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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Mitos da libido feminina dificultam vida sexual mais plena

Mulher preocupada com a vida sexual - Foto: Getty Images
Getty Images
Especialistas tiram dúvidas sobre orgasmo, excitação, desejo sexual e outros temas 

Desejo e sexo são temas que sempre interessam, mas muitas vezes causam dúvidas e receios. Ainda mais quando o assunto que vem a baila é a libido feminina, parece que o tema fica ainda mais nebuloso: nem mesmo algumas mulheres sabem sobre seu próprio desejo sexual. 

"Muitas não conhecem o próprio desejo, não sabem os caminhos para descobri-lo e estimulá-lo e muito menos não conseguem dividir esta dificuldade com o parceiro", considera a psicóloga Juliana Bonetti, especializada em sexologia. O resultado: diversos mitos sobre o assunto e muita dificuldade de algumas mulheres conseguirem encontrar prazer na sua vida sexual! Para ajudar, perguntamos a dois especialistas sobre alguns desses mitos sobre o prazer feminino. 

Confira a seguir se você sabe mesmo a resposta para todos:

Toda mulher tem problemas de libido?
Para nossos especialistas, poucas pessoas ainda acreditam nessa afirmação, que realmente é um mito. Mas isso não significa que muitas mulheres não sofram com esse problema. "O aspecto social tem influencia muito grande sobre a sexualidade de todos e a mulher muitas vezes ainda tem que fingir que não gosta de sexo", considera o ginecologista e terapeuta sexual Amaury Mendes Jr., professor e médico do ambulatório de sexologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além disso, muitas mulheres podem apresentar problemas de libido esporadicamente, por exemplo logo após a gravidez e na menopausa. "Mesmo as mulheres mais bem resolvidas com relação a isto, podem passar por períodos de queda de desejo", pondera a psicóloga Juliana Bonetti, especializada em sexologia.

O homem sempre gostará mais de sexo do que a mulher?
Esse é um mito, mas com razão de ocorrer. Biologicamente a substância ligada ao desejo sexual é a testosterona, também conhecida como hormônio masculino, já que o homem a apresenta em quantidade cerca de vinte vezes maior do que a mulher. Tanto que Mendes Jr. pontual que muitas mulheres mais proativas podem ter mais desse hormônio circulando pelo corpo.

Mas para os especialistas o fator social tem um peso muito maior nesse ponto também. "Historicamente apenas os homens tinham permissão para viverem a própria sexualidade, pois isso eles expressam melhor seu desejo, mas isto não significa que eles gostem mais de sexo", atesta a psicóloga Juliana. Além disso, os homens muitas vezes se sentem mal quando a parceira demonstra um maior "apetite" sexual do que eles, pois têm medo de não satisfazê-las. Tudo isso leva as mulheres a mostrarem menos esse seu lado. 

A mulher pode perder ou conquistar a excitação durante o sexo?
Verdade! Enquanto os homens tem uma progressão mais linear durante o sexo, a mulher está mais suscetível a perder ou até mesmo conquistar a excitação a qualquer momento durante o ato. "A mulher precisa ter desejo e estimulação em qualidade e quantidade suficiente para excitar-se e obter o orgasmo", considera Juliana. Para o ginecologista e sexual Mendes Jr., nesse aspecto é importante que o parceiro não pense apenas nos órgãos genitais e invistam em estímulos em outras zonas erógenas do corpo feminino, que variam em cada mulher. 

Masturbar-se com ou sem vibradores pode atrapalhar o prazer com o parceiro?
Eis um grande mito. Conhecer seu corpo é a melhor forma da mulher sentir mais prazer durante o sexo também. "A mulher que se toca é aquela que se conhece, que sabe como fazer para obter satisfação sexual", expõe a psicóloga Juliana. Mas, normalmente, esse tipo de mito se cria porque há um tabu em torno masturbação feminina. "Desde criança a menina é proibida de tocar o próprio clitóris", considera Mendes Jr.

É claro que masturbar-se tem suas vantagens: "o vibrador segue o desejo da mulher e sempre será usado quando ela sentir necessidade, não tem as vontades e às vezes o egoísmo do parceiro", compara o sexólogo e ginecologista. Mas ele mesmo pondera: "porém, nada substitui a troca que o sexo proporciona". 

A maior parte das mulheres não atinge o orgasmo vaginal?
Verdade. Mendes Jr. define que o maior órgão sexual da mulher não é a vagina e sim o clitóris. "Nele está a maior parte dos nervos e ele acaba sendo o gatilho de todas as sensações de prazer", explica o especialista. É claro que é possível sentir excitação e até se chegar ao orgasmo com o estímulo de outras partes do corpo. "Mas normalmente é no clitóris que tudo se deflagra", completa Mendes Jr.

Na realidade existe apenas um orgasmo, que pode ser atingido de diversas formas. "No entanto para obtê-lo algumas mulheres precisam de estimulação direta no clitóris e outras conseguem pela estimulação indireta do clitóris devido ao movimento da penetração", explica Juliana. O mais importante é que atingir apenas através da estimulação direta não tem mais ou menos valor, e cada mulheres precisa aceitar sua individualidade nesse aspecto. 

A fase em que as mulheres têm maior desejo sexual é aos 30 anos?
Depende. A casa dos 30 anos é muitas vezes chamada de "idade da loba", e dizem ser a época do auge sexual feminino. Isso foi estabelecido a partir de um estudo de 1956, mas continua sendo repetido até hoje. A ideia principal é que nessa faixa etária a mulher já teria tido filhos, saído de algum relacionamento mais longo e estaria mais amadurecida com a própria sexualidade. "Provavelmente dizem isto porque aos 30 elas ainda possuem vigor físico e ao mesmo tempo maturidade suficiente para se desprender de questões que impossibilitam uma vivência sexual satisfatória", considera Juliana.

De fato, a experiência ajuda as mulheres a terem mais prazer sexual. "Aos vinte anos o emocional e a descoberta ainda são mais preponderantes na relação da mulher com o sexo, ela ainda está experimentando e vendo do que gosta e do que não gosta", considera Mendes Jr. Porém, o mais importante de se ressaltar é que isso nem sempre é válido, e mesmo depois dos 30 anos é possível ter uma vida sexual plena e satisfatória.

A mulher tem maior facilidade para ter orgasmos múltiplos?
Verdade! Para os homens, ter orgasmos múltiplos é mais difícil, já que a cada ereção eles precisam de muita energia e depois disso é preciso ter um descanso, chamado de período refratário. No caso das mulheres, esse período acaba sendo mais curto. "Toda mulher tem o potencial para ter um orgasmo múltiplo, se for bem estimulada e se entregar totalmente ao ato", considera o sexólogo e ginecologista Mendes Jr. Porém, apenas 10% das mulheres já conseguiu ter mais de um orgasmo de uma vez. 

É verdade que o orgasmo da mulher é mais longo e forte?
Não é possível determinar esse tipo de comparação. "Não tem como afirmar se o orgasmo da mulher é mais poderoso que o do homem, mesmo porque esta é uma sensação subjetiva", considera a psicóloga Juliana. Para Mendes Jr., o orgasmo é uma coisa só, uma sensação para a espécie humana, e talvez a diferença esteja em como cada um reage a essa sensação. 

