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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Com economia brasileira aquecida, pobres comem e engordam mais

População de menor renda é a que ganha mais peso nos últimos anos

Quase metade da população brasileira está acima do peso. E 15% é considerada obesa, segundo o Ministério da Saúde.

Números que estão diretamente relacionados com o bom momento econômico. Ganha-se mais, come-se mais. Mas o brasileiro não tem dado importância ao que se come. E é a população mais pobre que tem engordado mais.

Com a economia em alta nos últimos anos, o Brasil - em parte - se livrou do peso da miséria.Em compensação, a periferia ganhou quilos. E muitos.
Os excessos estão na cara, na cintura e nos quadris, principalmente entre as mulheres. O brasileiro - mesmo de baixa renda - come cada vez mais. O que não quer dizer que coma melhor. 
Fonte R7

Sobe para 32 os casos de antraz na China contagiados por gado

A China registrou dois novos casos de infecções por antraz no nordeste do país, elevando o número de afetados pelo contato direto com gado doente na última semana para 32, informaram nesta terça-feira (16) as autoridades de saúde locais.

Os dois novos casos de infecção cutânea por antraz ocorreram em Donggang, na Província de Liaoning, a 100 km da primeira cidade em que foi registrado o surto da bactéria.

Por isso, os analistas de saúde citados pela agência estatal de notícias Xinhua consideram que as 32 infecções foram originadas pela mesma fonte, conforme pesquisas iniciais por manter contato direto com o gado afetado pelo antraz.

Na manhã de ontem, as autoridades confirmaram a doença em quatro dos afetados, enquanto os demais 28 estão passando ainda testes médicos.

Devido ao resultado das pesquisas iniciais, o governo de Liaoning sacrificou ou desinfetou nos últimos dias mais de 400 cabeças de gado e inspecionou 20 mil pessoas.

O antraz é uma infecção cutânea causada pelo contato direto com animais ou produtos de origem animal infectados pela bactéria Bacillus anthracis que é letal se não for dado o tratamento adequado.

Os sintomas costumam ser dor cutânea ao tato, marcas na pele, frequentemente com tumores que alcançam o tamanho de um ovo, acompanhado de mal estar geral e febre.

Os esporos da bactéria podem ser usados em ataques bélicos e, após o ataque ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001, chegaram a ser enviados a alguns políticos americanos por meio de cartas. Na época, cinco pessoas morreram e 22 ficaram doentes.

Fonte R7

Filhos de mães deprimidas têm um cérebro diferente

cérebro
Parte ligada às respostas emocionais e a autodefesa são maiores nessas crianças

Cientistas da Universidade de Montreal, no Canadá, descobriram que a amígdala cerebral – uma parte do cérebro ligada às respostas emocionais – é maior em filhos de mães deprimidas.

Alterações semelhantes, porém de maior magnitude, foram encontradas nos cérebros de crianças adotadas que passaram parte da infância em orfanatos.

Segundo os cientistas, o estudo concluiu que os cérebros são mais sensíveis à qualidade da assistência recebida, de acordo com o estudo dirigido por Sonia Lupien e seus colegas da Universidade de Montreal.

A amígdala está envolvida na atribuição de significado emocional à informação e eventos, e isso contribui para a forma como nos comportamos em resposta a riscos potenciais. A necessidade de aprender sobre a segurança ou o perigo de novas experiências pode ser maior no início da vida, quando sabemos pouco sobre o mundo que nos rodeia. De fato, estudos sobre outros mamíferos, como primatas, mostram que a amígdala se desenvolve mais rapidamente logo após o nascimento.

- Nós não sabemos se o alargamento que temos observado é o resultado da exposição em longo prazo a atenção de menor qualidade. Mas nós mostramos que crescer com uma mãe deprimida está associado à amígdala alargada.

A amígdala pode ser protetora através de um mecanismo que produz os hormônios do estresse conhecido como glicocorticoides. Os pesquisadores observaram que os níveis de glucocorticoides dos filhos de mães deprimidas que participaram neste estudo aumentou significativamente quando eram confrontados com situações desconhecidas, indicando uma maior reatividade ao estresse nas crianças.

Adultos que cresceram em circunstâncias semelhantes, uma vez que estas crianças apresentam níveis mais altos de glicocorticoides e uma maior reação de glicocorticoides ao participar de testes de estresse de laboratório.

- O que seriam as consequências em longo prazo desta reatividade aumentada ao estresse é desconhecido até o momento.


Os cientistas trabalharam com crianças de 10 anos de idade, cujas mães apresentaram sintomas de depressão ao longo da vida, e, entre eles descobriu que a amígdala, era maior do que entre as crianças que não tinham mães deprimidas.

