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sábado, 9 de maio de 2015

Postos de saúde abrem neste sábado para vacinação contra a gripe

A vacinação começou na última segunda-feira (4) e segue até o próximo dia 22
 
Postos de saúde em todo o País abrem neste sábado (9) para o Dia D da Campanha de Vacinação contra a Gripe. Devem receber a dose crianças a partir de seis meses e menores de cinco anos, idosos, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres no período de até 45 dias após o parto), presos e funcionários do sistema prisional.
 
Também serão imunizadas pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais. Nesse caso, é preciso levar também uma prescrição médica especificando o motivo da indicação da dose.
 
Pacientes que participam de programas de controle de doenças crônicas no SUS (Sistema Único de Saúde) devem ir aos postos em que estão cadastrados para receber a dose, sem necessidade da prescrição médica.
 
A vacinação começou na última segunda-feira (4) e continua até o próximo dia 22.
 
Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas após a vacinação para criar os anticorpos que geram a proteção contra a gripe, a orientação é fazer a imunização no período de campanha para garantir a proteção antes do início do inverno.
 
R7

Brasileiros poderão importar canabidiol diretamente após fazer cadastro na Anvisa

Agência divulgou regras para compra de medicamentos com substância extraída da maconha
 
Brasília - Publicadas nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as novas regras para a importação de produtos à base de canabidiol, substância extraída da planta da maconha, prometem facilitar o acesso dos pacientes, mas sob critérios rígidos. Pelas normas que passarão a vigorar em 60 dias, interessados terão de se cadastrar na Anvisa para receber uma autorização de compra do canabidiol, com validade de um ano.
 
Para obter essa autorização, o interessado terá de fazer o cadastro, pela internet, preenchendo um formulário da Anvisa e apresentando laudo médico, prescrição e documentos pessoais. O canabidiol é indicado para casos de síndromes raras, que geralmente acometem crianças, causando crises intensas de convulsão. Há um ano, a Anvisa passou a conceder autorizações individuais de compra do produto. A ideia, agora, é padronizar as normas.
 
Com a autorização nas mãos, o interessado poderá fazer a compra do medicamento tanto a distância (pela internet ou telefone) ou trazer o produto de fora, na bagagem. De acordo com a Receita Federal, o canabidiol não pode ser entregue diretamente no domicílio dos importadores, devido às exigências previstas na legislação vigente, regra que conta com a anuência da Anvisa, segundo informou o órgão.
 
O medicamento tem de ser retirado do posto alfandegário pelo qual entrou no país. Esse procedimento, porém, está sujeito a sofrer modificações a partir das novas normas da agência, mas isso depende dos órgãos envolvidos na transação comercial, já que as novas regras da Anvisa entrarão em vigor em dois meses.
 
Uma novidade da resolução da Anvisa foi autorizar que, além de pessoas físicas, hospitais, unidades do governo da área da Saúde, planos de saúde e associações de pacientes possam fazer as importações, em nome de vários pacientes e seguindo as mesmas regras. A medida é apresentada pela agência como uma possibilidade para reduzir custos e facilitar os procedimentos. O preço varia conforme a necessidade. Algumas famílias que usam o medicamento relatam gasto médio de US$ 250 por mês.
 
Há cinco produtos com aprovação prévia da Anvisa - que correspondem a 95% das compras já autorizadas pela agência - por se enquadrarem nos requisitos previstos. Se o interessado quiser outro medicamento, terá de receber uma liberação específica da Anvisa, que vai analisar o nível de THC do produto e se ele tem registro no país de origem, entre outros critérios de segurança. Mesmo com as novas normas, o THC, princípio presente no canabidiol, continua a ser uma substância proibida no Brasil, pelos efeitos entorpecentes.
 
A resolução da Anvisa faz parte de iniciativas adotadas pelo governo depois de virem à tona histórias de mães de crianças com doenças graves que traziam ilegalmente o produto, devido à proibição no Brasil. Autorizações passaram a ser dadas, em caráter excepcional e de forma individual, há cerca de um ano. Até março de 2015, a Anvisa recebeu 574 pedidos para importar produtos à base de canabidiol, resultando em 499 autorizações.
 
