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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Agência suspende produto sem registro da empresa Devintex Cosméticos

A Anvisa determinou a suspensão do Gloss redutor de volume defrisagem gradativa para cabelos louros com manchas ou descoloridos da empresa Devintex Cosméticos Ltda.
Além de não possuir registro na Agência, o cosmético apresentou resultado insatisfatório no ensaio de determinação de pH, segundo o Laudo de Análise 4742.1P.0/2013, emitido pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, (INCQS).
 
Com a suspensão a empresa deve promover o recolhimento do produto existente no mercado.
 
A medida está na Resolução 2.640/2015 publicada nesta segunda-feira (21/9) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Anvisa proíbe lotes de chás

A Anvisa proibiu a fabricação, a distribuição, a comercialização e o uso de todos os lotes do Chá Misto Camomila e Cidreira; do Chá Misto Maçã e Hortelã Dia e do Chá Misto Maçã e Canela, da marca Da China. A Agência também proibiu o Chá Noite Tranquila Aromático, da marca Chileno
 
Os produtos são fabricados pela empresa Laboratório Industrial Vida e Saúde Ltda.
 
De acordo com a Resolução 2.671/2015, publicada nesta segunda-feira (21/9) no Diário Oficial da União (DOU), os produtos estão de desacordo com a legislação vigente.
 
Segundo a norma, o Chá Misto Camomila e Cidreira e o Chá Misto Maçã e Hortelã Dia contém a falsa indicação para lactentes. Já o Chá Misto Maçã e Canela contém a espécie vegetal "Casca de Jabuticaba (Myrciaria cauliflora)", sem previsão de uso para preparo da bebida. O Chá Noite Tranquila Aromático contém a espécie vegetal "Anis estrelado", também sem previsão de uso.
 
ANVISA

Produtos da empresa Farmoterápica são suspensos após vistoria

O relatório de inspeção emitido pela Vigilância Sanitária de Indaiatuba – SP considerou a empresa Pharmacia Artesanal Ltda insatisfatória para a manipulação de soluções parentais de grande volume e medicamentos estéreis
 
Diante disso, a Anvisa determinou que a empresa cujo nome fantasia é Farmoterápica suspenda a fabricação, comercialização e uso do produto citado.
 
A medida está na Resolução 2.641/2015 publicada nesta segunda-feira (21/9) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Como funciona o controverso implante hormonal conhecido como ‘chip fashion’ ou ‘chip da dieta’

Ele promete perda de peso, a redução de medidas e, acredite, o desaparecimento de celulites
 
Rio - Há três anos, a dermatologista Laíse Leal, de 30 anos, decidiu trocar a pílula anticoncepcional por um “implante hormonal”. Mas o motivo não foi apenas a proteção contraceptiva e, sim, a vontade de ganhar tônus muscular. O que uma coisa tem a ver com a outra? Entre os efeitos prometidos pelo tal “chip fashion” ou “chip da dieta’’, como é chamado no boca a boca o polêmico e controverso implante, estão a perda de peso, a redução de medidas e, acredite, o desaparecimento de celulites.
 
As supostas mil e uma maravilhas têm seu preço. E, naturalmente, suas desvantagens e riscos. Entre elas, a possibilidade de aumentar a oleosidade da pele, de alterar o timbre da voz e até de estimular a produção de pelos — quase como faz um anabolizante.
 
— Meu primeiro pensamento foi o corpo. Eu sou muito magrinha e não tinha muita curva. Por isso, coloquei o implante. Também deixei de ter sangramento, TPM... — conta Laíse, que desembolsa R$ 6 mil por ano para manter o procedimento.
 
Ela diz que o chip mudou sua vida:
 
— Senti diferença na retenção de líquido do meu corpo. Fez com que as celulites sumissem, e também fiquei mais definida.
 
O chip, porém, não deu conta sozinho das mudanças no corpo da dermatologista, que faz musculação três vezes por semana e toma um comprimido diário para controlar a oleosidade da pele:
 
— Sozinho, o implante não funciona. Desde o início, faço um tratamento casado. Então, não saberia dizer como está a minha pele sem o medicamento.
 
Os chips ainda têm prazo de validade. Podem ter duração de três, seis ou 12 meses, a depender da necessidade de reposição hormonal. Para cada caso, é feita uma “radiografia”, que identifica que hormônios precisam ser estimulados. Então, depois de passar por uma bateria de exames (de sangue, de saliva e alguns ginecológicos), o implante é fabricado num farmácia de manipulação especializada (só existem duas no Rio que fazem).
 
