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terça-feira, 22 de março de 2011

Turma 53 São Camilo Pompéia

Final do Módulo de Gestão de Logística Hospitalar da turma de pós graduação em Administração Hospitalar
março 2011

Turma 53 São Camilo Pompéia- Pós em Adm. Hospitalar I


 
Final do Módulo Gestão de Logística Hospitalar da pós em Administração Hospitalar
março 2011

Ferida Aberta - OSS provocam desigualdades salariais entre os profissionais da saúde

Clique e ouça: http://www.redebrasilatual.com.br/radio/programas/jornal-brasil-atual/ferida_aberta_capitulo7_trabalhadores_na_saude.mp3/view

Soropositivo - Direitos fundamentais

Pela Constituição brasileira, os portadores do HIV, assim como todo e qualquer cidadão brasileiro, têm obrigações e direitos garantidos. Entre eles: dignidade humana e acesso à saúde pública e, por isso, estão amparados pela lei.

O Brasil possui legislação específica dos grupos mais vulneráveis ao preconceito e à discriminação, como homossexuais, mulheres, negros, crianças, idosos, portadores de doenças crônicas infecciosas e de deficiência. Em 1989, profissionais da saúde e membros da sociedade civil criaram, com o apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, a Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da Aids.

O documento foi aprovado no Encontro Nacional de ONG que Trabalham com Aids (ENONG), em Porto Alegre (RS).

I - Todas as pessoas têm direito à informação clara, exata, sobre a aids.

II – Os portadores do vírus têm direito a informações específicas sobre sua condição.

III - Todo portador do vírus da aids tem direito à assistência e ao tratamento, dados sem qualquer restrição, garantindo sua melhor qualidade de vida.

 IV - Nenhum portador do vírus será submetido a isolamento, quarentena ou qualquer tipo de discriminação.

V - Ninguém tem o direito de restringir a liberdade ou os direitos das pessoas pelo único motivo de serem portadoras do HIV/aids, qualquer que seja sua raça, nacionalidade, religião, sexo ou orientação sexual.

 VI - Todo portador do vírus da aids tem direito à participação em todos os aspectos da vida social. Toda ação que visar a recusar aos portadores do HIV/aids um emprego, um alojamento, uma assistência ou a privá-los disso, ou que tenda a restringi-los à participação em atividades coletivas, escolares e militares, deve ser considerada discriminatória e ser punida por lei.

 VII - Todas as pessoas têm direito de receber sangue e hemoderivados, órgãos ou tecidos que tenham sido rigorosamente testados para o HIV.

VIII - Ninguém poderá fazer referência à doença de alguém, passada ou futura, ou ao resultado de seus testes para o HIV/aids, sem o consentimento da pessoa envolvida. A privacidade do portador do vírus deverá ser assegurada por todos os serviços médicos e assistenciais.

IX - Ninguém será submetido aos testes de HIV/aids compulsoriamente, em caso algum. Os testes de aids deverão ser usados exclusivamente para fins diagnósticos, controle de transfusões e transplantes, estudos epidemiológicos e nunca qualquer tipo de controle de pessoas ou populações. Em todos os casos de testes, os interessados deverão ser informados. Os resultados deverão ser transmitidos por um profissional competente.

X - Todo portador do vírus tem direito a comunicar apenas às pessoas que deseja seu estado de saúde e o resultado dos seus testes.

 XI - Toda pessoa com HIV/aids tem direito à continuação de sua vida civil, profissional, sexual e afetiva. Nenhuma ação poderá restringir seus direitos completos à cidadania.

http://www.aids.gov.br/pagina/direitos-fundamentais

Estudos divulgados pelo Ministério da Saúde apontam maior vulnerabilidade da população negra frente às DST/aids

Nesta segunda-feira, 21 de março, é celebrado o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. Em 1960, cerca de 20 mil negros sul-africanos protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186. Em memória à tragédia, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia mundial. Apesar de todos os esforços que foram feitos até agora, o Brasil ainda tem muitas batalhas a enfrentar. As desigualdades econômicas do País influenciam diretamente na incidência de casos de HIV/aids na população de menor nível socioeconômico. Um número expressivo de negras brasileiras ainda têm baixos níveis de escolaridade e não possuem plano de saúde. Na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, 58,8% delas possuem apenas o ensino fundamental completo/incompleto e 55,6% não tem assistência de saúde privada. Mas o fator mais preocupante é, sem dúvida, a opressão. Por sentirem-se com menos poder de negociação diante do parceiro sexual, essas mulheres se expõem a contextos sociais de vulnerabilidade que podem culminar na infecção pelo vírus da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. Atento a esta realidade e em busca de soluções, o Ministério da Saúde investiu em uma série de estudos sobre HIV/aids e a população negra brasileira (veja a publicação aqui: http://www.aids.gov.br/publicacao/saude-e-sociedade-populacao-negra-e-aids). Uma das pesquisas, realizada com jovens mulheres moradoras de 10 diferentes comunidades do Rio de Janeiro, comprova que 74% são negras, 39% são sexualmente ativas e 24,4% destas mulheres são portadoras de DST. Esta é apenas uma parte da realidade brasileira. Os resultados das pesquisas de DST e HIV/aids em afro-descendentes brasileiros servem de subsídios para o fomento de políticas públicas. Ao todo, foram realizadas 10 pesquisas em sete Estados brasileiros a partir da Chamada de Pesquisas Nacionais em População Negra e HIV. Segundo o Departamento de Aids do Ministério da Saúde, inclusão social, ações afirmativas e estratégias de gestão participativa voltadas a redução das condições de vulnerabilidade da população negra são fundamentais para o controle dessas doenças. Redação da Agência de Notícias da Aids http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=16888

Novo portal da ONU traz pesquisas sobre o impacto de políticas econômicas para a epidemia de aids

