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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Apendicite: O Que é, Como é a Dor, Qual Lado, Cirurgia e Pós Operatório

Cerca de 5 a 10% da população mundial sofre um episódio de apendicite em algum momento na vida. Nos Estados Unidos, 1 em cada 20 indivíduos desenvolvem a inflamação. Embora possa ocorrer em qualquer faixa etária, a apendicite é mais comum entre 10 e 30 anos de idade

A apendicite é uma condição que gera muitas dúvidas nas pessoas. Por se tratar de uma situação de emergência, na qual o socorro médico deve ser o mais breve possível, muitas pessoas têm dúvidas sobre os sintomas e sobre o momento certo de procurar um profissional da saúde. Vamos discutir abaixo sobre a apendicite, entender o que é, quais são suas causas e sintomas e como é feita a cirurgia de emergência nessa situação.

O que é
A apendicite nada mais é que uma inflamação no apêndice, que é um tecido que se estende do intestino grosso até a região da barriga.

Quando ocorre essa inflamação, quase em todos os casos é preciso recorrer a uma cirurgia de emergência para remoção do apêndice. Se nada for feito, o apêndice inflamado pode explodir e/ou perfurar outros tecidos, espalhando materiais infecciosos do intestino pela cavidade abdominal, o que é gravíssimo e pode colocar a vida do indivíduo em risco.

Uma vez que isso ocorre, outro problema surge, a peritonite, que se trata de uma grave inflamação do revestimento da cavidade abdominal chamado de peritônio, podendo ser fatal a menos que seja rapidamente iniciado um tratamento com antibióticos fortes. Por este motivo, praticamente todos os casos de apendicite são tratados como emergências e a decisão mais sensata é, ao sentir os primeiros sintomas de apendicite, procurar ajuda médica e ser submetido à cirurgia de emergência.

Causas
A apendicite pode ocorrer por causas como:
  • Algum tipo de bloqueio causado por fezes, corpo estranho ou um tumor;
  • Alguma infecção que causa o inchaço do apêndice.
Sintomas
  • Os sintomas mais comuns da apendicite são:
  • Dor chata perto do umbigo ou na região superior do abdômen.
  • Essa dor se torna cada vez mais forte à medida que a pessoa se move. Este é, geralmente, o primeiro sinal de um apêndice inflamado.
  • Perda de apetite;
  • Náuseas acompanhadas ou não de vômitos.
Geralmente, esses sintomas ocorrem logo após o início da dor abdominal relatada como o primeiro sinal.
  • Febre entre 37,5 e 39ºC;
  • Incapacidade ou dificuldade para liberar gases do organismo.
Outros sintomas, que não são comuns em todos, mas costumam ocorrer em mais da metade dos casos, são:
  • Dor aguda em qualquer parte do abdômen (inferior ou superior), costas e/ou no reto;
  • Micção dolorosa e/ou dificuldade em urinar;
  • Vômitos antes das dores abdominais surgirem;
  • Cãibras severas;
  • Constipação ou diarréia com liberação de gases.
Ao ocorrerem esses sintomas mencionados, o atendimento médico imediato é indispensável para o diagnóstico e tratamento rápidos. É importante não se automedicar ao constatar esses sintomas, principalmente evitando o uso de remédios para dor, antiácidos, laxantes ou compressas quentes, pois esses métodos podem causar o rompimento do apêndice inflamado.

Também é recomendado que a pessoa não beba e nem coma até encontrar ajuda médica e realizar o diagnóstico correto.

Como é a dor
A dor da apendicite geralmente começa como uma dor leve que vai aumentando gradualmente na região do abdômen, podendo também gerar cãibras.

Muita gente se pergunta de qual lado a dor é sentida. A dor de apendicite geralmente ocorre no lado inferior direito do abdômen. O primeiro sinal é um desconforto perto da barriga, que vai se espalhando em direção ao abdômen inferior. Quando a dor atinge a parte inferior do abdômen, ela costuma ficar muito intensa, podendo ser intensa o bastante para acordar alguém que está dormindo, de acordo com especialistas.

Algumas pessoas também podem sentir dores em outras áreas do abdômen. É comum que a dor piore se você mover as pernas ou abdômen e, por isso, algumas pessoas sentem dificuldade para andar. Além disso, ao tossir ou espirrar, a dor pode aumentar.