— Através de exames de sangue e de saliva, é possível identificar se existe um desequilíbrio hormonal e determinar quais hormônios são atuantes ou não, para, consequentemente, tratá-los — afirma Theo Webert, especialista em modulação hormonal. — Meu foco é alinhar a prática de exercícios físicos e a alimentação à produção hormonal.
 
Entusiasta dos implantes, o clínico geral e endocrinologista Fabiano Serfaty começou a trabalhar com a técnica ao lado do pai, Alberto Serfaty.
 
— Os chips manipulados foram criados para tratar patologias típicas das mulheres. E existem várias combinações possíveis (são seis tipos de hormônios) de implantes. Por isso, estudamos previamente cada caso para avaliar a parte clínica e traçar o perfil hormonal — explica Fabiano, que trabalha em parceria com um especialista em São Paulo, que é precursor na técnica, o doutor Elsimar Coutinho.
 
Em sua forma física, o chip hormonal é um tubinho de silicone de mais ou menos três centímetros. Sua aplicação é feita com anestesia local e, depois, com um aparelhinho que injeta o chip na região do quadril (“perto da marquinha do biquíni”, precisa Laíse Leal). O procedimento não dura mais do que cerca de 20 minutos, e o tubinho não é palpável. Em alguns casos, raros, é possível que o corpo rejeite o implante.
 
— O implante ganhou o apelido de “chip fashion’’ porque é muito usado por modelos, devido à praticidade e à capacidade de mudar o corpo e a vida da mulher quando indicado de forma correta.
 
Caso contrário, ela pode ter vários efeitos colaterais, como ficar com a voz mais grossa — diz Fabiano.
 
O especialista Theo Webert alerta ainda sobre a composição dos implantes de hormônio. — Muitas fórmulas contêm elementos sintéticos, que não indico.
 
O segredo, para Fabiano, está na dosagem.
 
— Eu sempre digo que a diferença entre o veneno e a poção mágica está na dose. Ou seja, na dose e na combinação hormonal que a gente escolhe colocar — conclui o especialista.

O Globo

Metodologia para a prescrição de antirretrovirais é atualizada

O Ministério da Saúde lançou na última quarta-feira (16/09) as versões atualizadas de seu formulário para a prescrição de antirretrovirais (ARV): antes único, o documento foi dividido em dois formulários distintos – um para a dispensação de ARV para tratamento e outro para a profilaxia
 
A ideia foi simplificar a prescrição dos medicamentos, tornando o processo mais ágil e facilitando a vida de todos que precisam fazer uso de antirretrovirais no Brasil.
 
A atualização traz outras novidades interessantes:
 
• No novo formulário para tratamento, basta assinalar um “x” para optar pelo esquema preferencial de primeira linha, o “3 em 1”: não é mais necessário, portanto, marcar os campos referentes às monodrogas;
 
• Caso a prescrição seja a mesma que a anterior, é necessário preencher apenas os campos iniciais do formulário;
 
• Foi inserido um campo sobre a última carga viral mensurada pelo paciente, tanto em laboratórios públicos quanto privados. A inclusão possibilitará o monitoramento de falha ao tratamento de todas as pessoas em terapia antirretroviral (TARV) no Brasil – mesmo aquelas em acompanhamento em serviços privados. O campo será obrigatório a partir de 1º de dezembro de 2015; sugere-se que os dados sejam inseridos no sistema desde já.
 
• No formulário para profilaxias, o esquema preferencial e os esquemas alternativos para PEP estão destacados e, uma vez selecionados, não será necessário selecionar os campos das monodrogas. Nesse formulário, foi inserido o campo de categoria de usuário, a fim de monitorar o quanto a PEP vem sendo utilizada pelas populações-chave.
 
Os novos formulários estão nos links abaixo:

Para profilaxia
http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/page/2010/360/novo_formulario_de_dispensação_de
_arv_profilaxia_p_82405.pdf

Para tratamento
http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/page/2010/360/novo_formulario_de_dispensacao_de
_arv_tratamento_p_64785.pdf

Fonte: aids.gov.br

Atenção! Notas e moedas podem transmitir diferentes doenças respiratórias

Lavar as mãos com frequência e ficar atento com alimentação podem evitar contaminação
 
Todos os dias milhões de notas e moedas circulam no mundo inteiro e passam pelas mãos de uma infinidade de pessoas. Todos sabem que há bactérias e muita sujeira na rua, mas pouca gente lembra que o dinheiro pode acabar levando germes de um lado para o outro. Paulo Olzon, infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), afirma que as doenças respiratórias podem ser transmitidas por meio dessa circulação.
 
