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terça-feira, 8 de abril de 2014

Suco de goiaba, um excelente remédio natural

Suco de goiaba, um excelente remédio natural
Reprodução
A goiaba é uma fruta muito nutritiva, rica em potássio, vitamina C, ferro, fósforo e cálcio, além de apresentar baixa quantidade de gordura e açúcar. Assim como muitas plantas e frutas presentes na natureza, a goiaba também pode ser usada para tratamentos com remédios naturais.
 
A fruta tropical, facilmente encontrada no Brasil, é eficaz para o aumento da imunidade, tem propriedades antitumorais, protege do câncer, mantém a pressão arterial controlada, aumenta a produção de sangue, previne o envelhecimento, controla o nível de açúcar no sangue, faz bem para a pele, olhos e ainda melhora a digestão. Além disso, na forma de suco, pode ser usada como remédio caseiro para diversas enfermidades.

Suco de goiaba e mel para pressão alta
Para controle de pressão alta, a goiaba é indicada na forma de suco adoçado com mel. Para fazê-lo, lave duas goiabas, pique-as e coloque no liquidificador, adicione três colheres de sopa de mel. Bata a mistura até ficar uma consistência cremosa. Adicione água a gosto.
O ideal é tomar três vezes na semana.
 
Suco de goiaba para evitar colesterol alto
Por conter alto teor de fibras solúveis, responsáveis pela limpeza do aparelho intestinal, o suco de goiaba auxilia a eliminação do colesterol junto com as fezes e os sais biliares, a partir do qual a gordura  sintetizada.
 
O suco de goiaba preparado para este fim precisa de quatro goiabas, uma colher de suco de limão, três xícaras de água gelada e açúcar ou adoçante a gosto. Lave bem e descasque as frutas, corte-as em pequenos cubos. Adicione todos os ingredientes no liquidificador e bata até que não haja pedaços de goiaba.
 
Suco de goiaba para parar de fumar
Determinante para uma vida saudável, a goiaba é uma fruta eficaz no tratamento de várias doenças. Além disso, ela é eficaz no auxílio para quem deseja parar de fumar.
 
O preparo deste remédio caseiro é simples. Os ingredientes são quatro goiabas, três xícaras de água gelada e açúcar ou adoçante. Lave bem as goiabas, descasque e pique em pequenos pedaços. Adicione todos os ingredientes no liquidificador e bata até que os pedaços da fruta sejam dissolvidos. O suco pode ser consumido livremente, tomando cuidado apenas quando é adoçado com açúcar, devido às suas calorias.
 
remédio-caseiro

Mães fazem campanha para melhorar rotulagem de alimentos

Thinkstock
Campanha propõe que rótulos especifiquem traços de substâncias que podem causar alergias
 
Luiz Henrique, de 13 anos, só queria comer um hambúrguer com os colegas na hora do recreio. Mas, para uma criança alérgica a leite, um simples lanche pode acabar em anafilaxia (reação alérgica severa, com estreitamento das vias aéreas): como a chapa da cantina da escola estava cheia de restos de queijo, o menino passou mal e teve que ser hospitalizado para conseguir voltar a respirar direito.
 
Consciente de suas restrições, Luiz Henrique não costuma vacilar. Lê com atenção os rótulos dos alimentos industrializados para detectar possíveis riscos.
 
Com medo de reações, ele volta e meia prefere ficar com fome. Mãe de dois filhos alérgicos, Luiz Henrique e o pequeno Bernardo, de 2 anos, a dona de casa Isabela Ferraro está engajada na campanha Põe no Rótulo, de conscientização quanto à importância da rotulagem clara dos alimentos.

O movimento, que há um mês vem mobilizando as redes sociais, é conduzido por um grupo de mães como Isabela. Representa os anseios de cerca de 600 famílias que se conheceram em grupos de trocas de informação sobre alergia na internet.
 
Como forma de apoair o grupo, personalidades como Zico, o cantor Gusttavo Lima e o músico Tony Belotto já tiraram fotos com o lema. Cerca de 10% da população brasileira tem alergia a algum tipo de alimento, segundo a Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia).
 
Estudos da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) mostram que mais de um terço das reações alérgicas estão relacionados a equívocos na leitura dos rótulos de produtos industrializados. Ainda assim, por força de uma determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a indústria hoje só tem obrigação de anunciar a presença de glúten.

A menção à presença de leite, ovo, soja, peixe, crustáceos e oleaginosas, entre outros alérgenos, garantiria a segurança dos alérgicos, que correm o risco de morte por anafilaxia em caso de ingestão e ausência de socorro rápido.
 
As mães querem segurança na hora da compra. Mas, mais do que pressionar a Anvisa a definir pela obrigatoriedade da rotulagem completa, o objetivo da campanha é informar a sociedade sobre o assunto, desconhecido da maioria.
 
"A gente não quer que saia uma lei de qualquer jeito. Termos como 'pode conter', 'contém' e 'livre de' têm que ser bem compreendidos", explica a advogada Maria Cecilia Cury. Mãe de uma criança sensível a alguns alimentos, ela defendeu tese de doutorado na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo ) sobre o tema.

Põe no rótulo
Porta-voz da campanha, Maria Cecilia lembra que os rótulos precisam explicar, por exemplo, se o produto contém traços, mesmo que mínimos, de determinado alimento. Os traços são resultantes da prática de compartilhamento de maquinário para a produção de diferentes produtos. Parte dos alérgicos apresentam reações a eles; parte, não. Daí a necessidade de informações minuciosas.
 
Enquanto a norma não vem, as mães mobilizadas pela internet se revezam nos contatos com os fabricantes para se informar da presença de alérgenos. Isabela Ferraro nem sempre confia nas respostas.
 
Eu ligo para os serviços de atendimento ao consumidor das fábricas, mas as informações nunca são seguras. Sempre desconfio.

A anafilaxia é o tema da Semana Mundial da Alergia, que começa nesta segunda-feira (7). Segundo a Asbai, a incidência no Brasil varia entre 10 a 20 pessoas para cada 100 mil habitantes.
 
O presidente da associação, Fábio Morato Castro, alergista e professor da USP, acredita que o fato de a campanha ter sido iniciada por mães dos alérgicos, e não pela classe médica, dá mais força à demanda. Ele defende que os rótulos não utilizem termos complicados.
 
Todo mundo tem que compreender. Alguns rótulos dizem 'contém caseína', que é uma das proteínas do leite, mas nem todo mundo sabe disso.

R7

Problemas no SUS ferem dignidade dos cidadãos, indica relatório

Reprodução Rede Record
A situação de subfinanciamento do sistema, segundo o relatório, tem sido
 agravada pelo baixo nível de ressarcimento de planos de saúde ao SUS
em razão dos atendimentos que deveriam oferecer, mas que são feitos
pela rede pública
Segundo relatório, serviços de emergência têm excessos de pacientes e falta de estrutura
 
Casos de pacientes em macas espalhadas pelos corredores ou em colchões sobre o chão, falta de água em chuveiros e sanitários e cenários que se assemelham aos de uma enfermaria de guerra integram relatório divulgado ontem (7) pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).
 
O órgão, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, visitou oito hospitais de urgência da rede pública. A conclusão: problemas estruturais no SUS (Sistema Único de Saúde) ferem a dignidade e os direitos da população.
 
De acordo com o relatório, os serviços de urgência e emergência enfrentam um duplo gargalo. O primeiro trata do atendimento congestionado provocado, segundo o documento, pela centralização do atendimento em poucos serviços.
 
O segundo problema envolve a dificuldade em dar solução a casos de usuários que conseguem ser atendidos. A situação, segundo os médicos, gera uma fila também para sair do serviço, agravando a situação de carência e impossibilitando a admissão de novos usuários.
 
O subfinanciamento na saúde foi indicado como expressão maior da falta de prioridade dada ao setor. O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), relator da comissão, lembrou que o Ministério da Saúde deixou de aplicar mais de R$ 100 bilhões no SUS ao longo dos últimos 13 anos e que, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), apenas 11% das ações previstas para a área foram concluídas desde 2011.
 
Não é um problema de agora. Vem se agravando, se acumulando. Não vai haver solução imediata e repentina, ainda que desejada. A ideia é fazer com que isso tenha alguma repercussão. Vamos procurar o ministro da Saúde e o presidente do Supremo Tribunal Federal, porque há medidas judiciais que precisam ser tomadas.
 
A situação de subfinanciamento do sistema, segundo o relatório, tem sido agravada pelo baixo nível de ressarcimento de planos de saúde ao SUS em razão dos atendimentos que deveriam oferecer, mas que são feitos pela rede pública. A estimativa é que 25% dos atendimentos nas urgências envolvem usuários de planos de saúde.
 
O presidente do CFM, Roberto d’Ávila, cobrou do governo federal soluções definitivas e programas de Estado no lugar de programas de governo que, segundo ele, têm prazo de validade.
 
