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terça-feira, 5 de abril de 2011

Ato público contra lei que vende 25% dos hospitais do SUS a planos de saúde

No próximo dia 7 de abril, quinta-feira, Dia Mundial da Saúde, acontece um ato público que reúne diversas entidades da saúde e movimentos de usuários contra a Lei Complementar Nº.1131/2010, que permite direcionar 25% dos leitos e outros serviços hospitalares do SUS para os planos e seguros de saúde privados. A lei abrange os hospitais do Estado de São Paulo que atualmente têm contrato de gestão com Organizações Sociais.

A lei complementar Nº.1.131/2010 desconsidera a existência da legislação (Lei n º 9656/98) que prevê o ressarcimento ao SUS, toda vez que um usuário de plano de saúde é atendido em hospital público. Além disso, ao visar a arrecadação de recursos com a venda de serviços do SUS, a lei cria a chamada “fila dupla” de atendimento, pois os usuários dos planos de saúde terão assistência diferenciada e preferência na marcação e no agendamento de consultas, exames e internação, como já acontece em alguns hospitais universitários.

O ato público será às 10h30 à Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 188 ( Em frente à sede da Secretaria de Estado da Saúde).


Apóiam o ato as seguintes entidades:
1. Conselho Estadual de Saúde

2. Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo – Cosems/SP

3. Fórum das ONG Aids do Estado de São Paulo

4. Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec,

5. Instituto de Direito Sanitário Aplicado – Idisa,

6. Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – Abrasco

7. Centro Brasileiro de Estudos da Saúde – CEBES

8. SindSaúde SP

9. Sindicato dos Médicos de São Paulo – Simesp

10. Plenária das Entidades e Movimentos Populares de Saúde do Estado de São Paulo

11. Associação Paulista de Saúde Pública – APSP

12. Associação Brasileira dos Delegados e Amigos da Confederação Espírita Pan-Americana

13. Associação Cidadania e Saúde

14. Associação dos Moradores do Núcleo Habitacional Santo Ivo

15. Associação Jovens pela Pazlei

17. Conselho das Associações Amigos de Bairro (Consab’s) de São Miguel Paulista, Itaim, Ermelino Matarazzo e Penha

18. Conselho Regional de Psicologia de São Paulo

19. Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo - Cress SP, 9ª Região

20. Grupo de Incentivo à Vida – GIV

21. Grupo Pela Vidda-SP

22. Instituto Vida Nova

23. Movimento de Moradia do Centro

24. Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase – MORHAN

25. Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul

26. Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo

27. Sindicato dos Traballhadores nas Indústrias de Vidros, Cristais e Espelhos de São Paulo

28. SindSaúde ABC

*Matéria publicada originalmente em Vi o Mundo.

Doença mental tem cura? Mental illness be cured?

Em seu livro, o doutor Luiz Altenfelder, psiquiatra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, deixa claro: “O homem não existe sem a relação com o seu semelhante”. É com esse lema que ele defende a importância do psicodrama e da psicoterapia em grupo nos tempos de hoje, em que a psicofarmacologia e a neurologia desfazem suas fronteiras. O autor demonstra que o papel da psicoterapia é fundamental e curativo. Mais do que isso, disserta de forma didática e contagiosamente interessante sobre a história do tratamento psiquiátrico, desde a civilização egípcia até a desospitalização, passando por absurdos como o espancamento e até a queima do paciente psiquiátrico na fogueira. Segundo o dr. Altenfelder, a doença mental tem cura e o caminho não é só a medicação: a psicoterapia em grupo e o psicodrama são os elos encontrados no passado para a moderna psiquiatria.

Esquecidos, atenção!

Mais um avanço para o tratamento da doença de Alzheimer foi descoberto com lombrigas. A revista Nature publicou um estudo em que cientistas do Instituto Buck, na Califórnia, perceberam que, ao utilizar um corante comum que colore a proteína beta amiloide no neurônio, conseguiam melhorar o defeito que aparece nesta proteína, causadora da doença de Alzheimer em humanos. De tabela, conseguiram aumentar a longevidade dessas lombrigas em 50%. Os cientistas envolvidos, que usaram as lombrigas modificadas para simular a doença de Alzheimer tal qual ocorre em humanos, nunca viram uma substância tão eficaz em aumentar a vida de um ser vivo igual ao corante Amarelo 1, como é chamada a Tioflavina T (ThT). O corante, ao juntar-se com a proteína beta amiloide, melhora a capacidade do organismo de manter a sua produção estável, impedindo a produção de fragmentos proteicos que são tóxicos para a célula e provocam sua morte prematura. A ThT é um corante comumente utilizado para identificar as placas amiloides, acúmulos desses fragmentos tóxicos de proteína. Além de identificar as placas, o dr. Silvestre Alavez, pesquisador-chefe, percebeu que a ThT também impede o crescimento da placa, preservando os neurônios, pois devolve a estrutura molecular tridimensional da proteína, fazendo com que o neurônio perceba que não precisa produzi-la mais. O neurônio, além de sobreviver 50% mais tempo do que o usual, permanece saudável. A produção desenfreada da proteína doente beta amiloide é uma das causas da formação de placas de proteína e consequente morte neuronal na doença de Alzheimer.

Se for possível usar o ThT no tratamento em humanos, ele pode ser eficaz até nos casos avançados da doença. No momento, os pesquisadores passaram apenas da pesquisa em lombrigas para modelos em ratos. Ainda há um caminho longo até a utilização em humanos, mas é um achado extremamente promissor.

Epilépticos, atenção!

A revista Neurotherapeutics traz um artigo da dra. Mattia Maroso, de Milão, que abre caminho para outro tipo de tratamento medicamentoso para epilepsia. Os pesquisadores descobriram que anti-inflamatórios podem reduzir dramaticamente as crises em pacientes com epilepsia de difícil controle com o uso dos anticonvulsivantes existentes. O mecanismo descoberto é a inibição de uma enzima chamada ICE/Caspase, que induz a formação da interleucina 1 beta, proteína que provoca inflamação na região epiléptica do cérebro, o que aumenta os disparos elétricos dos neurônios, perpetuando o foco epiléptico.

Com o uso de um anti-inflamatório que inibe essa enzima, os cientistas conseguiram uma importante redução nas crises epilépticas em ratos, demonstrando que o uso de anti-inflamatórios pode ser um importante coadjuvante terapêutico em humanos com crises frequentes e sem controle.

Endereçamento Eletrônico

Aqui está mais um processo da logística hospitalar que organiza o estoque e agiliza a separação dos pedidos.

Com o endereçamento eletrônico há uma separação ordenada com um começo e fim lógicos, pois os produtos ficam armazenados conforme a disposição dos produtos que se queira, e que pode ser preferencialmente, ordenado por forma farmacêutica e ordem alfabética por nome das substâncias.

Você deve ter um sistema que permita o cadastro dos produtos de acordo como achar melhor, assim teremos:

Rua – que pode ser denominada de acordo com a preferência. Ex.: Rua 1, Rua 2, etc...

Estante – é justamene o local em que o produto ficará junto com os de mesma forma farmacêutica. Ex.: Estante Três.

Prateleira – é o endereço local propriamente dito, local em que o produto irá ficar. Ex.: o Aciclovir ficará na Prateleira 1

Ex.: Os injetáveis estão na Rua 1, Estante 3.
Digamos que precise do Aciclovir, ele será encontrado na Rua 1 , Estante 3 e Prateleira1.

Uma vez cadastrado todos os itens, qualquer pedido emitido via sistema terá uma lógica, pois evitará que o colaborador fique indo e vindo de várias estantes.

O fluxo agiliza o processo e, além disso, mostra uma organização da farmácia e/ou almoxarifado, pois o fluxo terá um começo, meio e fim.

