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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Diabéticos usam tatuagens para identificação em caso de emergência

Foto: João Francisco Fink/Arquivo Pessoal
O estudante João Francisco Fink escolheu desenhar
um frasco de insulina em seu braço
Paciente deve usar alguma forma de identificação para facilitar atendimento. Campanha conta a experiência de pacientes que aderiram à estratégia
 
Médicos recomendam que todo diabético leve consigo algum acessório que identifique que ele tem a doença, medida que facilita o atendimento médico no caso de uma emergência. Pode ser um colar, uma pulseira ou um cartão que traga a inscrição “sou diabético”, por exemplo. Mas alguns pacientes têm adotado uma forma mais radical de se identificarem: a tatuagem.
 
Uma campanha promovida pela associação ADJ Diabetes Brasil está divulgando a experiência de pacientes que aderiram à estratégia. É o caso do atleta e professor de educação física Emerson Bisan, de 40 anos. Diagnosticado com diabetes tipo 1 quando tinha 21 anos, ele fez uma tatuagem que o identifica como diabético há duas semanas.
 
“Sabemos que um dos cuidados que temos que tomar é sempre andar com uma identificação. Nada melhor do que uma identificação que nunca vai sair do seu corpo”. Antes da tatuagem, ele usava uma medalha que informava sobre a doença e fornecia um telefone de emergência.
 
Como ele se relaciona com outros pacientes – o atleta lidera um grupo de corrida formado por diabéticos – Emerson também vê a tatuagem como uma das forma de incentivar as pessoas a aceitar e assumir a doença e o tratamento.
 
Para a médica Denise Franco, diretora de educação da ADJ, ter uma forma de se identificar como diabético é importante. “Se alguém chega desacordado a uma emergência de um hospital e o profissional tem a informação rápida de que a pessoa tem diabetes, ele vai fazer o exame de ponta de dedo e entrar rapidamente com glicose endovenosa em caso de hipoglicemia, procedimento que pode salvar vidas”, diz.
 
Diabetes - info (Foto: G1)
 
‘Quer uma água?’
A dona de casa Telma Valezin, de 50 anos, já sofreu por não ser identificada como diabética. Uma vez estava no shopping com sua sobrinha quando começou a passar mal e perder a consciência.
 
“Minha sobrinha pediu a ajuda de um segurança. Ele achou que eu tinha bebido, não imaginou que fosse hipoglicemia, e não ajudou.”
 
Segundo ela, a tatuagem que a identifica como diabética tipo 2 já mudou a forma como as pessoas se relacionam com ela. Em uma de suas crises de hipoglicemia, por exemplo, ela estava encostada em seu carro, comendo um churro para elevar a taxa de açúcar do sangue, quando foi abordada por um morador da região.
 
“O moço que estava dentro de uma casa disse: ‘Não tenho bola de cristal, mas estou vendo que você é diabética. Se está comendo doce, é porque a taxa de açúcar baixou. Quer uma água, quer sentar?’.” Telma conta que não acreditava que não tinha nem precisado pedir ajuda.
 
Outro que adotou a tatuagem foi o estudante João Francisco Gentile Fink, de 18 anos. “Não foi difícil tomar essa decisão. Já tinha uma tatuagem e achei a campanha muito interessante.” Ele escolheu desenhar um frasco de insulina no braço, além da informação de que tem diabetes tipo 1. O desenho foi inspirado em uma ilustração presente na nota de 100 dólares canadenses. “Fiz intercâmbio no Canadá e lá foi o primeiro lugar em que sintetizaram a insulina em laboratório”, conta.
 
A médica Denise Franco observa que a tatuagem é apenas mais uma forma de se identificar como diabético e que, caso o paciente opte por ela, é importante escolher um estabelecimento seguro, além de consultar seu médico para saber se ele pode se submeter ao procedimento. “É preciso ver se o controle glicêmico está bom. Caso não esteja, há mais risco de ter uma infecção secundária devido à tatuagem.”
 
A campanha da ADJ, chamada IdentiArte, também promove um concurso que vai dar tatuagens a diabéticos que contarem suas histórias. Interessados devem se inscrever no site da campanha até 5 de dezembro.
 
G1

Egípcia morre após ser contaminada pela gripe aviária

É a segunda morte devido à doença no país em dois dias. Mulher entrou em contato com pássaros contaminados
 
Uma egípcia morreu na terça-feira em decorrência do vírus H5N1 da gripe aviária após ter entrado em contato com pássaros contaminados, na segunda morte devido à doença em dois dias e a terceira no país neste ano, informou o Ministério da Saúde.
 
A mulher de 30 anos era da província de Minya, ao sul do Cairo. Ela morreu em um hospital da cidade de Assiut, de acordo com comunicado do ministério reproduzido pela agência de notícias oficial Mena.
 
Uma mulher de 19 anos morreu na segunda-feira em Assiut também devido à gripe aviária. No total, o Egito identificou sete casos do vírus neste ano.
 
A Organização Mundial de Saúde diz que, sempre que os vírus da gripe aviária estão circulando em aves, há um risco de infecções esporádicas ou pequenos grupos de casos humanos, especialmente em pessoas expostas a aves infectadas ou a ambientes contaminados.
 
Os casos humanos do H5N1, no entanto, são raros e o vírus aparentemente não é transmitido facilmente de pessoa para pessoa.
 
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), no período de 2003 até 2 de outubro de 2014, houve 668 casos humanos confirmados em laboratório da infecção pelo H5N1 notificados oficialmente, em 16 países. Destes casos, 393 pessoas morreram.
 
Os casos de H5N1 no Egito ocorreram em grande parte em áreas rurais empobrecidas, no sul do país, onde os moradores, muitas vezes as mulheres, tendem a criar aves para abate em casa.
 
G1

Pílulas naturais para emagrecer: entenda como elas agem e conheça os riscos

A Spirulina é rica em proteínas
Pílula do pãozinho, spirulina e pholia magra estão entre os fitoterápicos mais buscados para a perda de peso
 
A ideia de conseguir emagrecer sem precisar fazer uma dieta equilibrada e a proibição da venda de alguns remédios para o emagrecimento faz com que muita gente recorra ao universo das pílulas naturais vendidas nas farmácias e em lojas especializadas. Porém, é preciso tomar cuidado ao ingerir estes fitoterápicos. Algumas delas podem causar o aborto, hemorragia, úlcera, distensão abdominal, entre outros problemas quando utilizadas sem a orientação de um profissional da área da saúde.

Vale ressaltar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) controla a produção, a liberação para consumo (todos os produtos devem ter registro) e acompanha a comercialização dos medicamentos fitoterápicos, podendo retirá-los do mercado caso seu consumo apresente risco para a população.

Selecionamos as principais pílulas e explicamos como elas ajudam no emagrecimento. Confira os benefícios e riscos da mucuna pruriens, pinnothin, spirulina, pílula do pãozinho, pholia negra, pholia magra, alga-marrom e feno-grego.   
 
Cápsulas anticarboidrato ou pílula do pãozinho 
A pílula do pãozinho é uma combinação de algas marrons, Ascophylium nodosum e Fucus vesiculosus. Elas agem reduzindo a absorção de carboidrato e também o apetite, pois o contato com a água resulta na formação de uma espécie de gel no estômago fazendo com que a pessoa sinta-se satisfeita.

Esta cápsula deve ser evitada por pacientes com doenças intestinais e quem possui hipertireoidismo precisa ter o consumo monitorado, pois o Fucus é um estimulante da tireoide. Ao ser ingerida sem a orientação de um profissional da área da saúde, a pílula pode causar dor e distensão abdominal, náuseas, vômitos, astenia e sede excessiva.

Quando ingerida sem a orientação correta de um profissional da área da saúde, o fitoterápico pode causar dor e distensão abdominal, náuseas, vômitos, astenia e sede excessiva.  
 
