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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Remédios de antigamente nº 6 - Trepanação

Na Idade Média, entrou em moda o princípio médico de “equilíbrio corporal”. Qualquer tipo de perturbação na sua saúde era indício de algum tipo de desequilíbrio nos seus “fluidos” (pra medicina medieval, tudo era “fluidos”), e o trabalho dos médicos da época era re-equilibrar seu sistema.

Impressionante que uma teoria que soa tão científica (e que tenha algum embasamento, como explicarei depois) tenha dado origem a técnicas tão absurdamente retardadas.

Sabe quando um colega da sua turma de Álgebra claramente entende a proposta de um exercício matemático, mas fode completamente os cálculos e chega a um resultado que faz você olhar pra ele e se perguntar o que diabos ele está fazendo numa faculdade? Então, essencialmente isso é a teoria por trás da trepanação.

A técnica, que na verdade é uma dos mais antigos procedimentos cirúrgicos da história, consiste em fazer um grande buraco no seu crânio – grande o suficiente pra que o osso não seja capaz de se reconstituir e você fique passeando por aí com um buraco na cabeça. Ou seja, estamos usando um significado bem liberal pro termo “procedimento cirúrgico”.

A idéia é que alguns distúrbios mentais (e alguns outros que não tinham nada a ver com o seu cérebro) eram causados por um desequilíbrio na sua pressão craniana. Então, pra resolver o problema, bastava arrumar alguém que estivesse disposto a abrir um rombo na sua cachola. E assim você estaria curado do seu resfriado.

Lembre-se, nego tava apelando pra arrebentar cabeças alheias na mesma época em que se acreditava que “maus espíritos” provocavam moléstias. Não preciso nem explicar o absurdo da idéia.
Não que a técnica seja absolutamente inválida – em alguns casos de traumatismo craniano, fluido cerebroespinal se acumula no crânio e aplica uma pressão que pode causar sequelas permanentes. Nesses casos (e só depois de analisar todas as outras opções), um competente cirgurgião coloca o maluco em anestesia geral e abre um pequeno orifício na cabeça do infeliz pra aliviar essa pressão. Ou seja, é uma operação cuidadosa que, além de só ser executada em última instância, é conduzida com a maior das cautelas. E enquanto o paciente estava sob anestesia, um luxo que os infelizes da Idade Média não tinham.

Agora compare com a imagem lá de acima que eu arrumei no Google. Me diz se não dá até pra imaginar que o maluco da figura mal tinha acabado de dizer “Nossa Senhora, que terrível inflamação de garganta me abateu hoje” pros outros dois já sairem catando no chão qualquer instrumento mais ou menos afiado pra arrebentar a cabeça do coitado.

A comunidade médica em geral abandonou a trepanação como método de curar doenças há alguns séculos, mas a técnica não está totalmente morta. Nos últimos anos, a turminha que é chegada nessa onda de viagens produzidas por alucinógenos inventou uma complexa pseudo-ciência que prega que trepanação serve como um método de atingir o nirvana, ou alguma coisa assim, o que confirma o velho adágio popular que profetiza que “existe doido pra tudo nesse mundo”.

http://hbdia.com/wordpress/top-x/top-3-praticas-medicinais-medievais-assustadoras

Vacina gratuita contra HPV pode ser garantida a mulheres dos 9 aos 45 anos

Mulheres com idade entre nove e 45 anos poderão ter o direito de receber gratuitamente a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É o que prevê projeto aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), na quinta-feira (30). A ideia é oferecer para a população nessa faixa etária um aliado no combate ao HPV, vírus transmitido por contato sexual que vem sendo considerado a principal causa do câncer do colo de útero.

O projeto, de iniciativa da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), foi a exame com voto favorável da relatora, a senadora Ângela Portela (PT-RR). Agora, a matéria será analisada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão terminativa - tomada por uma comissão e com valor de uma decisão do Senado. Portanto, se aprovado, o projeto poderá passar diretamente a exame na Câmara dos Deputados.

O câncer de colo uterino é apontado no projeto como o segundo tumor maligno de maior incidência na população feminina do país, só perdendo para o câncer de mama. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são estimados 18.430 novos casos da doença e 4.800 mortes por ano. Mulheres de baixa renda e menor escolaridade das regiões Norte e Nordeste são as mais atingidas.

Apesar dos altos custos associados a um programa abrangente de vacinação contra o HPV, a relatora, Ângela Portela, defende que os avanços sociais e sanitários vão superar os gastos com ampla vantagem. Atualmente, a vacina é oferecida apenas em clínicas privadas, por preços nunca inferiores a R$ 600,00 pelas três doses necessárias e que podem chegar perto de R$ 1.500,00 em alguns estabelecimentos.

No debate, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) observou que pode ser difícil assegurar a vacina a toda a população feminina, de forma imediata, em país tão grande. Porém, salientou que nada impede que a vacina comece a ser aplicada, especialmente nas regiões onde se registra a maior incidência de infecção pelo HPV.

Sistema sem fios permite controle de cadeiras de rodas com a cabeça

Um objeto do tamanho de um controle remoto, capaz de detectar e processar movimentos, mostra-se uma alternativa promissora para facilitar a vida e a inclusão de pessoas com deficiência física ou dificuldades de locomoção. A nova tecnologia, desenvolvida por formandos do curso de engenharia elétrica da Fundação Educacional Inaciana (FEI), em São Paulo, permite, por exemplo, o uso de uma cadeira de rodas apenas com movimentos da cabeça. Outra função é a de avisar o cuidador quando um paciente ou pessoa idosa sofre uma queda. A tecnologia permite também o controle de cursor de mouse.

O sistema é composto por sensores que captam e transmitem movimentos por meio de radiofrequência. A tecnologia, porém, já é conhecida. Trata-se do controle remoto sem fio, utilizado, por exemplo, em videogames interativos, como o Wii. A inovação fica a cargo de suas aplicações. “Nossa intenção era chegar a diversos públicos, mas sempre buscando facilitar a vida das pessoas”, explica Fátima Monteiro, que faz parte da equipe de engenheiros eletricistas que desenvolveu o projeto.

Para o controle da cadeira de rodas, basta acoplar o sensor — localizado em uma estrutura semelhante a um controle remoto de televisão — em uma tiara ou boné. No momento em que o indivíduo inclina um pouco a cabeça para baixo, a cadeira destrava. Ao inclinar um pouco mais, a cadeira anda para frente. “Para fazer o movimento contrário, basta inclinar a cabeça para trás”, ensina Fátima. De acordo com a engenheira, isso ocorre porque é emitido um sinal do sensor ajustado à cabeça do usuário a um circuito na parte inferior da cadeira, que faz as rodas se movimentarem. “É um tipo de comunicação entre as placas”, resume.

