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domingo, 8 de setembro de 2013

Mito: tomar óleo de peixe na gravidez torna os bebês mais espertos?

Todo mundo já ouviu falar, alguma vez na vida, sobre os benefícios de comer peixe, especialmente pelos ácidos graxos ômega-3, que deixam as pessoas mais “inteligentes”.
 
Da mesma forma, muitas mulheres tomam suplementos de óleo de peixe durante a gravidez, incentivadas por médicos que, confirmando a visão popular, dizem que um ingrediente do óleo, um ácido graxo ômega-3 chamado ácido docosahexanóico, ou DHA, é benéfico para o desenvolvimento cognitivo do bebê.
 
Porém, um estudo com mais de 2.000 participantes não mostrou ligação nenhuma entre o óleo de peixe e alguma vantagem cognitiva para os bebês. O estudo também não encontrou provas de que o DHA possa reduzir a depressão pós-parto, exceto, talvez, para mulheres já com risco alto para a condição.
 
Os resultados contrariam estudos anteriores que afirmaram que o DHA podia ajudar no desenvolvimento cognitivo do bebê. Segundo os pesquisadores do estudo recente, as pesquisas passadas eram muito pequenas ou observaram pessoas que já ingeriam óleo de peixe, e que, portanto, poderiam ser mais preocupadas com a saúde.
 
Os cientistas concordam que o DHA, naturalmente transmitido ao feto através da placenta na última metade da gravidez, é importante, provavelmente para o desenvolvimento visual e cerebral das crianças. Vários estudos indicam que bebês nascidos prematuramente receberam pouco DHA, e alguns estudos descobriram que bebês prematuros alimentados com DHA após o nascimento mostraram um melhor desempenho cognitivo ou coordenação visual mais tarde.
 
Porém, os médicos não acreditam que o DHA seja milagroso. Não existe uma “pílula” para deixar as crianças mais espertas.
 
No novo estudo, que incidiu particularmente sobre bebês nascidos dentro do tempo normal, as mais de 2.000 participantes receberam ou óleo de peixe com DHA ou placebo, e os pesquisadores não encontraram nenhuma diferença cognitiva entre os bebês em 18 meses. Isso sugere que bebês não-prematuros já recebem DHA suficiente no útero, e que não há nenhuma “vantagem extra” ao ingerir mais óleo de peixe.
 
No entanto, vários especialistas disseram que vão continuar a apoiar a ingestão de DHA durante a gravidez, especialmente porque é segura e, aparentemente, tem poucas desvantagens.
 
Um estudo de 2003 descobriu que o DHA aumentou o QI de crianças de 4 anos, embora nenhum benefício cognitivo foi observado em recém-nascidos ou crianças com 7 anos de idade. O estudo sugeriu que talvez o benefício demonstrado na idade de 4 também existia na idade de 7, mas foi difícil de identificar em meio a outros fatores de desenvolvimento.
 
Ou seja, pode ser que a pesquisa recente não tenha mostrado nenhum benefício em 18 meses de idade porque os efeitos nas crianças são “difíceis de medir”, ou porque o benefício do DHA não é tão importante como quando a criança tem 4 anos. Dessa forma, a equipe do novo estudo tem planos para avaliar os bebês aos 4 e aos 7 anos.
 
Enquanto esse estudo não for finalizado, muitos médicos vão continuar recomendando o DHA, porque ainda não foi provado que ele não realmente não traz nenhum benefício aos bebês, e como não há desvantagens na sua ingestão, o óleo pode ser útil pelo menos para reduzir o risco de nascimentos prematuros e depressões pós-parto.
 
Ainda assim, muita coisa sobre o DHA é desconhecida. Seu efeito em suplementos para crianças e adultos está sendo estudado, bem como se os suplementos oferecem o mesmo benefício que as próprias fontes do DHA, por exemplo, peixes como o salmão.
 

1 em cada 4 paciente é prejudicado por um erro médico, mas não fica sabendo disso

Considerado uma espécie de tabu entre profissionais de saúde, os erros médicos (que, estima-se, prejudicam um a cada 4 pacientes hospitalizados) são tema do livro “Unaccountable: What Hospitals Won’t Tell You and How Transparency Can Revolutionize Health Care” (“Irresponsável: O que Hospitais não irão lhe contar e Como a Transparência pode Revolucionar a Assistência Médica”, sem tradução no Brasil).
 
Seu autor, o cirurgião Marty Makary, descreve certos tipos de médicos, tais como:
 
- Os perigosos, que continuam exercendo a medicina graças ao silêncio de seus colegas
 
- Os “da Idade da Pedra”, que não se atualizam, mantém práticas defasadas e não lhe contam isso;
- Os obcecados por lucro, que recebem “comissões” de laboratórios e empresas e aparelhos médicos para prescrever determinados remédios ou implantes de aparelhos.
 
Expostos, muitos médicos se sentiram de certa forma “atacados” pelo livro. Contudo, para cada um desses, há cinco outros que agradecem a Makary por “contar a história por trás das estatísticas”, diz o autor.
 
Ele conta que escreveu o livro porque deseja mudar o sistema de saúde dos Estados Unidos (embora outros países possam seguir o exemplo) de dentro para fora. Não acredita, porém, que o Estado ou o mercado possam fazê-lo: “São os pacientes que podem mudar o sistema”, aponta. Como? Sendo “consumidores” mais criteriosos da assistência médica, da mesma maneira que fazem ao adquirir outros serviços ou produtos.
 
Para ajudar, Makary dá alguns conselhos:
 
- Se não souber se o médico é bom ou não, pergunte aos funcionários do hospital;
 
- Procure informações sobre sua condição em sites confiáveis e descubra opções de tratamento (nota: ele não diz que dados da internet substituem o diagnóstico de um especialista);
 
- Quando o médico sugerir que você passe por uma cirurgia, faça algumas perguntas: O que acontece se você não passar pela cirurgia? Quais as alternativas? Quais os riscos e benefícios?
 
- Peça uma segunda opinião.
 
E você, leitor, acredita que usuários vão conseguir melhorar a assistência médica oferecida no Brasil?
 

Roupa high-tech para bebê muda de cor quando ele tem febre

Quando a temperatura do bebê fica maior que 37 graus, a roupa –
 que vem nas cores azul, rosa e verde – fica branca
Já é passado o tempo em que a mãe tinha que criar vínculos com seu filho, segurá-lo no colo e colocar os lábios na sua testa, para medir sua temperatura
 
Nos últimos seis anos Chris Ebejer trabalha na criação da “Babyglow”, roupa que muda de cor quando o bebê começa a ter aumento na temperatura corporal – o que pode ser sinal de várias doenças, como meningite.
 
Agora, o pai de um filho adolescente assinou um contrato de mais de 12 milhões de libras (R$ 39 milhões) com uma empresa para fazer com que a produção da “Babyglow” se torne global.
 