Novas regras
 
Cadastro
Há cerca de um ano, a Anvisa passou a dar autorizações individuais a pedidos feitos por pais de pacientes. Os documentos exigidos continuam os mesmos (formulário da própria agência, laudo médico e a prescrição). No entanto, essa autorização passará a valer por um ano. Antes, a cada nova prescrição, o paciente tinha de entrar com um pedido na Anvisa.
 
Fração
Os pacientes poderão comprar o produto à base de canabidiol fracionado. Poderá importar, por exemplo, metade da quantidade prescrita, até por uma questão de disponibilidade financeira, e depois a outra parte, por exemplo.

Compradores
Além de pessoas físicas, a compra do medicamento pode ser feita por hospitais, planos de saúde, associações de pacientes, secretarias de Saúde e outros órgãos governamentais ligados à area. A ideia é facilitar o processo em compras coletivas. Mas as pessoas físicas continuam podendo comprar.
 
Remédios
Há cinco produtos com aprovação prévia da Anvisa -- correspondem a 95% das compras já autorizadas pela agência -- por se enquadrarem nos requisitos exigidos. Se o interessado quiser outro medicamento, terá de receber uma liberação específica da Anvisa, que vai analisar o nível de THC do produto e se ele tem registro no país de origem, entre outros critérios de segurança.
 
Entrega
O canabidiol, segundo a Receita Federal, não pode ser entregue diretamente na residência do importador, tendo de ser retirado em depósitos oficiais do governo localizados em aeroportos, portos, entre outros. Mas esse procedimento poderá ser revisto pelos demais órgãos envolvidos na transação comercial a partir das regras da Anvisa, que entram em vigor em 60 dias.
 
O Globo

Coceira anal pode indicar desde irritação na pele até doenças mais graves

Higiene adequada e mudanças na dieta contribuem para evitar esse mal

Por Dr. João Ricardo Duda Coloproctologista - CRM 22961/PR
 
A coceira na região anal, cuja terminologia médica denomina prurido anal, é uma queixa muito frequente, sendo descrito desde os mais antigos manuscritos médicos. Acredita-se que a rica inervação na região anal e perianal seja a razão para a sensibilidade aos potenciais irritantes locais.

De maneira geral, o prurido tende a ser mais a noite e é mais frequente nos homens. O atrito na região em decorrência da coceira pode causar ferimentos e piorar ainda mais o sintoma. Muitas vezes não há nenhum dano estrutural ou consequência mais grave por trás da coceira anal. Porém, o sintoma pode ser incrivelmente irritante e levar a considerável perda na qualidade de vida. 
 
Embora a coceira anal possa ser causada por doenças específicas, como hemorroida, fissura anal, constipação, diarreia e diabetes, a maioria dos pacientes não apresenta alterações significativas, exceto as alterações cutâneas. Exemplos de alterações cutâneas que causam prurido anal são:                           
 
- Dermatites alérgicas
 
- Micose
 
- Seborreia
 
- Oxiurose
 
- Psoríase
 
- Líquen
 
- Dermatite actínica
 
- Dermatite atrófica ou hipertrófica.
 
Entretanto, o fator mais comum que resulta em prurido anal é a presença de resíduos de fezes na margem anal e no canal anal, fato esse mais comum naqueles que possuem alterações funcionais no esfínter anal, como hipertonia, hipotonia, dissinergia e contrações paradoxais.
 
Os sinais de alerta para buscar ajuda médica são sangramento, alteração do hábito intestinal e da forma das fezes, emagrecimento, dor anal ou retal e a presença de muco ou pus. Caso perceba alterações na forma e consistência da sua região anal, isso também deve levá-lo a ser avaliado por um especialista. Entretanto, algumas medidas podem ser adotadas para aliviar o desconforto antes de o paciente recorrer a avaliação médica:                           
 
- Não use o papel higiênico. Em último caso, use lenços umedecidos sem perfume e sem álcool para higienizar o ânus
 
- Passe a lavar-se com água após a evacuação
 
- Seque adequadamente a região anal com toalha macia, sem fricção
 
- Use roupas íntimas de algodão, evitando tecidos sintéticos
 
- Use roupas frescas e arejadas em dias quentes
 
- Caso não melhore, procure um médico coloproctologista. 
 
