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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Material hospitalar é encontrado em aterro sanitário de Avaré

Na tarde desta terça-feira (16), após uma denúncia, vários matérias hospitalares foram encontrados um aterro sanitário de Avaré. No local foi possível resgatar 830 seringas e agulhas lacradas, para aplicação de insulina e vacina, com validade em 2013; 102 tubetes para exames de sangue; uma caixa com 100 agulhas para coleta de sangue a vácuo ( com vencimento em junho de 2011; 220 cartelas de medicamentos diversos, para estômago e sedativos, alguns já vencidos. A polícia está investigando o caso.
Na tarde desta terça-feira (16), após uma denúncia, vários matérias hospitalares foram encontrados em um aterro sanitário de Avaré. No local foi possível resgatar 830 seringas e agulhas lacradas, para aplicação de insulina e vacina, com validade em 2013; 102 tubetes para exames de sangue; uma caixa com 100 agulhas para coleta de sangue a vácuo ( com vencimento em junho de 2011; 220 cartelas de medicamentos diversos, para estômago e sedativos, alguns já vencidos. A polícia está investigando o caso.
Veja abaixo as fotos tiradas pelo repórter da TV Tem, Luís Corvini Filho, do material resgatado.
Luis Corvini FIlho/ TV Tem
Material hospitalar resgatado





Luis Corvini Filho/ TV Tem
Material hospitalar resgatado
 





Luis Corvini Filho/ TV Tem
Material hospitalar resgatado







Luis Corvini Filho/ TV Tem
Material hospitalar resgatado







Luis Corvini Filho/ TV Tem
Material hospitalar resgatado







Luis Corvini Filho/ TV Tem
Material hospitalar resgatado







Luis Corvini Filho/ TV Tem
Material hospitalar resgatado


Fonte http://tn.temmais.com/noticia/7/22/52312/material_hospitalar_e_encontrado_em_lixao_em_avare.htm

Cães farejadores são treinados para detectar câncer de pulmão

Pesquisa feita com humanos doentes mostra que animais são eficientes no diagnóstico dos tumores em estágio inicial

Cães farejadores são treinados para detectar o câncer de pulmão em humanos, quando os tumores estão em estágio inicial, mostra uma nova pesquisa.

Os cachorros testados – e que passaram pelo treinamento – foram capazes de identificar os compostos orgânicos voláteis que estão presentes no hálito das pessoas com a doença, de acordo com um estudo alemão.

Como as pessoas com câncer de pulmão não costumam apresentar sintomas precoces, e também pelo fato dos métodos de diagnóstico atuais não serem tão seguros, os autores da pesquisa afirmam que os resultados são significativos.

Para a realização da pesquisa, os cientistas recrutaram pessoas com câncer de pulmão, portadores de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e voluntários saudáveis. Os cães especialmente treinados identificaram 71 das 100 amostras de saliva de pessoas com câncer de pulmão. Os animais também acertaram que 372 de outras 400 amostras não apresentavam câncer.

Os cães também foram capazes de distinguir os casos de câncer de pulmão, DPOC e amostras de fumantes. Os autores concluíram que deve existir um marcador diferente para a neoplasia maligna pulmonar que é diferente da doença obstrutiva crônica e do tabagismo, presentes no cigarro, na fumaça do tabaco e dos medicamentos.

“Na respiração dos pacientes com câncer de pulmão, são expelidas susbtâncias químicas diferentes da respiração de pessoas não doentes. Os cães são sensíveis a estes odores e conseguem detectar a presença da doença em um estágio precoce”, afirmou o autor do estudo, Thorsten Walles, do Hospital Schillerhoehe, da Alemanha.

“Nossos resultados confirmam a presença de um marcador para o câncer de pulmão”, acrescenta Walles.

“É um passo importante em direção ao diagnóstico da doença, mas ainda é preciso identificar com mais precisão os compostos orgânicos exalados na respiração dos pacientes. Infelizmente, os cães não conseguem comunicar qual é a bioquímica do cheiro do câncer.”

O estudo foi publicado no European Respiratory Journal, edição que veicula informações médicas sobre doenças respiratórias no mundo todo.

Fonte The New York Times

Recursos destinados ao controle da Aids caíram 10%

Falta cada vez mais dinheiro para o combate ao HIV nos países mais pobres. A constatação é de uma pesquisa divulgada nessa quarta-feira (17/8) pelo Programa das Nações Unidas para HIV/Aids e pela Kaiser Family Foundation. De acordo com o relatório, em 2010, os recursos dos países ricos destinados ao controle da doença nas nações menos desenvolvidas caíram 10% em relação a 2009, afetando mais justamente as regiões onde o problema é mais latente, como a África subsaariana e a América Latina.

Segundo o estudo, os 15 principais países doadores desembolsaram, no ano passado, US$ 6,9 bilhões para ajudar no combate à Aids em países pobres, US$ 750 milhões a menos que em 2009. Sete países — Austrália, Alemanha, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Estados Unidos — diminuíram as contribuições em relação ao ano anterior. A principal culpada pela redução de recursos seria a crise econômica mundial. “A Aids é um investimento inteligente, mesmo em um ambiente econômico difícil. Temos que olhar além dos custos de curto prazo e reconhecer os benefícios de longo prazo dos investimentos”, diz Michel Sidibé, diretor executivo da Unaids.

Para a organização, ligada à ONU, três fatores influenciaram a diminuição. A queda real das doações é apenas um dos problemas. Com a crise econômica mundial, países da Europa tiveram que cortar gastos — e as contribuições internacionais para a doença não ficaram de fora. Questões cambiais também tiveram a sua parcela de culpa na diminuição dos recursos. A Dinamarca, por exemplo, embora tenha contribuído mais em sua moeda nacional, apresentou redução quando o valor é convertido para dólares.

