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sábado, 27 de abril de 2013

Atraso da menstruação pode ser consequência de maus hábitos

mulher roendo as unhas - Foto: Getty Images
O estresse e a ansiedade podem causar a amenorreia hipotalâmica,
causada por alterações hormonais inclusive do cortisol
Excesso de atividade física e má alimentação interferem diretamente no ciclo
 
O ciclo menstrual dura de 25 a 35 dias em média para a maioria das mulheres, e tende a ser mais desregulado nos primeiros dois anos de menstruação, tempo que demora para ele se corrigir completamente. No entanto, muitas mulheres já experimentaram pequenos atrasos ou até mesmo mudanças constantes de ciclo - que nunca devem ser encaradas como normais.
 
"A primeira suspeita para atrasos na menstruação sempre deve ser a gravidez para casos de mulheres férteis e ativas sexualmente", explica o ginecologista Luciano Pompei, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo. Excluída essa possibilidade, existe uma série de maus hábitos - e até mesmo doenças - que podem levar ao atraso da menstruação.
 
Confira quais são as suspeitas: 
 
mulher praticando ginástica - Foto: Getty ImagesExcesso de atividade física
Praticar exercícios pesados em grande frequência pode não só atrasar a menstruação, como fazer com ela pare completamente por um determinado período. "Isso acontece porque o corpo gasta muita energia com as atividades e, assim, não entra no período fértil", diz a ginecologista Paula Marcovici de São Paulo. A prática de atividade moderada estimula o organismo a liberar endorfina - substância relacionada ao bem-estar que reduz o estresse e ajuda a regularizar a menstruação. Um treino pesado favorece o aumento da prolactina - hormônio que prepara a mulher para a amamentação, provocando falhas na menstruação. "O excesso de atividade física pode levar até à falta da menstruação (amenorreia), que ocorre em 2% a 4% da população feminina geral, mas pode acometer de 3% até 66% das atletas", explica o ginecologista Joji Ueno, do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera, em São Paulo.  
                    
mulher comendo muito pouco - Foto: Getty ImagesDietas muito restritivas
São dois os mecanismos que podem explicar o atraso da menstruação por conta de dietas muito restritivas, afirmam os especialistas. "Se você começa a fazer uma dieta muito restritiva para perder peso, o corpo entende que está havendo alguma dificuldade e corta funções menos vitais para se preservar, como a atividade reprodutiva, buscando os nutrientes que faltam no sangue", explica o ginecologista Luciano Pompei, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo. Mudanças no ciclo ou mesmo a amenorreia são comuns em mulheres com anorexia nervosa, por exemplo. "As dietas muito restritivas também podem alterar o sistema responsável pelo equilíbrio hormonal reprodutivo, causando diminuição da ovulação e liberação exagerada da progesterona, inibindo a menstruação", afirma o ginecologista Joji. Os hormônios responsáveis pela ovulação são comandados pela hipófise, que por sua vez é orientada pelo hipotálamo - ambas áreas do nosso cérebro.  
                    
mulher estressada  - Foto: Getty ImagesEstresse
Se você estiver sob um estresse muito grande, seu corpo irá inibir a sua ovulação, pois ele entende que você não está em condições de perpetuar a espécie. "Uma mulher sujeita a um estresse muito grande não irá ovular, e portanto não irá menstruar", explica o ginecologista Luciano. Alguns episódios que podem levar a falta de ovulação são acidentes de carro, mortes na família ou receber uma notícia ruim. "O simples estresse mais prolongado também pode causar alterações na ovulação, mas é mais difícil de medir e identificar, ao contrário dos eventos mais traumáticos", afirma Luciano. "Se a pessoa estiver com graves problemas emocionais, é importante que ela procure um psicólogo para ajudá-la a manter o nervosismo sob controle", afirma a ginecologista Paula.
 
mulher roendo as unhas - Foto: Getty ImagesAnsiedade
O nervosismo causado pela espera de um evento importante ou acontecimento muito esperado também pode levar ao atraso da menstruação. "Essa ansiedade irá afetar o hipotálamo e a hipófise, que mandará mensagens de alerta para o ovário, impedindo a ovulação", diz a ginecologista e obstetra Lucia Marinaro Colon, do Hospital e Maternidade Rede D?Or São Luiz. "O estresse e a ansiedade podem causar a amenorreia hipolâmica, causada por alterações hormonais inclusive do cortisol", explica o ginecologista Joji. "A eliminação do estresse faz a atividade hormonal retornar ao normal."
                   