Mucuna Pruriens
A mucuna pruriens é uma leguminosa originária da Índia e das Antilhas. Apesar de ser utilizada para a perda de peso, não existem provas científicas de que ela ajude no emagrecimento. "Esta indicação se atribui ao fato de que ela seria termogênica, isto significa que aumenta o gasto energético, e também contribuiria para o crescimento da massa magra do corpo", explica a nutricionista e fitoterapeuta Maria Angélica Fiut, membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT).

Existem indicações científicas de que esta leguminosa contribui no tratamento e prevenção da Doença de Parkinson. Isto porque ela possui altas quantidade de L-Dopa , um neurotransmissor em potencial que melhora os sintomas da doença ao ser convertida em dopamina no cérebro. Isto é interessante porque o Parkinson ocorre devido à falta de dopamina, que deixa de ser produzida porque células nervosas responsáveis por sua elaboração são destruídas. Outros estudos ainda com animais indicam que a mucuna contribui para o controle da glicose no sangue e do colesterol.

A planta não deve ser ingerida durante a gravidez. "Ela pode causar defeitos de nascimento e possui atividade estimulante uterina, o que pode favorecer a perda do bebê. Também evite o uso em casos de problemas cardiovasculares, pois há risco de baixa pressão sanguínea, úlcera gastroduodenal, possibilidade de hemorragia e câncer de pele", diz Fiut.

O uso da mucuna sem a orientação de um profissional da área de saúde é perigoso. Isto porque a planta atua diretamente no sistema nervoso central e pode levar a problemas como insônia e náuseas. 
 
Pinnothin (pinho coreano)
O pinnothin ou pinho coreano é uma árvore originaria da Ásia. Há poucos estudos sobre esta espécie. Acredita-se que ela pode ajudar no emagrecimento porque inibe o apetite por meio da estimulação e liberação de dois hormônios intestinais: a colecistoquinina e o péptido análogo ou glucagon. "Ele enviam um sinal de saciedade ao cérebro, induzindo a diminuição do desejo de comer", conta Fiut.

Não há efeitos colaterais conhecidos para esta planta. Seu uso deve ser feito sob a orientação de um profissional da área da saúde, isto porque como existem poucas pesquisas sobre o fitoterápico seus riscos podem ser grandes, mas ainda não conhecidos.  
 
Spirulina
A spirulina é normalmente chamada de alga, mas na realidade é uma cianobactéria, que realiza a fotossíntese como as plantas. "Ela já tem algum uso e reconhecimento para o tratamento de obesidade. A spirulina é rica em aminoácidos livres, incluindo a fenilalanina, que atuam no centro da fome no hipotálamo", afirma o clínico geral e fitoterapeuta Alexandros Botsaris, presidente do Conselho Diretor da ABFIT. Assim, este fitoterápico proporciona saciedade.

A pílula também é interessante por ser rica em proteínas, importante para a reparação de tecidos, ferro, que atua no transporte de oxigênio no organismo e previne problemas como anemia, dor de cabeça e cansaço. Também carrega cálcio, importante para a manutenção de ossos, dentes e unhas e tem ação antioxidante.

Pessoas com doenças intestinais devem tomar cuidado com o consumo da spirulina. Quando ingerida sem a orientação correta de um profissional da área da saúde, o fitoterápico pode causar dor e distensão abdominal, náuseas, vômitos, astenia e sede excessiva.  
 
Ascophyllum nodosum (alga marrom)
A alga marrom está entre os fitoterápicos que podem auxilar na perda de peso. "Ela possui aminoácidos iodados que agem de forma semelhante ao hormônio tireoidiano, que estimula o metabolismo", explica Botsaris. Além disso, a alga proporciona saciedade porque aumenta o bolo intestinal. O fitoterápico ainda conta com polissacarídeos chamados alginatos que ajudam a reduzir a glicose e o colesterol no sangue.

Assim como a spirulina, pessoas com doenças intestinais devem ficar atentas para o consumo da alga marrom. Ingerir o fitoterápico sem a orientação médica pode levar a náuseas, vômitos, astenia, sede excessiva, dor e distensão abdominal.  
 
Pholia Negra
A pholia negra é um extrato de erva-mate. Acredita-se que ela pode ajudar no emagrecimento por conter metilxantinas que proporcionam um efeito termogênico, isto significa que aceleram o metabolismo e aumentam o gasto calórico em repouso. "A ação conjunta da cafeína, teobromina e saponinas presentes no fitoterápico proporcionam a redução das leptinas circulantes, levando a melhora da resposta do cérebro à saciedade", diz Fiut.

As saponinas ainda são importantes por auxiliarem na liberação de sucos digestivos, principalmente a bile, por isso, podem facilitar a digestão de alimentos. As metilxantinas também podem ter ação diurética, contribuindo para a eliminação de toxinas.

Testes experimentais realizados com ratos pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo concluiu que a o fitoterápico ajudou na redução da massa corporal dos animais.

O consumo sem a orientação de um profissional da área da saúde pode ser arriscado. "Por ser rica em cafeína, a pholia negra pode ter vários efeitos colaterais como palpitações, gastrite e insônia", afirma Botsaris. Ela ainda pode causar insônia, descompensar a pressão arterial e taquicardia. A pholia negra não deve ser utilizada no período da noite em função das alterações no sono e pacientes hipertensos precisam evitá-la.  
 
Pholia Magra
A pholia magra é um extrato da planta Cordia ecalyculata (chá-de -bugre). Ainda há poucos estudos sobre o seu uso para o emagrecimento. "Sabemos que todas bebidas ricas em cafeína, como é o caso deste fitoterápico, aumentam o metabolismo, e por isso podem ajudar um pouco a perda de peso", observa Botsaris.

A cafeína presente na pholia magra também pode ajudar a reduzir a celulite por estimular a circulação. Porém, há o risco deste mesmo composto trazer problemas quando ingerido sem a orientação de um profissional de saúde. "Por sua atividade sobre a pressão arterial, ela pode descompensar o paciente, principalmente se estiver fazendo uso de algum medicamento anti-hipertensivo", afirma Fiut. O consumo da pholia magra deve ser evitado durante a gravidez, amamentação e por pessoas com diabetes e hipertensão.
 
Pílulas de Feno-grego
Estas pílulas contam com propriedades que atribuem funções laxativas e digestivas. O consumo sem a orientação de um profissional da área da saúde pode descompensar as taxas de glicose do sangue. O fitoterápico não deve ser ingerido por gestantes, lactantes e pessoas com diabetes. 
 
Minha Vida

As 10 mudanças para diminuir a falta de ar no paciente de DPOC

Adaptar a rotina para poupar esforço aumenta a independência e a autoestima
 
Respiração curta, quase ofegante, e a necessidade de um balão de oxigênio são constantes da rotina de pacientes com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), problema causado principalmente pelo tabagismo. Só no Brasil, cerca de cinco milhões de pessoas sofrem com a doença, e o número de casos cresceu 12% entre 2005 e 2010, de acordo com o Ministério da Saúde.
 
"O cansaço e a falta de ar atrapalham a rotina desses pacientes, por isso a conservação de energia é extremamente importante, de forma que eles consigam realizar atividades profissionais, familiares e sociais sem cair no sedentarismo e minimizando os efeitos da doença em sua vida", afirma Gilberto Pucca, presidente da Associação Brasileira de DPOC.
 
Separamos algumas mudanças simples que pode ser feitas na rotina, evitando o sofrimento com a falta de ar: 
 
Repouse antes de atividades cansativas
Rotinas simples como se vestir, comer, dirigir e até tomar banho podem ser muito difíceis para o paciente com DPOC, por isso, é importante que ele repouse antes de realizar um esforço, visando à conservação de energia. "Fazendo isso, o paciente consegue realizar mais atividades sem se cansar, melhorando a disposição, a autoestima e mantendo-se independente", afirma o fisioterapeuta Leonardo Dias, do setor de Reabilitação Pulmonar da Associação Brasileira de DPOC.
 