Outra questão foi a desaceleração das contribuições norte-americanas, que, embora não tenham caído em valores absolutos, perderam a trajetória de crescimento dos últimos anos. O Congresso dos EUA aprovou um orçamento semelhante ao de 2009 para a luta contra a Aids, algo em torno de US$ 5,5 bilhões — aproximadamente 54% de todas as doações mundiais. As novas exigências para o repasse do financiamento, contudo, fizeram com que parte desse dinheiro só venha a chegar aos países mais pobres neste ano ou em 2012. “Com o financiamento dos EUA adiado, mas não eliminado, essa pode até ser uma queda temporária, mas o seu impacto sobre os serviços de saúde podem ser reais”, avalia Drew Altman, presidente e CEO da Kaiser Family Foundation.

Pelos cálculos da ONU, para se atingir a meta de acesso universal à prevenção, ao tratamento, aos cuidados e ao apoio aos pacientes com Aids, seria necessário elevar até 2015 o montante arrecadado entre os países mais ricos para US$ 22 bilhões. A Unaids estima que isso evitaria, anualmente, 12 milhões de novas infecções e mais de 7 milhões de mortes. (MMM)

Fonte Correio Braziliense

Bactérias transgênicas podem limpar águas poluídas com mercúrio

Bactérias transgênicas que suportam altas doses de mercúrio poderiam sanear seu entorno, facilitando a limpeza de áreas contaminadas com este metal, afirmam cientistas da Universidade Interamericana do Porto Rico. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), anualmente, a indústria química e a mineração vertem 6 mil toneladas de mercúrio no ambiente. Esse metal, que pode entrar na cadeia alimentar, é muito tóxico, sobretudo na forma de metilmercúrio, para humanos e animais.

Oscar Ruiz e seus colegas da Universidade Interamericana do Porto Rico consideram que as bactérias transgênicas que criaram são "uma alternativa" às custosas técnicas de descontaminação adotadas atualmente.

Capazes de proliferar em uma solução contendo 24 vezes a dose mortal de mercúrio para bactérias não resistentes, as cepas transgênicas conseguiram absorver em cinco dias 80% do mercúrio contido no líquido, segundo estudo publicado em Londres pela BMC Biotechnology, revista científica que pode ser consultada gratuitamente na internet.

As bactérias 'Escherichia coli' se tornaram resistentes a altas concentrações de mercúrio, graças à inserção de um gene que permite a elas produzir metalotioneína, proteína que desempenha um papel de desintoxicação no organismo de ratos. Trata-se, segundo os cientistas, do "primeiro estudo" que prova que a metalotioneína "garante uma resistência ao mercúrio e permite sua acumulação na bactéria", que o absorve.

O mercúrio recuperado pelas bactérias nas áreas contaminadas poderia ser utilizado em novas aplicações industriais, segundo a equipe de cientistas.

As bactérias transgênicas demonstraram, no estudo, ser capazes de extrair mercúrio de um líquido, de forma que "a primeira e principal aplicação poderia ser recuperar o mercúrio na água e em outros líquidos", explicou Ruiz em e-mail à AFP. Não se descarta seu uso a longo prazo para a descontaminação. "Temos ideias de como poderia funcionar", afirmou Ruiz, convencido de que seria mais barato que os sistemas atuais.

Fonte Correio Braziliense

Música incrementa o desempenho de diversas tarefas ao estimular neurônios

Ela está em todo lugar: na televisão, em vídeos da internet, no cinema e até mesmo no elevador. Além de divertida e prazerosa para os ouvidos, a música pode fazer bem para o cérebro de maneiras diferentes. Dois estudos americanos recentes sugerem que a atividade musical dos jovens pode ajudá-los a se tornar adultos mentalmente mais ativos e saudáveis. Os resultados indicam que a música estimula o cérebro de forma positiva.

Uma das pesquisas, realizada na Universidade do Kansas, comparou três grupos de 70 adultos saudáveis entre 60 e 83 anos: leigos, músicos com pouca atividade e aqueles que praticam muito e há bastante tempo. Os resultados de questionários e testes realizados mostraram que os músicos ativos se saem melhor em tarefas que exigem a memória espacial, a velocidade de raciocínio e a flexibilidade cognitiva. Um segundo estudo, da Universidade de Northwestern, investigou voluntários de meia idade que permaneceram musicalmente ativos durante a vida, comparando-os com não músicos da mesma faixa etária. Os resultados indicaram superioridade dos músicos em algumas áreas. Dessa vez, maior habilidade em detectar ruídos em ambientes barulhentos e memória auditiva mais afiada.

Os dois estudos sugerem que estudar música desde criança pode favorecer o cérebro a se manter ativo na velhice. Segundo o neuropediatra Carlos Nogueira Alcélio, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, isso acontece graças à plasticidade cerebral. Isso significa que o cérebro pode se modificar conforme a necessidade e as vivências, e estabelecer diferentes conexões entre suas células. “O cérebro é formado por neurônios, e os neurotransmissores fazem a comunicação entre eles. Quanto mais conexões, melhor”, diz.

