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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sistema permite inalação de drogas quimioterápicas para tratar câncer de pulmão

Testes mostraram que abordagem reduz danos a outros órgãos, minimizando efeitos adversos da quimioterapia
 
Investigadores dos Estados Unidos desenvolveram um novo sistema de entrega de droga que permite a inalação de medicamentos quimioterápicos para ajudar no tratamento do câncer de pulmão.
 
Em testes de laboratório e testes com animais, o sistema parece reduzir o dano para outros órgãos, melhorando significativamente o tratamento de tumores do pulmão.
 
Este avanço na nanomedicina combina o tamanho pequeno de nanopartículas, medicamentos existentes contra o câncer e pequeno RNA interferente (siRNA) que interrompe a capacidade das células cancerosas para resistir a um ataque.
 
A combinação destas forças resultou no desaparecimento de tumores pulmonares em experimentos animais.
 
 
"Os danos do câncer de pulmão geralmente não são localizados, o que torna a quimioterapia uma parte importante do tratamento. No entanto, os medicamentos utilizados são tóxicos e podem causar danos aos órgãos e efeitos secundários graves se dados convencionalmente através de uma administração intravenosa. Um sistema de entrega de drogas que pode ser inalado é uma abordagem muito mais eficiente, tendo como alvo apenas as células cancerosas, tanto quanto possível", afirma o pesquisador Oleh Taratula, da Oregon State University.
 
Segundo os pesquisadores, outras abordagens quimioterapêuticas somente tendem a suprimir tumores, mas este sistema parece eliminá-los.
 
Ao ser inalado, este sistema também evita a degradação dos agentes quimioterápicos que ocorre quando eles são injetados. Eles chegam de forma mais intacta, pronta para fazer o seu trabalho em células de câncer de pulmão, além de minimizar os efeitos colaterais.
 
Na quimioterapia mais convencional para o câncer de pulmão, os medicamentos tendem a acumular-se no fígado, rim e baço, com muito menos da droga chegando ao pulmão.
 
No estudo atual, a quantidade de fármaco distribuída aos pulmões aumentou para 83% com a abordagem de inalação, comparado com 23% por meio da injeção.
 
A patente está sendo aplicada para a tecnologia, e mais testes serão necessários antes que esteja pronto para testes clínicos em humanos.
 
Fonte isaude.net

Tratamento com antibióticos retarda processo de envelhecimento

Processo identificado pelos pesquisadores ocorre dentro de organelas chamadas mitocôndrias
Reprodução: EPFL
Processo identificado pelos pesquisadores ocorre dentro de
organelas chamadas mitocôndrias
Uso do medicamento em certas fases do desenvolvimento aumentou expectativa de vida de nematoides em 60%
 
Cientistas da Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suécia, demonstraram que o tratamento com antibióticos é capaz de retardar o processo de envelhecimento.
 
Os testes, realizados com vermes, aumentaram a expectativa de vida dos nematoides em 60%.
 
Os resultados do trabalho foram publicados na revista Nature.
 
A equipe, liderada por Johan Auwerx descobriu como um mecanismo em camundongos desempenha um papel determinante na longevidade. Eles foram além e conseguiram interromper este mecanismo por meio do uso de antibióticos em uma população de nematoides, ou vermes.
 
O processo identificado pelos pesquisadores ocorre dentro de organelas chamadas mitocôndrias, conhecidas como potências celulares porque transformam nutrientes em proteínas, incluindo o trifosfato de adenosina (ATP), usada pelos músculos como energia.
 
Vários estudos têm demonstrado que as mitocôndrias estão também envolvidas no envelhecimento. A nova pesquisa identificou os genes exatos envolvidos e mediu as consequências para a longevidade quando a quantidade de proteína que codifica esse gene é variada. Quanto menos proteína, mais longa a vida.
 
A equipe utilizou ratos que vivem normalmente de 365 a 900 dias. Eles analisaram os genomas dos ratos em função da longevidade e descobriram três genes com papel inédito no envelhecimento.
 
Os pesquisadores descobriram que uma redução de 50% na expressão destes genes e, portanto, uma redução das proteínas que eles codificam, aumentou a vida útil dos animais em cerca de 250 dias.
 
Nematoides
Em seguida, a equipe reproduziu as variações de proteínas em uma espécie de nematoide, Caenorhabidtis elegans. "Ao reduzir a produção dessas proteínas durante a fase de crescimento dos vermes, isso aumentou significativamente a sua longevidade", afirma Auwerx.
 
A média de vida de um verme manipulado desta forma passou de 19 para mais de 30 dias, um aumento de 60%. Os cientistas então realizaram testes para isolar a propriedade comum e determinaram que a presença de proteínas ribossomais mitocondriais (PRM) é inversamente proporcional à longevidade.
 
Os pesquisadores concluíram que a falta de PRM em certos momentos-chave no desenvolvimento criou uma reação de estresse específico. A força dessa resposta foi diretamente proporcional ao tempo de vida. No entanto, essa reação foi mais visível quando o desequilíbrio ocorreu em uma idade mais jovem.
 
A equipe descobriu ainda que esse efeito pode ser induzido sem manipular geneticamente os vermes. A exposição a certos fármacos facilmente disponíveis inibe a função dos ribossomos e, portanto, induz a reação desejada.
 
Em outras palavras, as mitocôndrias são sensíveis a certos antibióticos, e os medicamentos podem ser utilizados para prolongar a vida.
 
Segundo os pesquisadores, vermes jovens que receberam antibióticos não apenas viveram apenas até a idade adulta. Na maturidade, que é de 13 dias, eles também se modificaram duas vezes mais que os outros.
 
Os resultados indicam que os mecanismos observados e comprovados em vermes devem ser semelhantes aos de ratos, e, portanto, eventualmente, em outros mamíferos. "São necessários mais estudos, é claro, para confirmar que o envelhecimento e os seus efeitos deletérios pode ser desacelerado em mamíferos usando antibióticos em momentos precisos no desenvolvimento. Esta pesquisa nos dá esperança, não só para o aumento da longevidade, mas também para prolongar o período de vida adulta, e fazendo isso com medicamentos simples, como antibióticos", conclui Auwerx.