Crescimento Inclusivo, da Organização das Nações Unidas (ONU), lança hoje (22) um site com acesso a estudos e avaliações de programas sociais de mais de 70 países em desenvolvimento. O site traz mais de 280 pesquisas em inglês e espanhol sobre tópicos relacionados a estratégias para o crescimento inclusivo, como o impacto da situação econômica mundial para o bem-estar humano e o impacto de políticas macroeconômicas para a epidemia de HIV/aids. Também há uma biblioteca virtual com mais de 130 pesquisas em português sobre políticas e programas de proteção social e transferência de renda; estratégias de desenvolvimento rural e sustentável; inovações para a geração de emprego; políticas macroeconômicas para a redução da desigualdade; estratégias de provisão de água, saneamento e eletricidade para todos. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o objetivo do site é promover a discussão e o aprendizado sobre iniciativas bem sucedidas de inclusão social no mundo. O endereço é www.ipc-undp.org/HomePort.do
Redação da Agência de Notícias da Aids http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=16891

O SUS e sua última chance

O SUS foi transformado em um grande balcão de negócios, afirma integrante do Conselho Nacional de Saúde Francisco Júnior em artigo para a Folha de S.Paulo Autor defende que é preciso profissionalizar a gestão e valorizar a dedicação exclusiva dos profissionais da saúde. Leia o texto na íntegra a seguir. O SUS e sua última chance Nenhuma das vertentes que reivindicam para si o diagnóstico das dificuldades que o SUS (Sistema Único de Saúde) enfrenta tem, na verdade, entrado no debate central. Afinal, a questão é muito mais grave e envolve, além do financiamento e gestão, o modelo de atenção, a relação público-privado, a força de trabalho, o controle social e a impunidade, que é a regra. Contra-hegemônico, a principal e mais poderosa ameaça à histórica e predadora ação patrimonialista do Estado brasileiro, tudo vem sendo feito para evitar sua plena consolidação. Pensado como política de Estado que deveria ser imune aos governos, o SUS tem sido desconstruído por políticas absolutamente dessintonizadas de seus princípios e arcabouço jurídico. Desde a contratação de serviços, dos mais simples aos mais especializados, em substituição ao público, passando pela intermediação de mão de obra por meio de empresas e cooperativas, até a entrega da própria gestão dos serviços públicos a grupos privados, tudo no sistema foi transformado num grande e privilegiado balcão de negócios, as "parcerias", para atendimento dos mais variados interesses. Essa é a raiz dos escândalos que assolam o país, sob silêncio assustador dos que deveriam zelar pelo cumprimento das regras do jogo, como o Ministério da Saúde e o Poder Judiciário. Se quisermos resgatar a proposta mais includente e democrática, o Ministério da Saúde deve ter uma orientação única, sintonizada com a estrita obediência aos princípios do SUS, não cabendo sob qualquer hipótese acordos ou conchavos que visem a acomodação de diferentes grupos e/ou interesses políticos. Com a frágil estrutura que caracteriza a maioria dos nossos municípios, é urgente uma participação maior dos entes estaduais e federal, por meio de um financiamento adequado e pactuado de acordo com as suas reais necessidades, e uma cooperação técnica que permita a superação dos limites que decorrem da insuficiente capacitação de um número razoável de gestores, com ênfase absoluta na atenção básica. É preciso que haja profissionalização e democratização da gestão, bem como a autonomia administrativa e orçamentária dos serviços, com a finalidade de combater a ingerência político-partidária, exercida por meio das OS (Organizações Sociais), Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) e fundações. Outra medida é a criação do serviço civil em saúde e da carreira única do SUS para todos os profissionais, valorizando a qualificação, a interiorização, o tempo de serviço e a dedicação exclusiva. Tais ações serão fundamentais na estruturação da rede pública, superando a absoluta dependência dos onerosos serviços contratados, ampliando em consequência a oferta e o acesso aos serviços. Por fim, o respeito às decisões, a soberania e a autonomia dos Conselhos de Saúde e o combate sem tréguas à impunidade promoverão o definitivo salto de qualidade necessário à afirmação plena do sistema. Para nós, o SUS pode ter sua última chance, a depender da decisão política adotada. Francisco Batista Júnior, 56, farmacêutico, é integrante do Conselho Nacional de Saúde, que presidiu de novembro de 2006 a fevereiro de 2011. Fonte: Folha de S.Paulo http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=16890