De acordo com Ebejer, a roupa que muda de cor para avisar o aumento da temperatura da criança para os pais “comunica o que um bebê não consegue”. “Mães vão considerar o produto inestimável”, afirma. Nos seis anos produzindo a roupa, ele gastou 700 mil libras trabalhando com cientistas para desenvolver um pigmento sensível ao aquecimento.
 
Quando a temperatura do bebê fica maior que 37 graus, a roupa – que vem nas cores azul, rosa e verde – fica branca. As roupas começarão a ser vendidas na Inglaterra a 20 libras, e não têm previsão de chegada no Brasil.

Daily Mail

Pessoas que postam apenas fotos de suas refeições podem ter problema psicológico

Fotografar comida e postar nas redes sociais virou algo tão comum que a Apple já possui até um aplicativo especial para esta situação, o InstaFood. E este hábito, que irrita algumas pessoas, pode ser um problema psicológico, segundo alguns especialistas.
 
A chefe de psiquiatria do Hospital Universitário da Mulher, da Universidade de Toronto, no Canadá, Valerie Taylor, explica que esta tendência de postar tudo o que se come pode indicar uma relação doentia com a comida, uma espécie de transtorno alimentar.
 
A mania se tornou tão popular que alguns restaurantes não permitem que os clientes tirem fotos de suas refeições, pois os flashes perturbam outros clientes.
 
Em uma palestra na Cúpula Canadense de Obesidade em Vancouver, realizada na última semana, a médica destacou os transtornos alimentares e o papel que a alimentação desempenha na sociedade e na cultura moderna. “A comida é o elemento-chave de toda a interação social: o que comer, onde comer, quando comer novamente”, disse Taylor.
 
“A preocupação aparece quando tudo o que a pessoa faz é enviar fotos de comida”, ela acrescentou.
 
A psiquiatra ainda destaca que as pessoas costumam tirar fotos de coisas que são importantes para si, mas, para alguns, o alimento acaba se tornando o ponto central, enquanto as pessoas e os locais são apenas um cenário, um complemento.
 
Taylor argumenta que esta preocupação doentia em fotografar a comida pode ser um transtorno alimentar, e há também uma ligação direta entre o hábito de fotografar alimentos com o ganho de peso.
 
Um estudo realizado pela Universidade do Sul da Califórnia, em 2012, descobriu que gastar muito tempo olhando para comidas apetitosas postadas nas redes sociais estimula o cérebro e leva as pessoas a comer mais do que o necessário.

Daily Mail

Quando se atrasar para compromissos se torna um problema médico

Jim Dunbar
Um homem que chegou atrasado a todo e qualquer compromisso da sua vida – de funerais a encontros românticos – teve sua demora crônica diagnosticada como uma condição médica.
 
Jim Dunbar sempre tem se atrasado para o trabalho, em férias, para refeições com amigos, já deixou muitas mulheres à espera por ele em encontros e até teve de se esgueirar em funerais muito tempo depois de terem começado.
 
O homem de 57 anos conta que sua impressionantemente baixa pontualidade foi diagnosticada como uma condição médica em uma consulta no Hospital Ninewells em Dundee, na Escócia – para a qual ele chegou 20 minutos atrasado. Dunbar, habitante da cidadezinha escocesa de Forfar, ainda luta para chegar na hora de seus compromissos, apesar de seu diagnóstico de atraso crônico.
 
Acredita-se que a condição é causada pela mesma parte do cérebro afetada por aqueles que sofrem de Transtorno do Déficit de Atenção (TDA), o que significa que Dunbar não consegue avaliar corretamente quanto tempo ele leva para concluir suas atividades. Consequentemente, o escocês se atrapalha com os horários e não é capaz de chegar no momento certo nunca.
 
“A razão pela qual eu quero que divulgar isso é porque eu tenho certeza que existem outras pessoas com o mesmo problema que eu e eu quero que eles percebam que a culpa não é deles”, conta. “Eu costumava me culpar e pensava ‘Por que não consigo chegar nunca a tempo?’. Eu já perdi um monte de empregos. Posso entender a reação das pessoas e por que não acreditam em mim”, lamenta-se.
 
Alguns psicólogos acreditam que o atraso crônico pode ser um sintoma de um transtorno de humor subjacente, como a depressão. De fato, muitas pessoas que sofrem de Transtorno do Déficit de Atenção reclamam que lutam diariamente para se manter no horário de seus compromissos.
 
Um estudo recente com mais de 200 pessoas, realizado pela Universidade Estadual de San Francisco, Califórnia, Estados Unidos, mostrou que 17% das pessoas pesquisadas eram atrasadas crônicas. Aqueles que não conseguem ser pontuais apresentam padrões semelhantes de comportamento de quem tem TDA, incluindo problemas de ansiedade e de autocontrole. Porém, uma boa notícia: os pesquisadores dizem que o problema, que afeta tanto o lado pessoal quanto a parte profissional, não é irreversível.
 
Psicólogos recomendam que as pessoas afetadas se forcem a trabalhar com prazos não negociáveis, monitorem o tempo que levam para executar determinadas tarefas e sempre planejar chegar um considerável tempo mais cedo nos lugares.
 
Dunbar recentemente tentou ir ao cinema e sabendo que poderia ser um problema chegar no horário da sessão das 19 horas, ele se deu 11 horas de antecipação. Mesmo assim, conseguiu chegar 20 minutos atrasado.
 
“Levantei-me às 8h15 para ir ver o filme do David Bowie em Dundee, que começava às sete da noite. Eu sabia que horas deveria estar lá. Isso me desanima muito e sei que é chato para os outros quando você chega atrasado”.
 
O ex-funcionário público tem um relógio especial em sua sala de estar, que utiliza frequências de rádio sintonizadas com um transmissor nacional para se certificar de que o tempo exibido é sempre o correto (até os segundos), mas nem isso ajuda. Ele alega já ter tentado usar relógio de pulso, atrasar os demais relógios da casa, mas ainda não encontrou uma solução.
 
Dunbar relata que teve de viver com esta condição durante toda a sua vida. Desde a época em que ia para a escola (ele consegue se lembrar de estar atrasado para a aula quando tinha cinco anos de idade), até o diagnóstico no ano passado, Dunbar diz que culpou a si mesmo. “Minha família não acredita em mim e acha que eu estou inventando desculpas”.
 
“Eu estive atrasado para funerais, tive que entrar escondido e ficar no fundo da sala. Eu combinei com um amigo de passar pegá-lo num determinado dia para viajarmos. Deveria estar lá ao meio-dia para irmos, mas cheguei com quatro horas de atraso. Ele ficou furioso porque tínhamos reservas e tudo mais. Outra vez, um amigo me convidou para uma refeição e acabei me encontrando com ele mais de três horas depois do combinado. Isso tem afetado toda a minha vida”, lembra.
 