Fonte isaude.net

34% dos adolescentes subestimam quantidade de calorias em refeições fast food

Adolescentes tendem a pedir refeições contendo cerca de 756 calorias e subestimaram a contagem de calorias em 259
Foto: Monkey Business/Foto Stock
Adolescentes tendem a pedir refeições contendo cerca de 756
 calorias e subestimaram a contagem de calorias em 259
Pesquisa mostra que adolescentes normalmente assumem que suas refeições contêm um terço menos calorias do que realmente têm
 
Equipe de pesquisadores da Harvard Pilgrim Health Care Institute, nos EUA, demonstrou que as pessoas subestimam o número de calorias que estão consumindo em restaurantes de fast food.
 
Os resultados mostraram que os adolescentes são particularmente inconscientes de sua ingestão de calorias com a maioria deles assumindo que as refeições contêm cerca de um terço menos calorias do que realmente têm.
 
"Descobrimos que as pessoas, principalmente adolescentes, estão consumindo mais calorias do que elas acham que eles estão recebendo quando comem fast food", afirma o líder da pesquisa Jason Block.
 
O estudo foi a primeira análise em grande escala a avaliar a diferença entre como os adultos e adolescentes estimam no conteúdo calórico de suas refeições de fast food em comparação com seu teor calórico real.
 
Segundo os pesquisadores, 34% dos adolescentes subestimam a quantidade de calorias em suas refeições seguindo-se por 23% de adultos que eram os pais de crianças em idade escolar e 20% de outros adultos.
 
Em 2011 e 2012, os pesquisadores entrevistaram perto de 3.400 adultos, adolescentes e crianças em 89 diferentes lojas de fast food.
 
Adultos, em média, encomendaram refeições com 836 calorias e subestimaram a contagem de calorias de suas refeições em cerca de 175 calorias.
 
Adolescentes tendem a pedir refeições contendo cerca de 756 calorias e subestimaram a contagem de calorias em 259.
 
Cerca de 25% dos participantes achavam que suas refeições tinham 500 menos calorias do que realmente continham.
 
Eles também viram diferenças por cadeia de alimentos. De todas as diferentes cadeias de fast food observadas, as pessoas que comeram no Subway foram as mais propensas a subestimar o número de calorias em suas refeições.
 
"Estes resultados nos dizem que muitas pessoas que comem em restaurantes de fast food podem não fazer escolhas informadas, porque não sabem quantas calorias estão consumindo. Ter a informação é um importante primeiro passo para quem deseja fazer alterações", afirma Block.
 
Os autores ressaltaram que, durante o tempo do estudo, as cadeias de fast food não postavam informações de calorias em seus cardápios.
 
 
Fonte isaude.net

Equipe dos EUA cria novo teste para diagnóstico da elefantíase

Kurt Curtis prepara um novo teste de diagnóstico para a filariose linfática
Foto: Washington University School of Medicine
Kurt Curtis prepara um novo teste de diagnóstico
para a filariose linfática
Exame tem vida útil mais longa, estimada em dois anos sem refrigeração, em comparação com três meses para a versão atual
 
Pesquisadores da Washington University School of Medicine, nos EUA, desenvolveram um novo teste de diagnóstico para a elefantíase, que pode causar alargamento grave ou deformidades nas pernas e regiões genitais.
 
O novo exame é muito mais sensível do que o usado atualmente, de acordo com resultados de um estudo de campo realizado na Libéria, África Ocidental, onde a infecção é endêmica. Segundo os pesquisadores, o novo teste encontrou evidências da infecção, filariose linfática, em muito mais pessoas que o teste padrão.
 
A infecção afeta 120 milhões de pessoas que vivem em 73 países, deixando cerca de 40 milhões profundamente desfigurados e incapacitados.
 
Ambos os testes detectam a presença de vermes que causam a filariose linfática, uma doença transmitida por mosquitos, também conhecida como elefantíase. No entanto, o novo teste tem vantagens significativas sobre o teste que tem sido usado por mais de uma década, não só para diagnosticar a doença, mas para mapear, monitorar e avaliar o sucesso de um programa maciço de saúde pública mundial que visa eliminar completamente a doença até 2020.
 
Os resultados foram publicados no The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene.
 
"O teste mais antigo teve um grande impacto, mas o novo é ainda melhor. Anualmente, a medicação para tratar e prevenir a infecção é distribuída para mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo. A maior sensibilidade do novo teste vai ajudar a determinar se o programa de tratamento em massa tem sido eficaz e também identificar as regiões que necessitam de mais atenção", afirma o autor da pesquisa Gary J. Weil.
 
A equipe destaca que o novo teste também tem uma vida útil mais longa, estimada em dois anos sem refrigeração, em comparação com três meses para a versão antiga.
 
Weil e seus colegas trabalharam com pesquisadores do Liberian Institute for Medical Research para realizar uma comparação lado a lado dentre o teste novo e o usado como padrão nos dias de hoje. Eles avaliaram os testes em 503 pessoas com faixa etária entre 6 e 89 anos.
 
As duas versões do teste detectam a presença no sangue de uma proteína produzida pelo verme parasita Wuchereria bancrofti, que provoca filariose. O novo teste é realizado através da punção do dedo e colocando sangue de uma pessoa sobre a tira de teste, que é semelhante a um teste de gravidez.
 
Os resultados do estudo mostram que o novo teste é altamente sensível, detectando cerca de 26% mais infecções de filariose linfática do que o teste. O novo teste foi também mais fácil de executar e os resultados foram mais fáceis de serem interpretados.
 
"Isso nos dá uma indicação do número de infecções que faltavam com o teste mais velho. Em uma escala global, é um grande número de casos. Precisamos ter um teste exato para ter a certeza que estamos atingindo todas as pessoas que têm a doença ou estão em risco de desenvolvê-la", conclui Weil.
 
Fonte isaude.net

Estratégia torna possível criar vacina para prevenção e tratamento da Aids

Abordagem aumenta número de peptídeos virais que as células T reconhecem, melhorando resposta das células imunes ao vírus
 
Estudo de pesquisadores da Oregon Health & Science University, nos EUA, pode ajudar a criar uma vacina anti-HIV eficaz antes, e talvez após a infecção.
 
A nova abordagem garante que o corpo reaja de forma eficaz quando infectado com o vírus causador da Aids.
 
"Um dos grandes desafios no desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o HIV é descobrir como atingir esse vírus evasivo", afirma o pesquisador Louis Picker.
 