O Ministério da Saúde é o quinto em gastos para investimentos. Obras em cidades, estádios, tudo isso é maior. E, mesmo pequeno, o orçamento é mal executado e acaba voltando para o Tesouro para abater a dívida. Não é prioridade.
 
A previsão é que a comissão recomende ao Executivo, estados e municípios que adotem a Política Nacional de Atenção às Urgências, ampliando a participação no financiamento do SUS; ampliem a abrangência do programa SOS Emergência, para incluir todos os serviços públicos; reduzam a carência de quase 200 mil leitos hospitalares e criem mais leitos de apoio e de retaguarda; revisem os valores da tabela SUS para remunerar a prestação de serviços, e evitem a contratação provisória de recursos humanos, privilegiando o concurso público e a contratação pelo regime estatutário.
 
As informações foram colhidas nas seguintes unidades de saúde: Arthur Ribeiro de Saboya, em São Paulo, Souza Aguiar, no Rio de Janeiro e Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador; Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho, Pronto-Socorro Municipal Mario Pinotti, em Belém; Hospital de Base, em Brasília, Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (MT). As visitas contaram com o apoio de conselhos e sindicatos de profissionais da saúde, do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil.
 
R7

Saúde gasta só 10% da verba para investimento em 10 anos, diz entidade

Entrada do Hospital de Base, em Brasília, nesta sexta-feira (30) (Foto: Raquel Morais/G1)
Foto: Raquel Morais/G1
Entrada do Hospital de Base, em Brasília
Conselho pede que auditoria do TCU apure serviços de urgência. Comissão encontrou superlotação e falta de equipamentos em hospitais
 
Um balanço divulgado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) nesta segunda-feira (7) aponta que apenas 10% do valor orçado pela União para investimentos em saúde foram gastos nos últimos dez anos. O relatório mostra que foram usados apenas R$ 5,5 bilhões dos R$ 52,8 bilhões da verba voltada essencialmente para reformas, construções e compra de equipamentos.

De acordo com o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), que participou da comissão que analisou os dados, ainda não é possível dizer quais as dificuldades das unidades da federação para fazer os investimentos. Para ele, a má gestão de recursos e o subfinanciamento estão entre as razões para explicar a “grave situação” dos prontos-socorros da rede pública.
 
As informações integram um relatório do conselho que mostra problemas encontrados em oito hospitais brasileiros: Arthur Ribeiro de Saboya (SP), Souza Aguiar (RJ), Geral Roberto Santos (BA), Pronto Socorro João Paulo II (RO), Pronto Socorro Municipal Mario Pinotti (PA), Base (DF), Nossa Senhora da Conceição (RS) e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande (MT).
 
As visitas foram feitas por entidades médicas e parlamentares ao longo de oito meses em 2013. Os membros da comissão afirmam ter encontrado corredores lotados, pacientes em colchões no chão, sobrecarga nas emergências, falta de equipamentos e até insetos em leitos.
 
"O principal problema é o subfinanciamento de recursos para saúde. Estamos travando uma luta na Câmara para que haja um mínimo de 10% da receita orçamentária para investimentos em saúde. Mas chegamos a uma conclusão tão trágica quanto o subfinanciamento: nos últimos dez anos tivemos algo em torno de 58,2 bilhões autorizados no orçamento dos quais foram gastos apenas 5,5 bilhões em saúde. Sabemos que não se gasta 100%, que o orçamento é uma provisão, mas confesso que não esperávamos esse resultado", disse Jordy.
 
No documento, o conselho recomenda à Comissão de Direitos Humanos da Câmara que peça ao Tribunal de Contas da União (TCU) a realização de auditoria para apurar os serviços de urgência prestados na rede pública de saúde. A entidade também indica que os governos federal, estaduais e municipais reduzam a carência de leitos, monitorem as filas, acelerem a realização de exames e evitem disparidade de salários. Além disso, sugere ao Judiciário que julgue ações relacionadas ao tema; e à sociedade que encaminhe denúncias à Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
 
De acordo com o relatório divulgado nesta segunda, questões estruturais em hospitais públicos de urgência e emergência do país afetam a dignidade e os direitos dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Segundo o CFM, foram observados casos em que a atenção apresenta níveis "satisfatórios" e em outros, "degradantes". Segundo o conselho, houve situações em que o atendimento aos usuários se assemelhava a uma "enfermaria de guerra" e foram encontrados pacientes internados em macas em colchões sobre o chão.
 
"Em todas as situações ficou evidente que muitos dos problemas compartilhados devem-se a questões estruturais, ainda não adequadamente resolvidas pelo Sistema Único de Saúde e que estão ferindo a dignidade e os direitos dos cidadãos brasileiros, previstos na Constituição Federal", diz o relatório.
 
Ainda segundo o documento divulgado nesta segunda, a parcela mais pobre da população é afetada pelos problemas identificados nos hospitais avaliados.
 
"Tais questões afetam particularmente uma numerosa parcela mais pobre da população, que possui menor capacidade de vocalizar e de se organizar para demandar as soluções adequadas pelo Estado brasileiro", afirma o conselho no relatório.
 
Na avaliação do CFM, há dois "gargalos" que são observados na rede pública de saúde do país. O primeiro está relacionado à atenção primária, que conta com as equipes de saúde da família. O exemplo utilizado é o de pessoas que por falta de controle de hipertensão e diabetes sofrem acidente vascular cerebral e precisam ir aos hospitais de urgência.
 
O segundo, ainda de acordo com o conselho, é a "dificuldade" em resolver casos de usuários que conseguem atendimento nos hospitais. Na avaliação do CFM, alguns serviços não contam o apoio adequado, como a realização de exames complementares, transferência para leitos em unidades de terapia intensiva e hospitais para doentes crônicos.
 
"Esse quadro inaceitável é complexo e resultado da falta de atuação governamental adequada por longo período de tempo, praticamente desde a criação do SUS",  diz o relatório.
 
Ainda de acordo com o documento,  houve "clara priorização" de alguns aspectos relacionados ao atendimento de urgência. No entanto, segundo o relatório, outros pontos ainda precisam ser desenvolvidos, como a atenção primária.
 
"No caso da política de urgência, houve uma clara priorização de alguns dos componentes da atenção pré-hospitalar da urgência: o serviço móvel (SAMU) e as centrais de regulação. Ainda que relevantes, esses componentes precisam ser acompanhados pelo desenvolvimento dos demais. Na própria área pré-hospitalar seria de grande auxílio o fortalecimento da atenção primária, por exemplo. Os componentes hospitalar e pós-hospitalar padecem de maiores deficiências e para solucioná-los são necessários recursos suficientes", conclui.
 
G1

Cães com câncer de mama ajudam no combate da doença em humanos

Cães com câncer de mama ajudam no combate da doença em humanos Jessica Kourkounis/NYTNS
Foto: Jessica Kourkounis / NYTNS
Câncer de mama canino também é causado pelo estrogênio
Tumores nas glândulas mamárias estão entre as formas mais corriqueiras de câncer em cadelas
 
Quando uma mulher idosa entregou os 10 cães que viviam com ela em um trailer na zona rural de Maryland, os shih-tzus estavam descabelados, cheios de pulgas e já fazia anos que não tomavam suas vacinas. Uma fêmea bege e marrom chamada Akyra, com muita disposição e o queixo comicamente pronunciado, estava tão mal que os voluntários se negaram a aceitá-la.
 
As glândulas mamárias de Akyra estavam cravejadas de tumores, incluindo um do tamanho de uma bola de golfe. Seria difícil colocá-la em um lar adotivo e os tratamentos de que ela precisava seriam muito caros. Afinal, os tumores poderiam ser malignos.
 
— Quando meu marido me ligou e disse que deixariam um dos cães para trás por conta dos tumores mamários, eu disse: 'Não vão, não!' — contou Bekye Eckert, de 49 anos, uma apaixonada por cães que vive nos arredores de Baltimore e tratou diversos animais com câncer nas glândulas mamárias.
 
Eckert conseguiu que Akyra fizesse parte de um programa inovador na Universidade da Pensilvânia, onde oncologistas veterinários estão aprendendo a respeito da progressão do câncer de mama em seres humanos através do tratamento dos tumores mamários de cães que vivem em abrigos.
 
Assim como o câncer de mama nos seres humanos, tumores nas glândulas mamárias estão entre as formas mais corriqueiras de câncer em cadelas. Boa parte dos donos de animais nunca vê esse tipo câncer pois ele é raro em animais que são castrados quando ainda são jovens. O câncer de mama canino é causado pelo estrogênio, assim como nos seres humanos, de forma que a remoção dos ovários diminui muito os riscos.
 
Mas entre os cachorros de rua, em fêmeas usadas para procriação em canis e em outras fêmeas não castradas, uma em cada quatro desenvolve tumores.
 
