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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Cientistas estudam o lado bom da maldade

Serge Bloch/The New York Times
Teóricos sugerem que a maldade pode estar envolvida na origem
de características positivas como a cooperação
Estudos recentes sugerem que ela pode estar na origem de características positivas, como o espírito cooperativo
 
Após décadas concentrando-se em pilhas de maus comportamentos, tais como agressividade, egoísmo, narcisismo e cobiça, os cientistas voltaram a atenção ao tema mais sutil e muitas vezes perturbador da malevolência – o impulso de punir, ferir, humilhar ou molestar alguém, mesmo quando isso não provoca nenhum ganho óbvio.
 
Psicólogos estão explorando a maldade em seu papel habitual de característica negativa, um lapso que deveria ser vergonhoso, mas que muitas vezes é visto como justificável, como quando alguém leva todo o tempo do mundo para tirar o carro de uma vaga do estacionamento porque notou outro veículo esperando por ela, e quer mostrar àquele safado quem manda aqui, embora também esteja perdendo tempo.
 
Por sua vez, teóricos evolucionários estão estudando o que pode ser visto como o lado positivo da maldade, e o papel que ela pode ter desempenhado na origem de características admiráveis como o espírito cooperativo e a sensação de jogar limpo.
 
A nova pesquisa sobre a malevolência transcende noções antigas de que somos brutos egoístas e selvagens, bem como sugestões recentes de que os humanos são criaturas que gostam de se afiliar por natureza, desejando amor e conexão. Pelo contrário, ela conclui que o vício e a virtude, como os dois lados da letra V, podem estar inextricavelmente ligados.
 
"A malevolência é um assunto intrinsicamente interessante, e que tem a ver com a experiência diária de tantas pessoas, que fiquei surpreso ao ver como eram poucas as menções a ela na literatura psicológica", diz David K. Marcus, psicólogo da Universidade Estadual de Washington. E completa: "fiquei encantado ao encontrar algo que ainda não foi estudado à exaustão".
 
Em estudo publicado em fevereiro deste ano na revista "Psychological Assessment", Marcus e demais colegas apresentaram os resultados preliminares de uma nova "escala da maldade", uma pesquisa com 17 itens criada para avaliar as diferenças individuais na maldade, da mesma forma que testes de personalidade existentes mensuram características como sociabilidade e extroversão.
 
Um total de 946 universitários e 297 adultos foram convidados a classificar o quanto concordavam com sentimentos como "se meu vizinho reclamasse da aparência do meu quintal, eu ficaria tentado a deixá-lo pior ainda só para aborrecê-lo", "se eu me opusesse à eleição de uma autoridade, ficaria feliz em vê-la fracassar mesmo que prejudicasse minha comunidade" ou "eu estaria disposto a levar um soco se em função disso alguém de quem não gosto levasse dois".
 
Essa atitude, afirmou David Sloan Wilson, da Universidade Estadual de Nova York, campus de Binghamton, tem a ver com um relato folclórico da Europa Oriental no qual um gênio oferece a concessão de um pedido para um homem desde que o vizinho odiado ganhasse o dobro do prêmio, ao que o homem diz: "Arranque um dos meus olhos".
 
A partir da pesquisa e de experimentos relacionados, os pesquisadores determinaram que homens costumam guardar mais rancor do que mulheres e que adultos jovens são mais rancorosos do que os velhos, e que essa malevolência geralmente coexiste com características como insensibilidade, maquiavelismo e autoestima baixa, mas não, porém, com sociabilidade, escrúpulos ou tendência a se sentir culpado.
 
Marcus também identificou circunstâncias que podem provocar explosões de rancor de pessoas geralmente controladas, por exemplo, a militância política – "se o outro candidato vencer, tomara que a economia entre em recessão". Ou, ainda segundo ele, divórcios amargos, como o marido que jogou as economias na lata de lixo só para não dividir o dinheiro com a ex-mulher.
 
Por sua vez, os teóricos da evolução sempre ficaram intrigados com as origens e o propósito da maldade e, novos relatos sugerem que, às vezes, ela pode resultar na coisa certa.
 