Um desses neurotransmissores é chamado dopamina, substância estimulada pelo estudo da música. “A dopamina está relacionada às memórias visual e auditiva, à coordenação motora e à organização do espaço temporal”, explica Alcélio. Na infância e no início da adolescência, o cérebro ainda não está totalmente desenvolvido e, por isso, as crianças têm maior facilidade para aprender algo novo, como tocar um instrumento musical ou falar um segundo idioma. A dopamina está também relacionada à afetividade e à sensibilidade, elementos importantes para a dedicação musical.
Atenção Para o professor de Valério Martins, da Escola de Música Clave de Sol, além de uma paixão, a carreira foi uma terapia. A hiperatividade que tinha desde criança dificultava sua atenção às aulas. “Não conseguia ficar sentado durante uma hora para assistir a uma aula. Preferia estudar tudo sozinho, no meu tempo.” O gosto pela música o estimulou a se disciplinar. “Para aprender a tocar, você tem que parar, se sentar, analisar e se concentrar naquilo. O músico escuta os sons e os reconhece como se identificam as cores. Pintar o quadro exige atenção e concentração. Eu fui seduzido pela música e tive que melhorar”, diz. Para ele, que hoje vê os resultados nos jovens alunos a quem apresenta os sons e as notas, o importante é estar sempre aprendendo. “Quanto mais você sabe, mais você quer saber. Isso impede que você pare no tempo.”

O professor Hofmann Carvalho, 32 anos, se dedica à música há 25. Segundo ele, a disciplina é uma língua que deve ser ensinada nas escolas como qualquer idioma. Estimular os alunos, acredita, é o primeiro passo para que eles se interessem desde pequenos pela formação musical. Os exercícios de memória, sensibilidade e coordenação motora são os maiores benefícios, além do foco em uma atividade, na opinião de Carvalho. “No começo, a criança se concentra por menos tempo, mas isso vai mudando conforme o interesse.”

Mas isso não significa que os pais devam correr imediatamente para matricular as crianças em aulas de canto, violão ou piano. O professor de psicologia da Universidade Católica de Brasília Afonso Galvão alerta que a música não fará as crianças mais inteligentes, em relação àquelas que não tocam um instrumento. “O que acontece é uma transferência de aprendizagem. A música facilita o entendimento de outras disciplinas, mas apenas na fase inicial do aprendizado”, diz.

Para o professor, há um grupo de pessoas que defende o ensino da música para ajudar o desempenho em outras áreas. Mas ele lembra que apenas o estudo focado na atividade que se quer aprender é que dará maior compreensão daquela disciplina. “Não dá para fazer uma regra geral. Se você quer ser bom em matemática, tem que estudar matemática. A música é importante como atividade cognitiva complexa, mas deve ser estimulada nas escolas pela relevância da disciplina por si mesma”, defende

 Tchaikovsky, Brahms e Mozart são alguns dos compositores preferidos de Hayane Saatkamp, 20 anos. Violinista por metade da vida, Hayane atribui à música grande parte da sua educação. “A música envolve a pessoa, pois estamos sempre aprendendo e mudando”, acredita. Para ela, apesar de não ter influenciado diretamente no aprendizado de outras disciplinas escolares, a música a ajudou a ter mais foco, além de objetividade, para começar e terminar uma tarefa. Além disso, saber ouvir e prestar atenção expandiu seus horizontes. “A maior diferença que sinto é na maneira de ver a vida. Com a música, aprendi a querer conhecer mais o mundo.”

Fonte Correio Braziliense

Osteogênese Imperfecta - Doença dos ossos de vidro

A Osteogenesis Imperfecta (OI), ou Osteogênese Imperfeita, é uma doença genética relativamente rara (atinge em média 1 a cada 21.000 nascidos) que provoca principalmente a fragilidade dos ossos. Uma deficiência do colágeno (proteína que dá consistência e resistência, principalmente ao osso, mas também à pele, veias e outros tecidos do corpo) do organismo é a responsável pelas características da doença.
 
Os ossos das pessoas que têm Osteogenesis Imperfecta se quebram com facilidade, ou seja, com elas acontecem fraturas por traumas simples, que não seriam suficientes para provocá-las em outras pessoas: uma pequena queda ou pancada, um esbarrão em algum obstáculo e até mesmo, nos casos mais graves da doença, um movimento do corpo mais brusco. Existem ainda as fraturas espontâneas, que ocorrem sem nenhuma causa aparente.
 
Como conseqüência de fraturas e microfraturas pode haver o encurvamento dos ossos das pernas, braços e às vezes da coluna. Mesmo sem fraturas isso também pode acontecer, pelas características da formação óssea do portador. Outra característica importante da OI é que apesar da sua fragilidade, os ossos se consolidam normalmente, a não ser em casos em que exista alguma deformidade muito grande.
 
A OI é uma patologia (doença) que, segundo se sabe, existe desde a Antigüidade. Foi encontrada, inclusive, uma múmia egípcia, portadora de Osteogenesis Imperfecta, datada do ano 1000 a.C.
 
Estima-se que no Brasil existam pelo menos 12.000 portadores de Osteogenesis Imperfecta. 
 
Conheça os vários tipos de OI clicando aqui

Conheça o que há de novo sobre OI clicando
aqui.

Antraz - Guerra Bacteriológica

BIOTERRORISMO
 
Também conhecido como terrorismo químico-biológico, termo ultimamente muito difundido devido aos últimos acontecimentos mundiais. Nada mais é do que a liberação intencional de produtos químicos ou agentes infecciosos muito prejudiciais à saúde.

Tais produtos ou agentes causadores de infecções podem ser liberados no ar por meio de poeiras ou através da colocação dos produtos nas fontes de água que abastecem cidades, principalmente. Tal atitude tem a única e clara intenção de prejudicar as populações dos países onde ocorre, acrescida da possibilidade de alastrar doenças pelo mundo todo - pois quem garante que alguém que se contaminou não irá fazer uma viagem antes de saber que está doente?

Dentre os agentes infecciosos existem várias bactérias como o anthrax, e principalmente vírus, como o da varíola, cujas vacinas nem seriam suficientes para todos, doença considerada erradicada no mundo e somente manipulada em laboratório hoje em dia.

Muitas dessas doenças já foram exaustivamente estudadas, outras ainda não estão suficientemente conhecidas.