Mauro Munhoz

Noções básicas de almoxarifado, estoque e transporte de materiais

Noções Básicas de Almoxarifado
  • Histórico dos Almoxarifados Primitivos
O almoxarifado se constituía em um depósito, quase sempre o pior e mais inadequado local da empresa, onde os materiais eram acumulados de qualquer forma, utilizando mão-de-obra desqualificada.
Com o tempo surgiram sistemas de manuseio e de armazenagem bastante sofisticados, o que acarretou aumento da produtividade, maior segurança nas operações de controle e rapidez na obtenção das informações.
O termo Almoxarifado é derivado de um vocábulo árabe que significa " depositar".
  • Conceituação
Almoxarifado é o local destinado à guarda e conservação de materiais, em recinto coberto ou não, adequado à sua natureza, tendo a função de destinar espaços onde permanecerá cada item aguardando a necessidade do seu uso, ficando sua localização, equipamentos e disposição interna acondicionados à política geral de estoques da empresa.
O almoxarifado deverá:
  1. assegurar que o material adequado esteja, na quantidade devida, no local certo, quando necessário;
  2. impedir que haja divergências de inventário e perdas de qualquer natureza;
  3. preservar a qualidade e as quantidades exatas;
  4. possuir instalações adequadas e recursos de movimentação e distribuição suficientes a um atendimento rápido e eficiente;
Depositar materiais em um almoxarifado é o mesmo que depositar dinheiro em um banco
Portanto pode-se comparar o esquema de funcionamento do almoxarifado ao de um banco, conforme esquema abaixo :
BANCO
ALMOXARIFADO
Entrada para estoque
Ficha de depósito bancário
Nota fiscal de compra
Saída do estoque
Cheque
Requisição de material
  • Eficiência do Almoxarifado
A eficiência de um almoxarifado depende fundamentalmente :
  1. da redução das distâncias internas percorridas pela carga e do conseqüente aumento do número das viagens de ida e volta;
  2. do aumento do tamanho médio das unidades armazenadas;
  3. da melhor utilização de sua capacidade volumétrica;
  • Organização do Almoxarifado
O organograma funcional do almoxarifado está demonstrado na figura abaixo :
Analisando o organograma funcional de um almoxarifado podemos resumir as suas principais atribuições :
  1. Receber para guarda e proteção os materiais adquiridos pela empresa;
  2. Entregar os materiais mediante requisições autorizadas aos usuários da empresa;
  3. Manter atualizados os registros necessários;
Vamos analisar os setores componentes da estrutura funcional do almoxarifado :
  • CONTROLE :
Embora não haja menção na estrutura organizacional do almoxarifado, o controle deve fazer parte do conjunto de atribuições de cada setor envolvido, qual seja, recebimento, armazenagem e distribuição.
O controle deve fornecer a qualquer momento as quantidades que se encontram à disposição em processo de recebimento, as devoluções ao fornecedor e as compras recebidas e aceitas.
  • RECEBIMENTO
As atividades de recebimento abrangem desde a recepção do material na entrega pelo fornecedor até a entrada nos estoques. A função de recebimento de materiais é módulo de um sistema global integrado com as áreas de contabilidade, compras e transportes e é caracterizada como uma interface entre o atendimento do pedido pelo fornecedor e os estoques físico e contábil.
O recebimento compreende quatro fases :
  1. 1a fase : Entrada de materiais;
  2. 2a fase : Conferência quantitativa;
  3. 3a fase : Conferência qualitativa;
  4. 4a fase : Regularização
  • ARMAZENAGEM
A guarda dos materiais no Almoxarifado obedece a cuidados especiais, que devem ser definidos no sistema de instalação e no layout adotado, proporcionando condições físicas que preservem a qualidade dos materiais, objetivando a ocupação plena do edifício e a ordenação da arrumação.
FASES
DESCRIÇÃO

1A FASE
Verificação das condições de recebimento do material;

2A FASE
Identificação do material;

3A FASE
Guarda na localização adotada;

4A FASE
Informação da localização física de guarda ao controle;

5A FASE
Verificação periódica das condições de proteção e armazenamento;

6A FASE
Separação para distribuição;
  • DISTRIBUIÇÃO
Os materiais devem ser distribuídos aos interessados mediante programação de pleno conhecimento entre as partes envolvidas.
  • DOCUMENTOS UTILIZADOS
Os seguintes documentos são utilizados no Almoxarifado para atendimento das diversas rotinas de trabalho :
  1. Ficha de controle de estoque (para empresas ainda não informatizadas) : documento destinado a controlar manualmente o estoque, por meio da anotação das quantidades de entradas e saídas, visando o seu ressuprimento;
  2. Ficha de Localização (também para empresas ainda não informatizadas) : documento utilizado para indicar as localizações, através de códigos, onde o material está guardado;
  3. Comunicação de Irregularidades : documento utilizado para esclarecer ao fornecedor os motivos da devolução, quanto os aspectos qualitativo e quantitativo;
  1. Relatório técnico de inspeção : documento utilizado para definir, sob o aspecto qualitativo, o aceite ou a recusa do material comprado do fornecedor;
  1. Requisição de material : documento utilizado para a retirada de materiais do almoxarifado;
  1. Devolução de material : documento utilizado para devolver ao estoque do almoxarifado as quantidades de material porventura requisitadas além do necessário;
PERFIL DO ALMOXARIFE
O material humano escolhido deve possuir alto grau de sentimento de honestidade, lealdade, confiança e disciplina.
RECEBIMENTO
  • Conceituação
Recebimento é a atividade intermediária entre as tarefas de compra e pagamento ao fornecedor, sendo de sua responsabilidade a conferência dos materiais destinados à empresa.
As atribuições básicas do Recebimento são :
  1. coordenar e controlar as atividades de recebimento e devolução de materiais;
  2. analisar a documentação recebida, verificando se a compra está autorizada;
  3. controlar os volumes declarados na Nota Fiscal e no Manifesto de Transporte com os volumes a serem efetivamente recebidos;
  4. proceder a conferência visual, verificando as condições de embalagem quanto a possíveis avarias na carga transportada e, se for o caso, apontando as ressalvas de praxe nos respectivos documentos;
  5. proceder a conferência quantitativa e qualitativa dos materiais recebidos;
  6. decidir pela recusa, aceite ou devolução, conforme o caso;
  7. providenciar a regularização da recusa, devolução ou da liberação de pagamento ao fornecedor;
  8. liberar o material desembaraçado para estoque no almoxarifado;
A análise do Fluxo de Recebimento de Materiais permite dividir a função em quatro fases :

1a fase - entrada de materiais ;

2a fase - conferência quantitativa;

3a fase - conferência qualitativa;

