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domingo, 28 de agosto de 2011

Depois da descoberta do Viagra, o que ainda falta para eles?

O urologista americano Arthur Burnett faz um balanço dos 13 anos da pílula azul e fala sobre os novos desafios da medicin
Enquanto as mulheres enfrentam dificuldades para sentir desejo ou atingir o orgasmo, o problema sexual que mais aflige os homens é a disfunção erétil. No caso deles a solução está, em parte, dentro de um comprimido: o Viagra. O remédio completa 13 anos de mercado ao lado de outras pílulas que também prometem potência na cama. Mas a sexualidade masculina pode ser mais complexa do que se imagina, diz o urologista americano Arthur Burnett, do hospital Johns Hopkins. Ele afirma que os homens também colecionam causas psicológicas para a dificuldade de desempenho e que é preciso compreender o homem moderno além de prescrever receitas.

Em entrevista ao iG, Burnett fala sobre sexualidade e reflete a respeito dos medicamentos para ereção como uma questão mais ampla, que envolve as duas partes do casal. O profissional comenta ainda a dificuldade em tratar a falta de libido nas mulheres – o que elas farão com homens tão potentes?

O Viagra está há mais de uma década no mercado. Fazendo um balanço, qual a grande contribuição do remédio para a sexualidade dos casais e qual o próximo passo que podemos esperar?
Arthur Burnett:
O grande fenômeno foi poder tratar de forma efetiva o problema de disfunção com um remédio via oral. Há 20 anos não pensávamos nisso: eram tratamentos com ervas que não sabíamos se funcionavam ou cirurgias e próteses. Avançamos nos estudos para entender a ereção e, nesse caminho, outros aspetos ganharam mais atenção. Mas não curamos o problema da ereção de maneira sustentável, ainda falamos de um remédio que você tem que tomar regularmente para funcionar.

Existem causas orgânicas que dificultam a ereção de um homem. Mas, assim como ocorre com as mulheres, outros fatores os perturbam psicologicamente e alteram o desempenho na cama?
Arthur Burnett:
Estamos acostumados a separar as causas físicas das emocionais. Listamos condições médicas, como diabetes e problemas de coração, e colocamos ao lado as questões emocionais, como a ansiedade de performance e crises na relação amorosa. Mas a ereção é uma resposta complexa do corpo e tem ainda a interação do cérebro. Em muitos homens o problema está na mistura dos fatores, é complexo.

Então podemos dizer que a sexualidade masculina é complexa como a feminina, e não baseada só no pênis como diz o senso comum?
Arthur Burnett:
No senso comum usamos a imagem do computador para explicar como consertar a disfunção sexual em cada gênero: a do homem é resumida em um botão e a da mulher em muitos botões complicados... Mas a verdade está no meio do caminho. Os problemas masculinos têm outras variáveis como ansiedade e orientação sexual. Alguns pacientes querem a prescrição do remédio para conseguir a ereção e também desejam tratar essas questões, então eu os encaminho para psicoterapeutas.

Devemos mudar nossa forma de pensar. Não dá para dizer ao paciente ‘olha, você já tem uma ereção, já tem o Viagra, pode ir embora do consultório’. Achamos uma solução que responde bem, mas temos que reconhecer outras complexidades do homem moderno. Além disso, as pessoas podem responder melhor ao remédio se melhorarem o estilo de vida.


Pensando na realidade dos casais, o Viagra melhorou muito a situação para os homens. Mas como o remédio mudou o sexo para as mulheres? Agora elas têm parceiros que podem estar sempre potentes, mas isso não garante que estejam satisfeitas sexualmente.
Arthur Burnett:
Tivemos que reconhecer que a atividade sexual trata de duas pessoas funcionando juntas, e isso chamou a atenção para a questão feminina também. Hoje temos mais compreensão que a sexualidade é uma questão do casal. E uma falta de lubrificação da mulher, por exemplo, mostra que o problema está na dinâmica dos dois.

O Viagra deve ter estimulado homens com problemas de ereção a procurar ajuda médica. Mas mesmo assim será que eles ainda demoram muito para assumir que o problema está em si? Primeiro culpam o casamento, a rotina, o estresse...

Arthur Burnett:
Sim. Com o remédio existe uma forma de lidar com o problema de forma efetiva. Antes o médico não gostava nem de entrar na discussão porque não tinha uma resposta para a condição do paciente. Agora ele tem. Mas é muito possível que homens ainda demorem a assumir. Eles são teimosos e tendem a culpar o entorno, é parte da natureza masculina.

Homens ainda têm vergonha de contar para a parceira que tomam remédio para garantir a ereção?
Arthur Burnett:
Sim, muitos tomam escondido. É difícil para eles. Por outro lado alguns querem tomar para se exibir, baseados no mito que ficarão por horas com uma ereção. Nem sempre é o casal que vem ao consultório.

Há alguns anos é estudada uma versão feminina do Viagra, mas nada foi aprovado. Porque as soluções para as mulheres são mais difíceis?
Arthur Burnett:
Ainda temos um longo caminho até desenvolver uma solução que funcione do mesmo jeito para as mulheres. Nelas o problema dominante é na libido e isso envolve hormônios e outros aspectos. Elas podem até ter mais lubrificação com remédio, mas isso não resolve a libido. Urologistas e ginecologistas nem querem tratar de assuntos da sexualidade feminina porque não têm muito que oferecer. Esse é o desafio.

Fonte IG

Posição sexual tradicional pode facilitar a gravidez

Embora sem prova científica, médicos sugerem o papai e mamãe para casais em busca da gestação. Mas outros fatores influenciam resultado

Se você já se sente preparada para ser mãe mas o teste ainda não deu positivo, deve se lembrar que um casal fértil pode levar até um ano para engravidar. No entanto, se você está disposta a contar com toda e qualquer ajuda, pode experimentar mudar a posição na hora do sexo.

De acordo com o ginecologista Eduardo Motta, especialista em reprodução humana da Unifesp, não há provas científicas da existência de uma posição mais eficiente para engravidar. Mas, por experiência, muitos médicos recomendam o tradicional papai e mamãe. “A posição ideal seria aquela em que o espermatozóide fica mais represado no fundo da vagina, e o famoso papai e mamãe proporciona isso”, diz Eduardo.