Células CD8 + células T ' citotóxicas' são um componente importante do sistema imune e são particularmente importantes para os agentes patogênicos, como o HIV, que escapam facilmente de anticorpos. Elas servem como sentinelas dentro do corpo, que detectam e destroem células infectadas com vírus, realizando esta função através do reconhecimento de peptídeos virais curtos na superfície das células infectadas.
 
As células T são projetadas para serem bastante simples no número de diferentes peptídeos virais que reconhecem, normalmente respondendo a apenas uma parcela desses peptídeos. Isto é um problema para o controle do HIV, que é capaz de alterar seus peptídeos e, assim, escapam das respostas de células T. Na grande maioria das infecções pelo HIV, os poucos peptídeos virais reconhecidos por células T não são mais vulneráveis, e o vírus escapa.
 
Assim, a estratégia adotada por Picker e seus colegas foi a de tentar desenvolver uma vacina para aumentar o número de peptídeos virais que as células T reconhecem, com o raciocínio de que o aumento desta "amplitude de reconhecimento" permitiria que as células T respondessem de forma mais eficaz ao HIV.
 
Os pesquisadores descobriram que o citomegalovírus ou CMV, um vírus comum já carregado por uma grande porcentagem da população, pode ser a chave.
 
Estudos feitos com o modelo de primata não humano do HIV, chamado SIV, mostraram que uma versão modificada do CMV manipulada para expressar proteínas SIV gera células T específicas para o SIV que reconhecem três vezes mais peptídeos virais do que as células imunes geradas pelas vacinas convencionais.
 
Além disso, essas respostas eram totalmente diferentes das respostas convencionais, de modo que até mesmo vírus que já havia escapado respostas naturais ainda se tornaria vulnerável.
 
Picker e seus colegas acreditam que uma vacina contra o HIV equipada com um vetor de CMV modificado pode ser capaz de prevenir a infecção e combater de forma eficaz o vírus, mesmo se aplicada após a infecção em indivíduos com infecções suprimidas por terapia antirretroviral.
 
A equipe de pesquisa pretende agora utilizar esta nova informação para criar vetores CMV personalizados com uma ampla capacidade de identificar diversos componentes do HIV e, em seguida, incorporar este componente em uma vacina eficaz.
 
Fonte isaude.net

Nível elevado do hormônio do estresse reduz atratividade facial das mulheres

Rostos mais bonitos não necessariamente pertencem às mulheres com a resposta imune mais forte
Rostos mais bonitos não necessariamente pertencem
às mulheres com a resposta imune mais forte
Trabalho sugere que atratividade está relacionada com o nível de cortisol no organismo das mulheres, mas não com o sistema imune
 
Pesquisadores da Universidade de Turku, na Finlândia, descobriram que homens classificam mulheres com altos níveis de hormônio do estresse no organismo como menos atraentes.
 
O trabalho sugere que a atratividade facial está relacionada com o nível de cortisol no organismo das mulheres, mas não com o sistema imunológico.
 
O estresse pode suprimir a fertilidade, assim os pesquisadores afirmam que não é nenhuma surpresa que homens e mulheres possam ter evoluído a preferir rostos mais ' calmos' , mas o novo estudo sugere uma intrigante diferença de gênero: homens não eram mais atraídos por mulheres com sistemas imunológicos mais fortes, outro fator que pode aparecer nas características faciais. Mesmo assim, pesquisas anteriores revelaram que as mulheres preferem homens com fortes respostas imunes.
 
"Nossa principal descoberta é um pouco de decepção para nós, porque nós não descobrimos que a imunologia está ligada à capacidade de atração nas mulheres", observa o pesquisador Markus Rantala.
 
Juízos de beleza são tanto culturais e individuais, mas os psicólogos e biólogos acham que os seres humanos em todo o mundo tendem a concordar com algumas coisas. A unidade evolutiva para reproduzir provavelmente empurra as pessoas em direção a aparência que indica saúde e fertilidade.
 
Rantala e seus colegas pediram a 52 mulheres da Letônia para tirar fotos de seus rostos durante períodos férteis em seus ciclos menstruais. As mulheres também receberam a vacinação contra hepatite B. Um mês antes e depois da injeção, os investigadores retiraram uma amostra de sangue para medir hormônios e anticorpos das mulheres. Os pesquisadores também mediram a porcentagem de gordura corporal das mulheres.
 
Em seguida, 18 homens avaliaram as fotografias dos rostos das mulheres para a atratividade em uma escala de 0 a 11.
 
Os resultados revelaram que os rostos mais bonitos não necessariamente pertencem às mulheres com a resposta imune mais forte, mas as mulheres com os níveis mais baixos do hormônio do estresse cortisol foram consistentemente classificada como mais bonitas.
 
Gordura corporal também foi ligada a atratividade, de tal forma que as mulheres mais magras e mais gordas eram vistas como menos atraentes.
 
 
Fonte isaude.net

Banho dos bebês no inverno pede mais atenção das mães

Evite que ele sinta frio e drible os problemas que causam irritação ao bebê

Quando o inverno chega, a hora do banho é prorrogada até o último minuto. Sentimos frio só de pensar em se despir. E depois, com o banho terminado, não temos vontade de deixar o chuveiro por nada. O frio demanda uma preparação maior para o banho mesmo. Mas, se para os adultos é assim, imagine para os bebês.

"O banho do bebê precisa ser um momento de segurança e prazer tanto para a criança como para a mãe. No frio, as mães precisam prestar mais atenção com relação a preparação do ambiente para não haver desconforto", explica a enfermeira Mary Kazumi Ikezawa, gerente das clínicas pediátricas do Hospital São Paulo.

Para evitar que a hora do banho seja um facilitador para que seu bebê tenha problemas típicos do inverno, como gripes e resfriados, preste atenção nas dicas a seguir: 
 
Qual o momento ideal?
A hora do banho é a mãe que define de acordo com sua disponibilidade de horário. No entanto, alguns pontos precisam ser considerados. É importante que a criança não seja banhada depois de ter sido alimentada para evitar que ela fique enjoada ou com mal-estar. "Após a amamentação, a mãe deve esperar no mínimo duas horas para dar banho no bebê", afirma Mary Kazumi.

Em dias de inverno, evite banhar a criança nos períodos da manhã e da noite, pois são os momentos de temperatura mais baixa e, portanto, o impacto da baixa temperatura no corpo da criança será maior. "O ideal é que o banho seja realizado no começo ou no meio da tarde", indica a especialista.

