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domingo, 12 de maio de 2013

Sem cura, lúpus pode ser controlado com remédios e estilo de vida saudável, afirma médica

AgNews
Astrid Fontenelle luta contra a doença
De acordo com especialista, portadores da doença sofrem com inflamações na pele e órgãos
 
Doença que desequilibra o sistema de defesa do organismo, o lúpus não tem cura, mas pode sim ser controlada com o uso de remédios e estilo de vida saudável, de acordo com a professora de reumatologia e coordenadora do setor de doenças reumáticas autoimunes da Unifesp, Emilia Inoue Sato. No Dia Mundial do Lúpus, a especialista também alertou para cuidados que os portadores precisam ter para levarem uma vida mais tranquila. Um dos principais é evitar a exposição ao sol.
 
— A luz ultravioleta pode desencadear a atividade da doença, por isso, a recomendação é evitar a luz solar, além do uso de anticoncepcionais à base de estrógenos e utilizar protetor solar. A pessoa deve também manter um estilo de vida saudável, evitando o fumo, com prática regular de atividade física, alimentação saudável, com menos gordura, rica em cálcio e, se possível, mantendo equilíbrio emocional.
 
Apesar de raro, o lúpus pode provocar “inflamação e lesão de diversos órgãos”, assim, como a destruição de células do sistema sanguíneo.
 
— São muitos os sintomas da doença, mas os mais comuns são: lesões inflamatórias na pele, em regiões como face, região do decote e braços e dor; inflamação nas articulações (artrite); das membranas que recobrem o pulmão, o coração, inflamação do rim e do cérebro, que poderá causar convulsões, psicose e nervos periféricos.
 
Além destes sintomas, a médica afirma que são frequentes a anemia, febre, emagrecimento e intenso cansaço.
 
— Isso acontece quando a doença está ativa. Quando a doença está controlada, o paciente pode ficar totalmente sem sintomas.
 
Além da genética
Além do fator genético, a doença também pode ser provocada por alterações hormonais, infecciosas e ambientais. Eventualmente, também pode ser desencadeado por algumas drogas como a hidralazina e procainamida.
 
Uma das curiosidades é que ela é mais comum em mulheres (90% dos portadores são do sexo feminino). Em todo o mundo existem 65 mil pessoas que sofrem com a doença.
 
— Isso ocorre por causa da ação dos hormônios femininos [estrógenos] que facilitam a resposta autoimune.

Fonte R7

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