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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Parar de fumar melhora qualidade de vida do ex-fumante

Além dos benefícios à saúde, parar de fumar pode melhorar o bem estar psicológico do ex-fumante, afirmam pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos EUA.

De acordo com os autores, aqueles que conseguem parar de fumar se sentem mais satisfeitos com a vida de forma geral, tanto um como três anos após largarem o vício, em comparação àqueles que continuam fumando durante o mesmo período.

Publicado no periódico Annals of Behavioral Medicine, o estudo envolveu 1,5 mil fumantes que ingressaram em um tratamento para largar o vício. Os pesquisadores avaliaram aspectos relacionados à qualidade de vida geral (saúde, auto-estima, filosofia de vida, padrão de vida, trabalho, lazer, aprendizagem, criatividade, serviço social, relações amorosas, amizades, relacionamentos com as crianças, as relações com familiares e amigos), emoções positivas e negativas e ocorrência de estresse. Os voluntários foram acompanhados durante três anos.

Os fumantes acreditam que sua qualidade de vida pode diminuir com a cessação do fumo. Entretanto, os pesquisadores descobriram que, a longo prazo, aqueles que alcançaram a meta de largar de vez o cigarro não passaram por diminuição da qualidade de vida, ao contrário, sentiam-se mais felizes e satisfeitos com suas vidas em comparação àqueles que desistiram do tratamento.

“Alguns fumantes acreditam que parar de fumar irá afetar seu bem estar, uma vez que isso interfere diretamente na quebra de rotinas, nos relacionamentos, perda de prazer relacionada ao tabagismo, cessação ou porque os priva de uma estratégia de enfrentamento. Mas nossos resultados mostram evidências claras que, no longo prazo, essas pessoas serão mais felizes e satisfeitas do que se não tivessem parado”, concluem os autores.

Fonte O que eu tenho?

Mães que trabalham fora têm menos chance de ter depressão

Mães com vida profissional são mais saudáveis do que aquelas que não trabalham. É o que sugere um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA.

Publicado no periódico Journal of Family Psychology, o estudo afirma que as mães com empregos têm menos chances de terem depressão e apresentam melhor saúde, de uma forma geral, quando comparadas a mães que ficam em casa. No entanto, o ideal seria trabalhar meio período.

Os resultados foram obtidos com base em entrevistas feitas com quase 1,4 mil mães logo após o nascimento de seus filhos. Os pesquisadores acompanharam essas mulheres por mais de uma década.

Entre mães que trabalhavam meio período e outras que se ocupavam com o trabalho em tempo integral, não houve diferenças nos sintomas gerais de saúde ou depressivos. Porém, as mães que trabalhavam meio período tinham o mesmo envolvimento com a escola dos filhos do que as que não trabalhavam e mais envolvimento do que as que ficavam fora em tempo integral. Além disso, elas se mostraram mais sensíveis do que as que optaram por trabalhar fora o dia inteiro.

Para os autores, os danos à saúde das mulheres que ficam em casa com seus filhos podem ocorrer porque elas são mais socialmente isoladas, o que aumenta os riscos de depressão. “Essas mulheres podem também sofrer mais estresse, por passarem muito tempo em casa com as crianças. As diferenças entre a saúde desses dois estilos de maternidade são significativas apenas para mulheres que têm filhos pequenos. Quando eles passam a frequentar a escola, a saúde das mães que ficam em casa se iguala à das mães trabalhadoras, já que quando os filhos começam a ir às aulas as mulheres se estressam menos”, finalizam.

Fonte O que eu tenho?

Guatemala: Estudo deixou 83 mortos entre 1946 e 1948

Entre 1946 e 1948, centros de pesquisa norte-americanos expuseram 5,5 mil cidadãos da Guatemala a doenças sexualmente transmissíveis como sífilis e gonorreia, a fim de testar a eficácia da penicilina, principal antibiótico para esse tipo de mal.
 
Cerca de 1,3 mil foram infectados, das quais apenas 700 receberam tratamento. Os testes, que foram autorizados pelo governo guatemalteco, que aparentemente não sabia dos riscos aos quais seus cidadãos estavam expostos, levaram à morte de 83 pessoas.

A história dos experimentos americanos na Guatemala veio à tona no ano passado, fruto de uma pesquisa histórica da professora Susan Reverby, do Wellesley College, de Massachusetts. Depois de o caso ter se tornado público, parentes das vítimas e alguns dos sobreviventes decidiram processar o governo norte-americano, em um caso que foi classificado pelo atual presidente da Guatemala, Álvaro Colom, como “crime contra a humanidade” por parte dos EUA.

A Casa Branca instaurou uma comissão de inquérito para apurar o episódio, o que resultou em um relatório, divulgado em agosto passado, que reconhecia a condução dos testes e suas consequências. O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu desculpas públicas à população da Guatemala pelo episódio, descrito pela presidente da comissão de apuração, Amy Gutmann, como “um pedaço vergonhoso da história médica”.
 
Fonte Correio Braziliense

Pesquisadores da PUC-RS formulam medicamento para combater a tuberculose

Apesar de atormentar a humanidade há pelo menos 8 mil anos, a tuberculose só pouco tempo atrás começou a chamar a atenção do mundo como deveria. Se, antes, era conhecida como a tosse de artistas e poetas, hoje está associada à Aids com um efeito devastador na saúde pública.

A doença causa agora uma corrida na indústria farmacêutica mundial. Há pouco mais de cinco anos, vem ganhando os olhos do mundo e há quem diga que, por isso, perdeu o título de negligenciada. Pesquisas não faltam para ela. Ainda não foi desenvolvida, entretanto, uma saída definitiva.

De norte a sul, de leste a oeste do país, há equipes quebrando a cabeça para driblar as façanhas da enfermidade, que, entre outras coisas, tem se mostrado capaz de resistir aos medicamentos que estão no mercado, sinalizando mais força do que imaginam seus combatentes. No Brasil, o grande desafio é acabar com o abandono do tratamento, que chega a 10% em determinadas regiões e acaba criando bactérias mais resistentes.

