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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Verruga: O que é, sintomas e causas

As verrugas são causadas pelo vírus do papiloma humano (HPV). Apresentam vários tamanhos e formas e geralmente estão localizados nas mãos e dedos, mas às vezes podem ocorrer em outras partes do corpo.
 
O vírus é transmitido através do contato direto, ou seja  pelo contato de uma parte do corpo para outro. Se você tocar uma verruga em sua mão, você pode tirar o vírus com os dedos e passar para outra parte da superfície da pele.

Aqueles que aparecem nos pés são chamados de verrugas plantares são muito dolorosas e tornando a pessoa incapaz de andar corretamente. Você precisa ser cuidadoso com as verrugas genitais, que requerem atenção médica.

Existem várias recomendações para prevenir e combater verrugas:

1. Não ande descalço. Se você andar no vestiário, piscinas, ginásios ou duchas nos tapetes dos hotéis, há grandes chances de que o vírus esteja lá. A melhor proteção é o calçado.

2. Cubra seus cortes e arranhões, se você tiver cortes ou arranhões desinfetar rapidamente depois cobrir, com curativo até que seja curada, porque se isso acontecer o vírus pode chegar facilmente sob a pele. Você deve ser particularmente cuidadoso no corte ou uma abertura em torno da cutícula, o que pode causar um tipo particularmente agressivo de verruga que são difíceis de tratar.

3. Mantenha seus pés secos, se você tiver verrugas em seus pés, tentar manter o mais seco possível, porque as verrugas se desenvolvem na umidade. A melhor prática é mudar as meias pelo menos três vezes por dia e em seguida, aplicar um pó medicamentoso. Da mesma forma, os resultados benéficos mudar seus sapatos com frequência e deixar secar completamente.

4. Verificar com o seu médico o uso de medicação. Alguns medicamentos para amaciar e se livrar das verrugas contêm ácido salicílico. No entanto, estes não são recomendados para diabéticos e pessoas com problemas de circulação.

5. Mantenha-se calmo. As pessoas são mais suscetíveis a verrugas quando estão sob estresse, ou  enquanto se alimentam mal. Portanto, recomenda-se manter a calma e fazer refeições saudáveis.

Recomenda-se ir diretamente para o médico quando:
  • Ninguém sabe exatamente se é uma verruga, porque pode ser uma lesão de câncer de pele.
  • A pessoa é diabética
  • Você tem uma verruga genital.

Minha observação: Jamais  utilize medicamentos sem orientação médica ou de um farmacêutico (não aceite os medicamentos oferecidos pelos balconistas, que além de leigos no assunto ganham comissão para indicar remédios).

Fonte naturalidade.com.br

Dor de ouvido: Causas e dicas

Dor de ouvido pode ser causada por várias razões. Mesmo sendo em um clube mais de 20 minutos, de música alta, pode causar dor de ouvido grave em algumas pessoas.
 
Um fato curioso é que, de acordo com estudos, dores de ouvido são piores à noite. Por quê? Isso ocorre porque durante o dia, mantemos a cabeça ereta e os tubos de drenagem esticados, naturalmente em direção à parte posterior da garganta. Além disso, mastigação e deglutição dos músculos tornam a abertura dos tubos de ar frequentes.

Enquanto à noite, deitado, os tubos não drenam naturalmente e, portanto, não recebem muito ar, ou mastigado e engolido muito pouco que produz uma sensação de vazio e gera dor de ouvido agravada se houver uma infecção sinusal, resfriados ou alergias.

Algumas causas de dor de ouvido são:
  • Má drenagem das trompas de Eustáquio.
  • Infecções no ouvido interno, constipações ou alergias
  • Pressão quando se viaja em aviões e mergulha no mar
  • Dores reflexos que se originam nos dentes, amígdalas, língua, garganta ou maxilar.
  • Ruído ambiental
  • Tímpano perfurado devido a uma pancada na cabeça ou inserção de um objeto estranho no ouvido
  • Excesso de cera no canal auditivo
 
Algumas Dicas Úteis:
 
1. Evite dormir durante a descida da aeronave. Não cochilar durante um vôo no final da viagem, especialmente porque quando você dorme engoli menos vezes o ar o que reduz o movimento que ajuda os ouvidos para se adaptarem às mudanças de pressão. Esta falta de ajuste pode causar dor. Elevando a cabeça durante o sono para garantir uma melhor drenagem. Você pode fazer isso usando vários travesseiros.

2. Tome precauções ao mergulho. É importante que os mergulhadores igualem a pressão dentro de suas orelhas com a água para mergulhar para evitar o sofrimento das dores de ouvido. Se você usar tampões para os ouvidos, não deve ser muito apertado pois impedem a equalização da pressão durante a descida. No caso de nadadores amadores são recomendados para nadar na superfície, uma vez que impõe menos pressão sobre os tímpanos.

3. Bocejo. A ação de movimentos, bocejando o músculo, que abre a tuba auditiva ainda melhor do que goma de mascar.

4. Não insira objetos estranhos dentro do canal auditivo. Evite colocar objetos, como cotonetes, lápis ou jogos, porque poderiam ferir e até mesmo perfurar o tímpano. Poderia também causar infecções.

Ir a um médico se uma dor de ouvido vem com:
  • Febre de 102 ° F (38,8 ° C) ou superior
  • Mudança repentina na audição
  • Início súbito de tontura
  • Incapacidade de se concentrar
  • Fraqueza muscular facial
  • Dor de ouvido é persistente (mais de uma semana) ou pior

Fonte naturalidade.com.br

Dentes: Mitos e verdades sobre o tratamento de canal

A cárie dentária é a principal causa do problema, que nos casos agudos provoca dor incessante,
mesmo com o uso de analgésicos
 
 
Quando o assunto é tratamento odontológico quase sempre a reação provocada é medo. Esse receio já faz parte da história da odontologia e não é diferente quando o problema é tratamento de canal.
 
Tecnicamente nomeada de Endodontia, a especialidade é uma das mais procuradas na atualidade. O tratamento de canal é necessário quando a polpa dentária é atingida e geralmente acontece quando existe processo avançado de cárie. Problemas dentários repetidos, trincas e fraturas também podem ocasionar danos à polpa dentária. O procedimento consiste na remoção da polpa, composta por nervos e vasos presentes no interior do dente, e sua substituição por uma pasta obturadora compatível, em dentes de leite, e por cones de um material chamado guta percha (semelhante à borracha) em dentes permanentes.

O método pode salvar muitos dentes que no passado eram condenados à extração. “Esse procedimento pode ser rápido, principalmente se o dente não estiver infectado, ou seja, sem a presença de bactérias no local. Já quando existe pus, hemorragia ou tumefação, os tratamentos podem durar duas ou mais consultas”, explica o Dr. Thiago Vitelli Vasco dos Santos, especialista em Endodontia da Odontoclinic.

Principais sintomas
Diversos são os sinais que podem indicar a presença de problemas endodônticos. Esses indícios geralmente são acompanhados de dor persistente, que pode ser espontânea ou ocasionada por estímulos (como, por exemplo, ao beber água gelada). Essa dor geralmente não cessa nem com o uso de analgésicos. Dificuldade de mastigação e sensação de aumento da pressão dentro do dente também são sintomas comuns. No entanto, casos em que a pessoa convive com o problema sem nenhum sintoma aparente também existem, sendo necessária a realização de radiografias para detectar o problema.

A ausência de tratamento pode levar a dores no local, inchaços, abscessos, problemas sistêmicos e até a perda do dente. “Muitas são as justificativas que impedem as pessoas de procurar o tratamento adequado. O medo de sentir dor faz com que a pessoa opte pela extração do que por tratar o canal em dentes que poderiam facilmente ser salvos. É uma pena”, completa o especialista da Odontoclinic.

Tratamento
Com o uso de anestesia o tratamento de canal é, na maioria dos casos, indolor. Pode haver certo desconforto, o que é normal em um tratamento endodontico, pela necessidade de manter a boca aberta por um longo período de tempo. É feito em várias etapas, dependendo do caso. Primeiramente, é realizada a abertura no dente e, em seguida, é feita a remoção da polpa inflamada (pulpectomia). O espaço pulpar e os canais são esvaziados, alargados e limados, em preparação para o seu preenchimento com cones biocompativeis chamado de guta-percha. “Em caso de dentes infeccionados é realizado um procedimento chamado de penetração desinfectante, onde visa eliminar os microorganismos, dentro do canal com uso de hipoclorito de sódio, sendo em seguida realizado o alargamento e a limagem dos canais. Nos casos em que se faz necessária mais do que uma visita, é colocada uma restauração temporária na abertura da coroa, a fim de proteger o dente no intervalo das visitas”, explica Dr. Thiago Vitelli Vasco dos Santos.