Minha Vida

Corrija os erros de postura que favorecem a dor nas costas

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Foto: Reprodução
Dirigir, dormir e até mesmo andar podem gerar problemas na coluna 

Sedentarismo, obesidade e fumo são alguns hábitos que favorecem as dores na região lombar e na coluna cervical (pescoço). No entanto, a principal vilã desse desconforto é a má postura adotada em diversos momentos do nosso dia. Hérnia de disco, escoliose e lombalgia são apenas alguns dos problemas decorrentes da postura inadequada. 

Pensando nisso, conversamos com especialistas, que deram dicas sobre como posicionar sua coluna corretamente em diversas atividades:

No carro
"A postura ideal no carro é sentada com o apoio completo da coluna vertebral", afirma o ortopedista Luciano Pellegrino, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Para que isso ocorra, devemos nos sentar com a coluna lombar e os glúteos totalmente apoiados no banco. Segundo a fisioterapeuta Thaís Vasconcelos Coutinho, da clínica Colunar, em São Paulo, o corpo deve ficar o mais próximo de um ângulo de 90 graus, e o encosto da cabeça deve estar alinhado. "Os joelhos precisam estar na mesma altura dos quadris, não podem ficar muito dobrados e devem estar a uma distância em que seja possível alcançar os pés nos pedais", diz. Os braços no volante não devem ficar muito elevados, pois isso aumenta a tensão nos ombros. "Sabendo que a posição sentada aumenta a sobrecarga na coluna, devemos ter um cuidado especial, pois uma postura inadequada pode gerar dores ou até mesmo complicações mais severas", completa Thaís. Os especialistas afirmam que a má postura ao dirigir pode gerar hérnia de disco, escoliose, dores na lombar e coluna cervical, além de dores nos membros inferiores e superiores.

Usando o computador
Nos dias atuais, em que a tecnologia cabe na palma da mão, as queixas de dores em coluna cervical vêm aumentando, em função do longo período em que as pessoas passam em posição de flexão - uma vez que a tela fica em uma posição muito abaixo do nível dos olhos. "Quando utilizamos o computador no sofá ou cama, com toda certeza não será possível ficar em uma boa postura e provavelmente ao desligar o computador você sentirá dor em alguma parte do corpo", declara a fisioterapeuta Thaís. Mas a dor não é o maior dos problemas que esse hábito pode causar: além da hérnia de disco, o sujeito estará propenso a desenvolver ou agravar um quadro de escoliose, aumentar a tensão muscular, desalinhamento de vértebras, entre outras situações.

http://www.dolcemoda.com.br/wp-content/uploads/2013/07/Postura.jpgPor isso, sempre que usar o computador, esteja sentado. "Primeiro fique em pé e coloque as duas mãos no glúteo, depois passe para a posição sentada 'empinando o bumbum' e tire as mãos do glúteo", conta Thaís. Sua coluna deve estar alinhada, encostada por inteiro na cadeira. "Suas pernas devem formas o ângulo de 90 graus os pés devem estar apoiados no chão, nunca cruzados", lembra a especialista. Por fim, evite sentar em cima das pernas e mantenha a tela do computador na linha dos olhos, pois se estiver baixo ou alto demais pode aumentar a tensão da musculatura, aumentando o risco de patologias. A altura da mesa e cadeira também é importante, é preciso que sejam reguladas de acordo com sua altura e necessidade. Os braços precisam estar apoiados nos apoiadores da cadeira e os ombros longe das orelhas. O punho deve ficar neutro, pois se estiver apoiado no mouse de forma incorreta pode causar tendinite e outras patologias - uma dica é utilizar um apoio para punho. "Não se esqueça de fazer alongamentos e levantar-se periodicamente." 

Na cama
A postura correta para dormir é muito importante. "De uma forma geral, as melhores posições para dormir são deitado de lado ou deitado sobre as costas", afirma o ortopedista Luciano. Nessas duas posições as curvaturas fisiológicas da coluna vertebral são mantidas, evitando quadros dolorosos. "Apesar da posição de dormir em decúbito ventral (de bruços) ser a preferida de muitas pessoas, nesse posicionamento existe maior chance de haver contraturas e dores musculares, principalmente na coluna cervical, por não manter adequadamente o alinhamento fisiológico da coluna."

A fisioterapeuta Thaís completa dizendo que o travesseiro não pode ser muito alto, para não aumentar a curvatura da coluna cervical, e nem muito baixo - deve estar na metade do ombro. "Além disso, para a coluna lombar ficar mais neutra na posição de lado, deve ser colocado um travesseiro entre os joelhos e deixar o quadril flexionado próximo a 90 graus."

Se optar por dormir de barriga para cima, não se esqueça de colocar travesseiros ou um rolinho (pode ser improvisado com edredom) embaixo dos joelhos, de modo que sua coluna vertebral fique encostada por inteiro no colchão.

Não se esqueça de que além da boa postura para dormir, também precisamos ter uma boa postura ao levantar da cama. "Vire primeiro de lado, depois coloque as pernas para fora e usando a força dos braços e contraindo o abdômen levante-se devagar", diz Thaís.

Fazendo uma refeição
Assim como devemos ter uma postura adequada usando o computador, sentar-se a mesa também exige a postura sentada correta. "Durante as refeições é muito importante o ajuste correto da cadeira junto à mesa, por isso, evite fazer uma refeição no sofá ou na cadeira sem uma mesa de apoio", explica o ortopedista Luciano. A altura da cadeira deve ser condizente com a altura da mesa e a coluna deve estar totalmente apoiada no encosto. "Tente manter a coluna alinhada, sem ficar realizando muitas inclinações para frente e na hora de levar a comida à boca, traga a comida até você, de forma que você só precise se inclinar um pouco", completa a fisioterapeuta Thaís.

Carteiras escolares
Também é importante se preocupar com a postura, principalmente em sala de aula, pois alunos costuma passar muito tempo na mesma postura. "Para aqueles que têm filhos pequenos é preciso orientá-los desde cedo sobre a boa postura, pois a maioria das crianças já começa a sentar de forma incorreta desde cedo e, como estão em período de crescimento, a má postura em geral pode causar escoliose, que é o desvio da coluna vertebral", alerta a fisioterapeuta Thaís Coutinho, da Colunar. A postura errada pode fazer com que o sujeito tenha desgaste das vértebras, dos discos e das articulações, podendo causar distensões dos ligamentos e desequilíbrio muscular no futuro.

Durante uma aula a nossa tendência é relaxar na cadeira e assumir um postura semi sentada ou semi deitada. Esse posicionamento é muito ruim para a região da coluna lombar e pode levar a sintomas dolorosos. "É preciso sempre sentar de forma reta na cadeira e com bom apoio de todas as curvaturas da coluna vertebral", explica o ortopedista Luciano. Deve-se evitar sentar sobre alguma perna ou somente sobre um glúteo, pois isso determina dores musculares. "Outra orientação importante é observar a altura da mesa e o posicionamento correto dos livros, que não podem estar muito baixos nem muito altos - a altura ideal é próxima a altura dos olhos, para evitar movimentos de hiperflexão ou hiperextensão da coluna cervical."