Tomando a abordagem cada vez mais popular de aplicar a teoria dos jogos para sondar o comportamento social humano, Patrick Forber, da Universidade Tufts, e Rory Smead, da Universidade Northeastern, criaram um modelo computacional de jogadores virtuais se desafiando a rodadas únicas do famoso jogo Ultimato.
 
Segundo as regras, o Jogador A decide como uma quantia em dinheiro deveria ser dividida com o Jogador B: por exemplo, meio a meio ou 80% para A e 20% para B. Se B aceitar a divisão, ambos recebem a porção acertada; se B rejeitar a oferta, nenhum dos jogadores receberia nada.
 
Os participantes receberam uma entre quatro estratégias predeterminadas, desde a abordagem despreocupada de "quando for o Jogador A, divida meio a meio, mas quando for o Jogador B, aceite qualquer oferta, por pior que seja" à mesquinha "quando for o A, faça uma péssima proposta e, no papel do B, rejeite a oferta ruim". Os pesquisadores a seguir permitiram que os jogadores se unissem em simulacros de sociedades e ficaram espantados com os resultados.

Serge Bloch/The New York Times
Novas pesquisas sobre a maldade estão concluindo que o vício
 e a virtude podem estar inextricavelmente ligados
Embora grupos excessivamente maldosos ou jogadores egoístas rapidamente quebrassem, e sociedades rigidamente justas fossem logo desestabilizadas pelos influxos de exploradores egoístas, quem dividia de forma flexível demonstrou ser capaz de coexistir com os maldosos, mas a presença destes últimos teve o efeito salutar de aprimorar o índice de trocas justas entre os cordiais. Segundo Smead, aparentemente, "a equidade funciona como defesa contra a maldade".
 
Os resultados lembram outra pesquisa recente sugerindo que a honestidade e a cooperação humanas exigem certo grau de punição altruísta: a disposição de alguns indivíduos em punir os violadores de regras mesmo quando a infração não os afete diretamente – por exemplo, questionar o sujeito que furou a fila logo atrás de você.
 
"Talvez Nietzsche estivesse certo sobre a punição que gerava rancor e que somente mais tarde se transformou num mecanismo de manter a equidade e a justiça", diz Forber.
 
Frank Marlowe, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, argumenta que o que se assemelha a comportamento malevolente no mundo real pode ser uma questão de criação de imagem. Ele e colegas usaram o Ultimato e jogos similares para estudar a permuta e a troca numa grande amostra de culturas não ocidentais, incluindo forrageiras, pastoris e agrícolas. Eles descobriram que, independentemente do quanto fosse miserável a vida ou de quanto os jogadores pudessem usufruir do prêmio potencial, os participantes rejeitavam a oferta mesquinha com indignação, um ato aparente de rancor que deixava todos de mãos abanando – pelo menos no momento.
 
"Provavelmente não é maldade quando se pensa a longo prazo", afirmou Marlowe. "Se sua reputação é de alguém com quem não se deve brincar e ninguém mexe com você, então o custo vale a pena."
 
Omar Tonsi Eldakar, da Universidade Nova Southeastern, na Flórida, estudou o vínculo entre comportamento cooperativo e o que chama de punição egoísta. "Por que todos sempre presumem que são os mocinhos que punem?", ele perguntou. "Indivíduos egoístas têm mais motivos do que todos para querer se livrar dos traiçoeiros."
 
A ideia da punição egoísta lhe ocorreu quando era estudante de biologia e também praticava atletismo. "Reparei nisso mais de uma vez. As pessoas que mais falavam contra o uso de drogas para melhorar o desempenho eram as que empregavam essas drogas."
 
Usando modelos da teoria dos jogos, Eldakar demonstrou que quando jogadores egoístas pretendem maximizar os lucros costumam punir outros jogadores egoístas ou exclui-los do grupo, o resultado é uma queda geral nas trocas egoístas até um estado razoavelmente estável.
 