Para eles, o atendimento personalizado às necessidades das crianças pode ser o fator chave para descobrir se há, de fato, uma relação entre o tamanho da amígdala e as reações de defesa entre essas crianças.

Outros estudos mostraram que as mães deprimidas eram menos sensíveis às necessidades de seus filhos e ficavam mais retraídas, explicou Sopie Parenta e Jeans Segui, da Universidade de Montreal, que seguiu os filhos ao longo dos anos.

Embora o estudo não possa esclarecer as causas da amígdala alargada, os pesquisadores observaram que os estudos de adoção também têm demonstrado que as crianças que foram adotadas mais cedo na vida e nas famílias mais ricas do que os outros não tinham amígdala alargada.

- Isto sugere fortemente que o cérebro pode responde fortemente ao meio ambiente durante seu desenvolvimento inicial e confirma a importância da intervenção precoce para ajudar crianças que enfrentam adversidades.

Ter um Perinatal adequado e passar a infância em ambientes domésticos, além de manter cuidados adequados com as crianças pode atenuar efeitos descompassados no cérebro das crianças, diz Segui.

Fonte R7

Mãe com câncer perde guarda de filhos em caso polêmico

Mãe câncer filhos
Justiça diz que mulher não poderá ficar com os filhos durante o tratamento

A Justiça americana decidiu que uma mãe com câncer de mama não poderá ficar com a guarda de seus filhos enquanto se submete a um tratamento experimental.

Alaina Giordano, de 37 anos, luta com a Justiça americana há diversos meses pela guarda dos filhos Bud, de seis anos, e Sofia, de 11 anos.

Mas na última sexta-feira (12), um tribunal do Estado da Carolina do Norte decidiu que as duas crianças devem viver com o pai em Chicago, a cerca de 1.300 km da cidade de Durham, onde a mulher permanece em tratamento contra um câncer de mama em estágio avançado.

O caso vem causando polêmica nos Estados Unidos, desde que um amigo de Giordano lançou uma campanha na internet para conseguir apoio a sua causa.

Em um post na página da campanha no Facebook, a americana comentou a sentença.

– Enquanto escrevo, estou lidando com o difícil reconhecimento de que meus filhos terão que viver a 1.300 km de mim, até que minha apelação seja ouvida. Por causa dessa decisão legal, meus filhos e eu temos que lamentar a perda uns dos outros.

Campanha
O pai das crianças, Kane Snyder, se mudou recentemente para Chicago por causa de um novo emprego.
Segundo a revista americana Time, o julgamento do caso foi marcado por acusações mútuas de traição, más condutas e violência doméstica entre Giordano e Snyder – que ainda não estão legalmente divorciados.

Mas a mãe reuniu centenas de apoiadores por meio de uma campanha na internet, organizada por um amigo de infância, em que diz estar sendo discriminada por estar doente.

Mais de 21.600 pessoas "curtiram" a página da campanha no Facebook, que se chama "Alaina Giordano não deve perder seus filhos porque tem câncer de mama".

Segundo a página pessoal de Alaina no site, a Justiça da Carolina do Norte decidiu retirar dela a guarda dos filhos porque "não há como dizer o quanto ela vai viver".

Em uma declaração no Facebook horas após o anúncio da decisão judicial, Giordano disse que começa uma "cruzada" para "eliminar o preconceito por razões médicas como fator decisivo em casos de custódia".

Ela está se submetendo a um tratamento experimental no Centro Médico da Universidade de Duke, em Durham.

Viver na cidade é uma condição para que Alaina participe do tratamento, mas ela diz que visitará os filhos em Chicago.

– Eu recebo um tratamento de primeira classe em Durham. Mas não se iludam, eu irei viajar até Chicago para ver meus filhos regularmente. Eles irão se beneficiar do amor e do apoio da mãe deles.

Fonte R7

Testes rápidos de HIV aumentaram 36% em SP

De acordo com a  Folha de S.Paulo, a procura por testes rápidos de HIV no Centro de Referência em DST/Aids do estado aumentou 36% no primeiro semestre do ano. Foram realizados 3.407 exames, com quase 5% de resultados positivos.

A  maoiria dos que fizeram o exame são homens. A Secretaria da Saúde atribui o resultado ao fato de que as mulheres com parceiro fixo não se consideram vulneráveis ao HIV.

Fonte Agência Aids

Cientistas criam bactéria sintética contra infecção hospitalar



Biólogos de Cingapura projetaram uma bactéria sintética que detecta e destrói a Pseudomona aeruginosa, uma das principais causadoras das infecções hospitalares.

Os cientistas, que publicaram seu trabalho nesta terça-feira em "Molecular Systems Biology", esperam que esta tecnologia sirva para desenvolver novos métodos para combater bactérias que são cada vez mais resistentes aos antibióticos.

