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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Monitor de clínica clandestina afirma que era obrigado a bater em pacientes

Monitor afirma que apanhava se não batesse nos internos de clínica clandestina Goiânia Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Foto: Reprodução?TV Anhanguera
Ele diz que foi interno do local e, após melhorar do vício, se tornou monitor. Local foi fechado pela Polícia Civil e internos devolvidos às famílias, em GO

Ex-paciente de uma clínica clandestina de reabilitação para usuários de drogas, que se tornou monitor do local, relatou que recebia ordens do dono do estabelecimento para bater nos pacientes, em Goiânia. “Se a gente não batesse no interno, a gente que apanhava”, disse o homem de 32 anos, que não quis ser identificado, à TV Anhanguera.

A clínica clandestina foi interditada por tempo indeterminado pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária nesta terça-feira (23). O dono da clínica, Bruno Volpato, e um coordenador do local foram presos. Um segundo coordenador continua foragido. Segundo as investigações, os 18 internos que foram encontrados no local eram torturados e obrigados a tomar medicamentos de uso controlado, que foram encontrados no local.

O monitor que afirmou ser forçado a bater nos pacientes alertou que os medicamentos eram usados para amenizar as reações dos pacientes. “Aqueles remédios lá, na verdade, eram para acalmar os internos”, revelou. Um dos dependentes que estava internado no local, Elder Pereira da Silva, relatou que não era bem tratado no local. “Eu ficava dopado. Eu passava mal”, contou.

As vítimas das torturas foram resgatadas pela Polícia Civil e levadas para as casas de suas famílias pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Três deles foram levados para um abrigo porque os parentes não foram identificados.

Interdição
O delegado responsável pelo caso, Sérgio Souza Arraes, disse que o dono da clínica anunciava o serviço de internação para dependentes químicos em redes sociais e cobrava entre R$ 500 e R$ 1 mil. A polícia só descobriu o crime após um ex-paciente denunciar o caso.

"Ele e o funcionário iam até a casa das famílias que os contratavam e buscavam os internos a força. Davam gravata, imobilizavam, davam remédio para acalmar. Tem relatos de pacientes que tiveram braço e costelas quebradas na chácara. Eram afogados e espancados para disciplinar", disse. Ainda de acordo com as investigações, os internos eram ameaçados para não contar sobre as agressões aos familiares.

Na clínica também foram encontrados remédios como calmantes e antidepressivos. A Vigilância Sanitária esteve no local e apreendeu os medicamentos. "Para que esses remédios fossem ministrados, era preciso que tivesse um médico e um farmacêutico presente, e não tinha nenhum profissional desse tipo lá", disse o diretor de fiscalização da Vigilância Sanitária, Dagoberto Costa.

Além disso, o local não tinha nenhum alvará de funcionamento. "Ele disse que tinha esse centro terapêutico em Guapó e agora tinha vindo para Goiânia, estava começando e ainda ia contratar os médicos e solicitar os alvarás", relatou Costa.

Os dois suspeitos presos vão responder por sequestro, cárcere privado e ministrar medicamentos de uso controlado sem permissão.

G1

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