A contaminação pode ocorrer de três formas:
  • contato com a pele, em que pode haver uma lesão e causar doença localizada ou se disseminar pelo sangue;
  • por digestão de algum alimento contaminado, causando doença generalizada;
  • por via respiratória, considerada a pior forma, causando doença respiratória, muitas vezes levando ao óbito.
 
Aliados ao medo e ao terror causados pela idéia da disseminação de tais doenças, ainda teríamos a grande dificuldade de diagnosticar uma epidemia a curto prazo para adequado manejo de doentes e do controle de disseminação das doenças, além da falta de diversos tipos de vacinas em quantidade suficiente para atender a todos os indivíduos que poderiam ser atingidos. Afinal, numa situação dessas, quem vamos vacinar primeiro? E como conseguir, em curto espaço de tempo, vacinas suficientes para todos os trabalhadores dos hospitais para que eles possam continuar atendendo a população?

Falando especificamente do anthrax, doença causada por uma bactéria chamada Bacillus anthracis, a contaminação normalmente ocorre pela pele, com maior incidência em trabalhadores do campo, que têm mais contato com o gado.

Quando há inalação, há doença respiratória, inicialmente confundida com uma gripe. Após alguns dias, com a função pulmonar prejudicada, há piora do estado geral com sintomas muito parecidos com os de hantavirose. A liberação dessa bactéria se torna possível porque fica suspensa no ar e pode ser manipulada, como foi feito nos Estados Unidos para que ficasse misturada à poeira, ou pó, e entrasse em contato com a pele das vítimas.

O tratamento, quando a doença é descoberta em tempo, é feito por agentes antibacterianos específicos, com grande chance de cura.

Acne

Definição

A acne é uma doença de pele que causa a formação de espinhas, cravos e lesões vermelhas inflamadas (pápulas, pústulas e cistos). Essas formações são normalmente chamadas de "espinhas".

Nomes alternativos

Acne vulgar; Acne cística; Espinhas

Causas, incidência e fatores de risco

A acne ocorre quando orifícios minúsculos na superfície da pele, chamados de poros, ficam obstruídos. Cada poro é uma abertura para um canal chamado de folículo que contém um pelo e uma glândula sebácea.



Foto: ADAM
Glândula sebácea do folículo do pelo

 

Normalmente, as glândulas sebáceas ajudam a manter a pele lubrificada e a remover as células mortas da pele. Quando as glândulas produzem óleo em excesso, os poros podem ficar bloqueados, acumulando sujeira e bactérias. A obstrução é chamada de comedão.


O topo do comedão pode ser branco (espinha) ou preto (cravo). Se ele se rompe, o material interno, incluindo óleo e bactérias, pode se espalhar para a área ao redor e causar uma reação inflamatória. Se a inflamação estiver profunda na pele, as espinhas podem aumentar até formar um cisto rígido e dolorido.
A acne normalmente aparece no rosto e nos ombros, mas também pode ocorrer no tronco, braços, pernas e nádegas. Ela é mais comum em adolescentes, mas pode acontecer em qualquer idade, mesmo em bebês.
Três em cada quatro adolescentes apresentam acne de algum grau, provavelmente causada por alterações hormonais que estimulam a produção de óleo. Entretanto, as pessoas entre 30 e 40 anos também podem ter acne.
A acne tende a atingir pessoas da mesma família e pode ser desencadeada por:
  • Alterações hormonais relacionadas à menstruação, gravidez, pílulas anticoncepcionais ou estresse
  • Produtos oleosos, cosméticos e para os cabelos
  • Determinados medicamentos (como esteroides, testosterona, estrogeno e fenitoína)
  • Níveis altos de umidade e suor



Foto: ADAM
Lesões de acne frequentemente contêm pus. Esta fotografia aproximada mostra pequenas pústulas de acne com inflamação ao redor


Apesar da crença popular de que chocolate, frutas secas e outros alimentos causem acne, as pesquisas realizadas até hoje não confirmam isso.

Sintomas


  • Cravos
  • En crostação das erupções da pele
  • Cistos
  • Pústulas
  • Vermelhidão ao redor das erupções da pele
  • Cicatrizes
  • Espinhas

Sinais e testes

O médico pode diagnosticar a acne com base na aparência da pele.

Tratamento


Cuidados caseiros para diminuir os efeitos da acne:
  • Limpe a pele suavemente com um sabonete suave e hidratante (como Dove, Neutrogena). Retire toda a sujeira ou maquiagem. Lave o rosto uma ou duas vezes ao dia, inclusive após se exercitar. Entretanto, evite lavar a pele repetidamente ou em excesso
  • Aplique shampoo nos cabelos diariamente, principalmente se forem oleosos. Penteie os cabelos para trás ou prenda-os para que não fiquem no rosto. Evite usar faixas apertadas na cabeça
  • Tente não espremer, apertar ou coçar as espinhas. Embora seja tentador, isso pode causar infecções e cicatrizes na pele
  • Evite tocar no rosto com as mãos ou os dedos
  • Evite cremes ou cosméticos oleosos. Use fórmulas a base de água ou "não comedogênicas". Retire a maquiagem à noite. Os produtos não comedogênicos já foram testados e provaram não obstruir os poros e causar acne


Se esses cuidados não diminuírem as imperfeições a um nível aceitável, experimente os medicamentos contra acne vendidos sem receita médica. Esses produtos são aplicados diretamente na pele. Eles podem conter peróxido de benzoíla, enxofre, resorcinol e ácido salicílico. Eles matam as bactérias secando o óleo e fazendo a primeira camada da pele descascar e podem causar vermelhidão ou descamação. Se as espinhas ainda forem um problema, o dermatologista pode receitar medicamentos mais potentes e indicar outras opções.

