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terça-feira, 11 de agosto de 2015

A crise já chegou na saúde ?

 
Hoje não vamos falar de empreendedorismo, mas de crise. A crise que traz dores, transformações e perdas. Perdas que trazem um novo crescimento, um novo significado para nós e para nossas empresas.
 
Não falemos mais de crescimento, mas de inflação, perda de competitividade e redução de custos. Seja bem-vindo a um novo Brasil, em que consumidores estão perdendo seu poder de compra, a população está assustada e o futuro é incerto. Se antes, bastava trabalhar para crescer, agora basta trabalhar muito para sobreviver.
 
Iremos sobreviver? Esta pergunta não sei responder, mas sei que amo o que faço e acredito no que faço e estas convicções me dão força para seguir em frente e dão força para que continuemos em frente.
 
Usufruo do meu direito de me indignar da atual situação do meu país e torço para que o governo consiga reverter as expectativas negativas e a perspectiva negativa da economia.
 
Mas existem oportunidades no setor de saúde?
Sim, inúmeras, conforme as pessoas vão perdendo seus empregos ou tendo sua renda comprometida, soluções para a saúde ser acessível, como o Dr. Consulta, Dr. Agora, Clínica SIM, vão se multiplicando e trazendo soluções para uma parcela significativa da população, que não teria acesso a serviços de saúde de qualidade de outra maneira.
 
Soluções de saúde que levem em conta uma população sem convênio e com um poder de compra reduzido são as grandes apostas para o mercado de saúde nos próximos anos.
 
Para quem trabalha com convênios, saber trabalhar com qualidade, atendendo grandes volumes a valores tabelados, continuam a ser os grandes desafios, mas os grupos mais organizados terão cada vez mais vantagem, sobre as clínicas que fazem atendimentos sem escala.
 
A palavra chave é eficiência e escala, saber ganhar pouco em um volume muito grande, serão os verdadeiros desafios para as organizações de saúde. Sabemos que não será fácil, mas estaremos aqui ao longo deste processo.
 
Críticas ou sugestões: fernando@livehcm.com
 
Saúde Business

Cientistas descobrem enzima que ‘come’ nicotina e pode ajudar fumantes a abandonarem o vício

Substância natural age como Pac-Man, consumindo a nicotina antes que ela chegue ao cérebro
 
Cientistas do The Scripps Research Institute (TSRI), em San Diego, na Califórnia, podem ter encontrado uma nova arma no combate ao vício em nicotina, e ela age como um dos videogames mais queridos de todo o mundo: o Pac-Man.
 
A arma se chama NicA2, uma enzima bacteriana que impede que a nicotina chegue ao cérebro, o que reduz a “recompensa” — o prazer — associada a hábitos de tabagismo persistentes e recaídas.
 
O autor do estudo, o professor de química Kim Janda, membro do Instituto Skaggs de Biologia Química do TSRI, admitiu que a pesquisa ainda está em fase inicial de desenvolvimento, mas os resultados até agora são promissores. A enzima já demonstrou que tem as propriedades necessárias para servir como uma terapia anti-tabagista. Ela também ofereceria uma alternativa para os fumantes que desejam cortar o vício, já que estudos têm mostrado que as terapias atuais falham com cerca de 80% a 90% dos fumantes.
 
Há mais de 30 anos que Janda e seus colegas tentavam criar a tal enzima em laboratório, mas, recentemente, eles descobriram a NicA2, uma enzima natural proveniente da bactéria Pseudomonas putida, encontrada nos campos de cultivo de tabaco. A NicA2 depende da nicotina, como sua única fonte de carbono e nitrogênio, para sobreviver.
 
“A bactéria é como um pequeno Pac-Man: ela come a nicotina”, comenta Janda no estudo.
 
Ao consumir a nicotina absorvida por um fumante antes que ela chegue ao cérebro e este entregue a desejada “recompensa”, a enzima pode oferecer uma melhoria significativa sobre as opções existentes de tratamento contra o tabagismo, como chicletes, adesivos e pílulas.
 
Os pesquisadores testaram as qualidades terapêuticas da enzima. Primeiro, eles combinaram uma amostra de sangue com uma dose de nicotina equivalente à encontrada em um cigarro. Quando os cientistas adicionaram a enzima, a sobrevida da nicotina — o tempo que ela permanece ativa no organismo humano — caiu de duas a três horas para apenas 9 a 15 minutos, como foi reportado na publicação “Journal of the American Chemical Society”. Uma dose mais elevada da enzima, com algumas modificações químicas, poderia reduzir a sobrevida da nicotina ainda mais e impedi-la de alcançar o cérebro.
 
