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sábado, 19 de abril de 2014

Três receitas naturais contra herpes

O herpes é uma afecção da pele que se caracteriza por um leve ardor ou formigamento seguido por vermelhidão e edema, sintomas que duram cerca de três dias

Em casos mais graves, pode haver febre e dor de cabeça.

Após esta fase, nota-se o aparecimento de pequenas bolhas, na pele ou mucosas.

Depois, as bolhas se rompem liberando um líquido que contém novos vírus. Esta é a fase mais contagiosa.
 
Por fim, as bolhas secam e formam crostas que se soltam e se cicatrizam.
 
O contágio da doença se dá, principalmente, através do contato físico (beijo e relação sexual).
 
O vírus do herpes passa, então, por um período de latência até o aparecimento de uma nova crise.
 
Há pessoas que têm quatro ou cinco crises anuais; outras apresentam crises frequentemente.
 
As formas mais comuns da doença são o herpes labial (foto) e o genital.
 
Existe outro tipo de herpes, conhecido popularmente de cobreiro, provocado por um vírus chamado varicela zoster. Este tipo de herpes é caracterizado por dor muito intensa.
 
Quais as causas da reativação do vírus?
A principal delas é a queda da imunidade, normalmente causada por estresse.
 
É por isso que é muito importante manter o corpo e a mente em equilíbrio, com boa alimentação, exercícios físicos e atitude positiva diante dos problemas da vida.
 
Existem três ótimos remédios naturais para proteger o corpo contra o herpes.
 
Um deles é a equinácea
Ela, porém, deve ser usada como preventivo, antes das crises.
 
Use a tintura da equinácea, que pode ser encontrada em farmácias naturais ou de manipulação.*
 
Outro é o chá de calêndula
Você ferve a água (150 mL) e acrescenta, quando levantar fervura, 2 colheres (chá) de calêndula.
 
Desligue o fogo e tampe a panela.
 
Espere o chá ficar morno, coe e molhe uma gaze ou pedaço de algodão nele e aplique sob a ferida do herpes, deixando atuar por dez minutos.
 
Aplique três vezes ao dia.
 
O terceiro remédio natural para o herpes é o chá das folhas de cajazeira
A cajazeira (Spondias mombin) é uma árvore muito comum no Nordeste do Brasil.
 
Seu fruto - o cajá - é muito apreciado e fica melhor ainda na forma de suco, picolé e sorvete.
 
Em 1991, pesquisadores da Universidade de Antuérpia, na Bélgica, isolaram das folhas e talos da cajazeira substâncias com forte ação contra os vírus do herpes.
 
Mais recentemente, os mesmos pesquisadores Belgas isolaram também das folhas e talos da mesma planta ésteres cafeicos, entre os quais se destacam o éster cafêico do ácido alohidróxicítrico e o éster butirico do ácido clorogênico. Ambos demonstraram atividade contra o herpes.
 
Aqui no Brasil, pesquisadores da Universidade Federal do Ceará estão desenvolvendo um fitoterápico à base de um extrato alcoólico obtido das folhas da cajazeira que vem sendo usado devido às suas propriedades antiviróticas, apresentando resultados muito significativos no combate ao vírus do herpes tipo I e II.
 
Para preparar o chá de cajazeira, ferva um copo d'água por cinco minutos. Quando levantar fervura, acrescente 2 colheres de chá de folhas da cajazeira.
 
Tampe a panela.
 
Coe e aplique sobre a ferida do herpes quatro vezes por dia.
 
Faça o tratamento durante o tempo necessário para a cura. * A tintura de equinácea pode ser comprada pela internet: http://www.oficinadeervas.com.br/detalhe.php? id_produto=43

A cura pela natureza

Chocolate traz benefícios, mas exagero pode provocar diarreia, enxaqueca e alergia

Thinkstock
Chocolate melhora a disposição, o humor e o bem-estar
Especialistas explicam como comer o alimento da maneira correta para não engordar 
 
A Páscoa está se aproximando e, nesta época do ano, você há de concordar que é quase impossível resistir aos ovos. São tantos recheios, texturas, sabores, cores, formatos e tamanhos que fica difícil abrir mão desta iguaria em prol da saúde ou da dieta. A boa notícia é que o consumo está liberado e, com cautela, pode até trazer benefícios ao seu organismo, avisa a nutricionista Kátia Terumi Martinez Rodrigues Ushiama, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.
 
— O cacau contido no chocolate é uma fonte de flavonoides, substâncias antioxidantes que auxiliam na eliminação de radicais livres e conseguem inibir o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos, colaborando para a proteção cardiovascular.
 
A nutricionista Vanderli Marchiori acrescenta que “os flavonoides também melhoram o colesterol bom (HDL) e reduzem o colesterol ruim (LDL)”. Além disso, outras substâncias presentes no cacau auxiliam na diminuição dos níveis de glicose do sangue, aumentam a fixação de informações do cérebro e melhoram a disposição, o humor e o bem-estar.
 
Provavelmente, você está com um enorme sorriso estampado no rosto e já escolhendo o ovo que vai atacar em alguns segundos. Calma! Nem todos os tipos de chocolate oferecem estes benefícios, alerta o nutrólogo Abib Maldaun Neto.
 
— Quanto mais amargo for o chocolate, melhor para a saúde, já que ele vai ter mais cacau e menos açúcar em sua composição.
 
Como o cacau é o ingrediente “de ouro” que traz os inúmeros benefícios à saúde e ao humor, não é de se espantar que o amargo e o meio amargo sejam as melhores opções. Neto orienta comer apenas um quadradinho de chocolate ao leite por dia, enquanto a quantidade de amargo aumenta para quatro.
 
De acordo com Kátia, os chocolates ao leite e branco contêm mais açúcar e gordura e, além de engordar, podem elevar a glicemia e o colesterol do organismo.
 
— Portanto, estas opções deixam de ter atividade cardioprotetora ou qualquer propriedade nutricional benéfica.
 
A ingestão exagerada do chocolate ao leite ultrapassa os prejuízos na balança. Segundo Vanderli, as mordidas e beliscadas a mais pode desencadear dor de barriga, diarreia, enxaqueca, descontrole glicêmico em portadores de diabetes e até processos alérgicos.
 
Chocolate na infância
No caso de crianças, como o gasto calórico é maior que o do adulto, o consumo de chocolate também pode ser mais flexível. Como a garotada nunca ganha apenas um ovo e costuma querer acabar com tudo de uma única vez, a dica do nutrólogo é oferecer o doce sempre após as refeições.
 
— Assim, a criança está com o estômago cheio e acaba consumindo uma quantidade menor de chocolate.
 
Outro conselho do médico é oferecer a versão meio amargo para que os pequenos se familiarizarem com o sabor.
 
— Paladar você pode ensinar desde criança. Os pais podem começar oferecendo chocolate 40% de cacau, depois 50%, até chegar aos 70%.
 
Para driblar os exageros, a nutricionista Maria Luiza Blanques Petty de Siqueira, do Departamento de Nutrição da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo), diz que é fundamental estabelecer limites para o consumo diário de chocolate da garotada.
 
— Um pedaço de mais ou menos 20 g de ovo de Páscoa não recheado pode ser uma quantidade adequada por dia.
 
R7

Moringa: chá natural promete melhorar a vida sexual dos casais

Chá de Moringa
Chá de moringa promete melhorar a vida sexual dos casais
Se você pretende melhorar sua saúde sexual terá agora um novo aliado. Trata-se de um chá de moringa, o qual promete trabalhar como um afrodisíaco na vida amorosa
 
Moringa, conhecida como “árvore milagrosa”, é conhecido por aumentar os níveis de energia e estimular o sistema imunológico. Nativo da região norte da África, Himalaia e noroeste da Índia, a planta tem sido usada para aumentar o desejo sexual e tratar distúrbios do gênero em homens.
 
Um estudo recente do Jornal Internacional de Farmácia e Ciências Farmacêuticas, descobriu que a erva natural melhora o comportamento sexual em ratos. Ela também é conhecida por conter compostos químicos chamados saponinas, os quais apoiam a libido e os níveis do hormônio testosterona.
 
A moringa tem sete vezes mais vitamina C que as laranjas, se comparado grama por grama. Além disso, ela tem quatro vezes mais cálcio que o leite, quatro vezes mais vitamina A que as cenouras, três vezes mais potássio que as bananas e três vezes mais ferro que o espinafre. As pequenas folhas são ricas também em proteínas, com o dobro da quantidade encontrada no iogurte.
 
A planta pode ser ingerida como chá ou em comprimido. Ela também ajuda o corpo a se recuperar após exercícios físicos, e é rica em reatina, hormônio vegetal que tem efeito antienvelhecimento.