Os melhores resultados a longo prazo são obtidos com as medidas de higiene e mudanças na dieta:
 
- Evite café, refrigerantes do tipo cola, leite e derivados, bebidas alcoólicas, tomate e molho de tomate do tipo ketchup, chocolate, castanhas e nozes. Podem ser irritantes locais
 
- Não fume
 
- Caso constipado ou normal, alimente-se de fibras e água
 
- Lave-se com água. Nos casos onde há uma ?sujeidade? persistente mesmo após a higiene, faz-se necessário irrigar o canal anal com água. Você também pode buscar em farmácias um sabonete específico para a região anal
 
- Quando indicados, há tratamentos tópicos a base de corticoides, antimicóticos e cremes cicatrizantes/de barreira.
 
Em casos intratáveis, pode-se lançar mão da injeção intradérmica de azul de metileno 0,5%, biofeedback e até hipnose. Já as doenças específicas, como hemorroidas, plicomas, DSTs e diabetes, devem ser tratadas caso a caso como tal.
 
Minha Vida

Tire suas dúvidas sobre a cirurgia de miopia

Técnicas para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo são seguras, mas decisão pela mais adequada deve ser individual, orienta especialista
 
Dizer adeus aos óculos é um sonho de muitos. Com a promessa de zerar o grau, a cirurgia refrativa para correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo tem sido cada vez mais procurada por aqueles que buscam uma visão perfeita sem o uso de lentes corretivas.
 
Mas antes de qualquer decisão, é preciso ter paciência. Conhecer como a cirurgia é feita e o que pode dar errado traz mais segurança para o paciente no procedimento – e conversar bastante com um especialista é um passo fundamental.
 
O oftalmologista Alfredo Tranjan, especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e membro da Associação Médica Brasileira, falou ao iG sobre o diferentes tipos de cirurgia disponíveis hoje e esclareceu muitas dúvidas que surgem na hora de optar pela cirurgia.
 
Os tipos
O oftalmologista explica que hoje existem 3 tipos de cirurgia mais utilizados: as técnicas Lasik, ILasik e PRK. A Lasik é feita com um aparelho chamado microcerato. Ele corta fisicamente (com uma fina lâmina) a região ao redor da pupila e levanta a córnea recortada para que o laser corrija o grau.
 
A técnica mais comum, por ter uma recuperação cirúrgica mais rápida, é a ILasik, que consiste em fazer um flap na córnea do paciente com o laser.
 
"Fazer um flap é recortar com laser uma ‘tampinha’ que recobre a pupila e então aplicar o laser específico para a correção do grau”, explica o médico.
 
Tanto a técnica Lasik como a ILasik são indicadas somente para pacientes que têm de 4 até 9 graus de miopia, dependendo da curvatura e da espessura da córnea.
 
“Depois disso, o resultado não fica bom”, alerta o oftalmologista.
 
Já a PRK é uma técnica que raspa a córnea, em vez de cortá-la.
 
“Raspamos apenas as células do epitélio, que é a primeira camada da córnea, com um bisturi específico para o olho. O paciente não pisca e é anestesiado. A técnica é indolor”, afirma Tranjan.
 
Depois de raspar o epitélio, é só enxugar a córnea com uma esponja e aplicar o laser, que é o mesmo usado nas técnicas Lasik e ILasik. Após a correção, o médico coloca uma lente de contato gelatinosa, que permanece até 72h no local, para a recuperação do epitélio.
 
Trajan explica que a primeira camada da córnea, o epitélio, tem um alto poder de regeneração.
 
“Ele sempre se regenera, não existem casos de que não tenha se regenerado. Normalmente essa camada se recompõe em 48 horas”, diz.
 
“Quando acontece um trauma na córnea, entre 48 e 72 horas ela está totalmente recuperada”.
 
A recuperação nessa cirurgia, porém, é mais lenta do que nas outras duas técnicas. Ela também não é recomendada para quem tem graus acima de 4.
 
“Praticamente não há complicações no PRK. Quando você trabalha com o microcerato, se acontecer alguma coisa, coloca lente e espera regenerar”, explica o oftalmologista.
 
A aplicação do laser corretivo em todas as cirurgias não dura mais do que 8 segundos para cada olho.
 