mulher com excesso de peso - Foto: Getty ImagesExcesso de peso
A obesidade interfere no ciclo menstrual devido a grande quantidade de gordura nos tecidos. "Os hormônios femininos são metabolizados e armazenados no tecido adiposo", diz a ginecologista Lucia. "O excesso de tecido adiposo pode interferir no funcionamento da hipófise, desregulando o ciclo", completa o ginecologista Luciano. Muitas dessas pessoas com obesidade mórbida com a presença ou não de doenças conjuntas acabam corrigindo esse problema com uma cirurgia bariátrica. 
                    
mulher com insônia na cama - Foto: Getty ImagesSono insuficiente
Alterações abruptas do sono, como mudanças repetidas de fuso horário ou insônia, podem causar um desequilíbrio hormonal e alterar o ciclo menstrual, principalmente se a falta de sono estiver acompanhada de estresse e ansiedade. "Essa, no entanto, não é uma das causas mais comuns de alteração do ciclo menstrual, devendo ser investigada após a exclusão de outras possibilidades", declara o ginecologista Luciano. 
                    
Médico - Foto: Getty ImagesAlerta para doenças
Se você apresenta alterações constantes no ciclo menstrual - pelo menos três ciclos - e seu teste de gravidez deu negativo, o melhor a fazer é procurar um ginecologista. Problemas na tireoide, ovários policísticos, mioma uterino e endometriose são algumas doenças relacionadas à falta de menstruação. Todas as alterações significativas do ciclo menstrual devem ser comunicadas ao ginecologista "Deve-se ter em mente que toda mulher tem que menstruar normalmente, e se isto não estiver ocorrendo, deve-se diagnosticar a causa", alerta Joji Ueno. "É importante lembrar que a menstruação pode apontar alguma doença, quando apresenta sinais de anormalidade, que vão desde o aumento, diminuição ou aparência do fluxo", completa Lucia Marinaro.  
 
Fonte Minha Vida

Maus hábitos de vida contribuem para o aparecimento da pressão alta em jovens

A medição da pressão deve ser feita a cada
seis meses, avisa médico
Segundo a SBC, crianças obesas têm oito vezes mais chances de desenvolver hipertensão
 
Nesta sexta-feira (26), data em que se comemorou o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, a nefrologista pediátrica Vera Koch, da SBH (Sociedade Brasileira de Hipertensão), advertiu que a doença não é restrita a idosos. O problema pode aparecer em faixas etárias mais jovens, especialmente por causa dos maus hábitos de vida.
 
— Obesidade, sedentarismo e consumo excessivo de sal e gorduras são fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão em crianças, adolescentes e adultos jovens.
 
Segundo a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), crianças obesas têm oito vezes mais chances de desenvolver o quadro. Em idades mais avançadas, como adolescentes e adultos jovens, o consumo de bebidas alcoólicas, o uso de cigarro e outras drogas também contribuem para o surgimento da doença cada vez mais cedo.
 
Apesar de, na maioria das vezes, a doença não apresentar sintomas, o cardiologista Carlos Alberto Machado, diretor da SBC, alerta para alguns sinais que ajudam a identificar o problema.
 
— Pessoas que têm tonturas, falta de ar, palpitações, enjoos, náuseas, dor de cabeça frequente e alterações na visão devem procurar ajuda médica.  
 
Uma vez que a doença não é tratada, ela pode trazer como consequência problemas cardiovasculares mais graves, como infarto, insuficiência cardíaca e AVC (Acidente Vascular Cerebral).
 
Outros fatores de risco
De acordo com Vera, 3% a 5% das crianças e adolescentes brasileiros já são hipertensos. Geralmente, o quadro está associado à hereditariedade e doenças já existentes. 
 
— Se a criança tiver algum parente hipertenso ou nascer com má formação nos rins ou com um estreitamento na aorta, é fundamental que ela tenha um monitoramento clínico já nos primeiros dias de vida.
 
Apesar de os pais não terem costume de medir a pressão nesta faixa etária, a médica recomenda fazê-lo desde a primeira consulta ao pediatra. O valor deve ser de 12 por 8.
 
