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terça-feira, 11 de março de 2014

LSD volta a ser experimentado clinicamente após mais de 40 anos

LSD volta a ser experimentado clinicamente após mais de 40 anos Ben Mills/The New York Times
Foto: Ben Mills / The New York Times
Segundo cientistas, terapia com alucinógeno reduziu ansiedade de pacientes com câncer terminal

Ele ficou sabendo sobre o teste clínico com a droga por meio de um amigo na Suíça e decidiu que valia a pena se oferecer como voluntário, mesmo que isso significasse longas e dolorosas jornadas ferroviárias de sua Áustria natal, além da possibilidade real de um desastre mental.

Ele não tinha muito tempo, afinal, e a Medicina tradicional nada fizera pra aliviar os sintomas da degeneração da coluna vertebral.

– Eu nunca havia tomado a droga antes, então o que eu sentia – bem, acho que a palavra correta para isso, é pavor – disse durante entrevista telefônica Peter (50), um assistente social austríaco. Ele pediu que o sobrenome fosse omitido para proteger sua identidade.

– Havia o medo de que tudo pudesse dar errado, que poderia ser uma viagem ruim.

Nesta terça-feira, o "Journal of Nervous and Mental Disease" vai publicar resultados online do primeiro teste clínico controlado com LSD em mais de 40 anos. Realizado no consultório de um psiquiatra suíço nos arredores de Berna, o estudo testou os efeitos da droga como um complemento para 12 pacientes de terapia em estado terminal, incluindo Peter.

A maioria dos pacientes tinha câncer terminal, e vários morreram dentro de um ano após o estudo, mas não antes de ter uma aventura mental que parece ter reduzido a tristeza existencial de seus últimos dias.

– A ansiedade deles foi reduzida e assim se manteve – disse o Dr. Peter Gasser, que realizou a terapia e fez um acompanhamento com os pacientes um ano após a conclusão do experimento.

A nova publicação marca a mais recente de uma série de pequenos passos de uma coalizão informal de pesquisadores e arrecadadores de recursos que trabalham para levar as alucinações de volta ao seio da psiquiatria convencional.

Antes de a pesquisa ser proibida nos Estados Unidos em 1966, os médicos testaram a eficácia do LSD em uma série de sintomas, incluindo a ansiedade do fim da vida. Porém, nos últimos anos, psiquiatras norte-americanos e do exterior – trabalhando em conjunto com órgãos reguladores públicos e conselhos éticos – testaram a terapia com auxílio do ecstasy para transtorno de estresse pós-traumático; e outros estudos clínicos com alucinógenos estão a caminho.

– A iniciativa é política e científica – disse Rick Doblin, diretor executivo da Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos, fundação que financiou muitos dos estudos. – Queremos tirar essas substâncias do crivo da contracultura e trazê-las de volta ao laboratório como parte de um renascimento psicodélico.

Antes de tomar LSD, os 12 pacientes do estudo suíço se encontraram com Gasser em seu consultório para duas ou mais sessões visando se conhecerem. O estudo clínico exigia dois cursos de terapia auxiliada por drogas, separados entre si por algumas semanas. Os efeitos da droga durariam até dez horas, depois das quais o paciente dormiria num sofá no consultório, atendido o tempo todo pelo terapeuta ou um assistente.

– Contei a eles que cada sessão seria aqui, em um ambiente seguro, e eu faço parte dele – disse Gasser. – Eu lhes disse que não podia garantir que não teriam aflições intensas, mas expliquei que elas passariam caso acontecessem.

E aconteceu assim mesmo – elas passaram de verdade, embora nem sempre com facilidade. Muitos choraram, a maioria se contorceu; um homem de 67 anos relatou ter encontrado o pai ausente, morto há muito tempo, em algum lugar do cosmos, dando sua aprovação.

Todos falaram durante períodos com Gasser, que atuou como âncora na tempestade e colega explorador, acompanhando as fontes dessas emoções. No jargão da profissão, a terapia foi focada no paciente, aberta e "integradora", no sentido de se concentrar em hábitos atuais de pensamento e em antigas cenas da infância.

– Eu tive o que se poderia chamar de experiência mística, creio eu, que durou algum tempo, e a maior parte foi composta de aflição pura com todas aquelas lembranças das quais eu havia me esquecido com sucesso durante décadas. Esses sentimentos dolorosos, remorsos, o medo da morte.

Eu me lembro de sentir muito frio durante um longo tempo. Eu estava tremendo, embora suasse. Era um frio mental, creio eu, uma lembrança da negligência.

Ele também fez algo com essas sensações, algo que quase nunca praticara antes.

O paciente falou sobre elas. – Foi uma surpresa. Eu não sabia que estava falando até o Dr. Gasser me fazer notar.

Depois de quase dois meses de terapia semanal, os oito participantes que receberam doses integrais de LSD melhoram em aproximadamente 20 por cento segundo a escala da medida padrão de ansiedade, e os quatro que ingeriram uma dose menor pioraram.

Terminado o estudo, esses pacientes tiveram permissão para "mudar de lado" e experimentar a dose completa. Os achados duraram um ano em quem sobreviveu.

O estudo clínico foi pequeno demais para ser conclusivo, garantiu Gasser, cujos coautores foram Doblin, Dominique Holstein, do Hospital Universitário de Zurique, e Rudolf Brenneisen, da Universidade de Berna. Entretanto, os pesquisadores encaram os resultados como um começo.