"É como a Máfia", ele disse. "Ela acaba reduzindo o crime nas áreas que habita."

iG

'O Brasil está às vésperas de uma

BBC
57 mil mulheres devem ser diagnosticadas com câncer de mama
 no Brasil em 2014
Em dez anos, o câncer será a primeira causa de morte no Brasil, consequência da detecção tardia da doença, da demora para início do tratamento e da falta de acesso à medicação avançada
 
No Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, celebrado ontem (8), a afirmação do oncologista Carlos Barrios é menos para causar pânico – se é que isso é possível – e mais para fazer com que o País responda a um questionamento crucial para o enfrentamento da doença. “A pergunta é: ‘quanto vale a vida com câncer no Brasil’?”, questiona o médico, que é membro do Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama (Gbecam).
 
O Relatório Mundial do Câncer 2014, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o número de novos casos pule de 14 milhões em 2012 para 22 milhões em 2030. Mais de 70% das mortes pela doença acontecem em países em desenvolvimento, onde a detecção tardia, a demora em iniciar o tratamento e a falta de acesso a medicamentos de última geração explicam boa parte dos óbitos. No Brasil, em dez anos o câncer será a primeira causa de morte – hoje é a segunda, responsável por 15,6% dos óbitos, atrás das doenças cardiovasculares, como infarto e hipertensão.
 
Se o crescimento da incidência é um fato, o problema é a falta de estrutura para enfrentar essa epidemia, pondera Barrios. “O câncer é uma doença que pode ser curada, pode ser controlada. Nos países desenvolvidos, apesar do aumento da incidência, a morte tem caído. Aqui, crescem as duas coisas”.
 
Um exemplo típico é o câncer de mama. No Brasil, no ano 2000, a doença matava nove a cada cem mil mulheres. Em 2011, o número subiu para mais 11,9. Um movimento na contramão do mundo desenvolvido, em que a chance de cura para esse tipo de tumor chega a 90%. Por aqui, o porcentual é de cerca de 50%.
 
“O câncer daqui não é pior do que o de lá. A diferença é de que lá há diagnóstico precoce e acesso rápido a atendimento, o que não acontece por aqui”, afirma Maira Caleffi, mastologista e presidente da Femama, Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama
 
Quanto vale uma vida?
No Brasil, explica Maira, apesar de desde o ano passado a lei prever que o atendimento a pacientes com câncer deve ser iniciado em até 60 dias após o diagnóstico, o prazo não é cumprido no Sistema Único de Saúde (SUS), que atende a cerca de 75% da população. “No SUS, demoram 180 dias entre a detecção e o início do tratamento do câncer de mama. Imagina o que esses seis meses significam na diminuição da chance de cura.”
 
Isso sem contar o acesso limitado e atrasado às opções de tratamento, explica Barrios. Em pacientes com câncer de mama com metástase – que tem menor incidência, mas é muito mais agressivo -, há uma medicação específica, a Trastuzumabe, que é curativa. “O potencial remédio foi descoberto em 2005, mas a droga só ficou disponível no SUS em 2012. Nesse período de tempo, entre 5 a 6 mil mulheres morreram por falta de acesso a esse medicamento”, diz o médico.
 
Nesse período, Barrios afirma, os convênios foram obrigados pelo próprio governo a oferecer o tratamento com a droga, que é cara, mas as pacientes da saúde pública se mantiveram à margem. “É uma discrepância absurda. O médico deve prover prescrições diferenciadas frente a um mesmo diagnóstico para uma paciente do SUS e para uma de saúde suplementar, uma vez que o SUS não fornece o medicamento necessário?”
 
Sem garantia, resta à mulher procurar a Justiça, como fez Rita de Cássia, de Porto Alegre. Ela descobriu o câncer em 2012, quando tinha 39 anos. Fez a cirurgia de retirada de mama, quimioterapia e radioterapia. No ano passado, foi necessário substituir uma medicação por outra que seria a única eficaz para o seu caso, mas que não fazia parte da lista de medicamentos fornecidos pelo SUS.
 
“Precisei acionar a Justiça, comprovar com muitos laudos e justificativas de que era a única medicação e de que eu não poderia arcar com o custo. Foi muito desgastante porque o procurador achava que era muito caro e eu morreria de qualquer forma.”
 