Promoção a saúde envolve estilo de vida saudável

por Saúde Business Web 22/03/2011 Segundo expert, exames são solicitados sem nenhum embasamento científico Em seu novo post, o expert do Saúde business Web, Alberto Ogata, fala sobre o elevado número de exames preventivos realizado desnecessariamente. Segundo o expert, os serviços de check up buscam oferecer uma variedade, cada vez maior, de exames e as empresas oferecem estes serviços como "benefício" para seus executivos. "São solicitados exames sem nenhum embasamento científico. Observamos pessoas realizarem exames como rastreamento de marcadores bioquímicos, de custo elevadíssimo, que são utilizados somente para acompanhamento de tratamento de câncer.A realização de exames desnecessários traz custos adicionais às empresas e gera uma cadeia de procedimentos que traz desgastes físicos e psicológicos aos pacientes e quedas de produtividade no trabalho" afirma Ogata. Uma matéria bastante interessante feita por Debora Mismetti na Folha de São Paulo do dia 20 de março último aborda a questão da dualidade promoção da saúde x prevenção de doenças.Debora entrevistou o médico Gilbert Welch, autor do livro OVERDIAGNOSED. Neste livro ele afirma que a epidemia de exames preventivos coloca a população em maior risco do que salva vidas. De acordo com Welch, se formos medicalizar a definição de saúde, seria: "Não conseguimos achar nada de errado". A pressão está abaixo de 12 por 8, o colesterol está baixo, fizemos uma tomografia e não há nada de errado. Se essa virar a definição de saúde, pouquíssimas pessoas serão saudáveis. É certo tachar a maioria como doente ? Vivemos no Brasil uma situação semelhante. Os serviços de check up procuram oferecer uma gama cada vez maior de exames e as empresas oferecem estes serviços como “benefício” a seus executivos. Com freqüência, ouvimos destes profissionais que podem manter o seu estilo de vida não saudável pois “os exames foram todos normais”. Além disso, são solicitados exames sem nenhum embasamento científico. Observamos pessoas realizarem exames como rastreamento de marcadores bioquímicos, de custo elevadíssimo, que são utilizados somente para acompanhamento de tratamento de câncer.A realização de exames desnecessários traz custos adicionais às empresas e gera uma cadeia de procedimentos que traz desgastes físicos e psicológicos aos pacientes e quedas de produtividade no trabalho. Welch cita, por exemplo, a realização indiscriminada de dosagens de PSA para rastreamento do câncer da próstata. Várias condições benignas levam ao aumento do PSA. No entanto, com freqüência, gera-se uma condição de extrema ansiedade ao paciente, que é submetido a exames e tratamentos que podem levar a graves conseqüências como impotência sexual e incontinência urinária.A promoção da saúde envolve empoderar os indivíduos para que cuidem de sua saúde, através de estilos de vida saudáveis e conhecimento para que possam tomar as melhores decisões sobre o seu cuidado com a saúde. Além disso, os profissionais de saúde precisam utilizar, com freqüência cada vez maior, os protocolos clínicos e as melhores evidências científicas e rejeitar com veemência as novidades que trazem somente caráter comercial. postado por Alberto Ogata http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=177

Orçamento da FINEP chega a R$ 6 bilhões

por Saúde Business Web 21/03/2011 Complexo de saúde, nanotecnologia, TI e gás e energia são áreas prioritárias Ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) ampliou em R$ 2 bilhões os recursos destinados ao financiamento com retorno de projetos de ciência, tecnologia e inovação em empresas brasileiras. A medida foi acordada junto ao BNDES e ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). Com isso, o orçamento total da Finep em 2011 passou de R$ 4 bilhões para cerca de R$ 6 bilhões. Parte deste reforço no orçamento - R$ 1,75 bilhão - virá do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operado pelo BNDES, dos quais R$ 1 bilhão na forma de empréstimo. O restante, R$ 750 milhões, são da linha de inovação do PSI e serão repassados pela FINEP, que atuará como agente financeiro do Banco. A Financiadora também receberá R$ 220 milhões do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) que serão aplicados em projetos de inovação tecnológica em micro, pequenas e médias empresas, em áreas consideradas estratégicas, como tecnologia da informação e comunicação (TICs), petróleo e gás, nanotecnologia, entre outras. A meta do presidente da FINEP, Glauco Arbix, conforme o seu discurso de posse, é duplicar a capacidade de crédito da Financiadora, atingindo R$ 8 bilhões ao final de quatro anos. Em comunicado, ele afirmou que, "Poucas instituições no mundo atuam da pesquisa ao crédito, como aqui. O Brasil precisa de um choque de inovação e a FINEP será protagonista desse processo na condição de um banco de fomento". Ele citou as áreas de gás e energia, complexo de saúde, nanotecnologia e Tecnologia da Informação como prioritárias para apoio. Na sua carteira de reembolsável (crédito), a FINEP opera com taxas subsidiadas que variam entre 3,5% e 5% ao ano dependendo do grau de inovação do projeto. Já os recursos do PSI serão operacionalizados pela FINEP com base nas linhas do Programa, que também opera com taxas fixas entre 4% e 5% ao ano para projetos de pesquisa e desenvolvimento nas áreas prioritárias da Política de Desenvolvimento Produtivo do governo Federal. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76783

Cuiabá: gestão terceirizada causa polêmica

por Saúde Business Web 21/03/2011 Por ser contra o modelo de administração, os médicos servidores do Estado estão em greve desde o dia 10 O novo modelo de terceirização que o Estado quer implantar nos hospitais regionais, em Cuiabá (MT), causa polêmica e tem mobilizado entidades de classe e associações em ações contra à adoção do formato, as informações são do Diário de Cuiabá. No tipo de gestão pretendido pela Secretaria de Estado de Saúde, os hospitais regionais seriam administrados por Organizações Sociais. No entanto, a Secretaria Estadual de Saúde perdeu a primeira batalha na tentativa de implantar o sistema. A Justiça suspendeu o Edital de Chamamento Público para contratação de instituições voltada a gerir o Hospital Metropolitano de Várzea Grande. A unidade seria a primeira a adotar o sistema. Por ser contra o modelo de administração, os médicos servidores do Estado estão em greve desde o dia 10. De acordo com o jornal, na última quinta-feira (17), mais de 20 organizações incluindo o Conselho o Conselho Regional de Medicina, o Sindicato dos Médicos do Estado e o Sindicato dos Servidores da Saúde, fizeram passeata pelas ruas da cidade e, depois, participaram de audiência pública na Assembleia Legislativa para tentar demover a intenção do governo. As organizações também questionam a aprovação de projeto de lei na Assembleia que assegura ao governo fechar contrato de gestão para destinação de bens públicos às Organizações Sociais sem a necessidade de licitação. Além dos médicos, outros servidores da Saúde também aprovaram indicativo de greve e podem paralisar as atividades em breve. A categoria terá nova reunião com a Secretaria Estadual de Administração amanhã para debater a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCVs). http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76774