O passo seguinte é o preenchimento permanente da cavidade da polpa e canal. Um material em forma de cone (flexível) é inserido em cada um dos canais e geralmente selado em posição com um cimento apropriado. Em alguns casos um pino de fibra de vidro ou metal é colocado no canal para se conseguir maior resistência. Somente são colocados pinos metalicos ou de fibra de vidro, se ha necessidade ou indicação de realizar protese sobre o elemento. A etapa final consiste na colocação de uma coroa sobre o dente para lhe conferir uma aparência natural.

Como evitar
De acordo com o especialista, o principal fator que leva ao tratamento de canal é a presença de processos avançados de cáries. Por isso a importância de uma boa assepsia bucal. “Por natureza, a boca humana abriga cerca de 560 espécies de microorganismos, mas com uma boa higiene eles não chegam a incomodar. Já a má escovação faz com que esses microorganismos se multipliquem causando cáries e placa dentária”, ressalta o especialista. É fundamental a escovação dos dentes três vezes ao dia usando um creme dental com flúor para remoção da placa bacteriana. Esse cuidado, além de evitar cáries também evita outros problemas como a gengivite. Usar fio dental diariamente também é importante para remover a placa bacteriana que se instala entre os dentes e sob a gengiva. Quando a placa não é retirada ela endurece e dá origem ao tártaro, ou cálculo dental, este só pode ser removido pelo dentista.

O especialista em Endodontia da Odontoclinic, Dr. Thiago Vitelli Vasco dos Santos, destaca abaixo alguns mitos e esclarece verdades sobre tratamentos de canal:

Mito: Tratamento de canal enfraquece os dentes.

Verdade: O dente que foi submetido ao tratamento de canal é considerado desvitalizado, o paciente nunca mais deve sentir dor ou sensibilidade ao quente e frio neste elemento.

Verdade: O tratamento de canal consiste na remoção da polpa dental, uma estrutura viva que contém, entre outros elementos, nervos e vasos sangüíneos. No entanto, externamente, o dente é envolvido pelos ligamentos periodontais, um ligamento vivo que permite que o dente continue a executar suas funções sem nenhuma perda ou dano.

Verdade: O dente que necessita de um tratamento de canal se encontra enfraquecido pela perda da estrutura dental, causada, geralmente, pela cárie profunda.

Mito: Para o tratamento de canal são necessários muitos dias.

Verdade: O tratamento de canal pode ser realizado em poucas consultas, principalmente se o dente não estiver infectado, ou seja, sem a presença de bactérias no local. Quando existe presença de pus, hemorragia ou tumefação, os tratamentos exigem maior número de consultas.

Fonte: verdadementira.com.br

Dor após malhar: Seu corpo pede ajuda!

Elas podem sinalizar que você ultrapassou os limites de seu corpo e, por isso, é preciso ficar atento ao seu surgimento.

Se você sente dores musculares após a malhação, fique atento: é possível que esteja prejudicando o seu corpo .

Muitas pessoas acreditam que essas dores demonstram que os exercícios físicos estão sendo bem-feitos, mas essa informação não está correta.

A dor após malhar só aparece quando os limites do corpo são ultrapassados. “Ela pode ser um dos sintomas de microlesões nas fibras musculares”, afirma Santos.
 
Segundo o professor de educação física Robson Batista dos Santos*, é aceitável sentir algum incômodo após os exercícios, jamais dor.
 
Ele explica que, embora faltem estudos mais específicos, a dor pós-treino denuncia que algo está errado e pode ser indicativo de alguma inflamação . Esse tipo de dor se manifesta nas primeiras oito horas depois do treino, podendo ficar mais em evidência entre 24 e 72 horas, diminuindo depois.
 
Mas o que fazer quando a dor aparece? Nesse caso, Santos não recomenda a ingestão de medicamentos. “Tomar relaxante muscular apenas inibe o desconforto. O ideal é reduzir o ritmo de exercícios, praticar movimentos compensatórios, como alongamento, e, se necessário, repousar”, diz o fisioterapeuta.
 
Portanto, para evitar dores musculares após malhar e não prejudicar seu corpo, é fundamental ter sempre a orientação de um professor de educação física, que é o profissional qualificado para elaborar um plano de exercícios adequados a você, acompanhar seu desenvolvimento muscular e a execução de todos os movimentos. Treine com segurança!

*Robson Batista dos Santos, educador físico e fisioterapeuta com especialização em fisiologia da atividade física personalizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Membro do Grupo de Estudo Transdisciplinar e Epidoso II do Centro de Envelhecimento da Unifesp. Membro do Grupo de Estudo de Eletro Estimulação da Universidade de São Paulo (USP). Professor e personal trainer da Fórmula Academia, em São Paulo.
 
Um bom alongamento antes dos exercícios ajuda a evitar as dores e lesões. Confira a série abaixo.
 
 

Mais de 33 mil consultas perdidas na paralisação

 

Queda de braço durante greve entre governo e enfermeiros cria prejuízo para pacientes

Rio - Na greve de enfermeiros em hospitais federais em julho e agosto quem pagou o preço foram os pacientes. Levantamento feito por O DIA mostra que, por causa da paralisação dos servidores, nesse período, deixaram de ser realizadas mais de 33 mil consultas, exames e cirurgias. Hoje, quem precisa de atendimento vai retornar às unidades médicas na esperança de remarcar seus tratamentos dentro do Sistema Público de Saúde. Não haverá mutirão para acelerar o serviço atrasado, segundo o Ministério da Saúde.

Reportagem, que ouviu funcionários, enfermeiros e médicos de cinco hospitais, além de membros do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sindsprev-RJ), mostra que ao menos 33.860 atendimentos foram desperdiçados.

No Hospital de Ipanema, por exemplo, 2 mil consultas e 70% das cirurgias não foram feitas. “Passaram de 40 cirurgias por dia para cerca de 12”, revela uma das dirigentes do Sindsprev, Regina Loroza.

O agravante nos hospitais se deu por procedimentos que dependem da categoria e por ações para impedir a entrada de servidores. “Os grevistas bloquearam a entrada do ambulatório alguns dias”, disse uma atendente do Hospital da Lagoa, que não quis se identificar. “Mas muitos doentes também não vieram por falta de informação”, completa.

Perda assustadora
No Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, o prejuízo foi maior. “Cerca de 20 mil atendimentos não feitos”, informa a dirigente do Sindsprev na unidade, Christiane Gerardo. “Dois exames importantíssimos foram cancelados para minha filha de 3 anos”, desabafa Lizandra Cristina, 18 anos.

Unidades de referência também ficaram subutilizadas. O Instituto Nacional de Cardiologia não prestou 9.060 atendimentos. Já no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, inaugurado em 2011 para absorver uma grande demanda por atendimentos ortopédicos, o número de cirurgias caiu à metade. “Minha filha ficou sem realizar uma ultrassonografia do estômago. E agora?”, reclama Simone Leite, 35 anos.

Vagas na rede federal

Com mais de mil pacientes agendados por dia, os hospitais funcionaram abaixo da capacidade:
 
CARDOSO FONTES: Cerca de 20 mil atendimentos.
 
LAGOA: Menos 1.400 atendimentos. Maioria é de consultas e exames não feitos.
 
IPANEMA: Dois mil exames e consultas, além de diminuição em 70% das cirurgias sem complexidade.
 
INSTITUTO NACIONAL DE CARDIOLOGIA: Deixaram de ser realizados 9.060 consultas, exames e cirurgias.
 
INSTITUTO NACIONAL DE TRAUMA E ORTOPEDIA: Menos 1.400 consultas e exames, além de queda em 50% nas cirurgias e na triagem da entrada.

Governo reconhece impacto
A assessoria do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro confirmou em nota que a greve gerou impacto no Hospital Cardoso Fontes, com interrupção no atendimento de alguns ambulatórios e o adiamento de procedimentos cirúrgicos de caráter eletivo.

