Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

OMS pede ação global para reduzir o consumo de bebidas açucaradas e seus impactos na saúde

11.10 sugarydrinks - siteTributar bebidas açucaradas pode baixar seu consumo e reduzir a obesidade, diabetes tipo 2 e cáries dentárias, afirma um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS)

As políticas fiscais que levam a um aumento de pelo menos 20% no preço de venda desses produtos resultaria em reduções proporcionais do consumo, de acordo com o “Fiscal policies for Diet and Prevention of Noncommunicable Diseases (NCDs)”, disponível em inglês.

A diminuição do consumo de bebidas açucaradas significa uma menor ingestão de “açucares livres” e calorias no geral, uma melhor nutrição e menos pessoas sofrendo com sobrepeso, obesidade, diabetes e cárie dentária.

Os açucares livres se referem aos monossacarídeos (como glicose ou frutose) e dissacarídeos (como sacarose ou açúcar de mesa) adicionados aos alimentos e bebidas pelo fabricante, cozinheiro ou consumidor – e açucares naturalmente presentes no mel, xaropes, sucos de frutas e suco de frutas concentrados.

Obesidade em ascensão
“O consumo de açucares livres, incluindo produtos como bebidas açucaradas, é um fator importante para o aumento global do número de pessoas que sofrem de obesidade e diabetes”, disse Douglas Bettcher, Diretor do Departamento de Prevenção às Doenças Crônicas Não Transmissíveis da OMS. “Se os governos tributam produtos como bebidas açucaradas, podem reduzir o sofrimento e salvar vidas. Podem também diminuir os custos e aumentar as receitas para investir em serviços de saúde.”

Em 2014, mais de um em cada três (39%) adultos em todo o mundo, com 18 anos ou mais, estava acima do peso. A prevalência mundial da obesidade mais do que dobrou entre 1980 e 2014, com 11% de homens e 15% de mulheres (mais que meio bilhão de adultos) sendo classificados como obesos.

Além disso, estima-se que 42 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade estavam acima do peso ou obesas em 2015, um aumento de cerca de 11 milhões durante os últimos 15 anos. Quase metade (48%) dessas crianças vive na Ásia e 25% na África.

O número de pessoas que vivem com diabetes também tem aumentado – de 108 milhões em 1980 para 422 milhões em 2014. A doença foi diretamente responsável por 1,5 milhão de mortes apenas em 2012.

Necessidade de reduzir ingestão de açúcar
“Nutricionalmente, as pessoas não precisam de qualquer tipo de açúcar em suas dietas. A OMS recomenda às pessoas que consomem esses produtos a manter a ingestão abaixo de 10% de suas necessidades totais de energia e reduzi-la para menos de 5% para benefícios adicionais à saúde. Isso é equivalente a menos de uma porção (pelo menos 250 ml) de bebidas açucaradas comumente consumidas por dia”, afirmou Francesco Branca, Diretor do Departamento de Nutrição para Saúde e Desenvolvimento da OMS.

De acordo com o novo relatório da OMS, pesquisas alimentares nacionais indicam que bebidas e alimentos ricos em açucares livres podem ser uma grande fonte de calorias desnecessárias na dieta das pessoas, particularmente no caso de crianças, adolescentes e jovens adultos. O documento também aponta que alguns grupos, incluindo pessoas que vivem com baixo rendimento, jovens e aqueles que consomem com frequência alimentos e bebidas pouco saudáveis são mais responsivos às mudanças nos preços dos produtos e, por isso, podem obter os maiores benefícios na saúde.

Políticas fiscais para reduzir o consumo
As políticas fiscais devem focar em alimentos e bebidas para os quais existem alternativas mais saudáveis disponíveis, acrescenta o relatório.

O documento apresenta os resultados de uma reunião em meados de 2015 com especialistas mundiais convocados pela OMS e uma investigação de 11 revisões sistemáticas recentes sobre a eficácia das intervenções de política fiscal para melhorar as dietas e prevenir doenças crônicas não transmissíveis, além de uma reunião técnica de especialistas internacionais. Entre os achados, também estão:

• Subsídios para frutas frescas e vegetais que reduzem os preços entre 10 e 30% podem aumentar o consumo desses alimentos.

• A tributação de certos alimentos e bebidas, particularmente aqueles ricos em gorduras saturadas, gordura trans, açucares livres e/ou sal se mostra promissora, com evidências claras indicando que os aumentos nos preços de tais produtos reduz seu consumo.

• Impostos especiais de consumo, tais como aqueles usados sobre os produtos derivados do tabaco, que aplicam um montante específico de imposto sobre uma determinada quantidade ou volume do produto, ou ingrediente em particular, podem ser mais eficazes que a venda ou outros impostos baseados em uma porcentagem do preço de varejo.