Use uma calçadeira
Quando o paciente portador da DPOC flexiona o tronco para calçar os sapatos, sua respiração fica mais rápida e curta, aumentando assim a sensação de cansaço. "O uso de uma calçadeira diminuirá esse efeito, fazendo com que uma simples tarefa não seja algo tão incômodo", afirma o presidente da Associação Brasileira de DPOC, Gilberto Pucca. Os sapatos devem sempre ser retirados enquanto o paciente está sentado, evitando colocar o pé na cadeira ou flexionar o tronco, pois esse movimento é cansativo. "Dê preferência a calçados que não precisem ser amarrados, evitando assim a flexão do tronco."
 
Vista-se sem sufoco
"O ideal para o paciente é se vestir ou se despir sentando na cama, sempre lentamente e mantendo a respiração mais tranquila possível", diz o fisioterapeuta Leonardo. "Lembre-se que soltar o ar deve durar o dobro do tempo que você gastou para encher os pulmões", recomenda. Use apoios para os cotovelos e fique sentado na cama ou cadeira. "Deixar as roupas já separadas na cama e sair do banheiro de roupão também ajudam a economizar energia para se vestir."
 
Tome banho sentado
O banho é uma atividade em que usamos muito os membros superiores. Para o paciente com DPOC, isso significa alterar a utilização de músculos acessórios da respiração, comprimir o peito ao erguer as mãos para lavar a cabeça e flexionar o tronco para lavar pernas. 'Isso provoca uma sensação de falta de ar mais rápida que o normal", afirma Leonardo Dias. "Ao utilizar um banco ou cadeira de plástico, o paciente consegue diminuir o gasto energético no banho e melhorar essa sensação de cansaço." A dica do roupão também ajuda o paciente a retirar a umidade do corpo sem esforço, tornando a tarefa de se enxugar menos trabalhosa.  
 
Barras de segurança no banheiro
O vaso sanitário é baixo e faz com que a hora de levantar seja mais complicada para o paciente com a DPOC. "As alternativas possíveis são aumentar a altura do vaso com adaptadores próprios para esse fim, ou usar barras de segurança que auxiliem o paciente a se levantar, tanto no vaso sanitário quanto no box do banheiro", afirma a fisioterapeuta Camila Luisa Sato, da UNESP. "Outra dica é colocar o pé um pouco mais atrás da linha do joelho ao chão, isso faz com que a hora de levantar seja mais fácil", afirma o fisioterapeuta Leonardo.  
 
Instale um sistema para abertura da tampa do vaso
Isso fará com que o paciente não tenha que flexionar o tronco para levantar a tampa manualmente, facilitando a tarefa. "Em alguns países já existem uma tecnologia em que se pisa em um botão para levantar a tampa e em outro para dar a descarga, facilitando ainda mais a atividade", afirma Gilberto Pucca. 
 
Encarando as escadas
Subir e descer escadas são as tarefas mais difíceis e dispendiosas que existem dentro de casa, essa atividade toma 1040 ml de oxigênio por minuto, enquanto o corpo em repouso usa apenas 200ml/min. A principal dica é instalar corrimão na escada, isso fará com que o paciente tenha mais segurança, firmeza e equilíbrio. "Não tenha pressa na escada, vá devagar, passo a passo, e respire mais lenta e profundamente durante e após a subida", aconselha Leonardo Dias. 
 
Escovar os dentes e pentear os cabelos
Manter os cotovelos apoiados enquanto estiver penteando os cabelos ou escovando os dentes ajuda na conservação de energia, bem como praticá-las sentado. "O espelho deve ficar um pouco mais baixo para que essa atividade seja bem executada", lembra o presidente da Associação Gilberto Pucca. 
 
Organize suas tarefas
O paciente deve adequar o ambiente e se organizar de modo que algumas atividades não se repitam todos os dias. "Lavar roupas e estendê-las em dois dias consecutivos, por exemplo, cansa demais o portador de DPOC", afirma a fisioterapeuta Camila. Organizar a agenda de tarefas da casa é fundamental, para que as atividades pesadas sejam feitas em dias alternados e nunca de uma vez só.
 
"Gavetas, utensílios e equipamentos da cozinha que usamos com frequência devem sempre ficar na altura do tronco, dispensando a necessidade de se flexionar para pegá-los." Para quem mora em sobrados, a recomendação é concentrar as atividades do dia em apenas um andar, ou com o mínimo possível de subidas e descidas.  
 
Minha Vida

Chá de banana – Benefícios e propriedades

É isso mesmo que você leu, hoje vamos falar sobre chá de banana
 
A fruta, rica em potássio, fósforo e magnésio possui um sabor delicioso e faz parte da alimentação diária de atletas, pois participa dos processos musculares do organismo, além de ser excelente para o relaxamento muscular.
 
Benefícios e propriedades do chá de banana
Assim como a fruta, o chá ajuda a fortalecer os ossos devido à presença de fósforo em sua composição, assim como participa da digestão dos carboidratos. O chá ajuda ainda na digestão, é um regulador da pressão e, além disso, combate a anemia e a diarreia. Rico em fósforo, potássio, magnésio e vitaminas C e B6.
 
Como preparar o chá de banana?
 
Para preparar o chá, você vai precisar de:
– 1 litro de água

– 2 bananas picadas

– Canela em pau

– Cravo
 
Modo de preparo
Em um recipiente, coloque a água no fogo junto com a canela e o cravo e aguarde alcançar fervura. Quando isso acontecer, adicione a banana, preferencialmente com casca, picada em pequenas fatias e tampe a panela. Deixe ferver por mais um tempo e em seguida desligue. Abafe a panela e deixe esfriar.
 
Coloque a mistura no liquidificador e bata até formar uma mistura homogênea. Feito isso, coe e coloque para gelar e consuma em seguida.
 
Outra forma de preparo
O chá de banana pode ser feito também com as cascas da banana.
 
Você vai precisar de:
– Cascas de banana
 
Modo de preparo
Coloque as cascas no freezer e junte até ter o suficiente para encher uma panela. Deixe-as descongelar por aproximadamente duas horas até que fiquem pretas. Coloque as cascas no forno em temperatura baixa e asse até secar, por um período aproximado de uma hora.
 
Quebre as cascas com as mãos e bata no liquidificador. Com o pó formado com as cascas trituradas das bananas, coloque uma colher de chá em um recipiente e despeje água quente. Você pode ajustar a quantidade também conforme o seu gosto, deixando o sabor de forma que te agrade.
 
Consuma o chá sempre antes de deitar para passar uma noite ainda mais tranquila de sono e com mais qualidade.
 
Contraindicações
Não foram encontradas contraindicações nas literaturas consultadas. Sempre antes de consumir um medicamento natural, consulte seu médico para saber se existem interações medicamentosas e se o chá é indicado para o seu caso.
 

Pipoca desacelera envelhecimento e contribui para a perda de peso

Chegou a hora da gente acrescentar pipoca ao cardápio!
 
Não só porque é deliciosa, mas também por trazer alguns benefícios à nossa saúde. É verdade!
 
Pipoca não é só um gostoso lanche consumido durante as sessões de cinema.
 
Ela é um alimento cheio de virtudes:
 
1- Tem elevada quantidade de fibras. Ou seja, permite o funcionamento regular do intestino.
 
2- Contém grande quantidade de oxidantes – chega a ser o dobro da de frutas. Isso permite a prevenção de doenças degenerativas, como câncer e diabetes.
 
3- Desacelera o envelhecimento, pois tem oxidantes que combatem os radicais livres que provocam a velhice.
 
4- Em quantidade moderada, pode contribuir para a perda de peso.
 
Esta é uma ótima notícia, não é mesmo?
 
Então, por que esperar uma sessão de cinema para aproveitar as maravilhas que a pipoca pode fornecer?
 
É só ter atenção para consumir moderadamente e assim, curtir o estouro de sabor e vantagens que o lanche oferece.
 
