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sábado, 5 de novembro de 2011

Prender a urina pode causar problemas renais

Se você, mesmo com vontade, costuma adiar a ida ao banheiro por preguiça, está na hora de mudar esse mau hábito para evitar problemas de saúde. Reter a urina por muito tempo pode trazer sérios danos ao organismo, como o risco de infecção urinária e outros problemas renais.

A bexiga é um órgão que funciona como reservatório da urina. Ela possui um limite de capacidade, que varia para cada pessoa. Quando esse limite está prestes a ser atingido, surge a necessidade de eliminar o líquido, ocasionando a vontade de fazer xixi.

Quando mantemos a urina muito tempo na bexiga, há um risco maior de desenvolver infecção a partir de bactérias que deveriam ser eliminadas do organismo e que acabam tendo mais tempo para se proliferar. A distensão da bexiga por tempo prolongado também pode causar uma lesão nos nervos que a controlam, causando dores e dificuldades para urinar.

Outro efeito secundário é que o aumento constante na pressão no interior da bexiga pode levar a uma dilatação dos rins, prejudicando drasticamente a sua função. Segundo Wladimir Alfer, urologista do Hospital Israelita Albert Einstein, o ideal é fazer xixi a cada três horas. “Urinar é como fazer uma limpeza mecânica. A gente 'lava’ as bactérias", diz.

O doutor explica que um adulto deve beber cerca de 2 litros de água por dia (3 litros no verão). Além de hidratarmos o corpo, mantemos a constante limpeza do organismo. Quanto mais clara for a tonalidade da urina, mais saudável está o sistema urinário.

Portanto, se você tem urgência em chegar ao banheiro, dor no pé da barriga, ardor ao fazer xixi ou percebe que a urina está avermelhada, cuidado! Você pode estar com infecção urinária e deve procurar um médico. Em homens, é comum haver ardor e dificuldade para eliminar a urina.

Fonte Band

Dicas para prevenir a incontinência urinária

Veja cinco dicas para prevenir a doença / Foto: Stock photoEm alguns casos, a doença pode ser revertida

Tosse, espirro e atividade física são sinônimos de insegurança para algumas mulheres, porém, o menor esforço pode acarretar em perda urinária, mesmo que em pequenas quantidades. Por isso, fique atento a doença conhecida como incontinência urinária, que pode ser evitada e até revertida em alguns casos, com o acompanhamento adequado de uma equipe multidisciplinar formada por ginecologista, urologista, fisioterapeuta e psicólogo.


“O primeiro passo para o diagnóstico é ter a consciência de que a incontinência urinária não é normal, nem que essa perda ocorra em pequena quantidade e a paciente tenha idade avançada”, alerta a ginecologista do Centro de Controle dos Distúrbios Urinários e Fecais da unidade Itaim do Hospital São Luiz (Control), dra. Ivani Kehdi.

A incontinência urinária e a queda de órgãos genitais também afetam homens, mas, na maioria das vezes, acontece com as mulheres, em decorrência de uma maior fragilidade do assoalho pélvico, além de no parto haver a possibilidade de traumatismos na região, gerando o deslocamento dos órgãos. Portanto, medidas "simples" já ajudam e são grandes aliadas para a prevenção da doença.

Confira cinco dicas de como prevenir a incontinência urinária:

1. Evitar o ganho de peso em excesso, para não pressionar e sobrecarregar a região do assoalho pélvico;

2. Procurar orientação de um fisioterapeuta especializado em assoalho pélvico antes de iniciar esporte ou atividade física de impacto;

3. Não exagerar no peso de determinados tipos de exercício na academia, como leg press, agachamento e abdominal com grande número de repetições e inclinação;

4. Antes de engravidar, realizar treinamento perineal com fisioterapeuta, com a finalidade de prevenir possíveis lesões no parto e ajudar na recuperação após dar à luz;

5. Mulheres com tosse crônica devem deixar de fumar, evitando chance de descida do útero e da bexiga.

Fonte Band

Aumenta comportamento preventivo da população

No Brasil, proporção foi de 32% em 2010 para 44% neste ano, segundo pesquisa

Resultados de uma pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência, em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), apontam aumento na proporção de consultas regulares, sem que haja um problema de saúde específico.

A pesquisa revela um comportamento preventivo dos pacientes em todo o mundo: de 21% em 2010, para 30% em 2011, e no Brasil, de 32% para 44%. O objetivo do estudo é medir a percepção da população mundial em relação à própria saúde e à forma como cada um se cuida, além de avaliar a relação médico-paciente.

Grande parte dos brasileiros (56%) considera o atendimento do último médico visitado como excelente ou muito bom. Na rede pública de saúde, onde ocorreram mais de 2/3 das consultas em 2011, essa avaliação é de metade dos pacientes (50%). Esse índice sobe para 70% quando analisados os profissionais credenciados dos planos de saúde, mas a maior satisfação foi dos pacientes da rede particular, com índice de 73%.

Os resultados do estudo mostram, ainda, que 55% dos brasileiros recomendariam o médico que consultaram. Este resultado supera a média mundial, que foi de 42%.

No quadro mundial, o Brasil ocupa a 20ª posição na avaliação geral da relação médico-paciente, incluindo respeito, atenção, clareza nas explicações, preocupação e entendimento do paciente, entre outros atributos. Em primeiro lugar estão Irlanda, Armênia e o vizinho Chile. Ainda na lista dos melhores avaliados, estão Austrália, Estados Unidos, Canadá, Arábia Saudita e Suécia. Na base, entre os piores avaliados, estão Japão, Peru, Paquistão, China e Polônia.

Uso de medicamentos
Dados mundiais da pesquisa apontam que apenas metade dos entrevistados (57%) toma a medicação exatamente de acordo com as instruções médicas, o que deve representar uma preocupação para os médicos. No Brasil, a população se mostra mais obediente às prescrições, já que o número sobe para 78%.

Fonte Band

Saiba qual castanha faz bem à saúde

Nozes: alimento que ajuda a diminuir os níveis de colesterol / Foto: stock.xchngNa lista de benefícios dos frutos oleaginosos entram proteínas, gorduras de boa qualidade, vitaminas e minerais

A família das oleaginosas como amêndoas, castanhas, avelãs, entre outras é muito rica em nutrientes. Na lista de benefícios entram proteínas, gorduras de boa qualidade, vitaminas e minerais.

As castanhas são considerados um bom petisco por ter uma grande varidade de sabores e formas. O jornal britânico Daily Mail publicou uma lista de quais castanhas escolher de acordo com a sua condição de saúde.

Baixar o colesterol: Nozes
Um estudo envolvendo 365 pessoas constatou que aqueles que comem 30g diárias de castanhas conseguem reduzir até 0,3 pontos no colesterol em um mês.

Combater o cansaço: Castanha de caju
Contêm o dobro da concentração de ferro do que uma carne, ajudando a transportar oxigênio para todo o corpo, melhorando a concentração e diminuindo o cansaço.

Combater gripes e resfriados: Pecans
Cinco nozes contêm cerca de 1/6 da dose diária recomendada de zinco, que é vital para o funcionamento dos glóbulos brancos que combatem bactérias e vírus, incluindo gripes e resfriados.

Perda de peso: Amendoins
A proteína, gordura e fibra ajudam na sensação de saciedade mais rápida, levando a comer menos. Pesquisa da Universidade de Harvard descobriu que dietas moderadas em gordura que incluem amendoim e manteiga de amendoim são fáceis de perder peso do que dietas de baixa gordura com calorias similares.