Brincando com crianças ou animais
"Essa é uma causa frequente de lombalgia nos consultórios", afirma Luciano. Segundo o especialista, o ato de brincar com as crianças ou pets é muito saudável e não deve ser evitado - entretanto, devemos assumir uma postura correta nesse momento. "A melhor forma é sentar diretamente no chão ou em algum banquinho junto à criança para evitar ficar abaixado para alcançá-la", explica. Quando isso for necessário, a melhor forma é mantermos a coluna reta e descer flexionando apenas os joelhos. "Outra situação que deve ser evitada é a torção exagerada do tronco para os lados, com movimentos repetitivos, evitando a sobrecarga da coluna. " A fisioterapeuta Thaís lembra que sempre é importante contrair o abdômen quando colocar a criança próxima ao corpo para carregá-la, de forma a não sobrecarregar os membros superiores.

Enquanto andamos
Os problemas de uma má postura na posição em pé são similares aos da postura sentada, podendo gerar desalinhamento em quadril e a porção final da coluna, dores em membros inferiores, lombalgia, etc. A fisioterapeuta Thaís afirma que devemos estar o mais alinhado possível quando caminhamos. "A cabeça deve estar ereta e os ombros em linha reta. Para proteger a coluna vertebral, tente manter o abdômen em contração", afirma. Os quadris devem acompanhar as passadas para frente e para trás, assim como os membros superiores devem movimentar-se junto com o andar das pernas. "Ao pisar o calcanhar tem de ser o primeiro a tocar o chão, depois a planta e por último a ponta do pé, que irá auxiliar no impulso."

Minha Vida

Alerta - Secretaria da Saúde suspende lotes de Gluconato de Cálcio no Paraná

http://www.hospitalardistribuidora.com.br/ecommerce_site/arquivos4241/arquivos/12738737991.jpg A Secretaria de Estado da Saúde interditou cautelarmente lotes do produto Gluconato de Cálcio 10%, de uso exclusivo hospitalar, fabricado pela empresa Isofarma

A interdição ocorreu após o alerta da Vigilância Sanitária do Município de Porto Alegre, baseada no relato de sete casos de pacientes que apresentaram infecção pela bactéria Rhizobium radiobacter, após o uso da substância.

O produto é comumente utilizado na alimentação parenteral, tratamento de doenças como hipocalcemia e tetania hipocalcêmica. Os hospitais, clínicas e vigilâncias sanitárias municipais e demais estabelecimentos que fazem uso deste produto já foram informadas da interdição cautelar.

Os lotes 33181101, 33304601 e 33336101 ficarão suspensos até que a investigação seja concluída. 

A Ouvidoria da Secretaria Estadual de Saúde está à disposição para que sejam feitas denúncias – 0800 644 4414.

CRF PR / SESA PR

Filhos de pais homossexuais são mais saudáveis, diz estudo

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Segundo pesquisa, as crianças cuidadas por duas mães ou dois pais são 6% mais saudáveis do que as que crescem em famílias tradicionais 

Filhos de casais do mesmo sexo têm níveis mais elevados de saúde do que os de famílias tradicionais, segundo estudo feito pela Universidade de Melbourne. Por outro lado, pesquisadores alertaram que o estigma associado à orientação sexual dos pais é um desafio constante para essas crianças. As informações são do Daily Mail.

Os pesquisadores avaliaram 315 pais homossexuais do total de 500 crianças. Do total, 80% eram filhos de duas mulheres e 18% de dois homens. As crianças se mostraram, em média, 6% mais saudáveis do que as que eram filhos de pais heterossexuais.

Para o líder do estudo, Simon Crouch, os casais homossexuais tendem a compartilhar cuidados com a criança e responsabilidades de forma mais equitativa. “Isso parece contribuir para uma família mais harmoniosa e para a saúde da criança”, disse ele.

Terra

Dieta rica em proteínas é segredo para boa forma, diz estudo

O consumo adequado de proteínas evita os ataques a alimentos gordurosos
Pesquisa mostra que ingerir a quantidade necessária de proteínas inibe o desejo por alimentos ricos em gordura e carboidratos 

Em vez de contar calorias, as pessoas que desejam permanecer em forma devem ter uma dieta rica em proteínas, com peixes, ovos e carnes, de acordo com um novo estudo feito pela Universidade de Sydney. A ingestão baixa de proteína faz com que o corpo compense em alimentos ricos em gordura e carboidratos para atingir o nível de proteína necessário. As informações são do Daily Mail.

Ao longo dos últimos 60 anos, a proporção de proteína em dietas ocidentais caiu, e os pesquisadores sugerem que isso poderia ser responsável pelos crescentes níveis de obesidade. "Podemos usar essas informações para ajudar a gerenciar e prevenir a obesidade, garantindo que as dietas tenham a quantidade ideal de proteína para satisfazer o apetite”, disse o professor David Raubenheimer, da Universidade de Sydney.

Raubenheimer deve apresentar os resultados nesta sexta-feira (4), na Reunião Anual da Sociedade de Biologia Experimental, em Manchester, e disse que eles podem explicar o motivo para dietas ricas em proteínas, como a de Atkins, ajudarem pessoas a perder peso.

"Dietas ricas em proteínas podem nos ajudar a perder peso, mas se envolvem outros desequilíbrios, causam problemas de saúde", alertou o professor. A proteína é essencial para o crescimento saudável e reparação de tecidos do corpo, como os músculos, incluindo o coração, órgãos internos e pele.

A equipe do professor Raubenheimer estudou babuínos que viviam à beira dos assentamentos humanos, e descobriu que, apesar de os animais comerem diferentes combinações de alimentos, todos os dias, 20% das suas necessidades de energia eram provenientes da proteína.

Outros estudos descobriram que macacos-aranha e orangotangos também tinham dieta equilibrada. Mas quando a disponibilidade sazonal de alguns alimentos impediu-os de manter o cardápio, priorizaram a quantidade certa de proteína, mesmo que isso significasse comer demais ou de menos gorduras e carboidratos.

Os pesquisadores concluíram que a medição do conteúdo nutricional de um alimento por sua contagem de calorias foi muito simplista, e que, em geral, alcançar o equilíbrio nutricional correto de proteínas, carboidratos e gorduras era mais importante.

Terra

Problema na mandíbula pode causar dor nas costas e na cabeça

Getty Images - Pacientes devem fazer tratamento ortodôntico ou cirurgia
Uma disfunção na mordida pode sobrecarregar a musculatura da mandíbula e desgastar a cartilagem que amortece o impacto com o crânio, causando dores crônicas 

Dores de cabeça frequentes podem ser causadas por disfunção da articulação temporomandibular, e médicos podem demorar em diagnosticar problema. A articulação da mandíbula funciona como uma dobradiça, que pode deslizar para trás e para frente, ela é mantida no lugar por um músculo ligado ao ouvido e tem uma cartilagem que age como amortecedor entre a mandíbula e o crânio. 

Quanto ocorre a disfunção – qualquer problema com a junta, músculos ou cartilagem – a pessoa pode sentir dores na mandíbula, dificuldade e estalo ao abrir a boca. As informações são do Daily Mail.

A condição afeta uma em cada cinco pessoas em algum momento da vida, e uma das causas mais comuns é o excesso de trabalho, que leva a músculos e ligamentos inflamados. O consumo frequente de goma de mascar e ranger os dentes durante a noite provocam o problema. 

Um protetor bucal usado à noite para manter os dentes superiores e inferiores separados pode ajudar a articulação e permitir que os músculos relaxem. 