Tratamento e prevenção
O tratamento da hipertensão vai desde mudanças de hábitos de vida até o uso de medicamentos. Quando iniciado, o acompanhamento é para sempre, avisa o cardiologista.
 
— A mudança de hábitos alimentares, a prática regular de atividade física e a medicação, quando necessária, são importantes e devem ser contínuas não devendo ser abandonadas mesmo que os valores da pressão tenham sido normalizados, a não ser por orientação médica.
 
Independentemente da idade, o médico orienta medir a pressão a cada seis meses.
— O valor não deve ultrapassar de 14 por 9.
 
No caso de pessoas hipertensas, o procedimento deve ser feito a cada três meses. Em quadros mais graves, a periodicidade pode ser ainda menor.

Fonte R7

Planalto apoia internação à força de viciado

Pedido poderá ser feito por agente público vinculado ao sistema de saúde ou de proteção social
 
Após reunião no Palácio do Planalto, o governo chegou a um consenso e fechou questão em relação à internação compulsória de usuários de drogas, chamada de “involuntária”. No encontro, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse que o governo quer dar uma resposta à sociedade quanto ao “grave problema” das drogas.

A internação deverá ser permitida em todo o País, desde que seja feita com a família pedindo e o médico determinando a internação. Em caso de ausência absoluta de um familiar, a internação involuntária poderá ser feita por pedido de um agente público vinculado ao sistema de saúde ou sistema de proteção social. A especificação foi feita para evitar que a internação involuntária possa ser pedida por um agente policial.

A medida está no projeto do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), que deve ser votado no dia 8. Ele defende a internação involuntária do dependente de drogas como forma de antecipar o início do tratamento. O deputado lembrou que esse tipo de internação só poderá ser feito em ambiente hospitalar e pelo período de 15 dias a seis meses. O prazo máximo foi ampliado por acordo partidário.

Postos de saúdeSegundo o parlamentar, na reunião no Planalto, o governo pediu que fosse incluído no texto que todos os postos de saúde sejam obrigados a encaminhar a internação involuntária, tornando-se porta de entrada para o atendimento. Com isso, o posto de saúde não poderá se negar a fazer o atendimento.

Nesse caso, o médico ouvirá a família, avaliará o caso e, após assinatura do termo de pedido de internação dos familiares, ele determinará a internação e encaminhará o paciente para o local específico. O texto prevê ainda que, em caso de internação involuntária, em até 72 horas o Ministério Público terá de ser informado sobre a entrada do paciente, assim como ser comunicado da alta.

A internação involuntária é um tema polêmico e sofre crítica de alguns setores da sociedade, uma vez que permite que o dependente químico seja internado para tratamento sem que um juiz autorize. No caso das comunidades terapêuticas, por exemplo, as internações só podem ser voluntárias.
 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
Fonte R7

Gripe aviária H7N9 se propaga no sul da China

A China anunciou nesta sexta-feira (26) que a cepa H7N9 da gripe aviária se propagou pela primeira vez para uma província do sul do país, onde um homem de 65 anos se converteu na segunda pessoa a portar o vírus.
 
Esta última vítima é um habitante da província de Fujian, situada frente a Taiwan, a ilha que confirmou um primeiro "caso importado" de gripe aviária H7N9, informaram as autoridades sanitárias provinciais.
 
Um total de 23 pessoas morreu na China depois de terem sido contagiadas pelo vírus H7N9, segundo o mais recente balanço oficial. Foram registradas 120 infecções humanas.
 
O H7N9 é um dos vírus de gripe mais mortíferos, afirmou nesta semana um membro da Organização Mundial da Saúde (OMS), que realiza pesquisas na China sobre esta doença que foi transmitida pela primeira vez ao ser humano há algumas semanas.
 
No momento, não se tem confirmação de uma transmissão do vírus entre humanos, afirmam os investigadores.

Fonte R7

Médicos denunciam preços abusivos de remédios anticâncer

O Gleevec, comercializado desde 2001, custa
atualmente 92.000 dólares ao ano nos Estados
 Unidos contra 29.000 dólares/ano no México e
na Coreia do Sul, e 40.000 dólares anuais na França
De acordo com oncologistas, pacientes gastam cerca de R$ 20 mil por ano
 
Cerca de cem oncologistas de quinze países denunciaram em um artigo os preços abusivos dos medicamentos contra o câncer necessários para preservar a vida dos doentes, particularmente nos Estados Unidos, e fizeram um apelo para que prevaleçam "as implicações morais".
 
