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domingo, 1 de abril de 2012

Cientistas dão sinal verde à divulgação de estudo sobre a gripe aviária

Gripe aviária India HG
Sushanta Das/27.01.2012/AP
Agentes de saúde recolhem frangos suspeitos de carregar o vírus
da gripe aviária, em Lembucherra, na Índia, em janeiro deste ano
Grupos temem que informação sobre vírus possa cair nas mãos de bioterroristas

Um painel não governamental de especialistas nos Estados Unidos deu sinal verde, nesta sexta-feira (30), à publicação completa de dois estudos sobre a gripe aviária mutante, revertendo a decisão anterior de impedir a divulgação de detalhes importantes das pesquisas.

Em comunicado, o Conselho Nacional Científico de Biossegurança (NSABB) disse que a publicação do estudo não representa risco.

- Os dados descritos nos manuscritos revistos não parecem fornecer informação que permita de imediato o uso indevido dessa investigação, de forma que possa pôr em risco a saúde pública ou a segurança nacional.

Especialistas dos Estados Unidos se opuseram anteriormente à publicação desses estudos - que mostravam como um vírus da gripe H5N1 gerado em laboratório poderia ser transmitido facilmente através do ar entre os furões - por temor de que a informação terminasse em mãos equivocadas e desencadeasse uma pandemia mortal de gripe.

Depois de uma reunião para rever os últimos detalhes, os especialistas consideraram que "uma nova evidência que melhore a compreensão das mutações específicas pode ajudar a vigilância internacional, a saúde pública e a segurança".

- A cooperação global, importante para os esforços de preparação ante a influenza pandêmica, baseia-se no livre intercâmbio de informação e é um princípio fundamental na avaliação destes manuscritos.

O NSABB foi objeto de críticas depois de resolver por unanimidade, em dezembro do ano passado, que dois estudos financiados pelos Estados Unidos, um de uma equipe de Wisconsin e outro dirigido pelo cientista holandês Ron Fouchier, não deveriam ser publicados, a não ser que fossem retirado sdetalhes que prevenissem a reprodução do vírus.

A gripe aviária é responsável pela morte de mais da metade das pessoas que infecta, o que é considerado muito mais letal que as cepas típicas do vírus.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, houve 573 casos de gripe aviária H5N1 em humanos em 15 países desde 2003, com 58,6% de óbitos.

Fonte R7

Café só é saudável se tomado na dose certa

café
Café em excesso aumenta a pressão sanguínea e pode alterar o humor e o sono
Ingestão exagerada de café pode causar muita adrenalina no corpo

Conta a lenda que um pastor acordou a noite assustado porque algumas de suas cabras haviam desaparecido. Muito preocupado, saiu à procura de parte do seu rebanho. Qual foi a surpresa quando as encontrou saltitando ao lado de um arbusto mastigando alguns frutos, o que as deixava com uma tremenda energia.

O pastor, curioso, provou da semente e ficou bem animado também. Pode ser que a origem do café tenha começado com essa inocente história. O fato é que hoje sabemos que a ingestão exagerada de café pode causar muita adrenalina no corpo. O café em excesso aumenta a pressão sanguínea e pode alterar o humor e o sono.

O consumo indicado é de quatro xícaras por dia. Nesses níveis, a cafeína não é prejudicial à saúde e pode reduzir a diabete, aumentar o desempenho psicomotor e os estados de vigília e atenção. Fique atento à quantidade ingerida por dia!

Fonte R7

Tatuador refaz mamilo de mulheres que passaram por cirurgia contra câncer de mama

mama
AFP
Tatuador dos Estados Unidos usa técnica que dá impressão em 3D
Especialista nos Estados Unidos usa técnica que dá efeito em 3D e parece perfeito

O tatuador Vincent Myer, é especialista em recriar o mamilo de mulheres que passaram por cirurgia de mama para tratamento de câncer. Ele vive em Maryland, nos Estados Unidos.

Em seu trabalho, ele utiliza uma técnica que usa pigmentos e cria uma ilusão em 3D e parece perfeito. Com o desenho, Myer permite as mulheres melhorarem sua autoestima.

Em média, Myers duas horas para completar o seu trabalho, durante o qual ele irá determinar a cor e o tamanho dos mamilos de cada paciente.