4a fase - regularização;
  • 1a fase - Entrada de Materiais :
A recepção dos veículos transportadores efetuada na portaria da empresa representa o início do processo de Recebimento e tem os seguintes objetivos :
  • a recepção dos veículos transportadores;
  • a triagem da documentação suporte do recebimento;
  • constatação se a compra, objeto da Nota Fiscal em análise, está autorizada pela empresa;
  • constatação se a compra autorizada está no prazo de entrega contratual;
  • constatação se o número do documento de compra consta na Nota Fiscal;
  • cadastramento no sistema das informações referentes a compras autorizadas, para as quais se inicia o processo de recebimento;
  • o encaminhamento desses veículos para a descarga;
As compras não autorizadas ou em desacordo com a programação de entrega devem ser recusadas, transcrevendo-se os motivos no verso da Nota Fiscal. Outro documento que serve para as operações de análise de avarias e conferência de volumes é o "Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga", que é emitido quando do recebimento da mercadoria a ser transportada.
As divergências e irregularidades insanáveis constatadas em relação às condições de contrato devem motivar a recusa do recebimento, anotando-se no verso da 1a via da Nota Fiscal as circunstâncias que motivaram a recusa, bem como nos documentos do transportador. O exame para constatação das avarias é feito através da análise da disposição das cargas, da observação das embalagens, quanto a evidências de quebras, umidade e amassados.
Os materiais que passaram por essa primeira etapa devem ser encaminhados ao Almoxarifado. Para efeito de descarga do material no Almoxarifado, a recepção é voltada para a conferência de volumes, confrontando-se a Nota Fiscal com os respectivos registros e controles de compra. Para a descarga do veículo transportador é necessária a utilização de equipamentos especiais, quais sejam : paleteiras, talhas, empilhadeiras e pontes rolantes.
O cadastramento dos dados necessários ao registro do recebimento do material compreende a atualização dos seguintes sistemas :
  • Sistema de Administração de Materiais e gestão de estoques: dados necessários à entrada dos materiais em estoque, visando ao seu controle;
  • Sistema de Contas a pagar : dados referentes à liberação de pendências com fornecedores, dados necessários à atualização da posição de fornecedores;
  • Sistema de Compras : dados necessários à atualização de saldos e baixa dos processos de compras;
  • 2a fase - Conferência Quantitativa;
É a atividade que verifica se a quantidade declarada pelo fornecedor na Nota Fiscal corresponde efetivamente à recebida. A conferência por acusação também conhecida como " contagem cega " é aquela no qual o conferente aponta a quantidade recebida, desconhecendo a quantidade faturada pelo fornecedor. A confrontação do recebido versus faturado é efetuada a posteriori por meio do Regularizador que analisa as distorções e providencia a recontagem.
Dependendo da natureza dos materiais envolvidos, estes podem ser contados utilizando os seguintes métodos :
  • Manual : para o caso de pequenas quantidades;
  • Por meio de cálculos : para o caso que envolvem embalagens padronizadas com grandes quantidades;
  • Por meio de balanças contadoras pesadoras: para casos que envolvem grande quantidade de pequenas peças como parafusos , porcas, arruelas;
  • Pesagem : para materiais de maior peso ou volume, a pesagem pode ser feita através de balanças rodoviárias ou ferroviárias;
  • Medição : em geral as medições são feitas por meio de trenas;
  • CONFERÊNCIA QUALITATIVA
Visa garantir a adequação do material ao fim que se destina. A análise de qualidade efetuada pela inspeção técnica, por meio da confrontação das condições contratadas na Autorização de Fornecimento com as consignadas na Nota Fiscal pelo Fornecedor, visa garantir o recebimento adequado do material contratado pelo exame dos seguintes itens:
  1. Características dimensionais;
  2. Características específicas;
  3. Restrições de especificação;
  • MODALIDADES DE INSPEÇÃO DE MATERIAIS
São selecionadas a depender do tipo de material que se está adquirindo, quais sejam :
  1. Acompanhamento durante a fabricação : torna-se conveniente acompanhar in loco todas as fases de produção, por questão de segurança operacional;
  2. Inspeção do produto acabado no fornecedor : por interesse do comprador, a inspeção do P. A. será feita em cada fornecedor;
  3. Inspeção por ocasião do fornecimento : a inspeção será feita pôr ocasião dos respectivos recebimentos.
  • DOCUMENTOS UTILIZADOS NO PROCESSO DE INSPEÇÃO :
  1. especificação de compra do material e alternativas aprovadas;
  2. desenhos e catálogos técnicos;
  3. padrão de inspeção, instrumento que norteia os parâmetros que o inspetor deve seguir para auxiliá-lo a decidir pela recusa ou aceitação do material.
  • SELEÇÃO DO TIPO DE INSPEÇÃO
A depender da quantidade, a inspeção pode ser total ou por amostragem, utilizando-se de conceitos estatísticos.
A análise visual tem por finalidade verificar o acabamento do material, possíveis defeitos, danos à pintura, amassamentos.
A análise dimensional tem por objetivo verificar as dimensões dos materiais, tais como largura, comprimento, altura, espessura, diâmetros.
Os ensaios específicos para materiais mecânicos e elétricos comprovam a qualidade, a resistência mecânica, o balanceamento e o desempenho de materiais e/ou equipamentos.
Testes não destrutivos de ultra-som, radiografia, líquido penetrante, dureza, rugosidade, hidráulicos, pneumáticos também podem ser realizados a depender do tipo de material.
  • REGULARIZAÇÃO
Caracteriza-se pelo controle do processo de recebimento, pela confirmação da conferência qualitativa e quantitativa, respectivamente por meio do laudo de inspeção técnica e pela confrontação das quantidades conferidas versus faturadas.
O processo de Regularização poderá dar origem a uma das seguintes situações :
  1. liberação de pagamento ao fornecedor ( material recebido sem ressalvas);
  2. liberação parcial de pagamento ao fornecedor;
  3. devolução de material ao fornecedor;
  4. reclamação de falta ao fornecedor;
  5. entrada do material no estoque;
  • Documentos envolvidos na Regularização :
Os procedimentos de Regularização, visando à confrontação dos dados, objetivando recontagem e aceite ou não de quantidades remetidas em excesso pelo fornecedor, envolvem os seguintes documentos :
  1. nota Fiscal;
  2. conhecimento de transporte rodoviário de carga;
  3. documento de contagem efetuada;
  4. relatório técnico da inspeção inspeção;
  5. especificação de compra;
  6. catálogos técnicos;
  7. desenhos;
  • Devolução ao Fornecedor
O material em excesso ou com defeito será devolvido ao Fornecedor, dentro de um prazo de 10 dias a contar da data do recebimento, acompanhado da Nota Fiscal de Devolução, emitida pela empresa compradora.

INTERFACES DO SISTEMA DE RECEBIMENTO DE MATERIAIS

  • ARMAZENAGEM
A correta utilização do espaço disponível demanda estudo exaustivo das cargas a armazenar, dos níveis de armazenamento, das estruturas para armazenagem e dos meios mecânicos a utilizar.
Indica-se a real ocupação do espaço por meio do indicador " taxa de ocupação volumétrica", que leva em consideração o espaço disponível versus o espaço ocupado.
Para entendermos plenamente a utilização do espaço vertical, há que se analisar a utilidade de paletes para a movimentação, manuseio e armazenagem de materiais. A paletização vem sendo utilizada em empresas que demandam manipulação rápida e armazenagem racional, envolvendo grandes quantidades. A paletização tem como objetivo realizar, de uma só vez, a movimentação de um número maior de unidades. Ao pallet é atribuído o aumento da capacidade de estocagem, economia de mão-de-obra, tempo e redução de custos. O emprego de empilhadeiras e pallets já proporcionou a muitas empresas economia de até 80 % do capital despendido com o sistema de transporte interno.
Inicialmente os pallets eram empregados na manipulação interna de armazéns e depósitos e hoje acompanham a carga, da linha de produção à estocagem, embarque e distribuição. Em razão da padronização das medidas do pallet pelos países como Estados Unidos e Inglaterra, eles passaram a ser utilizados através dos continentes em caminhões, vagões ferroviários e embarcações marítimas.

E o que é um palete ?