Possíveis medicamentos receitados:
  • Antibióticos tópicos (por via oral) como minociclina, doxiciclina, tetraciclina, eritromicina e amoxicilina
  • Antibióticos tópicos (aplicados na pele) como clindamicina, eritromicina ou dapsona
  • Creme ou gel de ácido retinoico e comprimidos de isotretinoína - mulheres grávidas e adolescentes sexualmente ativas NÃO devem tomar isotretinoína, pois ele causa graves defeitos de nascença
  • As mulheres que tomam isotretinoína devem usar duas formas de contracepção antes de começar a tomar o medicamento
  • Fórmulas receitadas com peróxido de benzoíla, enxofre, resorcinol ou ácido salicílico
  • Um comprimido chamado spironolactone pode ajudar as mulheres com acne controlada hormonalmente
  • Um procedimento a laser chamado de terapia fotodinâmica também pode ser eficaz



Foto: ADAM
Cravos (comedões) são comuns na acne: folículos capilares obstruídos refletem a luz de forma irregular para produzir esse matiz preto


As pílulas anticoncepcionais algumas vezes podem ajudar a diminuir a acne. Em alguns casos, porém, elas podem piorar o quadro.
O médico também pode recomendar um peeling químico, a remoção de cicatrizes por dermoabrasão ou remoção, drenagem ou injeção de cistos.
Um pouco de exposição ao sol pode melhorar a acne. Entretanto, a exposição excessiva à luz do sol ou aos raios ultravioletas não é recomendada porque ela aumenta o risco de câncer de pele.

Expectativas (prognóstico)


A acne geralmente diminui após a adolescência, mas pode durar até a meia idade. A doença, em geral, responde bem ao tratamento depois de seis ou oito semanas,mas ataques podem ocorrer periodicamente. Se a acne grave não for tratada, podem ocorrer muitas cicatrizes. Algumas pessoas, principalmente os adolescentes, podem ficam muito deprimidos se a acne não for tratada.

Complicações


Possíveis complicações incluem:
  • Alterações na cor da pele
  • Cistos
  • Danos à autoestima, confiança, personalidade e vida social
  • Cicatrizes faciais permanentes
  • Efeitos colaterais do Accutane (incluindo pele e membranas de muco muito secas, níveis altos de triglicerídeos, danos ao fígado e defeitos de nascença; ligue para o médico imediatamente se você engravidar enquanto estiver tomando esse medicamento)
  • Efeitos colaterais de outros medicamentos


Ligando para o médico


Ligue para seu médico ou para um dermatologista se:
  • Os cuidados caseiros e medicamentos vendidos sem receita não ajudarem após vários meses
  • A acne for grave (p. ex., se você apresentar muita vermelhidão ao redor das espinhas ou tiver cistos) ou piorar
  • Você desenvolver cicatrizes conforme a acne diminui
  • Ligue para o pediatra se seu bebê apresentar acne que não diminui sozinha dentro de três meses



Foto: ADAM
A acne pode persistir na idade adulta


A face é o local mais comum da acne e pode ter um profundo impacto psicológico e causar cicatrizes. Existem tratamentos eficazes disponíveis para esse tipo de acne. Os homens são mais afetados nos ombros e nas costas que as mulheres.

Acne cística (ou acne nodulocística) é a forma mais grave de acne. A pele apresenta tanto pústulas quanto saliências vermelhas rígidas. Esta forma de acne é mais difícil de tratar e geralmente exige a administração oral de um derivado da vitamina A.

A acne afeta as áreas da pele que contêm glândulas sebáceas, incluindo a face, o tórax superior e as costas. Ela ocorre mais comumente durante a adolescência. Há muitos tratamento disponíveis para a acne, especialmente para os tipos mais graves.

Em bebês, a acne normalmente é vista nas bochechas, no queixo e na testa. Pode apresentar-se no nascimento, mas seu desenvolvimento é mais comum com três a quatro semanas de idade. A acne em bebês ocorre quando mudanças hormonais no corpo estimulam as glândulas sebáceas em sua pele.

Foto: ADAM
Acne em bebês


A condição pode parecer pior quando o bebê chora ou se agita, ou em qualquer situação que aumente o fluxo sanguíneo na pele. A acne em bebês é inofensiva e normalmente desaparece sozinha em algumas semanas. 

Fonte IG

Brucelose

Sinônimos
Febre de Malta, febre ondulante.

O que é?
E uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Brucella com várias espécies, cada qual com um hospedeiro preferencial o que confere à brucelose características próprias de disseminação, sendo predominante no Mediterrâneo a Brucella mellitensis que provoca a forma humana mais grave da doença. A repercussão nos animais difere segundo a espécie infectante e a do animal contaminado.

Como se adquire?
A transmissão da bactéria se faz por ingestão de produtos do animal infectado, pelo consumo do leite não pasteurizado ou do próprio queijo. A doença pode ser contraída também pelo contato com o animal (aborto, placenta, feto, sangue), através da pele, por feridas mesmo as imperceptíveis, as brucelas podem ser aspiradas diretamente do ar. A ingestão do alimento contaminado propicia a multiplicação das bactérias na mucosa intestinal de onde elas se disseminam. O período de incubação (tempo que vai da contaminação ao início dos sintomas) varia de duas semanas a dois meses. A doença não se transmite de pessoa a pessoa.

O que se sente?
Os sintomas são inespecíficos e de duração variável o que dificulta a identificação da infecção. Pode haver febre, suores noturnos, calafrios, dor de cabeça, artralgias (dores articulares), anorexia (perda do apetite), os casos mais graves podem acometer rins e coração, fígado. A doença pode durar meses e mesmo anos. Mesmo não sendo agudamente fatal prejudica cronicamente a saúde.