— Na mão temos secreção, tanto que se você colocar o dedo no espelho ou no celular, fica marcado. A pele é úmida e esse contato manual pode transmite doenças respiratórias.
 
De acordo com o especialista, gripes e resfriados são as doenças mais frequentes quando falamos de transmissão por contato.
 
— Como muitas pessoas manuseiam as notas, tem vários microorganismos que podem transmitir doenças, principalmente as respiratórias. Se uma pessoa está com resfriado, vai comprar alguma coisa e coloca a mão no dinheiro, a pessoa pode se contaminar e por onde o dinheiro passar, quem entrar em contato pode ser contaminado.
 
De acordo com o médico, "nada circula mais do que o dinheiro, por isso a transmissão pode ser alta".
 
Olzon ressalta que as bactérias do dinheiro não são tão nocivas à saúde, mas que são bactérias e, mesmo que o organismo esteja preparado para combatê-las, é sempre bom se prevenir.
 
— É indicado lavar as mãos depois de lidar com dinheiro, principalmente antes de comer. Sem falar no cuidado de não colocar nem as mãos nem as notas na boca, porque a contaminação acontece muito mais rápida com o contato diretamente pela boca.
Segundo o médico, é possível até contrair diarreia se houver alguma bactéria que não faça bem ao organismo.
 
— Tem um conceito de que uma transmissão de uma doença depende da carga infectante, que é a carga que vai entrar no organismo, e lavar a mão diminui essa carga, que não tem força para prejudicar o organismo.
 
Moeda é menos perigosa
Olzon afirma que a moeda retém menos bactérias que o dinheiro em papel, por causa do material.
 
— Para uma bactéria conseguir provocar a doença, ela precisa aderir em algum lugar de transmissão. É o conceito de adesividade. E é muito mais fácil de ele ficar retida no papel do que no metal.
 
Apesar de haver transmissão de bactérias pela circulação do dinheiro, o infectologista ressalta que não há motivo para ficar apavorado com os germes.
 
É importante não criar o pavor de ter que lavar a mão toda hora. Se por um lado lavar as mãos e ter higiene é bom, é preciso conscientizar de que dentro do corpo temos bactérias que trabalham para o funcionamento do organismo e que a maioria das bactérias é benéfica para o funcionamento do organismo, inclusive não viveríamos sem algumas delas. O dinheiro transmite algumas doenças, mas nada que seja motivo para se preocupar tanto assim.
 
R7

Toyota e Hospital Santa Cruz firmam parceria pioneira no Brasil

Uma experiência pioneira no País vai consolidar a parceria estabelecida entre a Toyota do Brasil e o Hospital Santa Cruz
 
A instituição médica está abrindo suas portas para receber ações do Sistema Toyota de Produção (Toyota Production System – TPS), metodologia de práticas industriais da montadora, que será adaptada e aplicada na entidade para aprimorar o atendimento aos seus usuários.
 
A partir de setembro, uma equipe da Toyota vai avaliar e auxiliar o Hospital Santa Cruz na melhoria contínua de seus processos na área de Pronto Atendimento, visando diminuir o tempo de espera dos pacientes e otimizar o atendimento da equipe médica. O objetivo dessa parceria é que, após seis meses de capacitação, o método de processos seja incorporado pelo hospital em diversos departamentos, elevando a produtividade da equipe e proporcionando benefícios diretos ao público.
 
O TPS é uma filosofia de gerenciamento que otimiza a organização, atendendo às necessidades do cliente no menor prazo possível, com qualidade e a um custo menor. Além disso, é um sistema que pode ser aplicado a qualquer atividade dentro de uma organização.
 
“A Toyota, com essa iniciativa, pratica concretamente um de seus principais valores que é a contribuição contínua para o desenvolvimento da sociedade dos países onde atua. Transmitir nossos valores é um comprometimento presente no DNA da Toyota”, afirma Steve St. Angelo, CEO da Toyota para América Latina e Caribe.
 
No primeiro momento, a equipe de TPS da Toyota vai acompanhar alguns pacientes do hospital no Pronto Atendimento, verificando o tempo de espera, a qualidade, a forma com que esses pacientes se deslocam pela área, entre outros quesitos. Após esse acompanhamento, uma sugestão de melhoria com metas estabelecidas será aplicada na entidade e novamente analisada. Caso necessário, novas contramedidas poderão ser aproveitadas para melhorar o desempenho da metodologia.
 