Trata-se de uma plataforma disposta horizontalmente para carregamento, constituída de vigas, blocos ou uma simples face sobre os apoios, cuja altura é compatível com a introdução dos garfos da emplilhadeira, e que permite o agrupamento de materiais, possibilitando o manuseio, a estocagem, a movimentação e o transporte num único carregamento.
Falta figura
Os pallets são plataformas, nas quais as mercadorias são empilhadas, servindo para unitizar, ou seja, transformar a carga numa única unidade de movimentação.
  • VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DE PALETES
  1. Melhor aproveitamento do espaço disponível para armazenamento, utilizando-se totalmente do espaço vertical disponível, por meio do empilhamento máximo;
  2. Economia nos custos de manuseio de materiais, por meio da redução do custo da mão-de-obra e do tempo necessário para as operações braçais;
  3. Possibilidade de utilização de embalagens plásticas ou amarração por meio de fitas de aço da carga unitária, formando uma só embalagem individual;
  4. Compatibilidade com todos os meios de transporte (marítimo, terrestre, aéreo);
  5. Facilita a carga, descarga e distribuição nos locais acessíveis aos equipamentos de manuseio de materiais;
  6. Permite a disposição uniforme de materiais, o que concorre para a desobstrução dos corredores do armazém e dos pátios de descarga;
  7. Os paletes podem ser manuseados por uma grande variedade de equipamentos, como empilhadeiras, transportadores, elevadores de carga e até sistemas automáticos de armazenagem;
  • Estudo do layout
Alguns cuidados devem ser tomados durante o projeto do layout de um almoxarifado, de forma que se possa obter as seguintes condições :
  1. máxima utilização do espaço;
  2. efetiva utilização dos recursos disponíveis ( mão de obra e equipamentos );
  3. pronto acesso a todos os itens;
  4. máxima proteção aos itens estocados;
  5. boa organização;
  6. satisfação das necessidades dos clientes.
No projeto de um almoxarifado devem ser verificados os seguintes aspectos :
  1. itens a serem estocados ( itens de grande circulação, grande peso e volume);
  2. corredores (facilidades de acesso);
  3. portas de acesso (altura, largura);
  4. prateleiras e estruturas (altura x peso );
  5. piso (resistência).
  • Critérios de Armazenagem
Dependendo das características do material, a armazenagem pode dar-se em função dos seguintes parâmetros :
  1. fragilidade;
b) combustibilidade;
c) volatilização;
d) oxidação;
e) explosividade;
  1. intoxicação;
  2. radiação;
  3. corrosão;
  4. inflamabilidade;
  5. volume;
  6. peso;
  7. forma;.
Os materiais sujeitos à armazenagem não obedecem regras taxativas que regulem o modo como os materiais devem ser dispostos no Almoxarifado. Por essa razão, deve-se analisar, em conjunto, os parâmetros citados anteriormente, para depois decidir pelo tipo de arranjo físico mais conveniente, selecionando a alternativa que melhor atenda ao fluxo de materiais:
  1. armazenagem por tamanho : esse critério permite bom aproveitamento do espaço;
  2. armazenamento por freqüência : esse critério implica armazenar próximo da saída do almoxarifado os materiais que tenham maior freqüência de movimento;
  3. armazenagem especial, onde destacam-se :
  1. os ambientes climatizados;
  2. os produtos inflamáveis, que são armazenados sob rígidas normas de segurança;
  3. os produtos perecíveis ( método FIFO)
  1. Armazenagem em área externa : devido à sua natureza, muitos materiais podem ser armazenados em áreas externas, o que diminui os custos e amplia o espaço interno para materiais que necessitam de proteção em área coberta. Podem ser colocados nos pátios externos os materiais a granel, tambores e “containers” , peças fundidas e chapas metálicas.
  2. Coberturas alternativas : não sendo possível a expansão do almoxarifado, a solução é a utilização de galpões plásticos, que dispensam fundações, permitindo a armazenagem a um menor custo.
Independentemente do critério ou método de armazenamento adotado é oportuno observar as indicações contidas nas embalagens em geral, conforme mostram as figuras abaixo :
Falta figura
  • Localização de Materiais
O objetivo de um sistema de localização de materiais é estabelecer os meios necessários à perfeita identificação da localização dos materiais. Normalmente é utilizada uma simbologia (codificação) alfanumérica que deve indicar precisamente o posicionamento de cada material estocado , facilitando as operações de movimentação e estocagem.
O almoxarife é o responsável pelo sistema de localização de materiais e deverá possuir um esquema do depósito com o arranjo físico dos espaços disponíveis por área de estocagem.
Sistemass de endereçamento ou localização dos estoques ;
Existem dois métodos básicos : o sistema de endereços fixos e o sistema de endereços variáveis.
  • Sistema de endereçamento fixo :
Nesse sistema existe uma localização específica para cada produto. Caso não haja muitos produtos armazenados , nenhum tipo de codificação formal será necessária. Caso a linha de produtos seja grande, deverá ser utilizado um código alfanumérico, que visa a minimização do tempo de localização dos materiais.
  • Sistema de endereçamento variável :
Nesse sistema não existem locais fixos de armazenagem, a não ser para itens de estocagem especial. Os materiais vão ocupar os locais disponíveis dentro do depósito. O inconveniente desse sistema é o perfeito controle que se deve ter da situação, para que não se corra o risco de possuir material perdido em estoque, que somente será descoberto ao acaso ou durante o inventário. Esse controle deverá ser feito por duas fichas, uma ficha para controle do saldo por item e a outra para controle do saldo por local de estoque.
Apesar de o sistema de endereços variáveis possibilitar melhor utilização do espaço, este pode resultar em maiores percursos para montar um pedido, pois um único item pode estar localizado em diversos pontos Esse método é mais popular em sistemas de manuseio e armazenagem automatizados, que exigem um mínimo de mão-de-obra.
  • Classificação e Codificação dos materiais
Um sistema de classificação e codificação de materiais é fundamental para que existam procedimentos de armazenagem adequados, um controle eficiente dos estoques e uma operacionalização correta do almoxarifado.

Classificar um material significa agrupá-lo segundo sua forma, dimensão, peso, tipo e uso. Em outras palavras, classificar um material significa ordená-lo segundo critérios adotados, agrupando-os de acordo com as suas semelhanças. Classificar os bens dentro de suas peculiaridades e funções tem como finalidade facilitar o processo de posteriormente dar-lhes um código que os identifique quanto aos seus tipos, usos, finalidades, datas de aquisição, propriedades e seqüência de aquisição. Por exemplo, com a codificação do bem passamos a ter, além das informações acima mencionadas, um registro que nos informará todo o seu histórico, tais como preço inicial, localização, vida útil esperada, valor depreciado, valor residual, manutenção realizada e previsão de sua substituição.

Codificar um material significa representar todas as informações necessárias, suficientes e desejadas por meio de números e/ou letras, com base na classificação obtida do material.
A tecnologia de computadores está revolucionando a identificação de materiais e acelerando o seu manuseio.
A chave para a rápida identificação do produto, das quantidades e fornecedor é o código de barras lineares ou código de distribuição. Esse código pode ser lido com leitores óticos (scanners) . Os fabricantes codificam esse símbolo em seus produtos e o computador no depósito decodifica a marca, convertendo-a em informação utilizável para a operação dos sistemas de movimentação interna, principalmente os automatizados.