A segunda reportagem da série sobre doenças negligenciadas é dedicada a mostrar como o país, onde o tratamento da tuberculose na rede pública é considerado exemplar por especialistas, tenta atacar o mal em várias frentes: novas vacinas, diagnósticos mais eficazes e drogas mais efetivas. É no Rio Grande do Sul que está a maior esperança para vencer essa guerra. Há 10 anos, pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS) estão formulando um novo medicamento para a doença. A droga, chamada IQG 607, já passou por todos os ensaios clínicos e está prestes a entrar no mercado.

Depois de ter sido testada em animais e se mostrado eficiente, serão produzidos 50kg do remédio para ser registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Só então a substância será testada em pacientes. Se tudo der certo, em 2013 a fórmula entra para a história brasileira como o primeiro medicamento de fabricação nacional contra a tuberculose.

Animado, o coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Tuberculose e coordenador do Centro de Pesquisas em Biologia Molecular e Funcional (IPB/PUC-RS), Diógenes Santiago Santos, ressalta que há atualmente no Brasil quatro remédios ativos para a tuberculose, que dominam cerca de 70% da doença. O grande problema enfrentado pela medicina de hoje, entretanto, seriam os bacilos resistentes à medicação. “Esse é o pior problema. O mundo está envolvido em criar novos medicamentos”, diz, revelando que a pesquisa é financiada pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e já foram gastos R$ 12 milhões em uma década.

“Nosso remédio inibe uma enzima importante para o metabolismo da microbactéria da tuberculose. O bacilo tem no seu entorno uma parede, como se fosse nossa pele, e a droga elimina essa parede, sem a qual ele não vive”, explica. Feito à base de molécula sintética, o medicamento será em cápsulas. A expectativa é de que em 2013 ele esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

O médico tisiopneumologista Afrânio Kritski é uma das maiores autoridades brasileiras no estudo da tuberculose. Além de responsável na Universidade Federal do Rio de Janeiro pelo Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina e pelo Programa Acadêmico de Tuberculose, ele integra a Secretaria Executiva da Parceria Brasileira contra TB. “Em termos de pesquisa, temos quatro grandes áreas: medicamentos, diagnósticos, vacinas e gestão”, enumera, dizendo que a rede de TB no país é uma sociedade sem fins lucrativos e facilitadora dos estudos.

Mais cedo
Enquanto aumenta a busca por novidades para o tratamento desse mal milenar, outra frente de pesquisadores procura uma solução para os diagnósticos. Um deles deve ser lançado para o SUS no próximo ano. É de Pernambuco um estudo do grupo do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, da Fiocruz, que pretende descobrir como se dá a infecção. Quando um paciente adulto tem sintomas de tuberculosos, é feita a cultura do escarro. O resultado demora seis semanas. “Nesse tempo, a pessoa morre ou a doença se agrava”, alerta a pediatra, infectologista e coordenadora do grupo de pesquisa, Haiana Schindler.

Há sete anos, eles estudam o diagnóstico da tuberculose em crianças e pacientes soropositivos com o uso de um kit diagnóstico molecular. As principais vantagens são a confirmação da doença em menos tempo, o uso de sangue ou urina para o exame e o resultado com maior precisão. Concluída a fase de validação e mantidos os resultados promissores, a ferramenta poderá ser adotada pelo Ministério da Saúde. Pela primeira vez, a técnica vem sendo usada em hospitais pernambucanos e atende qualquer diagnóstico para a tuberculose em que haja dificuldade para o resultado. Segundo Haiana, o exame custa de US$ 6 a US$ 8 por reação. “É um baixo custo, pois, geralmente, em laboratórios, chega a custar R$ 300.” O kit será lançado no país em 2013.

Resultados
Testes feitos com amostras de sangue e urina de 100 pessoas, acompanhadas em hospitais de referência no tratamento da TB, em Pernambuco, mostraram sensibilidade (capacidade de confirmar a presença do bacilo) variando entre 61% e 72% no caso dos pacientes com a forma pulmonar da doença, e de 72% a 82% naqueles com a forma extrapulmonar (nos gânglios, rins e ossos, por exemplo). A especificidade (capacidade de reconhecer a ausência do bacilo) variou de 90% a 97% em ambos os grupos. “A baciloscopia tem sensibilidade de menos de 40% e a cultura de secreção leva de 30 a 60 dias para ser concluída. No caso da PCR em tubo único, o resultado sai em 48 horas”, afirma a biomédica Juliana Figueiredo, que desenvolveu o estudo durante mestrado em saúde pública na Fiocruz Pernambuco.

O caminho do bacilo
Como em crianças e em soropositivos a presença do bacilo da tuberculose no escarro é muito pequena, o Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco, desenvolveu um teste para detectar a doença, principalmente nesses pacientes.

Ao entrar no organismo humano, o bacilo atinge os pulmões, mas também pode chegar aos rins, aos ossos, à pleura, às meninges, aos gânglios e a outros órgãos. Ou seja, ele circula pelo organismo.

Pesquisadores querem aproveitar esse “passeio” do bacilo dentro do corpo humano para capturá-lo na corrente sanguínea.

O teste detecta o DNA do bacilo morto; aquele que está nessas condições é expelido pela urina.

Assim, o sangue e a urina do paciente são coletados.

Ambos passam por uma centrífuga e são submetidos a uma técnica de isolamento de bacilos, quando é retirado o DNA deles (caso haja). O DNA do bacilo é colocado na máquina e é usada a técnica de reação em cadeia pela polimerase, que o multiplica caso o sangue e a urina estejam contaminados.

Fonte Correio Braziliense

Associados à pobreza, males que afetam 1 bilhão são ignorados por indústria

Se Carlos Chagas e Oswaldo Cruz, maiores sanitaristas brasileiros e reconhecidos mundialmente, entrassem em uma máquina do tempo e chegassem ao Brasil de 2011, reconheceriam que o país, assim como o mundo, ainda está muito aquém do que esperavam em termos de avanços no controle de males tão conhecidos por eles — e hoje praticamente ignorados por grandes laboratórios farmacêuticos.

Descobertas em direção à cura dos problemas são raras e dependem, cada vez mais, de pesquisas acadêmicas. Por um lado, a falta de interesse da indústria farmacêutica para algumas doenças persiste, o que faz com que pesquisas de ponta e produções que poderiam beneficiar milhões de pessoas fiquem estagnadas. Por outro lado, diante dos avanços de algumas enfermidades, que passaram a atingir todas as classes sociais (e, portanto, criam enorme mercado para medicamentos), não faltam recursos e há uma corrida para encontrar o melhor remédio ou a melhor vacina. Pesquisadores, porém, com ou sem estímulos, ainda não desistiram das chamadas doenças negligenciadas, que atingem, todos os anos, cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo.