A droga não causou efeitos colaterais sérios, somente períodos de aflição temporária, considerados valiosos terapeuticamente. De modo geral, os participantes consideraram a terapia compensadora.

– É a prova do conceito. Ela prova que esse tipo de estudo clínico pode ser realizado com segurança, e que vale muito a pena ser feito – disse Doblin. 

Peter, o assistente social, concordou. 

– Admito que estou mais emotivo desde que o estudo terminou, e nem sempre alegre, mas acho que é melhor sentir coisas fortes – é melhor do que estar apenas vivo.

The New York Times / Zero Hora

Segurança e qualidade no atendimento ao paciente crítico é tema de simpósio em SP

Foto: Reprodução da internet
Os hospitais Bandeirantes e Leforte realizam simultaneamente o I Simpósio e I Fórum de Enfermagem, no dia 15 de março

O evento é destinado a enfermeiros, técnicos, auxiliares e estudantes de enfermagem. Um time de profissionais composto por médicos, enfermeiros, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, farmacêuticos e fisioterapeutas debaterão sobre a segurança e qualidade na assistência ao paciente crítico adulto e pediátrico. O tema de abertura será o atendimento ao paciente politraumatizado, ministrado pelo diretor médico do Hospital Leforte e Tenente Médico da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Dr. Samir Lisak e pela coordenadora de enfermagem das unidades de internação do Hospital Leforte, Teresa Cristina Bento.

Na sequência, a enfermeira e coordenadora da Unidade de Internação das áreas de oncologia , hematologia e transplante de medula óssea do Hospital Israelita Albert Einstein, Cristina Vogel, falará sobre os cuidados diferenciados ao paciente oncológico na emergência. A enfermeira do Hospital Leforte, Fabiana Costa, apresentará aos colegas o tema “Segurança e Transferência de Cuidados” e a enfermeira e secretária nacional da SOBEN, Aline Gullo, falará sobre “Cuidados ao paciente dialítico”. O tema “Multidisciplinaridade com foco na qualidade ao paciente crítico” será discutido entre profissionais de diferentes áreas, em uma mesa redonda. A “Humanização da assistência ao paciente crítico” será apresentado pela enfermeira, advogada e gerente corporativa assistencial dos Hospitais Bandeirantes e Leforte, Tânia Barison. A última palestra será ministrada pelo enfermeiro e conselheiro do COREN, Evandro Rafael Pinto Lira, que falará sobre “Os aspectos legais na segurança ao paciente crítico”. 

O evento acontecerá no auditório do Hospital Bandeirantes, localizado no bairro da Liberdade. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo site www.hospitalbandeirantes.com.br ou telefones (11) 3345-2219/ 2265. 

Investimento: 
R$120: enfermeiros 

R$100: estudantes **Inscrições até o dia 13/03/2014 

Divulgação: Rojas Comunicação 

(11) 3675-4940 / 3873-6261

A tuberculose é cada vez mais resistente na Índia

Foto: Biioveta Das / IPS
Um paciente de MDR-TB em uma clínica da organização
 Médicos Sem Fronteiras em Manipur, nordeste da Índia
Nova Délhi, Índia - Joba Hemron, uma mulher de 50 anos, rezou muito tempo para que sua tosse passasse. Em 2011, teve diagnosticada tuberculose e iniciou um tratamento curto sob observação direta em uma clínica pública do distrito de Bongaigaon, no Estado indiano de Assam.

Porém, logo se tornou impossível tomar todas as doses de medicamentos que necessitava. "Meus filhos trabalham no campo, e eu estava muito fraca para ir buscar as pastilhas", afirmou. Então, procurou uma clínica privada, esperando que ali lhe dessem todos os remédios de uma só vez. Mas eram muito caros, e ela não pôde concluir o tratamento.

Três anos depois, e após ter sido atendida por cinco médicos diferentes, continua perdendo peso. "Tomei todos os remédios que considerava convenientes, mas só piorava", contou. Sua família vendeu uma cabra e com o dinheiro Joba pôde viajar à capital do Estado, Guwahati. Ali teve diagnosticada tuberculose polifarmacorresistente (MDR-TB). "Não sei o que significa, ninguém me explica nada. Vou me sentir bem?", perguntou enquanto seu corpo sacudia com a tosse.

Como Joba, muitos indianos ficam cada vez mais resistentes aos remédios, devido à imprecisão dos diagnósticos médicos e às interrupções dos tratamentos. Especialistas dizem que a resistência aos medicamentos é uma enfermidade iatrogênica, isto é, uma alteração do estado do paciente por uma má administração médica.

A resistência aos medicamentos contra a tuberculose pode se desenvolver tão logo se contrai a doença ou no curso do tratamento. A Índia registrou o maior aumento de MDR-TB mundial em 2012, com cerca de 64 mil casos estimados.

O Estado indiano fornece tratamento gratuito por meio do Programa Revisado Nacional de Controle da Tuberculose, que beneficia 1,5 milhões de pacientes. A tuberculose continua sendo a enfermidade com maior mortalidade no país, com duas mortes a cada três minutos. Mais de um quarto de todos os casos mundiais dessa doença ocorrem aqui.