Fonte R7

EUA: Autismo cresce nos e ganha contornos de epidemia

Número de casos de autismo diagnosticados em crianças aumentou 23% entre 2006 e 2008

Os casos de autismo em crianças está em clara ascensão nos Estados Unidos desde a década passada, demonstraram números oficiais divulgados nesta quinta-feira (30), um fenômeno que se explica, em parte, por uma detecção mais eficiente deste transtorno do desenvolvimento.

O número de casos de autismo diagnosticados em crianças aumentou 23% entre 2006 e 2008, com um em 88 crianças afetadas contra um em 110 anteriormente, segundo os CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), instâncias federais do Departamento de Saúde.

Este estudo se baseia em uma observação feita em 2008 que indica não só um aumento de 23% com relação às estimativas de 2006, mas também de 75% desde que os CDC começaram a registrar a incidência da doença, em 2001.

Estes novos números demonstram que o autismo é duas vezes mais comum do que se acreditava sete anos antes e, provavelmente, afeta um milhão de meninos, meninas e adolescentes nos Estados Unidos.

Segundo Coleen Boyle, especialista dos CDC, este aumento se explica em parte por uma detecção mais eficaz da síndrome, sobretudo em menores de três anos.

- Uma parte deste aumento se deve a um diagnóstico melhor, mas não sabemos até que ponto. Graças a estas estatísticas sabemos mais sobre como a idade mais avançada dos pais e o nascimento prematuro aumenta o risco de que uma criança sofrer de autismo.

Estas estatísticas também mostram que o desenvolvimento da síndrome, cujas causas continuam sendo indeterminadas e que existe em diferentes formas e graus de gravidade, afeta quase cinco vezes mais meninos do que meninas, uma proporção que também aumentou de 2006 a 2008.

A prelavência do autismo está experimentando uma variação geográfica significativa nos Estados Unidos, onde afeta uma criança em 210 no Alabama (sul) e uma em 47 em Utah (noroeste). O aumento mais expressivo foi observado em crianças negras e hispânicas.

Para Susan Hyman, presidente da subcomissão sobre autismo da AAP (Academia Americana de Pediatria), na sigla em inglês), recomenda-se que se façam testes de autismo "sem exceção a todas as crianças entre 18 e 24 meses" de vida.

Marcos Roithmayr, presidente da Autism Speaks, a maior fundação privada do mundo dedicada à pesquisa sobre esta síndrome, disse que a doença custa 126 bilhões de dólares ao ano nos Estados Unidos, um montante que segundo o informe da organização triplicou desde 2006.

Por último, todos os médicos consultados descartaram que o projeto de revisão de critérios de classificação do autismo, lançado pela APA em janeiro, seja prejudicial para algumas crianças que sofrem da síndrome.

Psiquiatras e fundações particulares chegaram a expressar receio de que a nova classificação deixasse de fora muitas crianças com variações de autismo, como a Síndrome de Asperger.

Fonte R7

Professor de medicina comenta fatores que geram controvérsia entre pesquisas clínicas

Endocrinologistas questionam comparação entre estudos sobre consumo de carne

A comparação entre dois recentes estudos sobre o consumo de carne foi questionada pelos endocrinologistas Rafael Selbach Scheffel, Mateus Dornelles Severo e Beatriz Schaan. Eles entraram em contato com Zero Hora, mencionando matéria publicada na edição impressa de 15 de março sobre pesquisa da da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na qual a carne vermelha produzida no Estado seria absolvida para o consumo, contrariando pesquisa da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Segundo os médicos, "o estudo gaúcho foi realizado em 74 indivíduos saudáveis e com uma técnica chamada de cruzamento (na qual os indivíduos receberam carne de gado alimentado de duas maneiras em momentos diferentes do estudo). Seis meses após alimentação com cada tipo de carne, foram avaliados os níveis de colesterol de cada grupo. Por sua vez, o estudo americano acompanhou cerca de 120 mil pessoas por até 28 anos e avaliou a ocorrência de mortes por doença cardiovascular e câncer. O que essas pessoas costumavam ingerir foi avaliado no início do estudo e a cada dois anos, através de questionários sobre sua alimentação. A comparação dos estudos mostra claramente a superioridade do estudo americano sobre o estudo gaúcho, já que aquele estudou número de pessoas muito maior, seguiu-as por período muito mais longo e, principalmente, mediu o que de fato interessa, a mortalidade, enquanto que o estudo gaúcho avaliou apenas os níveis de colesterol".