Em seguida, os pesquisadores testaram novamente a enzima para ver se ela poderia ser inserida em um medicamento anti-tabagismo. A enzima permaneceu estável em um laboratório por mais de três semanas a 36° Celsius, o que, de acordo com Janda, é um resultado “bastante notável”. Depois que a enzima “comeu” a nicotina, também não restaram sobras metabólicas tóxicas.
 
“Foi um tiro no escuro. Se [o experimento] não tivesse as métricas certas, seria um fracasso”, afirmou Janda.
 
O criador do estudo disse que o próximo passo será alterar a composição bacteriana da enzima, o que irá ajudar a diminuir os possíveis problemas imunológicos e maximizar seu potencial terapêutico.
 
O Globo

Celidônia: a cura caseira para inflamações

Celidônia: a cura caseira para inflamações
Foto: Pixabay
A celidônia, também conhecida como erva-andorinha, celidônia-maior, seruda, quelidônia, erva-das-verrugas e greater celandine (inglês), é uma planta de talo ramificado, de flores amarelas ou douradas e que pode atingir até 80 centímetros de altura

Todas as suas partes, desde a raiz até as flores, podem ser aproveitadas no preparo de remédios naturais.

Era utilizada desde a Idade Média para o combate da peste bubônica. Na China, era usada como antiespasmódico e relaxante muscular. Já os gregos antigos faziam remédios a partir da celidônia para tratar de problemas do fígado, da vesícula e da pele. Atualmente, alguns estudos ainda comprovam suas capacidades antivirais, antimicrobianas e antitumorais.

Para que serve?
Com propriedades diuréticas, antimicrobianas e espasmolíticas, a celidônia é indicada no tratamento de problemas na vesícula biliar, disfunções intestinais, inflamações na garganta e problemas gastrointestinais. O extrato dessa planta é rico em flavonoides e alcaloides, e ainda possui forte ação antioxidante, sendo a raiz a principal fonte desse benefício. Além disso, seu uso é bastante efetivo no tratamento de verrugas, lombrigas e eczema. A pomada a base de celidônia pode ser usada no alívio dos sintomas da herpes. Essa erva ainda funciona como um calmante para o sistema nervoso e um sedativo natural.

Chá de celidônia
Coloque uma colher de chá de celidônia seca em uma xícara de água fervente. Deixe repousar por 10 minutos, coe, e beba de três a quatro xícaras desse chá durante o dia. É bastante eficaz contra distúrbios gastrointestinais.
 
Vinho com celidônia
Esse tratamento é indicado para pessoas que sofrem de infecção na vesícula. Separe uma garrafa de vinho branco e misture com cinco colheres de sopa de celidônia e algumas sementes de anis. Deixe essa mistura descansar por uma semana e então coe. Tome uma taça antes das refeições até a bebida acabar.
 
Compressa para verrugas
Coloque duas colheres de chá de celidônia em 250 ml de água e deixe cozinhar por cinco minutos. Depois, coe e, com o auxílio de uma gaze, aplique esse chá ainda morno sobre as verrugas. Repita esse procedimento duas ou três vezes ao dia. Depois da aplicação, lave bem o local com água morna.
 
Contraindicações
Não deve ser utilizada durante a gravidez e nem por mulheres lactantes. Pessoas com hipertonia não devem consumir a celidônia. Recomenda-se consulta a um herborista ou médico especializado antes de ingerir a celidônia.
 
Efeitos colaterais
A superdosagem dessa planta pode causar intoxicação, resultando em vômitos, diarreia, sonolência, tosse, febre, fadiga, tontura e ulcerações. Durante o uso, a urina pode ficar com uma pigmentação amarela luminosa.
 

Direitos trabalhistas da mulher que engravida vão além da licença


A mulher tem direito a cinco meses de estabilidade no trabalho a partir da data do parto
Getty Images
A mulher tem direito a cinco meses de estabilidade no trabalho
 a partir da data do parto
A licença-maternidade é o direito trabalhista mais conhecido da mulher que engravida, mas não é o único. Para ajudar quem quer ter um filho, descobriu que espera um ou acaba de tê-lo, o UOL Gravidez e Filhos fez um miniguia.
 