Como o médico faz o diagnóstico?
O quadro clínico é inespecífico o dado importante é a ingestão de alimento de origem animal potencialmente contaminado. A confirmação laboratorial se faz através de identificação dos germes após hemocultura (cultura de amostra de sangue) ou exame cultural de material biopsiado. A identificação laboratorial destas bactérias é demorada (até quatro semanas), dá muito falso negativo e necessita ser feito em laboratório com experiência.

Prevenção
A advertência dos trabalhadores que cuidam de animais ou de seu abate sobre os riscos da doença, o controle da sanidade dos animais e a vigilância sanitária sobre o leite e seus derivados são decisivos na prevenção da brucelose.

Fonte ABC da Saúde

Download: Vigilância em saúde: Dengue, Esquistossomose, Hanseníase, Malária, Tracoma e Tuberculose

Faça o download:

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/abcad21.pdf

Liberação de Verba: Entidades filantrópicas recebem R$ 300 milhões de incentivo

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (16) as novas regras para a certificação das Entidades Beneficentes de Assistência Social na Área de Saúde (CEBAS) que prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da saúde, Alexandre Padilha, anunciou também durante o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos repasses de R$ 100 milhões este ano e R$ 200 milhões em 2012 para o Incentivo de Apoio à Contratualização de 700 entidades filantrópicas.

Além disso, o ministro autorizou a liberação de R$ 12 milhões do Timemania para convênios com 170 entidades, cujo projeto de qualificação da gestão foi aprovado pelo Ministério.

De acordo com Padilha, a portaria simplifica e torna mais claras as regras para a certificação e renovação do certificado de filantropia.

Incentivos
O Ministério da Saúde autorizará incentivo de 20% aos repasses totais a entidades filantrópicas que comprovarem 100% de atendimento pelo SUS. Há hoje 1.478 entidades filantrópicas no Brasil. Em 2010, o ministério repassou R$ 6,6 bilhões às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos no país inteiro, como custeio à realização de procedimentos. Segundo o ministério, esse valor representou crescimento de 63,6% na destinação de recursos a esse tipo de entidade, em relação a 2004.

Ao todo, ocorreram nelas mais de 4 milhões de internações e mais de 138 milhões de atendimentos ambulatoriais, no ano passado. Esses estabelecimentos destinam hoje 105.337 leitos ao SUS, sendo 99.280 leitos gerais e 6.057 leitos de UTI.

Critérios
Por meio da portaria, fica formalizado o critério de atendimento de, pelo menos 60%, ao SUS para que as entidades obtenham a certificação de filantrópicas – ou a renovem. A renovação ocorre a cada três anos. O atendimento ambulatorial pelo SUS agora pode compor até 10% desse percentual nas entidades filantrópicas em geral. Esse é um reconhecimento do Ministério da Saúde ao novo perfil de atendimento da saúde pública.

Já no caso de hospitais que se dedicam à Oncologia e à Oftalmologia, 100% dos atendimentos poderão ser ambulatoriais. “Estamos falando aqui de procedimentos, como a quimioterapia, radioterapia e pequenas cirurgias oftalmológicas, que não envolvem necessariamente internação do paciente. Agora, hospitais que têm importante contribuição nesse tipo de procedimento pelo SUS podem obter a certificação”, acrescenta Padilha.

Atendimentos que compreendam as redes prioritárias do SUS – Rede de Urgência e Emergência (Saúde Toda Hora), Oncologia, Rede Cegonha (de atendimento materno e infantil) e atendimento a usuários de álcool e drogas – terão peso maior na composição do percentual mínimo para a obtenção/renovação do certificado. A caracterização da gratuidade, pela nova Portaria, também se modifica. Não fica mais restrita à assistência, mas passa a abranger o apoio ao ensino, a promoção à saúde, e as casas de apoio a Oncologia, acolhimento de pacientes de álcool e drogas e acolhimento materno.

Fonte SaudeWeb

Operadoras devem divulgar mapa de rede credenciada na internet

Objetivo da iniciativa é criar critérios para divulgação da rede de prestadores e garantir a atualização em tempo real das alterações realizadas

Para zelar pelo acesso à informação clara e objetiva dos serviços prestados pelas operadoras de planos de saúde aos seus beneficiários, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) criará norma para que estas passem a divulgar suas redes assistenciais na internet, permitindo que o beneficiário localize de forma mais fácil e ágil todos os prestadores de serviços de saúde do plano contratado. A proposta de Resolução Normativa irá para consulta pública no dia 24 de agosto.

O objetivo da ANS é criar critérios para divulgação da rede de prestadores e garantir a atualização em tempo real das alterações realizadas, tornando mais transparente e eficaz a informação sobre as redes assistenciais dos produtos oferecidos pelas operadoras de planos de saúde.

As operadoras com número superior a 100.000 (cem mil) beneficiários deverão apresentar georreferenciamento por meio de imagens ou mapas que indiquem a localização espacial geográfica de cada prestador de serviço de saúde (mapeamento geográfico dinâmico).

As empresas com número de beneficiários entre 20.000 (vinte mil) e 100.000 (cem mil) deverão adotar o georreferenciamento de mapas (mapeamento geográfico).

As companhias com até 20.000 (vinte mil) beneficiários deverão informar a rede credenciada na internet, permanentemente atualizada, não sendo obrigatório exibir o mapeamento geográfico ou mapeamento geográfico dinâmico.

O normativo visa, portanto, compatibilizar as exigências de prestação de informação sobre as redes assistenciais de acordo com o porte e a capacidade das operadoras de planos de saúde.

A rede assistencial deverá ser exibida por cada plano de saúde, apresentando o nome comercial do plano, seu número de registro na ANS ou seu código de identificação no Sistema de Cadastro de Planos comercializados anteriormente a janeiro de 1999, data de vigência da Lei 9.656/98.