Outro arquivo – Noções básicas de almoxarifado III
NOÇÕES SOBRE ALMOXARIFADO III
  • Classificação e Codificação dos materiais
Um sistema de classificação e codificação de materiais é fundamental para que existam procedimentos de armazenagem adequados, um controle eficiente dos estoques e uma operacionalização correta do almoxarifado.
Classificar um material significa agrupá-lo segundo sua forma, dimensão, peso, tipo e uso. Em outras palavras, classificar um material significa ordená-lo segundo critérios adotados, agrupando-os de acordo com as suas semelhanças. Classificar os bens dentro de suas peculiaridades e funções tem como finalidade facilitar o processo de posteriormente dar-lhes um código que os identifique quanto aos seus tipos, usos, finalidades, datas de aquisição, propriedades e seqüência de aquisição. Por exemplo, com a codificação do bem passamos a ter, além das informações acima mencionadas, um registro que nos informará todo o seu histórico, tais como preço inicial, localização, vida útil esperada, valor depreciado, valor residual, manutenção realizada e previsão de sua substituição.
A classificação dos itens é composta de diversas etapas, quais sejam : catalogação, simplificação, especificação, normalização e padronização rumo à codificação de todos os materiais que compõem o estoque da empresa.
Vejamos melhor a conceituação de " classificação ", definindo melhor cada uma dessas etapas :
  • Catalogação : significa o arrolamento de todos os itens existentes de modo a não omitir nenhum deles.
Vantagens da Catalogação :
  1. A catalogação proporciona uma idéia geral da coleção;
  2. Facilita a consulta por parte dos usuários;
  3. Facilita a aquisição de materiais;
  4. possibilita a conferência;
  5. evita duplicidade de codificação;
  • Simplificação : significa a redução da grande diversidade de itens empregados para uma mesma finalidade. Quando duas ou mais peças podem ser usadas para o mesmo fim, recomenda-se a escolha pelo uso de uma delas;
  • Especificação : significa a descrição detalhada de um item, como suas medidas, formato, tamanho, peso etc. Quanto mais detalhada a especificação de um item, menos dúvida se terá a respeito de sua composição e características, mais fácil será a sua compra e inspeção no recebimento.
  • Normalização : essa palavra deriva de normas, que são as prescrições sobre o uso do material; portanto significa a maneira pela qual o material deve ser utilizado em suas diversas aplicações;
  • Padronização : significa estabelecer idênticos padrões de peso, medidas e formatos para os materiais, de modo que não existam muitas variações entre eles. Por exemplo, a padronização evita que centenas de parafusos diferentes entrem em estoque.
Vantagens da Padronização :
  1. Possibilita a simplificação de materiais;
  2. Facilita o processo de normalização de materiais;
  3. Aumenta poder de negociação;
  4. Reduz custos de aquisição e controle;
  5. Reduz possibilidade de erros na especificação;
  6. Facilita a manutenção;
  7. Possibilita melhor programação de compras;
  8. Permite reutilização e permutabilidade
Assim a catalogação, a simplificação, a especificação, a normalização e a padronização constituem os diferentes passos rumo à codificação. A partir da classificação pode-se codificar os materiais .
Codificar um material significa representar todas as informações necessárias, suficientes e desejadas por meio de números e/ou letras, com base na classificação obtida do material.
A tecnologia de computadores está revolucionando a identificação de materiais e acelerando o seu manuseio.
A chave para a rápida identificação do produto, das quantidades e fornecedor é o código de barras lineares ou código de distribuição. Esse código pode ser lido com leitores óticos (scanners) . Os fabricantes codificam esse símbolo em seus produtos e o computador no depósito decodifica a marca, convertendo-a em informação utilizável para a operação dos sistemas de movimentação interna, principalmente os automatizados.
ESTRUTURAS METÁLICAS PARA ARMAZENAGEM
Fatores que influenciam na escolha das estruturas metálicas para armazenagem :
  • tipo de material (peso e volume);
  • equipamentos utilizados para a movimentação (empilhadeiras);
  • largura mínima dos corredores;
  • níveis de armazenagem (altura máxima para empilhamento);
Tipos de estrutura metálica para armazenagem:
  • estrutura leve em prateleira de bandeja : adequadas para materiais leves;
  • estrutura porta-palete : as prateleiras são substituídas por um par de
vigas que se encaixam nas colunas, com possibilidade de regulagem da altura.
Os paletes são retirados por empilhadeiras que se movimentam nos
corredores.
MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS
Dependendo do tipo de empresa, do tipo de produto ou serviço, do sistema de produção utilizado e de outras características, a movimentação de materiais pode atingir um custo de 15 a 70 % do custo total da produção.
O estudo da movimentação de materiais deve levar em consideração todas as características do processo produtivo, já que faz parte inerente dele.
Dá-se o nome de movimentação de materiais a todo o fluxo de materiais dentro da empresa. A movimentação de materiais é uma atividade indispensável a qualquer sistema de produção e visa não somente o abastecimento das seções produtivas, mas também a garantia da seqüência do processo de produção entre as seções envolvidas.
A movimentação pode ser horizontal ou vertical. É horizontal quando a movimentação se dá em um espaço plano e em um mesmo nível. É vertical quando a empresa utiliza edifícios de vários andares ou níveis de altura.
A movimentação de materiais quando bem administrada pode trazer grandes economias para a empresa e um excelente resultado para a produção.
Principais finalidades da movimentação de materiais :
  1. Aumento da capacidade produtiva da empresa, que pode ser conseguido :
  • através da redução do tempo de fabricação;
  • através do incremento da produção, pela intensificação do abastecimento de
materiais às seções produtivas;
  • utilização racional da capacidade de armazenagem, utilizando plenamente o
espaço disponível e aumentando a área útil da fábrica;
  1. Melhorar as condições de trabalho, proporcionando :
  • maior segurança e redução de acidentes durante as operações com materiais;
  • redução da fadiga nas operações com materiais e maior conforto para o pessoal;
  • aumento da produtividade da mão-de-obra;
  1. Reduzir os custos de produção, através da :
  • redução da mão-de-obra braçal pela utilização de equipamentos de manuseio e transporte;
  • redução dos custos de materiais, através de acondicionamento e transporte adequados que permitam reduzir as perdas ou estragos de materiais;
  • redução de custos em despesas gerais, através de menores despesas de
transporte e menores níveis de estoques de materiais.
  1. Melhorar a distribuição : a distribuição, que se inicia na preparação do produto e
termina no usuário, é grandemente melhorada com a racionalização dos sistemas
de manuseio, através da :
  • melhoria na circulação : criação de corredores bem definidos; endereçamento
fácil; equipamentos eficientes; métodos eficientes de carga e descarga;
  • localização estratégica de almoxarifados : criação de pontos de armazenagem
próximos aos consumidores, para distribuição aos pontos de venda, só é
possível graças aos equipamentos de movimentação e armazenagem;
  • Melhoria dos serviços aos usuários : a proximidade das mercadorias dos
centros consumidores implica em rapidez na entrega, menores riscos de
deterioração ou quebra, menor custo;
  • Maior disponibilidade do produto em cada região ;
EQUIPAMENTOS UTILIZADOS PARA MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS :
O manuseio pode ser efetuado das seguintes formas :
  • manualmente;
  • por meio de carrinhos impulsionados manualmente;
  • por meio de emplilhadeiras (não possui limitação de direção horizontal ou
vertical, podendo ser elétrica, com motor a gás, diesel ou gasolina);
  • por meio de paleteiras (tipo de empilhadeira limitada ao manuseio
horizontal);
  • por meio de pontes rolantes : trata-se de equipamento constituído de
estrutura metálica, sustentada por duas vigas, ao longo das quais a ponte
rolante se movimenta; entre as duas vigas corre um carrinho com um gancho;
  • por meio de guindastes : trata-se de equipamento utilizado em área externa,
equipados com lança e com capacidade de carga acima de 5 t.
Quase sempre esses equipamentos servem para o transporte e elevação de cargas. São muito utilizados em áreas de armazenamento de ferro para construção, nas linhas de produção de construção pesada, na recepção e expedição de cargas de grandes proporções e peso, nas indústrias metalúrgicas e siderúrgicas;
  • por meio de transportadores contínuos : são utilizados para o caso de
movimentação constante e ininterrupta de materiais entre dois pontos
predeterminados. É o caso da mineração, dos terminais de carga e descarga,
armazéns de granéis, terminais de recepção e expedição de mercadorias. Sua
maior aplicação na indústria é a linha de montagem na produção em série. Nos
sistemas de produção contínua - como nas fábricas de refrigerantes, cervejas,
óleos alimentícios etc. - os transportadores contínuos são controlados e
integrados por equipamentos eletrônicos, com paradas em pontos determinados.
Ex. : correias transportadoras, esteiras transportadoras, roletes
transportadores, transportadores de fita metálica, transportadores de rosca,
transportadores magnéticos, transportadores vibratórios, transportadores
pneumáticos.
Princípios básicos para a movimentação de materiais :
Para que um sistema de transporte interno seja eficiente é preciso que sejam adotados certos princípios básicos para a movimentação de materiais, quais sejam :
  • obedecer o fluxo do processo produtivo e utilizar meios de movimentação que
facilitem esse fluxo;
  • eliminar distâncias e eliminar ou reduzir todos os transportes entre as operações;
  • usar a força da gravidade sempre que possível;
  • minimizar a manipulação, preferindo meios mecânicos aos manuais;
  • considerar sempre a segurança do pessoal envolvido;
  • utilizar cargas unitárias sempre que possível;
  • procurar a utilização máxima do equipamento, evitando o transporte vazio, isto é
utilizar o sempre o transporte nos dois sentidos de ida e volta;
  • prever sempre um sistema alternativo de transporte, para uso em caso de falha do
principal;
A necessidade de revisão parcial ou total do sistema de movimentação de materiais ocorre quando :
  • homens e mulheres estão manipulando cargas, respectivamente, acima de 30 kg e de 10 kg;
  • materiais estão sendo desviados do caminho mais direto e natural de sua transformação no processo fabril, para fins de inspeção, conferência etc.;
  • pessoal da produção está abandonando seus postos para efetuar operações de transporte;
  • cruzamentos freqüentes de trajetórias de materiais em movimento;
  • os trabalhadores da produção têm de parar até serem supridos de matéria-prima;
  • os materiais vão e voltam na mesma direção por mais de uma vez no seu processo de transformação;
  • cargas acima de 50kg são levantadas por mais de 1 metro sem ajuda mecânica;
  • Custos da Movimentação de Materiais
Os custos de movimentação de materiais constituem geralmente uma parcela significativa do custo total de fabricação. Isso significa que o custo de movimentação de materiais influenciam o custo final do produto /serviço sem contribuir em nada para a sua melhoria. Daí a necessidade de se tentar constantemente baratear o custo do produto/serviço através de uma seleção rigorosa dos meios de movimentação adequados ao sistema de produção utilizado pela empresa.
Os custos de movimentação de materiais são os seguintes :
  1. equipamentos utilizados : capital empatado em equipamentos;
  2. combustível utilizado : ou seja, despesas efetuadas com combustível ou energia para alimentar os equipamentos de movimentação;
  3. pessoal para a operação dos equipamentos : motoristas de tratores ou empilhadeiras, operadores de guindastes ou de elevadores, pessoal auxiliar etc.
  4. manutenção de equipamentos : ou seja despesas com manutenção e com oficinas de consertos, peças e componentes de reposição, bem como com o pessoal da oficina;
  5. perdas de material decorrentes de manuseio, de acidentes na movimentação, quebras, estragos em embalagens;
  • Definição do tipo de movimentação :
Uma série de itens devem ser analisados antes da definição do tipo de equipamento que será utilizado para a movimentação de materiais :
  1. tipo do produto (dimensões, características mecânicas, quantidade a ser transportada;
  2. edificação (layout, espaço entre as colunas, resistência do piso, dimensão das passagens, dos corredores e das portas );
  3. seqüência das operações;
  4. método de armazenagem;
  5. custo da movimentação;
  6. área necessária para o funcionamento do equipamento;
  7. fonte de energia necessária;
  8. deslocamento e direção do movimento;
  9. mão-de-obra;
  10. flexibilidade do equipamento a ser adotado;
  11. grau de supervisão requerido para a operação (transportadores x empilhadeiras);
  12. possibilidade da variação da velocidade do equipamento (adaptação ao volume de expedição e recebimento, ao alto índice eventual de perdas, à ausência ocasional de pessoal e à inexperiência do operário);
  13. tipo de trajetória (fixa : transportador, limitada : ponte rolante, livre : empilhadeiras);

