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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Privação do sono pode prejudicar a memória, diz estudo

Getty Images
Pesquisa conduzida pela Michigan State University e publicada no jornal Psychological Science mostra que dormir pouco ou não dormir pode distorcer memórias 

Uma noite mal dormida ou em claro pode prejudicar a memória, aponta um novo estudo. A pesquisa, conduzida pela Michigan State University e publicada no jornal Psychological Science, mostra que a privação do sono torna as pessoas mais propensas a confundir memórias. As informações são do Daily Mail.

“Nós descobrimos que a distorção da memória é maior após a privação do sono. E as pessoas estão dormindo cada vez menos”, explicou Kimberly Fenn, professora de psicologia da Michigan State University. Os centros de prevenção e controle de doenças já consideram a falta de sono uma verdadeira epidemia e acreditam que a questão está diretamente associada a batidas de carro, acidentes em fábricas e doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. “Nós concluímos que, sob circunstâncias específicas, a privação do sono pode aumentar o risco de desenvolver memórias equivocadas”, diz a pesquisa.

O estudo, que foi o primeiro a investigar os efeitos da privação do sono na veracidade das memórias, revelou que os participantes que ficaram acordados por 24 horas, ou dormiram por cinco ou menos horas, se mostraram mais propensos a criar memórias confusas ou falsas do que os descansados. “As pessoas que costumam dormir por poucas horas têm mais chances de desenvolver formas de distorção de memória a longo prazo. Não é apenas uma noite sem dormir que causa o problema”, explicou Fenn.

Terra

Medicamentos chegam às farmácias 12% mais baratos

Foto: Divulgação
Governo Federal ampliou o rol de produtos com isenção de tributos, mais 174 substâncias passam a ter o desconto 

Os medicamentos que passaram a ter a isenção do PIS/COFINS chegam mais baratos nas farmácias a partir desta semana. O Governo Federal ampliou em 174 a lista de substâncias que ficam livres da cobrança desses tributos, o que deve levar a uma redução de 12%, em média, nos preços dos produtos. A chamada "lista positiva", com a inclusão dos novos produtos, já soma mais de mil itens com sistema especial de tributação, o que representa 75,4% dos medicamentos comercializados em todo o país.

Atualmente, quase a totalidade dos medicamentos tarja vermelha e preta estão isentas de PIS/COFINS. Essa medida visa reduzir o custo para a população com medicamentos essenciais, utilizados para o tratamento de artrite reumatoide, câncer de mama, leucemia, hepatite C, doença de Gaucher e HIV, entre outros problemas de saúde.

Os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) na seleção das substâncias que terão o benefício levam em consideração as patologias crônicas e degenerativas; os programas de saúde do governo instituídos por meio de políticas públicas e a essencialidade dos medicamentos para a população. Para fazerem jus ao benefício, os medicamentos devem estar sujeitos à prescrição médica e estarem destinados à venda no mercado interno.

A Câmara de Regulação é responsável pelo monitoramento dos preços dos remédios e por garantir que as reduções tributárias sejam integralmente refletidas nos preços fixados como teto para os produtos.

Zero Hora

Entidades médicas criticam restrição de remédios para crianças hiperativas

Secretaria diz que portaria não traz novidades, apenas aperfeiçoa norma existente desde 2008
Elas são contra portaria da prefeitura de São Paulo que exige parecer de equipe multidisciplinar e formulários com dados sobre saúde física, psicossocial, situação escolar e familiar 

A Associação Médica Brasileira (AMB), a Associação Brasileira de Psiquiatria e outras entidades profissionais de psiquiatria e neurologia manifestaram-se contra a restrição da oferta pública pela prefeitura de São Paulo do fármaco metilfenidrato, vendido sob as marcas de Ritalina e Concerta e indicado para hiperatividade e déficit de atenção em crianças e adolescentes.

Portaria editada pela prefeitura diz que, a partir de agora, uma equipe multidisciplinar da Secretaria de Saúde avaliará a necessidade que o paciente tem do medicamento e preencherá um formulário com dados sobre a saúde física, psicossocial, situação escolar e familiar dele. Antes da determinação, o metilfenidato era receitado pelo médico do paciente.

Em carta aberta à população, as entidades médicas pedem a revogação da Portaria 986/2014 e destacam que a resolução não tem embasamento científico, nem nos conhecimentos da neurobiologia. Para as associações, a portaria constitui "obstrução abusiva ao acesso ao tratamento farmacológico pela população de baixa renda, além de impor restrição ao pleno exercício e autonomia da medicina e da ciência brasileiras".

“Os diagnósticos de TDAH [transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) e de dislexia não são controversos, ao contrário do que é dito ali. Além de oficialmente reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde [OMS], há diretrizes internacionais para sua realização e inúmeros estudos científicos que demonstram alterações no funcionamento cerebral do TDHA. O fato de o sistema americano de classificação das doenças psiquiátricas indicar que não há uma etiologia específica para esses quadros, em nada compromete a realização de diagnóstico e tratamento”, diz a carta das associações.