O câncer de mama canino reage a muitos dos medicamentos quimioterápicos utilizados nos humanos, além de apresentarem algumas das mesmas anormalidades moleculares. Assim como nos seres humanos, o risco de tumores aumentam com a idade, embora algumas raças, especialmente de cachorros pequenos, desenvolvam câncer com mais frequência que outras.
 
Uma vez que os cachorros geralmente possuem 10 glândulas mamárias e costumam apresentar tumores em diversas delas ao mesmo tempo, os animais representam uma ótima oportunidade de pesquisa, permitindo que os cientistas estudem lesões que ocorrem em diferentes estágios do desenvolvimento — de benigno a malignos, e nos estágios de transição — todos no mesmo animal.
 
— Os cachorros nos dão uma resposta possível para a pergunta: o que deu errado em nível molecular? — afirmou a Dra. Karin Sorenmo, chefe de oncologia médica no Penn Vet's Ryan Hospital e fundadora do programa de pesquisa sobre o câncer de mama canino na universidade em 2009.
 
— Podemos estudar os tumores benignos e perguntar: O que há de diferente nesse tumor que não muda e não se torna maligno como os demais? —indagou ela.
 
Esse campo de pesquisa, conhecido como oncologia comparativa, é usado para aumentar nossa compreensão da biologia do câncer e adaptar o tratamento dos seres humanos. No meio tempo, cães de abrigos para animais abandonados recebem o tratamento.
 
— Todos os tipos de câncer que ocorrem nos cães, acontecem nos seres humanos e o contrário também é verdade, na maioria das vezes — afirmou o Dr. Chand Khanna, que desenvolveu o programa de oncologia comparativa no Centro de Pesquisa do Câncer, no Instituto Nacional do Câncer.
 
A cada ano, cerca de seis milhões de cães e um número similar de gatos desenvolvem câncer, incluindo linfomas não Hodgkin, câncer de pulmão, de próstata, na cabeça e no pescoço, bem como sarcomas de tecidos moles, osteosarcomas, além de carcinomas mamários.
 
Esses cânceres que ocorrem de forma espontânea possuem uma diversidade de células que se aproxima mais da doença nos seres humanos do que, por exemplo, um câncer cultivado a partir de uma única célula em um rato, afirmou Khanna.
 
Quando Eckert levou Akyra ao Penn Vet's Ryan Hospital em meados de agosto, o cachorro já não tinha mais pulgas. Ela havia tomado banho, sido vacinada, castrada e penteada. O pelo havia enrolado em dois cachinhos na cabeça.
 
Akyra não era a única paciente com câncer de mama canino naquele dia. Puddles, uma maltês fofinha de cinco anos com um grande tumor seria submetida a uma cirurgia. Assim como outros cachorros que participam do programa, ela carregava uma plaquinha que dizia "Sou uma sobrevivente" com o desenho de uma fita cor-de-rosa, sempre presa à coleira para que qualquer pessoa que a adote saiba que ela faz parte de um experimento clínico e precisa voltar à Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade da Pensilvânia para fazer acompanhamento.
 
Astrid, uma maltês com 10 tumores nas glândulas mamárias, também estava se preparando para a cirurgia, enquanto Amy, uma Rottweiler magricela com histórico de câncer de mama canino, foi trazida para ver se se qualificaria ao programa.
 
Um golpe de sorte levou Sorenmo a sua principal colaboradora, Olga Troyanskaya, professora de bioinformática da Universidade de Princeton que usa algoritmos de computador para estudar a função dos genes e a regulação. Ela trouxe sua pastora alemã de 13 anos, Jessie, para que Sorenmo a tratasse em 2006.
 
— Soube que ela era a melhor oncologista veterinária da região, e dei um jeito de encontrá-la. Eu acho que não chegamos a descobrir qual era o câncer primário de Jessie, mas nos demos muito bem em relação à pesquisa e foi aí que tudo começou — afirmou Troyanskaya.
 
Em geral, dois conjuntos de amostras do tumor são tirados de cada cão, um para o laboratório de patologia, e outro para que Troyanskaya realize a análise molecular. Astrid, por exemplo, tinha tumores em sete glândulas mamárias que eram, em sua maioria, benignos. Porém, o maior de todos mostrou ser maligno.
 
Um conjunto de amostras tão grande é uma mina de ouro para Troyanskaya, que busca mudanças na expressão de um gene específico ou de um grupo de genes, ou ainda de caminhos que liguem grupos de genes à medida que os tumores se tornam malignos.
 
— Se conseguirmos encontrar um punhado de mudanças no comportamento de genes ou de suas ligações de forma a termos certeza de que eles estão envolvidos na progressão do câncer, então podemos analisar o câncer em seres humanos e ver qual é o papel desse conjunto de genes lá — afirmou.
 
A grande esperança de Troyanskaya é identificar as mudanças na expressão dos genes que expliquem a progressão da pré-malignidade para a malignidade, e usar essa nova compreensão para melhorar o diagnóstico e o tratamento, desenvolvendo até mesmo medicamentos capazes de interromper o processo.
 
Enquanto isso, cachorros de rua recebem tratamento gratuito contra o câncer, o que aumenta suas chances de conseguirem um lar permanente, além de terem a certeza de que serão tratados caso o câncer volte. Mais de 100 cachorrinhas já foram tratadas através do programam; e muitas foram adotadas por mulheres que também tiveram câncer de mama.
 
Para Akyra, as notícias foram ótimas. Ela foi operada em agosto, e os veterinários removeram o tumor grande e três lesões menores. O relatório da patologia afirmou que ela estava livre de doenças: nenhum deles era maligno. Ela foi adotada por Beth Gardner, consultora de recolocação profissional em Devon, na Pensilvânia.
 
— Ela é um doce — afirmou Gardner. Akyra e um shih-tzu mais velho, Peyton, passam os dias correndo pelos muitos hectares de suas terras.
 
— Não é fantástico? Se não fosse por esse programa, a cachorrinha provavelmente teria sido sacrificada — perguntou Eckert.
 
The New York Times / Zero Hora

Anvisa interdita lote de antiácido e de suplementos para atletas

Haloxin 6% apresentou aspecto insatisfatório; suplementos, por sua vez, apresentaram quantidade de carboidratos diferente da informada
 
A Anvisa interditou cautelarmente nesta quinta-feira (3), pelo prazo de 90 dias, os lotes 17113, 17613, 16713, 17513, 16813 e 16513 do medicamento Haloxin 6% (hidróxido de alumínio) suspensão oral, utilizado como antiácido. Os lotes foram produzidos pela empresa Ifal Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos e apresentaram resultados insatisfatórios em ensaios relacionados aos parâmetros Análise de Aspecto e Determinação de pH.
 
A agência determinou ainda a proibição da distribuição e comercialização, em todo o país, do lote 0032221 do Suplemento Proteico para Atletas Sabor Baunilha, marca Super Whey 100% Pure – IntegralMedica. O lote foi fabricado pela empresa Integralmédica SA Agricultura e Pesquisa e possui validade até 1º/3/2015. A medida é por conta do resultado insatisfatório para o ensaio de carboidratos, onde foi detectado quantidade de carboidratos superior, em mais de 20%, em relação ao valor declarado no rótulo.
 
O lote 02060513 do Suplemento Proteico para Atletas sabor Chocolate Brigadeiro, marca Body 100% Whey – Body Nutry também foi suspenso pela Agência. O lote, que foi fabricado pelas Indústrias Body Nutry de Alimentos, apresentou quantidades de carboidratos superior e proteínas inferior, em mais de 20%, em relação aos valores declarados no rótulo. Também foi detectado que o lote contém ingredientes não declarados na lista de ingredientes, como cacau, milho e mandioca.
 
As determinações podem ser vistas no Diário Oficial da União.

SaudeWeb

Anvisa esclarece importação de medicamentos sem registro

Reprodução
Comunicado precede autorização judicial para que pessoa física importasse remédio com princípio ativo da maconha
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta sexta-feira (4) nota sobre a importação de medicamentos sem registro no Brasil. O comunicado veio um dia depois que a 3ª Vara Federal do Distrito Federal autorizou uma mãe a importar um remédio com princípio ativo do canabidiol, substância derivadas da maconha. O medicamento não tem venda permitida no País.
 
Segundo a Anvisa, medicamentos sem registro no Brasil podem ser importados por pessoa física. O procedimento é possível por meio de pedido excepcional de importação para uso pessoal. Os pedidos devem ser protocolados na agência, onde serão analisados pelos técnicos que levam em conta aspectos como a eficácia e a segurança do produto e se eles estão devidamente registrados em seus países de origem ou em outros países.
 
A importação, conforme a Anvisa, também é possível em relação a medicamentos classificados como substância de uso proscrito, como é o caso da maconha. “A sua importação pode ser solicitada para uso pessoal. Também é possível que uma empresa interessada solicite o registro do produto no Brasil. Nas duas situações, os pedidos são analisados pela área técnica da Anvisa”, informou.
 