Ainda segundo a nota,os hospitais federais de Ipanema e Lagoa tiveram redução das cirurgias eletivas, sendo priorizados os casos de maior gravidade. A assessoria, contudo, não confirma que as duas unidades tenham interrompido os atendimentos ambulatoriais e os exames previamente agendados.

Fonte O Dia

Ressonância magnética é cada vez mais usada no diagnóstico de ‘gordura no fígado’

Popularmente conhecida como ‘gordura no fígado’, a esteatose hepática não alcoólica é uma condição cada vez mais comum nos países ocidentais. No Brasil, estima-se que 20% das pessoas sofram desse problema muitas vezes assintomático e que provoca aumento e mudança da coloração do fígado, em determinados casos evoluindo para hepatite gordurosa e cirrose hepática – caso não seja diagnosticado e tratado a tempo.
 
Em termos de diagnóstico e acompanhamento, o uso da ressonância magnética como biomarcador quantitativo da gordura presente nas células encontradas no fígado é recente. “Foram necessários sucessivos aperfeiçoamentos técnicos para que fosse possível medir a fração de sinal de gordura hepática com o auxílio da ressonância magnética, criando mapas anatômicos com o auxílio de software. Hoje conseguimos fazer um acompanhamento quantitativo e objetivo da resposta do paciente ao tratamento, o que representa importante avanço”, diz Márcio Sarmento, médico radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo.

Entre os fatores de risco que predispõem ao acúmulo de gordura no fígado, os mais frequentes são: obesidade, malnutrição, taxa alta de triglicérides e colesterol no sangue, síndrome metabólica, cirurgia de redução de estômago e diabetes Tipo 2 – além de contato prolongado com pesticidas. O tratamento se concentra fundamentalmente na redução dos fatores de risco. Portanto, vale a pena consultar um médico em casos de perda súbita de peso, fadiga em excesso e dor no lado direito, logo acima do abdome.

Sarmento explica que o padrão ouro na detecção e quantificação da gordura no fígado continua sendo a biópsia hepática. “Por ser um método invasivo, a biópsia hepática não é a mais adequada para rastreamento e monitoramento terapêutico dos pacientes. A ultrassonografia, por sua vez, apresenta excelente sensibilidade, mas não é um método quantitativo. Já a tomografia tem o inconveniente da radiação e de ter menor sensibilidade para casos leves e moderados. Daí a fundamental importância da ressonância magnética para o diagnóstico e acompanhamento da esteatose hepática não alcoólica”.

Na opinião do médico, a esteatose hepática é um problema de saúde pública. “Sendo uma condição potencialmente reversível, é imperativo o incentivo à pesquisa por novos métodos de rastreamento e avaliação de sua severidade”.

Fonte Corpo Saun

Chá verde mantém adultos mais ágeis

Um estudo japonês revela que adultos idosos que bebem chá verde regularmente podem permanecer mais ágeis e independentes do que seus contemporâneos com o passar do tempo.

O chá verde contém químicos antioxidantes que ajudam a evitar os danos celulares que podem provocar doenças. Os pesquisadores estão estudando o efeito do chá verde em tudo, do colesterol ao risco de certos cânceres, com resultados mistos até agora.

No estudo, realizado com milhares de pessoas e publicado no American Journal of Clinical Nutrition, os pesquisadores decidiram examinar se bebedores de chá verde têm um menor risco de fragilidade e incapacidade conforme envelhecem.

A pesquisa coordenada por Yasutake Tomata, da Escola de Medicina da Universidade Tohoku, acompanhou de perto de 14.000 adultos com mais de 65 anos durante três anos. A equipe descobriu que os que beberam mais chá verde eram os menos propensos a desenvolver “incapacidade funcional”, ou problemas com atividades diárias e necessidades básicas, como se vestir ou tomar banho.

Quase 13 por cento dos adultos que beberam menos de uma xícara de chá verde por dia tornaram-se funcionalmente incapacitados, em comparação com pouco mais de 7 por cento das pessoas que beberam pelo menos cinco xícaras por dia. Entretanto, o trabalho não provou que apenas o chá verde mantinha as pessoas ágeis com a idade.

Segundo os pesquisadores, as pessoas que consomem chá verde geralmente têm dietas mais saudáveis, incluindo mais peixe, vegetais e frutas, assim como uma instrução maior, uma taxa menor de fumantes, menos ataques cardíacos e derrames, e uma maior acuidade mental. Eles também tendem a ser mais ativos socialmente e a ter mais amigos e familiares com quem contar. Mas apesar desses fatores, o chá verde sozinho foi relacionado a um menor risco de deficiência, disseram os pesquisadores.

O chá verde e seus extratos são considerados seguros em pequenas quantidades, mas eles contêm cafeína e pequenas quantias de vitamina K, que podem interferir com medicamentos que impedem a coagulação do sangue, alertam especialistas.

Fonte Corpo Saun

Chá de seita religiosa ajuda dependentes a largar o vício

 
O chá ayahuasca, conhecido como Daime, pode ajudar alcoólatras crônicos e usuários de drogas ilícitas, que se identificavam como “sem solução”, a abandonarem o vício. Embora o tratamento com o chá não seja divulgado publicamente. Mas, médicos e cientistas ainda estudam os efeitos da bebida para saber a causa da suposta eficácia contra o vício.

A bebida é utilizada por membros de grupos religiosos como o Santo Daime e a União do Vegetal, além de dissidentes e, para ingressar nestes, é necessário ser apresentado por outro integrante da seita.

O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), da Unifesp, em São Paulo, afirma que as pessoas que ingressaram nos grupos do ‘vegetal’ milagrosamente largaram o álcool depois de 30 a 40 anos de alcoolismo.

O médico, que não indica o chá como tratamento, afirma que o próprio ritual pode ter algo a ver com a recuperação dos dependentes. E afirma: sabemos que o contexto religioso protege as pessoas das drogas, mas suspeito que não seja somente isso. Há um efeito químico nisso tudo, que ainda não foi pesquisado.

Outra opinião vem do doutor em farmacologia João Ernesto de Carvalho, coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas(CPQBA), da Unicamp, também em São Paulo, que não tem explicações para justificar o fim da dependência. Ele afirma que sob o ponto de vista farmacológico, a pessoa teria de tomar doses diárias do chá, como se ele fosse um antidepressivo, o que não ocorre, jáque os rituais são realizados, em média, duas vezes ao mês.

De acordo com Dartiu Xavier da Silveira, a dúvida é se a ayahuasca pode ter um efeito adverso e criar, por sua vez, uma nova dependência, a dependência psicológica. E explica: não é uma droga do prazer ou que dê ‘barato’ como a cocaína, o álcool ou outra substância, mas pode ser uma experiência agradável que as pessoas queiram repetir.

Fonte Corpo Saun

10 mitos e verdades sobre cirurgia bariátrica

Cirurgia Bariatrica Preço Cirurgia de Redução de Estômago 300x215 Cirurgia Bariátrica Preço, Cirurgia de Redução de Estômago O aumento de pessoas com excesso de peso é um problema global que vem preocupando e tem sido motivo de formulação de políticas públicas para combater o problema.

A última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009) do IBGE, mostra que o sobrepeso atinge mais de 30% das crianças entre cinco e nove anos de idade, 20% da população entre 10 e 19 anos e 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos.

Para quem já está no estágio de obesidade, com IMC acima de 30, um dos poucos recursos a se procurar é cirurgia bariátrica. Desde 2003 o crescimento desse tipo de procedimento foi de 270%, registrando 60 mil cirurgias só em 2010, o que deixa o Brasil em segundo lugar no ranking mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos. Mas apesar do aperfeiçoamento da medicina e das novas tecnologias disponíveis muitas dúvidas ainda pairam sobre a mente dos pacientes que são indicados para este procedimento. Por isso, o cirurgião bariátrico Luis Augusto Mattar da LEV – Centro Integrado de Controle de Peso e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica fala sobre os 10 mitos e verdades mais ouvidos no consultório.

1 – “Perde-se a mais peso nos primeiros seis meses depois da cirurgia.”
Verdade. A perda mais significativa de peso ocorre nos primeiros seis meses. Daí a importância de o paciente ser disciplinado quanto às recomendações médicas nessa primeira etapa do pós-operatório.
 
2. “Depois de uns anos, o paciente volta a engordar.”
Mito. O ganho de peso normalmente ocorre quando o paciente porque o paciente não mantêm hábitos saudáveis após a cirurgia.
 