Gadoo

Respirar pela boca pode prejudicar sua saúde

Além de incomodar as pessoas que estão próximas a você, respirar pela boca pode causar problemas de saúde
 
Qualquer um que já passou algum tempo tendo que respirar pela boca, por causa de uma gripe, por exemplo, sabe que isso pode causar dificuldade para dormir, mau hálito e boca seca. Mas esses são problemas menores. Se você pegou uma gripe e seu nariz está trancado “momentaneamente”, não se preocupe – os problemas sérios começam só quando você passa a respirar pela boca de forma crônica (pessoas que têm rinite e alergias, por exemplo).
 
Quando você respira pela boca, você pode irritar ainda mais estruturas respiratórias que já estariam com problemas, como as amídalas e a adenóide, podendo aumentar seu problema. Quando respiramos normalmente, o ar entra pelo nosso nariz, passa pela membrana mucosa e em outras estruturas, produzindo óxido nítrico, necessário para o bom funcionamento do coração e de vasos sanguíneos, por exemplo.
 
Basicamente, quando você não respira pelo nariz, seu sangue não está “funcionando” a 100% da capacidade.
 
E, segundo alguns cientistas, quando crianças respiram muito frequentemente pela boca, elas não só podem apresentar problemas na escola (como não dormem bem, ficam mais irritadas e com dificuldade de concentração), como o formato de seu rosto pode ser alterado de forma não-natural.
 
Essas crianças desenvolvem o que os especialistas chamam de “síndrome do rosto comprido” – elas ficam com rostos longos, estreitos e, normalmente, não ficam bonitas, já que sua aparência não é natural. Grande parte das pessoas acha que isso acontece por causa da genética, mas é porque as crianças respiram pela boca.
 
Se o problema foi descoberto cedo, no entanto, essa mudança pode ser impedida. Os pais devem levar a criança para um ortodontista, que irá criar um plano de tratamento correto, impedindo que a face se modifique e facilitando até a respiração.
 
Hypescience

A serpente-cirurgiã entra pela tua boca e vai até onde algo está errado

Cirurgia sempre foi sinônimo de cicatrizes. Não tem outro jeito; com a tecnologia atual, as operações exigem incisões, cortes invasivos que deixam marcas permanentes
 
O novo Flex System da Medrobotics quer mudar isso. O sistema, que tem a forma nada agradável de uma cobra, poderia reduzir o derramamento de sangue e acelerar a cicatrização em cirurgias, realizando procedimentos através de uma conveniente (porém inquietante) alternativa: um orifício natural, como a boca.
 
Durante o procedimento, o cirurgião fica próximo do paciente e em frente a um console de vídeo, alternando entre dirigir o robô com um joystick e manualmente operar os instrumentos através de sua ponta.
 
Como o robô é uma serpente, é capaz de se curvar e rastejar ao redor de tecidos e órgãos, tornando-se mais versátil do que uma laparoscopia, que muitas vezes requer múltiplas punções para inserir uma câmera e ferramentas.
 
Como funciona
Um cirurgião gerencia o Flex System no corpo do paciente com um controlador tátil, usando diferentes graus de resistência. A “serpente-cirurgiã”, capaz de seguir curvas anatômicas de quase 180 graus, possui uma câmera de vídeo de alta definição rodeada por seis LEDs na ponta da cabeça. O que a cobra vê, o médico também vê. Em cada extremidade da serpente, ferramentas para a agarrar e cortar o tecido podem ser inseridas.
 
Esse é o primeiro aparelho de endoscopia cirúrgica com habilidades que lhe permitem chegar a lugares que outros instrumentos retos simplesmente não conseguem. O sistema permite aos médicos operar através de caminhos tortuosos não lineares, por um acesso único no corpo.
 
A tecnologia por trás do Flex System foi desenvolvida originalmente na Universidade Carnegie Mellon (EUA) e avançado depois pela Farm, uma empresa de desenvolvimento de dispositivos médicos.
 
A cobra robótica já recebeu aprovação e está disponibilizada para cirurgiões europeus. A empresa responsável pelo sistema também já pediu aprovação para utilizar o robô em procedimentos de cabeça e pescoço nos EUA, tais como a remoção de tumores de garganta. Pelo que tudo indica, a serpente-cirurgiã pode em breve revolucionar a medicina.
 
Hypescience

Estudo dá esperança à prevenção de câncer de ovário

Reprodução
Uma camada de células no ovário, chamada epitélio cúbico simples, encontrado na superfície do ovário, é possivelmente um terreno fértil para o câncer de ovário em mulheres
 
Um estudo da Universidade do Oregon (EUA) descobriu que retirar essa camada de células do ovário de macacos não afeta a função dos órgãos, o que traz esperanças para o tratamento da doença.
 
Apesar de mais pesquisas serem necessárias, as conclusões atuais são promissoras para mulheres com alto risco de câncer de ovário que querem preservar sua capacidade de ter filhos, e que não pretendem remover o órgão como medida preventiva.
 
Mulheres com alto risco são aquelas com a mutação do gene BRCA, um conhecido fator de risco para câncer de mama e de ovário, ou aquelas com histórico familiar de câncer. A ideia é que, no futuro, as mulheres sejam capazes de ter o epitélio superficial do ovário removido para diminuir, embora provavelmente não eliminar, o risco da doença.
 
Problemas
No entanto, a implicação depende em grande parte do pressuposto de que o câncer se origina nessa camada do ovário, uma difundida crença ainda não comprovada.
 
Por enquanto, esses dados suportam mais estudos usando o macaco como modelo para testar hipóteses de desenvolvimento do câncer ovariano, o que poderia acrescentar conhecimento sobre a biologia do tumor em humanos.
 
O epitélio da superfície do ovário não parece ter função em seres humanos, mas em outros animais ajuda a proteger os ovários de cicatrizes durante a ovulação.
 
70% dos cânceres de ovário se originam nessa camada, mas nunca houve uma lesão precursora (um sinal de início de câncer) identificada no ovário, ou seja, nunca foi provado cientificamente que este é o lugar onde começa o câncer, embora esta seja a teoria mais aceita.
 
No entanto, lesões precursoras foram encontradas na fímbria (projeções semelhantes a dedos) da trompa de falópio, onde os óvulos caminham dos ovários para o útero. Uma teoria emergente é que a fímbria, que toca os ovários, é onde se origina o câncer.
 
No estudo, os pesquisadores removeram a camada de células com uma cirurgia minimamente invasiva. A remoção do epitélio de superfície de ovário nos macacos não afetou os padrões cíclicos normais, a produção de óvulos ou a produção de estrogênio e progesterona nos animais.
 
Para o novo estudo se aplicar aos seres humanos, deve-se provar que o câncer de ovário se origina nas células que compõem o epitélio de superfície do ovário (e não apenas é descoberto lá).
 
O câncer de ovário é a quinta maior causa de morte por câncer em mulheres. Quando detectado precocemente, a taxa de sobrevivência é elevada. Porém, os sintomas muitas vezes são vagos, tornando-se difícil sua descoberta antes de um estágio mais avançado.
 
As mulheres com risco elevado são aconselhadas a se submeter a uma ovariectomia (cirurgia de remoção dos ovários) bem como das trompas de falópio. É uma decisão muito difícil, mas, com a cirurgia, o risco de câncer cai 96%.
 
Como a preservação da fertilidade é o objetivo final da pesquisa atual, os cientistas planejam acompanhar os macacos sem o endotélio de superfície ovariano para ver se eles são capazes de ter filhos.
 

Como descobrir quais alimentos estão te fazendo mal?

Reprodução
Embora as alergias alimentares sejam relativamente raras (afetam cerca de 5% da população mundial), as intolerâncias alimentares são bastante comuns
 
Não é difícil conhecer um parente ou amigo que possua restrições na dieta por causa dessas intolerâncias, que se manifestam via de regra com sintomas como prisão de ventre, dificuldade em engolir, azia, inchaço e dores de cabeça. Mas como você faz para descobrir quais alimentos podem afetar você?
 
Para muitos problemas alérgicos e intolerância alimentar, a médica Amy Shah, especialista em Medicina Interna, Alergia e Imunologia, sugere a seus pacientes que cumpram uma dieta de restrição alimentar que varia de uma semana a um mês. “Depois de seguir este plano, muitos deles apresentam perda de peso, menos sintomas indesejados de menopausa ou TPM, diminuição do refluxo ácido, mais energia, sono de melhor qualidade, uma coloração mais viva da pele, entre muitos outros efeitos. Até eu fiquei surpresa no início”, diz.
 
Shah relata que, depois de observar muitos de seus pacientes terem estes efeitos colaterais positivos, a própria médica resolveu experimentar a dieta. Um mês depois, ela afirma ter chegado à conclusão de que o melhor para ela seria “parar de comer alguns destes alimentos de uma vez por todas”. Ou seja, mesmo que seu organismo nunca tiver manifestado claramente que não consegue lidar muito bem com alguns alimentos, quando essas comidas desapareceram da dieta, seu corpo agradece.
 