Grande número de contribuições atrasa consulta pública da Anvisa que proíbe aromatizantes em cigarros

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O grande número de contribuições atrasou o cronograma da consulta pública de duas resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) relacionadas ao fumo. As normas pretendem reforçar os avisos impressos nas embalagens sobre os danos do produto e proibir o uso de aromatizantes em cigarros. “Com isso, a nicotina perde aquele gosto ruim, o que induz crianças e adolescentes a fumar”, explicou o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares.

A agência recebeu no último dia 30, penúltimo da consulta pública, 165 mil contribuições encaminhadas pessoalmente por uma comissão de parlamentares e representantes de associações. “Todos ligados a cadeia produtiva do tabaco”, ressaltou o diretor.

Outras 20 mil sugestões haviam sido enviadas ao escritório do órgão no Rio de Janeiro. “Isso inclusive motivou os Correios do Rio de Janeiro a mandar uma correspondência pedindo uma reunião para ver a razão daquele número excessivo de correspondências”, contou Álvares.

No total foram cerca de 200 mil sugestões. O volume inesperado de contribuições fará com que a próxima etapa da consulta seja realizada na segunda metade do ano. A previsão anterior era que a análise das sugestões pudesse ser feita ainda neste semestre. Depois disso, a agência vai fazer nova consulta “para discutir cientificamente todo o conteúdo das contribuições”, disse o diretor.

Apesar de considerar o número de sugestões anormal, Álvares disse que não é possível afirmar que tenha ocorrido uma tentativa deliberada de atrasar o processo. No entanto, considera a situação anormal. “Isso nunca aconteceu, uma afluência tão grande de correspondência em relação a duas consultas públicas”, destacou.

Ministério da Saúde discute uso de medicamento contra vírus HIV

Da Agência Brasil

Brasília – O uso do medicamento Maraviroque pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento do vírus HIV ainda não está definido pelo governo federal. Cerca de 200 mil pacientes em tratamentos e 150 mil que ainda fazem exames aguardam a definição sobre a inclusão do produto na lista dos remédios contra o vírus utilizados no país. A lista tem mais de 20 itens. Comercialmente, o Maraviroque é conhecido como Celsentri.

Segundo Ronaldo Hallal, infectologista e assessor técnico do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a demanda pelo Maraviroque é muito baixa e restrita basicamente ao estado de São Paulo, onde se tem os casos mais antigos do país.

O uso do produto é restrito aos doentes cujo vírus HIV entra nas células por meio do correceptor CCR-5. A principal discussão ocorre justamente pela dificuldade de se ter esse diagnóstico. Existe apenas um laboratório em todo o mundo, nos Estados Unidos, que realiza o exame.

O uso desse medicamento divide a opinião dos médicos em todo o país. Para alguns, os pacientes não têm como esperar. Os médicos questionam o ritmo da avaliação de novas drogas para serem usadas em pacientes com aids. “Nós temos que pensar além do acesso das pessoas ao tratamento, na sustentabilidade desse programa que é bastante complexo e que investe cerca de R$ 800 milhões ao ano apenas na aquisição de medicamentos. São decisões bastante criteriosas que precisam ser adotadas”, defende Ronaldo.

Outros acreditam que a mudança deve ser feita somente quando já estiver registrada a versão nacional de um exame, atualmente feito apenas em São Paulo, em uma forma alternativa, porém comprovada cientificamente.

O medicamento já é utilizado nos Estados Unidos e na União Europeia na fase inicial do tratamento ou nos casos em que o doente adquire resistência a outras drogas. No Brasil, o produto já tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Câncer x Alencar: medicina sofisticada para poucos

Possivelmente um dos principais legados que o ex-vice presidente deixa é a forma clara, prática e otimista como encarou o câncer, com qual lidou por vários anos.

É evidente a mensagem positiva de que o câncer pode ser encarado como uma doença tratável e, mesmo em estádios avançados, não significa que a vida acabou. Mesmo com diagnóstico de câncer avançado, Alencar teve uma carreira de sucesso como político e empresário. O número de pacientes que se viam estimulados e encorajados a cada notícia de nova intervenção de Alencar é impressionante. Ele, sem dúvida, abriu espaço para discutir o câncer de forma menos preconceituosa.

Por outro lado, gera desconforto saber que todos estes recursos são para uma minoria privilegiada. Após mais uma dúzia de procedimentos cirúrgicos e várias linhas de tratamento quimioterápico, alguns deles experimentais, no Brasil e no exterior, o próprio Alencar reconhecia que a sobrevida e qualidade de vida que ele pode manter era fruto de uma medicina sofisticada e muito cara, portanto, para poucos. O sistema público, por mais empenho dos profissionais envolvidos, está longe de oferecer todos os recursos cientificamente disponíveis atualmente. O sistema é incompleto e lento. Os recursos econômicos disponíveis para tratamento de pacientes com câncer no SUS são limitados e há muito tempo não são revistos. As causas são diversas e combinadas: os remédios novos tem preços proibitivos e incompatíveis com realidade brasileira, a população está envelhecendo que, por si só, gera aumento de demanda e, possivelmente o mais perverso de todos: existe desperdício e mau uso do dinheiro público.

As soluções passam por várias estratégias e uma delas é amplo debate para definição de critérios de incorporação de tecnologias em saúde e, sob avaliação farmacoeconômica sólida e transparente, escalonar nossas prioridades. Países ricos já definem seu posicionamento frente ao tema, fomentando debate objetivo com soluções práticas. Uma característica comum destes países é que o balizador de incorporação adotado é um padrão de assistência elevado. Em outras palavras, não se aceita a insuficiência como inevitável.

Jose Alencar motivou e segue motivando pacientes a lutar contra a doença. Esperamos que o exemplo dele também chame atenção para lutar contra inequidade que é tão perversa quanto a doença que o vitimou.

postado por Stephen Stefani

Farmacêutica lança rede social para médicos brasileiros

por Saúde Business Web

04/04/2011

Especialistas ganham espaço na web para debater e compartilhar conhecimento

A MSD, nova empresa farmacêutica global fruto da fusão entre Merck Sharp & Dohme e a Schering-Plough, lançou uma rede social para médicos brasileiros. A plataforma “Diabetes em Debate” reúne aproximadamente 300 especialistas. Online, os profissionais postam, criam fóruns e debatem estudos científicos e novidades.

"O resultado superou as estimativas mais otimistas, com a adesão de 100% dos convidados e a participação e interação aumentam a cada dia”, explica Gabriela Saraiva, gerente médica da MSD. Outro ponto ressaltado pela empresa é o crescimento da audiência do portal. De acordo com a MSD, são mais de 1.300 visitas por mês e um aumento de mais 25% desde o lançamento, em novembro de 2010.

Apesar de ser uma rede exclusiva para especialistas, segundo eles, os números acompanham o interesse dos brasileiros pelas redes sociais. Segundo o Ibope, em dezembro, 85% dos internautas acessaram sites de comunidades (fóruns, twitter, blogs). A MSD atua na área de cuidados com a saúde e conta com uma linha diversificada de medicamentos, vacinas e produtos para a saúde humana e a animal.

Maioria das empresas não protege dados dos pacientes

por Saúde Business Web

04/04/2011

Estudo do Ponemon Institute constata que mais da metade das entidades não estão protegidas contra roubo ou perda de informações

As informações confidenciais dos pacientes não estão adequadamente protegidas contra roubo ou perda, segundo pesquisa publicada pelo Ponemon Institute, organização de pesquisa dos Estados Unidos, chamada Health Data at Risk in Development: A Call for Data Masking. O estudo revelou que 51% das empresas de saúde pesquisadas não têm esta preocupação. O resultado foi baseado na resposta de cerca de 450 profissionais de TI de empresas de serviços de saúde e patrocinado pela Informatica Corporation, fornecedora líder e independente de soluções de software de integração de dados.

