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domingo, 3 de novembro de 2013

Amamentação e até excesso de álcool podem reduzir a libido da mulher

Mulher deprimida na cama - Foto: Getty ImagesDescubra quais são os fatores mais comuns para a queda do desejo sexual e como solucioná-los
 
Sexo faz bem para a saúde, para pele e para vida. Mas nem sempre estamos dispostos a praticá-lo, essa vontade depende de um equilíbrio e é ainda mais tênue para as mulheres. No caso delas, são diversas as razões que podem reduzir o desejo, inclusive hormonais. "Os hormônios andrógenos, conhecidos como masculinos, é que estão ligados à libido feminina e entre eles de maior potência é a testosterona", conta a endocrinologista Dolores Pardini, presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

O problema é que, para a mulher, além dos fatores físicos e orgânicos, tudo depende de questões psicológicas para estar disposta ao sexo. "O desejo sexual feminino tem um componente emocional muito marcado", contextualiza Jorge José Serapião, ginecologista e membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ). "Numa relação em que essa valorização da mulher não seja presente, claro que qualquer que seja os níveis de testosterona que ela tenha, o desejo estará baixo", conclui.

Porém, o que fazer quando você quer fazer mais sexo, mas a libido não tem dado às caras? Um bom começo é se informar sobre o que pode reduzir o desejo sexual feminino.
 
Conversamos com os profissionais e listamos as principais causas, confira: 
 
Mulher cansada para o sexo e marido insatisfeito - Foto: Getty ImagesEstresse e cansaço
A mulher de hoje é muito mais suscetível ao estresse e ansiedade. Também pudera, anda acumulando os papéis de mãe, provedora do lar e dona de casa, numa jornada muitas vezes tripla. E quando o estresse bate na porta, é muito mais fácil a libido ir embora pela janela! "Se o indivíduo está estressado de certa forma ele se sente desconfortável e a libido feminina necessita de um estado corporal relaxado, de uma mente livre de pensamentos boicotadores que a ajude a liberar o corpo", considera a psicóloga Juliana Bonetti, especializada em sexualidade.

A melhor forma de resolver isso seria encarar o sexo como uma forma também de relaxar. "Quando a mulher está com alguma questão de redução de libido, ela tem o pensamento de querer terminar logo para se livrar, é necessário que se reestruture esse pensamento, que se trabalhe questões afetivas individuais e de relacionamento, para que o sexo torne-se um momento prazeroso", considera a especialista. 
 
Pílula anticoncepcional - Foto: Getty ImagesPílula anticoncepcional
Muitas mulheres têm maior oleosidade na pele, espinhar e pelos no corpo, justamente por terem a testosterona em alta. Para isso, alguns tipos de pílula anticoncepcional são feitas com um tipo de progesterona sintética chamada ciproterona. "Esse hormônio interfere na produção de testosterona, reduzindo-a, podendo assim reduzir discretamente também a libido", explica Jorge José Serapião, ginecologista e membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ). Mas não existe um consenso sobre isso, como explica o especialista. O ideal, portanto, é conversar com seu médico sobre isso, caso você tome um desses anticoncepcionais e esteja sentindo a libido reduzida. 
 
Mulher deprimida na cama - Foto: Getty ImagesDepressão
A depressão é uma das doenças que mais afeta a libido, tanto feminina quanto masculina. O próprio quadro faz com que a vontade de fazer sexo diminua. "No estado depressivo, a mulher tem uma ausência de desejo geral, um desinteresse nas questões da vida, do cotidiano, ausência de perspectivas no futuro, inclusive o sexo", explica Juliana Bonetti. O problema é que muitas vezes o tratamento contribui para essa falta de estímulo sexual. "Paradoxalmente, alguns medicamentos antidepressivos potencializam a queda do desejo sexual, aqueles que mexem com a serotonina", explica o ginecologista Serapião. A solução, nesses casos, é conversar com seu psiquiatra, caso a questão a esteja incomodando demais, e tentar outros medicamentos. 
 
Cartela de remédios - Foto: Getty ImagesOutros medicamentos
Não só os antidepressivos podem atuar reduzindo a libido. "Alguns medicamentos podem alterar o metabolismo dos hormônios andrógenos, que são os maiores influenciadores da libido mesmo na mulher", expõe a endocrinologista Dolores Pardini, presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). A especialista cita dois exemplos, o primeiro é o diurético com espironolactona, receitado principalmente por cardiologistas, que atua na metabolização da testosterona, e pode causar reações até em homens. Além dele, alguns antifúngicos, usados principalmente para micose nos pés, que pode interferir nos hormônios masculinos. 
 
