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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Alerta: 60% dos pacientes em UTI desenvolvem infecção

Os índices de infecção nos hospitais brasileiros são preocupantes e esse quadro se agrava quando os pacientes estão internados nas unidades de terapia intensiva
 
Os dados nacionais indicam que cerca de 60% dos pacientes em ambiente de cuidados intensivos têm infecção, 70% deles recebem tratamento com antibióticos e 40% acabam morrendo.
 
O médico intensivista Thiago Lisboa explica que a mortalidade associada à infecção no ambiente de cuidados intensivos é bastante variável, mudando de acordo com o tipo de UTI (geral, cirúrgica, de trauma, por exemplo), tipo de hospital (terciário, universitário e de baixa ou alta complexidade) e diferentes regiões do Brasil. “Porém, o que se deve verificar nos diferentes cenários é um risco maior em pacientes que desenvolvem infecções adquiridas nos hospitais ou UTIs, em comparação aos pacientes sem essa complicação. O impacto desse aumento pode ser na ordem de duas ou três vezes mais”, completou em comunicado.
 
No ambiente de cuidados intensivos, apesar de poder haver variação entre os diferentes centros, a preocupação maior está nas bactérias Gram-Negativas que correspondem, nos estudos, pelo menos a 50% dos episódios de infecções adquiridas nas UTIs, principalmente aquelas que expressam mecanismos de resistência aos antibióticos disponíveis.
 
Diante deste cenário, a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) lança campanha nacional para a “Prevenção da Infecção na UTI” que vai até novembro deste ano. Foram elencados sete pontos importantes que devem ser observados no combate: Higienização das Mãos; o Uso Racional de Antimicrobianos; o Uso Adequado das Precauções de Contato; o Rastreio e Medidas de Isolamento dos Casos; a Vigilância Epidemiológica; a Limpeza Adequada do Ambiente; e a Educação Continuada dos Profissionais de Saúde.

Prevenção da infecção na UTI:
 
infecção_hospitalar_Amib
 
AMIB
 
Saúde Web

Maioria dos países está mal preparada para combater superbactérias resistentes, diz OMS

Todos os tipos de micróbios estão se tornando resistentes, disse um membro da entidade
 
Apenas 34 países têm planos nacionais para combater a ameaça mundial da resistência aos antibióticos, ou seja, poucos estão preparados para enfrentar infecções causadas por “superbactérias” que põem mesmo os cuidados básicos de saúde em risco, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (29).
 
Em uma pesquisa sobre os planos dos governos para resolver a situação, a OMS afirmou que apenas um quarto dos 133 países que responderam estão enfrentando o problema.
 
“Esse é o maior desafio em doenças infecciosas hoje”, afirmou Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS para a segurança sanitária. “Todos os tipos de micróbios, incluindo muitos vírus e parasitas, estão se tornando resistentes.”
 
“Isso está acontecendo em todas as partes do mundo, por isso, todos os países têm que fazer sua parte para enfrentar essa ameaça global.”
 
Drogas antimicrobianas, tais como antibióticos e antivirais, são utilizadas para tratar condições como infecções na corrente sanguínea, pneumonia, tuberculose e HIV.
 
Mas infecções por superbactérias, incluindo formas de tuberculose multirresistentes a medicamentos, já matam centenas de milhares de pessoas por ano, e a tendência é crescente.
 
Ainda de acordo com a OMS, poucos países têm planos para preservar antibióticos. Aqueles que o fazem ficam em grande parte nas regiões mais ricas, como a Europa e a América do Norte, onde os sistemas de saúde estão mais bem organizados e financiados, e a capacidade científica é mais avançada.
 
“Muito mais países precisam estabelecer estratégias globais para prevenir o uso indevido de antibióticos e reduzir a propagação da resistência antimicrobiana”, salienta o relatório da OMS.

O monitoramento é fundamental para controlar a resistência aos antibióticos, diz a OMS, mas no momento não é eficaz. Em muitos países, a frágil capacidade laboratorial, de infraestrutura e de gestão de dados estão impedindo uma vigilância eficaz, o que torna difícil discernir padrões de resistência e identificar as tendências das doenças e surtos.
 
Ao mesmo tempo, as vendas de medicamentos antimicrobianos sem receita médica são comuns, aumentando o risco de uso excessivo e abuso por parte do público e médicos sem escrúpulos.

Comentando o relatório da OMS, Mike Turner, chefe da área de infecção e imunobiologia da entidade beneficente internacional The Wellcome Trust, descreveu as infecções resistentes a medicamentos como “uma das maiores ameaças para o futuro da saúde no mundo”.
 
R7

Vacina nova protege contra quatro tipos de vírus da gripe

Produto só está disponível na rede particular. Postos oferecerão imunizante trivalente
 
Rio - Três semanas depois da data inicialmente prevista, começa na segunda-feira a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O atraso teria sido motivado para que o Ministério da Saúde pudesse adquirir um produto que contivesse proteção contra um novo tipo de vírus que circula pelo Hemisfério Norte. As doses que serão oferecidas na rede pública, porém, não serão da mais nova vacina existente no mercado, a tetravalente, que protege contra quatro tipos de vírus. Os postos vão disponibilizar a trivalente.
 