3. “Sempre é possível fazer a cirurgia por videolaparoscopia.”
Verdade. A cirurgia bariátrica por videolaparoscopia é menos invasiva, por isso o paciente consegue retornar as suas atividades mais rápido. A menos que na hora do ato operatório se encontre algo que contra-indique a cirurgia por video: exemplo múltiplas aderências.
 
4. “A mulher que fez cirurgia bariátrica não pode engravidar.”
Mito. Após 15 meses de resguardo pós-operatório, a paciente é liberada para engravidar sem riscos. Durante esse período é prudente evitar a gravidez.
 
5. “A depressão é uma consequência comum para quem faz a cirurgia.”
Mito. Não existe uma tendência. Se o paciente ficar deprimido, isso pode se dever a outros fatores que precisam ser investigados por psicólogo ou psiquiatra.

FOnte Corpo Saun

Mitos e verdades sobre as meias de compressão

Ficar muito tempo de pé ou sentado, o sedentarismo, a má alimentação, o uso do cigarro e de pílulas anticoncepcionais, além da tendência hereditária, são alguns dos fatores que contribuem para o desenvolvimento de problemas circulatórios nas pernas. As consequências mais comuns destes hábitos são o surgimento de vasinhos, varizes e edemas de natureza linfática, nos casos mais graves.
 
As meias de compressão – que previnem e tratam dos problemas venosos com tecnologia de ponta e rigoroso controle de qualidade –, são importantes armas para ajudar na prevenção e no combate de problemas circulatórios nas pernas.
 
Confira abaixo os mitos e verdades sobre o uso do produto e seus benefícios:

- Não há métodos de prevenção para problemas circulatórios como varizes.
Mito. Os problemas circulatórios podem ser prevenidos com dieta saudável, abolição do tabagismo, evitando excesso de peso, com a utilização das meias de compressão e a prática regular de exercícios físicos. No caso das meias há diversas graduações de compressão específicas para cada estágio de problema circulatório.

- Qualquer tipo de meia ajuda em problemas de circulação.
Mito. Apenas as meias de compressão graduada contribuem para a prevenção e tratamento das varizes, problemas circulatórios durante e após a gravidez, casos acentuados de inchaços, pós-cirurgia de varizes e edemas de natureza linfática.

- Existem meias de compressão diferentes para homens e mulheres.
Verdade. Existem modelos masculinos e femininos; porém as compressões são as mesmas: suave compressão, média compressão, alta compressão e extra alta compressão.

- Homens não estão sujeitos a problemas circulatórios.
Mito. Dores, inchaços e sensação de peso nas pernas não são sintomas que acometem apenas as mulheres. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) um em cada cinco homens sofre com problemas circulatórios, em especial com as varizes (veias que ficam tortuosas, alongadas e dilatadas devido a diversos fatores, como alterações hormonais, hereditariedade, obesidade, cigarro, vida sedentária, entre outros). Um estudo desenvolvido em Israel e nos Estados Unidos aponta que 3% dos homens e 20% das mulheres têm varizes aos 30 anos de idade. Aos 70 anos de idade até 70% das pessoas podem apresentar varizes dos membros inferiores.

- Grávidas devem usar meias de compressão para evitar problemas circulatórios durante a gestação.
Verdade. Durante a gravidez o volume de sangue circulando pelo organismo aumenta. Também há o crescimento do útero, responsável por exercer forte pressão nas veias da região pélvica e na veia cava inferior, que drena o sangue proveniente dos membros inferiores e cavidade abdominal. Isso faz com que a pressão sanguínea nas veias das pernas seja maior, influenciando o desenvolvimento de doenças venosas. Com os vasos recebendo maior volume de sangue podem surgir problemas circulatórios nos membros inferiores e, no caso de mulheres que já convivem com o problema, pode ocorrer piora e aparecimento de dores e desconforto. O uso da meia de compressão ajuda a melhorar a circulação sanguínea nas pernas.

Fonte Corpo Saun

Alivie suas dores nas costas sozinho

Dores nas costas Dores Nas Costas Como Combater    Informações ImportantesMuitos adultos sofrem de dor nas costas, mas somente 1 em 10 consideram sua condição persistente e incapacitante.

Há muito tempo, estudos reconheceram que a atitude e as crenças do paciente em relação a sua dor podem influenciar muito em como controlá-la. Agora, uma nova pesquisa confirma que o nível de conhecimento sobre a sua condição também é crítica, bem como a vontade e capacidade do paciente de usar esse conhecimento.

Pesquisadores na Austrália examinaram a habilidade do paciente de encontrar, entender e usar informações sobre suas dores nas costas, um conceito que é conhecido como “alfabetização da saúde”.

Um alto nível de instrução em saúde tem sido associado a melhores resultados em pacientes com diabetes, artrite reumatóide, asma e outras doenças crônicas.

Para os estudiosos, a atitude pode influenciar tanto quanto fatores físicos. Você pode pedir a um paciente para se manter ativo, mas se ele não acreditar que o exercício vá ajudar ou achar que pode piorá-lo, ele não vai realizá-lo.

A pesquisa realizada descobriu que as pessoas que consideravam sua dor nas costas mais forte e incapacitante eram as mais propensas a acreditar que a razão para isso era física ou anatômica. Eles também eram os que menos acreditavam que um tratamento poderia ajudar.
 
Muitos pacientes tiveram problemas em encontrar, entender e usar a informação que receberam sobre sua condição, um problema mais comum aos que acreditavam que sua dor era mais incapacitante.
 
Dor nas costas exercicio Dores Nas Costas Como Combater    Informações Importantes

Fonte Hypescience

Você deve urinar no seu amigo para aliviar a dor da ferroada de uma água-viva?

Digamos que esse estudo pode te livrar de uma situação constrangedora: não, urina não alivia a dor de uma ferroada de água viva, como você talvez tenha visto no seriado “Friends”.

Ou seja: não saia fazendo xixi no seu amigo se ele for ferroado. Na verdade, os cientistas sugerem que você use vinagre (ou, se esse não é um ingrediente comum em sua bolsa de praia, água do mar), já que a urina simplesmente não tem a composição química certa para neutralizar a ferroada.

Os pesquisadores alertam: saia da água para evitar ser ferroado novamente. Uma vez longe do mar, despeje lentamente a própria água do mar sobre a ferroada.

Se estiver perto de um mercado ou restaurante onde possa conseguir vinagre, isso pode ser ainda mais eficaz, uma vez que o ácido ajuda a neutralizar a ferroada.

O médico Ryan Stanton concorda. Ele diz que a hierarquia de eficácia é esta: vinagre, álcool isopropílico, água do mar e, por último, urina. (Digamos que água do mar é mais fácil, não? Não vamos precisar urinar em ninguém).

Os produtos químicos ácidos no vinagre, no álcool e até mesmo na água do mar neutralizam a ferroada e desativam os nematocistos, células urticantes que injetam o veneno da água viva em sua pele.

O problema com a urina é que ela é simplesmente muito variável: se é concentrada, pode funcionar bem, mas a de uma pessoa bem hidratada não será muito diferente do que a água natural.

Outra dica é livrar a pele dos nematocistos. Depois de lavá-la com água salgada, use algo com uma borda bem definida (como um cartão de crédito) para raspar as células de sua pele.

O médico conta que na Austrália e no Havaí, os salva-vidas levam uma garrafa de vinagre consigo, mas isso não é provavelmente o caso da maioria das praias pelo mundo. Basicamente, pode ser uma boa ideia levar esse produto barato junto quando for tomar um banho de mar.

Fonte Hypescience

Uma única água-viva pode ter queimado 100 pessoas

Como pode uma água-viva queimar 100 pessoas? Equipada com muitos tentáculos, uma água-viva gigante pode ser a responsável por esse episódio, embora os cientistas ainda não saibam dizer se a queimadura em massa foi obra de apenas uma ou mais águas-vivas.

Nos Estados Unidos, em uma praia de New Hampshire, cerca de 50 a 100 banhistas foram tratados por picada de água-viva, parecida com a picada de uma “juba de leão” (Cyanea capillata). Apenas uma dessas gigantes foi encontrada na costa, porém os estudiosos acreditam que é bastante improvável que apenas uma água-viva tenha picado tantas pessoas.

Mas é possível. Os biólogos marinhos disseram que essa espécie tem muitos tentáculos, por isso é viável que piquem tantas pessoas, ainda mais quando esses tentáculos se separam, se “soltam” e podem se espalhar por todo lugar.