Moça preocupada com sua saúde - Foto: Getty ImagesOutros problemas de saúde
A preocupação é um fator que reduz (e muito!) a libido de uma mulher. Enquanto ela está com a cabeça em outras questões, acaba não conseguindo se concentrar no sexo, e doenças graves entram nessa categoria. Mas os males físicos também podem interferir no desejo sexual: "qualquer problema que interfira no estado geral de saúde da pessoa, como a má nutrição ou falta de sono, compromete a libido, principalmente na mulher", considera Dolores Pardini. Algumas condições, porém, são mais nocivas. O emagrecimento repentino, por exemplo, pode prejudicar os hormônios sexuais, já que sua matéria-prima são as gorduras. Só que quando emagrecemos gradualmente, o corpo tem tempo para se acostumar com isso, e com isso continuar seu funcionamento normal, no chamado fenômeno adaptativo. 
 
Filho dormindo entre os pais - Foto: Getty ImagesMaternidade
Se você acaba de ser mãe e sua libido está lá embaixo, pode culpar os hormônios da amamentação. Isso ocorre devido ao aumento da prolactina, que estimula a produção de leite materno. Mas não é preciso parar de amamentar por causa disso, afinal a amamentação é muito importante para a criança e até para a mulher: lactantes têm menores chances de ter câncer de mama! Até porque, pode ser que a libido caia mesmo de qualquer jeito... "Fatores emocionais são mais importantes do que a prolactina, e a mãe tem uma ligação tão intensa com o bebê que ela fica pouco interessada em outras questões", considera Serapião. 
 
Mulher na menopausa - Foto: Getty ImagesMenopausa
A menopausa sinaliza o fim do período fértil da mulher e os ovários entram em falência, produzindo menos hormônios, inclusive reduzindo a síntese de testosterona, como nos ensina a endocrinologista Dolores. "Na verdade, a partir dos 40 anos os níveis de testosterona começam a cair tanto no homem quanto na mulher, estima-se uma redução de 50% de hormônios andrógenos do que aos 20 anos", comenta a especialista. Porém, Dolores ressalta que há muito mais envolvido nessa questão do que apenas hormônios: é muito comum que a mulher enfrente problemas de relacionamento e até mesmo comece sentir a ausência dos filhos nessa fase, e tudo isso influencia também no seu desejo sexual. Além disso, a queda dos hormônios femininos reduz a lubrificação, dificultando o sexo. "Por isso, nem sempre apenas a reposição hormonal resolve o problema, principalmente nas mulheres, cuja libido depende de tantos fatores", conclui. 
 
Moça insatisfeita com o espelho - Foto: Getty ImagesBaixa autoestima
Quando a mulher se sente mal com seu corpo, certamente terá dificuldades com sua libido, já que o sexo envolve a exposição total do seu corpo. "Com a autocrítica elevada, ela vai para o sexo se medindo, se comparando e a probabilidade de sua libido desaparecer é alta", considera Juliana. É importante pensar que a beleza feminina não está relacionada apenas à forma perfeita do corpo. "Ela está mais ligada a um repertório subliminar de comportamentos sensuais e sexuais do que com o belo politicamente correto e socialmente imposto pelos meios de comunicação", considera a especialista. Caso a questão esteja se tornando algo debilitante, o ideal é que a mulher procure ajuda da psicoterapia para trabalhar sua autoestima. 
 
Mulher abusando do álcool - Foto: Getty ImagesExcesso de álcool
Por mais que beber um pouquinho torne você mais receptiva para o sexo, até porque ocorre uma queda nos sistemas de inibição do cérebro, o álcool em excesso reduz a libido! Tudo porque a bebida danifica o corpo todo. "Além de causar um quadro tóxico, ele compromete o metabolismo do indivíduo, em grandes quantidades o organismo substitui suas necessidade calóricas pela caloria do álcool e tem alterações nas funções hepática, causando enfraquecimento e reduzindo massa muscular e níveis de vitaminas", explica Serapião. Porém, como ressalta a endocrinologista Dolores, isso ainda é bem controverso. De qualquer forma, a bebida nessa intensidade pode fazer mal à saúde como um todo, e é melhor prevenir do que remediar. 
 
Minha Vida

Hospital Balbino passa a contar com Centro de Tratamento de Cálculo Renal

A partir deste mês, os moradores da Zona da Leopoldina e arredores terão à disposição um dos mais modernos centros especializados em cálculo renal, problema que atinge cerca de 10% da população brasileira, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Com o novo Centro de Tratamento de Cálculo Renal, o Hospital Balbino (RJ) aumenta a disponibilidade de atendimento em até 40% para pacientes com cólica renal e em 65% para cirurgias para esses casos.
 
Com a ampliação da equipe de Urologia, agora coordenada por Raphael Anis Rebellato Feres, a logística de atendimento do Hospital Balbino foi otimizada para prestar atendimento de emergência 24h para os casos de cálculo renal, com protocolos específicos para o tratamento dos pacientes com o problema. “Após o alívio da dor dos pacientes, pelo uso de medicamentos e atendimento médico, são realizados exames laboratoriais e de imagem para investigação diagnóstica. A partir daí, identificamos os casos que devem ser abordados em caráter de urgência”, explica o especialista.