O ginecologista e obstetra Malcolm Montgomery, autor de “Mulher: um Projeto sem Data de Validade” (Integrare Editora) e outros livros relacionados ao tema, concorda. Segundo ele, a posição papai e mamãe favorece, anatomicamente, a fisiologia da fecundação. “Para a mulher engravidar, o espermatozóide precisa percorrer um caminho que, ao homem, corresponde à aproximadamente 10 quilômetros de nado”. Se as águas estiverem turbulentas, fica mais difícil alcançar o objetivo final, o útero. O período fértil da mulher significa águas calmas. “Fora desse período, fica ainda mais difícil do espermatozóide chegar”.

Ajuda da gravidade
Segundo Malcolm, se a gravidade colaborar é melhor ainda. “Se a mulher está deitada de costas pra baixo, a vagina serve como um tobogã para o espermatozóide alcançar o colo do útero”, diz ele. “Quando a mulher fica de pé, por exemplo, está em uma posição em que o útero fica para cima e a barriga para baixo, tornando mais fácil para o sêmen descer”, completa.

Segundo o ginecologista e obstetra Flávio Garcia de Oliveira, especialista em reprodução humana da Clínica FGO, em São Paulo, a posição realmente colabora para o útero “sugar” o sêmen depositado na vagina. Mas, segundo ele, a posição papai e mamãe pode não beneficiar as mulheres com útero fora da posição habitual. “Para mulheres com útero retroverso, a melhor posição é deitada de bruços”, diz. A relação sexual não precisa ser necessariamente nesta posição: o que vale é ficar deitada de bruços por algum tempo depois.

De acordo com Eduardo Motta, o hábito comum de se levantar e ir ao chuveiro logo depois do sexo também pode dificultar a concepção “Se ficar deitada por aproximadamente 40 minutos depois do sexo, a mulher facilita a migração do espermatozóide para dentro do útero”, diz. O ginecologista Flávio Garcia de Oliveira concorda. Como o sêmen demora por volta de 30 minutos para se liquefazer, o ideal é permanecer um tempo deitada.

Outros fatores
Segundo o ginecologista e obstetra Gustavo Kröger, especialista em reprodução humana da Clínica Genics de Medicina Reprodutiva e Genômica, em São Paulo, não há realmente uma posição ideal para a mulher engravidar com maior facilidade. “Há orientações gerais a serem seguidas para a saúde melhorar e a gestação possa acontecer mais facilmente, mas nenhuma posição aumenta a possibilidade da gravidez”, diz. “O ideal é que o sexo seja confortável para a mulher”, completa. E saber do que pode dificultar a chegada da gravidez, como fumar e ter o peso muito acima ou muito abaixo do indicado.

Ainda, de acordo com o obstetra Mario Burlacchini, do Hospital das Clínicas de São Paulo, não é necessário levar em consideração a posição sexual. “Se a mulher for fértil, de qualquer maneira ela irá engravidar”, diz. Mas a frequência influencia. “Se o casal tiver relações sexuais apenas uma vez por mês, fica mais difícil. Se estiver em busca da gravidez, é melhor ter de duas a três vezes por semana”, afirma. Segundo o especialista, problemas de fertilidade possíveis de vir à tona não serão superados pela posição sexual. “O que vai ajudar mesmo é estar tranquila no momento”, comenta.

Para ele, o casal que deita na cama querendo ter um filho acaba direcionando a relação sexual para a futura gravidez, mas isto não pode se tornar uma obrigação. “Senão o sistema límbico, responsável pelas emoções, é capaz de bloquear a gravidez”, diz. Mario aconselha ficar mais ligada às questões básicas de saúde e fertilidade do que atenta somente à posição sexual. E relaxar. Mas tentar com o papai e mamãe de vez em quando mal não faz.

Fonte IG

Principal causa do hermafroditismo é mutação genética

O hermafroditismo é a presença em um indivíduo de genitais ambíguos – com estruturas masculinas e femininas completas ou não – desde o nascimento. Até os dois meses de gestação, homens e mulheres têm a genitália idêntica. O que os diferencia, a partir desse momento, é que a presença do cromossomo Y no embrião do sexo masculino (em especial um gene denominado SRY), produz proteínas que orientam para a formação dos genitais masculinos e para a ação da testosterona, o hormônio sexual masculino. No feto do sexo feminino, a ausência do gene SRY estimula a formação de genitais femininos.

Não há estimativa de ocorrência de casos no Brasil, explica o médico geneticista Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica. “Não temos ideia da incidência porque no país as doenças raras não têm nenhum acompanhamento, por falta de estrutura. Enquanto o país não tiver uma política de atendimento em genética no SUS, não se pode falar em incidência de doenças genéticas no país”, diz. “Além disso, muitas vezes os pais escondem o problema.” Com 16 anos de experiência na área, Raskin calcula já ter atendido mais de 200 casos. “Já atendi casos de moças de 18, 19 anos que me procuraram porque não menstruavam. A razão, simplesmente, era porque não tinham útero.”

Aparentemente este é o caso da atleta sul-africana Caster Semenya, campeã dos 800 metros no Mundial de Berlim, em agosto. De acordo com o jornal australiano "The Sydney Morning Herald", exames realizados durante a competição atestam que a fundista é hermafrodita: ela não possui ovários, apesar de na aparência externa apresentar órgão sexual feminino. O laudo definitivo só sai em novembro.

Há três tipos de hermafroditismo: o hermafroditismo verdadeiro, o pseudo-hermafroditismo masculino e o pseudo-hermafroditismo feminino.

No primeiro caso, o indivíduo apresenta ovários e testículos e os órgãos genitais externos com estruturas masculinas e femininas. Geneticamente, a maioria dos hermafroditas verdadeiros tem em cada célula dois cromossomos X – os homens normais têm um cromossomo X e um Y e as mulheres, dois X. Portanto, eles deveriam ser mulheres. O desenvolvimento dos testículos se deve a alterações em genes ainda desconhecidos que atuam como o gene SRY do cromossomo Y, responsável pela formação dos testículos.

No segundo, o indivíduo é um homem (XY) do ponto de vista genético, mas o pênis não se desenvolve completamente. Trata-se de homens não completamente virilizados, por lacunas no desenvolvimento sexual embrionário.