Esta espécie é geralmente encontrada nas regiões mais frias do Oceano Pacífico, Oceano Atlântico, Mar do Norte e Mar Báltico, e raramente aparecem na praia onde ocorreu essa confusão. Toda a ação aconteceu em cerca de 20 minutos, quando a equipe realizou os primeiros socorros nas vítimas (tratamento de vinagre).

Quando a água-viva de18 kg chegou perto da costa parecia estar morta. Mas mesmo um animal morto ou um tentáculo destacado pode picar uma pessoa, segundo os biólogos. A “juba de leão” sustenta um sino em forma de disco que pode chegar a um metro de diâmetro, com tentáculos que se estendem até 10 metros. Seu corpo possui oito grupos de 150 tentáculos.

Tal como outras águas-vivas, os tentáculos da “juba de leão” são equipados com nematocistos, ou cápsulas capazes de queimar. Um único tentáculo pode ter centenas ou milhares de nematocistos, que são ativados após fazer contato com um objeto, como as pernas de uma pessoa.

Ao espalharem-se, os tentáculos da “juba de leão” formam uma armadilha como uma rede, um emaranhado muito difícil de evitar, o que pode significar picadas dolorosas para muitos banhistas.

Fonte Hypescience

Consumo de doces não significa guerra com a balança

Se você tentava não comer chocolate e outros doces para evitar excesso de peso no corpo e na consciência, temos uma boa notícia. O consumo dessas guloseimas não está diretamente associado ao aumento de massa. Pelo contrário: um estudo de uma instituição científica em Louisiana (EUA) afirma que ingerir doces está relacionado com um baixo Índice de Massa Corporal (IMC).

Obviamente, como explica a pesquisa, essas gostosuras não são um agente para emagrecimento. Tampouco você pode se empanturrar de doces esperando não engordar, a ingestão deve ser com parcimônia. De qualquer modo, como explicam os cientistas, uma quantia moderada de chocolate não faz mal a ninguém, mesmo que a pessoa em questão tenha a tendência a engordar.

Em uma pesquisa nutricional comum nos EUA, chamada de “regressão de 24 horas”, o paciente relata tudo o que comeu no dia anterior. Embora os pesquisadores considerem a possibilidade de que as pessoas tenham omitido ou diminuído a quantidade verdadeira de cada alimento, o que se percebeu é que o doce em quantidade moderada simplesmente não engorda.

Dividiram-se dois grupos de pessoas, os que consomem doces e os que não o fazem. O IMC médio dos “doceiros” ficou em 27,7, enquanto esse número foi de 28,2 para os não-consumidores. Ou seja, uma diferença de apenas 0,5 na escala e com os que não comem doces sendo um pouco mais gordos. A pesquisa aconteceu com 15 mil adultos americanos acima de 19 anos.

Fonte Hypescience

Menor balança do mundo pode pesar uma única molécula

Um trabalho conjunto de pesquisadores do Instituto Kavli de Nanociência no Intituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), EUA, e do Comissariado de Energia Atômica e Energias Alternativas, Laboratório de Tecnologia de Informação Eletrônica (Comissariado de Energia CEA-LETI) em Grenoble, França, desenvolveu uma balança capaz de pesar moléculas, vírus, bactérias, e outros itens tão pequenos quanto.

O método usa uma ponte vibratória, ou melhor, uma nanoponte vibratória. Uma molécula ou vírus assenta sobre ela e altera o regime de vibração da ponte, e a partir da alteração na vibração, é feito o cálculo da massa. A ideia já está sendo desenvolvida há 12 anos e foi descrita em 2009 pelo professor Michael Roukes, do Departamento de Física da Caltech.

Entretanto, a técnica tinha um problema: como a posição exata em que o corpo assentava sobre a ponte não podia ser controlada, ele assentava sobre qualquer parte da ponte, e as vibrações geradas eram cheias de vibrações harmônicas. Isto dificultava a determinação da massa do corpo.

Os cientistas resolveram estudar os modos de vibração de uma corda esticada (o primeiro modo é uma “barriga” de ponta a ponta, o segundo modo tem um nó no meio e duas “barrigas”, o terceiro modo tem dois nós dividindo a corda em três “barrigas” de comprimento igual), e perceberam que, analisando os dois primeiros modos de vibração, eles podiam determinar a posição exata da partícula e assim calcular sua massa.

Tradicionalmente, a medição da massa de partículas muito pequenas, como moléculas, é feita com o espectrógrafo de massa. As partículas são ionizadas e aceleradas em um campo magnético, e a interação entre a partícula carregada e o campo permite determinar a massa da partícula.

É uma técnica engenhosa, mas não serve em todos os casos. Existem partículas que não são facilmente ionizáveis ou não seguram o desequilíbrio de carga, como proteínas ou vírus. Com esta nova balança, mesmo estas partículas podem ser pesadas. Aliás, um dos usos previstos para a balança é o diagnóstico de doenças com base no peso de proteínas, como a imunoglobulina M, por exemplo.

Em um futuro mais distante, projeta-se o uso de uma nanobalança como esta para medir as proteínas dentro de uma célula, acompanhando passo a passo todos os processos que acontecem nela. E como esta balança pode ser produzida em massa e por preços razoáveis, espera-se uma popularização da mesma

Fonte Hypescience

Portugal: 30% dos adultos com dor crónica

"Se a dor te dilacera, não desesperes nunca; ora, confia e espera." O ditado que se fez popular está tão gravado nos azulejos de um mural nos Açores como na atitude do povo que inventou o fado, mas não reflecte a sabedoria médica em matéria de dor crónica, uma patologia que não pode ser negligenciada.

"Quanto mais tarde se procura ajuda, mais grave se torna o problema e mais variada e potente deverá ser a medicação analgésica. Lembro que em 31% dos casos de cancro a dor é o primeiro sintoma", alerta Paulo Reis Pina, especialista em medicina da dor. De acordo com Duarte Correia, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), "estima-se que a dor crónica atinja mais de 30% dos adultos portugueses. As repercussões de natureza económica são elevadas, estimando-se que o custo anual da doença seja superior a 3 mil milhões de euros".

Apesar do seu comprovado impacto social e económico, há ainda muito a fazer para travar esta ‘epidemia silenciosa’.

"A inexistência formal de uma rede de referenciação para aMedicina da Dor, o insuficiente número de consultas ou Unidades de Tratamento da Dor, os recursos limitados, as deficiências de formação e a escassez de profissionais de saúde nesta área de conhecimento não são facilitadores na melhoria da acessibilidade ao tratamento da dor", contextualiza Duarte Correia.

O meu caso: Américo Petiz

Queda condiciona mobilidade
Uma queda durante a prática de salto à vara, aos 13 anos, retirou a Américo Petiz a mobilidade sem condicionalismos. Com a colecção dos dias vieram asdores mais intensas na zona lombar, da cervical e dos membros inferiores. "Ia na rua e as dores eram tantas e tão fortes que tinha de parar de andar." Américo, técnico de informática residente no Montijo, foi então sujeito a três intervenções cirúrgicas, a última das quais em 2010, devido à listese lombar, doença que se caracteriza pelo escorregamento para a frente de uma vértebra em relação a outra. Embora tenha recuperado alguma mobilidade, uma queda no local de trabalho agravou oestado de saúde de Américo. Hoje, recorre às consultas da dor, todos os meses, no Hospital do Barreiro, para ter alguma qualidade de vida, e aguarda pela junta médica para pedirreforma antecipada. "Tenho cuidado com a alimentação e tenho de aquecer os músculos antes de começar a andar. Evito sair,tenho receio de cair. Mas tenhoo apoio e a ajuda da família".

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Maternidade espera ‘luz verde’ do QREN

A maternidade do Hospital de Santarém espera obter ‘luz verde’ do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) para iniciar as obras de requalificação no valor de 3,5 milhões de euros.

Segundo José Josué, presidente do conselho de administração do hospital, o projecto está pronto e a candidatura a fundos comunitários, para uma comparticipação na ordem dos 80 %, já foi entregue. "O Hospital de Santarém tem serviços altamente diferenciados, tem uma cultura de tratar os doentes e não os transferir e isso faz com que os nossos profissionais se empenhem e diferenciem", declarou o responsável.
 
Sublinhando a urgência das obras de requalificação das infra-estruturas, José Josué garantiu que a maternidade, que em 2011 fez cerca de 1400 partos, nunca esteve em risco, apesar de estar abaixo do rácio de 1500 nascimentos por ano, recomendado pela OMS.