Redução da pressão arterial: Pistaches
Duas porções de pistache sem casca têm mais potássio que uma banana e, quando parte de uma dieta saudável, ajuda a controlar a pressão arterial.

Prevenção do câncer: Castanha-do-pará
Fonte de selênio, ajuda a proteger células, reduzindo o risco de desenvolver de certos tipos de câncer (bexiga e próstata). Duas porções diárias de castanha-do-pará fornecem mais selênio do que a necessidade diária.

Lidar com o diabetes: Amêndoas
Rica em fibras e carboidratos, reduzem o índice glicêmico da refeição da qual fazem parte, e são compostos de magnésio para regular o açúcar no sangue.

Saúde como um todo: Avelãs
Rica em gorduras monoinsaturadas, saudáveis para o coração, é uma fonte natural da vitamina E, que protege as células. Além disso, avelãs são ricas em fibra, cálcio, magnésio, zinco, ácido fólico e biotina, tornando-se um alimento saudável.

Fonte Band

Piercing pode ser prejudicial para gestantes

Letícia Trindade tirou a joia no primeiro mês de gestação / Bartira TrindadeDe acordo com a dermatologista Thais Pepe, o uso do piercing pode estimular o surgimento de estrias

Na semana passada, a ex-BBB Priscila Pires admitiu estar chateada por ter de retirar o piercing no umbigo por conta da gestação.

A moça, que já está no quarto mês de gravidez, chegou a questionar por que não poderia permanecer com a joia.

A estudante Letícia Trindrade, de 20 anos, enfrentou o mesmo drama há quase sete meses, quando descobriu que estava esperando seu primeiro filho.

Fã de piercings, ela se viu obrigada a se desfazer de uma de suas marcas.

Mas, diferente de Priscila, a jovem não pensou duas vezes. "Assim que eu soube da gravidez, no primeiro mês, já tirei, sem consultar o médico. Fiquei com medo", contou ela que fez o furo aos 13 anos. Além do umbigo, a moça tem uma joia no nariz e já teve uma na língua.

Em entrevista ao band.com.br, a dermatologista Thais Pepe afirma que Letícia agiu da forma correta. "O ideal é a retirada do piercing logo após a descoberta da gravidez. A partir do momento em que existe a distensão abdominal, o orifício do piercing aumenta e isso até predispõe o surgimento das estrias".

Caso a mulher não retire o acessório, a especialista explica que a distensão do orifício onde está a joia pode ficar ainda maior. Para Letícia, o único problema que restou nessa história foi a cicatriz. "Acho que vai ficar feio depois. Aliás, já acho que está feio esse buraco. Espero que eu consiga colocar de novo", diz.

Mas, a dermatologista alerta: o ideal é que o piercing seja recolocado após a volta completa da barriga ao normal. Além disso, é recomendável usar acessórios que não prejudiquem a pele. "Materiais que causam menos reação alérgica, como o ouro. Deve-se evitar metais comuns", finaliza.

Rio espera maior epidemia de dengue da história e pede ajuda à população para combater mosquito transmissor

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Hans Dohman, disse que a prefeitura está pronta para enfrentar o que espera ser a maior epidemia de dengue da história da cidade.

Ele acrescentou que é fundamental que a população colabore com o trabalho preventivo. Por isso, está promovendo uma série de atividades para mobilizar os cariocas.

Ontem (4), a prefeitura organizou, em diversos pontos da cidade, caminhadas para incentivar a população a não recuar no combate ao mosquito da dengue. Profissionais de saúde participaram da ação, orientando as pessoas a identificar possíveis focos do mosquito transmissor da doença. Todas as unidades de saúde da cidade e algumas escolas municipais participaram da atividade.

“Esse esforço não será suficiente sem a participação dos cidadãos, cada um de nós que moramos no Rio de Janeiro tem que cuidar da cidade, fazer esse trabalho preventivo que está muito mais nas casas das pessoas que nas áreas públicas”, disse Dohman. Ele lembra que 82% dos focos do mosquito estão em residências.

O secretário também informou que a cidade vive o momento mais intenso no combate à dengue e que, este ano, foi montada a maior estrutura da história da prefeitura para atendimento à população e combate à doença. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, desde o início do ano foram registrados na capital fluminense cerca de 71 mil casos da doença, com 51 mortos.

Fonte Agência Brasil

Rede elétrica mata, principalmente, operários da construção civil e pessoas sem preparo técnico

Das 304 mortes causadas por acidentes em redes de energia elétrica registradas em todo o país no ano passado, 88 ocorreram na construção civil. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Fonseca Leite, os acidentes acontecem, geralmente, em construções informais, vitimando pessoas não qualificadas para a função.

“São pessoas que trabalhavam na construção de puxadinhos, na pintura de fachadas, na colocação de letreiros, perto da rede elétrica”, explicou. Os números foram divulgados ontem (4), na apresentação da 6ª Semana Nacional da Segurança da População com Energia Elétrica, de 7 a 13 de novembro.

Leite destacou que o aumento do número de acidentes na construção civil vinculados à energia elétrica nos últimos anos está relacionado com a melhoria das condições de vida das famílias de baixa renda. “Com mais disponibilidade de recursos para fazer obras em casa, elas fazem [as reformas], normalmente, sem a orientação técnica adequada e se envolvem em acidentes”.

As ligações clandestinas de energia, a instalação de antenas de televisão e a brincadeira de soltar pipas também estão entre as causas de acidentes com mortes envolvendo as redes de eletricidade. O presidente da Abradee disse que os acidentes podem ser evitados se as pessoas se conscientizarem dos riscos de mexer na rede de eletricidade. “A orientação é que, se a pessoa não tem capacitação técnica para operar a rede, não toque nela." leite alerta que os usuários precisam estar "conscientes de que a energia elétrica é perigosa, não tem cheiro, não tem cor, não faz barulho e as pessoas não conseguem enxergar se a rede está ou não energizada”.

A Semana Nacional da Segurança da População com Energia Elétrica é uma iniciativa da Abradee com 42 concessionárias de energia do país. A expectativa é alcançar 160 milhões de pessoas com mensagens sobre uso seguro da energia elétrica em contas de luz, cartilhas e folhetos explicativos, palestras educativas em escolas e canteiros de obras e campanhas publicitárias.

Fonte Agência Brasil

Número de mortos em acidentes com motocicletas triplicou em nove anos

As mortes por acidentes com motocicletas quase triplicaram em nove anos, passando de 3.744, em 2002, para 10.143 no ano passado.

 Os dados são do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde. Em 2010, mais de 40,6 mil brasileiros morreram em acidentes nas ruas e estradas do país. Os acidentes com motos responderam por 25% das mortes.

De acordo com o ministério, o Brasil é o quinto país em número de mortes provocadas por veículos terrestres, atrás de Índia, China, Estados Unidos e Rússia.

Em nota, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comemorou decisão do Supremo Tribunal Federal de considerar que o motorista, ao dirigir embriagado, está cometendo um crime mesmo que não provoque acidente ou ponha a vida de outras pessoas em risco. Para o ministro, a decisão da Corte vai contribuir para a redução das estatísticas de mortes no trânsito no Brasil que, segundo Padilha, vive uma "epidemia" de lesões e mortes por acidentes.

Dados do ministério apontam que as regiões Norte e Nordeste registraram o maior aumento dos casos de mortes no trânsito entre 2002 e 2010, com percentuais de 53% e 48%, respectivamente.

Fonte Agência Brasil

Exames: Campo visual

O que é
Também chamado de campimetria, é a avaliação subjetiva do campo de visão de cada olho.