Este modelo de gestão já foi implementado em algumas entidades dos Estados Unidos e Canadá e apresentou resultados positivos nos atendimentos hospitalares da cidade de New Orleans após a passagem do furacão Katrina.
 
A parceria com o Hospital Santa Cruz, iniciada em 2014, já doou um Etios para a entidade e arrecadou R$ 155 mil durante jantar beneficente para apoiar a ampliação de áreas da unidade, melhorias na infraestrutura, entre outras necessidades da instituição.
 
“Estamos muito felizes com esse apoio para aprimorar nossa gestão. É de extrema importância para o Hospital Santa Cruz essa troca de experiências para aperfeiçoar nossos serviços, além de fortalecer o relacionamento entre as empresas japonesas no Brasil”, explica Renato Ishikawa, presidente do Hospital Santa Cruz.
 
Sobre a Toyota do Brasil
A Toyota do Brasil Ltda conta com três unidades produtivas em Indaiatuba (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Sorocaba (SP), dois centros de distribuição de veículos em Guaíba (RS) e Vitória (ES), um centro de distribuição de peças em Votorantim (SP), um escritório de representação em Brasília (DF) e um escritório comercial na cidade de São Paulo (SP) e mais de 5.300 colaboradores. Fundada em 1937, a Toyota Motor Corporation (TMC) é uma das fabricantes de veículos para passageiros e comerciais mais representativas do mundo. Com produção em 28 países e regiões e vendas em mais de 160 países, a empresa é detentora das marcas Toyota, Lexus, Daihatsu e Hino. A Toyota possui ações nas Bolsas de Valores de Tóquio, Nagoya, Osaka, Fukuoka e Sapporo (Japão), Nova Iorque (EUA) e Londres (Reino Unido) e emprega atualmente mais de 325.000 colaboradores em todo o mundo. Mais informações podem ser obtidas nos sites: www.toyota.co.jp e www.toyota.com.br ou www.facebook.com.br/toyotadobrasil
 
Sobre o Hospital Santa Cruz
O Hospital Santa Cruz completou em 29 de abril passado 76 anos de atividades ininterruptas, sendo a única entidade fundada pelos primeiros imigrantes em plena atividade e considerado um marco de intercâmbio nipo-brasileiro na área da saúde. Conhecido antigamente como “Nihon Byouin”, que significa Hospital Japonês, o Santa Cruz é referência em Oftalmologia, Ortopedia, Neurologia, Cardiologia entre outras especialidades e é reconhecido pelo atendimento humanizado e personalizado com profissionais bilíngues. Hospital de médio porte, com centro cirúrgico capacitado para atender todos os tipos de procedimentos, desde os mais simples até os de alta complexidade, dispõe de quatro salas para cirurgias oftalmológicas, nove salas para cirurgias em geral, 30 leitos de UTI (geral, neurológica e coronariana, sendo 10 leitos em cada um) e 136 leitos de internação. O Pronto Atendimento, bem como o Ambulatório, está preparado para atender as mais variadas especialidades médicas. Para mais informações sugerimos visitar o site: www.hospitalsantacruz.com.br
 
Mais informações para Imprensa
Hospital Santa Cruz/A4 Comunicação – www.a4com.com.br
Mariana Bertolini – marianabertolini@a4com.com.br – (11) 3897-4133 / (11) 99916-8091
Thaís Amaral – thaisamaral@a4com.com.br – (11) 3897-4131 / (11) 99615-2444

"As pessoas devem tentar não sentar tanto", diz pesquisador

"As pessoas devem tentar não sentar tanto", diz pesquisador Gonza Rodrigues/Arte ZH
Foto: Gonza Rodrigues / Arte ZH
Hidde van der Ploeg é pesquisador de atividade física e comportamentos sedentários da Vrije Universiteit Amsterdam
 
O holandês Hidde van der Ploeg, PhD em epidemiologia e ciência do movimento humano, é autor de uma das principais pesquisas sobre as consequências de passar muito tempo sentado. Estudando um grupo de 222.497 australianos, ele analisou as diferenças de mortalidade conforme o tempo que as pessoas permaneciam sentadas durante sua rotina diária.
 