Medicina baseada em evidências é um conceito com o qual profissionais da área têm trabalhado para lidar com os resultados de estudos clínicos feitos ao redor do mundo — muitas vezes divergentes entre si. Tipo de estudo, tamanho da amostra, tempo de acompanhamento, metodologia da pesquisa e tipo de desfecho do trabalho são alguns itens levados em conta para que uma pesquisa tenha maior ou menor relevância no campo científico.

Quem explica é o professor Luciano Passamani Diogo, da faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Segundo ele, as pesquisas são planejadas para responderem a uma pergunta específica e, em cima disso, são feitas projeções com base em pressupostos revelados pelo próprio modelo e em outros testados anteriormente.

— O principal fator de controvérsia entre estudos clínicos é a extrapolação dos resultados da pesquisa, que acaba levando a conjeturas equivocadas — comenta Possamani.

Em artigos científicos, essas conjeturas aparecem quando os pesquisadores apresentam uma discussão dos resultados obtidos em confrontamento com conclusões apontadas por outros estudos. Virou jargão da área dizer que "outros estudos precisam ser feitos", como se vê em muitos desses textos. Mas é isso que move os cientistas.

— Refutar resultados anteriores faz parte da evolução da ciência — destaca o professor.

Evidências geram consensos médicos e políticas públicas
Conforme Possamani, faz parte do método científico atual o ranquamento dos estudos e evidências para aplicação clínica.

Até os anos 1970, estudos clínicos eram vistos com estranhamento pela classe médica. As evidências tinham como base a experiência de médicos que tinham atendido muitos pacientes, mas depois se viu que isso tinha pouco valor como ciência, conta o professor. Atualmente, indícios revelados por pesquisas inspiram consensos médicos e até mesmo políticas públicas de saúde.

Para ser validado na área, o estudo deve passar pelo crivo de periódicos científicos. Antes de ser publicado, o artigo é submetido à avaliação de dois ou três especialistas. Uma das preocupações é que, cada vez mais, esses resultados chegam ao conhecimento de não especialistas.

— Uma polêmica entre profissionais da área afeta de forma diferente a população em geral. Resultados não podem ser tomados como verdade, são conjeturas — salienta Possamani.

Fonte Zero Hora

Não existe obeso saudável, atesta especialista

Estar em dia com a balança não é mera questão de estética. O combate à obesidade — fator de risco para uma série de doenças, como hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares — já virou problema de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o número de obesos no mundo chegue a 700 milhões em 2015, um aumento de 75% em 10 anos (em 2005, eram 400 milhões).

— A obesidade, com certeza, é a doença que mais cresce no mundo. É uma pandemia — afirma o médico Claudio Mottin, diretor do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Mottin é categórico em afirmar que não existe obeso saudável: mais de 80% dos obesos mórbidos são doentes graves, com alto índice de mortalidade, em todas as idades, diz ele.

No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12,4% das mulheres e 7% dos homens brasileiros são obesos — somando os que estão acima do peso, embora fora da faixa de obesidade, a taxa chega a quase metade da população. Obesos mórbidos são 3% — 6 milhões de brasileiros. Para melhorar esse quadro, o governo se esforça em desenvolver campanhas para alertar sobre a importância de se manter o peso ideal.

A nutricionista Carmem Franco, presidente do Conselho Regional de Nutrição (CRN) do Rio Grande do Sul, reconhece o papel do profissional da área cada vez mais ligado à saúde.

— As pessoas já chegam no consultório com informação sobre a importância da alimentação balanceada e buscam o especialista para saber como se alimentar melhor, isso já um grande ganho — destaca Carmem.

IMC é um indicador
Um dos instrumentos para o diagnóstico de obesidade é o cálculo de Índice de Massa Corporal (IMC). Com base na relação peso x altura, o índice segue classificações da OMS para revelar quadros que variam de magreza severa até obesidade mórbida. Carmem destaca que o IMC é um indicador.