1 xícara de pipoca estourada equivale a meio pão francês ou uma fatia de pão de fôrma. Mas fique atento!
 
Consumir pipocas de micro-ondas ou aquelas vendidas no cinema não é uma boa ideia.
 
Pipoca boa de verdade – saudável - é aquela feita na panela de casa, com pouco óleo e com sal e manteiga de forma moderada.

http://www.curapelanatureza.com.br/2014/11/pipoca-desacelera-envelhecimento-e.html

Dor ao urinar e vontade constante de ir ao banheiro podem ser sinais de câncer de bexiga

Tumor acomete principalmente homens na faixa dos 70 anos
 
Sangramento na urina, dor e queimação ao urinar e vontade constante de ir ao banheiro podem ser sinais de câncer na bexiga. A doença acomete cerca de 330 mil pessoas com mais de 130 mil mortes por ano.
 
O coordenador do Núcleo de Urologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Alexandre Crippa, afirma que, caso a pessoa sinta qualquer desses sintomas, deve procurar um especialista.
 
― Com exames de urina, ultrassonografia e tomografia é possível identificar a anomalia. Quando detectado, 70% dos casos possui tumor superficial que pode ser tratado com cirurgia minimamente invasiva via uretral. Apenas 30% requer maior intervenção e até quimioterapia.
 
 
Porém, estudos e experimentações permitiram identificar alguns fatores de risco relacionados com o desenvolvimento de câncer de bexiga.
 
― O tabagismo é o principal deles com uma estimativa de ser o responsável em 60% dos casos em homens. Os fumantes apresentam incidência deste tumor até quatro vezes maior em comparação com não-fumantes.
 
R7

ANVISA Suspende lote de medicamento

A Anvisa suspendeu, nesta quarta-feira (19/11), a distribuição, comercialização e uso do lote D713005 do medicamento Aldosterin (Espironolactona 100 mg, cartela com 16 comprimidos)
 
O produto foi fabricado pela empresa Aspen Pharma Ind. Farm. Ltda e possui validade até 04/2016.
 
A medida é por causa dos resultados insatisfatórios obtidos nos ensaios de Descrição de amostra e Aspecto.
 
A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
 
Clique aqui e confira na íntegra.
 
ASCON

Parcerias aceleram fármacos contra doenças negligenciadas

Há o interesse de incluir o Brasil em parceria internacional que apoia a descoberta de novas drogas, com foco em malária, doença de Chagas e leishmaniose
 
Em um cenário de globalização e mudanças climáticas, as chamadas doenças tropicais negligenciadas estão deixando de ser um problema restrito a países pobres ou em desenvolvimento. À medida que os patógenos e seus vetores se adaptam e se expandem pelo globo, mais pessoas entram na zona de risco e mais urgente se torna a necessidade de encontrar novos tratamentos menos tóxicos e com maior eficácia.

O tema foi debatido por pesquisadores de diversos países nos dias 13 e 14 de novembro, na sede da FAPESP, durante o workshop “Frontiers in Science on Neglected Diseases”.

Organizado pela FAPESP, em parceria com a Royal Society of Chemistry (RSC), do Reino Unido, e as organizações Drugs for Neglected Diseases iniciative (DNDi) e Medicines for Malaria Venture (MMV), o evento teve como objetivo não apenas promover a troca de informações sobre pesquisas em andamento como também criar a base para uma futura colaboração voltada a acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos.

De acordo com Alejandra Palermo, gerente de inovação da RSC, a entidade firmou há cerca de um ano um acordo com a DNDi e a MMV para apoiar a descoberta de novas drogas em um modelo open Science (acesso aberto), com foco principalmente em malária, doença de Chagas e leishmaniose. Há, segundo ela, o interesse de incluir o Brasil na parceria.

“Quando falamos em expandir nossa rede de colaboração, temos de considerar o Brasil, pois o país tem uma comunidade forte na área de Química e porque muitas das doenças sobre as quais estamos falando são endêmicas no país. A RSC pode oferecer acesso à nossa rede de colaboração e ferramentas e softwares que facilitam a troca de conhecimento. E os pesquisadores brasileiros poderão ter a oportunidade de trabalhar com a orientação e a parceria da DNDi e da MMV, que são organizações sem fins lucrativos cujo objetivo é desenvolver drogas que sejam acessíveis aos mais pobres”, disse Palermo.

Durante a abertura do evento, o diretor de Descobertas e Desenvolvimento Pré-clínico da DNDi, Robert Don, explicou que a organização é uma parceria público-privada criada há 11 anos e conta atualmente com uma rede de 130 parceiros em pesquisa e desenvolvimento em todo o mundo.

“Nossa sede fica em Genebra (Suíça), mas temos escritórios regionais em diversos locais. Fazemos parcerias com pesquisadores em nível local e internacional e os colocamos juntos para trabalhar no desenvolvimento de novos produtos para doenças negligenciadas”, disse Don.

Até o momento, a entidade tornou disponível dois novos tratamentos para malária, um para doença do sono (tripanossomíase africana), um para leishmaniose visceral, uma combinação de drogas contra leishmaniose visceral específica para a Ásia e um tratamento pediátrico com dose adaptada para doença de Chagas. Outros 12 compostos químicos estão em fase de desenvolvimento.

A DNDi também mantém um programa em colaboração com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) intitulado Lead Optimization Latin America Project (LOLA), voltado a triar e aprimorar compostos químicos principalmente contra Chagas e leishmaniose.

Paul Willis, diretor da MMV, disse que a organização, também com sede na Suíça, recebe doações de governos, empresas e fundações como Bill e Melinda Gates e Welcome Trust para operar pesquisas que podem ser feitas em parceria com a academia ou a indústria.

“Nossa missão é salvar vidas desenvolvendo novas drogas para tratar malária. Fazemos isso descobrindo compostos, desenvolvendo medicamentos e fazendo com que eles sejam acessíveis às pessoas necessitadas. Já colaboramos com mais de 300 parceiros de todo o mundo”, afirmou.

“Esta reunião é extremamente importante para lidar com o problema da malária. Acredito que, com a ciência existente no Brasil, o acesso aos parasitas, vontade política, apoio e financiamento, podemos, juntos, fazer uma grande contribuição no combate à malária”, afirmou Jeremy Burrows, chefe do Departamento de Descoberta de Drogas do MMV.

Internacionalização
Durante a abertura do encontro, o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, afirmou que o evento está alinhado com a estratégia da Fundação de fomentar conexões entre pesquisadores de São Paulo e de outros lugares do mundo.

“Queremos aprender sobre as oportunidades nesse campo e em algum momento do futuro poderemos considerar ter um programa conjunto com as organizações que estão aqui para financiar pesquisas relacionadas a doenças negligenciadas”, disse.

Na avaliação de Walter Colli, coordenador adjunto da FAPESP para a área de Ciências da Vida e um dos organizadores do evento, os pesquisadores britânicos têm grande experiência no desenvolvimento de substâncias químicas que atacam parasitas, enquanto os grupos brasileiros conhecem bem seus mecanismos básicos de funcionamento.

“Os grupos do Brasil, nos quais eu me incluo, procuram estudar o funcionamento dos parasitas com a esperança de que, conhecendo seu metabolismo, possamos desenhar uma droga mais eficaz para combatê-lo. Mas nunca chegamos lá. Eles [grupos internacionais] estão chegando lá, então devemos absorver esse conhecimento”, disse Colli, que também é professor da Universidade de São Paulo (USP).

Em sua apresentação, o químico britânico Simon Campbell – membro da MMV e da RSC – destacou que o processo de desenvolvimento de novas drogas é extremamente multidisciplinar e defendeu a necessidade de concentrar especialistas de áreas como Química Sintética, Química Medicinal, Biologia, Medicina Translacional em um único local. Segundo ele, é preciso evitar a tentação de criar redes virtuais de colaboração, pois dessa forma o trabalho e o conhecimento ficam dispersos.