• O apoio público para tais aumentos de impostos poderia ser estimulado se as receitas geradas fossem destinadas aos esforços para melhorar os sistemas de saúde, encorajar dietas mais saudáveis e aumentar a atividade física.

Alguns países têm tomado medidas fiscais para proteger as pessoas de produtos não saudáveis. Entre eles estão o México, que tem implementado um imposto sobre bebidas não alcoólicas com adição de açúcar, e a Hungria, que impôs um imposto sobre os produtos com altos níveis de açucares, sal e cafeína.

Países como as Filipinas, África do Sul, Reino Unido e Irlanda do Norte também anunciaram a intenção de implementar impostos sobre bebidas açucaradas.

Notas aos editores
Como parte de medidas de políticas abrangentes para melhoria da saúde, a OMS convocou os governos a usar medidas fiscais em seus “Global Action Plan on the Prevention and Control of NCDs 2013–2020” e “Comprehensive Implementation Plan on Maternal, Infant and Young Child Nutrition” e, mais recentemente, em uma comissão para acabar com a obesidade infantil.

Em 2012, 38 milhões de pessoas perderam suas vidas em decorrência de doenças crônicas não transmissíveis, 16 milhões (ou 42%) morreram prematuramente (antes dos 70 anos) por condições em grande parte evitáveis. Mais de 80% das pessoas que morrem prematuramente por essas enfermidades estavam em países em desenvolvimento. Os governos se comprometeram a reduzir as mortes por doenças crônicas não transmissíveis e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável inclui uma meta para reduzir em um terço as mortes prematuras provocadas por diabetes, câncer, coração e pulmão até 2030.

Na Segunda Conferência Nacional sobre Nutrição em 2014, os governos se comprometeram também a reformular seus sistemas alimentares e esse é o principal objetivo da Década de Ação sobre Nutrição 2016-2025 das Nações Unidas.

Fonte: OPAS/OMS

Mulheres são as que mais sofrem com o intestino preso

Dificuldade de evacuar e/ou sensação de que o intestino não está funcionando normalmente pode ser um alerta para problemas no órgão


Existe uma quantidade de vezes considerada “normal” para ir ao banheiro? Essa é a dúvida de grande parte das mulheres, já que são elas as que mais sofrem com dificuldade para evacuar regularmente.

“Cada um tem seu ritmo "normal". Não existe a obrigação de evacuar todos os dias. Têm pessoas que vão ao banheiro a cada dois dias e se sentem bem, e há quem num único dia vá duas ou três vezes”, explica a gastroenterologista do Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro (RJ), Joene Pantoja. Segundo ela, no geral, estar com o intestino preso depende de fatores específicos, mas pode ser definido como ter menos de três evacuações por semana ou evacuar com esforço, com fezes ressecadas, em cíbalos (bolinhas).

Outros sinais podem estar ligados à constipação intestinal. Algumas pessoas não sentem vontade de evacuar, outras têm muita dificuldade, embora tenham vontade de ir ao banheiro.

Não só mulheres podem apresentar o problema. Há tipos diferentes de constipação intestinal que podem ser consequência de complicações como hipotireoidismo, problemas neurológicos, imobilidade, doenças inflamatórias, fissuras dolorosas no reto e até mesmo o uso de medicamentos, principalmente antidepressivos. “O mais importante é Identificar quais são os fatores que estão impedindo o intestino de funcionar normalmente. Se é o uso de algum medicamento, se foi uma alteração na dieta, alguma coisa que você comeu, alterações hormonais”, reforça Joene.

Por isso, a partir do momento que a dificuldade de evacuar e os fatores que podem estar relacionados ao problema forem notados, é importante consultar um médico para dar continuidade à investigação e, assim, buscar a solução do problema.

“A constipação funcional, que é aquela que não está ligada a uma doença, depende muito também da dieta adotada. Uma dieta pobre em fibras, como por exemplo, sem verduras, legumes, alimentos integrais, pode agravar a dificuldade de evacuar”, alerta Joene Pantoja.

No geral, a constipação intestinal pode ser tratada com medidas comportamentais e orientações alimentares. “É fundamental reservar tempo para as necessidades fisiológicas e não segurar ou prender quando a vontade de ir ao banheiro vier”, explica ainda a médica.

Observar como está a alimentação e incluir no prato alimentos ricos em fibras pode ser fundamental para a melhora do quadro. Algumas pessoas têm já o intestino lento, precisam usar laxativos, mas esses medicamentos não devem ser utilizados sem orientação médica.

Na busca por amenizar o incomodo do intestino preso, algumas pessoas vão se deparar com anúncios de produtos industrializados ou naturais. “O Kefir, como outros probióticos, é composto de lactobacilos, como outros, por exemplo. Existem também iogurtes que prometem mudanças na flora intestinal, porém são apenas coadjuvantes na solução do problema”, alerta.