No terceiro caso, ocorre o inverso. As mulheres apresentam dois cromossomos X e têm o aparelho reprodutor feminino completo, mas durante a fase intrauterina sofrem um processo de virilização dos genitais: o clitóris cresce excessivamente e se apresenta como uma estrutura semelhante ao pênis.

Uma das causas possíveis é genética. Mutações no gene CYP21A2 (que se encontra no braço curto do cromossomo 6) resultam na deficiência de uma enzima, a 21-hidroxilase. O nome da doença decorrente dessa deficiência é hiperplasia congênita da supra-renal (HCSR), que ocorre em 1 em cada 17 mil nascimentos, segundo a Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal. Certas formas desta doença põem em risco de morte a criança com 7 a 14 dias de idade, pois há perda de sal e desidratação severa e rápida, que, se não tratada com urgência, pode levar a óbito.

A escassez da enzima 21-hidroxilase impede a síntese do hormônio cortisol, produzido nas glândulas supra-renais. Numa reação em cadeia, a falta desse hormônio aciona uma glândula da base do cérebro, a hipófise, que intensifica a produção de outro hormônio, o hipofisário corticotrófico, estimulante da atividade das supra-renais. Em resposta a esse estímulo, as supra-renais aumentam de tamanho e produzem mais hormônio masculino, a testosterona. Nos fetos do sexo feminino, o excesso desse hormônio provoca virilização: as mulheres nascem com um clitóris hipertrofiado, que lembra um pênis, e uma bolsa escrotal sem testículos, que recobre completamente a vagina.

Há também causas não genéticas. Quando a mulher, sem saber que está grávida, toma hormônios, essas substâncias podem contribuir para a virilização do feto do sexo feminino.

“O tratamento (do HCSR) é com hormônio corticoide. Mas precisa tomar hormônio o resto da vida, pois é um defeito enzimático. E os casais que têm um filho com este problema devem fazer aconselhamento genético antes de planejar futuras gestações, pois o risco de repetição é de 25% em cada nova gestação”, explica Raskin.

O leque de tratamentos também inclui intervenções cirúrgicas, decididas caso a caso e, evidentemente, acompanhamento psicológico. “Hoje em dia mudou muito a visão de tratamento desses pacientes. Há 30 anos cometeram-se verdadeiros erros médicos, era uma fase em que os cirurgiões pediátricos faziam cirurgias corretivas agressivas sem ouvir a opinião dos pais e sem equipe multidisciplinar para assessoras a decisão”, diz o médico geneticista Gerson Carakushansky, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Atualmente os casos têm de ser acompanhados por equipes com profissionais de várias áreas, sem muita pressa, porque o próprio paciente deve opinar sobre a operação. Só se faz a correção da parte que prejudica a função da criança, por exemplo para urinar. As definitivas ficam para mais adiante, sempre com psicólogos dando apoio à criança e aos pais.”


Fonte O Globo

Disfunção erétil torna-se negócio lucrativo nas ruas de Bangcoc

Tailândia é referência em turismo sexual mas proibe prostituição e artigos eróticos

Os frascos com o rótulo dos mais requisitados medicamentos contra disfunção erétil fazem parte da variada oferta de souvenirs vendidos nos camelôs de Bangcoc. Uma das imagens típicas da capital da Tailândia é o caos que se estende em suas estreitas calçadas pelas quais o turista abre passagem com dificuldade entre uma fusão de aromas e uma infinidade de barraquinhas, inclusive as que contêm caixas com o logotipo de conhecidos remédios como Viagra, Prozac e Valium, vendidos sem receita médica.

Apesar de não ter necessidade de apresentar receita para comprar qualquer um desses medicamentos de procedência questionável, é preciso destreza para pechinchar no preço e, principalmente, bastante insensatez na hora de tomar uma dessas pílulas.

O fato de essas barraquinhas permanecerem em seus pontos todos os dias, é sinal de que o negócio funciona graças aos turistas. Com um sorriso amarelo, os vendedores chamam os homens estrangeiros para oferecer as cápsulas e garantem que as mesmas são garantia de uma "grande noite".

Pode parecer hipocrisia, mas na Tailândia, um dos principais destinos do circuito mundial do turismo sexual, a prostituição é proibida e as leis condenam a prática, inclusive a venda de artigos eróticos. Qualquer "bairro vermelho" de Bangcoc está infestado desse tipo de comércio onde, além de conterem caixas como as do famoso Viagra, estão repletos de outros medicamentos que têm a mesma finalidade como Cialis, Levita e Kamagra, conhecidos vasodilatadores que permitem a ativação dos órgãos sexuais masculinos.

Os camelôs relataram à Agência Efe que as marcas dos produtos que vendem, sem ser, aparentemente, importunados pela Polícia, são "originais" e até sustentam que já "testaram" e obtiveram resultado mais do que satisfatório. A falsa simpatia dos vendedores acaba rapidinho quando aparece um curioso querendo fotografar a barraquinha e com isso, acaba espantando algum cliente.

Além dos populares estimulantes sexuais, em alguns desses postos é possível adquirir outros medicamentos suspeitos que têm componentes viciantes e acabar causando síndrome de abstinência em seus consumidores. O laboratório de uma farmácia convencional perto de uma das fileiras de barracas de comércio de rua explica que todos estes produtos rotulados como remédios que podem ser encontrados nas ruas são "falsificados", já que a lei estabelece a venda somente com prescrição médica e adverte que seu consumo pode fazer mal à saúde.

A Tailândia se transformou em um dos maiores produtores de remédios falsificados contra disfunções sexuais, sendo que a maior parte é enviada para meio mundo por meio de procedimentos ilegais e propagandas online.

"As pessoas não vão às farmácias para comprar estes remédios porque têm vergonha", disse à Efe Clemence Gautier, advogada do escritório Tilleke & Guibbins, com sede em Bangcoc.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 50% dos medicamentos comercializados em sites ilegais são falsos. Na melhor das hipóteses, o produto comprado não contém nada, mas existem falsificações que podem incluir componentes tóxicos e causar graves complicações ao usuário. Estes remédios, que na maioria dos países só podem ser adquiridos com prescrição médica, têm uma grande demanda como os outros da notável indústria do sexo.