Confira:

Antes da gravidez
 
Direito à privacidade
Na entrevista de emprego, no momento da admissão ou mesmo durante a vigência do contrato de trabalho, as empresas não podem exigir nenhum tipo de atestado ou exame médico para comprovação de gravidez. "Essa é uma medida discriminatória, proibida pela legislação trabalhista, que deve ser denunciada à Delegacia Regional do Trabalho", diz o advogado Wolnei Ferreira, diretor jurídico da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos).

Durante a gestação
 
Estabilidade no emprego
Desde o primeiro mês da gestação até cinco meses após o parto, a mulher não pode ser demitida. A advogada Maria Lúcia Benhame Puglisi, especialista em direito e processo do trabalho pela USP, recomenda que, assim que tenha conhecimento da gravidez, a gestante avise o empregador, para deixá-lo ciente de que precisará se ausentar para fazer exames e consultas.
 
"O ideal é comunicar a empresa por escrito e pedir um protocolo da entrega da comunicação. Mas o desconhecimento da gravidez não impede a estabilidade", afirma Maria Lúcia. O que ela quer dizer é que, caso a funcionária seja demitida antes de saber ou de ter comunicado a gravidez ao empregador, mesmo assim, ela terá direito a ser reintegrada ao trabalho.
 
"Se o juiz entender ser inviável a reintegração por algum motivo comprovado, ele poderá converter a reintegração em indenização." A estabilidade também se estende a profissionais em regime de experiência ou em contrato de trabalho temporário. "Com a nova redação da súmula 244 do TST (Tribunal Superior do Trabalho), a empregada, mesmo no aviso-prévio ou admitida por tempo determinado, terá direito à estabilidade se engravidar", fala a advogada.
 
Direito a mudar de função ou de setor no trabalho
Se a natureza da ocupação trouxer riscos à saúde da mãe ou do bebê, a gestante poderá solicitar mudança de atividade ou setor. A solicitação deve ser comprovada por meio de atestado médico.
 
Mulher.uol.com.br

Veja os cuidados que devem ser tomados para evitar a compra de medicamentos falsos

Anvisa faz uma série de recomendações, para que o paciente adquira um remédio seguro e confiável
 
O comércio de medicamentos falsos tem gerado enormes prejuízos aos pacientes que, muitas vezes, por falta de esclarecimento, acabam obtendo medicamentos de origem duvidosa.
 
Em nota , a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alerta que, para evitar este tipo de dor de cabeça, que pode até levar à morte, são necessárias as seguintes precauções:
 
1. A compra dos produtos deve ser feita apenas em estabelecimentos licenciados ou autorizados para esta atividade, sob vigilância sanitária, como farmácias e drogarias. Não devem ser comprados em feiras, camelôs ou sites suspeitos.
 
2. Se houver necessidade da compra pela internet, procure sites farmácias e drogarias autorizadas pela Anvisa e, preferencialmente, em estabelecimentos já conhecidos e próximos à sua residência .
 
3. Exija sempre a nota fiscal dos produtos. E guarde a embalagem e a cartela (ou frasco) do medicamento, já que são comprovantes para eventuais queixas de irregularidades.
 
4. Preços muito baixos podem indicar que o produto tem origem duvidosa, que tenha perdido a garantia da sua qualidade ou até mesmo que pode ser falsificado ou roubado. Portanto, desconfie de promoções e liquidações.
 
5. Não compre medicamentos com embalagens amassadas, lacres rompidos, rótulos que se soltam facilmente ou que estejam apagados e borrados.
 
6. Não esqueça de conferir se o nome do medicamento está bem impresso e facilmente legível, pois falhas de impressão podem caracterizar produtos falsificados.
 
7. Em relação a soros e xaropes, verifique se possuem lacre íntegro, pois isso é obrigatório para todos os medicamentos líquidos.
 
8. Rejeite o produto se a bula for uma cópia ou xerox, pois o medicamento deve conter a bula original.
  
9.Conheça e confira os dois principais elementos de segurança, na embalagem do medicamento, para constatar a sua autenticidade.
 
10. Um é a tinta reativa (que deve ser raspada para verificação do número) e o outro é a inviolabilidade (lacre ou selo de segurança.
 