Veja a entrevista que ele concedeu ao caderno Vida:
 
O que é importante que as pessoas saibam sobre o risco de passar tempo demais sentadas?
Todo mundo fica sentado, e muitas pessoas ficam sentadas por tempo demais. É importante que se esteja consciente de que o hábito de sentar por muito tempo está relacionado a riscos para a saúde. No estudo que fizemos na Austrália, acompanhamos mais de 200 mil australianos com 45 anos ou mais.
 
Nosso trabalho detectou que quem permanecia sentado entre oito e 11 horas por dia teve um risco 15% maior de morrer nos três anos posteriores, em comparação com pessoas que sentavam menos de quatro horas por dia. Quem sentava 11 horas ou mais diariamente tinha um risco de morte 40% maior.
 
Por que a rotina de permanecer sentado durante muitas horas causa problemas?
Ao longo das últimas décadas, nossa vida se tornou tão conveniente que hoje é possível passar a maior parte do dia sentado. Existe um crescente conjunto de evidências sugerindo que sentar-se por tempo prolongado é ruim para a saúde vascular, ou seja, para a saúde dos vasos sanguíneos, e também para o metabolismo. Estar sentado altera a forma como o nosso metabolismo funciona, resultando em níveis aumentados de gordura no sangue, níveis menores do colesterol bom e diminuição da sensibilidade à insulina. Quando você está de pé ou caminhando, os músculos das pernas estão trabalhando constantemente, o que ajuda a eliminar a glicose e as gorduras da corrente sanguínea. Se você está sentado isso não acontece, porque os músculos não estão ativos.

Ficar sentando parece algo inevitável na nossa sociedade. Deveríamos repensar isso?
Nós recomendamos que as pessoas encontrem um melhor equilíbrio entre sentar, ficar de pé e fazer atividades físicas ao longo do dia. Sentar é, em si, um comportamento natural e necessário. As pessoas não precisam deixar de sentar completamente. Devem simplesmente tentar não sentar tanto.
 
Zero Hora

Medicamentos: como e por que rastreá-los?

Segundo a Anvisa, 20% dos fármacos vendidos no País são falsos
 
Até 2016, todas as embalagens de medicamentos deverão conter uma identificação única, capaz de recuperar o histórico, a localização do produto e procedência legal. Trata-se do Sistema Nacional de Controle de Medicamento (SNCM), que com um código de barras acoplado ao produto permite o monitoramento de toda a trajetória do medicamento, da produção até a prateleira das farmácias.
 
Em uma instituição de saúde, insumos médicos são os responsáveis pelo segundo maior custo, perdendo apenas para a folha de pagamento. Em média, o desperdício atinge 30% dos estoques e o índice de obsolescência chega a 20%, o que pode levar a perdas de até 15% da margem financeira do local. Além disso, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 20% dos medicamentos vendidos no Brasil são falsos.
 
Além de evitar fraudes e roubos, o rastreamento de insumos médicos por código de barra permite uma gestão mais eficaz dos riscos na cadeia dos produtos farmacêuticos e dá ao consumidor a garantia de segurança. Com ele, será possível identificar fontes de desvios de qualidade e reduzir os custos logísticos dos fabricantes, o que de certa forma podem impactar no preço final do produto.
 
Guia da Pharmacia

Motos já são a principal causa de acidentes no trânsito, diz especialista

Reprodução
Os acidentes envolvendo motos já são a principal causa de ocorrências de trânsito no país, ultrapassando os atropelamentos de pedestres
 
Atualmente, mais de metade das internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são de motociclistas, que respondem por três quartos das indenizações do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).
 
O dado foi trazido durante o 1º Fórum Nacional da Cruz Vermelha Brasileira sobre Segurança Viária, que marcou o início da Semana Nacional do Trânsito, na última sexta-feira (18), pelo médico Fernando Moreira, especialista em medicina do trânsito e conselheiro da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).
 
“As motos mudaram o padrão da mortalidade, com a expansão muito forte da frota de motos nos últimos dez anos, e hoje a principal vítima no trânsito já é o motociclista. O pedestre era historicamente quem mais sofria no trânsito, agora é o motociclista. Há vários fatores que incidem diretamente nesta utilização maior das motos, que é um veículo com um risco maior agregado do que um veículo de quatro rodas”, disse Moreira.
 
O médico também chamou a atenção para a dispensa de itens obrigatórios de segurança, como capacete e calçado fechado. Além disso, ele denunciou que, em muitas cidades do país, principalmente no interior, é comum as pessoas pilotarem moto sem terem documento de habilitação.
 