Em relação aos prestadores de serviços de saúde, a operadora deverá expor informações como: nome fantasia do estabelecimento (pessoa jurídica) ou nome do profissional (pessoa física); tipo de estabelecimento; especialidade(s) ou serviço(s) contratado(s) – de acordo com o contrato firmado – e endereço. Neste caso, os parâmetros sugeridos para que a informação seja disponibilizada são os seguintes: unidade da federação; município; bairro; logradouro; número; código de endereçamento postal – CEP; e telefones.

A Consulta Pública N° 45 estará disponível a partir de 24/08/2011 por 30 (trinta) dias, em formulário eletrônico exclusivamente na página da ANS na internet, para que beneficiários, operadoras e prestadores de serviços de saúde possam contribuir. A participação de todos os envolvidos e interessados por este tema é de fundamental importância para aprimorar o trabalho que tem sido desenvolvido pela ANS.

Fonte SaudeWeb

Auditoria em saúde: veja a média salarial dos profissionais

Pesquisa da Catho Online, empresa de classificados online de currículos, traz média salarial de profissionais de diversas áreas da saúde.

Confira a remuneração dos profissionais que atuam em auditoria:
Cargo: Gerente de Auditoria
Média salarial: R$ 9.297

Cargo: Médico Auditor Sênior (4 horas/dia)
Média salarial: R$ 6.475

Cargo: Médico Auditor Pleno (4 horas/dia)
Média salarial: R$ 5.537

Cargo: Médico Auditor Júnior (4 horas/dia)
Média salarial: R$ 4.601

Cargo: Enfermeiro Auditor Sênior
Média salarial: R$ 3.654

Cargo: Enfermeiro Auditor Pleno
Média salarial: R$ 2.970

Cargo: Enfermeiro Auditor Júnior
Média salarial: R$ 2.459

Cargo: Assistente de Auditoria
Média salarial: R$ 1.382

Cargo: Auxiliar de Auditoria
Média salarial: R$ 990

*Acompanhe a média salarial de outros cargos do setor ao longo do mês no Saúde Web!

Metodologia:
O estudo é atualizado a cada três meses e traz dados de mais de 1.800 cargos, de 218 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 21 regiões geográficas do Brasil, além de 7 faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

Fonte SaudeWeb

Quando um sistema de EHR falho trata pacientes

Quando investigadores de Harvard tentaram descobrir porque uma paciente quase morreu, descobriram que mesmo um sofisticado sistema de e-reminders e alertas não é suficiente

Quando se acessa um sistema de registro eletrônico de saúde falho, “as intervenções devem facilitar a fazer a coisa certa e diminuir as coisas erradas”. Esse é o conselho de três médicos de Harvard em como corrigir um sistema de EHR que quase permitiu que uma paciente morresse.

Essa história começa com uma mulher de 53 anos que desenvolveu complicações com risco de morte por pneumococcal spesis, por não ter sido vacinada para prevenir a infecção. A paciente apresentou o quadro de sepse 10 anos após um acidente de carro onde foi necessária a retirada de seu baço.

A vacina é considerada padrão para pacientes que sofrem uma esplenectomia porque a ausência do órgão enfraquece a resistência a uma série de patologias, incluindo a que causa a sepse pneumocócica.

Se essa tragédia tivesse acontecido na era pré-eletrônica, os médicos que trabalham no caso estariam se culpando e tentando ser mais diligentes sobre a aplicação das diretrizes clínicas. O sistema de saúde de hoje exige gerentes de TI, chefes médicos e funcionários de cuidado de segurança do paciente para descobrirem como o sistema de EHR do hospital falhou, e se falhou, descobrirem como evitar que os mesmo erros ocorram no futuro. O resultado dessa investigação pode ajudar no próximo projeto do EHR.

Abordagem Autocrítica
A investigação revelou que a paciente havia sido tratada durante todo o período de 10 anos pelo mesmo sistema de healthcare. Então, em teoria, o que os médicos tinham que fazer era ter dado a vacina ao longo desse tempo para prevenir o desastre. Mas a esplenectomia não foi anotada na lista de problemas do EHR. Se tivesse sido anotada, a paciente teria tomado a vacina porque o sistema emite alertas para dar a droga a cada cinco anos.

A palavra em questão é “deveria ter”. Estudos descobriram que apenas 6 de cada 10 pacientes com o termo “esplenectomia” recebem a vacina.

Por não confiarem na abordagem de alertas, os médicos de Harvard consideraram criar o que chamam de “imediata interrupção de atividade” que dá a ordem: Dê a vacina! Outra opção é enviar relatórios rotineiros para todos os médicos que cuidam de pacientes que fizeram a cirurgia, os encorajando a enviar cartas informativas sobre a vacina.

Infelizmente, mesmo se o sistema estivesse com essas abordagens, não ajudaria a paciente em questão, porque o primeiro médico que realizou os cuidados só implementou o sistema EHR após o acidente de carro, então, a esplenectomia não estava inclusa em sua lista de problemas e também não foi adicionada posteriormente.

Então, essencialmente os gerentes de TI e médicos encaram dois dilemas: Muitos pacientes que tiverem seus baços removidos têm o fato listado em sua lista de problemas da EHR, mas ninguém presta atenção; e alguns pacientes que fizeram a cirurgia, nunca tiveram a informação adicionada ao seu relatório.

Fonte SaudeWeb

Saúde: “A gestão tem que ser interdisciplinar”

Sob o tema “Saúde e meio ambiente: um novo olhar sobre sustentabilidade”, a Confederação Nacional das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) deu início a seu XXI Congresso Nacional, nesta última terça-feira (16), em Brasília.

