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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Prostatectomia: Saiba quais são os critérios para a retirada total da próstata

Não conseguir mais ter relações sexuais é uma das preocupações dos homens que se submeteram a prostatectomia radical, uma cirurgia indicada para os pacientes que tiveram câncer de próstata e precisaram retirá-la para evitar o avanço da doença

A boa notícia é que, com o tratamento adequado, a vida sexual do paciente pode ser retomada após o procedimento. Valter Javaroni, urologista do Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, explica que o tratamento oferece desde o uso de medicamentos contínuos, injetáveis , implante de uma prótese peniana, fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e até mesmo a reabilitação peniana com exercícios específicos.

“Quanto mais cedo se inicia a reabilitação sexual, maiores são as chances de recuperação. A variação entre os estados de flacidez e de ereção do órgão masculino é importante para a manutenção da saúde do tecido erétil. Se o paciente fica sem estímulo para a relação sexual, a recuperação se torna mais difícil”, explica Javaroni.

Os medicamentos, no entanto, nem sempre podem ser recomendados. A principal contraindicação é para aqueles que têm algum tipo de complicação cardiológica . Existem, ainda, situações oftalmológicas raras que podem contraindicar o uso dos medicamentos para disfunção sexual, como a retinite pigmentar e a neurite do nervo óptico.

Quando o paciente não responde ou não se adapta a nenhum dos métodos recomendados, a alternativa é o implante de uma prótese peniana. O processo é irreversível e, portanto, deve ser empregado em último caso. A taxa de satisfação com a prótese, porém, atinge mais de 95% dos pacientes.

Isso porque o avanço da técnica cirúrgica vem diminuindo os índices de lesões aos nervos e vasos envolvidos no mecanismo de ereção do pênis, mas, ainda assim, de 70 a 80% dos pacientes submetidos à prostatectomia radical sofrem com algum nível de perda de potência sexual.

Apesar da preocupação dos médicos em preservar a atividade sexual dos pacientes, Javaroni alerta: “Antes de tentar preservar a potência sexual do paciente, o cirurgião deve se preocupar em remover completamente o tumor”.

Na verdade, a prostatectomia pode não ser a única causa da perda da potência sexual. “Comorbidades como diabetes e hipertensão, além do impacto psicológico provocado pelo diagnóstico do câncer e, claro, a própria idade do paciente, também devem ser levados em conta na hora de buscar a recuperação da saúde sexual do homem”, explica Javaroni, que também reforça a importância do acompanhamento médico desde a descoberta do tumor e a confiança no especialista é fundamental para garantir o melhor prognóstico ao paciente. 

Gustavo Maia, para o Blog da Saúde

PHZ Indústria tem 20 suplementos alimentares proibidos

Além da proibição dos 20 suplementos da indústria de produtos naturais PHZ, Anvisa suspende propagandas irregulares de 3 empresas

Um total de 20 produtos fitoterápicos e suplementos vitamínicos da empresa PHZ Indústria e Comércio de Produtos Naturais Ltda tiveram fabricação proibida. Os produtos não possuíam registro na Anvisa e, portanto, não podem ser comercializados no mercado. A empresa será responsável pelo recolhimento do estoque de todos os produtos listados na resolução RE 3.243/16.

Além desta proibição, a Agência suspendeu a publicidade e propaganda irregular de 3 empresas de produtos e suplementos alimentares. As propagandas não autorizadas atribuíam propriedades de saúde e terapêuticas não comprovadas aos produtos comercializados.

A suspensão do marketing irregular vale para publicidades veiculadas online e em quaisquer outros tipos de veículo.

As três empresas são:
Clube Saúde & Bem Estar Ltda
Gradar Produtos Farmacêuticos Ltda
Qualydadevida Comércio Varejista de Produtos para o Bem Estar Ltda

Todas as medidas sanitárias foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (02/12).

ANVISA

Planos de Saúde com comercialização suspensa

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu a venda de 69 planos de saúde, de 11 operadoras de todo o país

De acordo com a ANS, os planos foram suspensos por causa das reclamações referentes à cobertura assistencial negada, demora para marcação de consultas, exames e cirurgias. Todas as reclamações foram recebidas pelo órgão no 3º trimestre de 2016.

Os planos suspensos apresentam, no total, 692 mil beneficiários. Segundo a ANS, os clientes continuam a ter assistência regular a quem têm direito, ou seja, continuam protegidos, visto que as operadoras terão que sanar os problemas assistenciais para que possam receber novos beneficiários.

Além de terem a comercialização suspensa, as operadoras que negaram impropriamente atendimento podem receber multas de R$ 80 mil a R$ 250 mil reais.

Os ciclos de monitoramento são realizados a cada três meses e punem os planos de saúde que não cumprem as normas de atendimento.

Os planos terão até o próximo ciclo, para resolver seus problemas e voltar a ser comercializados ou terem a suspensão estendida.

Das 11 operadoras com planos suspensos neste ciclo, uma já tinha planos suspensos no período anterior, e 10 não constavam na última lista da ANS.


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