Apesar de estudos anteriores, os cientistas demonstraram o potencial das bactérias criadas para tratar infecções, e esta é a primeira vez que uma destas bactérias sintéticas consegue detectar e eliminar um patogênico específico em um cultivo de laboratório, disse um dos autores, Matthew Wook Chang, da Universidade Tecnológica Nanyang de Cingapura.

Segundo Chang, o próximo passo será experimentar em animais, antes que se possam realizar testes clínicos com humanos. O tratamento poderia administrar-se em forma de pastilha ou de bebida probiótica.

A P. aeruginosa pode causar infecções respiratórias e gastrintestinais frequentemente letais em pacientes gravemente doentes e com o sistema imunológico fraco, sobretudo em hospitais. A bactéria é cada vez mais resistente aos antibióticos, o que torna mais urgente a necessidade de novos tratamentos, afirma o estudo.

Para combatê-la, os pesquisadores desenvolveram uma variante da Escherichia coli, uma bactéria presente no intestino dos humanos, que combinada com partes da própria P. aeruginosa pode detectá-la e destruí-la.

A vantagem deste sistema em relação aos antibióticos é que permite prevenir as infecções, assinalaram os autores. "Se nossas bactérias projetadas já estão presentes no intestino humano podem destruir os patógenos infecciosos enquanto que penetram no intestino, inclusive antes que se produza uma infecção grave", explicaram.

Fonte Folhaonline

Terapia com bonsai ajuda a coordenação motora e a concentração



Na aula de bonsai, Tsuneo Takada, 82, aperta com força a tesoura de cortar galhos e levanta para ver como a árvore está crescendo. Nada surpreendente se ele não tivesse perdido parte dos movimentos em um derrame, do qual se recupera há quatro anos.

"Os médicos disseram que ele tinha dois anos para se recuperar. Depois, era difícil ter melhora", lembra Cleide Takada, 54, filha de Tsuneo.

Foram dois anos de terapia, sem muito resultado. Até que a família convidou Kenji Sugui, paisagista que cuidava do jardim japonês da casa, para ensinar bonsai a Tsuneo duas vezes por semana.

Sugui nunca tinha feito isso. O bonsai era um hobby, adotado depois de ele ter trocado a publicidade pelo paisagismo, há 12 anos.

"O bonsai foi uma saída para mim. Eu tive problemas de saúde por ansiedade. Funcionou como terapia."

No começo, as aulas foram orientadas por Cecilia Biesemeyer, terapeuta ocupacional. Mesas e apoios foram adaptados. Os resultados começaram a aparecer logo.

"É uma atividade que deixa ele feliz, nem percebe que está se exercitando, não pensa que é uma tarefa como os outros exercícios", diz Cleide. Segundo ela, seu pai não para de melhorar.

Não foi um milagre. "O bonsai é uma atividade que estimula a capacidade de planejamento, a coordenação motora e a concentração. Além do mais, é algo de que esse paciente gosta", diz a terapeuta. Sempre que pode, ela utiliza a jardinagem na reabilitação de pessoas com dificuldades motoras.

Para Fábio Noronha, autor do livro "Cultivando Bonsai no Brasil" (Escrituras, 172 págs., R$ 36,90), essas miniaturas vivas exigem mais dedicação do que plantas comuns, fazendo com que a pessoa estabeleça um vínculo afetivo com elas. "É uma relação intensa e benéfica. Quem sofre de ansiedade melhora com a prática."

Noronha diz que qualquer um pode ter um bonsai, se estiver disposto a cuidar dele. "Não é frágil ou difícil. Mas as pessoas são acostumadas a ter plantas como se fossem objetos. Um bonsai não sobrevive se for esquecido."

Fonte Folhaonline

Exame de toque retal: perguntas e respostas



A consulta com o urologista tornou-se uma rotina nos dias de hoje. O câncer de próstata é o tumor maligno mais detectado no sexo masculino e atinge grande parcela da população após os 50 anos. A utilização dos novos meios de diagnóstico e tratamento do câncer de próstata permite a detecção precoce e a cura desta doença.

Por isso, campanhas de esclarecimento promovidas pelo Sistema Público de Saúde e amplamente divulgadas pela Sociedade Brasi-leira de Urologia e pela mídia difundiram a informação que todo homem com mais de 50 anos (em alguns casos, após os 40 anos) precisam consultar o urologista anualmente para se proteger contra o câncer de próstata. Apesar disso, muitos homens relutam em consultar o médico urologista pelo receio de que tenham que se submeter ao toque retal.

Mas por que isso é necessário ?
Será que com toda evolução tecnológica da medicina atual este exame ainda precisa ser feito?
Não há um exame que substitua esse toque ?

