Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Siac receberá relato de acidente com produto para saúde

Foto: Reprodução
O governo federal inaugura nesta quinta-feira, 29, um sistema pelo qual os profissionais de saúde vão relatar casos de acidentes graves ou fatais relacionados a produtos ou serviços defeituosos. No Sistema de Informações de Acidentes de Consumo (Siac), esses profissionais registrarão ocorrências como medicamentos com efeitos inesperados a falhas em brinquedos, cosméticos e alimentos que colocaram em risco a saúde e a segurança do consumidor. 

A ideia é que a notificação desses casos pelos profissionais da rede pública de saúde (médicos, enfermeiros, psicólogos, dentistas, entre outros) seja obrigatória. No primeiro momento, porém, a adesão ao Siac será espontânea. O Hospital Municipal de Cuiabá foi escolhido para testar o sistema, embora qualquer profissional de saúde já possa fazer a ocorrência por meio do site (siac.justica.gov.br). 

Para preencher o formulário, é preciso informar o número de registro nos conselhos profissionais. O Ministério da Saúde informou que estão previstos cursos para incentivar a adesão dos profissionais ao cadastro e que o processo será semelhante ao que foi feito para a identificação nos hospitais de ocorrências de violência a mulheres. 

"Não queremos criar mais uma obrigação. Esperamos encontrar novos parceiros para ampliar a fiscalização de produtos inseguros no Brasil, responsáveis por muitos gastos da saúde pública e privada no País", disse Juliana Pereira, titular da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), órgão ligado ao Ministério da Justiça. 

Os agentes de saúde informarão dados pessoais dos pacientes, qual o produto ou o serviço que gerou o problema e os procedimentos adotados. Há campos específicos para colocar a marca, o modelo e o fornecedor do produto, mas o preenchimento não é obrigatório, porque muitas vezes os próprios consumidores não se lembram dessas informações. O Ministério da Justiça não pretende tornar públicas essas denúncias, a não ser que alguma irregularidade motive uma reação governamental. 

A análise dos dados será feita pelos ministérios da Justiça e da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa é que esse monitoramento dos acidentes de consumo amplie a fiscalização por parte do governo. Será possível, por exemplo, determinar medidas corretivas como recall ou identificar categorias de consumidores e regiões mais afetadas por produtos e serviços defeituosos. O governo espera, inclusive, reduzir o impacto desses acidentes nos cofres públicos, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS). 

O modelo, de acordo com a secretária, é semelhante ao de outros países, como os Estados Unidos, com a diferença de que lá os dados repassados pelos profissionais da área de saúde são comprados por diferentes órgãos, incluindo os governamentais. Juliana afirma que o projeto representa um "grande salto" porque permite o mapeamento de problemas por um profissional com faro investigativo. 

Estadão

Nova cirurgia reconstrói de uma vez a mama, o mamilo e a auréola após câncer

Nova técnica minimiza as consequências de uma
intervenção por câncer de mama
Hospital da Espanha lança sistema de reconstrução mamária integral 

Um hospital da Espanha lançou um sistema de reconstrução mamária integral que, em uma única cirurgia de extirpação de um tumor, permite reconstruir a mama, o mamilo e a auréola. 

Os responsáveis do Hospital do Bellvitge, em Barcelona, apresentaram nesta quinta-feira (30), a nova técnica, com a qual já foram operados 22 pacientes, que minimiza as consequências de uma intervenção por câncer de mama e que se publica na revista referente mundial em cirurgia plástica, "Plastic and Reconstructive Surgery". 

O cirurgião plástico do Hospital de Bellvitge, Joaquim Muñoz, explicou que a nova técnica se aplica às pacientes às quais não é recomendável o autotrasplante de tecido por estarem abaixo do peso ou serem fumantes, por exemplo.

Entre 25% e 35% das mulheres com câncer de mama precisam fazer mastectomia total para fazer a extirpação do tumor maligno. Até agora, a reconstrução do mamilo e da auréola era feita em um intervalo entre três meses e um ano depois da primeira cirurgia. A cirurgia é feita utilizando uma endoscopia para extrair o músculo grande dorsal para ser transplantado no "recheio" da mama extirpada.

