Creative Commons
Para que todos tenham acesso aos serviços de água e esgoto
no estado de São Paulo até 2020, seria necessário investir
R$ 35 bilhões ao longo desse período
Para universalizar os serviços de água e esgoto no estado de São Paulo até 2020, seria necessário investir R$ 35 bilhões ao longo desse período, aponta pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Trata Brasil.
 
O levantamento, que analisa os benefícios da universalização do saneamento, aponta que esse investimento reduziria em mais de 46 mil os casos de diarreia ao ano para as famílias de baixa renda.
 
O tratamento da água representaria um custo de R$ 14,8 bilhões, ou 42% do total. O esgotamento sanitário, por sua vez, custaria R$ 20,3 bilhões. Por ano, seria necessário um investimento de R$ 3,89 bilhões. Quando se considera a economia resultante da diminuição dos casos de diarreia, calcula-se uma redução de R$ 8,7 milhões por ano em gastos com consulta e medicamentos.
 
A universalização do saneamento levaria ainda à criação de 93 mil postos de trabalho por ano. Até 2020, seriam criados 836 mil novos empregos. A pesquisa mostra ainda que os impactos na valorização imobiliária, com um total de benefícios anuais de R$ 756,4 milhões.
 
Agência Brasil

Médica cubana pede indenização de R$ 149 mil do Brasil

Wilson Dias - Agência Brasil
Profissional estrangeira quer indenização referente a direitos
 trabalhistas
A médica cubana Ramona Matos Rodriguez entrou ontem (14) com reclamação trabalhista na Justiça do Pará contra o Programa Mais Médicos do governo federal. Ramona pede indenização de R$ 149 mil em direitos trabalhistas e danos morais. Ela trabalhava em Pacajá (PA) e decidiu abandonar o programa dizendo ter sido enganada pelo governo de Cuba.
 
Na reclamação, a médica cobra direitos comuns aos trabalhadores brasileiros, como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, férias, 13º salário, assinatura da Carteira de Trabalho e pagamento das diferenças salariais em relação aos profissionais brasileiros que atuam no Mais Médicos, que recebem bolsa de R$ 10 mil. A defesa pediu também a anulação do contrato de trabalho da médica cubana e a suspensão dos repasses da União ao governo de Cuba relacionados a ela.
 
“O salário efetivamente recebido, cerca de US$ 400,00 (quatrocentos dólares americanos), que equivalem ao valor aproximado de R$ 968,00 (novecentos e sessenta e oito reais) é insuficiente para as necessidades da reclamante e muito abaixo da média salarial percebida pelos profissionais da medicina residentes no Brasil, bem como dos intercambistas oriundos de outros países”, afirmou a defesa.
 
Os médicos cubanos trabalham no Brasil em regime diferente dos que se inscreveram individualmente no Mais Médicos. O Ministério da Saúde firmou acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para que a entidade buscasse parcerias para a vinda de médicos ao país. No acordo, os repasses financeiros são feitos do Ministério da Saúde para a Opas e da Opas para o governo cubano, que paga os médicos.
 
Agência Brasil

Médico cubano é afastado de posto de saúde no Rio Grande do Sul

O Ministério da Saúde informou ontem (14) que a coordenação do Programa Mais Médicos no Rio Grande do Sul instaurou processo para apurar a situação do médico cubano Luis Enrique Rodriguez, após receber ofício da Secretaria de Saúde de Bento Gonçalves informando que o profissional estava tendo problemas em se comunicar com os pacientes.
 
A dificuldade em falar o português provocou o afastamento do médico cubano da unidade básica de saúde de Bento Gonçalves, de acordo com o coordenador médico da secretaria de saúde do município, Marco Antônio Ebert. O profissional está afastado do trabalho há 15 dias enquanto aguarda decisão da supervisão do Mais Médicos.
 
“Observamos uma necessidade de maior aprimoramento da língua para haver uma boa relação médico-paciente e para que todos os procedimentos e condutas pudessem ser registrados em prontuário”, explicou Ebert.
 
O médico cubano trabalhou por cerca de dois meses no município e os agentes de saúde verificaram que os pacientes da região onde o médico atuava estavam procurando atendimento em outras unidades de saúde, explicou o coordenador. “Nesses dias, ele tentou se familiarizar com a língua portuguesa e um dos problemas é que a altura da voz estava elevada. Ele também estava se familiarizando com protocolos clínicos que são um pouco diferentes dos cubanos”, relatou.
 