Em casos graves, a cartilagem pode sair muito fora do lugar, deixando os ossos expostos a atritos, causando desgaste. Outros complicações, como artrite reumatoide, podem causar rigidez, inchaço e dores na articulação. A condição pode causar dores de cabeça, que pode irradiar para o pescoço e costas. Pode também causar tontura e zumbido nos ouvidos. Os pacientes com a disfunção temporomandibular precisam de tratamento ortodôntico ou cirurgia.

Terra

Como saber se um corte precisa de pontos?

Corbis
Quando a gente faz um corte ou tem um machucado que sangra muito, além do susto, sempre fica aquela dúvida: será que precisa de pontos? Às vezes sim, às vezes não – e, depois de ler esse artigo, você não vai precisar sofrer até o caminho do pronto socorro para saber a resposta. 

Para que servem os pontos?
Basicamente, os pontos são feitos para controlar a hemorragia e reduzir a chance de infecção. Eles também deixam o paciente com uma cicatriz pequena – e, convenhamos, se forem feitos com capricho (o que infelizmente nem sempre é verdade), a cicatriz pode chegar muito perto de ser imperceptível. 

Mas quando é que um simples band-aid resolve o problema?
Seth Podolsky, vice-presidente do Instituto de Serviços de Emergência da Clínica Cleveland, nos Estados Unidos, explica os tipos de cortes, quando os pontos são essenciais e porque um bom médico não vai costurar uma mordida de cachorro.

Tipos de feridas
Acho que você vai reconhecer todos os tipos de ferida com muita facilidade.

O primeiro apontado pelo doutor é o típico raspão. Geralmente é superficial e uma limpeza bem feita acompanhada de curativos será o suficiente para curá-lo. Os outros três tipos de feridas já causam mais confusão.

Lacerações são o que a maioria das pessoas pensam como “padrão” para cortes; as avulsões são quando um pedaço de pele é arrancada; e perfurações geralmente surgem a partir de um prego ou objeto pontiagudo, que entra na pele rompendo o tecido e provocando um sangramento.

A equipe do Dr. Podolsky lida principalmente com lacerações, embora perfurações também usualmente exijam pontos, com apenas uma exceção: “As mordidas de cachorros têm um alto risco de infecção quando são costuradas, por isso damos antibióticos aos pascentes e os enfaixamos, mas, em geral, não damos pontos”, diz Dr. Podolsky.

Como saber se um corte precisa de pontos?
Antes de correr loucamente para o pronto-socorro, o Dr. Podolsky tem algumas dicas para você avaliar se esse é realmente o caso.

Por exemplo, se o osso, tendão, músculo ou tecido adiposo de uma laceração estiver à vista, você deve se preocupar. 

Especialmente se o corte for maior do que cerca de 2 centímetros. Nesses casos, geralmente o sangramento excessivo não para depois de um tempo. A perda de sensibilidade na região é um risco, bem como ter objetos estranhos presos no interior da corte – o que também sinaliza uma necessidade de atenção médica.

Segundo o doutor, na maioria das vezes um médico costura uma ferida para simplesmente juntar o tecido de volta, o que faz pressão suficiente para parar o sangramento e ajudar a prevenir uma possível infecção. Se os pacientes não tiveram tomado uma vacina antitetânica nos últimos 5 a 10 anos, uma dose de reforço deve ser administrada, completa Podolsky.

E atenção: as pessoas que são diabéticas, têm AIDS ou estão imunocomprometidos devem procurar atendimento profissional para qualquer laceração ou punção.

Cola com cola
Pontos se tornaram menos comuns ao longo da última década, já que outras soluções têm obtido grandes avanços, diz o Dr. Podolsky. 

Ele, por exemplo, é um grande fã de adesivos de tecido, porque eles não precisam de anestesia na área da ferida e os pacientes não precisam de uma visita de retorno para removê-los. “É como supercola para a pele”, diz ele. 

Mas adesivos de tecido só funcionam em partes do corpo que não se movem muito, como a testa. Para regiões como o cotovelo e o joelho, por exemplo, não são a medida mais indicada. E um alerta importante: o Dr. Podolsky não recomenda que as pessoas usem adesivos de tecido, ou qualquer cola de secagem rápida, por conta própria em suas feridas. Em caso de ferimentos que você considere a possibilidade de levar pontos, o melhor é limpar a área machucada e colocar um curativo como uma gase ou faixa, e ir para o hospital.

Viu só? Não tem muito segredo. Na dúvida, a melhor opção é sempre procurar um pronto-socorro. Principalmente porque cada caso é um caso, e só um especialista vai saber considerar todas as variáreis envolvidas no seu caso.

Cura sozinha
Diferentes partes do corpo curam de formas diferentes. O couro cabeludo tem um monte de vasos sanguíneos, por isso feridas na região geralmente precisam levar pontos para que o corte pare de sangrar. “Nós também costuramos ferimentos faciais para manter a cicatriz ao mínimo e em uma linha reta”, completa o Dr. Podolsky. 

Áreas do corpo que se movem muito, como o joelho, também podem se beneficiar de pontos. 

Para a maior parte, porém, quando se trata de uma pequena ferida, relativamente superficial, o corpo vai se curar sozinho e os pontos são feitos em geral por razões estéticas.

Prazo para levar pontos
Em geral, os pontos precisam ser dados dentro das primeiras 12 horas de lesão, por causa do risco de infecção. Então, se você acha que pode precisar de pontos, não demore muito para ir a um pronto-socorro. A procrastinação, nesse caso, pode trazer consequências severas a um ferimento que poderia ter um solução simples.

“O melhor conselho que posso dar para prevenir a infecção é lavar, lavar e lavar. Lavar o ferimento e em seguida enfaixá-lo e, se você estiver se preocupando, vá até pronto-socorro”.[The Wall Street Journal]

Hypescience

Ajudar alguém a parar de fumar custa R$1,4 mil para o SUS

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Foto: Reprodução
Pesquisa baseada em modelo de tratamento feito em Goiânia e replicado para o resto do país mostra o valor necessário para auxiliar o abandonado do vício pelo cigarro 

O cheiro de cigarro impregnado na roupa do filho era o que faltava para André Luís Rech da Rocha, 25 anos, romper com o vício. O funcionário público brigou com o tabaco durante três anos. Há 10 meses, nasceu Leonardo e a culpa por fumar aumentou. Com ajuda do serviço público de saúde, conseguiu abandonar a nicotina, passou de sedentário a semialerta, perdeu 12 quilos e ainda poupa quase R$ 400 mensais sem a compra de maços.

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Viradas de vida como esta vêm sendo conquistadas, ainda que timidamente, pelo Programa de Cessação de Tabagismo do Sistema Único de Saúde (SUS). Para testar a sua efetividade, uma pesquisa lançada recentemente mostrou que são necessários R$ 1.433 para ajudar alguém a parar de fumar, enquanto que o tratamento mínimo para um câncer, como o de pulmão, teria um custo para os cofres públicos de R$ 29 mil.

O estudo ocorreu de 2011 a 2013 e foi realizado pelo Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde (IATS), com sede no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Para se chegar aos valores, foi dissecado o programa aplicado em Goiânia (Goiás), um dos primeiros a ser implantado no país e considerado modelo, mas, segundo os pesquisadores, os dados podem ser replicados para o restante do Brasil, já que segue um modelo estabelecido pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) para todos os Estados. Dos 803 pacientes atendidos pelo SUS na capital goiana em 2010, o índice de sucesso foi de 37,2% após seis meses de acompanhamento dos integrantes. Levantamentos internacionais demonstram que a taxa média de cessação varia entre 13,3% e 19,7%.