Médicos Digitais: O desafio da relação médico - paciente frente à comunicação online

por Patricia Peck* 21/03/2011 Em artigo, especialista em direito digital aborda chegada do paciente bem informado aos consultórios e a reação dos médicos a esse processo Em tempos de aumento do acesso à internet e da explosão do uso das redes sociais, cresce, nos consultórios médicos, o número de pacientes que, de alguma maneira, chegam para a consulta com algum conhecimento, correto ou não, quanto a um possível resultado de exame, enfermidade ou com um pré-diagnóstico baseado em sintomas. Isso acontece graças aos sites de buscas. As pessoas vêm utilizando tais agregadores de notícias e informações como um verdadeiro prontuário eletrônico. Mas, até que ponto isso é benéfico na relação médico - paciente? O advento da internet e a adesão crescente às redes sociais, claro, atingiram os profissionais da saúde. Além de redes destinadas ao público geral, como o Facebook, Orkut, LinkedIn e Twitter, tem havido um considerável desenvolvimento das redes sociais criadas especificamente para a classe médica, como o Planeta Médico (http://www.planetamedico.com.br/), o MySpine (www.mycommunity.com.br/myspine), e o Meu Prontuário (http://www.meuprontuario.net/). Há também o Sermo (http://www.sermo.com/), uma rede originária dos Estados Unidos que conta com mais de 115 mil membros, segundo informações do próprio site. Os médicos podem sim fazer parte dessas comunidades, porém, é importante frisar que as redes exclusivamente médicas se destinam à discussão científica e os demais sites de relacionamento dizem respeito à vida pessoal. Nesse sentido, vale lembrar que no Brasil os médicos devem seguir o Código de Ética Médica, que em decorrência do dever de sigilo profissional, veda fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais, divulgação de assuntos médicos em meios de comunicação em geral, mesmo com autorização do paciente (Art. 75). É vedado, ainda, ao médico, divulgar, fora do meio científico, processo de tratamento ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido cientificamente por órgão competente (Art. 113). Essa adaptação dos profissionais às novas tecnologias gera impactos importantes para a sociedade em geral. A saúde tem evoluído muito no âmbito de diagnóstico por imagem. O médico online, que usa a internet e as redes sociais, se permite um melhor acesso às informações e à troca de experiências não apenas com outros integrantes da comunidade em que está inserido, mas com a comunidade científica do mundo inteiro. Há a oportunidade, por exemplo, de contato com histórias de casos de pacientes - o que é super importante até no mapeamento de doenças mais raras, ainda não bem tratadas -, observância de efeitos adversos, estudo de similaridades, entre outros pontos importantes da missão contínua de pesquisa e atualização que todo profissional da área médica tem. Além disso, é importante que o médico saiba o que está na internet, pois há uma verdadeira avalanche de informações erradas, "mitos" e até recomendações equivocadas quanto aos tratamentos e diagnósticos. Frente a essa realidade, o médico recebe também a missão de alertar ao paciente sempre que o mesmo mencionar durante uma consulta que viu algo na internet, auxiliá-lo no entendimento do que é verídico ou não no caso de um boato, por exemplo. Ressalto que a despeito de todos os pontos positivos citados, o médico não pode se esquecer do sigilo profissional. Cabe a ele respeitar a privacidade de seus pacientes sem revelar, a qualquer tempo ou situação, informações relacionadas aos casos tratados, de seu conhecimento, em virtude do exercício de sua profissão, salvo nas hipóteses autorizadas no Código de Ética Médica ou em Lei. Além da atualização constante, manter um perfil em redes sociais também auxilia na humanização da relação com o paciente, já que muitos deles preferem este contato mais interativo e em tempo real, ao invés do tradicional "ligar no consultório". Esse comportamento é observado especialmente no caso do médico que atende ao público já da Geração Y ou Z (nascidos de 1980 para cá). A presença na web, em contrapartida, também apresenta suas desvantagens. Um exemplo de extrema importância é o caso do vazamento de informações confidenciais de pacientes ou a superexposição da vida de um profissional cujas condutas devem ser guiadas pelo Código de Ética Médica e, ainda, o assédio de pacientes nas redes sociais pessoais. É difícil separar, nas redes sociais, o que é pessoal do que é profissional. Existe uma certa confusão entre a imagem corporativa e a imagem do indivíduo. Por isso, se o médico tem um blog, por exemplo, e deseja que o conteúdo publicado seja somente pessoal, ele não deve, em hipótese alguma, comentar assuntos de seu trabalho. No momento em que ele próprio promove uma mistura entre as esferas particular e profissional, inicia-se a confusão. Isso ainda pode ser intensificado se o profissional emite, na sequência, uma opinião pessoal sobre qualquer tema. Quem participa desse ambiente de interação não consegue mais distinguir se aquilo que o médico blogueiro diz é pessoal ou profissional. É de suma importância que fique absolutamente claro o propósito do ambiente, seja um Blog ou um perfil em Facebook. A postura do profissional precisa estar alinhada a isso uma vez que a maior parte dos erros ocorre devido à confusão destes elementos de propósito e postura. Recomenda-se, ainda, que ao optar por uma rede social pessoal, o médico não adicione pacientes aos seus contatos, ou mesmo os curiosos em atendimentos online. Também é importante que as configurações de privacidade oferecidas pelas redes sejam ativadas a fim de preservar o conteúdo ali postado. Segundo um estudo desenvolvido pelo Hospital Lariboisièreque, na França, realizado com 400 médicos em formação na Universidade Hospital Rouen, a "interação entre paciente e médico resulta em uma situação eticamente problemática, porque não está relacionada à assistência direta ao paciente", defenderam os autores do estudo no Journal of Medical Ethics. "Além disso, a disponibilidade pública de informações sobre a vida privada de um médico pode ameaçar a confiança mútua entre ele e seu paciente. Comentários e fotos postados on-line podem ser mal interpretados fora do seu contexto original e podem não refletir com precisão as suas opiniões e comportamentos da vida real".[i] O Código de Ética Médica prevê regras para o comportamento dos profissionais da Medicina nos meios de comunicação em massa, como a internet, tais como a vedação de divulgar informação sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico ou, ainda, de consultar, diagnosticar ou prescrever por qualquer meio de comunicação do gênero. Se o médico cometer qualquer falta grave, como o desrespeito às vedações apresentadas acima, poderá ter o exercício profissional suspenso mediante procedimento administrativo específico. Diante disso, o médico deve seguir, principalmente na internet e em seus perfis nas redes sociais, as mesmas regras de conduta de sigilo que segue nos demais espaços em que está presente. Lembrando que é vedado ao médico fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos, em meios de comunicação em geral, mesmo com autorização do paciente, além de não poder divulgar qualquer fato sobre o qual tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão. Justamente por ter a classe médica um dever de sigilo profissional e um Código de Ética Médica, que procura preservar a privacidade do paciente, cada vez mais se discute no âmbito da saúde sobre segurança da informação (disponibilidade, integridade, e principalmente, confidencialidade). De acordo com a Resolução 097/2001 do CREMESP, que dispõe sobre idealização, criação, manutenção e atuação profissional em domínios, sites, páginas ou portais sobre medicina e saúde na Internet, os usuários da Internet têm o direito à privacidade sobre dados pessoais e de saúde. Logo, os sites devem deixar claros os mecanismos de armazenamento e segurança para evitar o uso indevido de dados através de códigos, contra-senhas, software e certificados digitais de segurança apropriados para todas as transações que envolvam informações médicas ou financeiras pessoais do usuário. Devem ter acesso ao arquivo de dados pessoais para fins de cancelamento ou atualização dos registros. Em 2007, por exemplo, a Agência Nacional de Saúde (ANS) estabeleceu o padrão de Troca de Informações em Saúde Suplementar (TISS) para determinar os requisitos mínimos a serem atendidos no registro e intercâmbio de dados entre as operadoras de planos privados de assistência à saúde e os prestadores de serviços de saúde. Ainda em 2007, o Conselho Federal de Medicina aprovou, por meio da Resolução CFM N.º 1.821, as normas técnicas concernentes à digitalização e uso dos sistemas informatizados para a guarda e manuseio dos documentos dos prontuários dos pacientes, autorizando a eliminação do papel e a troca de informação identificada em saúde. A Organização Internacional para a Padronização (ou International Organization for Standardization, ISO), publicou, em setembro de 2008, a Norma ISO 27799:2008 - um roteiro prático para a Gestão de Segurança da Informação na área de Saúde através do uso da Norma ISO/IEC 27002. Sendo assim, tanto médicos e hospitais, quanto empresas relacionadas ao sistema de saúde, devem ficar atentas a adoção de mecanismos eficientes e à correta orientação de seus funcionários para garantir o adequado tratamento às informações dos pacientes. *Patricia Peck Pinheiro, advogada especialista em Direito Digital, sócia fundadora da Patricia Peck Pinheiro Advogados, autora do livro "Direito Digital", do áudio-livro e do pocket book "Tudo o que você precisa ouvir sobre Direito Digital", e do áudio-livro "Eleições Digitais". http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76756