A função desse músculo é ser uma espécie de sutiã natural com o mesmo tecido da paciente, assim como proteger a prótese mamária que dá o volume ao peito reconstruído. 

Outra vantagem dessa técnica inovadora é a possibilidade de uma rápida incorporação a outro tratamento complementar que possa ser aplicado, como radioterapia ou quimioterapia. Muñoz lembrou que mais de 90% das pacientes com câncer de mama superam a doença, mas o objetivo é minimizar as consequências e garantir a melhoria da qualidade de vida das pacientes.

EFE / R7

Tomar sol sem proteção pode provocar doenças nos olhos, afirma especialista

A utilização de óculos escuros é fundamental para proteger
os olhos da luz intensa
Exposição excessiva ao ultravioleta pode danificar córnea ou superfície ocular 

A exposição ao sol por longos períodos podem provocar problemas nos olhos, de acordo com o médico cirurgião-oftalmologista Renato Neves.

— Não sentimos os raios ultravioleta, porém eles causam sérias doenças no nosso organismo. Pessoas mais expostas à luz solar têm uma maior tendência a desenvolver doenças oculares, como por exemplo, a catarata. 

De acordo com o médico, a ação aguda dos raios UV sobre os olhos provoca queimaduras na superfície ocular semelhantes aquelas causadas na pele. E o efeito da longa exposição sem a devida proteção é cumulativo.

Neves ainda explica que a exposição excessiva ao ultravioleta refletido na areia ou no chão, ou até mesmo na neve, pode danificar a córnea ou a superfície ocular, causando doenças como a conjuntivite. Segungo o especialista, é necessário também proteger os olhos de lesões agudas causadas por breves saídas durante os dias de sol muito forte. 

O especialista ainda acrescenta que em dias nublados também é recomendado o uso de óculos escuros.

— O que pouca gente sabe é que mesmo nos dias nublados, os raios de sol passam através das nuvens finas, por isso também é importante usar os óculos de sol. Verão requer cuidado especial com os olhos.

A escolha do óculos de sol adequado também é indispensável, pois o principal é que os óculos bloqueiem de 99 a 100% dos raios UVA e UVB. E os óculos devem envolver a sua face, de têmpora a têmpora, para que os raios solares não penetrem pelo lado. 

Dicas:

— Se possível proteja-se do sol das 10h da manhã e 14h da tarde; 

— O que vale é a lente filtrar toda a radiação UV. O preço, modelo e cor dos óculos são de importância secundária; 

— Veja sempre se há o selo de qualidade e de proteção UV nos óculos de sol

R7

Regras para termos como "light" e "isento de" já entraram em vigor

Regras para termos como "light" e "isento de" já entraram em vigor Jonas Ramos/Especial
Foto: Jonas Ramos / Especial
Critérios, estabelecidos pela Anvisa em 2012, buscam evitar mensagens enganosas 

Você sabe o que é um alimento light? E o que significa um produto "rico em"? Ou com "alto teor de"? Desde o dia 1º de janeiro, as novas regras para o uso desses e outros termos já estão em vigor. 

Os critérios foram estabelecidos em novembro de 2012 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para auxiliar os consumidores a entender as nomenclaturas, evitar mensagens equivocadas e ajustar as normas brasileiras aos países do Mercosul. 

A resolução alterou a forma de uso de termos como light, baixo, rico, fonte, não contém, entre outros. Os alimentos que trouxerem na rotulagem a alegação light, por exemplo, devem ter pelo menos 25% a menos de algum nutriente. Ou seja, o termo só poderá ser empregado se o produto apresentar redução nutricional em comparação com a versão convencional. 

A norma estabelece, ainda, critérios para o uso das alegações de fonte e alto teor de proteínas, que receberam a exigência de comprovação adicional de critério mínimo de qualidade. 

— Essa determinação tem por objetivo proteger o consumidor de informações e de práticas enganosas — afirma a gerente de produtos especiais da Anvisa, Antônia Aquino. 