No entanto, alguns especialistas são céticos quanto ao diagnóstico de Dunbar. “A condição não consta no Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, então eu não tenho certeza de que você pode realmente chamá-la de uma condição médica”, afirma Sheri Jacobson, psicoterapeuta e diretora da Clínica Terapêutica Harley, em Londres, Grã Bretanha.
 
“O atraso repetido geralmente é um sintoma de uma doença subjacente, como o TDA ou a depressão, mas também pode ser apenas um hábito. “Eu acho desaconselhável fazer de todo comportamento humano cotidiano uma condição médica”, opina.

Daily Mail

Chá branco ajuda a emagrecer?

Possíveis efeitos antiobesidade foram detectados no chá branco em pesquisas recentes. Cientistas descobriram que a mistura de ervas inibe a formação de novas células adiposas e promove o movimento e a dissolução de células de gordura já desenvolvidas.
 
O chá branco é uma versão do chá de camélia. O pesquisador Marc Winnefeld, que coordenou os estudos, declara que, nos países mais desenvolvidos e industrializados, a obesidade e os problemas cardiovasculares acarretados pelo sobrepeso são problemas crescentes.
 
“Mostramos que o chá branco pode ser uma fonte natural de substâncias emagrecedoras” afirma Winnefeld.
 
Depois de tratarem células adiposas que tiraram de seres humanos, em laboratório, com o extrato do chá, os pesquisadores notaram que o aumento ocorrido pela geração de novas células diminuiu consideravelmente. “O extrato do chá branco diminuiu a expressividade dos genes que promovem o crescimento de novas células adiposas” explica Winnefeld.
 
O chá branco é feito das mesmas folhas e flores do chá verde – a diferença é que no chá branco, o material é colhido bem cedo. Ele também é menos processado do que outros chás.
 

Refrigerante zero realmente ajuda a emagrecer?

Se você quer perder peso, acrescente sucos naturais na dieta e esqueça os refrigerantes – diets ou normais.
 
Pesquisas realizadas nos últimos 40 anos mostram que os adoçantes não têm impacto direto na perda de peso nem efeitos positivos para a saúde. Agora, estudos indicam que bebidas produzidas com a adição de adoçantes artificiais podem ser ainda piores, incentivando você a comer mais.
 
Isso pode acontecer porque os adoçantes artificias “confundem” o cérebro: de acordo com Susan Swithers, professora de neurociência comportamental da Universidade de Purdue (EUA), adoçantes artificiais não fornecem a resposta normal para o corpo sobre a entrada de glicose no sistema.
 
Apesar do sabor doce, bebidas com adoçantes não provocam os mesmos efeitos do açúcar comum no corpo, como a diminuição do apetite. O organismo recebe um alimento doce, mas com menos calorias, portanto não enxerga o açúcar artificial como glicose.
 
Outros efeitos do açúcar natural são eliminados com a ingestão de adoçantes. Estudos mostraram que a sacarose (presente no açúcar comum) ativa as áreas do cérebro humano relacionadas com as sensações de recompensa e alegria. O adoçante artificial sucralose (considerado mais saudável do que a sacarina) não atinge o mesmo resultado.
 
As pesquisas sobre adoçantes sintéticos ainda estão em andamento, mas uma coisa é certa: na dúvida, vá de água.
 

Flatulência: Como tratar?

Como Tratar a FlatulênciaA flatulência é um desenvolvimento anormal do gás no interior do trato digestivo, devido à presença de gases diferentes ou às suas propriedades. 
 
Depois de permanecer durante algum tempo no interior do trato digestivo, os gases são expelidos na forma de ar que dão origem ao que é conhecido como flatulência ou pneumatose. 
 
A flatulência pode ser de origem nervosa, tais como histeria e cólica biliar, ou pode ser devido a dispepsia flatulenta, que ocorre após a ingestão de alimentos que causam um tal fenômeno, tal como repolho e produtos de confeitaria que tem um excesso de diferentes tipos de lievito.
 
Neste artigo vamos explicar como tratar a flatulência.
 
1. Faça hidroterapia
Do ponto de vista da hidroterapia é recomendado tomar um banho de vapor durante 30 minutos, seguido de um banho com água morna e aplicação de jatos de água na barriga e flancos. É recomendado realizar estes banhos todos os dias, mesmo que você ainda pode alternar, o que significa que você não precisa necessariamente fazer sempre o mesmo tipo de banheiro.
 
2. Faça banho de assento
Se você sofre de flatulência frequentemente, você vai querer realizar um banho de assento (em uma pequena banheira que permita que você se sente) com água a uma temperatura de 30° C por cerca de 5 minutos. Este banho tem de ser repetido 3 vezes por dia e ser alternado com um banho de um minuto com água a temperatura igual a 15° C.
 
3.  Aplique o cinto subabdominal
Para a noite, antes de deitar, é muito importante aplicar um cinto subabdominal. A banda também pode ser usada durante o dia por 2 ou 3 horas e você pode revezar o uso esfregando com água fria na área abdominal.
 
4.  Tome chás
Outro remédio muito útil é preparar uma infusão misturando uma proporção equivalente de sementes de cominho, erva-doce e folhas de hortelã para ser tomado duas vezes por dia.
Este artigo foi escrito por Bruno Loura e é propriedade do Como Fazer
 
Como Fazer

Hérnia de Disco - Sintomas e Tratamentos

A hérnia de disco, também chamada de hérnia discal ou protusão discal,  é um problema da coluna vertebral que provoca compressão dos nervos, causando dor, fraqueza e perda de sensibilidade em um dos membros. As protusões discais  mais comuns são as hérnias lombares e as hérnias cervicais.

Hérnia de discoNoções sobre a coluna vertebral e a medula espinhal
Se não explicarmos a anatomia da coluna vertebral e da medula espinhal, fica impossível descrever de forma simples o que é uma hérnia discal. Esta introdução pode parecer um pouco mais complicada, mas sua compreensão tornará muito fácil  o entendimento das causas e dos sintomas da hérnia de disco. Leia esta parte com calma e acompanhe a ilustração ao lado para uma melhor compreensão.
 
Nossa coluna vertebral é composta por vários pequenos ossos empilhados chamados de vértebras. Temos 24 vértebras articuladas (as vértebras da região sacra são fundidas), sendo 5 na coluna cervical, 12 na coluna torácica e 7 na coluna lombar.  Cada vértebra tem um orifício no centro, chamado forame vertebral. Nas laterais de cada par de vértebra forma-se outro orifício, chamado forame intervertebral.
 
Por dentro do forame vertebral passa a medula espinhal, estrutura responsável pelo transporte de estímulos nervosos do entre o cérebro e o resto do corpo.
 
A medula espinhal nasce no cérebro e vai até o fim da coluna, possuindo cerca de 45 cm de comprimento.
 
Ao  longo do seu trajeto pela coluna, a medula libera vários segmentos, chamados raízes nervosas,  que são prolongamentos que servem para inervar as regiões do corpo.  Por exemplo, o nervo que inerva a sua mão tem origem em uma dessas raízes nervosas que saem da medula.
 