Medicina ajuda a melhorar qualidade de vida de portadores da Síndrome de Down

Dia Internacional lembra os avanços e desafios dos portadores ao redor do planeta No Dia Internacional da Síndrome de Down, o repórter Fábio Ramalho foi acompanhar a rotina de Paula, de 23 anos, portadora do distúrbio genético. Ela toca bateria e já fez comercial de TV. A Síndrome de Down é um acidente genético, ou seja, a pessoa nasce com um cromossomo 21 a mais, que implica em problemas cognitivos e diferentes características físicas. Segundo o IBGE, 300 mil pessoas tem a síndrome no Brasil, o que significa um caso a cada 1.000 nascimentos. No entanto, avanços da medicina e da sociedade têm ajudado a melhorar a qualidade de vida. Um exemplo vem da própria Paula, que, depois de uma cirurgia na mandíbula, passou a respirar melhor e a se sentir mais confiante para seguir uma vida amorosa. Assista a reportagem completa clicando no site abaixo: http://noticias.r7.com/saude/noticias/medicina-ajuda-a-melhorar-qualidade-de-vida-de-portadores-da-sindrome-de-down-20110321.html

Estresse afeta equilíbrio das bactérias do intestino

Pesquisa mostra de que forma o estresse desregula a defesa do corpo estresse é capaz de modificar o equilíbrio das bactérias que vivem no intestino humano e, com isso, diminuir a defesa do organismo. Essa é a conclusão de um estudo publicado na revista científica Brain, Behavior and Immunity. De acordo com Michael Bailey, pesquisador da Universidade Estadual de Ohio e coordenador do estudo, a exposição ao estresse modifica a composição, a diversidade e o número dos microorganismos naturais do intestino. - Essas bactérias afetam a função imunológica (defesa do organismo), o que ajuda a explicar porque o estresse desregula a resposta imunológica. O que ocorre, segundo Bailey, é que as comunidades de bactérias no intestino se tornam menos diversificadas, abrindo espaço para os microorganismos prejudiciais à saúde. De acordo com Bailey, ao utilizar antibióticos, o paciente reduz o número de bactérias no organismo. Nessa situação, o estudo mostrou que os efeitos do estresse sobre a imunidade são bloqueados. - A pesquisa indica que, além do estresse modificar os níveis de bactérias, essas alterações atingem nossa imunidade. http://noticias.r7.com/saude/noticias/estresse-afeta-equilibrio-das-bacterias-do-intestino-20110322.html