Na aplicação do mouse sem fio, o sensor fica na mão. “Eles dão os comandos normais de um mouse, como arrastar, abrir e fechar janelas. Dá até para jogar videogame”, conta Fátima. “Também pode ser usado em apresentações ou por pessoas com movimentos limitados”, lembra a engenheira. Entretanto, neste caso, os formandos desenvolveram um adaptador USB, para que a máquina entenda que existe o componente sem fio.

Hospitais e asilos
Para a detecção de quedas, o sistema sem fio também se mostra promissor. O projeto poderia, por exemplo, ser utilizado no monitoramento de idosos e crianças em hospitais ou asilos. “Basta colocar o sensor dentro do bolso ou pendurado como um colar”, diz Fátima. Nessa função, o adaptador USB também está conectado a um computador, mas funciona como uma porta de comunicação padrão. Como em todas as outras funções, a comunicação de dados está sendo transmitida a todo instante. Caso seja detectada a queda da pessoa, o sensor envia um sinal para o adaptador USB, alertando sobre o ocorrido. “A detecção da queda ocorre porque o protocolo feito contém informações que caracterizam qual indivíduo sofreu a queda, caso haja mais de um sensor sendo utilizado para o monitoramento no mesmo ambiente”, explica a engenheira.

Fábio Lima, engenheiro eletricista e orientador do trabalho, destaca que o protótipo foi todo construído com peças existentes no mercado. “Tudo foi viável no desenvolvimento do sistema. Bastou ter um outro olhar para sua aplicação”, avalia. Orlando Del Bianco, professor de sistemas digitais do Departamento de Engenharia Elétrica da FEI, que participou da banca de avaliação, ressalta as possibilidades de cobertura do sistema. “O projeto poderia facilmente ser adaptado não só para a locomoção, como também na inclusão digital de pessoas com movimentos restritos.” O controle sem fio aguarda agora o interesse de empresas na criação de produtos que possam ir ao mercado.

Nova estratégia contra o glaucoma


Pelo menos 1,5 milhão de brasileiros são vítimas do glaucoma. Embora assuste, tal contingente engloba somente o número de pacientes diagnosticados com a doença. Oftalmologistas que tratam a neuropatia — a pressão inadequada do olho gera a lesão no nervo óptico — estimam que o número de afetados ultrapasse os 3 milhões, pois o glaucoma é um mal silencioso, muitas pessoas nem sequer desconfiam que sofrem do problema. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que de 1% a 2% da população acima de 40 anos tem algum tipo de glaucoma — segunda causa de cegueira irreversível no mundo e terceira no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente um dispositivo que, para alguns especialistas, se traduz em uma alternativa promissora para aqueles que não têm outra saída a não ser remediar o transtorno com cirurgia. Batizado de implante Ex-Press, o minúsculo tubo de aço inoxidável (veja arte) é acomodado entre a córnea e a esclera em um orifício feito pelo cirurgião, proporcionando a drenagem do humor aquoso, cujo excesso provoca a alteração da pressão intraocular.

O oftalmologista-chefe do Departamento de Glaucoma do Instituto de Catarata de Brasília (ICB), Juscelino de Oliveira, lembra que a patologia danifica, primeiramente, a visão periférica. Quando não tratada, a doença leva à cegueira total e irreversível. Segundo o médico, o glaucoma compromete a saúde ocular de 90 milhões de pessoas em todo o planeta e10 milhões já estão cegas.

O nervo óptico é responsável por levar a imagem do olho ao cérebro. Uma vez danificado, não é possível recuperá-lo. “O glaucoma é extremamente traiçoeiro. A visão é afetada aos poucos. O novo implante é um recurso menor que um grão de arroz. Trata-se de um microtubo por onde o líquido que exerce a pressão que danifica os nervos entra e é escoado”, detalha.

Solução rápida
Oliveira, que estuda o dispositivo desde 2006, sustenta que a cirurgia é segura, com recuperação mais rápida que os outros métodos usados. Ele adianta que o produto chegará ao Brasil em versão aperfeiçoada. “A primeira opção para contornar o glaucoma é o tratamento clínico, com colírios. Alguns pacientes, no entanto, não respondem a eles. Outros não têm dinheiro para comprar tais medicamentos, ou, ainda, não conseguem administrá-los como devem”, pondera.

Para o médico, o Ex-press é um recurso que proporciona mais previsibilidade ao cirurgião e mais durabilidade ao procedimento, utilizado há 12 anos na Europa. “O cirurgião abre um canal alternativo no olho, mas o organismo entende isso como uma lesão e cicatriza o tecido, o que acaba demandando uma nova cirurgia. O Ex-press pode evitar isso”, acredita.

O especialista do ICB adianta que o dispositivo custará entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. “A tendência é ficar mais barato. Estamos batalhando, inclusive, para que esse implante seja disponibilizado aos pacientes do Sistema Único de Saúde”, acrescenta. O oftalmologista Daniel Moon Lee, especialista em glaucoma do Hospital de Olhos Inob, não encara o dispositivo recém-aprovado pela Anvisa com tanto entusiasmo. Segundo ele, as três principais técnicas cirúrgicas atualmente em uso pela maioria dos cirurgiões têm prós e contras.

A indicação de cada uma delas depende do paciente. Isso porque os candidatos à cirurgia de glaucoma tem históricos diferentes. Há aqueles que portam outras doenças oculares, alguns são diabéticos, há ainda os que passaram por outras intervenções nos olhos. Lee pondera que a cirurgia de glaucoma é um procedimento delicado, sujeito a mais complicações do que as de catarata, por exemplo. “Vejo o Ex-Press com cautela. Existem estudos que mostram que o orifício de saída do humor aquoso pode entupir, exigindo aplicação de laser para sanar a intercorrência. Eu o considero uma nova alternativa que tenta melhorar o resultado da cirurgia a longo prazo, mas ainda é cedo para afirmar que ele cumpre esse fim”, alerta.

O médico defende que o que vem realmente revolucionando o tratamento do glaucoma são os colírios. As drogas mais novas controlam a doença e contribuem significativamente para minimizar a necessidade de cirurgia. “É claro que tudo depende da adesão do paciente ao tratamento e isso pode ser um problema para os mais idosos. Depende também de como cada um responde à terapia”, reforça. Assim como a cirurgia, os medicamentos não curam o glaucoma. “As duas opções melhoram a pressão do olho, criando uma via alternativa de drenagem do líquido aquoso para que a pressão intraocular baixe. Opto pela cirurgia somente se não há respostas satisfatórias com os colírios”, enfatiza..