O município de Bento Gonçalves recebeu dois profissionais do Mais Médicos, o cubano e uma brasileira, e solicitou mais quatro. Marco Antônio Ebert diz não ver problema em receber outros médicos cubanos por meio do programa.
 
Agência Brasil

Brasileiros dormem menos hoje do que há 20 anos

Levantamento do Insituto do Sono de São Paulo revela que brasileiros dormem menos hoje do que há 20 anos.
 
Quando a pessoa fica sem dormir, o sistema imunológico pode ser comprometido, além de ocorrer a liberação de homônios que provocam o estresse e a ansiedade.

Confira:

TV Brasil

Tipos e sinais de câncer pediátrico

Foto: Reprodução
Como os sinais do câncer se confundem com o de outras doenças, estar atento a qualquer alteração física e de comportamento da criança ou adolescente é importante
 
Os sinais e sintomas do câncer pediátrico podem ser confundidos com sintomas de outras doenças comuns na infância, o que torna mais difícil o diagnóstico precoce. No Dia Mundial de Combate ao Câncer Infantil, celebrado neste sábado (15), é importante que os pais se atentem a conhecer quais são sintomas os tipos de câncer mais comuns na infância, para encaminhar ao médico caso algo pareça suspeito.
 
A boa notícia é que o câncer pediátrico tem taxa de cura relativamente alta, em torno de 70%, quando ele é diagnosticado numa fase precoce.
 
Leucemia Linfocítica (ou linfóide) Aguda: LLA é o câncer mais comum na infância e representa 30% do total de casos.
 
Tumores do Sistema Nervoso Central (encéfalo e medula espinhal): são os tumores malignos sólidos mais comuns em crianças. Crianças tendem a ter câncer em diferentes partes do cérebro, geralmente nos hemisférios cerebrais. Tumores da medula espinhal são menos comuns que os de encéfalo tanto em adultos como nas crianças. A incidência desse tipo de câncer é de 20%.
 
Linfomas não-Hodgkin: também têm origem no sistema linfático e são mais comuns que os linfomas de Hodgkin nas crianças, sendo o terceiro câncer mais comum entre crianças.
 
Linfoma de Hodgkin: É um câncer do sistema linfático (que inclui gânglios, timo e outros órgãos do sistema de defesa do organismo). O linfoma de Hodgkin pode atingir crianças e adultos, mas é mais comum em dois grupos, jovens adultos (dos 15 aos 40 anos, geralmente dos 25 aos 30 anos) e pessoas acima dos 55 anos. É raro antes dos 5 anos de idade, mas entre 10% e 15% dos casos ocorrem em adolescentes e crianças com menos de 16 anos.
 
Neuroblastoma: é o tumor sólido extracraniano (isto é, fora do cérebro) mais comum nas crianças, geralmente diagnosticado durante os dois primeiros anos de vida. Ele pode aparecer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum nas supra-renais.
 
Rabdomiossarcoma: é o câncer de partes moles mais comum em crianças. O tumor tem origem nas mesmas células embrionárias que dão origem à musculatura estriada esquelética ou voluntária, ou seja, músculos que se prendem aos ossos ou a outros músculos.
 
Tumor de Wilms: pode afetar um rim ou mais raramente em ambos e é mais comum entre crianças na faixa dos 2 a 3 anos de idade. Representa de 5% a 10% dos tumores infantis.
 
Retinoblastoma: é um câncer que tem origem nas células que formam parte da retina, cujo sinal mais evidente é o brilho ocular chamado de "reflexo do olho de gato". Existem duas formas da doença, a hereditária e a esporádica. Costuma aparecer em crianças entre 0 e 3 anos de idade.
 
Sinais e sintomas do câncer pediátrico
 
Fique atento se a criança apresentar alguns desses sintomas:
 
- surgimento de nódulos ou caroços;
 
- palidez e falta de energia sem motivo;
 
- hematomas sem motivo;
 
- sangramentos frequentes (sejam eles pelo nariz, ânus ou vias urinárias);
 
- reclamar de dor localizada e persistente;
 
- mancar sem nenhum motivo aparente;
 
- ter febres sem explicação para isso;
 
- se existir algum aumento de volume abdominal;
 
- tiver uma dor abdominal prolongada;
 
- se a criança reclamar de dores de cabeça frequentes, muitas delas acompanhadas por vômitos;
 
- se há alterações e nos olhos ou na visão, bem como a pupila aparecer branca nas fotos, ao invés de se mostrar vermelha
 
- se a criança perder peso rapidamente sem motivo;
 
- puberdade precoce.
 
iG

Hospitais apostam na beleza para complementar tratamento contra o câncer

Foto: Edu Cesar
Kátia participa da sua primeira oficina de viagismo no ICESP
Oficinas de visagismo, manicure e beleza para pacientes e acompanhantes ajudam a elevar a autoestima e colaboram para que tratamentos de doenças graves sejam bem-sucedidos
 
“Eu sempre gastei muito dinheiro com meu cabelo, ele era enorme”. As palavras saudosistas saem da boca de Kátia Montefusco, 36 anos, enquanto ela mostra uma série de selfies em seu telefone celular. Maquiada com sombra, batom e uma cabeleira realmente longa, a moça que nos olha da tela do aparelho transmite vaidade e, além disso, orgulho.
 