Na divisão entre cada duas vértebras, uma raiz nervosa é lançada bilateralmente através dos forames intervertebrais.
 
No total, a medula libera 31 pares de raízes nervosas ao longo de toda a coluna, que vão ser responsáveis pela inervação de todo o corpo.
 
As raízes nervosas que saem da coluna cervical vão dar origem aos nervos que inervam o pescoço, ombros e os membros superiores. As raízes nervosas que saem da coluna torácica vão dar origem aos nervos que inervam o tronco. As raízes nervosas que saem da coluna lombar e sacra vão dar origem aos nervos que inervam a pelve e os membros inferiores.
 
Como já referido, as vértebras formam a coluna ficando empilhadas uma em cima da outra. Entre uma vértebra e outra há uma estrutura cartilaginosas, de consistência borrachosa, em forma de disco, chamada disco intervertebral. O disco intervertebral funciona como uma espécie de amortecedor ou almofada, cujo objetivo é reduzir o atrito entre uma vértebra e outra, facilitando o trabalho da coluna de mover-se e suportar o peso do corpo.
 
Bom, feitas as devidas explicações sobre a anatomia básica da coluna vertebral, vamos falar da hérnia de disco propriamente dita.

Hérnia de discoO que é uma hérnia de disco
Hérnia é a palavra usada para descrever a projeção ou protusão de determinada estrutura através de um orifício ou canal. Uma hérnia de disco ocorre quando uma parte do disco intervertebral se projeta através do forame intervertebral ou em direção à medula espinhal, podendo provocar compressão de uma das raízes nervosas (veja a figura ao lado).
 
O disco intervertebral é composto por um região mais externa e rígida, chamada anel fibroso, e uma região  central, composta por uma material gelatinoso, chamado núcleo pulposo.
 
O disco intervertebral é maleável e funciona como uma mola amortecedora, sendo capaz de se comprimir quando há peso sobre a coluna, e relaxar quando a coluna está em repouso, sem receber peso algum.
 
Quando o disco intervertebral é exposto a uma crônica postura errada da coluna, a movimentos repetitivos, a excesso de carga ou a traumas, ele pode sofrer desgaste do seu anel fibroso, provocando uma fissura por onde o núcleo pulposo pode herniar, empurrando parte do disco em direção a uma das raízes nervosas. Se o disco hérnia o suficiente para comprimir a raiz nervosa, o paciente passará a apresentar os sintomas característicos da hérnia de disco.
 
A maior parte das hérnias de disco surge na coluna lombar, que é a região da coluna que acaba tendo que suportar mais peso e sofre mais estresses ao longo da vida. Em segundo lugar vêm as hérnias de disco da coluna cervical. Hérnias da coluna torácica são mais  raras.
 
Causas a hérnia de disco
Conforme vamos envelhecendo, o disco intervertebral vai se tornado cada vez menos flexível e elástico, ficando mais exposto a fissuras e roturas. A maioria das protusões discais ocorre em pessoas com mais de 35 anos.
 
Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de uma hérnia discal, podemos citar:
 
- Trabalhos que demandam carregar pesos excessivos.

- Fazer musculação sem devida orientação, sobrecarregando a coluna.

- Levantar pesos do chão forçando a coluna (o correto não é dobrar a coluna para pegar algo do chão, mas sim se agachar para levantá-lo).

- Traumas nas costas.

- Má postura.

 - Trabalhos que demandam movimentos repetitivos da coluna.

 - Sedentarismo.

 - Tabagismo.
 
Na maioria dos casos, a hérnia não surge de forma aguda. Ela costuma ser um processo de estresse e lesão repetitiva do disco. Habitualmente, exceto pelos casos de hérnias que surgem após traumas ou quedas, os pacientes não se recordam de um evento específico que tenha desencadeado os sintomas. A dor pode surgir subitamente em repouso.
 
Sintomas da hérnia de disco
A hérnia de disco propriamente dita não dói. Se o disco intervertebral estiver herniando, mas não houver compressão relevante da raiz nervosa adjacente, o paciente pode não apresentar sintoma algum.
 
Do mesmo modo, quando há sintomas, eles podem ser leves, moderados ou intensos e incapacitantes, dependendo do grau de lesão da raiz nervosa. A compressão e lesão da raiz nervosa recebe o nome de radiculopatia.
 
Os sintomas mais comuns da hérnia de disco são dor, perda da sensibilidade, formigamento e fraqueza em um dos membros.
 
A localização dos sintomas depende da região da coluna vertebral que apresenta a hérnia de disco. Vamos citar algumas das apresentações mais comuns.
 
Sintomas da hérnia lombar e sacral
A hérnia de disco mais comum ocorre na 5ª vértebra lombar (L5). O seu quadro clínico costuma ser de dor lombar, com irradiação por toda região lateral de uma das pernas. Fraqueza nos pés também é muito caraterístico. O paciente pode ter dificuldade de realizar movimentos, como dorsiflexão dos pés, extensão dos dedos, inversão e eversão dos pés. Perda de sensibilidade na porção lateral da perna e do pé também podem ocorrer.
 
A hérnia de disco das vértebras L2, L3 ou L4 também são comuns e apresentam sintomas semelhantes entre si. O quadro é de dor lombar com irradiação para parte anterior da coxa, até o joelho.  Pode haver fraqueza para extensão do joelho ou flexão do quadril. A perda de sensibilidade costuma ocorrer na porção anterior da coxa e na face interna da panturrilha, descendo até o arco do pé.
 
A hernia da primeira vértebra sacral (S1) pode causar dor ciática (este tipo de dor também pode ocorrer com compressão de L5 ou L4), que se caracteriza por dor lombar e no quadril, que irradia pela porção posterior e/ou lateral da coxa, podendo ir até o calcanhar. Fraqueza para extensão da perna e flexão dos dedos podem estar presentes, assim como perda de sensibilidade na região posterior do membro inferior.
 
Sintomas da hérnia cervical
As hernias cervicais mais comuns ocorrem entre as 5ª, 6ª e 7ª vértebras (C5,  C6 e C7).
 
As hérnias de C5 costumam causar fraqueza e dor na musculatura do pescoço, ombro e início do braço. Pode ocorrer também perda de sensibilidade na região da axila.
 
As hérnia de C6 é a hernia cervical mais frequente, podendo causar fraqueza e dor na musculatura do pescoço, ombro e braço, acometendo bíceps e antebraço. Pode ocorrer também perda de sensibilidade na região lateral do antebraço até o polegar e dedo indicador.
 
As hérnia de C7  pode causar  dor na musculatura do pescoço, ombro, dedo médio e mão. A fraqueza costuma ocorrer no músculo tríceps. Pode surgir também perda de sensibilidade na região do tríceps, irradiando para mão e dedos indicador e médio.
 