Mas Ramanan Laxminarayan, vice-presidente da Fundação de Saúde Pública da Índia, acredita que o programa está "parado nos anos 1990". Ainda não emprega todas as ferramentas disponíveis contra a doença e não consegue envolver o setor privado, criticou. "Cada caso de MDR-TB pode ser 20 vezes mais caro de tratar do que qualquer cepa sensível e causar muito mais inconvenientes, dor e sofrimento para o paciente", ressaltou.

Apesar de tomar remédios regularmente, alguns pacientes se tornam resistentes a medicamentos de primeira linha. Em Mumbai, os médicos do Hospital Hinduja disseram ter identificado pessoas "totalmente resistentes aos medicamentos" e que não respondiam a nenhum deles. Mas o governo indiano negou essa informação. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 450 mil pessoas contraíram tuberculose resistente aos medicamentos em 2012. Cerca de metade estão na Índia, China e Rússia. Nesse ano, houve 170 mil mortes devido à enfermidade em todo o mundo.

Madhukar Pai, diretor-adjunto do McGill International TB Centre, organização de pesquisa que fica no Centro de Saúde de Montreal, no Canadá, explicou que os serviços indianos de saúde, públicos ou privados, não oferecem uma atenção de qualidade contra a tuberculose.

O especialista afirmou que são comuns os regimes de medicamentos errados, os remédios de má qualidade, a escassa vigilância do cumprimento do tratamento e o uso inadequado dos exames de sensibilidade às drogas. Tudo isto pode causar MDR-TB ou mesmo tuberculose extremamente farmacorresistente (XDR-TB).

O tratamento da MDR-TB é muito caro, e, em geral, dura até dois anos. O acesso a dois novos medicamentos para combatê-la, o bedaquiline e o delamanid, continua limitado. Na Índia só estão disponíveis por intermédio de programas de assistência.

A maioria dos pacientes procura o setor privado, mas alguns abandonam o tratamento devido ao seu alto custo. Quando chegam aos hospitais públicos, infectam muitas outras pessoas, e isso também desenvolve formas graves de resistência aos medicamentos, explicou Pai.

"No setor privado são comuns as receitas irracionais. Os médicos fazem suas próprias combinações de medicamentos", afirmou. "Isso é desastroso. E cada vez que o paciente vai de um médico a outro provam diferentes combinações de medicamentos, agravando a resistência aos remédios", ressaltou Pai.

Por outro lado, estima-se que cerca de 10% dos medicamentos na Índia são falsificados, o que complica ainda mais o tratamento. Os exames de resistência aos remédios são muito limitados no setor público. "Utiliza-se um tratamento empírico", pontuou Pai, que não é baseado em um perfil do paciente sobre sua suscetibilidade às drogas.

A solução não é "meramente tecnológica", disse, por sua vez, Mike Frick, do Treatment Action Group, centro de pesquisa com sede nos Estados Unidos. Novas máquinas de diagnósticos, com a GeneXpert, podem descobrir mais casos de resistência aos medicamentos, mas "não resolvem as falhas do sistema de saúde para dar aos pacientes o mais alto nível de atenção que merecem", acrescentou.

A Índia tampouco oferece apoio psicossocial e econômico aos seus pacientes, disse Frick. Em todo o mundo, o financiamento das pesquisas sobre a tuberculose diminuiu. Os governos cortaram seus orçamentos e os laboratórios Pfizer e AstraZeneca abandonaram suas pesquisas para o desenvolvimento de anti-infecciosos, o que dificulta o acesso a melhores medicamentos, diagnósticos e vacinas.

Isso "reduz nossas possibilidades de substituir os remédios tóxicos no atual regime contra a MDR-TB por outros novos e mais seguros, que podem ser melhor tolerados pelos pacientes", detalhou Frick à IPS.

Em 2013, houve inúmeras informações de que os medicamentos estavam se esgotando na Índia. Apesar de o governo ter desmentido, muitos pacientes tiveram que suspender seus tratamentos e outros foram rejeitados nas clínicas. Quando um tratamento não é concluído, abre-se a porta para o desenvolvimento da resistência.

"A cruel ironia é que, mesmo quando os fabricantes indianos de genéricos continuaram produzindo muitos dos remédios contra a tuberculose dos quais dependem pacientes de outros países, o governo não pôde assegurar a disponibilidade para seu próprio povo", afirmou Frick.

A tuberculose é uma enfermidade oportuna, e os que vivem com HIV, o vírus causador da aids, são mais vulneráveis. Daniel, que pediu para não ter revelado seu sobrenome, é HIV positivo. Há seis meses teve diagnosticado MDR-TB. "Os medicamentos são muito fortes, me tiram todas as forças", afirmou. Ele foi obrigado a ir a um hospital público devido ao custo exorbitante dos remédios. "Mas ali há longas esperas, e todos acabam sabendo de seu caso. Isso só contribui para o estigma", afirmou.

Portal Zap

Mulheres podem fazer exames gratuitos para coração no centro do RJ

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Campanha alerta para cuidados com o coração
Evento acontece nesta terça-feira (11) na região do Largo do Machado

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, comemorado neste sábado (8), o Socerj (Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro) e o INC (Instituto Nacional de Cardiologia) promovem nesta terça-feira (11), uma campanha de prevenção da saúde cardiovascular da mulher, com a realização de exames gratuitos no Largo do Machado, zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Serão distribuídas 250 senhas para o atendimento, que ocorrerá entre 8h e 10h.