Essas perguntas são repetidas insistentemente por todos os que consultam os urologistas. As respostas são curtas e secas: “é necessário por que é o melhor exame”; ou então “o toque faz parte do exame físico”. Na verdade, as razões que levam as pessoas a ter receio de se submeter ao exame vão desde questões simplesmente culturais até o medo de descobrir mesmo uma doença e ter que se tratar.

Todavia, quando recebem explicações mais detalhadas sobre o toque retal, todas as pessoas que consultam o urologista vencem facilmente qualquer constrangimento e não se incomodam mais em serem examinadas.

Porque não posso simplesmente fazer um exame de sangue ou uma ultra-sonografia?
Na fase em que a doença pode ser curada não ocorrem manifestações clínicas. Porém ausência de sintomas não representa ausência de doença. O tumor inicial é muito pequeno para provocar desconforto nos indivíduos. Se esperarmos o crescimento do tumor a ponto de produzir sintomas, perderemos a oportunidade de curar o câncer da próstata. Por isso é necessário procurar pelos primeiros sinais que o câncer de próstata produz, antes que ele se manifeste.

Quando o tumor é muito pequeno, os métodos de diagnóstico por imagem não são capazes de distinguir claramente o tumor do tecido normal. Com freqüência, o exame diz que não existe tumor, mas ele está presente. Outras vezes o exame sugere que existe um problema, mas na realidade é apenas uma inflamação. Tumores pequenos são identificados corretamente pela ultra-sonografia em menos de 50% dos casos. Um exame mais sensível para a detecção do tumor na fase inicial é a dosagem do antígeno prostático específico (PSA de prostatic specific antigen).

O PSA é uma substância produzida na próstata para ser eliminada junto com o sêmen. Tem a finalidade de ajudar o espermatozóide no processo de fecundação. As taxas de PSA no sangue geralmente são baixas, muitas vezes inferiores a 2,5 ng/dl. As células cancerosas produzem uma quantidade maior de PSA que as células normais. Assim, se fizermos a dosagem do PSA no sangue e encontrarmos valores superiores a 2,5 ng/dl em alguns casos, ou superiores a 4,0 ng/dl em outros, poderemos estar diante de um câncer de próstata. Porém, não é somente o tumor maligno que é capaz de aumentar o PSA. O tumor benigno (hiperplasia de próstata) e a infecção (prostatite) também produzem mais PSA e podem confundir o diagnóstico.

O câncer de próstata também causa um endurecimento dos tecidos que adquirem a consistência de pedra. Somente o câncer tem esta característica. Além disso, o local mais freqüente em que o tumor se origina é na região periférica da glândula, próxima ao intestino reto. Por isso, o toque retal é o exame mais sensível para detectar o tumor quando ele ainda está pequeno. Ao tocar na próstata, através do reto, o urologista consegue sentir a área endurecida.

Pode-se afirmar que se três médicos examinarem cem pacientes com câncer de próstata utilizando isoladamente somente um recurso, aquele que solicitar somente uma ultra-sonografia identificará corretamente cerca de 50% dos casos. O que se utilizar somente o PSA, identificará 70 a 90% e aquele que se valer somente do toque retal, 80 a 95%. Para garantir maior segurança no exame preventivo a melhor opção é a realização do PSA e do toque retal em conjunto.

O toque retal é dolorido ?
O médico deve fazer o exame delicadamente para não provocar dor no paciente. Normalmente, o toque é feito com o dedo indicador, revestido por uma luva de plástico ou de látex, adequadamente lubrificado. A dor só ocorre se o paciente já tiver um problema na região do ânus. Porém, mesmo assim, é mínima.

A sensação de dor é afetada por problemas psicológicos. Normalmente, a pessoa que sente medo do exame, refere mais dor. Porém, a maioria das pessoas, depois de devidamente esclarecida sobre o exame pelo seu médico, fica tranqüila e refere que o toque retal é muito mais simples do que lhe parecia. Mesmo na presença do câncer, o toque retal não dói.

O que o urologista quer saber, ao fazer o toque retal ?
A fazer o exame, o médico procura identificar a próstata, que fica logo à frente do intestino reto. Ele avalia o tamanho do órgão, seus limites e características anatômicas habituais. A próstata normal tem consistência macia (como a da ponta do nariz), limites precisos e um sulco na região mediana, que a divide em dois lobos laterais (direito e esquerdo). O tamanho é equivalente ao de uma noz.

Quando há hiperplasia benigna, a próstata cresce mas preserva sua consistência e seus limites continuam fáceis de identificar. Se existir um tumor, o urologista pode sentir uma região (nódulo) com a consistência bastante endurecida (pétrea) e identificá-lo quando ainda é curável (pequeno). Neste caso, ele poderá indicar a realização de uma biópsia de próstata para confirmação da suspeita.