No caso do Lasik, em que há necessidade de cortar a córnea com um microcerato, isso leva cerca de 20 segundos. No ILasik, quando o corte é feito pelo laser, a duração é de 10 segundos. No PRK, a raspagem do epitélio também leva cerca de 10 segundos.
 
Riscos
Toda cirurgia é um risco. Porém, mesmo sendo em um órgão tão nobre do corpo, a cirurgia refrativa não coleciona um histórico pessimista. O oftalmologista Alfredo Tranjan explica que não existe o risco de uma pessoa ficar cega fazendo a cirurgia.
 
“Fazemos uma série de exames para saber se o olho é sadio. Além de ver o grau, medimos a pressão do olho, verificamos se a retina está íntegra e se não existem outras anomalias dentro do olho. Se tudo estiver sadio, é seguro operar”, explica.
 
Uma das preocupações mais comuns em que está pensando em se submeter ao procedimento é o descolamento do flap, a camada de córnea que é parcialmente levantada na cirurgia.
 
“É muito raro descolar, precisa acontecer um trauma muito forte no olho, porém pode acontecer em qualquer época da vida, mesmo anos depois da cirurgia. Nos últimos 20 anos só vi dois casos, em pacientes que praticavam esportes radicais. Mas é necessário alertar aqueles que vão fazer a cirurgia”, conta Tranjan.
 
Segundo Tranjan, o descolamento do flap não é motivo de pânico, pois o problema tem conserto.
 
“É só repor na mesma posição, porém o período de recuperação vai variar de 15 a 20 dias”, explica.
 
Outro receio muito relatado é o medo do flap descolar quando a pessoa coça os olhos.
 
“O olho não foi feito para ser coçado. Se coçar o olho no pós-operatório imediato, vai atrapalhar a cirurgia. Está tudo frágil, ainda não está aderido. Pode ser que tenha que esperar o epitélio se regenerar de novo”, alerta.
 
“Todo mundo que opera acaba nunca mais coçando o olho, de tanto temor. As pessoas fazem compressas geladas e a coceira passa."
 
A recomendação médica é que, após a cirurgia, o paciente fique 30 dias sem entrar no mar e sem ir à academia.
 
“Ele poderia voltar tudo em 1 semana, pois esse é o tempo de recuperação, mas como as pessoas costumam abusar, ou talvez o risco de tomar uma cotovelada no olho, por exemplo, recomendamos 30 dias.”
 
Existe, porém, o risco do flap cicatrizar errado ou literalmente enrugar, caso a pessoa esfregue o local. Se isso acontecer, será preciso voltar ao médico, que lavará, hidratará e colocará o flap na posição normal.
 
"Quando o flap enruga, o paciente vai começar a enxergar embaçado, porém não sentirá dor”, diz o oftalmologista, recomendando que o paciente vá ao médico assim que perceba algo errado.
 
Olho seco
Quem conhece várias pessoas que já se submeteram à cirurgia refrativa, provavelmente já ouviu alguém reclamar de que ficou com o olho seco.
 
“Existem duas causas para olho seco. Uma delas é uma doença, e a pessoa deve fazer o teste de Schirmer para medir a quantidade de lágrimas. Se for insuficiente, não indicamos a cirurgia. Outros podem ter olho seco por conta de uma doença na pálpebra, a blefarite. Essa doença altera a composição da lágrima, mas é tranquilamente curada com pomadas e xampús”, explica Trajan.
 
No caso do olho seco pós-operatório, Tranjan explica que, como a curvatura da córnea é alterada, existe uma distribuição diferente das lágrimas na superfície do olho, uma situação que dura de 30 a 90 dias.
 
“Depois isso tudo volta ao normal, por isso receitamos colírios de lágrimas artificiais nesse período. Se o paciente trabalha sob o sol ou no ar-condicionado, a sensação de olho seco vai aparecer por um tempo maior. Nesse caso, a recomendação é evitar o sol e usar óculos de sol. No caso do ar condicionado, usar a lágrima artificial”, recomenda.
 
E se a miopia voltar? O oftalmologista esclarece que esse problema era mais comum nos lasers antigos, pois o tipo de aplicação não era personalizado para as características individuais de cada paciente.
 