Diagnóstico da hérnia de disco
Na maioria dos casos, o exame físico e a história clínica são suficientes para o diagnóstico de uma hernia discal. Se o neurologista quiser comprovar a existência da hérnia ou descartar outras causas de radiculopatia, alguns exames podem ser solicitados. Entre os mais comuns estão a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.
 
Tratamento da hérnia de disco
O tratamento conservador, com repouso, fisioterapia, compressas mornas, educação postural e/ou acupuntura, alivia os sintomas em mais de 90% dos pacientes com hérnia de disco. A maioria se recupera, tornando-se aptos a retornar para as suas atividades habituais em um ou dois meses. Exames de imagem, como tomografia ou ressonância mostram que, com tratamento adequado,  a protusão discal encolhe-se ao longo do tempo, diminuindo a compressão da raiz nervosa e provocando melhora dos sintomas.
 
Medicamentos para hérnia de disco.
Em geral, analgésicos comuns e anti-inflamatórios aliviam bem os sintomas da radiculopatia. Em alguns casos mais graves, medicamentos mais fortes podem ser necessários, como tramadol. Medicamentos que agem sobre dor de origem neurológicas também podem ser úteis, como gabapentina, pregabalina, duloxetina ou amitriptilina. Relaxantes musculares ou diazepam também ajudam a aliviar a dor. Em alguns pacientes, o neurologista pode indicar a injeção local com corticoides para diminuir a inflamação do nervo.
 
Cirurgia para hernia de disco
Atualmente apenas uma minoria dos pacientes com hérnia de disco precisa de cirurgia. O tratamento cirúrgico das hérnias discais está indicado nos casos em que o tratamento conservador não oferece melhora após 6 semanas, quando o quadro de fraqueza muscular torna-se progressivamente pior ou quando a dor e a fraqueza são incapacitantes.
 
A cirurgia mais comum consiste na remoção da parte herniada do disco, aliviando a compressão do nervo. Em alguns casos o disco intervertebral inteiro precisa ser removido e o as duas vértebras são fundidas. Outra opção é remoção do disco avariado e substituição por um disco artificial.
 
MD Saúde

Diabetes gestacional

Foto: ADAM
Diabetes gestacional
Definição
O diabetes gestacional é o alto nível de açúcar no sangue (diabetes) que começa ou é diagnosticado durante a gestação.
 
Nomes alternativos
Intolerância à glicose durante a gravidez
 
Causas, incidência e fatores de risco
Os hormônios da gravidez podem impedir que a insulina cumpra sua função. Quando isso acontece, os níveis de glicose podem aumentar no sangue da gestante.
 
O diabetes gestacional é definido como intolerância à glicose durante a gravidez. Durante a gravidez, mudanças hormonais podem fazer o corpo ser menos sensível ao efeito da insulina.
 
 
Essas mudanças podem levar ao alto nível de açúcar no sangue e diabetes. Altos níveis de açúcar no sangue na gravidez são perigosos tanto para a mãe quanto para o bebê.
 
Você corre mais risco de ter diabetes gestacional se:
- Estiver com mais de 25 anos ao engravidar
 
- Possuir histórico familiar de diabetes
 
- Tiver dado à luz um bebê com mais de quatro quilos ou com algum defeito de nascença
 
- Apresentar açúcar (glicose) na urina quando fizer uma consulta de pré-natal periódica
 
- Tiver hipertensão
 
- Apresentar líquido amniótico em excesso
 
- Tiver passado por um aborto espontâneo de causa indeterminada ou tiver tido um natimorto
 
- Estava acima do peso antes de engravidar

Sintomas
Geralmente não há sintomas ou os sintomas são leves e não apresentam risco de morte para a grávida. Com frequência, o nível de açúcar (glicose) no sangue volta ao normal após o parto.
 
Os sintomas podem incluir:
 
- Visão borrada
 
- Fadiga
 
- Infecções frequentes, incluindo as na bexiga, vagina e pele
 
- Aumento da sede
 
- Aumento da micção
 
- Náusea e vômitos
 
- Perda de peso, apesar do aumento de apetite
 
Foto: ADAM
O pâncreas, localizado atrás do fígado, é o local de produção
da insulina hormonal. A insulina é usada pelo corpo para
 armazenar e utilizar glicose
Exames e testes
O diabetes gestacional geralmente começa no meio da gravidez.
 
Todas as mulheres grávidas devem fazer um teste oral de tolerância à glicose entre a 24ª e a 28ª semana de gestação para verificar a ocorrência da doença. As mulheres que possuem fatores de risco do diabetes gestacional devem fazer o teste antes desse período.
 
Depois que o diabetes gestacional é diagnosticado, você pode verificar seu estado testando o nível de glicose em casa.
 
A forma mais comum consiste em fazer um pequeno furo na ponta do dedo e colocar uma gota de sangue em um aparelho que faz a análise de glicose.
 
Tratamento
O objetivo do tratamento é manter o nível de açúcar no sangue (glicose) dentro dos limites normais durante a gravidez e garantir que o bebê em formação seja saudável.
 
CUIDADOS COM O BEBÊ
O médico deve acompanhar atentamente você e seu bebê durante toda a gestação.
 
O monitoramento fetal que verifica o tamanho e a saúde do bebê geralmente inclui ultrassom e testes sem estresse:
 
- Um teste sem estresse é um teste muito simples e indolor para você e o bebê. Um aparelho que ouve e exibe os batimentos cardíacos do bebê (monitor fetal eletrônico) é colocado sobre o seu abdome. Quando o bebê se movimenta, a frequência cardíaca normalmente aumenta 15 a 20 batimentos acima da sua frequência normal
 
- O médico compara o padrão dos batimentos cardíacos do bebê quando ele se movimenta e determina se ele está bem. O médico procura elevações na frequência cardíaca do bebê que ocorrem dentro de um período específico
 
DIETA E EXERCÍCIOS
A melhor maneira de melhorar sua dieta é comer uma grande variedade de alimentos saudáveis. Você deve aprender a ler os rótulos dos alimentos e sempre verificá-los quando precisar tomar decisões em relação à sua alimentação. Se você for vegetariana ou seguir alguma outra dieta especial, converse com seu médico ou nutricionista.
 
Em geral, a dieta deve ser moderada em gordura e proteína e fornecer níveis controlados de carboidrato com alimentos como frutas, hortaliças e carboidratos complexos (como pão, cereais, massa e arroz). Será necessário diminuir os alimentos que contêm muito açúcar, como refrigerantes, sucos de fruta e doces.
 
Você deve fazer três refeições pequenas ou médias e comer um ou mais lanches diariamente. Não pule as refeições nem os lanches.
 