— Para um diagnóstico preciso, outros exames são necessários, pois a característica corporal de cada um é diferente, assim como o estilo de vida — observa a nutricionista.

Medidas de circunferência (relação cintura x quadril), dobras cutâneas e exames bioquímicos ajudam a chegar a um resultado mais claro sobre a porcentagem de gordura corporal, que é o dado mais revelador do ponto de vista da saúde. Um atleta pode ter IMC fora do padrão considerado normal, mas baixíssima porcentagem de gordura corporal, por exemplo.

Alternativas clínicas
Conforme Mottin, é consenso na comunidade médica que a tríade alimentação balanceada, atividade física regular e estilo de vida saudável é uma fórmula eficaz para combater a obesidade. Ele faz uma ressalva no que diz respeito aos exercícios físicos:

— Não é só correr, tem que fazer musculação. Além do gasto energético, é preciso transformar proteína em músculo, para reduzir a porcentagem de gordura no corpo — explica.

Do ponto de vista nutricional, também não é só o valor calórico que deve ser levado em conta, mas a composição nutricional, o equilíbrio dos nutrientes na alimentação.

Pesquisas na área buscam alternativas para ajudar no tratamento da obesidade. O grupo Nutrifor — Instituto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Alimentos para a Saúde, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo, está desenhando um estudo com fibras solúveis que aumentariam a sensação de saciedade.

— Pesquisas mostram que essas fibras, encontradas em alimentos como aveia, feijão e grão de bico, colaboram com o retardo do esvaziamento gástrico, o que causa essa sensação de saciedade prolongada — explica a pesquisadora Bruna Pontin.

Em abril, o grupo deve iniciar o recrutamento de voluntários para validar a pesquisa.

Outra alternativa é a cirurgia bariátrica. Remédios perderam terreno após restrições impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recentemente.

Fonte Zero Hora

Decisão do TRF de que só médicos podem fazer acupuntura provoca reação de profissionais de outras áreas

Conselhos que representam possíveis excluídos do mercado prometem recorrer

De um lado do ringue, os médicos. Do outro, enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. A luta vale o direito de exercer a acupuntura. No round mais recente, os médicos levaram a melhor. Decisão de terça-feira do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região determinou que só eles, e mais ninguém, podem praticá-la.

A decisão passa a valer a partir da publicação do acordão, prevista para a segunda-feira. Se for confirmada, colocará milhares de profissionais de outras áreas da saúde, muitos deles atuando pelo SUS, fora da lei. Entre psicólogos e enfermeiros há 5,5 mil acupunturistas no país. Só os fisioterapeutas somam outros 15,3 mil. Os conselhos que representam os possíveis excluídos do mercado prometem recorrer da decisão judicial.

O embate começou há uma década, quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) pediu à Justiça a anulação de resoluções que autorizavam enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos e fisioterapeutas a praticar acupuntura.

Nesta semana, acolhendo recurso do CFM e do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, o relator do caso, o juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins, entendeu que os conselhos dessas profissões não poderiam alargar seu campo de trabalho por meio de resoluções.

— Esclarece o magistrado que a prática milenar da acupuntura pressupõe a realização de prévio diagnóstico e a inserção de agulhas em determinados pontos do corpo humano, a depender do mal diagnosticado — informou nota do tribunal.

A decisão revoltou os representantes das áreas prejudicadas, que acusam os médicos de agir para assegurar o monopólio do mercado. Eles prometem reagir com recursos, que poderiam ser apresentados no próprio TRF, no Superior Tribunal de Justiça ou no Supremo Tribunal Federal. Alegam que já obtiveram vitórias em outras instâncias da Justiça.

– O que os médicos estão fazendo é inconcebível. Até pouco tempo atrás, o CFM considerava a acupuntura como charlatanismo e bruxaria. Agora, diz que é científico e quer criar uma reserva de mercado. Daqui a pouco, vão exigir a presença de um médico do lado do enfermeiro que faz um curativo. A saúde não pertence a ninguém – argumenta José Luís Miranda Maldonado, assessor técnico do Conselho Federal de Farmácia.