A médica ressalta, no entanto, que as alergias e as intolerâncias alimentares são duas situações bem distintas. A alergia alimentar é uma reação imunológica imediata, geralmente resultando em aperto na garganta, urticária e até anafilaxia. Mesmo uma quantidade microscópica de algum ingrediente em particular pode provocar uma reação séria, com risco de vida para a pessoa. Se você acha que tem uma alergia alimentar, Shah sugere que você consulte um médico imediatamente e não tente se autodiagnosticar devido à potencial gravidade do caso.
 
A intolerância alimentar, por outro lado, é geralmente uma reação retardada que pode causar problemas intestinais ou outros sintomas. Esta é uma área em que muita pesquisa está sendo conduzida sobre o sistema imunológico e outros mecanismos. Pesquisadores têm encontrado cada vez mais doenças que são afetadas pelos alimentos que comemos. Ou seja, estas intolerâncias alimentares podem causar todos os tipos de sintomas que vão desde dores de cabeça a inchaço abdominal.
 
Para descobrir a quais alimentos você pode ser intolerante, a médica Amy Shah desenvolveu um plano de eliminação de alimentos constituído de oito etapas que você pode fazer sozinho. De acordo com ela, o padrão utilizado neste experimento é muito confiável e os resultados obtidos são melhores do que com exames de sangue (cuja utilização para intolerâncias alimentares é controversa e não é aprovada pelos órgãos competentes):
 
1. Tente ficar longe de laticínios, trigo, soja e ovos durante de duas a três semanas. Isto inclui iogurte, queijo, soro de leite e alimentos processados que utilizam o ovo como um de seus ingredientes.
 
2. Adicione novamente à sua dieta um item acima de cada vez, com um espaço de tempo de três dias entre eles.
 
3. Em seguida, pare de comer amendoim, mariscos e milho também por duas ou três semanas. Lembre-se de ler os rótulos dos produtos que você costuma consumir e perguntar os ingredientes dos pratos nos restaurantes.
 
4. Inclua-os de volta um de cada vez com o mesmo intervalo de três dias.
 
5. Remova de seu cardápio os frutos secos (como amêndoas, nozes, castanha de caju e do Pará etc) e todos os peixes por duas ou três semanas.
 
6. Readicione os alimentos um a um com um espaço de tempo de três dias entre eles.
 
7. Elimine todos os alimentos ou bebidas que contenham conservantes como o glutamato monossódico, açúcares artificiais e corantes artificiais durante uma semana. Esta é provavelmente a parte mais difícil do programa, porque este grupo inclui refrigerantes, a maioria das bebidas alcoólicas e lanches, mas é só por uma semana!
 
8. Volta a consumir (se quiser) os alimentos acima, ainda com a separação de três dias entre eles.
 
As recomendações são de que você remova permanentemente os alimentos que causem sintomas como inchaço, dor nas articulações, confusão mental ou constipação intestinal. A teoria que existe por trás desse programa de alimentação é de que certos alimentos podem causar inflamação no intestino, nas articulações ou estômago. Ao adicionar um alimento de volta, caso você note que estes sintomas estão de volta, você terá identificado um ingrediente que não deve mais fazer parte da sua dieta.
 
Normalmente, leva-se pelo menos duas semanas para se notar qualquer diferença em relação a estes sintomas. Shah lembra que quanto maior for o período “de duas a três semanas”, melhores serão os resultados. “Se, depois do teste, você acha que pode ter uma alergia fatal ou se ainda estiver confuso, visite um alergista imediatamente. Mas se você for capaz de identificar os alimentos que lhe causam problemas desconfortáveis e simplesmente parar de ingeri-los, o seu corpo vai te agradecer prontamente”, explica a médica.
 
Hypescience

Novo tratamento para hepatite C curou 96% dos pacientes

Um novo medicamento para a hepatite C pode curar mais de 90% dos pacientes infectados com o vírus
 
A enorme descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Texas (EUA), que testaram um remédio oral em 380 pacientes na Espanha, Alemanha, Inglaterra e nos EUA no ano passado.
 
Dois estudos foram realizados, um de 12 semanas e um de 24 semanas. Após 12 semanas, 191 de 208 pacientes já não tinham mais hepatite C, e este número aumentou para 165 de 172 pacientes, ou 96%, depois de 24 semanas.
 
Todos os pacientes tinham hepatite C com genótipo 1, que é o tipo mais difícil de tratar, além de cirrose hepática, o que indica que o vírus estava avançado.
 
A droga funciona alvejando a proteína que faz com que a hepatite C pare de se replicar.
 
“Eventualmente, o vírus se extingue”, disse o pesquisador Dr. Fred Poordad.
 
Os únicos efeitos colaterais foram fadiga, dores de cabeça e náuseas.
 
Grande avanço
A hepatite C é um vírus que pode infectar e causar danos ao fígado. Transmitido pelo sangue ou por fluidos corporais de uma pessoa infectada, é comumente transferido através de agulhas de tatuagem ou entre pessoas que usam drogas compartilhando agulhas.
 
De 1999 a 2010, foram notificados 307.446 casos de hepatites virais no Brasil, incluindo os cinco tipos da doença. 69.952 casos eram de hepatite C, de acordo com o Ministério da Saúde brasileiro. Do total de casos de hepatite C registrados, 90% foram na região Sudeste e Sul. Este também foi o tipo com mais óbitos – 14.873.
 
O tratamento atual para a hepatite C pode incluir injeções por um ano, e envolve efeitos colaterais como depressão, cansaço e sensação de mal estar. Também não é seguro para muitas pessoas com cirrose.
 
Gkikas Magiorkinis, médico consultor em virologia médica da Universidade de Oxford, no Reino Unido, disse que o novo tratamento, que incluiu até pacientes com cirrose, foi um “grande avanço”.
 
No entanto, o estudo ainda não mostrou se a probabilidade de câncer de fígado cai a longo prazo, se a cirrose é revertida ou se a progressão para insuficiência hepática total é retardada. Só sabemos que o vírus foi embora de vez, o que já é uma excelente notícia.

 Charles Gore, do Hepatitis C Trust, disse: “Este é um ponto de viragem. Eu acho que é incrivelmente emocionante termos a oportunidade de eliminar o vírus no Reino Unido, mesmo sem uma vacina”.
 
Gore disse ainda que, apesar de o estudo envolver apenas o genótipo 1, tratamentos para os genótipos 2 e 3 estão “a caminho” também.

 A nova terapia poderia chegar ao Reino Unido ainda este ano. No Brasil, provavelmente teremos que aguardar mais pela novidade.

Hypescience

Sete truques para você controlar o enjoo ao viajar

Acabe com o mal estar ao andar de carro, tomar ônibus ou pegar o metrô
 
Andar de carro, tomar um ônibus ou pegar o metrô são atividades que fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas. Mas, para algumas delas, colocar o pé em qualquer um desses meios de transporte dá início a um turbilhão de sensações que causam, sobretudo, enjoo. "O fenômeno, conhecido como cinetose, nada mais é do que a sensibilidade do organismo ao movimento passivo, ou seja, quando o corpo está parado, mas, ao mesmo tempo, em movimento", afirma o gastroenterologista Laércio Tenório Ribeiro, da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Segundo o especialista, pessoas que sofrem de cinetose não conseguem adaptar os órgãos responsáveis pelo equilíbrio (como o labirinto, que fica na orelha interna) a esta situação, o que causa mal estar. Alguns alimentos, no entanto, evitam ou aliviam as crises e contar com eles pode ser a diferença entre uma viagem insuportável ou um trajeto como outro qualquer.
 
Veja quais são as sugestões dos especialistas:
 
Maçã - Foto Getty ImagesMaçã
Alimentos ricos em fibras, como a maçã, ajudam a limpar o organismo de substâncias químicas que favorecem a náusea. "Além disso, ela é um alimento que não é totalmente aproveitado pelo organismo, o que facilita sua digestão", afirma o nutrólogo Fernando Bahdur Chueire, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). A melhor maneira de consumir a fruta é in natura.
                   
Biscoito água e sal - Foto Getty ImagesBiscoito água e sal
O amido, presente no biscoito água e sal, ajuda a absorver ácidos estomacais e acabar com a sensação de enjoo. Ele também está presente em pães e torradas, mas, neste caso, prefira as versões integrais, que ainda contêm fibras. Mas a nutricionista Camila Leonel Mender de Abreu, professora da Faculdade Santa Marcelina, alerta para o consumo consciente desses alimentos. "Todos têm alto valor calórico e, por isso, se consumidos sem moderação podem levar ao ganho de peso", diz.
 