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Helicóptero em Vila Real "demorará o triplo do tempo" a socorrer Bragança

A deslocalização do helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros para Vila Real fará com que o meio aéreo demore o "triplo do tempo" a socorrer a população do distrito de Bragança, segundo cálculos de um piloto da região.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem prevista para 01 de outubro uma relocalização da frota aérea nacional de emergência médica que acaba com a base de Macedo de Cavaleiros e desloca para Vila Real o meio de socorro.

João Rodrigues é piloto amador e presidente do aeroclube de Bragança e assegurou à Lusa que para fazer os cálculos aeronáuticos basta observar as distâncias terrestres e facilmente se conclui que o helicóptero ficará mais distante e demorará mais tempo a socorrer Bragança.

Fonte Destak

Portugal: Ordem dos Médicos considera "inaceitável" acesso a dados médicos de doentes

A Ordem dos Médicos considerou "inaceitável" que a Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC) tenha tido acesso a informação médica confidencial de doentes em lista de espera para cirurgia no Hospital de Ponta Delgada, nos Açores.

O presidente da Ordem dos Médicos nos Açores, Jorge Santos, disse hoje à Lusa que, nas últimas semanas "funcionários da RIAC, um organismo público que nada tem a ver com a saúde, contactaram doentes em lista de espera de algumas especialidades cirúrgicas", acrescentando que o diálogo com os doentes demonstra que tinham "conhecimento de informação médica confidencial que apenas deveria permanecer nos arquivos hospitalares".

Jorge Santos salientou ter conhecimento de que terão sido contactados cerca de sete dezenas de doentes, acrescentando que os juristas da Ordem dos Médicos estão a analisar o acesso da RIAC a informação médica confidencial.

Fonte Destak

Rinite: previna as crises e evite complicações

Cuidados com o ambiente e tratamentos amenizam a inflamação

A rinite alérgica não escolhe estação para se manifestar. No verão ou no inverno, quando o clima está seco e as oscilações de temperatura são uma constante, o sistema imunológico fica mais exposto às crises da doença. O médico otorrinolaringologista Marcelo Alfredo, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa, faz alguns alertas e dá dicas e orientações, além de ressaltar que alergia não representa falta de defesa do organismo.

A rinite alérgica é uma inflamação na mucosa nasal, atinge cerca de 30% da população e pode ser causada por vírus ou bactérias, e ainda ser alérgica ou não-alérgica. A rinite produz um excesso de muco gerado pelo acúmulo de histamina defesa produzida pelo corpo, que aumenta a circulação do sangue e as células de defesa, fazendo com que as substâncias estranhas sejam eliminadas.

Segundo o especialista, a obstrução nasal, os espirros e a coriza protegem o organismo dos vírus. "Alergia não significa falta de defesa e sim uma defesa exagerada. O sistema imunológico da pessoa alérgica consegue interpretar quando uma substância é tóxica e protege o organismo de sua entrada", esclarece Alfredo.

A alergia é hereditária. Se um casal de alérgicos tem um filho, a chance da criança ser alérgica é de aproximadamente 60%. O indivíduo também pode ser alérgico, mesmo que o pai ou a mãe não apresente alergia.

A poeira, os polens das flores e alguns alimentos podem desencadear as crises alérgicas. A mais comum é a relacionada ao ácaro, inseto de oito patas da família dos aracnídeos, que se alimenta da descamação da pele. Os locais preferidos dos ácaros são ambientes quentes, úmidos e sem luz, colchões, tapetes, cortinas e móveis estofados, pois existe muita descamação de pele.

Como na região Sudeste, não há uma definição das estações do ano, a rinite alérgica que predomina é a causada por ácaros, fazendo com que os indivíduos tenham os sintomas durante o ano inteiro. Já na região Sul, na época da primavera, onde há a polinização das flores, é mais comum a rinite alérgica da estação.

Esforço para respirar
Os sintomas mais comuns da rinite alérgica são a obstrução nasal, olfato ruim, dores de cabeça, coceira no nariz, garganta, céu da boca e olhos, além de espirros em sucessão e coriza. A rinite alérgica pode causar otites, sinusites, faringites, amigdalites e roncos, além de desalinhamento dos dentes. Muitas vezes pode vir acompanhada da asma, já que a asma é causada pela exposição a fatores alérgicos, causando inflamações na mucosa respiratória.

O diagnóstico correto e acompanhamento médico são importantes, uma vez que o profissional verificará a presença de problemas dentro do nariz, como o desvio de septo, que pioram os sintomas da rinite. Normalmente o tratamento é dividido em três fases, a higiene ambiental, tratamento com medicamentos antialérgicos, descongestionantes e vacinas antialérgicas, em alguns casos é necessária cirurgia.

Aos pacientes que já fazem uso das medicações preventivas, a recomendação é manter, mesmo que estejam bem, e consultar seu médico regularmente.

Previna-se e evite complicações
O paciente deve evitar locais fechados, não fumar, e evitar cheiros fortes, ficar longe de mofo e dos agentes que desencadeiam a crise. Para prevenir, a pediatra especializada em alergia, Elza Sumie Yamada, ensina que devemos manter nossas casas bem arejadas e ventiladas, limpar a casa diariamente com pano úmido, evitar acúmulo de objetos dificultem a limpeza, lavar as roupas guardadas antes de usá-las, manter uma alimentação saudável e tomar vacina contra gripe.

Outra dica e cuidar muito bem do quarto do alérgico, já que ele passa cerca de oito horas dormindo, além de ser o ambiente mais contaminado por ácaros. O ideal é que o colchão e travesseiro sejam forrados, os edredons e bichos de pelúcia devem ser lavados a cada 10 dias, as roupas de lã devem ficar em sacos plásticos fechados e animais de estimação jamais devem entrar nos quartos. "A rinite alérgica não tem cura, mas existem tratamentos que aliviam os sintomas desde que seja tratado corretamente o paciente pode viver sem eles", finaliza o especialista.

Suco de laranja previne crises
Na sua próxima crise, esprema algumas laranjas e acabe com o desconforto. Mas antes de louvar a vitamina C, saiba que o mérito não é dela desta vez. Uma pesquisa da Escola de Medicina Johns Hopkins, nos Estados Unidos, comprovou que o consumo de folato alivia os sintomas das alergias respiratórias, como asma e rinite. E a laranja é uma ótima fonte desta vitamina, que também é encontrada nas folhas verde-escuras, na cenoura e nos cereais.

Os pesquisadores perceberam que a adição de ácido fólico em alimentos como pães e bolos reduziu a incidência das alergias. A conclusão foi obtida após o acompanhamento de 8 mil pessoas, durante dois anos: quanto mais altos os níveis de ácido fólico no sangue, identificaram os médicos, menores os níveis do agente responsável por desencadear as crises alérgicas.

Os pesquisadores também notaram que as alergias de pele diminuem com o consumo regular de folato. "Uma dieta balanceada consegue fornecer os 400mcg necessários diariamente a homens e mulheres", explica a nutricionista Roberta Stella.

Veja algumas sugestões de consumo de ácido fólico
  • Arroz cozido (1 xícara): 60mcg
  • Aspargo cozido (1/2 xícara): 131mcg
  • Feijão preto (1 concha): 119 mcg
  • Grão-de-bico (1/2 xícara) 141mcg
  • Pão (1 fatia): 20mcg
  • Suco de laranja concentrado (170 ml): 82mcg

Fonte MInha Vida

Elimine o inchaço com oito mudanças na alimentação

Evitar o sal e comer proteínas ajuda a acabar com o desconforto

O inchaço pode ter muitas causas e ser inclusive sintoma de muitas doenças. Mas uma das principais razões para o incômodo é manter uma rotina de maus hábitos alimentares. A causa mais comum do inchaço é a retenção de líquidos, provocada pelo acúmulo excessivo de água no organismo, o que leva ao inchaço principalmente na barriga, pés, mãos, coxas, tornozelos e mamas. "Outras causas de inchaço são a flatulência, gerada pelo acúmulo de gases no corpo, e a prisão de ventre, que pode formar aquela barriguinha indesejada", diz a nutricionista Noadia Lobão, do Rio de Janeiro. Mas com os ajustes certos no cardápio é possível eliminar o desconforto. Veja logo abaixo quais sãos mudanças simples na alimentação para eliminar o inchaço.
 