“Há grandes oportunidades para o Brasil na área de doenças negligenciadas. Há uma grande comunidade científica, há conhecimento sobre as doenças, sobre os pacientes e sobre os desafios. Existe financiamento no país, bons laboratórios. É preciso investir no desenvolvimento de Química Sintética e Medicinal para traduzir o conhecimento da Biologia em novas drogas. Acadêmicos que não têm experiência em desenvolvimento de drogas podem aprender por meio de parcerias com entidades como a MMV”, afirmou.

“No mundo de hoje, qualquer pessoa pode ser infectada com qualquer doença. Não estamos apenas tratando pacientes em uma região distante, mas também as pessoas expostas de nossa sociedade. Precisamos de drogas mais eficazes e, ainda mais importante, com menos efeitos colaterais. Porque, caso contrário, não há adesão ao tratamento”, disse.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças negligenciadas afetam mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, são importante causa de mortalidade e morbidade e representam 10,5% do fardo global das doenças. Das 17 doenças negligenciadas listadas pela OMS, 14 estão presentes no Brasil. 
 
Agência FAPESP / Saúde Web

Hospitais públicos e filantrópicos vão comprar equipamentos sem impostos

Abimo comemora lei que prevê isenção de PIS e COFINS para o setor de equipamentos para a saúde nas compras públicas
 
Foi sancionada na última sexta-feira (14) a Lei 13043/2014, que, entre outros benefícios, prevê a isenção de PIS e COFINS para o setor de equipamentos para a saúde (equipamentos médicos, hospitalares, laboratoriais e odontológicos). O Ministério da Fazenda deverá editar uma norma listando os produtos que farão jus à isenção.

De acordo com comunicado da Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) a medida colabora com a melhoria da competitividade da indústria nacional perante os importados. Antes da Lei, somente equipamentos fabricados fora do Brasil tinham essa isenção de impostos nas compras feitas por hospitais públicos e filantrópicos. Mesmo tendo capacidade de suprir mais de 90% das necessidades de equipamentos e materiais de consumo de um hospital geral, a falta de isonomia tributária perante os importados configurava-se, segundo empresas do setor, como um dos mais graves problemas enfrentados.

 “Essa é uma grande conquista do setor produtivo brasileiro, que finalmente poderá oferecer os seus produtos com as mesmas vantagens tributárias de que só os produtos importados usufruíam”, disse o presidente da Abimo, Franco Pallamolla, em nota ao mercado.

Efeitos da isenção
A isonomia tributária era um antigo pleito da Associação. Para a Abimo, o setor irá sentir de forma muito rápida os efeitos da isenção, pois as empresas poderão se valer dela a partir da publicação da regulamentação.

O estudo setorial encomendado pela Abimo para a FGV, em 2013, mostra os impactos da desoneração. Foram estimados os efeitos sobre crescimento do PIB, inflação, produção, emprego setoriais e sobre a própria arrecadação. A conclusão é de que a renúncia fiscal é recuperada integralmente em menos de um ano graças aos efeitos positivos sobre a atividade produtiva da economia como um todo.

Retirados o PIS-COFINS e o IPI, quando contemplado, o resultado anual confirma um aumento de 0,3% no PIB e mais 132 mil postos de trabalho em toda a indústria brasileira.

Nos preços, a queda poderá ser de 9,8%, que não deve se transformar exclusivamente em aumento das margens de lucro, mas, também, deve beneficiar os hospitais públicos e filantrópicos e, consequentemente, a população brasileira.

O estímulo à produção na cadeia amplia também o ganho fiscal total, mas não altera de forma relevante os efeitos sobre IPI e PIS-COFINS.
 
Saúde Web

Sistema ajuda pacientes a encontrar hospitais mais vazios

Quickmed foi lançado em outubro. Usuários da região Sudeste já podem encontrar emergências – públicas e privadas – com atendimento mais rápido
 
Para evitar que o paciente passe horas na sala de espera de um hospital lotado, um sistema promete, de forma colaborativa, ajudar a identificar que unidades de saúde estão mais vazias e onde a consulta pode ser mais rápida. O Quickmed foi lançado em outubro e, segundo seus criados, deve reduzir o tempo perdido pelas pessoas, além de estimular os hospitais a atenderem de forma mais eficiente.

Com funcionamento semelhante ao aplicativo Waze – popular em cidades grandes e que ajuda os usuários, de forma colaborativa, a evitar vias congestionadas - está em fase de implantação e cadastramento de hospitais, mas moradores das capitais da região sudeste já podem utilizar a ferramenta de forma totalmente gratuita. A previsão é de que ela abarque todas as capitais brasileiras até 2015.

A pessoa que deseja ir a uma unidade de pronto atendimento e atendimento de urgência, pública ou particular, pode pesquisar que hospital está mais vazio. Assim que o usuário chegar ao local, pode atualizar os dados informando a lotação da unidade.

Qualquer usuário pode informar, de forma colaborativa, a situação de atendimento dos hospitais. Caso a pessoa perceba que uma unidade de saúde não está na plataforma, pode fazer o cadastro, bastando informar o e-mail pessoal no momento da avaliação.

Segundo Thiago Naves, um dos idealizadores do Quickmed, o sistema só está disponível na sua versão web, que pode ser acessado por dispositivos móveis e computadores, mas ideia é lançar até o Natal uma versão em aplicativo para os sistemas iOS, da Apple, e Android, do Google.

Ideia
Segundo o desenvolvedor, a ideia nasceu de uma experiência individual. A ida aos hospitais com os filhos trouxe a percepção de que faltava uma organização nos atendimentos. Algumas emergências, abarrotadas, prestam um atendimento demorado, enquanto em outras, vazias em alguns horários, médicos plantonistas ficam ociosos, aguardando pacientes. “Essa política da ‘sorte ou revés’ não pode acontecer no caso da saúde”, diz.

Para a implantação do sistema, os idealizadores investiram cerca de R$ 100 mil. A ideia é recuperar o investimento logo no primeiro ano de funcionamento. Naves pretende viabilizar o projeto economicamente através de patrocínios, além de exportar a ideia para outros países.

Atualmente os usuários podem avaliar somente o grau de lotação, mas a ideia é inserir outros quesitos. Outra expectativa dos idealizadores é criar sistemas específicos para os planos de saúde e para governos, com o objetivo de otimizar o tempo dos pacientes e, consequentemente, dos hospitais.
 
Saúde Web

Dieta mediterrânea é melhor ‘antídoto’ contra obesidade, dizem cientistas

Uma dieta mediterrânea é mais eficiente para combater a obesidade do que a simples contagem de calorias, afirmam cientistas
 
Eles acrescentam que esse tipo de dieta reduz o risco de ataques cardíacos e derrames.
 
Além disso, na opinião desses especialistas, uma alimentação baseada em frutas, legumes, verduras e cereais seria mais eficiente para a perda de peso do que dietas com baixa ingestão de gordura.
 
A recomendação foi feita por meio de uma declaração conjunta publicada na revista científica PMJ (Postgraduate Medical Journal, na sigla em inglês) e assinada por nomes de peso como o presidente da Academy of Medical Royal Colleges do Reino Unido, Terence Stephenson, e Mahiben Mara, alto funcionário do NHS (National Health Service, o SUS britânico).
 
No abaixo-assinado, os especialistas criticaram a indústria da dieta por focar a perda de peso na restrição calórica em vez da "boa alimentação".
 
Melhor do que remédio
Segundo eles, pesquisas indicam que a dieta mediterrânea, incluindo frutas, legumes e verduras, cereais e azeite de oliva, reduz rapidamente o risco de ataques cardíacos e derrames e permitem uma perda de peso mais gradativa a longo prazo.
 
O autor do abaixo-assinado, o cardiologista Aseem Malhotra, afirma que as evidências científicas são "irrefutáveis".
 
"O mais importante é dizer às pessoas que elas devem se concentrar em comer melhor".
 