Dentre os aparelhos disponíveis no Centro, destacam-se a ureterorenoscopia flexível, tecnologia que permite ao médico uma análise mais detalhada do aparelho urinário do paciente, além da cirurgia a laser, método minimamente invasivo que tem menor morbidade e recuperação pós-operatória mais rápida e, consequentemente, menor tempo de internação. “Dispomos ainda de outras fontes de energia para a fragmentação de cálculos, como a pneumática e a ultrassônica. Esta última é utilizada para cálculos maiores, principalmente durante a cirurgia renal percutânea ou em cálculos de bexiga. As tecnologias mais avançadas dos maiores centros do país e do mundo estão disponíveis no Hospital Balbino”, ressalta Feres.

Para Cláudia Bichara Vieira, coordenadora médica do Hospital Balbino, o projeto para tornar mais eficiente o atendimento aos pacientes com cálculo renal surgiu a partir de um aumento na demanda desses casos nos últimos anos. “Nas últimas duas décadas, o crescimento da obesidade e do sedentarismo multiplicou importantes fatores de risco para a patologia, como consequência houve um aumento expressivo nos casos de cálculo renal. Percebemos que deveríamos tornar mais eficiente o atendimento para esses pacientes, visto que essa é uma doença laboralmente incapacitante devido às dores”, explica a médica. 
 
ASSESSORIA DE IMPRENSA

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Cristina Miguez, (21) 8214-8996
Viviane Romero, (21) 9876-7334

Mamografia: exame detecta o câncer de mama

Mamografia é o principal exame para detectar o câncer de mama
Entenda como o procedimento é feito e a partir de qual idade é pedido
 
O que é mamografia?
A mamografia é um exame radiológico para avaliação das mamas, feita com um aparelho de raio-X chamado mamógrafo. Pode identificar lesões benignas e cânceres, que geralmente se apresentam como nódulos, ou calcificações. Este exame é usado para detecção precoce do câncer de mama antes mesmo de ser identificado clinicamente por meio da palpação. O estudo Swedish Two-County Trial of mammographic screening, feito com 133.065 mulheres durante quase três décadas, mostrou que a mamografia regular pode reduzir em 30% as mortes do câncer de mama.
 
Tipos de mamografia
Existem dois tipos de aparelhos de mamografia: o convencional e o digital. Ambos utilizam o raio-X para a produção da imagem da mama. A diferença está na forma como ocorre a captação da imagem mamográfica.
 
- Mamografia convencional: utiliza com um filme que após a exposição da mama ao raio-X deve ser processado. A imagem da mama é armazenada no próprio filme e caso haja algum problema técnico com o filme, este terá que ser refeito.
 
- Mamografia digital: utiliza um detector que transforma o raio-X em sinal elétrico e transmite para um computador. A mamografia digital oferece vantagens em relação à convencional. A imagem mamográfica pode ser armazenada e recuperada eletronicamente. Permite ao radiologista ajustar as imagens, no próprio monitor da estação de trabalho, realçando ou ampliando alguma área, para melhor analisá-la. Existem, ainda, softwares que auxiliam na detecção de lesões. Com todas essas ferramentas, a mamografia digital pode requerer menor repetição de imagens em relação à analógica, reduzindo assim a exposição à radiação.
 
Até o momento, os estudos não demonstraram diferenças significativas entre a mamografia digital e analógica, com relação à capacidade de detecção do câncer de mama para a população geral. No entanto, a mamografia digital parece ser mais precisa do que a mamografia convencional em mulheres mais jovens e com mamas densas.
 
Mamografia digital tem imagem exibida no computador
Quando o exame de mamografia é pedido:
A principal indicação da mamografia é para o rastreamento do câncer de mama. Nesse caso, a mamografia deve começar a ser feita a partir dos 40 anos, anualmente, para mulheres da população geral. Porém, para aquelas que possuem casos de câncer de mama na família, em parentes de primeiro grau (mãe, irmã e/ou filha), o risco de câncer de mama pode ser maior que o da população geral. Nestes casos, a mamografia pode começar a ser feita 10 anos antes do caso mais precoce entre as parentes que tiveram a doença. Por exemplo: se uma mulher descobriu um câncer de mama aos 40 anos, sua filha deve começar a fazer mamografias anualmente aos 30 anos.

A mamografia, porém, não é recomendada antes dos 25 anos porque a mama é mais susceptível à radiação nessa faixa etária.

Mesmo mulheres que tiveram casos familiares muito cedo (aos 30 anos, por exemplo), devem esperar até os 25 para fazer a primeira mamografia. Antes disso, a indicação nesses casos são ultrassonografias.
 