O objetivo é orientar a população feminina sobre prevenção e controle de doenças cardiovasculares que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), correspondem a 8,5 milhões das causas de óbitos entre mulheres. De acordo com a presidente da Socerj, Olga de Souza, a campanha é um alerta para que as mulheres aprendam a cuidar do coração.

 — Pretendemos divulgar os fatores de risco relacionados às doenças cardíacas, orientando a sua prevenção e quando necessário o tratamento. 

Durante o evento serão realizados exames de doppler de carótida, glicemia, colesterol, triglicérides, aferição de pressão arterial, além de orientação nutricional, social e jurídica. 

Serviço 
Horário: 8h às 13h 
Local: Largo do Machado, zona sul do Rio de Janeiro

R7

Extrato de espinafre reduz a sensação de fome

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Espinafre tem efeito promissor para reduzir a sensação de fome
Folhas verdes têm a capacidade de reduzir a velocidade da digestão das gorduras

Um extrato 100% natural de espinafre apresentou efeitos promissores para reduzir a sensação de fome, ajudando a prevenir o excesso de peso, informou nesta segunda-feira (10) a Universidade de Lund, na Suécia.

A pesquisadora Charlotte Erlanson-Albertsson procurava uma maneira de reduzir a velocidade do processo de digestão para atenuar a sensação de fome quando perguntou a seu marido — um especialista em fotossíntese — se havia uma molécula natural que pudesse provocar a sensação de saciedade, revelou a universidade.

O especialista se voltou então para os tilacoides, membranas das folhas verdes, "que teriam a capacidade de reduzir a velocidade da digestão dos lipídios" e manter a difusão dos hormônios que provocam a sensação de saciedade.

A pesquisadora escolheu então o espinafre como fonte destes tilacoides. "Comer espinafres não é suficiente (para reduzir a sensação de fome). É preciso moê-lo, filtrá-lo e centrifuga-lo para liberar os tilacoides das células da planta, porque nosso corpo não pode separá-los dos espinafres frescos de maneira direta", destacou a universidade de Lund.

Quinze pessoas que tomaram um extrato de espinafre em pó diluído em água a cada manhã resistiram melhor à tentação de comer pela manhã e até à tarde. 

Estas pessoas "tiveram mais facilidade de comer apenas três vezes por dia em comparação ao grupo de controle, que tomou uma solução sem a substância ativa", destacou a universidade. 

Os exames de sangue também revelaram mais hormônios que dão sensação de saciedade no sangue do grupo que tomou o extrato de espinafre. 

O agente exato ainda deve ser identificado, pois os tilacoides do espinafre contêm "centenas" de substâncias que podem ter este efeito de afastar a sensação de fome, destacou Erlanson-Albertsson.

AFP / R7

Todas as vacinas recomendadas estão no calendário, diz Chioro

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que, com a campanha de vacinação contra HPV, que tem início hoje, o Brasil incorpora todas as vacinas recomendadas do ponto de vista da saúde pública. 

"Neste momento, não só com a vacina contra HPV, passamos a ter 14 vacinas no nosso calendário. Todas as vacinas recomendadas do ponto de vista da saúde pública passam a ser incorporadas na proteção das crianças, adultos e idosos do nosso País. Isso é uma grande conquista", disse Chioro, durante cerimônia de lançamento da campanha nacional de vacinação.

"Estamos falando de um problema muito sério, que passa a ter mais um cuidado de prevenção", afirmou. Chioro destacou que o investimento feito pelo Ministério da Saúde é de R$ 465 milhões para garantir a vacinação. "70% dos casos de HPV vão ser prevenidos", disse Chioro. "Ninguém vai ser vacinado contra a vontade dos pais", destacou o ministro. Ele explicou a uma plateia formada por meninas pré-adolescentes como será a aplicação das três doses da vacina e ressaltou que ela já é hoje aplicada em mais de 51 países ao redor do mundo.

Antes do início da cerimônia, Chioro vacinou algumas crianças no CEU Butantã (zona oeste). O mesmo fez o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), que tem formação em medicina. A presidente Dilma Rousseff acompanhou a vacinação ao lado das crianças.

"Vacina começa custando a dose unitária em torno de R$ 31, no quinto ano, a vacina vai estar custando em torno de US$ 9,00, com transferência de tecnologia", disse Chioro, ressaltando que há uma parceria entre Instituto Butantã, governo federal e governo estadual. "Com essa junção de forças, a economia que nós fizemos é de R$ 316 milhões", completou o ministro.

Beatriz Bulla

Estadão

Cientistas vinculam câncer de ovário com o sobrepeso

Londres, 11 mar (EFE).- As mulheres com sobrepeso ou obesidade têm mais possibilidades de desenvolver câncer de ovário que as que mantêm um peso saudável, segundo um estudo do Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer (WCRF, na sigla em inglês)

Até agora os cientistas tinham relacionado a obesidade ou o excesso de peso a cânceres como o de útero, mama ou cólon, mas os especialistas dessa organização britânica associaram também o de ovário após avaliar 128 estudos realizados sobre esta doença. 

Segundo acrescentaram, até agora se conheciam fatores de risco como a idade e o histórico familiar da dolência. Os especialistas do chamado Projeto Contínuo de Atualização, área de pesquisa do WCRF, avaliaram os 128 estudos junto com outras 25 análises sobre o câncer de ovário e o índice de massa corporal (IMC), que mede o conteúdo de gordura corporal em relação à estatura e ao peso de uma pessoa. 