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2011/07/03/interna_ciencia_saude,259481/nova-estrategia-contra-o-glaucoma.shtml

Especialistas advertem sobre os riscos dos corantes de alimentos e remédios


Às vezes, um doce, um chocolate ou um simples pacote de tempero podem se transformar em perigosos inimigos para o organismo humano. O problema é que esses alimentos industriais e mesmo alguns remédios causam alergias que podem provocar até um edema de glote —reação alérgica grave que pode levar à morte se não houver uma intervenção médica rápida.

Em mais uma tentativa de controlar a venda e o consumo de certos produtos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que todos os alimentos e medicamentos que incluam o corante sintético tartrazina em sua composição devem exibir um aviso no rótulo. Porém, como a ordem ainda não está sendo cumprida, os alérgicos ao produto ou a outros corantes continuam se expondo a riscos. Eles se comportam como se estivessem no escuro, provando uma coisa aqui ou um veneno ali, sentindo as reações e cortando os produtos de suas listas.

Substâncias como a tartrazina pertencem ao grupo dos aditivos alimentares e são eles que conferem cor aos alimentos, mas também são usados em cosméticos e medicamentos. Corantes naturais costumam ser bem tolerados pela maioria das pessoas e raramente provocam alergia. Já os sintéticos são aditivos mais relacionados à alergia. “Eles são utilizados para melhorar o paladar, a aparência ou mesmo como excipiente de alimentos, estando presentes em inúmeros produtos como sucos, balas, gelatinas, molhos, refrigerantes e laticínios. Além disso, podem ser usados na fabricação de remédios”, explica Marly Marques da Rocha, médica alergista e imunologista.

De acordo com Marly, esses pigmentos causam reações adversas após a ingestão de alimentos ou aditivos alimentares. “Essas podem ser classificadas em reações tóxicas e não tóxicas. As não tóxicas podem ser desencadeadas diretamente por fatores imunológicos ou não imunológicos”, salienta. A especialista destaca dois grupos de corantes campeões em alergia: os azocorantes ou corantes amarelos, como a tartrazina, o ponceau e o amarelo crepúsculo; e os não azocorantes, como o azul brilhante, a eritrozina e a indigotina.

A médica explica que a tartrazina é o mais citado e deriva de uma substância denominada coaltar (substância com ação anti-inflamatória), que contém algumas semelhanças com o ácido acetil-salicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios não hormonais. Por isso, acredita-se que algumas pessoas sensíveis a esses remédios poderiam também ter reação alérgica ao ingerir a substância. “A quantidade de tartrazina contida nos medicamentos não é significativa para provocar alergia. Embora seja obrigatório referir na bula o aviso de que pode causar asma em pessoas sensíveis ao AAS, muitas vezes confunde o paciente”, observa.

Informações úteis
Atualmente, são poucos os remédios que contêm corantes derivados da tartrazina. Mas foi com um desses que a empresária Jaqueline Dias descobriu que era alérgica. Acometida por uma infecção urinária, ela tomou um medicamento para tratar a doença mas, após dois dias, as manchas vermelhas na pele funcionaram como um sinal de alerta. Ela voltou ao médico e este orientou a suspensão do remédio. A empresária era alérgica ao corante utilizado no medicamento. “Eu tenho alergia à substância vermelha que colore os remédios para infecção urinária. A bula do remédio informa que ela é um corante do grupo químico azo (a classe mais importante de substâncias que promovem cor)”, relata. Segundo a empresária, o jeito é não ingerir remédios que contenham a substância. “É uma ação preventiva, para que não ocorram mais os sintomas desagradáveis”, explica.

A substância está presente em alimentos industrializados, medicamentos e até mesmo em cosméticos e vestimentas que podem levar a quadros de dermatite de contato. A especialista Ana Paula Moschione Castro conta que o desconforto se apresenta, geralmente, na forma de urticária (placas avermelhadas espalhadas pelo corpo. As reações verdadeiramente alérgicas aos aditivos (corantes) são raras, mas quando surgem, aparecem rápido, em até uma hora após a ingestão, e podem ocorrer com quantidades mínimas ingeridas.

No caso do garoto Victor Hugo de Souza, 8 anos, a suspensão da ingestão de doces e balas abateu o seu humor, mas teve de ser efetivada por motivos sérios. Ele foi diagnosticado há pouco mais de três anos com alergia ao corante contido nas balas. “Ele comia, não demorava muito, começavam as coceiras e os olhos inchavam”, conta a mãe, Rita de Souza. Segundo ela, a solução foi proibi-lo de comer chocolates e doces de modo geral que contivessem corantes e dobrar a atenção. “Caso contrário ele comeria escondido. Ele diz: ‘Mãe, vou me entupir de balinha, não estou nem aí para o inchaço’. Mas, é claro, eu não deixo”, garante Rita. Ela conta que Victor faz o tratamento para essa e outras doenças alérgicas, como a rinite.

Com João Paulo Cavalcante, o problema foi percebido ao usar os temperos prontos em pó. Com histórico de intolerância à lactose e rinite, ele mudou radicalmente o estilo de vida ao descobrir que não poderia ingerir alimentos industrializados. “Usávamos muito em casa os temperos prontos. Passava pouco tempo, eu sentia coceiras pelo corpo todo e apareciam manchas — era muito desagradável. Para não sentir mais nada disso, virei vegano”. Veganos são pessoas que não consomem nada de origem animal. Cavalcante explica não ter mais problema com a comida, pois sempre vai a restaurantes naturais. E que toma vacinas contra as outras alergias.

Sintomas e dores
As alergias a alimentos e remédios podem se manifestar também por meio de sintomas variados no sistema respiratório, como falta de ar e broncoespasmo, ou por crises de vômitos e cólicas. Sabe-se que alguns tipos de aftas de repetição e estomatite alérgica de contato podem ser relacionadas com a ingestão de aditivos alimentares. “As lesões se iniciam em geral poucas horas após a ingestão do aditivo e podem ocorrer por saturação; ou seja, quanto mais ingerir, maior a possibilidade de reação”, ressalta Marly Marques.

Embora raras, as complicações são descritas como reações anafiláticas a sulfitos (compostos químicos usados como antioxidantes na indústria alimentar). Quanto ao tratamento, é necessário identificar a reação ao corante, por meio de exames e observação e, a partir daí, evitar sua ingestão. “É fundamental que eles (os sulfitos) estejam descritos nos rótulos de alimentos e medicamentos”, sugere. A médica acha importante pesquisar rótulos de alimentos industrializados, pois podem vir com o nome do corante. Ela orienta ainda sobre outros cuidados: “A alimentação deve ser bastante regulada e isso influenciará na saúde da criança talvez por toda vida”, acredita.