A agência destacou ainda que, até o momento, não registrou nenhum pedido de registro de medicamento com substância proscrita, nem pedido de importação para uso pessoal.
 
SaudeWeb

Doenças transmissíveis por vetores matam 1 milhão todo ano

''Pequena mordida, grande ameaça'' é o tema da campanha deste ano; doenças afetam principalmente países pobres
 
Mais da metade da população mundial está sob risco de contrair malária, dengue, leishmaniose, esquistossomose e febre amarela, doenças transmitidas por vetores como mosquitos, moscas e besouros, entre outros. Por ano, mais de um bilhão são infectados e mais de um milhão morrem de doenças transmitidas por estes animais.
 
Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) elegeu, para o Dia Mundial da Saúde deste ano, lembrado nesta segunda-feira (7), o slogan “Small bite, big threat”, ou “Pequena mordida, grande ameaça”, em tradução livre. O objetivo é enfatizar a necessidade de prevenção destas doenças. Um relatório fornece inclusive algumas medidas passíveis de serem tomadas por governos, comunidades e mesmo famílias para proteger as pessoas de infecções.
 
Para Margaret Chan, diretora geral do organismo ligado às Nações Unidas, diz que toda agenda preventiva que prioriza o combate aos vetores de doenças infecto contagiosas pode salvar muitas vidas. Muitas vezes intervenções de baixo custo, como redes e sprays de inseticidas podem trazer bons resultados. “Ninguém no século 21 deveria morrer com uma mordida de mosquito, mosca ou carrapato”, escreveu a chinesa em comunicado.
 
Para a OMS, a maior parte dos infectados é de baixa renda, onde ocorre falta de acesso a saneamento básico e aos cuidados para evitar picadas – e também onde os indivíduos costumeiramente possuem baixa imunidade às doenças. A esquistossomose, por exemplo, transmitida por caramujos aquáticos, é a que mais se prolifera, afetando 240 milhões de pessoas no mundo. Apesar disso, ela poderia ser facilmente evitada com saneamento básico e consumo de água tratada.
 
Há ainda outro problema: algumas doenças estão se espalhando pelo mundo por inúmeros fatores, como o desmatamento, migração populacional e práticas agrícolas. A dengue, por exemplo, tão conhecida no Brasil, é atualmente encontrada em 100 países, colocando em risco 40% da população global. Ela já foi detectada na China, Portugal e nos EUA. Na Grécia, casos de malária foram recentemente confirmados depois de 40 anos.
 
Para o Dia Mundial da Saúde, a OMS está dando foco no controle de vetores e na distribuição de água tratada, tratamento de esgoto e higiene – estratégias consideradas chave para a estratégia de erradicação de doenças tropicais entre 2012 e 2020.
 
SaudeWeb

Debate na Câmara defende mudanças em patentes de remédios

Reprodução
Para especialistas, acesso precisa ser aumentado. Projetos de mudança nas leis de patentes foram discutidos
 
Especialistas foram unânimes em defender alterações na Lei de Patentes (Lei 9.279/96) para baixar os preços de remédios. O acesso a medicamentos a preços acessíveis foi discutido em audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.
 
A lei prevê que, na vigência da patente, que tem duração de 20 anos, os medicamentos só podem ser comprados das empresas detentoras das patentes, mesmo havendo versões genéricas comercializadas a preços mais baixos no mercado internacional. Além disso, terceiros não podem produzir o produto no País. Em alguns casos, as empresas obtêm novas patentes sobre o mesmo produto, depois de passados os 20 anos.
 
A lei foi formulada em 1996, para que o País se adaptasse ao Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionado ao Comércio (Acordo Trips). Até então, o Brasil não concedia patentes para produtos de saúde.
 
Porém, para minimizar os efeitos dessa lei, os países membros da Organização Mundial de Saúde estabeleceram que os países poderiam adotar medidas de proteção à saúde pública por meio da flexibilização das legislações de patentes. No Congresso Nacional, tramitam diversos projetos nesse sentido. A principal proposta de reforma de lei de patentes é o PL 5402/13, apresentado pelos deputados do PT Newton Lima Neto (SP) e Dr. Rosinha (PR).
 
Na avaliação do vice-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Jorge Bermudez, o projeto é um avanço. Conforme ele, as regras de propriedade intelectual atuais são uma barreira para a produção local de medicamentos e são uma das causas dos preços altos dos remédios novos. Bermudez explicou que o problema afeta, por exemplo, medicamentos para Aids, hepatite C e câncer. “Existe um confronto entre interesses de saúde e interesses de comércio”, disse.
 
No Brasil, segundo ele, o governo já conseguiu amenizar o problema dos altos preços, por meio da política de medicamentos genéricos, por exemplo.
 
Falta de acesso
A diretora da Open Society Foundations (entidade sediada em Nova York – EUA), Els Torreele, destacou que 1/3 da população mundial não tem acesso aos medicamentos de que precisa, principalmente porque não consegue pagar por eles. Conforme ela, algumas situações graves são as dos pacientes com hepatite C na Tailândia, e dos pacientes com Aids na África do Sul.
 
“Medicamentos são caros simplesmente porque as empresas cobram preços altos”, destacou. “A sociedade decidiu proteger direitos de patentes, mas podemos mudar isso com vontade política.”
 
O professor Brook Baker, da University School of Law, de Boston (EUA), também considera essencial que o Congresso brasileiro promova rapidamente a reforma da Lei de Patentes. “As formas do monopólio vão sempre procurar proteger seus interesses, mas se quisermos melhorar o acesso a medicamentos, temos que enfrentar isso, para garantir os direitos humanos”, salientou.
 
“Direitos humanos e patentes são incompatíveis, porque saúde e vida não são mercadoria”, completou a consultora independente Eloan Pinheiro. Ela também defendeu a reforma na Lei de Patentes brasileira, mas, segundo ela, apenas uma minoria de deputados encampa essa luta.
 
“A reforma da Lei de Patentes tem muita resistência, porque existe muito lobby das indústrias de medicamentos”, explicou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que solicitou a audiência. Para a deputada, outra medida para enfrentar o problema dos altos custos de remédios no Brasil é a produção de medicamentos gratuitos para a população por meio de laboratórios públicos.
 
O presidente da Comissão de Seguridade Social, deputado Amauri Teixeira (PT-BA), chamou a atenção ainda para a falta de produção de medicamentos para doenças ligadas à pobreza e aos trópicos, como hanseníase, malária e esquistossomose.
 
Estatísticas
A diretora da Open Society Foundations, Els Torreele, afirmou que 1/3 da população mundial não tem acesso aos medicamentos que precisa, principalmente porque não consegue pagar por eles. A entidade é sediada em Nova York (EUA). Segundo ela, algumas situações graves são as dos pacientes com Hepatite C na Tailândia, e dos pacientes com HIV na África do Sul.
 
“Medicamentos são caros simplesmente porque as empresas cobram preços altos”, destacou. “A sociedade decidiu proteger direitos de patentes, mas podemos mudar isso como sociedade, com a vontade política”, completou. Segundo Torreele, o Brasil é líder na batalha por medicamentos acessíveis. Ela elogiou o governo do País por encampar essa luta. “O Brasil é um exemplo para outros países”, concordou o professor Brook Baker, da University School of Law, de Boston (EUA).
 
Porém, o professor considera essencial que o Congresso brasileiro promova rapidamente a reforma da Lei de Patentes (9.279/96), que, na opinião dele, deve ser flexibilizada. “As formas do monopólio vão sempre procurar proteger seus interesses, mas se quisermos melhorar o acesso a medicamentos, temos que enfrentar isso, para garantir os direitos humanos”, salientou.
 
Indústria nacional
O presidente executivo da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais, Henrique Uchio Tada, disse que o setor luta para quebrar o monopólio de produtores de determinados medicamentos. “Quando se aumenta a concorrência, se força o preço para baixo”, explicou. “Medicamentos que custavam R$ 200 caem para R$ 30 quando mais laboratórios produzem”, completou.
 
Uchio Tada também defendeu que remédios produzidos em outros países possam ser substituídos por medicamentos nacionais. Ele destacou o papel importante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que analisa os pedidos de registro de medicamentos no País, e defendeu o aumento de quadro de pessoal do órgão para dar mais celeridade a esses registros.
 
Além disso, defendeu que a agência implemente regulamento específico para medicamento com inovação incremental – ou seja, para inovação feita com molécula já existente no País -, como já existe em outros países. “Com esse regulamento, a indústria, para um medicamento que se toma três vezes ao dia, desenvolver uma formulação para tomar 1 vez ao dia, por exemplo”, explicou.
 
Desenvolvimento
O vice-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Jorge Bermudez, disse há pouco que algumas das soluções para o problema dos altos preços dos medicamentos são a produção de medicamentos no País e mudanças na Lei das Patentes (9.279/96), que já estão sendo analisadas pela Câmara dos Deputados atualmente, em vários projetos de lei.
 
