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domingo, 19 de janeiro de 2014

11 benefícios que o riso traz para a sua saúde

imunidade - Foto Getty ImagesRir fortalece o sistema imunológico, combate o estresse e elimina rugas
 
Na correria do dia a dia, é muito comum nos estressarmos com os empecilhos da rotina ou ficarmos extremamente cansados no fim do dia, sem vontade de fazer nada.
 
Embora pareçam não ter remédio, esses males podem ter uma solução muito simples: sorrir!
 
É de graça e você não precisa de mais nada além de você mesmo para isso.

O riso, além de trazer aquela sensação de bem-estar que todo mundo conhece, pode ser um grande aliado da saúde, ajudando a prevenir doenças e auxiliando o organismo a cumprir as suas funções diárias.
 
É benefício da cabeça aos pés!
 
Veja aqui tudo o que uma boa gargalhada pode fazer por você:  
 
Coração
Uma pesquisa na Universidade de Loma Linda, na Califórnia (EUA), afirma que o riso pode reduzir o risco de doenças cardíacas. A equipe separou dois grupos de pessoas que tinham sofrido um ataque cardíaco e estavam sob cuidados médicos. O primeiro grupo assistia a vídeos de humor durante 20 minutos, todos os dias.

Após um ano, esse grupo apresentou uma queda de 66% da proteína C-reativa, que é um marcador da inflamação e do risco de problemas cardiovasculares. A queda dessa substância no outro grupo foi de apenas 26%. Como conclusão, as pessoas que riram mais tiveram o risco de problemas cardíacos reduzido significativamente.                     
 
Colesterol e diabetes
Dar boas risadas pode aumentar os níveis de colesterol bom no sangue, de acordo com uma pesquisa realizada na Universidade Loma Linda. Os pesquisadores acompanharam 20 pacientes diabéticos com altas taxas de colesterol ruim no sangue. Todos usavam remédios para controlar esses problemas.

Metade desses pacientes continuou com o tratamento padrão, enquanto a outra metade, além de tomar a medicação, assistia a filmes de comédia diariamente, durante 30 minutos. Após um ano, o grupo que foi estimulado a gargalhar elevou seus níveis de HDL, o bom colesterol, em até 26%. No grupo de controle o aumento foi de apenas 3%.  
 
Pressão arterial
Um estudo realizado na escola de medicina da Universidade de Baltimore, nos Estados Unidos, descobriu que rir diminui a pressão arterial, enquanto o estressa a aumenta.

A equipe estudou 20 voluntários saudáveis, não fumantes, com idade média de 33 anos. Eles assistiam primeiro a um trecho de um filme que causasse estresse e, 48 horas depois, viam um filme de comédia.

Antes de assistir a cada filme, os voluntários ficavam em jejum e submetiam-se a testes para saber como vasos sanguíneos respondiam a súbitos aumentos no fluxo de sangue.

Ao final do estudo, foi revelado que o estresse reduz o fluxo de sangue em 35%. Já as risadas provocadas pela comédia fizeram com que o fluxo aumentasse 22%, reduzindo a pressão arterial. Paralelo a isso, ocorria uma limpeza dos vasos sanguíneos. 
 
Pulmões
De acordo com a especialista em terapia do riso Conceição Trucom, dona do site Doce Limão, quando damos uma boa gargalhada, a absorção de oxigênio pelos pulmões aumenta. Inalamos mais ar e, com isso, a expiração também fica mais forte. "Com maior ventilação pulmonar, o excesso de dióxido de carbono e vapores residuais é rapidamente eliminado, promovendo uma limpeza ou desintoxicação". Ou seja, rir limpa os seus pulmões e ainda os deixa mais fortes! 
 
Digestão
De acordo com a psicóloga Fátima Niemeyer, da Sociedade Brasileira de Psicologia, os músculos que são mais estimulados quando rimos são os abdominais. Esses movimentos fazem uma espécie de massagem em nosso sistema gastrointestinal, melhorando a digestão. "Essa massagem também revigora todo o trabalho hepático", diz Conceição. 
 