Com tumores grandes, toda a próstata fica endurecida e seus limites ficam difíceis de identificar. Quando o toque retal é feito anualmente, a partir dos 50 anos, o médico identifica a doença quando ela ainda é apenas um nódulo e tem todas as chances de cura. Se o exame é adiado, para quando os sintomas surgem, a doença será identificada apenas quando for tarde demais.


Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia - www.sbu-sp.org.br

Estudo detecta 5 variações genéticas ligadas a câncer de próstata



A descoberta de cinco variações genéticas hereditárias ligadas a um tipo câncer de próstata mais agressivo abre o caminho para um exame sanguíneo capaz de distinguir entre os tumores mais perigosos e os de evolução mais lenta, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.

"Os biomarcadores podem distinguir entre os pacientes com um tumor de próstata latente e aqueles que sofrem um câncer de próstata mais agressivo", explicou Janet Stanford, autora principal deste estudo clínico, publicado na versão on-line da revista "Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention".

"Enquanto estudos prévios sugeriam que as características genéticas são determinantes no desenvolvimento deste câncer, esta pesquisa é a primeira a estabelecer o papel das variações genéticas específicas na mortalidade", disse Stanford, coordenadora do programa de pesquisas sobre o câncer de próstata do Centro Hutchinson.

Os participantes portadores de quatro destas cinco variações apresentaram risco 50% maior de morrer de câncer de próstata do que aqueles com duas mutações ou menos.

"Estes marcadores podem ser utilizados clinicamente com outros indicadores já conhecidos de câncer de próstata para avaliar a agressividade do tumor, como a pontuação de Gleason, e identificar os homens com risco elevado", acrescentou Stanford.

O Centro Hutchinson apresentou um pedido de patente para estes cinco marcadores.

Atualmente, um número elevado de homens, especialmente os de mais idade, com tumores de próstata de evolução lenta e baixa probabilidade de morrer, são submetidos a tratamentos desnecessários, como a eliminação da glândula, sendo expostos a efeitos colaterais como impotência sexual e incontinência urinária, segundo os autores desta pesquisa.

Além disso, estes tratamentos desnecessários têm um alto custo econômico, avaliado de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões ao ano nos Estados Unidos.

"Decidimos estudar as variações nos genes que desempenham potencialmente um papel-chave nos processos biológicos que podem contribuir para o avanço do câncer de próstata, como a inflamação, a produção de esteroides, o metabolismo, a reparação do DNA, o ritmo circadiano e a atividade da vitamina D", disse Stanford.

Para este estudo, os cientistas, inclusive os que trabalham no Instituto Nacional do Câncer (NCI, na sigla em inglês), analisaram o DNA das amostras de sangue de um grupo de 1.309 homens de Seattle (Washington) com câncer de próstata e de 35 a 74 anos no momento do diagnóstico.

Os cientistas estudaram 937 alterações em 156 genes. Vinte e duas destas variações parecem estar relacionadas com a mortalidade por este câncer.

Os autores do estudo analisaram estas 22 variações genéticas em outra população de 2.875 homens na Suécia de 35 a 74 anos e com câncer de próstata.

Eles descobriram que cinco destas variações no DNA se associam fortemente com a mortalidade por câncer de próstata.

Uma proporção muito maior de doentes morreu de câncer no grupo da Suécia (17,4%), em comparação com o de Seattle (4,6%), durante um período de acompanhamento de seis anos e meio.

Esta diferença nas taxas de mortalidade corresponde às taxas nacionais dos Estados Unidos e da Suécia: os suecos morrem quase quatro vezes mais de câncer de próstata que os americanos.

O câncer de próstata é o tipo de câncer mais comum entre os homens, depois do câncer de pele, e tem aumentado fortemente nos últimos anos.

Em 2010, nos Estados Unidos, 217.730 novos casos foram diagnosticados e 32.050 homens morreram vítimas desta doença.

Fonte Folhaonline

Quimioterapia aquecida causa polêmica nos EUA

Um número crescente de hospitais nos EUA vem oferecendo um tratamento controverso para pacientes com tumor colorretal ou de ovário.


Numa manhã recente, na Universidade da Califórnia em San Diego, o médico Andrew Lowy fez o tratamento em um paciente. Depois de abrir por completo o abdome do homem, Lowy mergulhou as mãos no fundo da cavidade e examinou órgãos à procura de tumores.

Lowy foi retirando todos os que encontrou. "Isso está saindo como se fosse papel de parede", disse o médico, enquanto tirava parte do revestimento interno da cavidade abdominal do paciente.

Depois de duas horas cutucando e cortando, Lowy acionou uma máquina, que bombeou a quimioterapia aquecida na cavidade abdominal por 90 minutos, enquanto enfermeiras manipulavam o abdome inchado do paciente, para espalhar as drogas.