As mulheres que têm um IMC abaixo de 18,5 são consideradas magras, enquanto entre 18,5 e 24,9 são índices normais, mas quando é superior a 25 é sobrepeso. A obesidade está calculada quando o índice de massa corporal é de 30 ou superior, segundo os pesquisadores. "Há provas de uma associação entre a gordura (fixada pelo IMC) e o câncer de ovário. 

Uma maior gordura é uma causa provável de câncer de ovário nas mulheres", afirmou a chefe do departamento de pesquisa do WCRF, Rachel Thompson. "Agora podemos dizer com certeza que estar com sobrepeso ou obeso aumenta o risco de desenvolver câncer de ovário, assim como é com outros cânceres, como mama, útero ou cólon", acrescentou. 

Segundo Thompson, conhecer este vínculo pode ajudar que as mulheres possam fazer mudanças em seu estilo de vida. A estimativa é que a cada ano são diagnosticados 7.100 novos casos de câncer de ovário no Reino Unido e 4.300 mulheres ao ano morrem por esta dolência. 

EFE/R7

Coração feminino merece cuidado especial

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Cigarro aumenta risco de infarto em mulheres
Mulheres têm 40% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares do que os homens

Bom dia! Você sabia que as mulheres apresentam de 30% a 40% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares do que os homens com o mesmo nível de pressão arterial? Então, antes de acender um cigarro, encher seu prato de frituras ou ficar estressada com o chefe, dê mais atenção a estes fatores. 

Segundo o cardiologista Otavio Gebara, diretor clínico do Hospital Santa Paula, “nos últimos tempos, as mulheres passaram a se expor a fatores de risco que até então eram mais comuns ao sexo masculino, como estresse e tabagismo”. 

— Além disso, o tamanho de suas artérias é menor que o dos homens, o que pode favorecer o estreitamento e a obstrução dos vasos. 

Para minimizar os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, Gebara lista seis dicas para serem colocadas em prática desde agora.Veja:

— Se você fuma, apague o cigarro de uma vez por todas. Não adie mais essa decisão 

 — Exercite-se pelo menos meia hora por dia. Se não der, faça isso pelo menos três vezes por semana. Faz uma grande diferença para o coração 

 — Cuide de sua alimentação, maneirando nas porções muito calóricas, com excesso de açúcar e gorduras 

— Seja disciplinada e não deixe que nada a impeça de reservar um tempo para o seu lazer, dedicando-se todos os dias a alguma atividade relaxante 

— Assim que a menstruação começar a falhar ou sentir outros sinais de aproximação da menopausa converse com seu médico sobre a terapia de reposição hormonal. Quanto mais cedo, melhor 

— As doenças cardiovasculares estão ligadas a fatores hereditários. Quanto antes a mulher começar a medir e controlar a pressão e o colesterol, maiores são as chances de se prevenir de problemas futuros. O controle anual é a melhor medida.

R7

Escolha do colchão adequado previne dores na coluna

Conforto e densidade do produto são essenciais na hora da compra
 
Uma boa noite de sono é o desejo de qualquer pessoa após um longo e exaustivo dia de trabalho. Porém, se você costuma acordar no dia seguinte indisposto e com dores leves ou intensas nas costas, o culpado pode ser o colchão que você utiliza.
 
Embora muitos não se preocupem com as condições desse item, é preciso cautela com o prazo de validade, verificar se o mesmo atende às necessidades do biotipo de cada pessoa e, obviamente, observar se o colchão é confortável de modo que permita o alinhamento da coluna para evitar problemas mais sérios, como hérnias de disco e até artrose.
 
— O colchão não pode ser muito macio, com densidade inferior ao peso da pessoa, pois não oferece a sustentação adequada para a coluna. O ideal é que ele seja firme, nem rígido demais, nem mole demais— explica o fisioterapeuta Helder Montenegro.
 
De acordo com o especialista, é fundamental que o item modele adequadamente a região das costas. Desta forma, ele sustentará de maneira equilibrada o peso corporal, evitando o aparecimento de incômodos na região no decorrer do dia.
 
— Quando o colchão é demasiadamente mole, pode provocar curvaturas exageradas, distorções na superfície ou até mesmo favorecer para um desalinhamento da coluna vertebral— alerta Montenegro.
 
A densidade do produto deve ser compatível ao peso e altura do indivíduo. Os colchões de mola, por exemplo, permitem um alto conforto, resistência e durabilidade para pessoas até 150 kg. Já no caso dos colchões de espuma, como possuem diferentes densidades, cada uma delas é indicada para uma determinada faixa de peso.
 
Em relação à escolha do travesseiro, a sua altura deve ser mediana para que o pescoço não fique em uma curvatura desalinhada e prejudique a coluna vertebral. Além disso, o ideal é que ele seja trocado em um intervalo de no máximo dois anos por causa dos fungos e ácaros que são prejudiciais à saúde.
 