A regulamentação também criou oito novas alegações nutricionais. Para isso, foram desenvolvidos critérios para alimentos isentos de gorduras trans, ricos em ômega 3, ômega 6 e ômega 9, além dos sem adição de sal. 

De acordo com Antônia, essas alegações foram estabelecidas com o intuito de estimular a reformulação e desenvolvimento de produtos industrializados mais adequados do ponto de vista nutricional. 

A norma exige, também, o uso de esclarecimentos e advertências relacionados ao uso de uma alegação nutricional de forma visível e legível nas embalagens, com o mesmo tipo de letra da alegação nutricional. Devem ter cor contrastante com o fundo e, pelo menos, metade do tamanho da alegação nutricional.

Zero Hora

Pediatras indicam cuidados com a saúde das crianças no calor

Pediatras indicam cuidados com a saúde das crianças no calor Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra /  Agência RBS
Uso de boné é importante para proteger as crianças do sol
Alimentação, proteção solar e segurança são 
fatores importantes 

Tradicional período de descanso e lazer, os meses de verão exigem dos pais o reforço em alguns cuidados com as crianças. Além da segurança no mar, piscina ou rios, é preciso prestar atenção em fatores como alimentação, vestimenta e exposição ao sol. 

De acordo com a pediatra Roseli Kripka, a alimentação das crianças nos dias muito quentes deve ser variada, composta de legumes, verduras, carbodratos (arroz, batata, polenta), proteína animal (carnes, aves, peixes) e proteína vegetal (feijões, lentilha, grão de bico). 

— As carnes, os peixes e as aves devem ser cozidos, assados ou grelhados. É importante sempre ter cuidado na aquisição e conservação dos alimentos, para afastar o risco de contaminação — indica a pediatra.

Ainda segundo Roseli, um prato colorido é sempre mais atraente para as crianças. Uma dica é colocar os alimentos em porções pequenas, adequadas a idade da criança, sem forçar a alimentação. Também é importante nunca guardar para outra refeição o resto da comida que sobrou no prato pelo alto risco de contaminação. 

O calor pode diminuir o apetite das crianças. Nesses casos, é recomendado que os pais ofereçam frutas frescas da estação, sucos naturais sem adição de açúcar e muita água. Se a comida ou a bebida forem rejeitadas, o indicado é oferecer os alimentos com maior frequência. Para o preparo dos pratos, não esquecer de higienizar adequadamente frutas, legumes e verduras, além de sempre lavar bem as mãos.

Cuidados na viagem 
Para quem vai aproveitar os meses quentes para viajar deve levar na mala roupas leves e realizar a viagem em horários de menor intensidade do trânsito. Se o trajeto for longo, é recomendado organizar paradas para descanso e não esquecer de oferecer água e alimentos para as crianças. Verificar se a criança está com a carteira de vacinação em dia também é importante antes de embarcar. 

— Conforme a idade da criança, é aconselhável preparar algum tipo de entretenimento para o trajeto da viagem e protegê-la da incidência direta do sol — lembra o pediratra Marcelo Pavese Porto. 

Se for viagem de avião, o especialista recomenda ter alguma mamadeira para a criança sugar na aterrissagem. Aqueles que mamam no peito, oferecer especialmente durante os procedimentos de aterrissagem, para não causar dor no ouvido. Para os maiores é indicado oferecer um chiclete. 

Se o destino da viagem tiver praia ou piscina, é preciso ficar atento à segurança e sempre acompanhar os pequenos. Também recomenda-se evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, sempre com fotoprotetores, e utilizar outras formas de proteção como roupas com tecidos protetores, chapéus e óculos. 

— Todas as partes do corpo devem ser protegidas, mas especialmente as mãos, o rosto, nariz, orelhas, pernas e pés, que são mais expostos ao sol que as outras partes. Lembrar sempre de utilizar chapéus ou bonés — lembra o pediatra. 

As crianças podem e devem usar óculos escuros, desde que sejam com boas lentes. Os protetores solares são recomendados para crianças a partir de seis meses de idade. Porém, não é recomendado expor bebês menores de seis meses ao sol, exceto por períodos curtos e respeitando o horário do sol, sempre protegidos com roupas e chapéus. 