Segundo ele, em todo o mundo, as regras de propriedade intelectual, dificultando a produção local por outros laborarórios, e os preços altos dos medicamentos novos são algumas barreiras para o acesso a remédios. Bermudez afirma que o problema afeta principalmente pacientes com HIV, Hepatite C e câncer. Ele citou novos medicamentos para Hepatite C colocados à venda por 80 mil dólares.
 
“Existe um confronto entre interesses de saúde e interesses de comércio o tempo inteiro”, afirmou.“ É preciso fazer ajuste entre os recursos de saúde ofertados pelo mercado e a população. O acesso se traduz em equilíbrio entre oferta e demanda”, completou. No Brasil, segundo ele, o governo já conseguiu amenizar o problema dos altos preços, por meio da política de medicamentos genéricos e da utilização do poder de compra do Sistema Único de Saúde (SUS).

SaudeWeb

Curitiba usa telessaúde para reduzir fila em neurologistas

Sistema de conexão com o HC da UFPR permitiu discussão de 1.092 casos e 150 consultas nos três primeiros meses
 
Três meses após Curitiba adotar o serviço de telessaúde – plataforma que permite aos médicos das unidades básicas trocar informações via web com especialistas do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) -, 1.092 casos de pacientes foram discutidos e 150 consultas com neurologistas feitas. Para a prefeitura, o serviço está atingindo o objetivo de aumentar a resolução dos casos na própria unidade básica.
 
Segundo Marta Borges, médica há cinco anos na unidade básica de saúde Vila Feliz, o médico muitas vezes precisa de uma segunda opinião, e que em 20% dos casos o encaminhamento para um neurologista é necessário.
 
Para o neurologista Marcos Lange, do HC, a rapidez na consulta especializada contribuiu na investigação clínica e resolução de muitos casos. Antes do telessaúde, explica, eram registradas 30% de faltas nas consultas, ou desaparecimento dos sintomas quando a data finalmente chegava. Com o sistema, é possível realizar a consulta antes que o caso evolua para algo mais complicado.
 
Com a ferramenta, os profissionais da atenção primária encaminham via e-mail suas dúvidas para especialistas, que têm 72 horas para dar a orientação sobre o caso. A troca tem contribuído para diminuição das filas na neurologia, que agora duram em média duas semanas.
 
Muitas vezes o paciente é encaminhado já com exames mais simples realizados. Em Curitiba foram feitos no período 149 tomografias solicitadas pelo telessaúde, conta Paulo Poli, diretor de atenção primária da Secretaria Municipal da Saúde.
 
SaudeWeb

SUS inclui novos procedimentos para tratamento de doença renal crônica

SUS inclui novos procedimentos para tratamento de doença renal crônica Gilmar de Souza/Agência Estado
Foto: Gilmar de Souza / Agência Estado
Doença renal crônica se caracteriza pelo mau funcionamento
 dos rins
Exames como ultrassonografia do aparelho urinário e eletrocardiograma passam a fazer parte da tabela
 
Uma portaria do Ministério da Saúde publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União inclui na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) novos procedimentos para o tratamento de pacientes com doença renal crônica.
 
Os procedimentos incluem exames como dosagem de sódio, dosagem de hormônio tireoestimulante (TSH), dosagem de tiroxina (T4), ultrassonografia do aparelho urinário, cultura de bactérias para identificação, hemocultura e eletrocardiograma.
 
Em março, uma portaria do ministério ampliou o atendimento à pessoa com doença renal crônica.
 
A partir deste ano, serviços de nefrologia, que atendiam apenas pacientes em estágio avançado, podem se habilitar também para o atendimento de pacientes em estágios iniciais, com acompanhamento ambulatorial e realização de exames periódicos.
 
A doença renal crônica se caracteriza pelo mau funcionamento dos rins, responsáveis por filtrar e tirar impurezas do sangue. Dados do governo indicam que o problema é silencioso, já que cerca de 70% dos pacientes que entram para diálise não sabiam que estavam com a doença. Em parte dos casos, é preciso passar por um transplante de rim.
 
Zero Hora

Chá verde pode ser novo estimulante para o cérebro


Chá verde pode ser novo estimulante para o cérebro Carlos Edler/Agencia RBS
Foto: Carlos Edler / Agencia RBS
Demência, problemas cognitivos e funcionamento inadequado da
memória poderiam ser minimizados através da ingestão da bebida
Extrato da infusão é cotado como tratamento promissor para deficiências psiquiátricas
 
O chá verde é conhecido por ter muitos efeitos benéficos sobre a saúde. Agora, pesquisadores da Universidade de Basel estão relatando as primeiras evidências de que o seu extrato aumenta as funções cognitivas, em particular a memória. Os resultados sugerem implicações clínicas promissoras para o tratamento de deficiências nos transtornos psiquiátricos como a demência.
 
Os principais ingredientes do chá verde já haviam sido minuciosamente estudados em pesquisas sobre o câncer. Recentemente, os cientistas também foram investigando o impacto positivo da bebida sobre o cérebro humano. Diferentes relatórios foram capazes de relacionar o chá verde a efeitos benéficos sobre o desempenho cognitivo. No entanto, os mecanismos neurais que atuam por trás deste efeito ainda permanece desconhecido.
 
Nesta investigação, o professor Christoph Beglinger do Hospital Universitário de Basel descobriu que o extrato do chá verde aumenta a conectividade eficaz do cérebro, ou seja, a influência que uma área do cérebro exerce sobre outra. Esse efeito também levou a uma melhoria no desempenho cognitivo real.
 
Para o estudo, voluntários saudáveis ?do sexo masculino receberam um refrigerante que continha várias gramas de extrato de chá verde antes de eles resolveram problemas e desafios de memória. Os cientistas então analisaram como isso afetou a atividade cerebral dos homens que usando a ressonância magnética. O equipamento mostrou um aumento da conectividade entre o parietal e o córtex frontal do cérebro.
 
— Nossos resultados sugerem que o chá verde pode aumentar a plasticidade sináptica de curto prazo do cérebro— diz Beglinger.
 
Tais evidências sugerem implicações clínicas promissoras: modelar a conectividade efetiva entre regiões do cérebro - frontal e parietal - durante o processamento da memória pode ajudar a avaliar a eficácia do chá verde para o tratamento de problemas cognitivos em doenças neuropsiquiátricas.

Zero Hora

Vitamina C é destaque no combate ao envelhecimento facial

Vitamina C é destaque no combate ao envelhecimento facial Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
Vitamina C estimula renovação do colágeno e da elastina,
proteínas que dão firmeza à cútis
Substância impede que as células da derme sofram processos degenerativos
 
Quem nunca ouviu falar que a melhor maneira de fortalecer o sistema imunológico e, claro, prevenir gripes, alergias e resfriados é através do consumo de produtos ricos em vitamina C? Pois bem, essa vitamina se tornou a queridinha quando o assunto é combate ao envelhecimento cutâneo.
 
O médico e dermatologista Amilton Macedo esclarece que a ação antioxidante da substância opera contra os radicais livres no corpo. Eles são responsáveis pela danificação das células sadias do nosso organismo e provocam o envelhecimento celular, agravando no aparecimento de rugas, linhas finas e flacidez na pele.
 
Diante disso, o uso da substância em produtos e tratamentos cosméticos ajuda também a eliminar as manchas decorrentes do excesso de exposição solar sem devida proteção ou provenientes do processo natural de envelhecimento.
 
— A vitamina age na derme impedindo que as células sofram processos degenerativos e, com isso, promove o clareamento dos mais diversos tipos de manchas que sobrevêm na cútis, como melasmas, sardas e sinais de acne— informa Macedo.
 
Segundo o dermatologista, após os 30 anos de idade, perdemos anualmente 1% de colágeno ao ano.
 
A vitamina C estimula a renovação e reorganização do colágeno e da elastina, proteínas que conferem elasticidade e firmeza na cútis. Por consequência, além de aumentar a uniformidade, promove maior firmeza na pele.
 
É fundamental aliar o tratamento com uma alimentação balanceada, muita ingestão de água e jamais se descuidar do uso de filtro solar todos os dias, inclusive, naqueles em que o sol aparece timidamente ou que estão nublados. O uso de antioxidantes orais também potencializam o tratamento.
 
Zero Hora

Atores levam ao público a mensagem de que há vida depois do Parkinson

Atores levam ao público a mensagem de que há vida depois do Parkinson Estevam Avellar/TV Globo/Divulgação
Foto: Estevam Avellar / TV Globo/Divulgação
Casos como o de Paulo José e Michael J. Fox ajudam a mostrar que doença não é incapacitante
 
Nos últimos 20 anos, o ator e diretor Paulo José dirigiu 10 peças de teatro e participou de 19 filmes e 18 programas de TV, entre séries e novelas. Dirigiu também mais de 200 comerciais. O artista conseguiu manter uma extensa ficha mesmo após o diagnóstico do Parkinson, doença degenerativa e progressiva que o acompanha pelo mesmo período. Sem cura, ela leva a pessoa a conviver com tremores e a ver seus movimentos ficarem lentos, os músculos rígidos e a fala prejudicada.
 