Hospital realiza primeiro transplante facial completo dos EUA

DA ASSOCIATED PRESS Um norte-americano do Texas de 25 anos, que ficou desfigurado após um grave acidente elétrico há dois anos, recebeu o primeiro transplante completo de rosto dos EUA em um hospital de Boston. O procedimento aconteceu na semana passada, mas o hospital divulgou à imprensa somente nesta segunda. Dallas Wiens passa bem, segundo o estabelecimento. Mais de 30 médicos, enfermeiros e outros funcionários do Hospital Brigham and Women's, liderados pelo cirurgião plástico Bohdan Pomahac, realizaram a operação de 15 horas O acidente elétrico, ocorrido em novembro de 2008, deixou Wiens cego e sem lábios, nariz e sobrancelhas. Em Boston, os médicos transplantaram uma cara totalmente nova, incluindo o nariz, lábios, pele, músculos e nervos que animam a pele e dão sensibilidade. A identidade do doador não foi divulgado e o hospital não disse quando a cirurgia foi feita, por razões de privacidade. Wiens não vai parecer "quem ele costumava ser, ou o doador", mas algo no meio, disse Pomahac. "Os tecidos são realmente moldados em uma nova pessoa." O transplante não foi capaz de restaurar a visão de Wiens, e os nervos estavam tão danificados pela lesão que ele provavelmente terá apenas sensação parcial na bochecha esquerda e na testa esquerda, disse o cirurgião. Wiens foi capaz de falar com sua família ao telefone, segundo seu avô, Del Peterson, que participou da entrevista coletiva em Boston. "Quando o vi pela primeira vez após a lesão, não tinha ideia do que viria a seguir", disse Peterson. "Mas ele está determinado a ficar bem e seguir em frente, fazer alguma coisa da sua vida." Ele disse que Wiens espera se tornar um advogado para doações faciais, e agradeceu à família do doador, dizendo: "Vocês permanecerão para sempre em nossos corações e nossas orações e somos gratos pela generosidade." A cirurgia foi paga pelo Departamento de Defesa; o hospital recebeu uma doação de US $ 3,4 milhões dos militares para pesquisa sobre transplante. A nova lei federal de assistência à saúde ajudou a tornar possível a operação, permitindo que Wiens obtivesse a cobertura do seguro para os medicamentos caros que ele vai precisar ao longo da vida, para prevenir a rejeição de seu novo rosto. Este foi o segundo transplante facial que o hospital de Boston realizou; o anterior foi em abril de 2009 --a substituição parcial do rosto de um homem que sofreu lesões traumáticas da face após um acidente. O primeiro transplante facial do mundo, ainda parcial, foi feito na França, em 2005, em uma mulher desfigurada por seu cão. Médicos em Espanha realizaram o primeiro transplante facial completo em março do ano passado, em um agricultor que era incapaz de respirar ou comer por conta própria depois de atirar acidentalmente na própria cara. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/891956-hospital-realiza-primeiro-transplante-facial-completo-dos-eua.shtml

Consultores dos EUA recomendam proibição de cigarros mentolados

Um comitê consultivo da FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) recomendou o veto à venda de cigarros mentolados naquele país na sexta-feira (18). Segundo o comunicado, o mentol não pode ser considerado um mero aditivo, já que torna o gosto do cigarro mais agradável e aumenta a dependência à nicotina, especialmente entre os mais jovens. Agora, o órgão regulador deve avaliar o relatório para decidir se veta ou aplica restrições ao mentol. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) abriu consulta pública para debater a proibição de algumas substâncias nos cigarros, como aromatizantes. A consulta continua aberta até o dia 31 de março. Em novembro, o Brasil assinou a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, tratado internacional da Organização Mundial da Saúde para combater os aditivos do tabaco. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/891997-consultores-dos-eua-recomendam-proibicao-de-cigarros-mentolados.shtml

Exames do coração à distância triplicam em um ano em SP

O número de exames do coração à distância triplicou em 2010 em São Paulo, em comparação a 2009. Segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde, a rede de serviço de tele-eletrocardiograma ampliou sua capacidade de operação em quase 50%. A ampliação permitiu quase triplicar o volume de exames realizados pelos paulistas, chegando a 170.000 no ano passado. Em 2009, o serviço havia realizado 60 mil. Além disso, o número de hospitais, ambulatórios e postos de saúde integrados à Central de Laudos do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, chegou a 75 no início deste ano. O serviço de tele-eletrocardiograma utiliza sinal de celular para encaminhar o exame à Central de Laudos. Posteriormente, o laudo é enviado à unidade solicitante em um período médio de uma hora. Antes dessa tecnologia, desenvolvida pelo setor de bioengenharia do instituto, o resultado demorava duas semanas para ficar pronto. O exame elimina distâncias e permite um diagnóstico mais rápido e preciso, com laudos emitidos por especialistas. Ainda conta com uma equipe especializada de 12 cardiologistas e funciona 24 horas por dia. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/891830-exames-do-coracao-a-distancia-triplicam-em-um-ano-em-sp.shtml

As dez doenças que mais afastam as pessoas do trabalho

Levantamento inédito feito pelo iG Saúde mostra o ranking das dez doenças que mais afastaram os trabalhadores do serviço em 2010 e resultaram em 571.042 licenças trabalhistas, uma média de 65 por hora. A lista foi produzida pela reportagem com base nos registros oficiais previdenciários, compilados pelo Ministério da Previdência Social e são referentes às licenças trabalhistas que tiveram duração igual ou superior a 15 dias. Para os especialistas, os dados sobre os problemas de saúde que mais resultaram em ocorrências têm uma dupla relação de causa e efeito. Da mesma forma que dor nas costas, joelhos machucados, hérnia inguinal, depressão, mioma uterino, varizes, doença isquêmica do coração, hemorragia no início da gravidez, câncer de mama e bexiga caída são líderes – nesta ordem – em fazer com que as pessoas fiquem afastadas de seus cargos, estes problemas também podem ser reflexo das más condições do ambiente de trabalho. http://saude.ig.com.br/minhasaude/as+dez+doencas+que+mais+afastam+as+pessoas+do+trabalho/n1238166888474.html