A medida que o apêndice vai ficando mais inchado e inflamado, o que acontece em questão de horas, o revestimento da parede abdominal chamado de peritoneu fica irritado. Geralmente, essa irritação é a causa da dor localizada e aguda sentida na parte inferior direita do abdômen, que tende a ser mais constante e severa do que as dores iniciais.

Um outro tipo de manifestação da dor ocorre na região da lombar ou uma dor pélvica quando o apêndice inflamado se encontra atrás do cólon.

Diagnóstico
Mas como ter certeza que você tem apendicite? O diagnóstico nem sempre é tão simples e direto. Muitas vezes, os sintomas da apendicite podem parecer vagos ou muito parecidos com os sintomas de outras doenças, incluindo problemas na vesícula biliar, infecção vesical ou urinária, doença de Crohn, gastrite, infecção intestinal e até problemas de ovário.

Para não confundir a apendicite com nenhuma dessas condições citadas acima, alguns testes são usados para ajudar no diagnóstico, tais como:
  • Exame abdominal para detectar a inflamação;
  • Teste de urina para descartar uma infecção no trato urinário;
  • Exame retal;
  • Exame de sangue para verificar se o organismo está lutando contra alguma infecção;
  • Tomografia computadorizada.
Cirurgia
Estudos indicam que o apêndice pode ter alguma função na imunidade do intestino, mas não há provas de que ele é um órgão indispensável para o organismo. Isso significa que é possível viver sem o apêndice sem danos à saúde.

Apendicectomia é o nome dado à cirurgia de remoção de apêndice e é o tratamento padrão indicado para quase todos os casos de apendicite. Quando o médico diagnostica um paciente com apendicite, é bastante comum que ele rapidamente indique uma cirurgia de emergência para remoção do apêndice e para evitar que ele seja rompido.

Antes da cirurgia, antibióticos são administrados ao paciente para evitar uma possível peritonite. Em seguida, uma anestesia geral é aplicada e o apêndice é removido através de uma incisão de aproximadamente 10 cm ou por laparoscopia, que nada mais é que uma cirurgia realizada com pequenos furos ao invés de um corte grande. Nesses pequenos furos, uma microcâmera é inserida e o médico pode ter um panorama de tudo que está acontecendo sem a necessidade de uma incisão maior.

Nos casos em que o apêndice é rompido antes da cirurgia e o paciente já apresenta peritonite, o abdômen é lavado e o pus é totalmente drenado antes da remoção do apêndice.

Também existem pesquisas mostrando que o tratamento de apendicite aguda com o uso de antibióticos já é capaz de tratar o problema eliminando a necessidade de cirurgia em alguns casos. Mas estudos mais detalhados ainda precisam ser feitos.

Pós operatório
De um modo geral, após 12 horas de cirurgia o paciente já pode se levantar e fazer alguns movimentos. A recuperação total ocorre em 2 a 3 semanas. Nos casos em que a cirurgia é feita por laparoscopia, a recuperação é ainda mais rápida devido à menor incisão.

Como mencionado, o pós operatório é bem tranquilo e o paciente pode retornar a suas atividades normais em até 3 semanas após a operação. Porém, ao sentir alguns sintomas, é preciso visitar seu médico para tratamento adequado e certificação de que não houve nenhuma complicação. São eles:
  • Vômitos descontrolados;
  • Dor forte no abdômen;
  • Tonturas;
  • Fraqueza e moleza no corpo;
  • Sangue no vômito ou urina;
  • Aumento da dor e vermelhidão no local da incisão;
  • Febre;
  • Pus na ferida.
Não existe uma forma de prevenir a apendicite. Porém, é relatado que a apendicite é bem menos comum em pessoas que ingerem alimentos ricos em fibras, que ajudam a manter o bom funcionamento do intestino. Por isso, sempre inclua bastante frutas e vegetais frescos em sua dieta. 

O sal que a gente não vê e os perigos do exagero na alimentação

A obesidade e o sobrepeso têm aumentando por toda a América Latina e Caribe, como aponta um relatório produzido apresentado neste ano pela Organização Pan-Americana da Saúde em conjunto com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Mais de 360 milhões de pessoas estão com sobrepeso, o que corresponde a aproximadamente 58% da população latino-americana e caribenha

As mulheres são as mais afetadas, sendo que em mais de 20 países a taxa de obesidade feminina é 10% maior que a dos homens. Além disso, o relatório aponta uma tendência de aumento de sobrepeso e obesidade também nas crianças.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde revelam que mais de 17% dos adolescentes de 12 a 17 anos estão com sobrepeso. E esse problema se deve em grande parte à má alimentação desses jovens, uma vez que essa mesma pesquisa aponta que entre os 20 alimentos de maior consumo pelos adolescentes brasileiros, os refrigerantes estão entre os seis primeiros, passando à frente das hortaliças e frutas.