O texto lembra a luta das entidades médicas pela assistência multidisciplinar às pessoas comtranstornos neurológicos e psiquiátricos e dz que tal meta só será atingida com atitudes políticas públicas inclusivas. “A portaria burocratiza o acesso digno ao tratamento, principalmente à população com desvantagem social, e se posiciona com a sistematização científica de maneira mistificadora e indigna”, acrescenta a carta.

A psiquiatra e coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ivete Gataz, concorda com as entidades e serviços de pesquisa e considera a portaria um retrocesso. Segundo Ivete, a norma está na contramão do caminho mundial de pesquisa e uso do metilfenidato. “Para nós, foi uma surpresa infeliz entender que, em uma cidade como São Paulo, serão prejudicadas milhares de crianças que usam a medicação e recebem muitos benefícios com o tratamento. E são as mais necessitadas, de baixa renda.”

Ivete ressaltou que aqueles cuja família tem poder aquisitivo continuarão fazendo o tratamento e terão oportunidade de desenvolvimento e sucesso. Na opinião da psiquiatra, além de retirar o direito ao tratamento, a portaria da prefeitura fere o direito do médico de fazer o diagnóstico, porque a criança passará por uma avaliação com outros profissionais (médicos e não médicos) para avalizar a opinião médica. “Isso fere o direito do médico de diagnosticar e prescrever. Será que a rede pública está aparelhada e vai ter condições suficientes de fazer todas essas avaliações? Não é o que percebemos, pois temos dificuldades de encaminhamento porque muitos Caps [centros de apoio psicossocial) nem médicos têm.”

O médico José Rubem Alcântara Bonfim, da Assistência Farmacêutica da Secretaria Municipal de Saúde, porém, disse que a portaria não traz novidades, apenas aperfeiçoa norma existente desde 2008. “O metilfenidato é um anfetamínico e, por isso, necessita de cuidados especiais em sua prescrição. Esse fármaco vem sendo objeto de preocupação de especialistas no mundo inteiro, que recomendam seu uso apenas depois de intervenções educativas e psicológicas.”

Bonfim ressalta que, nos consultórios particulares, quem decide a prescrição são os próprios profissionais, mas, na secretaria, isso será feito pela equipe multiprofissional dos 24 Caps da cidade, como é recomendado no mundo inteiro. “A recomendação é que o tratamento inicial não seja farmacológico, ou seja, deve-se adiar ao máximo a prescrição do metilfenidato. Os médicos no Brasil têm autonomia de prescrever qualquer remédio e isso se opõe às recomendações dos melhores centros do mundo.”

Segundo o médico, o que se conhece a respeito do metilfenidato é o efeito positivo no tratamento inicial de quem tem um conjunto muito grande de sinais. Os benefícios ocorrem nos primeiros meses, mas não se sabe quais serão os efeitos depois de dois anos e nem mesmo a longo prazo. “Todo fármaco encerra riscos e o metilfenidato tem muitos efeitos adversos, então, é preciso que a equipe faça uma avaliação da relação benefício/risco. O metilfenidato deve ser empregado quando os benefícios superarem os riscos”, explicou Bonfim.

Para ele, as críticas das entidades médicas quanto à restrição de oferta não têm sentido, porque o medicamento não está na lista do governo federal, nem na do estadual e não é tão caro quanto se diz. “Minha avaliação é que temos, em primeiro lugar, de nos preocupar com a segurança do paciente.”

Agência Brasil

Anvisa suspende lote de creme dental Sensodyne e Antibiótico

http://www.sinfrerj.com.br/sites/default/files/zoom-sinal-de-alerta-963.jpg?1396971042 Ação foi motivada após a constatação de mistura entre os lotes dos produtos Sensodyne Rápido Alívio e Sensodyne Pro Esmalte 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (22), a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote TB0165V do produto Sensodyne Rápido Alívio, fabricado pela Glaxosmithkline Brasil Ltda.

Segundo a agência,ação foi motivada após a constatação de mistura entre os lotes dos produtos Sensodyne Rápido Alívio e Sensodyne Pro Esmalte durante o processo de fabricação.

A empresa procederá ao recolhimento do lote.

Também nesta terça a agência suspendeu a distribuição, comercialização e uso de dois lotes (598246 e 598248) do antibiótico Claritromicina, 50 mg/ml, com validade até 12/2015, fabricado pela empresa EMS.

De acordo com a Anvisa, o laboratório já iniciou o recolhimento voluntário do produto após identificar alterações no sabor da formulação.

iG

Santa Casa de SP interrompe atendimento de urgência e emergênci

Reprodução
Segundo nota divulgada nesta terça-feira, o hospital tomou a medida por a falta de recursos para aquisição de medicamentos

A Santa Casa de São Paulo informou por meio de um comunicado publicado no site da instituição que vai interromper o atendimento de urgência e emergência devido à falta de recursos para aquisição de materiais e medicamentos.

 A interrupção está em vigor a partir desta terça (22).

Segundo a nota, a administração do hospital está fazendo todos os esforços possíveis para reverter a situação junto com as autoridades responsáveis pela saúde pública. 

A instituição, que fica na região central de São Paulo, no bairro de Santa Cecília, é um hospital filantrópico privado, financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo governo do estado. 

Os pacientes não têm o atendimento cobrado.

iG