“Hoje em dia é muito difícil de acontecer. Trocamos pelos lasers da nova geração há um ano e meio”.
 
Para fazer a cirurgia é necessário ter mais que 21 anos, ter o grau estabilizado e estar há ao menos três dias sem usar lentes de contato, pois elas alteram a curvatura da córnea e com isso impedem oftalmologista de mensurar o grau correto. Também necessário avaliar com cuidado a real necessidade de fazer a cirurgia.
 
“É importante analisar caso a caso. Um arquiteto, por exemplo, trabalha muito com detalhes, minúcias, e precisa ter uma visão perfeita para perto. E se a cirurgia não ficar exatamente como ele espera? Ele provavelmente ficará insatisfeito. O mais importante sempre é garantir a qualidade de visão. A conversa do médico com o paciente é muito importante”, diz.
 
iG

Gravidez na adolescência diminui, mas ainda são mais de 20 mil partos por dia

Reprodução da internet
No Brasil, cerca de 19,3% das crianças nascidas vivas em 2010 eram filhas de adolescentes; gravidez precoce é resultado de falta de acesso à escola e violência sexual
 
A gravidez na adolescência está em declínio nos países em desenvolvimento, porém todos os dias, 20 mil meninas com menos de 18 anos dão à luz e 200 morrem em decorrência de complicações da gravidez ou parto.
 
Por ano, são 7 milhões de adolescentes que continuam a dar a luz nestes países – 95% do total de gravidezes precoces do mundo - de acordo com o relatório "O Estado da População Mundial 2013", do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), divulgado no último dia 30.
 
Com base em um estudo realizado pelo Banco Mundial em 2011, o UNFPA também estimou o quanto países como Quênia, Índia e Brasil deixam de acrescentar ao PIB, levando em conta que meninas que ficaram grávidas poderiam estar trabalhando e gerando renda.
 
Dados do relatório sobre o Brasil mostram que o País deixa de acrescentar 7,7 bilhões do potencial Produto Interno Bruto (PIB) por causa da gravidez de milhares de adolescentes. O PIB brasileiro de 2012 foi de R$ 4,4 trilhões.
 
No Brasil, cerca de 19,3% das crianças nascidas vivas em 2010 eram filhas de adolescentes. Apesar disso, o acesso a atendimento tem melhorado no País. "O Brasil é um dos países que avançou para aumentar o acesso a meninas grávidas a tratamentos pré-natal, natal e pós-natal", diz o UNFPA, citando o Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba) como um "centro de referência para gravidez de alto risco na Bahia".
 
O relatório do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) expressou particular preocupação com os perigos que as meninas menores de 14 anos enfrentam com a gravidez precoce. Atualmente, os partos de meninas a baixo de 14 anos correspondem a 2 milhões só nos países em desenvolvimento e é justamente este grupo que enfrenta as consequências mais graves tanto de saúde quanto social causada pela gravidez na adolescência.
 
"A menina que engravida aos 14 anos é uma menina cujos direitos foram violados e cujo futuro descarrilou”, disse o diretor executivo da UNFPA Babatunde Osotimehin. “A realidade é que a gravidez na adolescência não é resultado de escolhas, mas da ausência delas e também de circunstâncias que vão além do controle das meninas. É a consequência de pouco ou nenhum acesso à escola, emprego, informação e cuidados de saúde”.
 
O relatório afirma que a alta taxa de gravidez na adolescência está relacionada com outros problemas sociais: “A gravidez precoce reflete a pobreza e a pressão de parceiros, família e comunidade. E em muitos casos, ela também é resultado de violência sexual ou coerção". Ainda de acordo com o relatório, meninas que permanecem na escola por mais tempo são menos propensas a engravidar.
 
Delas

Governo pode arrecadar até R$ 1,4 bilhão por ressarcimentos de planos de saúde

Os planos de saúde deverão pagar mais ao governo pelos atendimentos prestados a pessoas asseguradas pela rede privada atendidas no sistema público
 
O ressarcimento poderá chegar a R$ 1,4 bilhão em 2015, referente à previsão de notificações, no que deve ser descontado percentual que as empresas de saúde possam vir a ganhar com recursos administrativos. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou ontem (8) as novas regras de reembolso, durante coletiva na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no Rio.
 