A nova vacina, mais eficaz no controle da doença, só está disponível em clínicas particulares por R$ 120. Não há previsão de entrada deste novo imunizante na rede pública, informou o Ministério da Saúde. Produzida pelo laboratório Sanofi Pasteur, a tetravalente protege contra duas cepas do vírus tipo A da gripe e duas do tipo B. A trivalente combate apenas uma forma do tipo B, além das duas do tipo A.
 
Para a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, a novidade traz maior segurança, mas não inviabiliza o uso da trivalente. “São duas boas vacinas. A questão é que há duas linhagens do tipo B circulando, e se não coincidir a que circula com a presente na vacina, a imunização pode fracassar”, explica a especialista. “Mas o vírus do tipo B que está circulando no país até o momento é o contemplado pelo imunizante da campanha. Ele está adequado”, garante.
 
A grande vantagem da tetravalente, segundo ela, é prevenir contra o possível aparecimento da nova forma. Porém, isso não deve ocorrer ainda nessa temporada. “Cada vez está mais difícil de prever qual das formas do vírus irá circular. Com a nova vacina, essa dúvida não vai mais existir”, explica Isabella.
 
Trivalente vai ‘sair de linha’
O Ministério da Saúde ainda não tem previsão para a entrada da tetravalente na lista de imunizantes oferecidos pelo SUS. Contudo, Isabella Ballalai acredita que a mudança deve se dar já nos próximos anos.
 
“A tendência é de que a trivalente nem seja mais produzida em breve pela eficácia maior da tetravalente”, aponta a médica.
 
Mas a mudança deve ser gradual, devido ao tempo para produção da nova vacina. “Nos EUA, 20% das vacinas eram tetravalente em 2014. Esse ano já subiu para mais da metade”, diz. Segundo o Ministério da Saúde, a inclusão de uma nova vacina na rede pública leva tempo, pois ela precisa passar por diversas análises do órgão, como de eficácia e custo-benefício.
 
O Dia

Infecções de ouvido são comuns, mas muitas vezes não são diagnosticadas em lactentes

Foto: reprodução da Internet
As infecções de ouvido geralmente estão localizados no ouvido médio. Os transtornos da audição podem levar a alterações no desenvolvimento da fala e outros marcos de crescimento
 
Embora a maioria dos bebês tem pelo menos uma infecção no ouvido antes que de atingir a idade de 1 ano, as infecções podem ser difíceis para que os pais a reconheçam. Um comunicado do Loyola University Health System, de Chicago, Estados Unidos, busca dar orientação a como identificar e tratar infecções de ouvido em bebês.
 
Os sinais de uma infecções de ouvido em bebês incluem febre, irritabilidade, falta de sono, e procurar coçar ou bater nas orelhas.
 
Segundo o comunicado, os antibióticos só devem ser prescritos se a infecção de ouvido não puder ser tratada sem eles. Versões pediátricas de acetaminofeno ou ibuprofeno podem proporcionar um alívio nos sintomas, mas a dosagem correta deve ser prescrita pelo pediatra ou otorrinolaringologista.
 
A opção de tratamento sem o uso de medicamentos é aplicar calor sobre o ouvido externo, usando calor local morno (não quente), como, por exemplo, uma compressa morna.
 
Caso o bebê tenha três ou quatro infecções de ouvido no período de seis meses a um ano, pode ser a hora de considerar o implante de tubos.
 
Os tubos, que são implantados durante um procedimento cirúrgico, fornecem ventilação e drenagem, o que ajuda a evitar o acúmulo de fluido nos ouvidos. Todo o procedimento leva cerca de 15 minutos.
 
Os tubos normalmente permanecer no local durante seis meses a um ano, e geralmente caem por conta própria, disse ele.
 
Terra

Paracetamol afeta emoções e reduz o prazer, diz estudo

Pesquisa mostra que substância encontrada no Tylenol pode afetar reações emocionais
 
Pesquisadores americanos descobriram um novo efeito colateral do paracetamol. De acordo com os estudos, a substância pode ter efeitos relacionados às reações emocionais. Além de reduzir a dor, o paracetamol pode também reduzir o prazer, de acordo com publicação da Associação de Ciência Psicológica.
 
Segundo informações do site The Guardian, o estudo mostrou que além de mexer com a dor física, a substância também afeta a questão emocional, o que comprova que o circuito cerebral da dor é ativado nas duas situações, afirmou Geoffrey Durso, psicólogo social da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.

— O paracetamol não somente alivia a dor, mas também suaviza as emoções.
 
O pesquisador contou com participação de 82 estudantes e deu 1g da substância a metade deles e uma outra pílula, exatamente igual, que não faria efeito nenhum.
 
Uma hora depois, tempo em que a droga faz o efeito, Durso pediu que os alunos olhassem para uma série de 40 fotografias. As imagens haviam sido escolhidas para mexer com emoções extremas, como imagens de crianças brincando com gatos ou de vasos sanitários sujos.
 
Os alunos deveriam classificar as imagens em categorias, que iam do extremamente agradável até o extremamente desagradável. O resultado mostrou que aqueles que haviam tomado o paracetamol tiveram reações menores às imagens.
 
— As pessoas que tomaram a substância não tiveram a mesma intensidade de reações que os que não tomaram o remédio. O médico afirma que as reações não foram tão diferentes, mas que a diferença é significativa para avaliar as consequências das substâncias.
 
Durso afirma que pretende continuar os estudos para avaliar outros produtos analgésicos como a aspirina e os seus efeitos, não somente em relação às dores, mas também as consequências nas emoções.

R7