Decidir ou não investir no tratamento de Rita e de outras milhares de mulheres em sua situação, afirma o oncologista Carlos Barrios, depende de incluir todas as partes envolvidas no processo - administração pública, sociedade civil, sociedades médicas e indústria farmacêutica - para responder a um único dilema ético: "Quanto vale uma vida? Quanto estamos dispostos a investir para manter viva uma pessoa com câncer?" 
 
iG

Metrô de São Paulo lança campanha contra assédio sexual

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Mulheres vítimas de assédio no transporte público reclamam
 de humilhação
A partir desta quarta-feira, a companhia irá veicular vinheta nos monitores internos dos trens
 
Depois da série de denúncias que tomou conta do noticiário nas últimas semanas, o Metrô de São Paulo decidiu lançar uma campanha de conscientização contra o abuso sexual nos vagões e plataformas.
 
Desde a última sexta-feira (4) o recado está sendo difundido pelos perfis oficiais da companhia nas redes sociais, mas a partir desta quarta-feira (9) um vinheta passará a ser veiculada nos monitores internos dos trens.
 
A empresa também promete fixar cartazes nas composições e estações e distribuir folhetos aos usuários nos horários de pico.
 
“O Metrô repudia o abuso sexual, crime que deve ser combatido dentro e fora do transporte público”, afirmou a companhia em nota oficial. “A empresa trabalha continuamente com campanhas de cidadania e de alerta aos usuários sobre condutas que possam colocar em risco a segurança de todos.”
 
Para denúncias por meio de SMS, o Metrô divulga o número 97333-2252.
 
Na semana passada o iG revelou que os crimes no metrô dispararam nos últimos tempos.
 
Assista ao vídeo:
 
iG

Escolha entre sete tratamentos para vasinhos e varizes

Escleroterapia - foto: Getty ImagesCirurgia e esclerose da veia são opções para eliminar o problema
 
Pequenos filamentos arroxeados ou vasos grossos e sinuosos claramente visíveis na pele: assim são os vasinhos e varizes. A diferença entre eles, segundo o angiologista Celso Bregalda Neves, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, é que os vasinhos (tecnicamente chamados de telangiectasia) ficam nas camadas da pele e têm no máximo um milímetro de diâmetro, já as varizes têm diâmetro superior a um milímetro e estão localizadas embaixo da pele. É comum que as varizes passem a ter um trajeto sinuoso, formando curvas principalmente nas pernas.

O principal fator para o aparecimento de vasinhos e varizes é a hereditariedade. "A deficiência de proteínas, como a elastina e o colágeno, é passada de pai para filho", explica Celso Bregalda. "Sem essas substâncias na quantidade ideal, a parede do vaso torna-se mais frágil e suscetível ao alargamento". Além disso, existem fatores desencadeantes hormonais - como a gestação, o uso de pílula anticoncepcional e a reposição hormonal - e causas mecânicas - como sedentarismo e obesidade.

O angiologista conta que na maioria das vezes as varizes e os vasinhos são tratados puramente por estética. No entanto, há casos em que alteração pode significar um problema mais sério de circulação e resultar na formação de feridas que não cicatrizam e no aparecimento de inchaço e dor. Além disso, há uma forte relação dessas alterações com trombos. "Um paciente que teve trombose profunda terá um bloqueio à passagem do sangue de volta para o coração, tornando necessário o retorno de sangue por outros vasos e causando a sobrecarga", explica o angiologista. "Por outro lado, quando uma variz causa lentidão da passagem do sangue, há maior facilidade para formação de coágulos".

Uma vez que uma veia é tratada, dificilmente ela voltará a aparecer. O que pode acontecer é a formação de novos vasos para dar conta do retorno do sangue ao coração. Por isso, a mudança de hábitos é fundamental para que o sangue transite de maneira adequada e não dilate outras veias. Entre as mudanças positivas estão: uso de meia elástica compressiva indicada pelo médico, perda de peso, prática de exercício físico e ingestão adequada de água. Agora que você já sabe tudo sobre vasinhos e varizes, veja quais são os possíveis tratamentos  e acabe de uma vez por todas com eles.
 
 Escleroterapia - foto: Getty ImagesEscleroterapia com espuma
A espuma é o polidocanol - em concentrações de 1 a 3% - misturado ao ar. Dessa mistura resulta a substância que é injetada em vasos de até quatro milímetros de diâmetro. "Ainda não existem estudos suficientes que comprovem a eficácia e a segurança do uso do polidocanol em veias maiores", explica o cirurgião vascular Renato Minoru Ishii, do hospital Santa Cruz, de São Paulo.