A partir de agora, as operadoras terão de ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) por procedimentos de média e alta complexidade, como radioterapia, quimioterapia, cateterismo cardíaco, cirurgia de catarata e hemodiálise feitas por usuários dos planos na rede pública. Esses procedimentos são feitos por Autorização para Procedimento Ambulatorial (Apac) e sua cobrança será imediata, referente ao período de janeiro a março de 2014.
 
O reembolso das operadoras ao SUS já acontecia, mas só quanto às Autorizações de Internação Hospitalar (AIH), que representam um percentual menor em relação ao número de procedimentos. No primeiro trimestre do ano passado, por exemplo, foram identificadas 76.258 AIHs e 113.693 Apacs. As AIHs significaram, no período, R$ 180,9 milhões, enquanto que as Apacs, R$ 173 milhões, totalizando R$ 354 milhões em três meses. Segundo o ministro, se forem tomados estes números como base, se chegará ao final do ano em cerca de R$ 1,4 bilhão em notificações, valor que poderá ser menor, por causa dos recursos administrativos das operadoras.
 
“Trata-se, em primeiro lugar, de cumprir a legislação. De aperfeiçoar um processo que está previsto, de ressarcimento, daqueles serviços que são prestados pelo SUS às pessoas que têm plano de saúde. Não se trata de cobrar nada do usuário, mas fazer com que as operadoras devolvam ao SUS aquilo que é prestado para os seus clientes. Já fizemos isso com as internações hospitalares e agora damos mais um passo, fazendo o ressarcimento dos procedimentos de alto custo ambulatoriais”, disse o ministro.
 
Chioro ressaltou que o objetivo é gerar caixa para beneficiar o sistema público, que atende a grande maioria dos brasileiros. “Pretendemos usar esses recursos para melhorar ainda mais o atendimento para os pacientes que dependem exclusivamente do SUS e ajudar as prefeituras, os governos estaduais e as santas casas a pagarem suas contas e garantirem uma oferta de qualidade para a população.”
 
Apesar de cobrar mais dos planos de saúde, o ministro ressaltou que não deverá haver aumento no valor pago pelos clientes, pois esses gastos já estão previstos na contabilidade das empresas. “Não vejo possibilidade de aumento nos planos, por dois motivos. Primeiro, porque isso está na Lei [9.656/1998]. Todo mundo sabe que é a regra do jogo. E depois, porque é justo. Se trata de uma prestação de serviços que as operadoras têm obrigação de fazer, prevista em contrato, e não faz sentido elas deixarem de fazer e apresentarem a conta para o SUS pagar.” Segundo ele, os recursos arrecadados irão para o Fundo Nacional de Saúde. Outra novidade, é que, a partir de agora, as operadoras serão notificadas eletronicamente e a ANS passará a cobrar juros sobre os valores que devem ser reembolsados, a partir da notificação, o que deverá reduzir o adiamento do pagamento.
 
A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), divulgou nota após a coletiva do ministro, explicando que é necessário que suas associadas recebam a regulação e tenham um prazo estabelecido para análise da listagem enviada pela ANS com o nome dos clientes atendidos pelos SUS, chamada de Aviso de Beneficiários Identificados (ABI). Segundo a entidade, a listagem apenas identifica os beneficiários que foram atendidos na rede pública e os atedimentos feitos.
 
Segundo a FenaSaúde, não é feita nenhuma análise se o beneficiário teria direito àquele atendimento pelo plano de saúde. "Essa análise será feita pela operadora de plano de saúde, que após receber os avisos de que seus beneficiários foram atendidos no SUS, terá o prazo de trinta dias para analisar e verificar se as cobranças são procedentes, caso constate que o beneficiário identificado, por algum motivo, não teria direito àquela cobertura pelo plano de saúde”, informou na nota.
 
A entidade informou alguns exemplos de ABI improcedentes: beneficiário está em carência ou no período de cobertura parcial temporária (CPT), o atendimento foi prestado a um homônimo, acidente de trabalho não coberto no contrato, beneficiário já foi excluído do plano e o evento feito no SUS não é coberto pelo plano de saúde.
 
Agência Brasil