Atualmente, Paulo José interpreta na novela Em Família, da Rede Globo, o idoso Benjamin, que também sofre com o problema. A leveza do personagem e a intensidade das atividades que o artista tem desenvolvido ao longo destes anos de diagnóstico são exemplos que colocam em discussão um dos principais mitos sobre a doença: de que, por ser incurável e progressiva, nada se pode fazer pela qualidade de vida do paciente.
 
— O Parkinson exige um tratamento multidisciplinar, com medicamentos, acompanhamento de neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e, em muitos casos, psicólogo. As limitações dependem muito da fase de evolução da doença, mas sempre é possível ter algum tipo de melhora — explica a neurologista e coordenadora do Serviço de Movimento da Santa Casa, Arlete Hilbig.
 
Causas da doença ainda não são totalmente conhecidas
A enfermidade costuma se manifestar após os 60 anos e, segundo a Organização Mundial da Saúde, de 1% a 2% da população mundial convive com ela. Em alguns casos, ela pode aparecer mais cedo, na faixa etária dos 40 ou 50 anos — o ator americano Michael J. Fox, conhecido por protagonizar a trilogia De Volta Para o Futuro, foi diagnosticado aos 30 anos. Em The Michael J. Fox Show, exibido no Brasil pelo canal Comedy Central, ele faz piadas sobre suas limitações em decorrência da doença.
 
As causas da enfermidade ainda não são totalmente conhecidas, mas se sabe que ela pode ser desencadeada por fatores ambientais ou genéticos. Ainda não há cura. Os avanços nas pesquisas proporcionaram o desenvolvimento de medicamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais. Tremores são o sintoma mais comum, mas não aparecem em todos os casos.
 
— Não costuma ser o sintoma mais incapacitante. A rigidez muscular e a lentidão dos movimentos tendem a ser os fatores que mais prejudicam a qualidade de vida — diz o chefe do Ambulatório da Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento do Serviço de Neurologia do Hospital São Lucas da PUCRS, Andre Dalben.
 
Os movimentos mais lentos costumam ser um dos primeiros sinais do Parkinson. Tarefas simples, como abotoar uma camisa ou escovar os dentes se tornam mais difíceis. Como a falta de agilidade é relacionada a algo comum entre os idosos, o sinal muitas vezes passa despercebido.
 
- A agilidade em diagnosticar depende bastante dos sintomas. As pessoas já relacionam o tremor nas mãos ao Parkinson, mas as dificuldades de falar ou caminhar costumam ser interpretadas de outras formas. Não há um exame que sirva que determine a existência ou não da doença e o diagnóstico pode demorar — conta Arlete
 
Aceitando a "companhia"
O Parkinson não é fatal nem contagioso. O paciente não sofre alteração na memória ou na capacidade intelectual. Apesar de todas as limitações impostas pela doença, o maior desafio de quem convive com ela costuma ser outro: aceitar a ideia de que a enfermidade não vai regredir e será companheira de toda a vida.
 
A administradora de empresas Angela Maria Possebom Garcia, 59 anos, tem Parkinson há 15 anos e conhece bem as dificuldades impostas pela doença. Hoje, dedica-se exclusivamente a ajudar pessoas que enfrentam as mesmas limitações por meio da Associação Parkinson do Rio Grande do Sul (Apars), da qual é presidente.
 
— A doença atinge também o psicoemocional. Uma grande parte dos que sofrem de Parkinson não é amparada pela família. O tratamento precisa ser feito por um longo prazo, sem esperança de cura, o que muitas vezes gera falta de paciência e intolerância por parte dos familiares — conta Angela.
 
Semana do Parkinson
— Para orientar familiares e pacientes, a Associação Parkinson do Rio Grande do Sul (Apars) promove de 6 a 12 de abril a Semana do Parkinson.
 
— Haverá palestras de especialistas e pessoas que tenham a doença.
 
— A programação completa e os locais dos eventos podem ser conferidos em blogdaapars.blogspot.com.br

Zero Hora

Caminhada em SP chama a atenção para riscos do sedentarismo

Futura Press
Dia Mundial da Atividade Física reuniu milhares em caminhada
 da Paulista até o Parque Ibirapuera
Sedentarismo mata 5,3 milhões de pessoas no mundo, mais do que a obesidade, o colesterol alto, o diabetes e o tabagismo
 
Milhares de pessoas participaram na manhã deste domingo (6), em São Paulo, do Agita Mundo, evento que pretende estimular as pessoas a praticarem exercícios físicos por pelo menos 30 minutos diariamente, conforme orienta a Organização Mundial da Saúde (OMS). A caminhada teve início no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na região da Avenida Paulista, com destino à Assembleia Legislativa, próxima ao Parque Ibirapuera, um trajeto de aproximadamente 3 quilômetros (km).
 
Vestindo camisas amarelas de gola verde e segurando balões nas cores branca e azul, os participantes lembraram as cores da Bandeira Nacional. O objetivo, segundo os organizadores, é chamar a atenção para a Copa do Mundo, que será realizada este ano no Brasil. A caminhada atraiu crianças, jovens, adultos e idosos.
 
"O sedentarismo é um problema que mata 5,3 milhões de pessoas no mundo. Mata mais que a obesidade, o colesterol alto, o diabetes e o tabagismo. Só não mata mais que a hipertensão. Para esse inimigo que invadiu nossas casas temos um antídoto: cada um deve acumular pelo menos 30 minutos de atividade física por dia, não necessariamente algum esporte. Basta se mover”, disse Victor Matsudo, coordenador geral do Agita São Paulo e coordenador da celebração do Dia Mundial da Atividade Física em todo o mundo.
 
Segundo ele, qualquer pessoa pode fazer atividade física. Os 30 minutos diários recomendados pela OMS podem, inclusive, ser divididos em dois períodos de 15 minutos ou em três de dez minutos. "A atividade física é o primeiro sinal de vida. Quando o bebê chuta a barriga da mãe, dizemos que aí vem vida. Qualquer risco que a atividade física possa ter é menor que o risco de ser sedentário", falou Matsudo. Para uma atividade física moderada, disse, não é necessário ir ao médico. Mas se for uma atividade física vigorosa, como uma corrida, o acompanhamento médico é fundamental.
 
Ajuda tudo: da coluna ao diabetes
Nesta manhã, as amigas Adair Mendes de Souza, de 73 anos, e Benedita Onório, de 75 anos, estavam bastante animadas para a caminhada. Ambas disseram que praticam atividades físicas regularmente. "Faço todos os dias. Isso me ajuda e muito: para a coluna, o controle do diabetes e da pressão. Para mim foi ótimo. Vou ao médico e ele me fala: a senhora está muito bem dos ossos, viu?", disse Benedita. Já Adair faz atividade física pelo menos duas vezes por semana."Tenho problema da coluna e pressão alta, então a atividade física ajuda muito, ameniza [os problemas]", contou.
 
Antonio Freitas, de 49 anos, escrevente do Tribunal de Justiça de São Paulo, faz exercícios físicos diariamente. "Para quem teve colesterol na taxa de 620 [mg/dL] e agora, na faixa dos 180, posso dizer que isso mudou meu coração, principalmente.”
 
Quem também participou da caminhada foi o médico e secretário estadual de Saúde David Uip. Em entrevista à Agência Brasil, Uip disse que a caminhada deveria fazer parte do dia a dia de qualquer pessoa. "A caminhada melhora o humor, libera endorfina e você tem o dia feliz. Fundamentalmente, fazer 40 minutos de atividade aeróbica diminui muito o risco cardiovascular. Meia hora nadando, dançando ou fazendo qualquer outra atividade são suficientes e mudam a qualidade de vida. Além de diminuir o risco, aumenta o humor.” O secretário disse que nunca deixou de fazer esporte. "Isso melhora a vitalidade, o dia de trabalho, a performance", acrescentou.
 
O Agita Mundo é um evento que nasceu em São Paulo. Desde 2002, segundo a secretaria da Saúde, passou a ser adotado pela OMS como referência em ação de promoção à saúde. Atualmente, o evento acontece também em outros 20 países. Várias atividades estão programadas também nas 12 cidades-sede da Copa para alertar sobre a importância da prática de exercícios para a saúde.