O polidocanol é um medicamento antigo, no entanto, sua ação era prejudicada na forma líquida devido à rápida absorção pelo vaso sanguíneo. Por ser mais densa, a espuma age por mais tempo na veia. Ela causa um processo inflamatório na parede interior do vaso que leva a um fechamento da via, impedindo a circulação de sangue. Sem sangue, o vaso perde a coloração e passa a ser invisível a olho nu. É necessária apenas uma aplicação para se ter esse efeito.

"O risco do procedimento é muito baixo, mas existem alguns casos relatados de trombose", explica o cirurgião. Ele pode ser realizado no consultório médico, sem necessidade de anestesia, e pode ser um pouco dolorido em função da picada da agulha. Ele dura cerca de 30 minutos. O número de sessões varia de acordo com a quantidade de vasinhos. É recomendado um intervalo mínimo de cinco dias entre elas.
 
Escleroterapia - foto: Getty ImagesEscleroterapia com glicose
"A principal vantagem da glicose é o fato de ser uma substância muito bem tolerada pelo organismo: não gera efeitos colaterais, alergias, coceira ou irritação", explica o angiologista Celso. Ela age de forma semelhante à espuma: em concentrações altas (75%), causa reação inflamatória no vaso, que encosta e funde suas paredes internas, impedindo a passagem do sangue.

A glicose também pode ser administrada em concentração de 50% e misturada com outras substâncias, como Polidocanol, Etamolin, Glicerina cromada, Sotradecol e Variglobin, com os mesmos efeitos. A escolha entre as duas apresentações depende do médico e de sua experiência com eles.

Esse tratamento pode ser realizado no consultório. A picada e a introdução da glicose geram um pouco de dor, mas é suportável, podendo ser usado anestésico tópico. O método deve ser evitado por portadores de diabetes, uma vez que o método pode causar picos de glicemia. A principal indicação é para vasinhos com menos de dois milímetros. O número de sessões também varia de acordo com a quantidade de vasinhos e devem ser realizadas com intervalo médio de 15 dias, sendo o mínimo de 5 dias.
 
Escleroterapia - foto: Getty ImagesEscleroterapia a laser
O laser aplicado sobre a pele age da mesma maneira que a glicose e a espuma, mas através de energia luminosa. "O feixe de laser aquece o vaso distendido e gera uma inflamação que une suas paredes e uma vez fechado, esse vaso pode até ser reabsorvido pelo próprio organismo", explica o angiologista Celso. "O método está indicado para veias de pequeno calibre, pois o uso em vasos maiores exigiria uma energia muito alta, que poderia manchar a pele".

Ao contrário do que se pensa, a aplicação de laser também dói, assim como a injeção. Pode doer até mais, pois são necessários vários disparos de luz, enquanto as injeções pedem apenas uma picada. O valor da escleroterapia com laser também costuma ser maior que a escleroterapia química (com glicose ou espuma), por isso a luz é menos utilizada.

O número de sessões é variável de acordo com o número de vasinhos. "Há pacientes cujo caso é resolvido com uma única aplicação, outros precisam de mais sessões, não há um limite máximo", explica Celso Bregalda. O intervalo entre as sessões deve ser de pelo menos cinco dias.
 
Variz - foto: Getty ImagesCirurgia com endolaser
Por ser mais complexa, a cirurgia com endolaser deve ser realizada em centro cirúrgico hospitalar. A duração média do procedimento é de duas horas e o paciente pode deixar o hospital no mesmo dia. Os principais riscos dessa cirurgia são a queimadura de tecidos e nervos próximos ao vaso, para evita-los é usada a técnica de tumefação, em que é injetado soro fisiológico para separar a veia dos tecidos circundantes.

A cirurgia é realizada com a introdução de uma sonda na veia a ser ressecada. Está sonda disparará a energia luminosa, cauterizando o vaso.