Kátia é uma paciente no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e está no último ciclo da quimioterapia contra câncer de mama. Pela primeira vez, a lojista participa da oficina de visagismo promovida por profissionais voluntários no hospital e está ansiosa para retirar a henna que lhe dará novas sobrancelhas – devido ao tratamento, Kátia perdeu os cabelos, as sobrancelhas e os cílios.
 
Mudanças
Em outubro passado, Kátia recebeu a confirmação de que seu tratamento começaria e o sentimento foi conflitante. “Eu fiquei feliz, porque isso queria dizer que eu ia me tratar, mas ao mesmo tempo me toquei que ia ficar careca”, conta. Quando o cabelo começou a ficar realmente ralo, Kátia pegou o aparelho de barbear do marido, Daniel, e raspou a própria cabeça. “Foi uma cena digna de novela, com muita emoção”, ela lembra.
 
Desde então, Kátia está sempre com um lenço na cabeça, especialmente em casa, pois não quer que o marido e o filho de 15 anos a vejam fragilizada. “Eu preciso me manter forte pelo meu filho, e não quero que meu marido me veja assim”, explica. Kátia até ganhou uma peruca das voluntárias do ICESP, mas o acessório foi roubado quando seu carro foi arrombado. “Eu tinha usado [a peruca] em um casamento”, Kátia mostra outra foto de si, com curtos cabelos postiços: “o corte era superdiferente”.
 
A doença de Kátia, assim como outras que exigem tratamento intenso, abalam os pacientes tanto física quanto psicologicamente. “O câncer de mama, para a mulher, é muito agressivo”, diz Christina Tarabaya, psico-oncologista do hospital A. C. Camargo. “Em 24 horas seu corpo pode mudar drasticamente, seja por causa dos cabelos que caem ou de uma mama que é removida”, explica.
 
Essa mudança drástica exige um período de adaptação à nova imagem e à nova condição. “Algumas mulheres que nunca foram vaidosas começam a usar maquiagem e acessórios nessa fase, porque percebem que sua imagem causa uma forte impressão para si e para os outros. Às vezes, é questão de mudar o foco, de se adequar. Quem só cuidava do cabelo pode começar a caprichar na maquiagem”, conta Christina.
 
A manutenção da vaidade e, principalmente, da autoestima, é fundamental para o tratamento ser o mais bem-sucedido possível, pois os fatores emocionais influenciam muito no tratamento. “O tratamento das doenças agressivas é mais eficaz quando a paciente tem fé e vê um motivo para lutar”, conta Fanny Grinfeld, coordenadora do Programa Contínuo de Apoio a Pacientes, Familiares e Amigos (PROCAP) do Hospital Israelita Albert Einstein. Ainda segundo Fanny, quando a paciente se cuida e se sente cuidada, a autoestima fica elevada e o sistema imunológico responde a essa positividade.
 
Embora muito se fale nos benefícios da autoestima elevada no tratamento oncológico, a literatura médica atesta sua eficácia em tratamentos de diversas doenças. De acordo com o artigo “Avaliação do apoio social e da autoestima por indivíduos coronariopatas, segundo o sexo”, publicado na Revista da Escola de Enfermagem da USP, em 2009, e de autoria de Camila Silvério, Rosana Dantas e Ariana Carvalho, “a elevada autoestima tem sido associada a baixos níveis de depressão e tensão, favorável recuperação social e física e elevada qualidade de vida após eventos cardíacos”.
 
Entre amigas
No A.C. Camargo, o grupo Amor à Vida reúne as pacientes para palestras e atividades e, nesses momentos, acontecem trocas de dicas de beleza entre as mulheres. “Essa sensação de pertencer a um grupo, de ter apoio de um semelhante, dá muita força à mulher para enfrentar a doença”, conta Christina.
 