Inspirada pela cozinha tradicional de países como Grécia, Espanha e Itália, a dieta mediterrânea sempre esteve associada à boa saúde e a corações sadios.
 
Essa dieta consiste tipicamente em comer várias porções de legumes e verduras, frutas frescas, cereais integrais, azeite de oliva e sementes oleaginosas, além de frango, peixe, carne vermelha, manteiga e gordura animal.
 
"O impacto desse tipo de alimentação na saúde do paciente se dá de forma muito rápida. Sabemos que a tradicional dieta mediterrânea que é rica em gordura – por meio de testes controlados em grupos aleatórios – reduz o risco de ataque cardíaco e derrames pouco tempo depois de colocada em prática".
 
No artigo, os médicos também dizem que a dieta mediterrânea é três vezes mais eficiente para a redução da mortalidade em pacientes que já tenham sofrido ataques cardíacos do que medicamentos para baixar o colesterol.
 
Para David Haslam, diretor-presidente do Fórum de Obesidade Nacional do Reino Unido, a recomendação dos médicos é "bem vinda".
 
"Uma caloria não é só uma caloria. É ingênuo pensar que os complexos sistemas de apetite hormonal e neurológico do nosso corpo respondem a diferentes substâncias de igual maneira".

BBC Brasil / Terra

OMS: um bilhão de pessoas no mundo ainda vivem sem sanitários

Reprodução
Cerca de um bilhão de pessoas ainda não têm acesso a sanitários, o que representa um risco potencial para a propagação de doenças, como demonstrou a disseminação da febre hemorrágica do vírus Ebola, destacou um informe anual, publicado pela OMS
 
Na Nigéria tem havido apelos à população para que evite a prática de defecar ao ar livre pelo temor de que o vírus se propague pelos líquidos humanos, indicou nesta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde, em seu relatório anual dedicado ao acesso à água e aos sanitários.
 
Na Libéria, o país mais afetado pela epidemia, cerca da metade dos 4,2 milhões de habitantes não utilizam sanitários. Em Serra Leoa, outro país castigado pelo Ebola, a proporção é estimada em 28% da população, acrescentou o informe.
 
Embora tenha havido progressos no acesso à água potável e aos sanitários, o documento destacou que "a falta de financiamento continua a limitar estes avanços".
 
Na África subsaariana, onde 25% da população defeca ao ar livre, estimativas indicam que uma criança morre a cada dois minutos e meio, após ingerir água não potável ou como consequência da falta de sanitários e de higiene.
 
Deste bilhão de pessoas sem acesso a sanitários, 825 milhões se concentram em apenas dez países, cinco deles na Ásia, sendo que a Índia aparece na liderança, com 597 milhões de pessoas, seguida de Indonésia, Paquistão, Nepal e China (10 milhões). Na África, além da Nigéria (39 milhões), completam a lista Etiópia, Sudão, Níger e Moçambique (10 milhões).
 
"É tempo de agir (...) Nós não sabemos ainda qual será a agenda para o desenvolvimento sustentável após 2015, mas nós sabemos que a água e os sanitários devem ser prioridades claras, se quisermos criar um futuro que permitirá que todos se beneficiem de uma vida sadia, digna e próspera", destacou, durante a apresentação do informe, Michel Jarraud, encarregado de água na ONU e secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

AFP / Terra

Não se considerar idoso aumenta as chances de felicidade, diz pesquisa

Otimistas com o futuro, eles esperam viver mais tempo do que a expectativa de vida média do brasileiro
 
A pesquisa Felizômetro de 2014 revelou que as pessoas com mais de 60 anos estão mais felizes na terceira idade. Oito em cada dez entrevistados se consideram satisfeitos com seu modo de vida atual. O estudo foi realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) com 632 pessoas que já passaram dos 60.
 
O levantamento indicou que felicidade e saúde são questões inseparáveis para o grupo e que evitar rótulos é um dos fatores mais importantes para se sentir feliz.
 
– A questão não é chegar aos 60, mas não se sentir velho. Todos passamos por transformações que são normais e esperadas no corpo, como se sentir mais lento, precisar de óculos. Quem passa chega à terceira idade e não dá valor às pequenas perdas naturais vai se sentir melhor consigo mesmo e, por consequência, mais feliz – aponta Simone Bracht Burmeister, psicóloga especializada em terceira idade.
 
Outra constatação curiosa da pesquisa é que enquanto o IBGE estima em 81,6 anos a expectativa atual de vida da população brasileira com mais de 60 anos, os idosos entrevistados dão a si mesmos uma expectativa maior: 89 anos de idade.
 
– Os idosos não vivem mais simplesmente por viver, eles esperam passar por coisas mais interessantes, ter uma vida melhor. Eles sabem que não precisam mais viver uma vida correndo, podem fazer as coisas de outro jeito. Quando aceitamos melhor nossas limitações, passamos a entender que a vida pode ser vivida com mais qualidade – diz Burmeister.
 
Encarar a vida de forma positiva é uma das características mais marcantes das pessoas que já têm 60 anos. O estudo revela que a maioria dos entrevistados (62%) acredita ser mais otimista hoje em dia do que no passado e 36% declaram ter ficado mais vaidosos com o passar do tempo.
 
Além da saúde e do sentimento de não pertencimento ao grupo de terceira idade, outros fatores destacaram-se como importantes para aumentar as chances de atingir a felicidade. O índice ‘Felizômetro” mostra que a independência na hora de consumir (14,5%), o fato de não precisar fazer empréstimos para adquirir produtos que não tinham acesso antes (13,9%), ter condições de gerir as próprias contas livremente (7,6%) e manter uma vida financeira melhor do que no tempo em que eram jovens (6,8%) são outros fatores que pesam consideravelmente para aumentar a probabilidade de ser feliz na vida dos idosos.
 
Aproveitar o tempo livre também parece ser importante. Entre as ações que conduzem a uma vida mais feliz, atividades de lazer realizadas com muito mais frequência podem impactar em até 6,3% as chances de satisfação com o modo de vida.
 
– Nesse sentido, a família é muito importante. Não é preciso ter os filhos próximos ou vê-los frequentemente, mas manter contato, ter convívio social com amigos melhora a qualidade de vida – conta a psicóloga.
 
Ao mesmo tempo em que valorizam a diversão, os entrevistados mostram que os rumos da vida profissional têm peso na consolidação da própria felicidade: esse ponto  tem potencial para elevar a probabilidade de felicidade em 5,6%.
 
– É fato que quem tem atividades sociais, que podem ser continuar trabalhando como também fazer voluntariado ou participar de clubes gourmet. Quem se sente ocupado, é mais feliz, mas a ocupação não precisa ser necessariamente formal, ela precisa dar autonomia. Autonomia é fator chave da felicidade para quem está numa fase cuja imagem é construída como alguém improdutivo.

Zero Hora

Mesmo depois de anos, cérebro reage a idioma ouvido na infância

Estudo mostrou que exposição ainda que pequena a uma língua permanece na memória
 
O cérebro continua respondendo a sons e tons de um idioma ouvido e aprendido na primeira infância, mesmo que tenha sido esquecido depois, segundo uma pesquisa que confirma a importância dos primeiros anos de vida para forjar as capacidades mentais de uma criança.

Entre os participantes dessa experiência estavam cinco crianças chinesas adotadas por famílias canadenses que falavam francês. Os resultados foram divulgados em um relatório da Academia Americana de Ciências (PNAS).

O cérebro de uma criança exposta desde muito jovem a um idioma forma representações dos sons, mas não se sabia até então se ela as memorizava de forma duradoura mesmo deixando de ser exposta a esse idioma, segundo explicam os autores.

Para responder a essa questão, os pesquisadores estudaram 48 meninas de 9 a 17 anos que estiveram expostas a diferentes níveis de francês e chinês.
 
Em três subgrupos, elas ouviram registros de diferentes tonalidades muito características do chinês e que não existe no francês.