11. Veja também se existe o número do registro do medicamento no Ministério da Saúde.
 
12. Se o medicamento deixar de fazer efeito, procure o seu médico.

R7

Saiba por que homens e mulheres sentem dor em intensidades diferentes

 Gonza Rodriguez/Arte ZH
Descobertas recentes abrem portas para tratamentos focados nas características de cada gênero
 
Elas passam pela dor do parto e garantem que não há nada mais sofrido. Eles afirmam que a pior dor do mundo é um chute entre as pernas. Para elas, a sensibilidade a uma enxaqueca muda conforme o período do mês. Para eles, costuma ser estável e aguda. Quando o assunto é dor, a ciência não deixa dúvidas: a igualdade de gêneros não tem vez. São eles os que resistem mais.
 
O impacto da dor segundo o sexo do paciente é um assunto que ainda intriga a ciência. Já é consenso que as mulheres sofrem com maior intensidade e frequência mesmo quando são acometidas pelas mesmas doenças que os homens — sejam elas uma artrite, dor de cabeça ou muscular. As explicações para isso são muitas e estão ganhando novos contornos.
 
Durante muito tempo, acreditou-se que os grandes responsáveis eram os hormônios. Como elas possuem menor concentração de testosterona (hormônio masculino que ajuda na redução da dor), teriam um limiar muito mais baixo para o problema.
 
Mas novos estudos mostraram que as diferenças são muito mais complexas e podem estar também em outro lugar: o cérebro. Ao induzir voluntários a diferentes estímulos dolorosos, pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, acompanharam a resposta cerebral por ressonância magnética e concluíram que os circuitos de interpretação da dor não são os mesmos em homens e mulheres.
 
Como consequência, estratégias para interromper a sensação dolorosa podem funcionar para eles, mas não para elas. Mesmo assim, ainda hoje as recomendações para tratamentos seguem sendo as mesmas para ambos os sexos.
 
Muito mais do que aliviar a curiosidade, essas descobertas estão abrindo as portas para o desenvolvimento de novos tratamentos, focados nas características de cada gênero.
 
Foi a partir dos anos 1990 que o tema das diferenças de gênero sobre dor e analgesia ganharam maior destaque clínico e científico. Além da constatação de que as mulheres são mais sensíveis, estudos epidemiológicos do Instituto Nacional de Saúde, nos Estados Unidos, indicaram que elas também são as mais suscetíveis a uma série de doenças, como artrite, fibromialgia e distúrbios nas articulações da face. Saiba o que a ciência tem investigado sobre o assunto.
 
Oscilações hormonais
Conforme dados reunidos pela Associação Internacional para o Estudo da Dor, a oscilação hormonal tem consequências para as mulheres muito mais sérias do que as mudanças no humor tão comuns na TPM.
 
— Há estudos que mostram que determinadas fases do ciclo menstrual estão relacionadas com a maior sensibilidade à dor. Curiosamente, esses efeitos não são encontrados em mulheres que usam contraceptivos orais, que passam a ter um perfil hormonal mais estável. Isso sugere que os hormônios sexuais podem desempenhar um papel importante para explicar a variação no limiar da dor — afirma Luís Josino Brasil, professor da Clínica de Dor do Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.
 
É o que defende também a neurologista Camila Pupe, membro da Sociedade Brasileira de Neurologia. Conforme a especialista, os hormônios sexuais influenciam todo o sistema nervoso periférico e central e, provavelmente, contribuem de forma importante para as diferenças entre gêneros na percepção da dor. Para elas, além das mudanças mensais, os níveis hormonais se alteram significativamente durante e após a gravidez e a menopausa. Enquanto isso, os homens estão expostos a flutuações muito menores nos níveis hormonais ao longo da vida.
 
Fatores sociais e psicológicos
A sensação de dor também é envolta em aspectos subjetivos, como a relação com as emoções e o contexto social. Adivanio Cardoso Americo, anestesiologista do Serviço de Dor e Medicina Paliativa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, acredita que a percepção da dor está diretamente ligada a questões emocionais:
 
— A dor é uma experiência sensorial e emocional, sempre de aspecto individual. Ela é influenciada pela estrutura de personalidade, pelo estado de humor e pelo nível de ansiedade de cada um. E isso independe do gênero.
 