Especialização exige curso de 1,2 mil horas
O presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Carlos Neri da Silva, diz que a atitude dos médicos não está preocupada com a qualidade do atendimento. Segundo ele, qualquer pessoa com curso superior que faça a especialização em acupuntura, curso com 1,2 mil horas de duração, estará apta a atuar na área.

– Em nenhum país a acupuntura é privativa dos médicos. Ela não surgiu da medicina ocidental, mas da medicina tradicional chinesa, que tem outras características.

Representante de uma área com 4 mil acupunturistas, Clara Goldman, vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, diz que a decisão contraria a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, que reconhece a acupuntura como prática multiprofissional.

– A decisão do tribunal contraria a própria Política Nacional de Saúde. Temos profissionais de diferentes áreas atuando em acupuntura, pelo SUS, na atenção básica e nos núcleos de apoio à saúde da família. Isso é uma conquista da sociedade brasileira. Os médicos estão defendendo interesses corporativos. A nossa defesa é do SUS – afirma Clara.

Fonte Zero Hora

Tosse por mais de duas semanas pede atenção redobrada, diz pneumologista sobre tuberculose

Brasília – Mesmo que a orientação do Ministério da Saúde no combate à tuberculose seja a atenção para tosse prolongada por mais de três semanas, o mesmo sintoma, ao alcançar duas semanas, já dever ser acompanhado de perto. A orientação é do pneumologista e consultor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Ricardo Martins.

Em entrevista à Agência Brasil, ele explicou que, no caso da tuberculose, a tosse prolongada acompanhada ou não de catarro deve ser associada a fatores como febre, calafrios, suor intenso e perda de peso e de apetite. “Isso suscita a necessidade de procurar imediatamente o posto de saúde”.

Na última segunda-feira (26), o governo lançou a campanha nacional de enfrentamento à tuberculose, com o tema Tosse por mais de três semanas é um sinal de alerta. Quanto antes você tratar, mais fácil de curar. Procure uma unidade de saúde.

Para o pneumologista, o foco no combate à doença deve ser a busca por novos casos, na tentativa de interromper a cadeia de transmissão, além de investir em novas estratégias capazes de garantir que o paciente não abandone o tratamento.

“É uma doença que precisa ser vigiada e o tratamento também é assim. A ideia é fazer consultas mensalmente, dependendo do estado da pessoa. Algumas vezes, é preciso fazer visitas mais encurtadas, mas o tratamento é feito em casa, não há dificuldade alguma”.

Segundo Martins, um dos fatores que levam à desistência do tratamento é a súbita melhora dos sintomas. “Esse é um bacilo de crescimento muito lento. Para garantir que o tratamento foi eficaz, é preciso persistir por seis meses”.

Ele lembrou que o índice de cura para a doença é superior a 90%, desde que o tratamento seja levado até o fim. Quando o paciente desiste antes que os seis meses sejam concluídos e precisa reiniciar o tratamento, a taxa de cura da tuberculose cai para 75%.

Fonte Agência Brasil

Taxa de lixo hospitalar é considerada inconstitucional por especialistas

“O Einstein [hospital] não vai produzir a mesma quantidade de lixo que um hospital de pequeno porte e os dois podem pagar a mesma taxa”; Kassab admitiu rever cobrança

A cobrança da taxa de resíduos sólidos de serviços de saúde (TRSS), conhecida como taxa do lixo hospitalar, na cidade de São Paulo, pode ser considerada inconstitucional por apresentar uma falha no modo como é executada, segundo especialistas. O lixo não é pesado e a cobrança é feita de acordo com o tamanho de hospitais, consultórios, etc.

“A taxa não é calculada depois de o lixo ser jogado, é feita uma estimativa de acordo com o porte de cada estabelecimento”, explica a advogada Flavia Yoshimoto.

Os estabelecimentos de saúde, como hospitais, clínicas e até pet shops, são classificados de acordo com a sua “quantidade de geração potencial” de lixo hospitalar, ou seja, de acordo com o porte do local (localização e estrutura do imóvel). Mas o lixo de fato produzido não chega a ser pesado e é impossível mensurar quanto cada local produz, sem que haja uma pesagem.