Água - Foto Getty ImagesÁgua
Dar pequenos goles de água ao longo do dia ajuda a manter o corpo hidratado, o que evita dores de cabeça que costumam acompanhar o enjoo. Mas o nutrólogo Fernando recomenda evitar a ingestão excessiva, especialmente durante refeições. "Beber demais enquanto se come atrapalha a digestão, o que pode causar náuseas", explica.
 
Oleaginosas - Foto Getty ImagesOleaginosas
"Por serem alimentos de origem vegetal, oleaginosas também apresentam alto teor de fibras, que auxiliam no combate ao enjoo", afirma o nutrólogo Fernando. Oleaginosas, como as nozes, ainda são boa fonte de proteínas, cujo consumo é fundamental para evitar náuseas. Mas controle o consumo, pois elas são extremamente calóricas. Cinco unidades de nozes, três unidades de castanhas e uma unidade de avelã são as quantidades recomendadas por dia.
 
Gengibre - Foto Getty ImagesGengibre
"Durante séculos, a raiz de gengibre tem sido usada como remédio popular para diversos problemas, entre eles, disfunções estomacais", afirma a nutricionista Camila. Ele pode ser consumido em cápsulas, em chá ou mesmo em biscoitos. Mas limite o consumo, pois o exagero pode resultar em um efeito contrário ao desejado.
 
Isotônicos - Foto Getty ImagesIsotônicos
Isotônicos ou bebidas esportivas não são indicadas apenas para atletas. Repor nutrientes como potássio e sódio também pode ajudar quem sofre de enjoos. A nutricionista Camila recomenda apenas que a ingestão seja feita gradativamente. "Grandes quantidades de líquido distendem o estômago, que é um músculo, o que estimula náuseas", complementa.
 
Banana - Foto Getty ImagesBanana
Quem sofre de enjoos ainda pode apresentar deficiência de potássio. "Ela é rara, mas pode acontecer e, neste caso, a banana é um alimento recomendado para a reposição desse nutriente", afirma a nutricionista Camila. Segundo ela, a deficiência de potássio pode causar fadiga, fraqueza, cãibras e paralisia intestinal e essa baixa movimentação pode gerar desconforto abdominal.
 
Minha Vida

Estresse prejudica a memória, aumenta o envelhecimento e causa síndrome metabólica

Moça estressada com dor de cabeça - Foto: Getty ImagesConheça os efeitos que o estresse prolongado causa em todo o seu corpo
 
Não adianta fugir, o estresse é uma reação natural do nosso corpo a situações tensas e de nervosismo. Na verdade, momentos estressantes são benéficos, pois eles melhoram seu desempenho no trabalho e nos relacionamentos. Porém, se constantemente você vem sentindo seu coração acelerar, os músculos se retesarem e o suor tomar conta do seu corpo, cuidado! "Atualmente sabe-se que um agente estressor intenso leva a alterações hormonais e pode ser o desencadeador de complicações, principalmente diabetes e hipertensão, pelo mecanismo de liberação crônica do cortisol e das catecolaminas", considera a endocrinologista Milena Caldato, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Tudo isso ocorre porque o corpo se prepara para situações em que ele precisa lutar ou fugir. Isso faz com algumas funções básicas do organismo mudem para poupar e canalizar nossa energia. "Primeiro há um disparo hormonal do sistema adrenérgico e depois do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal", explica o cirurgião geral Marcelo Katayama, instrutor de treinamento com foco em desenvolvimento pessoal e diretor no Núcleo Ser. Primeiro o hormônio adrenalina é liberado e depois o cortisol, e eles têm ações diversas no nosso corpo.

Quando o quadro se torna permanente, porém, isso altera todo o funcionamento do nosso organismo. Para saber mais sobre quais os problemas associados ao estresse crônico.
 
Confira a seguir como ele repercute em cada parte do nosso corpo:
 
Cérebro
Nosso cérebro funciona basicamente por meio de neurotransmissores, substâncias que são enviadas de um neurônio ao outro e decodificadas por estruturas chamadas de receptores. Qualquer desequilíbrio na quantidade ou na recepção dessas substâncias altera o funcionamento da nossa mente, e esse desequilíbrio químico é o que leva à diversas doenças mentais.

No caso do estresse, o cortisol atua em alguns receptores, tendo normalmente um efeito específico: "o cérebro pode entrar em fadiga, levando a um quadro de esgotamento", ensina o cirurgião geral Marcelo Katayama, instrutor de treinamento com foco em desenvolvimento pessoal e diretor no Núcleo Ser. Sintomas como a dor de cabeça podem aparecer quando o estresse se torna muito prolongado.

Mas para o especialista, outra forma de o estresse afetar nossa mente é através da forma como pensamos. "Os significados que você atribui às situações fazem com que você enxergue o estímulo como estressor ou não, dessa forma, quem tem pensamento negativo o tempo inteiro retroalimenta o circuito estressor em um looping", considera Katayama. 
 
Coração
Quando o estresse bate à porta, a liberação inicial da adrenalina aumenta os batimentos cardíacos e com isso vem a hipertensão. O que não é um problema, se isso ocorre apenas por um momento.
 
Porém, quando o quadro de tensão se torna prolongado, isso causa um estado em que a pressão arterial fica sempre mais elevada. "Além disso, com o tempo o processo favorece deposição de gordura das artérias, endurecendo-as e também favorecendo a aterosclerose, condição que resulta em infarto e AVC", esclarece o cardiologista Carlos Alberto Pastore, diretor do Serviço de Eletrocardiologia Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da FMUSP. Um estudo chamado Interheart mostrou que o estresse permanente aumenta o risco de infarto na América Latina em 180%.

Existem também transtornos mais específicos ligados ao nervosismo e ao coração. "É o caso da doença de Takotsubo ou síndrome do coração partido, em que, após uma perda ou um grande fator estressante, o indivíduo pode apresentar disfunção cardíaca", lembra a cardiologista Luciana Janot, do Hospital Israelita Albert Einstein. 
 
Metabolismo
Infelizmente o acúmulo de gordura não ocorre apenas nas artérias. "O cortisol aumenta a gordura corporal, causando um quadro de inflamação", comenta o cardiologista Pastore. Além disso, a glicose deixa de ser absorvida pelo tecido adiposo, para se tornar mais disponível no corpo para os músculos, afinal o organismo precisa de energia suficiente para lutar ou fugir. Mas se esses índices ficarem elevados em longo prazo, resultam na maior produção do hormônio insulina, responsável por colocar o açúcar dentro das células. Com o tempo alguns tecidos ficam resistentes a esse hormônio, sendo necessária sua maior quantidade para a absorção da glicose. O resultado é um quadro de resistência à insulina, fator de risco para diabetes tipo 2.

A alta da insulina também resulta em uma maior concentração de tecido adiposo no abdômen, tipo de gordura mais perigosa para a saúde. E além disso, o quadro de recuperação do organismo após o estresse resulta em um aumento das triglicérides, células de gordura que circulam pela nossa corrente sanguínea. "Isso porque, quando você queima toda a glicose, o corpo usa a gordura como energia", considera Katayama.

No saldo final, os sintomas de resistência insulínica, acúmulo de gordura abdominal, hipertensão e aumento do índice de triglicérides resultam na chamada síndrome metabólica. 
 
Músculos
Ainda pensando que o estresse prepara nosso corpo para lutar ou fugir, a musculatura é um instrumento essencial para esse mecanismo. Por isso mesmo, nossos músculos ficam tensionados durante o estresse, prontos para entrar em ação. "Porém, se o estresse se tornar prolongado o organismo pode exaurir sua capacidade de resposta e levar a lesões crônicas físicas e mentais", considera o ortopedista e médico do esporte Roberto Ranzini, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Essa contração muscular resulta em microlesões que são importantes para causar a hipertrofia do músculo. "Mas eles necessitam de repouso para reparação dessas microlesões da estrutura e recuperação do conteúdo energético", alerta o especialista. "Com estresse prolongado o músculo sofre fadiga e assim pode inclusive não se desenvolver", finaliza o especialista. 
 
Digestão
Os momentos estressantes sempre atacam o seu estômago? Pode ter certeza, o problema não é só com você! "Quando os níveis de cortisol estão altos, esses hormônio inibe o muco da parede gástrica, que naturalmente protege o tecido desse órgão dos ácidos usados na digestão", ensina o cirurgião geral Katayama. Isso torna o estressado muito mais predisposto a gastrite ou úlceras. Mas a digestão inteira acaba sofrendo. "Há uma redução no tônus e nos movimentos peristálticos da camada interna do intestino, prejudicando a digestão", explica a cardiologista Janot. 
 