Em busca dos resultados mais avançados obtidos por uma verdadeira corrente científica, que não se interrompe um minuto sequer e vai do Oiapoque ao Chuí, começa hoje uma série de reportagens sobre esses males esquecidos. O objetivo é mostrar o que tem sido feito pelos cientistas em território nacional, com ferramentas e criatividade tipicamente brasileiras. Exemplos não faltam. No Sul, está a promessa do primeiro medicamento contra a tuberculose feito no Brasil. Em Minas Gerais, uma vacina contra a leishmaniose tegumentar já imunizou, com resultados comprovados, 16 mil pessoas. No Amazonas, a resistência de pessoas à malária impulsiona cientistas a produzirem uma imunização para  a doença. Para o mal de Chagas, já há imunização pronta, feita em conjunto com pesquisadores de vários estados brasileiros, mas ainda não há interesse farmacêutico para produzi-la. No mesmo barco estão a esquistossomose e a hanseníase, para as quais não há muito investimentos.

Em janeiro, artigo publicado na revista britânica The Economist destacou o Brasil como o líder internacional em pesquisa em medicina tropical. O título sugeriu que o país é destino promissor para jovens cientistas do mundo todo: “Go south, young scientist” (algo como “Vá para o Sul, jovem cientista”). O texto ressaltou que, além de o Brasil ter uma comunidade científica atuante, o investimento financeiro do governo em pesquisa — 1% do Produto Interno Bruto (PIB) — é quase o dobro da média dos demais países da América Latina.

Quem trabalha na área reconhece que, apesar dos pesares, não é mentira que o país, nesse sentido, não vai tão mal. Com investimentos crescentes, em torno de R$ 75 milhões ao ano, o Brasil lidera a lista dos países em desenvolvimento que mais têm aplicado recursos em estudos de novas formas de tratamento para essas doenças, que afetam as populações mais empobrecidas. Apesar do esforço do setor público, solução para o problema esbarra na falta de interesse da indústria farmacêutica, que não vê nessa história um mercado lucrativo.

Investimentos
“A negligência não é do governo, mas da indústria farmacêutica, que, por lucro, prefere investir na produção de medicamentos para o câncer, por exemplo”, aponta o secretário de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. De acordo com ele, somente este ano a pasta investirá um total de R$ 71 milhões em pesquisas. “Considerando a contrapartida do Ministério da Ciência e Tecnologia e das fundações de amparo à pesquisa, o valor chega a R$ 118 milhões em estudos em saúde”, diz, contando que, entre 2003 e 2010, foram destinados R$ 700 milhões para mais de 3,6 mil estudos em 400 instituições acadêmicas.

Nos últimos seis anos, de acordo com Gadelha, foram investidos R$ 100 milhões do governo em pesquisas para as doenças negligenciadas. “Há um movimento mundial de aumentar o financiamento para essa área. Tuberculose, hanseníase, malária, dengue, Chagas, leishmaniose e esquistossomose são doenças que estão associadas à pobreza. Por isso, o mercado não se interessa. A indústria quer investir em medicamentos para pacientes que possam pagar por eles”, afirma Gadelha.

Ele diz que, além de o Brasil conviver com as enfermidades de países em desenvolvimento, há outros males típicos de países de Primeiro Mundo, como a obesidade, a hipertensão e outros. “Temos que ter capacitação e investimento para todos. Se deixar a saúde apenas na dinâmica do mercado, teremos uma população negligenciada”, comenta, afirmando ainda que, ao lançar uma vacina para a dengue, há redução com o custo de internação. “É preciso pensar de uma forma sistêmica. Tecnologia que encarece a assistência e não traz ganhos efetivos não vale a pena.”

Prioridades
Em 2006, o Ministério da Saúde lançou o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Doenças Negligenciadas no Brasil, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia. Foram estabelecidas sete prioridades de atuação que compõem o programa em doenças negligenciadas: dengue, Chagas, leishmaniose, hanseníase, malária, esquistossomose e tuberculose. Já foram financiados 140 projetos.

Palavra de especialistas

No Brasil, empenho dos pesquisadores
“As doenças vêm deixando de ser negligenciadas. No Brasil, os males nunca foram esquecidos. Os pesquisadores têm se empenhado há muito tempo. Estudos vêm sendo feitos e bem patrocinados”
Lúcia Maria Almeida Braz,pesquisadora do Laboratório de Parasitologia do Instituto de Medicina Tropical da USP

Não há regionalização de tratamento
“O grande comprador de descobertas para essas enfermidades é o próprio governo, que acaba ditando o preço. Por isso, a indústria farmacêutica não se interessa muito. Hoje, há toda uma infraestrutura para as hepatites e a Aids, mas, para um enfermo que sofre do mal de Chagas, não há uma regionalização do tratamento. O acesso é difícil. Cabe às fundações de amparo e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) estimular. O Brasil não aplica pouco. O problema é que o dinheiro nem sempre chega às mãos de quem deveria”

Manoel Otávio da Costa Rocha, subcoordenador da pós-graduação em infectologia e medicina tropical da faculdade de medicina da ufmg

Fonte Correio Braziliense

Combata a retenção de líquidos com massagem e drenagem linfática

Tratamentos evitam o aumento da celulite e o inchaço do corpo

Drenagem linfática é um tipo de massagem que tenta drenar líquidos e toxinas acumulados no corpo encaminhando-os suavemente até os gânglios localizados na virilha, axilas e pernas. A retenção destes líquidos contribui para o aumento da celulite e do inchaço. Mas, segundo a massoterapeuta e esteticista Marina Soares Fressato, este tipo de procedimento isolado não é capaz de produzir efeitos estéticos ou redução de medidas. "Eu aconselho sempre o casamento entre a drenagem linfática e a massagem modeladora, porque uma complementa o trabalho da outra".

O procedimento modelador é mais intenso e repetitivo. Ele ativa a circulação sanguínea e, com o aquecimento provocado, dilata vasos e proporciona maior permeabilidade da membrana celular. Ou seja, as células de gordura se tornam mais solúveis, há aumento na fluidez dos líquidos do corpo, o que facilita o trabalho posterior da drenagem linfática. Aquecidos e mais diluídos, todos os fluidos transitam melhor pelas linfas.