Ao examinar o uso disseminado de dados reais de pacientes nos ambientes de desenvolvimento e teste de aplicações de saúde, o relatório detalha como as empresas do setor de saúde estão expostas ao risco de não-conformidade com as várias regulamentações, como o Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPAA) dos Estados Unidos.

De acordo com o estudo, 78% dos entrevistados não têm certeza ou não sabem se suas organizações seriam capazes de detectar o roubo ou perda acidental de dados usados para o desenvolvimento e teste. Em relação à segurança, 38% já sofreram falhas que envolveram dados em ambientes de desenvolvimento e teste e 12% não conseguem afirmar com certeza se tiveram equívocos ou não na segurança. Quanto às conseqüências sofridas, 59% das empresas sofreram a interrupção das operações, 56% foram acionados por órgãos regulatórios e 36% tiveram sua reputação afetada.

"A pesquisa é um alerta para o setor de saúde, no qual o custo médio por vítima de uma perda de dados é US$ 294, 44% superior ao valor médio de todos os outros setores", disse o chairman e fundador do Ponemon Institute, Larry Ponemon, em comunicado.

O estudo do Ponemon Institute constatou, ainda, que a terceirização e a computação em nuvem aumentam o risco das companhias. O desenvolvimento e as atividades de teste terceirizadas, que utilizam recursos de Cloud Computing, apresentam fatores de risco adicionais, que, com freqüência, evitam que estas organizações de serviços de saúde utilizem seus recursos potencialmente vantajosos. Assim, 40% das empresas analisadas não recorrem ao outsourcing deste tipo de serviço por preocupação com a segurança e apenas 19% estão confiantes ou muito confiantes sobre a segurança em um ambiente de nuvem.

Paralelamente, as empresas entrevistadas do segmento de serviços de saúde estão desiludidas com as metas de proteção de dados, apesar de reconhecerem que a proteção de informações reais em ambientes de desenvolvimento e teste é essencial. Ou seja, 64% dizem que atender aos requisitos de privacidade e proteção dos dados no setor de saúde é importante, mas apenas 35% dizem acreditar que a empresa esteja conseguindo alcançar esta meta.

ANS: conheça 11 ações para operadoras X prestadores

por Saúde Business Web

04/04/2011

Iniciativas compreendem uma série de ações para promover o entendimento entre esses dois players de saúde. Confira

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vem desenvolvendo ações para promover o entendimento entre operadoras e prestadores de serviços de saúde. As iniciativas compreendem:

- Normas sobre a obrigatoriedade de contratualização entre operadoras e prestadores de serviço em saúde, publicadas em 2003 e 2004, no caso dos médicos (RN nº71).
- Grupo de Trabalho sobre Honorários Médicos, com reuniões periódicas desde fevereiro de 2010, onde são debatidas alternativas de critérios objetivos de reajuste a serem adotados nos contratos entre operadoras e prestadores médicos e também critérios de hierarquização de procedimentos médicos por parte das operadoras.
- Grupo de Trabalho de Remuneração de Hospitais, desde janeiro de 2010, que visa garantir a sustentabilidade do setor, mudando a lógica atual de remuneração atrelada ao maior consumo, principalmente de materiais e medicamentos.
- Programa de monitoramento da contratualização, iniciado em julho de 2010, que analisa, entre outras, a existência de regras claras e objetivas dos contratos entre operadoras e prestadores, principalmente quanto à forma e periodicidade dos reajustes.
- Fiscalização através do Programa Olho Vivo que, entre outras atribuições, verifica se os contratos das operadoras com os médicos possuem cláusula de reajuste nos moldes definidos pelos normativos da ANS.
- Programa de Incentivo à Qualificação dos Prestadores, cuja consulta pública encerrou em 30 de março de 2011, que busca a valorização dos prestadores de serviço em saúde, inclusive os médicos.
- Grupo de Trabalho, em andamento, sobre nova metodologia de cálculo do reajuste dos planos individuais e familiares, que pretende incluir o reajuste dado pelas operadoras aos médicos como um dos critérios de avaliação da eficiência de uma operadora de plano de saúde.
- Programa de acreditação de operadoras, em fase de análise das contribuições feitas na consulta pública encerrada em 5 de janeiro de 2011, que possui uma dimensão inteira dedicada ao relacionamento das operadoras com sua rede, em especial com os médicos.
- Norma de plano de recuperação assistencial e direção técnica, em consulta pública até 8 de abril de 2011. A prática sistemática de não reajustar os prestadores de serviços, descumprindo regras contratuais estabelecidas, poderá ser considerada desvio administrativo grave sempre que tal fato constituir risco à qualidade ou à continuidade do atendimento à saúde dos beneficiários.
- Norma sobre a garantia de atendimento, em fase de análise das contribuições feitas na consulta pública encerrada em 4 de março de 2011. Vai estimular a contratação de um número maior de médicos para atendimento aos beneficiários dentro dos parâmetros de tempo definidos pela ANS.
- Troca de Informação em Saúde Suplementar (TISS), criada em 2005, que facilita uma relação mais transparente e objetiva entre operadoras e prestadores.

Tem participado das discussões sobre o tema na Procuradoria Geral do Trabalho (PGT) entidades médicas como a Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (FENAM); com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e com as Secretarias de Direito Econômico (SDE) e de Acompanhamento Econômico (SEAE).

Conheça mais detalhes sobre as ações regulatórias da ANS em desenvolvimento:

Normas de Contratualização:
A Agência Nacional de Saúde Suplementar estabeleceu, nos anos de 2003 e 2004, normas de contratualização das Operadoras com prestadores de serviços. A Resolução Normativa nº 42 estabeleceu as regras gerais dos contratos das operadoras com as entidades hospitalares. A Resolução Normativa nº 54 estabeleceu as regras gerais dos contratos das operadoras com clínicas e laboratórios. A Resolução Normativa nº 71 estabeleceu as regras gerais dos instrumentos jurídicos firmados entre as operadoras e os profissionais de saúde ou pessoas jurídicas que prestam serviços em consultórios.

As três resoluções são enfáticas ao determinar que os instrumentos jurídicos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para a sua execução expressas em cláusulas que definam os direitos, obrigações e responsabilidades das partes.

Programa de Monitoramento da Contratualização:
Em julho de 2010 a ANS lançou o Programa de Monitoramento da Contratualização. Desde o início deste programa pró-ativo, já foram monitoradas operadoras de planos de saúde que, em conjunto, respondem a cerca de 12 milhões de beneficiários (20% do setor).

Além do Programa de Monitoramento, todas as denúncias de irregularidades nos instrumentos contratuais encaminhadas pelos médicos ou por suas representações são analisadas.

Caso os instrumentos jurídicos analisados não estejam de acordo com as normas de contratualização, as operadoras são representadas. O valor de cada infração por contrato inadequado é de R$ 35.000,00.

Programa Olho Vivo:
O Programa Olho Vivo consiste em um conjunto de ações de caráter pró-ativo, sistemático e planejado, cujo objetivo é a crescente adequação das operadoras de planos de saúde à legislação que regula o setor de saúde suplementar.

Um dos itens verificados no programa é a existência de cláusula prevendo a periodicidade do reajuste, bem como do índice a ser utilizado nos contratos firmados com os médicos.

Grupo de Trabalho de Honorários Médicos:
Em fevereiro de 2010, foi instituído o Grupo de Trabalho de Honorários Médicos, com a participação das entidades representativas desses profissionais (AMB, CFM e FENAM) e entidades representativas das operadoras de planos de saúde: Federação Nacional de Saúde Suplementar (FENASAÚDE), União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (UNIDAS), Associação Brasileira de Medicina de Grupo (ABRAMGE) e Unimed do Brasil. O objetivo é que alternativas de critérios de reajuste dos honorários médicos (modelos) possam ser utilizadas como referência para os contratos e debater a adoção de critérios de hierarquização de procedimentos médicos como, por exemplo, portes da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) por parte das operadoras de saúde.