Circulação do sangue
O ritmo cardíaco acelera quando começamos a rir. Os batimentos podem atingir até 120 pulsações por minuto, em comparação com as 70 pulsações por minuto quando estamos em repouso. "Quando a pulsação aumenta, o sangue circula mais intensamente no organismo, o que aumenta a oxigenação de todas as células, tecidos e órgãos", afirma Fátima. Isso faz com que nosso organismo funcione a todo vapor! 
 
Estresse e sistema imunológico
"Durante uma sessão de gargalhadas, os níveis de cortisol e adrenalina - hormônios do estresse - baixam", diz Conceição. Além disso, nosso cérebro passa a produzir endorfina, hormônio que nos deixa relaxado.

Isso faz com que o corpo consiga produzir mais células de defesa, que ficam mais ativas, fortalecendo o sistema imunológico e blindando o organismo contra doenças.

Segundo Conceição, as células que ganham vantagem na produção - quando os níveis de estresse abaixam - são os linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos; os linfócitos T, que são verdadeiros rastreadores de vírus e bactérias; a imunoglobina A, um anticorpo essencial no combate às infecções respiratórias; e as células NK, que são destruidoras de células cancerígenas. 
 
Combate as rugas
Ao dar boas risadas, nós movimentamos 12 músculos faciais e, ao dar gargalhadas, movimentamos 24 desses músculos. Quando conversamos e gargalhamos ao mesmo tempo, então, são 84 músculos. Todo esse exercício facial estica a pele, retardando o aparecimento de rugas.  
 
Exercício físico para os idosos
De acordo com uma pesquisa feita pela equipe da Universidade de Loma Linda, uma gargalhada é tão saudável quanto a prática de exercícios físicos. Isso porque ela estimula a circulação, produz endorfina e também movimenta nossos músculos, não só do abdômen, mas das pernas, braços e pés.

Os pesquisadores afirmaram que o riso pode ser a chave para a saúde de idosos que não conseguem praticar atividades físicas. 
 
Autoestima
"O sorriso melhora o bom humor, eleva a autoestima te deixa mais seguro", diz a psicóloga Melina Blanco Amarins, do Hospital Albert Einstein. Ela afirma que a Terapia do Riso nos hospitais é capaz levantar o alto astral do paciente e diminuir o sofrimento da internação, deixando-o mais confiante.

A psicóloga Fátima conta que o sorriso traz uma série de sensações agradáveis e ajuda a eliminar sensações negativas, como tristeza e, até mesmo, depressão. 
 
Sorrir é contagioso!
A psicóloga Melina explica que o sorriso, além de trazer todos esses benefícios a nossa saúde, ainda é capaz de nos aproximar das pessoas conhecidas e aumentar as chances de fazer novas amizades. Afinal, ele não deixa de ser uma forma de comunicação. "Sorrir faz parte das relações sociais e compartilhá-lo faz bem a você a ao próximo!", diz Melina. 
 
Minha Vida

Estudo alemão aponta diferentes modos de lidar com a anorexia

O estudo foi publicado na revista The Lancet e compara a eficácia de abordagens terapêuticas no tratamento do transtorno alimentar. Enquanto uma forma de trabalho chega aos primeiros resultados mais rapidamente, outra se mostra melhor a longo prazo
 
Em 1888, um proeminente médico inglês, Sir William Gull, publicou, na mais antiga revista médica do mundo, o caso de uma paciente com anorexia nervosa e postulou que a cura para o problema consistia em três fatores: descanso, aquecimento e uma introdução regular e frequente de alimento.




Mais de 120 anos depois, o assunto volta a ser abordado na publicação científica — The Lancet —, ainda sem consenso entre especialistas sobre qual é o melhor tratamento para a doença mental que mais mata atualmente.
 
A base de evidências sobre a eficácia de terapias contra o transtorno é escassa, considerando a extensão do problema. A equipe do pesquisador Stephan Zipfel, do Departamento de Medicina Psicosomática e Psicoterapia do Hospital Universitário de Tübingen, na Alemanha, apresenta os resultados do que pode ser considerado um dos maiores trabalhos sobre as formas de combater o transtorno.