Hospitais como o Centro Médico University Hospitals Case, em Cleveland, o Centro Médico Montefiore, no Bronx, e o Massachusetts General aderiram ao método.

Mas David P. Ryan, diretor do Centro de Câncer do Massachusetts General Hospital, questiona a técnica. Ele diz que a sobrevida aparentemente maior se deve à seleção de pacientes que poderiam ter se saído bem sem a químio quente.

Segundo Paul Sugarbaker, cirurgião do Centro Hospitalar Washington e defensor da técnica, as células cancerosas não resistem ao calor como as células saudáveis. E colocar a químio sobre os tumores é mais eficaz do que usar a corrente sanguínea.

Uma pesquisa feita há mais de dez anos com 105 pacientes na Holanda mostrou que pacientes submetidos à técnica tiveram o dobro da sobrevida (quase dois anos) do que os que receberam só a químio intravenosa.

Mas 8% dos que fizeram o "banho quente" morreram por causa do tratamento.

O procedimento dura ao menos oito horas, e a recuperação leva até seis meses.

Muitas vezes, é preciso extirpar, além dos tumores, órgãos como o baço, a vesícula biliar, os ovários e o útero.

Alguns pacientes, como a advogada Gloria Borges, 29, dizem que a técnica adiou uma sentença de morte.

Mas o oncologista Alan Venook disse que dois pacientes seus sofreram muito. "Uma perdeu parte da parede abdominal para infecções e teve uma morte dolorosa."


Editoria de arte/folhapress

Tradução de CLARA ALLAIN

Fonte Estadão

Conheça diferenças entre a depressão e o estado de melancolia


O cineasta dinamarquês Lars von Trier trouxe à cena a melancolia, que estava escondida num canto escuro da casa, encoberta pelo termo médico "depressão".

Seu novo filme é um retrato desse estado de ânimo em todos os aspectos: dos psiquiátricos (sintomas da depressão) aos filosóficos (a tristeza como consciência da solidão humana no universo).


Divulgação
Justine (Kirsten Dunst), deusa e mártir da melancolia, luta contra o sentimento paralisante no longa de Lars von Trier
Justine (Kirsten Dunst), deusa e mártir da melancolia, luta contra o sentimento paralisante no longa do dinamarquês Lars von Trier

O tema está na ordem do dia, afirma o psicólogo Marco Antônio Rotta Teixeira, que faz sua tese sobre melancolia e depressão na tradição do pensamento ocidental. "Mas a melancolia vem sendo falada com a roupa da depressão."

O atual conceito médico da depressão usa dados mensuráveis para definir esse estado, como tempo de duração de sintomas.

Para a psicanálise, a melancolia é o estágio mais extremo da depressão. A apatia do melancólico é fruto da perda de algo ou de alguém, que precisa ser compreendida e superada, em um processo semelhante ao do luto. A diferença é que, enquanto no luto a perda é compreendida, na melancolia ela é inconsciente: não se sabe o que foi perdido.

"Nada atrai o melancólico, a não ser o próprio sofrimento. Ele está absorvido nele mesmo", diz Sandra Edler, autora de "Luto e Melancolia: À Sombra do Espetáculo" (Civilização Brasileira, R$ 19). A cultura atual conspira contra o melancólico, diz a psicanalista. "Se a pessoa perde algo, precisa se recolher, mas a vida a chama para um eterno desempenho, se não quiser perder espaço."

É o que pensa, também, a psicóloga Ana Cleide Moreira, autora de "Clínica da Melancolia" (Escuta, R$ 37). "Se não temos tempo nem de pensar, não percebemos a perda de algo importante."

Nesse caso, é mais fácil aliviar o sofrimento com remédios. "A sociedade não assimila os estados de tristeza. Precisamos eliminá-los rapidamente para continuar trabalhando", diz Teixeira.

Essa crítica não significa, ressalta ele, fazer apologia da tristeza ou rejeitar as chances dadas pela ciência para lidar com ela.

"As pessoas falam que há um aumento dos casos de depressão, mas o que as pesquisas mostram é um aumento na prescrição de antidepressivos", diz o psiquiatra Ricardo Moreno, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Mas psiquiatras, psicanalistas e psicólogos concordam que drogas têm um papel importante.

"Muitas vezes é necessário tratar a melancolia com remédios. Sem eles, alguns não conseguem nem chegar ao consultório", diz a psicanalista Sandra Edler.

TEMPERAMENTO DE GÊNIOS
No filme de Trier, as referências aos sintomas de depressão são explícitas. Como na cena em que Justine (personagem baseada na experiência pessoal do cineasta) não consegue nem entrar no banho.

Os clichês usados para abarcar a tristeza profunda também estão lá: noite, lua, sombras, noiva.