Conflito de interesses marca pesquisas sobre menopausa

A maioria dos estudos favoráveis à terapia de reposição hormonal para tratamento da menopausa foi escrita por autores que têm ligações com a indústria de remédios. Estatísticas da medicina são exatas, mas interpretações, não significa que pesquisadores pró-reposição declararam ter recebido pagamentos de laboratórios por palestras ou financiamento de estudos. É o que revela uma revisão de 50 pesquisas sobre a terapia, publicadas por dez autores entre 2002 e 2006. O período foi escolhido por causa da publicação do estudo Women Health's Initiative, em 2002, mostrando que a reposição aumenta riscos de câncer da mama e de doenças cardiovasculares. Oito dos dez autores afirmaram ter recebido pagamentos da indústria. Dos 50 artigos analisados, 32 foram considerados favoráveis à terapia, entre os quais 30 foram escritos por autores com conflitos de interesse. A análise foi feita por pesquisadores do Georgetown University Medical Center, em Washington, e publicada no "PLoS Medicine". Segundo uma das autoras, a médica e professora de farmacologia da Georgetown University Adriane Fugh-Berman, tons promocionais em relação a drogas devem ser vistos com desconfiança. "Promoção, em geral, é inconsistente com ciência. Pode significar uma influência do marketing da indústria sobre o artigo, mas isso é difícil de provar", disse à Folha. César Fernandes, presidente da comissão de climatério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetricia, diz que médicos devem ligar o "desconfiômetro" para esses estudos. "É óbvio que há marketing agressivo das farmacêuticas, elas querem influenciar os médicos", diz Fernandes. A existência dessas relações e as conclusões da revisão, porém, não desqualificam autores sérios nem colocam a eficácia do tratamento à prova, segundo Fernandes. "Não estamos falando de pesquisadores irrelevantes. Será que não são os médicos mais consultados pelas empresas por suas contribuições para a literatura?" Já Berman diz que eles são selecionados para palestras e consultorias porque o que dizem apoia a mensagem da indústria. "A indústria cria um falso consenso na comunidade médica porque vozes racionais são abafadas." Mauro Haidar, chefe do setor de climatério da Unifesp, diz:"Se pensarmos assim sobre conflitos de interesse, não tem congresso. E há de ter a mesma desconfiança em relação a outras drogas." SOB MEDIDA Alguns dos argumentos presentes nos estudos favoráveis dizem que os testes clínicos não devem guiar tratamentos individuais. É o que pensa Fernandes. "Medicina não é feita no atacado, e sim caso a caso. Não é prêt-à-porter, é alta costura." Segundo ele, é preciso pesar a história da paciente, gravidade dos sintomas e prós e contras do tratamento. "Nenhum remédio é bonzinho. Sempre há riscos, mas eles têm que ser informados", diz Fernandes. Para a autora da pesquisa, a reposição só é útil se os sintomas da menopausa forem muito incômodos. "Funciona bem para algumas, mas deve ser usado apenas em casos graves, ou os riscos superam benefícios." http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/891572-conflito-de-interesses-marca-pesquisas-sobre-menopausa.shtml

Problema no joelho rende 107 mil afastamentos do trabalho por ano

Articulação é fragilizada por envelhecimento, excesso de peso e exercícios inadequados Os trabalhadores brasileiros, em qualquer categoria, estão mais velhos e mais gordos. Os que não são sedentários – este grupo é apenas 20% da população brasileira – em sua maioria fazem exercícios físicos sem orientação especializada. Este conjunto de características escolhe como alvo uma parte especial do organismo: os joelhos. O ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno, por exemplo, afirmou que antecipou sua aposentadoria porque “perdeu para o seu corpo”. Em entrevistas, o atleta afirmou que passou por mais de 20 cirurgias e um dos pontos problemáticos era justamente o joelho. Mas se antes somente os atletas tinham a vida profissional comprometida por este tipo de lesão ortopédica, agora as dores no joelho interferem em todas as carreiras. Segundo levantamento feito pelo iG Saúde nos dados do Ministério da Previdência Social, em 2010, este problema de saúde acumulou 107 mil licenças trabalhistas, a segunda ocorrência mais numerosa no País. “Esta parte do corpo é uma das que mais sofre sobrecarga e a fragilidade dos ligamentos, muitas vezes por falta de musculatura, pode render rupturas, fraturas ou inflamações, em especial em quem já passou dos 45 anos”, afirma o professor de cirurgia no joelho da Faculdade de Medicina da Santa Casa, Ricardo Cury. O aumento da obesidade, atrelado ao sedentarismo epidêmico, machuca mais os joelhos, mas não é a única explicação para a liderança de afastamentos trabalhistas por dores nesta parte do corpo. “Existe um outro lado das atividades físicas. Os idosos e as crianças hoje são mais estimulados a fazer exercícios e isto, em especial quando é feito sem orientação especializada, pode aumentar o número de lesões nos joelhos antes concentradas na faixa-etária entre 20 e 40 anos. Sem contar que as pessoas trabalham por mais tempo”, explica o ortopedista Cury. Além disso, completa ele, antes as cirurgias eram indicadas apenas para pessoas que dependiam dos joelhos para sobreviver, atletas por exemplo. Agora o arsenal cirúrgico foi ampliado e podemos indicar a operação para quem faz do esporte somente um hobby. "A atividade física tem um papel importante na vida do indivíduo, seja mental ou produtivo, e caso a cirurgia permita que ele continue praticando uma atividade que faz bem, vamos indicá-la”, afirma o professor da Santa Casa. Prevenir problemas nos joelhos, além de manter em níveis seguros os ponteiros da balança, é também prestar atenção à postura. Passar muito tempo sentado, em frente ao computador ou no trânsito, exige um alongamento para poupar as articulações. http://saude.ig.com.br/minhasaude/problema+no+joelho+rende+107+mil+afastamentos+do+trabalho+por+ano/n1596821695318.html