A mamografia também é indicada para:                                                   
  • Fins de diagnóstico, como na avaliação de alguma queixa clínica (dor, presença de nódulo palpável ou alterações na aparência da mama)
  • A avaliação de alteração encontrada em outros exames de diagnóstico por imagem, como a ultrassonografia
  • Os homens também podem ter câncer de mama (em cada 100 mulheres com câncer 1 homem poderá ter a doença). Por isso, a mamografia pode ser usada também na avaliação da mama masculina (no aumento do volume denominado de ginecomastia ou presença de nódulo palpável).
Cuidados no dia do exame
 
Avise ao técnico caso você apresente: se:                                                       
  • implantes mamários. A técnica utilizada nestes casos é diferente, sendo necessárias incidências mamográficas adicionais
  • alteração na pele (presença de verrugas, cicatrizes cirúrgicas, queimaduras, alergias) ou caso já feztenha feito uma biópsia de mama. Ter este conhecimento poderá ajudar o médico no diagnóstico correto das alterações
  • Preocupação com uma área específica da sua mama. Mostre ao técnico para que esta possa ser analisada com mais atenção
  • Limitação de movimento como rigidez muscular, dificuldade para levantar os braços e outros problemas que poderão dificultar o posicionamento correto da mama
  • Sensibilidade ou alteração em alguma área da pele
  • Gravidez ou suspeita de gravidez (é importante saber a data da última menstruação), pois a radiação pode afetar a formação do bebê. Caso haja indicação clínica para realização do exame, este deverá ser feito utilizando um protetor abdominal.
Não se esqueça:
  • Caso tenha mamografia ou outro exame de mama realizados anteriormente, leve os resultados. Às vezes, devido à apresentação muito sutil de um câncer, o único modo de se detectar uma alteração é a comparação dos exames anteriores, no qual se analisa o aparecimento ou modificação de um achado já presente
  • Não use desodorantes ou outros cosméticos na região da mama e axila, pois eles podem afetar os resultados.
Como a mamografia é feita:
A mamografia é feita por um profissional em radiodiagnóstico. As imagens de raios-X são interpretadas por um médico radiologista, oncologista ou mastologista.
 
Você precisará retirar a roupa da cintura para cima e colocar um avental apropriado, além de ter que remover qualquer acessório que possa se sobrepor à mama e interferir na imagem radiográfica. Para fazer o exame, você ficará em pé e fará pelo menos duas imagens de uma mama, sendo uma de cada vez. A mama será comprimida firmemente entre duas placas planas a fim de espalhar o tecido mamário e reduzir a dose de radiação necessária para obtenção de uma imagem adequada. Todo o tecido mamário e a axila devem ser incluídos na análise.
 
A compressão causada pela mamografia pode causar certo desconforto à mulher, mas não deve machucá-la.
 
Mulheres que têm implantes mamários farão um maior número de incidências mamográficas, geralmente quatro em cada mama (ao invés de duas como na paciente sem implante). Duas delas devem incluir o tecido mamário e o implante, mas saiba que a mama será comprimida gentilmente para não causar danos. As outras incidências servem para analisar melhor o tecido mamário. Nestas, o implante será descolado em direção ao tórax, de forma a pegar o máximo de tecido mamário somente para ser comprimido.
 
As imagens, sejam em filmes ou enviadas eletronicamente para uma estação de trabalho, serão analisadas por um médico especialista. Em alguns casos, após a mamografia, pode ser que você seja solicitado a esperar alguns minutos, para o caso de a mamografia precisar ser refeita em um espectro mais ampliado - isso porque, nessa análise inicial, um técnico com treinamento para isso pode encontrar uma alteração suspeita, que necessita de ampliação para um estudo mais detalhado. Você também poderá ser chamada para retornar em um outro dia, caso o médico que está analisando seu exame necessite de algum complemento para tirar eventuais dúvidas. Isso não significa que você tem um câncer, mas que tudo está sendo feito para oferecer o melhor exame possível. Os resultados do exame levam de dois a sete dias para ficarem prontos, dependendo da rotina estabelecida por cada serviço.
 
Tempo de duração do exame:
Cada incidência mamográfica dura apenas alguns segundos. Geralmente, os exames são agendados a cada 15 minutos de forma que haja tempo suficiente para troca de roupa e posicionamento do paciente, além da realização de todas as incidências mamográficas que forem necessárias.
 
Recomendações pós-exame:
A mamografia pode ser desconfortável no momento do exame, mas raramente a dor persistirá. Dessa forma, você poderá prosseguir o seu dia normalmente após o exame.
 
Periodicidade do exame:
  • Para pacientes assintomáticos, da população geral, o Colégio Brasileiro de Radiologia recomenda que se inicie a partir dos 40 anos e depois anualmente.
  • Pessoas com risco aumentado para câncer de mama poderão iniciar antes dessa idade, sendo que, nestes casos, devem seguir a orientação médica apropriada.
  • Pacientes que apresentam alguma alteração caracterizada pelos achados de imagem como provavelmente benignas fazem um controle a cada seis meses no primeiro ano e depois anual por dois anos, caso não haja alteração.
Grávida pode fazer?
Sim, caso haja indicação clínica. O câncer de mama também poderá aparecer durante a gravidez. Neste caso, é utilizado um protetor de chumbo no abdômen para proteger o feto.
 
Mamografia tem incidências analisadas com uma lupa
O que significa o resultado do exame?
A mamografia pode ser normal, ter achados francamente benignos, achados provavelmente benignos ou suspeitos.

Cada paciente tem um tipo de mama, e a dificuldade na detecção de lesões é resultante em parte da composição de cada mama. Mamas mais gordurosas e com menor quantidade de tecido fibroglandular aparecem mais escuras na mamografia.