Uso controlado
A tartrazina é um pigmento sintético que proporciona a cor amarelo-limão em alimentos. Seu uso mais frequente se dá em bala, goma de mascar, gelatina, cosméticos e medicamentos. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a tartrazina é muito utilizada em sua cor amarela e para produzir vários tons de verde. O uso da tartrazina é proibido na Noruega e já foi banido na Áustria e Alemanha, antes de o Conselho Diretivo da Comunidade Europeia ter revogado sua proibição. No Brasil, a tartrazina tem o seu uso restrito e regulado pela Anvisa, devido a possíveis reações alérgicas em pessoas com asma, bronquite e urticária.

Prevenção
» Dietas devem ser feitas com a indicação do médico alergista
» Prefira alimentos naturais. Uma fruta ou um suco são certamente mais saudáveis comparados a refrigerantes e a outros produtos industrializados
» Excluir o corante totalmente da dieta
» Não existem testes (na pele ou no sangue) eficazes para diagnóstico de alergia aos corantes

Sinusite: doença de inverno

Casos triplicam quando há queda de temperatura. Cuidados evitam o problema


Rio - Já é tradição: começa o inverno, começa a coriza. Quando cai a temperatura, casos de sinusite começam a triplicar. Os principais vilões são os vírus e bactérias que causam gripes e resfriados. Especialistas alertam: é preciso tratar o problema para que ele não se torne crônico.

“A sinusite é uma inflamação da mucosa respiratória que fica na face. A mucosa tem cílios que desempenham o papel de “varrer” as secreções. Quando há infecção, as secreções da região se tornam mais viscosas e, com os cílios se movimentando menos, ficam acumuladas”, explica o otorrinolaringologista do Hospital do Coração de São Paulo, Mário Munhoz.

Segundo o especialista, os principais sintomas são a coriza e a obstrução nasal. Em alguns casos, há também relatos de dores de cabeça.

“Esses sintomas são mais comuns na sinusite viral, característica de gripes e resfriados. É de curta duração e desaparece sozinha. Mas, se a pessoa não se cuidar, pode evoluir para uma sinusite bacteriana. O tratamento se dá por meio de antibióticos”, explica o médico. “Se não tratada corretamente, a crise de sinusite aguda pode se tornar crônica”, alerta.

Menos comum é a sinusite causada por fungos, que atinge principalmente pessoas imunodeprimidas, como diabéticos e portadores de HIV. Nesse caso, é necessário redobrar os cuidados, pois a doença pode até matar.

“É preciso muita atenção. Se as crises aparecem constantemente, a pessoa deve buscar um médico para saber os motivos e tratar”, diz Mario.

Xô, sinusite!

HIDRATAÇÃO
Beba de dois a três litros de água por dia, para manter o corpo hidratado e evitar ressecamento.

POEIRAS
Livre-se de bichinhos de pelúcia, tapetes e almofadas. Troque o colchão de lado a cada sete dias. Lave cortinas e roupas de cama.

AMBIENTE
Evite usar ar-condicionado. Se não puder, mantenha-o sempre limpo. Prefira janelas abertas, para que o ar seja limpo. Não use umidificador: cria fungos.

Substância encontrada no plástico pode gerar inibição sexual

Rio - Produto usado na fabricação de mamadeiras e latas de alimentos e bebidas atrapalhou o comportamento sexual de roedores, segundo pesquisa publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences. Estudos anteriores já diziam que a substância Bisfenol-A (BPA), usada para dar maleabilidade ao plástico, pode causar problemas no aparelho reprodutor e aumentar a hiperatividade.


Agora, os cientistas descobriram que o comportamento sexual masculino seria inibido pela substância, que ‘imita’ o efeito do hormônio feminino estrogênio e é liberada no alimento quando o plástico é aquecido.

No estudo, fêmeas do roedor consumiram BPA na gestação e na amamentação. Os filhotes delas não conseguiam sair de um labirinto, o que outros machos fazem com facilidade. A proporção da substância não ultrapassava os níveis considerados seguros para humanos estipulados pela FDA, a autoridade sanitária americana: 50 miligramas por quilo de alimento.

Segundo os pesquisadores, a dificuldade espacial é um sintoma de ‘feminilização’, já que os machos da espécie estudada possuem um senso de orientação aguçado. Sem ele, não conseguem encontrar as fêmeas espalhadas no ambiente e se reproduzir.

Os estudos em humanos ainda não são conclusivos. Mas sugerem “que garotos podem ser mais suscetíveis”.

No Brasil, a Anvisa permite o uso de BPA com o limite de 0,6 mg do produto para cada quilo de plástico. Nesse limite não há risco. Embalagens que têm no fundo o número 7 podem ter BPA.

http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2011/6/substancia_encontrada_no_plastico_gerar_inibicao_sexual_174221.html

Profissionais com tendência a adoecer

 

 

PROFISSIONAIS COM TENDÊNCIA A ADOECER


> Estão insatisfeitos com sua remuneração ou recebem um valor inferior
> Não têm plano de carreira e nem instrumentos de motivação profissional
> Recebem um volume excessivo de trabalho
> Sofrem exigências não condizentes com sua função
> Têm gestores com pouca capacitação para delegar tarefas
> Trabalham em um ambiente sem planejamento
>Têm problemas pessoais que podem interferir na produtividade

 

PROFISSIONAIS POTENCIALMENTE SAUDÁVEIS


> Sentem-se reconhecidos pelos seus gestores
>Trabalham em um ambiente adequado, com pressão moderada para um bom desempenho
> Têm liberdade de diálogo com os superiores
> Podem decidir sobre prazos e ferramentas para desempenharem suas tarefas
> Têm bom relacionamento social

 

ALGUNS SINTOMAS DE ESTRESSE NO TRABALHO EMOCIONAIS


> Tensão
> Insônia
> Ansiedade
> Alterações de humor
> Dificuldade de relacionamento

 

FÍSICOS


> Dores de cabeça frequentes
> Gastrite
> Alterações na pressão arterial
> Dores não localizadas

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/index.jspx?uf=1&local=1&action=getEmpregosMateria&newsID=a3365035.xml&treeName=Empregos&section=empregos&origem=empregos&capaId=3567

Como lidar com o estresse dos funcionários

Empresas estão preocupadas em melhorar a qualidade de vida do trabalhador

Terceira causa de afastamento do emprego, atrás apenas de acidentes de trabalho e lesões por esforço repetitivo, as doenças psíquicas ganham cada vez mais a atenção de empresas e funcionários. Enquanto não se chega ao equilíbrio que garanta qualidade de vida e desempenho adequado, profissionais buscam alternativas para obter satisfação e saúde mental.