“Lamentavelmente, em nosso país, não se usa um item obrigatório, que é o capacete. Muitas pessoas sequer tem habilitação para andar de moto. Em alguns locais do interior do país, 60% a 70% das pessoas não são habilitadas para dirigir moto, não conhecem minimamente a legislação de trânsito.”
 
Especialista em medicina do trânsito, o médico está acostumado a testemunhar casos de fraturas graves decorrentes de motociclistas sem equipamentos de proteção, que, se fossem utilizados, salvariam muitas vidas.
 
“Está se formando uma verdadeira legião de pessoas com deficiência, por traumas relacionados à motocicleta. Temos visto um crescimento enorme do número de pessoas com deficiência física estabelecida, em membros superiores e inferiores, e coluna vertebral com problemas graves, como paraplegia, tetraplegia, em função da má utilização desse veículo que tem um risco maior associado.”
 
Segundo ele, a frota de motos tem crescido muito mais do que a de automóveis e mudou proporcionalmente a frota total de veículos no Brasil. Isso requer do motociclista ainda mais atenção e cuidados básicos, que evitam ou reduzem a gravidade de acidentes.
 
“O importante é que o condutor da moto entenda que ele tem de se portar no trânsito em uma atitude preventiva, utilizar todos os equipamentos de segurança, respeitar os limites de velocidade. Também tem que lembrar que o carona tem de usar o capacete. E não pode transportar crianças com menos de 7 anos de idade.”
 
O representante da Cruz Vermelha Brasileira, José Mauro Braz de Lima, consultor do Departamento Nacional de Educação e Saúde da entidade, também alertou para o nível de acidentes graves e fatais no Brasil, que ocupa as primeira posições entre os países com maior número de mortes no trânsito.
 
“É inaceitável o nível de mortes e feridos nas estradas. O que o Brasil hoje deve estar atento é que, sendo o país mais mata no mundo em relação ao acidente de trânsito, tem que ter uma atitude constante para isso. Temos que criar uma força-tarefa, em um programa de governo, como foi feito na França, para que tenhamos um modelo de atenção sistêmica”, sugeriu José Mauro.
 
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), citados pela Cruz Vermelha, no mundo todo, 1,3 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito. No Brasil, de acordo com a Cruz Vermelha, são 50 mil mortes anuais e 500 mil feridos nas ruas e estradas dos país, o que representa 25 mortes por 100 mil habitantes.
 
O representante da organização também sugeriu o aumento de recursos investidos em campanhas educativas e preventivas, utilizando percentual de multas de trânsito, como já é previsto na legislação. A entidade defende um programa baseado em cinco passos: informação, educação, conscientização, fiscalização e penalização.
 
De acordo com estatística do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o país tinha uma frota de 23 milhões de motocicletas em 2014, o que correspondia a 27% da frota nacional. Apesar das motos representarem pouco mais de um quarto da frota, o seguro DPVAT pagou, em 2014, 580 mil indenizações, o que correspondeu a 76% do total. Deste, 4% foram por morte (22.616 casos), 82% por invalidez (474.346) e 14% por despesas médicas (83.101).
 
As estatísticas do DPVAT relativas a 2014 podem ser acessadas no endereço www.seguradoralider.com.br, na aba Centro de Dados e Estatísticas.

Agência Brasil

Médico brasileiro representará América Latina em evento sobre o futuro da RM

Reprodução
Entre os dias 24 e 26 de setembro acontecerá o 1º Círculo de Executivos em Ressonância Magnética (RM) em Frankfurt, na Alemanha, evento promovido pela Siemens. O encontro reunirá os especialistas de renome mundial em RM para discutir as inovações na área, a evolução do mercado e as necessidades futuras até 2020
 
O médico radiologista Romeu Cortes Domingues, fundador da Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI), foi convidado como representante da América Latina para participar do painel de discussão. Domingues, no final da década de 1980, foi pioneiro no país em estudar RM em Harvard, nos EUA.
 
“A RM nos últimos 25 anos evoluiu de forma vertiginosa e é um excelente método de diagnóstico por imagem em várias especialidades clínicas”, enfatiza o médico.
 
Entre os temas que serão debatidos na conferência estão o desenvolvimento de novas tecnologias de RM, visando a aplicações clínicas mais ágeis, como a ressonância magnética ultrarrápida e sistemas de diagnóstico por imagem híbrido.
 
Rachel Lopes
assessoria de Imprensa