Segundo Marina, o sistema linfático se ativa através de movimento: uma pessoa muito sedentária, com excesso de gordura localizada, tende a dificultar a circulação linfática e, com isso, corre mais riscos de ter acúmulo de líquidos e toxinas que causam a celulite.

"Quando estes líquidos tóxicos não são drenados e ficam parados, eles começam a condensar, ficando viscosos até se solidificarem. Isso repuxa as fibras de colágeno e elastina formando os famosos furinhos na pele", explica a especialista. Ao combater a celulite, a pele fica mais hidratada e irrigada. Além disso, a massagem ajuda no funcionamento do sistema urinário e digestivo.

A drenagem também é muito utilizada para combater o inchaço pós-cirúrgico. Mas, atenção, é contraindicada em quem tem varizes ou problemas de coagulação do sangue, distúrbios renais, quadros infecciosos, tromboses e tumores.

Grávidas podem se beneficiar com os resultados deste procedimento, mas, antes de tomar qualquer decisão, consulte um médico para que avalie suas condições.

Fonte Minha Vida

MPF investiga funcionamento precário de hospitais goianos

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) instaurou inquérito civil público para apurar o funcionamento precário em oito unidades de saúde.

De acordo com o órgão, unidades de saúde subordinadas à Secretaria de Estado da Saúde enfrentam problemas como a falta de insumos, medicamentos e equipamentos de proteção individual (EPI); escassez de recursos humanos, equipamentos obsoletos e insuficiência de unidades de terapia intensiva (UTI).

O MPF-GO enviou ofício para o Serviço de Auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde em Goiás (Denasus/Seaud-GO), requisitando, no prazo de 180 dias, realização de auditorias para apurar a adequação, a qualidade e a efetividade dos serviços de saúde ofertados aos usuários do SUS.

Serão alvo de auditorias as seguintes unidades de saúde: Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), Hospital Geral de Goiânia (HGG), Hospital de Doenças Tropicais (HDT), Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (HUAPA), Hospital de Urgências de Anápolis (HUHS), Hospital de Urgências da Região Sudoeste (HURSO) e Hospital Materno Infantil (HMI).

Fonte R7

Dieta rigorosa pode evitar envelhecimento do cérebro, diz estudo

Comer menos pode manter a mente jovem, de acordo com cientistas italianos que relataram, nesta segunda-feira, a descoberta de um processo molecular pelo qual uma dieta rígida pode salvar o cérebro dos estragos da idade.

A pesquisa, publicada no jornal americano Proceedings of National Academy of Sciences, é baseado em um estudo feito com ratos que foram alimentados com uma dieta de cerca de 70% da comida que eles consumiam normalmente.

Cientistas descobriram que a dieta com restrição de calorias estimulou uma molécula de proteína, CREB1, que ativa uma série de genes ligados à longevidade e ao bom funcionamento do cérebro.

"Nossa esperança é encontrar uma forma de ativar a CREB1, por exemplo, através de novas drogas, para manter o cérebro jovem sem a necessidade de uma dieta rigorosa", disse o principal autor Giovambattista Pani, pesquisador do Instituto Geral de Patologia, da Faculdade de Medicina da Universidade Católica do Sagrado Coração em Roma.

Os pesquisadores descobriram, anteriormente, que os ratos mostravam habilidades cognitivas e memória melhores, menos agressividade e tendência a evitar ou adiar o Mal de Alzheimer. Mas eles não sabiam exatamente o porquê.

"A CREB1 é conhecida por regular importantes funções cerebrais como memória, aprendizado e controle da ansiedade e sua atividade é reduzida ou fisiologicamente comprometida pelo envelhecimento", disse o estudo.

Os ratos que foram geneticamente modificados para perder CREB1 não mostraram nenhum dos benefícios da memória que os ratos com uma dieta pouco calórica, mas sim as mesmas deficiências dos ratos que foram superalimentados.

"Portanto, nossas descobertas identificam, pela primeira vez, um importante mediador dos efeitos da dieta no cérebro", disse Pani.

"Esta descoberta tem importantes implicações para desenvolver terapias futuras para manter nosso cérebro jovem e evitar sua degeneração e o processo de envelhecimento".

Fonte R7

Magreza excessiva de Angelina Jolie alerta para abuso de emagrecedores e distúrbios alimentares

Atriz estaria tomando pílulas que misturam anfetamina com um fitoterápico


Que as celebridades não poupam recursos — tampouco sua saúde — para ficar em forma, não é novidade. Porém, uma das musas do cinema hollywoodiano, Angelina Jolie, teria passado da conta: segundo informações da revista americana National Enquired, a atriz está em um severo regime de restrição alimentar, e para controlar sua fome, tem tomado pílulas que misturam anfetamina com um medicamento à base de um vegetal chamado Hoodia Gordonii. Com 1,73 de altura, a mulher de Brad Pitt estaria com 43 quilos, 15 a menos do que o recomendado para sua estrutura física.

Para quem nunca ouviu falar, o extrato desta planta, de origem africana, tem sido usado como inibidor de fome, mas não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em fevereiro de 2007, a agência determinou a proibição da manipulação de todos os medicamentos à base de Hoodia Gordonii, pois estudos científicos não constataram a sua eficácia e segurança.

Procurados para quem luta contra a obesidade, os suplementos dito "milagrosos" — muitos deles vendidos pela internet — não são vistos com bons olhos pelos médicos. Para o endocrinologista Márcio Mancini, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), o tratamento da obesidade exige remédios com eficiência clinicamente comprovada.

— O indivíduo que come por ansiedade deve tratar em primeiro lugar a sua compulsão — exemplifica Mancini.

Os chamados "fitoterápicos", feitos a partir de plantas medicinais, podem ser consumidos na forma de medicamentos — pílulas com o princípio ativo das substâncias — ou na alimentação. Porém, o uso dessas substâncias também não pode ser indiscriminado. Assim como os remédios químicos — alopáticos —, eles trazem efeitos colaterais, como arritmias cardíacas.

— Não existe planta milagrosa ou planta tóxica, existe planta mal empregada — afirma Sérgio Tinoco Panizza, do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF/SP).

Para o farmacêutico, quem precisa perder peso deve procurar especialistas, incluindo endocrinologista, nutricionista e psiquiatra.