Estratégias mais agressivas em Porto Alegre
André encontrou o auxílio em Porto Alegre. Frequentou o grupo por um ano e desistiu por três vezes. Usou o adesivo de nicotina em todas as oportunidades em que retornou. Em primeiro lugar, foi a vontade de mudar que o ajudou, mas a terapia em grupo o manteve motivado.

— Se eu continuasse naquele ritmo, fumando duas carteiras por dia, não conseguiria ver meu filho se formar. Hoje, caminho três vezes na semana e jogo futebol todos os finais de semana — disse André, que está entrando no terceiro mês de abstinência.

Andréa Mendes, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, que fez da pesquisa sua dissertação de mestrado na Universidade Federal de Goiás (UFG), explica que o diferencial brasileiro está na terapia cognitivo-comportamental em grupo por período prolongado.

— Só o medicamento não resolve. Essa configuração de ter a terapia como obrigatória pode ser um diferencial para conseguirmos taxas mais elevadas, além do tempo de acompanhamento dos pacientes mais prolongado — explicou Andréa.

O programa é preconizado pelo Ministério da Saúde, já implantado em todos os Estados. No Rio Grande do Sul, onde está o maior índice de fumantes, existem 326 serviços públicos desse tipo. A cardiologista Carisi Anne Polanczyk, coordenadora-adjunta do IATS, conta que a chance de um médico convencer um paciente a deixar de fumar só expondo os riscos é de 3% a 6%, enquanto programas como estes têm se mostrado efetivos. Ela aposta que apesar de termos o mais alto índice do país — 16,5% da população é fumante —, o atendimento ainda é muito restrito em Porto Alegre:

— Deveríamos ser mais agressivos nas nossas estratégias para tentar reduzir esse número. Não podemos seguir o resto do país, já que temos os piores resultados, temos de fazer mais coisas.

Mesmo em Goiânia, são atendidos só 2,2% daqueles que estariam motivados a parar de fumar. Fabiana Reis Ninov, bióloga e coordenadora do Programa Municipal de Controle do Tabagismo, afirma que todos os postos de saúde de Porto Alegre são obrigados a ter o serviço, mas devido à falta na remessa do Ministério da Saúde de antidepressivos e adesivos de nicotina, desde o ano passado, a metade das unidades teve de suspender o atendimento. Ela estima que, de todos os que desejam parar de fumar, só 3% conseguem efetivamente:

— É uma droga legalizada e silenciosa, mais devastadora e que mata muito mais do que todas as outras. Quem usa não faz ideia de que é um drogado. A nicotina ativa neurotransmissores cerebrais que nunca mais são desativados.

"A terapia é o meu dia de festa"
Logo que decidiu parar de fumar, Severiano de Oliveira Heberle teve cada faniquito. Até vulto baforando fumaça ao lado da cama ele viu. Chegou a sentir o gosto relaxante do cigarro nos lábios, mas perseverou. Hoje, oito meses sem nenhuma tragada, o aposentado de 63 anos, que teve o cigarro como companheiro por meio século, orgulha-se de proferir a frase mais saborosa da sua vida: sou ex-fumante.

Diagnosticado com problemas cardíacos em 2006, Severiano chegou a jogar carteira cheia e isqueiro no lixo. Não dava duas horas e ele se rendia, humilhado, à nicotina.

— Os médicos diziam que não iam mais me tratar se eu continuasse fumando. Eu morria de vergonha, mas sozinho não conseguia parar — condenou-se Severiano.

Naquela mesma época, procurou um posto de saúde em Porto Alegre para se inserir em algum programa.

— Me mandavam aguardar. Sentia até uma má vontade. Eles esquecem que somos viciados, como um outro drogado qualquer — sustenta Severiano.

A vontade e o desespero para largar o vício também o levaram ao Disque Parar de Fumar, programa do governo federal. Nada surtia efeito. Foi em setembro de 2013 que conseguiu ingressar no programa, participar dos grupos de apoio e dar início ao tratamento com adesivo de nicotina, que usou por dois meses, e antidepressivo por 20 dias. Foi reduzindo de duas carteiras por dia para 10 cigarros até a meta de largar de vez. Certeza confirmada por um susto no final do ano passado, quando uma dor no peito o levou ao hospital. Passou por duas pontes de safena. Foram dois meses de recuperação. Quando teve alta para dirigir, a primeira visita que fez foi ao grupo de apoio.

— A terapia era o que mais me interessava. É o meu dia de festa. Lá ninguém te cobra nada, não te magoa e vibra contigo a cada conquista, mesmo que você tenha conseguido só diminuir e não parar totalmente — proferiu Severiano.

As cicatrizes no peito servem de terapia de choque aos que estão ingressando no grupo. Ele segue frequentando as reuniões semanalmente e, quando convidado a dar o testemunho, não se furta em abrir a camisa e exibir as marcas.
— Isto foi o que o cigarro me deu — declara.

Comemora ter se livrado do constrangimento social. Trabalha como representante comercial e quando chegava em um cliente notava que eles abriam a janela, sabia do mal cheiro que exalava. Difícil é segurar uma vontade que chega do nada, que leva a mão no automático até o bolso atrás de alívio.

Como procurar ajuda
O que motiva um paciente a parar de fumar é a consciência da necessidade de largar o vício, dos riscos e das consequências do tabagismo. Para quem chegou neste estágio e pretende buscar ajuda. Saiba onde encontrar:

— Disque parar de fumar: pelo Disque-Saúde, das 7h às 22h, de domingo a domingo, o interessado em se livrar do cigarro pode tirar dúvidas pelo 0800-61- 1997.

— Consulte o posto de saúde da sua região para saber se ele oferece o programa. Em Porto Alegre, para saber a qual posto você pertence, ligue para o 156 dando o seu endereço. Caso não tenha cadastro no posto, é só fazê-lo e aguardar ser chamado pelo programa.

O programa em Goiânia
— O programa segue o método preconizado pelo Ministério da Saúde e Instituto Nacional do Câncer. Ele foi implantado em 2004, mas ganhou força em 2009. Existe em todos os Estados Brasileiros. No Rio Grande do Sul, 326 unidades de saúde oferecem o recurso para quem quer parar de fumar. Mas o serviço de Goiânia é considerado exemplo no país.

— O diferencial do programa nacional está no emprego da terapia cognitivo-comportamental. São palestras e trocas de experiência, que auxiliam a tratar a dependência psicológica. Em Goiânia, a média era de 18 pacientes por reunião.

— Também são empregados medicamentos antidepressivos, além de terapia de reposição de nicotina com adesivos, goma de mascar e pastilhas, que atacam a dependência química.

— Os remédios, quando necessários, auxiliam a controlar os sintomas da abstinência, como ansiedade, irritabilidade, sonolência, apetite aumentado para doces e desejo intenso de fumar. Eles são usados por três meses. Dos, 299 que deixaram de fumar, 87,3% fez uso de apoio medicamentoso.

— Até o terceiro mês do programa, as reuniões para a terapia cognitivo-comportamental, são semanais. Daí, até o sexto mês, passam a ser quinzenais. Passado este período, caso o paciente deseje, pode participar de reuniões mensais até completar um ano para evitar a recaída.

