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sábado, 4 de maio de 2013

Possíveis mutações do H7N9 preocupam

China é foco da H7N9, que por enquanto não se
transmite entre humanos
Vírus já sofreu duas mutações. Segundo cientistas, seriam necessárias cinco para que o H7N9 seja transmitido entre humanos
 
Surgiu uma nova doença na área – ao menos se você mora no leste da China. Tanto tempo depois de as pessoas e a mídia perderem o interesse na gripe aviária H5N1, agora começamos a nos acostumar com um novo conjunto de letras e números.
 
Mas devemos nos preocupar com a H7N9? "Sim e não" resumem as respostas dos especialistas. Sim, por causa do potencial de vírus da gripe de provocar epidemias globais (pandemias). E não, porque o vírus, por enquanto, está confinado à China e não tem a capacidade, no momento, de ser transmitido entre humanos.
 
Em cerca de um mês, mais de cem pessoas foram infectadas na China. Uma em cada cinco morreu, e muitas estão hospitalizadas em estado grave. A nova gripe causa pneumonia e pode levar à falência múltipla de órgãos. O vírus é originário de galinhas, e as pessoas que adoeceram haviam estado em feiras de animais vivos ou haviam tido contato com aves infectadas.
 
"Acho que estamos preocupados porque temos de nos preparar. Alarmados? Não. O vírus em humanos ainda está restrito a uma região chinesa", diz John McCauley, diretor de um centro colaborador da Organização Mundial da Saúde na Grã-Bretanha.
 
"(A China) tem uma população grande, mas a infecção parece estar limitada ao contato com animais e não está se espalhando de humano para humano."
 
'Apocalipse' e mutações
Durante anos, infectologistas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiram – muitas vezes de forma apocalíptica – quanto aos perigos da H5N1. O "H" e o "N" do nome são as proteínas do vírus, que recebe o nome de seus diferentes subtipos.
 
O H5N1 tem infectado e matado humanos desde 1997 – foram 628 casos e 374 mortes. Agora, essa variação não está mais nas manchetes internacionais, mas causou oito mortes no Camboja neste ano.
 
Apesar disso, felizmente é predominantemente uma doença aviária e não se transmite facilmente entre humanos. Isso não significa, porém, que o H5N1 ou o H7N9 não possam proporcionar a infecção entre humanos.
 
No ano passado, cientistas mostraram que, com cerca de cinco mutações, a gripe aviária poderia adquirir essa capacidade de transmissão. A H7N9 já passou por duas dessas mutações, em cerca de um mês. Mas é impossível prever se esse processo continuará.
 
"É como jogar dados ou na loteria. No momento, limitar o número de pessoas infectadas pelo vírus é o melhor que podemos fazer para minimizar a chance de que ele cause uma pandemia", diz a professora Wendy Barclay, do Imperial College, em Londres.
 
Incapacidade de previsão
Especialistas em gripe oscilam no tênue limite entre alertar o público ou alarmá-lo.
 
"Esperamos por anos pela transmissão entre humanos do H5N1. Mas isso não significa que essa transmissão não possa ocorrer esta noite ou amanhã. Temos que ser honestos quanto à incapacidade de prever se e quando isso vai acontecer", diz o professor Jeremy Farrar, diretor de um programa do Wellcome Trust no Vietnã considerado referência em pesquisa de doenças infecciosas.
 
Ao contrário do H5N1, o novo vírus da gripe não adoece as aves, o que faz com que seja muito difícil identificar os bandos infectados. Especialistas internacionais elogiaram as autoridades chinesas pela forma como elas compartilharam informações a respeito da recente epidemia.
 
Muitos manterão o ceticismo quanto ao risco de uma pandemia de gripe, lembrando que a crise da gripe suína de 2009 foi menos séria do que o previsto. Mas pandemias são, historicamente, responsáveis pela morte de milhões de pessoas. Por isso, vão continuar os esforços em busca de uma vacina e na tentativa de monitorar o vírus H7N9.
 
Fonte iG

O que é ruim para o coração também é ruim para o cérebro

O cigarro é um fator de risco cardiovascular que
 pode causar problemas cognitivos
Além dos riscos cardiovasculares, maus hábitos como tabagismo e obesidade podem causar problemas de cognição, aponta pesquisa
 
Os fatores de risco para doenças cardíacas podem levar a uma diminuição da função cerebral em adultos jovens e de “mais idade”, relatam pesquisadores holandeses.
 
O novo estudo incluiu cerca de 3.800 pessoas com idades entre 35 a 82 que estavam no grupo de risco de doenças cardíacas, causadas pelo tabagismo, diabetes e altos níveis de colesterol ruim (LDL).
 
Foram dados a eles testes para avaliar a memória e habilidades mentais, como a capacidade de planejamento e raciocínio para iniciar e alternar tarefas.
           
Aqueles com maior risco de doença cardíaca foram 50% piores nos testes mentais do que os com menor risco. O tabagismo e o diabetes foram especialmente associados a uma piora da função cerebral, segundo o estudo publicado este mês da revista Stroke.
 
A ligação entre os riscos de doenças cardíacas e a redução da função cerebral foi observada em todas as faixas etárias, observaram os pesquisadores.
 
"Os jovens podem pensar que as consequências de fumar ou estar acima do peso só vão aparecer no futuro, o que não é verdade", diz a médica Hanneke Joosten, autora do estudo e professora de nefrologia no Centro Médico da Universidade de Groningen, na Holanda.
           