Entre os 12 tratamentos contra o câncer aprovados em 2012 pela agência americana que regula alimentos e medicamentos (FDA, na sigla em inglês), 11 custam mais de R$ 200 mil por ano, lamentaram estes médicos, que tiveram seu artigo publicado esta quinta-feira (25) na versão digital da revista americana Blood, publicação da ASH (Sociedade Americana de Hematologia).
 
Segundo estes oncologistas especializados em leucemia, um custo desta magnitude não se justifica moralmente porque os medicamentos, dos quais dependem os doentes para preservar sua vida, não deveriam estar submetidos às leis do mercado.
 
"Quando um produto afeta a vida ou a saúde das pessoas, o preço justo deveria prevalecer por suas implicações morais", escreveram os médicos, dando como exemplo o preço do pão na época da fome, da vacina da poliomielite e de tratamentos de patologias crônicas como diabetes, hipertensão arterial ou tuberculose.
 
No caso da leucemia mieloide crônica, um câncer raro do sangue e da medula óssea, a taxa de sobrevida a cinco anos é de 60% nos Estados Unidos, segundo o Instituto Nacional americano do Câncer. Na Suécia e na França, esse índice chega a 80%.
 
Essa diferença é explicada pela variação do custo de um tratamento comum como o Gleevec, do grupo suíço Novartis, e pelo fato de que uma grande quantidade de americanos não têm cobertura médica.
 
Segundo os autores do artigo, cerca de 10% dos doentes afetados por esta leucemia nos Estados Unidos não tomam os anticancerígenos prescritos, sobretudo devido ao custo elevado.
 
Nos Estados Unidos, os "pacientes podem chegar a pagar, em média, 20% do custo dos remédios do próprio bolso (R$ 40 a 60 mil por ano, o que representa entre um quarto e um terço do orçamento de um lar de classe média), e as doenças médicas e os preços dos medicamentos são as causas mais frequentes de ruínas pessoais".
 
O Gleevec, comercializado desde 2001, custa atualmente 92.000 dólares ao ano nos Estados Unidos contra 29.000 dólares/ano no México e na Coreia do Sul, e 40.000 dólares anuais na França. Por outro lado, o Tasigna, último tratamento da Novartis, chega a custar 115.000 dólares anuais nos Estados Unidos, contra 51.500 dólares/ano na Suécia.
 
Os preços dos medicamentos nos Estados Unidos também contribuem para a crise no sistema de saúde, afirmaram estes médicos. O custo dos tratamentos representou 18% do PIB americano em 2011, enquanto na Europa este segmento se situou entre 6% e 9%.
 
A Novartis, por sua vez, destacou em um comunicado que o Gleevec permite que nove em dez doentes possam continuar levando uma vida normal, enquanto anteriormente a expectativa de vida cinco anos após o diagnóstico desta doença se situava em 30%.
 
O grupo suíço informou também que colabora com os sistemas públicos e privados de assistência de saúde e com as organizações de caridade para reduzir o custo dos medicamentos.
 
"Globalmente, cerca de um terço do Gleevec produzido anualmente pelo laboratório é distribuído de forma gratuita a cerca de 50.000 doentes em mais de 80 países de baixa renda", destacou o Novartis.
 
Fonte R7

FDA prorroga prazo de consulta sobre regras de segurança alimentar

A Administração de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos (FDA) prorrogou até 16 de setembro o prazo de consulta pública sobre sua proposta de novas regras de segurança alimentar para frutas e vegetais. O prazo anterior era 16 de maio.

A FDA anunciou no começo de janeiro a proposta, que tem como objetivo evitar que frutas e vegetais sejam contaminados com bactérias perigosas. As novas regras de segurança seriam aplicadas a todos os aspectos de cultivo, colheita e processamento de alimentos como espinafre, alface e melões.

Ainda de acordo com as regras propostas, animais de criação teriam de ser mantidos afastados das plantações e a água usada para irrigação teria de ser livre de contaminação por bactérias. Segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), cerca de 4,4 milhões de pessoas adoecem todos os anos por causa de frutas, vegetais e castanhas contaminadas.
 