O estresse é uma situação de descompasso entre as exigências profissionais e a capacidade da pessoa de responder a essa demanda, explica Antonio Mario Guimarães, médico do trabalho e consultor corporativo do Grupo Gerdau. Como não é possível estabelecer uma medida ideal de pressão e carga de trabalho que cada pessoa pode receber sem ficar estressada, fica difícil medir quando um profissional chegará a uma situação-limite.

Diante desse quadro, algumas empresas têm investido em informação, humanização do trabalho e em ferramentas que melhorem a qualidade de vida do funcionário. O resultado é sentido no bolso, segundo o médico do trabalho Duílio Antero de Camargo: além de mais produtiva com quadro funcional saudável, empresas com muitos trabalhadores afastados pelo INSS pagam seguro saúde maior.


O excesso de cobrança estava no centro do descontentamento de Eduardo Klepzig e seus três sócios quando decidiram largar seus empregos em outras imobiliárias e criar a Foxter Cia. Imobiliária. Sem horário para cumprir e nem cobrança por número de clientes atendidos, a empresa aposta na flexibilidade e no ambiente convidativo para manter os corretores motivados e com boa produtividade.

– A rotatividade de corretores nas imobiliárias chega a 20% dos profissionais vinculados a cada mês. Em seis meses de operação, no máximo 20 dos atuais 180 profissionais desistiram de trabalhar conosco – diz Klepzig.

Trabalhando com o empresário desde o início das operações, Andrea Gomes Nunes e Daniela Kras Borges apontam as diferenças para os outros lugares nos quais trabalharam.

– Aqui os gerentes são acessíveis e trabalham com os corretores. Além disso, o ambiente é bonito e ajuda a conquistar o cliente quando vem nos visitar – conta Daniela.

Dor de parto é ironizada nas maternidades

Pesquisa mostra que 23% das mulheres sentiram-se humilhadas na hora de dar à luz

Um sintoma considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos sinais vitais do paciente é ironizado pelas equipes médicas que atuam nas maternidades do País.

Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com o Sesc, entrevistou 2.365 mulheres de todo território nacional e identificou os maus tratos sofridos pelas gestantes na hora do parto.

Entre as grávidas pesquisadas, 23% afirmaram ter sofrido humilhações no momento de dar à luz. Estas sensações foram vivenciadas por meio das frases ditas por médicos e enfermeiros sobre a dor enfrentada por elas durante as contrações e na hora de parir.

Os achados divulgados nesta quinta-feira, dia 24, indicam que 15% das grávidas participantes do estudo ouviram a frase “não chora não que no ano que vem você está aqui de novo”. Além desta, 14% das gestantes ainda tiveram que engolir a seco o questionamento “na hora de fazer não chorou. Não chamou a mamãe, por que está chorando agora?”. Os maus tratos contra as grávidas também foram expressados pela sentença ouvida por 6% delas: “se gritar, eu paro que estou fazendo. Não vou te atender. Por fim, conforme mostra a pesquisa, 5% das futuras mães ouviram a frase “se ficar gritando, vai fazer mal para o seu neném. Seu neném vai nascer surdo.”

Saiba mais sobre dor:


Grávida de sete meses, a anestesiologista expert em dor, Fabíola Peixoto Minson, "ficou arrepiada" só de ouvir os dados do levantamento. Médica coordenadora da Sociedade Brasileira de Estudos para Dor, do Centro Integrado de Estudos da Dor e do Grupo de Dor do Hospital Albert Einstein, ela lamenta que parte dos profissionais de saúde ainda esteja desprepara e subvaloriza um sintoma tão importante como a dor.

Leia a entrevista a seguir

iG: Os dados desta pesquisa podem ser interpretados de que forma?
Fabíola: Sabemos que a dor faz parte do parto, mas isso não significa que ela tem de ser considerada normal pela equipe médica. De forma nenhuma a dor deve ser subvalorizada ou negligenciada. Pelo contrário. Existe uma série de mecanismos para aliviá-la que deveriam ser adotados em um momento tão especial como o parto.

iG: Esta forma de encarar a dor das pacientes pode acarretar que tipo de consequência?
Fabíola: Os problemas são muitos. Ansiedade, depressão, sem contar que o paciente sente-se desacreditado. Por isso é tão importante que as equipes sejam capacitadas para acolher as pessoas com dor. Para a dor existir basta que o paciente a sinta. O profissional de saúde deve acolher este sintoma e nunca julgá-lo.

iG: O Brasil vive hoje uma epidemia de partos cesáreas, segundo classifica o próprio Conselho Federal de Medicina. Além da postura de alguns obstetras, que muitas vezes conduzem a futura mãe para um parto com hora marcada, as mulheres afirmam que o medo da dor também afasta esta oportunidade. É possível tratar a dor do parto normal?
Fabíola: Sim, as possibilidades são muitas. Existem técnicas de relaxamento, de respiração e de massagem que contribuem para este fim. Além disso, a própria analgesia contribui para o alívio da dor, feita de forma individual. Muitas mulheres acreditam que parto normal não pode ter anestesia. Isto é um mito.

Veja mais:

iG: Os dados do estudo sugerem que a dor do parto é encarada como frescura ou fraqueza. O que dizer para as pessoas que enxergam a dor desta forma?
Fabíola: A dor é um limiar que precisa ser respeitado, já que é considerada o 5º sinal vital do paciente. Da mesma forma que a respiração é monitorada constantemente, a pressão arterial sempre é checada, a dor do paciente, uma sensação individual, tem de ser monitorada. A compreensão é só o ponto de partida, já que este é um sinal físico e emocional. Normalmente quem subvaloriza a dor, quando enfrenta uma, muda de postura.
 

Métodos extremos para induzir o parto

Pesquisa mostra que mulheres recorrem a sexo, comidas picantes e até ao uso de laxantes para induzir o início do trabalho de parto


Perto do parto: mulheres crêem em métodos extremos e por vezes bizarros de indução das contrações
Caminhada, sexo, comidas picantes e estimulação dos mamilos estão entre as técnicas mais usadas por gestantes na indução do trabalho de parto, é o que mostra uma nova pesquisa americana.

Dentre os outros métodos citados pelas mulheres estão os exercícios físicos, a acupuntura, a masturbação e o uso de laxantes e suplementos herbáceos. Os dados são de uma pesquisa conduzida com 201 mulheres por pesquisadores da Universidade de Ohio.