— Os fitoterápicos, assim como os remédios alopáticos, não devem ser mais que coadjuvantes — sentencia.

Fonte Zero Hora

Novo laboratório em Porto Alegre vai oferecer fertilização in vitro pelo SUS, a partir de janeiro

Fila de espera pelo procedimento já é de 280 pacientes


Casais que se sentem abandonados pela cegonha ganharão mais uma oportunidade de ter filhos via Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2 de janeiro, o Hospital Fêmina deverá inaugurar um laboratório com o método de fertilização in vitro, em Porto Alegre. Nesta semana, a fila de espera já era de 280 pacientes.

Pertencente ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC), o Fêmina oferecerá o segundo serviço público de fertilização in vitro no Estado — o laboratório do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) atende pelo SUS desde 1991. Coordenadora da Unidade de Reprodução Humana do Fêmina, a médica Andrea Nácul diz que o laboratório terá capacidade para 10 fertilizações in vitro por mês. Também serão atendidos mais 10 de inseminação intrauterina.

Ginecologista e obstetra, com doutorado em Endocrinologia, Andrea fez estágio no laboratório mantido pela Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, cujo porte é similar ao do Fêmina. Entre 2009 e 2010, o Fêmina manteve um laboratório de inseminação intrauterina — procedimento mais simples que o in vitro —, realizando mais de cem gestações. O antigo laboratório foi fechado para reformas, para abrigar o atual.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deverá participar da inauguração oficial do laboratório do Fêmina, marcada para 16 de janeiro — duas semanas depois do início das operações. Andrea destaca que serão beneficiados os casais estéreis que não podem recorrer a clínicas particulares. Para gerar o chamado bebê de proveta, o custo da fertilização in vitro oscila entre R$ 15 mil e R$ 20 mil.

O SUS ainda não cobre o procedimento da fertilização in vitro, mas o Ministério da Saúde reavalia a situação. Andrea diz que o Hospital Fêmina está se antecipando ao que se tornará realidade em breve. Já tem um perfil dos casos de infertilidade. Um dos que mais preocupa, com 23% de incidência, é o fator tubário: obstrução das trompas devido a infecções causadas por Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 15% dos casais sofrem de infertilidade — a mulher ou o homem. Dos que estão na fila do Hospital Fêmina, a maioria é da Grande Porto Alegre, mas há casais de municípios distantes.

Entenda a fertilização in vitro:: A fecundação é realizada por embriologistas em laboratório, no mesmo dia da coleta dos óvulos e dos espermatozóides. Justamente pelo fato do encontro dos gametas ocorrer fora do corpo humano, a técnica foi chamada de "in vitro".

:: Há duas maneiras clássicas de realizar a fertilização: mediante o encontro do espermatozóide com o óvulo em ambiente laboratorial ou capturando-se o espermatozóide e injetando-o no óvulo. Após esta fase, é realizada a transferência dos pré-embriões para o útero materno, geralmente três dias após a fertilização. O uso de hormônios nesta fase auxilia o fenômeno da implantação. Doze dias após, é feito o teste de gravidez.

:: Caso a mulher não tenha alterações graves, ela pode tentar outros tratamentos antes da fertilização, com o uso de medicamentos ou hormônios para aumentar as chances de gravidez.

Como acessar:: O casal que quiser consultar no laboratório de fertilização in vitro do Hospital Fêmina deverá seguir os caminhos do SUS. A primeira etapa para o encaminhamento é o posto de saúde do bairro. Não adianta ir direto ao Fêmina.

:: As unidades de saúde de Porto Alegre estão habilitadas a marcar consultas para qualquer especialidade, incluindo casos de infertilidade do casal. Em outros municípios, deve ocorrer o mesmo.

:: Autoridades recomendam a procura pela unidade de saúde para facilitar o acolhimento, possibilitar um atendimento mais individualizado. A medida também reduz filas e contribui para terminar com a distribuição diária de fichas.

:: Para saber a lista de unidades de saúde, ligue para o fone 150 (8h30min às 22h de segunda a sexta-feira).

Fonte Zero Hora

Cientistas gaúchos decifram o DNA da esquizofrenia

Doença atinge atualmente cerca de 1% da população mundial e conta com 56 mil novos casos a cada ano no Brasil


A mãe vai abraçar, mas o sujeito pensa que ela quer machucá-lo. Ao assistir televisão, os apresentadores do telejornal fazem chacota. Um cérebro esquizofrênico é assim: extrapola o limite que há entre percepções reais e imaginárias.

Transtorno mental crônico — mais de 80% dos casos persistem de forma permanente — a esquizofrenia está deixando de ser um enigma. Recentes descobertas científicas, realizadas pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Serviço de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), em conjunto com outras instituições, estão decifrando, com mais de 90% de certeza, os genes que separam os indivíduos que sofrem dos que não sofrem da doença.

Os estudos, cuja versão preliminar já foi publicada no European Neuropsychopharmacology — feitos em conjunto com o Hospital AC Camargo, com o Instituto de Psiquiatria de São Paulo e com Instituto de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, de Portugal — permitirão entender ainda mais não apenas sobre os efeitos, mas também sobre as causas de um distúrbio que afeta uma em cada cem pessoas no mundo (1,9 milhão no Brasil), com altos índices de suicídio.

Segundo o psiquiatra e coordenador do Programa de Esquizofrenia do HCPA, Paulo Belmonte de Abreu, as descobertas oferecerão, em pouco tempo, tratamentos mais eficazes para controlar as crises psicóticas decorrentes de excesso de atividade do neurotransmissor dopamina, que provocam a sensação de "saliência aberrante da realidade", ou seja, quando a realidade é percebida de forma distorcida e exagerada.

— Estes medicamentos reduzem os níveis de dopamina em áreas críticas do cérebro, mas oferecem efeitos desagradáveis ao paciente, como apatia, desânimo, falta de alegria, energia. E é aí que entram os estudos de genes, que nos ajudarão a oferecer medicamentos conforme o DNA de cada paciente, de maneira personalizada e com menos chance de erros, o que promete dar um salto na qualidade de vida dos portadores a partir dos próximos cinco anos — afirma Belmonte de Abreu.