Para que serve
Ajuda a identificar lesões de campo visual causadas por doenças oculares como glaucoma ou a neurite (inflamação do nervo ocular), ou por compressão, em casos de doenças tumorais do sistema nervoso central ou acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico.

Como é feito
O médico utiliza pontos luminosos de diferentes tamanhos e intensidades apresentados em diferentes locais do campo visual para cada olho, e o paciente informa (com sinal sonoro) se conseguiu identificá-los.

Preparo
Não é preciso preparo.

Valores de referência
O paciente não deve relatar baixa sensibilidade ou ausência de sensibilidade aos estímulos luminosos apresentados.

Fonte IG

Pesquisas ligam dieta saudável a esperma "mais forte"

Alimentação rica em carnes, gorduras trans e grãos refinados afetou mobilidade e concentração de espermatozóides em homens

Por anos os nutricionistas têm defendido a noção de que você é o que você come. Agora, novas pesquisas sugerem que este ditado pode ser usado também quando o assunto é fertilidade, mais especificamente em relação à quantidade e à força dos espermatozóides.

A observação decorre de um par de estudos apresentados este mês no encontro anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em Orlando, na Flórida, que salientam uma aparente ligação entre a nutrição e a qualidade do sêmen.

O resultado: dietas ricas em carne vermelha e grãos processados parecem prejudicar a capacidade do espermatozóide de se movimentar, enquanto dietas ricas em gorduras trans parecem diminuir a quantidade de espermatozóides encontrados no sêmen.

“A principal descoberta de nosso trabalho é que uma dieta saudável parece ser benéfica para a qualidade do sêmen”, disse Audrey J. Gaskins, autora do primeiro estudo. Atualmente candidata a doutorado no departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston (Estados Unidos), Gaskins e trabalhou com pesquisadores da Universidade de Rochester (EUA) e da Universidade de Murcia, na Espanha.

“Uma dieta saudável com uma maior ingestão de peixes, frutas frescas, grãos integrais, legumes e verduras parece melhorar a motilidade dos espermatozóides", explicou Gaskins explicou, “isso significa que mais espermatozóides de fato se movem pelo útero, em vez de ficarem parados.”

As conclusões de Gaskin se baseiam em um estudo com 188 homens com idades entre 18 e 22 anos, todos recrutados em Rochester. Eles preencheram questionários com seus hábitos alimentares e suas dietas foram categorizadas como ocidental (rica em carne vermelha, carboidratos refinados, doces e bebidas energéticas) ou como prudente (composta de peixes, frutas, verduras, legumes e grãos integrais).

Depois disso, foram feitos espermogramas para avaliar a concentração, o movimento e a forma dos espermatozóides dos participantes. Embora a dieta não tenha tido impacto algum na forma ou no número de espermatozóides contidos no líquido seminal, a mobilidade dessas células sofreu impacto nos voluntários que consumiam a dieta ocidental, mesmo depois de considerar fatores como raça, histórico de tabagismo e índice de massa corporal (IMC). Gaskins salientou, no entanto, que é necessário mais pesquisas para melhor compreender exatamente como a nutrição pode afetar a mobilidade dos espermatozóides.

“Este foi um estudo pequeno, e não sabemos se há algo a mais nestes homens que faz com que eles tenham uma pior mobilidade nos espermatozóides”, observou ela.

“Não sabemos se a nutrição realmente provoca a mudança. Portanto, tudo o que podemos dizer agora é que há uma associação entre nutrição e a qualidade do esperma.”

Numa frente semelhante, um segundo estudo liderado por Jorge Chavarro, professor assistente de nutrição e epidemiologia na Escola de Saúde Pública de Harvard, revelou que homens que comem dietas com quantidades relativamente altas de gorduras trans tinham menos concentração de espermatozóides no líquido seminal. Além disso, a quantidade de gordura trans encontrada no esperma e no sêmen desses homens também era aumentada. A conclusão foi retirada de um estudo com quase 100 homens submetidos a uma análise do impacto da qualidade nutricional no sêmen.

Mesmo depois de considerar uma ampla gama de fatores, tais como consumo de álcool, idade, tabagismo, IMC, ingestão de cafeína e total de calorias consumidas, os autores constataram que, embora a ingestão de gordura trans parecia não ter impacto sobre a forma e o movimento dos espermatozóides, consumir mais gordura trans diminuía a concentração de espermatozóides de um indivíduo.

Edward Kim, da Universidade de Tennessee, reagiu aos dois estudos com entusiasmo e cautela.

“Acho que esta pesquisa é, certamente, muito sugestiva de que os fatores dietéticos podem ter impacto sobre a infertilidade masculina”, disse Kim, que também atua como presidente da Sociedade de Reprodução Masculina e Urologia.

“E os estudos nos apontam para uma direção que sugere que um estilo de vida saudável pode estar relacionado a uma melhor qualidade do esperma”, acrescentou. “Mas é evidente que mais pesquisas nesta área são necessárias para chegarmos a conclusões definitivas.”

Fonte IG

Ciclismo pode ter impacto na fertilidade masculina

Estudo identificou alterações no esperma de homens que pedalam mais de cinco horas por semana

Um novo estudo mostra que a maioria das atividades físicas tem pouca ligação com a qualidade ou a quantidade de espermatozóides, mas homens que praticam o ciclismo por pelo menos cinco horas semanais têm espermatozóidas menos ativos e em menor quantidade.

Pesquisas conduzidas com atletas de competições já haviam relacionado o ciclismo a problemas urinários e genitais, além de baixa qualidade do sêmen, disse Lauren Wise, pesquisadora da Universidade de Boston que conduziu o estudo – publicado na revista especializada Fertilidade e Esterilidade.

“Entretanto, não sabíamos ao certo se encontraríamos uma associação em meio a uma amostra de homens praticantes de níveis mais moderados de atividades físicas”, disse a pesquisadora à Reuters Health, advertindo que ainda é cedo para afirmar que o fato de pedalar regularmente foi o que ocasionou as alterações.

Pesquisas anteriores já sugeriam que atletas de competições podem ter problemas relacionados aos erpermatozóides. Mas, o novo estudo analisou a relação entre o esperma saudável e os exercícios físicos em 2.200 homens que passaram por consulta em clínicas de fertilidade. Foram colhidas amostras de sêmen de todos os participantes, que responderam a questionários sobre saúde geral e atividades físicas.

Depois de ajustes relacionados ao uso de complexos multi-vitamínicos, peso corporal, pressão arterial, tipo de cuecas usadas e outras variáveis, os pesquisadores constataram que os homens que se exercitavam regularmente – mesmo que vigorosamente – mostraram maior probabilidade de ter problemas com a qualidade e a quantidade de esperma do que aqueles que nunca se exercitavam.

Entretanto, quando Wise e sua equipe analisaram tipos específicos de exercícios, foi constatado que os homens que disseram pedalar por pelo menos cinco horas semanais apresentaram probabilidade duas vezes maior de ter baixa contagem de esperma ou mobilidade de esperma relativamente fraca.

Dentre os homens que não praticavam atividades físicas regularmente, 23% apresentaram baixa contagem de esperma – mas, o mesmo ocorreu com mais de 31% daqueles que pedalavam por pelo menos cinco horas semanais. Aproximadamente 40% dos ciclistas freqüentes apresentaram um número baixo de esperma com boa mobilidade, contra 27% dos participantes que não se exercitavam.

Segundo Wise, traumas ou aumentos de temperatura nos testículos podem explicar a relação entre o ciclismo e a saúde do esperma. Ela também ressaltou que é possível que os participantes do estudo não representem a população em geral, já que todos eles passaram por consultas em clínicas de fertilidade e, portanto, tinham maior probabilidade de apresentar problemas com o esperma.