Fonte R7

Terapia com célula-tronco contra esclerose tem sucesso

As conquistas do agrônomo Henrique Dias, de 68 anos, podem servir de esperança para portadores da esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma rara doença neurodegenerativa que atinge um em cada cem mil habitantes.
 
Dias é o primeiro brasileiro a passar por um bem-sucedido tratamento que regrediu a enfermidade, usando células-tronco. A boa notícia, no entanto, deve ser vista com cautela, advertem os especialistas, uma vez que o procedimento ainda é experimental e demanda mais um ou dois anos de pesquisas antes que se comprove a eficácia e sejam cumpridos todos os requisitos para que o método seja autorizado.

"A melhora é lenta, mas o tratamento deu certo. É um negócio muito novo, mas para mim foi ótimo", diz Dias, que em 2006 foi diagnosticado com a síndrome e antes do procedimento não conseguia falar nem se locomover. Os resultados do estudo inédito conduzido pelos hematologistas Adelson Alves e Elíseo Joji Sekiya foram apresentados nesta semana durante o Congresso Internacional de Terapia Celular, realizado na Nova Zelândia.

Dois fatores principais contribuíram para o sucesso da nova técnica. O primeiro deles foi a escolha da matriz no organismo para a retirada celular. Ao invés de usar células hematopoéticas (extraídas da medula óssea), os pesquisadores escolheram as células mesenquimais (presentes no tecido adiposo e no cordão umbilical), que são a aposta para o tratamento de doenças autoimunes como diabetes, mal de Alzheimer e esclerose múltipla.

Assim, fizeram uma minilipoaspiração no abdome do paciente para coletar a gordura e cultivaram as células no laboratório da Cordcell, um centro de pesquisas de terapia celular que também possui banco de armazenamento de células do cordão umbilical. A segunda inovação foi o método de infusão das células-tronco no corpo do paciente. Em vez de injetá-las na veia, optaram pela via raquimedular, por meio do liquor (liquido do cérebro), diretamente no sistema nervoso. Os custos do estudo foram pagos pelo laboratório.

Para iniciar o tratamento, foram necessárias autorizações do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e da Justiça. A permissão ocorreu sob o argumento do "uso compassivo", quando não há tratamento convencional disponível para um paciente em estado terminal e se permite o acesso a remédio ou técnica que esteja em fase ainda experimental. A ELA é uma enfermidade progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração dos neurônios motores, que são as células do sistema nervoso central controladoras dos movimentos voluntários dos músculos.

"Na época do diagnóstico foi um choque porque disseram que ele teria um ano de vida. Quando surgiu a chance de fazer o tratamento, ninguém teve dúvidas", disse um dos três filhos do agrônomo, o administrador Renato de Souza Dias. "Meu pai sempre se colocou à disposição, mesmo sabendo que era experimental e sem garantia de resultados."

A primeira infusão foi feita em janeirode 2012. Nos seis meses seguintes, a equipe avaliou a segurança do procedimento, monitorando se o paciente apresentava alguma reação ou efeito colateral indesejado. Passado esse período, foram realizadas outras duas infusões, num intervalo de 30 dias.

Pouco tempo depois do início do procedimento brasileiro, pesquisadores norte-americanos conseguiram aprovação da Food and Drug Administration (FDA, a agência reguladora de fármacos nos Estados Unidos), para selecionar 25 pacientes para iniciar os estudos da técnica na Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota. Agora, os cientistas do Brasil e dos EUA estão em contato para compartilhar as experiências adquiridas.

Atualmente, Dias conversa, caminha com ajuda, atende o celular e consegue segurar pequenos objetos. "O principal resultado é que ele parou de piorar", diz o filho. Os resultados foram tão animadores que o hematologista deve pedir nova autorização ao Conep para realizar o procedimento em outros dez pacientes. "Houve melhoria significativa em relação ao quadro que ele estava, e isso foi muito animador para nós pesquisadores", disse Alves. "Esse foi um caso excepcional, mas existe essa luz no fim do túnel. É um indício de que estamos no caminho certo."