Imunidade
Quando a tensão chega para ficar, a imunidade também passa a funcionar de forma diferente. "O estresse crônico reduz o intervalo de erro que o organismo consegue tolerar, fazendo com que agressões que eram previamente administradas a contento, agora se tornem problemas incontroláveis", explica o clínico geral Eduardo Finger, coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do SalomãoZoppi Diagnósticos. Para o especialista, o equilíbrio do corpo é prejudicado com a ação de modo geral dos hormônios do estresse. Como resultados, nossos órgãos passam a agir de forma errada, o que ocasiona diversos problemas, como o comprometimento da regulação de doenças crônicas ou autoimunes, piorando as condições de saúde do nosso organismo. "Uma vez quebrado o equilíbrio fisiológico, é cada um por si", sintetiza Finger.
 
Genética e envelhecimento
Pesquisas cada vez mais indicam a relação entre o estresse e o nosso DNA. Os cromossomos têm suas extremidades revestidas pelos telômeros, que os protegem. Normalmente eles se desgastam com o tempo, já que cada vez mais divisões celulares são feitas, e com isso os cromossomos precisam se duplicar. Porém, alguns fatores podem aumentar esse desgaste e redução dos telômeros, como o estresse. Para pesquisadores de Harvard, nos Estados Unidos, essa redução pode ocasionar diversas doenças ou mesmo o envelhecimento celular. Porém, o geneticista Ciro Martinhago, diretor do laboratório de análises genéticas Chromossome, em São Paulo, afirma que isso ainda é incerto.
 
"Função dos telômeros ainda é incerta, mas certamente eles estão envolvidos de alguma forma na divisão celular", comenta o especialista. Ele acredita, no entanto, que o encurtamento dessas estruturas é uma consequência do envelhecimento celular, e não uma causa. 
 
Minha Vida

Hipertensão: cuidados ao medir pressão facilitam acompanhamento

Medidores eletrônicos não necessitam da ajuda de um profissional
Veja como conferir sua pressão arterial em casa corretamente
 
Por Dr. Bruno Valdigem
 
A hipertensão arterial é responsável indiretamente por milhares de mortes ao ano. Ela é causa e fator independente de morte súbita, e a cada elevação de 10 mmHg (milímetros de mercúrio) na medida da pressão já existe aumento significativo do risco de morte. A hipertensão é responsável por 54% dos acidentes vasculares cerebrais e por 47% dos casos de infarto agudo do miocárdio.
 
A medida da pressão arterial normal deve ser menor que 130 (máxima) por 85 (mínima). Essa é a medida em milímetros de mercúrio, unidade usada para mensurar a pressão - nesse caso, a pressão do sangue correndo pelas artérias. Outro jeito de falar é em centímetros, que caiu no gosto popular, ficando 13 por 8,5. A pressão arterial é uma medida indireta do quanto o coração esta bombeando de sangue e como a resistência das artérias impede a passagem deste, aumentando a pressão dentro do vaso sanguíneo.
 
Pessoas com a pressão arterial elevada devem monitorá-la com frequência, e alterações significativas devem ser informadas ao médico. No entanto, é importante seguir instruções simples para aferir a pressão de forma correta, evitando resultados equivocados.
 
Hoje existem muitos dispositivos eletrônicos para a medida da pressão. Eles permitem que a pessoa seja autossuficiente no acionamento do aparelho, que geralmente é colocado no pulso ou braço. Além dos eletrônicos, temos os de coluna de mercúrio, cada vez mais raros no mercado, e os analógicos (os dois últimos são mais confiáveis, mas dependem de uma pessoa capacitada medindo a pressão).
 
A medida da pressão arterial deve ser feita em repouso, por pelo menos dois minutos (idealmente cinco minutos), em posição sentada e de bexiga vazia (para evitar que a distensão de bexiga cause desconforto e eleve a pressão). Dê preferencia a momentos em que você ou a pessoa que está medindo a pressão esteja sem dor ou ansiedade extrema.
 
O braço deve estar posicionado na altura do coração, apoiado em alguma superfície. Braço baixo pode acumular sangue e criar um pequeno edema que falseia a medida. Após o posicionamento do aparelho digital eletrônico, aguardamos trinta segundos, com o manguito permitindo entrada de um dedo sem dificuldade entre a braçadeira e a pele (não deixar muito apertado ou muito solto).
 
Evite falar durante a medida. De preferencia, repita a medida após cinco minutos no aparelho digital, para conferir o resultado. Os aparelhos analógicos e de mercúrio não necessitam disso.
 
Não faz diferença medir em braço esquerdo ou direito, exceto no caso de doenças da aorta ou nos grandes vasos. Na primeira vez, a pressão pode ser observada nos dois braços para referencia futura - mas essa deve ser feita pelo medico no consultório.
 
Os aparelhos devem ser calibrados a cada dois a três meses, sendo que os de mercúrio podem ser calibrados menos frequentemente.
 
A medida residencial da pressão arterial (MRPA) é uma ferramenta extremamente útil para guiar tratamento, e o paciente pode estabelecer um diário, com duas medidas ou mais por semana em horários diferentes e mostrar para o seu medico na consulta.
 
Quais os valores que preocupam?
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) tem três estágios: de 140/90 a 160/100 mmHg, de 160/100 a 180/110 mmHg e maior que 180/110 mmHg. A pressão da pessoa é elevada constantemente, não fica elevada às vezes. Essa ideia de que a pressão não está sempre elevada faz com que as pessoas só tratem dela quando estão com sintomas (os mais comuns dores de cabeça, cansaço, palpitações).
 
Quando a pressão esta elevada, mas sem sintomas, a filtração forçada através do rim cria pequenos buracos e cicatrizes que vão levar a insuficiência renal, pequenos aneurismas no cérebro que podem romper e pequenas hemorragias na retina, que podem levar à cegueira. Daí a importância de não substituir doses ou esquecer remédios.
 
Enfrentando a doença
Segundo a Sociedade Brasileira de HAS, o tratamento é multidisciplinar e complementar. As dietas recomendadas são a DASH e a dieta mediterrânea, sendo que as dietas vegetarianas exclusivas não são uma abordagem para tratar HAS, pois apesar do baixo teor de sódio e gordura, são pobres em vitaminas e nutrientes. Dietas como a Dunkan e Atkins (dietas da proteína), não tem beneficio por conta da sobrecarga de sódio e gorduras, que leva à descompensação aguda de lipídeos, colesterol, triglicérides, acido úrico e da própria pressão.
 
Os exercícios aeróbicos são preferidos pra tratamento da hipertensão, por causar menos alterações na pressão arterial do que os exercícios de resistência. Para controle do estresse, técnicas de relaxamento como yoga são estimuladas, desde que se adequem ao gosto do paciente.
 
Em mulheres uma das causas de hipertensão está relacionada com o uso de contraceptivos hormonais. Em mulheres com HAS em uso de anticoncepcional devemos, se possível, suspender o anticoncepcional e avaliar a pressão ao longo de três meses. Caso houver redução, reiniciar com doses mínimas de estrogênio e progesterona. Caso persista elevada, devemos considerar outra forma de anticoncepção.
 
Minha Vida

Pesquisa da USP de São Carlos ajuda tetraplégicos a recuperar movimentos

Estudo da USP São Carlos ajuda tetraplégicos a recuperar movimentos (Foto: Vanderlei Duarte/EPTV)
Foto: Vanderlei Duarte/EPTV
Pacientes recebem estímulos elétricos e recuperam movimentos
É a primeira vez que impulsos elétricos recuperam movimentos sem cirurgia. Aposentado faz tratamento há seis anos e voltou a se alimentar sozinho
 
Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), ajuda na recuperação dos movimentos das partes do corpo de tetraplégicos. O estudo está sendo aplicado em pacientes no Hospital de Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp). Segundo os pesquisadores, é a primeira vez que os impulsos elétricos conseguem recuperar o movimento dos membros sem cirurgia, apenas com eletrodos colocados na pele.

O aposentado Marcelo Faria é tetraplégico e conta com a ajuda de quatro especialistas para fazer exercícios que possam ajudá-lo a reaprender a andar. O tratamento já dura seis anos. “Agora consigo me alimentar sozinho, escovar os dentes, até cantar, porque a respiração melhorou muito”, contou.
 
Quando ficou tetraplégico, o também aposentado Alexandre Fernandes não conseguia se mexer do ombro para baixo e não imaginava que voltaria a fazer movimentos, até começar o tratamento, há um ano, e melhorou o movimento dos braços. “Os espasmos diminuíram e o movimento dos braços aumentou bastante”, afirmou.
 
Estímulos elétricos
Esses pacientes foram submetidos a um estímulo elétrico neuromuscular desenvolvido pelos pesquisadores da USP. Foram mais de dez anos de estudos até chegar a conclusão de que impulsos elétricos de baixa intensidade gerados por estes eletrodos ajudam os pacientes a recuperar os movimentos. “Entra pela superfície da pele, vai até a região da medula conhecida como arco-reflexo, a informação volta e quando chega na interface nervo-músculo libera acetilcolina, o que gera contração necessária”, explicou Alberto Cliquet Júnior, responsável pela pesquisa.