“Estudos adicionais devem ser conduzidos para confirmar nossas descobertas, antes que as mesmas sejam consideradas causais”, disse ela.

Fonte IG

Mini FIV: a inseminação artificial mais barata chega ao País

Técnica usa menos remédio para diminuir custos em até 40% do tratamento

A vontade de ser mãe e a dificuldade para engravidar não escolhem classe social. Segundo dados publicados na última edição do Jornal Americano de Reprodução Humana, um em cada sete casais apresenta problemas de fertilidade e, em alguns casos, a reprodução assistida figura como tentativa quase exclusiva para realizar o sonho da concepção.

Os altos custos do procedimento – entre R$ 15 mil e R$ 30 mil – dificultam o acesso da maior parte da população. Como consequências diretas, a técnica passou a ser encarada como “elitista” e as clínicas públicas que a oferecem (são apenas quatro em todo o País) reuniram filas de espera de mais de três anos por conta da grande demanda de pacientes.

De cinco anos para cá, calculam os especialistas, a medicina reprodutiva passou a buscar uma maneira de atrair um número maior de clientes e democratizar o acesso à técnica. Entre as estratégias, nasceu a “Mini Fertilização In Vitro (Mini FIV)”, desenvolvida por um médico japonês Osmau Kato, que agora já pode ser encontrada em algumas clínicas particulares brasileiras.

Democratização
Segundo Arnaldo Schizzi, especialista em reprodução humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO), a FIV há mais tempo em utilização no mundo usa muitos medicamentos para produzir um número muito grande de óvulos e, assim, ampliar a chance de fecundação.

“Mas a experiência internacional nos mostrou que de cada dez óvulos produzidos pós-estimulação, somente os três primeiros têm melhor qualidade e podem ser usados com segurança na fertilização”, diz.

“Ficou evidente que poderíamos usar menos medicações, estimular um número menor de óvulos e assim conseguir um procedimento até 40% mais baratos e tão eficientes como o antigo, com a vantagem da exposição aos remédios também ser menor. No ano passado, esta técnica foi batizada de Mini FIV e já é oferecida em muitos locais”, completa.

O especialista, no entanto, faz um alerta: não é apenas o bolso dos interessados que precisa ser analisado antes da indicação. “Cada caso é um caso. Avaliamos a idade da paciente, se há alguma doença associada à dificuldade em engravidar e nem sempre a Mini FIV pode ser uma opção”, diz. Todos estes fatores interferem no preço do tratamento.

“Mas agora temos a possibilidade de pessoas com condições econômicas mais modestas arcarem com os custos do tratamento, antes uma missão impossível.”

Também é com a estratégia de baratear os valores dos medicamentos utilizados no processo da fertilização artificial que o especialista Luiz Gonzáles criou o VidaLink, programa que reúne 99 clínicas, em 34 cidades brasileiras com o intuito de democratizar a reprodução assistida.

De acordo com ele, casais com condições econômicas restritas recebem descontos de até 50% na medicação utilizada no tratamento. Se optarem em fazer o tratamento em uma das clínicas credenciadas a promessa é que o atendimento médico pode ser negociado a custos 40% inferiores. É preciso fazer cadastro e esperar a convocação de uma das clínicas participantes. Fazendo a conta, um procedimento que sairia por R$ 30 mil, chega a custar R$ 18 mil. “Um dos benefícios de nosso trabalho realmente é a inclusão social”, avalia Gonzales.

Ressalvas
A popularização da fertilização in vitro, criada há 32 anos, pode ser medida pelas estatísticas da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida, que reúne informações de produção das principais clínicas do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Equador.

Em dez anos – entre 1998 e 2008 –, o total de inseminações e fertilizações realizado cresceu 65,4%, saindo de 12.274 procedimentos para 35.496.

A ressalva dos especialistas é: ainda que os custos estejam mais acessíveis, o número de clínicas que oferecem a técnica tenha aumentado e as técnicas estejam mais evoluídas, a fertilização in vitro e a Mini FIV permanecem como última opção na escala da contracepção.

Na maior parte dos casos, problemas de saúde como varicocele – no caso dos homens – e endometriose (problema feminino) são as causas de dificuldade para engravidar e pedem como solução outros procedimentos médicos que não a fertilização. Outro ponto já citado pelo médico Sandro Esteves, especializado em reprodução assistida, é que não há um corpo suficiente de pessoas geradas por meio da fertilização para atestar quais são os reais efeitos da técnica na saúde dos bebês no longo prazo.

Fonte IG

Ejaculação frequente melhora qualidade do DNA nos espermatozóides

Segundo estudo, ela também aumenta as chances da mulher engravidar com técnicas de reprodução assistida

Esta é a principal conclusão de um estudo publicado na revista americana "Fertility and Sterility" por pesquisadores da Universidade Autônoma de Madri e da Clínica Ginemed de Sevilla, divulgado nesta sexta-feira.

Os pesquisadores mediram nos espermatozoides o nível de fragmentação do DNA, uma molécula essencial para transmitir a informação genética que forma os seres vivos e de cuja integridade depende o bom desenvolvimento do embrião.

Jaime Gosálvez, pesquisador da Unidade de Genética da Universidade Autônoma de Madri, afirmou à Agência Efe que no DNA está quase 100% da informação genética que forma qualquer organismo, e se esta informação for danificada nos espermatozoides, o embrião pode não se desenvolver.

Muitos fatores determinam a qualidade dos espermatozoides, mas um dos mais importantes é a qualidade do DNA. "Se o espermatozoide transmite um DNA fragmentado, aumenta o risco de perda do embrião", constatou Gosálvez.

O pesquisador explicou ainda que, nas técnicas de reprodução assistida atuais, a importância da concentração e da mobilidade dos espermatozoides fica relegada a um segundo plano - especialmente no método de injeção intracitoplasmática, que permite a fecundação do óvulo mesmo com poucos espermatozoides e com problemas de mobilidade. Por isso, é preciso melhorar a qualidade do DNA espermático, complementou.

Para chegar a estas conclusões, foram feitas duas pesquisas independentes, uma em Sevilla com 21 homens de 25 a 35 anos, e outra em Madri com 12 voluntários de 20 e 25 anos.

No primeiro estudo, os doadores ficaram 96 horas sem ejacular, e depois se masturbaram uma vez ao dia para que fossem analisados os níveis de fragmentação do DNA espermático. No segundo grupo, os homens, após 24h de abstinência, ejacularam duas vezes com um intervalo de três horas.

Em ambos os casos, os pesquisadores constataram que existe menos dano no DNA quando há ejaculações mais frequentes, efeito potencializado com a seleção dos espermatozoides, um procedimento padrão nas clínicas de reprodução assistida.

Isto facilita a seleção de espermatozoides livres de dano em sua molécula de DNA em técnicas de reprodução assistida, e inclusive as vantagens podem se prolongar à gravidez natural."Todo mundo suspeitava destes resultados, mas até agora ninguém tinha comprovado", disse Gosálvez.

As conclusões deste estudo contradizem o estabelecido sobre os períodos solicitados de abstinência sexual de vários dias.As técnicas de reprodução assistida para o homem dão muita atenção à mobilidade e concentração elevada dos espermatozoides, mas "se o DNA estiver danificado, nada disso adianta", portanto "talvez a masturbação possa ter, a partir de agora, outras implicações de caráter fisiológico que transcendem a busca do mero prazer sexual", finalizou. EFE ngg/ms/id

Fonte IG

Isotônicos são bons para todos os praticantes de exercícios?