Confira outras dicas do médico para prevenir dores nas costas ao dormir:
 
- Evite dormir de bruços, pois provoca fadiga nos músculos por causa do desalinhamento da cervical. O ideal é dormir na posição lateral e colocar um travesseiro entre as pernas
 
- Evite colocar o braço por baixo do travesseiro, pois pode causar bursite, escoliose e má circulação
 
- Não durma sem travesseiro porque as vértebras do pescoço se comprimem e, com isso, a coluna lombar faz um arco por causa do quadril
 
- Para sair da cama, vire-se de lado e apoie uma das mãos no colchão ao se levantar
 
- Troque o colchão de espuma a cada 5 anos. Mas se houver ondulações ou afundamentos no mesmo, a troca deve ser feita imediatamente
 
- Durante o dia, sempre flexione os joelhos ao pegar objetos que caíram no chão
 
- Mantenha o controle do peso corporal para não sobrecarregar a coluna
 
- Não permaneça muito tempo sentado no trabalho, pois pode agravar em dores nas costas no final do dia. O recomendado é levantar a cada hora para se alongar
 
- Evite carregar bolsas e mochilas muito pesadas no dia-a-dia
 
- Pratique atividades físicas para fortalecer a região lombar e prevenir lesões na região

Zero Hora

Pilates é aliado no combate a dores lombares

Pilates é aliado no combate a dores lombares Adriana Franciosi/Agencia RBS
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Técnica ajuda a fortalecer a região muscular da coluna e melhora o alinhamento postural
 
A dor lombar é um incômodo para qualquer pessoa e pode ser proveniente de diferentes causas como: fatores hereditários, traumas de repetição no trabalho e no esporte, tabagismo, idade avançada e, principalmente, má postura no dia a dia. Para minimizar os sintomas da doença que se apresentam como dores no ombro, formigamento nos pés ou nas mãos, dormência nos braços ou nas pernas, diminuição de força e atrofia de musculatura, a aquisição da prática de exercícios físicos é essencial. Um deles é o pilates.
 
Criada pelo alemão Joseph H. Pilates na década de 20, a técnica trabalha diversos grupos musculares ao mesmo tempo a fim de fortalecer os músculos posturais e articulares prevenindo, desta forma, as lesões.
 
— O pilates ajuda a desenvolver uma consciência corporal. Com isso, trabalha o equilíbrio, a coordenação, a concentração e a força muscular, melhorando o condicionamento físico e contribuindo para um desenvolvimento postural mais alinhado — explica a fisioterapeuta Ana Cláudia Gomes.
 
A técnica também traz inúmeros benefícios terapêuticos tais como a redução do stress fazendo você se sentir mais leve e relaxado, aumento da concentração, melhora da qualidade de sono e mais disposição no dia a dia de quem pratica.
 
— Para quem tem dores na região lombar, o pilates proporciona uma maior flexibilidade, equilibra os grupos musculares antagonistas e melhora as articulações deixando-as menos rígidas — descreve a fisioterapeuta.
 
Segundo Ana Cláudia, embora o foco da prática seja uma melhora no condicionamento e equilíbrio musculares, o pilates também contribui na manutenção do peso.
 
— A técnica aliada a uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras legumes e sementes ajuda significativamente na eliminação de peso. Para isso, o ideal é que ele seja combinado com atividades cardiovasculares como corrida e ciclismo. Os benefícios podem ser notados desde as primeiras aulas e percebidos visualmente depois de 10 a 15 aulas — finaliza a fisioterapeuta.
 
Zero Hora

Saiba o que é e como evitar a escoliose

Saiba o que é e como evitar a escoliose Divulgação/Famara Health Care
Foto: Divulgação / Famara Health Care
Tratamento inclui fisioterapia e uso de coletes ortopédicos para
acertar a curvatura da coluna
Postura errada, sedentarismo e obesidade favorecem o desenvolvimento da deformidade
 
Dores e incômodos nas costas, dificuldade para respirar e alterações na posição regular dos ombros e quadril podem ser indícios de problemas na coluna. Em muitos casos, o diagnóstico é a escoliose, caracterizada por deformidade na coluna vertebral. A doença, que tem tratamento, atinge de 3% a 7% da população mundial, segundo o ortopedista e traumatologista Marcus Alexandre Mello Santos.
 
A maioria dos casos é agravada por outros problemas de saúde, hábitos e comportamentos.
 
Obesidade, sedentarismo e postura inadequada aparecem na lista de fatores de complicação.
 
— Entre os adolescentes, a escoliose não costuma gerar dor. Por essa razão, contamos com a observação e análise de professores de educação física e pediatras— diz o médico. Na população, a média é de 7 mulheres para cada 1 homem afetados pela escoliose.
 
A deformidade se apresenta em três formas: idiopáticas (sem razão aparente), neuromusculares (desequilíbrios neurológicos ou musculares) e congênitas (que nasce com o indivíduo).
 
— Nos deparamos bastante com pessoas saudáveis que, de um dia para o outro, começam a ter dores. Ao investigar, por meio de exames de imagem, descobrimos a escoliose idiopática que corresponde a 70% das deformidades da coluna— afirma Santos.
 
Após ser diagnosticada, a escoliose deve ser acompanhada por meio de exames de raio-x. O tratamento inclui fisioterapia e uso de coletes ortopédicos para acertar a curvatura da coluna e, em algumas situações, também medicações.
 
— A cirurgia é indicada normalmente para curvas que têm probabilidade de progressão. Acima de 40 e 50 graus, fazemos intervenção cirúrgica— explica o especialista.
 
Zero Hora

Alimentação saudável pode reduzir risco de parto prematuro

Alimentação saudável pode reduzir risco de parto prematuro Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação
Estudo norueguês acompanhou hábitos alimentares de
66 mil grávidas
Possibilidade de nascimento antecipado do bebê é 15% menor para mulheres que mantêm dieta equilibrada
 
Uma dieta baseada em frutas e vegetais, produtos integrais e alguns tipos de peixe parece reduzir o risco de parto prematuro. Esta é a conclusão de um estudo norueguês que acompanhou 66 mil grávidas e foi publicado no British Medical Journal.
 