Pouco mais da metade das entrevistadas relatou já ter experimentado algum método para acelerar o início do trabalho de parto. As mulheres que tentaram induzir o trabalho de parto em geral eram mais jovens, mães pela primeira vez e estavam grávidas há mais de 39 semanas.


De acordo com o estudo, publicado na edição de junho do periódico Birth, grande parte das participantes não havia consultado um médico sobre o que estavam fazendo e muitas delas disseram que receberam o conselho sobre a indução de algum amigo ou familiar.

Mesmo sendo improvável que tais tentativas causem danos, Jonathan Schaffir, que liderou a equipe de pesquisa, diz que os médicos devem estar cientes de que algumas pacientes tentam resolver seus problemas com as próprias mãos. Poucas pesquisas dão suporte a tais métodos, com a possível exceção da estimulação dos mamilos. Esta técnica leva à liberação do hormônio oxitocina, que pode favorecer as contrações uterinas.

“Tais contrações podem ser de difícil controle, razão das possíveis desvantagens em provocar contrações em excesso. Ainda não foi estabelecido um procedimento seguro, por isso simplesmente não recomendo tais métodos”, disse Schaffir, professor de obstetrícia e ginecologia da universidade.

Sendo assim, guarde o óleo de rícino e dispense as pimentas ardidas do sanduíche. Especialistas acreditam que o trabalho de parto inicia quando o feto produz determinados hormônios – algo que não está ao alcance das mamães.

http://delas.ig.com.br/saudedamulher/metodos+extremos+para+induzir+o+parto/n1597048727470.html

Israelenses desenvolvem uma retina biônica para deficientes visuais

Por meio da nanotecnologia, a empresa israelense Nano Retina está desenvolvendo uma retina biônica para deficientes visuais. A empresa, que funciona há dois anos e está localizada em Herzliya, está fabricando um protótipo do dispositivo.

A tecnologia consiste em colocar eletrodos com neurônios vivos nos olhos do paciente. Embora essa tecnologia não seja inédita, o dispositivo da Nano Retina representa um avanço em relação às tecnologias existentes no mercado, na medida em que permite uma melhoria na visão de dez vezes, segundo o diretor-gerente da empresa, Ra'anan Gefen.

Inserida na retina por meio de um procedimento de 30 minutos, o dispositivo de implante, aproximadamente do tamanho de um grão de arroz, se transforma em uma retina artificial que mescla os neurônios no olho. Ele é ativado pelo usuário por meio de óculos especiais, transformando a luz natural em um impulso elétrico que estimula os neurônios a enviar imagens para o cérebro.

Hospital São Camilo Ipiranga inaugura serviço de Hemodinâmica

Dando continuidade às revitalizações e ampliações, que tiveram início em 2010, a Unidade Ipiranga inaugurou no dia 1, seu serviço de Hemodinâmica. Com 200 m2 e equipamentos de tecnologia de ponta em Cardiologia Intervencionista, este espaço permite oferecer mais de 100 procedimentos de alta complexidade.

Para Dr. Fábio Sandoli de Brito Junior, médico responsável pela Hemodinâmica da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo e cardiologista intervencionista, ter um serviço como este é mais uma oportunidade de a Instituição ser referência em alta complexidade e absorver pacientes que antes transferia. “Além de oferecer à comunidade da região e aos médicos mais uma centena de procedimentos e representar um grande avanço, o serviço de Hemodinâmica também possibilita que pacientes com enfermidades graves sejam atendidos o quanto antes. Nesse sentido, quanto mais precoce for o diagnóstico e tratamento, maior a chance de sobrevivência do paciente”.

O serviço de Hemodinâmica abrange quatro áreas, sendo que 85% dos procedimentos estão relacionados à Cardiologia Intervencionista como, por exemplo, cateterismo cardíaco com implante de stents e angioplastia coronariana para desobstrução de artéria, e 15% estão voltados à Radiologia Vascular Intervencionista, Neurorradiologia Intervencionista e Eletrofisiologia, que tratam aneurisma cerebral, arritmias, entre outros procedimentos.

Dr. Fábio Azevedo de Almeida, diretor médico do Hospital São Camilo Ipiranga, afirma que o Hospital ganha muito em complexidade, em especial, no tratamento de patologias graves, como infarto, aneurisma e AVC, tornando disponível um tratamento de alta qualidade comparável aos melhores serviços assistenciais. “Os médicos do corpo clínico terão mais segurança quanto ao tratamento de intercorrências vasculares dos seus pacientes”.

“Com este novo espaço, o hospital se torna referência em atendimentos cardiológicos, neurológicos e vasculares de urgência e emergência, colocando-nos em total alinhamento com nosso planejamento estratégico. Agora, temos capacidade e equipe qualificada para receber estes pacientes 24h”, ressalta Rogério Quintela Pirotto, diretor administrativo da Unidade Ipiranga.

http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/informativos.asp?id_informativo=105&id_nota=1516

Reserva de consultórios do Hospital Marcelino Champagnat já está em 80%

Cerca de 80% dos 72 consultórios médicos do Hospital Marcelino Champagnat já estão reservados para locação. De acordo com a Galvão Locações, empresa responsável pela comercialização dos espaços, a modernidade e os diferenciais do novo empreendimento fizeram com a demanda pela locação atingisse bons índices. Apenas 14 unidades estão disponíveis.

Previsto para inaugurar no segundo semestre deste ano, os consultórios do Hospital Marcelino Champagnat apresentam diferentes plantas com opções de tamanho que variam de 18 a 22 m.², com ou sem banheiro, uma vaga de estacionamento, e aluguel a partir de R$ 1,6 mil por mês. São unidades confortáveis, amplas e em conformidade com as demais áreas do hospital, que terá um padrão de atendimento e qualidade internacional e será um dos mais modernos complexos hospitalares do país.

Localizado no bairro Cristo Rei, numa região estratégica da cidade, o Hospital Marcelino Champagnat destinará três dos seus 10 andares para os consultórios médicos. Além de contar com uma das mais modernas estruturas hospitalares do sul do país, os médicos desfrutarão de facilidades que um atendimento integrado com laboratório, UTI e centros de diagnósticos e cirúrgicos pode oferecer, além de uma área comum, com uma central de recepção e agendamento integrado dos serviços.

Para conhecer os consultórios, os interessados devem buscar informações com a Galvão Locações - (41) 3072-5500 ou http://www.hospitalmarcelino.com.br/

Roer as unhas pode ser um transtorno de controle de impulso

Quando hábito é grave e automático, ele é, na verdade, um distúrbio de comportamento, segundo o psiquiatra Cristiano Brum


Entre mitos e verdades, é fato que roer as unhas é um hábito bastante anti-higiênico e isto a maioria das pessoas já sabe. Agora, o que poucos sabem é que este hábito pode ser, na verdade, um distúrbio de comportamento, especificamente, um transtorno de controle de impulso.