Mas não adianta só levar em conta o horário mais quentinho. Além disso, Mary Kazumi diz que a mãe deve perceber também se a criança está disposta. "Se o bebê apresentar sonolência, lentidão ou se as extremidades, como mãos e pés, estiverem frios e os lábios arroxeados, o banho deve ser adiado ou evitado. Caso isso aconteça, a mãe deve manter a criança bem aquecida", diz Mary.  
 
A temperatura ideal
Uma vez escolhida a hora do banho, a temperatura da água precisa ser muito bem ajustada. "Com o frio do inverno, as mães têm tendência de preparar a banheira com água superaquecida, porém, isso pode ressacar a pele do bebê. O ideal é manter a água morninha, levemente quente", ensina a especialista.

Para saber se a água está morna, mergulhe na água a parte de dentro do antebraço. Como nessa região do corpo, a pele é mais fininha, você vai sentir se a temperatura estiver boa. Se a temperatura da água estiver mais quente que o ideal, a pele do bebê te dará os sinais, ficando vermelha. 
 
Higienização
O que poucas pessoas sabem é que, por ser muito sensível, a pele da criança pode ficar irritada ou ressecada até mesmo com xampus e sabonetes específicos para bebês. Por isso, a especialista em enfermagem indica que o sabonete deve ser usado em poucas quantidades. "Uma gotinha, apenas nas dobras do corpo, como axilas, pescoço, genitais e glúteos, já é suficiente para que o bebê fique bem limpinho. A mania que as mães têm de querer deixar a criança cheirosa pode gerar incômodos para os pequenos", diz Mary Kazumi.

Outro ponto, que pode parecer meio estranho por causa de nossa cultura, mas que é muito viável, é que, nos dias muito frios, os bebês não precisam tomar banho diariamente. "A mãe pode optar pela higienização das dobras, com um algodão, sabonete e água morna. Esta higienização deve ser feita por etapas, tirando uma peça de roupa de cada vez e vestindo logo em seguida a peça nova, para evitar que o bebê fique em contato com a friagem."
 
Aqueça o ambiente
Deixar o lugar bem aquecido é fundamental para evitar que a criança leve um choque de ar frio, após a saída do banho. A especialista do Hospital São Paulo atenta para a necessidade de a mãe aquecer o ambiente em que a criança será higienizada ou vestida. "Fechar todas as portas e janelas é fundamental. Se a mãe tiver um aquecedor de ambiente deve usá-lo para esquentar o quarto (ou o banheiro). Deixá-lo dez minutos ligado antes do banho, já é suficiente para esquentar o ar", indica.

Além disso, a mãe deve manter a roupa que a criança irá vestir por perto. "A roupinha não deve ficar no banheiro porque pode ficar úmida. Mas é bom que ela já esteja separada, para evitar que a criança não fique muito exposta. Quando o banho for finalizado, a mãe deve enrolar bem o bebê rapidamente na toalha (que deve ser macia) para colocar a roupinha."
 
A banheira é um objeto indispensável para o banho da criança. Até dois anos ela deve ser usada, pois além de permitir que a mãe tenha maior controle sobre a criança, o objeto se assemelha ao ambiente intrauterino, deixando o bebê mais confortável. Se a mãe não tiver banheira em casa, uma bacia grande pode resolver o problema.

O chuveiro só deve ser usado quando as crianças estiverem um pouco maiores. "O jato de água do chuveiro em um bebê muito novinho é um estímulo forte para a criança e pode deixá-la agitada e incomodada. Além disso, o chão gelado e escorregadio é também um perigo para o bebê."

A especialista Mary Kazumi Ikezawa
--> diz que a passagem do chuveiro para a banheira deve ser feita por volta dos dois anos e meio de idade, quando a criança já está começando a andar e, por isso, consegue ficar mais firme, em posição ereta.  
 
Fonte Minha Vida

Nariz entupido do bebê: saiba como fazer a limpeza nasal

Criança espirrando - Foto: Getty ImagesVeja a melhor forma de limpar o nariz das crianças sem machucá-las
 
O tempo seco e problemas respiratórios maltratam o nariz dos bebês, principalmente nos meses do outono e do inverno. E cabe aos pais fazer a higienização correta para que a criança não sofra com o famoso nariz entupido. "A higiene nasal é importante para facilitar a drenagem das secreções, eliminar partículas e até mesmo agentes infecciosos que podem se acumular nas vias aéreas superiores, agindo na prevenção das rinossinusites agudas e crônicas", explica Alessandra Miramontes, pediatra, imunologista e alergista do Hospital Infantil Sabará.

O clima influencia muito nisso. "Em localidades e ocasiões em que o ar é poluído, assim como em ambientes muito secos, a hidratação se faz necessária, evitando alergias e infecções das vias respiratórias", alerta o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da MBA Pediatria.

Mas como a criança tem todas as suas estruturas delicadas, é preciso tomar o máximo de cuidado ao higienizar essa região e é normal que surjam dúvidas sobre quando e como fazer isso. Os especialistas respondem as principais questões para fazer o procedimento da forma correta. 
 
Mãe mexendo no nariz do bebê - Foto: Getty ImagesA partir de que idade essa limpeza deve ser feita?
Não há idade certa para fazer a lavagem. Aliás, o ideal é fazer desde sempre! "Brinco com meus pacientes, dizendo-lhes que o filho já deveria nascer com um frasco de soro nasal nas mãos", descontrai o pediatra Sylvio Renan. Ele explica que bebês e idosos são os que mais sofrem quando o tempo fica seco e por isso é importante que essa higienização seja feita desde que as crianças são bem pequenas. 
 
Pai mexendo no nariz do bebê - Foto: Getty ImagesDevo fazer essa higienização com que frequência?
Ela deve ser feita todos os dias, de acordo com os especialistas. O que muda, na verdade é quantas vezes ela deve ser feita em cada dia. Isso depende das condições climáticas de cada região. Locais mais secos e/ou mais poluídos precisam de mais lavagens. Levando isso em conta, o pediatra Sylvio Renan recomenda que sejam feita entre 2 a 6 vezes. "Indica-se fazer a higiene pela manhã e à noite antes de dormir pelo menos", explica a pediatra Alessandra Miramontes. 
 