Além do apoio à paciente, é importante dar atenção também às inseguranças dos familiares e acompanhantes. Maria Valéria Figueiredo e Ana Paula Freitas estavam na mesma oficina que Kátia, no ICESP, e aguardavam sua filha e marido, respectivamente, terminarem de tomar a medicação.
 
“Eu costumo conversar muito com vizinhos e amigos que passaram por algo assim”, conta Valéria, cuja filha Amanda teve um melanoma maligno. “A gente até conversa na sala de espera”, diz Ana Paula, “mas tem momentos que pedem silêncio”. As duas mulheres fizeram as sobrancelhas e as unhas nos serviços voluntários do ICESP, para passar o tempo e, principalmente, se distrair.
 
Segundo Marcelo Cândido, supervisor de hospitalidade do ICESP, a ideia do programa é acolher tanto o paciente quanto a família, para que todos se sintam confiantes no corpo médico e no tratamento oferecido. “No núcleo de beleza, a ideia é tirar o foco da doença, e quando a sala está cheia fica realmente um clima de salão de beleza”. Cândido e a equipe passam pelos leitos convidando os acompanhantes para participar das atividades e, no caso dos pacientes acamados, levam o serviço para o quarto.

Delas

Os cuidados essenciais com o bebê prematuro

Especialistas afirmam que priorizar o aleitamento materno e manter o
calendário de vacinação em dia são atitudes importantes para ajudar no
desenvolvimento do bebê prematuro
Com o organismo mais frágil, a criança que nasce antes de completar 37 semanas de gestação necessita de mais atenção dos pais na rotina diária
 
É considerada prematura toda criança que chega ao mundo com menos de nove meses de gestação – ou antes de completar 37 semanas. Quanto menor o período dentro da barriga da mãe e quanto menos peso tiver, maiores são os riscos para a saúde do bebê. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 9 em cada 100 bebês brasileiros nascem antes da hora.
 
“Quanto mais prematura for a criança, maior deve ser o cuidado com ela. Os pais devem manter um controle rigoroso junto ao pediatra toda semana ou a cada 15 dias no primeiro mês fora do hospital, para ter certeza de que o filho está ganhando peso e se desenvolvendo bem”, diz a pediatra Edinéia Lima, neonatologista do Hospital Pro Matre Paulista.
 
Entre os cuidados essenciais, a médica indica evitar o excesso de visitas e aglomerações, pelo menos nos três primeiros meses após a alta. Se for um prematuro extremo, ou seja, que nasceu antes de completar 34 semanas, o período de atenção deve ser ainda maior: se possível, até o sexto mês de vida, quando boa parte das vacinas já foi ministrada.
 
Aliás, seguir rigorasamente o calendário de vacinação é outro ponto importante, bem como o acompanhamento de toda a equipe médica necessária: pediatra, fisioterapeuta, neurologista, oftalmologista, cardiologista. “Esse atendimento multiprofissional é essencial para detectar qualquer problema no desenvolvimento do bebê”, esclarece Edinéia.
 
Apesar do acompanhamento mais efetivo do crescimento da criança, a enfermeira neonatal Carmen Gracinda Silvan Scochi, professora da Universidade de São Paulo e coautora da cartilha “Cuidados com o bebê prematuro: orientações para a família”, do Ministério da Saúde, diz que é preciso ficar atento ao excesso de zelo. “Tem de se tomar cuidado para não superproteger o bebê, para não prejudicar o estímulo ao desenvolvimento e, assim, fazer com ele demore mais para se recuperar”, recomenda.
 
Veja os principais conselhos para cuidar bem do bebê:
 
1. Priorize o aleitamento materno
O leite materno é um alimento completo e tem defesas adequadas ao bebê prematuro, protegendo-o contra infecções, desnutrição, alergias e outras doenças. Isso sem falar do contato direto entre mãe e filho, fortalecendo o vínculo afetivo. O que acontece é que, muitas vezes, o prematuro mama mais lentamente ou tem mais dificuldade para sugar. Nestes casos, a enfermeira neonatal Carmen Gracinda Silvan Scochi recomenda interromper a lactação para que ele descanse um pouco, se assim for necessário, para depois recomeçar a mamada.
 
2. Promova a livre demanda
O prematuro é um pouco mais sonolento que o bebê que nasce a termo. Por conta disso, algumas vezes ele precisa ser acordado e estimulado nos horários das mamadas. Segundo o pediatra José Gabel, do departamento de Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo, a frequência do aleitamento vai depender de quantas vezes a própria criança solicita o peito, tanto de dia como à noite. É a chamada livre demanda. “Apesar disso, é importante não deixá-la mais de três horas sem mamar”, orienta Gabel. À medida que o bebê vai desenvolvendo a respiração e a sucção, a tendência é que comece a mamar mais rápido, porém, a frequência do aleitamento a cada três horas deve ser mantida.
 