copos de refrigerante - Foto Getty ImagesEvite bebidas gaseificadas
Refrigerantes e outras bebidas gaseificadas devem ser evitadas por quem sofre de inchaço. "Esse gases dilatam o estômago, causando desconforto e a sensação de que estamos cheios", diz a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, em São Paulo. Ela ressalva que esses gases proporcionam um inchaço temporário, que apenas agravam os sintomas que já sofrem com o problema. "No entanto, os refrigerantes são ricos em sódio, outro vilão da barriga inchada", diz. Para evitar esses efeitos, prefira sucos e água sem gás.
 
salada com ovos cozidos - Foto Getty ImagesFuja dos alimentos produtores de gás
Certos alimentos são mais difíceis para o nosso corpo quebrar e digerir, havendo a necessidade de o intestino fermentá-los para facilitar sua absorção. "Essa fermentação tem como resultado a produção de gases, que podem levar ao inchaço", diz a nutricionista funcional Camila Borduqui, da clínica Dr. Alan Landecker. Brócolis, repolho, couve-flor, couve-manteiga, couve de bruxelas, batata doce, ovo, feijão e leguminosas no geral, cebola, leite e alimentos ricos em açúcar são os maiores causadores de flatulência.

Apesar de favorecerem o inchaço, esses alimentos não devem ser eliminados da alimentação, pois são ricos em nutrientes e contribuem para uma dieta saudável. 'No entanto, pessoas que sofrem com flatulências devem moderar o consumo desses alimentos, visando melhorar a sensação de inchaço."
 
saleiro - Foto Getty ImagesReduza o sódio do cardápio
"Alimentos com muito sódio seguram a água no corpo, promovendo a retenção de líquido e causando a sensação de inchaço", explica a nutricionista Noadia Lobão. Dessa forma, o recomendado é não acrescentar sal a refeições prontas e evitar a ingestão de alimentos industrializados (biscoitos, sopas, macarrão instantâneo), embutidos e conservas.
 
frutas, pães e um copo de suco - Foto Getty ImagesEquilibre fibras e líquidos
"Uma dieta rica em fibras vai contribuir para o inchaço quando a ingestão de líquido não for adequada", diz a nutricionista Camila. Isso porque o excesso de fibras irá se concentrar no intestino e levar à prisão de ventre, outro agente causador de inchaços. Quando o consumo de fibras e líquidos está equilibrado, o efeito é inclusive contrário, favorecendo o trânsito intestinal e eliminando os inchaços. A quantidade mínima de fibras recomendada é de 30g por dia, combinada com a ingestão de dois litros de água em média. As fibras são encontradas em cereais, farelos, alimentos integrais, frutas e verduras.
 
homem comendo um hambúrguer - Foto Getty ImagesNão exagere nas refeições
Além de nos deixar com aquela sensação de "estômago cheio", o que já é desconfortável, exagerar nas refeições pode contribuir para o inchaço porque sobrecarregam o trato gastrointestinal, dificultando a digestão. "Grandes refeições também podem distender nosso estômago, causando um efeito parecido com o de ingerir bebidas gaseificadas", diz a nutricionista Noadia.
 
mulher comendo uma maçã verde - Foto Getty ImagesMastigue bem os alimentos
De acordo com Camila Borduqui, comer depressa faz com que você não mastigue direito os alimentos, atrapalhando a digestão. "Isso fará com que o bolo fecal chegue ao intestino sem estar adequadamente digerido, prendendo o intestino e causando o inchaço."
 
queijo cottage - Foto Getty ImagesIncorpore proteínas magras à dieta
Proteínas com menor teor de gordura, como ovos, queijos magros, carne branca (aves e peixes) e soja podem agir como um diurético natural, ajudando o corpo a eliminar o excesso de água. "A água vai para onde ela é mais necessária, ou seja, onde tem menos, que é o caso das proteínas", diz a nutricionista Roseli. "Para serem digeridas, as proteínas geram subprodutos tóxicos ao organismo, como creatinina e ureia, que precisam ser eliminados pela urina, outro fator que pode ajudar a aliviar a retenção de líquidos", diz a nutricionista Noadia. "No entanto, é importante uma alimentação equilibrada e sem exageros, já que excesso de proteínas levará a superprodução desses componentes, que podem intoxicar o organismo", alerta.
 
xícara de chá - Foto Getty ImagesBeba mais chá
As nutricionistas explicam que os chás ricos em cafeína fazem com que a pessoa sinta vontade de urinar com mais frequência, ajudando a eliminar o excesso de líquido e toxinas, reduzindo o inchaço e limpando o organismo. Os chás mais recomendados para essa finalidade são chá branco, chá verde, cavalinha, cabelo de milho, alfafa, hibisco, quebra-pedra e dente-de-leão.
 
Fonte Minha Vida

Conheça sete artimanhas para evitar e combater a sinusite

Especialistas recomendam fazer lavagem nasal e beber bastante água

Embora afete somente a região da face, a sinusite chega a ser um problema incapacitante para muitos. Por causar dores de cabeça, congestão nasal e sensação de pressão no rosto, ela atrapalha até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia. "A sinusite nada mais é do que a inflamação dos seios nasais, cavidades que ficam dos dois lados do nariz", explica o otorrinolaringologista Marco Jorge dos Santos - diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

Segundo o especialista, entre 15 e 20% da população mundial é vítima do problema, que pode ser decorrente de resfriado mal tratado, processos alérgicos e deformidades anatômicas do nariz, como desvio de septo. Nesse último caso, a cirurgia acaba sendo a única solução efetiva. Mas, se você não se encaixa nesse grupo, é possível ficar livre dessa inflamação adotando as medidas abaixo.
 
Mulher inalando vapor - Foto Getty ImagesInale vapor
O ressecamento das mucosas nasais favorece o acúmulo de impurezas. "Isso cria um ambiente ideal para a proliferação de micro-organismos que podem causar uma infecção e, consequentemente, levar a um quadro de sinusite", explica o otorrinolaringologista Marco. Por isso, a inalação de vapor é um método de evitar o problema, já que promove a limpeza das vias aéreas. Além disso, o hábito fluidifica o catarro acumulado, facilitando a sua eliminação.
 
Fumo passivo - Foto Getty ImagesFique longe do cigarro
"O tabagismo é altamente irritante para o nariz porque prejudica o batimento ciliar, que é o movimento de pequenos pelos que drenam as secreções da cavidade nasal", afirma o otorrinolaringologista Reginaldo Fujita, professor adjunto do departamento de Otorrinolaringologia da Unifesp. Desta maneira, a fumaça dificulta a limpeza e favorece a concentração de secreções, o que pode levar à sinusite. O fumo passivo é especialmente prejudicial para crianças, pois têm cavidades nasais menores que facilmente podem ficar congestionadas. O mesmo acontece quando respiramos um ar com muita poluição.
 
Mulher bebendo água - Foto Getty ImagesBeba água
A ingestão de água fluidifica todas as secreções do corpo e, por isso, é uma medida essencial para quem deseja combater a sinusite. "Quando uma pessoa apresenta um quadro de sinusite, as secreções geralmente estão mais concentradas, o que dificulta sua eliminação", aponta o otorrinolaringologista Gilberto Ulson Pizarro, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia. Beber bastante líquido ganha ainda mais importância no caso da sinusite causada por vírus e bactérias. Isso porque o processo infeccioso pode causar febre, aumentando a sudorese e a perda de água. Repor essa quantia perdida é fundamental para o bom funcionamento do organismo.
 
Lavagem nasal - Foto Getty ImagesFaça lavagem nasal
A prática deveria estar na rotina mesmo daqueles que não sofrem de sinusite, pois reduz o risco de problemas respiratórios e alivia dores de cabeça. Para quem é vítima da sinusite, a lavagem nasal deve ser obrigatória. "Ela deixa as secreções concentradas nos seios nasais mais líquidas, facilitando a drenagem", aponta o otorrinolaringologista Gilberto. O especialista recomenda o uso de soro fisiológico na versão spray para evitar que vírus ou bactérias contaminem o interior do produto, o que pode acontecer com o uso da versão tradicional.

Vale lembrar que a frequência da lavagem depende da necessidade do paciente. "Ela deve ser feita no mínimo três vezes por dia ou sempre que o paciente sentir dificuldade de eliminar secreções nasais", indica o médico.
 