Já para Silvia Regina de Siqueira, diretora científica da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor, o aspecto cultural é o que traz mais impacto:
 
— Pela forma como as meninas são criadas, existe uma tendência de aceitar mais que a mulher demonstre seus sentimentos, entre eles a dor. E isso tem um lado positivo, que é o fato de elas se sentirem mais à vontade para buscar tratamentos. Já o homem reluta mais em admitir que precisa de auxílio, e isso pode prejudicar a saúde.
 
Diferentes interpretações no cérebro
Uma hipótese levantada por um grupo de 21 cientistas e publicada na revista científica Nature Neuroscience em junho deste ano reforçou que as diferenças entre eles e elas estão também no circuito de interpretação da dor, que vai desde o sistema imune até a forma como as informações são recebidas e decodificadas no cérebro.
 
Experimentos feitos em ratos já haviam mostrado que as micróglias, células que fazem parte do sistema de defesa do organismo, exerciam uma importante função no processamento da dor. Quando ativadas por inflamações e ferimentos, entre outros fatores, elas estimulavam o cérebro a sentir dor. Só que, enquanto nos machos o alívio dos sintomas era interrompido quando o funcionamento dessas células era bloqueado, nas fêmeas o mesmo não ocorreu.
 
Nelas, é outra célula do sistema de defesa (as chamadas células T) a responsável por dar o mesmo sinal de dor. Por essa razão, interromper o funcionamento das micróglias era inútil para as fêmeas.
 
— Existe um mecanismo alternativo ligado ao sistema imune de ratas fêmeas, que mantém a dor e sugere a importância de individualizar as pesquisas por sexo. Descobrir que elas processam a dor de modo diferente ajuda também a focar em terapias diferenciadas para cada gênero — complementa o anestesiologista Luís Josino Brasil.
 
O futuro dos tratamentos
As descobertas recentes sobre o tema têm elucidado muitas questões sobre a dor, mas convergido para uma dúvida em comum: os tratamentos precisam, então, mudar de acordo com o sexo?
 
Silvia Regina de Siqueira afirma que sim. Conforme a especialista, pesquisas mostram, por exemplo, que machos apresentaram melhores respostas aos opioides — analgésicos à base de ópio — do que fêmeas. Isso já está induzindo muitos médicos a ajustar as doses de analgésicos conforme o gênero do paciente.
 
— Esse é um começo, mas futuramente teremos muitas mudanças para fazer a partir dessas descobertas, focando as terapias conforme as diferentes respostas de cada sexo — conclui Regina.
 
Dores mais comuns neles— Dor causada por doenças cardíacas coronarianas
— Pancreatite crônica
— Gota (um tipo de artrite)
— Dores musculares e ósseas decorrentes de traumas
 
Dores mais comuns nelas
— Enxaqueca
— Dores na coluna
— Fibromialgia
— Dores abdominais
 
Zero Hora

Anvisa suspende fabricação e venda de marca de enzima digestiva lactase

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu ontem (10) a fabricação, distribuição e comercialização de todos os lotes da enzima digestiva lactase da marca Digelac, fabricada pela Vida Forte Nutrientes Indu stria e Comércio de Produtos Naturais Ltda. O produto é uma alternativa para a ingestão de leite e de seus derivados para as pessoas que têm intolerância à lactose
 
Segundo resolução da Anvisa da última sexta-feira (7), publicada ontem (10) no Diário Oficial da União, o produto teve autorização para ser produzido e comercializado como “aditivo alimentar”, mas estava sendo vendido como “coadjuvante de tecnologia de fabricação”.
 
Conforme resolução da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, que regulamenta a classificação e os empregos dos aditivos alimentares, os aditivos alimentares são ingredientes adicionados intencionalmente aos alimentos, sem propósito de nutrir, com o objetivo de modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais, durante a fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação de um alimento. Ao ser agregado, eles podem se converter como componente do próprio alimento.
 
O coadjuvante de tecnologia de fabricação é toda substância, excluindo os equipamentos e os utensílios utilizados na elaboração ou conservação de um produto, que não se consome por si só como ingrediente alimentar e que se emprega intencionalmente na elaboração de matérias-primas, alimentos ou seus ingredientes, para obter uma finalidade tecnológica durante o tratamento ou fabricação. A substância, contundo, deverá ser eliminada do alimento ou inativada, sendo admitida no produto final a presença de traços de substância, ou seus derivados.
 