Fonte R7

Laser pode ajudar na remoção de manchas e no rejuvenescimento da pele

Especialista alerta, no entanto, nos cuidados que é preciso ter com o procedimento

Com poderes como o de rejuvenescer a pele, diminuir olheiras, manchas e cicatrizes, o laser é hoje um bom recurso nos consultórios.

De acordo com a dermatologista Valéria Marcondes, no entanto, seu uso requer cuidados e ele não é a solução para a juventude eterna da pele.

- Difícil dizer que ele é a fonte da juventude, mas o laser melhora muitos aspectos da pele. Rejuvenescimento, vasos, manchas...

Em casos de manchas de gravidez, no entanto, diz a especialista, o laser ajuda a amenizá-las, mas não impedeque retornem.

É preciso tomar cuidado, lembra ela, para não queimar a pele durante o uso.

- As pessoas que aplicam laser têm que ter muito cuidado e saber qual é o comprimento de onda correto para não queimar a pele.

Veja entrevista do Mulheres em Foco com a especialista.


Fonte R7

Inaugurado no Brasil primeiro Centro de Parto Normal da rede Cegonha

Expectativa é de que o centro realize de 120 a 150 partos por mês

O primeiro CPN (Centro de Parto Normal) da Rede Cegonha do país foi inaugurado nesta sexta-feira (26), em Salvador.

Segundo o Ministério da Saúde, "o CPN tem o objetivo de humanizar o momento do nascimento da criança, oferecendo às gestantes um ambiente com maior privacidade". A unidade contará com enfermeiros obstétricos e, se necessário, apoio médico.

A expectativa é de que o centro realize de 120 a 150 partos por mês, quando estiver em plena capacidade.

Sua construção foi possível graças aos recursos do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde da Bahia e doação de voluntários. Foram investidos R$ 606 mil para compra de equipamentos e R$ 149 mil no treinamento e capacitação de profissionais no parto humanizado. Também foram aplicados R$ 340 mil na compra de insumos, totalizando R$ 1,095 milhão. A unidade receberá custeio mensal de R$ 80 mil.

A concepção dos CPN tem como modelo experiências positivas desenvolvidas em países como Holanda, França e Inglaterra. Atualmente existem 25 Centros de Parto Normal pelo Brasil, que passarão a ser custeados pelo Ministério da Saúde após formulação do plano de ação da Rede Cegonha regional.

Fonte R7

Levantamento mostra que faltam médicos generalistas no programa Saúde da Família

Apenas 5% das 32 mil equipes do programa têm um médico especializado

Apenas 5% das 32 mil equipes do programa Saúde da Família têm um médico especializado em medicina de família e comunidade, segundo constataram médicos espanhóis especializados em atenção primária à saúde. Eles avaliaram o programa brasileiro entre abril e junho deste ano.

O levantamento, feito em centros de saúde pública de zonas urbanas e rurais de 19 estados brasileiros, a pedido da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade), mostra que as equipes do Saúde da Família precisarão se readequar para seguir as diretrizes do Ministério da Saúde.

Portaria publicada nesta quinta-feira (25) pelo Ministério da Saúde, no Diário Oficial da União, determina que todas as equipes do Saúde da Família “deverão ter responsabilidade sanitária por um território de referência, de modo que cada usuário seja acompanhando por um agente comunitário de saúde, um auxiliar ou técnico de enfermagem, um enfermeiro e um médico generalista ou de família”.

Diretor da SBMFC, o médico Thiago Trindade disse que a falta de médicos de família, conhecidos também como generalistas, pode prejudicar objetivos importantes do programa e produzir outros gastos em saúde.

- O programa pretende prestar atenção integral, que inclui ações de prevenção e assistência à população. Como não tem o médico generalista, essa população, acaba indo direto procurar outros serviços ou fica completamente desassistida mesmo.

Ainda de segundo o levantamento, em regiões metropolitanas como Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre menos de 30% da população é coberta pelo Saúde da Família.
- O Saúde da Família está mais presente nas cidades de pequeno e médio porte. As de grande porte têm maior dificuldade para conseguir profissionais.

Ele defende ainda uma política de incentivo à formação e manutenção dos profissionais no atendimento generalizado. Segundo ele, o número de alunos de medicina que optam pela especialidade vem caindo e é cada vez menor a permanência dos formados na atividade.

Apesar de constatar alguns problemas, o levantamento conclui que o programa é um modelo de sucesso na atenção básica no Brasil.
- É o modelo que melhor mostrou resultado na atenção primária. Como um modelo de sucesso, precisa ser aprimorado para prestar um cuidado de excelência.

Fonte R7

Exercícios podem prejudicar a produção de leite em mulher que deu à luz

Ginástica deve ser orientada por profissional

Depois do parto, surgem dúvidas a respeito do momento certo de voltar a praticar atividades físicas.

Como diversas alterações corporais ocorrem durante a gestação, a retomada dos exercícios só deve acontecer mediante orientação de um profissional capacitado.

Esse cuidado é necessário para que a atividade física não prejudique a amamentação do bebê. Mulheres em fase de amamentação produzem entre 800 ml e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite produzido, há um gasto de 900 calorias em média.

Exercícios excessivos podem vir a prejudicar a produção de leite. Ginástica e amamentação não são incompatíveis, desde que realizados de forma correta.

Atividades físicas nesse período melhoram a aptidão cardiovascular e sensação de bem-estar. Se o parto for normal, pode-se começar fazendo uma caminhada leve já a partir do sétimo dia no nascimento do bebê. Outras atividades físicas só devem ser liberadas a partir do primeiro mês.

Fonte R7

Baixada Santista tem de novo o pior índice de mortalidade infantil em SP

Região registrou queda de 20% nesse índice, mas ainda é campeã no Estado

Apesar de uma queda de 20% entre 2009 e 2010, a região da Baixada Santista ainda é a que tem os níveis mais altos de mortalidade infantil no Estado de São Paulo.

De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (26) pela Secretaria de Saúde do Estado e computados pela Fundação Seade, a baixada registra 15,1 mortes de crianças menores de um ano de idade a cada mil nascidas vivas. Em 2009, esse índice havia sido de 18,8 mortes para cada mil crianças nascidas vivas. A taxa foi de 11,9 no Estado como um todo 2010.