Zero Hora

Perder peso ajuda a reduzir os calores da menopausa

Perder peso ajuda a reduzir os calores da menopausa Yuri Arcurs/Deposit Photos
Foto: Yuri Arcurs / Deposit Photos
Perder peso beneficia a saúde como um todo
Problema afeta qualidade de vida, humor e sono das mulheres  

Pesquisadores acabam de encontrar mais um bom motivo para as mulheres perderem peso: um novo estudo mostrou que emagrecer de forma saudável ajuda a diminuir o climatério, os indesejáveis calores da menopausa. As ondas de calor afetam mais de 70% das mulheres nesse período, problema que prejudica a qualidade de vida, o sono e o humor. 

A pesquisa, publicada no jornal da The North American Menopause Society (NAMS), teve a participação de 40 mulheres com sobrepeso ou obesas e que sofriam com as ondas de calor. Elas foram monitoradas diariamente por meio de questionários e marcadores fisiológicos. O estudo encontrou uma relação direta entre a perda de peso e a diminuição das ondas de calor. 

Embora já haja dados recentes que indiquem essa relação, não havia um estudo que tivesse investigado isso de forma específica. Segundo os pesquisadores, apesar de os dados indicarem que a perda de peso pode mesmo reduzir os calorões, são necessárias mais investigações sobre o assunto.

— Essa é uma notícia animadora para as mulheres que sofrem com esse problema. Além disso, perder peso beneficia a saúde como um todo e muitas mulheres relataram que a redução dos calorões era o principal incentivo para emagrecer — afirma a diretora da NAMS, Margery Gass.

Zero Hora

DNA pode indicar se a pessoa será conservadora ou liberal

Reprodução: Thedrum.com
Estudos ajudam a entender tomada de decisão de eleitores e população em geral 

Neurocientistas e psicólogos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha estão pesquisando como atitudes políticas podem estar ligadas ao cérebro. “Ao analisar como o cérebro processa os fenômenos políticos, podemos entender um pouco melhor por que tomamos certas decisões sobre este assunto”, disse Darren Schreiber, da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha.  

O cientista analisou padrões de atividade no cérebro por meio de exames de ressonância magnética funcional enquanto era feita a tomada de decisões, especialmente aquelas que envolviam riscos. Schreiber observou variações nas partes do cérebro que ficaram mais ativas entre aqueles que se declaravam conservadores e aqueles que se descreviam como liberais, apesar das decisões tomadas por eles nem sempre serem diferentes.

Segundo o cientista, o estudo sugere que perspectivas políticas refletem divergências profundas na forma como compreendemos o mundo. O neurocientista Read Montague, do University College de Londres e da Virginia Tech, dos Estados Unidos, recebeu com ceticismo um pedido para ajudar cientistas políticos em suas pesquisas. Mas, quando John Hibbing e sua equipe da Universidade de Nebraska mostraram a Montague os dados que já tinham levantado, ele mudou de opinião.

Estudos realizados por Hibbing entre gêmeos sugerem que a opinião política pode ser, em parte, genética. Este pode não ser um traço tão forte como a altura, por exemplo, mas é o bastante para sugerir que algumas pessoas realmente podem ser conservadoras graças ao DNA. A questão é como exatamente as diferenças genéticas podem ser expressas como diferenças políticas no mundo real.

Hibbing e Montague queriam descobrir se estas predisposições inatas poderiam ser observadas no cérebro. Então, eles testaram as respostas instintivas a imagens que visavam provocar nojo (como, por exemplo, alguém comendo vermes ou larvas) e medo e descobriram uma ligação entre a força da resposta a essas imagens e o quanto as opiniões de uma pessoa podem ser conservadoras em termos sociais.

“Precisamos deixar clara a distinção entre conservadorismo econômico e conservadorismo social”, disse Hibbing. “Pessoas que têm atitudes mais protetoras em relação a assuntos como imigração, que estão mais dispostas a punir criminosos, pessoas que são contra o aborto... esses são indivíduos que parecem ter uma reação muito mais forte a imagens repugnantes”, afirmou.

O Tempo

Maconha começa a ser vendida legalmente em Washington, EUA

Cliente que não quis se identificar cheira maconha recreativa no Top Shelf Cannabis 
Washington se tornou o 2º estado norte-americano a permitir a compra legal de maconha sem atestado médico; houve filas 

Washington se tornou, nesta terça-feira (8), o segundo estado norte-americano a permitir a compra legal de maconha sem a necessidade de apresentar atestado médico. Clientes ansiosos chegaram a fazer fila fora das lojas.

A compra da droga começou as 8h (horário local) no Top Shelf Cannabis, uma das duas lojas de Bellingham que começou a vender maconha assim que foi permitido pelos regulamentos estaduais. Dezenas esperavam do lado de fora antes de as portas se abrirem.

Cale Holdsworth, 29, do Kansas, fez a primeira compra: dois gramas de maconha por US$ 26,50, cerca de 61 reais. Enquanto os clientes aplaudiam, ele ergueu sua bolsa marrom e disse: "Este é um momento maravilhoso".

O início das vendas de maconha legal em Washington representa um passo importante após 20 meses. Washington e o Colorado surpreenderam grande parte da América votando, em novembro de 2012, a legalização da maconha para adultos com mais de 21 anos e criando sistemas de licenciados para cultivo, venda e tributos sobre a droga. As vendas começaram no Colorado em 1º de janeiro.

Washington emitiu suas primeiras 24 licenças de varejo na segunda. Uma pesquisa da Associated Press sobre os licenciados mostrou que apenas cerca de seis planejavam abrir nesta terça. Alguns deverão funcionar no final desta semana ou na próximo, enquanto outros disseram que poderiam levar um mês ou mais até que pudessem adquirir maconha para a venda.

Isso aconteceu em grande parte devido à escassez de maconha legalmente produzida no Estado. Apesar de mais de 2.600 terem se inscrito para se tornar produtores licenciados, menos de 100 foram aprovadas - e apenas cerca de uma dúzia estavam prontos para a colheita no início deste mês.

O Colorado já tinha um sistema de maconha medicinal regulamentado para fazer uma transição mais calma quando a venda pelos dispensários foi aprovada no dia 1 de janeiro. O sistema médico de Washington é regulamentado e por isso, as autoridades estavam começando a venda a partir do zero, enquanto eles mesmos estavam imersos no mundo da maconha e tentavam chegar a regulamentações que faziam sentido para a indústria e para o público.

As regras incluem protocolos de ensaios de maconha e requisitos para embalagem à prova de crianças. As autoridades também tiveram de determinar, entre outras coisas, os sistemas de segurança que produtores e lojas deveriam adotar. A lei de Washington permite a venda de até 30 gramas de maconha seca e 7 gramas de maconha concentrada, como haxixe, para adultos com mais de 21.

Brian Kost, de 45 anos, foi um dos primeiros na fila do Top Shelf Cannabis, em uma área industrial da interestadual5. Ele disse que não fumava maconha desde os 17 anos porque não gostou do aborrecimento de tentar encontrar a erva no mercado ilegal.
"Simplesmente não poderia deixar passar a oportunidade de comprá-la legalmente", disse ele.

iG

Com ajuda de app, SmartBand monitora atividades físicas e nas redes sociais

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Pulseira inteligente da Sony é mais barata do que concorrentes, mas não tem alguns recursos que podem fazer falta para quem leva a sério a prática de exercícios físicos

A SmartBand chegou ao Brasil muito bem acompanhada: desde seu lançamento, em maio, a pulseira inteligente da Sony é comercializada com o smartphone top de linha da marca, o Xperia Z2, por um total de R$ 2.499. 