No site da Secretaria Municipal de Finanças, é possível ver as categorias na quais estão inseridos os estabelecimentos e o quanto cada uma deve pagar.

A categoria especial abrange os considerados pequenos geradores e deve pagar, com possível produção de até 20 quilos de resíduos por dia, e deve pagar R$ 59,11 por mês; a categoria 1, com produção de 20 a 50 quilos de resíduos por dia, paga R$ 1.881,85. A categoria 2 (50 – 160 quilos por dia), paga R$ 6.021,90; a categoria 3 (160 – 300 quilos por dia), R$ 11.291,05; a categoria 4 (300 – 650 quilos por dia), R$ 24.463,96 e a categoria 5 (mais de 650 quilos por dia), R$ 30.109,48.

“Isso [método de cobrança] fere o princípio da isonomia tributária e fere porque está tratando de maneira igual os desiguais”, afirma Yoshimoto, se referindo ao fato de que dois hospitais de porte diferente podem ser enquadrados na mesma categoria. “O Einstein [hospital] não vai produzir a mesma quantidade de lixo que um hospital de pequeno porte e os dois podem pagar a mesma taxa”, ressalta.

Impasse
Desde 2002, quando a taxa foi instituída, o assunto é discutido na esfera jurídica. Em 2009 e 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu duas súmulas vinculantes (mecanismo que impede juízes de instâncias inferiores de decidir de maneira diferente do STF) dizendo que não haveria inconstitucionalidade na cobrança da taxa, já que a prefeitura informa o quanto deve ser cobrado de cada estabelecimento.

Por outro lado, o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, analisou os argumentos de alguns hospitais que entraram com pedido para não pagarem a taxa e chegaram a uma conclusão diferente. “Apesar das súmulas, desembargadores da 14ª Câmara de Direito Público entendem que é um absurdo cobrar a taxa do lixo com base em uma presunção do volume de lixo que o estabelecimento vai produzir”, diz a advogada Yoshimoto. Ela ressalta que o TJ não está indo contra o STF, mas julgando outro ponto da lei.

O Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (Sindhosp) entrou com ações na Justiça logo após a instituição da taxa. “Não somos favoráveis a essa taxa, achamos justo que se cobre alguma coisa por esse serviço porque todos os hospitais e clínicas precisam tratar esse material para depois colocar a disposição da coleta, mas nem sempre geram essa quantidade de resíduos”, afirma Eriete Teixeira, superintendente do departamento jurídico do Sindicato.

Yoshimoto acredita que o valor da taxa seja repassado de alguma forma para a população que usa os serviços de saúde. “Eles acabam repassando porque é um custo operacional. O valor vai entrar na conta do orçamento.”

Na última semana, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) anunciou a criação de uma comissão para rever os critérios usados na cobrança da taxa. Isso porque após reunião com representantes de categorias da saúde, Kassab foi cobrado sobre casos de cobranças supostamente indevidas.

Fonte iG

Humor: Saúde sucateada no Brasil

Denúncia contra ex-assessor é “extremamente grave”, diz ministro

Reportagem da revista Veja revela que ex-assessor de Alexandre Padilha teria recebido R$ 200 mil de empresários

Um ex-assessor do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), teria recebido R$ 200 mil para manter um suposto esquema de corrupção dentro do Ministério da Saúde envolvendo os seis hospitais federais do Rio de Janeiro. As revelações são da revista "Veja" desta semana. Em entrevista coletiva na manhã deste sábado, o ministro classificou o episódio como “extremamente grave” e revelou que o ex-assessor já é alvo de procedimentos investigatórios da Controladoria Geral da União (CGU) e da Polícia Federal (PF). “Eu estou indignado”, afirmou Padilha.

De acordo com a reportagem, em junho de 2011, Edson Pereira de Oliveira recebeu quatro depósitos que totalizaram R$ 200 mil de empresários suspeitos de integrarem um esquema milionário de desvio de recursos no Rio. Uma das empresas depositárias teve contratos da ordem de R$ 3,8 milhões para uma empresa farmacêutica graças a contratos com um hospital universitário carioca. O assessor trabalhava junto ao Ministério desde janeiro de 2011.