Na baixada santista, os maiores índices de mortalidade infantil estão nas cidades de Mongaguá (22,2), Guarujá (19,2) e são Vicente (19,1).

Na outra ponta desse ranking, com os menores índices de mortalidade infantil, está a região de Barretos. Essa área registrou 8,1 mortes de crianças menores de um ano para cada mil nascidas vivas. Depois aparecem São José do Rio Preto, com 9,6, e de Franca, com 11,1.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o índice de mortalidade infantil no Estado de São Paulo caiu 61,8% nos últimos 20 anos e atingiu, em 2010, o menor nível da história.

A taxa caiu de 31,2 em 1990 para 11,9 óbitos de crianças menores de um ano de idade a cada mil nascidas vivas no Estado em 2010.
O governo diz que “o aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, a ampliação do acesso ao pré-natal, a expansão do saneamento básico e a vacinação em massa de crianças pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são os principais motivos para a queda na taxa de mortalidade infantil no Estado”.

Um exemplo disso é que, no Estado, 76,1% das grávidas passam por pelo menos sete consultas de pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde – o mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde e pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de seis consultas.

Tânia Lago, coordenadora do Programa de Saúde da Mulher da Secretaria de Saúde, diz que “o atendimento médico pré-natal é fundamental para a boa saúde da mãe e de seu bebê”.

– A realização de consultas e exames regulares ajuda no desenvolvimento de uma gestação segura e no combate à mortalidade materno-infantil.

Fonre R7

Grupo de especialistas dos EUA diz que vacinas são seguras

Depois de uma avaliação completa de mais de mil estudos, um grupo federal de especialistas concluiu que as vacinas causam muito poucos efeitos colaterais e não encontrou evidências de que elas provocassem autismo ou diabete do tipo 1.

O relatório, divulgado na quinta-feira (25) pelo Instituto de Medicina, integrante das Academias Nacionais de Ciências, é o primeiro documento extenso sobre efeitos colaterais de vacinas desde 1994.

O receio de que as vacinas pudessem causar autismo ou outros problemas de saúde levou alguns pais a não imunizarem seus filhos, apesar das garantias repetidas das autoridades da área de saúde. Os temores também obrigaram a reformulações custosas de muitas vacinas.

"Estudamos mais de mil artigos avaliando as evidências epidemiológicas e biológicas sobre se vacinas causam efeitos colaterais", disse a presidente do comitê, Ellen Wright Clayton, professora de pediatria e direito e diretora do Centro para a Ética Biomédica e Sociedade na Universidade Vanderbilt, em Nashville.

"A mensagem para se levar para casa é que encontramos apenas alguns poucos casos em que as vacinas podem provocar efeitos colaterais adversos, e a grande maioria destes casos traz efeitos de curto prazo e autolimitados", disse ela em uma entrevista por telefone.

O relatório foi autorizado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos para ajudar a guiar o Programa de Indenização de Danos de Vacinas, que fornece dinheiro para tratar crianças que experimentaram efeitos colaterais de vacinas.

O grupo observou oito vacinas comuns: a combinação sarampo-caxumba-rubéola (MMR), a difteria-tétano-pertussis acelular, varicela, gripe, hepatite B, doença meningocócita e a vacina do papilomavirus humano (HPV).

Essas vacinas protegem contra uma série de doenças, incluindo sarampo, caxumba, coqueluche, hepatite, difteria, tétano, varicela, meningite, doença pneumocócica e câncer cervical.

Mais uma vez o Instituto de Medicina confirmou que a MMR não causa autismo nem diabete tipo 1, disse Clayton.

Fonte Folhaonline

Metade da população dos EUA será obesa até 2030, diz estudo

Artigo publicado nesta  no periódico "Lancet" calcula que, até 2030, os EUA terão mais 65 milhões de obesos, além dos atuais 99 milhões.

Se as projeções do estudo se confirmarem, 50% da população americana será composta por obesos em 19 anos.

No Reino Unido, esse número passará de 15 milhões para 26 milhões, diz o trabalho, liderado por pesquisadores da Universidade Columbia, em Nova York, e da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Isso significaria mais 7,8 milhões de pessoas com diabetes nos EUA e mais 6,8 milhões de casos de doenças cardíacas e derrames.

O trabalho destaca também o crescimento da obesidade no Brasil, em especial entre as mulheres das classes mais baixas.

De acordo com os pesquisadores, esse números vão se tornar realidade caso não haja uma forte intervenção para barrar o crescimento da obesidade mundo afora.

O estudo coloca como motivo para o ganho de peso da população a crescente oferta de alimentos ricos em calorias e a falta de eficácia de medidas individualizadas, como dietas, na redução de peso em grande escala.

Os pesquisadores afirmam que esse quadro só será revertido por meio de intervenções diretas dos governos, como estímulos para a produção agrícola de alimentos saudáveis e o banimento da publicidade de junk food direcionada a crianças.

CALCULADORA DE DIETA
Uma outra pesquisa publicada na edição especial do "Lancet" sobre obesidade propõe um novo modelo para prever a perda de peso.

Segundo os autores, os cálculos atuais de emagrecimento superestimam os efeitos das dietas ao não levar em conta a mudança de gasto de energia durante o processo.

O novo modelo também considera as diferenças entre quem começa uma dieta mais ou menos acima do peso, além de variáveis como atividade física, idade e sexo.

A calculadora de dietas está no site: http://bwsimulator.niddk.nih.gov.

Fonte Folhaonline

USP desenvolve vacina contra tumores e lesões do HPV

Pesquisadores da USP desenvolveram uma vacina contra tumores e lesões pré-cancerosas causadas pelo HPV.

O vírus é responsável por tumores de colo do útero, cabeça, pescoço, ânus e pênis.

Diferentemente das vacinas disponíveis hoje na rede privada, que impedem a infecção pelo vírus, a novidade seria indicada para quem já se infectou e desenvolveu alguma lesão.

A imunização induz as células de defesa a reconhecer lesões e tumores desenvolvidos a partir do HPV 16 e atacá-los. O tipo 16 do vírus é um dos que mais causam câncer.

O estudo foi apresentado ontem por Luís Carlos Ferreira, professor da USP e chefe do laboratório de desenvolvimento de vacinas da universidade, na 26ª reunião anual da Fesbe (Federação de Sociedades de Biologia Experimental), que vai até amanhã, no Rio de Janeiro.