Outra dica é que os pais desenvolvam atividades na sombra para diminuir o período de exposição ao sol. Reaplicar o protetor solar a cada duas horas ou menos, se a criança estiver brincado muito na água.

Zero Hora

Pessoas com reações lentas são mais propensas a morrer mais cedo, indica estudo

Pessoas com reações lentas são mais propensas a morrer mais cedo, indica estudo Diego Medrano/Stock.xchng
Foto: Reprodução
Segundo pesquisadores britânicos, falta de atenção é tão perigosa quanto o cigarro 

Se você é um tanto demorado para tomar decisões não corre apenas o risco de ficar para trás, mas também de acabar morrendo mais cedo. Pelo menos é o que dizem pesquisadores da Universidade de Edimburgo. Segundo eles, a falta de atenção pode ser tão perigosa quanto o hábito de fumar. Acredita-se que a lentidão do cérebro pode ser um sinal de uma deterioração maior do corpo. 

O estudo avaliou os dados de mais de cinco mil participantes, que realizaram testes do seu tempo de reação em 1990, quando tinham entre 20 e 59 anos. Aqueles que foram mais lentos se mostraram 25% mais propensos à morte nos 15 anos seguintes do que os que foram rápidos na média. Aqueles que foram lentos em algumas ocasiões e rápidos em outras também apresentaram risco de morte precoce. 

O tempo de reação não foi relacionado a mortes por câncer, mas sim por ataque cardíaco ou derrame. 

— Nossa pesquisa mostra que um simples teste de tempo de reação de pode prever a sobrevivência independente da idade, sexo, grupo étnico ou nível socioeconômico — afirmou o principal autor do estudo, Gareth Hagger-Johnson. 

Segundo Hagger-Johnson, a velocidade com a qual o cérebro responde pode espelhar o estado geral do organismo. Isso significa que o tempo de reação lento pode ser sinal de outras doenças.

Zero Hora

Doenças respiratórias também podem surgir no verão

Doenças respiratórias também podem surgir no verão Ilya Andriyanov/Deposit Photos
Foto: Reprodução
Uso mais frequente do ar condicionado e aumento do consumo de bebidas geladas podem contribuir para a incidência do problema 

O verão de 2014 está entre um dos mais quentes dos últimos anos. Mas temperaturas elevadas não livram as pessoas das infecções respiratórias. A pneumonia, por exemplo, é muito comum também no verão. A necessidade dos cuidados de prevenção continua, principalmente entre os grupos mais suscetíveis: idosos e crianças menores de cinco anos. 

O pneumologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) José Roberto Jardim, explica que o ar condicionado, tão utilizado no verão, ajuda a proliferar bactérias e fungos e por isso exige manutenção e limpeza constantes. 

— O uso do ar condicionado acaba trazendo mais infecções, além de ressecar as mucosas nasais, barreiras importantes para filtrar o ar inspirado — diz. 

Para amenizar a baixa umidade do ar, a recomendação do especialista é beber muita água. 

Cerca de 1,6 milhão de mortes — a maioria em idosos e crianças menores de cinco anos — são causadas no mundo a cada ano por uma única bactéria, o pneumococo (Streptococcus pneumoniae), segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A mesma bactéria pode ser a causadora de um grupo de infecções conhecidas como doenças pneumocócicas (DPs), sendo a pneumonia a mais comum. 

Jardim também explica que o consumo de bebidas geladas pode diminuir a resistência pulmonar, principalmente em idosos ou pessoas com a saúde debilitada. Com a resistência mais baixa, o risco da pneumonia é maior. 

— Alimentação adequada e atividade física são fundamentais para melhorar a resistência do organismo e, consequentemente, diminuir as infecções — diz o especialista.