Segundo o cirurgião vascular Renato Minoru, em alguns casos o vaso pode voltar a se abrir, caso a veia não seja totalmente ressecada. O método é indicado para varizes calibrosas, como a da veia safena. É feita apenas uma aplicação.

Em geral, é possível voltar ao trabalho de dois a três dias após o procedimento, mas caso o vaso seja mais calibroso, a indicação de tempo de repouso pode chegar a 15 dias.
 
Cirurgia - foto: Getty ImagesCirurgia tradicional
Nesse procedimento é realizada a retirada do vaso. "O cirurgião realiza duas microincisões - uma no tornozelo e uma na virilha - e insere um fleboestrator, um cabo que passa por dentro da veia, e a retira", explica o cirurgião vascular Renato.

A cirurgia é realizada no hospital, em centro cirúrgico e dura, em média, duas horas. São necessários 15 dias de repouso e evitar exercícios físicos por pelo menos um mês. Também é indicado evitar o sol e usar por três meses meias elásticas de compressão recomendadas pelo médico. Os riscos relacionados à cirurgia são, principalmente, a trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
 
Escleroterapia - foto: Getty ImagesRadiofrequência
A radiofrequência também é um método cirúrgico indicado para vasos mais calibrosos. "É inserida uma fibra ótica dentro do vaso, sua extremidade emite energia que queima o vaso por dentro", explica o angiologista Celso. "O uso da radiofrequência está crescendo, no entanto, por ser relativamente recente, ainda não é a primeira recomendação médica". Essa técnica também exige a tumefação (separação do vaso das estruturas circundantes através de injeções de soro fisiológico). Só é necessário se submeter ao tratamento uma vez para resolver o problema. Como não retira a veia, a escleroterapia com radiofrequência dura menos tempo - em média uma hora - e pede tempo menor de repouso - cerca de dois dias. Além disso, as chances de transtornos da circulação são menores, uma vez que a manipulação também é menor.
 
Cremes - foto: Getty ImagesCremes, loções e pomadas
O angiologista Celso Bregalda explica que cremes, loções e pomadas ajudam a tratar apenas os sintomas: o inchaço e a dor. "Nenhum vasinho ou variz desaparecerá com o uso desses produtos", explica. A recomendação do especialista nesse caso é usar meias elásticas de compressão, que otimiza a circulação e evita o aparecimento e a piora da dilatação dos vasos. Segundo o especialista, o nível de compressão e a medida da meia dependem de cada caso e a meia deve ser indicada pelo médico, que realizará as medidas do paciente e a análise do problema. "Pacientes mais jovens que não têm varizes em geral precisam da meia com baixa compressão, quem já tem varizes deve usar a de média compressão e quem tem inchaço crônico a de alta compressão", explica Celso.
 
Minha Vida

Alimentação ao redor do mundo ajuda a emagrecer

Inspire-se nos hábitos saudáveis de diversas populações para perder peso
 
Os franceses, japoneses, ingleses, povos nórdicos e mediterrâneos e até mesmo os brasileiros, possuem hábitos alimentares que ajudam no emagrecimento.
 
Na França é frequente dedicar um tempo para as alimentação, enquanto na Inglaterra ninguém fica de jejum com o chá da tarde.

No mediterrâneo o consumo de gorduras boas torna as refeições mais saudáveis e gostosas e no Japão a população ingere alimentos inusitados para os ocidentais, mas proporcionam benefícios que vão desde maior biodisponibilidade ao combate e prevenção de alguns canceres.
 
Saiba mais sobre esses hábitos e entenda por que eles auxiliam na perda de peso: 
 
Um tempo para as refeições ajuda a emagrecer - Foto: Getty Images França: tempo para as refeições
Os franceses dedicam tempo para se alimentar. Isto ajuda no emagrecimento, pois permite que o cérebro envie a mensagem ao estômago de que você está ficando saciado. "Este processo leva em média 20 minutos, mas muitas pessoas comem em 10 e acabam repetindo o prato", constata a nutricionista e chef Natalia Werutsky.

Com maior tempo para se alimentar, os franceses também cozinham as próprias refeições. Assim, eles têm consciência do que é colocado na preparação. "Os restaurantes geralmente têm como base agradar o paladar do cliente e nesse sentido colocam um pouco mais de gordura, sal e açúcar nos pratos", alerta a nutricionista clínica funcional e chef Carina Boniatti, da Colherada Gourmet.                     
 