O estudo, intitulado Tratamento de pacientes ambulatoriais de anorexia nervosa, compara duas abordagens terapêuticas — a psicoterapia psicodinâmica focal e a terapia cognitivo comportamental voltada aos transtornos alimentares — ao tratamento padrão oferecido pelos centros de atendimento na Alemanha.
 
O psiquiatra e médico supervisor do Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo, Eduardo Aratangy, explica que o primeiro método foca principalmente os conflitos e tensões psíquicas do indivíduo, “as relações afetivas, questões inconscientes e traumas ligados ao transtorno alimentar, sendo considerada um tipo de psicoterapia profunda”.
 
Correio Braziliense

Especialistas desenvolvem nova terapia contra pedras nos rins

Foto: Reprodução
Cientistas dos EUA desenvolvem ultrassom capaz de conduzir os cristais pelo corpo até o ponto de eliminação natural. O procedimento também pode ser usado para cessar a crise de dor e retardar a cirurgia
 
“Um homem foi ferrado por uma arraia numa pescaria aqui perto, disseram que ele chorou uma tarde e uma noite pedindo aos companheiros que o matassem porque a dor era insuportável. Comentei o caso com Felipe, ele não ficou impressionado como eu esperava; disse apenas que isso ou era fita ou exagero ou lenda porque não existe dor insuportável”, conta o menino Lucas, no romance Sombras de reis barbudos, do autor goiano José J. Veiga.
 
O personagem Felipe pode estar certo quanto ao homem ferrado. Porém, pelo menos de acordo com a medicina e as pessoas que já passaram por uma cólica renal, existe, sim, dor insuportável. No minuto em que é diagnosticado, o sofrimento causado por pedra nos rins — como os cálculos renais são popularmente conhecidos — deve ser interrompido tamanha a agonia.

Mesmo com poderosos analgésicos, o alívio total somente acontecerá quando a pedra for eliminada. Normalmente, os cálculos menores causam as angústias mais intensas, por serem leves e se movimentarem com maior facilidade. Em geral, são eliminados espontaneamente pelo canal ureter, que liga o rim à bexiga, o que pode demorar. Dispositivo desenvolvido pela equipe de pesquisadores da Universidade de Washington (EUA) pode ser capaz de acelerar o processo.
 
Um ultrassom modificado em laboratório consegue mover os cálculos no interior do corpo, guiando a eliminação por meios naturais. “Nós desenvolvemos um ultrassom de baixa potência que pode mover pequenas pedras para reduzir a dor, os custos e o tempo de tratamento”, resume Michael Bailey, um dos engenheiros do projeto e integrante do Laboratório de Física Aplicada da universidade.

Os pesquisadores conduzem o primeiro estudo clínico com o aparelho em 15 voluntários. O trabalho tem alguns fatos curiosos. Parte do financiamento, por exemplo, vem do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica Espacial norte-americano, interessado no projeto porque os astronautas têm um risco aumentado de pedras nos rins durante as viagens espaciais. A condição é extremamente comum também na superfície terrestre.
 
Calcula-se que uma a cada 10 pessoas passará por uma crise na vida.
 
Correio Braziliense

Tem medo de Agulhas? Conheça o Veebot, o robô que coleta sangue

Você deixaria um robô tirar seu sangue? Talvez no futuro, você será capaz de escolher uma flebotomia (incisão na veia) mecânica ou humana
 
Uma empresa sediada na Califórnia está tentando construir um robô que é capaz de encontrar uma veia e tirar sangue, de acordo com o IEEE Spectrum (revista do Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos – EUA). Os criadores do robô acreditam que podem acelerar as coisas durante os ensaios clínicos de medicamentos, que podem exigir dezenas de testes de compatibilidade sanguínea.
 