Mulher passando aspirador de pó na sala - Foto Getty ImagesElimine alérgenos do ambiente
Quem sofre de alguma alergia respiratória sabe: basta entrar em contato com pó, pelo ou seja qual for o alérgeno e já começam os espirros, a coceira nos olhos e o inchaço das estruturas nasais. Esta última reação, entretanto, pode ser determinante na evolução para um quadro de sinusite. "Com o nariz bloqueado, o paciente tem dificuldade de respirar e até de assoar o nariz, favorecendo o acúmulo de secreções", explica o otorrinolaringologista Marco. O especialista reforça que quem sofre de sinusite deve primeiramente tratar a rinite alérgica - e parte do tratamento consiste em afastar da rotina os fatores que causam as crises.
 
Homem com agasalhos de inverno - Foto Getty ImagesProteja-se do frio
O nariz é responsável por aquecer, umedecer e filtrar o ar. A respiração costuma ficar um pouco mais difícil em temperaturas baixas, já que é necessário reter o ar por mais tempo na cavidade nasal para que seja aquecido antes de chegar aos pulmões. "O problema é que a mudança brusca de um ambiente quente para um ambiente frio pode paralisar - ainda que temporariamente - o funcionamento do batimento ciliar, que faz esse trabalho de aquecimento", alerta o otorrinolaringologista Reginaldo. Com essa função suspensa, há um risco maior de acúmulo de secreções que podem levar à sinusite. Por isso, antes de sair à rua, proteja boca e nariz com um lenço ou um cachecol, evitando a entrada direta de ar gelado.
 
Ar condicionado - Foto Getty ImagesDesligue o ar condicionado
O ar condicionado consegue unir três problemas em um só equipamento. "Ele retira a umidade do ar, deixa o ambiente frio e ainda pode favorecer a concentração de poluentes se não for submetido à limpeza regular", diz o especialista Marco. Por isso, sempre que possível, desligue o aparelho. Ele também costuma piorar quadros de rinite alérgica pelos mesmos motivos.
 
Fonte Minha Vida

Planos poderão cobrir tratamento oral domiciliar contra câncer

Projeto, que inclui a cobertura de quimioterapia oncológica ambulatorial ou domiciliar de uso oral, está em análise pela Câmara

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3998/12, do Senado, que obriga os planos privados de saúde a cobrir os tratamentos com medicamentos de uso oral domiciliar contra o câncer. Incluem-se na proposta a cobertura de quimioterapia oncológica ambulatorial ou domiciliar de uso oral, inclusive os medicamentos para o controle de efeitos adversos relacionados ao tratamento, e os procedimentos radioterápicos necessários à continuidade da assistência prestada durante a internação hospitalar.

Atualmente, a Lei dos Planos de Saúde (9.656/98) exclui da cobertura dos seguros o fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar. Conforme a proposta, a cobertura prevista será objeto de protocolos e diretrizes revisados periodicamente e publicados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A autora da proposta, senadora Ana Amélia (PP-RS), lembra que hoje cerca de 40% dos tratamentos oncológicos empregam medicamentos de uso domiciliar, em substituição ao regime de internação hospitalar ou ambulatorial.

“Em 15 anos, 80% dos tratamentos oncológicos serão feitos na casa do paciente, com medicamentos de uso oral. Isso demonstra a importância de eles terem cobertura pelos planos de saúde, o que não ocorre hoje”, observa a senadora. Ela acrescenta que atualmente boa parte dos custos com esses tratamentos é transferida para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte SaudeWeb

Estudos clínicos ganham agilidade no Brasil

País ganha pelo menos três meses de rapidez entre a pesquisa e a aprovação de novos medicamentos para o mercado. Setor aplaude decisão da Anvisa, mas já se prepara para novas batalhas para agilizar ainda mais os resultados

Os estudos clínicos devem ficar pelo menos três meses mais rápidos no Brasil e isso irá beneficiar diretamente a capacidade do País de desenvolver e comercializar novos medicamentos. A mudança é fruto de decisão recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de agilizar análises em pesquisas que já tenham sido aprovadas previamente em órgãos reconhecidos como o americano Food and Drug Administration (FDA) e a European Medicines Agency. Antes da decisão o processo da entidade demorava cerca de seis meses.

A medida foi aplaudida pelo setor e pesquisadores. “O principal ganho nesse momento não é em termos de tempo, o importante é que a Anvisa deu o primeiro passo e mostrou para o mercado que está decidida a mudar a lentidão que existia”, comenta o diretor da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisas Clínicas (Abracro), Charles Schmidt.

Para ele, ainda existem processos a serem melhorados no sistema que inclui o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), que ainda contam com morosidade, falta de recursos e duplicidade de atribuições. “A associação e outros representantes do setor irão reforçar o trabalho para mostrar que existe necessidade de descentralizar e melhorar os processos eletrônicos adotados recentemente que ainda apresentam falhas”, diz, referindo-se à Plataforma Brasil, um sistema digital para cadastro e envio de estudos que começou a funcionar no começo de 2012.

Esse será o próximo passo do setor na tentativa de melhorar a posição do Brasil no mercado internacional de estudos clínicos. “Não queremos fragilizar o conteúdo ético das decisões desses órgãos, queremos apenas melhorar estrutura e processos”, adianta o presidente executivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Antônio Britto.

A entidade também aplaudiu a decisão da Anvisa de agilizar as aprovações de estudos e chegou a mandar oficialmente os parabéns para a agência. O entusiasmo da Interfarma, mesmo com o pouco desperdício de tempo eliminado, é explicado pelas oportunidades futuras que as pesquisas ganharam e pelo sinal claro que o Brasil decidiu avançar na rapidez.

A entidade participa a pelo menos três anos de reuniões para tomar medidas que agilizem os estudos clínicos. A nova decisão da Anvisa de aceitar os processos de aprovação internacionais e evitar que as pesquisas tenham um recomeço do zero no Brasil foi considerada um sinal de entendimento e força do setor. “O País estava perdendo oportunidades futuras de mercado consumindo pelo menos o dobro do tempo de outros países para as aprovações”, comenta Britto.

A expectativa do setor é que a medida adotada inicie um efeito cascata e beneficie todos os envolvidos nas pesquisas. “Não temos importância somente pelo mercado consumidor, mas também temos excelentes pesquisadores e perfil genético e demográfico que são muito ricos para a realização de estudos clínicos”, enfatiza Brito. Segundo ele, estudiosos, voluntários das pesquisas e consumidores devem ser os principais beneficiados.

Atualmente no Brasil, 80% dos estudos de pesquisa clínica para desenvolvimento de novos medicamentos são conduzidos por empresas multinacionais. O perfil de pesquisa clínica de medicamentos no País, divulgado pela Anvisa em setembro de 2011, aponta que a agência autoriza a realização, em média, de 200 estudos clínicos por ano. No período entre 2003 e 2010, 80% dos pedidos foram autorizados.

As atividades de pesquisa clínica, no Brasil, estão concentradas em estudos da fase III. São aqueles realizados em grandes e variados grupos de pacientes com o objetivo de determinar o resultado em termos de risco e benefício das formulações do princípio ativo a curto e longo prazo. Cerca de 60% estão nesta categoria.

As pesquisas atuam de forma decisiva no desenvolvimento de nações, trazendo benefícios diretos e indiretos. O País também se beneficia de investimentos feitos em pesquisadores e no mercado consumidor, trazendo divisas não só para a produção, mas também para a comercialização, aberturas de vagas e divulgação.

O fenômeno da globalização das economias tem pressionado os órgãos regulamentares de vários países a seguir padrões internacionais de rapidez e qualidade nos estudos e liberação de resultados. Mas os sistemas de saúde complexos e desenvolvidos de forma independente por vários países ainda não adotaram por completo essa tendência internacional.

O setor envolvido com pesquisas no Brasil espera que a partir da decisão da Anvisa outras mudanças comecem a surgir no horizonte. “Hoje os conselhos de ética chegam a interferir na logística dos estudos e isso é uma decisão do pesquisador, baseada em todo seu conhecimento”, aponta o pesquisador e autor de livros sobre estudos clínicos, Daniel Rossi. Para ele, a decisão da Anvisa foi um passo adiante para resolver o cenário de morosidade que impedia o avanço das pesquisas no Brasil. “O desafio agora é trazer o mesmo avanço para as decisões sobre ética”, diz.

Fonte SaudeWeb