No estudo, conduzido por pesquisadores da University of Gothenburg e do Instituto Norueguês de Saúde Pública, as participantes preencheram um questionário cientificamente avaliado sobre o que estava comendo e bebendo desde a descoberta da gravidez.
 
Os pesquisadores também tiveram acesso a informações sobre estilo de vida geral das voluntárias, seu nível de instrução, condições de vida, renda, peso, atividade física, tabagismo, consumo de álcool, número de filhos e fatores clínicos como histórico de parto prematuro na família.
 
Os resultados mostraram que o grupo de mulheres que mantinha uma dieta mais saudável teve um risco aproximadamente 15% menor de enfrentar um parto prematuro em comparação com aquelas que não possuíam hábitos tão regrados. A correlação se manteve após o controle de dez outros fatores de risco conhecidos para o parto prematuro.
 
— As mulheres têm muitas razões para escolher uma dieta saudável, com muitos vegetais, frutas, grãos integrais e alguns tipos de peixe, mas esta é a primeira vez que é possível vincular estatisticamente hábitos alimentares saudáveis com a redução do risco de parto prematuro— diz a autora Linda Englund-Ögge.
 
O parto prematuro, definido como espontâneo ou induzido antes do final da trigésima sétima semana gestacional, pode estar associado a complicações agudas e de longo prazo e é um grande problema no que diz respeito à assistência à maternidade moderna. Portanto, medidas para preveni-lo são de alta prioridade.
 
— Não é considerado prejudicial ingerir algo que não seja tão saudável ocasionalmente. Mas nosso estudo mostra que as recomendações dietéticas dadas pelos médicos às grávidas são importantes e devem ser seguidas— explica a cientista.
 
De forma geral, estudos sobre alimentação e dietas são muito complexos de serem realizados. Qualquer alimento contem uma grande variedade de substâncias, e é quase sempre consumido em conjunto com outros. Isso torna mais difícil descobrir os efeitos específicos de um único alimento.
 
Linda afirma que pesquisas sobre o padrão alimentar global e a qualidade total dos alimentos consumidos são complementos importantes para compreender como esses itens influenciam individualmente o risco de parto prematuro. Os pesquisadores esperam que o trabalho inspire e incentive hábitos alimentares saudáveis.
 
Zero Hora

Sono insuficiente sinaliza risco de doenças cardíacas em adolescentes obesos

Thinkstock Photos
Estudo relacionou déficit de sono e doenças cardiometabólicas
 em adolescentes obesos
Para combater os problemas futuros, pesquisadores defendem avaliação do sono no prognóstico de adolescentes obesos

A clássica dificuldade dos adolescentes irem cedo para a cama e dormirem as regulamentares oito horas e meia por noite ganhou ainda mais gravidade. Pesquisadores americanos descobriram que adolescentes obesos que dormem pouco podem ter o risco de doenças cardíacas e diabetes aumentado. Eles afirmam, inclusive, que o déficit de sono pode servir como uma forma de prever o risco de doenças em adolescentes obesos.

No estudo, realizado por pesquisadores das universidades de Michigan e Baylor, nos Estados Unidos, foi visto que quanto menos se dorme, maior será o risco de desenvolvimento futuro de doenças cardiometabólicas - como infarto, AVC, diabetes, síndrome metabólica – em adolescentes obesos. Isso mesmo no caso dos jovem que não levam uma vida sedentária.

No estudo, os pesquisadores usaram medidas clínicas comuns, como circunferência da cintura, pressão arterial, colesterol LDL, triglicérides e taxa glicemia de jejum, para criar um score de risco de doenças cardiometabólicas. Trinta e sete adolescentes obesos entre 11 e 17 anos passaram por esta bateria de exames além de serem monitorados 24 horas por dia durante sete dias para medir padrões de atividade física e sono.
 
Apenas um terço dos participantes seguia a recomendação mínima de fazer 60 minutos de atividade física por dia. A maioria deles dormia cerca de sete horas a cada noite e costumava acordar pelo menos uma vez por noite. Apenas cinco dos participantes dormia o mínimo recomendado de oito horas e meia de sono por noite.
 
O estudo mostrou que mesmo entre os adolescentes obesos que já estavam no grupo de risco, a diminuição do tempo de sono foi prejudicial para o risco de doenças cardiometabólicas. Os pesquisadores afirmam, no entanto, que não é possível determinar o que vem primeiro: a obesidade, o déficit de sono ou a doença cardiometabólica. O que se sabe até agora é que há uma forte relação entre os três fatores.
 
“Nosso trabalho foi puramente associativo, mas vimos que há uma forte associação entre a duração do sono e o risco de ter estas doenças. Dormir mais significa menor risco de doenças cardiometabólicas para adolescentes obesos”, disse Heidi IglayReger, pesquisadora da Universidade de Michigan e autora do estudo.
 