Entretanto, o estudo mostrou que os pacientes não precisam mais passar por uma cirurgia para inserir os eletrodos no corpo. Basta que o dispositivo seja colocado sobre a pele para estimular o sistema nervoso. Dessa maneira diminuem os riscos de infecção e de quebra dos fios do equipamento. “Esses microestimuladores injetáveis migravam para qualquer lugar do corpo humano, na circulação, e não tinha como retirá-los”, comentou o estudioso.
 
Estudo da USP São Carlos ajuda tetraplégicos a recuperar parte dos movimentos (Foto: Vanderlei Duarte/EPTV)
Foto: Vanderlei Duarte/EPTV
Estudo da USP ajuda tetraplégicos a recuperar movimentos
Caminhada artificial
Pacientes voluntários passaram pelo processo no Hospital de Clínicas da Unicamp e 90% já conseguem ficar em pé e andam artificialmente. Outros 3% conseguiram mexer partes afetadas sem o estimulo elétrico. “Fundamentalmente a gente aprende por treinamento, então repetição da marcha várias vezes por semana, o sistema nervoso reaprende e esse paciente volta a andar, inicialmente involuntariamente e depois voluntariamente”, afirmou Cliquet Júnior.

Há ainda outros benefícios e o ato de ficar em pé e caminhar mesmo que por meio do equipamento ajuda a melhorar várias funções. “Alguns pacientes têm retorno de sensibilidade, melhoram a osteoporose, o que muito pacientes têm”, fisioterapeuta Eliza Azevedo.

Rodolfo Renato Cani sofreu um acidente de moto em 2006 e fraturou a coluna. São sete anos de tratamento e hoje é atleta e já consegue mover as pernas. “Como é a longo prazo, temos que nos cuidar e manter tudo em forma, a musculatura, não deixar os tendões atrofiarem, para a podermos andar normalmente”, disse.

O tempo da resposta ao tratamento varia de paciente para paciente, mas, em geral, os resultados demoram de dezesseis a vinte semanas para aparecer. Os pesquisadores têm interesse em expandir o atendimento para outros hospitais da rede pública, mas ainda não há previsão para isso.
 
G1

Arroz vermelho: o arroz do sertão

Reprodução
Depois de passar quase três séculos refugiado na Caatinga, o arroz-vermelho está de volta às mesas do país
 
No princípio, era o vermelho. Por dois séculos, não se soube de outro arroz nas mesas brasileiras. Foi a primeira variedade cultivada por aqui: inicialmente na Bahia, ainda no século 16, depois no Maranhão, introduzido pelos açorianos por volta de 1620. Ali, nas várzeas ao sul de São Luís, o arroz-vermelho encontrou abrigo e prosperou a ponto de fazer do Nordeste o maior produtor desse cereal no império português. Arroz-de-veneza, o chamavam – certamente uma alusão à origem remota daqueles grãos que tão bem haviam se adequado a nosso solo.
 
Assim foi até o século 18, quando os portugueses importaram do sul dos Estados Unidos as sementes do então chamado arroz-da-carolina – melhor, mais produtivo, mais branco e mais rentável. O plano da Coroa era substituir por completo as lavouras do arroz-de-veneza pelo novo grão. Para isso, baixou um decreto em 1772, em que proibia o cultivo de qualquer outra variedade que não o arroz branco. As penas pela reincidência eram severas: um ano de cadeia e cem mil-réis de multa para os homens livres e, para os escravos, “dois anos de calceta com surras interpoladas nesse espaço de tempo”. Por “calceta”, entenda uma argola de ferro presa ao tornozelo.
 
A proibição durou 120 anos, tempo mais que suficiente para que o arroz-vermelho fosse quase levado à extinção e condenado ao esquecimento. Se não sumiu, foi porque virou prato de resistência e subsistência em certos grotões do Nordeste, onde se escondeu para fugir da vigilância da Coroa. Está lá até hoje, sob o nome de arroz-da-terra, refugiado em três vales contínuos do sertão nordestino: Piancó e Rio do Peixe, na Paraíba, e Apodi, no Rio Grande do Norte. E, mesmo ali, também periga desaparecer. Hoje a área produtiva é três vezes menor que cinco décadas atrás.
 
Ainda assim, podemos considerá-la a maior extensão de arroz-vermelho cultivado no mundo. E, ao mesmo tempo, uma espécie de fóssil vivo da alimentação humana, pois se trata da primeira variedade domesticada desse cereal. Só depois é que surgiu o branco, como uma mutação desse grão original. “O primeiro arroz do mundo era vermelho”, assegura José Almeida Pereira, pesquisador da Embrapa Meio-Norte e coordenador da Fortaleza do Arroz Vermelho, projeto de desenvolvimento local criado pela Fundação Slow Food.
 
É uma lavoura rara, portanto, pois são poucos os lugares onde ainda se dá valor alimentar a esses grãos. O mais comum é encontrá-los em seu estado selvagem, crescendo como invasores nos arrozais comerciais e alimentando o ódio dos arrozeiros. Tem até campanha no Brasil empenhada em varrer o arroz-vermelho do mapa. Tamanho é o estigma que a variedade só deixou de ser considerada oficialmente uma erva daninha em 2009, quando o Ministério da Agricultura revisou a classificação oficial.
 
O fato é que, historicamente, houve pouco ou nenhum interesse pelo arroz-vermelho com fins comerciais. Se sobreviveu no sertão, foi mais como uma cultura de subsistência, uma das poucas viáveis numa região isolada e miserável, que só conheceu o arroz branco em meados dos anos 1940. Por falta de opção, virou ingrediente essencial da dieta sertaneja, sobretudo na Paraíba. Ali, e em algumas comunidades rurais do Rio Grande do Norte também, o costume é cozinhá-lo com leite e servi-lo com feijão-de-corda – combinação, no mínimo, excêntrica para os paladares destreinados.
 
Mais curioso ainda é o hábito local de polir o arroz-vermelho, retirando justo aquilo que lhe dá cor e sabor, que é a película que reveste cada grão, conhecida como pericarpo. Antigamente, o povo se dava ao trabalho de passar horas socando o arroz no pilão, com a intenção de deixá-lo o mais branco possível. Hoje, o serviço é feito em pequenos armazéns de beneficiamento, onde uma máquina chamada “descopadeira”, enorme e barulhenta, se encarrega de descascar e polir os grãos por meio de um sistema de correias.
 
Apesar de rústica, a descopadeira tem papel crucial na manutenção de uma cadeia produtiva sustentável. Ela gera três subprodutos, e nenhum é desperdiçado. A casca vai para os aviários, onde se torna a serragem que forra o chão dos galpões. Os grãos quebrados, conhecidos como “xerém”, viram ração animal, que é também o mesmo destino do pericarpo. Essa película vermelha, quando retirada, transforma-se num pó altamente nutritivo chamado por aqui de “vitamina”. “É lá que está o ferro e o zinco. E vai quase tudo para o porco”, diz Francisco Batista, agrônomo de Piancó (PB) especializado no cultivo do arroz-vermelho.
 
Existe também a questão do sabor, que pode ser uma virtude para um chef de cozinha, mas que no sertão chega a ser motivo de rejeição. “O povo tem preconceito. Não gosta do vermelho. Dizem que a vitamina amarga muito o arroz”, afirma Sueli Lira, moradora da zona rural de Apodi e entusiasta declarada do cereal. O gosto é intenso, de fato, mas nada que um bom garfo não possa se acostumar ou um bom cozinheiro não possa adaptar. Sueli mesmo diz que já aprendeu várias receitas, com vitamina e tudo: “Dá pra fazer escondidinho, risoto, doce de coco…”.
 
Sem a vitamina, o que fica é um arroz menos vermelho, menos nutritivo e menos saboroso. E, de certa forma, mais parecido com o branco. “A influência do arroz comercial é tão grande que as famílias estão polindo o vermelho porque acham o branco mais bonito”, diz José Almeida, da Embrapa. De fato, a chegada do arroz comercial nas últimas décadas trouxe benefícios que as gerações antigas desconheciam, como a maior produtividade, a agilidade no cozimento e, para certos paladares, o sabor mais suave. Sem contar a incomparável vantagem de se comprar um pacote no supermercado com os grãos já descascados e polidos, prontos para o consumo.
 