Indicadas para repor sódio, potássio e carboidratos, bebidas devem ser usadas só em modalidades de longa duração. Saiba mais

Larissa Rocha de Paiva, nutricionista da PB Consultoria em Nutrição:

As bebidas isotônicas, também conhecidas como bebidas esportivas são rapidamente absorvidas após o consumo. Elas têm uma concentração de 6% a 8% de carboidratos, além de sódio, potássio e cloreto. Portanto, repõem os líquidos e sais minerais perdidos com o suor, além de fornecer energia para os músculos em movimento.

Essas bebidas são indicadas para pessoas que realizam atividades físicas com mais de uma hora de duração ou exercícios muito intensos, com uma perda superior a 2% do peso corporal – isso porque é preciso repor rapidamente a água e os eletrólitos (sódio, potássio, cloro) perdidos, além de glicose (açúcar) para manter a glicemia constante. Para esses casos, a recomendação é ingerir 500ml de isotônico a cada hora.

Já para aqueles que praticam atividades mais leves e moderadas e que não excedem uma hora de duração (como caminhada, musculação, ginástica e dança), basta tomar água em todas as etapas para repor a perda hídrica.

O ideal é consumir de 250ml a 500ml de água duas horas antes dos exercícios e a cada 15 ou 20 minutos durante a atividade.

Quando a atividade terminar, a ingestão de água deve continuar para que sejam supridas as perdas que ocorreram por meio da urina e do suor. Também é recomendado apostar em sucos de frutas naturais ou polpa com vegetais verde-escuros – como suco de laranja com morango e couve – para auxiliar na hidratação e aumentar a oferta de vitaminas e minerais.

Fonte IG

Opções de lanches pobres em carboidratos

Não é preciso cortar o nutriente da dieta, mas diminuir sua ingestão pode ajudar na perda de peso

Carboidratos pesam na balança. E a maneira que muitas pessoas encontram para fazer os ponteiros baixarem é reduzir o consumo ou cortá-los da dieta. Só que eles são a principal fonte de energia do cérebro e dos músculos e não dá para radicalizar. Na ausência de carboidrato o corpo pode responder com mau humor, dor de cabeça e até mau hálito.

Nem mesmo a dieta low-carb (pobre em carboidrados) elimina totalmente o nutriente – a ideia é apenas limitar o consumo e dar preferência aos carboidratos integrais. Essa mudança, segundo os especialistas, força o organismo a queimar gordura em vez de acumulá-la.

Além de ajudar na perda e manutenção do peso, reduzir os carboidratos no cardápio também pode preservar a saúde. Um estudo recente, coordenado pela pesquisadora Sabina Sieri, da Fondazione IRCCS Instituto Nazionale dei Tumori, em Milão, analisou 32 mil mulheres e chegou à conclusão de que as que consumiram carboidratos com altos índices glicêmicos, como pães, pizzas e arroz branco, apresentaram risco dobrado de doenças cardíacas.

Reduzindo o carboidrato, é importante ainda reforçar o cardápio com proteínas magras, vindas de fontes como frango, peixe, leite desnatado e queijos, além de aumentar o consumo de frutas como mamão, laranja e maçã. Verduras e legumes, ricos em fibras e vitaminas e com poucos carboidratos, também são bem-vindos.

Confira a seguir algumas opções inteligentes que vão ajudar a economizar nos carboidratos na hora do lanche.

Palitinhos de cenoura e homus: corte uma cenoura grande em palitos e consuma-os acompanhados de homus (pasta árabe feita com grão-de-bico e tahine). Esse lanchinho, rico em fibras que favorecem o bom funcionamento do intestino, contém 15,8g de carboidratos e 133 calorias a porção.

Rolinho de peito de peru e queijo: pegue uma fatia de peru e outra de queijo, enrole-as juntas como um canudinho e terá um saboroso snack com 3,5g de carboidratos, 17g de proteínas e 144 calorias.

Iogurte: 1 copo (200ml), natural e desnatado, tem 80 calorias e 11g de carboidratos. É rico em proteína (que auxiliam seus músculos); cálcio (bom para os ossos) e lactobacilos (que fortalecem o sistema imunológico e ajudam o bom funcionamento do intestino). Para dar um gostinho a mais, saboreie com 1 colher (sopa) mel (aproximadamente 17g de carboidrato) ou pedacinhos de frutas.

Noz-pecã: 4 unidades contêm apenas 2,6g de carboidratos. O alimento é rico em gordura poli-insaturada (a gordura saudável dos alimentos), fibras, potássio, magnésio, vitamina E e selênio. Reforça as defesas do organismo e contribui com a reposição dos eletrólitos perdidos no suor com a prática da atividade física.

Batata-doce: experimente como snack, assada ao forno com a casca. 1 batata-doce cozida (130 g) contém 84 calorias e 18g de carboidratos. Dá energia e ainda contribui com razoável quantidade de fibras, que ajudam a prolongar a sensação de saciedade.

Sementes de linhaça: 1 colher (sopa) tem 40 calorias e 1g de carboidrato. Elas podem ser trituradas no liquidificador ou processador e acrescentadas em saladas, iogurtes, sucos ou frutas. Alimenta e faz bem à saúde: seu consumo produz efeito antiinflamatório, reforçando as defesas do organismo, além de auxiliar a redução dos níveis de triglicérides sanguíneos.

Café gelado: uma ótima pedida para o calor. Basta misturar 1 xícara (chá) de leite de soja light com café expresso frio, acrescentando cubos de gelo e adoçante a gosto. A bebida refresca e sacia com apenas 8,5g de carboidrato e 73 calorias.

Chá verde: zero calorias e zero carboidratos, é rico em flavonóides que produzem potente efeito antioxidante, capaz de equilibrar os radicais livres. Para suavizar o sabor amargo, prepare o chá com especiarias. Para os dias quentes, a sugestão é beber gelado e com limão.

Fonte IG

Aprenda a beliscar

Dicas práticas para evitar que o lanchinho fora de hora se traduza em quilos a mais na balança

Se você é do tipo que adora beliscar, os irresistíveis lanchinhos entre as refeições podem significar alguns – às vezes muitos – quilos a mais ao longo do ano, especialmente para quem é sedentário e não abre mão de um petisco rico em açúcar e gordura.

Mas é possível beliscar certo escolhendo alimentos ricos em nutrientes, como grãos, frutas, vegetais, laticínios e proteínas. Os lanchinhos dão mais energia entre as refeições e podem fornecer vitaminas e minerais essenciais ao organismo.

Segundo a American Dietetic Association, entidade norte-americana que congrega profissionais de nutrição e nutrologia, há lugar para lanches dentro do plano de alimentação saudável. Basta escolher com sabedoria.

Confira algumas dicas, retiradas do site da entidade, para aprender a beliscar certo:

1. Pense em lanches como mini-refeições que contribuam com alimentos ricos em nutrientes. Você pode ajustar as calorias do lanche à sua rotina alimentar sem exceder o total diário de calorias consumidas durante o dia.