Elaborado em parceria com o Instituto Ludwig de Pesquisa Sobre o Câncer, de São Paulo, Belmonte de Abreu e seu grupo do HCPA estudam há quatro anos DNA de genes em esquizofrênicos. No final de 2000, haviam sido descobertos perto de mil alterações em genes, os chamados polimorfismos, ou pequenas variações de estrutura e sequência de genes. Mas o "pulo do gato" ocorreu após o advento da plataforma tecnológica, ferramenta que permite analisar milhares de alterações genéticas ao mesmo tempo, indo ao encontro do que vem sendo feito no mundo em diversas doenças, como o câncer e diabetes.

— Genes desse tipo são estudados há décadas, mas só recentemente conseguimos identificar de 8 a 10 mil genes alterados ao mesmo tempo, o que chamamos de uma assinatura biológica da doença. Também descobrimos que a doença pode se manifestar tanto no cérebro intrauterino quanto na vida adulta — revela Belmonte de Abreu.

Antigamente, acreditava-se que as drogas não tinham influência na manifestação da esquizofrenia, apenas provocavam sintomas parecidos com o da doença. Contudo, estudos genéticos já comprovaram que o uso crônico de entorpecentes como a maconha pode colaborar para o seu desenvolvimento, dependendo do tipo de polimorfismo genético que o usuário possui.

— Os familiares costumam reconhecer a doença apenas quando ele tem sua primeira crise. O problema é que não existem sintomas tão específicos da esquizofrenia e, na maior parte das vezes, eles são muito sutis — afirma Jaime Hallak, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Mentes brilhantes
A esquizofrenia evoca nomes como o de John Nash, interpretado por Russell Crowe no filme Uma Mente Brilhante. Nash emergiu como um prodígio da matemática e recebeu o Prêmio Nobel por seu trabalho. Mas o distúrbio cerebral surgido quando jovem o perturbou tão profundamente que acarretou a perda de sua carreira acadêmica e o fez levar uma vida instável durante anos, antes de se recuperar. Estes casos revelam extremos da doença: quando tratada, pode ter evolução favorável, mas com falta de tratamento pode ter consequências desastrosas para seu portador e familiares. A chave é tratamento precoce e continuado, com diálogo permanente para o alcance do balanço: nem muita dopamina, nem muito pouca dopamina no cérebro.

Saiba mais
:: Delírios, vozes e visões de seres imaginários. Esse é o quadro de uma pessoa que sofre de esquizofrenia. É comum também que ela passe por períodos de apatia e desordem de pensamento, com alterações de juízo, falsas ideias de perseguição e dificuldade em se relacionar. A doença é marcada especialmente pela dificuldade que o indivíduo apresenta para criar e manter laços sociais, no relacionamento com as pessoas e com o restante do mundo.

:: Descrito pela primeira vez no fim do século 19, o transtorno ganhou esse nome em 1908, autoria do psiquiatra suíço Eugen Bleuler (1857-1939). A palavra é resultado da junção dos termos gregos skizo (divisão) e phrenos (espírito), devido aos sintomas que provoca. O mal atinge atualmente cerca de 1% da população mundial e conta com 56 mil novos casos a cada ano no Brasil.

:: No centro do problema está a dopamina, neurotransmissor associado às sensações de prazer e de recompensa e que é encontrado em uma das regiões cerebrais mais profundas: o mesencéfalo. Nas pessoas saudáveis, a dopamina é liberada em quantidades equivalentes para os lobos frontal e temporal — sendo que o primeiro é responsável pela elaboração do pensamento, e o segundo, pela percepção e pela memória.

:: O cérebro do paciente com esquizofrenia, contudo, funciona como se houvesse menos dopamina no lobo frontal e mais no lobo temporal. Essa falta provoca apatia e lentidão de pensamento. Já o excesso de dopamina na região temporal provoca delírios e alucinações. Essas duas falhas contribuem para o aparecimento dos sintomas da doença.

Fonte Zero Hora

Aprenda como evitar a foliculite, infecção que deixa bolinhas vermelhas na pele após a depilação

Ácidos glicólico, retinoico e salicílico são aliados na prevenção e no tratamento


Em vez de deixar a pele lisinha, o pelo extraído na depilação dá lugar a bolinhas vermelhas. Trata-se da foliculite — ou pseudofoliculite. Na verdade, quando surgem após a depilação com lâmina ou cera, a causa não é bacteriana, por isso, é uma "falsa infecção". Mas o uso prolongado de roupas apertadas, sobretudo calças jeans, impede que a pele transpire da forma correta, aí as bactérias se aproveitam e surgem os pelos encravados.

A explicação é do dermatologista Fernando Passos de Freitas. Segundo ele, a incidência é maior na área da barba, entre os homens, e da virilha, entre as mulheres. Homens negros seriam mais vulneráveis, por terem pelos mais grossos.

Quando é superficial, a foliculite se caracteriza pela formação de "bolhinhas de pus" no centro do pelo, com uma leve vermelhidão ao redor. Em outros casos, elas não apresentam pus, aparecendo apenas vermelhidão ao redor dos pelos. Em casos mais graves, as lesões são mais profundas, podendo surgir pontos elevados e avermelhados na pele, até mesmo com ocorrência de dor e coceira.

Como prevenir
:: Deixe a pele respirar, evite roupas justas e tecidos grossos, principalmente em dias mais quentes.
:: Faça uma esfoliação semanal. Mas, se a foliculite já deu as caras, é melhor não esfoliar para não agredir ainda mais a pele.
:: Cremes à base de ureia ou ácido glicólico são grandes aliados na prevenção da foliculite, já que ambos ajudam a desencravar os pelos.
:: Não há um método de depilação ideal para prevenir a foliculite, mas quem aposta na depilação definitiva — geralmente feita a laser — tem menos chances de encravar os pelos.

Como tratar
:: Busque orientação de um dermatologista para avaliar o grau da infecção e orientar o tratamento.
:: Os ácidos glicólico, retinoico e salicílico, presentes em diversos cosméticos, são grandes aliados.

Fonte Zero Hora

Sexo na adolescência pode afetar desenvolvimento do cérebro e comportamento adulto

Segundo uma nova pesquisa, sexo durante a adolescência pode afetar o humor e o desenvolvimento do cérebro na idade adulta.

O estudo, que foi realizado em hamsters, revela como as experiências sociais durante a adolescência, quando o cérebro ainda está em desenvolvimento, podem ter consequências amplas.