“Um novo olhar sobre a sustentabilidade” foi um dos temas discutidos. A professora da Universidade Federal do Espírito Santo, Cândida Caniçali Primo destacou a importância dos profissionais de enfermagem nos hospitais, que correspondem a 60% do corpo de funcionários de uma instituição de saúde.

Cândida também citou a necessidade dos centros hospitalares oferecerem cursos de capacitação para os funcionários. “A base de tudo é o ensino. Devemos incentivar nossos colaboradores a estudar”, disse.
De acordo com a enfermeira Márcia Fidauza, do Hospital Santa Isabel, as estratégias para o gerenciamento da instituição é fazer com que todas as áreas se articulem. “A gestão tem que ser interdisciplinar.

Trabalhamos de forma integrada com todas as áreas”. A enfermeira explica que, todos os meses, é feito um planejamento estratégico no hospital e são estabelecidas diretrizes e metas a cada dois meses, para avançar nas áreas de segurança, qualidade de atendimento e reduzir custos. Na unidade também há projetos de gerenciamento de resíduos hospitalares.

Gestão administrativa
Para o superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Samaritano de São Paulo, Luís Maria Ramos Filho, para que haja uma boa gestão administrativa são necessárias inovações tecnológicas nos centros de saúde, ações da unidade na esfera municipal, estadual e federal.

Tanto o Hospital Santa Isabel e o Samaritano possuem projetos de sustentabilidade, como gerencialmente de resíduos tóxicos, mecanismos de uso racional de água e de energia.

Fonte SaudeWeb

Saúde: A alma é o segredo do negócio

Recentemente, durante uma entrevista, o jornalista questionou-me sobre o segredo de um negócio bem sucedido, sobretudo, quando envolve a participação de 1.243 sócios, em que todos têm exatamente os mesmos direitos. No modelo cooperativista de trabalho só há sócios majoritários. A pergunta, aparentemente simples, chegou aos meus ouvidos como provocação. Provocação da boa, daquela que faz a gente querer reinventar a resposta, afinal ainda que o questionamento seja antigo, a dinâmica da vida empresarial exige respostas novas, quase sempre inovadoras.

Neste mundo, mudanças fazem parte das regras do jogo e adaptar-se a elas com rapidez e eficiência define o sucesso de uma organização. A resposta, portanto, estava na ponta da língua: um planejamento estratégico consistente, uma rede eficiente de serviços, médicos comprometidos com o modelo cooperativista e a confiança do cliente. Entretanto, a simplicidade da pergunta exigia mais e foi aí que me lembrei da célebre frase: “O segredo é a alma do negócio”.

À mineira, podemos compreender que o segredo seja realmente o grande responsável por organizações bem sucedidas, a exemplo da mítica fórmula da Coca-Cola. Porém, diante do desafio imposto de procurar respostas inovadoras, de compreender a crescente expansão dos meios de comunicação e da necessidade premente de construir marcas fortes não hesitei: a ordem da frase deve ser invertida, embora também seja possível compreendê-la da forma como está. A alma, eis o grande segredo do negócio.

E o que é a alma de um negócio? A alma de um negócio é sua razão de existir. O ideal que alimentou sua formação. Os valores e os princípios que embalaram seu nascimento e que ajudaram a construir, gene a gene, seu DNA empresarial. Quando as pessoas, milhares, uma centena de milhar, depositam a confiança de sua saúde nos cofres de uma cooperativa de trabalho médico, o fazem porque enxergam a “alma” da empresa, seu jeito de ser e de cuidar dos clientes, acionistas, colaboradores e da sociedade de modo geral.

Empresas com alma são, portanto, as que se reinventam para continuarem existindo no mundo em transformação, porque possuem um compromisso histórico consigo mesmas. É como se suas raízes fossem motores propulsores, como o são as raízes das plantas. No escuro e, em “segredo”, vão trabalhando para fazer o lado visível florescer.

Assim, o bom planejamento estratégico busca na essência da organização a motivação e as respostas necessárias para que o negócio, ainda que praticado com um olhar diferente em relação ao mercado (novas oportunidades e ameaças), não descaracterize a proposição original. Organizações assim não perdem de vista o ambiente externo e com o insumo que recolhem desafiam o ambiente interno a agir, reagir, inovar, contingenciar.

O Sistema Unimed, após ultrapassar a casa dos 40 anos, data emblemática na vida de qualquer pessoa e por que não de uma empresa, está se reinventando. Um ótimo sinal de vitalidade, de rebeldia. Porque o ato de ser rebelde é parte indissociável do ideal que norteou a criação da primeira cooperativa Unimed no país. Mais especificamente, em Santos (SP). De olho no passado, para modificar o presente e, garantir o futuro. O sonho da perpetuidade está na raiz de tudo que o homem inventa.

Se hoje são imprescindíveis o planejamento e os mapas estratégicos, o mapeamento dos processos e o alinhamento organizacional e de competências, a criação de indicadores e metas e a sistemática de acompanhamento dos resultados, também são vitais os constantes mergulhos à alma do negócio, para que os princípios e os valores organizacionais não fiquem perdidos no tempo, ou o que é pior, no espaço, transformados em belos quadros em exposição nos corredores.

A alma de um negócio precisa estar embutida em todos os processos, para que os stakeholders, notadamente, os clientes a percebam e percebendo-a se engajem na causa proposta pela empresa. Da simples aquisição de um produto ou serviço para uma mudança conceitual, comportamental. Comprar valores.

Dar vida ao concreto armado. Encher de sentido as embalagens. Deixar a alma do negócio se manifestar em toda a linha de produção, em todo o processo produtivo, em toda a cadeia de valor. Este sim, respondi ao jornalista, é o segredo do bom negócio.

*Médico anestesiologista, Dr. Hugo Borges é presidente da Unimed Juiz de Fora

Fonte saudeWeb