No fim, a história se repete: tal como há três séculos, o arroz branco se apresenta como uma séria ameaça à permanência do arroz-vermelho no Nordeste brasileiro. Não só como cultura substituta, mas também como forte concorrente na mesa dos sertanejos. Caso particularmente sintomático é do vale do Rio do Peixe, que nos últimos anos se transformou no maior produtor de arroz branco da Paraíba. Salvo algumas experiências isoladas nessa região, hoje o cultivo do arroz-vermelho está praticamente confinado aos vales do Apodi, no Rio Grande do Norte, e ao do Piancó, na Paraíba.
 
Com cerca de 2 mil arrozeiros espalhados por vinte municípios, o vale do Piancó é tido como o grande refúgio do arroz-vermelho no país, tanto pela extensão dos campos cultivados, como pela forte ligação com a cultura local. Dos vales produtores, é também o mais pobre e isolado – o que, se por um lado, ajudou a manter distância do arroz branco, por outro impediu o desenvolvimento de qualquer tecnologia mais sofisticada. Tudo ali é muito rudimentar, mais por carência do que por escolha. A colheita é manual, os agrotóxicos são inexistentes e a irrigação é toda dependente da água da chuva. “Se não chover, não tem produção”, afirma o agrônomo Francisco Batista.
 
Trata-se, portanto, de um produto ecologicamente limpo, porém pouco sustentável. Embora a área de produção seja grande, o rendimento é baixo: são 1.500 quilos por hectare, enquanto o arroz branco rende cerca de 7 mil quilos. Na prática, é um produto apenas de subsistência. “Primeiro eles tiram para comer. O que sobra, vendem – quando sobra”, diz Batista. E mesmo para comer está difícil, dado que a seca não dá trégua há pelo menos três anos. A consequência é que, só na última década, a área do arroz-vermelho no vale do Piancó diminuiu de 5 mil hectares para 3.500.
 
José Almeida, da Embrapa, é categórico: “Eu não vejo maiores perspectivas para o vale do Piancó. A tendência ali é desaparecer”. Não bastasse a baixa produtividade, ele cita ainda a concorrência com o arroz branco – mais nas mesas que nos campos – e o pouco conhecimento técnico dos sertanejos para turbinar a produção. Além disso, 90% dos agricultores são arrendatários, ou seja, dependem do interesse dos donos da terra em investir na tecnologia. Estes, por sua vez, parecem mais empenhados em transformar os arrozais em capim para o gado do que salvar um raro ingrediente da extinção.
 
Uma das tentativas em reverter o quadro foi a inclusão do arroz-vermelho, em 2007, na Arca do Gosto, lista da Fundação Slow Food que congrega sabores esquecidos ou ameaçados de extinção. Logo em seguida, a mesma entidade criou a Fortaleza do Arroz Vermelho. A grande aposta, agora, está na obtenção do selo de Indicação de Procedência, concedido pelo INPI, o que colocaria o arroz-vermelho do Piancó ao lado de produtos como o vinho da Serra Gaúcha e a cachaça de Parati. Seria uma forma de agregar valor e, ao mesmo tempo, chamar a atenção do mercado e dos órgãos públicos.

Enquanto a situação não muda no Piancó, os olhos se voltam para o vale do Apodi, no Rio Grande do Norte, onde cerca de 360 famílias tiram sustento do arroz-vermelho. Embora a área cultivada ali seja três vezes menor, a produtividade dos grãos é três vezes maior que a do vale paraibano. Resultado: a produção anual potiguar, hoje na casa das 4 mil toneladas, já quase se equipara à do vale do Piancó em seus melhores anos. É uma das grandes promessas para garantir a permanência do arroz-vermelho no mapa da alimentação mundial.
 
Há, em primeiro lugar, um privilégio geográfico. No Apodi, as condições climáticas permitem duas colheitas ao ano: uma em junho, outra em dezembro. No Piancó, só em junho. Além disso, os produtores potiguares irrigam suas plantações há mais de 30 anos. E, desde 2002, dispõem da água da Barragem de Santa Cruz do Apodi, o segundo maior reservatório do estado, todos os dias do ano. Outra novidade foi a introdução de duas máquinas colheitadeiras na região, cujo uso é revezado entre os arrozeiros. Acrescente, por fim, o fato de que os grãos ali passaram por melhoramento genético, atingindo uma capacidade produtiva máxima que se aproxima do arroz branco.
 
Tudo isso concede certa vantagem ao Apodi, mas não necessariamente garante o sustento dos arrozeiros. Para isso, foi preciso eliminar a figura dos atravessadores, entrave dos mais inconvenientes à cadeia produtiva do arroz-vermelho. No vale, os negociantes costumam agir da seguinte forma: vendem os insumos ao agricultor e, ao fim da safra, cobram o equivalente em sacas de arroz, acrescido de juros na casa de 6% ao mês. Ou mais. Rildo Góis, produtor no município de Felipe Guerra, cita um exemplo: “Uma vez peguei um saco de adubo a R$ 70 e, três meses depois, paguei a R$ 140”.
 
Até pouco tempo atrás, essa era única forma de vender arroz no vale – o que, obviamente, desestimulava os agricultores e fazia com que muitos abandonassem o cultivo. A situação mudou em 2008, quando o governo federal começou a comprar o arroz-vermelho por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, projeto de fortalecimento da agricultura familiar. Para os produtores, abriu-se um novo mercado, que pagava a preço justo sem a necessidade de intermediários. No fim, o valor pago pela saca dobrou e até os negociantes tiveram que se adaptar à nova realidade. “Hoje o atravessador está pagando o preço justo”, diz João Francisco Santos, porta-voz da Apava, a principal associação de produtores no vale do Apodi.
 
Agora, a moda no vale é o cultivo orgânico. Precisamente na comunidade da Lagoa do Saco, no município de Felipe Guerra, onde um grupo de produtores decidiu aposentar adubos e agrotóxicos em favor da qualidade. O lugar em si já é especial: toda a água usada na irrigação vem de um olho d’água situado no pé da serra, por gravidade. Ou seja, zero uso de energia. Acrescentem-se as devidas técnicas orgânicas e aí está um arroz que, além da alta qualidade, apresenta índices inéditos de produtividade. “Já cheguei a tirar 5 mil quilos nessa área”, orgulha-se Rildo Góis, apontando para sua plantação de meio hectare de extensão.
 
Experiência parecida, embora isolada, é a da Fazenda Tamanduá, localizada no município paraibano de Santa Terezinha, no vale do Rio do Peixe. Lá, além de orgânico, o arroz-vermelho e também biodinâmico, ou seja, cultivado de acordo com as leis da natureza. Não bastasse o requinte, a fazenda acumula também o mérito de ter sido a primeira a inserir esse arroz no mercado nacional. Se hoje ele está nas gôndolas do país, é em parte graças à Fazenda Tamanduá. A outra parte fica com a Ruzene, produtora paulista do Vale do Paraíba especializada em variedades exóticas. Seu produto não é orgânico, mas mira em cheio no mercado gourmet. É dela, por exemplo, o arroz-vermelho que o chef Alex Atala usa nos cardápios de seus dois restaurantes, D.O.M. e Dalva e Dito.
 
Pois é: depois de passar 250 anos trancafiado nas despensas do sertão, o arroz-vermelho virou gourmet. Ainda não caiu no gosto do grande público, mas já a começa a dar as caras nos restaurantes e supermercados das capitais. Só que, ao contrário do que acontece nos vales nordestinos, ele chega até nós em sua versão integral, com toda a vitamina a que tem direito. Ou seja, é um arroz mais nutritivo – repleto de fibras, ferro e zinco – e também mais saboroso. O gosto pode estranhar no início, mas é tudo uma questão de preparo e costume. João Francisco, da associação de produtores de Apodi, dá provas do sucesso citando a ocasião em que levou algumas amostras do cereal na maior feira de agricultura familiar do país. “Era pra vender em uma semana. Vendi em dois dias.”
 
National Geographic Brasil

Posição do casal ao dormir revela força da relação

Posição do casal ao dormir revela força da relação divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação
Durante o sono, parceiros que preferem permanecer face a face são considerados mais felizes
 
Uma nova pesquisa mostra que a posição com o parceiro durante o sono revela muito sobre o relacionamento, e a chave é a distância entre os corpos, de acordo com as 1,1 mil pessoas entrevistadas.
 
Casais que dormem bem pertinho, a uma distância de 2,5 cm, são mais felizes que aqueles que ficam mais de 70 cm separados. Aqueles que têm contato físico durante a noite estão em melhores condições que os que não se tocam.
 
O estudo, publicado no Festival Internacional de Ciência de Edimburgo, expande o trabalho do psiquiatra Samuel Dunkell.
 
Segundo ele, pessoas que dormem na posição fetal são mais suscetíveis à indecisão, ansiedade e críticas. As que preferem dispor-se de forma semifetal são conciliadoras, passíveis de comprometimento e dificilmente tomam posicionamentos extremos. Aquelas em posição "real" (de barriga para cima) tendem a ser confiantes e expansivas, e as que dormem de bruços mostram tendência à rigidez e ao perfeccionismo.
 