Zero Hora

Contra intervenção, Saúde garante abastecimento de hospitais

Um dia depois dos Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual ajuizarem ação com pedido de intervenção federal na rede pública estadual de saúde, diretores da Fundação Hospitalar convocaram imprensa e os órgãos de controle para conhecer o Centro de Logística, onde ficam armazenados todos os medicamentos e insumos que abastecem a rede hospitalar; governo fez investimento de R$ 10 milhões na compra de materiais 

:

ASN - Os órgãos de controle externo e a imprensa conheceram na manhã desta quarta-feira, 29, o Centro de Logística da Fundação Hospitalar de Saúde. No local, ficam armazenados todos os medicamentos e insumos que abastecem a rede hospitalar do Estado, gerenciada pela FHS, assim como o setor de expedição desses itens para as unidades da rede. 

Os diretores da Fundação apresentaram, também, o novo sistema de controle de produtos, desenvolvido pela equipe de informática da FHS, que permite a visualização do estoque desde a ata de preço até a chegada na farmácia da unidade hospitalar. 

A promotora de justiça do Estado, Euza Missano, o controlador geral do Estado, Adinelson Alves, e o médico cirurgião Ivan Paixão acompanharam a visita e a apresentação. "Está excelente", disse Euza Missano. Enquanto conhecia cada setor da Celog, Euza Missano destacou que o estoque abastecido das unidades hospitalares é um grande avanço. "A assistência farmacêutica é um dos principais itens no atendimento de qualidade assistencial à população", destacou.

A apresentação serviu, também, para esclarecer sobre os investimentos em medicamentos e insumos realizados nos últimos dias com recursos no valor de R$ 10 milhões, resultado também de medidas adotadas que visam à economia. "Nesses dois últimos meses, a nova gestão da Fundação Hospitalar, por determinação do governador Jackson Barreto, reduziu diversos contratos, rescindiu outros, exonerou diversos cargos, o que proporcionou economia", explicou o diretor geral. 

A economia proporcionou a compra de medicamentos e insumos suficientes para abastecer a rede hospitalar da FHS nos próximos dois meses, além de permitir que a gestão faça o planejamento dos itens para 2014. "Isso dá uma tranquilidade à gestão e ao usuário porque a partir de agora, além de estarmos com a rede abastecida, podemos planejar nos próximos dias todo o ano de 2014", destacou. 

Após a estrutura de armazenamento e estoque dos medicamentos e insumos, os presentes conheceram o novo sistema de controle online dos estoques de medicamentos. "Esse software foi desenvolvido por técnicos da Fundação", explicou o diretor administrativo financeiro da FHS, André Marques. "O sistema permite a comunicação entre as unidades hospitalares e a Celog em tempo real e vai permitir também visualizar o que está faltando ou que poderá faltar, ou não", destacou. 

André Marques demonstrou o sistema passo a passo. "Esse novo sistema possibilita ver na tela o lote, a validade, a quantidade, o dia da entrega e até o preço unitário de cada medicamento ou insumo", falou. 

Ele acrescentou que o controle de estoque em tempo real otimiza o atendimento e consequentemente vai gerar economia nas compras, pois evita desperdícios.

"É uma medida importante, pois a partir do momento que são adotados sistemas de controle é possível gerenciar melhor o estoque, acabando com os eventuais desabastecimentos que possam ocorrer na rede hospital", ressaltou. "O sistema é uma ferramenta ágil que vai evitar a falta de medicamentos e insumos. Com ele podemos saber se determinado medicamento foi consumido em qualquer unidade hospitalar da Fundação e promover a reposição desse item", detalhou o coordenador de TI da FHS, Cláudio Ramos.

Brasília 247

Assistir a um programa burro deixa você mais burro

imagem-siever
Pense duas vezes antes de ligar a televisão no BBB
Segundo um estudo, as pessoas são influenciadas de maneiras sutil, mas signifcativamente, por produtos de baixa qualidade. 

Você não precisa ser muito esperto para saber que o Big Brother é um lixo. Entre as piores desculpas para assistir o programa, uma delas é que ele é “desestressante” e “inofensivo” (qualquer coisa com Pedro Bial declamando poema não pode ser descrita dessa maneira, mas vamos adiante). 

Bem, não é inofensivo. Ao contrário. É emburrecedor — cientificamente falando. 