O tecido fibroglandular na mamografia é relativamente mais branco (denso) do que a gordura. Portanto, quanto mais tecido fibroglandular a mulher tiver, mais densa será sua mama à mamografia e maior será a dificuldade na detecção de eventual câncer.

Isto ocorre porque essas lesões têm densidade semelhante à da glândula, podendo ser encobertas por ela. Mulheres com implantes mamários também têm seu exame parcialmente prejudicado, pois o implante, sendo mais denso que o tecido mamário, poderá encobri-lo e impedir a detecção de lesões. O laudo mamográfico segue a classificação e recomendação do BI-RADS, do Colégio Americano de Radiologia (ACR), que é mundial. Isso permite que um resultado de exame, feito em um determinado país, seja entendido em qualquer outra parte do mundo.
 
A classificação varia de 0 a 6 como é visto no quadro abaixo:
 
CategoriaAvaliaçãoConduta
0Incompleta
Outras incidências de mamografia ou ultrassonografias são necessárias
1Negativa (nada encontrado)Rastreamento normal
2Achados benignosRastreamento normal
3Provavelmente benignosSeguimento de 06 meses
4Anomalias suspeitas, sendo A: menor suspeita; B: média suspeita; e C: maior suspeitaBiópsia deve ser avaliada
5Alta suspeita de malignidadeNecessita esclarecimento definitivo
6Já existe diagnóstico do câncer
Câncer já confirmado anteriormente por exame histopatológico. Exame feito apenas para acompanhamento.
                                                                                              
Resultados normais e benignos:
Se for um exame completamente normal não vai ter nenhum achado adicional. Nos resultados categorizados como BI-RADS 2, são encontrados achados que com certeza são benignos e sem qualquer risco de malignidade.
 
O que significam resultados anormais:
Os resultado provavelmente benignos (BI-RADS 3) e aqueles suspeitos (BI-RADS 4 ou 5) geralmente aparecem na mamografia na forma de microcalcificações ou nódulos. As alterações são classificadas seguindo critérios estabelecidos no BI-RADS, o que gera uma conduta específica para cada caso. As lesões provavelmente benignas, com mínima chance de malignidade, requerem um acompanhamento em curto prazo, o que não interferirá no prognóstico. Ter um achado suspeito não significa tratar-se de um câncer. Indica que uma biópsia será necessária para analisar o tecido, que será analisado por um patologista que definirá a natureza da lesão. Ainda, dentro da classificação BI-RADS, o zero indicará a necessidade de um exame complementar, que poderá ser novas incidências de mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética.
 
Se confirmado, o nódulo é submetido a um ultrassom direcionado, para classificar a lesão e dar uma conduta ao achado, se ele é benigno, maligno ou precisará ser controlado. Quando a lesão é suspeita ou muito suspeita, é realização a biópsia do tecido. As incidências serão analisadas mais detalhadamente, com uma lupa no caso da chapa física ou por uma ampliação digital, caso o resultado esteja em um computador.
 
No caso do homem com suspeita de ginecomastia, o exame irá avaliar a presença do crescimento de glândulas mamárias.
 
Há mais alguma coisa que eu devo saber?
 
É comum no momento do exame as mulheres se queixarem de algum desconforto, que muitas vezes pode ser contornado com algumas dicas:
 
Evite agendar logo antes ou depois da menstruação
A mamografia deverá ser realizada preferencialmente durante a segunda e terceira semanas do ciclo menstrual - nesse período há menor densidade do tecido glandular das mamas, tornando o exame mais detalhado e com menor desconforto. Além disso, no período da menstruação ou nas semanas próximas, as mamas costumam estar mais sensíveis, devido às alterações hormonais, e o exame se torna mais desconfortável.
 
Vista duas peças de roupa separadas
Normalmente as mulheres devem tirar toda a parte superior da vestimenta. Então, o melhor é evitar peças únicas, como vestidos, ou roupas muito difíceis de retirar, contornando desconfortos dessa natureza. O ideal é usar uma camisa abotoada no dia do exame, pois esta pode ser facilmente retirada e vestida.  
 
Posicione-se de forma confortável
Permita que a técnica te posicione corretamente, deixando o corpo relaxado e avise caso esteja se sentindo desconfortável. Lembrando que o posicionamento correto da mama é muito importante para obter-se um exame de boa qualidade e que cada imagem é adquirida rapidamente e, portanto você ficará nesta posição por apenas alguns segundos para o exame.
 
Notifique o médico sobre suas limitações
Deve ser comunicada qualquer limitação da paciente, como rigidez muscular, dificuldade para levantar os braços e outros problemas que poderão dificultar a posição correta no aparelho. Uma vez que o posicionamento e conforto da paciente são fundamentais para o sucesso do exame, qualquer restrição deve ser comunicada.
 