Agência Brasil

Mulheres estressadas têm 29% a menos de chance de engravidar, afirma estudo

Thinkstock/Getty Images
Manter uma vida mais tranquila aumenta as chances de gravidez.
Mulheres estressadas têm 29% menos de chance de engravidar,
 segundo estudo da Universidade de Ohio, nos EUA
Pesquisa mostrou que quantidade da enzima alfa-amilase, ligada ao estresse, é indicador para dificuldade de engravidar
 
O que na vida não é causado ou agravado pelo estresse? E, dia após dia, a lista só cresce. Desta vez, um estudo feito pela Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, revelou que as mulheres que apresentavam taxas mais altas de alfa-amilase, uma enzima relacionada ao estresse, tinham 29% menos de chance de engravidar do que aquelas que tinham essa substância sob controle.
 
Os pesquisados acompanharam 401 casais que queriam engravidar ao longo de 12 meses, tempo necessário para poder considerar que uma pessoa é infértil. E o resultado veio: aquelas mulheres que tinham doses altas de alfa-amilase na saliva, que reflete um dia a dia estressante, foram consideradas inférteis.
 
Para a ginecologista e diretora médica do Centro de Fertilidade da Rede D’Or, Maria Cecília Erthal, já era sabido que o estresse tem um impacto significativo quando a mulher quer engravidar. “Depois que a mulher entrou no mercado de trabalho e passou a ser mais cobrada, a realidade do estresse aumentou. Antes, eram só os homens que morriam mais por conta de infartos, mas hoje muitos e muitos casos atingem as mulheres também. E, aos poucos, foi se observando esse efeito do estresse sobre a fertilidade”, explica a médica.
 
A palavra estresse está muito popularizada, e, muitas vezes, as pessoas desconsideram que a situação é séria. Pessoa estressada é uma pessoa que, por inúmeras situações de pressão ou preocupação, tem liberação constante do hormônio cortisol, que causa danos sérios ao organismo. O estresse crônico pode, além de impedir uma mulher de ser mãe, levar uma pessoa a adoecer, como, por exemplo, sofrer AVC, infartos, gastrites, problemas no rim ou fígado. E a enzima alfa-amilase é uma indicação de que esse hormônio está alto no organismo.
 
Para Maria Cecília, a melhor coisa a fazer é aprender a diminuir o estresse e lidar com ele. E, no caso de quem está tentando engravidar e não consegue, é preciso muito cuidado para que essa espera não gere ainda mais estresse. “Muitas mulheres se sentem mal por não conseguir gerar um filho de forma espontânea, às vezes, para elas, é pior do que receber a notícia de uma doença. Elas se sentem incapazes de uma coisa básica, e se cobram muito. Mas a culpa da infertilidade não é de ninguém, elas têm que passar essa responsabilidade para a especialista em reprodução”, acalma a médica. 
 
iG

Qual é a idade certa para ir a cada médico?

Thinkstock Photos
Para homens fora de qualquer grupo de risco, como sobrepeso ou
 obesidade, o exame de colesterol só é necessário depois dos 35 anos
Quando deve acontecer a primeira visita ao ginecologista? E ao urologista? O que deve constar do check-up anual?
 
No dia mundial da saúde, celebrado ontem (7), uma das muitas dúvidas da população é quando se deve começar ir ao médico. Com qual idade - no caso de uma pessoa que não apresenta queixas de dores ou sintomas anormais -, se deve consultar um médico ou fazer um exame específico? A resposta varia, mas, na maioria dos casos, a necessidade de recorrer à medicina para possíveis diagnósticos só acontece depois dos 40 anos.
 
A recomendação geral para pessoas jovens e saudáveis é que visitem um clínico geral uma vez por ano. “Às vezes a pessoa não tem nenhuma reclamação acerca da saúde, mas, fazendo uma consulta detalhada, o médico identifica fatores de risco para ter uma doença”, explica o clínico geral e geriatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, Paulo Camiz. “Uma pessoa que bebe bastante pode apresentar um indicativo de se tornar um alcoólatra, por exemplo”.
 
No calendário que marca a quarta década de vida é o momento de fazer os primeiros exames específicos, como mamografia. Veja quando você deve visitar – ou não – um médico.
 
Especialidades médicas
 
Cardiologista
“Pessoas assintomáticas não precisam se preocupar. Agora, quem quer fazer atividade física, deve passar em um cardiologista para avaliar se tem pressão alta, colesterol ou diabetes”, explica o médico. Segundo ele, não há necessidade de fazer eletrocardiograma, a não ser que a pessoa apresente alguma queixa, como dor no peito, por exemplo.
 
Ginecologista
O ideal, segundo Camiz, é que a menina vá ao ginecologista assim que os primeiros sinais de puberdade vierem à tona, como o crescimento das mamas ou alterações de comportamento. “A mulher passa por transformações e o ginecologista pode aconselhar. Se ela quer começar a vida sexual, o ginecologista a orientará com as formas adequadas de proteção”, explica o médico.
 
Disfunções da tireoide
Esse exame não faz parte de um checkup, a investigação só é feita quando o médico suspeita de algo. “Mas, como qualquer queixa em geral pode ser justificada por algum problema na tireoide, os médicos costumam pedir”, diz o clínico geral.
 
Urologista
Camiz explica que não há idade certa para o homem visitar o urologista, desde que ele não apresente sintomas. O médico ainda explica que até mesmo a importância do exame de próstata está sendo discutida. “Não tem um exame para definir qual é o câncer que vai ser letal ou o que vai ficar com a pessoa a vida inteira, sem prejudicá-la”, diz. O Instituto Nacional do Câncer (INCA), se posiciona a favor do médico, indicando o exame não mais como medida de saúde pública, mas para aquelas pessoas em que o urologista considera importante que façam. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), no entanto, recomenda que o exame seja feito a partir dos 50 anos.
 
Ortopedista
Mais uma vez, não há idade certa para visitar um médico dessa especialidade. “Se a criança tiver um déficit de crescimento, é necessário levá-la, mas o próprio pediatra vai encaminhar”, explica o médico do Hospital das Clínicas.
 
Oncologista
Não é necessário visitar um oncologista, a não ser que a pessoa apresente sintomas ou alguém da família já tenha tido câncer, como de mama e intestino. “Nesses casos, é indicado que a pessoa procure um médico 10 anos antes da idade em que o câncer foi diagnosticado no familiar”, diz o especialista.
 
Exames
 
Colesterol e triglicérides
“Para os homens que não apresentam sintomas, se pede a partir dos 35 anos. Já para as mulheres, aos 45 anos”, explica Camiz. “Agora, se a pessoa tem algum fator de risco, como obesidade ou sobrepeso, se pede em qualquer idade, inclusive em crianças”.
 
Colonoscopia
Camiz explica que a partir dos 50 anos, é necessário que todos se submetam a esse exame, capaz de detectar câncer no intestino. Existem também outros exames que podem complementar, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes.
 
Endoscopia
Não há necessidade, a não ser que a pessoa reclame de dores ou sintomas que a incomodam. Há um mito, porém, de que é preciso fazer endoscopia para detectar se é portador ou não da bactéria H. Pylori. Paulo Camiz explica que a presença dessa bactéria no estômago dos brasileiros chega a 80%, e a grande maioria das pessoas vive muito bem com ela e nem sabe que tem. “Se ficar fazendo pesquisa dessa bactéria, vai falir o sistema de saúde, identificar um número enorme de pessoas que não vão se beneficiar do tratamento. E, se for tratar, vão criar formas resistentes dessa bactéria”, alerta Camiz.

iG

Pele humana artificial criada com derme de porco representa o Brasil nos EUA

Pele humana artificial feita com derme de porco é mais barata do que as similares à venda
Foto: Divulgação
Pele humana artificial feita com derme de porco é mais barata
 do que as similares à venda
Uma pele humana artificial capaz de ser usada em transplantes e testes farmacológicos foi o invento escolhido numa feira de ciências da USP (Universidade de São Paulo) para representar o Brasil na Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, que acontece no mês que vem em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A descoberta foi feita em Franca, no interior paulista, pela professora Joana D’Arc Félix de Souza e pela estudante Ângela Ferreira de Oliveira, ambas do Colégio Técnico Agrícola, localizado na cidade.
 
A pele humana artificial é desenvolvida a partir da derme do porco, que tem 78% de compatibilidade com a dos humanos.

Entre as vantagens da descoberta está a facilidade de acesso e o preço. Enquanto materiais similares usados na medicina custam R$ 5 mil o metro, ela sai por R$ 83.

iG Paulista

Curitiba terá 40 pontos de descarte especial para medicamentos vencidos


principal
A cidade de Curitiba conta a desde o último sábado (05) com 40 postos de coleta para descartes de medicamentos vencidos
 
A iniciativa faz parte de um projeto piloto da Prefeitura de Curitiba, Conselho Regional de Farmácia, Sindicato dos Farmacêuticos e Universidade Federal do Paraná, que foi estruturado a partir da Lei Municipal 13.978/12 e que servirá de modelo para implantação da logística reversa de medicamentos em todo país.
 