Falta de sono e obesidade têm sido associados com o aumento do risco de doenças cardiovasculares e metabólicas em adultos e crianças, mas a associação não era tão clara em adolescentes, uma faixa etária conhecida pelo sono inadequado. “É difícil entender a relação entre sono, obesidade e doenças cardiometabólicas, pois todos são multidimensionais na natureza e estão interligados. Portanto, é difícil separar um do outro”, disse.
 
iG

Alimentos que sabotam sua salada

Parece que não, mas aquele molho pronto ou os pedaços de croutons espalhados sobre o alface podem arruinar sua dieta
 
Não adianta trocar o prato de macarronada por uma salada se ela estiver recheada de gostosuras engordativas. Alguns ingredientes, como os molhos gordurosos, croutons e outros, adicionam muitas calorias em um prato que tinha tudo para ajudar na dieta.
 
Outros ingredientes, mesmo com baixa caloria, não trazem benefícios, como explica a nutricionista Carolina Arbache, da Natue. O peito de peru é um exemplo, assim como todos os frios e embutidos. É rico em sódio, provoca retenção de líquidos e alterações na pressão, além de ter conservantes cancerígenos (nitritos e nitratos).
 
Por isso, se a ideia é perder peso, fuja dos alimentos abaixo:
 
Croutons: contêm bastante gordura, por normalmente serem assados com óleo
Croutons: contêm bastante gordura, por normalmente serem assados com óleo
Foto: Getty Images

Tomate seco: são 800 calorias a cada 100 gramas
Tomate seco: são 800 calorias a cada 100 gramas
Foto: Thinkstock/Getty Images

batata palha: Seu corte faz com que ela absorva muita gordura, durante a fritura
batata palha: Seu corte faz com que ela absorva muita gordura, durante a fritura
Foto: Edu Cesar/Fotoarena

Mussarela de búfala: saborosa, mas deixa a salada calórica demais. Quatro unidades pequenas somam 121 calorias
Mussarela de búfala: saborosa, mas deixa a salada calórica demais. Quatro unidades pequenas somam 121 calorias   Foto: Getty Images
 
E o parmesão, que é rico também em sódio
E o parmesão, que é rico também em sódio
Foto: Thinkstock/Getty Images

Assim como o queijo gorgonzola
Assim como o queijo gorgonzola
Foto: Getty Images

Peito de peru: rico em sódio, provoca retenção de líquidos
Peito de peru: rico em sódio, provoca retenção de líquidos
Foto: Getty Images

Maionese: uma colher de sopa contém 126mg de sódio
Maionese: uma colher de sopa contém 126mg de sódio
Foto: Getty Images

Requeijão torna a salada mais calórica
Requeijão torna a salada mais calórica
Foto: Thinkstock

O azeite de oliva é saudável, mas não precisa usar mais de uma colher
O azeite de oliva é saudável, mas não precisa usar mais de uma colher
Foto: Getty Images

Com as castanhas é a mesma lógica: use, mas sem exagero
Com as castanhas é a mesma lógica: use, mas sem exagero
Foto: Thinkstock/Getty Images

iG

Hospital Vila da Serra isola paciente com suspeita de KPC

ALEX DE JESUS - 2.5.2012
Hospital atende 4.000 crianças por mês
Assessoria da unidade de saúde confirmou isolamento de um paciente no UTI Adulto por suspeita da doença
 
O Hospital Vila da Serra, localizado em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, confirmou na tarde desta segunda-feira (10) que um paciente da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) precisou ser isolado por suspeita de infecção pela bactéria super-resistente KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase).

O Tempo recebeu uma denúncia de um leitor no último domingo (9) informando sobre o isolamento do setor. A informação teria sido obtida através de familiares de pacientes internados na UTI Adulto da unidade de saúde. Segundo a denúncia, a presença da bactéria teria sido detectada em alguns pacientes e, como medida protetiva, "foi determinado o isolamento de vários boxes, onde existem pacientes que apresentam maior risco de contaminação devido ao quadro clínico agravado", afirmava a denúncia.

Porém, por meio de uma nota à imprensa, o Hospital Vila da Serra nega que haja a confirmação quanto a existência do microorganismo KPC. "Esta instituição é composta por uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), e ressalta que independente dos resultados específicos, todas as medidas estão sendo adotadas, tais como: Isolamento do paciente na UTI, medicação adequada à situação, monitoramento do paciente pela CCIH", explicita a nota.

Além disso, a instituição ainda fez questão de lembrar que de acordo com a literatura internacional o Hospital Vila da Serra encontra-se bem abaixo dos níveis aceitáveis em relação aos números de infecção. Nesta terça-feira (11), às 13h30, aconteceu uma coletiva de imprensa para melhor esclarecer o assunto.

A doença
A bactéria é um microorganismo que foi modificado geneticamente no ambiente hospitalar. Os sintomas da KPC são como os de outras infecções, com o paciente apresentando febre, dores na bexiga e tosse.

A transmissão pode acontecer em ambiente hospitalar, pelo contato com secreções do paciente infectado, desde que não sejam respeitadas normas básicas de desinfecção e higiene.

Em dezembro do ano passado, um homem e uma mulher, pacientes do Hospital Aroldo Tourinho de Montes Claros, no Norte do Estado, morreram contaminados pela superbactéria Klesbiella pneumoniae (KPC). Além dos dois mortos, outras sete pessoas foram infectadas, mas não desenvolveram a doença.

Na época, a secretária de saúde do município, Ana Paula Nascimento, explicou que os pacientes estão foram tratados com antibióticos. “Essas pessoas que foram infectadas estão em uma área isolada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. O tratamento é acompanhado pela vigilância epidemiológica do município”, explicou Ana Paula.
 
O Tempo