Referências
- Márcia Mayumi Aracava, radiologista do Grupo de Mama do Fleury Medicina e Saúde
- Vilmar Marques, presidente do departamento de oncoplástica da Sociedade Brasileira de Mastologia
- Lorena Amaral, radiologista do laboratório Pasteur
 
Minha Vida

Oito dicas para cuidar da voz

Confira oito dicas para cuidar da sua vozBeber pouca água, ar condicionado e temperos podem prejudicar as cordas vocais
 
Rouquidão, dor na hora de falar, aspereza e garganta coçando. Muita gente não leva a sério e acha que cuidar da voz é coisa de quem canta ou trabalha falando o dia inteiro, porém, a "saúde vocal" ou "higiene vocal", como os médicos chamam, é essencial para o aparelho fonador de qualquer pessoa e alguns pequenos cuidados garantem que suas cordas vocais fiquem sempre saudáveis.

"Geralmente, as pessoas procuram um profissional quando o problema já está em um estágio mais avançado.

O ideal é prestar atenção nos sinais que a voz nos dá. Ficar rouco com frequência, sentir dor, dificuldade na hora de falar ou viver com a garganta coçando são sinais de que algo vai mal", explica a fonoaudióloga Thays Vaiano.  
 
Cuidados com a voz: cigarro
Como funciona a voz
Os sons que emitimos são, em sua maioria, produzidos pelas cordas vocais. Localizadas na laringe, elas constituem um tecido musculoso com duas pregas.

Quando falamos ou cantamos, o cérebro envia mensagens pelos nervos até os músculos que controlam a aproximação das cordas vocais e fazem com que se forme um espaço estreito entre elas.

Ao expulsar o ar por elas, provocamos sua vibração, o que faz com que ocorra a produção do sons. Por serem elásticas, elas distendem ou relaxam de acordo com a intensidade do esforço que fazemos na hora de falar ou cantar, por exemplo. Para que este processo aconteça, usamos órgãos como lábios, a língua, os dentes, o véu palatino e a boca, que acomodam, modalizam e distribuem o ar e os sons. 
 
Extensão vocal
A frequência natural da voz humana é determinada pelo comprimento das cordas vocais. Assim, mulheres que têm as pregas vocais mais curtas possuem voz mais aguda do que as que têm pregas vocais mais longas. É por esse mesmo motivo que as vozes das crianças são mais agudas do que as dos adultos.

A mudança de voz costuma ocorrer na puberdade e é provocada pela modificação das pregas vocais que de mais finas mudam para mais grossa. Este fato é especialmente relevante nos indivíduos do sexo masculino.

O comprimento e a espessura das cordas vocais determinam tanto para o sexo masculino como para o feminino, a extensão vocal da pessoa. "Quando você muda o tom de voz para mais ou menos alto, altera o esforço que faz nas cordas vocais e isso as prejudica. Como toda musculatura, ela precisa ser treinada e fortalecida com exercícios e muito cuidado, senão, um dia a voz pode falhar", explica Thays.  
 
Café
Problemas ocasionados pela falta de cuidados com a voz
 
- Nódulo ou calo nas cordas vocais: 70% dos casos de distúrbios na voz são representados pelos calos nas cordas vocais. Parecidos com os que se formam nos pés, eles aparecem em função do atrito causado pelo contato direto e frequente entre as cordas vocais, formando uma camada dura e resistente que compromete o tom de voz e incomoda na hora de falar. "Como o paciente não sente dor, não se dá conta de que se trata de um problema. Só dá para perceber se a rouquidão ou outra irritação se tornar um sintoma frequente", explica a Thays.

"A notícia boa é que o mal tem cura e basta terapia para amenizar o problema, porém, não adianta nada fazer terapia e depois cometer os mesmos erros. Cuidar da voz é uma questão de condicionamento físico. Ela precisa estar forte para aguentar as variações do dia a dia", continua a fonoaudióloga.

-Pólipos: " trata-se de uma espécie de bolhinha que estoura nas cordas vocais, também em função de um esforço maior do que a musculatura pode aguentar, porém, sua gravidade é maior e só é possível tratá-los com cirurgia de remoção", explica.  
 
Dicas para blindar a sua voz
 
1.Evite o cigarro: a nicotina associada ao calor da fumaça resseca as cordas vocais fazendo com que você fique rouco ou force ainda mais a musculatura para falar.

2.Não tome muito café
: o teor de cafeína associado à alta temperatura é um problema. "Assim como o cigarro, a bebida desidrata as cordas vocais, além disso, provoca um aumento da acidez no estômago causando refluxo e ardor na hora de falar", diz a fonoaudióloga. 
 
3.Bebidas alcóolicas esquentam a voz? Isso é mito. O que acontece é que o álcool, assim como substâncias como própolis, não esquentam a garganta. Na verdade, eles anestesiam a região por alguns minutos mas, quando o efeito passa, o problema continua e, para driblá-lo, fazemos ainda mais esforço. "Se você está com dificuldades para falar ou com rouquidão, é um indicativo de que algo vai mal e estes truques não vão resolver", continua ela.

4.Gelado faz mal? a especialista diz que não há nada científico comprovando que o gelado prejudica as cordas vocais. "Isso varia de pessoa para pessoa e cada um deve ter essa percepção", sugere Thays.  
 