O robô, chamado Veebot, é tão preciso quanto um ser humano treinado, mas seus criadores querem que ele seja ainda mais preciso antes de iniciarem testes em humanos. No entanto, mesmo depois das melhorias técnicas, eles terão de encontrar financiamento para seguir com os ensaios clínicos, assim, ainda haverá um bom tempo antes do Veebot começa a trabalhar em hospitais.
 
Por enquanto, a Spectrum fez um vídeo do Veebot em trabalho com seres humanos reais. Será que o robô também dá um pirulito depois da coleta?
 
Hypescience

Grávidas que bebem um copo diário de leite têm filhos mais altos

Uma nova pesquisa mostra que filhos de mulheres que beberam bastante leite durante a gravidez são mais propensos a serem altos quando atingem a adolescência: a equipe de cientistas responsável pelo estudo descobriu que a altura que os bebês nascidos no final dos anos 1980 alcançaram durante a adolescência estava diretamente relacionada com a quantidade de leite que suas mães consumiram quando eles estavam no útero.
 
Embora cientistas acreditem já há tempos que a ingestão de leite por parte da mãe promova o crescimento em recém-nascidos, a mais recente pesquisa sugere que esses benefícios duram até o início da idade adulta.
 
Especialistas em nutrição dos países envolvidos na pesquisa – Estados Unidos, Islândia e Dinamarca – queriam verificar se os benefícios do leite observados nos primeiros estágios de vida se estendiam aos anos posteriores.
 
Os pesquisadores observaram filhos de 809 mulheres na Dinamarca, entre 1988 e 1989 , depois de monitorar a quantidade de leite que as mães tinham consumido durante a gravidez. Os bebês tiveram seus pesos e altura medidos no nascimento, e novamente quase 20 anos depois.
 
Os resultados, publicados na revista científica European Journal of Clinical Nutrition, apontam que adolescentes de ambos os sexos geralmente ficaram mais altos se suas mães tivessem bebido mais de 150 ml de leite por dia durante a gravidez, em comparação com filhos de mulheres que bebiam menos do que essa quantidade.
 
Ao final da adolescência, eles também apresentavam níveis mais elevados de insulina na corrente sanguínea, o que sugere um risco menor de sofrer de diabetes tipo II.
 
No relatório sobre as principais conclusões do estudo, os pesquisadores consideraram que “o consumo de leite materno pode ter um efeito de promoção do crescimento em relação ao peso e à altura ao nascer”. “Os resultados também fornecem pistas de que este efeito pode até mesmo acompanhar os filhos até a idade adulta”.
 
Como aumentar o QI do seu bebê
No início deste ano, cientistas britânicos descobriram que mulheres grávidas podem aumentar o QI de seus bebês bebendo mais leite, uma vez que o alimento é rico em iodo.
 
Eles analisaram mais de mil grávidas e descobriram que aquelas que consumiam menor quantidade de iodo – que também é encontrado em outros produtos lácteos e em peixes – eram mais propensas a terem filhos com índices de QI mais baixos e piores habilidades de leitura.
 
O iodo é essencial para a produção de hormônios pela glândula da tireoide, o que tem um efeito direto sobre o desenvolvimento do cérebro do feto.

Daily Mail

Cerveja sintética: como ficar bêbado, mas sem a ressaca

Foto: Wikipédia
David Nutt
O psiquiatra e neuropsicofarmacologista inglês David Nutt inventou uma droga que imita o efeito do álcool sem proporcionar a inevitável ressaca que os copos de cerveja nos dão
 
Segundo ele, essa descoberta poderia levar a uma revolução na saúde, mas o professor ainda precisa de financiamento do governo da Inglaterra para continuar suas pesquisas.
 
A droga tem como alvo o cérebro. Ela oferece o sentimento de prazer que imita os efeitos de beber. No entanto, um antídoto pode bloquear essas sensações imediatamente, deixando o usuário livre para dirigir ou voltar ao trabalho, por exemplo.
 
A droga poderia ser tomada em uma variedade de cocktails. “Eu fiz os experimentos de um protótipo em mim”, disse ele. “Eu fiquei embriagado e, em seguida, isso foi revertido pelo antídoto”.
 