Fonte Estadão

Duas xícaras de café por dia reduz pela metade risco de câncer de mama reaparecer, segundo pesquisa

Xícara de café ajuda a prevenir o câncer de mama, diz pesquisa
Cafeína combinada com medicação colabora na prevenção da doença, segundo especialistas
 
Beber duas xícaras de café por dia reduz pela metade o risco do câncer de mama voltar em pacientes que já tiveram a doença, de acordo com um novo estudo da Universidade de Lund, na Suécia. A informação foi publicada no Daily Mail nesta sexta-feira (26).
 
De acordo com a publicação, o café aumenta o efeito do remédio tamoxifeno, usado no tratamento da doença.
 
Para chegar a esta conclusão, os especialistas observaram o desenvolvimento do câncer de mama em 600 pacientes da região sul da Suécia durante durante um período de cinco anos. Cerca de 300 mulheres tomaram esta droga, que é prescrita em casos pós cirúrgicos.
 
Maria Simonsson, estudante de doutorado em oncologia na Universidade de Lund, disse que o índice de volta da doença entre os pacientes que tomaram a pílula junto com duas ou mais xícaras de café por dia foi menor.
 
Pesquisadores da mesma universidade já haviam ligado o consumo de café a um menor risco de desenvolver certos tipos de câncer de mama. Segundo eles, a cafeína tem demonstrado que ajuda a impedir o crescimento de células cancerosas.
 
Segundo a equipe, este estudo envolvendo o papel do café na prevenção e tratamento do câncer sublinha a necessidade de mais pesquisas, de acordo com a equipe.
 
Fonte R7

Câncer surge como um grande problema da A.Latina, alertam especialistas

A América Latina, que focou durante décadas em combater doenças infecciosas como dengue, malária e aids, enfrenta um "tsunami" de câncer, no qual os Governos não prestaram atenção suficiente, alertou nesta sexta-feira Paul Goss, coordenador do relatório mais completo sobre o tema.   
 
O estudo considera que em 2009 houve cerca de 963 mil casos de câncer na região, sem incluir o Caribe, um número que subirá de forma exponencial em todos os países até 2020, incluindo altas de perto de 50% em Belize, Costa Rica e Colômbia.
 
Esse aumento vem junto com o envelhecimento da população na região, mas pode ser combatido com "medidas simples" como ações contra o consumo de tabaco, contra a obesidade e também com a vacinação para vírus que causam certos cânceres, disse à Agência Efe Goss, professor da Universidade de Harvard (EUA).
 
Goss se queixou de que os Governos não trataram o tema "como prioridade em sua agenda de saúde". Segundo o estudo, publicado na revista especializada "The Lancet", em 2030 os médicos diagnosticarão 1,7 milhão de casos na América Latina e haverá mais de um milhão de mortes anuais por esta causa.
 
O estudo, apresentado hoje em São Paulo, é o mais amplo sobre o assunto elaborado até agora, segundo seus responsáveis, que coordenaram uma equipe de 72 pessoas na América Latina, Estados Unidos e Reino Unido durante um ano. Um de seus desafios foi a escassez de dados, que revela em si mesmo a pouca atenção que os Governos latino-americanos deram ao tema, como mostra o relatório. Na região há somente registros detalhados sobre 6% dos pacientes de câncer, contra 95% nos EUA, explicou à Efe Brittany Lee, do Hospital Geral de Massachusetts.
 
O câncer é a maior causa de morte nos países desenvolvidos e entre 10 e 15 anos também o será na América Latina, segundo Carlos Barrios, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, integrante da equipe. O relatório é uma tentativa de chamar a atenção da sociedade para que sejam tomadas medidas preventivas de forma imediata, assinalaram.
 
A incidência do câncer na América Latina é de 163 casos por cada 100 mil habitantes, muito menor que nos EUA (300 por 100 mil) e Europa (264 por 100 mil), mas o número de mortes (13 por cada 22 casos) é quase o dobro dos EUA (13 por cada 37). De acordo com o estudo, isto se explica por um diagnóstico do câncer mais tardio, em etapas já avançadas, quando a cura é mais difícil. "Em parte é um problema de informação, já que em algumas áreas mulheres que sentem um volume em seu seio não vão ao médico, porque pode ser que não saibam que têm câncer de mama ou porque simplesmente assumem que não se pode fazer nada para curá-lo", explicou Brittany.
 