2. Lanche somente quando estiver com fome. Fuja da vontade de mastigar algo quando estiver entediado, frustrado ou estressado. Alimenta o desejo de fazer algo passeando com o cão ou trabalhando no jardim

3. Controle sempre o tamanho das porções. Coma apenas um potinho de iogurte ou coloque uma pequena porção de nozes em uma tigela. Comer diretamente do pacote pode levar a excessos

4. Planeje os lanches. Mantenha uma variedade de alimentos nutritivos e fáceis de levar na bolsa ou na mochila, como bolachas integrais ou porções individuais de queijo com baixo teor de gordura

Veja algumas sugestões de lanchinhos rápidos com até 200 calorias:

• Espalhe uma colher de chá de geléia sobre meia maçã cortada em pedaços

• Uma xícara de sopa de tomate com cinco bolachas integrais

• Três xícaras de pipoca polvilhada com três colheres de chá de queijo parmesão ralado

• Lanche tricolor vegetariano: 6 cenouras baby, 10 ervilhas (ou tiras de pimentão verde), 6 tomates-cereja e 2 colheres de sopa de molho para salada com baixo teor de gordura

• Uma batata assada pequena coberta com queijo de baixo teor de gordura

• Seis biscoitos de trigo integral e uma fatia de ricota

• Smoothie de frutas: bata no liquidificador 1 xícara de leite sem gordura, ½ xícara de morangos congelados e ½ banana

• Salada rápida: 2 xícaras de folhas verdes misturadas com ½ xícara de mexirica picada, 1 colher de sopa de amêndoas fatiadas e 2 colheres de sopa de molho com baixo teor de gordura

• Minissanduíche: wrap integral recheado com 1 fatia de peito de peru, 1 fatia de queijo com baixo teor de gordura e mostarda

• Chocolate quente feito com leite desnatado e um biscoito de aveia pequeno

• Banana split: banana cortada longitudinalmente coberta com ½ copo de frozen iogurte e uma colher de sopa de nozes picada

Fonte IG

10 dicas para afastar a gordura trans em sua dieta

Nutricionistas listam medidas simples, como evitar frituras e escolher bem os congelados. Elas protegem o coração

As gorduras trans (GT) - um tipo específico de gordura formado pelo processo de hidrogenação natural ou industrial - estão presentes em alimentos, como carne e leite, além de alguns produtos industrializados.

Não é possível excluí-las totalmente da alimentação – embora em alimentos industrializados elas possam ser substituídas - porém nem sempre com um resultado satisfatório em relação à textura e ao sabor.

O consumo excessivo contribui para o aumento do colesterol total e do LDL (o colesterol ruim) e ainda promove a redução dos níveis de HDL (o colesterol bom), trazendo riscos para o coração e a saúde de forma geral.

Devido aos prejuízos que pode causar, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a redução de trans nos alimentos. Pelas orientações, não se deve consumir mais do que 2 gramas por dia.

“Elas foram substituídas por outros tipos de gorduras, mas nem sempre elas são mais saudáveis. A substituição pode ser feita, por exemplo, por uma gordura que tenha um nível alto de saturação e que pode ser tão prejudicial ao organismo quanto a GT, quando consumida em excesso”, alerta Maria Fernanda Elias, nutricionista, mestre em Saúde Pública e doutoranda em Nutrição Humana Aplicada pela Universidade de São Paulo (USP).

Alimentos com menos de 0,2 gramas de GT por porção podem ser rotulados como “livre de gordura trans”. “Eles ainda contém traços de GT, mas é uma quantidade que a Anvisa classifica como ‘não significativa’”, diz Maria Fernanda.

Para tornar mais fácil manter uma dieta saudável para o coração em casa, há anos, a Food and Drug Administration nos EUA exige que alimentos e bebidas listem as gorduras trans no rótulo de informação nutricional.

"É importante ler as informações nutricionais, bem como a lista de ingredientes. Fique atento a nomes como gordura hidrogenada, gordura parcialmente hidrogenada, gordura saturada e banha, consumindo com moderação estes tipos de alimentos”, diz a nutricionista Cynthia Antonaccio, diretora do Grupo Equilibrium, de São Paulo.

Aqui estão 10 sugestões para afastar os riscos da gordura trans de sua dieta.

1. Evite alimentos fritos

Frango, pastéis, salgadinhos e outras frituras carregam gordura trans e colesterol. Em vez de fritar, uma opção é usar a frigideira para “saltear” o alimento - método que pode ser considerado uma fritura com pouca gordura. Não se esqueça de usar óleos líquidos, como azeite ou óleo de canola e em quantidade adequada para manter as calorias sob controle.

2. Modere no fast food
As redes fast food têm fama de cardápios ricos em colesterol, mas muitas cadeias de restaurantes já oferecem opções saudáveis para o coração. Dica: procure alimentos frescos e evite frituras e molhos com muito queijo e condimentos. Opte por saladas, peixe ou frango grelhado, batata cozida. Além disso, pule as sobremesas fritas, biscoitos e tortas recheadas. “Evite os molhos muito calóricos, mas não precisa ter fobia de molhos. Um a base de azeite ou do tipo rose dão gosto às saladas, sem comprometer a saúde”, diz Cynthia.

3. Reduza o consumo de preparos de sobremesa
Misturas para bolos e doces podem ser convenientes, mas muitas têm quantidades de gorduras trans. Experimente fazer um bolo da forma tradicional, incorporando gorduras saudáveis e polvilhe açúcar de confeiteiro por cima em vez de glacê. “Use leite desnatado, óleos vegetais ao invés de manteiga. Outra dica é o iogurte natural desnatado ao invés de chantilly. Nas tortas doces, troque a ‘massa podre’ (que requer grandes quantidades de gordura) por massa feita com biscoitos ou cereais integrais”, sugere a nutricionista Maria Fernanda.

4. Atenção ao consumo de macarrão instantâneo e sopa em copo
São coringas em uma dieta de quem não tem muito tempo. Mas a grande quantidade de gorduras trans deve fazer você diminuí-los de seu dia a dia. A alternativa pode ser essa: faça uma panela grande de sopa no fim de semana, divida-a em porções individuais, congele e tenha várias refeições deliciosas e nutritivas.

5. Escolha cuidadosamente os congelados
Você não tem que evitar o corredor de comida congelada do supermercado. Só precisa fazer escolhas nutritivas. Por isso, leia os rótulos e escolha os alimentos mais próximos à sua forma natural e evite os que tenham gordura saturada, trans e colesterol. Faça um estoque de vegetais e frutas congeladas sem molhos para adicionar a cozidos, sopas, ensopados e smoothies. E procure fontes de proteína magra: escolha peixes que não sejam à milanesa.

6. Evite os doces recheados
Quando se trata de recheios pastosos – com ingredientes de origem animal (como leite, ovos) –, a melhor maneira de reduzir as gorduras é evitar esses alimentos. Boas opções são doces com grãos integrais, muffins de farelo de trigo ou frutas e iogurtes.

7. Reduza a quantidade de margarina
Durante anos, as pessoas acreditaram que a margarina era melhor do que a manteiga, que é rica em colesterol. Descobriram, então, gordura trans nas margarinas. Mas hoje o problema foi corrigido e você pode mantê-la em sua dieta – ou usar um creme vegetal. Fique atento apenas a quantidade a ser consumida.

“Ainda existe muita controvérsia a respeito dessas substituições. A margarina não contém colesterol, mas contém gorduras saturadas que também promovem o aumento do colesterol. Ou seja, o melhor é optar por aquele alimento que mais agrada em termos sensoriais e usá-lo em pouca quantidade para passar no pão (o mínimo possível). Costumamos recomendar ‘uma ponta de faca”, diz Maria Fernanda.

8. Não abuse de alimentos pré-prontos
Eles parecem tão fáceis de preparar... Mas aqueles pacotes de pães de queijo, pizza, massa, biscotinhos, tortinhas congeladas podem estar carregados de gorduras trans. Vá para as prateleiras de alimentos de grãos integrais. Ou, como no caso dos bolos, faça seu próprio alimento. “Quando preparamos os alimentos em casa, sempre é possível usar menor quantidade de gordura, optar pelos óleos vegetais e preferir ingredientes mais saudáveis, como farinhas integrais, leite desnatado, queijo branco, frutas e pouco açúcar”, reforça Maria Fernanda.