É a retomada da concepção de melancolia como algo que tem uma manifestação doentia (a depressão), mas não é só isso, não pode ser explicado só pela ciência e transcende o indivíduo.

Mesmo sem dizer seu nome, as pessoas reconhecem o sentimento de melancolia. Está na hora em que você percebe não fazer parte da festa, no banzo da noite de domingo, na lembrança da morte.

"A melancolia ganhou diferentes definições na história e até hoje é assim, dependendo de quem fala dela" diz Teixeira.

Hipócrates (460-377 a.C.) a definiu como doença causada por acúmulo da bile negra, que resultaria no temperamento melancólico. O vocábulo vem do grego "melas" (negro) e "kholé" (bile).

O filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) levou o conceito para outro plano: a melancolia era uma característica da genialidade, associada ao conhecimento e à intelectualidade.

O professor e crítico de arte Rodrigo Naves lembra que a associação entre genialidade e melancolia é de uma época em que o conceito de individualidade não existia.

"A melancolia era uma deusa, que regia as artes liberais. Nessa noção, a pessoa é preenchida por algo que vem de fora, é regida por entidades, planetas", diz Naves.

Na mitologia e na astrologia, é Saturno, deus do tempo, que devora seus filhos, que traz a morte. No filme de Trier, é o planeta que vem acabar com o mundo.

"A grande ideia da melancolia é justamente a de embaralhar as fronteiras entre dois temperamentos que parecem opostos: o da pessoa deprimida e o da pessoa criativa", diz Frédéric René Guy Petitdemange, professor de História da Arte da Universidade Anhembi Morumbi.

Na semana passada, Petitdemange deu uma aula sobre a iconografia da melancolia na arte do Ocidente, baseada em uma exposição sobre esse tema realizada em Paris e Berlim, em 2006.

Para ele, a essência da melancolia -tristeza profunda ligada ao sentimento de vazio, à perda e à impossibilidade de encontrar sentido nos rituais sociais- não mudou. "A maneira de se discutir o tema pode mudar, mas são questões universais."

Editoria de Arte / Folhapress

Fonte Folhaonline

Desafio diário do profissional que tem que cuidar da própria saúde

Conheça os profissionais da área da saúde que têm ou já tiveram problemas parecidos com os de seus pacientes

SÃO PAULO - O fato de não enxergar ajuda o fisioterapeuta Tomas Yoshio Makiyama, de 40 anos, a perceber os desvios mais sutis no alinhamento corporal de seus clientes. "Não ter a visão me capacita para o que faço porque tenho uma precisão e uma sensibilidade maior."
 
Makiyama é um dos poucos brasileiros especializados no método Rolfing, que prevê o realinhamento do corpo por meio de uma espécie de massagem nos tecidos que envolvem os músculos e os tendões. É também um profissional que atua na área da saúde com limitações, mas sem dificuldades.

Além dele, o JT acompanhou um pouco do trabalho da portadora de hidrocefalia Jocastra Hanna Jesus Oliveira, que trabalha no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp); conheceu a assistente social Célia Roseli Duarte Redo, do Hospital das Clínicas, que se decidiu pela profissão após ficar 40 dias internada no local (leia mais abaixo); e ouviu também o relato de Neide Bratan (depoimento nesta página), instrumentadora cirúrgica do Hospital São Luiz que já teve leucemia.

Nenhum deles se conhece, mas têm em comum o desafio diário de lidar com problemas direta ou indiretamente relacionados à própria saúde. E isso não atrapalha. Pelo contrário: as limitações transformam-se em habilidades especiais e em vontade de fazer o melhor pelos pacientes.

Desde os três meses de idade, Makiyama sofre de glaucoma congênito (o líquido presente no interior do olho é impedido de ser drenado adequadamente). Depois de passar por várias cirurgias, ele perdeu parte da visão aos 14 anos. Cinco anos mais tarde, quando estudava para o vestibular de fisioterapia, já não conseguia mais enxergar. Quando começou o curso, na Universidade de São Paulo (USP), ouviu de alguns professores que, por ele ser cego, aquela não era a profissão para ele.

"Andando ao lado de uma pessoa, consigo identificar seu padrão de marcha, saber se ela está usando mais a musculatura da direita ou da esquerda, se ela tem algum mecanismo de compensação", diz ele, acrescentando que sua sensibilidade apurada já lhe rendeu o apelido de ‘bruxo’.

Seus pacientes, muitos também profissionais da saúde, relatam que o tratamento que ele oferece promove um aumento da consciência corporal, uma melhora nas dores e até uma alteração na conduta emocional. "Tenho uma paciente que vivia em uma ansiedade tremenda. Depois do tratamento, ficou mais organizada não só corporalmente, mas também no trabalho", conta.