Separadamente, o acessório capaz de registrar as atividades físicas do usuário pode ser encontrado por R$ 399, preço bem acessível se comparado aos concorrentes importados como FitBit, Jawbone e NikeFuelBand, e também à pulseira Gear Fit, da Samsung, que custa R$ 699.

Em um mercado cada vez mais competitivo e crescente, do qual devem fazer parte, muito em breve, Apple e Microsoft, como se sai o dispositivo da Sony? Confira o teste a seguir.

A favor:
- Preço acessível em relação a concorrentes;

- Funciona com aparelhos Android de outras marcas, além da Sony;

- Em conjunto com um aplicativo, registra as atividades em redes sociais no smartphone.

Contra:
- Não tem nenhum painel, logo não mostra as horas ou outras notificações;

- Não tem sensores específicos, como de frequência cardíaca;

- Aplicativo Lifelog não tem versão para web.

Design
Por fora, a SmartBand da Sony pouco se diferencia dos concorrentes. Uma pulseira de borracha – disponível em dois tamanhos – é responsável por envolver e proteger o Core. O Core é o coração do acessório, o hardware responsável por monitorar as atividades do usuário e que, segundo a Sony disse na CES 2014, poderá estar não apenas no pulso, mas também nos tênis em um futuro próximo.

A principal diferença da SmartBand para produtos similares encontrados no mercado é a inexistência de qualquer tipo de painel. Não é sequer possível ver as horas no dispositivo. Por mais que o usuário saiba disso desde o início, por vezes, vai se pegar olhando para o acessório buscando um relógio ou procurando alguma informação sobre a notificação do celular que fez a pulseira tremer.

Fora isso, ela é tão discreta que, em um mês de uso, dá para contar em uma mão o número de pessoas que perguntaram o que era aquilo no meu braço. O botão de prata para ajustar a pulseira no braço mantém a elegância e a simplicidade do acessório. No Brasil, está disponível apenas a versão com pulseira preta e, por tempo limitado, uma versão com as cores do País especialmente feita para a Copa do Mundo. 

lifelogappHardware
O Core é a unidade que registra as atividades físicas do usuário. Ele possui uma porta microUSB e que é a prova de poeira e água, conforme as classificações de Proteção de Entrada IP55 e IP58. Ele tem processador ARM Cortex-M0 32 bit, de 256 KB de memória de armazenamento e 16 KB de memória RAM. Por isso, é capaz de guardar os dados do usuário por até duas semanas.

Conectar o dispositivo ao smartphone é simples, tanto por NFC quanto por Bluetooth, no entanto, vale verificar se o seu aparelho Android tem Bluetooth 4.0 Low Energy (BLE) antes de adquirir a pulseira, pois caso contrário ela pode não funcionar adequadamente.

O dispositivo é compatível com produtos que utilizam a especificação Bluetooth 1.2 ou superior. No site, a Sony diz que o acessório funciona com LG Nexus 5, LG Nexus 4, Samsung Galaxy Note III, Samsung Galaxy S4, Samsung Galaxy S5, HTC One e HTC One M8, além dos modelos Xperia Z2, Z1 e Ultra, é claro. O iG testou a pulseira com o Moto X sem maiores dificuldades.

Um dos poucos pontos negativos é que com o Bluetooth e/ou NFC ligados, a bateria do smartphone vai embora rápido. Uma opção para contornar esse problema é abrir mão de receber notificações pela pulseira inteligente e só conectá-la quando quiser atualizar os dados. Neste caso, o Core vai apenas registrar dados ligados ao movimento, com ajuda do GPS. As informações de uso das redes sociais são coletadas pelo aplicativo Lifelog no próprio celular.

O Core traz ainda em seu pequeno corpo três luzes de notificação que servem para dar alguns sinais ao usuário e um botão que o coloca em modo diurno ou em modo noturno. A luz de notificação A, a mais próxima da tecla liga-desliga, se refere à bateria: quando ela pisca continuamente significa que o carregamento está em andamento. Assim que o dispositivo estiver totalmente energizado, o LED aparece ligado. Além disso, é a luz A que pisca por seis segundos quando o usuário recebe uma mensagem.

As outras luzes servem basicamente de apoio, para identificar se a pulseira está no modo diurno ou no modo noturno. Quando o usuário aperta a tecla liga-desliga rapidamente, as luzes se acendem para mostrar em que modo o acessório está operando: no diurno, as luzes de notificação se iluminam uma a uma, enquanto no noturno elas se alternam entre uma e duas luzes acesas.

Voltando à bateria, nos teste do iG ela durou pouco menos do que o valor informado pela Sony, de cinco dias. O Core sempre saiu da tomada com quatro dias e 18 horas de duração. A Sony não diz quando se deve carregar o dispositivo, mas o ideal é que seja enquanto o usuário estiver parado e sem mexer no celular. Aquele momento que você deixa o aparelho de lado e se conecta a um computador pessoal, seja por trabalho ou por lazer, é o momento ideal. Até porque o Core não leva mais de uma hora para ficar totalmente energizado.

Quando o nível da bateria chega a 5%, a SmartBand emite duas vibrações curtas e uma janela pop-up abre na tela do smartphone para avisar o usuário de que a pulseira inteligente está ficando sem bateria. O Core é carregado por meio de uma porta microUSB, mas não vem com cabo.

Resistente à água e a poeira
Não fomos à praia com a SmartBand, mas ela resistiu a algumas faxinas e também ao banho diário e a uma boa pia de louça suja. No Manual do Usuário do acessório, a Sony explica que essas classificações de IP específicas significam que a SmartBand é resistente à poeira e protegida contra jatos de água de baixa pressão e efeitos de imersão em água doce por 30 minutos em uma profundidade de até três metros.

No entanto, a empresa recomenda que “você evite a exposição desnecessária a ambientes com poeira, areia ou lama em excesso ou a ambientes úmidos com temperaturas extremamente altas ou baixas. A capacidade impermeável da microporta USB não é garantida em todos os ambientes ou condições. Nunca submerja seu SmartBand em água salgada ou deixe que a microporta USB entre em contato com água salgada”. Ou seja, nada de entrar no mar com o dispositivo e nem de lavá-la com detergente. Produtos químicos também são proibidos.

A Sony diz que o usuário pode usar o acessório em um rio ou lago de água doce e também em piscina de água clorada, mas é bom lembrar que o micro USB não tem nenhum tipo de proteção fora a própria pulseira de borracha.

SmartConnect
O Core fica no pulso do usuário para monitorar suas atividades físicas, mas é o aplicativo Lifelog que faz todo o trabalho de análise dos dados coletados e que registra o uso de redes sociais. Ele, aliás, é um dos aplicativos que o usuário de Android que não tem um smartphone da Sony precisa instalar para a pulseira funcionar adequadamente. O outro é o SmartConnect.

O principal papel do SmartConnect, além de se comunicar com o Lifelog, é de configurar a pulseira inteligente. Nele é possível ajustar o dispositivo para ele entrar automaticamente no modo noturno da hora que o usuário costuma ir dormir até o despertar, por exemplo. É também neste app que você diz se gostaria de receber algumas notificações do celular ou do tablet na pulseira, por meio de vibrações. Ou seja, se a pulseira vai tremer a cada e-mail e mensagem de SMS recebida, conversa no WhatsApp ou no Facebook Messenger iniciada, ou , ainda a cada foto curtida no Instagram.