Nariz do bebê - Foto: Getty ImagesCom que líquido devo fazer essa lavagem?
A água tem uma concentração de nutrientes diferente do nosso organismo, portanto usá-la direto pode irritar a mucosa nasal. Já o soro fisiológico é perfeito para esse fim, só é preciso tomar cuidado com o tipo. "Existem duas apresentações: o soro fisiológico puro e simples e acrescido de um conservante, geralmente o cloreto de benzalcônio. Atualmente há uma tendência a se abandonar o segundo por ser um pouco irritante da mucosa", diferencia o pediatra. A forma correta de utilizar é aplicá-lo com um conta gotas, enchendo entre um quarto ou metade dele. 
 
Haste flexível para limpar o nariz - Foto: Getty ImagesPosso usar a haste flexível de algodão?
Na verdade, essa haste não deve ser usada nem para limpar nossos ouvidos, por empurrar as secreções no lugar de retirá-las. O mesmo acontece no nariz. No caso do nariz do bebê, que é menor que o nosso, pode causar ainda outro problema. "Ela tem espessura maior que a abertura do orifício nasal, causando traumatismos na mucosa nasal, que é extremamente delicada", explica Sylvio Renan. Como se não bastasse, ainda podem ficar resíduos de algodão, bloqueando a passagem de ar. 
 
Aspirador nasal no bebê - Foto: Getty ImagesComo se usa o aspirador nasal?
O item é muito útil para evitar infecções causadas pelas secreções que ficam no nariz. Existe um tipo profissional e outro para uso em casa pelos pais, em formato de pera, com um bico de borracha, plástico ou silicone. O pediatra Sylvio Renan orienta os pais a como usar o aparelho. "Após a aplicação do soro, comprima o aspirador, encaixando-o em seguida à abertura da narina. Retiramos a pressão dos dedos na 'perinha' e, por aspiração a secreção é sugada para seu interior", ensina Sylvio Renan. 
 
Aspirador nasal - Foto: Getty ImagesComo devo lavar e guardar esse aspirador nasal depois?
Mas a cada vez que o aparelho for usado, é preciso que ele também seja devidamente higienizado, e quanto antes, melhor! "A limpeza deve ser feita imediatamente, por lavagem com água corrente e sabão neutro, para se evitar crescimento de germes em seu interior", avalia o pediatra Sylvio Renan. Caso isso não seja feito, a lavagem acaba perdendo seu efeito de prevenir rinossinusites e outros problemas. 
 
Criança espirrando - Foto: Getty ImagesPosso evitar que o nariz do meu bebê fique entupido?
Além de fazer a higienização, outros cuidados são importantes para evitar problemas no nariz em qualquer época do ano. "Deve-se ingerir líquidos, evitar ficar em ambientes muito fechados e aglomerados, evitar oscilação térmica (como estar em um banho quente e sair em ambiente frio sem roupa), evitar ar-condicionado e aquecedores que ressecam o ar", enumera a pediatra Alessandra.
 
Fonte Minha Vida

Passe uma semana com menos estresse no trabalho

Família de bicicleta - Getty Images
Pratique um exercício físico
Um planejamento para você ter sete dias com menos tensão e mais bem-estar
 
O estresse figura entre os problemas de saúde que os executivos do Brasil mais enfrentam sem dúvida.
 
Uma pesquisa do plano de saúde Omint feita com mais de 15 mil pessoas apontou que a ansiedade é a complicação que mais cresce entre os profissionais, sendo que 31,7% dos executivos têm índice elevado de estresse.
 
O corpo todo sofre com essa rotina estressante e até mesmo a empresa tem prejuízos, já que o desempenho fica prejudicado quando a saúde está debilitada.
 
Para aliviar esse sufoco, fomos atrás de especialistas de diversas áreas e elaborou um plano de sete dias com hábitos simples e mais relaxantes.
 
Considere os dias seis e sete como sábado e domingo e boa semana!
 

Bolinha antiestresse - Foto: Getty ImagesDia 1

Evite que a tensão se acumule
Comece o quanto antes a descarregar a sua ansiedade e o nervosismo que vão surgir por causa da lista de compromissos e problemas. Aposte em objetos relaxantes: bolinhas macias para apertar, massageadores, fone de ouvido para ouvir músicas, entre outros. 

Faça uma caminhada no horário de almoço
Pode ser sozinho ou com algum colega, mas evite conversar sobre o trabalho. A ideia é se distrair e se movimentar. Segundo o professor de educação física Márcio Aldecoa, da Life PQV, dá para perceber os benefícios logo nos primeiros minutos: "A caminhada reequilibra os padrões fisiológicos porque libera hormônios que promovem o bem-estar". 
                   
Mulher no trabalho refletindo - Foto: Getty Images

Dia 2

Faça uma reflexão sobre a sua carreira profissional
Durante o dia, repense sobre suas escolhas na profissão, seu cargo atual e seus objetivos. Reflita se você está no caminho certo do que realmente quer e se isso está de acordo com os seus objetivos. À noite, procure escrever o que você pensou disso em um papel e refletir com mais calma.

Isso ajuda a organizar tanto a sua vida pessoal quanto profissional, pois ficará mais fácil elaborar um plano com o que você pretende fazer nos próximos dias, meses ou até anos. "Com planejamento, você tem uma noção mais realista das condições disponíveis e necessárias para atingir suas metas, eliminando a tensão de viver na incerteza e apreensão em relação ao futuro", comenta o psicólogo Fernando Elias José, de Porto Alegre (RS).
 
Frutas ao lado da mesa do escritório - Getty Images

Dia 3

Alimente-se bem e faça alongamentos
Não vale dizer "não tenho tempo" - são apenas cinco minutinhos ou até menos para realizar essas tarefas. Você precisa se alimentar a cada três horas para evitar que a fome vire um motivo que atrapalhe a sua concentração. A nutróloga Maria del Rosário, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), conta que o estresse "rouba" do corpo vitaminas e minerais essenciais ao corpo. "Com uma alimentação balanceada, é possível combater esse efeito", explica a profissional.

Quanto ao alongamento, o objetivo é mudar o corpo de posição por alguns instantes e evitar dores. Lembre-se de que você não é uma máquina, então precisa de alguns minutos para se esticar e colocar os pensamentos em ordem.
 
Identifique os pontos que provocam estresse - Getty Images

Dia 4

Identifique os pontos que provocam estresse
É a falta de tempo? É a dificuldade de relacionamento com alguém do seu trabalho? Ou é a falta de motivação que causa frustração? Se for algo que você não consegue controlar, procure fazer uma escolha: conviver com a situação ou fugir dela (tentar mudar de área, por exemplo).