9. Atenção à pipoca de microondas
Pipoca pode fazer parte de uma dieta saudável para o coração, mas não quando é carregada de sal, colesterol alto, manteiga. “O excesso de sal na alimentação está diretamente associado a risco de hipertensão”, lembra Maria Fernanda. Prefira a pipoca “neutra” e adicione você mesmo o sal (pouco) ou outros temperos. Para pipoca doce, acrescente uma pequena quantidade de mel e canela.

10. Prefira café sem chantilly
É gostoso um creminho por sobre o café. Mas as gorduras estão ali boiando e podem contribuir para níveis elevados de colesterol. Se quiser dar uma suavizada no café, tente um pouquinho de leite desnatado ou apenas aquela espuminha de leite.

Fonte IG

"Ser Papai Noel é o melhor remédio", diz aposentado

Para a saúde não entrar em colapso, os Papais Noéis são orientados a malhar e a comer direito


Silvio perde 6kg, controla a pressão e gasta 500 calorias por dia como Papai Noel. Veja o treino (e os cuidados) para se tornar um

O início do mês de novembro coincide com o período em que Silvio Furtado, 66 anos, fica em dia com a saúde. Há 11 anos e sempre nesta época, o aposentado do Rio de Janeiro perde 6 quilos, em média, até o Natal, num treinamento que faz com que ele elimine 500 calorias diárias e, de quebra, controle a pressão alta.

Tudo isso porque ele deixa o sedentarismo que o acompanha ao longo de todo ano para fazer exercícios físicos, em uma jornada que começa às 10h e só termina às 22h. A tradicional dupla bermuda e camiseta é substituída pela pesada roupa de 15 quilos, confeccionada em veludo vermelho e branco, que compõe o personagem desempenhado nos shoppings e ruas fluminenses.

“Ser Papai Noel é o meu melhor remédio”, define Silvio Furtado. “Alcanço minha melhor forma física e tenho tanta satisfação pessoal que acabo ficando com a melhor saúde possível”, completa.

Alertas
Mas os hábitos de Furtado perpetuados pelos 12 meses entre o Ano Novo e as festas natalinas – são 120 quilos em 1,83 m de altura – não são “perdoados” por seu organismo só porque ele vira "o bom velhinho".

Assim como este papai noel, a maior parte dos candidatos ao posto já passou da casa dos 50 anos, tem um perfil rechonchudo e uma dieta desfavorável para a maratona de atividades físicas exigidas no período natalino. Isso pode fazer do posto, em vez de remédio, um veneno para o coração.

O caso do papai Noel de primeira viagem, Levy Celso de Araújo Pol é um exemplo. Ele poderia até prejudicar a própria saúde se continuasse com seu plano traçado sem nenhuma orientação especializada.

“Adoro a minha barriga, cultivada com muito doce, rodízio de pizza, churrasco e nada de exercício”, confessa.

“E para ser papai Noel, eu penso em reforçar as calorias para ficar ainda mais redondo. Arranco também os únicos quatro fios pretos que insistem em crescer na minha barba natural de 15 centímetros.“

Felizmente para ele, uma empresa especializada em treinamento de papai noel, já pensou em tudo.

"Tivemos alguns casos de desmaios e também problemas cardíacos entre os papais noéis. Pensando nisso, há dois anos, incluímos em nossa preparação de candidatos as aulas de ginástica e dicas de nutrição, que são atreladas ao curso de interpretação e dicção”, afirma o diretor da Escola Nacional de Papai Noel, Limachem Cherem, que desde 1993, já formou 400 papais noeis, “exportados” para os shoppings, lojas e ruas de todo o País.

Segundo Cherem, os candidatos que chegam à escola, em geral, estão obesos e sem preparo para aguentar a jornada puxada de receber crianças, fazer interpretações, subir e descer escadas e ficar muito tempo em pé “tudo isso com os termômetros na casa dos 40 graus, típicos dos meses de dezembro e janeiro”.

Esse conjunto de fatores pode fazer com que os participantes entrem em colapso. O perigo também é estendido aos homens de mesma faixa etária, perfil físico e rotina alimentar que tentam, em um curto espaço de tempo, entrar em forma para o verão.

“Por isso, o ideal é que eles percam peso, tenham uma alimentação leve, com muita salada e legume, sem esquecer da hidratação contínua. A garrafinha de água precisa ser uma companheira”, complementa o diretor.

Os ensinamentos dados durante a “malhação natalina” até mudaram – levemente – os pensamentos do glutão Levy Pol, de 54 anos.

Depois de malhar na academia com outros colegas que também vão receber cartinhas e pedidos de crianças, ele disparou:

“Este ano, pela primeira vez, eu vou usar as roupas pesadas de papai Noel, porque antes eu fazia as minhas, com cetim mesmo. Por isso estou mais atento. Não quero perder o Natal e preciso ficar em dia com a saúde”, diz ele em cima dos seus 108 quilos, distribuídos em 1,68 de altura.

Espelho
Para este Natal, 40 homens com mais de 50 anos – além de Furtado e Pol – estão matriculados na Escola de Papai Noel e reúnem algumas características que são espelho deste recorte populacional brasileiro.

De acordo com o levantamento feito pelo Ministério da Saúde, em entrevistas com 57 mil pessoas acima dos 50 anos, 63% têm o peso em desacordo com a altura, 78% consomem frutas e verduras em quantidades inferiores ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), 15,9% bebem refrigerante cinco ou mais dias por semana e três em 10 são fumantes. Além disso, 53% são hipertensos e 22,7 têm diabetes.

Este retrato impulsiona os cardiologistas a recomendarem parcimônia antes de começar uma jornada de atividades físicas tão puxada como é a de um papai Noel (mesma cautela vale para quem vai começar qualquer outro exercício, como um futebol na praia).

A orientação é primeiro consultar o médico para que seja investigado se não há nenhuma condição de saúde desconhecida que pode culminar em infarto ou qualquer outra pane cardíaca. Reavaliar hábitos alimentares também é necessário, com prioridade para as comidas mais leves.

Fonte IG

Preconceito sexual atrapalha luta contra o câncer de mama

Mulher ignora a vida sexual e deixa de ir ao ginecologista bem quando mais precisa

A luta contra o câncer de mama está sendo prejudicada por um preconceito sexual. Conforme as mulheres vão envelhecendo, elas vão trocando as consultas com ginecologistas pelo atendimento dos clínico-gerais. E isso pode comprometer o diagnóstico precoce de tumores.

“É um preconceito porque a mulher se julga incapaz de exercitar sua sexualidade ao ficar mais velha”, afirma Nilcéa Freire, ministra de estado chefe da secretaria de Políticas para Mulheres.

Entre os 16 e 24 anos, quando a vida sexual está começando, cerca de 70% delas consultam o ginecologista ao menos uma vez por ano. O índice fica ainda mais alto (85%) em mulheres entre 25 e 34 anos, mas despenca para 56% a partir dos 60 anos.

“É justamente neste momento que elas mais precisam, porque o risco de câncer de mama aumenta com a idade”, afirma a mastologista Rita Dardes, diretora-médica do Instituto Avon.

Os números acima fazem parte de uma pesquisa conjunta entre Instituto Avon e o instituto de pesquisas Ipsos sobre as percepções femininas em relação ao câncer de mama, realizada com mil mulheres de 70 cidades brasileiras, entre 30 de julho e 11 de agosto deste ano.