Os testes foram feitos em roedores, mas já há planos de realizar estudos clínicos em humanos daqui a um ano e meio, no HC de São Paulo.

EFICÁCIA
Segundo Ferreira, a vacina é a mais eficaz do tipo já criada. "A vacina conseguiu reverter em 100% as lesões e os tumores com só uma dose."

Ele afirma que será possível produzir a vacina a um custo menor do que o da atual, que sai por R$ 900.

O pesquisador lembra que grande parte da população já teve contato com o vírus -estima-se que, até os 50 anos, 80% das mulheres serão infectadas por algum dos mais de cem tipos de HPV.

"Para muitas pessoas, uma vacina não preveniria mais contra infecções e seria mais eficiente se curasse lesões e câncer", afirma.

Cerca de 90% das lesões são eliminadas sem necessidade de intervenção, mas algumas delas levam ao câncer.

Para o câncer de colo do útero, o tratamento pode ser por cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação deles.

Ferreira diz que, no futuro, a imunização poderá se somar ao rol de tratamentos, especialmente nos casos mais avançados de tumor.

Max Mano, professor-assistente de oncologia da USP e médico do Icesp (Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira), diz acreditar que o desenvolvimento de vacinas contra o câncer causado por HPV é promissor.

"É uma questão de tempo para desenvolvermos tratamentos de câncer ao investigar o papel da imunidade nesse tipo de doença."

Mas ele afirma que muitas vacinas fracassaram nos últimos 30 anos. "O que funciona em animais pode não funcionar tão bem em humanos, porque nossa imunidade é mais complexa."

Arte
Fonte Folhaonline

Substância do veneno da jararaca ajuda a regenerar sistema nervoso

De acordo com estudo, a bradicinina, que é uma das principais toxinas da serpente brasileira, pode ajudar na geração e proteção dos neurônios

Uma substância isolada do veneno da jararaca há mais de 60 anos ainda revela novas aplicações. Estudo divulgado nesta quinta-feira, 25, na 26ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), no Rio, mostrou que a bradicinina, uma das principais toxinas da serpente brasileira, pode exercer um surpreendente papel na geração e proteção dos neurônios.

A bradicinina foi isolada, pela primeira vez, em 1949, por Maurício Oscar da Rocha e Silva, pesquisador brasileiro que ajudou a fundar a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e identificou as propriedades hipotensoras - ou seja, para diminuir a pressão arterial - da substância.

A história tornou-se um exemplo clássico da inaptidão do País para transformar descobertas de bancada em negócio e, depois, em serviços que melhorem a vida das pessoas. Apesar de ter sido isolada de um animal brasileiro por um cientista brasileiro, a bradicinina foi patenteada por estrangeiros e tornou-se um medicamento lucrativo vendido por uma multinacional: o captopril.

O cientista alemão Henning Ulrich, radicado no Brasil desde 1999, acredita que chegou a hora de recuperar o tempo perdido e descobrir uma nova finalidade para a substância - agora, gerando dividendos para o País.

Pesquisador do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), decidiu estudar a bradicinina durante o doutorado na Universidade de Hamburgo, na sua terra natal. Ele analisava outra proteína responsável pela fantástica capacidade de regeneração das hidras - um invertebrado aquático. Sabia que seres humanos também produzem a mesma substância e supôs que ela serviria para regenerar tecidos. Os resultados não foram muito empolgantes, mas, ao compará-la com a bradicinina, descobriu que a substância obtida da jararaca funcionava muito bem na regeneração neuronal.

Ulrich explica que as células humanas também produzem a bradicinina, mas em uma concentração bem mais baixa que a observada no veneno da jararaca. Na realidade, a serpente utiliza doses imensas de bradicinina para nocautear suas presas com a queda de pressão arterial após a mordida. Obviamente, hoje, a substância já pode ser sintetizada em laboratório.

Nos testes realizados com camundongos, Ulrich mostrou que a bradicinina faz com que células progenitoras do sistema nervoso diferenciem-se em células da glia, que oferecem suporte e nutrição aos neurônios, além de exercer outras importantes funções no cérebro. Na prática, uma lesão cerebral nos modelos animais apresentavam uma evolução muito melhor quando ocorriam na presença de doses extras da substância.

O grupo de pesquisadores também mostrou que a bradicinina exerce um papel neuroprotetor. Quando um neurônio morre, ele libera glutamato, substância tóxica para as células vizinhas, aumentando o impacto da lesão. Na presença da bradicinina, a intensidade da reação em cadeia diminui bastante.

 
A pesquisadora Telma Schwindt, do Laboratório de Neurociências do IQ-USP, coordenado por Ulrich, testou a substância em modelos de camundongos com Parkinson. Algumas manifestações da doença praticamente desapareceram.

Como a substância já está no mercado, seria possível começar os testes em seres humanos pela fase 3 - ou seja, pulando testes preliminares para determinar a segurança e a dosagem. Ulrich espera que alguma indústria farmacêutica queira associar-se ao projeto. Ele recorda que os resultados obtidos até agora indicam que a substância pode aumentar as chances de sucesso no transplante de células-tronco, algo que pode interessar às empresas que investem nesta linha de pesquisa.

Contra a trombose
Outras duas substâncias extraídas do veneno da jararaca - a jarastatina e a jararacina - previnem a coagulação do sangue, diminuindo os riscos de trombose. É o que mostra um estudo, apresentado na reunião da Fesbe e coordenado pela pesquisadora Lina Zingali, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). As alternativas terapêuticas atuais para trombose apresentam muitos efeitos adversos. As duas substâncias foram testadas em amostras de sangue humano e obtiveram bons resultados.

Fonte Estadão

Governo e médicos se mobilizam para legalizar atendimento a planos no HC

Projeto de lei foi aprovado em comissões na Assembleia e deve ser votado em setembro

O governo paulista e médicos se mobilizam para votar em setembro um projeto de lei que formaliza no Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo o atendimento a planos de saúde - sistema conhecido como "porta dupla". De autoria do Executivo, o texto dá autonomia para a instituição criar ou extinguir cargos e contratar funcionários pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O Ministério Público Estadual deve entrar com ação se a medida for aprovada.