Sem saber qual é a real causa da constipação no seu intestino, mesmo que momentaneamente esses produtos ajudem a melhorar, você não estará, de fato, tratando o problema. A melhor orientação é aquela feita por um profissional de saúde, um especialista, baseada no seu relato pessoal.

De qualquer forma, a alimentação é fundamental para o bom funcionamento intestinal.

Conheça algumas dicas importantes que contribuirão para regular o ritmo do seu intestino:

Beba água, suco, chás, água de coco e líquidos durante o dia, pelo menos dois litros.

Coma mais alimentos ricos em fibras para o bem do seu organismo e saúde.

Segue alguns exemplos: 
Frutas: laranja, manga, melancia, abacaxi, mamão e tangerina

Verduras e Legumes: brócolis, cenoura, couve, pepino com casca, inhame e chuchu

Cereais: arroz integral, milho cozido e cereais em flocos

Mastigue bem os alimentos e evite fazer refeições apressadamente.

Faça exercícios físicos, ainda que leves, diariamente. A atividade física, além de oferecer inúmeros benefícios para a sua saúde, também ajuda a estimular o funcionamento do seu intestino.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

OMS diz que epidemia de tuberculose é mais grave do que se esperava

Foram 10,5 milhões de casos no último ano, segundo organização. Seis países são os mais afetados; Índia e África do Sul estão entre eles

  Imagem de microscopia eletrônica  mostra a bactéria Mycobacterium tuberculosis, que provocam tuberculose  (Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID))
Imagem de microscopia eletrônica mostra a bactéria que provoca a tuberculose (Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID))

A epidemia de tuberculose é mais grave do que se pensava até agora, com 10,4 milhões de contaminados em 2015, enquanto as pesquisas para encontrar uma vacina ou outros tratamentos "carece de fundos suficientes", segundo o relatório anual da OMS, publicado nesta quinta-feira (13).

A cifra supera amplamente a do relatório anterior, que foi de 9,6 milhões de infectados em todo o mundo.

"A luta para alcançar nossos objetivos mundiais no combate à tuberculose é cada vez mais difícil", afirmou a diretora da organização, Margaret Chan.

"Teremos que aumentar substancialmente nossos esforços sob o risco de ver países continuamente castigados por esta epidemia mortal e não alcançar nossos objetivos", ressaltou.

A meta é reduzir o número absoluto de mortes por tuberculose em 35% e de contágios em 20% até 2020 com relação aos números de 2015.

O objetivo para 2030 é diminuir em 90% a quantidade de mortos por tuberculose e em 80% os infectados.

Segundo o informe da OMS, 1,8 milhão de pessoas morreram vítimas desta doença em 2015 - 300.000 a mais do que no ano anterior.

A tuberculose é provocada por uma bactéria, o bacilo de Koch, que na maioria dos casos se aloja nos pulmões, destruindo o órgão gradativamente.

Dois em cada cinco infectados não foram diagnosticados, e por isso podem espalhar a doença, transmitida por via aérea.

Além disso, meio milhão de pessoas têm formas de tuberculose resistentes aos antibióticos, segundo o informe.

Para a ONG Médicos sem Fronteiras, este relatório "é um chamado de atenção para mudar o status quo na forma de diagnosticar e tratar a tuberculose e suas formas resistentes".

Índia subestimada
As cifras sobre as dimensões da epidemia foram revistas para cima essencialmente porque os pesquisadores se deram conta de que as estimativas da Índia, entre 2000 e 2015, eram muito baixas.

Seis países representam 60% dos novos casos: Índia, Indonésia, China, Nigéria, Paquistão e África do Sul.

Habitualmente vinculada à pobreza e a condições insalubres, a tuberculose continua sendo uma das principais doenças mortais do mundo, embora em um período de 15 anos, o número de mortes tenha caído 22%.

No entanto, para alcançar os objetivos estabelecidos pela comunidade internacional, as infecções teriam que diminuir entre 4% e 5% por ano, três vezes mais rápido do que diminuem atualmente.

Falta de recursos
A escassez de recursos também é um problema crônico no combate à doença.

Entre 2005 e 2014, os fundos disponíveis alcançaram apenas 700 milhões de dólares por ano. São necessários US$ 2 bilhões para a pesquisa e o desenvolvimento de tratamentos antituberculosos, segundo o informe.

É necessário "incrementar o investimento agora ou simplesmente não conseguiremos erradicar uma das doenças mais antigas e mais mortais do mundo", disse Ariel Pablos-Mendez, um dos encarregados da agência americana para o desenvolvimento internacional, a USAID.

G1