Especificamente, os animais que copularam mais cedo na vida tinham níveis mais elevados de comportamentos depressivos, alterações no cérebro e tecidos reprodutivos menores em comparação com aqueles que tiveram relações sexuais mais tarde (ou não tiveram relações).

“Ter uma experiência sexual durante este ponto no tempo, no início da vida, traz consequências”, disse o coautor do estudo, John Morris.

Os pesquisadores alertam, no entanto, que o estudo não deve ser usado para promover a abstinência adolescente, uma vez que foi realizado em hamsters e não é certeza que a mesma conclusão se aplica a seres humanos. São necessárias mais pesquisas para compreender os efeitos de relações sexuais durante a puberdade.

Os cientistas fizeram um grupo de hamsters machos com 40 dias de idade (o equivalente a adolescência humana) acasalarem com fêmeas adultas. Um segundo grupo de machos acasalou na idade adulta (80 dias na vida), enquanto um grupo de controle não foi exposto a fêmeas.

Os hamsters atingem a puberdade aos 21 dias, e aos 40 dias chegam na pós-adolescência, mais ou menos equivalentes às idades 16 a 20 anos em humanos.

Quando os animais completaram 120 dias, os pesquisadores fizeram vários testes. Quando colocados na água, os animais que tiveram relações sexuais aos 40 dias foram mais propensos a parar de nadar vigorosamente, um sintoma da depressão, do que os outros três grupos.

Todos os hamsters sexualmente ativos apresentaram níveis mais elevados de ansiedade, medidos pela vontade de explorar um labirinto.

O grupo que teve relações sexuais na adolescência também mostrou menos complexidade em dendritos do cérebro, as extensões de ramificação de neurônios que recebem mensagens de outras células nervosas, e maior expressão de um gene associado com a inflamação.

Certos tecidos reprodutivos, incluindo as vesículas seminais (glândulas dos machos que ejaculam) e vasos deferentes (tubos que transportam o esperma para fora dos testículos), também foram menores nestes animais.

No entanto, o grupo de 40 dias também mostrou alguns benefícios da experiência da vida sexual precoce, incluindo massa corporal reduzida e maior resposta imune na idade adulta.

“Estudos anteriores em animais mostraram que as experiências e os hormônios sexuais, quando administrados no início da vida, têm consequências a longo prazo para o cérebro, para a fisiologia e comportamento”, disse o coautor da pesquisa, Zachary Weil.

Os pesquisadores basearam seu estudo no trabalho de Cheryl Sisk que mostrou que, em roedores, os níveis elevados de testosterona na puberdade influenciam o desenvolvimento de circuitos cerebrais que estão por trás dos comportamentos sociais do sexo masculino.

No estudo de Sisk, hamsters castrados foram menos propensos a copular com fêmeas receptivas e eram mais submissos para com intrusos do sexo masculino em comparação com machos que tinham níveis naturais de testosterona. Substituir o hormônio na fase adulta não restaura os níveis normais destes comportamentos sociais.

“Nós pensamos que a testosterona na puberdade organiza circuitos neurais durante a adolescência de uma maneira que maximiza respostas sociais e comportamentos típicos masculinos na vida adulta”, disse Sisk. Ela acrescentou que a testosterona pode estar ligada a mudanças estruturais no cérebro, incluindo como os dendritos são organizados ou conectados um ao outro.

A nova equipe está agora investigando se a testosterona é o único mecanismo envolvido. Em um novo estudo, os animais receberão o hormônio, em vez de acasalarem.

Sisk disse que acredita que uma combinação de hormônios e experiências afeta o desenvolvimento do cérebro durante a puberdade e adolescência. “Nos seres humanos, essas duas variáveis são difíceis de separar, porque os níveis elevados de hormônio que são típicos da puberdade levam ao aparecimento de características sexuais secundárias, que por sua vez alteram a natureza das interações com os pais, colegas e professores”, disse ela.

Os resultados do estudo são muito preliminares, e devem ser usados apenas para estimular a discussão sobre o papel das experiências iniciais na vida de seres humanos de uma forma geral.

“Há evidências anteriores de que a idade da primeira experiência sexual correlaciona-se com problemas de saúde mental em humanos”, disse Weil. “Mas, como todas as pesquisas com seres humanos, há uma série de outras variáveis envolvidas, como a supervisão dos pais e o status socioeconômico, que podem estar envolvidos tanto com a idade da primeira experiência quanto com a depressão”, explica.

Embora essa pesquisa possa ser útil em começar a compreender os resultados de saúde física e mental do sexo na adolescência em humanos, Weil disse que a principal conclusão do estudo é que a experiência durante a adolescência, quando o cérebro ainda está se desenvolvendo, pode ter efeitos a longo prazo sobre a saúde e o comportamento.

Weil disse que os dados, no entanto, indicam o quão potencialmente prejudicial pode ser a negligência e o abuso de jovens, em que ambos hormônios elevados e experiências negativas estão em jogo.

Fonte Hypescience

Na embalagem: 250 calorias ou 50 minutos correndo?

E se ao invés de mostrar a quantidade de calorias, os rótulos dissessem a quantifade de exercícios necessários para queimar aquele refrigerante super adoçado?

Uma nova pesquisa sugere que esse método talvez seja mais efetivo no controle de alimentos prejudiciais para a saúde.

Os pesquisadores observaram adolescentes que compravam produtos em West Batilmore, onde bebidas doces eram ofertadas com o número de calorias, o percentual que o alimento representa no consumo recomendado diário ou com o tempo necessário correndo para perdê-las. A medida que mais diminuiu o consumo foi a última.

“No geral, as pessoas são muito ruins em estimar a quantidade de calorias que consomem”, afirma a pesquisadora do estudo, Sara Bleich. “Se nós damos formas fáceis delas analisarem isso, penso que podemos ser efetivos em reduzir as calorias das compras”.

Após colocar os avisos em lojas perto de escolas, os pesquisadores observaram os jovens e monitoraram seu consumo em comparação com a época sem os avisos.

Cerca de 90 bebidas eram compradas diariamente em cada loja, e o número caiu conforme o tempo. As vendas de refrigerantes, que representavam mais da metade, baixaram pouco, assim como chás gelados e isotônicos. Entretanto, as vendas de bebidas sem açúcar aumentaram, especialmente as de água, passando de cinco para dez por dia, na média.