Outro impedimento é o acesso ao sistema de saúde, pois mais da metade (320 milhões) dos 590 milhões de habitantes da América Latina não tem cobertura médica, segundo o relatório. Os autores pediram aos Governos que invistam mais dinheiro em saúde, embora tenham enfatizado que se pode fazer muito com medidas de baixo custo. Por exemplo, poderia se reduzir em 30% os casos de câncer com a eliminação do tabagismo e outros 20% com a vacinação, disse Barrios.
 
O tema deveria preocupar não só os ministros de saúde, mas também os de economia. David Collingridge, editor de "The Lancet Oncology", disse à Efe que o câncer limita o Produto Interno Bruto (PIB) ao reduzir a produtividade e levar trabalhadores a se retirar do mercado. Goss alertou especialmente sobre o impacto da morte por câncer de uma mãe jovem, "o que frequentemente dizima a família".
 
Na América Latina a despesa média por cada paciente que recebe um diagnóstico de câncer é de somente cerca de US$ 8 por ano, frente a US$ 460 dos EUA, de acordo com o relatório. Mesmo assim, gera custos anuais de US$ 4 bilhões, incluindo tratamentos, remédios e a perda de vidas de forma prematura, assinala o estudo.
 
Seus autores acreditam que esse número vai aumentar, especialmente se os Governos não lidarem com o problema, considerado por eles como "uma epidemia em desenvolvimento".
 
Fonte R7

ConAgra faz recall de pipoca nos EUA por risco de alergia

A fabricante norte-americana de alimentos ConAgra anunciou nesta sexta-feira, 26, que está retirando das prateleiras a pipoca pronta Orville Redenbacher, sabor Classic Kettle Korn, por causa da possível presença de leite, um alérgeno não declarado na embalagem.
 
Algumas embalagens de Classic Kettle Korn podem ter sido preenchidas inadvertidamente com pipoca sabor cheddar branco, que contém leite.

Pessoas que têm alergia ou são extremamente sensíveis a leite correm o risco de uma reação alérgica grave se consumirem esse produto.
 
Segundo a ConAgra, não houve até agora relatos de reações alérgicas causadas pelo produto. As informações são da Dow Jones.
 
Fonte Agência Estado

Justiça dos EUA aciona Novartis por subornar médicos

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou nesta sexta-feira a companhia farmacêutica Novartis de pagar subornos a médicos para que prescrevam seus medicamentos em detrimento de remédios da concorrência.
 
Nesta que é a segunda ação judicial no país contra a empresa suíça esta semana, o Departamento de Justiça indicou que a Novartis Pharmaceuticals aumentou as vendas de seus caros medicamentos de marca, dando incentivos aos médicos, que acabaram sendo pagos com recursos de programas de saúde pública.
 
A ação, apresentada no Tribunal Federal do Distrito de Nova York, alegou que, para promover medicamentos da Novartis como Lotrel e Valturna, prescritos para tratar a hipertensão, e o Starlix, receitado para diabéticos, a empresa pagou a médicos para dar conferências no que denominavam de "ocasiões sociais" e organizou jantares sofisticados para os médicos.
 
Estas ações "eram, na verdade, subornos aos conferencistas e participantes com a finalidade de induzi-los a receitar medicamentos da Novartis", afirmou o Departamento de Justiça.
 
"Os analistas da Novartis concluíram que estes programas eram muito rentáveis em termos de receitas suplementares geradas por seus medicamentos", destacou o departamento de Justiça.
 
Em consequência, o laboratório suíço dedicou 65 milhões de dólares entre janeiro de 2002 e novembro de 2011 para promover 38 mil programas de 'conferências' ligados aos medicamentos Lotrel, Valturna e Starlix.
 
"Os pacientes merecem cuidados baseados em um julgamento médico saudável, e não no interesse financeiro dos médicos", disse Stuart Delery, um dos promotores encarregados do caso.
 
Os pagamentos violaram o Estatuto Anti-suborno dos Estados Unidos e levaram o governo a pagar por "falsas demandas" por produtos farmacêuticos da Novartis através de seus programas de saúde.
 
Os programas federais de cobertura médica Medicare e Medicaid, destinados a pessoas de poucos recursos, "gastaram milhões de dólares em encomendas derivadas da corrupção", afirmou Delery.
 