A razão de terem sido escolhidos esses dois temas decorre de: 1) Dificuldade de elaboração de critérios de reajustes claros e objetivos por parte das operadoras e prestadores; 2) Hierarquização. Verificamos que a não adoção pelo setor de critérios técnicos para a adequada precificação dos valores pagos pelos procedimentos médicos acabou gerando um desinteresse por parte de médicos de algumas especialidades em realizá-los. Por vezes, o valor pago por um procedimento não compensa, na visão das entidades médicas, a complexidade da tarefa executada. O resultado é que, a cada dia, procedimentos deixam de ser realizados, por escassez de oferta.

As negociações continuam, agora de forma a considerar as características peculiares, segundo tipo ou porte da operadora, por exemplo: cooperativas, autogestões, medicinas de grupo, ou operadoras de grande porte (Fenasaúde), o que tem se mostrado mais produtivo e, em alguns casos, já com apresentação e discussão de propostas concretas.

Grupo de Trabalho de Remuneração de Hospitais:
Este grupo possui uma relação muito forte com o outro GT, pois ao longo dos últimos anos ocorreu uma defasagem da participação relativa dos honorários médicos em relação aos demais serviços e insumos de saúde pagos pelas operadoras. Observamos que as distorções existentes no modelo de remuneração dos hospitais, do qual os preços dos serviços hospitalares (diárias e taxas) estão dissociados de seus custos, fez com que a comercialização de medicamentos, materiais e OPME (órteses, próteses e materiais especiais) passassem a responder de forma mais expressiva pela receita desses estabelecimentos e pela participação nas despesas assistenciais totais das operadoras.
Este grupo de trabalho está avançando de forma satisfatória. Já foram estabelecidas diretrizes para remuneração dos hospitais na saúde suplementar. Atualmente estamos trabalhando no desenvolvimento de parâmetros de remuneração através de tabelas simplificadas.

A revisão do modelo de remuneração dos hospitais, restaurando os preços dos serviços com base nos seus custos de produção e gerando os incentivos adequados sobre o uso dos medicamentos, materiais e OPME, pode abrir espaço para a recomposição da participação relativa dos honorários médicos no total dos custos assistenciais das operadoras.

Programa de Incentivo à Qualificação dos Prestadores de Serviços:
A proposta do programa é valorizar os profissionais de saúde que possuem diferenciais de qualidade, dando ao beneficiário a possibilidade de escolher o prestador de serviços em função dos seus atributos de qualificação. Destacamos a especialização profissional e a acreditação de serviços como atributos a serem valorizados e divulgados pelas operadoras em seu material de rede.

Grupo Técnico do Novo Modelo de Reajuste:
Discute a metodologia de reajustes dos planos individuais pós-regulamentados com vistas à construção de um novo modelo para o setor. O modelo proposto deve ainda refletir com maior eficiência a variação dos custos na saúde suplementar e contemplar os esforços das operadoras de planos de saúde para melhoria da produtividade/qualidade/eficiência em suas atividades.

Está sendo debatida a construção de uma metodologia baseada no modelo de Fronteira de Eficiência de Produção. Trata-se de uma metodologia que possibilita comparar a eficiência das operadoras, com base nos insumos utilizados e resultados alcançados. Por isso, uma das etapas do modelo é a construção de uma matriz de insumos e produtos. Dentre os insumos constantes na proposta inicial está o valor médio das consultas pago pela operadora.

Acreditação de Operadoras:
O objetivo é incentivar a melhoria continuada na qualidade assistencial oferecida pela saúde suplementar. É um processo voluntário de avaliação da adequação e eficiência dos serviços oferecidos pelas operadoras. No modelo proposto, há uma dimensão inteira (Dimensão 2) que trata da dinâmica da qualidade e desempenho da rede prestadora conveniada às operadoras. O objetivo da dimensão é estimular que as operadoras desenvolvam uma nova forma de relacionamento com sua rede ao investir em conhecimento e melhor remuneração.

Plano de Recuperação Assistencial e regime especial de Direção Técnica:
Sempre que detectadas anormalidades administrativas graves que possam constituir risco à qualidade ou à continuidade do atendimento à saúde dos beneficiários, a operadora deverá apresentar e documentar as medidas implementadas para solucionar tais anormalidades. Ou poderá apresentar um plano de recuperação assistencial que deverá especificar as medidas, projeções e metas a serem alcançadas para o equacionamento das anormalidades graves detectadas, com o acompanhado dos documentos comprobatórios. Caso nenhuma destas medidas apresentarem resultados poderá ser instaurada a Direção Técnica.

A prática sistemática de não reajustar os prestadores de serviços, descumprindo regras contratuais estabelecidas, poderá ser considerada desvio administrativo grave, sempre que tal fato constituir risco à qualidade ou à continuidade do atendimento à saúde dos beneficiários.

Garantia de atendimento dos beneficiários:
A proposta principal do normativo é oferecer equilíbrio na relação de consumo estabelecida pelo instrumento jurídico do plano de saúde, ao garantir que o beneficiário tenha acesso ao atendimento demandando, na forma do contratado. Pretende também estimular as operadoras de planos de saúde a promover o credenciamento de prestadores de serviços nos municípios que fazem parte de sua área de cobertura.

A ANS acredita que esta proposta contribui para a valorização dos serviços profissionais de saúde, haja vista a necessidade das operadoras de oferecer condições contratuais adequadas para atraírem e manterem os prestadores em suas redes.

Padrão da Troca de Informações em Saúde Suplementar (TISS):
A ANS entende que a padronização pode trazer ganhos de qualidade para os beneficiários uma vez que o relacionamento das operadoras com seus prestadores torna-se mais transparente, claro e objetivo, inclusive no que tange à facilitação da negociação de valores de serviços e seus reajustes.

http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=77135

Brasileiros usam cogumelo contra a leishmaniose

O cogumelo-do-sol (Agaricus brasiliensis), velho conhecido da medicina fitoterápica, é mais do que um simples complemento alimentar. Ele também combate a leishmaniose, doença que pode deixar sequelas graves e levar à morte.

Um grupo de pesquisadores de Minas Gerais propõe um novo tratamento com substâncias derivadas do fungo, que teria uma grande vantagem em relação ao método atual: a ausência de efeitos colaterais.

Normalmente, combate-se a leishmaniose com os chamados antimoniais pentavalentes, que são muito agressivos ao organismo e podem provocar efeitos adversos, especialmente no coração, nos rins e no fígado.

A terapia à base do cogumelo tem ainda outro ponto positivo. Ela é por via oral e, por isso, menos dolorosa do que as inevitáveis injeções usadas atualmente.

O método, cuja patente já foi requerida, usa somente o fungo para produzir o medicamento. Os pesquisadores fazem um extrato com o cogumelo, de onde tiram apenas as substâncias que combatem a enfermidade.

"É necessário passar por um processo químico. Não é só tomar o chá, por exemplo. Para esse tipo de uso, nós não temos provas", disse à Folha Eduardo Ferraz Coelho, professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e um dos responsáveis pela pesquisa.

A técnica foi testada com sucesso em camundongos.

RISCO DUPLO

Causada por microrganismos do gênero Leishmania, a doença ocorre em duas formas principais: a cutânea, que provoca erupções severas na pele (comumente deixando cicatrizes) e a visceral.

"Na leishmaniose visceral, o parasita se infiltra e se multiplica em vários órgãos, podendo levá-los à falência", explica Coelho.

Os sintomas incluem febre, perda de peso e inchaço do fígado e baço, órgãos ricos em macrófagos, células de defesa que são as principais "vítimas" da Leishmania.

A doença é transmitida por mosquitos que medem poucos milímetros. Além dos humanos, o parasita contamina também outros mamíferos, como cães, cavalos e roedores. São eles os principais reservatórios da doença.

Dados da Secretaria Estadual de Saúde de MG indicam que em 2010 a leishmaniose visceral matou mais do que a dengue em Minas.

Na última década, o número de casos quase dobrou no Brasil. Passou de 1.944 em 1990 para 3.693 em 2009. Norte e do Nordeste concentram a maior parte do risco, mas tem havido um avanço significativo da doença também na região Sudeste.

Por enquanto, não há previsão para testes em humanos ou comercialização do novo medicamento.

"Esse fungo já é liberado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] como complemento alimentar. Por isso, creio que será mais fácil ter autorização para outros usos", diz Coelho.

Além da UFMG, também há empresas privadas no projeto. O objetivo é atrair novos investidores para garantir sua continuidade.