Um estudo conduzido por Markus Appel, professor associado da Universidade de Linz, na Áustria, concluiu que quando as pessoas não pensam criticamente sobre o que estão consumindo numa mídia correm o risco de “assimilar características mentais expostase”. 

Em outras palavras, a estupidez de participantes e apresentadores de absurdos como o BBB é danosa à saúde, ainda que temporariamente. 

“Não é como uma doença que você pode ter por um longo tempo. Nós não estamos dizendo que você será prejudicado um dia depois de ler um livro estúpido ou ver um programa de TV ruim”, disse Appel. “Mas a pesquisa mostrou que o desempenho em testes de conhecimento é prejudicado por esse tipo de coisa”. 

Apesar de sua tese ter sido publicada em 2011, no jornal Media Psychologyi, em tempos de BBB ela é mais atual do que nunca. 

Num experimento com 81 pessoas, Appel pediu a diferentes grupos que lessem um roteiro que contava o caso de Meier, um hooligan alcoólatra e intelectualmente debilitado. Metade recebeu a instrução de pensar de maneira diferente do protagonista, enquanto a outra metade não teve instrução nenhuma antes de ler. 

Em seguida, todos fizeram um teste. O grupo que fez uma leitura crítica se saiu muito melhor — um processo que Appel considera ser responsável por manter longe do efeito contagioso da imbecilidade. Conhecimento geral não é o mesmo que QI, é claro. Mas os resultados, de acordo com Appel, “ajudam a reforçar a tese de que as pessoas são influenciadas de maneira sutil, mas significativamente, por produtos de baixa qualidade”.

Bella, uma bailarina do BBB 14, parecia ter alguma consciência do nível de indigência da atração criada pelo hoje milionário John De Mol. Há algumas semanas, foi flagrada pela TV numa dúvida. “Será que as pessoas ‘faz’ isso mesmo, ‘compra’ [o pacote para ver o BBB]? Tem mais o que fazer, não, que ficar vendo umas conversa ‘troncha’ (sic) que nem essa…” 

Inteligente essa Bella.

El Hombre

Amil é obrigada a custear medicamento para câncer de mama a todos os clientes

Divulgação
Amil: nova condenação para custear tratamento
Dose do Faslodex custa cerca de R$ 3 mil; decisão é tomada depois de empresa negar custeio a paciente de São Paulo, que faleceu 

Depois de se negar a custear um medicamento para câncer de mama para uma de suas clientes, a Amil – maior grupo de saúde suplementar do Brasil – foi condenada a fornecê-lo para todos os seus 3,2 milhões de clientes de planos médico-hospitalares. A decisão, de um juiz de São Paulo, saiu nesta segunda-feira (27) – depois da morte da paciente, segundo seu advogado. Cabe recurso. 

O remédio é o Faslodex, usado para tratar o câncer quando a doença começa a se espalhar da mama para outros tecidos do corpo – a chamada metástase. Cada dose custa em média R$ 3 mil, um preço relativamente baixo, segundo Rafael Schmerling, diretor de Pesquisas Clínicas da Sociedade Brasileira de Oncologia Química (SBOC). 

“Está longe de ser um dos mais caros da oncologia. O problema é que a estratégia dos convênios médicos é reduzir a assistência ao paciente”, afirma o médico. “E a melhor estratégia para redução de custos é melhorar o atendimento à doença precoce, não é deixar de assistir o paciente no curso final [da doença].” 

Segundo a gerente jurídica da SBOC, Lúcia Maria de Paula Freitas, a negativa de cobertura de medicamentos para câncer é comum. "Não interessa nem ao Sistema Único de Saúde (SUS) nem às operadoras, com honrosas exceções, que sejam agregados ao tratamento [do paciente] os custos das práticas mais avançadas", afirma. 

O Faslodex também não é fornecido pelo SUS, e já existe pelo menos uma ação coletiva, movida pela Defensoria Pública da União em Goiânia, para garantir o custeio pela rede pública. 

Descumprimento de decisão
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), uma cliente da Amil conseguiu, na Justiça, o direito ao custeio do medicamento. A operadora, entretanto, estava descumprindo a decisão e, por isso, um inquérito civil foi instalado. 