Campanha do governo garantirá exame preventivo de câncer de colo de útero

Programa de Prevenção ao Câncer de Mama e ao Câncer de Colo de Útero será lançado oficialmente nesta terça-feira Agência Brasil Brasília - A presidenta Dilma Roussef anunciou que o Programa de Prevenção ao Câncer de Mama e ao Câncer de Colo de Útero será lançado nesta terça-feira, 22, em Manaus (AM). "Sei, por experiência própria, que o câncer tem maior chance de cura quando é tratado no início", afirmou. Em seu programa semanal Café com a Presidenta, ela destacou que o governo federal vai garantir exames preventivos de câncer de colo de útero a todas as mulheres com idade entre 25 e 59 anos. Serão implantados 20 novos centros especializados em diagnóstico e tratamento da fase inicial da doença nas regiões Norte e Nordeste. Hospitais de todo o país deverão ampliar o atendimento para tratamento de câncer por meio de serviços de radioterapia e de quimioterapia, entre outros. Serão instalados ainda 50 centros para confirmação de diagnóstico, com a possibilidade de realização de biópsias. Segundo Dilma, os estados onde há menor oferta do serviço serão os primeiros beneficiados. De acordo com a presidenta, laboratórios de todo o país serão incentivados a trabalhar conforme padrões internacionais de qualidade no combate à doença. "Um exame benfeito já é meio caminho andado", explicou. Para o diagnóstico do câncer de mama, o Brasil conta atualmente com 4 mil mamógrafos - metade deles na rede pública de saúde. Dilma avaliou que o número é "mais que suficiente" para garantir que mulheres com idade entre 40 e 69 anos façam o exame no prazo correto, mas admitiu que muitos aparelhos estão parados, com baixa produção e até mesmo encaixotados. "Minha primeira orientação foi para que o Ministério da Saúde fizesse uma vistoria em todos os equipamentos de mamografia", disse. De acordo com a presidenta, uma força-tarefa nos estados e municípios deverá assegurar que todos os mamógrafos estejam em funcionamento. O investimento total do governo federal no programa será de R$ 4,5 bilhões. http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,campanha-do-governo-garantira-exame-preventivo-de-cancer-de-colo-de-utero,694926,0.html

Gêmeos podem ter sido trocados em hospital

O Estado de S.Paulo Uma família de Santos terá de esperar quatro dias para saber se os gêmeos que estão com eles são seus filhos. Sete horas após a cesariana de Hevelyn Otero Pires, de 22 anos, na sexta-feira no Hospital São Lucas, a família constatou que as crianças eram um casal e não dois meninos, como mostravam as ultrassonografias realizadas durante a gestação. Foi realizado um exame de DNA. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110322/not_imp695353,0.php

Anvisa restringe prescrição e descarte de talidomida

Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo
Depois de seis anos de discussão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enfim fechou o cerco contra a talidomida e imporá um controle mais rígido sobre a prescrição e a dispensação desse medicamento. O uso indevido do remédio na gestação vem causando malformações nos braços e pernas dos bebês, entre outros tipos de deficiência física, desde o fim dos anos 1950, quando o problema foi revelado. No Brasil há, ao menos, 613 vítimas. Estima-se que no mundo sejam 15 mil. Em reunião da diretoria colegiada, a agência aprovou ontem nova resolução em que aumenta o controle sobre o uso da substância e promove o uso seguro para evitar o nascimento de crianças com deficiências físicas. A norma deve ser publicada no Diário Oficial da União de amanhã. A resolução entrará em vigor no prazo de 90 dias. A partir desse prazo, todas as reações adversas decorrentes do uso da talidomida deverão ser obrigatoriamente notificadas. Além disso - seguindo o exemplo usado nos maços de cigarro -, a embalagem do remédio e o folheto explicativo destinados aos médicos virão com uma imagem de uma criança acometida pela talidomida. Outra mudança é o aumento do controle dos resultados do uso do medicamento e o acompanhamento do descarte ou da devolução das sobras, caso o paciente morra no período. "Antes não havia monitoramento nenhum. As famílias recebiam a medicação e não informavam se tinha melhorado ou piorado, quais eram os efeitos colaterais. Quando alguém morria, ninguém sabia que fim era dado a esse medicamento", diz Cláudia Marques Maximino, presidente da Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida e uma das vítimas da droga. Receituário. Outra mudança: agora, as vigilâncias sanitárias municipais passarão a conceder o receituário da talidomida aos médicos. Até hoje, eles recebiam uma numeração e imprimiam a receita por conta própria. Para cercear mais a prescrição da droga, a resolução prevê a criação de um sistema que reúna informações dos médicos prescritores e dos usuários. Eles poderão ser responsabilizados nas áreas cível e criminal, caso façam uso incorreto do remédio. A inclusão desse artigo na resolução foi tema de muita discussão. Mas, segundo Cláudia, era preciso criar mecanismos para responsabilizar quem promove o uso inadequado. "Estou muito satisfeita com o resultado. Foram anos de luta. A gente tem de tomar todos os cuidados para que ninguém tenha muito contato com essa porcaria", disse. Pela resolução, a talidomida continua indicada apenas para tratamento de hanseníase, lúpus, doença do enxerto contra hospedeiro, úlceras em pacientes com HIV e mieloma múltiplo. Segundo Dirceu Barbano, diretor da Anvisa, a agência propôs a ampliação do controle do remédio porque o seu uso se justifica e não há "interesse econômico envolvido, como ocorre com a discussão da proibição do uso dos anorexígenos" - no caso, a sibutramina. "As situações de saúde para as quais a talidomida é indicada requer maior controle e não a retirada do remédio do mercado. Sem o medicamento, pacientes ficariam sem tratamento." Ele lembrou que, no casos dos anorexígenos, não há comprovação de sua eficácia nem elementos claros sobre riscos. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110322/not_imp695347,0.php