Os três tipos de estratégia funcionaram, mas a que convertia as calorias em exercícios foi a melhor.

Os pesquisadores calcularam o tempo de exercício tendo como ideia um adolescente de 50 quilogramas, e o esporte escolhido foi a corrida porque a maioria das pessoas não gosta. De acordo com Bleich, o tempo de exercício varia para cada pessoa. Por exemplo, uma com 50 quilogramas precisa de 50 minutos correndo para queimar uma garrafa de 600 ml de refrigerante, enquanto uma de 70 precisa de 40 minutos.

Algumas lojas escolheram não participar; as razões incluíam barreira de linguagem e medo de perder clientela. Bleich afirma que a questão das vendas talvez seja um obstáculo, mas o estudo comprovou um aumento no número de garrafas de água vendidas.

Se os resultados forem melhor comprovados, o estudo pode ter um impacto muito grande. “Foi um estudo muito interessante, e penso que a maioria dos americanos ficaria surpresa em saber que é necessário 50 minutos de corrida para queimar uma garrafa de refrigerante, que é basicamente uma bebida sem valor nutricional”, afirma Julie Greenstein, diretora de um grupo americano de nutrição e saúde.

Enquanto esse estudo foi realizado com jovens afrodescendentes, Bleich afirma que estudos futuros podem ser ainda mais efetivos em outras demografias.

“Meu senso diz que se fizermos esse estudo com um grupo onde a nutrição e o exercício talvez sejam mais importantes, o efeito pode ser maior”, comenta. “Se você tem mais interesse em mudar seu comportamento, também deve prestar mais atenção nesse tipo de informação

Fonte Hypescience

Receita secreta da Coca-Cola é exposta em museu

A receita secreta da bebida mais conhecida do mundo, a Coca-Cola, ficou escondida a sete chaves em um cofre de banco em Atlanta (EUA) desde 1925. Mas no dia 8 de dezembro, a valiosa lista de ingredientes do refrigerante foi cuidadosamente transferida para um novo cofre, que está exposto no museu World of Coca-Cola, em Atlanta.

Os visitantes do museu certamente terão sua curiosidade atiçada ficando tão próximos da cobiçada receita, criada em 1889. Mas ninguém vai chegar perto de saber como é a receita de fato, já que ela está em um gigante cofre de metal que só pode ser acessado através de um teclado e um scanner.
Como uma estratégia de marketing e uma medida inteligente de negócios, a Cola-Cola sempre fez muito barulho com o segredo da fórmula da bebida, especialmente sobre os ingredientes de um aroma chamado de “segredo 7X”. Afirma-se que pouquíssimas pessoas no mundo sabem o que é isso. A nova exposição brinca com esse segredo, que deve animar os visitantes.

Entretanto, o que não deve ser mencionado na exposição é o fato de que a receita secreta da Coca-Cola – pelo menos como foi formulada originalmente pelo inventor da bebida, John Pemberton – já vazou. Uma cópia manuscrita da receita foi encontrada na parte de trás do livro do farmacêutico meio século atrás, e impresso em 1979 em uma edição do jornal The Atlanta-Journal Constitution.

Fonte Hyperscience

Tintura pode ser responsável por cabelo “ruim”

Quem é mulher sabe (homens vaidosos também): tem dia que o cabelo simplesmente não quer colaborar e ficar bonito, não importa o que você faça.

Agora, pesquisadores descobriram que pintar/tingir o cabelo pode aumentar a chance de você ter um dia desses.

Eles fizeram uma análise microscópica dos cabelos que revelou que os produtos químicos usados para descolorir ou tingir o cabelo podem retirar a camada oleosa natural que o reveste.

Isso, por sua vez, pode deixar cada fio de cabelo eletricamente carregado e reduzir sua capacidade de ser parcialmente a prova d’água, ou seja: fica difícil “domar” a cabeleira.

Segundo a Dra. Frauke Neuser, que participou do estudo, o cabelo ficou altamente carregado depois de uma ou duas aplicações de tintura. “O cabelo que nunca foi colorido tem uma camada protetora que o impermeabiliza. É o mesmo tipo de camada que permite que os cães se agitem e se sequem depois de nadarem, por exemplo”, diz. “Quando o nosso cabelo é pintado ou descolorido, a reação química remove esta camada quase completamente. Não há como criar uma nova camada sem que nasça cabelo novo”, explica.

Como resultado, o cabelo se torna carregado negativamente e fica “grudado” quando molhado – isso muda a forma como ele se comporta, ficando mais difícil de pentear e se assemelhando a “palha”.

Os pesquisadores também descobriram que o uso de shampoos e condicionadores tradicionais não consegue reparar os danos ao cabelo porque os produtos químicos que contêm, como o silício, não agem em cabelo carregado negativamente. “A maioria dos produtos é lavado e tem pouco efeito sobre o cabelo”, conta a Dra. Neuser.

Os cientistas também têm uma solução para o problema: cristais líquidos, feitos a partir de um produto químico usado no tratamento de águas residuais, juntamente com detergente como moléculas, que mantém o cabelo colorido. Tal fórmula será usada em shampoos e condicionadores em breve.

Fonte Hyperscience

Amora Preta

Resumo
Amora-preta: planta medicinal com efeito adstringente, indicada para combater as diarréias, ela pode ser encontrada geralmente em infusão.

Nomes
Nome em português: Amora-preta
Nome latim: Rubus fruticosus
Nome inglês: Blackberry
Nome em francês: Ronces, ronce, mûres (fruits du mûrier)
Nome alemão: Brombeere
Nome italiano: rovo

Família
Rosaceae

Constituintes
Taninos, flavonóides, ácido cítrico.

Partes utilizadas
Folhas secas

Propriedades da amora-preta
Adstringente, antidiarréico (conseqüência do efeito adstringente), hipoglicemiante

Indicações da amora-preta
Diarréia, afecções da boca (zona).

Efeitos secundários
Desconhecemos

Contra-indicações
Desconhecemos

Interações
Desconhecemos

Preparações à base de amora-preta
- Infusão de amora-preta (chá de amora-preta)

Onde cresce a amora-preta?
A amora-preta cresce na Europa.

Observações
Esta é uma planta muito freqüente na Europa.

Fonte criasaude.com.br