Mantenha a mesma quantidade e os tipos de alimentos (carboidratos, gorduras e proteínas) todos os dias:
 
- O médico receitará uma vitamina pré-natal diária. Ele ainda pode recomendar que você tome ferro ou cálcio. Se você for vegetariana ou seguir alguma outra dieta especial, converse com seu médico
 
- Lembre-se de que "comer por dois" não significa ter que ingerir o dobro de calorias. Geralmente são necessárias apenas 300 calorias a mais por dia (como um copo de leite, uma banana e 10 bolachas tipo água e sal)
 
Para obter mais detalhes sobre o que você deve comer, consulte: Dieta para diabéticos – gestacional
 
Se a melhora na sua dieta não controlar os níveis de açúcar (glicose) no sangue, pode-se receitar medicamentos para diabetes tomados por via oral ou terapia insulínica. Você precisará monitorar seus níveis de glicose durante todo o tratamento.
 
A maioria das mulheres que desenvolve o diabetes gestacional não precisa tomar medicamentos para diabetes ou insulina, mas para algumas isso é necessário.
 
Evolução (prognóstico)
A maioria das mulheres com diabetes gestacional consegue controlar a glicose no sangue e evitar danos a elas e aos bebês.
 
Grávidas com esse tipo de gestação tendem a ter bebês maiores que o normal. Isso pode aumentar a chance de ocorrerem problemas no momento do parto, como:
 
- Lesão de parto (trauma) devido ao tamanho do bebê
 
- Parto por cesariana
Esses bebês têm mais probabilidade de apresentar períodos de pouco açúcar no sangue (hipoglicemia) durante os primeiros dias de vida.
 
As mães com diabetes gestacional têm mais risco de apresentar hipertensão durante a gravidez.
 
O risco de o bebê morrer aumenta ligeiramente quando a mãe apresenta diabetes gestacional não tratado. Controlar os níveis de glicose diminui esse risco.
 
Os altos níveis de glicose no sangue geralmente voltam ao normal após o parto. Entretanto, as mulheres com diabetes gestacional devem ser observadas atentamente depois do parto e durante as consultas médicas para identificar sinais de diabetes. Muitas mulheres com diabetes gestacional desenvolvem diabetes dentro de 5 a 10 anos após o parto. O risco pode ser maior para mulheres obesas.
 
Complicações
 
- Complicações relacionadas ao parto por causa do tamanho do bebê
 
- Desenvolvimento de diabetes no futuro
 
- Risco maior de dar à luz um natimorto ou de o bebê morrer pouco tempo depois
 
- Pouco açúcar no sangue (glicose) ou outra doença no recém-nascido
 
Ligando para o médico
Ligue para seu médico se estiver grávida e apresentar sintomas de diabetes.
 
Prevenção
Começar o pré-natal cedo e realizar consultas regulares ajuda a melhorar sua saúde e a do bebê. Conhecer os fatores de risco do diabetes gestacional e fazer exames de triagem entre a 24ª e a 28ª semana de gestação ajudam a detectar a doença mais cedo.
 
Se você estiver acima do peso, diminuir seu índice de massa corporal (IMC) para um valor normal antes de engravidar diminuirá o risco de desenvolver diabetes gestacional.
 
Referências
Screening for gestational diabetes mellitus: Recommendation statement. Rockville, MD. US Preventive Services Task Force. Ann Intern Med. 2008; 148:759-765.
 
Landon MB, Catalano PM, Gabbe SG. Diabetes mellitus complicating pregnancy. In: Gabbe SG, Niebyl JR, Simpson JL, eds. Obstetrics - Normal and Problem Pregnancies. 5th ed. Philadelphia, Pa: Elsevier Churchill Livingstone; 2007:chap 37.
 
Metzger BE, Buchanan Ta, Coustan Dr, de Leiva A, Dunger DB, Hadden DR, et al. Summary and recommendations of the Fifth International Workshop-Conference on Gestational Diabetes Mellitus. Diabetes Care. 2007;30:S251-S260.
 
American Diabetes Association. Nutrition recommendations and interventions for diabetes: a position statement of the American Diabetes Association. Diabetes Care. 2008;31:S61-S78.

iG

Em busca dos segredos do 'Homem Elefante'

Pesquisadores britânicos tentam esclarecer que doença acometeu Joseph Merrick, 123 anos após sua morte
 
Queen Mary University
Mesmo depois de 123 anos de sua morte, curiosidade sobre a doença do 'Homem Elefante' continua viva

O "Homem Elefante", cujo nome verdadeiro era Joseph Merrick, foi objeto da curiosidade de muita gente, durante toda a sua vida na Inglaterra, inclusive de diversos médicos da era vitoriana, que fizeram vários estudos sobre sua anomalia.
 
A história de Merrick foi consagrada nos anos 1980 pelo diretor David Lynch, que levou às grandes telas o drama do britânico que tinha 90% do corpo deformado pelo que se acreditava ser uma neurofibromatose múltipla - doença degenerativa óssea que hoje em dia tem tratamento.             
                          
Exibido como um monstro em circos, Merrick chegou a ser visto como débil mental, já que tinha dificuldades para falar. O médico Frederick Treves foi quem mais se aproximou de Merrick para tentar entender sua doença.

Mas hoje, 123 anos depois da morte de Merrick, cientistas acreditam que seus ossos contém segredos sobre sua anomalia que podem beneficiar a ciência médica.

Merrick começou a desenvolver a doença ainda quando criança. Apesar de ter sido bastante examinado na época por vários médicos, a causa da má formação da sua cabeça, da curvatura acentuada de sua espinha dorsal, da pele cheia de saliências, do braço direito mais crescido que o esquerdo, nunca foi totalmente esclarecida pela medicina.

BBC
Anomalias de Merrick são consideradas as mais severas já vistas até hoje; face foi especialmente comprometida com crescimento ósseo exagerado

Dilema do esqueleto
Para efeito de comparação, a condição genética dos ossos do rei Ricardo III , encontrado este ano enterrado por centenas de anos debaixo de um estacionamento em Leicester, no norte da Inglaterra, é bem melhor do que os ossos de Merrick pelo fato de nunca terem sido alvejados com cloro.
 
As graves deformidades do Homem Elefante são facilmente notadas no esqueleto, mas restritas a apenas determinadas áreas do corpo. Seu crânio tem grandes saliências de ossos crescidos na fronte e no lado direito.
 
O braço direito e bem mais longo do que o esquerdo, que parece ser do tamanho normal. Seu fêmur direito (parte de cima da perna) é bem mais longo e grosso do que o esquerdo. Sua coluna também é extremamente curvada, deixando o corpo todo torto.
 
"Quando Merrick estava sendo formado na barriga de sua mãe, é bem provável que uma alteração genética tenha acontecido, não antes do espermatozoide e o óvulo terem se juntado - mas provavelmente num estágio em que existia um certo número de células, onde apenas algumas contribuíram para o desenvolvimento do problema", afirma Trembath.
 