O número de aplicativos de comunicação, sociais ou não, que se conecta ao dispositivo via SmartConnect é o suficiente para passar o dia inteiro sentindo a pulseira se mexer no seu pulso, portanto, cuidado com o que você seleciona.

Tem também o despertador inteligente, de cara uma das funcionalidades mais legais da SmartBand, que acorda o usuário durante um intervalo de tempo determinado enquanto este estiver em sono leve. Como assim? Se você, por exemplo, costuma acordar entre 6h e 6h30, basta configurar esse intervalo de tempo no despertador inteligente que, no dia seguinte, a pulseira vai tremer no seu braço quando seu corpo estiver dando sinais de que não está mais em sono profundo. O intervalo pode ser de 10, 20, 30, 45 minutos e uma hora. Funciona tão bem que você provavelmente vai acordar melhor, mais bem humorado.

O SmartConnect também permite que a pulseira envie uma vibração quando estiver distante do smartphone ou do tablet ao qual está conectado, caso você esteja esquecendo o dispositivo em algum lugar. Além disso, se o usuário quiser, a pulseira pode vibrar também a cada chamada telefônica recebida.

No SmartConnect também é possível ver que aplicativos funcionam conectados à pulseira. Um bom exemplo é o Media Player, no caso de qualquer Android, o Google Music. Para pausar ou dar play na música, basta apertar a tecla liga-desliga e depois dar uma batida na pulseira, em cima do Core. Para passar a música para frente, é apertar o botão e dar duas batidas, enquanto para voltar são três batidas após pressionar a tecla. De fato, um recurso interessante se você está de pé no ônibus, mas que nem sempre funciona de primeira. Uma pena não funcionar com serviços de música online como Deezer, Rdio ou Spotify.

Lifelog
Simpático, o aplicativo Lifelog é simples como a SmartBand. Na tela inicial encontramos uma espécie de linha do tempo, que mostra em uma animação cada dia registrado. É só dar play para ver como está sendo ou foi o seu dia. Logo abaixo, está um painel com os dados que são coletados pelo dispositivo.

Da esquerda para a direita, estão os bookmarks, registros do que acontece em um determinado momento. Com dois toques na tecla de liga-desliga um bookmark é anotado. Uma notificação aparece na tela do smartphone para que o usuário possa escrever uma nota sobre aquilo que deseja lembrar mais tarde.

Logo depois vem a anotação das calorias queimadas, em exercício e passivas, os passos dados, as horas de caminhada, seguida pelas horas de corrida. Tudo isso é calculado com base no GPS e nos dados de peso e altura que o usuário fornece assim que instala o aplicativo.

Na linha de baixo estão as horas de sono, com dados de quanto tempo de sono profundo, leve e acordado, tempo gasto em redes sociais e comunicações em geral – Facebook, Instagram, Gmail e WhatsApp, por exemplo –, número de fotos tiradas e vistas, minutos de música escutado e tempo gasto em vídeos. Na terceira e última linha aparecem as horas jogando – desde que conectado a PlayStation Network, é claro – , de leitura e de pesquisa na internet.

É importante dizer que para cada atividade que o Lifelog registra é possível definir metas e que o aplicativo contabiliza os dados por dia, semana, mês e ano. Também é possível ver as distâncias percorridas em um mapa.

Conclusão
Se você não é um atleta que precisa de sensores como pedômetro para saber quantos passos dá a cada caminhada ou corrida e dispensa monitor de frequência cardíaca, mas gosta de saber quais são suas atividades físicas rotineiras, a SmartBand é uma boa opção. Para atletas, mesmos os de fim de semana, ela pode não ser suficientemente precisa, pois não traz sensores como pedômetro ou monitor de frequência cardíaca.. 

A integração com o aplicativo Lifelog pode ser útil para quem, além de cuidar da saúde, precisa monitorar o tempo gasto em redes sociais no celular. Outra função interessante é a de despertador, que permite acordar de forma menos desesperada do que com um despertador tradicional. 

Ficha técnica:

Sony SmartBand

Configuração: chip ARM Cortex-M0 32 bit, 256 KB de armazenamento e 16 KB de memória RAM, compatível com celulares 

Android versão 4.4.

Peso: 21 gramas

Preço: R$ 399

iG

Psicólogos e infectologistas entram em campo para analisar mordida do uruguaio Suárez

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Foto: Reprodução
Mordida do jogador uruguaio mobiliza psicólogos e infectologistas 

A mordida que o jogador uruguaio Luis Suárez deu no ombro do italiano Giorgio Chielline durante uma partida das oitavas de final, no último dia 24, virou alvo não só da Fifa, mas de análise psicológica. 

A especialista Érika Gonçalves, chefe do Serviço de Psicologia do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), entrou em campo para analisar o comportamento do jogador, que está fora do Mundial após a decisão da Fifa em cortá-lo de nove partidas da seleção e bani-lo por quatro meses de qualquer atividade ligada ao futebol. 

Érika diz não poder afirmar que a atitude do jogador está associada a um caso de fase oral mal resolvida, “só poderíamos chegar a uma conclusão após analisar a história de vida do jogador”. 

Entre crianças, por exemplo, o ato de morder um colega é uma forma de comunicação e de expressão de sentimentos, isso porque, na infância, os pequenos ainda não dominam a linguagem. Por essa razão, o pai da psicanálise, Sigmund Freud, denominou essa etapa de fase oral. Em muitos casos não há intenção de agredir, e sim de obter, de forma rápida, alguma coisa, chamar atenção ou interagir com os outros por meios físicos. 

“Embora não tenhamos uma resposta conclusiva, podemos afirmar, diante da análise dos fatos, que a mordida do jogador em campo foi uma expressão de agressividade exacerbada, gerada pela frustração. E essa atitude é um valioso instrumento de estudo psicológico. Não restam dúvidas de que esse atleta apresenta sintomas que indicam a necessidade de suporte emocional a fim de ajudá-lo a conter sua impulsividade, uma vez que não foi a primeira vez que ele se comportou dessa forma”, enfatizou a psicóloga. 

 Mas não é só o comportamento de Suárez que está em jogo, a saúde dele e do Chielline também requer atenção. Isso porque, ao morder o adversário em campo, o jogador uruguaio correu o risco de passar e também contrair algumas infecções, “como infecções de mucosa, candidíase e até hepatites A e B”, explica o infectologista Alberto Chebabo, do Sérgio Franco Medicina Diagnóstica. 

De acordo com o especialista, a roupa não impede a transmissão de doenças: “A boca tem uma flora bacteriana que pode, muitas vezes, contaminar. Dependendo da profundidade da mordida, são inoculadas bactérias profundamente na pele que podem causar infecções graves no local. Em alguns casos, quando a mordida é profunda e há laceração da pele, é recomendado o uso de antibióticos para evitar infecção”. 

Já a transmissão de hepatite depende da força da mordida, isso porque a doença é transmitida pelo sangue, ou seja, se a mordida tivesse perfurado a ponto de sangrar, ambos os jogadores poderiam ter se contaminado, caso algum deles fosse portador do vírus da hepatite B. Por isso, o ideal é que a pessoa esteja em dia com as vacinas contra a hepatite B. 

Juliana Xavier
Assessoria de Imprensa
juliana@saudeempauta.com.br