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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Vacina nova protege contra quatro tipos de vírus da gripe

Produto só está disponível na rede particular. Postos oferecerão imunizante trivalente
 
Rio - Três semanas depois da data inicialmente prevista, começa na segunda-feira a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O atraso teria sido motivado para que o Ministério da Saúde pudesse adquirir um produto que contivesse proteção contra um novo tipo de vírus que circula pelo Hemisfério Norte. As doses que serão oferecidas na rede pública, porém, não serão da mais nova vacina existente no mercado, a tetravalente, que protege contra quatro tipos de vírus. Os postos vão disponibilizar a trivalente.
 
A nova vacina, mais eficaz no controle da doença, só está disponível em clínicas particulares por R$ 120. Não há previsão de entrada deste novo imunizante na rede pública, informou o Ministério da Saúde. Produzida pelo laboratório Sanofi Pasteur, a tetravalente protege contra duas cepas do vírus tipo A da gripe e duas do tipo B. A trivalente combate apenas uma forma do tipo B, além das duas do tipo A.
 
Para a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, a novidade traz maior segurança, mas não inviabiliza o uso da trivalente. “São duas boas vacinas. A questão é que há duas linhagens do tipo B circulando, e se não coincidir a que circula com a presente na vacina, a imunização pode fracassar”, explica a especialista. “Mas o vírus do tipo B que está circulando no país até o momento é o contemplado pelo imunizante da campanha. Ele está adequado”, garante.
 
A grande vantagem da tetravalente, segundo ela, é prevenir contra o possível aparecimento da nova forma. Porém, isso não deve ocorrer ainda nessa temporada. “Cada vez está mais difícil de prever qual das formas do vírus irá circular. Com a nova vacina, essa dúvida não vai mais existir”, explica Isabella.
 
Trivalente vai ‘sair de linha’
O Ministério da Saúde ainda não tem previsão para a entrada da tetravalente na lista de imunizantes oferecidos pelo SUS. Contudo, Isabella Ballalai acredita que a mudança deve se dar já nos próximos anos.
 
“A tendência é de que a trivalente nem seja mais produzida em breve pela eficácia maior da tetravalente”, aponta a médica.
 
Mas a mudança deve ser gradual, devido ao tempo para produção da nova vacina. “Nos EUA, 20% das vacinas eram tetravalente em 2014. Esse ano já subiu para mais da metade”, diz. Segundo o Ministério da Saúde, a inclusão de uma nova vacina na rede pública leva tempo, pois ela precisa passar por diversas análises do órgão, como de eficácia e custo-benefício.
 
O Dia

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