Pegar leve em alguns momentos do trabalho não significa ser fracassado, mesmo que isso signifique não atingir uma meta - já parou para pensar se ela está praticamente inalcançável? Reflita sobre isso e veja a possibilidade de alterá-la, se achar necessário. "A frustração em não conseguir atingir uma meta pode diminuir a autoestima e desencadear até mesmo doenças psíquicas, como a depressão", alerta a psicóloga Milene Rosenthal, da Psicolink.
 
Homem relaxando a nuca - Getty Images

Dia 5

Faça exercícios simples de relaxamento
A semana está chegando ao fim, então aproveite para deixar o corpo menos tenso. Há uma conexão da mente com o corpo: "Perceba que, só de pensar em algo que te preocupa, a respiração já pode ficar alterada", comenta a biomédica e especialista em programação neurolinguística Maíra Larangeira, do Rio de Janeiro. Pare por alguns instantes e procure respirar profundamente, concentrando-se somente no ar entrando no corpo e saindo pelo nariz.

Preste atenção se os seus ombros estão tensos e encolhidos e procure relaxá-los. Outra parte do corpo que acumula tensões é a boca: relaxe a mandíbula e desprenda a língua do céu da boca. Feche os olhos por alguns instantes e sinta o ar encher os pulmões.
 
Família de bicicleta - Getty Images

Dia 6

Pratique um exercício físico
O ideal é praticar no mínimo três vezes por semana, nem que seja uma caminhada. No final de semana, você pode investir em um exercício de mais intensidade, mas sempre com orientação profissional. "A atividade física eleva a produção de serotonina no organismo, substância responsável pela sensação se prazer", conta o psicólogo Fernando. Ele também indica ioga e meditação como formas de mandar o estresse acumulado da semana embora.

Cuide da sua saúde
Aproveite os dias de folga para eleger os médicos e profissionais que você precisa visitar e checar se está tudo bem com o seu corpo. Se algo em você não estiver funcionando corretamente, a sua disposição e o seu rendimento no trabalho podem ser menores, abrindo portas para o estresse.
 
Encontro de amigos na cozinha - Getty Images

Dia 7

Passe o tempo com pessoas queridas
Nada de sentir tédio no domingo - já parou para pensar o quanto você desejou ter um tempo livre durante toda a semana? Passar esse momento com amigos e família, segundo o psicólogo Fernando, é uma das melhores alternativas. "A convivência com essas pessoas ajuda a desabafar e deixar as preocupações menos ameaçadoras, reforçando os sentimentos positivos em nossa vida", comenta o profissional. 

Já comece a planejar a semana
Pense desde já nos lanches que você irá levar ao trabalho, faça as compras no supermercado, monte uma lista com as tarefas previstas para cada dia. Comece a segunda-feira com uma segurança maior de que você consegue administrar o seu tempo.  
 
Fonte Minha Vida

Faça da sua caminhada um treino com essas sete dicas

Caminhada em pista inclinada - foto: Getty Images
Andar em terrenos inclinados pode intensificar o fortalecimento
 muscular e ainda melhorar a capacidade aeróbica
Andar em terrenos irregulares ou inclinados ajuda melhorar o desempenho
 
A caminhada é o nosso meio de locomoção mais básico, mas os hábitos modernos nos afastaram dessa atividade tão natural.
 
"Pesquisas indicam que quem caminha com regularidade colhe benefícios para a saúde e para a estética", conta o bacharel em Esporte Gustavo Abade, treinador de corrida e condicionamento físico da Assessoria Branca Esportes em São Paulo.

Para ver esses resultados, não basta deixar o exercício para o fim de semana ou fazer um passeio - é preciso encará-la como uma atividade física. 
 
Separamos uma lista com métodos eficazes para você transformar a sua caminhada em um treino que fortalece os músculos e o condicionamento físico.
 
Confira:
 
Casal praticando exercício - foto: Getty ImagesMantenha a frequência
Fazer caminhadas de 30 minutos, três vezes por semana, é suficiente para trazer benefícios à saúde e à estética. Menos que isso provavelmente não trará bons resultados. Para os que já treinam há algum tempo, vale aumentar o tempo, a frequência ou o ritmo da caminhada, sempre observando a resposta do seu corpo ao novo estímulo.

Cada pessoa tem seu próprio condicionamento físico e, por isso, o ritmo e a frequência do exercício devem ser estabelecidos individualmente. O educador físico Carlos Henrique Sapucaia, de São Paulo, especialista em Treinamento Resistido, explica que uma pessoa sedentária pode ter resultados prejudiciais se praticar além do que o seu corpo é capaz de suportar, enquanto alguém altamente condicionado não teria efeitos positivos se praticasse poucas vezes.  
 
Caminhada em solo irregular - foto: Getty ImagesSolo irregular
Caminhar em pistas irregulares recruta músculos que não seriam solicitados ao andar em um terreno liso. Gustavo Abade chama a atenção para a necessidade de redobrar o cuidado com essa atividade física, já que ficar desatento ou caminhar em locais sem iluminação adequada aumenta as chances de torções, tombos e lesões.

Também é importante escolher o tênis correto. "O calçado de caminhada não é exatamente o mesmo de corrida", afirma o especialista em esporte. "A melhor maneira de evitar contusões é recorrer ao treinador ou fisioterapeuta ou informar na loja especializada qual é a finalidade do calçado que pretende comprar."
 
Mulher fazendo alongamento - foto: Getty ImagesUse um relógio ou um podômetro
Carlos Henrique Sapucaia explica que quem pratica atividade física em ruas ou parques não tem as informações que uma esteira, por exemplo, disponibiliza, como velocidade, distância percorrida e tempo. O podômetro, ou contador de passos, pode ser uma ajuda e tanto para ter um parâmetro de distância. O uso de um relógio e a manutenção de um percurso constante e conhecido também pode fazer essa função. 
 
Caminhada em pista inclinada - foto: Getty ImagesPista inclinada
Andar em terrenos inclinados pode intensificar o fortalecimento muscular e ainda melhorar a capacidade aeróbica. O treinador de corrida Gustavo Abade orienta iniciar a atividade em ladeira de curta distância e baixa inclinação e aumentar aos poucos. "Respeite o seu condicionamento cardiorrespiratório", reforça. Ele também recomenda que essa atividade seja feita uma ou duas vezes por semana. 
 