3. Estimule a produção do leite
Depois de o prematuro ficar um tempo internado e, muitas vezes, sem conseguir mamar no peito, algumas mães param de produzir o leite naturalmente. Por isso, é essencial fazer o esvaziamento, ou seja, a “ordenha mamária”, para que a produção não seja interrompida. “Quanto mais precoce o contato da criança com o seio materno, mais relevante isso será para o desenvolvimento dela”, afirma a enfermeira Carmen. Na cartilha de coautoria da profissional, a orientação é fazer a ordenha (manualmente ou com a ajuda de um bombinha) a cada duas ou três horas e, no mínimo, seis vezes ao dia. As mãos precisam ser lavadas e os primeiros jatos de leite devem ser desprezados. O leite retirado pode ser guardado em um frasco fervido, com tampa, e colocado no congelador.
 
4. Utilize o método “Mãe-Canguru”
Sempre que possível, lance mão do método “Mãe-Canguru”, aquele no qual o bebê é colocado sem roupa sobre o peito nu da genitora, aquecendo-se por meio do corpo dela. Segundo Carmen, este é um recurso já comprovado no alívio de dores dos prematuros e também serve para acalmar os bebês. Uma dica da enfermeira é usá-lo quando for dar uma vacina mais dolorida ou submetê-los a algum procedimento mais invasivo.
 
5. Restrinja as visitas
Quando nasce um bebê, todo mundo quer ver, pegar no colo e apreciar o novo membro da família. No entanto, no caso dos prematuros, é bom evitar aglomerações e também o contato com muita gente, para prevenir gripes, resfriados e outras infecções, já que o bebê é mais vulnerável neste período. Desta maneira, a recomendação é limitar as visitas somente às pessoas mais próximas e importantes para o apoio aos pais.
 
6. Deixe a casa limpa e ventilada
Cuide para que a casa esteja sempre limpa e bem arejada, com portas e janelas abertas sempre que possível - claro que tomando as precauções para evitar correntes de ar. Outras recomendações de higiene importantes são: não fumar dentro de ambientes internos e lavar bem as mãos antes de pegar o bebê ou depois das trocas de fraldas. Tudo isso ajuda, e muito, na prevenção de contaminações e infecções neste período de maior vulnerabilidade.
 
7. Verifique a fralda com mais frequência
Nenhuma mãe quer ver o filho incomodado com uma fralda molhada ou suja. No entanto, com o prematuro este cuidado deve ser ainda maior, já que a pele do bebê geralmente é muito fina e sensível, sendo mais fácil adquirir assaduras. Por isso, troque a fralda com mais frequência, a fim de prevenir complicações locais, como infecções. “O uso de pomada para assaduras é liberado. No banho, prefira sempre produtos neutros, para não irritar a pele delicada dos bebês”, indica o pediatra José Gabel.
 
8. Mantenha as vacinas em dia
Pode parecer bobagem, mas atrasar um dia o calendário de vacinação de um prematuro pode ser muito prejudicial. Sendo assim, dê um jeitinho de se lembrar das datas corretas das doses e reforços. Vale colocar um lembrete no celular ou um aviso na geladeira, mas a preocupação com o cumprimento das aplicações deve ser constante. “Também é importante que os pais do prematuro façam anualmente a vacina da gripe, para não transmitir o vírus à criança”, afirma a pediatra neonatal Edinéia Lima.
 
9. Observe se o bebê está aquecido
Por ainda ter dificuldade em manter a temperatura corporal mais estabilizada, o prematuro pode sentir mais frio que uma criança nascida a termo. Desta forma, é importante prestar atenção aos sinais que ele transmite. “Quando perceber soluços ou extremidades mais frias, especialmente boca, nariz e dedos, é preciso agasalhar mais a criança”, ensina José Gabel.
 
10. Só coloque na escolinha após um ano de vida
É verdade que muitos pais precisam retornar ao trabalho, mesmo com um bebê prematuro em casa. No entanto, a recomendação é que ele não vá para creche antes de um ano de idade ou até a liberação do pediatra. “Há muito risco de infecções no contato com outras crianças”, afirma a médica Edinéia Lima. Se os pais não tiverem como ficar com o filho, é preciso pensar em um esquema com uma avó, uma babá ou outra pessoa de confiança, para que ele receba os cuidados adequados.
 
Delas