Junto com a divulgação da pesquisa foi inaugurada uma exposição de fotos de pacientes, familiares e especialistas envolvidos na doença. A exposição ficará à mostra no Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073) até 8 de outubro.

Por que ir ao médico?
Apesar de ser responsabilidade de qualquer médico, o ginecologista costuma estar mais preparado para diagnosticar o câncer de mama. Ele deve manter em dia o controle por mamografia, exame mais indicado para o diagnóstico precoce.

A mamografia deve ser feita a cada dois anos, a partir dos 40 anos. Mas a pesquisa revela que apenas 40% deste grupo faz o exame com regularidade. “As chances de cura são de 95% para quem detecta o tumor no início. E a mamografia consegue identificar o câncer com até 0,3cm, por isso é o padrão-ouro, o mais indicado e importante exame”, afirma Rita.

Exame clínico x autoexame
Outra opção é o exame clínico, realizado por médicos e profissionais de saúde treinados para notar pequenas anomalias no seio. “No autoexame, a mulher só detecta tumores de 2,5cm, mas no exame clínico são diagnosticados cânceres menores, com 1cm”, compara a mastologista.

A pesquisa revela que 79% das mulheres com planos de saúde recebem o exame clínico, enquanto o número cai para 63% no caso de pacientes do SUS.

E a prevenção
A luta contra o câncer de mama costuma estar focada no diagnóstico rápido e precoce porque a prevenção é mais difícil de ser garantida. “Basta ser mulher para poder vir a ter câncer de mama”, explica Rita.

Até existem atitudes que favorecem a prevenção, como evitar tabagismo e sedentarismo, não exagerar nas bebidas alcoólicas e ingerir poucos alimentos gordurosos. Mas outros fatores não podem ser modificados. São eles: menarca precoce, não ter filhos, ter a mama densa e repleta de glândulas, histórico familiar e menopausa tardia.

Mas esses fatores podem levar as mulheres a uma conclusão equivocada sobre a doença. “Em cerca de 70% dos casos não há nenhum fator de risco”, diz Rita. Contudo, muitas acreditam estar, de certa forma, imunes à doença porque não possuem histórico familiar.

“Essa é a crença de 22% das entrevistas, mas é uma crença errada. Em 90% dos casos não há histórico familiar”, destaca a mastologista.

Medo da doença
A pesquisa revela ainda que 60% das entrevistadas consideram o câncer como a pior doença que alguém possa ter e 54% já sabem que os tumores de mama são os que mais matam mulheres no País.

Apesar disso, em 80% dos casos, elas acreditam que a doença tenha cura. Algo difícil de acontecer quando o tumor é diagnosticado tardiamente – como ocorre em 60% dos casos. “Por isso que 11 mil mulheres morrem por ano da doença”, ressalta Rita.

Saúde no topo da lista
Saúde foi considerada a principal preocupação para 53% das mulheres. Quando colocadas todas as preocupações, e não apenas a principal, a saúde foi citada por 97% das entrevistadas.

Em seguida, aparecem educação (93%), segurança (92%) e desigualdade social (76%). A grande maioria das mulheres (80%) se considera saudável e, para isso, a maioria (85%) diz adotar uma alimentação saudável. Não fumar (83%) e beber apenas socialmente (29%) são outras

Fonte IG

A menopausa, o medo e o câncer de mama

Em pacientes mais velhas, a proteção hormonal pode ser anulada pela procura tardia por tratamento

O diagnóstico precoce, de qualquer doença, sempre é considerado um ponto positivo pelos médicos, pois aproxima as chances de cura e aumenta as opções de tratamento. Esta importante ferramenta da medicina é ameaçada por uma filosofia partilhada pelas mulheres que seguem a linha do “quem procura acha”.

Para a população feminina que já passou dos 65 anos, este jeito de encarar o autocuidado pode fazer com que a classificação “amena”, recorrentemente dada ao câncer de mama nesta faixa-etária, dê lugar ao rótulo perigoso para o tumor maligno na região.

“Quanto mais idade tiver a paciente, menores são os índices totais de câncer agressivos, até por influências dos hormônios, fase típica da menopausa”, explica o mastologista do Hospital Albert Einstein, Sérgio Simon, que é presidente do Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama. Mas esta vantagem etária é anulada caso a procura pelo tratamento especializado seja tardia.

Esta ainda é uma realidade brasileira, pois apesar da maioria dos casos deste tipo de câncer estar concentrada na faixa etária acima dos 50 anos, mais da metade dos 50 mil diagnósticos anuais da doença é feita em fase avançada. O índice de mortalidade da doença, de acordo com Federação Nacional das Associações de Câncer de Mama (Femama) é de 25%, dez pontos a mais do que a taxa de óbitos norte-americana.

Os especialistas afirmam que, além das senhoras se preocuparem menos com a região das mamas – até por mudanças na vida sexual – as pacientes temem fazer os exames preventivos justamente por medo dos resultados.

Outro fator que ameaça os índices de cura para as mulheres mais velhas com câncer de mama é a obesidade, em ascensão no universo feminino . Segundo o mastologista da Sociedade Brasileira de Cancerologia, Roberto Gomes, é a menor dosagem de estrogênio, típica nesta faixa-etária, que faz com que as neoplasias nas mamas sejam menos agressivas em pacientes com mais de 65 anos. “O problema é que a mulher obesa, não importa a idade, apresenta maior concentração deste hormônio.”

Um levantamento feito pelo Instituto Nacional do câncer (Inca) mostra que só o controle do peso já evitaria 28% dos casos de câncer de mama.

Fonte IG

Câncer de mama: tratamento deve começar até 3 meses após diagnóstico

Além do tratamento mais ágil, Inca quer que a mulher com câncer seja tratada por equipe com psicólogo e nutricionista

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou sete novas recomendações para o controle do câncer de mama no país. Uma delas é que o início do tratamento ocorra em três meses e que os procedimentos complementares, de quimioterapia ou hormonioterapia, comecem, no máximo, em 60 dias. Além disso, a radioterapia deve ser feita em 120 dias.

As orientações complementam as lançadas no ano passado, que eram focadas em ações de prevenção, detecção precoce e informação de qualidade. Segundo o técnico da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica da instituição Ronaldo Corrêa, desta vez, a lista é voltada ao tratamento de mulheres que já tenham tumores.

“Essas recomendações são importantes porque podem ter impacto na sobrevida das pacientes”, explicou.

Ele lembrou, durante o lançamento, que o câncer de mama é o tumor que mais mata a população feminina no Brasil, sendo responsável pela morte de 12 mil mulheres a cada ano.

O técnico do Inca acrescentou que a lista também traz recomendações sobre o acolhimento das pacientes. O instituto orienta que elas sejam acompanhadas por uma equipe que inclua médicos, enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta; e que receba cuidados em um ambiente que respeite a autonomia, dignidade e confidencialidade.

“Quanto mais profissionais estiverem comprometidos com o tratamento melhor vai ser a assistência prestada a essas mulheres”, ressaltou. Ele lembrou que as recomendações não têm força de lei, mas seu cumprimento pode ser verificado pela sociedade.

A lista com todas as recomendações está disponível no site do Inca. O documento impresso também será encaminhado às secretarias de Saúde dos estados e municípios.

Para ampliar as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e de colo de útero, o Ministério da Saúde vai investir, até 2014, R$ 4,5 bilhões.

Os recursos serão usados, entre outras iniciativas, na implantação de 50 centros para atendimentos em mastologia ou ginecologia e na implantação de 32 serviços avançados em hospitais habilitados para o tratamento oncológico e na substituição de equipamentos em 48 hospitais.

Fonte IG