Nesta segunda-feira (27), o juiz Sergio da Costa Leite, da 33ª Vara Cível de São Paulo, concedeu uma liminar (decisão provisória) que obriga a Amil a custear o medicamento para todos os seus clientes, mesmo que os contratos firmados com os clientes prevejam a exclusão. 

Para o promotor responsável pelo caso, Gilberto Nonaka, a decisão – que entra em vigor dois dias depois de a empresa ser notificada, o que ainda não ocorreu – vale para todo o País, e até mesmo para clientes de outras operadoras do Grupo Amil (Amico, ASL, Excelsior e Amil Planos por Administração). No total, o conglomerado tem 4,7 milhões de clientes de planos médico-hospitalares. 

“No caso de outras empresas do grupo econômico virem a descumprir a liminar, isso será interpretado como burla à decisão judicial, porque se estará incidindo na prática abusiva – já reconhecida pelo Poder Judiciário – por intermédio de outra pessoa jurídica, mas do mesmo grupo econômico”, diz Nonaka. 

O MP-SP ainda pediu que a Amil seja condenada a reembolsar todos os clientes que tiveram de bancar o Faslodex até hoje, e a divulgar a sentença em seu site. Os pedidos, entretanto, ainda não foram analisados. 

A Amil informou que não comenta decisões Judiciais em processos nos quais ainda caiba recurso. 

Caso os pedidos do MP-SP sejam aceitos pelo juiz Sergio Leite, será pelo menos a terceira vez que a Amil é condenada a ressarcir seus clientes por práticas consideradas ilegais pela Justiça de São Paulo. 

Em novembro do ano passado, a operadora foi condenada a pagar pelos stents, dispositivos que evitam o entupimento de vasos sanguíneos e usados em cirurgias cardíacas ou vasculares. Cada prótese custa, em média, de R$ 2 mil a R$ 10 mil.

Em 2012, o grupo também foi condenado a rever os reajustes aplicados aos contratos firmados com micro e pequenas empresas. A decisão obriga a Amil a deixar o critério da sinistralidade, que permite aumentar o valor das mensalidades de acordo com o grau de utilização dos serviços médicos. 

ANS nega insegurança jurídica 
As três decisões contra a Amil põem em causa condições estabelecidas nos contratos que as operadora firma com os seus clientes – termos que passam pelo crivo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Questionada sobre a série de questionamentos judiciais à maior operadora do País, o órgão regulador nega a existência de insegurança jurídica no setor. 

"Os efeitos dessa decisão judicial não alcançam a ANS nem qualquer outra operadora, somente a que está referida no processo", informou a agência, em nota. "Portanto, não há o que falar sobre 'insegurança jurídica no setor'." 

A agência descatou ainda que seu programa de mediação de conflitos resolveu 84% das 71.431 queixas recebidas contra as empresas, e que a lista básica de produtos e serviços a serem oferecidos por todas as operadoras – chamada de Rol de Procedimentos – é revisada a cada dois anos com a participação da sociedade.

Neste ano, passaram a constar do rol 37 medicamentos para tratamento oral de diversos tipos de câncer (como intestino, mama, próstata, alguns dos mais frequentes entre a população) na lista de produtos a serem fornecidos gratuitamente pelas empresas. 

Elas [as operadoras] têm 21 dias, depois de acionadas, para fornecer o medicamento ao paciente."

iG

Médicos brasileiros criam técnica que devolve ereção a quem tirou a próstata

Técnica desenvolvida por médicos religa os nervos
rompidos na prostatectomia, que levava à disfunção erétil
Cirurgia retira nervos da perna e liga com nervos que foram lesados por conta da retirada da próstata; técnica inovadora foi desenvolvida na Faculdade de Medicina da Unesp 

Médicos brasileiros da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) em Botucatu desenvolveram uma cirurgia que religa os nervos que foram rompidos durante a retirada da próstata, o que reverte o problema da impotência sexual. 

A técnica consiste em retirar um pedaço de cerca de 30 centímetros de um nervo na perna, dividir esse nervo em dois pedaços de 15 centímetros cada e fazer um enxerto no nervo lesado da face lateral do pênis. 