O primeiro era formado por meninas nascidas e educadas em famílias de língua francesa, enquanto o segundo incluía meninas nascidas na China e adotadas antes dos 3 anos por famílias francófonas. Outras eram fluentes em chinês e francês.

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Primeiros anos 
Ressonâncias magnéticas realizadas durante a difusão desses sons demonstraram que todas as meninas que haviam sido expostas ao chinês - e que continuaram ou não falando essa língua - tinham uma região de seu cérebro ativa, que não era encontrada nas crianças expostas apenas ao francês.

— As representações mentais criadas no cérebro de uma criança muito pequena pela aprendizagem de um idioma podem persistir na idade adulta, apesar da perda de capacidade para falá-lo — concluem os autores desses trabalhos.

Isso mostra que a organização do cérebro é particularmente sensível a estímulos externos durante os primeiros anos da vida, que são essenciais para o desenvolvimento mental.

Essa janela de aprendizagem corresponde a um período de muita plasticidade do cérebro, durante o qual os estímulos do ambiente têm um grande impacto, explicam os cientistas.

Depois, essa plasticidade diminui, enquanto que as representações do mundo exterior se formam e estabelecem.

No domínio do idioma, o primeiro ano de vida parece ser um período ideal para o desenvolvimento de categorias de sons da língua materna realizado por um processo de harmonização com o meio ambiente.

As crianças começam sua vida com a capacidade de distinguir a divisão de sons de todas as línguas do mundo.

Mas o fato de estarem expostas a apenas uma língua  incrementa progressivamente a sensibilidade aos sons e tonalidades específicas desse idioma, em detrimento de outros.

As categorias fonológicas que se formam durante esse período reforçam a aprendizagem da língua materna e proporcionam as bases para adquirir níveis superiores de conhecimento do idioma, como gramática e leitura.

Segundo os pesquisadores, este estudo é "a primeira observação neutra do que acontece no cérebro durante os primeiro momentos da aprendizagem e da persistência dos efeitos".
 
AFP / Zero Hora

Anvisa estuda reclassificar canabidiol como medicamento, diz presidente

O presidente substituto da  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ivo Bucaresky, disse que a agência estuda reclassificar o canabidiol como medicamento
 
Ele explicou que levantamentos de estudos científicos feitos pela Anvisa mostram que “não há evidência na literatura [científica] que ele causa dependência ou que deixe as pessoas 'doidonas'”, disse. O canabidiol é uma substância, presente na folha da maconha (Cannabis sativa), que é usada para tratamento de doenças neurológicas, câncer, mal de Parkinson, entre outras.
 
“Por ser um derivado da cannabis, o canadibiol estava incluso na Lista E, que é a lista de plantas que podem originar substâncias entorpecentes e psicotrópicas, e na Lista F, que são substâncias de uso proscrito no Brasil, de entorpecentes e psicotrópicos", disse Bucaresky. Caso seja reclassificado, ele vai para a "Lista C1, que é uma lista de [remédios] controlados que envolve uma série de medicamentos, sejam medicamentos de grande grau de risco e, por isso, têm que ter controle, sejam medicamentos novos, que têm que ir testando". Segundo o Bucaresky, a reclassificação promete facilitar a importação da substância por pessoas jurídicas e para pesquisas científicas.
 
Desde abril deste ano, a Anvisa recebeu mais de 200 pedidos para importação do canabidiol. 
 
Segundo Bucaresky, dos pedidos, 184 foram liberados e os demais aguardam análise. Bucaresky falou hoje (18) em audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Ainda segundo ele, o deferimento dos pedidos está ocorrendo em até nove dias.
 
Durante a audiência, pesquisadores defenderam o uso medicinal da substância. A legislação brasileira considera ilegal a importação do canabidiol, mas, recentemente, após uma família ter obtido na Justiça o direito de importar a substância, a Anvisa passou a liberar a importação após análise caso a caso.
 
Pais de Anny, Katiele e Noberto Fisher, ficaram conhecidos no país, após a Justiça conceder, em abril, a autorização para a importação do canabidiol. A criança, com 5 anos, sofre de uma rara doença chamada síndrome de Rett CDKL5, que chegou a causar cerca 60 crises convulsivas em um único dia.
 
“Ela foi um bebê super planejado, nós planejamos essa gravidez desde que nasceu a nossa primeira filha. Eu estava com ela no colo quando teve a primeira convulsão. Com 3 anos, ela conseguiu andar, mas em decorrência da síndrome, em quatro meses ela perdeu tudo o que ela tinha conseguido em três anos”, disse Katiele durante a audiência. Após ter o conhecimento da substância, os pais de Anny chegaram a “traficar” a substância para medicar a filha. “O que ela perdeu nesse período, o canabidiol recuperou em nove semanas”, disse Katiele.
 
Durante a audiência,  pesquisadores defenderam a reclassificação do canabidiol por parte da Anvisa. Segundo eles, o uso medicinal da substância tem efeitos positivos relevantes em pacientes com autismo, esclerose múltipla, dores neuropáticas, câncer, epilepsia, mal de Parkinson e não causa efeitos psicoativos ou dependência. “Reclassificar o canabidiol, tirando da condição de substância proscrita, é imprescindível", disse o professor da Universidade de Brasília (UnB), Renato Malcher, que disse que desde 1843 há registros do uso medicinal da cannabis em pacientes com crises convulsivas.
 
Segundo o professor e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Elisaldo Carlini, o efeito positivo do canabidiol é reconhecido há pelo menos 20 anos em países como Estados Unidos, Canadá e também no Reino Unido. Há mais de 50 anos ele acompanha pesquisas com canabinoides (substâncias extraídas da maconha). “Por que é tão difícil conseguir um medicamento que há 20 anos muitos países já estão utilizando, muitos laboratórios já estão produzindo?”, questionou o pesquisador, que foi duas vezes presidente da Anvisa. “Mesmo estando lá, a gente não conseguia fazer nada, dada a pressão que existia sobre isso”.
 
Ainda de acordo com Carlini, a proibição da utilização medicinal do canabidiol tem atrapalhado as pesquisas científicas no país. Há 40 anos, ele começou a estudar o uso da substância com doentes epiléticos adultos, mas as dificuldades em conseguir a liberação da substância afetaram sua pesquisa.
 
Para Carlini, caso não houvesse a proibição, as descobertas relatadas em outros países poderiam ter sido feitas no Brasil. “[Com este atraso,] nós estamos, como cientistas, atrás de saber se o cavalo tem rabo ou não”, reclamou. O presidente da Anvisa também reconheceu que a carência de pesquisas científicas interfere no uso do canabidiol  em diversos tipos de tratamento. “As pessoas não sabem a dosagem correta para dar e tem que ficar testando”, disse.

Agência Brasil

Pacientes de hepatite C poderão contar com novo tratamento no SUS

Os pacientes infectados com o vírus da hepatite C vão contar, a partir do ano que vem, com um tratamento que inclui três tipos de medicamentos e tem atingido a taxa de erradicação de 80% a 90% dos casos da doença

O hepatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Edison Parise, adiantou à Agência Brasil que o Sofosbuvir, o Daclatasvir e o Simeprevir estão em processo de análise para homologação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A homologação deve ocorrer até o fim do ano, para que os medicamentos sejam usados pelos pacientes nos primeiros meses de 2015, em períodos de 12 semanas.
 
O custo dos remédios é elevado e nos Estados Unidos chega a atingir US$ 120 mil para 12 semanas de tratamento. É por isso que o Ministério da Saúde está em entendimento com laboratórios para fazer a compra em valores mais baixos, a fim de que sejam oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS). O chefe do Ambulatório de Hepatites do Hospital de Clínicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e membro do Comitê Assessor do Programa de Hepatites do Ministério da Saúde, Raymundo Paraná, disse que sem essa negociação seria inviável ao SUS garantir a oferta dos produtos. “O SUS não suportaria, de uma hora para outra, que remédios que têm custo de US$ 120 mil nos Estados Unidos fossem universalmente disponibilizados em país como o nosso, que tem limitação orçamentária”, explicou.
 