No entanto, apesar do problema de roer as unhas não ser tão incomum, as pessoas não costumam buscar tratamento. Segundo o psiquiatra Cristiano Brum, o hábito é considerado um transtorno quando há gravidade e automatismo no quadro.

— A onicofagia é diagnosticada quando a pessoa rói as unhas a ponto de se ferir, de nunca deixá-las crescer e de fazer isso sem se dar conta, enquanto assiste televisão ou lê um livro — explica.

De acordo com o médico, o transtorno tende a surgir na infância e pode ser tratado com medicamentos antidepressivos e terapia cognitiva-comportamental.

Saiba mais:

:: O hábito pode causar infecções no local

Quando a pessoa possui o transtorno, ela só se dá conta que está roendo as unhas quando se machuca e, estes ferimentos podem atrair germes que ficam nas mãos e causas infecções.

:: Roer as unhas não pode causar apendicite nem problemas de estômago

Conforme o gastroenterologista Júlio Carlos Pereira Lima, essas afirmações não tem comprovação. O que pode acontecer é que pessoas que tenham o transtorno também desenvolvam (mas, paralelamente) problemas gastrointestinais causados por fatores emocionais.

Efeitos de medicamento usado para combater a calvície causam controvérsias

Finasterida, remédio que controla a queda, também é famoso pelo efeito colateral, ligado à função sexual


Mesmo que a cultura popular diga que as mulheres preferem os carecas, a maior parte dos homens que sofrem calvície — aproximadamente metade de quem já passou dos 50 anos — gostaria de resolver o problema, por não se sentirem atraentes. Porém, quando os médicos indicam o medicamento conhecido para reviver as madeixas, a solução gera uma série de discussões. A finasterida, medicamento que controla a queda, também é famoso pelo efeito colateral, ligado à função sexual.

Um recente estudo, realizado com 71 voluntários da Universidade George Washington (EUA), concluiu que a diminuição de libido provocada pela finasterida permanece em alguns pacientes até 40 meses depois da interrupção do tratamento.

— Em outro trabalho, muitos manifestaram diminuição da libido apenas por acreditarem ter tomado finasterida — diz Adriano Almeida, diretor da Sociedade Brasileira do Cabelo.

Segundo o especialista, a fama do medicamento está incrustado no subconsciente de algumas pessoas, e que o efeito não seria assim tão grave. Não há dúvidas de que a finasterida age sobre a testosterona, substância associada ao desejo. A droga inibe uma enzima que promove a transformação desse hormônio masculino em dihidrotestosterona (DHT), molécula que, além de aumentar o apetite sexual, causa nos homens com pré-disposição genética o enfraquecimento dos cabelos.Logo, esse bloqueio pode reduzir a vontade de fazer sexo, ou até diminuir o volume ejaculatório.

Uma boa notícia é que a suspensão da finasterida é uma prática comum e eficaz. Segundo a Merck Sharp & Dome (MSD), laboratório que fabrica o remédio desde 1998, as consequências persistem por, no máximo, três meses após a interrupção do tratamento. Somente 1,8% dos participantes tiveram diminuição da libido, 1,3% padeceram com a disfunção erétil e 0,8% apresentaram diminuição do volume ejaculatório. Porém, há quem não queira correr riscos, mesmo que sejam mínimos. A solução, neste caso, são as drogas de uso tópico, que promovem a dilatação vascular e aumentam o aporte sanguíneo e de nutrientes para o couro cabeludo. Outra saída é o transplante capilar, uma das cirurgias plásticas mais realizadas pelos brasileiros. Novas técnicas são seguras e se mostram bastante eficazes.

Por que ocorre

A alopecia androgenética, o mais frequente tipo de calvície, atinge homens com DNA propenso ao quadro. Há fatores externos, como oleosidade excessiva do couro cabeludo. Já o estresse crônico pode culminar na chamada alopecia areata, que atinge severamente apenas uma pequena área da cabeça.

Cirurgia devolve qualidade de vida a pacientes que sofrem de problemas no quadril

Especialistas esclarecem dúvidas sobre prótese e quando ela é necessária


Alívio para 40 mil pessoas a cada ano no Brasil, as próteses de quadril têm se consolidado como a melhor alternativa para quem sofre de artrose (desgaste articular) na região — sobretudo idosos. Cerca de 5% da população acima dos 55 anos desenvolve a doença, número expressivo que é influenciado por fatores genéticos ou problemas reumáticos e pós-traumáticos. Embora seja um procedimento feito em larga escala no País, ainda não há uma difusão de conhecimento sobre essa cirurgia. Não raro, os pacientes ficam amedrontados quando ela é indicada. Afinal, quando a prótese total é necessária?

— No início, o tratamento pode ser feito com analgésicos e anti-inflamatórios, associados a redução de atividades de impacto, como subidas de escadas e fisioterapia. Para aqueles que não respondem a essas medidas, a cirurgia é proposta e são esclarecidos todos os aspectos sobre o procedimento, seus benefícios e limitações — afirma Ricardo Rosito, integrante do grupo de cirurgia do quadril do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Normalmente, quem chega ao consultório reclama de dores na virilha, nádega e coxa, que se intensificam após atividades mais intensas. Além disto, há uma redução na mobilidade articular, incluindo a dificuldade para tarefas simples como calçar sapatos, entrar e sair do carro ou mesmo caminhar.

O assunto interessa a boa parte da população, já que a fratura de fêmur — uma das maiores motivações para a operação de quadril — está entre as 10 patologias da aparelho locomotor que consomem 90% dos recursos destinados à ortopedia, segundo levantamento do Ministério da Saúde. As mulheres têm 40% mais chances de terem problemas nesta região do corpo, em função da pré-disposição à osteoporose. Pesquisas apontam que a expectativa de vida pode ser reduzida em 25% e a necessidade de assistência adicional para atividades é para 50% dos casos.

Banco de ossos

Quando a cirurgia é inevitável, chega o momento da escolha da prótese ideal para a situação de cada paciente. Segundo Rosito, é necessário considerar vários fatores, como idade, sexo, tipo de atividade física, hábitos, condições gerais de saúde, entre outros.