Segundo a publicação, esse dinheiro seria para cobrir dívidas de campanha que o ex-assessor contraiu durante a campanha municipal de 2008, quando ele disputou a prefeitura de Ibititá (BA). Edson Oliveira também trabalhou com Padilha na Secretaria de Assuntos Federativos em 2005. O ministro conhecia Oliveira há aproximadamente 20 anos, mas negou qualquer relação pessoal com ele.

“Não tenho motivo para ter encontro pessoal com ele”. Pela reportagem da revista, Oliveira deixou o ministério no final do ano passado. O ministro afirmou que ele foi exonerado após se afastar das funções por um “longo período”.

Auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) revelou que no período houve indícios de desvio de recursos da ordem de R$ 124 milhões, de R$ 887 milhões contratados pelo Ministério da Saúde. “São novos fatos extremamente graves e se associam a outros fatos graves que estamos detectando”, afirmou Padilha em coletiva neste sábado..

O ministro Alexandre Padilha informou que pediu uma investigação contra o assessor junto à Polícia Federal e também à Controladoria Geral da União (CGU) após ter conhecimento das denúncias da Veja. O novo procedimento administrativo contra Oliveira, conforme Padilha, faz parte de uma ação de reestruturação administrativa iniciada no primeiro trimestre do ano passado. Uma reestruturação que já detectou ações como formação de cartel ou indícios de direcionamento de procedimentos licitatórios.

Padilha informou que essa reestruturação já resultou em uma economia de R$ 50 milhões nos seis hospitais federais do Rio de Janeiro e em substituições de contratos que resultaram em uma redução de 43% em locações de equipamentos e de 49% em contratos com empresas terceirizadas. Um total 37 contratos já foram suspensos por indícios de irregularidades.

Fonte iG

40% dos contratos da saúde estavam irregulares no RJ, aponta relatório da CGU

De 99 contratos auditados pela Controladoria Geral da União, 41 apresentavam irregularidades e foram suspensos

Resultado preliminar de uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) revela que 40% dos contratos firmados pelo Ministério da Saúde para atender aos seis hospitais federais do Rio de Janeiro (Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e dos Servidores) apresentavam indícios de irregulares.

Pelos dados do ministério divulgados neste sábado (31), de 99 contatos auditados desde abril do ano passado, 41 foram suspensos por suspeitas de formação de cartel, identificação de sobrepreço, manipulação de procedimentos licitatórios, entre outras irregularidades apenas nos hospitais federais do Rio. O universo abrange 37 contratos relacionados a obras e quatro a aluguel de equipamentos. A suspensão destes contratos resultou em uma economia da ordem de R$ 50 milhões, conforme o Ministério e 32 novos procedimentos licitatórios foram abertos para substituir as contratações fraudulentas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que “enfrentar o que tivesse que enfrentar”, após o início da auditoria instituída pela CGU, em abril do ano passado. “Quando nós começamos o processo de reestruturação (do Ministério), tanto na centralização das contas, quanto na apuração, eu digo que estávamos absolutamente preparados a enfrentar o que tivesse que enfrentar”, disse Padilha. “Seja um contrato, sejam 40, sejam 50, sejam 5%, sejam 40% dos contratos, nós vamos até o fim no processo de apuração”.

No Rio de Janeiro, o rombo da saúde chega a aproximadamente R$ 124 milhões de R$ 887 milhões contratados pelo Ministério da Saúde desde 2008 em contratos de obras e prestação de serviços, conforme levantamento da CGU divulgado recentemente. Houve casos em que a CGU detectou contratos com superfaturamento da ordem de 180%. “Quando fizemos uma análise de medicamentos e de insumos praticados pelos hospitais federais do Rio de Janeiro, nós identificamos uma variação muito grande de preços entre os hospitais e uma variação praticada entre os hospitais com outras compras feitas pelo Ministério da Saúde”, afirmou Padilha.

Neste sábado, reportagem da revista “Veja” afirma que um ex-assessor de Padilha recebeu R$ 200 mil de empresas ligadas ao setor farmacêutico do Rio para manter um esquema de corrupção dentro do Ministério. Desde terça-feira passada, o Edson Pereira de Oliveira passou a ser investigado pela CGU e pela Polícia Federal (PF). O ministro negou relação com o ex-assessor

Fonte iG