O Ministério da Saúde tem um estudo que apresenta o consumo médio do brasileiro em relação ao sódio, que gira em torno de 12 gramas por dia. Esse valor é considerado muito alto pela Organização Mundial da Saúde, que recomenda apenas 5 gramas diárias.

Esse consumo em excesso está ligado diretamente ao aumento de doenças como hipertensão, diabetes e obesidade que, juntas com as doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer respondem por 72% das mortes no país.

Para tentar controlar essas doenças e impedir o avanço da obesidade no Brasil, o Ministério da Saúde tem trabalhado em ações e iniciativas que ajudem a melhorar a forma como os brasileiros se alimentam. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, “cada vez mais a alimentação saudável fará parte dos objetivos prioritários do Ministério da Saúde. Estamos fazendo parcerias com a indústria alimentícia para reduzir o sal, o açúcar e sódio dos alimentos, porque as pessoas sabem que precisam cuidar da saúde e nosso papel é ajudar elas nesse cuidado” afirmou.

“As pessoas precisam consumir mais alimentos naturais, aqueles que chamamos ‘in natura’, ou seja, aqueles que vêm diretamente da natureza sem receber processos e tratamentos químicos. Isso significa comer mais arroz, feijão, frutas, verduras, legumes, leite e carnes. Também é importante evitar alimentos que vem embalado em sacos e caixas com muitos conservantes”, explica a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

No início deste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde realizou uma reunião com diversas entidades internacionais no âmbito da alimentação, com objetivo de debater o problema da mudança nos padrões alimentares - um dos principais motivos que têm gerado aumento da obesidade e do sobrepeso.

Com base em estudos internacionais, foi observado que recente crescimento econômico e a ampliação da urbanização, aumentou também o consumo de produtos ultraprocessados. Isso fez o consumo de pratos tradicionais e alimentos orgânicos diminuírem. Para mudar essa situação, é preciso mudar a maneira de se alimentar.

Rita Lobo é chef de cozinha e apresentadora de um programa sobre alimentação saudável. Segundo ela, o segredo é “cortar da lista de compras os ultraprocessados, que são aqueles produtos cheios de aditivos químicos”. A chef explica que o jeito de saber o que você está comendo é justamente lendo os ingredientes do rótulo dos produtos que você compra. “Quando você começa a ler os ingredientes do rótulo e você vê que tem nomes estranhos que você não teria na cozinha da sua casa, isso é ultraprocessado, tira do carrinho”, afirmou Rita Lobo.

No site do Ministério da Saúde é possível baixar o Guia Alimentar Para a População Brasileira, um documento que contém dicas e explicações de como se alimentar melhor, de maneira simples e econômica. Com ele é possível aprender três dicas fáceis de seguir e que ajudam a melhorar a saúde:

1ª - Use pouca quantidade de óleos, gorduras, açúcar e sal no preparo dos alimentos. De preferência, procure substituir por temperos naturais (como cheiro verde, alho, cebola, manjericão, orégano, coentro, alecrim, entre outros) e optando por receitas que não levem açúcar na sua preparação.

2ª - Evite bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos e chás industrializados), bolos e biscoitos recheados, doces e outras guloseimas como regra da alimentação. Embora convenientes e de sabor pronunciado, esses e outros produtos ultraprocessados tendem a ser nutricionalmente desequilibrados e, em sua maioria, contêm quantidades elevadas de açúcar, gordura e sal.

3ª - Fique atento às informações nutricionais dos rótulos dos produtos processados e ultraprocessados para favorecer a escolha de produtos alimentícios mais saudáveis. Os rótulos dos produtos são uma forma de comunicação entre esses produtos e os consumidores e contêm informações importantes sobre a sua composição. Fique atento para informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais, pois geralmente as propagandas buscam aumentar a venda dos produtos, mas não informar.

Janary Damacena para o Blog da Saúde.