Não fazer estoques de comidas ajuda no emagrecimento - Foto: Getty ImagesFrança: não fazer estoque de comida
Os franceses não têm o hábito de deixar grandes quantidades de alimentos em casa e isto é importante para quem quer emagrecer. Primeiro porque se aquela bolacha, barra de chocolate ou outra comida calórica não estiver disponível, a possibilidade de ingeri-la quando bater a fome é menor.

Estocar muitos alimentos também pode prejudicar a qualidade deles. "Caso fique guardado por um longo período, a comida, mesmo se for um cereal, pode estragar, mudar o sabor ou diminuir a quantidade de nutrientes", conta Boniatti. Ao não fazer estoque, os franceses também compram mais alimentos frescos.  
 
Missô é nutritivo - Foto: Getty ImagesJapão: alimentos inusitados e saudáveis
Os japoneses frequentemente ingerem alimentos saudáveis que não são tão comuns para a dieta dos brasileiros. Entre eles estão as algas, os cogumelos e a soja fermentada. O primeiro item é rico em: ferro; cálcio, responsável pela formação e manutenção dos ossos; selênio, que tem ação antioxidante; e iodo, que ajuda no funcionamento da tireoide. Os cogumelos são ricos em fibras, que ajudam no trânsito intestinal, possuem boa quantidade de proteínas e contam com beta-glucanas, que ajudam no combate ao câncer.

A soja fermentada, utilizada para elaborar o missô e o tofu, também é interessante para a dieta. "Isto porque o alimento passa por um processo que torna seus nutrientes mais fáceis de serem digeridos no organismo", explica Boniatti. 
 
Comer entre as principais refeições ajuda a emagrecer - Foto: Getty ImagesInglaterra: lanches entre as refeições
O famoso hábito inglês do chá da tarde é ótimo para dieta. Comer entre as principais refeições irá manter seu metabolismo ativo. Além disso, a glicose é liberada aos poucos, o que gera saciedade e evita o risco de ingerir o que não deveria. "O jejum prolongado faz com que o corpo interprete que há o risco de passar fome, então passa a reter mais gorduras", conta Werutsky.

Ao comer várias vezes durante o dia, as porções ficam menores. O quanto ingerir de cada alimento é o que faz diferença na dieta. "Não pode banir do cardápio, a palavra chave da alimentação é o equilíbrio, você pode comer batata frita, desde que seja uma pequena quantidade e não ocorra diariamente", orienta Werutsky. 
 
Comer frutas é importante para a saúde - Foto: Getty ImagesBrasil: comer mais frutas
Devido ao nosso clima, os brasileiros possuem abundância de frutas. Elas são ricas em vitaminas e sais minerais. As frutas amarelas possuem boas quantidades de carotenoides, que tem ação antioxidante. Maçã e banana são as mais consumidas pelos brasileiros. A primeira possui a pectina, que tem um efeito antioxidante e ajuda na circulação sanguínea, já a última possui o triptofano, que proporciona a sensação de bem estar e prazer.

Mas variar nas frutas consumidas faz toda a diferença para a sua saúde. Inclua no cardápio alimentos como a manga, que é rica em vitamina A, importante para a visão, pele e cabelo; o abacate, que possui a glutationa que ajuda o fígado; a melancia, que conta com a arginina que auxilia a circulação.

A tangerina é rica em vitamina C que previne e atenua os sintomas da gripe. A goiaba conta com o licopeno que ajuda na prevenção de alguns canceres e o coco, que tem uma gordura chamada triglicerídio de cadeia média que não fica acumulada no corpo. Todas essas são outras ótimas opções para variar nas frutas. A recomendação é comer entre três e quatro porções ao dia.  
 
Pimentas ajudam no emagrecimento - Foto: Getty ImagesÍndia: temperos saudáveis
Na Índia o consumo de pimentas é frequente e isto ajuda no emagrecimento. "Trata-se de um alimento termogênico, ele incrementa o gasto metabólico em torno de 10%", conta Boniatti. Outros temperos consumidos pelos indianos também têm ação antioxidante e anti-inflamatória, são eles: açafrão, curry, cominho e cúrcuma.