Nutt alega que a droga faria para o álcool o que o e-cigarro faz para fumantes. Ele apela ao governo para dar uma “recomendação explícita” em apoio à droga, para incentivar investimento.
 
Porém, os investidores permanecem cautelosos devido à incerteza da posição do governo quanto à droga. Nutt diz não estar surpreso que ninguém na indústria de bebidas queira financiar sua pesquisa.
 
O inglês demitiu-se do Conselho Consultivo sobre o Abuso de Drogas em 2009, após ter diferenças sobre sua política. Ele disse que o álcool mata 1,5 milhão de pessoas por ano e 10% dos bebedores tornam-se viciados. Nutt previu que os efeitos colaterais de beber, como perda de memória, poderiam ser contornados pela nova droga.
 
Nem tudo são rosas
Especialistas pedem cautela sobre o produto que Nutt quer comercializar. Apesar do álcool ser um grave ônus para qualquer país, algumas instituições dizem que é melhor se concentrar no que está errado em nossa cultura de beber ao invés de trocar potencialmente uma substância viciante por outra.
 
Isso porque ainda nem conhecemos as complicações potenciais envolvidas na nova droga, já que a pesquisa de Nutt está em estágios iniciais e ele ainda não obteve financiamento para o projeto.
 
Além disso, a visão de uma “cerveja sintética” que deixa o bebedor sem ressaca é na verdade a visão de um produto que vende a bebedeira como algo sem consequência ou culpa. Ao seja, ao invés de tornar a embriaguez menos comum, será que não fará exatamente o contrário?
 
Embriaguez livre de culpa e ressaca simplesmente tornaria toda “a lição” do álcool nula, argumenta o colunista do The Telegraph Graeme Archer, um estatístico profissional. “O ponto é a culpa, o ponto é a ressaca”, opina.
 
Aprender a gerir a sua ingestão alcoólica é, para a maioria, uma parte do caminho percorrido entre a infância e a fase adulta. Tais lições de autocontrole podem não ser aprendidas se as escolhas das pessoas não vierem com consequências.
 
O risco, segundo Archer, é que elas não controlem mais sua ingestão. Se não há nenhum risco (de ressaca, de estar muito bêbado para dirigir), você tomaria só uma, ou engoliria mais e mais pílulas, preferindo o amortecimento do álcool à dureza da realidade?
 
O que o governo deveria fazer, então?
Decisões políticas podem se apoiar em ciência, mas não devem ser determinadas unicamente com base em evidências científicas, sugere Archer. Isso porque, corretamente e por definição, elas tomam lugar sobre o substrato da cultura. O álcool pode ser mais perigoso do que maconha, por exemplo. Mas isso não implica necessariamente que a bebida deveria ser proscrita, e a maconha legalizada. Coerência é para a matemática; os seres humanos precisam de um pouco mais de “margem de manobra”.
 
Beber é ruim para o indivíduo e para a sociedade. Mas também sabemos que a nossa cultura evoluiu, ao longo de milênios, costumes para lidar com isso. É claro que aqueles que não podem controlar seu vício estão em desvantagem, mas talvez isso não seja o suficiente para arriscar o bem-estar da grande maioria, que é obrigada a viver com as consequências de suas ações.
 
Cada cerveja tomada é um lembrete de que temos um compromisso com a realidade que, mesmo com atraso, cobra sua dívida uma hora ou outra.
 
Telegraph 1 e 2

Apenas um copo de cerveja pode melhorar o fluxo sanguíneo no coração

Cientistas descobriram que o fluxo sanguíneo para o coração de participantes de um estudo melhorou dentro de algumas horas após a ingestão de dois terços de um litro – praticamente um copo – de cerveja, e que o efeito era mais poderoso do que beber o equivalente em bebidas não alcoólicas. A cerveja sem álcool, por exemplo, não teve o mesmo efeito.
 
Os resultados da pesquisa feita na Grécia apoiam evidências anteriores de que o consumo moderado de cerveja pode proteger contra doenças cardíacas.
 