Ponto a favor
A jovem Jocastra, de 21 anos, descobriu que tinha hidrocefalia aos 15. Diferentemente da maioria dos casos, ela não nasceu com a doença, mas a adquiriu depois de um acidente em que sofreu uma pancada na cabeça. A condição caracteriza-se pelo acúmulo de líquido na cavidade craniana. "Tinha muita dor de cabeça, vômito e desmaios. Ia sempre em pronto socorros e eles sempre falavam que era virose. Fiquei até com problema nas veias de tanto que aplicavam soro", relata.

Quando, finalmente, foi diagnosticada, ela precisou receber uma válvula na cabeça que tem a função de direcionar o excesso de líquido para a cavidade abdominal. Decidida, voltou a estudar um mês depois de passar pela segunda cirurgia.

Há dois anos ela trabalha como auxiliar administrativa no Icesp. "Quando participei da seleção, perguntei se a doença seria um empecilho. O gerente disse que isso era um ponto a mais a meu favor, que eu saberia atender melhor um paciente justamente por ter essa experiência."

Jocastra cursa administração hospitalar e nem pensa em deixar a área da saúde. "Sinto que faço um bom trabalho. Consigo saber o que o outro está sentindo porque já vivi situações parecidas. Quero devolver o bom atendimento que recebi.

‘A doença não pode me derrubar’
A assistente social Célia Roseli Duarte Redo, do Hospital das Clínicas, tem uma doença rara e sem cura. "Como dizia um querido médico que me atendeu, Crohn não mata, mas judia muito", relembra, bem-humorada, apesar de ter diarreias constantes e dores.

O problema de saúde de Célia, hoje com 53 anos, provoca inflamações crônicas no intestino desde que ela tinha 22 anos. Na época, cursava Direito e morava no Rio de Janeiro. Como a doença era rara, os médicos recomendaram que ela fizesse o tratamento no Hospital das Clínicas de São Paulo. Durante sua longa internação em que recebeu os primeiros cuidados, percebeu que muitos pacientes ficavam perdidos e cheios de dúvidas não esclarecidas. "Comecei a orientar as senhorinhas sobre os exames que elas precisavam fazer. Decidi que queria largar a faculdade de Direito e fazer Serviço Social."

Além de tomar medicamentos, ela já passou por cirurgias, mas o problema persiste. "Tenho diarreia direto, a gente acaba se sujando em público. Isso já aconteceu comigo no shopping, no trabalho... Mas nada me derruba. Volto para casa, troco de roupa e volto a trabalhar", diz, sorridente.

É sempre com simpatia que Célia atende os pacientes do setor de hematologia do Hospital das Clínicas. "Acabo passando minha experiência pessoal para o familiar ou para o próprio paciente. Saio realizada do trabalho por poder ensinar as pessoas a abrir seus próprios caminhos."

DEPOIMENTO: "A doença mudou minha vida. Hoje prezo pela qualidade de vida e aprendi a valorizar as pessoas"

Em 2007, fui até o pronto-socorro do hospital em que trabalho, o São Luiz. Sentia muita dor de cabeça e suspeitava que sofria de enxaqueca. Mas como a dor não passava, o plantonista que me atendeu resolveu fazer um exame de sangue. Dias depois, os médicos pediram para eu refazê-lo.

Eu descobri que tinha leucemia assim, por acaso, de surpresa. No mesmo dia em que fui internada, resisti à ideia de estar doente. Não me sentia doente. Queria uma comprovação. Só me conformei e acreditei que estava com leucemia quando vi o resultado do segundo exame.

Logo após o diagnóstico, comecei as sessões de quimioterapia. Em três dias perdi todo o meu cabelo. Mas isso não foi o pior. Difícil mesmo foi aceitar que naquele momento eu era a paciente e estava lá para ser ajudada e não ajudar. Tinha medo, por exemplo, de ser contaminada por um cateter. Quando você não tem a consciência do que uma contaminação pode trazer, fica mais sossegado. Mas, sabendo dos riscos, é muito mais difícil.

As pessoas me davam banho, escovavam meus dentes. É uma invasão total de privacidade. Passei seis meses internada, sendo 28 dias na UTI com um quadro de septicemia. Entrava em pânico quando pensava estatisticamente em quantas pessoas saíam daquela situação. Mesmo assim, consegui administrar o medo e consegui resistir. Estou há três anos em remissão e ainda faço acompanhamento periódico.

A doença mudou minha vida. Hoje prezo pela qualidade de vida e, no meu trabalho, aprendi a ver tudo de forma diferente. Evito fazer os atendimentos aos pacientes de maneira mecânica. Também procuro ver o lado humano dos meus colegas. Além disso, faço palestras em ONGs de pacientes com leucemia. Aprendi a valorizar as pessoas.

Fonte Estdaão