A cúrcuma possui propriedades anti-inflamatórias significativas. "O tempero auxilia o organismo como um todo, porém ajuda especialmente no combate da artrite porque possui a curculina, poderoso anti-inflamatório que auxilia no combate da doença que é uma inflamação das articulações", ressalta Boniatti.  
 
Azeite e oleaginosas ajudam a reduzir o colesterol -Foto: Getty ImagesPaíses Mediterrâneos: gorduras boas
A dieta dos povos mediterrâneos, os gregos, italianos e espanhóis, é rica em gorduras boas presentes no azeite e oleaginosas. O azeite possui boas quantidade de gorduras monoinsaturadas que ajudam a regular o colesterol, ele ainda conta com substâncias antioxidantes que inibem a síntese do colesterol ruim, LDL, e previnem danos cerebrais. O azeite também possui um efeito anti-inflamatório que alivia dores e previne e combate a diabetes.

As oleaginosas, como nozes, amêndoas ou castanhas, também são fontes de gorduras monoinsaturadas que assim como o azeite contribuem para reduzir o colesterol e evitam problemas cardíacos.  
 
Frutas vermelhas têm ação antioxidante - Foto: Getty ImagesPaíses Nórdicos: frutas vermelhas
Nos países nórdicos, como a Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca, o consumo de frutas vermelhas é grande. Entre elas estão o morango, a amora, o cranberrry e o blueberry (mirtilo). Estas frutas são ricas em antioxidantes por possuírem flavonoides que previnem doenças degenerativas, câncer e o envelhecimento das células.

As frutas também contam com antocianina. "Ela tem um forte efeito antioxidante que diminui a agressão dos radicais livres, melhora a circulação sanguínea e diminui a retenção de líquidos. É a antocianina que dá o pigmento da fruta, portanto quanto mais escura for, maior a concentração do nutriente", explica Boniatti. A jabuticaba, desde que ingerida com casca, a framboesa, a uva roxa e o açaí também proporcionam os benefícios mencionados.  
 
Salmão é rico em ômega 3 - Foto: Getty ImagesPaíses Nórdicos: peixes de águas frias e profundas
Nos países nórdicos há grande consumo de peixes e aqueles mais ingeridos são os de águas frias e profundas. Isto é interessante porque ao viverem em um local frio estes peixes tem tendência a acumular gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas. O ômega 3 é uma das gorduras poli-insaturadas presentes. Um dos seus principais benefícios é o controle do colesterol, pois ele diminui os níveis do LDL, colesterol ruim que em excesso pode causar problemas para a saúde.

O ômega 3 também é benéfico para o cérebro porque uma de suas funções é contribuir para a formação da bainha de mielina, um dos componentes dos neurônios. Alguns peixes ricos em ômega 3 são o salmão, sardinha e arenque.  
 
Comer ovo de manhã dá saciedade - Foto: Getty ImagesEstados Unidos: proteínas no café da manhã
Apesar da dieta americana normalmente ser um exemplo de uma alimentação errada, o hábito de comer ovos no café da manhã é muito bom. "O ovo é uma fonte de proteína importante e proporciona saciedade ao longo do dia. Além disso, possui a colina substância que irá auxiliar na memória e concentração", afirma Boniatti. Opte por ingerir o ovo cozido ou mexido e a quantidade diária recomendada é um por dia. Não faça como os americanos e inclua o bacon no seu prato, em vez disso, combine o ovo com um pão integral. 
 
Grãos são ricos em fibras - Foto: Getty ImagesAmérica Latina: ingerir grãos
Na América Latina é comum ingerir grãos como o feijão, arroz, milho e lentilha. Estes alimentos são interessantes por serem ricos em fibras, que auxiliam no trânsito intestinal, magnésio, importante para o trabalho muscular, e ferro, que compõe a hemoglobina e no transporte de oxigênio para todas as células do corpo. "Os grãos ajudam no emagrecimento por terem boas quantidades de fibras que proporcionam saciedade", diz Boaniatti. 
 
Minha Vida