A campanha foi lançada nesta sexta-feira (04), na capela Santa Maria, Centro de Curitiba. Serão, inicialmente, pontos de coleta em 40 farmácias estrategicamente localizadas nas diversas regiões de Curitiba. Posteriormente será reproduzido em outras regiões do Paraná.
 
Para o prefeito Gustavo Fruet, este projeto terá resultados nas áreas da saúde, por evitar o consumo de medicamentos vencidos e para o meio ambiente com a diminuição da contaminação dos rios. “As pessoas precisam ter responsabilidade pela destinação correta do lixo que produzem. Hoje, são recolhidas 3 mil toneladas de lixo diário na capital e cerca de 80% disso vai para o aterro. Com este projeto vamos provocar a discussão sobre o descarte correto não só dos medicamentos”, disse Fruet.
 
“Só no ano passado, a Secretaria Municipal da Saúde dispensou 312 milhões de medicamentos e por mais que se invista na assistência farmacêutica, na importância de se utilizar corretamente os remédios, uma parte acaba se perdendo e é fundamental esse descarte correto. A intenção é que até o fim deste semestre, as unidades de saúde também sejam incluídas no projeto”, ressaltou o secretário municipal da Saúde, Adriano Massuda.
 
O secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima, alertou também para a importância ambiental do projeto já que todos os rios da capital apresentam índices de contaminação. “É fundamental que a população participe deste projeto, pois cada quilo de medicamento recolhido representa 450 mil litros de água que deixam de ser contaminados”.
 
“A campanha quer fazer de Curitiba uma cidade modelo no descarte consciente de medicamentos. Para isso, contamos com os farmacêuticos para apoiarem esta ideia e serem multiplicadores das informações junto aos seus clientes, sua família, seus amigos e colegas para descartar medicamentos no lugar certo”, afirmou o presidente do CRF-PR, Arnaldo Zubioli.
 
Projeto
O objetivo principal do projeto é informar e educar a população sobre o descarte correto de medicamentos, pois estes não devem ser jogados no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário. Com o seu lançamento espera-se que Curitiba se torne uma referência no assunto “Descarte Consciente de Medicamentos” e que a ideia se propague a outras regiões do país. “O projeto piloto prevê a instalação de postos de recolhimento para que a população leve os medicamentos vencidos ou que já não utilizam mais, até os locais apropriados”, frisou Massuda.
 
A campanha contará com peças publicitárias que serão divulgadas por toda a cidade e um site de orientação: www.descarteconsciente.com.br/curitiba para divulgar a campanha e fornecer informações atualizadas sobre onde e como fazer este descarte.
 
O projeto de Lei, aprovado na Câmara Municipal de Curitiba, é de autoria do vereador Felipe Braga Côrtes.
 
Prefeitura de Curitiba

I Encontro de Artroplastia Total do Quadril - Visão Clínica e Ortopédica e Consenso Internacional sobre Infecção Peri Protéica

Reprodução
Hospital Samaritano
O encontro contará com a presença do renomado Dr. Javad Parvizi

O Hospital Samaritano do Rio de Janeiro e a Sociedade Brasiléia de Quadril -RJ receberão um dos maiores especialistas da cirurgia de quadril Dr. Javad Parvizi para o I Encontro de Artroplastia Total do Quadril - Visão Clínica e Ortopédica e Consenso Internacional sobre Infecção Peri Protéica no dia 12 de abril, das 8h às 17h, no auditório do Centro de Estudos do Samaritano.

Vice-Presidente e Diretor de Pesquisa Clínica do Instituto Rothman na Thomas Jefferson University, Philadelphia, Dr. Javad Parvizi, virá ao Brasil para discutir a avaliação pré e pós operatória nas artroplastias do quadril, assim como os cuidados para diminuir os riscos de infecção periprotética, ou seja, a colocação de prótese na articulação do quadril.

O evento terá a coordenação do Dr. Pedro Ivo de Carvalho, presidente da Sociedade de Quadril-RJ e do Dr. Flávio Cure de Palheiro, cardiologista do Hospital Samaritano.

“O Samaritano tem uma forte tradição em cirurgia ortopédica, e nosso objetivo em trazer uma referência no tema é priorizar o estado da arte do tratamento no Rio de Janeiro” – diz Dr. Pedro Ivo de Carvalho. No simpósio serão discutidos detalhes técnicos, clínicos e cirúrgicos que possam melhorar o resultado final da cirurgia.
 
Serviço
Simpósio de ortopedia
Data: 12 de abril
Hora: 8h às 17h
Inscrição é gratuita
Local: Auditório do Centro de Estudos do Samaritano Rua Assunção, 286 - Botafogo
Informações: 2537-9722 - ramal 395
 
Programa:
 
8h – Welcome Coffee
 
8h45 – Abertura Evento - Dr. Marcus Vinicius,  Dr. Sergio Delmonte e Dr. Flávio Cure
 
9h às10h: Avaliação pré operatória da artroplastia total do quadril

Moderadores
: Dr. Flávio Cure e Dr. Marcelino Gomes
Debatedores: Dr. Claudio Benchimol, Dr. Paulo Alencar, Dr. David Nigri, Dr. Arlindo Ricon, Dr. Ricardo Amorim, Dr. Carlos Galia, Dr. Fabio Miranda, Dr. Marcos Giordano, Dr. Sergio Telles e Dr. Pedro Ivo de Carvalho.
10h às 11h- Fratura do colo do fêmur no idoso – Preparo do paciente e escolha do melhor método para o tratamento

Moderadores
– Dr. João Mansur e Dr. Pedro Ivo de Carvalho
Debatedores: Dr. Arnaldo Rocha Campos, Dr. Edmilson Takata, Dr. Emilio Freitas, Dr. Francisco Barreira, Dr. José Kezen, Dr. Jorge Penedo, Dr. José Luis Spicacci, Dr. Luiz Sergio Marcelino Gomes, Dr. Luiz Lamy, Dr. Sergio Delmonte e Dr. Regis Goes.
 
11h às 12h- Cuidados pós operatório – Anticoagulação X Sangramento
Moderadores: Dr. Fernando Gjorup e  Dr. Jorge Penedo
Debatedores: Dr. Flávio Cure, Dr. Marcelo Ferreira, Dr. Guydo Marques, Dr. Maurício Vaisman, Dr. Lourenço Peixoto, Dr. Marcelo Land, Dr. Lucas Maya, Dr. Marcos Bernardo, Dr. Sergio Delmonte
 
12h às 12h30- Brunch
 
12h30 às 13h30- Apresentação de cirurgia – detalhes técnicos – O que pode afetar o resultado final clínico e ortopédico?
 
Cirurgia realizada no Hospital Samaritano com acompanhamento de Eco Transesofágico.
Apresentadores: Dr. Flávio Cure, Dr. Javad Parvizi, Dr. João Mansur e
Dr. Pedro Ivo de Carvalho

13h30 às 14h15 - Consenso Internacional sobre Infecção Peri Protética
                        
Apresentador: Dr. Javad Parvizi
 
14h15 às 15h15 - Mesa redonda moderna - Diagnóstico da infecção Peri Protética
 
Moderadores: Dr. Javad Parvizi, Dr. Emilio Freitas, Dr. Paulo Feijó, Dra. Renata Beranger (Médica Ger. CCIH Samaritano)
 
Apresentação de casos clínicos com discussão com a plateia: Javad Parvizi
 
15h15 às 16h15 - Mesa Redonda Moderna – Tratamento com Antibiótico e Quando Refazer a Artroplastia

Moderadores
: Dr. Javad Parvizi, Dr. Paulo Feijó, Dr. Renata Beranger (Médica Ger. CCIH Samaritano), Dr. Roberto Zani e Dr. Eduardo Rinaldi
Debatedores: Dr. Alexandre Bahia, Dr. Emilio Freitas, Dr. Roberto Zani e Dr. Sergio Delmonte.

Apresentação de casos clínicos com discussão com a plateia: Javad Parvizi
16h15 às17h - Mesa redonda moderna - Eritropoetina, Ácido tranexamico, Transfusão Sanguínea – Vantagens e Desvantagens

Moderadores
: Dr. Flávio Cure, Dr. Javad Parvizi e Dr. Jorge Penedo
Debatedores: Dr. Karlos Mesquita ,Dr. Marcelo Land, Dr. Sergio Sampaio Novo e Dra. Silvia Clapauch
 
17h: Encerramento - Dr. Fernando Barcellos Gjorup, Dr. Flávio Cure Palheiro, Dr. João Mansur Filho e Dr. Pedro Ivo de Carvalho
 
Serviço:
Workshop de Pré-Operatório em Ortopedia

Local
: Auditório do Hospital Samaritano - Rua Assunção 286, Botafogo, Rio de Janeiro.
Data: 12 de abril de 2014 (sábado)
Horário: das 8 às 17h
 
Monica Schettino
MS Comunicação