O projeto, de autoria do ex-governador Cláudio Lembo, passou por diversas modificações, mas manteve um dos trechos mais polêmicos: o que permite a venda de serviços de pesquisa e assistência por meio das fundações de apoio do hospital. Argumenta-se que os recursos obtidos são necessários para melhorar o serviço prestado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

José Otávio Auler Júnior, do Conselho Deliberativo do HC, diz que nas duas portas a instituição oferece o mesmo "tratamento de excelência". Porém, conforme mostrou reportagem do Estado em janeiro, o tempo de espera pelo atendimento é bem diferente. No Incor, por exemplo, enquanto pacientes do SUS aguarda até 14 meses por alguns procedimentos, não há filas para clientes de convênios. Hoje, cerca de 3% dos atendimentos são particulares. A receita gerada - cerca de R$ 100 milhões - corresponde a 9% do orçamento.

Auler Júnior revela que o projeto está sendo mais uma vez modificado e a nova redação vai garantir que "a vocação do HC é para o atendimento dos pacientes do SUS". O gestor ressalta a necessidade de mais autonomia. "O atual plano de cargos e salários é de 1977 e está desatualizado com a realidade atual da medicina. Não prevê, por exemplo, perfis profissionais que surgiram com o desenvolvimento tecnológico, fundamentais no ambiente hospitalar moderno", afirma.

Embora considere positiva a redução da burocracia, a especialista em saúde pública Ligia Bahia aponta um lado negativo dessa autonomia. "O hospital vai poder escolher quais casos vai atender. Não fica mais obrigado a seguir o que a rede pública determina. Poderá assumir um perfil que não é o mais adequado."

Ligia diz que, no longo prazo, os recursos trazidos pelos convênios não vão se reverter na expansão da capacidade instalada. "E a privatização do hospital o afastará das fontes públicas, especialmente do governo federal, que são essenciais para investimentos de maior vulto."

Campanha
O líder do governo na Assembleia, deputado Samuel Moreira, confirmou que o texto já foi aprovado em todas as comissões e deve estar pronto para votação no próximo mês. Na semana passada, a direção do hospital ofereceu um café da manhã para discutir o projeto com os deputados.

Segundo o promotor Arthur Pinto Filho, o MPE já está tomando providências e, se a medida for aprovada, deve instaurar uma ação civil pública pedindo sua anulação. "Não se faz saúde pública na base do apartheid", afirma. Mas a porta dupla, vigente há mais de 30 anos, já foi alvo de ação judicial no passado e a Justiça deu razão à unidade.

Fonte Estadão

Prova para revalidar diploma de médico formado no exterior é adiada para setembro

O Ministério da Saúde informou  nesta sexta (26) que as datas para aplicação do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) – destinado a profissionais de saúde com formação no exterior – foram alteradas.

As provas teóricas (objetivas e discursivas) não serão mais aplicadas no próximo domingo (28). A nova data é 11 de setembro. No caso da prova de habilidades clínicas, agendada para 1º de outubro, a aplicação será feita em 15 de outubro.

De acordo com a pasta, o exame será conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) em colaboração com a Subcomissão de Revalidação de Diplomas Médicos, formada por representantes dos ministérios da Saúde, da Educação e das Relações Exteriores, além da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Fonte Agência Brasil

Médico que se formou com crédito do Fies poderá abater dívida com trabalho em municípios pobres

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta (26) a lista dos mais de 2 mil municípios em que médicos que tiveram a faculdade custeada por meio do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) poderão trabalhar para abater a dívida.

 O governo federal selecionou cidades em que parte significativa da população é pobre, vive no campo e é beneficiária do Programa Bolsa Família. Nesses locais, há carência de profissionais de saúde. Do total, 1.650 municípios ficam na Região Nordeste.

O médico que optar por trabalhar em um dos municípios terá direito de abater 1% da dívida do Fies, após um ano de serviço prestado. O profissional poderá quitar toda a dívida em aproximadamente oito anos, inclusive os juros.

As especialidades médicas escolhidas são: anestesiologia, cancerologia, cirurgia geral, clínica médica, geriatria, ginecologia e obstetrícia, medicina de família e comunidade, medicina intensiva, medicina preventiva e social, neurocirurgia, patologia, pediatria e psiquiatria.

A lista com os nomes dos municípios foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

Fonte Agência Brasil

Novas formas de tratamento das doenças alérgicas estão sendo debatidas em encontro no Rio de Janeiro

As doenças alérgicas estão sendo discutidas em um encontro que reúne, na capital fluminense, cerca de 430 médicos alergistas de todo país. Para a presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Solange Rodrigues Vale, o evento também tem o objetivo de ampliar a divulgação sobre novas técnicas e diagnósticos da doença.

Entre os novos tratamentos, ela destaca o que é feito por meio da terapia sublingual. "Em termos de imunoterapia, estamos com a chegada da terapia sublingual, que tem demonstrado cada vez mais a sua eficácia [no tratamento de alergias provocadas por alimentos]”.

Solange Vale disse ainda que um dos maiores problemas no diagnóstico das doenças alérgicas é o desconhecimento das pessoas que não procuram imeditamente um especialista quando apresentam um quadro de alergia.

“O paciente que tem problemas alérgicos no nariz, procura o otorrinolaringologista; se tem problema no pulmão, procura o pneumologista; e se tem na pele, o dermatologista. Então, na verdade, as alergias devem ser vistas pelo médico alergista. Porque ele, sim, terá o conhecimento e as ferramentas para o tratamento e estará apto a fazer o diagnóstico de doenças alérgicas”, disse.

Fonte Agência Brasil

Bebês podem ajudar a definir melhor idade para aplicação de vacina contra a dengue

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco querem saber como é o comportamento da dengue em bebês. Eles vão acompanhar 400 bebês na capital, Recife, para investigar se algum tipo de vírus da doença incide mais entre os pequenos e por quanto tempo os anticorpos passados pela mãe protegem o bebê.

Os pesquisadores esperam também conseguir informações sobre a faixa etária em que a vacina contra a dengue deve ser aplicada, quando o imunizante estiver disponível no mercado. “Poderemos saber qual a melhor idade para vacinar, porque isso muda de um país para o outro”, disse a epidemiologista Cynthia Braga, coordenadora do trabalho.