"A maioria das pessoas conhece os efeitos negativos dos fatores de risco cardíaco, tais como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e problemas renais, mas eles não percebem que isso afeta a cognição mental. O que é ruim para o coração também é ruim para o cérebro”, acrescenta Hanneke.
 
Ela diz que os médicos precisam estar cientes da ligação entre os fatores de risco de doenças cardiovasculares e a redução da função cerebral, e que uma conscientização geral é necessária para reduzir esses riscos.
 
"Os programas de combate ao fumo podem não só prevenir o câncer, AVC e eventos cardiovasculares, mas também danos mentais", disse Hanneke.
 
Fonte iG

Está aberta a temporada simultânea de dengue e gripe no País

A febre é o sintoma comum entre a gripe e a dengue
Especialistas explicam que doenças têm sintomas parecidos mas exigem tratamentos diferentes. Saiba como evitar os problemas
 
O final de abril e início de maio constituem uma fase de transição entre o período de chuvas para uma temporada mais seca.
 
Estas condições atmosféricas são ideais para a circulação de duas doenças muito incidentes no País.
 
Bem nesta época, o mosquito da dengue ainda está em plena atividade e o vírus da gripe começa a circular de forma mais intensa.
           
Entre uma picada de inseto e um espirro, especialistas esclarecem que os sintomas das duas doenças são parecidos, mas se manifestam de maneiras diferentes. Por isso, exigem tratamentos distintos.
 
O início
O diretor do departamento de infectologia do Hospital Heliópolis (SP), Juvêncio Furtado, explica que gripe e dengue são mais parecidas no primeiro dia dos sintomas.
 
“As duas doenças começam com febre e dor no corpo, mas, algumas horas depois ou no dia seguinte, elas se diferenciam”, afirma.
 
“A gripe vai apresentar sinais respiratórios, como tosse com secreção clara, corrimento nasal, olhos avermelhados e face inchada. A dengue vai dar dor no fundo dos olhos, dor de cabeça intensa e dor nos ossos”, completa.
           
“É ideal que o paciente seja atendido por um médico e passe por uma diferenciação, para saber se é gripe ou dengue”, afirma o infectologista.
 
Furtado orienta que os pacientes evitem a automedicação com ácido acetilsalicílico até passarem pelo especialista, que definirá o diagnóstico.
 
“Caso tenha febre no período da espera pela consulta, o paciente pode usar dipirona e paracetamol. Dependendo da gravidade da gripe, serão aconselhados outros tipos de medicamentos”, orienta Furtado.
 
“Já no diagnóstico de dengue, o paciente deverá ficar em repouso, tomar muito líquido, controlar a febre com antitérmicos."
 
O contágio
O clínico geral e infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon, explica que a gripe e a dengue evoluem de maneiras diferentes porque o contágio das duas doenças também é distinto.
 
“O vírus da gripe entra via sistema respiratório pelo contato do vírus com a boca ou o nariz. Por isso, causa sintomas locais como coriza e dor de garganta”, diz Olzon.
 
“Em seguida, ele se espalha pela corrente sanguínea, atacando músculos e outras células, os pulmões e até mesmo o aparelho digestivo”.
 
Já a dengue é transmitida pela picada do mosquito vetor Aedes aegypti.  Com isso, o vírus cai direto na corrente sanguínea e se espalha pelo corpo.
 
“A dengue também atinge vários grupos musculares, podendo até provocar uma inflamação no fígado e no sistema nervoso central, embora sejam eventos raros. Não há transmissão de pessoa para pessoa”, acrescenta o médico.
 
Para Olzon, uma boa alimentação, bom sono e controle do estresse ajudam a melhorar o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo.
 
“Muitas pessoas que têm um sistema imunológico forte não desenvolvem a doença mesmo quando picadas pelo mosquito."
 
Outra diferença entre gripe e dengue é a vacina. Para a primeira, já existem doses protetoras. Já para a segunda, a imunização ainda está em fase de testes, não disponível ao público.
 
Idosos, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes e mulheres no período pós-parto e portadores de doenças crônicas podem tomar a vacina contra a gripe, de graça, em qualquer posto de saúde.
 
A campanha de vacinação em massa, promovida pelo Ministério da Saúde, vai até 10 de maio.
           
“A gripe comum é muito ruim para idosos, por causa do comprometimento respiratório. Isso pode servir de porta para bactérias e para o desenvolvimento de uma pneumonia”, alerta Olzon.
 
As pessoas que não estão no grupo prioritário para receber as doses gratuitas contra a gripe podem recorrer à vacinação em clínicas particulares, orienta Furtado, que é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. Nestes locais, segundo levantamos , o valor da vacina varia entre R$ 68 e R$ 90. Veja a seguir as dias que os especialistas dão para evitar a gripe e a dengue.
 
Gripe            
- Lavar as mãos com frequência e não levar a mão à boca ou ao nariz após tocar em objetos em ambientes públicos
 
- Dormir bem e manter uma boa alimentação para reforçar o sistema imunológico
 
- Tomar a vacina contra a gripe anualmente
 
Dengue            
- Evitar os focos de proliferação do mosquito causador da doença, como eliminar águas paradas em potes, frascos, pneus, etc.
 
- Usar repelente de insetos, mosquiteiros e repelentes eletrônicos
 
- Manter uma boa alimentação para elevar a imunidade
 
Fonte iG