5.Fuja do ar condicionado: além de comprometer as cordas vocais, ele altera a respiração, fazendo com que a voz fique ainda mais prejudicada. "Ele resseca o aparelho fonador, e as cordas vocais precisam fazer um esforço muito maior para produzir o mesmo som que produziria sem tanta dificuldade se não estivesse exposta ao ar condicionado", explica Thays.

6. Nada de muitos condimentos na comida: eles deixam a comida bem mais saborosa mas, em compensação, podem provocar irritações nas cordas vocais e nem sempre um bom gole de água alivia o problema. Por isso, é melhor não exagerar.  
 
Hidratação
7.Invista na maçã: a fonoaudióloga explica que a fruta tem ação adstringente e, por isso, "limpa" as cordas vocais trazendo alívio e bem-estar.

8. Beba muita água
: nada pode ser mais benéfico para as cordas vocais do que a hidratação. Elas ficam mais limpas e saudáveis para que você enfrente qualquer situação sem precisar de um tradutor de última hora.  
 
Para quem trabalha com a voz
Cantores, atores, contadores de histórias, guias. Essa turma depende da saúde da voz para exercer seu trabalho de forma eficiente. "Costumo recomendar um personal fono para estes profissionais. Você começa com alguns exercícios suaves e específicos e, com o tempo, aumenta o treino até deixar a musculatura em ordem", conta a fonoaudióloga.

"O ideal é que aprendam a não concentrar a força no pescoço, pois é esta força cervical que compromete o aparelho fonador. Técnicas de respiração e articulação ajudam muito", continua. 
 
Exercícios em casa
Existem exercícios simples para se fazer no dia a dia, porém, executá-los de maneira incorreta pode causar o efeito contrário, por isso, segundo ela, o certo é primeiro procurar um profissional e, só depois, começar os exercícios adequados para você. "Uma boa opção é a vibração de língua, que já faz diferença e não te contraindicação, desde que feita direitinho", finaliza.   
 
Minha Vida

China encerrará transplantes com órgãos de prisioneiros executados

300 mil pacientes entram todo ano na fila de transplantes, mas apenas um a cada 30 consegue o transplante
 
A China, o único país que ainda sistematicamente retira órgãos de prisioneiros executados para operações de transplante, planeja encerrar essa polêmica prática até a metade do próximo ano, afirmou neste sábado uma autoridade.
           
Até meados de 2014, todos os hospitais licenciados para transplantes terão que interromper o uso de órgãos de pessoas executadas e utilizar apenas os que forem doados voluntariamente e registrados no sistema nacional, afirmou Huang Jiefu, ex-vice-ministro da Saúde, que atualmente coordena a reforma no sistema de transplantes.
 
A oferta de órgãos é escassa na China, em partes por crenças tradicionais de que o corpo deve ser cremado e enterrado intacto. Cerca de 300 mil pacientes entram todos os anos na fila para transplantes, e apenas um a cada 30 consegue realizar a cirurgia.
 
A escassez alimentou o tráfico de órgãos, e em 2007 o governo proibiu doações de pessoas vivas, exceto cônjuges e parentes de sangue ou integrantes adotados da família.
 
Huang, um cirurgião de transplantes treinado na Austrália, admitiu que o problema do mercado negro de órgãos não será fácil de ser resolvido na China.
 
"O comércio ilegal de órgãos será inevitável na sociedade chinesa durante muitos anos ainda. A grande demanda é uma das causas. Enquanto houver uma diferença entre oferta e demanda, o tráfico ilegal de órgãos não vai desaparecer, mas o governo continuará a combate-lo", afirmou.
 
(Por Li Hui e Ben Blanchard)

Reuters

Telemarkenting do SAMU atrasa envio de ambulâncias em São Paulo

Romildo de Jesus
Triagem de pacientes deve ser feita por enfermeiros,
diz resolução do Cofen
Terceirização na linha de frente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência prejudica a agilidade dos despachos, dizem especialistas e funcionários do SAMU
 
Foi com xingamentos e empurra-empurra que uma ambulância do Serviço Móvel de Urgência (SAMU) foi recebida ao estacionar em frente a uma casa no centro de São Paulo no dia 25 de outubro. Os vizinhos culpavam o motorista e os auxiliares de enfermagem pela demora de cinco horas para atender a ocorrência de uma mulher com sangramento uterino.
 
Somente naquele dia, pelo menos outros dois pacientes viram o tempo entre sua ligação e a chegada da ambulância ultrapassar em muito os 15 minutos recomendados pelo Ministério da Saúde.
 
Consultados pelo iG, especialistas e funcionários do próprio SAMU apontam a terceirização do atendimento 192, responsável pela avaliação dos casos e priorização dos atendimentos, como a principal razão para tanta demora.
 