Mulher subindo escadas - foto: Getty ImagesIntercale com escadas
Carlos Henrique Sapucaia explica que intercalar as passadas com escadas aumenta o fortalecimento, uma vez que o exercício recruta mais músculos.
 
Os cuidados também são os mesmos: tome cuidado com o cansaço excessivo, a resposta do seu corpo, o solo e a iluminação.  
 
Corrida - foto: Getty ImagesIntercale com corrida
Segundo o educador físico Carlos Henrique, caminhar e correr são dois nomes diferentes para uma mesma atividade: deslocar o corpo com os membros inferiores. Uma é feita de forma suave e a outra é feita de maneira intensa. Em algum momento, portanto, a pessoa deixará de caminhar e passará a correr. "Ao atingir este condicionamento, aumente a intensidade e passe a trotar ou correr", explica o especialista. Comece a intercalar a corrida com a caminhada para, em seguida, passar a só correr, respeitando sempre o seu condicionamento físico. 
 
Caminhada - foto: Getty ImagesColoque metas
Abrace desafios de caminhada, como passeios ou até viagens caminhando. Isso aumenta o empenho, faz com que o treino tenha mais foco e objetivo e você ainda ganha condicionamento físico. Sem contar o prazer que essa atividade passará a proporcionar. "Ao encarar a caminhada como uma forma de diversão e um tempo livre para você, ela passa a ter benefícios que vão além da saúde física e estética - como a sensação de bem-estar", explica Gustavo Abade. 
 
Fonte Minha Vida

Medicamentos contra colesterol 'podem aumentar diabetes'

O Lipitor, teve ligação com um caso extra de diabetes para
 cada um dos 160 pacientes que a utilizaram
Estatinas mais poderosas podem aumentar o risco de diabetes em idosos
 
Alguns tipos de estatinas, substâncias usadas para evitar doenças do coração, aumentam o risco de diabetes tipo 2 em idosos, de acordo com pesquisadores canadenses.
 
O estudo, divulgado na publicação científica British Medical Journal, sugeriu que estatinas mais poderosas — como a atorvastatina — podem aumentar o risco de diabetes em 22% em comparação com os tipos mais fracos.
 
De acordo com os pesquisadores, a atorvastatina, vendida no Brasil com o nome de Lipitor, teve ligação com um caso extra de diabetes para cada um dos 160 pacientes que a utilizaram.
 
No entanto, os especialistas dizem que, de um modo geral, os benefícios da substância ainda são maiores do que os riscos.
 
As estatinas são um grupo de medicamentos indicados para baixar os níveis de mau colesterol no sangue. Isso reduz as chances de um ataque cardíaco ou de um derrame.
 
Todas as drogas têm efeitos colaterais, mas a equipe de pesquisadores de hospitais em Toronto diz que há controvérsias sobre o aumento do risco da diabetes causado pelas diferentes estatinas.
 
Para confirmar a hipótese, eles examinaram os registros médicos de 1,5 milhão de pessoas acima de 66 anos e compararam a incidência de diabetes entre pessoas tratadas com diversos tipos de estatinas.

'Descobrimos que pacientes tratados com atorvastatina, rosuvastatina ou sinvastatina tinham mais riscos de aparição da diabetes comparados aos tratados com pravastatina', diz o estudo.
 
'Clínicos devem levar em conta esse risco quando estiverem considerando um tratamento com estatina para pacientes. O uso preferencial da pravastatina (...) pode ser indicado.'
 
Benefícios
Comentando sobre o estudo, o professor Risto Huupponen e a professora Jorma Viikari, da Universidade de Turku, na Finlândia, disseram que 'os benefícios gerais das estatinas ainda superam o risco potencial de diabetes'.
 
No entanto, segundo eles, é preciso levar em conta o fato de que cada tipo de estatina é indicado para um tipo de paciente.
 
'As estatinas mais potentes, pelo menos em doses mais altas, devem ser preferencialmente reservadas para pacientes que não respondem a tratamentos de baixa potência, mas têm um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares.'
 
'As estatinas são tomadas com segurança por milhões na Grã-Bretanha e protegem os que têm alto risco de desenvolver doenças cardíacas', disse Maureen Talbot, especialista da British Heart Foundation.
 
'Apesar de os estudos sugerirem um aumento no risco de que pacientes idosos desenvolvam diabetes quando tomam certas estatinas, outros fatores de risco como sobrepeso, histórico familiar e etnia podem ter tido um papel.'

Fonte BBC Brasil/R7

Seria a hora de limitar o uso da cafeína?

A cafeína é a "droga psicoativa" mais popular
Nos Estados Unidos, estima-se que mais de 90% dos adultos a usam todos os dias
 
Autoridades dos EUA estão investigando quão segura é a presença da cafeína em lanches e bebidas energéticas, preocupadas com o "efeito cumulativo" do estimulante - que é usado em um número cada vez maior de produtos. Será que nossa sociedade movida a chá e café está dependente demais da droga favorita no mundo?
 
O bule borbulhante, o aroma que vem da caneca e o primeiro gole amargo (e às vezes doce também) da manhã formam um conjunto de rituais sem o qual a jornada de trabalho seria, para milhões de pessoas, horripilante.
 
A cafeína é, de acordo com a revista New Scientist, a "droga psicoativa" mais popular. Nos Estados Unidos, estima-se que mais de 90% dos adultos a usam todos os dias.
 
Mas agora, até mesmo os EUA — berço da Coca-Cola, da rede de cafeterias Starbucks e dos energéticos 5-Hour Energy — está questionando a adição de cafeína a alimentos diários como waffles, sementes de girassol, mix de castanhas e doces e até jujubas.
 
Em um comunicado recente, a FDA (Food and Drug Administration), agência que regula a qualidade de medicamentos e alimentos, condenou o "exemplo infeliz" da goma de mascar Wrigley, que produziu pacotes de oito bastões de chiclete com tanta cafeína quanto em metade de um copo de café. Posteriormente, a Wrigley disse que iria suspender a produção do produto.
 
A agência também está olhando atentamente para bebidas energéticas cafeinadas, e informou que estava preocupada com o "efeito cumulativo" da dependência de produtos estimulantes.
 