A Agência Brasil entrou em contato com a Vida Forte Nutrientes Indústria e Comércio de Produtos Naturais Ltda, fabricante do produto, que ainda não se pronunciou sobre a determinação da Anvisa.

Agência Brasil

Incontinência fecal atinge até 24% da população

Sociedade Brasileira de Coloproctologia alerta que problema é mais prevalente em idosos e mulheres pós-menopausa. Bons hábitos alimentares ajudam na prevenção
 
Doença pouco falada, a incontinência fecal atinge, de acordo com estimativas mundiais, de 2% a 24% da população, sendo mais prevalente entre idosos e mulheres após a menopausa (especialmente as submetidas a parto vaginal). De prevenção fácil, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) alerta sobre os cuidados necessários para evitar a doença, que pode ter diversas causas.
 
A primeira dica é manter o bom funcionamento do intestino – por meio da ingestão diária de cerca de duas colheres de sopa de fibras como farelo de trigo, aveia, linhaça e chia, além de dois litros de água – e evitando-se partos vaginais traumáticos. É recomendável também que os portadores de afecções colorretais procurem o coloproctologista o mais breve possível a fim de evitar cirurgias complexas.
 
Entre as causas do problema estão: traumas na região anorretal em razão de parto vaginal, cirurgias proctológicas e colorretais na região baixa do intestino, traumas perineais, associados ou não a fatores como idade, esforço excessivo para evacuar em pacientes cronicamente constipados, doenças associadas incluindo diabetes, doenças neurológicas, acidente vascular cerebral e esclerose múltipla.
 
“A incontinência fecal consiste na perda involuntária do conteúdo intestinal (gases, muco, fezes líquidas ou sólidas), sendo decorrente de alterações nos fatores que mantêm a continência fecal, como: integridade da musculatura esfincteriana e da inervação da região, além do trânsito intestinal, consistência das fezes, distensibilidade e sensi­bilidade retal, sensibilidade do canal anal e integridade dos reflexos retoanais”, explica Sthela Maria Murad Regadas, membro titular da SBCP. De acordo com a médica, o mais importante é o reflexo retoesfinctérico, que permite o discernimento do conteúdo intestinal. “Há receptores localizados no canal anal com conexões nervosas interligadas que permitem distinguir se o que chegou para ser expelido são gases, fezes líquida ou sólida. Isso ocorre aproximadamente sete vezes por dia”, completa.
 
A incontinência fecal não possui associação com fatores congênitos, portanto a existência de casos na família não aumenta as chances de uma pessoa apresentar o problema.
 
Tratamentos
O tratamento vai depender da causa e da gravidade da incontinência fecal. “Avanços na anatomia e na fisiopatogenia das doenças e formas de trauma que podem causar incontinência fecal resultaram em diversas opções de tratamento, desde medidas clínicas a orientações dietéticas e estilo de vida”, explica Sthela Maria Murad Regadas.
 
Entre as opções disponíveis estão: reabilitação do assoalho pélvico (estímulos associados a exercícios de fortalecimento da musculatura pelve-perineal); injeção de substância de preenchimento no canal anal para tentar restaurar a anatomia; radiofrequência (estímulo do fechamento do canal anal); neuromodulação sacral (implantes de neuromoduladores que realizam estímulos nervosos constantes e permanentes na região sacral a fim de manter a musculatura pélvica em constante estímulo).
 
“Podem ser indicados ainda a esfincteroplastia (cirurgia para refazer a musculatura esfincteriana, restabelecendo o canal anal e o corpo perineal e mantendo a distância anatômica entre o canal anal e a vagina) e até o implante de esfíncter artificial, que visa a manter o canal anal fechado, permitindo a abertura somente no momento da expulsão das fezes”, esclarece a médica.
 
EFE Saúde

Bonebridge: o primeiro implante ativo de condução óssea está disponível no SUS

Para ter acesso à nova tecnologia, os pacientes com perda auditiva precisam passar por avaliação médica em um dos 28 centros credenciados pelo Ministério da Saúde que estão distribuídos pelo País
 
Brasileiros portadores de deficiência auditiva poderão ter acesso gratuito à tecnologia de última geração no Sistema Único de Saúde (SUS), a cirurgia do bonebridge, que foi aprovada pelo Ministério da Saúde (MS).
 