“Quando retiramos o nervo da perna do paciente (nervo sural), ele fica com a face lateral do pé como se estivesse permanentemente anestesiada. Mas é algo leve, que a pessoa nem se importa”, explica José Carlos Souza Trindade, urologista e coordenador da pesquisa. 

Depois da cirurgia, que é considerada pouco invasiva, o paciente vai para casa em até 48 horas e o resultado final da cirurgia – o fim da impotência sexual – pode aparecer em até 2 anos. O motivo da demora é porque é necessário que fibras cresçam a partir do nervo enxertado e façam a ligação com o nervo do pênis. 

“É possível comparar a cirurgia com um fio elétrico. Abrimos a capa do fio e expomos o cobre. Retiramos esses vários fiozinhos de cobre que estão rompidos e substituímos por outro, mas este outro demora cerca de 8 meses para crescer (fibras) e fazer a ligação com o outro nervo receptor, que seria na vida real o nervo do pênis”, explica Trindade. 

A técnica é complexa, mas os resultados são satisfatórios. Dos 10 pacientes que foram submetidos a essa cirurgia, quatro já podem se dizer curados e outros dois ainda não completaram um ano de cirurgia, tempo médio para se obter resultados. Segundo Trindade, o prognóstico deles é bom. Os outro quatro não tiveram bom resultado por conta de outros tratamentos como radioterapia para combater o câncer. 

Histórico 
O início dos estudos que levaram à essa técnica revolucionária foi um trabalho experimental de estrutura de nervos. “Publicamos em 1994. A técnica chamada término lateral foi desenvolvida por nós para outro uso, como recuperar paralisias musculares da face”, conta o urologista. 

O uso da técnica no combate à falta de ereção, apesar de já ter sido apresentada em congressos no Brasil e no exterior e ser amplamente discutida com o nome de “end to side” (tradução para Término Lateral), ainda será publicada em periódicos científicos, quando poderá servir de base para cirurgiões aplicarem a técnica ao redor do mundo. 

Participaram do desenvolvimento do estudo também os filhos de Trindade, o urologista José Carlos Souza Trindade Filho e o radiologista André Petean Trindade, além do cirurgião plástico Fausto Viterbo, todos da Unesp de Botucatu, além do anatomista Wagner de Favaro, que atualmente leciona na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

iG

Samu poderá ser acionado através do Facebook

Foto: Reprodução
Aplicativo foi anunciado nesta quinta pelo Ministério da Saúde 

Rio - Uma ambulância com apenas um clique no Facebook. O Ministério da Saúde apresentou ontem um aplicativo integrado à rede social que permite acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O mecanismo possibilita ainda acompanhar o trajeto da ambulância até o local do atendimento e prever o tempo de socorro. 

A novidade será usada, em fase de testes, no Carnaval de Salvador e durante a Copa do Mundo. Ao acessar o aplicativo, o cidadão deverá informar se tem plano de saúde, se é hipertenso, diabético ou alérgico. As informações ficarão disponíveis para os integrantes da equipe que prestará o socorro. 

Como o aplicativo é sincronizado ao perfil no Facebook, o usuário pode indicaros parentes ou amigos para serem acionados, automaticamente, em caso de uma emergência. O chamado será registrado também na página do doentes.

A expectativa é a redução do tempo de resposta para cada atendimento, pois o aplicativo fornece, de forma automatizada e instantânea, ao sistema do Samu, todas as informações básicas que são pedidas pelo técnico que atende ao chamado. Além disso, a identificação e a localização precisas são enviados pela internet.  

Diagnóstico ampliado 
O Ministério da Saúde anunciou também que vai incorporar 15 novos exames para diagnosticar doenças raras e credenciar hospitais e instituições para fazer atendimento de pacientes portadores dessas enfermidades. Será criada uma rede para tratamento para cerca de oito mil doenças raras. 

Atualmente, pessoas com doenças raras são atendidas principalmente em hospitais universitários. Com a mudança, o número de instituições de apoio aumentará.

iG