Desafios
O esqueleto do Homem Elefante é mantido trancado em um pequeno museu do Royal London Hospital (Hospital Real de Londres), onde normalmente não está em exibição. Este é o mesmo hospital onde Merrick passou seus últimos anos como amigo e paciente do famoso médico da era vitoriana, Frederick Treves, local onde ele morreria aos 27 anos de idade em abril de 1890.
 
De acordo com Treves, Merrick morreu ao ter o pescoço deslocado enquanto dormia, por causa do grande peso de sua cabeça.
 
O time de geneticistas que tenta extrair o DNA é liderado pelo médico Michael Simpson, do King's College. Em seu laboratório, ele tem trabalhado em segmentos de ossos para tentar desenvolver novas técnicas para extrair informação genética a partir de material severamente danificado por embranquecimento a cloro.
 
Os geneticistas tiveram sucesso em obter o DNA, mas continuam trabalhando em métodos para limpar o DNA severamente danificado para obter uma sequência genética completa.
 
Este passo é importante para se identificar onde o código genético de Merrick sofreu alguma mutação. Para complicar a tarefa ainda mais, Simpsom acredita que os ossos também foram encerados (impermeabilizados com cera), o que também afeta o DNA.
 
Para completar essa tarefa, Simpson admite que "há alguns desafios".
 
"Com algumas otimizações, eu estou confiante que teremos sucesso. Nós temos uma grande chance de obter um bom sequenciamento do genético", diz Simpson.
 
A técnica envolve a perfuração de uma área para se obter uma pequena quantidade de pó do osso, tratamento com detergentes e enzimas para extrair proteína e assim remover o DNA.
 
Quando o trabalho começar no esqueleto de Merrick, a intenção é fazer comparações entre o DNA em áreas danificadas dos ossos com a de áreas normais. Duas áreas principais foram identificadas para perfuração e obtenção do pó do osso: a parte de dentro do crânio e a raiz de um dos dentes.
 
Resultados para a ciência
Além da curiosidade científica para descobrir a real condição médica do Homem Elefante, Trembath acredita que os resultados da pesquisa poderão ajudar a ciência médica moderna a entender melhor o processo de divisão celular.
 
"Este é um exemplo significativo de tecido hiperdesenvolvido", explica Trembath enquanto examina áreas crescidas de osso no crânio.
 
"O entendimento da regulagem do crescimento celular é um das coisas mais fundamentais que precisamos conhecer. Isto está por trás do desenvolvimento de tumores e precisamos entender melhor como os tumores se desenvolvem", explica.
 
Ele aponta que o próprio Merrick era engajado em ajudar os médicos vitorianos entender sua doença. Mais de um século depois, o trabalho ainda continua.
 
"Eu tenho a sensação de que ele (o Homem Elefante) é um parceiro sempre querendo nos ajudar a chegar lá. Ele representa um dos mais casos mais graves de hiper crescimento (ósseo) já vistos. Por isso, essa é uma oportunidade única para obtermos conhecimentos fundamentais sobre biologia humana, e Merrick sabia que ele continha essa informação".             

Fascínio com o 'homem elefante' 
- A história de Merrick está em livros, peças de teatro e em filme. A peça escrita por Bernard Pomerance, em 1977, com o título "O Homem Elefante", foi sucesso de montagem na Brodway, com David Bowie dentre os atores que fizeram o papel de Merrick.

- O ator John Hurt ganhou um Bafta (British Film Awards) por sua interpretação de Merrick no filme "O Homem Elefante", de David Lynnch, em 1980.

 - Michael Jackson teria tentado comprar os ossos de Merrick do Royal London Hospital em 1987.

Possíveis causas da anomalia de Merrick
-  Neurofibromatose do tipo 1: condição genética que afeta um em 3 mil nascidos e que causa o crescimento de tumores ao longo do sistema nervoso. Sintomas mais leves incluem marcas de cor marrom ou saliências na pele

- Síndrome de Proteus: condição rara que causa o hiper crescimento dos ossos, tecidos e órgãos, frequentemente acompanhado por tumores - o nome deriva do deus grego 'Proteus' que podia mudar de forma.

BBC Brasil/iG

Conheça 10 transgênicos que já estão na cadeia alimentar

Divulgação
A FDA, agência que regula alimentos e medicamentos nos EUA,
acaba de declarar que o salmão transgênico "não tem impacto
 significativo"
Aprovação prévia para consumo humano de primeiro animal geneticamente modificado reacende debate sobre tema polêmico
 
Em janeiro, a agência que zela pela segurança alimentar nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou para consumo um tipo de salmão geneticamente modificado, reacendendo o debate sobre a segurança dos transgênicos e suas implicações éticas, econômicas sociais e políticas.           
                          
É a primeira vez que um animal geneticamente modificado é aprovado para consumo humano.
 
Mas muitos consumidores nos Estados Unidos, Europa e Brasil, regiões em que os organismos geneticamente modificados (OGMs) em questão de poucos anos avançaram em velocidade surpreendente dos laboratórios aos supermercados, passando por milhões de hectares de áreas cultiváveis, continuam desconfiados da ideia do homem cumprindo um papel supostamente reservado à natureza ou à evolução - e guardam na memória os efeitos nocivos, descobertos tarde demais, de "maravilhas" tecnológicas como o DDT e a talidomida.
 
Boa parte do público ainda teme possíveis efeitos negativos dos transgênicos para a saúde e o meio ambiente.           
                          
Pesquisas de opinião nos Estados Unidos e na Europa, entretanto, indicam que a resistência aos OGMs tem caído, refletindo, talvez, uma tendência de gradual mudança de posição da percepção pública.
 
As principais academias de ciências do mundo e instituições como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) são unânimes em dizer que os transgênicos são seguros e que a tecnologia de manipulação genética realizada sob o controle dos atuais protocolos de segurança não representa risco maior do que técnicas agrícolas convencionais de cruzamento de plantas.              
                          
O salmão transgênico, que pode chegar às mesas de jantar em 2014, será o primeiro animal geneticamente modificado (GM) consumido pelo homem.
 
Vários produtos GM já estão nos supermercados, um fato que pode ter escapado a muitos consumidores - apesar da (discreta) rotulagem obrigatória, no Brasil e na UE, de produtos com até 1% de componentes transgênicos.           
            
A BBC Brasil preparou uma lista com 10 produtos e derivados que busca revelar como os transgênicos entraram, estão tentando ou mesmo falharam na tentativa de entrar na cadeia alimentar.
 
Milho
Com as variantes transgênicas respondendo por mais de 85% das atuais lavouras do produto no Brasil e nos Estados Unidos, não é de se espantar que a pipoca consumida no cinema, por exemplo, venha de um tipo de milho que recebeu, em laboratório, um gene para torná-lo tolerante a herbicida, ou um gene para deixá-lo resistente a insetos, ou ambos. Dezoito variantes de milho geneticamente modificado foram autorizadas pelo CTNBio, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia que aprova os pedidos de comercialização de OGMs.
 