Há quem defenda que o excesso de exercícios físicos contribui para o aparecimento de algum problema no quadril. Sobre isto, não há unanimidade no meio médico. Mas o chefe do Serviço de Cirurgia de Reconstrução do Quadril do Hospital Ortopédico de Passo Fundo, Milton Valdomiro Roos, acredita que possa haver, sim, maior chance entre o que praticam atividades físicas intensas. Ao contrário do que se defende, exercícios como corrida são contra-indicados.

— O peso corporal, pulos repetitivos, levantamento de pesos de forma repetida, mesmo usando tênis (com amortecedor) são prejudiciais a qualquer articulação, e não apenas àquelas do quadril.

Roos coordena uma unidade de bancos de ossos — uma das quatro existentes no país —, importantes para quando há necessidade da troca da prótese e o paciente apresenta  deficiência óssea.

Em geral, a vida útil de uma prótese é de 15 a 25 anos. E para substitui-la, não raro, há necessidade dos enxertos. Para isso, tem de se recorrer a estes bancos, que têm dificuldades para a captação de doadores.

Outra alternativa surgiu da linha de pesquisa liderada pelo professor do pós-graduação em cirurgia da UFRGS, Carlos Roberto Galia, que estuda o uso de ossos liofilizados bovinos para suprir a falta de enxertos humanos.

Tipos de prótese
Para cada perfil de paciente, há um tipo de prótese mais adequada. Apesar de não haver consenso entre os especialistas, os principais materiais e indicações são:

:: Cabeça metálica e implante de polietileno convencional : expectativa de duração de 13 e 15 anos. Indicadas para pacientes entre 65 e 70 anos, desde que tenham atividades mais restritas.

:: Cabeça metálica e implante de polietileno reticulado: tem maior resistência ao desgaste. Indicação para pacientes entre  45 e 65 anos, com demanda funcional para atividades leves e moderadas. Estudos mostram que após oito anos de funcionamento o tipo reticulado apresenta um desgaste 78% menor do que o convencional.

:: Cabeça cerâmica e implante cerâmico: tem baixo desgaste, mas pode estar associada a ruídos audíveis. Há ainda a chance de fraturar o implante. Indicada para jovens que não pratiquem atividade de impacto. Uma opção seria a utilização da cabeça de cerâmica associada ao implante de polietileno reticulado.

:: Cabeça metálica e implante metálico: apresenta baixo desgaste e grande resistência ao impacto. Pesquisas recentes evidenciaram a possibilidade de reações com a presença de íons metálicos, como cromo e cobalto no sangue e nos tecidos orgânicos que revestem a prótese. Pacientes com problemas na função renal, mulheres em idade fértil podem estar contraindicados ao uso deste tipo.

Alerta para implantes metálicos

As próteses de quadril viraram notícias no meio científico no último mês. Tudo porque a agência do governo americano responsável pelo controle de alimentos e medicamentos — Food and Drug Association (FDA) — emitiu um alerta aos consumidores, afirmando que os implantes que apresentam a junta artificial de metal-metal soltam partículas minúsculas de cromo e cobalto na corrente sanguínea e podem oferecer danos ao organismo.

O presidente da Sociedade Brasileira de Quadril, (SBQ), Luiz Sérgio Marcelino Gomes, destaca que, se espalhados pelo organismo, os resíduos podem provocar uma reação alérgica nos tecidos ao redor do implante, provocando dores, falsos tumores (sem células cancerosas) e até destruição óssea.

— Mulheres em idade fértil não deveriam usá-la pois ainda não se conhece os danos desse material no feto. Quem tem doença renal também pode ter o problema agravado. Apesar da predisposição para liberar partículas metálicas ao redor da prótese, o risco de câncer ainda é investigado — explica Marcelino.

Em parceria com a SBQ, a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou o registro nacional das cirurgias do quadril, para acompanhar a evolução dos pacientes e estabelecer parâmetros confiáveis.

Os implantes de metal-metal não passam de 4% dos casos no país. Os mais usados são à base de polietileno e cerâmica e estão todos regulamentados pela Anvisa e também podem liberar partículas, mas têm ação local e não oferecem riscos ao organismo.

Saiba mais
Candidatos à cirurgia

:: Pacientes com artrose (alteração da cartilagem ou desgaste da cavidade do fêmur) e artrites (inflamação das articulações). Ambas com causas genéticas. Em geral, reclamam de dor na virilha ou no glúteo  posterior e de limitações ao se movimentar, fazer flexão ou rotação de quadril.

:: Doenças que alteram o formato do osso desde a infância.

:: Fratura de fêmur por trauma no caso dos jovens.

:: Pessoas acima de 65 anos, geralmente, por doenças ligadas aos ossos, como a osteoporose.

Quando fazer?

Em casos de desgaste na junta do quadril, nem todos os pacientes precisam ser operados imediatamente. É possível o médico controlar as dores e devolver a qualidade de vida aos pacientes com o uso de anti-inflamatórios, analgésicos e fisioterapia. Mesmo em ocasiões em que o indivíduo chega com muita dor ao consultório, é possível esperar o tempo de exames para avaliar o estado de saúde atual e corrigir algum problema que possa aumentar a chance de complicações durante a cirurgia. Alguns conseguem postergar a cirurgia por algum tempo, o que pode se estender por anos.

Benefícios
:: Restabelece os movimentos das articulações
:: Alívio da dor
:: Melhora na qualidade de vida: a pessoa consegue caminhar melhor e fazer a maior parte das atividades com normalidade.

Reabilitação

:: O paciente fica no hospital durante quatro dias.
:: Exercícios específicos recomendados pelo fisioterapeuta e treino de marcha (caminhada) com auxilio de andador, muletas ou bengalas.
:: Pode retornar a atividade normal em torno de um mês e meio depois da cirurgia.

Riscos

:: Infecção da prótese: ocorre por contaminação do local cirúrgico e é conhecida como infecção hospitalar. A contaminação que ocorre mais tardiamente pode ser associada às bactérias que chegam ao local da prótese em decorrência de infecções na pele, rins, bexiga e pulmões. A incidência é de 0,5 a 2%.

:: Trombose:
coágulo sanguíneo no interior das veias profundas, mais frequentemente na perna ou na coxa, que causa o entupimento da veia. Pode desenvolver embolia pulmonar, quando o coágulo se desprende das paredes das veias e é levado pela corrente sanguínea até o pulmão.

Cuidados

:: Esportes mais agressivos não são recomendados, como futebol.
:: Atividades mais leves, como dança, caminhada e golfe devem ser negociadas com o médico.

Durabilidade da prótese

:: Depende muito mais do uso do que do tempo de implante da prótese. Pacientes mais jovens e ativos poderão apresentar desgaste mais rapidamente. Acima de 65 anos tendem a suportar uma vida útil da prótese de 25 anos, em média.