Em abril, gestantes passaram a ser recrutadas na maternidade do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, entidade filantrópica que atende à população de baixa renda, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Até agora, 200 mulheres já foram escolhidas. A seleção deve terminar em fevereiro do ano que vem.

No dia do parto, os pesquisadores vão colher sangue das mães e do cordão umbilical. Em metade dos bebês, serão coletadas amostras no segundo, sexto e décimo mês de vida. Nas outras 200 crianças, as coletas serão feitas no quarto, oitavo e décimo segundo mês.

Toda vez que os bebês ficarem doentes ou apresentarem febre, o sangue será coletado novamente pelo grupo de pesquisa para checar se estão com dengue. “[A dengue] Pode ser confundida com outras doenças, como uma gripe”, explicou a coordenadora. O acompanhamento vai durar até as crianças completarem 1 ano de vida.

O tema da pesquisa surgiu a partir de estudos feitos em países da Ásia, que apontaram os bebês como as principais vítimas de casos graves de dengue. Nessa região do mundo, acredita-se que o anticorpo da mãe pode sofrer transformação no organismo dos bebês e aumentar o risco de os menores desenvolverem as formas mais agudas da doença, segundo Cynthia Braga. Com o estudo, será possível comparar a reação dos bebês brasileiros com as dos asiáticos.

A coordenadora destaca que os registros no Brasil mostram que os casos graves são frequentes em crianças maiores e adultos. Há, conforme ela, pouca informação sobre a incidência da doença nos bebês daqui.

O último levantamento do Ministério da Saúde, divulgado em julho, constatou que das 310 mortes registradas no primeiro semestre deste ano, 73 foram em menores de 15 anos de idade (23,5%). Dos 8.102 casos graves no mesmo período, foram identificados 2.794 casos em crianças e adolescentes (34%). E, desde 2008, pelo menos 25% dos pacientes internados em decorrência da dengue têm menos de 15 anos de idade.

Fonte Agência Brasil

Como evitar gases

Eles causam desconforto e dor abdominal, além de gerar constrangimento social. Alimentação ajuda a minimizar o problema

Má digestão, dietas muito restritivas, consumo excessivo de açúcares, produtos fermentados (como pães, cerveja e vinagre) e, em alguns casos, reação à ingestão de produtos com glúten ou leite são as principais causas dos gases. O problema pode gerar desconforto abdominal e até constrangimento social.

“Alimentos feitos com a farinha refinada (como pão branco e massas), que fornecem um carboidrato suscetível a fermentação, também podem produzir gases”, diz a nutricionista Paula Gandin, de São Paulo.

Segundo a nutricionista Viviane Pereira, da rede Mundo Verde, quando os alimentos não são digeridos corretamente, chegam inteiros ao intestino e são fermentados pelas bactérias intestinais, levando ao desconforto.

“Para evitar a flatulência, evite tomar líquidos durante as refeições, procure se alimentar em lugares tranquilos, várias vezes ao longo do dia e em pequenas quantidades e mastigue bem a comida para facilitar o processo digestivo”, diz Viviane. Para melhorar a digestão e reduzir os gases, ela sugere usar chá de hortelã antes das refeições.

Um diário alimentar também é indicado para ajudar a identificar quais produtos e em quais situações estão aparecendo os gases. Daí é possível diminuir ou mesmo eliminar o causador. O bom funcionamento do intestino também é importante para evitar flatulência.

“A dieta deve ser rica em fibras, com cereais integrais, frutas, legumes e verduras. Associados ao consumo adequado de água, elas auxiliam o processo. Tomar diariamente cápsulas de probióticos, que são bactérias benéficas a saúde intestinal, é outra forma de melhorar o quadro,” finaliza Viviane.

Fonte IG

Técnica de fertilização aumenta as chances de gestação de meninas


Procedimento já é usado para diminuir os riscos de aborto. Médicos brasileiros encabeçaram a descoberta

Médicos brasileiros descobriram que um dos métodos de fertilização, empregado em casais com infertilidade masculina, eleva as chances de gestação de meninas.

O trabalho foi apresentado durante o Congresso Europeu de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), realizado este ano, em Estocolmo, na Suécia.

A técnica, chamada pelos especialistas de super ICSI (injeção intracitoplasmática do espermatozoide morfologicamente selecionado) permite visualizar o espermatozóide com uma resolução de 6600 vezes, e produz embriões com maior probabilidade de estarem geneticamente normais.

“Curiosamente, o procedimento mostrou que a incidência de embriões do sexo feminino também foi expressivamente maior: 64,7% contra 53,8%”, explica Edson Borges, diretor do Fertility, Centro de Fertilização Assistida, em São Paulo, e um dos responsáveis dos pela descoberta.

A Super ICSI aumenta as chances de fecundação, gravidez saudável e diminui o risco de aborto. Segundo o especialista, não há razão cientifica clara que justifique a prevalência de espermatozoides femininos. O “achado”, como Borges define a descoberta, não fere a ética médica tampouco abre precedentes para que futuros pais decidam previamente o sexo de seus desejados filhos.

“É interessante, surpreendente e desperta para estudar mais e melhor a fisiologia do espermatozóide. Apenas isso.”

A escolha do sexo do bebê só é permitida quando empregada para prevenir a transmissão de doenças genéticas relacionadas ao sexo, como a hemofilia – prevalente em meninos.

“Somente nesses casos se justificaria selecionar embriões do sexo feminino. No geral, porém, tratam-se apenas de possibilidades. Via de regra, o esperma que carrega o cromossomo X resultará numa criança do sexo feminino e o que carrega o cromossomo Y produzirá um menino. Nossa seleção é feita para garantir embriões saudáveis, que podem resultar numa gestação bem-sucedida. Jamais discriminamos o sexo do bebê”, afirma Borges.

Assumpto Iaconelli, ginecologista e especialista em fertilização assistida, prega cautela na utilização da técnica. “Esses dados somados trazem importantes implicações éticas. A técnica IMSI (Super ICSI) não deve ser considerada um procedimento de seleção sexual natural. Portanto, não dever ser procurada ou recusada por pacientes cuja intenção é ter uma criança de um sexo específico.”

Fonte IG