Algumas pesquisas sugerem que um litro por dia pode reduzir o risco de ataques cardíacos e derrames em até 30%. Mas este é um dos primeiros estudos que observa o que realmente acontece com o sistema cardiovascular imediatamente após a ingestão da bebida.
 
Cientistas da Universidade Harokopio em Atenas recrutaram 17 homens não fumantes com idade entre 20 e 30 anos. Cada um teve a sua saúde cardiovascular avaliada dentro de uma ou duas horas depois de beber 400 ml de cerveja.
 
Mais tarde, eles repetiram os testes depois de beber a mesma quantidade de cerveja sem álcool ou uma medida de vodca.
 
Os pesquisadores testaram a função endotelial – uma medida de quão facilmente o sangue passa por grandes artérias -, bem como a rigidez aórtica, para avaliar se os vasos sanguíneos estavam saudáveis ou começando a endurecer.
 
Os resultados mostraram que todas as três bebidas tiveram algum efeito benéfico sobre a rigidez das artérias, mas a cerveja teve o maior benefício.
 
Em um relatório sobre as suas conclusões, os pesquisadores disseram: “A função endotelial melhorou significativamente somente após o consumo de cerveja”. Eles disseram ainda que a combinação de álcool e antioxidantes da cerveja pode ser crucial para os efeitos saudáveis da bebida.
 
Embora o excesso de consumo de álcool seja visto como algo que aumenta os riscos de doença cardíaca, o consumo moderado de cerveja e vinho tem mostrado um efeito protetor. Um brinde a isso!
 
DailyMail

Dieta do tipo sanguíneo: a teoria não tem validade

Pesquisadores da Universidade de Toronto (Canadá) concluíram recentemente que a teoria por trás da dieta do tipo sanguíneo, que afirma que as necessidades nutricionais de um indivíduo variam de acordo com seu tipo sanguíneo, é falsa.
 
A dieta do tipo sanguíneo foi popularizada pelo livro “Eat Right for Your Type” (em português, “A Dieta Do Tipo Sanguíneo”), escrito pelo naturopata Peter D’Adamo. O livro foi um best-seller traduzido para 52 idiomas que vendeu mais de 7 milhões de cópias.
 
A teoria por trás da dieta é que o tipo de sangue da pessoa deve coincidir com os hábitos alimentares dos nossos antepassados, e que as pessoas com diferentes tipos de sangue processam alimentos de forma diferente. Os indivíduos que aderirem a uma dieta específica para seu tipo sanguíneo supostamente podem melhorar sua saúde e diminuir o risco de doenças crônicas, como doença cardiovascular. 
 
“Com base nos dados de 1.455 participantes do estudo, não encontramos nenhuma evidência para apoiar a teoria da dieta do tipo sanguíneo”, disse o principal autor da pesquisa, Dr. Ahmed El-Sohemy. “A forma como um indivíduo responde a qualquer uma dessas dietas não tem absolutamente nada a ver com o seu tipo de sangue e tem tudo a ver com a sua capacidade de manter uma dieta vegetariana ou pobre em carboidratos”.
 
Os pesquisadores descobriram que as associações observadas entre as dietas de cada um dos quatro tipos de sangue (A, B, AB, O) e os marcadores de saúde são independentes do tipo sanguíneo da pessoa.
 
Eles analisaram uma população formada em sua maior parte de adultos jovens e saudáveis, que forneceram informações detalhadas sobre suas dietas habituais e uma amostra de sangue, usada para isolar DNA e determinar o tipo sanguíneo e nível de fatores de risco cardiometabólico das pessoas, como a insulina, colesterol e triglicérides. Pontuações de dieta foram calculadas com base nos itens alimentares enumerados no livro para determinar a adesão em relação a cada um dos quatro regimes.
 
El-Sohemy diz que a anterior falta de evidência científica não significava que as dietas não funcionavam. “Apenas não havia nenhuma prova que dizia se elas eram eficazes ou não. Era uma hipótese intrigante, assim sentimos que devíamos colocá-la à prova. Podemos agora dizer com confiança que a teoria não é válida”, conclui.
 