Os medicamentos já foram aplicados nos Estados Unidos e na Europa e segundo Edison Parise, neste mês, em um congresso de especialistas em Boston, houve demonstração dos resultados em mais de mil pacientes, que comprovam a eficácia do tratamento. “Esses medicamentos começaram a ser usados há mais ou menos um ano nos Estados Unidos e agora, no Congresso, foram mostrados dados sobre o uso deles. Enquanto os estudos iniciais incluíam poucos pacientes, os dados agora trazem um número muito grande de pessoas tratadas e confirmam os mesmos índices de cura, em torno de 80% a 90%, dos pacientes, com qualidade de tratamento melhor e menos sofrimento”, acrescentou
.
Os pacientes transplantados ou que estão aguardando a cirurgia também podem ser beneficiados, porque com os novos medicamentos, o tratamento pode seguir. “Tratada, a doença hepática pode regredir ou eles podem ir ao transplante em condição muito melhor”, destacou Paraná.
 
O tratamento da hepatite C no Brasil durava 48 semanas, com inúmeros efeitos colaterais e taxa de resposta em torno de 50%. Com a evolução dos remédios, esse número avançou nos últimos anos e a taxa atingiu 70%, mas ainda apresentava efeitos colaterais, que afastavam os pacientes do tratamento.
 
O infectologista responsável pelo Ambulatório de HIV e Hepatites Virais da Disciplina de Infectologia da Universidade Federal de São Paulo, Paulo Abrão Ferreira, informou que agora, com os produtos que serão ministrados, será possível evitar o uso da proteína sintética interferon. Para ele, isso representa uma revolução no tratamento da doença no país. “É uma revolução porque agora a gente não precisa mais de interferon e não haverá efeitos colaterais”, disse.
 
Os médicos avaliam que o tempo mais curto de tratamento vai aumentar o número de atendimentos. “Nos Estados Unidos, está sendo tratado em uma semana o que se tratava em meses com o procedimento anterior. Com isso, o Brasil pode quadruplicar a capacidade de tratamento, simplesmente pelo tempo mais curto e pelo número menor de efeitos colaterais" disse Parise.
 
No Brasil, a hepatite C atinge 2 milhões de pessoas e no mundo chega a 170 milhões, mas se o tratamento for aplicado na integridade, o paciente pode conseguir a cura. “É uma doença curável. Tratou, eliminou o vírus, ela não volta mais”, completou Paraná.

Agência Brasil

Medicamento alternativo é eficaz na redução do colesterol, diz estudo

Pesquisa apresentada no encontro anual da Associação Americana do Coração mostra que droga vendida como opção às estatinas é capaz de derrubar os níveis de LDL e prevenir infartos e problemas cardiovasculares
 
Um medicamento alternativo, que combina um tipo de estatina a uma substância chamada ezetimiba, é capaz de reduzir o colesterol a níveis muito baixos e prevenir infartos e doenças cardiovasculares. Os resultados de um estudo apresentado no encontro anual da Associação Americana do Coração, na última segunda-feira, podem ajudar aqueles que não toleram altas doses de estatinas ou não respondem a elas.
 
O estudo randomizado, conduzido pela Universidade Duke, nos Estados Unidos, acompanhou por seis anos 18 000 pessoas que sofreram infartos ou episódios de dor no peito. Os pesquisadores deram a eles tratamento à base de um tipo de estatina chamado sinvastatina – medicamento normalmente usado para tratar altas taxas de colesterol – ou a droga Vytorin, combinação da sinvastatina com ezetimiba, vendida há quase dez anos como droga alternativa para o controle do colesterol. O objetivo era reduzir os níveis de LDL, molécula que deposita o colesterol nas paredes das artérias e pode entupir os vasos – o chamado “colesterol ruim”. Os dois grupos reduziram as taxas de LDL, no entanto, aqueles que tomaram o remédio alternativo exibiram taxas de LDL de 54, enquanto aqueles que tomaram apenas a sinvastatina apresentaram níveis de 69 de LDL.
 
Além disso, quem tomou a combinação entre as duas drogas teve menos problemas cardiovasculares – uma redução de 6,4%. De acordo com os pesquisadores, isso significa que o medicamento preveniu infarto ou dor no peito de duas a cada 100 pessoas. As estatinas diminuem o LDL porque barram sua fabricação. Já a ezetimiba impede que o LDL seja absorvido pelo intestino e siga para os tecidos do organismo.
 
Poucos efeitos colaterais — Os pesquisadores comprovaram que os baixos níveis de LDL, promovidos pela droga alternativa, não são tóxicos e não causam efeitos colaterais além dos já conhecidos pelo uso de estatinas: a combinação não mostrou taxas superiores de câncer, dores de cabeça ou musculares.
 
A ezetimiba é conhecida por sua habilidade em diminuir os níveis de LDL. No entanto, um estudo menor, publicado em 2006, mostrou que a substância não era eficaz no combate a um tipo de arteriosclerose e seu uso foi abandonado em favor das estatinas. Desde então, os médicos preferem as estatinas por acreditar que elas atuam em mais frentes que apenas a redução do LDL.
 
Entretanto, a nova pesquisa, que analisou o efeito da ezetimiba em doenças cardiovasculares e infarto, mostrou que a redução do LDL promovida pela ezetimiba é um elemento-chave para prevenir problemas do coração. De acordo com os cientistas, esse estudo é mais um a mostrar que o controle do chamado “colesterol ruim”, e não a prevenção de inflamações ou de outros fatores, é o que impede as doenças.
 
Os resultados da pesquisa com o medicamento, que terminaram de ser compilados no início de novembro, ainda não foram publicados em periódicos científicos. O laboratório Merck, responsável pela produção do Vytorin, pretende lançar um genérico da droga em 2016.

Veja

São Paulo tem 27,7 mil casos de dengue confirmados em 2014


Agência Brasil
Do total, 98,6% foram dos casos notificados no primeiro semestre. Desde o início do ano, houve registro de 12 óbitos
 
O município de São Paulo registrou em 2014, até o dia 1º de novembro, 27.721 casos autóctones (contraídos na mesma localidade) de dengue. Do total, 98,6% foram notificados no primeiro semestre. Desde o início do ano, houve registro de 12 óbitos. Aumentou 1.062% em relação ao número de casos, em todo o ano de 2013, e 600% quanto aos óbitos.
 
A taxa de incidência é considerada média pelo Ministério da Saúde: 246,3 casos para cada 100 mil habitantes. A zona oeste e parte da zona norte da capital paulista - que fazem divisa com os municípios de Osasco, Mairiporã e Guarulhos - foram as áreas que registraram mais casos.
 
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, apesar da quantidade de registros da doença, o município está em fase de baixa transmissão desde julho. No entanto, no ano todo de 2013, foram notificados 2.609 casos de dengue autóctone no município, coeficiente de incidência de 23,2 casos para cada 100 mil habitantes e foram registrados dois óbitos apenas.
 
Em nota, a secretaria informou que a falta de chuvas não é garantia de menor transmissão da doença.
 
A dengue está mais associada ao calor e à água limpa do que simplesmente à chuva, porque qualquer pequena porção de água, desde uma tampinha de garrafa a um vaso de planta com água parada pode ser um criadouro, acrescenta. Esses fatores, de acordo com a secretaria, ajudam a explicar o crescimento de casos neste ano, pois houve forte e intenso calor, que perdurou até meados de abril.
 
Para combater a disseminação da doença, a secretaria adotou novas estratégias em 2014. Agora, os serviços públicos e privados de saúde devem realizar, em até 24 horas, a notificação compulsória dos casos suspeitos. A secretaria ainda publicará, na próxima semana, uma portaria que cria comitês locais de prevenção em cada uma das subprefeituras, para fortalecer o contato com a comunidade e o trabalho integrado nas ações de campo.

Agência Brasil