Tratamento de emergência
De acordo com a Substance Abuse and Mental Health Services Administration, agência governamental americana que cuida do abuso de substâncias e saúde mental, o número de pessoas que procuram tratamento de emergência após a ingestão de bebidas energéticas dobrou para mais de 20 mil em 2011.
 
Maiores bebedores de café per capita Finlândia: 12 kg Noruega: 9,9 kg Islândia: 9 kg Dinamarca: 8,7 kg Holanda: 8,4 kg Suecia: 8,2 kg Suíça: 7,9 kg Bélgica: 6,8 kg Canadá: 6,5 kg Bósnia Herzegovina: 6,2 kg
 
No entanto, a indústria de bebidas energéticas diz que seus produtos são seguros e insiste que não há prova de uma ligação entre consumo e qualquer reação nociva.
 
Casos de overdoses fatais causadas por "efeitos tóxicos da cafeína" foram documentados, embora sejam muito raros. Cientistas da Johns Hopkins University que estudaram as propriedades viciantes da substância descobriram que os sintomas de abstinência incluíam cansaço, dores de cabeça, dificuldade de concentração, dores musculares e náuseas.
 
Mas não há qualquer tipo de consenso científico de que o uso da cafeína é prejudicial. Um estudo recente da Escola de Saúde Pública de Harvard sugeriu que "beber café não possui graves efeitos prejudiciais à saúde" e que a ingestão de até seis xícaras por dia "não estaria associada ao aumento do risco de morte por qualquer causa".
 
Em moderação, a cafeína pode ter alguns efeitos positivos. Pesquisas sugerem que poderia estar associada à redução do risco de câncer de próstata e mama. Um estudo recente liga beber café e chá a um menor risco de diabetes tipo 2.
 
Como resultado, a FDA se comprometeu a "determinar o que é um nível seguro" de uso da cafeína.
O movimento da agência foi bem recebido por aqueles que temem que a cafeína esteja invadindo demais as nossas vidas diárias — muitas vezes em produtos inesperados.
 
"Muitas pessoas não estão cientes da cafeína que estão tomando", diz Lynne Goldman, diretor da Escola George Washington University de Saúde Pública e Serviços de Saúde.
 
Como resultado, diz ela, há problemas como insônia, indigestão ou aumento da pressão arterial.
 
O consumo de cafeína é especialmente preocupante para os pais, que podem achar difícil regular o que ingerem seus filhos.
 
Mas, desafiar a hegemonia da cafeína pode ser uma tarefa difícil em um planeta que consome 120 mil toneladas da substância por ano.
 
Na Finlândia, o país mais viciado em cafeína no mundo, um adulto médio consome 400mg da droga a cada dia - o equivalente a quatro ou cinco xícaras de café diárias, e igual ao limite recomendado pela Food Standards Agency da Grã Bretanha, por exemplo.
 
"O apelo (da cafeína) é de que nos ajuda a ganhar mais dinheiro"
 
Stephen Braun, autor do livro "Buzz: The Science and Lore of Alcohol and Caffeine"
 
"Achamos que, quando usada com moderação, a cafeína não representa um risco", diz Sanna Kiuru, um oficial sênior da Evira, a autoridade finlandesa de segurança alimentar.
 
— São principalmente os adultos que bebem café, não crianças. Em nossa opinião, os níveis são bastante moderados.
 
Mesmo os finlandeses amantes da cafeína têm se preocupado com o aumento do uso não evidente da substância, no entanto.
 
— Estamos preocupados com o aumento da cafeína em alimentos diferentes.
 
Bebidas altamente cafeinadas na Finlândia são obrigadas a conter etiquetas de advertência — uma prática que será estendida a toda a União Europeia a partir de 2014.
 
Para a maioria dos consumidores de cafeína, seu benefício principal é que, ao estimular a atenção, a substância ajuda a produzir mais.
 
Esta é uma característica que a torna incomum entre as substâncias recreativas, diz Stephen Braun, autor do livro Buzz: The Science and Lore of Alcohol and Caffeine (Burburinho: A ciência e a tradição do álcool e da cafeína, em tradução livre).
 
— O apelo (da cafeína) é de que nos ajuda a ganhar mais dinheiro. O que a torna diferente de outras drogas é que é usada como uma ferramenta de produtividade — e não por prazer, como a cannabis, ou como um relaxante, como o álcool.
 
Talvez a analogia mais próxima seja com folhas de coca, mascadas por trabalhadores para lhes dar energia extra em países como Peru e Bolívia.
 
Popularidade e produtividade
Não é coincidência, avalia Braun, que a popularidade da cafeína tenha crescido na Europa no início da revolução industrial, com a corrida por maior produtividade.
 
Muitas mentes criativas da história também têm sido associadas a algumas façanhas verdadeiramente épicas no consumo de cafeína.
 
De acordo com um biógrafo, o romancista e dramaturgo francês Balzac bebia cerca de 50 xícaras de café por dia.
 
— Se não fosse pelo café, uma pessoa não poderia escrever, o que quer dizer que não poderia viver.
 
Durante sete anos, o cineasta David Lynch jantou no mesmo lugar em Los Angeles todos os dias, sempre bebendo até sete xícaras de café adoçado "com muito açúcar" de uma só vez, o que, segundo ele, seria uma garantia de que "muitas ideias" viriam.
 
Ludwig van Beethoven contaria meticulosamente exatos 60 grãos de café por xícara quando preparava diariamente a bebida — para consumo próprio.
 
Talvez um dos contos recentes mais bem divulgadas sobre excesso de cafeína atribui ao cantor Robbie Williams o consumo de até 36 espressos duplos e 20 latas de Red Bull por dia.
 
Mas as tentativas de reprimir a disseminação da substância se provaram inúteis historicamente.
Em 1911, o governo dos EUA processou a Coca-Cola Company, afirmando que a cafeína na bebida era "prejudicial à saúde", mas a Coca-Cola venceu nos tribunais.
 
Um problema com a tentativa de regular o consumo, sublinha Braun, é que a substância afeta todos de forma diferente, tornando impossível estabelecer um limite "seguro" que funcione para todas as pessoas.
 
— Em última análise, você tem que se tornar seu próprio cientista - não há alternativa a uma cuidadosa auto-experimentação.
 
Mas os críticos dizem que isso não se aplica a bebidas energéticas e alimentos com cafeína, cujos efeitos são, indiscutivelmente, mais difíceis de julgar.
 
Fonte BBC Brasil/R7