O cientista constatou que 42% dos casais dormiam de costas um para o outro, 31% com o rosto apontando para a mesma direção e apenas 4% face a face. Aproximadamente 34% se tocavam durante o sono e 12% passavam a noite a menos de 2,5 cm de distância, enquanto 2% dormiam mais de 70 cm separados.
 
Daqueles que adormecem juntos, com contato corporal, os que estão face a face tendem a ser mais felizes que os "de conchinha", com o rosto apontando para a mesma direção ou olhando para direções opostas. Entre os que não se tocam, o maior número de casais felizes olha no mesmo sentido - sobretudo aqueles que dormem de costas ou de frente para o outro.

Zero Hora

Bullying na infância pode levar ao suicídio até 40 anos depois

Bullying na infância pode levar ao suicídio até 40 anos depois Mikael Damkier/Deposit Photos
Foto: Mikael Damkier / Deposit Photos
Efeitos físicos e mentais devastantes podem atingir pessoas na meia-idade
 
Sofrer bullying desde cedo pode ter um impacto tão grande que as vítimas ainda considerariam o suicídio 40 anos após o fato ocorrido. Ser intimidado também poderia prejudicar tanto a saúde física e mental na vida destas pessoas futuramente.
 
Pesquisadores do Kings College, em Londres, observaram 7.771 crianças, das quais cerca de um quarto - 28% - foram intimidadas entre os sete e 11 anos de idade, e as seguiram até completarem 50 anos. Eles descobriram que a maioria das vítimas ainda sofria com os traumas após terem sido perseguidos quando criança.
 
— Nosso estudo mostra que os efeitos do bullying são ainda visíveis quase quatro décadas mais tarde. O impacto do assédio moral é persistente e generalizado, com consequências sanitárias, sociais e econômicas duradouras na idade adulta — diz Ryu Takizawa, do Instituto de Psiquiatria da universidade.
 
Pouco mais de 28% dos participantes tinham sido assediados ocasionalmente; e 15%, severamente. Os cientistas verificaram que as vítimas eram propensas a ser menos saudáveis e eram mais suscetíveis a desenvolver depressão, transtornos de ansiedade e pensamentos suicidas com 50 anos de idade.
 
A investigação também revelou que os mesmo possuíam níveis de escolaridade mais baixos, dos quais os homens tinham mais chances de estar desempregados e ganhar menos. Socialmente, as vítimas eram menos propensas a estar em um relacionamento, e mais suscetíveis a apresentar níveis mais baixos de satisfação pessoal com suas vidas.
 
— Precisamos afastar qualquer percepção de que o bullying é apenas uma parte inevitável do processo de crescimento. Os professores e pais devem estar conscientes de que o que acontece no pátio da escola pode ter repercussões a longo prazo para as crianças. Programas para coibir intimidações são extremamente importantes, mas também temos que concentrar os nossos esforços na intervenção precoce para prevenir a persistência de possíveis problemas na adolescência e na idade adulta. Quarenta anos é muito tempo, não há dúvida de que haverá experiências adicionais durante o curso da vida desses jovens. Elas poderão protegê-los contra os efeitos do bullying ou piorar as coisas— esclarece a professora Louise Arseneault.
 
Zero Hora

Música religiosa pode trazer benefícios para a saúde mental dos idosos

Música religiosa pode trazer benefícios para a saúde mental dos idosos Artur Moser/Agencia RBS
Foto: Artur Moser / Agencia RBS
Crenças seriam importante recurso sócio emocional e promoveriam bem-estar psicológico, diz estudo
 
Um novo artigo publicado no The Gerontologist relata que entre os cristãos mais velhos, ouvir música gospel está associado a uma diminuição da ansiedade sobre a morte e a um aumento de satisfação com a vida e autoestima. Estas relações são semelhantes para negros e brancos, homens e mulheres, e indivíduos de baixo e alto nível socioeconômico.
 
— A religião é um importante recurso sócio emocional e tem sido ligada a resultados desejáveis para a saúde mental dos idosos nos Estados Unidos. Este estudo mostra que esse tipo de música pode promover o bem-estar psicológico na vida adulta— escreveu a equipe de cientistas, composta de acadêmicos de diversas universidades americanas.
 
Os dados analisados foram coletados em 2001 e 2004 e os 1.024 participantes tinham ao menos 65 anos de idade. Foram consideradas as respostas de cristãos praticantes, aqueles que se identificaram como cristãos no passado, mas já não praticavam nenhuma religião, e aqueles que não possuíram nenhuma crença durante a vida.
 
— Visto que a música gospel está disponível para a maioria das pessoas - mesmo aqueles com problemas de saúde ou limitações físicas que estão impedidos de participar em aspectos mais formais da vida religiosa -, pode ser um recurso valioso para a promoção da saúde mental no curso da vida— observam os autores.
 
Os voluntários foram questionados sobre a frequência com que ouviam este tipo de música, em uma escala que variava de "nunca" a "várias vezes ao dia." Ansiedade e medo da morte, satisfação com a vida, autoestima e senso de controle foram aspectos medidos e avaliados de acordo com o entrevistado, que concordava ou discordava de uma série de afirmações. Estas incluíram, mas não se limitaram, a: "Acho difícil encarar o fato de que vou morrer", "Estes são os melhores anos da minha vida", "Tomo uma atitude positiva em relação a mim mesmo" e "Influencio a maioria das coisas que acontecem na minha vida".

Zero Hora

Alimentação adequada ajuda a amenizar sintomas da TPM

Alimentação adequada ajuda a amenizar sintomas da TPM Divulgação/stock.xchng
Foto: Divulgação / stock.xchng
Banana possui vitamina B6 e melhora o bem-estar da mulher
Açúcar refinado é o principal inimigo, pois provoca fadiga, dores no corpo e inchaço
 
Todo mês é o mesmo dilema. Dias antes do ciclo menstrual do mês as mulheres começam a apresentar irritabilidade, sensibilidade nos seios, inchaço corporal, constipação intestinal e ficam mais emotivas. O motivo para isso é a famosa tensão pré-menstrual, popularmente conhecida por homens e mulheres como TPM.
 
Ela é caracterizada por um conjunto de sintomas que acometem o público feminino durante 14 dias depois do primeiro dia do último período menstrual e que costuma desaparecer entre um ou dois dias após o início da menstruação. Ou seja, além dos sintomas citados acima a mulher pode apresentar mudanças de humor como ansiedade, tristeza, nervosismo, dificuldade de concentração, entre outros.
 
O que muitos não sabem é que alguns alimentos agravam ainda mais os sintomas da TPM, como no caso dos que são ricos em açúcares, como bolos, tortas, chocolates, refrigerantes e outras guloseimas.
 
— Em excesso, o açúcar refinado provoca fadiga, dores no corpo, inchaço, além de contribuírem para a elevação do peso corporal— alerta a nutricionista Ana Huggler.
 
Embora sejam saborosos, os alimentos ricos em açúcares agravam na retenção de líquidos que, consequentemente, provocam inchaços no corpo durante este período.
 
— O chocolate, por exemplo, normalmente é conhecido pelo fato de que o cacau ativa a serotonina e, com isso, aumenta a sensação de bem-estar. Porém, é importante ficar atenta ao tipo de chocolate escolhido. O ideal é optar pelo amargo já que possui 70% de cacau e é um dos que menos possuem gorduras, evitando o aumento de peso— explica Ana.
 
Para aliviar os sintomas da TPM, a especialista indica que o importante é apostar numa dieta composta por nutrientes que têm propriedades calmantes.
 
— A banana é uma boa dica para melhorar o bem-estar, pois ela possui vitamina B6 que está relacionada à produção de serotonina. O ômega 3 é outro nutriente que não pode faltar no cardápio. Por ser antioxidante, ajuda a combater as dores e melhora o humor— sugere.
 
Para quem costuma ficar muito ansiosa nesses dias, uma solução está em investir na linhaça e no consumo de maracujá que ajudam a diminuir a compulsão por doces e têm efeitos calmantes. Evitar o consumo de bebidas alcoólicas também é importante, pois como são diuréticos favorecem à perda de nutrientes, acarretando no aparecimento de dores de cabeça.
 
A cafeína também é outro nutriente que não deve entrar no cardápio nesses dias, pois prejudica os estoques de vitamina B e aumentam a irritabilidade.
 
— Refrigerantes, chá preto e mate não são recomendados. Assim como alimentos gordurosos que são responsáveis pelo aumento do hormônio estrogênio, responsável pelo surgimento de acne no rosto— diz Ana.
 
Vale ressaltar que uma dieta balanceada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos e outros produtos integrais ajudam a controlar os sintomas.
 
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