É o primeiro implante de condução óssea ativo do mundo desenvolvido pela austríaca Med-El, empresa líder no mercado de soluções auditivas implantáveis em todos os continentes. A tecnologia Bonebridge ajuda pessoas com perda auditiva condutiva e mista que não possuem benefícios com os aparelhos auditivos convencionais, assim como pacientes que têm perda auditiva de um ouvido só (perda unilateral).
 
Para realizar o tratamento com Bonebridge, o paciente necessita passar pela avaliação médica em um dos 28 centros credenciados pelo Ministério da Saúde e que estão localizados em diversas cidades por todo o país.
 
Uma outra boa notícia para os pacientes é a portaria 2.776, que trouxe um grande avanço para o tratamento cirúrgico da perda auditiva, ampliando o orçamento para cerca de R$ 70 milhões em 2015.
 
Sistema bonebridge
O Bonebridge é um sistema de implante de condução óssea inovador formado por duas partes: o implante e o processador. O primeiro fica situado no osso atrás da orelha de forma invisível sob a pele, mantendo a mesma íntegra e minimizando possíveis complicações. Já a segunda parte é o processador de áudio externo usado por trás da orelha.
 
Ele é mantido diretamente em cima do implante, por meio de atração magnética e, portanto, pode ser colocado de forma discreta e confortável por baixo do cabelo. Em harmonia com a estrutura auditiva do paciente, as ondas sonoras são transmitidas via estimulação transcutânea para o implante, que as conduz ativamente fazendo com que o osso vibre e, posteriormente, essa vibração vai para o ouvido interno onde é processado como som.
 
De acordo com o Marcela Stefanini, fonoaudióloga pela Universidade de São Paulo e especialista em Audiologia Clínica e Educacional da Med-El, somente após a análise da equipe médica, o paciente saberá qual a sua necessidade e será recomendada a cirurgia para a colocação do implante de condução óssea.
 
Como funciona
 
 
Um outro diferencial é que o dispositivo pode ser ativado entre duas e quatro semanas depois da cirurgia. A ativação é realizada por meio da programação do processador de áudio de acordo com as necessidades individuais do usuário. Com aparelhos de outras marcas, os pacientes chegam a esperar até três meses após a cirurgia para ativar o dispositivo.
 
Você sabe como funciona a audição?
Primeiro, o som é captado pelo ouvido e transmitido por meio do canal auditivo para o tímpano. Por sua vez, o tímpano converte o som recebido em vibrações que movimentam a cadeia ossicular e transmitem a estimulação acústica para a cóclea. O fluído coclear é colocado em movimento e estimula as células ciliadas. A partir daí, geram sinais elétricos que são transmitidos pelo nervo auditivo para o cérebro e esse impulso cerebral é interpretado como som.
 
O ouvido humano está dividido em três partes:
1. Ouvido externo formado pelas partes visíveis do ouvido e do canal auditivo.
 
2. Ouvido médio, que consiste principalmente no tímpano e nos três ossículos que formam a cadeia ossicular.
 
3. Ouvido interno é o órgão da audição propriamente dito e chama-se cóclea.
 
 
Tipos de perda auditiva
Perda auditiva condutiva: é muitas vezes causada por malformações do ouvido ou por infecções graves no ouvido médio.
 
Perda auditiva sensorioneural: ocorre quando há falta ou danos das células ciliadas da cóclea ou em outra estrutura coclear.
 
Perda auditiva mista: é a combinação da perda auditiva sensorioneural e condutiva.
 
Perda auditiva unilateral: caracteriza-se pela perda da função auditiva de um lado. Apesar dos pacientes ouvirem com o outro ouvido, continuam tendo dificuldades em ouvir a conversa do lado comprometido, em entender o discurso nos ambientes ruidosos e localizar de onde vem o som.
 
EFE Saúde

Anvisa registra novo medicamento anticonvulsivante

A Anvisa publicou, no Diário Oficial da União desta segunda-feira (10/8), o registro do medicamento Keppra ® (levetiracetam). Este é o 13º medicamento novo registrado na Agência em 2015
 
O Keppra ® é um anticonvulsivante que se apresenta sob a forma de comprimido revestido nas concentrações de 250mg e 750mg e de solução oral na concentração de 100mg/mL.
 
A formulação é indicada para o tratamento da epilepsia.
 
ANVISA