Na terça-feira, o governo americano acionou a Novartis por pagar subornos a pelo menos vinte farmácias para que recomendassem o uso de seu medicamento Myfortic no lugar de outros remédios genéricos mais baratos usados para tratar pacientes transplantados, em troca de lucros sobre as vendas.

Fonte R7

Prefeitura de São Vicente confirma primeira morte por gripe A no município

São Paulo – O município de São Vicente, no litoral paulista, registrou a primeira morte por influenza A (H1N1) – gripe suína. A vítima é uma criança de 1 ano de idade que estava internada em um hospital na cidade de Santos, segundo boletim divulgado ontem (26) pela prefeitura de São Vicente. É o quinto caso de morte por influenza A no estado de São Paulo.
 
No entanto, como depende de notificações encaminhadas pelas secretarias municipais de Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde só confirma, até o momento, três mortes registradas até o dia 18 de abril. Segundo a secretaria, as mortes ocorreram nas cidades de São José do Rio Preto, Catanduva e na capital paulista.
 
A quarta morte, ainda não computada pela Secretaria de Estado da Saúde, foi registrada no Guarujá. Uma grávida, de 19 anos, moradora da cidade, morreu ontem (26) no Hospital Ana Costa, em Santos. Ela estava internada desde o dia 15 de abril. Na última segunda-feira (22), os médicos fizeram uma cesária de emergência. O bebê, de 7 meses, está na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal e o quadro de saúde é estável, segundo informou o hospital por meio de sua assessoria de imprensa. A prefeitura do Guarujá informou que este foi o único caso registrado de H1N1 no município.
 
A Secretaria de Estado da Saúde informou à Agência Brasil que o vírus influenza H1N1 já é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como gripe comum e que, portanto, somente recebe notificações de casos graves, caracterizados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). De acordo com o órgão, foram registrados 18 casos de SRGA para gripe influenza A (H1N1) e 18 para influenza sazonal (A ou B).
 
Para evitar a infecção por influenza A (H1N1), a prefeitura de São Vicente alertou a população para sempre higienizar as mãos com bastante água e sabão, principalmente após tossir ou espirrar, após usar o banheiro e antes das refeições. A outra dica é também proteger a boca ou o nariz com lenços ao espirrar.
 
Fonte Agência Brasil

Into inaugura centro especializado em trauma ortopédico

Rio de Janeiro - O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) inaugurou ontem (26) o Centro de Trauma Referenciado, que vai oferecer serviço especializado a adultos e idosos que necessitam de cirurgias ortopédicas complexas. Com o centro, o número de cirurgias de alta complexidade deve quase dobrar – passando dos 1.100 procedimentos feitos no ano passado, para cerca de 2 mil este ano.
 
O centro também servirá como suporte para demais unidades que também fazem este tipo de cirurgia, como os hospitais municipais Miguel Couto e Souza Aguiar, localizados no Rio de Janeiro, e da Posse, em Nova Iguaçu, que atende a Baixada Fluminense.
 
Na avaliação do secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda, o centro vai ampliar o acesso das pessoas do interior aos serviços especializados, desafogando as filas de espera. “O Into já tinha uma estrutura que é do conhecimento de todos pela sua amplitude e eficiência. Agora, com essas novas instalações, e em articulação com o governo do estado e as prefeituras, trará pacientes do interior, já devidamente referenciados, de forma a proporcionar a redução das filas nas ortopedias – que é hoje o principal problema do SUS [Sistema Único de Saúde], em decorrência do envelhecimento da população, das quedas de motocicletas e traumas do dia a dia”.
 
O diretor-geral do Into, Marcos Musafir, explicou que o paciente irá para o centro após receber o primeiro atendimento no hospital. O profissional de saúde terá acesso ao protocolo clínico. Assim, irá identificar os pacientes com maior complexidade ortopédica.
 
Desde janeiro, foram feitas 700 cirurgias de trauma no Into. A maioria das vítimas sofreu acidentes de trânsito com fratura, politraumatismo, além de idosos que sofreram quedas. Com o centro, a previsão é que o instituto faça aproximadamente 2 mil cirurgias por ano.
 
De acordo com o coordenador do centro, o ortopedista Leonardo Rocha, a rede vai permitir ao paciente ser atendido precocemente, evitando sequelas decorrentes de lesões mais graves. O centro tem, atualmente, 68 leitos e 147 profissionais.
 
Fonte Agência Brasil