O mesmo pode ser dito da espiga, dos flocos e do milho em lata que você encontra nos supermercados. Há também os vários subprodutos – amido, glucose – usados em alimentos processados (salgadinhos, bolos, doces, biscoitos, sobremesas) que obrigam o fabricante a rotular o produto.
 
O milho puro transgênico não é vendido para consumo humano na União Europeia, onde todos os legumes, frutas e verduras transgênicos são proibidos para consumo – exceto um tipo de batata, que recentemente foi autorizado, pela Comissão Europeia, a ser desenvolvido e comercializado. Nos Estados Unidos, ele é liberado e não existe a rotulação obrigatória.
 
Óleos de cozinha
Os óleos extraídos de soja, milho e algodão, os três campeões entre as culturas geneticamente modificadas – e cujas sementes são uma mina de ouro para as cerca de dez multinacionais que controlam o mercado mundial – chegam às prateleiras com a reputação “manchada” mais pela sua origem do que pela presença de DNA ou proteína transgênica. No processo de refino desses óleos, os componentes transgênicos são praticamente eliminados. Mesmo assim, suas embalagens são rotuladas no Brasil e nos países da UE.
 
Soja
No mundo todo, o grosso da soja transgênica, a rainha das commodities, vai parar no bucho dos animais de criação - que não ligam muito se ela foi geneticamente modificada ou não. O subproduto mais comum para consumo humano é o óleo (ver acima), mas há ainda o leite de soja, tofu, bebidas de frutas e soja e a pasta misso, todos com proteínas transgênicas (a não ser que tenham vindo de soja não transgênica). No Brasil, onde a soja transgênica ocupa quase um terço de toda a área dedicada à agricultura, a CTNBio liberou cinco variantes da planta, todas tolerantes a herbicidas – uma delas também é resistente a insetos.
 
Mamão papaya
Os Estados Unidos são o maior importador de papaya do mundo – a maior parte vem do México e não é transgênica. Mas muitos americanos apreciam a papaya local, produzida no Havaí, Flórida e Califórnia. Cerca de 85% da papaya do Havaí, que também é exportada para Canadá, Japão e outros países, vem de uma variedade geneticamente modifica para combater um vírus devastador para a planta. Não é vendida no Brasil, nem na Europa.
 
Queijo
Aqui não se trata de um alimento derivado de um OGM, mas de um alimento em que um OGM contribuiu em uma fase de seu processamento. A quimosina, uma enzima importante na coagulação de lacticínios, era tradicionalmente extraída do estômago de cabritos – um procedimento custoso e "cruel". Biotecnólogos modificaram micro-organismos como bactérias, fungos ou fermento com genes de estômagos de animais, para que estes produzissem quimosina. A enzima é isolada em um processo de fermentação em que esses micro-organismos são mortos. A quimosina resultante deste processo - e que depois é inserida no soro do queijo – é tida como idêntica à que era extraída da forma tradicional. Essa enzima é pioneira entre os produtos gerados por OGMs e está no mercado desde os anos 90. Notem que o queijo, em todo seu processo de produção, só teve contato com a quimosina - que não é um OGM, é um produto de um OGM. Além disso, a quimosina é eliminada do produto final. Por isso, o queijo escapa da rotulação obrigatória.
 
Pães, bolos e biscoitos
Trigo e centeio, os principais cereais usados para fazer pão, continuam sendo plantados de forma convencional e não há variedades geneticamente modificadas em vista. Mas vários ingredientes usados em pão e bolos vêm da soja, como farinha (geralmente, nesse caso, em proporção pequena), óleo e agentes emulsificantes como lecitina. Outros componentes podem derivar de milho transgênico, como glucose e amido. Além disso, há, entre os aditivos mais comuns, alguns que podem originar de micro-organismos modificados, como ácido ascórbico, enzimas e glutamato. Dependendo da proporção destes elementos transgênicos no produto final (acima de 1%), ele terá que ser rotulado.
 
Abobrinha 
Seis variedades de abobrinha resistentes a três tipos de vírus são plantadas e comercializadas nos Estados Unidos e Canada. Ela não é vendida no Brasil ou na Europa.
 
Arroz
Uma das maiores fontes de calorias do mundo, mesmo assim, o cultivo comercial de variedades modificadas fica, por enquanto, na promessa. Vários tipos de arroz estão sendo testados, principalmente na China, que busca um cultivo resistente a insetos. Falou-se muito no golden rice, uma variedade enriquecida com betacaroteno, desenvolvida por cientistas suíços e alemães. O "arroz dourado", com potencial de reduzir problemas de saúde ligados à deficiência de vitamina A, está sendo testado em países do sudeste asiático e na China, onde foi pivô de um recente escândalo: dois dirigentes do projeto foram demitidos depois de denúncias de que pais de crianças usadas nos testes não teriam sido avisados de que elas consumiriam alimentos geneticamente modificados.
 
Feijão
A Empresa Brasileira para Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, conseguiu em 2011 a aprovação na CTNBio para o cultivo comercial de uma variedade de feijão resistente ao vírus do mosaico dourado, tido como o maior inimigo dessa cultura no país e na América do Sul. As sementes devem ser distribuídas aos produtores brasileiros - livre de royalties – em 2014, o que pode ajudar o país a se tornar autossuficiente no setor. É o primeiro produto geneticamente modificado desenvolvido por uma instituição pública brasileira.
 
Salmão
Após a aprovação prévia da FDA, o público e instituições americanos têm um prazo de 60 dias (iniciado em 21 de dezembro) para se manifestar sobre o salmão geneticamente modificado para crescer mais rápido. Em seguida, a agência analisará os comentários para decidir se submete o produto a uma nova rodada de análises ou se o aprova de vez. Francisco Aragão, pesquisador responsável pelo laboratório de engenharia genética da Embrapa, disse à BBC Brasil que tem acompanhado o caso do salmão "com interesse", e que não tem dúvidas sobre sua segurança para consumo humano. "A dúvida é em relação ao impacto no meio ambiente. (Mesmo criado em cativeiro) O salmão poderia aumentar sua população muito rapidamente e eventualmente eliminar populações de peixes nativos. As probabilidades de risco para o meio ambiente são baixas, mas não são zero...na natureza não existe o zero".
 
E estes não deram certo...
A primeira fruta aprovada para consumo nos Estados Unidos foi um tomate modificado para aumentar sua vida útil após a colheita, o "Flavor Savr tomato". Ele começou a ser vendida em 94, mas sua produção foi encerrada em 97, e a empresa que o produziu, a Calgene, acabou sendo comprada pela Monsanto. O tomate, mais caro e de pouco apelo ao consumidor, não emplacou. O mesmo ocorreu com uma batata resistente a pesticidas, lançada em 95 pela Monsanto: a New Leaf Potato. Apesar de boas perspectivas iniciais, ele não se mostrou economicamente rentável o suficiente para entusiasmar fazendeiros e foi tirada do mercado em 2001.
 
BBC Brasil/iG