Criado promissor novo tratamento para herpes genital

Um estudo da Universidade de Washington (EUA) testou uma droga experimental que poderia, eventualmente, oferecer uma nova opção de tratamento para a herpes genital, doença sexualmente transmissível comum e incurável.
 
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde de 2008, mais de 500 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com o vírus HSV, da herpes genital. A cada ano, cerca de 20 milhões de pessoas adquirem a doença.
 
Em uma pequena pesquisa, cientistas descobriram que a droga pritelivir poderia diminuir o poder de transmissão de pessoas com herpes genital, ao reduzir a quantidade de tempo que o vírus fica ativo e potencialmente transmissível aos parceiros sexuais dos pacientes.
 
A herpes genital é causada pelo vírus herpes simplex – usualmente, a estirpe conhecida como HSV-2. A infecção pode causar úlceras dolorosas em torno dos genitais, reto ou boca. Mas, mais frequentemente, não causa nenhum sintoma ou somente sintomas leves, o que significa que a maioria das pessoas com HSV não sabe que está infectada.
 
HSV pode ser perigoso, no entanto. Se é passada da mãe para o recém-nascido, a infecção pode ser fatal. Em casos raros, o vírus invade o cérebro e desencadeia inflamação potencialmente mortal.
 
Atualmente, não há cura para a condição. Uma vez que uma pessoa é infectada, o HSV se esconde nas células nervosas e se reativa periodicamente, às vezes causando sintomas, às vezes não.
 
Três medicamentos podem tratar os sintomas do vírus, e, se tomados diariamente, podem suprimir novos surtos de sintomas: aciclovir (nome da marca Zovirax), famciclovir (Famvir) e valaciclovir (Valtrex).
 
Mesmo com esse tratamento diário, entretanto, ainda há derramamento viral, e as drogas cortam a transmissão de HSV apenas em cerca de metade dos casos. “Claramente, nós gostaríamos de fazer melhor do que isso”, disse Anna Wald, principal pesquisadora do estudo.
 
As descobertas sobre o pritelivir são baseadas em 156 pacientes acompanhados por apenas quatro semanas. Especialistas advertem que o estudo é preliminar e oferece apenas uma “prova de conceito”.

Ainda assim, os resultados são importantes porque a droga é a primeira de uma nova classe que funciona de forma diferente que os medicamentos existentes para a herpes genital. A esperança é que o pritelivir será melhor na prevenção da transmissão do vírus. “Houve uma diminuição bastante dramática na probabilidade de derramamento viral neste estudo”, disse o Dr. Richard Whitley, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Alabama em Birmingham (EUA).
 
Os adultos com HSV-2 foram aleatoriamente designados para um de cinco grupos. Um grupo recebeu pílulas de placebo, enquanto que os outros quatro tomaram diferentes doses de pritelivir. Depois de 28 dias, os pacientes que ingeriram a maior dose do medicamento (75 mg por dia) apresentaram os maiores efeitos. Eles tiveram derramamento viral em apenas 2% daqueles dias, contra quase 17% no grupo do placebo. Outro grupo, que recebeu uma vez por semana uma dose de 400 mg, também mostrou uma queda significativa na eliminação viral.
 
Não foram observados efeitos colaterais significativos da medicação, porém, o estudo foi pequeno e de curto prazo, de modo que a questão da segurança precisa de mais investigação. Em maio passado, pesquisas com a droga foram suspendidas depois que macacos mostraram algumas anormalidades inesperadas no sangue e na pele. Ward disse que não está claro por que, e que esses efeitos não foram vistos em humanos.
 
Por fim, vale lembrar que a maior esperança é desenvolver medicamentos que eliminem o HSV dormente das células nervosas, mas ainda não temos nada parecido com isso – nem mesmo o pritelivir representa esperança nessa área, apesar de melhorar o tratamento e a taxa de transmissão do vírus.
 
Hypescience