Wanderley Preite Sobrinho/iG
Ficha de atendimento de Márcia, vítima de hemorragia uterina:
 cinco horas de espera
“Fiz a primeira ligação para o SAMU ao meio-dia”, recorda-se o mecânico Vicente de Paulo Monteiro (31), marido de Márcia Vasconcelos, que, “empapada em sangue”, desmaiou nos braços da enfermeira quando a ambulância chegou, às 17h.

A vendedora de 28 anos só descobriu que estava grávida de três semanas quando soube que perdeu o bebê ao chegar na Santa Casa.
 
“O único profissional capacitado para fazer triagem, além do médico, é o enfermeiro. É o que diz uma resolução do Conselho Federal de Enfermagem [Cofen]”, garante o secretário-geral do Sindicato dos Enfermeiros no Estado de São Paulo, Péricles Flores.

Ele se refere à Resolução 375/2011, que obriga a presença de enfermeiro no atendimento pré-hospitalar. “Pedimos à prefeitura para repensar o modelo ao pressionar o Conselho Municipal de Saúde.”
 
Reprodução
Lista de 27 enfermeiros demitidos após "reformulação da
Central de Operações": no lugar, uma associação que presta
 serviço de telemarketing
Até setembro de 2009, somente esses profissionais cuidavam da triagem pelo 192. Naquele ano, “a reformulação da Central de Operações” justificou a demissão dos 27 enfermeiros e a contratação da Avape, uma associação sem fins lucrativos que presta serviço de telemarketing oferecendo mão de obra a deficientes físicos.
 
“A medida traz economia aos cofres públicos, mas a eficiência cai com a terceirização de serviços como esses”, avalia Guaracy Mingardi, sociólogo crítico do novo modelo, que também deve ser implantado no 190, da Polícia Militar. “O problema é que, com o tempo, as pessoas se acostumam com o mau atendimento.”
 
Alvo da população, os auxiliares de enfermagem costumam protocolar na administração do SAMU a insatisfação com os atendentes do 192, que errariam diagnóstico, prioridades de atendimento e até nome de rua.

No dia 15 de outubro, por exemplo, uma ambulância só chegou ao acidente de moto com 40 minutos de atraso depois de visitar três diferentes endereços repassados pela central.
           
Sem conhecimento acadêmico, os operadores são treinados pelo SAMU, que entrega a cada atendente um manual de procedimentos médicos com centenas de páginas.

A assessoria de imprensa do serviço nega que médicos e enfermeiros estejam excluídos da triagem ao explicar o que acontece entre a ligação do paciente e o acionamento da ambulância.
 
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R.A.F. esperou uma hora e 18 minutos para receber atendimento
O procedimento padrão é que, depois de receber a chamada, o atendente passe o caso para os “despachadores”, outro grupo de profissionais sem diploma que repassa o caso a um dos médicos plantonistas, que aciona a ambulância e orienta os auxiliares de enfermagem de acordo com a necessidade relatada pelo operador de telemarketing.

Segundo funcionários do SAMU, apenas três em cada dez ocorrências chegam aos médicos. A comunicação com a ambulância seria feita na maior parte das vezes pelos despachadores.
 
No mesmo dia em que Márcia perdeu o bebê, a paciente R.A.F, de 42 anos, esperou uma hora e 18 minutos para receber atendimento. Também grávida, ela ligou às 18h29 relatando fortes dores abdominais, secreção de um “líquido preto” e o histórico de um aborto.

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Apesar da ocorrência ter sido registrada às 21h42,
a ambulância só foi acionada às 22h30
“Esse líquido decorre de uma doença chamada pré-eclâmpsia, quando a gestante desenvolve hipertensão, o que é muito arriscado para o bebê”, diz um enfermeiro do SAMU que prefere manter seu nome em segredo. “Um atendente sem experiência clínica dificilmente saberia disso.” A ambulância só foi encaminhada para a ocorrência às 19h47.
 
Duas horas depois, e foi a vez do paciente H.A.S sofrer convulsões na Praça da República. A ocorrência foi registrada às 21h42, mas a ambulância, que chegou em seis minutos, só foi despachada às 22h30.
 
Outro lado
A assessoria do SAMU diz que a unidade paulistana recebeu o prêmio de “Centro de Despacho de Emergências Médicas de Excelência. O título foi concedido em abril/2012 pela Academia Internacional de Despacho de Emergência Médica.”
 
O Serviço também enviou ao iG as razões para a demora nos casos relatados pela reportagem:
 
“Quanto ao Ar. H.A.S., o chamado entrou às 21h42 como prioridade 2 (Urgência de prioridade moderada, quando o atendimento médico pode ser feito dentro de poucas horas). Na ocasião, as ambulâncias estavam empenhadas em ocorrências de urgência e emergência com prioridade absoluta.”
 
Em relação a Sra. R.A.F., “o chamado entrou às 18h29 como prioridade 2. O funcionário não conseguiu contato com o solicitante, porque o telefone informado apresentava uma mensagem de telefone inexistente ou sinal de ocupado de forma constante. Foram feitas várias tentativas, mas sem sucesso.”
 
Já o prontuário da Márcia, que perdeu o bebê, “não foi localizado no sistema no período informado.”
 
iG